Desde que Dilma Ruinsseff foi eleita para ser a candidata do Lulla (e, mais tarde, por tabela, do PT) à Presidência, uma quantidade assombrosa de “jornalistas” e “experts” usa termos como “gestora” ou “técnica” para se referir a ela.
Nada mais longe da realidade.
Dilma Ruinsseff não passa de uma burrocrata – uma burocrata burra.
Eu já havia tratado disso, em detalhes, AQUI. Para quem estuda Administração, aquilo é leitura obrigatória, para que se aprenda o que NÃO fazer. Dilma Ruinsseff é o exemplo perfeito: ela agrega absolutamente TUDO o que um bom gestor público JAMAIS deve ser/fazer.
Não me refiro apenas à sua burrice, à vergonhosa incapacidade de concatenar idéias para formar uma frase; isso é apenas um dos componentes. É um componente feio, patético mesmo, mas apenas um entre vários.
Leio isto aqui no Valor Econômico agorinha (a íntegra está AQUI, e os grifos abaixo são meus):
O governo central, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central (BC), registrou superávit primário de R$ 1,463 bilhão em março, pior resultado para meses de março desde 2013.
No acumulado do ano, o resultado é superavitário em R$ 4,485 bilhões, em função de um superávit de R$ 10,451 bilhões registrado em janeiro e déficit de R$ 7,357 bilhões em fevereiro. O montante marca, contudo, o pior resultado fiscal para o primeiro trimestre desde 1998, quando somou R$ 3,173 bilhões. Medido em 12 meses até março, o resultado primário do governo central é deficitário em R$ 27,3 bilhões, ou 0,49% do Produto Interno Bruto (PIB), o que marca piora em comparação com os 12 meses findos em fevereiro, quanto o déficit era de 0,48% do PIB.
O resultado reforça o cenário de que a equipe econômica enfrentará dificuldades para fazer o ajuste fiscal definido para este ano. A meta de superávit primário do governo central está fixada em R$ 55,3 bilhões (cerca de 1% do PIB) para 2015. Se considerados os Estados e municípios, o compromisso fiscal consolidado sobe para R$ 66,3 bilhões ou o equivalente a 1,13% do PIB, projetado no Orçamento.
Segundo números do Tesouro Nacional, o resultado de março é reflexo de um superávit do Tesouro de R$ 8,029 bilhões e déficits de R$ 6,522 bilhões da Previdência Social e de R$ 42 ,9 milhões do Banco Central (BC).
Em março, os investimentos totais do governo federal somaram R$ 3,897 bilhões em março. A cifra é 26,7% menor do que os R$ 5,316 bilhões apurados em 2014. Os valores incluem os dispêndios com programas como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e Minha Casa, Minha Vida.
No PAC, os desembolsos do terceiro mês de 2015 foram de R$ 2,961 bilhões – resultado 32,5% inferior ao apurado em março de 2014, quando foram registrados R$ 4,389 bilhões.
Como de costume, o Mansueto Almeida já tratou dos resultados (AQUI):
Hoje foi divulgado o resultado primário do governo central. O resultado foi um pouco pior do que o esperado mas sem muitas surpresas. Em março, já se nota uma forte queda da despesa em relação ao mês anterior, mas não há muito o que comemorar e depois explico porque. Antes tenho que explicar para meus clientes. O que vale destacar são praticamente quatro pontos.
Primeiro, a queda real de 4,4% da receita liquida do Tesouro no trimestre não chegou a ser supresa. Foi exatamente esse o numero que cheguei há quase um mês atrás quando escrevi uma newsletter para clientes e abordado. O governo sofreu com a queda real das receitas de contribuições, dividendos e royalties.
Segundo, no trimestre a queda real de despesa do governo central em 0,8% é uma noticia positiva mas, novamente, nenhuma supresa. Eu trabalho para o ano com uma queda real perto de 4% para a despesa e, pelas minhas contas, nem assim governo cumpriria a meta do primário com o que já foi anunciado.
Terceiro, a grande economia do lado da despesa veio do forte corte real do investimento público em 30% no primeiro trimestre do ano como antecipado aqui nest blog no post do dia 08 de abril de 2015 (clique aqui). No ano será a mesma coisa, Esperp quem corte do investimento na casa de R$ 30 bilhões, uma redução de 40% a 50% do investimento no ano como ocorreu em 1999 e 2003m anos de aumento do superávit primário. Claro que cortes dessa magnitude depois são revertidos, por isso, que será até mais difícil cumprir a meta de 2% do PIB para o próximo ano.
Quarto e último ponto, o resultado primário acumulado no trimestre teve uma queda real de 67,6%, passou de R$ 14,4 bilhões no primeiro trimestre de 2014 para R$ 4,6 bilhões no primeiro trimestre de 2015. Até o final do ano o governo central deveria ter superávits mensais na casa de R$ 5,5 bilhões para cumprir a meta prometida para o ano. Em um ano de queda de receita é um numero muito ambicioso e difícil.
Vou parar por aqui e depois dois mais detalhes, depois de discuti-los com os meus clientes que receberão entre hoje e amanha uma analise mais detalhada, inclusive com a explicação das reservas que tenho em relação a queda da despesa em março. E por sinal, em abril, o primário tende a piorar e vocês sabem porque.
Se a Dilma fosse ruim APENAS para falar, para explicar as coisas, expressar idéias, já seria ruim, mas ela poderia compensar isso sendo uma gestora eficiente. Conheço pessoas que são eficientes, inteligentes, competentes, mas que na hora de falar em público, por exemplo, “travam”. Ok, acontece.
O problema é que a Dilma não entrega nada em nenhuma das frentes: como se não bastasse falar mal, ser incapaz de se fazer entender, ainda é um desastre na gestão pública!
Os resultados estão aí…
E as mentiras?
Um gestor PRECISA encarar os fatos, entender a realidade, para poder tomar as ações e medidas necessárias. Mas Dilma Ruinsseff insiste em falar de uma tal “crise econômica internacional” que simplesmente não existe quando ela precisa justificar o desastre na economia:
Mas e se compararmos o Brasil com os demais países da América Latina? Não adianta:
Sob toda e qualquer ótica, o Brasil está em crise, e Dilma Ruinsseff é responsável (bom, na verdade, muitos problemas começaram antes, com o Lulla, mas a Dilma só fez piorar TUDO).
Contudo, gestão pública não se restringe à economia.
E Dilma Ruinsseff é um desastre em todas as demais áreas.
Artigo instigante publicado no Valor Econômico de ontem (link original AQUI), que merece ser lido. Achei uma abordagem interessante:
Duas anfitriãs da alta sociedade são rivais. Ambas protegem zelosamente suas respectivas posições sociais – e podem até punir um conviva que compareça à festa da outra, abstendo-se de enviar-lhe futuros convites.
A China e os EUA parecem considerar as relações na região Ásia-Pacífico de maneira semelhante: como um jogo de soma zero. Os países estão aderindo ao chinês Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (BAII) ou à americana Parceria TransPacífico (PTP)? Será a China bem-vinda ou humilhantemente rejeitada em seu esforço visando convencer o Fundo Monetário Internacional a incluir o yuan em sua unidade contábil: os Direitos Especiais de Saque (DES)? São os EUA ainda a maior economia do mundo ou a China o ultrapassou em 2014?
Por mais tentador que seja focar tais indagações, elas são a maneira errada de encarar a economia mundial. Não há nenhuma razão pela qual alguns países não devam aderir tanto ao banco chinês (BAII) como à parceria americana (PTP) ou por que a superposição de participações não deva ser expandida ao longo do tempo – ou, na verdade, por que as anfitriãs não devam, futuramente, participar mutuamente de suas respectivas festas.
Infelizmente, não é assim que as questões atuais de governança econômica mundial estão sendo formuladas. Quando Reino Unido, Alemanha, Coreia do Sul, Austrália e outros países decidiram, em março, participar do BAII, o fato foi caracterizado (em parte devido a atitudes equivocadas de autoridades americanas) como uma deserção em massa de aliados dos EUA rumo à festa de um rival.
Mas não há nada de errado em aderir ao BAII. A Ásia necessita mais ajuda, para investimentos em infraestrutura, do que o Banco Mundial e o Banco Asiático de Desenvolvimento podem suprir; a China pode desempenhar um papel de liderança útil; e a participação de países que respeitam elevados padrões de governança pode ajudar a evitar práticas de apadrinhamento, corrupção e danos ambientais a que grandes projetos de infraestrutura são propensos.
Da mesma forma, as negociações da PTP são por vezes caracterizadas como uma tentativa americana de isolar a China. Mas, tendo em vista o elevado volume de comércio na região da Ásia-Pacífico e seu denso conjunto de acordos comerciais, nenhum país, inclusive a China, está em vias de ser isolado. E em vista da paralisação, há anos, das negociações na Organização Mundial do Comércio, de que todos os países poderiam participar, a PTP e outras iniciativas regionais (como a Cooperação Econômica Ásia Pacífico e várias áreas de livre comércio intra-Ásia) são melhores do que nada.
As relações cambiais são outra área onde o pensamento de soma zero prevalece. Em 9 de abril, o Departamento do Tesouro dos EUA divulgou o relatório semestral cobrado pelo Congresso para identificar os países envolvidos em “manipulação de moedas”. Desta vez, nem a China nem quaisquer outros países foram considerados culpados. Mas autoridades do Tesouro acreditam que precisam manter a pressão, por temer que o Congresso cumpra as ameaças de punir supostos manipuladores de moedas, frustrando a TPP e outros acordos comerciais.
Depois, há os DES. A cada cinco anos, o FMI reconsidera sua composição, que é atualmente definida em termos de dólares, euros, ienes e libras. É improvável que a moeda chinesa, o yuan, seja incluído na cesta agora, porque não é “livremente utilizável”. E, embora isso seja provavelmente citado como uma derrota para a China, não deveria ser assim. A questão é de escassa relevância.
Pode parecer que tudo isso poderia ser considerado como nada mais que um inofensivo esporte de massas coberto pela mídia. Mas, na medida em que um foco indevido no ranking dos países torna-se uma barreira a uma política sensata, isso pode causar danos reais.
Esse é o caso no que diz respeito à paralisada reforma dos pesos das cotas de participação no FMI, um problema em que as posições no ranking têm alguma importância, mas com um resultado de soma não zero. Sob qualquer referencial de relevância econômica, a China e outras grandes economias emergentes há muito deveriam merecer cotas bem maiores no FMI, o que implicaria maiores contribuições financeiras e maiores pesos de voto.
Mas as ampliações de participação não precisam, necessariamente, acontecer à custa dos EUA. Os países europeus é que estão excessivamente representados. Apesar da relutância europeia em ceder terreno, o presidente dos EUA, Barack Obama, conseguiu intermediar essa realocação de cotas no FMI na cúpula do G-20 em Seul, em novembro de 2010. Cinco anos depois, o Congresso dos EUA ainda está sustando a reforma de cotas no FMI – não porque ela implicaria alguma perda de poder ou custo para os contribuintes americanos, mas porque muitos membros não querem dar a Obama nada que ele peça.
Trinta anos atrás, tudo o que o Ocidente queria era que a China se tornasse uma economia capitalista. Foi o que os chineses fizeram – com um sucesso espetacular. As regras do jogo agora exigem que seja dada à China maior participação na governo das instituições internacionais.
Abrir espaço na mesa ajudará os demais, todos nós, no “jogo” que mais importa: paz e prosperidade mundiais. Se o Congresso não aprovar a reforma de cotas no FMI, os EUA dificilmente poderão culpar os chineses por assumir, eles próprios, iniciativas como o BAII.
Frequentemente, ouvimos referências a “hard power” (poder militar) e “soft power” (a atratividade das ideias, cultura, sistema econômico etc de um país). Mas há um outro tipo de poder. Desde Bretton Woods, os EUA detiveram o poder de liderança mundial. Durante o período entre guerras (1919-1939), os americanos estavam despreparados para assumir aquele manto; mas a Segunda Guerra Mundial ensinou-lhes o custo do isolacionismo e eles puseram-se à altura do desafio em 1944.
Setenta anos depois, mesmo após enormes erros de política externa americana no Iraque e em outros países, e mesmo após o PIB chinês ter, supostamente, ultrapassado o dos EUA (pelo menos em termos de paridade de poder de compra), o mundo continua disposto a ser liderado pelos EUA, inclusive no que diz respeito aos temas cruciais de comércio e reforma do FMI. Se aqueles que insistem em ficar “computando saldos de gols” prevalecerem, os EUA não serão capazes de exercer a liderança de que o mundo necessita. E o mundo procurará outro país
E a Dilma Ruinsseff achando que o banco dos BRICS ou o BNDES são o máximo da civilização…
Contudo, muita bobagem vem sendo disseminada. Infelizmente, como já virou praxe, mentiras espalham-se como se verdades fossem, propaladas especialmente por sites e blogs sujos (a esgotosfera do PT), e acabam repetidas bovinamente por militontos e alguns idiotas úteis.
O curioso caso do esquerdista que sempre usa os países escandinavos como exemplo e agora está assustado com a lei de terceirização.
A CUT, uma central sindical que não passa de linha auxiliar do PT, andou espalhando (com a ajuda da esgotosfera de sempre) algumas bobagens homéricas e risíveis. Um belo esclarecimento sobre o fato foi produzido pelo Roberto Ellery AQUI. Reproduzo abaixo alguns trechos, mas vale a pena ler o texto na íntegra, pois ele é riquíssimo em detalhes:
O número mágico que está na internet é que terceirizados ganham 25% menos do que trabalhadores que são contratados diretamente pela empresa. Tal número pode ser encontrado em várias reportagens na imprensa, em posts de blogs e no FB e em vídeos que circulam pela internet. Por exemplo, o site UOL afirma “Salário médio dos terceirizados em 2013: R$ 1.776,78 (25% menor que os R$ 2.361,15 dos contratados diretamente)” (link aqui). A Carta Capital diz: “O salário de trabalhadores terceirizados é 24% menor do que o dos empregados formais, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).” (link aqui). O blog Viomundo afirma: “Segundo o documento, em dezembro de 2013, os trabalhadores terceirizados recebiam 24,7% a menos do que os contratados diretos…” (link aqui). O Estadão cita um número diferente (talvez por algum ajuste nas horas) mas aponta a CUT como fonte na chamada que anuncia: “Terceirizados ganham 27,1% a menos que contratados diretamente, diz CUT.” (link aqui).
Provocado em uma conversa no FB decidi procurar o estudo da CUT e descobrir de onde veio o número. O estudo se chama “Terceirização de Desenvolvimento: uma conta que não fecha” (link aqui). […]
[…]Reparem na fragilidade do número. De início me preocupou que o estudo não controlasse por atividade desempenhada pelo trabalhador. Como atualmente a terceirização só é permitida para atividades meio e é razoável supor que atividades meio ganhem menos que atividades fins independente da forma de contrato eu desconfiei do número. Imagine um hospital, o leitor ficará surpreso em saber que um médico (atividade fim) ganha mais que um servente (atividade meio)? O leitor ficará surpreso em saber que em uma universidade os professores (atividade fim) ganham mais que o porteiro (atividade meio)? Imagino que não. Pois dizer que terceirizados ganham menos que contratados direitos sem controlar por atividade exercida é praticamente o mesmo que dizer que médicos ganham mais que serventes ou professores ganham mais que porteiros. Mas o estudo é ainda mais frágil. Repare que a tabela fala de “Setores Tipicamente terceirizados” e “Setores Tipicamente contratantes”. O que significa isto? Significa que sequer o estudo da CUT está considerando o salário dos trabalhadores terceirizados, o estudo considera o salário dos setores que são classificados como setores tipicamente setorizados.
Grosso modo o que o estudo da CUT está dizendo é que em setores onde terceirização é comum o salário é menor. Quais são estes setores? Procurei um anexo onde estivessem listados quais são os setores tipicamente terceirizados, mas não encontrei. Porém, considerando que a lei apenas permite a terceirização de atividades meio, é bem plausível supor que tais setores são os que atividade meio tem mais peso. Desta forma o que estudo está dizendo é que setores onde atividades meio sujeitas à terceirização são preponderantes pagam salários menores. Tais setores, segundo os números da CUT e do DIEESE, equivalem a 26,8% dos setores (pg.13). Não é quase como dizer que porteiros ganham menos que médicos, é dizer que porteiros ganham menos que médicos.
Em suma, a CUT espalhou (com a ajuda da esgotosfera e dos idiotas úteis que compartilham as mentiras e bobagens de Caca CaPTal, Diário do Centro do Mundo, Carta Maior, Brasil de Fato, Brasil Atual, Sakamotos e outras porcarias do mesmo naipe) um monte de dados falsos, que alguém minimamente inteligente jamais engoliria ou levaria a sério. Repito: vale a pena ler todo o texto do Roberto Ellery. Eu transcrevi apenas alguns poucos trechos, pois é longo e detalhado.
Mas vamos adiante.
Os dados e afirmações mentirosos da CUT serviram de “argumento” para os idiotas úteis que bradavam que o projeto de lei que regulamenta a terceirização causaria “precarização” do trabalho. Houve uns abestados que chegaram ao cúmulo de falar em “escravização” ou coisas non-sense parecidas. Isso ultrapassa o limite não apenas do ridículo, mas da patologia também.
Não é apenas mentira, é uma viagem na maionese mesmo. Coisa de quem come cocô no café da manhã.
Vamos tratar de um ponto conceitual básico? DIREITOS trabalhistas.
Na verdade, a CLT é uma excrescência autoritária não apenas por ser baseada fortemente na Carta do Trabalho (“Carta del Lavoro”) de 1927, produzida pelo Partido Nacional Fascista de Mussolini; a CLT é uma excrescêcia porque ela apresenta a falsa impressão de que irá assegurar DIREITOS aos trabalhadores registrados sob suas normas, quando na verdade ela apenas impõe DEVERES, OBRIGAÇÕES. Resumidamente, a CLT reduz o ganho dos empregados (trabalhadores) e aumenta os custos dos empregadores (empresas).
Vejamos o caso do FGTS, para ficar num dos temas mais citados recentemente. O FGTS é um fundo criado pelo governo, administrado/controlado pelo governo – lembremo-nos de que a base do fascismo é aquela frase emblemática de Benito Mussolini: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado“.
Ou seja, exatamente como no comunismo, no socialismo e no nazismo, o Estado é o centro de tudo. Assim, o governo é o único responsável pelo FGTS – que todo empregado registrado é OBRIGADO a recolher mensalmente, assim como o empregador (empresa). O problema: se o trabalhador quiser usar o seu FGTS, ele NÃO pode, exceto em pouquíssimos casos nos quais o Estado (sempre ele!) permitir.
Isso é a descrição de um DIREITO ou de um DEVER? Se eu, empregado, quiser exercer meu DIREITO sobre o FGTS, eu não posso! Então, volto a perguntar, aonde está o DIREITO? Eu vejo um DEVER, uma OBRIGAÇÃO – a de recolher mensalmente aquele percentual, o que implica receber um salário líquido menor pelo meu trabalho.
O Ministério da Fazenda pressiona para que o FI-FGTS – fundo criado com os recursos dos trabalhadores para investir em projetos de infraestrutura – empreste R$ 10 bilhões ao BNDES, mas não tem o apoio de representantes das centrais sindicais no comitê de investimentos do Fundo. Uma operação semelhante foi realizada em 2008, em plena crise financeira global, quando o FI injetou R$ 7 bilhões no BNDES via aquisição de debêntures do banco de fomento. Só que, mais tarde, a aplicação foi questionada pela Controladoria-Geral da União (CGU). Um dos principais problemas apontados pela auditoria foi a baixa remuneração dos papéis, o que provocou impacto no rendimento do FI.
Os detalhes do novo empréstimo serão apresentados pela Caixa Econômica Federal, gestora do Fundo, aos membros do comitê gestor na quarta-feira. Segundo fontes a par das discussões, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, queria que a transação fosse aprovada no mesmo dia, mas foi informado pela Caixa que há a um rito a ser cumprido, cabendo inclusive pedido de vista. Levy, então, pediu que seja marcada uma reunião extraordinária do comitê para deliberar sobre o tema.
O empréstimo do FI é visto pela Fazenda como alternativa aos repasses do Tesouro Nacional ao BNDES, diante da necessidade do ajuste fiscal. Entre 2008 e 2014, a instituição recebeu R$ 416 bilhões. Levy já deixou claro que esses aportes não vão continuar. Os R$ 10 bilhões pretendidos para o banco correspondem à quase totalidade dos recursos que o FI tem para emprestar este ano: R$ 13 bilhões. Outros R$ 28,1 bilhões já estão aplicados, de acordo com a Caixa.
A reportagem acima está no Globo de hoje (íntegra AQUI). Não é lindo isso?!
Pois é, o governo desgovernado de Dilma Ruinsseff quer usar o dinheiro do FGTS para ajudar a cobrir uma parte do rombo que ela mesma, a ex-proprietária de uma lojinha de bugigangas que foi à falência por incapacidade da dona, criou.
Mas não ligue ainda, porque o governo do Brasil sempre oferece mais – mais surpresas! O dinheiro que fica lá, paradinho na Caixa, é reajustado de forma a causar prejuízo: a correção do montante é menor do que o rendimento da caderneta de poupança – que, em períodos de inflação alta, como agora, é uma das piores aplicações financeiras. Em suma, o trabalhador que é OBRIGADO (lembra do “direito”?) a recolher o FGTS está sendo lesado também na correção do seu saldo. O caso do FGTS e seu risível retorno, como investimento, é tão óbvio que até mesmo um blog xexelento da igualmente xexelenta SuperInteressante (que há muitos anos deixou de ser interessante) expõe o problema, AQUI.
E as pessoas estão reclamando do projeto de lei da terceirização?
Sério?
Será que essa gente que está reclamando trabalha? Sabe fazer conta?
O pessoal sabe que a CLT os obriga a contribuir com FGTS, INSS e outros trambolhos que estão falidos? Essa galera que ferrenhamente critica a terceirização não sabe que tudo o que a CLT enfia goela abaixo dos trabalhadores (e também das empresas) só serve para gerar dinheiro para o governo, mas não oferece retorno real às pessoas?
Esse pessoal não entende que a CLT é um atraso nas relações trabalhistas e compromete a produtividade do Brasil? Não sabem que menor produtividade gera menores salários, pior qualidade de vida dos empregados e, em última instância, imensas perdas para o país?
Eis aqui um excelente artigo do Samuel Pessoa que saiu na Folha (íntegra AQUI):
Um agricultor médio de Mato Grosso que deseja plantar soja terá dificuldades com a colheita. A colheita é executada por imensas e moderníssimas colheitadeiras, vendidas ao preço de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões cada uma.
O agricultor pode alugar a colheitadeira. Terá que contratar o tratorista – e não saberá o que fazer com ele no resto do ano- e será responsável por reparos de possíveis danos que ocorrerem quando estiver empregando o equipamento.
Finalmente o médio agricultor pode se associar a outros agricultores e comprar a colheitadeira em condomínio. Qualquer pessoa que já participou de reunião de condomínio pode imaginar as dificuldades. O equipamento danifica-se em uma propriedade. Quem é responsável pelo reparo? Quem assinará a carteira do tratorista? A lista é grande.
A dificuldade em contratar empresa terceirizada especializada no serviço de colheita e outros aspectos rígidos de nossa legislação acabam jogando o médio agricultor para a cidade. Ele arrenda ou vende a terra para um grande agricultor, que tem economia de escala para arcar com todos esses custos, e deixa o campo.
O projeto de lei 4.330 tem por objetivo permitir que empresas especializadas em colheita e outras especializadas na aplicação de inseticidas, e assim sucessivamente, possam ser criadas. Exemplifico com a agricultura para ser didático, mas evidentemente as implicações são para o conjunto da economia.
A colheita é atividade-fim. No entanto, como a narrativa nos parágrafos anteriores sugere, o custo de transação de o fazendeiro internalizar essa atividade-fim em seu próprio negócio é muito elevado. Ele terá que adquirir um equipamento caro, cuja manutenção é muito cara, terá que ter um profissional muito especializado, que operará o equipamento poucas semanas por ano etc.
Uma empresa especializada nessa atividade poderá ofertar o serviço de colheita de forma muito mais eficiente. A empresa será proprietária de inúmeras colheitadeiras, empregará pessoal especializado que poderá ser treinado na própria empresa, terá um relacionamento estreito com o fabricante do equipamento, poderá ter um setor de mecânica e manutenção etc.
Há muito tempo sabemos que a distinção entre atividade-meio e atividade-fim, além de difícil de ser feita, não é a distinção relevante para sabermos quais atividades devem ser internalizadas em uma mesma firma e quais devem ser adquiridas no mercado. A linha deve ser traçada levando em conta o custo da geração no interior da firma e o custo de aquisição no mercado.
É esse o objetivo do projeto de lei 4.330, em votação na Câmara. Por exemplo, é possível que uma montadora de automóvel considere que é mais eficiente terceirizar a atividade de pintura dos carros. Se esse for o caso –não tenho a menor ideia se é–, o PL permitirá que seja contratada uma empresa especializada de pintura automotiva que operará nas instalações da montadora.
Note que não será possível a contratação de empresa terceirizada para ofertar somente a mão de obra –o parágrafo 3º do artigo 4º é muito claro na vedação da intermediação de mão de obra– e o funcionário da empresa terceirizada terá os mesmos direitos de higiene, segurança e salubridade dos funcionários da contratante da terceirizada, como especificado no artigo 13.
Finalmente, o artigo 15 do PL estabelece que a “responsabilidade da contratante em relação às obrigações trabalhistas e previdenciárias devidas pela contratada é subsidiária, se ela comprovar a efetiva fiscalização de seu cumprimento, nos termos desta lei, e solidária, se não comprovada a fiscalização”.
Os cuidados para evitar abusos foram tomados. O PL representa importante item na modernização das relações trabalhistas e visa aumentar a eficiência produtiva de nossa economia.
Finalmente, o Leandro Narloch escreveu um artigo objetivo (e curto) sobre isso:
Quem ataca a regulamentação da terceirização costuma acreditar que as leis trabalhistas garantem direitos, que sem elas os trabalhadores estariam em situação vulnerável e precária. Essas pessoas precisam responder uma pergunta: por que os países com “melhores” leis trabalhistas exportam pessoas?
Ora, se as leis que protegem os trabalhadores têm o efeito esperado, veríamos ingleses migrando para a Espanha e Portugal, onde é quase impossível demitir alguém. Operários dos Estados Unidos, onde não há obrigação de aviso prévio, multa por rescisão de contrato nem férias remuneradas, atravessariam desertos a pé para chegar ao México, onde o custo médio de uma demissão é de 74 semanas de trabalho.
Mas o que vemos é o contrário: os trabalhadores fogem dos países com leis que os protegem demais. Há quase 200 mil portugueses e espanhóis trabalhando na Inglaterra, onde é muito fácil contratar e demitir. Cerca de 4 milhões de indonésios (segundo o Banco Mundial, um dos países onde é mais caro demitir) trabalham na Malásia, na Austrália e também em Cingapura, onde sequer há uma lei geral de salário mínimo.
Considere estes dois grupos de países:
1. Estados Unidos, Canadá, Austrália, Cingapura, Hong Kong (China), Maldivas, Ilhas Marshall.
2. Bolívia, Venezuela, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Tanzânia, Congo e República Centro Africana
Quem acredita na mágica das leis trabalhistas diria que elas são mais rígidas nos países do primeiro grupo. Afinal vivem ali os trabalhadores com melhor qualidade de vida no mundo. Na verdade, no grupo 1 estão os sete países que, segundo o Banco Mundial, têm as leis que menos azucrinam os patrões. Já o grupo 2 reúne os sete países que mais protegem os trabalhadores. Na Venezuela, a lei proíbe a demissão de que ganha até um salário mínimo e meio (o que faz funcionários terem medo de serem promovidos, pois os patrões costumam aumentar o salário para então demiti-los).
Por que multidões de imigrantes decidem ir trabalhar nos Estados Unidos e não na Venezuela ou na África, continente que reúne os países com leis trabalhistas mais protetoras?
Eu arrisco uma explicação: países com leis trabalhistas muito rígidas são geralmente lugares ruins para se fazer negócio. Lucro é considerado pecado; empresários são tidos como vilões. Pouca gente se aventura a investir ou abrir vagas de trabalho em lugares assim. Já os países onde as leis trabalhistas são mais leves costumam ter mais liberdade para empreender, tradição de respeito à propriedade, facilidade para investir e, por causa disso tudo, mais oportunidades para os pobres. É a facilidade de fazer negócios, e não um punhado de palavras escritas no papel, que garante direitos aos trabalhadores.
Ele resumiu brilhantemente a questão prática, que no Brasil é dificultada porque desde 1945 nós ouvimos essa falácia de “DIREITOS trabalhistas”. Na verdade, a expressão mais adequada é “OBRIGAÇÕES trabalhistas e apenas o direito de receber em troca péssimos serviços, como SUS, INSS etc”.
Vamos comemorar: temos direito a usar o sistema de previdência do governo, que está quebrado e paga uma mixaria depois que você passou 40 anos recolhendo mensalmente um percentual do seu salário. Mas se você for funcionário de certas estatais, é diferente, porque o brilhante governo desgovernado do PT arrombou o Postalis, a Previ e a Funcef. Pelo menos é o que já se sabe até agora, mas decerto em breve serão descobertos novos rombos causados pela incomPTência de corruPTos.
Para audiência rotativa: @jmpmello e eu escrevemos sobre Terceirização, Coase, Milgrom e a vida: Leia lá no Blog: http://t.co/xJGgVN2iAJ
Este artigo indicado no twitt acima é brilhante: analisa a questão da terceirização sob a ótica da Teoria da Firma. Trata-se de artigo extenso, denso, que pode ser lido na íntegra AQUI. NÃO DEIXE DE LER. Mesmo.
Para finalizar, um “causo”: há alguns anos (foi em 2011 ou 2012, não tenho certeza) eu tinha uma empregada doméstica em casa, 4 dias por semana. Foi ANTES da aprovação da legislação que mudou radicalmente o mercado das domésticas. Eu fazia todos os recolhimentos de impostos, estritamente dentro da lei. Eu usava, na época, um software que baixei do site do Ministério do Trabalho, que já fazia os cálculos, emitia recibos e demais documentos etc.
Quando ela completou 1 ano de contrato, evidentemente, chegou o momento das férias. E ela estava empolgada porque iria receber PELO MENOS o dobro do salário – era isso que ela achava.
Quando paguei as férias dela, ela ficou decepcionada, porque imaginava que iria receber muito mais, porém o valor sofreu diversas reduções (abatimentos) em virtude dos descontos legais. A expressão de decepção no rosto dela foi triste – e cômica ao mesmo tempo. Ela mesma “reclamou” e aí eu expliquei que era a lei.
Contudo, havia entre as aspirações de cada um de nós um Estado, imenso, gordo, ineficiente, corruPTo, gastador, falido, um abocanhador voraz do dinheiro alheio. Eu jamais a contrataria “por fora”, pois a Justiça do Trabalho é implacável com um empregador levado a juízo – mas ignora os Josés Dirceus que recebem milhões de reais por uma “consultoria” prestada enquanto ele estava na cadeia.
Quem ataca o projeto de lei da terceirização quer que o trabalhador ganhe menos, desde que ele sustente um sindicato de ladrões; essa gente também não se importa que as empresas tenham seus custos majorados, pois eles já acham que empresário é o diabo disfarçado mesmo. E, para piorar, é uma gente estranha, que acha que o Estado é papai e mamãe. Lembram-se da máxima do fascismo de Mussolini? “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado“. Não é apenas mera coincidência, não.
Essa é a “linha de argumentação” dos defensores da CLT e dos sindicatos (que, aliás, recebem a contribuição sindical COMPULSÓRIA, ou seja, é mais um daqueles “direitos” que os empregados são OBRIGADOS a pagar, ainda que o sindicato não faça absoluta e rigorosamente nada por você).
Que gente estranha, né?!
Publiquei "Como a terceirização beneficia negros, mulheres e jovens", do Carlos Góes, no Brasil Post. Polemiquito. http://t.co/4TxoEwPFUb
Na última Quarta-feira, finalmente, a Petrobras divulgou o balanço de 2014. O assunto dominou a imprensa nas últimas 24 horas. Foram produzidas inúmeras análises superficiais (e erradas), muita fumaça, muita espuma, pouco fogo e nenhum sabão.
Vou acabar escrevendo sobre os números da Petrobras, mas quero avaliar com mais calma as informações e dados do balanço. Ainda não tive tempo/oportunidade, mas chegarei lá.
Por ora, entretanto, o Antagonista produziu o melhor material sobre o assunto. Disparadamente.
Então, vou reproduzir abaixo alguns trechos. Caso o leitor queira ter um parâmetro, eu escrevi AQUI uma comparação entre a situação da Petrobras em 2002 (último ano do mandato de Fernando Henrique) e 2013 (último ano da gestão temerária do PT em que os dados contábeis estavam disponíveis). Adianto: provo naquele texto que o PT arruinou a Petrobras, sob TODA E QUALQUER ótica que se pretenda utilizar para a análise. José Eduardo Dutra, Sérgio Gabrielli, Lulla e Dilma foram o epicentro da devastação sofrida pela Petrobras. Estes 4 deveriam ser processados e punidos por crime lesa-pátrica.
Sobre o Lulla, especificamente, já começo com o vídeo que O Antagonista publicou:
– Paulo Roberto Costa, sentado ao lado de Graça Foster, representa o desfalque de 6,1 bilhões de reais por corrupção.
– O Comperj, assim como as outras refinarias mencionadas por Lula, de Abreu e Lima a Premium I e II, no Ceará e no Maranhão, simbolizam a desvalorização dos ativos de 44,3 bilhões de reais.
– Dilma Rousseff, presidente do Conselho da Petrobras, encarna aqueles 21,6 bilhões de reais de prejuízo da estatal em 2014.
– O nacionalismo politiqueiro de Lula camufla os 300 milhões de dólares roubados pelo PT para eleger sua sucessora.
O clipe de Lula no Comperj, reproduzido no post anterior, resume em 1’46” a rapina cometida na Petrobras.
A versão integral do discurso é ainda mais reveladora. É quase uma delação premiada de Lula.
Inicialmente, ele citou as autoridades presentes ao evento. Cinco deles estão sendo investigados pela Lava Jato:
1 – “Quero começar cumprimentando o companheiro Sérgio Cabral”.
2 – “Nosso companheiro Pezão”.
3 – “O ministro Edison Lobão”.
4 – “O nosso querido Paulo Roberto Costa, presidente em exercício da Petrobras”.
5 – “Nosso companheiro Jorge Sergio Machado, presidente da Transpetro”.
Em seguida, ele explicou os motivos daquele evento:
“Eu sei que tem algumas pessoas que estão perguntando ‘por que o Lula já visitou pela terceira vez o Comperj, se ainda a obra não está sendo construída, está na fase da terraplanagem?’ A primeira coisa que tem que compreender é que eu adotei como filosofia de vida aquela de que ‘é o olho do dono que engorda os porcos’. Então, eu tenho que estar presente sempre, para saber se as coisas que nós decidimos estão funcionando”.
Cinco anos mais tarde, as obras no Comperj continuam paradas, mas a filosofia de vida de Lula funcionou: os porcos engordaram um bocado.
Depois de falar sobre seus porcos, Lula disse que sabia da roubalheira em Abreu e Lima. Ele disse também que a roubalheira tinha de prosseguir:
“Se a gente não fica esperto, a obra da refinaria de Pernambuco estaria parada. Porque se levantou suspeita de sobrepreço em algumas obras. E foi para a comissão do Congresso, a comissão do Congresso colocou no anexo VI, e eu vetei, porque senão teria que ter mandado embora 27 mil trabalhadores”.
Lula esclareceu igualmente que, para engordar seus porcos, a ração teria de ser fornecida pela própria Petrobras:
“O companheiro Paulo Roberto Costa sabe, a Dilma Rousseff, como presidenta do conselho administrativo da Petrobras, sabe, o ministro Lobão, como ministro de Minas e Energia, sabe que, há cinco anos atrás, se dependesse da vontade da Petrobras, não teria nenhuma refinaria no Brasil”.
Outro porco do chiqueiro de Lula, Hugo Chávez, entrou na história:
“Numa visita de trabalho do presidente Chávez, conseguiu a parceria para a PDVSA se associar à Petrobras. Levamos três anos para construir essa parceria, porque a Petrobras e a PDVSA são duas grandes empresas, e duas moças bonitas no mesmo baile, elas sofrem uma concorrência natural entre elas, e nós demoramos muito para construir a engenharia do acordo que, graças a Deus, está pronto e está andando”.
Lula, a essa altura, introduziu o único assunto que realmente interessava:
“São bilhões de dólares, de investimentos. Se a gente for medir só o que a gente está fazendo, a gente vai ultrapassar os US$ 60 bilhões em refinaria neste país”.
E apresentou seus cúmplices:
“Aqui tem muitos empresários do setor da construção civil”.
O juiz Sergio Moro poderia usar o discurso de Lula como prova da Lava Jato. Ele mostra claramente quem era o chefe do esquema.
É isso mesmo: até o momento, o que se sabe é que graças aos delírios nacionalistas burros do Rei Lulla, que segue se achando uma divindade genial mas que não passa de um sub-produto da ignorância e falta de bom senso tupiniquim, um sindicalista de araque que se aproveita de gente mal informada e meia dúzia de deslumbrados sem noção do ridículo, o Brasil retrocedeu e a Petrobras foi desmantelada em prol da corrupção assombrosa que corroeu instituições, processos e pessoas – tudo em prol de um projeto de poder rastaquera, arquitetado por personagens ordinários como José Dirceu, José Genoíno e outros bandidos.
Aproveitei o feriado prolongado para colocar em dia a leitura dos meus RSS de blogs que gosto (mas estava difícil acompanhar por falta de tempo), e me deparo com este texto do Mansueto Almeida (íntegra AQUI):
Nesta terça-feira, dia 24 de março de 2015, o Senado Federal aprovou o PLS 201 (clique aqui) que modifica a cobrança do ICMS quando empresas, sujeitas a contribuição do ICMS pelo mecanismo de substituição tributária, venderem para microempresas e empresas de pequeno porte enquadradas no SIMPLES.
O que significa isso para nós leigos? uma coisa muito simples. Uma empresa grande, por exemplo, de refrigerante, quando recolhia o ICMS pelo mecanismo de substituição tributária pagava a alíquota cheia independentemente de vender para empresas grandes (supermercados) ou a mercearia do seu Raimundo (uma vendinha pequena enquadrada no SIMPLES).
Esse tipo de operação não causava problema algum para operações entre grandes empresas, mas para o seu Raimundo causava problema porque ele pagava o preço com o ICMS cheio incorporado ao preço do produto e não gerava crédito tributário (ou gerava um crédito tributário difícil dele compensar porque já pagava uma alíquota menor de ICMS). E agora? Bom, agora, com o PLS 201 aprovado nesta semana pelo Senado Federal, quando uma empresa grande vender para a mercearia do seu Raimundo só poderá cobrar um ICMS de 3,95%.
Isso significa, na prática, que o seu Raimundo vai comprar os biscoitos, leite e refrigerantes mais baratos, porque o ICMS incorporado no preço do produto será menor, e os estados perderão em conjunto uma receita anual de cerca de R$ 10,7 bilhões, de acordo com as simulações feitas por assessores técnicos no Senado Federal. Se a lei for aprovada na Câmara dos Deputados e sancionada pela Presidente o efeito será imediato: governos estaduais perderão ao longo de 12 meses R$ 10,7 bilhões. Os estados terão mais uma perda de receita e ficará ainda mais difícil cumprir o primário.
Ao ler coisas assim, é inevitável me lembrar de como as pequenas e médias empresas têm dificuldades para acompanhar as mudanças nas leis que têm impacto direto no dia-a-dia de seus negócios. Neste caso específico, a mudança é boa para as pequenas e médias empresas que recolhem ICMS, mas os Estados não vão gostar muito disso.
Há alguns anos, a imprensa no geral – e alguns “especialistas”, entre muitas aspas – vem enaltecendo a tal “nova classe média”. Segundo os iluminados, durante os anos do mandato do Lulla surgiu no Brasil esta “nova classe média”, em decorrência principalmente das chamadas “políticas sociais” defendidas pelo PT – sendo que a mais famosa e comentada delas, o Bolsa Família, foi criada por Fernando Henrique Cardoso e foi duramente criticada por ninguém menos que Lulla:
Eu já havia escrito AQUI no blog sobre esta falácia de “nova classe média”, mas, para resumir, o ponto principal é o seguinte: o governo mudou os parâmetros que definem o que é classe média, o que distorceu as estatísticas posteriores. Vai aqui um trecho do que eu escrevi:
Para quem não se lembra, a SAE – Secretaria de Assuntos Estratégicos (que tem status de Ministério, como se no Brasil do PT houvesse necessidade de 39 ou 40 ministérios!) foi criada apenas para alojar mais algumas centenas de cumpanheiros, reforçando a estratégia de locupletar-se no poder que o PT sempre teve.
O tempo foi passando, e a tal SAE foi juntando teias de aranha.
Para dizer que a Secretaria tinha alguma função, algum burrocrata resolveu inventar uma mudança nos critérios de classificação das classes sociais. Com isso, instaurou-se uma situação verdadeiramente SURREAL. Aplicando-se os novos critérios, pessoas com renda familiar per capita entre R$ 290 e R$ 1.019 são as que formam a classe média brasileira.
O sujeito que ganha, mensalmente, R$ 290,00 é classe média???? Como assim?
Ontem eu estava vendo na TV (na GloboNews, se não me engano) uma reportagem que citava um estudo da FGV que indicava que a inflação no primeiro trimestre deste ano estava afetando com muito mais intensidade os mais pobres. Ok, isso não é novidade. Mas em dado momento, a reportagem citou, en passant, que o estudo da FGV considerava que os mais pobres são aqueles que ganham menos de R$ 2 mil mensais. Infelizmente, a reportagem não detalhou se 2 mil por família ou per capita.
Mas o importante é o seguinte: hoje em dia ninguém sabe mais o que significa CLASSE MÉDIA. Muito menos o que seria a NOVA CLASSE MÉDIA. Foram tantas classificações diferentes (e conflitantes) que o país simplesmente perdeu toda e qualquer noção. As pessoas não sabem mais se são classe média. Os órgãos de governo não sabem mais quem é classe média. Os institutos de pesquisa (de opinião ou de mercado) não sabem mais quem é classe média. Este “novo conceito” de “nova classe média” é tão ridículo e tão grotesco que até mesmo uma Marilena Chauí é capaz de criticá-la – de forma burra, deturpada, claro, afinal trata-se de uma Marilena Chauí, que não passa de uma picareta rastaquera elevada à condição de “intelequitual” por falta de outro nome para o “cargo”. A questão foi abordada numa reportagem do Estadão de sábado:
Um dos méritos dos tempos de crescimento econômico e das políticas sociais do governo foi garantir que a chamada nova classe média pudesse olhar no longo prazo e planejar o futuro. Segundo especialistas em baixa renda, os 35 milhões de brasileiros que saíram da pobreza tiveram acesso não apenas ao iogurte e ao televisor de 42 polegadas. Finalmente puderam almejar o ensino superior, a casa própria em área com infraestrutura básica e assumir gastos fixos com serviços mais sofisticados – como a internet, que amplia a rede de amigos e as oportunidades de trabalho. Mas a recessão que ronda o País pode comprometer a escalada na pirâmide social.
Dois indicadores divulgados na semana passada sinalizaram uma tendência nefasta para essa parcela. De um lado, o IPCA, que mede a inflação oficial do País, passou de 8% no acumulado em 12 meses. A taxa de desemprego da Pnad Contínua, que detalha o mercado de trabalho em 3,5 mil municípios, subiu para 7,4% no trimestre encerrado em fevereiro. Há um milhão a mais de desempregados. Ou seja, os números atestam a deterioração simultânea do emprego formal e do poder de compra.
A primeira frase, que eu grifei, é ótima: os tais 35 milhões de brasileiros que saíram da pobreza são fruto de um apurado Cálculo Hipotético Universal Teórico Estimado – C.H.U.T.E na sigla para os íntimos.
Ora, se ninguém sabe quem é classe média, pobre, rico, então fica impossível calcular (ou estimar) quantas pessoas saíram da pobreza e quantas entraram nela. Parece bastante óbvio, e é, mas ignora-se o óbvio no afã de tentar achar uma explicação simples (e errada) sobre as mudanças no mercado consumidor do país.
Que “nova classe média” é esta que não recebe um salário capaz de cobrir despesas essenciais como plano de saúde? Ou ainda: uma classe média que vive de bicos pode ser considerada classe média? Mas o pior é que tem gente (ahn, os iluminados!) que vai além: esta “nova classe média” ainda por cima é burra e ingrata:
O presidente do PT, Rui Falcão, avisou: quem votar em Dilma Rousseff estará votando, na verdade, em Lula – aquele que, segundo suas próprias palavras, não consegue “desencarnar” da Presidência.
A “promoção casada” foi explicitada em entrevista de Falcão ao jornal Valor. Respondendo a uma questão sobre se Lula terá “maior participação” em um eventual segundo mandato da presidente, o petista disse que “sim” e explicou, praticamente sem rodeios, que a passagem de Dilma pelo Planalto serviu apenas para guardar lugar para seu chefe.
“Precisamos eleger a Dilma, para o Lula voltar em 2018”, disse Falcão. “Isso significa que, ela reeleita, começa o ciclo de debate, de planejamento, para que o nosso projeto tenha continuidade, com o retorno do Lula, em 2018, que é a maior segurança eleitoral de que o projeto pode continuar.”
A preocupação de Falcão e da militância petista é compreensível. Embora a propaganda oficial martele que o PT está fazendo um governo revolucionário, que tirou milhões de pessoas da miséria e as levou ao paraíso do consumo, os eleitores em geral parecem cada vez mais descontentes. Com crescimento econômico pífio, inflação alta e perspectivas sombrias para o emprego, é natural que o tal “projeto” petista esteja sendo questionado, conforme mostram todas as pesquisas de opinião e de intenção de voto. Para Falcão, porém, a chamada “nova classe média” tem reclamado do governo porque não foi devidamente instruída sobre os benefícios que a administração petista lhe deu. Faltou que Dilma lembrasse a essa gente que sua ascensão social se realizou não graças a seus méritos pessoais, mas pelas magnânimas políticas do governo. É a tese da ingratidão, levantada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e corroborada por Lula. “Essa ideia do mérito próprio estimula a fragmentação, o individualismo, afasta as pessoas de coisas mais sociais, coletivas”, disse Falcão. Para ele, Dilma errou ao não “dialogar” com essa classe média “individualista”.
Não é uma belezinha essa declaração iluminada do Rui Falcão?! O texto acima é um trecho de um editorial do Estadão, que pode ser lido na íntegra AQUI.
Pergunta: como essa “nova classe média” sobrevive com impostos tão altos no Brasil?
O problema é o seguinte: quem paga imposto (em qualquer país em que a lógica não seja atropelada) é a classe média. Os mais pobres não pagam impostos porque não têm sobre o que pagar (patrimônio e ganhos de capital) e consomem menos – portanto, “escapam” dos impostos sobre consumo, como IPI, ICMS etc. Por outro lado, os ricos (ricos mesmo) têm diversas ferramentas legais e alguns subterfúgios não tão legais para escapar de muitos impostos. Então, sobra à classe média o fardo de sustentar um Estado inchado, com 39 Ministérios (sendo uns 20 completamente inúteis), e milhares de funcionários em cargos de confiança que não fazem nada – mas ganham muito.
Porém, no Brasil, a lógica é atropelada.
O sujeito recolhe impostos altíssimos, mas não pode usar o SUS porque o serviço é uma porcaria – aí, precisa pagar plano de saúde. Para os filhos dos casais de classe média estudarem, os pais precisam pagar as mensalidades de escolas/colégios particulares, pois os do Estado são péssimos. Quem desejar um pouco mais de segurança precisa fazer seguro de automóvel, casa, tablets, celulares e qualquer outra coisa, pois o Estado não oferece a segurança pela qual pagamos. Isso sem falar em sistemas de sgurança para as casas e apartamentos, portarias e guaritas blindadas, empresas de segurança particulares… E assim sucessivamente…
Desta forma, a classe média paga impostos para ter serviços que o Estado falha miseravelmente em oferecer (saúde, educação, infra-estrutura, saneamento, segurança etc), é obrigada a pagar novamente pelos mesmos serviços, desta vez recorrendo à iniciativa privada, e aí fica sem dinheiro para poupar, investir, viajar etc.
Por algum tempo, dá para disfarçar, aumentando a oferta de crédito aparentemente barato. Mas cedo ou tarde, alguém sempre paga a conta.
O mito de “nova classe média” está se esfacelando, pois as mentiras que o PT vem contando há anos não são mais capazes de esconder a “contabilidade criativa” (mentiras deslavadas sobre os gastos do governo, que crescem graças ao populismo e à incompetência gerencial, e, ao mesmo tempo, configuram CRIME), e a piora da economia (que gera aumento dos juros, perda do poder de compra graças à inflação, desemprego, inadimplência etc).
Cedo ou tarde, a verdade viria à tona. A farsa cairia.
Venho escrevendo aqui neste blog há muito tempo sobre a Petrobras, e sempre afirmei que o PT instalou na estatal aquilo que deve ser chamado pelo seu real nome: GESTÃO TEMERÁRIA.
Está impossível não saber, agora em Dezembro, dos descalabros que a Petrobras sofreu nas mãos da quadrilha imensa que o PT instalou naquela que já foi a mais valiosa empresa brasileira. Hoje a Petrobras está aos cacos.
Uma síntese do que eu escrevi sobre a empresa pode ser lida nos seguintes posts:
1) Em Junho de 2013, eu escrevi AQUI sobre o endividamento monstruoso da Petrobras. A situação, de lá pra cá, só piorou. Alguns tolos afirmam que o endividamento foi resultado do investimento necessário para a exploração do pré-sal; isso é bobagem. O aumento MONSTRUOSO do endividamento decorre de incapacidade de gestão.
2) Dois dias depois, escrevi AQUI sobre novos fatos que pioravam a situação da estatal. Revelam-se mais exemplos de incompetência gerencial.
3) Em Outubro de 2014, escrevi AQUI uma comparação entre a situação da Petrobras em 2002 (último ano sob FHC) e 2013/2014 (atual). Este comparativo, aliás, é bastante claro: tem-se ali a comprovação factual de que o PT destruiu a Petrobras. Os dados usados são públicos, auditáveis, e ainda não incluem os prejuízos causados pela quadrilha que vem dilapidando a estatal paquidérmica (petrossauro, termo do saudoso Roberto Campos, que há muitos anos já dizia que era preciso privatizar essa estrovenga). Por enquanto, existem algumas estimativas sobre as perdas que a corrupção generalizada causou, mas estes números ainda podem (e devem) aumentar, conforme avancem as investigações. É preciso lembrar, ainda, que as investigações, por mais aprofundadas e detalhadas que sejam, jamais conseguirão identificar 100% do esquema de corrupção que o PT instaurou na estatal – só lembrando: no caso do mensalão, o montante que ficou comprovado foi de R$ 170 milhões, mas todos sabem que o valor foi muito maior. A investigação precisa comprovar os desvios, e esquemas de corrupção são planejados para não deixar rastros, o que dificulta sobremaneira a identificação clara de tudo para que conste dos autos de um processo judicial.
Desde que surgiu a operação Lava-Jato, que vem dissecando a corrupção na Petrobras, eu não tenho escrito muito sobre o caso porque há uma quantidade absurda de fatos novos a cada dia. Não há tempo de acompanhar tudo e também seria chato apenas reproduzir matérias dos jornais sobre o caso – além de não acrescentar nada.
Mas hoje quero abrir uma exceção, para acrescentar algo. Começo com este vídeo:
A pessoa que publicou o vídeo sugere, no título, que Dilma estaria “dando uma aula” sobre a Petrobras.
Infelizmente para esta pessoa, os fatos são chatos, teimosos, e insistem em mostrar que Dilma Rousseff é, além de burra, mentirosa.
A então Ministra da Casa Civil, que presidia o Conselho de Administração da Petrobras (e, portanto, tinha o poder de decidir sobre a compra da usina de Pasadena), falou bobagem.
Ela enaltece a contabilidade da Petrobras. Os fatos, contudo, são outros:
Sem saber quanto tempo vai levar para que se tenha conhecimento do real impacto da corrupção no balanço da companhia, a Petrobras vai pisar no freio em 2015. A estatal admitiu ontem que os investimentos serão menores em relação aos deste ano por uma série de motivos: os escândalos envolvendo a Operação Lava-Jato; a queda do preço do barril de petróleo, de US$ 110 para cerca de US$ 60; e a valorização do dólar frente ao real, que atingiu o maior patamar desde 2005.
Graça Foster, presidente da estatal, disse ontem que não há a menor segurança para se dizer em quanto tempo será possível determinar os valores das baixas contábeis a serem lançados no balanço como reflexo das propinas pagas. A empresa ainda não conseguiu publicar o balanço não auditado do seu terceiro trimestre deste ano, por não ter tido acesso aos depoimentos de todos os executivos envolvidos no escândalo.
— Não há a menor segurança de que em 45, 90, 180, 365 ou 700 dias virão todas essas informações em sua plenitude. Nós vamos acompanhar todos os depoimentos e todas as delações premiadas. Estou ansiosa para ter acesso à colaboração (depoimento à Justiça Federal) do Barusco (Pedro Barusco, ex-gerente da área de Engenharia), mas não saberei se ela é completa. Estamos trabalhando para que se possa fazer essa avaliação do real valor do ativo — disse Graça.
Enquanto isso, Graça disse que a companhia está “trabalhando num procedimento” para permitir a publicação do balanço não auditado até o fim de janeiro. Ela disse apenas que o procedimento é aceito pelo mercado. O balanço deveria ter sido publicado em 14 de novembro.
— Economia, economia e economia. Gasta menos e faz mais. E isso é extremamente importante, porque estamos nesse trabalho de ter nosso balanço fechado para que a gente possa aproveitar no mercado as oportunidades que vierem no que se refere a captações eventuais que possam ser feitas — disse Graça.
Matéria completa do jornal O Globo está em http://oglobo.globo.com/brasil/petrobras-ainda-nao-sabe-quando-balanco-tera-dados-seguros-14863359#ixzz3MIbtyt12
O pior, contudo, é que um balanço agora seria absolutamente inútil, porque falso.
Aliás, por falar em auditoria:
A Controladoria-Geral da União (CGU) informou nesta quarta-feira (17/12), que houve prejuízo de US$ 659,4 milhões na compra de Pasadena, uma refinaria localizada no Texas (EUA) e adquirida pela Petrobras. Segundo comunicado da instituição, o relatório de auditoria foi concluído ontem e diz que operação ocorreu por um valor “superior àquele considerado justo, se levado em conta o estado em que Pasadena se encontrava à época”.
Em nota, a CGU explicou que com base no relatório, o ministro-chefe Jorge Hage determinou a instauração de processos administrativos sancionadores em desfavor de 22 pessoas. Estão listados ex-dirigentes, empregados e ex-empregados da Petrobras, incluindo os já identificados pela Comissão Interna da Apuração (CIA) da estatal. “Entre os que podem, ao final dos processo, vir a ser responsabilizados, estão o ex-presidente José Sérgio Gabrielli e os ex-diretores Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Jorge Zelada”, informou o órgão.
A CGU explicou ainda que a compra da refinaria foi feita em duas fases: os primeiros 50%, em 2006, e os 50% remanescentes, em 2008. “Em relação à primeira metade, o relatório da Controladoria concluiu que a aquisição foi amparada em Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE), feito pela estatal, que não considerou todas as premissas aplicáveis ao negócio; essas, se consideradas, resultariam na redução do valor máximo aceitável para a compra”, argumentou.
No pagamento dos 50% iniciais, a CGU identificou que a argumentação usada para a aceitação de um valor superestimado foi fundamentada na potencial rentabilidade da refinaria e não no valor dos ativos no estado em que se encontravam. “Outro ponto observado pela equipe da Controladoria foi que a Petrobras, na condição de compradora, deveria e poderia ter buscado, nas negociações, entre os diversos cenários montados pela consultoria Muse Stancil, o que mais a favorecesse e não o pior deles, como ocorreu”, disse a nota da CGU.
O Relatório da CGU registra que a avaliação feita pela Muse Stancil sequer foi informada no documento que deu suporte à decisão. O referido documento informou que a avaliação dos ativos fora feita pelo Citigroup, em sua Fairness Opinion, o que não foi confirmado pelas evidências apuradas pela equipe de auditoria.
O órgão de auditoria do governo constatou ainda que os contratos que formalizaram a operação continham cláusulas que, quando “conjugadas ao direito de venda conferido à Astra (put option), tornavam a relação negocial desvantajosa para a estatal brasileira”. “O relatório aponta a existência de cláusulas contratuais favoráveis à Astra, sem compensar de forma justa a Petrobras, e sem dividir os riscos do negócio de forma equânime”, apontou o documento da CGU. O órgão ainda afirmou que a equipe da CGU encontrou “forte indício de manobra” para forçar a aquisição.
Pois é… Aquele negócio que a Ministra Dilma achou excelente quando era Presidente do Conselho de Administração da Petrobras causou um belo prejuízo, segundo o TCU. Talvez esteja aí a explicação do porque Dilma conseguiu levar uma loja de R$ 1,99 à falência na época da paridade cambial dólar-real.
Quando a entrevista mostrada no vídeo acima foi exibida, Dilma já havia aprovado a compra da refinaria velha e ultrapassada de Pasadena.
Naquela época, o esquema de corrupção já funcionava a pleno vapor na Petrobras.
E o que dizia a Ministra?
Veja o vídeo novamente, por favor.
Vamos contextualizar mais uma coisa: Sérgio Gabrielli. Reportagem do Estadão:
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro entrou com uma ação civil contra a Petrobrás, a empreiteira Andrade Gutierrez, além de funcionários da estatal, por improbidade administrativa em razão de irregularidades em obras da companhia. Entre eles está o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli. O prejuízo estimado é de quase R$ 32 milhões aos cofres da Petrobrás.
A ação, subscrita pela promotora de Justiça Glaucia Santana, diz respeito a quatro contratos fechado para a realização de obras da ampliação e modernização do Centro de Pesquisas (Cenpes) e implantação do Centro Integrado de Processamento de Dados (CIPD) da Petrobrás. Os contratos foram superfaturados entre 2005 e 2010, segundo o Ministério Público.
José Sergio Gabrielli foi Presidente da Petrobras entre 2005 e 2012, quando finalmente foi substituído pela atual Presidente, Graça Foster. Gabrielli fazia na Petrobras aquilo que Lulla mandava.
Foi durante seu período na Presidência da estatal petrossauro que o esquema de desvio de dinheiro e corrupção investigados atualmente na operação Lava-Jato cresceram exponencialmente – ainda não se sabe quando começaram exatamente.
O fato concreto é que a Petrobras sofreu com PT, Lulla, José Eduardo Dutra, Sérgio Gabrielli, Dilma e Graça Foster.
Cada um deles deu a sua contribuição para dizimar a Petrobras:
As ações da Petrobras desmancharam e renovaram mínimas. O papel PN recuou 9,20%, para R$ 9,18, menor cotação desde 20 de julho de 2005, quando encerrou em R$ 9,16. O ON caiu 9,94%, para R$ 8,52, no menor nível desde 15 de setembro de 2004, quando terminou a R$ 8,47.
No fechamento do Ibovespa, o barril de petróleo WTI para entrega em janeiro recuava 2,45%, a US$ 56,66. O Brent para janeiro caía 1,25%, para US$ 61,38 o barril.
O presidente da Magliano Corretora, Raymundo Magliano Neto, disse que a não divulgação do balanço da Petrobras na sexta-feira adiciona mais risco aos papéis e afugenta o investidor estrangeiro. Na sexta-feira, a empresa informou que adiaria mais uma vez a publicação de seu balanço não auditado. As demonstrações, que seriam divulgadas sem a anuência do auditor, a PricewaterhouseCoopers (PwC), agora são esperadas para o fim de janeiro.
“Espera-se que o balanço seja divulgado até o final de janeiro de 2015, caso contrário, dívidas em US$ 7 bilhões vencerão antecipadamente”, diz o Banco Fator em nota. Além disso, caso a empresa não divulgue seu balanço até o final de junho do próximo ano, o vencimento será de US$ 56,7 bilhões em dívidas.
“O exercício de opções sobre ações prejudicou ainda mais as cotações”, diz Magliano Neto. Segundo ele, não houve espaço para o exercício de opções de compra e muitos investidores que estavam com os papéis na mão para operações de derivativos optaram por vendê-los logo após o vencimento, às 13 horas. O vencimento de opções sobre ações na Bovespa movimentou R$ 3,58 bilhões. Do total, R$ 3,262 bilhões foram em opções de venda e R$ 352 milhões em opções de compra.
Magliano diz ainda que os estrangeiros estão vendendo os papéis da Petrobras. Para o profissional, a grande dúvida do mercado é o vencimento de opções sobre Ibovespa e Ibovespa futuro nesta quarta-feira. Os estrangeiros ainda estão comprados, mas podem reverter suas posições.
Sim, o valor de mercado da Petrobras DESPENCOU, e surgiram as piadinhas com o valor das ações da empresa…
Algumas das piadinhas, aliás, são bem sacadas!
Lamentavelmente, os incomPTentes que tomaram de assalto a Petrobras fizeram isso: dizimaram a empresa em todos os sentidos.
Assim, a questão que se apresenta é a seguinte: quais as perspectivas pra a Petrobras?
Vai falir?
Vai se recuperar e gerar lucro?
Bom, falir não vai, porque o seu maior acionista é o governo. O mais provável é que o governo use dinheiro público (meu, seu, nosso) para capitalizar a estatal paquidérmica, algo parecido com o que vem sendo feito com o setor elétrico: em 2012 a Dilma DESTRUIU o setor de energia elétrica, e desde então vem usando recursos do Tesouro para cobrir o rombo.
Existem casos semelhantes: o Banco do Brasil deveria ter falido 3 vezes durante o mandato de FHC, mas o governo injetou dinheiro para garantir que aquela outra estrovenga estatal, ineficiente, cara e pessimamente gerida, fosse à lona.
E a Petrobras, vai gerar lucro? Vai se tornar eficiente?
Bom, empresa de petróleo sempre gera lucro, mesmo que mal administrada como a Petrobras. O problema é a que custo.
Enquanto houver PTralhas arruinando o governo, a Petrobras – e todas as demais estatais, autarquias etc – continuará sendo mal administrada.
Enquanto essa estrovenga não for privatizada, a petrossauro seguirá um atraso de vida.
ATUALIZAÇÃO DE 21/12/2014: Depois que já havia publicado o post assisti o vídeo abaixo, e resolvi inclui-lo aqui. Há uma cena do debate de 2010, entre José Serra e Dilma Rousseff, tratando da Petrobras. Vale a pena ver:
O artigo não é saído do forno (pelo contrário, é de 2013), mas estava na fila das leituras. Com o feriado, pude fazer a fila andar um pouquinho. O assunto é interessante demais. Merece ser estudado.
Uma das coisas que sempre me fascina é estudar as diferenças (gaps) existentes entre teorias e práticas no campo da Administração. Sempre achei que precificação é um dos assuntos mais complexos no marketing, pois envolve inúmeras variáveis ex-ante e ex-post, e tem uma relação de interdependência com outras áreas alheias ao marketing propriamente dito – por exemplo: a adoção da estratégia X ou Y na precificação depende da capacidade produtiva da empresa, da eficiência operacional, da relação com fornecedores, da capacidade de distribuição etc.
Segue a introdução:
Because it is the element of the marketing mix that is directly associated with revenues, marketing scholars frequently call for attention for pricing (Diamantopoulos, 1991; Myers et al., 2002; Monroe, 2003). Pricing may have severe consequences when mistakes are made. Anecdotal evidence provided by Simon (1992) points at consequences of pricing that go beyond short‐term financial implications of firms, such as long‐run loss of market share or even a decrease of long‐run profitability of an entire industry. Management surveys on the importance of marketing instruments thus consistently report high ratings for pricing (e.g. Hooley et al., 1984; Myers, 1997). According to Dolan and Simon (1996) managers also seem to find pricing the most difficult marketing decision.
Although marketing theory and practice thus have a common interest in pricing, the practices through which companies make price decisions and literature on pricing theory have been residing in different worlds. Ever since Oxenfeldt (1973, p. 48) first spoke of a “gap between pricing theory and application,” comparable observations about the theory – practice dialogue in pricing have been made by others (e.g. Diamantopoulos, 1991; Monroe and Mazumdar, 1988). Bonoma et al. (1988, p. 337) state that “The gap between managers’ concerns and academics’ research is often recognised, bemoaned and blamed on one party by the other,” and Monroe (1995, p. 3) observes, “Regrettably there is much that needs to be done to improve our knowledge about how prices are determined, as well as how to communicate this knowledge to managers.” In response to these calls, Noble and Gruca (1999a) summarise price strategies proposed in marketing literature and test the feasibility of their proposed framework for pricing practice. They find that combinations of price strategies and their determinants, as derived from normative theory, reasonably apply to business practice. Yet their results also have prompted a discussion on the precise meaning of price strategies and pricing practices (Cressman, 1999; Noble and Gruca, 1999b). This discussion led Noble and Gruca (1999b, p. 459) to state that research should focus on “how companies go about setting prices” and that “the definitions […] should be clear enough to avoid the potential for confusion between academic and practitioner users of the results.”
The objective of this study is to bring further clarification to the theory‐practice dialogue in pricing by highlighting the role of price‐setting practices. Specifically, the contribution is threefold. First, this work clarifies the conceptual difference between price strategies and pricing practices. Second, it outlines the relationships between price strategies and price‐setting practices, emphasizing that choices of particular price strategies, such as price skimming, price bundling, or premium pricing, lead to relatively more emphasis on particular price‐setting practices (e.g. the use of information on customer value, competitors, and costs, respectively). Third, this study empirically tests these relationships with a sample of 95 small‐ and medium‐sized firms. These firms in particular use simplifying pricing practices (Carson et al., 1998; Hankinson, 1995). According to Monroe (1995, p. 3), they “seemingly follow pricing practices that have been shown to lead to less than optimal financial results.”
The subsequent sections clarify the conceptual difference between price strategies and pricing practices, then present hypotheses pertaining to the relationships between the two concepts. The next section discusses the method and results of our empirical study, followed by a discussion and implications for pricing practice and further research.
A íntegra (para ler no navegador ou baixar em PDF) está AQUI.
Uma reportagem do jornal O Globo de poucos meses atrás tratava da questão de precificação, e do quanto ela tem sido importante para negócios “digitais”:
Duas gigantes da internet anunciaram recursos para tentar ganhar espaço no concorrido mercado da web. O Facebook está testando uma ferramenta para permitir que seus usuários façam compras diretamente na rede social. Já a Amazon estaria testando um serviço de assinatura do Kindle que oferecerá um número ilimitado de livros digitais por mês a US$ 9,99 – similar ao sistema utilizado pelo Netflix para séries de TV e filmes –, segundo o site Gigaom.
[…] Já a Amazon, segundo informou o site Gigaom na quarta-feira, está testando um serviço de assinatura de livros e audiolivros digitais chamado Kindle Unlimited. Por US$ 9,99, o assinante terá acesso a mais de 600 mil títulos. A maior parte das páginas de teste sobre o serviço foram retiradas da internet na quarta-feira, depois de que alguns usuários do fórum de discussão Kindle Boards começarem a falar sobre elas. O Gigaom lembra que há dois meses havia rumores sobre o serviço, que competiria com os serviços similares e já existentes Scribd e Oyster.
Uma das páginas disponíveis na internet ontem sobre o novo serviço informava que 638.416 títulos — sendo 7.351 em áudio — estariam disponíveis para os assinantes. Entre eles, as séries “Jogos vorazes” e “Harry Potter”. De acordo com o Gigaom, participam do serviço editoras como Algonquin, Bloomsbury, Harvard University Press, Houghton Mifflin Harcourt, Open Road Media, W.W. Norton e Workman.
A colunista da Bloomberg Virginia Postrel destaca que esse novo modelo de asinatura da Amazon faz sentido, mas é difícil de decolar. “As editoras detestam e os contratos sobre royalties tendem a não se adequar muito bem a isso.” Mas, lembra a colunista, com o acordo da Apple para pagar até US$ 450 milhões para dar fim a casos federais e estaduais contra fixação de preços de e-books, a precificação de livros está em mudança.
Desde setembro de 2012, três grandes editoras — Hachette, HarperCollins e Simon & Schuster — mantêm um acorde antitruste que as proíbe de restringir os preços de venda no varejo de e-books. Este acordo, afirma Virginia, expira em setembro e por isso Amazon e Hachette estão em negociação há alguns meses. A Simon & Schuster também mantém conversações com a Amazon, informou na terça-feira Les Moonves, diretor executivo da empresa-mãe CBS Corp.
“As notícias do modelo de assinatura do Kindle sugerem exatamente o que pode estar em jogo. Editoras lideradas pela Hachette, cujo contrato com a Amazon está em primeiro lugar, querem de volta o controle sobre os preços de varejo. Já a Amazon quer manter sua capacidade não só para reduzir os preços, mas para experimentar modelos inteiramente novos. Agregar e-books em uma assinatura, da mesma maneira que o Amazon Prime ou Netflix com pacotes de vídeo, é um modelo promissor”, afirma a colunista da Bloomberg.
Segundo matéria recente do jornal espanhol “El País”, a guerra comercial entre Amazon e editoras se divide em várias frentes de batalha. Nos EUA, há um conflito com a filial do grupo Hachette sobre a divisão das porcentagens entre o vendedor e o editor dos livros. Com a falta de um acordo, a Amazon tomou uma série de medidas — atrasar o envio, subir o preço ou retirar o botão de pré-venda — contra os títulos da editora, afetando autores tão conhecidos como J.K. Rowling. Na Alemanha, há um enfrentamento similar com as filiais do grupo sueco Bonnier. A Amazon já controla cerca de 60% do mercado de livros nos EUA. No caso dos livros eletrônicos, o domínio é ainda maior: 65%.
Conforme prometido, este é o segundo post sobre os efeitos da Copa do Mundo no Brasil. O primeiro está AQUI, e destaco que vale a pena ler também este post AQUI, que já trazia alguns dados preliminares sobre a Copa.
Já alerto que 90% ou mais dos dados apresentados nesta série serão negativos, ruins para o país – sim, a Copa foi um péssimo negócio para o Brasil, e reitero que não me refiro ao futebol em si, apenas e tão somente ao “legado” que a Presidanta-Catifunda e seu partido totalitário insistiam em atrelar à Copa, para justificar os bilhões de reais que foram jogados fora. A “Copa das Copas” da Presidenta-Catifunda (que, justiça seja feita, foi obra do criador de postes sem luz, Lulla da Silva, e não dela), como eu já havia escrito aqui diversas vezes, foi uma roubada – e o trocadilho não foi intencional, mas é bom frisar que, se formos considerar os bilhões de reais que certamente foram desviados nas obras inacabadas e muitas delas sem licitação, os custos podem quase dobrar.
Contudo, acho que podemos começar este post trazendo ao menos uma boa notícia (na íntegra AQUI):
O fim da Copa do Mundo, que provocou uma redução de preços de passagens aéreas e diárias de hotéis, foi o principal motivo que fez com que o índice de inflação medido pelo IPCA desacelerasse em julho. A inflação mensal ficou em 0,01%, uma forte desaceleração frente ao 0,40% registrado em junho. Em 12 meses, o índice ficou em 6,50%, informou nesta sexta-feira (8) o IBGE. Os dois valores ficaram abaixo das previsões do mercado. Segundo a Bloomberg, analistas previam alta de 0,1% em julho e de 6,60% em 12 meses.
Ainda que a Copa tenha ocorrido até o dia 13 de julho, o IBGE verificou que ao final da primeira quinzena do mês passado os preços desses dois serviços apresentaram queda, afirma a coordenadora de Índices de Preços do órgão, Eulina Nunes dos Santos. As passagens aéreas registraram em julho queda de 26,86% em relação a junho. O recuo compensou a alta de 21,95% verificada no mês anterior.
Essa queda deu a contribuição mais forte para que a inflação dos transportes tenha recuado 0,98% em julho e permitido, junto com outros três setores que apresentaram deflação, que o índice de inflação oficial ficasse praticamente estável em julho.
Nos sete primeiros meses do ano, passagens aéreas acumulam queda de 41,62%.
Uma segunda explicação para essa queda é que neste ano muitas empresas aumentaram o número de voos com destino ou origem do Brasil, também em função do mundial. O aumento da oferta contribuiu para a redução dos preços, disse a coordenadora.
Conforme eu já havia escrito, alguns setores da economia foram absolutamente devastados pela Copa. Outros, sofreram menos. Apenas uma minoria foi beneficiada.
A indústria de transformação decerto foi um dos setores mais afetados – porém, repito: a Copa não foi a causa dos problemas, o evento apenas aumentou a estagnação da economia. Matéria da Época Negócios (íntegra AQUI) ajuda a demonstrar:
A Copa do Mundo potencializou a perda de dinamismo que caracteriza a indústria desde o último trimestre do ano passado. Em junho, a produção industrial recuou 6,9% em comparação a igual mês de 2013, o pior resultado desde setembro de 2009. A redução de números de dias trabalhados e a concessão de férias coletivas pesaram no resultado, principalmente das montadoras. Em relação a maio, a produção recuou 1,4%, informou ontem (1/8) o IBGE. A queda foi menos intensa do que o esperado em média por analistas (-2,4%), mas contribuiu para recuo de 2% na produção no segundo trimestre, reforçando a perspectiva de retração no Produto Interno Bruto (PIB, soma da renda gerada no país) de abril a junho. O ritmo fraco deve ter reflexos também nos investimentos.
O recuo da produção em junho foi o quarto seguido tanto na comparação mensal quanto anual, mas a realização da Copa foi o que tornou a perda mais aguda e espalhada. Em maio, o recuo foi de 0,8%. “A magnitude da queda tem relação direta com menor número de dias trabalhados, férias coletivas e cortes de turnos de trabalho, que ficaram como uma marca de junho”, disse André Macedo, gerente da Coordenação da Indústria do IBGE.
A fabricação de televisores, que até abril impulsionou a indústria, caiu 29,6% em junho. Já os bens de consumo duráveis e os bens de capital tiveram as perdas mais expressivas e são as categorias que mais pressionam a indústria. O destaque ficou com os veículos, cuja produção recuou 12,1% em relação a maio. Na comparação com junho de 2013, a queda foi de 36,3%, a maior desde dezembro de 2008 (-51%). “As estatísticas de estoque do setor estão completamente fora de seu padrão habitual”, detalhou Macedo.
Fornecedores da indústria de veículos também foram afetados, como autopeças, produtos químicos, borrachas e plásticos, máquinas, aparelhos e materiais elétricos e metalurgia. Além disso, a formação de estoques está por trás das perdas na fabricação de produtos têxteis, máquinas e aparelhos elétricos, máquinas e equipamentos e calçados, citou Macedo. “A abertura dos dados da produção de junho ante maio mostrou uma queda disseminada em vários setores, o que dá uma dimensão de paralisia generalizada da economia”, avaliou a economista Alessandra Ribeiro, da consultoria Tendências.
E hoje, 15/08, foi noticiado em todos os jornais o seguinte:
A atividade econômica registrou queda no segundo trimestre deste ano. De acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado houve queda de 1,2% no segundo trimestre deste ano, comparado com o período de janeiro a março deste ano. Em relação ao segundo trimestre de 2013, a queda ficou em 1,54%.
Em junho, o IBC-Br também registrou queda, de 1,48%, na comparação com maio (dado dessazonalizados). Essa foi a maior retração desde maio de 2013, quando o índice caiu 1,68%. No primeiro semestre, houve expansão de 0,13% e em 12 meses encerrados em junho, de 1,5%. De acordo com o dado dessazonalizado, a expansão em 12 meses ficou em 1,41%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.
Qualquer pessoa ue tenha ao menos um dos pés na realidade sabe que o Brasil está num momento lastimável – e, na Economia, está numa verdadeira crise. A inflação está altíssima (quem frequenta supermercado sabe do que estou falando), mas as empresas não estão investindo, estão demitindo ao invés de contratar, e os resultados disso estão sendo noticiados quase diariamente.
É importante ressaltar que não se trata de crise internacional – pelo contrário: Europa e principalmente Estados Unidos estão, há alguns meses, em franca aceleração econômica. Estamos diante de uma crise INTERNA, gerada pela incomPTência da Presidanta-Catifunda e sua equipe econômica brilhante, chefiada pelo sempre equivocado Ministro Margarina-talhada.
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