Picareta é picareta é picareta. Não tem jeito.

Estou acompanhando, desde ontem, algumas reações à palhaçada envolvendo Lulla, Maluf, Haddad e Erundina. Obviamente, estou me divertindo IMENSAMENTE!

Primeiro, Erundina oficializada como vice na chapa de Haddad (AQUI).
Como se não bastasse, este que foi o PIOR MINISTRO DA EDUCAÇÃO DA HISTÓRIA DO BRASIL emocionou-se ao anunciar uma vice de quase 80 anos, mesmo tendo como mote da campanha “o novo” (AQUI).

No final de semana, em entrevista, Erundina mostrou que já estava ciente do apoio acertado entre Maluf e Lulla, mas mesmo assim havia aceitado o convite de ser vice (AQUI).

Depois, a foto que, na minha opinião, já se coloca como a foto do ano (ou, quiçá, da DÉCADA):

Uma foto impressionante, não??

Junto à fotinho, descobriu-se que Lulla OFICIALIZOU o apoio de Paulo Maluf (e do seu partido) à chapa de Fernando Haddad à Prefeitura de SP, apoio este que vinha sendo negociado há tempos, e era de conhecimento público – foi, inclusive, discutido na entrevista dada à Folha de São Paulo.

Pois bem… Agora eu queria chegar nisto aqui: o tal blog “Amigos do Presidente Lula”, um lixão em termos de tudo, me fez rir demais com 2 posts em particular – AMBOS POSTADOS NO MESMO DIA (19/06).
Vou transcrevê-los, pois há grandes chances de serem deletados (esse blog mequetrefe já tem histórico de apagar algumas – não todas, claro! – das bobagens que publica, como no caso em que chamou os paulistas de otários devido à questão dos pedágios).
Aproveitando destacarei (em nregrito) alguns trechos, para comentá-los (em itálico e azul).

O primeiro:

terça-feira, 19 de junho de 2012

A guerreira Erundina não arreda o pé na luta contra o neoliberalismo de Serra

Ao contrário do que o PIG (Partido da Imprensa Golpista) disse, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) não recuará e continua sendo a vice-prefeita na chapa de Fernando Haddad (PT-SP).

[COMENTÁRIO MEU: Parece que, no final das contas, aquilo que os PTralhas chamam de “PIG” estava certo (como de costume): a Veja noticiou a desistência da Erundina na segunda-feira, dia 18, e ela foi oficializada na terça, dia 19 – sim, mesmo dia deste post patético]

Haddad e Erundina representam um projeto de desenvolvimento humano, sustentável, onde [ONDE???? Que criatura analfabeta, cruzes!] prioriza uma cidade para as pessoas viverem bem, com boas escolas para todos [Quando tomamos por base o desastre do Haddad como Ministro da Educação, fica fácil acreditar nisso, hein?!], rede de saúde para todos, resolver os gargalos de moradia decente para os mais pobres, transporte público eficiente para as pessoas não perderem tanto tempo de suas vidas para ir e voltar ao trabalho, e espaços públicos para lazer saudável, como práticas esportivas, culturais e de convivência.

No outro pólo, tem a candidatura neoliberal de José Serra (PSDB-SP), [Chamar o Serra de neoliberal é coisa de quem não tem nem mesmo a mais vaga idéia do que significa “neoliberal”. Aliás, ao usar o termo “neoliberal”, fica claro tratar-se de um ignorante de carteirinha, haja vista que isso sequer existe a rigor! Esta criatura nem sabe o que é um adjunto adverbial de lugar (basta ver o uso do “onde” algumas linhas acima), e vai se meter a copiar o termo que alguém do PT mandou que fosse usado sempre que se fizesse referência a qualquer um do PSDB… O resultado é este desastre aí…] cujas práticas são conhecidas e é negação de tudo o que Haddad e Erundina querem fazer. O projeto demotucano é submisso ao mercado privado. A cidade é loteada entre condomínios e shopping centers, expulsando os cidadãos mais pobres das áreas que vão ficando valorizadas, para a especulação imobiliária explorar.

Nesse contexto de antagonismo, a eleição vira uma guerra. E guerras não são bonitas, nem confortáveis. E para complicar, essa guerra eleitoral é curta, acaba em outubro. 

Guerreiros não ficam na zona de conforto. Se embrenham na selva, atravessam campos minados, se ferem, fazem as alianças necessárias. Che Guevara aceitava apoios até de forças policiais que desertavam de Fulgêncio Batista, nas cidades em que avançava. [Por que não citar Hitler, Stálin e outros ídolos da esquerda burra, que não sabe nem a metade do que estes ídolos de merda fizeram?!]

Por isso, na guerra eleitoral não dá para ficar na zona de conforto, recusando apoios que não comprometem a trajetória do governo, por mais desconfortáveis que sejam.

Guerreiros lutam por seu ideal, com armas, táticas e estratégias que tem ou que a conjuntura obriga. Quem recusa essa luta numa guerra, tem mais vocação para servir à Cruz Vermelha.

A candidatura de Haddad não é só para marcar posição, nem apenas para projetar seu nome para eleições futuras.[Resumindo: já sabe que não vai ganhar] É para vencer a hegemonia neoliberal demotucana em São Paulo. E líderes que tem obrigações com o povo de conquistar vitórias, não podem se dar ao luxo de esnobar um apoio como o do PP, jogando-o no colo do adversário. Recusar um apoio desse é renunciar à luta, é se render, é capitular à vitória de Serra, por mera arrogância e conforto intelectual individualista em detrimento da luta popular.

O fato de Maluf ser o principal quadro do PP paulista, não invalida este apoio, porque por mais que não gostemos de Maluf, ele não representa perigo de poder. Aquele Maluf contra qual lutamos era a ameaça de poder contra os trabalhadores no século passado. Hoje essa ameaça é José Serra, e aquele Maluf é apenas um fantasma do passado, e seu partido tem lá seu peso na balança ou do lado de Haddad ou de Serra. [Nossa, este parágrafo é tão ridículo que basta negritá-lo; desnecessário comentar]

O apoio do PP também não é nenhuma “anistia” a Maluf, para o quer que seja. É apenas relação institucional de partidos. [Assim como caixa 2 é “apenas” “recursos não contabilizados”, né?!]Se Maluf tivesse recebendo em troco alguma maracutaia, nem Lula, nem Haddad precisariam sair na foto pessoalmente. [Deixando de lado MAIS UM erro de português (será que o autor do primor aqui fez escola com os livros do Haddad que diziam que observar a concordância, regência e toda a gramática no geral é coisa de “preconceito linguístico”???), a lógica é a seguinte: se saíram no foto juntos AUTOMATICAMENTE não existe maracutaia…. Ficou claro?! A foto é a PROVA da inexistência de maracutaias! Agor, nenhuma palavra quanto à lógica de o PT unir-se àquele que era (foi) um de seus maiores (senão O MAIOR) adversários políticos e ideológicos em SP… Conveniente, não?!] O fato de ambos terem saído na foto, se causou desconforto, também causou tranquilidade se olharmos racionalmente, pois o que tiveram que pagar foi só o simbolismo da foto, em uma rápida visita de prestígio feita às claras, em frente as câmeras, em vez de maracutaias de bastidores.

Se Maluf é egresso dos velhos métodos políticos do passado, hoje já não tem espaço para serem praticados nos governos petistas deste século XXI. [A sintaxe desta “frase” é um primor de ignorância, hein?! Socorro!] Haddad é forjado no governo Lula e Dilma, uma era onde [De novo?! Cacete! Alguém poderia, por favor, explicar ao sujeito que ONDE é adjunto adverbial de LUGAR?! Grato.] a transparência é escancarada na internet para a sociedade fazer controle social do dinheiro público, e os órgão de controle, como a CGU e a Polícia Federal, funcionam. A imprensa é livre e faz oposição contra governos petistas denunciando o que existe e o que não existe. [Desculpe, não entendi: agora o “PIG” virou “impresa livre”?! Conveniente, não?!] Então não há o que temer quanto ao apoio do PP.

De certa forma, Erundina faz um papel importante em demarcar posição antagônica à Maluf, pois faz o contraponto para o noticiário, anulando o simbolismo negativo da foto de Haddad e Lula com Maluf, [Uau, frase impressionante, hein?! Significa exatamente o quê, mesmo?! Outra coisa: o único “papel” da “guerreira Erundina” foi esse? Anular o “simbolismo negativo” da foto? Aliás, POR QUE EXISTE UM “SIMBOLISMO NEGATIVO” NA FOTO? Só porque o Lulla rastejou até o Maluf para conseguir o tempo de TV para seu pupilo? Só porque o Lulla, que passou décadas criticando o Maluf, a direita e a “zelite” teve que unir-se à “zelite” para desempacar seu novo poste? Ou existe mais algum “simbolismo negativo” na foto?] propositalmente explorada em excesso pelo noticiário demotucano, quando se tratou de um evento sem tanta importância. [Se não teve importância, por que foi mesmo que a “guerreira Erundina” (palavras dele!) mudou de idéia?]

LINK: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/06/guerreira-erundina-nao-arreda-o-pe-na.html#comment-form

Agora o segundo:

terça-feira, 19 de junho de 2012

Que pena, Erundina

Deu na Rede Brasil Atual [Na realidade, veículos daquilo que essa turminha chama de “PIG” noticiaram bem antes a desistência da Erundina; a Veja foi uma das primeiras…. A turminha deve se matar de inveja nessas horas, hein?! Devem pensar (?) algo como “Ahn, se nós soubesse fazer jornalismo…”, né?!]:

O PSB avisou, no início da noite de hoje (19), que a deputada federal Luiza Erundina desistiu de ser vice na chapa de Fernando Haddad (PT) à prefeitura de São Paulo. A coligação com o PP de Paulo Maluf foi o motivo apontado  pelo presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, para a saída. “Ela nos reafirmou as divergências históricas com Maluf. Em um certo momento, eles representaram um o contraditório do outro em São Paulo. E concordamos que ela se retirasse da chapa para apoiar a candidatura de Haddad sem ser o centro de uma crise”, disse Campos.

Na noite de ontem (18), Erundina havia deixado claro à Rádio Brasil Atual que a presença de Maluf na coligação que disputará a prefeitura paulistana era “um desestímulo”, mas que pretendia continuar na disputa por ter sido “uma decisão partidária, e não sou de recuar”.

Comento:

É uma pena que a deputada Erundina não enxergou a enorme diferença entre a grandeza de seu papel a ponto de ser escolhida vice, e o papel menor de Maluf, que é apenas mais um líder de partido político da base governista no plano federal, que aderiu à candidatura municipal.[Se o apoio do Maluf é tão desimportante, por que o Lula foi visitar Paulo Maluf em sua casa, com imprensa a tiracolo? Só para relembrar: Lula não esteve presente no evento que oficializou a Erundina como vice. Se fosse, realmente, apenas “mais um líder de partido que aderiu à candidatura”, nem precisaria de foto, né?!]

Também é pena que o bem estar ideológico individual prevaleceu sobre o amargo sacrifício que as guerreiras precisam fazer para as causas coletivas maiores, que é vencer o neoliberalismo demotucano representado por Serra. [Novamente, este parágrafo é tão escroto que vou me abster de comentar….O lixo fala por si]

Lula, por exemplo, com a dimensão internacional que tem, poderia ficar só na zona de conforto, longe das eleições municipais. Poderia participar só dos eventos agradáveis e que dessem boa imagem para si, e  se preservar, mantendo-se longe destes encontros desgastantes. Mas Lula é um guerreiro, que age como um soldado em missão a serviço do povo mais sofrido, de onde ele veio, e sabe que é preciso fazer esses sacrifícios como receber o apoio do PP, mesmo que Maluf seja o presidente do partido em São Paulo. Lula tem esse espírito de guerreiro para lutar e ajudar a eleger um prefeito como Haddad em São Paulo, porque sabe que, para o povo mais sofrido, existe uma enorme diferença entre ter Haddad ou Serra como prefeito, e uma prefeitura transformadora em São Paulo pode influir positivamente nas administrações municipais em todo o Brasil. [Sobre isto, vou comentar mais abaixo]

É pena que Erundina não entendeu isso e recolheu-se, mas a luta continua do mesmo jeito.

LINK: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/06/que-pena-erundina.html

Alguns comentários meus, agora.

O que mais me impressiona, depois dos infinitos erros de português e da falta de qualidade geral do “texto”, é que no mesmo dia a Erundina passou de “guerreira” a alguém que “não enxergou a enorme diferença entre a grandeza de seu papel a ponto de ser escolhida vice, e o papel menor de Maluf, que é apenas mais um líder de partido político da base governista no plano federal, que aderiu à candidatura municipal“.

Trocando em miúdos, a culpa é da Erundina.

Mas…..Será que o autor do “texto”  não está sendo preconceituoso com a Erundina, só por ela ser nordestina e mulher? Cadê o politicamente correto esquerdopata?
Sumiu por conveniência?

Finalmente, sobre o último parágrafo (longo) desse textículo primoroso, fico com algumas dúvidas….
O problema, o GRANDE problema, então, é que o PT e o Lulla, os salvadores da pátria, têm esta missão hercúlea de banir o PSDB, o DEM, e qualquer outro partido que não seja aliado do PT da cidade (e, quiçá, do Brasil).
Certo?

Ok.

Mas aí eu pergunto:

QUAL O PROBLEMA DO DEM, AFINAL?
QUAL O PROBLEMA DO PSDB, AFINAL?

Pessoalmente, não gosto de nenhum dos dois, mas…

Qual partido foi pego extorquindo bicheiro?
Qual partido promoveu o mensalão?
Qual partido foi pego com dólares na cueca?
Qual partido foi flagrado com uma mala de dinheiro tentando comprar um dossiê falso para fraudar uma eleição?
Qual partido usou a Casa Civil para montar um dossiê contra adversários políticos?
Qual partido usou a Caixa Econômica Federal e promoveu a quebra ilegal do sigilo de um caseiro?
Qual partido mantinha em Brasília uma casa de prazeres & negócios, onde São Jorge costuma ser exibido de ponta-cabeça?
Qual partido tem algum figurão cujo filho recebeu R$ 10 milhões de uma empresa  concessionária de serviço público, de quem o BNDES é sócio?
Qual partido recebeu dólares de Cuba?
Qual partido recebeu recursos das FARC? Quem apoia o terrorismo das FARC?
Qual partido deu a Petrobras de presente para um índio de araque?
Qual partido endossa os regimes de força da Bolívia, da Venezuela e do Equador?
Qual partido mudou uma lei só para beneficiar uma empresa gigante da telefonia?
Qual partido tentou instaurar a censura no país?
Qual partido puxa o saco de tudo quanto é ditadura no mundo?
Qual partido deu emprego para a mulher de um narcoterrorista?
O partido apóia uma organização narcoterrorista enquanto trata a pontapés o país que os terroristas ameaçam?

Tributo aos Suplicy

Passando o olho em algumas notícias hoje, li que Dona Marta Suplicy deve candidatar-se, nas próximas eleições, a algum cargo. Qualquer um.

Em homenagem a ela e ao ex-marido, faço este TRIBUTO (fica feio dizer “faço este imposto”, ou “faço esta taxa”):

Exemplos de ações arrecadatórias – gestão Marta Suplicy:

IPTU: progressividade e aumento além da inflação acumulada no período;
Taxa do Lixo;
Taxa de Iluminação;
Taxa Fiscalização de Anúncios;
Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos;
Incremento do ISS;
Aumento da tarifa do ônibus;
Aumento do talão Zona Azul;
Taxa para caminhões entrarem no Centro;
Aumento do número de radares;
Taxa do “elevador”;
Taxa dos “corredores” – permissão onerosa para funcionamento de estabelecimentos irregulares;
Taxa da água e cobrança de ISS da SABESP;
Anistia onerosa a imóveis irregulares;
Lançamento de obras públicas como cruzamentos da Av. Faria Lima com Cidade Jardim e Rebouças, na Av. 9 de Julho no último ano da Prefeitura antes das eleições municipais.

Enquanto isso…
1.. Não abriu nenhum leito na rede hospitalar municipal;
2.. Diminuiu de 30 para 25% do Orçamento os gastos estritos com educação;
3.. Apesar de ter aumentado a tarifa, retornou com a prática de subsídios ao transporte;
4.. Dobrou a verba de publicidade em 2003, saltando de R$25 milhões para R$ 41 milhões;
5.. Base aliada impediu projeto que reduzia gastos do TCM;
6.. Base aliada impediu a instalação da CPI dos transportes;
7.. Criou mais de 1500 novos cargos de confiança na administração;
8.. Mostrou roupas caras compradas da Daslu e sapatinhos Salvatore Ferragamo para o povo ver e dar palmas a ela.
Faltou dizer que arrumou um belo empregão de R$ 25.000,00 mensais para o maridão (Luiz Favre à época).

A sina de canalhice da PTralhada

Que os PTralhas são uns canalhas, falsos e hipócritas, não é novidade nenhuma.

Porém, quando juntamos algumas coisinhas aqui e acolá, é realmente gritante o grau de cinismo dessa cambada de boçais.

Peguemos, por exemplo, Maria Victória Benevides.

Eis a descrição que foi feita dela em 1998:

Maria Victoria Benevides é uma das mais importantes cientistas políticas brasileiras e uma petista de primeira hora. Empreendeu sistemático estudo da nossa vida política no período entre 1945 e 1964, que resultou em três obras originais: O governo Kubitschek, A UDN e o udenismo e o PTB e o trabalhismo. Foi também uma das pioneiras no estudo da questão dos direitos humanos no Brasil. Violência, povo e política, primeiro fruto deste trabalho, é de 1983.
Professora da Faculdade de Educação da USP, Maria Victoria apresentou como tese de livre-docência uma importante reflexão teórica sobre os limites da democracia representativa, A cidadania ativa.
No últimos anos suas preocupações têm se concentrado em torno da educação para a cidadania. Daí resultaram não só artigos e ensaios sobre o tema, mas também sua participação, juntamente com o professor Fabio Konder Comparato, na criação e direção da Escola de Governo.

Contudo, na recente entrevista que ela deu à Folha de São Paulo (na íntegra aqui, restrita a assinantes), a Folha, muito boazinha e condescendente com a PTralhada, esqueceu de mencionar que a “intelectual” (acho o fim da picada usar este termo para fazer referência a qualquer PTralha, uma vez que é condição sine qua non ter QI de ameba em coma para dizer-se “petista”, mas vamos adiante…) é “petista de primeira hora”.

De qualquer forma, na entrevista, a tal criatura dá a descarga na sua suposta “intelectualidade”, aos dizer asneiras desse calibre:

E a própria Marta é vítima de muito preconceito e muita rejeição. Dela ficou o quê? O que ficou de lembrança da Marta? O “Martaxa”. A prova é que ela bateu muito contra isso. O problema é que a memória da imensa maioria dos eleitores, os mais pobres e os menos politizados, é mais curta. Marta devia ter um nível de aprovação altíssimo por causa dos CEUs, mas os CEUs foram apropriados pelos outros: ninguém diz que vai abandonar os CEUs. Deixou de ser algo exclusivo do PT. E a rejeição a Marta é muito forte porque juntou a rejeição ao PT, que piorou muito em razão do que aconteceu, à rejeição a Marta, que é grande por ela ser a Marta: ela agrega rejeição por ignorância, por preconceito, pelo grupo dela no PT.

Vários dirigentes desta horda de boçais chamada PT já vieram a público atribuir a derrota da dona MarTAXA a um suposto “preconceito”; chegou-se a afirmar, categoricamente, que o eleitor paulistano é “conservador, de direita”.

Quanta conveniência dessa cambada de imbecis !!!!!

Quando a Erundina foi eleita, pelo próprio PT, São Paulo teve um “surto” de modernidade ?!

Quando dona MarTAXA foi eleita, novamente, o eleitor deixou de ser preconceituoso ?!

Coincidência das conivências: sempre que o eleitor paulistano deixa de eleger alguém do PT, automaticamente é chamado de “preconceituoso, conservador, direitista, udenista” ou qualquer outra merda congênere.

Em suma: segundo a torpe ótica dessa gentalha escrota do PT, o eleitor só é inteligente quando elege alguém do PT ?!

Em quaisquer outras circunstância, se o PT perde, a culpa é do eleitor – claro! – que é burrinho, ingênuo, preconceituoso, se deixou enganar etc….

Se a memória do eleitor fosse tão fraquinha como afirmou Maria Victória Benevides, dona MarTAXA teria sido eleita em 2004 e/ou em 2008. Mas, ao contrário, a memória do paulistano não é fraca – nós lembramos do desastre que foi a passagem da dona MarTAXA pela prefeitura.

Por isso, ela foi reprovada DUAS vezes, e perdeu a eleição.

DUAS VEZES.

Mas retomando as baboseiras de Maria Victória Benevides, reproduzo algumas das cartas publicadas na própria Folha, de leitores indignados, como eu, com o espaço dado a esta intelectual de bosta – aliás, é o único tipo que preenche os quadros do PT:

“Causaram-me espécie as declarações da cientista política Maria Victória Benevides quando aduziu que Kassab foi fabricado por Serra: “Quem era o Kassab antes do Serra? Eu mesma nunca tinha ouvido falar dele”.
Ela pode nunca ter ouvido falar de Kassab, todavia, os eleitores de Kassab certamente acompanharam a sua brilhante carreira política, tanto é que ele foi vereador na capital, deputado estadual e deputado federal. E não se pode compará-lo aos políticos que teriam sido fabricados pelos caciques. A vida política de Kassab já existia muito antes da descoberta da nobre cientista.”
NELI APARECIDA DE FARIA (São Paulo, SP)

“”Brilhante” a posição da cientista política Maria Victória Benevides: “a classe média é a culpada pela derrota da Marta”. O único problema é o ressentimento típico da esquerda com aqueles que a derrotam.
Doutora Benevides, a classe média não corresponde a 62% do eleitorado paulistano.”
EGBERTO RODRIGUES (São Paulo, SP)

“A sra. Maria Victoria Benevides parece estar pedagogicamente, e pelo visto mentalmente, desqualificada para o exercício de sua profissão. Como uma professora titular/cientista política pode afirmar que Gilberto Kassab é um político fabricado, tendo este sido eleito vereador, deputado estadual, deputado federal (por duas vezes), foi secretário municipal, vice-prefeito e agora eleito prefeito? O mínimo que esta senhora poderia fazer é pedir desculpas, ficar quietinha e parar de dar palpites inoportunos.”
GUILHERME COTAIT (São Paulo, SP)

Uma “cientista política” paulistana, professora da USP, dizer numa entrevista a um jornal de grande circulação que nunca ouvira falar do Kassab ?! Aonde esta senhora estava com a cabeça ??????????

Mas, como de costume, sempre tem um PTralha para aplaudir os “intelectuais” do seu partidinho:

“Excelente, primorosa, louvável…. entre muitos outros adjetivos a entrevista da cientista política Maria Victoria Benevides. A Folha foi muito feliz em entrevistar uma profissional com uma visão clara do cenário político do Brasil, em particular de São Paulo. Ela explicitou os pontos favoráveis e desfavoráveis prefeito eleito Gilberto Kassab e da candidata derrota Marta Suplicy. Foi maravilhoso ler as explicações coerentes e contextualizadas. Faço votos de que todos os políticos leiam e analisem, e recomendo que os professores, principalmente do ensino médio, utilizem a matéria como objeto de estudo em suas aulas. Com certeza os alunos terão a oportunidade de ter uma visão critica e imparcial.”
JOSÉ ALBERTO DA SILVA (Diadema, SP)

O termo “imparcial”, em relação à entrevista da Maria victória Benevides, foi um primor. Do exagero de burrice.

IMPARCIAL ???????

Fala sério……..!

Com tantos adjetivos, o José Alberto da Silva (que é de Diadema, nem de São Paulo!) realmente exagerou. Muito. Demasiadamente.

Vamos ver a “imparcialidade” de Maria Victória Benevides ?! Ei-la:

A globalização alimenta esse processo, sobretudo em relação às decisões econômicas e financeiras. Para ficarmos apenas no caso brasileiro, é evidente que hoje o Banco Central tem um papel decisivo em nosso processo político, tomando decisões fundamentais, muitas delas sigilosas e fora do controle do próprio Legislativo. O presidente do BC acaba mandando mais que o presidente da República e seu ministro da Fazenda. No Brasil tudo é pior porque somos um dos primos pobres da globalização. Quem está efetivamente controlando o poder são as grandes empresas transnacionais, que acabam deslocando a chamada “classe política”. É verdade, então, que a política está se elitizando no sentido de que ela se confunde cada vez mais com o poder decisório do grande capital.

[…]

Hoje, por exemplo, vejo parte da velha UDN no governo FHC, através do que era paradoxalmente a ala mais arejada, chamada “bossa nova”, com Antônio Carlos Magalhães e José Sarney. Tivemos, até recentemente, o velho PSD com Tancredo Neves e Ulysses Guimarães. O próprio Fernando Henrique, por ligações e gosto político, é próximo do PSD e da UDN, embora o pai fosse ligado aos militares comunistas. Mas ele é um homem da conciliação, dos acordos, e se aproximou muito do velho PSD, na formação do MDB.

A escolha da UDN como tema do meu doutorado foi mais ou menos automática a partir do trabalho sobre o governo Kubitschek e o PSD. A UDN era o outro lado. Meu interesse por ela veio também por procurar entender que liberais, afinal, eram esses que se intitulavam “da eterna vigilância”. Daí o subtítulo do livro: ambigüidades do liberalismo brasileiro. O partido que nascera contra o Estado Novo, em nome das bandeiras liberais, torna-se vivandeira de quartel, radicalmente antipopular – se dizia antipopulista, mas era acima de tudo antipopular – e encarna a perna civil do golpe. Por que esses liberais, que tinham como alter ego o jornal O Estado de S. Paulo, eram golpistas?

Só um detalhe: esta entrevista é de 1998 (na íntegra, AQUI).

Não dá para saber se ela está falando de FHC ou Lulla, não é mesmo ?!

Afinal, em termos de alianças, quem o Lulla tem a seu lado ?! Renan Calheiros, José Sarney, Romero Jucá………

QUE COINCIDÊNCIA !!!!!!!!

Mais uma vez, o passado assombra a PTralhada: o que eles diziam em 1998, para criticar FHC, permanece atual, e pode ser usado para criticar o Lulla – que, coincidência ou não, integrou-se perfeitamente bem à cartilha “da direita”.

Como cheira um puteiro ?

Outra contribuição que recebi por e-mail, desta vez, do Lúcio:

De algum jeito, Luiz Favre e Kassab foram parar na mesma barbearia.  Lá sentados, com um barbeiro atendendo a cada um, não se falou uma  palavra.
Os barbeiros temiam iniciar qualquer conversa pois poderia descambar para discussão política.
Terminaram a barba de seus clientes mais ou menos ao mesmo tempo.
O barbeiro  que tinha o Favre em sua cadeira estendeu o braço para pegar a loção  pós-barba, no que foi interrompido rapidamente por seu cliente.
– Não obrigado, minha esposa Marta vai sentir o cheiro e pensar que eu  estava num puteiro – disse Favre.
O segundo barbeiro virou-se para o Kassab.
– E o senhor? – indagou.
E Kassab respondeu:
– Vá em frente, minha familia não sabe como é o cheiro de um  puteiro.

HOMENAGEM

Fazia tempo que não via esse vídeo, um “hit” do YouTube.

Depois das eleições de 2008, sabe-se lá por qual razão, acabei lembrando…..

Então, lembrando do excepcional trabalho realizado pela ex-prefeita Marta Suplicy, minha singela homenagem à sua história política – e, principalmente, ao seu FUTURO político:

Diminuindo

Primeiro, vamos aos números:

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) não só conseguiu se reeleger neste domingo como o fez com grande vantagem sobre sua adversária Marta Suplicy (PT). Se no primeiro turno a disputa foi apertada, com uma pequena vantagem para Kassab -pouco mais de 50 mil votos- no segundo turno a diferença entre ele e Marta superou 1 milhão de votos.  A diferença -1.338.031- é mais do que o dobro do conseguido pelo governador José Serra (PSDB) em 2004, quando derrotou Marta no segundo turno das eleições municipais por pouco mais de 590 mil votos.
Mesmo com a redução dos votos válidos -quando se excluem brancos e nulos- do primeiro para o segundo turno na eleição da capital paulista -126.198 a menos-, Kassab aumentou seu eleitorado em 1.650.135. O crescimento do prefeito reeleito de um turno para o outro representou mais do que o tucano Geraldo Alckmin obteve na primeira fase da disputa. O ex-governador teve 1.431.670 votos.
Uma das explicações para a derrota petista pode ser encontrada no fraco desempenho de Marta em conquistar novos eleitores. Do primeiro para o segundo turno da disputa o eleitorado da ex-prefeita cresceu em 364.198 votos. Já em comparação a 2004, Marta viu seu eleitorado ser reduzido em mais de 287 mil pessoas. Na ocasião, Marta obteve 2.740.152 de votos, contra os 2.452.527 de eleitores que a escolheram na disputa de hoje.
No primeiro turno, a petista já havia apresentado desempenho inferior ao que teve na disputa anterior, quando perdeu para a chapa formada por Serra e Kasab. Em comparação com a porcentagem de votos válidos, Marta também foi pior. Em 2004, teve 45,14% dos votos na disputa contra Serra. Neste ano, obteve 39,3%.

Pois é…..

A despeito das constantes, insistentes e chatas reclamações da PTralha sobre a “imprensa golpista” (aquele blábláblá mentiroso de sempre, que a imprensa representa a elite burguesa e trabalha contra os corajosos e honestos defensores dos pobres e oprimidos, ou seja, os PTistas), o colunista da Folha, Gilberto Dimenstein, escreveu um verdadeiro manifesto de admiração à MarTAXA, AQUI.

Ok, liberdade de expressão é isso aí – ele pode escrever o que quiser.

Porém, o articulista sofreu um surto PTralha agudo, e saiu a afirmar que a culpa pela derrota “não é de Marta”.

Ora, seria de quem ?????????????

Será que a arrogância da ex-prefeita não teve nenhum peso ?

Será que o rombo financeiro que ela deixou nas contas da cidade não teve nenhuma influência na decisão dos eleitores ?

Será que o baixo nível da campanha não interferiu na decisão ?

Será que a reprovação do seu (ridículo) mandato, indicada em pesquisas do Ibope e do DataFolha, não teve nenhum impacto ?

Será que o “relaxa e goza”, vindo de uma Ministra, num momento sério e delicado como foi aquele ápice do “apagão aéreo”, não contribuiu para piorar sua já depauperada imagem política ?

Convenhamos, senhor Dimenstein: São Paulo NÃO é uma cidade na qual o voto de cabresto ou a “iguinorânssia” política se dão bem. Por essas e outras, muitas outras, o PT e até mesmo o Lulla sofrem para conseguir votos por aqui.

O nível sócio-cultural é maior; as pessoas são mais bem-informadas. Mas, principalmente, as pessoas sentem no seu dia-a-dia os problemas causados pela incomPTência da MarTAXA.

O paulistano lembra dos túneis caríssimos que alagavam.

O paulistano lembra do estado precário do asfalto da cidade nos tempos da MarTAXA.

O paulistano lembra das taxas.

O paulistano lembra do triste, melancólico e patético período no final do mandato da ex-prefeita, em que a cidade ficou particularmente abandonada.

Eu, pessoalmente, lembro de ter ouvido, na época, MUITA gente que até então defendia a Marta, criticando a bagunça financeira que ela causou. Recordo-me vivamente de pessoas que trabalhavam nos CEUs inaugurados pela prefeita, mas que passaram a não receber seus salários porque a MarTAXA quebrou a cidade. Vi, li e ouvi relatos de pessoas que admiravam o PT, ou mesmo a MarTAXA, em particular, reclamando da zona que São Paulo se tornara graças à incomPTência da criadora das taxas.

Portanto, não me surpreende que dona Marta esteja DIMINUINDO a cada eleição.

Este é o futuro para esta destrambelhada: diminuir, diminuir, até sumir.

Sumirá, perdida no lixo da história política do país.

É o máximo que ela merece.

E o eleitor paulistano sabe disso.

Marta, relaxa e goza
Marta, relaxa e goza

MARTA: RELAXA E GOZA

O prefeito reeleito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), manteve a trajetória do primeiro turno e venceu neste domingo em todas as seis regiões de São Paulo. No primeiro turno, o prefeito perdeu para Marta Suplicy (PT) apenas na região sul. Hoje, no entanto, o democrata superou a adversária em todas as regiões.
De acordo com o TRE-SP, existem 57 zonas eleitorais na capital paulista, em seis regiões da cidade –norte, sul, leste, oeste, central e centro-sul. Kassab venceu em 44 das 57 zonas eleitorais da capital paulista, enquanto Marta superou o adversário em apenas 13 zonas eleitorais.
A região onde a petista obteve melhor resultado foi na zona sul. Na zona sul, Marta venceu nas zonas eleitorais de Campo Limpo, Piraporinha, Grajaú, Capão Redondo, Parelheiros, Jardim São Luís e Pedreira –totalizando sete zonas. Kassab venceu em outras nove zonas eleitorais na região.
A petista mais uma vez perdeu no seu tradicional reduto eleitoral –a zona leste– onde teve votação menor em 15 das 21 zonas eleitorais.

ENFIM, POSSO DIZER, COM GOSTO:

MARTAXA, RELAXA E GOZA, SUA HIPÓCRITA INCOMPETENTE !