Vale do Rio doce – mais um pouco…

Neste exato momento, tentei acessar o site criado para alardear o tal plebiscito pela re-estatização da Vale do Rio Doce, para saber o resultado. O site está fora do ar. Mas uma matéria do jornal ValorEconômico ajuda a entender de que maneira operam estes movimentos obscuros, retrógrados, mentirosos e, na maior parte das vezes, criminosos: com base em mentiras e deturpações.

Ratificando o que qualquer pessoa minimamente bem-informada e perspicaz pode descobrir: Sob o pretexto de que a Vale foi subavaliada e de que é “preciso recuperar o patrimônio de todos os brasileiros”, os organizadores do plebiscito se esqueceram de detalhar ao país quem é que controla a mineradora, que no início do mês chegou a ultrapassar o valor de mercado da jóia da coroa estatal, a Petrobras . Do capital ordinário da Vale, 53,3% estão nas mãos da holding Valepar. É essa holding que define a estratégia da companhia, via conselho de administração, e que escolhe a alta cúpula de gestão da mineradora. Em outras palavras, a Valepar é o coração e o cérebro da Vale do Rio Doce. E quem é a Valepar? São três fundos de pensão, dois deles patrocinados integralmente por estatais – a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil e a Petros, dos trabalhadores da Petrobras – , a empresa de participações do BNDES, a Bradespar (ligada ao grupo que controla o Bradesco) e a japonesa Mitsui. Juntos, BNDESPar e fundos têm 60% do capital votante da Valepar. O capital nacional tem 81,75% das ações ordinárias da holding. A União detém ainda seis ações especiais, as “golden shares”, que lhes dá alguns poderes de veto, como mudança do local da sede.
A matéria vai além, demonstrando a fragilidade das mentiras e proposições patéticas deste “movimento” (apoiado pelo PT, registre-se!): Os organizadores do movimento “A Vale é Nossa” anunciam hoje o resultado da enquete realizada entre os dias 1º e 9 de setembro em que a principal pergunta era se a Vale do Rio Doce deveria continuar nas mãos do capital privado, sugerindo uma retomada da empresa pelo Estado. Na terça-feira da semana passada, eles comemoravam já ter apurado o voto de 3,6 milhões de pessoas – praticamente o mesmo número de brasileiros que tiveram suas aposentadorias garantidas pela boa valorização das ações da Vale nas bolsas: nos últimos cinco anos, a alta dos papéis preferenciais foi de 781,33%. Esses milhões de brasileiros são associados dos 122 fundos de pensão nacionais que são acionistas da Vale privada.

A matéria completa do Jornal ValorEconômico está aberta inclusive para não assinantes, aqui. Vale a pena ler.
Especialmente porque na matéria fica evidente a má-fé, a ignorância e as mentiras que o pessoal amigo do PT usa – e inclua-se aí MST, CUT, Carta Capital e outras invenções dos PTistas. O tal jornalista (sic) que escreveu uma matéria leviana e mentirosa (que já comentei aqui) é um exemplo de mentiroso da pior espécie: diferentemente dos ignorantes que acreditam nas mentiras do PT e do Rei Lulla por pura ignorância e/ou falta de educação, cultura geral etc, ele prefere utilizar argumentos falaciosos e levianos, justamente para ajudar a enganar aqueles incautos que não conseguem ver o tanto de mentiras levantadas pela corja PTista, com o intuito claro de bagunçar, criar factóides e desviar a atenção para o aparelhamento do Estado que o PT vem fazendo, as invasões de terra (ilegais) do MST, a criação de universidades bancadas pelo Estado para ensinar comunismo torpe stalinista etc.

E aquela Carta Capital, recebendo verbas publicitárias de estatais para elogiar Rei Lulla ? A Carta Capital se acha melhor do que a Veja, mas só tem um problema: pura inveja porque não tem tiragem comparável à de Veja. Longe de mim elogiar Veja veementemente – mas pelo menos a Veja é menos “vendida” do que aquele detrito mantido pelo Mino Carta – que, por sua vez, deveria dar as mãos ao Paulo Henrique Amorin e mudarem-se, casados e felizes, para Cuba.

As “agências de notícias” PTistas, como a tal Carta Maior, Brasil de Fato, Caros Amigos e outras deturpações escrotas só enganam os asseclas PTistas e os ignorantes que engolem qualquer coisa…..Mas pretendem, obviamente, enganar aqueles coitados que não têm base para pensar por si mesmos – infelizmente esta ainda é uma parcela muito grande, muito volumosa da população brasileira.

O que explica, aliás, os Renans, Severinos Cavalcantis, Malufs, martas, Genoínos, Professores Luizinhos e outras aberrações da política brasileira.

Privatizar, sim

Então o PT resolveu apoiar o tal plebiscito para que a população opine sobre a proposta de re-estatizar a Vale do Rio Doce (aqui) ? Para “sustentar” o absurdo, diversos asseclas do PT costumam espalhar dados e informações falsas (aqui, por exemplo).

Entre as besteiras que o “jornalista” José Cristian Góes divulga, algumas merecem atenção:

1) Diz o jornalista mal-informado (ou mal-intencionado) que “Em 1997, o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) “vendeu” a CVRD por apenas R$ 3,3 bilhões. Curiosamente a avaliação dos auditores privados e do próprio Governo davam a Vale um preço de R$ 93 bilhões, ainda assim um valor muito abaixo do real“.

Tudo mentira. O leilão das ações da CVRD previa a venda de cerca de 41,73% das ações ON (ordinárias) da empresa, não “toda a empresa”, como o pseudo-jornalista tenta levar o leitor a acreditar. Além disso, a privatização, ocorrida em 07 de Maio de 1997, não poderia identificar o valor de mercado da CVRD em R$ 93 bilhões: HOJE, o valor de mercado da CVRD é de R$ 127 bilhões, com um lucro líquido anual de R$ 7 bilhões. O “jornalista” inventou um lucro de incríveis R$ 13,4 bilhões em 1996 – MENTIRA !!!!
Em 1998, primeiro ano de demonstrações contáveis pós-privatização, o balanço da CVRD indicava lucro que aproximadamente R$ 1 bilhão (basta consultar o site da Comissão de Valores Mobiliários, aqui, ou da própria Vale do Rio Doce, aqui).

2) O mentiroso jornalista afirma, ainda, que “E tem mais: quase 70% do lucro da Vale, isto é, os dividendos construídos em cima dos minérios desta terra, do nosso povo, estão nas mãos dos controladores privados estrangeiros da CVRD, ou seja, quase nada fica aqui.“. Ele mente, novamente – e continua mentindo, algumas linhas abaixo: “os lucro [sic] da Vale privatizada enriquecem os acionistas, principalmente, estrangeiros que investem na bolsa de valores nos EUA e na Ásia“.

O pior é que grande parte dos eleitores do PT, por ignorantes, acabam acreditando nestas bobagens….. As empresas que compraram os 41,73% das ações ordinárias da CVRD foram: CSN (Companhia Siderúrgica Nacional, empresa brasileira), Bradesco (maior banco privado brasileiro), Previ (Fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, brasileiro), além de grande parcela negociada em bolsas de valores. A composição acionária da empresa é pública, e pode ser conferida aqui, ou então diretamente nas Bolsas de Valores nas quais opera (NYSE e Bovespa inclusas).

O “jornalista” José Cristian Góes continua mentindo, sempre com base nestas deturpações – que são as mais graves, porque embasam argumentos sofismáticos. Pior, MENTIROSOS.

Ele mente para tentar justificar o injustificável.

A privatização de empresas brasileiras, ao longo dos 2 mandatos FHC, foram positivas: criaram empregos, dinamizaram diversos setores da Economia brasileira, beneficiaram a população diretamente (via de regra, através da oferta de melhores serviço) e, em alguns casos, colocaram empresas brasileiras em posição competitiva MUNDIALMENTE.

Além da Vale do Rio Doce (que, antes da privatização, era a nona maior mineradora do mundo; HOJE, É A SEGUNDA), a Embraer: estava à beira da falência quando foi a leilão, em 1995; hoje é a terceira maior fabricante mundial de aviões. Sob o comando da iniciativa privada, a Embraer passou por um ajuste brutal, impossível de ser feito numa companhia regida pelos princípios do Estado. Foi isso que a colocou na posição de empresa de classe mundial. Guinadas como essas são tarefas para executivos profissionais – não para políticos, que chegam e vão embora de acordo com o resultado das eleições.Maurício Botelho, presidente da Embraer, está no cargo há 12 anos (para maiores detalhes, ler a íntegra da reportagem, da Revista Exame, Edição 880, de 02/11/2006, aqui).

O presidente do Banco do Brasil (estatal) já mudou mais de 3 vezes APENAS no primeiro mandato (sic) Lulla. Em 1994, antes da privatização, a Embraer empregava 6.100 pessoas. Em 2005, já privatizada há 10 anos, o número era de 17.000. Em 1994, a empresa entregou 4 aviões; em 2005, foram 141.

As empresas que compraram as malhas da Rede Ferroviária Federal – típica estatal com muitos funcionários e pouco investimento – hoje transportam 80% de carga a mais. Para dar conta desse aumento, a indústria de equipamento ferroviário renasceu: o número de vagões produzidos saltou de 200 em 1992 para 7 500 em 2005, o que representou a construção de quatro novas fábricas e a criação de 30.000 empregos.

São vários os exemplos de privatizações bem-sucedidas – mas a “imprensa vermelha” bancada pelo PT distorce fatos, mente e tergiversa. Má-fé aliada à ignorância.

Por que os (pseudo) “jornalistas” que abastecem as páginas de mentiras do site do PT, da “Agência Carta Maior” e de outras publicações deste mesmo (baixo) nível, como Caros Amigos e Caca CaPTal, não têm coragem de buscar fatos verdadeiros para tentar argumentar ?

Por que os militantes do PT e seus asseclas (remunerados ou não) recorrem a tantas mentiras ? Só porque eles não têm argumentos que respaldem suas propostas ridículas ?

CVRD – estatização estapafúrdia

Artigo de excepcional clareza foi publicado ontem, na Folha de São Paulo, tratando justamente sobre a questão da privatização – assunto que eu tratara no post de ontem (abaixo). Para assinantes da Folha ou do UOL, texto completo aqui.

Para aqueles debilóides do PT, CUT, MST e outras entidades (ou quadrilhas?!) que orbitam nas tetas governamentais por recursos, alguns dados da CVRD privatizada merecem ser repetidos.

Recorde de investimento: US$ 44,6 bilhões nos últimos seis anos contra US$ 24 bilhões nos 54 anos anteriores.
Recorde de produção: 300 milhões de toneladas de minério neste ano contra média anual de 35 milhões da Vale estatal.
Recorde de emprego: 56 mil empregos diretos hoje contra 11 mil há dez anos.
Recorde de exportações: quase US$ 10 bilhões em 2006 contra US$ 3 bilhões em 1997, garantindo mais de um quarto do saldo da balança comercial “deste país”.

Isso sem contar um fato da maior importância: “A quem pertence a Vale privatizada? Aos funcionários e aposentados do Banco do Brasil, principalmente, por intermédio de seu fundo de pensão. Com o BNDES, eles detêm dois terços do capital da Vale. O restante se distribui entre o Bradesco, a “trading” japonesa Mitsui e mais de 500 mil brasileiros que aplicaram parte do FGTS em ações da companhia. padrão de gestão da Vale é privado. A propriedade, como se vê, nem tanto. Depois de privatizada, a empresa recolheu aos cofres da União, em impostos e dividendos, algumas vezes mais do que fez ao longo de toda a sua existência como estatal.

O mais assustador é o baixo nível de uma significativa parcela da “elite intelectual” brasileira – não apenas neste caso, da Vale, como em outros. Tome-se como exemplo o Prof. Fábio Konder Comparato (presidente da Comissão de Defesa da República e da Democracia do Conselho Federal da OAB), que publicou na Folha de São Paulo, em 02/09, artigo intitulado “Um atentado contra o patrimônio nacional” (artigo depois ecoado, obviamente, pelo site do PT, aqui).

Quando era professor da Faculdade de Direito da USP, o Prof. Comparato não costumava divagar nesta proporção…….. Confunde conceitos tão básicos, e, pior, “compra” o argumento furado porque sofismático da comparação dos R$ 3 bilhões com os atuais R$ 50 bilhões…….

Primeiro: valor presente, valor passado. O que vale R$ 50 bilhões hoje valia quanto em 1997, quando a CVRD foi privatizada ? Uma conta não tão complexa, amplamente amparada pelas teorias de Administração Financeira, mas que obviamente os PTistas não fazem idéia de que se trata……..

Mas o Prof. Comparato ignorar isso ? Ou ingenuidade excessiva, ou prova cabal de que o PTismo extermina neurônios de quem a ele converte-se.

Segundo ponto: quanto a CVRD valeria hoje se NÃO tivesse sido privatizada ?
A julgar pela prática corriqueira nas autarquias e empresas estatais, regidas pelo loteamento político de cargos, menos do que os antigos R$ 3 bilhões, porque, assim como ocorreu (lamentavelmente) com a Petrobrás, estaria sendo dirigida por incomPTentes amigos (sindicalistas, PTistas etc).

Neste sentido, aliás, cabe registrar um levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (leitura PRECIOSA, merece toda a atenção!) que mostra a amplitude da “dominação PTista” em autarquias e outros órgãos antigamente públicos – mas hoje, infelizmente, privados, pois pertencem ao PT. E, não se pode esquecer: o escândalo do Mensalão começou a tornar-se público após denúncia de práticas PTistas na ECT (empresa de Correios e Telégrafos), loteada politicamente pela cambada PTista.

Dias depois, o Prof. Adilson Abreu Dallari respondeu ao Prof. Comparato, no mesmo espaço da Folha (na íntegra, aqui). Não era sem tempo !!!!!!!