ENEM prefere a histeria das feminazis à lucidez didática de Ayn Rand

Depois daquela prova ridícula (e burra) do ENEM, de repente o feminismo virou a modinha da semana. Vamos aproveitar para ver a genial filósofa Ayn Rand colocar esse tema em perspectiva (caso o frame do vídeo não apareça, o link direto está AQUI):

Se não me engano (a imagem está ruim, e meu problema de decorar nomes é crônico), o apresentador do programa é o Jay Leno (se alguém tiver certeza, por favor, me corrija ou confirme). De qualquer forma, a última resposta que a Ayn Rand deu, no finalzinho do vídeo, deixou o apresentador com cara de paisagem. Ele recorreu ao velho e batido clichê oco das feminazis, e ela mostrou porque essa modinha feminazi é burra.

A resposta simples, direta e objetiva da Ayn Rand é justamente o problema dessa vitimização burra que transformou o feminismo nessa pantomima feminazi que temos hoje. Alguns exemplos da ignorância e da insanidade das feminazis são facilmente vistas nas redes sociais.

E para quem acha que são apenas as debilóides feminazis das redes sociais que falam merda sobre o assunto, eis aqui a Deputada Alice Portugal, do PC do B (claro!) falando (gritando) suas bobagens:

Para finalizar, a indefectível Luciana Genro, sempre burra, sendo…Luciana Genro, a burra:

Depois que a Luciana Genro, a burra, escreveu este tuíte, um amigão dela ficou feliz:

2015-10-25 19.20.04Em tempo: o problema do ENEM é geral, não se restringe à questão que cita Simone de Beauvoir. Aliás, pessoalmente eu gosto de alguns livros dela, e é claro que não há problema em citá-la, usar seus escritos etc. Muita gente reclamou porque o INEP citou uma intelectual que defendia a pedofilia e o nazismo (sim, Simone de Beauvoir realmente defendeu isso, estuda um pouquinho e cala a boca, feminazi que insiste em dizer que não). Contudo, acho necessário separar as opções e escolhas pessoais de cada um (incluindo intelectuais, artistas etc) daquilo que o sujeito produz.

É preciso reconhecer, e isso é um fato histórico e não uma questão de opinião, que Simone de Beauvoir teve um papel crucial no surgimento e consolidação do movimento que buscava a igualdade entre homens e mulheres – ainda que ela, Simone, dissesse (e escrevesse) coisas exageradas, estapafúrdias. Esse “alto volume” era cabível no seu contexto.

O fato de Simone de Beauvoir ter defendido o nazismo e a pedofilia não anulam tudo o que ela escreveu/defendeu/propôs durante sua trajetória intelectual. Richard Wagner é um compositor genial, mas alinhou-se ao nazismo e fez inúmeras declarações antisemitas que pareciam ter saído da boca de um ignorante chucro, um Lula da Silva ou uma Dilma da vida. Isso invalida toda sua obra?

Para mim, não. Eu continuo apreciando (e muito!) a obra de Wagner, o compositor, mesmo tendo ojeriza ao seu antisemitismo. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, já dizia o filósofo…

Chico Buarque é um ignorante, um boçal patético, que defende ditaduras abertamente, mas muita gente aprecia suas músicas – há, inclusive, analfabetos que apreciam seus livros (que coisas mal escritas!!! Socorro!). Ok. Gosto é como cu: cada um tem o seu, e é melhor não mexer, pois pode sair bosta. A posição política dele não invalida sua composição musical. Eu, pessoalmente, acho as músicas chatas, enfadonhas, aborrecidas e datadas, mas isso não tem nada a ver com a ignorância e a boçalidade da pessoa Chico Buarque.

Mais exemplos? Michael Stipe, vocalista e líder do REM. Gosto da banda, das músicas etc, mas discordo frontalmente dos posicionamentos políticos da pessoa Michael Stipe. Novamente: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

O ENEM tem sérios problemas, é um teste ruim, burro, incapaz de chegar perto de avaliar o conhecimento básico nas áreas essenciais (o ENADE, aliás, é tão ruim quanto o ENEM), mas citar Simone de Beauvoir não é um dos problemas/falhas desta prova. Os problemas do ENEM estão em sua concepção (uma prova única, generalizada, para selecionar pessoas diferentes para faculdades e cursos diversos), sua preparação (perguntas ruins, erradas, como a da globalização) e seu método de avaliação.

2015-10-26 00.32.02Além disso, o INEP/MEC é uma pocilga.

2015-10-25 21.31.29

ENADE 2012 (1)

Hoje, finalmente, consegui ler a prova de Administração do ENADE 2012.

A prova, no geral, está entre ruim e péssima. O lado bom é que a anterior, de 2009, estava entre péssima e medonha. Portanto, houve uma melhora.
Para quem quiser verificar a prova, pode fazer o download AQUI. O gabarito pode ser baixado AQUI.

Como eu havia feito em 2009, pretendo fazer uma análise mais detalhada das questões de marketing e TGA/Administração geral.

Em breve.

Por ora, todavia, quero ressaltar o que o MEC/Inep chama de “formação geral”.

São 8 questões de múltipla escolha e 2 dissertativas, que, somadas, equivalem a 25% da nota geral do ENADE.

A questão 01 não passa de interpretação de texto. Só.
Basta saber interpretar as tabelas com proporção de leitores (de livros) no período 2007-2011 para escolher uma das alternativas.
A questão 02 também: pura interpretação de texto, assim como a 03.
Temas babacas, sem nenhuma relevância.

Na questão 04, porém, a coisa muda: a partir de um trecho curto de um documento do MEC sobre ética e cidadania, o aluno tem que avaliar 3 proposições, quais sejam:

I. Toda pessoa tem direito ao respeito de seus semelhantes, a uma vida digna, a oportunidades de realizar seus projetos, mesmo que esteja cumprindo pena de privação de liberdade, por ter cometido delito criminal, com trâmite transitado e julgado.

II. Sem o estabelecimento de regras de conduta, não se constrói uma sociedade democrática, pluralista por definição, e não se conta com referenciais para se instaurar a cidadania como valor.

III. Segundo o princípio da dignidade humana, que é contrário ao preconceito, toda e qualquer pessoa é digna e merecedora de respeito, não importando, portanto, sexo, idade, cultura, raça, religião, classe social, grau de instrução e orientação sexual.

A pegadinha: o trecho do documento do MEC remete aos “Direitos Humanos” – e a proposição I trata de presidiários (“mesmo que esteja cumprindo pena de privação de liberdade, por ter cometido delito criminal”).
Se o sujeito cometeu um crime e está preso por isso, que projetos ele vai “realizar”?
Só se o projeto de vida do sujeito é ser preso!

Essas perguntinhas cretinas que o MEC adora……

A questão 05 é daquelas de arrepiar os cabelos do cu: pede-se o aluno que aponte uma relação causa-efeito entre globalização, desregulação de mercados financeiros e políticas neoliberais.
Evidentemente essa josta foi redigida por um desses desavisados que o PT alojou no MEC e que acredita que FHC, por exemplo, enquadra-se no perfil de “neoliberal”.
Bobagem.
Como a questão toda, aliás.

A questão 06 trata de financiamento público de estudos nas áreas de “ciências básicas” (termo usado na pergunta). Questãozinha sem pé nem cabeça, que pretende que o aluno faça uma simplificação de um tema bem mais complexo – e provavelmente o aluno de 1o ano nem tem embasamento para tratar disso.

Aliás, o critério (ou ausência de um) do MEC é ridículo: alunos do 1o ano não tiveram, ainda, contato com 90% ou mais do que se pergunta nessa prova – não deveriam, evidentemente, ser obrigados a fazê-la.

As questões dissertativas tratam de “sustentabilidade” (questão discursiva 1) e violência (questão discursiva 2) – em ambas, novamente, pedem-se análises e propostas sem oferecer dados suficientes para sustentar argumentos minimamente razoáveis.

Em suma: um lixo.

Aliás, já adiantando uma questão da parte que compete efetivamente a um graduando em Administração, pulo para a questão 30.

Trata-se de uma questão sobre a Matriz BCG, assunto bastante básico de Marketing.

E qual o problema/falha com a questão?

Ela faz com que o aluno perca tempo desnecessariamente.
Porque: apresenta-se um texto de 3 parágrafos (retirado de uma matéria da Exame), e na sequência mostra-se a figura que sintetiza a Matriz BCG.
A seguir, uma suposição, e 5 alternativas.
A única alternativa sensata é a “A”, mas a questão certamente obriga alunos possivelmente nervosos a ler um texto inútil e quiçá buscar nele a explicação para assinalar a alternativa correta.

Bobagem. Basta identificar que o produto VAI SER LANÇADO para enquadrá-lo como ponto de interrogação logo de cara.
Só isso.

Mais uma vez, portanto, o graduando é obrigado a passar por uma provinha RIDÍCULA, mal-feita, incapaz de avaliar a capacidade do formando, incapaz de lidar com questões realmente importantes.
A educação no Brasil está uma desgraça.

E tende a piorar.

PS – Para quem se interessa pelo assunto EDUCAÇÃO, sugiro fortemente a leitura deste artigo AQUI. Trata-se de uma análise extremamente bem estruturada sobre essa praga que ganhou o apelido de “preconceito linguístico”, um nome inventado por gente que quer manter os índices de analfabetismo funcional alarmantemente altos no Brasil do jeito que estão; pessoas que infelizmente estão em postos-chave da educação no país, mas que usam uma terminologia rasa e ignorante para tentar minimizar a importância da educação – em tese, isso seria uma contradição, mas no Brasil….

ENADE 2009 (5)

Primeiro, a notícia da Folha Online de 05/12:

Onze questões da prova de comunicação social do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) foram anuladas por problemas na sua formulação. A prova é aplicada a alunos e formandos de educação superior e serve de base para a avaliação das instituições de ensino. Cada área é examinada de três em três anos.

Uma das anuladas gerou polêmica por pedir que os alunos analisassem críticas feitas na imprensa a Lula, quando disse que a crise mundial no Brasil não passaria de “marolinha”.

“Agora é a imprensa internacional que lembra e confirma a previsão do presidente Lula”, dizia o enunciado da questão, pedindo em seguida que o aluno avaliasse se houve por parte da imprensa “atitude preconceituosa”, “irresponsabilidade”, “livre exercício da crítica”, “manipulação política da mídia” ou “pré-julgamento”.

A resposta prevista no gabarito era “c”, ou seja, houve livre exercício da crítica, mas a comissão considerou que a questão envolvia um contexto político que poderia confundir o candidato. Ou seja: pelo fato de a prova ser aplicada pelo governo, o estudante poderia pensar que o certo seria dizer que a crítica da imprensa era preconceituosa ou irresponsável.

A prova de cada habilitação de comunicação (jornalismo, relações públicas etc.) tinha dez perguntas a todos os universitários, 15 comuns a todas as áreas da comunicação e 15 específicas. Foram anuladas as questões 18 e 19, na parte comum às áreas de comunicação; as de número 30, 33 e 35 de jornalismo; a 33 e a 37 de publicidade; a 34 e a 36 de relações públicas; e a 34 e a 38 de cinema.

A correção da prova considerará que todos os alunos acertaram as perguntas anuladas. As questões foram elaboradas pela Consulplan, empresa contratada pelo Inep (instituto ligado ao MEC) para aplicar a prova.

A anulação, que ainda será divulgada oficialmente, foi decidida pela comissão que analisa as questões e é formada por professores. Segundo membros do colegiado, as perguntas anuladas tinham problemas de formulação no enunciado, respostas incorretas ou mesmo duas alternativas corretas.

A comissão também avaliou que houve erros técnicos em enunciados. É o caso da questão 30 de jornalismo, que pedia a avaliação do aluno sobre uma página de um jornal angolano. O problema é que a impressão da prova só deixava visíveis os títulos da capa do jornal.

Outra questão, de publicidade, perguntava sobre a célebre propaganda “o primeiro valisère a gente nunca esquece”, de 1987. Parte da comissão considerou que as respostas exigiam conhecimentos técnicos detalhados sobre um vídeo publicitário que não seria do tempo dos alunos avaliados.

O Inep informou que a avaliação das perguntas cabe às comissões de especialistas de cada área e que o relatório completo com as questões anuladas em todas as áreas será divulgado a partir da próxima semana.

Tentei, há pouco, localizar alguma informação sobre as correções da prova do ENADE 2009 no site do INEP. Nada.

Fiquei na dúvida: será que os “especialistas” (de merda) que elaboraram a prova de Administração irão corrigir MESMO as cagadas que eles fizeram ??????

Veremos…..

ENADE 2009 (3)

Ainda tratando do ENADE, quero reproduzir um post que li no blog do Reinaldo Azevedo (Veja), que trata de educação e também do ENADE.
Vamos primeiro ao texto original (grifos do original, não são meus desta vez):

A UniEnganação. Ou: “Faculdade ruim para pobre é uma conquista”
domingo, 15 de novembro de 2009 | 6:13

Eu juro que recebi o comentário abaixo, com IP, e-mail, nome e tudo. Ele segue como o recebi. Guardei em arquivo. Não publiquei na área de comentários porque, às vezes, sigo um procedimento que considero parte do humanismo: preservar as pessoas de si mesmas.  Leiam. Volto em seguida:

novembro 14, 2009 18:53

Acho uma vergonha as pessoas generalizarem as falhas de uma instituição usando o termo “”os alunos”” da UNIP amigo(a) entrei nessa intituição por meio de um vest. justo e vou ser “a profissional” sabe porquê? Eu quero, e vou ser não e a Facul. que faz um bom prof. e sim a própria pessoa que desejar ser, pois conheço profissionais que form. em facul. tipo PUC e são totalmente ignorantes,incopetentes.

Acorda é vc que muda o Brasil, é vc que decide se vai ou não ser um bom profississional esteje vc aonde estiver. Se nenhuma instituição nunca errou que atire a primeira pedra. Acorda !!!!!!

Comento
Ela se refere àquele post em que se noticiou que a Unip dava pen drives para alunos que falassem bem da escola no questionário do MEC.

Pouco me importa se é UNIP, Uniban, Uniisso, Uniaquilo… Com efeito, não vou aqui satanizar universidades e faculdades. O que questiono desde o primeiro dia, quando se deu aquela baixaria protagonizada por potenciais linchadores, é a expansão destrambelhada do ensino universitário, AGORA COM DINHEIRO PÚBLICO. Destrambelhada por quê? Porque a qualidade foi para o brejo.

De fato, a expansão não começou neste governo — ela está sendo brutalmente acelerada sob os auspícios do lulismo porque o leite de pata da grana do estado está financiando os supletivões. Com todo o respeito, aluno que escrevesse assim levaria pau em língua portuguesa quando eu dava aula.

O provão, na sua forma original, havia forçado a qualificação das universidades privadas. Há instituições públicas sofríveis também, mas é fato que um conjunto de fatores, que nada têm a ver com as leis de mercado, faz com que o horror se concentre nas instituições particulares.

Veio o governo Lula e mudou o provão. A forma do atual Enade permitiu a expansão da picaretagem — COM DINHEIRO PÚBLICO, REITERO. As provas, como vimos, passaram a investigar mais ideologia do que competência. Deu no que deu.

E, ANTES QUE O ESQUERDISMO PERTURBADO CONCLUA QUE É A LEI DE MERCADO QUE FAZ O ENSINO UNIVERSITÁRIO DE BAIXA QUALIDADE, OBSERVO: É JUSTAMENTE  O CONTRÁRIO. Quando o estado só se ocupou de aplicar o então provão e tornou influente a sua nota como critério de contratação das empresas, as instituições particulares correram para se equipar, contratar doutores em tempo integral etc. Quando o petismo, com o seu populismo vagabundo, entrou na área, a coisa degringolou. É A GRANA GARANTIDA DO ESTADO QUE ESTÁ FAZENDO ESSA MISÉRIA COM O ENSINO PARTICULAR. Se o ProUni garante a bufunfa, para que melhorar? Se, depois de três, quatro anos, o curso for descredenciado, tudo bem. O dinheiro não será devolvido mesmo, não é?

É o estado que está fazendo porcaria, não o mercado. O que não quer dizer que não haja mercadistas nessa história, que ganhariam dinheiro vendendo educação ou bananas. Não tenho nada contra, uma vez que há quem queira  comprar bananas e há quem queira comprar educação. Mas o estado não pode subsidiar uma banana ruim. Assim como não pode subsidiar uma educação ruim. Aliás, o estado não tem de subsidiar nem banana boa!

O que está em curso no país, sob os auspícios do lulismo, é a mais perversa das formas de sacanear os pobres. Na prática, é como se dissesse: “Ah, para quem é, isso tá bom até demais. Deixem que os garçons, os taxistas e as manicures façam faculdade. Melhor ter do que não ter”. Mais ou menos. Está-se oferecendo uma universidade que não oferece vida universitária. Como já escrevi, em vez de se abrir um novo horizonte a pessoas vindas de ambientes um tanto acanhados intelectualmente, há instituições por aí que estão apenas referendando esse acanhamento. E a esquerda aplaude — ou parte dela ao menos.

O dinheiro que sustenta essa farra não estaria sendo aplicado com mais eficiência num ensino técnico de qualidade, por exemplo? Posso apostar que sim. Nem quero aqui ficar fazendo aquela oposição clássica — ou que já virou um clichê — entre quantidade e qualidade. Já nem se trata mais disso. Estamos falando mesmo é de dinheiro público investido numa enganação.

Mas Fernando Haddad, ministro da Educação, o Megalominoso, está empenhado em fazer proselitismo em provas do Enade e do Enem em vez de saber o que se passa nessas instituições. Uma coisa é certa: a avaliação do ensino superior, na forma como é feita hoje, virou apenas uma enganação. A Unienganação. “Mas se é para pobre, até que tá bom”, dizem intimamente estes grandes “defensores dos pobres”…

Bom, nem preciso dizer que concordo com QUASE tudo, né ?!
Já escrevi aqui sobre o ENADE, que tem um viés político fortíssimo – na verdade, o termo correto é propaganda político-governamental DESCARADA.
Uma vergonha.

Mas o “comentário” da aluna (imagino que seja mulher, pela “a profissional”) é típico.
Nem vou comentar sobre a redação torpe, repleta de erros e quase incompreensível. Leio muitas coisas assim na faculdade, e os professores temos que acabar aprendendo a “decifrar” essas coisas. São medonhas ?! Sim, são. Mas é o que acontece quando a pessoa chega até a universidade, o degrau mais elevado da formação acadêmica, semi-alfabetizada.
Na realidade, o termo correto é ANALFABETO FUNCIONAL – o mesmo problema que aflige os PTralhas em geral.

Sobre este problema -gravíssimo-, destaco uma matéria da Folha (que está na íntegra AQUI), com grifos meus desta vez:

Apenas 25% dos brasileiros acima dos 15 anos têm domínio pleno das habilidades de leitura e de escrita, segundo pesquisa feita pelo Ibope. Isso significa que só um em cada quatro brasileiros consegue entender totalmente as informações de textos mais longos e relacioná-las com outros dados.

De acordo com o levantamento, 38% dos brasileiros podem ser considerados analfabetos funcionais –não conseguem utilizar a leitura e a escrita na vida cotidiana. Desses, 8% são absolutamente analfabetos, e 30% têm um nível de habilidade muito baixo –conseguem apenas identificar uma informação simples em um só enunciado, como um anúncio.
Outros 37% têm um patamar básico –são capazes de localizar uma informação em textos curtos, como uma carta ou uma notícia.

Uma das principais constatações da pesquisa é que o nível de analfabetismo funcional fica abaixo de 40% somente quando os anos de estudo passam de oito –nível fundamental completo. No estrato de um a três anos de estudo, o percentual dos que não têm condições básicas de alfabetização atinge 83%.

O domínio pleno da leitura e da escrita só ultrapassa os 50% entre os que já completaram ao menos o nível médio (11 anos ou mais de estudo).

Eu sinto este problema na pele (e nos olhos) quando recebo trabalhos dos alunos UNIVERSITÁRIOS: a grande maioria simplesmente não consegue redigir uma frase ou parágrafo de maneira a fazer sentido. Fica impossível entender qual era a intenção daquela frase….

Se a pessoa não consegue expressar sua idéia, como é que ela vai ENTENDER a idéia expressa por terceiros, num texto simples ?

Canso de ouvir alunos reclamando que leram um determinado texto que eu pedi para uma aula, mas que dizem não ter conseguido entender. Às vezes, quando se trata de um texto mais complexo, é compreensível – mas o problema é quando se trata de um texto básico, fácil, sem complicações.

O mais desanimador disso tudo é perceber que o governo não tem real interesse em reduzir (ou, quiçá, ELIMINAR) este problema – especialmente ESTE (des)governo do Lulla, que insiste em GABAR-SE por ser analfabeto, ignorante, tapado, burro.
Obviamente, o PT não tem interesse em elevar o nível da educação – afinal, se isto acontecesse, não receberiam votos….. Basta ver o vídeo que eu disponibilizei AQUI.

Brevemente, quero retomar esta aparente dicotomia entre as aspirações “do mercado” e “do governo”, no que tange à educação – em especial a de terceiro grau.

Brevemente……