Sete Brasil: mais um ralo de dinheiro no esquema criminoso do PT na Petrobras

O leitor deste blog sabe que dediquei inúmeros posts à Petrobras, e fiz isso por uma boa razão: a empresa é o símbolo maior do monstruoso esquema de corrupção e crimes cometidos pela organização criminosa (OrCrim) com registro partidário vulgarmente conhecida como PT.

Evidentemente a Petrobras não foi a única vítima do PT. Virtualmente TODO o Brasil foi feito refém pelo apetite infinito desta OrCrim: ministérios, autarquias, institutos de pesquisa (como IPEA, por exemplo), estatais, fundos de pensão etc. Mas a Petrobras acaba sendo a mais visível, seja pelo tamanho exagerado dessa estatal ruim e ineficiente, seja porque a operação Lava-Jato começou a ser percebida pra valer na opinião pública por ter revelado a sistemática de corrupção do PT para financiar campanhas eleitorais e o seu autoritário projeto de poder.

O editorial do Estadão de ontem trata de um “filhote” da Petrobras, a Sete Brasil – uma estrovenga criada pelo Lula para ajudar a tomar de assalto o Estado brasileiro e fazê-lo servir aos interesses exclusivos da OrCrim PT:

A decisão aprovada pelos acionistas da Sete Brasil de entrar com pedido de recuperação judicial é o reconhecimento explícito, pelos sócios do empreendimento, do fracasso do mirabolante projeto do governo do PT de utilizar o pré-sal para criar um gigante mundial na área de equipamentos para exploração de petróleo e transformá-lo no principal instrumento de uma política industrial baseada no uso intenso de conteúdo local. A crise financeira e estrutural da empresa é um símbolo da ruinosa política petista para o setor do petróleo, da qual foi parte essencial a instalação de um amplo esquema de corrupção na Petrobrás e que envolveu a própria Sete Brasil, como vêm mostrando as investigações da Operação Lava Jato.

O recurso à recuperação judicial vinha sendo defendido pela maioria dos acionistas do empreendimento desde o fim do ano passado. Mas enfrentava a resistência de um deles, a Petros, o fundo de pensão dos empregados da Petrobrás, por pressão da própria estatal, que tem com a Sete Brasil uma estranha relação, pois é simultaneamente seu único cliente e um de seus principais acionistas.

Criada no fim do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no período de euforia do pré-sal, a Sete Brasil é uma empresa formalmente privada. Seu papel seria o de construir as sondas necessárias para a execução do ambicioso programa petista de exploração do petróleo do pré-sal, alugando-as à Petrobrás. Parecia um negócio lucrativo, daí o interesse que despertou entre empresas e investidores privados. As condições da economia brasileira, em franco crescimento, e mundial, com o petróleo custando mais de US$ 100 o barril, e o discurso ufanista estimulavam o apetite dos investidores.

Entre seus acionistas estão grandes instituições financeiras nacionais e investidores internacionais. Mas é forte a participação de capital vinculado ao governo. Além da Petrobrás e da Petros, são seus acionistas outros grandes fundos vinculados a empresas estatais. O governo do PT também forçou o conselho do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a aprovar aplicações do dinheiro do trabalhador no empreendimento.

Em pouco tempo, porém, ficou claro que eram frágeis ou falsos os estímulos que tanto encantavam os investidores. A desastrosa gestão da política econômica durante o governo de Dilma Rousseff, a recessão que essa política provocou, a queda do preço do petróleo (o barril chegou a valer menos de US$ 30) e os escândalos na Petrobrás e na Sete Brasil desvendados pela Lava Jato inviabilizaram a empresa – pelo menos nas dimensões imaginadas pelo governo e por parte dos investidores.

O contrato original de fornecimento para a Petrobrás previa a construção de 28 sondas que seriam alugadas para a estatal durante 25 anos, com valores superiores aos do mercado internacional. Do total previsto, apenas 6 sondas tiveram sua construção efetivamente iniciada, das quais 2 estão com 90% dos serviços concluídos e as demais, com 40%. Mas todas as obras estão paradas desde novembro.

Os principais investidores lançaram como prejuízo parte das aplicações que fizeram na Sete Brasil. Instituições financeiras concederam empréstimos de R$ 12 bilhões para a empresa, dos quais conseguiram recuperar R$ 4 bilhões, recorrendo ao Fundo Garantidor da Construção Naval, que garantia as operações. A Caixa Econômica Federal informou ter provisionado o valor equivalente a 100% dos financiamentos não quitados da Sete Brasil. Estima-se que o fundo de investimentos com recursos do FGTS (FI-FGTS) tenha perdido R$ 1 bilhão com as aplicações na empresa.

O País vem sendo chamado a pagar a pesada conta que a irresponsável gestão da economia e o amplo esquema de corrupção que marcaram a administração do PT lhe impuseram. Trabalhadores perdem emprego e renda, investidores perdem dinheiro, empresas reduzem ou paralisam suas atividades. A Sete Brasil faz parte desse desastre.

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É isso mesmo: a Sete Brasil é um desastre. Mais um desastre criado pelo lulopetismo, pelos bandidos da OrCrim PT que assaltaram (literalmente) o Estado. O relato feito pela revista Época NESTE LINK merece ser lido. Vão aqui alguns trechos:

Em dezembro de 2010, o governo petista vivia os gloriosos dias finais de Luiz Inácio Lula da Silva e a expectativa da gestão de Dilma Rousseff, em uma fase de prosperidade. O crescimento econômico no ritmo anual de 7,5% gerava sonhos de megalomania estatal. Um grupo de executivos da Petrobras decidiu começar do zero uma empresa nacional para construir e fornecer sondas para a Petrobras explorar o petróleo do pré-sal. Eles conseguiram muito dinheiro do governo, dos fundos de pensão de estatais (é claro), bancos e empreiteiras como Odebrecht e Queiroz Galvão. A Sete Brasil, como foi batizada a empresa, investiria US$ 25 bilhões para fazer 29 sondas até 2020. Subcontrataria estaleiros brasileiros, reavivaria a indústria naval nacional e geraria empregos, no projeto de política econômica nacionalista e estatizante do PT. Os investidores colocaram R$ 8,2 bilhões nessa ideia.

Nada disso aconteceu. Não só pelo fato de os sócios não serem especialistas em fazer algo sofisticado como uma sonda, mas porque o objetivo inconfesso dos criadores era outro. Nesta semana, ÉPOCA teve acesso à denúncia da força-tarefa do Ministério Público Federal que toca a Operação Lava Jato sobre a Sete Brasil. A conclusão é contundente. “A Sete Brasil foi criada a partir de projeto idealizado e coordenado por Pedro Barusco, João Carlos Ferraz e João Vaccari (ex-tesoureiro do PT)”, afirma o texto. “Embora o discurso utilizado para a criação da empresa tenha sido o de estimular o mercado nacional, o que se observou, na realidade, foi a implementação e utilização da nova estrutura empresarial como uma forma de expandir o esquema de corrupção.” A Sete Brasil foi criada para ser uma filial do petrolão, o esquema de corrupção que desviou bilhões da Petrobras.

Hoje réus condenados por corrupção, convertidos em colaboradores da Lava Jato, em 2010 Barusco, Ferraz e Eduardo Musa compunham não só o núcleo do alto escalão da Petrobras, como já estavam engajados no petrolão. Sob a coordenação de Vaccari – um especialista não em petróleo, mas nos interesses financeiros do PT –, Barusco e João Ferraz foram instalados no novo empreendimento estatal voltado ao enriquecimento do partido. A dupla migrou para postos estratégicos na Sete, com o intuito de arrecadar propina. “Promoveu-se a extensão do esquema de corrupção montado em desfavor da Petrobras, uma vez que, sob a falsa justificativa de fortalecimento do mercado nacional de fornecimento de sondas, criou-­se mais uma ‘camada’ no esquema criminoso, com o propósito de dissimular o verdadeiro esquema criminoso engendrado entre o partido político”, diz o Ministério Público. Ao contrário do resto da Petrobras, onde as diretorias e as propinas eram divididas com PMDB e PP, a Sete Brasil era inteira do PT. Estava tudo combinado com Vaccari: o valor da propina foi estabelecido em 0,9% do valor dos contratos. Ferraz e Barusco deveriam repassar o valor para Renato Duque, diretor de Engenharia da Petrobras.

É preciso registrar que o PT vem fazendo uso de todo o Estado (incluindo as mais de 100 estatais ineficientes) para sustentar seu projeto de poder absolutista e autocrático — não apenas desviando dinheiro, como tem revelado a Operação Lavajato, mas usando também a estrutura governamental de maneira ilegal:

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Dilma: o maior exemplo do nível de “gestão” que o PT consegue produzir

Desde que Dilma Ruinsseff foi nomeada Ministra, em 2003, a imprensa, de forma bovina e burra, comprou a mentira de que ela seria uma “gestora”, um “quadro técnico”. Comentei AQUI uma longa matéria, publicada no Valor Econômico em Maio de 2013, que sintetizou esta mentira de forma desavergonhada.

Pode-se dizer, pois, que a imprensa brasileira, em sua esmagadora e avassaladora maioria, não apenas “comprou” essa história, mas fez pior: “vendeu”. Jornais, revistas, sites e TVs apresentavam a Ministra como sendo uma economista ESPECIALIZADA no setor de energia, pois havia trabalhado na área energética no Rio Grande do Sul.

Apenas um rápido parêntesis para relembrar aquele vexatório caso do currículo falsificado pela Dilma, para “fingir” que ela teria Mestrado e Doutorado…

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Desde o começo, quando ela ainda era “apenas” Ministra de Minas e Energia, eu já dizia que essa mulher era/é uma fraude. O que ela fez no setor de energia, quando Presidente, enterrou de vez essa falácia de “gestora”.

O tempo me deu razão.

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Hoje é muito fácil dizer que a Dilma é incompetente – basta ver o desastre que essa burrocrata causou na economia do Brasil. Mas a imprensa que hoje já trata Dilma como incompetente de forma aberta e clara, alguns anos atrás, insistia na mentira de que ela era/é uma “gestora” – ou, para usar um termo que ficou famoso, “a gerentona”. A incompetência da Dilma, aliás, não é fato isolado nem tampouco exceção dentro do PT – muito pelo contrário.

 

Contas públicas

TUDO, rigorosa e absolutamente TUDO o que o PT faz é marcado pela incompetência e pela corrupção. O exemplo mais recente (e assombroso) é retratado nesta reportagem do Estadão (com grifos meus):

Os patrocinadores e contribuintes dos quatro principais fundos de pensão do País (Previ, Petros, Funcef e Postalis) terão de desembolsar cerca de R$ 58 bilhões para cobrir o rombo que essas entidades acumulavam, juntas, até 2015. O dado foi levantado pela Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga operações nesses fundos de pensão. Segundo o relatório da CPI, além do déficit, foram registradas fraudes de R$ 6,62 bilhões em aplicações financeiras.

As investigações, realizadas por deputados, e divulgadas ontem pela CPI, revelam que as perdas dos fundos de pensão com 15 operações subiu de R$ 4,26 bilhões (valor estimado até a última terça-feira) para R$ 6,62 bilhões. O acréscimo no valor foi gerado por novos dados que indicam prejuízos de R$ 2,35 bilhões para Funcef, Previ e Petros em operações com a Sete Brasil. Segundo o relatório, as perdas ocorreram em investimento em cotas do FIP Sondas da Sete Brasil. Neste caso, Funcef e Petros perderam, cada uma, R$ 1.107.147.580,90. A Previ teria perdido R$ 143.974.291,29.

O documento gerado pela investigação também indica evolução dos ativos em ritmo inferior ao esperado frente à meta atuarial. Apenas em 2015, esses ativos, somando os fundos investigados, ficaram R$ 56 bilhões abaixo do esperado. No acumulado de cinco anos, essa diferença é de R$ 113,4 bilhões. Em 2015, diz o relatório, o ativo total da Postalis ficou R$ 823 milhões abaixo do esperado, caso o desempenho de rentabilidade dos ativos fosse compatível com a meta atuarial. No caso da Funcef, foi R$ 9,8 bilhões inferior. Na Petros essa diferença ficou em R$ 11,6 bilhões e, na Previ, em R$ 33,8 bilhões.

“Apesar do momento econômico que o país atravessa, este resultado não pode ser atribuído apenas a este fator (crise econômica)”, disse o relator, o deputado Séictorrgio Souza (PMDB-PR). “Esse número reflete a urgência de alterações na legislação sobre Fundos de Pensão para reverter esse quadro de rentabilidade aquém do esperado”, observou. O relatório final ainda deve pedir o indiciamento de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, e de Carlos Alberto Caser, ex-presidente da Funcef.

No ano passado, o rombo dos fundos de pensão, no geral, alcançou R$ 77,8 bilhões, segundo levantamento da na Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). O aumento em relação a 2014 foi de 151%. Dez planos concentram 80% do déficit de todo o sistema, sendo que nove deles são patrocinados por empresas estatais, das quais oito são federais. Os três maiores fundos do País – Previ, Petros e Funcef – respondem por mais de 60% do rombo.

O que vai nesta reportagem é conteúdo mais do que suficiente para um escândalo de proporções bíblicas. O problema é que hoje o Brasil já tem tantos escândalos simultâneos, que um problema desse tamanho (e dessa gravidade) acaba virando nota de rodapé.

Não deveria.

 

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Há um outro fator, aliás, que infelizmente poucos apontam: graças aos sindicatos que são, em sua esmagadora maioria, aparelhados e cooptados pelo PT, os funcionários públicos que estão sendo lesados em bilhões de reais estão calados.

Aonde está a indignação e o protesto veemente dos funcionários dos Correios, da Petrobras, da Caixa Econômica Federal etc?

Os fundos de pensão de todos eles foram ARRUINADOS pela corrupção e pela incompetência do PT, mas os sindicatos, que deveriam representar os interesses dos trabalhadores, estão quietos.

Pior: o sindicato da Petrobras apoia eventos públicos para ajudar o PT! O sindicato que representa os petroleiros (FUP), aliás, é o mais cara de pau. A Petrobras foi arruinada, destruída pelo PT – e, ainda assim, esses fantoches da FUP fazem eventos (bancados pela contribuição sindical OBRIGATÓRIA que os trabalhadores recolhem) para apoiar os bandidos que saquearam os cofres da empresa para bancar suas campanhas políticas.

Além disso, no caso da capacidade de “gestão” da Dilma, é fundamental compreender que ela não conta apenas com a sua própria incompetência.

Uma das características de um bom gestor é a capacidade de cercar-se de outras pessoas competentes, para que a equipe, como um todo, consiga produzir bons resultados. Dilma Ruinsseff é o exemplo perfeito do péssimo gestor, pois ela cercou-se, sempre, dos piores e mais asninos subordinados e assessores.

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Como resultado, o nível intelectual dos ELEITORES da Dilma também não surpreende.

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Privatização da Vale volta a ser assunto – e alvo de mentiras, graças à Samarco

Em virtude do lamentável acidente ocorrido em Minas Gerais, há pouco mais de 1 semana, a Vale (antiga Vale do Rio Doce) voltou a ser alvo de críticas, por ser uma das proprietárias da Samarco, a dona da barragem que arrebentou. Até aí, é parte do jogo.

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O problema é que os “iluminados” de sempre aproveitam-se da situação para espalhar mentiras envolvendo a privatização da Vale, distorcendo a verdade sem nenhum pudor, de forma a tentar colocar a culpa do acidente na privatização da Vale, ocorrida em 1997.

Eu já escrevi alguns posts aqui no blog sobre a Vale e sobre as privatizações no geral. Os mais completos (e que demonstram de forma bastante clara que a privatização da Vale foi ótima) estão AQUI, AQUI e AQUI.

Vamos a alguns esclarecimentos, então.

A Samarco é uma empresa de capital fechado, que hoje pertence à Vale (50%) e à anglo-australiana BHP Billinton (50%). Assim, é evidente que ambas as empresas têm idêntica reponsabilidade no que tange ao acidente.

Em tempo: trata-e, sim, de um acidente – mesmo que haja uns abestalhados querendo comparar o rompimento da barragem em MG com os ataques terroristas na França.
Cabe destacar que a legislação brasileira distingue os casos em que há “apenas” responsabilidades mas não há INTENÇÃO de causar ferimentos e/ou prejuízos a terceiros (o termo usado é CULPOSO, que indica que houve CULPA, no sentido de RESPONSABILIDADE, mas não houve INTENÇÃO comprovada), e um segundo, chamado DOLOSO (no qual existe, sim, a INTENÇÃO de ferir/prejudicar terceiros).

Resta evidente que o caso da Samarco – que até agora, oficialmente, tem 9 mortos – enquadra-se como CULPOSO, pois a empresa não destruiu a própria barragem com a intenção de alagar cidades e matar pessoas. Mas isso, evidentemente, deverá ser investigado e, se for cabível, o caso chegará à esfera judicial (torço para que não demore anos).

Isso não a exime das responsabilidades – muito pelo conrário. A empresa deverá sofrer pesadas consequências – isso se a burocracia e a corrupção no Brasil não facilitarem as coisas, claro.

De qualquer forma, as 2 empresas acionistas da Samarco, por terem rigorosamente o mesmo percentual (50%) da empresa, deverão ser responsabilizados e tomar as medidas cabíveis. E é justamente aí que entra a questão da privatização da Vale.

A BHP Billinton é uma empesa privada e estrangeira, então nem vou discuti-la. Mas a Vale, nacional, vem sendo alvo de intermináveis discussões desde sua privatização, em 1997.

Os débeis mentais de sempre já estão espalhando que o acidente tem relação direta com a privatização. Já cheguei a ver, no Facebook, uma página criada para criticar a Vale afirmando que a Globo é acionista da Vale e, por isso, estaria dando pouca atenção ao caso.

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Esta informação, aliás, foi amplamente disseminada nas páginas dos “iluminados”:

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Os iluminados acham que participação acionária na Vale é sinônimo de ocultação e/ou distorção da verdade? Esta afirmação que a sempre brilhante, correta e inteligente deputada Jandira Fegalli postou no seu Facebook, aparentemente, veio daqui: http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/correios-corre-atras-do-lucro/

Não localizei nenhuma outra fonte para a tal “notícia”. Uma das páginas (a primeira imagem, da tal página “Ministério da Verdade”) cita um “Jornal de Brasília”, e faz referência a um “jornalista” chamado Leandro Mazzini. A única referência à tal “Coluna Esplanada” aponta para um blog hospedado no UOL, mas não localizei esta afirmação (errada) sobre a participação acionária da Globo na Vale no tal blog. Mas achei uma coisinha interessante sobre o tal Leandro Mazzini AQUI. Não estou surpreso – parece ser mais um membro da BLOSTA, a blogosfera de bosta do PT.

Por que será que a notícia, que seria relevante, não está circulando livremente? Talvez porque se trata de uma notícia falsa – mas os “iluminados” não hesitam em compartilhar notícias falsas, desde que elas sirvam à sua narrativa mentirosa.

Em primeiro lugar: a Globo NÃO é acionista da Bradespar – era o contrário! A Bradespar foi criada para gerir a participação acionária do Bradesco em outras empresas, não financeiras, entre elas a Globo. Em outras palavras: o Bradesco era acionista da (“mandava na”) Globo, mas a Globo nunca foi acionista do (“mandou no”) Bradesco – obviamente a terminologia “mandar” não é precisa, pois um acionista minoritário não “manda” numa empresa de capital aberto; trata-se apenas e tão somente de uma tentativa de simplificar a linguagem.

Em segundo lugar: em virtude dos acordos comerciais que a Globo fez com a América Móvil (grupo de Carlos Slim, controlador da Claro e da Embratel) entre 2004 e 2010, a participação do Bradespar foi diminuindo. Hoje, não existe mais. Portanto, a Globo não tem nenhuma participação acionária, direta ou indireta, na Vale.

Em terceiro lugar – e mais importante: os “iluminados” do facebook deveriam investigar a participação acionária do governo federal (do querido PT deles) na Vale. Desde 2011, o fato concreto é que a privatização da Vale acabou sendo revertida, e hoje o governo federal é o maior controlador da Valepar, a holding que efetivamente toma as decisões da Vale. A reportagem abaixo é do Valor Econômico (íntegra AQUI) e está bastante didática:

O perfil da Valepar, holding que controla a Vale, sofreu grande mudança desde a privatização da mineradora, em 6 de maio de 1997. A imagem de empresa de controle privado aos poucos foi perdendo coloração. A desfiguração da Valepar, com o correr dos anos, contribuiu na polêmica sucessão do presidente da mineradora, Roger Agnelli. Explicitamente, hoje, governo e fundos de pensão estatais, por mais que não se reconheça, têm preponderância no controle da Vale, embora sem poder absoluto nas decisões estratégicas da companhia, como troca de presidente.

Os fundos de pensão – Previ, Petros, Funcef e Funcesp – reunidos na holding Litel, e o governo, via BNDESPar, atingiram 60,5% do capital votante e 67,5% do capital total da Valepar. Logo após sua privatização, tinham, juntos, 35%. Era clara a predominância de acionistas privados, liderados pela Cia. Siderúrgica Nacional (CSN), de Benjamin Steinbruch, que formou o Consórcio Brasil para disputar o leilão contra o grupo Votorantim, de Antônio Ermírio de Moraes.

[…] Concluiu-se que a solução, para dar liberdade de rumo e gestão à mineradora, seria tirar a CSN da Vale. O caminho foi o descruzamento de participações, uma vez que Vale, Previ e Bradesco eram acionistas da siderúrgica e esta tinha 32% da Valepar. Com a saída da CSN, em março de 2001, depois de complexa, longa e desgastante negociação com Steinbruch, na qual Roger Agnelli exerceu papel de mediador, conforme relatou ao Valor certa vez, a presença dos fundos de pensão na Valepar ganhou força.

A Litel, com peso majoritário da Previ (mais de 80%), tornou se sua principal acionista, com 39%. Ficou com a maior parte das ações da CSN, sendo acompanhada pelo Bradesco, que ficou com 14% por meio da Babié Participações. Esses papéis, depois, foram transferidos a Bradespar, braço de investimentos do banco criado em 2000. A Sweet River, que agora tinha Billiton, Bank of América, Goldman Sachs e Lehman Brothers, ficou de fora dessa operação.

Steinbruch, com apoio financeiro do BNDES, da Previ e do Bradesco, ficou com as ações que Previ e o banco tinham na CSN, tornando-se o acionista controlador da companhia. A participação da Vale na siderúrgica, em torno de 10%, ficou com a Valia, fundo de pensão dos empregados da mineradora.

Com essa mudança, que buscou trazer paz interna na empresa, Agnelli, que era presidente da Bradespar, e do conselho da Vale desde maio de 2000, assumiu aos poucos os rumos da companhia. Em julho de 2001, com cerca de 33% das ações da Valepar (direta e indiretamente), o Bradesco indicou Agnelli para presidir a Vale, enquanto a Previ ficou com a presidência do conselho de administração.

O Bradesco tinha presença na Valepar por meio de dois veículos: Elétron S.A. e Babié /Bradespar. Na Elétron, passou a ter 85,6% de participação (correspondente a 17,75% da Valepar) após converter debêntures desse fundo, criado pelo Opportunity, em parceria com o Citibank, para disputar o leilão da Vale. O Bradesco, que tinha sido um dos avaliadores da Vale para o leilão, adquiriu os papéis por cerca de US$ 600 milhões logo após a privatização e fez a conversão em ações um ano depois.

Na época do descruzamento de participações de Vale e CSN, a BNDESPar já havia transferido suas ações na Valepar ao InvestVale, clube dos empregados da empresa, em uma operação de troca de papéis. O clube, que tinha 1% da holding, entregou ao banco os 4% que detinha do capital votante da Vale fora do bloco de controle. Assim, passou a controlar 11,6% da holding.

Outra operação que mudou a configuração societária da Valepar foi a incorporação dos 10% de ações ON e 1% de PN da Vale que a Litel tinha fora do bloco de controle. Com esse movimento, consumado em 26 de dezembro de 2002, os fundos passaram a deter 49% do capital votante da Valepar.

O último ano de movimentos de acionistas na Valepar foi 2003. De um lado, a Sweet River, então controlada pela BHP Billiton, decidiu sair da Vale. Havia um conflito de interesse estabelecido, pois era concorrente direta da Vale em minério de ferro e outros negócios. De outro lado, em setembro, a trading japonesa Mitsui fechou a compra de 18,2% da Valepar que faziam parte do bloco da Bradespar. A empresa do Bradesco somou 39,4% após aquisições de quase metade dos papéis da Sweet River e da parte do Opportunity na Elétron. Daniel Dantas ficou apenas com 0,02% e foi feita uma cisão do fundo.

A venda de parte de sua participação para a Mitsui, por R$ 2,5 bilhões, deu alívio financeiro a Bradespar, permitindo abater uma dívida de R$ 2 bilhões. A parte da Sweet River que ficou com os fundos, por meio da Litela, foi transformadas em ações preferenciais dentro da Valepar para não infringir os limites de cada sócio no equilíbrio de forças previsto no acordo de acionistas.

Em novembro de 2003, alvo de grande polêmica, e que permitiu a volta direta do governo à Valepar, foi a aquisição dos 11,6% do InvestVale pelo BNDES. O então presidente do banco, Carlos Lessa, em uma decisão que demorou apenas três dias, decidiu pela compra dessa fatia para evitar que as ações fossem vendidas a Mitsui, que, com isso, superaria 25% e passaria a ter direitos de veto nas decisões estratégicas da Vale. O banco tinha direito de preferência. Antes, Lessa também tentara ficar com as ações da Bradespar vendidas à Mitsui, mas foi impedido “por uma orientação superior” de interferir na negociação, conforme disse em entrevistas.

A operação custou ao BNDES R$ 1,5 bilhão. Pelo valor de marcado da empresa na sexta-feira, essa fatia vale mais de R$ 11 bilhões, sem considerar prêmio de controle. Mas, pela forma como foi realizada, recebeu críticas na época, e Lessa, severa repreensão do presidente Lula por não ter sido avisado da decisão.

Com todas as mudanças ocorridas, a Valepar passou a deter 53,6% do capital votante da Vale, e 33,3% do capital total.

Pode-se observar, portanto, que NA PRÁTICA a Vale acabou sendo controlada pelo governo novamente (em português claro: a privatização, de certa forma, foi desfeita). Na página da própria Vale (AQUI), encontra-se este gráfico, que ajuda a ilustrar a composição acionária da empresa:

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Cabe, aliás, um complemento: além de dominar a Valepar através dos fundos de pensão, o governo federal ainda tem mais 6,5% do capital ordinário da Vale graças ao BNDES – isso sem falar nas “golden shares”, ações especiais que permitem que o governo federal vete qualquer decisão executiva com a qual ele não concorde.

Assim sendo, por que os “iluminados” não fazem a cobrança ao governo no caso do acidente da Samarco? Como maior sócio da Vale, o poder de decisão do governo é muito maior!

Obviamente a verdade e os fatos não interessam à narrativa desses pigmeus de linhas auxiliares do petismo. Mais importante, para eles, é fazer populismo rasteiro às custas da ignorância dominante sobe o assunto privatização.

O acidente em Minas Gerais não tem nada a ver com privatização ou estatização. Foi um acidente, com o qual diversos fatores contribuíram – inclusive a fiscalização falha da agência federal que deveria verificar as condições da barragem. Há responsáveis a serem cobrados na iniciativa privada e na esfera pública (incluindo prefeituras, Estado de MG e União). Mas não tem nada, rigorosamente nada, a ver com privatização.

A estatal (e quebrada) Petrobras já teve seus acidentes ambientais, que também causaram prejuízos incalculáveis ao meio-ambiente – mas nessas horas os linhas-auxiliaes do PT ficam quietinhos, pois interessa à sua narrativa estatizante e mentirosa.

PT transforma a Petrobras numa lojinha de US$ 1,92

Como eu afirmei neste blog inúmeras vezes (aqui, por exemplo), Dilma Ruinsseff é incompetente. Não apenas isso, evidentemente, mas a incompetência é um dos traços mais marcantes da personalidade da rainha da mandioca.

Pois nesta sexta-feira, 18/09, mais uma meta da Dilma foi dobrada: depois de levar à falência a lojinha de R$ 1,99 que ela abriu (na época da paridade entre o dólar e o real, frise-se), ela conseguiu levar a ação da Petrobras a um patamar inédito.

Dilma já havia batido todas as metas (negativas) ao destruir o valor de mercado da Petrobras – mas ela dobrou a meta!

Petrobras perde valor com Dilma
Enquanto as ações da Petrobras eram vendidas a R$ 7,53, EXATAMENTE US$ 1,92 , as petrolíferas ExxonMobil e Shell tinham suas ações negociadas na Bolsa de Nova York a US$ 72,75  (R$ 287,00) e US$ 49,61 (R$ 195,00), respectivamente.

Alguns detalhes de uma matéria do Estadão (íntegra AQUI) mostram o tamanho do problema da Petrobras:

A Petrobrás encerrou o segundo trimestre de 2015 com um lucro líquido de R$ 531 milhões, montante 89,3% inferior ao alcançado no mesmo período do ano passado (R$ 4,959 bilhões). A retração, em proporções maiores do que aquelas esperadas pelo mercado financeiro, tem origem no pagamento de um total de R$ 1,6 bilhão em multas discutidas no âmbito da Receita Federal e na realização de uma reavaliação no valor dos ativos (impairment), com efeito de R$ 1,283 bilhão. Também pesou a queda nas cotações internacionais de petróleo.
Este é o segundo lucro trimestral consecutivo obtido pela Petrobrás após o anúncio do prejuízo de R$ 26,6 bilhões no fechamento de 2014. No primeiro trimestre, a estatal reportou lucro de R$ 5,330 bilhões. É, também, o terceiro pior resultado trimestral reportado pela Petrobrás na última década, superando apenas os prejuízos acumulados no quarto trimestre de 2014 e no segundo trimestre de 2012.
 
Do ponto de vista operacional, o balanço do segundo trimestre mostra semelhanças em relação ao resultado dos três primeiros meses do ano. O petróleo em queda reduziu a receita da estatal e afetou a rentabilidade da área de Exploração e Produção (E&P), efeito mitigado pelo dólar mais favorável às exportações e pelo aumento da produção de petróleo e gás. Por outro lado, o petróleo mais barato tornou as operações de importação de derivados menos adversas, movimento percebido nos números da área de Abastecimento e mitigado pelo desaquecimento do mercado doméstico de combustíveis.
Como resultado, a receita líquida da Petrobrás totalizou R$ 79,943 bilhões no segundo trimestre do ano, queda de 2,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 19,771 bilhões, alta de 21,7% em relação ao segundo trimestre de 2014.
 
A companhia também cita o impacto de R$ 1,283 bilhão decorrente da realização de um impairment de ativos das áreas de Gás e Energia, Abastecimento e Exploração e Produção, em função da exclusão de projetos da carteira de investimentos contemplada no Plano de Negócios e Gestão 2015-2019.
Além disso, o resultado da linha financeira também foi desfavorável. A estatal registrou uma despesa financeira líquida de R$ 6,048 bilhões no trimestre, pior do que os R$ 940 milhões negativos do segundo trimestre do ano passado.
 
Com a queda do lucro no segundo trimestre, o resultado da Petrobrás no acumulado semestral também apresentou variação negativa. A companhia acumulou um lucro de R$ 5,861 bilhões entre janeiro e junho, uma queda de 43,4% em relação a igual período do ano passado. A retração reflete a tendência dos preços internacionais do petróleo, o efeito cambial sobre os dados operacionais da estatal e o pagamento do valor bilionário à Receita Federal.
 
O material de divulgação publicado há pouco pela Petrobrás na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também aponta uma queda de 5,8% na receita líquida do semestre, para um total de R$ 154,296 bilhões. Já o Ebitda ajustado somou R$ 41,289 bilhões no primeiro semestre deste ano, expansão de 35% sobre os dados de 2014.

 

A verdadeira estrela

Privatização é a única solução para a Petrobras

Já tratei da Petrobras em diversos posts aqui no blog. Diversos mesmo. Se o dileto leitor quiser fazer uma viagem no tempo, há o assunto/marcador (tag) Petrobras no menu lateral para provar isso.

Em alguns destes posts, comparo a Petrobras à Vale do Rio Doce – atualmente, apenas Vale. Mostro que, a despeito da gritaria de uns ignorantes que criticam a privatização sem saber nada sobre o assunto, a Vale foi imensamente beneficiada ao ser privatizada em 1997, enquanto a Petrobras está… bem, todo mundo sabe que a Petrobras está destruída, né?!
Há mais de 1 ano temos acompanhado as notícias sobre a Operação Lava Jato, e graças a ela vieram à tona alguns dos casos de corrupção, desvios de dinheiro para partidos políticos e gestão temerária da Petrobras.

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Mas hoje li algo que sintetiza de forma brilhante a diferença entre uma empresa privatizada – e que, graças a isso, passou a ter uma gestão profissional, independente do partido político (ou organização criminosa) que ocupe a Presidência da República – e a Petrobras – que permanece sujeita a todo tipo de interferência política, desde o uso da empresa para abastecer partidos políticos até controle de preços para não aumentar ainda mais a inflação descontrolada causada pela Dilma Ruinsseff.

Eis aqui, na íntegra:

Murilo Ferreira, que se licenciou esta semana da presidência do conselho de administração da Petrobras, fez ontem um desabafo a um interlocutor. “A Petrobrás não é do acionista majoritário, nem do acionista minoritário — ela é da corporação”, disse Ferreira, que também é o presidente da Vale.
Seu eu fosse morador de Nilópolis, São Gonçalo ou da Baixada [regiões pobres do Rio de Janeiro], eu ficaria revoltado com os tipos de privilégios que os funcionários conseguiram garantir para si mesmos.”
Em seguida, meio constrangido, tirou da carteira um cartãozinho verde. “Sabe o que é isto? É um cartão com o qual eu vou a qualquer farmácia, pago apenas 15 reais e compro o medicamento que quiser. Nenhuma empresa particular no Brasil tem um cartão de convênio médico como esse. Eu nunca usei, senti vergonha.”
E prosseguiu: “Na Vale, consegui tirar os carros dos diretores. Na Petrobrás não é possível diminuir qualquer coisa que a corporação não queira.”
Esse espírito de corpo, segundo Murilo, “não permite imaginar que qualquer coisa vá mudar lá.”
E, fazendo referência a um prêmio internacional que ganhou como CEO da Vale, disse, “Eu não poderia arriscar minha reputação continuando ali.”

Com este pequeno relato, o Geraldo Samor mostra que privatizar a Petrobras é a única solução.

Os problemas da Petrobras não se resumem à gestão temerária do PT, nem ao uso político deste elefante mastodôntico. A Petrobras tem problemas internos que jamais mudarão enquanto ela pertencer a um Estado gigantesco que não consegue administrar nada – e gasta muito e mal.

A Petrobras criou uma cultura organizacional que impossibilita que ela se torne uma empresa eficiente e moderna. A Petrobras é obsoleta, ineficiente, cara e isso não se deve exclusivamente à gestão temerária nem aos roubos do PT e demais membros da OrCrim (Organização Criminosa, termo da Polícia Federal).

Eu já demonstrei aqui, por exemplo, que a Petrobras passa vergonha ao ser comparada à petroleira colombiana EcoPetrol: a despeito de ser uma empresa muito maior, a rentabilidade da Petrobras é RIDICULAMENTE BAIXA (6,7%) diante da rentabilidade da EcoPetrol (19%). Não é só isso: a EcoPetrol produz, por funcionário, mais do que o dobro da Petrobras (2,3 vezes para ser exato). Para relembrar o quadro comparativo que usei em 2014:

Comparação entre alguns resultados da Petrobras com a Ecopetrol da Colômbia
Comparação entre alguns resultados da Petrobras com a Ecopetrol da Colômbia

Vemos que não se trata APENAS de gestão temerária, corrupção ou uso político: a Petrobras tem uma cultura organizacional que já incorporou mamatas possíveis apenas no perdulário Estado brasileiro, que não se importa com produtividade, apenas com o patrimonialismo.

Esta noção muito peculiar de que concurso público é a muleta de salvação, de que concursados só têm direitos e pouca ou nenhuma obrigação, de que benefícios não podem ser revertidos ou cancelados vai continuar infestada na Petrobras – e vai mantê-la uma empresa gigante, ineficiente, cara e ruim.

Petrobras continua sendo prejudicada pela gestão temerária do PT

Começo direto com a notícia do Valor Econômico (íntegra AQUI), com grifos meus:

A produção de gasolina no Brasil caiu 10,3% entre janeiro e junho de 2015, comparado com o mesmo período do ano passado, apesar da entrada em operação da Refinaria do Nordeste (Rnest), que é especializada em diesel mas foi desenhada para utilizar 30% de sua capacidade para produzir gasolina. O que se vê nos dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) é que mesmo com a queda de 5,3% no consumo aparente do combustível no período, foram importados 1,97 milhão de metros cúbicos (m3) de gasolina nos seis primeiros meses de 2015, um aumento de 50,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

a produção de gasolina nas refinarias brasileiras caiu na mesma comparação. De janeiro a junho de 2014 foram produzidos 14,79 milhões de m3 de gasolina A, que é o combustível puro antes da adição de álcool. Em junho do ano passado a produção foi de 2,58 milhões de m3 mas esse nível de utilização não foi mantido. Até junho deste ano a produção acumulada foi de 13,27 milhões de metros cúbicos.

O que os números mostram é que não foi possível aproveitar o “fôlego” trazido pela queda do consumo provocado pelo freio na atividade econômica para reduzir importações desse combustível. O consumo aparente é resultado da soma da produção com importações, deduzidas as exportações do produto. Ao invés de reduzir importações de gasolina, a estatal continuou recorrendo ao mercado externo para suprir a menor produção interna de suas refinarias.

Mesmo com essa estratégia comercial da Petrobras de frear a produção das refinarias, o dispêndio do Brasil com importações de gasolina no período – a maioria feita pela estatal apesar de outros agentes também importarem – foi 12% menor no primeiro semestre deste ano (US$ 838, 7 milhões), contra US$ 953,3 milhões em igual período do ano passado.

Para Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), a redução da produção no parque de refino da Petrobras tem razões econômicas. “A arbitragem entre os preços nacionais e internacionais em 2015 criou um prêmio que fez ser melhor importar do que produzir. Já em 2014 a situação era inversa, ao invés de prêmio, havia defasagem de preços no Brasil”, afirma Pires.

O economista continua explicando que no ano passado, com o petróleo custando na faixa de US$ 100 o barril, era melhor utilizar a capacidade máxima das refinarias importando o mínimo possível, já que os combustíveis eram vendidos aqui com defasagem nos preços. “Em 2015 ela ganhou mais dinheiro não produzindo e sim importando. Se antes realizava uma perda com a defasagem, agora ela realiza um ganho”, afirma Pires. Ele observa ainda que 2014 as refinarias estavam operando no limite e agora acha que o critério de utilização pode ser mais seguro.

Em junho, o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, mencionou as exportações de gasolina como exemplo de retração do mercado ao responder sobre a possibilidade de novos reajustes. Na ocasião Bendine observou que a Petrobras estava fazendo exportação de uma carga de gasolina, dado que a expectativa de demanda [interna] era baixa. Em maio foram exportados 59.516 metros cúbicos de gasolina, o maior volume desde janeiro do ano passado, mas comparado com o conjunto do comércio da estatal, esses volumes não são expressivos.

Já as importações de gasolina começaram com 360,137 mil m3 em janeiro e aumentaram para 411,488 mil m3 em abril, voltando a descer em junho para 224 mil.

Sem explicar exatamente porque está produzindo menos, a Petrobras respondeu ao Valor que o nível de processamento das refinarias é definido mensalmente, buscando o melhor resultado econômico para a empresa. E que entre os fatores considerados estão os preços dos diferentes petróleos e derivados importados e exportados; a previsão da demanda de combustíveis a ser atendida pela Petrobras. E ainda a disponibilidade dos ativos de refino e logística, considerando paradas para manutenção; as paradas para manutenção; e o nível de produção de petróleo nacional, entre outros. “Cabe ressaltar que a Rnest está maximizando a produção de diesel”, esclareceu a empresa.

Apesar das importações de gasolina terem aumentado, no geral o déficit da balança comercial brasileira de derivados – excluídas importações de gás natural – registrada pela ANP melhorou. Até junho, considerando todos os derivados de petróleo que entraram ou saíram do país, a balança registrou déficit de US$ 3,45 bilhões. Resultado de gastos de US$ 6,086 bilhões com importações, deduzidas receitas de US$ 2,63 bilhões com exportações de derivados. Apesar do resultado ainda negativo, houve uma redução de 28,6% do déficit da balança de derivados de petróleo na comparação com o acumulado de janeiro a junho do ano passado, quando o déficit registrado foi de US$ 4,838 bilhões.

Já os dados do Ministério do Desenvolvimento referentes a junho mostram que no primeiro semestre a Petrobras foi a maior importadora do Brasil, muito à frente da segunda colocada, a Samsung. Nos seis primeiros meses de 2015 a estatal importou US$ 10,43 bilhões, 43,85% menos que os US$ 18,8 bilhões dos seis primeiros meses de 2014. No mesmo período as exportações renderam US$ 4,7 bilhões, representando uma queda de 21,55% em relação ao ano passado. A maior exportadora foi a Vale.

Como eu já escrevi neste blog diversas vezes, a Petrobras foi e continua sendo vítima de duas ações do PT: gestão temerária e uso político.

Petrobras perde valor com Dilma

Para quem quiser uma demonstração clara e inequívoca da gestão temerária do PT, fiz AQUI um comparativo entre a situação da Petrobras em 2002 (último ano de FHC na Presidência) e 2013 (depois de 2 mandatos de Lula e 1 de Dilma, o período da desgraça).

Mas a situação da Petrobras só piora, graças ao PT: em virtude do balcão de corrupção em que o PT transformou a Petrobras, o elefante estatal ineficiente está pior do que sempre foi. Atualmente, achar mais petróleo – algo que qualquer empresa petrolífera adoraria! – virou algo ruim (íntegra AQUI):

Com problemas de caixa, a Petrobras adiará o início da operação da maior descoberta de petróleo feita no Brasil após o pré-sal. A instalação da primeira plataforma em águas profundas de Sergipe era prevista para 2018, mas ficará para a próxima década, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo. Com oito descobertas comunicadas à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), apenas nos últimos 12 meses, a região é considerada a próxima fronteira petrolífera nacional.

De acordo com projeções extraoficiais, há pelo menos 3 bilhões de barris nas descobertas feitas na região, o que equivale a um quinto das reservas provadas no país ao final de 2014. A estatal previa duas plataformas para a região nesta década: a primeira, com início das operações em 2018 e a segunda, em 2020. O novo Plano de Negócios da empresa, porém, não faz menção às unidades.

A Petrobras confirmou o adiamento em nota enviada à Folha. “Os projetos continuam na carteira da Petrobras, em data posterior a 2020 sem prejuízos à curva de produção prevista no Plano de Negócios e Gestão 2015-2019 da companhia”. A Petrobras tem como sócios nos projetos as indianas OGNC e IBV Brasil, joint venture entre Bharat Petroresources e Videocon Industries.

Isso é o PT em ação, senhoras e senhores!

Habemos mandioca

No Brasil de Dilma e do PT, até mandioca é superfaturada (íntegra AQUI)!

Petrobras_TCU_constata_superfaturamento_até_na_compra_de_mandioca_-_Jornal_O_Globo_-_2015-07-04_03.01.12

A Petrobras já recorreu aos mais diversos argumentos para rebater a acusação de superfaturamento de R$ 1,3 bilhão nos principais contratos das obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Preços a mais, acertados com as empreiteiras, foram a base para o esquema de desvios operado pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, conforme investigação da PF na Operação Lava-Jato. No caso de uma fatia desse superfaturamento, referente aos custos com alimentação, a estatal recorreu à mandioca — ou à macaxeira, como é conhecida no Nordeste — para explicar a diferença de preços.

O caso é investigado em inquérito da PF e em processos de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). O que já se constatou é que a mandioca de fato foi comprada para o café da manhã nos canteiros de obras e encareceu as refeições, mas a preços superfaturados, conforme as investigações. A Petrobras disse terem sido gastos R$ 2,88 a cada 220 gramas de mandioca. O valor foi considerado elevado pelos técnicos do TCU. “Considerando as cotações máximas da Ceasa-PE, corrigidas pelo IPCA, o valor de referência para a porção de 220 gramas de macaxeira é de R$ 0,39”, advertiram eles, em relatório.

A PF abriu inquérito em 2011 com base no relatório do TCU para apurar o suposto superfaturamento em quatro contratos da refinaria. Os custos exagerados de alimentação chegaram a R$ 37,9 milhões, segundo os auditores. A PF, então, intimou gerentes dos contratos para que explicassem as diferenças de preços.

Sim, senhoras e senhores, talvez isso explique por que a sempre confusa e tapada presidanta tenha saudado a mandioca: porque foi superfaturada!

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Hidrologia da Dilma

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