A surra da Amazon ainda não acabou

Ontem eu tratei aqui no blog do tiro de canhão que a Amazon deu no próprio pé. Contudo, o assunto continuou rendendo, e achei que cabia retomá-lo, para incluir novos fatos e informações que surgiram.

Em primeiro lugar, a surra que a Amazon tomou não apenas cresceu, mas finalmente surgiram alguns números que ajudam a dimensionar a cagada feita pela empresa (e pela agência de propaganda VML, sobre a qual tratarei algumas linhas adiante).

Segundo informa o Estadão (aqui), o tuíte do João Doria, que trazia o vídeo no qual ele “desafiou” a Amazon, atingiu a marca de 59 milhões de engajamentos. Conforme informa O Antagonista (aqui), o vídeo em questão alcançou 125 milhões de pessoas.
Mas o que significam estes números?
Eles parecem contraditórios, não?!
Na verdade, não. O vídeo foi publicado no Twitter e no Facebook – então, os 125 milhões se referem à soma, ou seja, todo mundo que viu o vídeo. Os 59 milhões tratam APENAS do Twitter. Além disso, nem o Estadão nem O Antagonista informaram a fonte de seus dados – portanto, podem ser fontes diferentes, com métodos de mensuração diferentes.

Contudo, esses números NÃO são muito confiáveis, por várias razões.
Uma mesma pessoa pode gerar 10 “engajamentos” no mesmo vídeo, distorcendo a mensuração total. O fato concreto é que o “desafio” do Doria teve uma audiência brutalmente maior do que a propaganda burra da Amazon. É possível estimar que a audiência do João Doria tenha sido no mínimo 20 a 30 vezes maior do que a da Amazon.
Em suma, a Amazon tomou uma surra quantitativa brutal, monstruosa.

Mas e no quesito qualitativo?
Outra surra.
Os números mostrado pelo O Antagonista apontam 92% de saldo positivo para o prefeito. Novamente, não ponho a mão no fogo pelo número exato, mas basta ler os comentários que estão no Facebook da postagem original do vídeo que é fácil perceber que a maioria esmagadora apoiou a iniciativa do prefeito, e repudiou a propaganda da Amazon.
Esta proporção faz sentido pois, conforme lembrei no post de ontem aqui no blog, a pesquisa DataFolha do mês passado indicava que 97% dos paulistanos são contra as pichações. Tendo em vista que a campanha da Amazon recorre a esta questão como ponto de partida, é lógico assumir que ela terá uma rejeição parecida – acima de 90%, no mínimo.

Diante destes números, que são absolutamente avassaladores e desastrosos para a Amazon, cabe perguntar: POR QUE UMA EMPRESA FAZ UMA CAGADA MONUMENTAL DESSAS?
Será que ninguém, nenhuma alma viva, na Amazon, ou na agência de propaganda, tem capacidade intelectual e profissional para perceber o tamanho da burrada antes de colocar isso no ar?

Pois é… Aí começa o problema central.
Não tenho idéia de quem foi o responsável, dentro da Amazon, pela aprovação dessa campanha burra e tosca. Todavia, surgiram informações sobre a agência VML que ajudam a oferecer algumas respostas do lado da agência de propaganda.

Como está claro e cristalino aqui, pelo menos 2 funcionários da agência VML são militontos petistas de facebook, do tipo que chama o impeachment de “golpe” – e isso já sintetiza o (baixíssimo) QI dos envolvidos.

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A grande questão, assim, é debater como (e por que) uma empresa coloca profissionais de tão baixa estirpe em cargos relevantes: uma pessoa que coloca sua militância política acima dos interesses da empresa (e dos clientes desta empresa) merece o olho da rua.

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Se o sujeito quer ser militonto de facebook, defender corruPTos e bandidos, passar recibo de ignorante, problema dele. Entretanto, no momento em que ele carrega essa ignorância para o ambiente profissional, ele está prejudicando a empresa.
O caso da Amazon comprova isso sem nenhuma sombra de dúvida: o militonto partiu do pressuposto (falso) de que haveria uma “polêmica” em torno da “cidade cinza” (como eu expliquei ontem), e a propaganda foi baseada inteiramente nessa bobagem, gerando um desastre do ponto de vista de relações públicas para a Amazon.

Eu sou dono de um Kindle há alguns anos. Adoro o produto, recomendo sempre aos amigos e alunos.  Mas confesso que, se dependesse dessa propaganda medonha, não compraria o produto hoje – e não se trata da crítica subliminar que a propaganda faz aos muros cinzas, livre das pichações, rabiscos e sujeiras. O problema é que a propaganda não exalta as qualidades do produto (são muitas, mas quem ainda não tem o produto não conhece), não comunica ao cliente potencial absolutamente NADA que possa motivá-lo a comprar o produto – ou mesmo a conhecê-lo um pouco melhor.

Nos livros mais básicos de marketing, é sempre explicado o “Modelo AIDA”, que consiste em usar a comunicação/promoção com o intuito de obter: (1) ATENÇÃO > (2) INTERESSE > (3) DESEJO > (4) AÇÃO do público-alvo.
Resumidamente, a comunicação (que engloba a propaganda, mas não se limita a ela), deve primeiro chamar a atenção do cliente potencial, depois criar algum interesse (seja pelo produto, seja pela marca ou empresa), despertar o desejo (de comprar, de conhecer mais informações/detalhes) e, finalmente, gerar uma ação concreta (comprar o produto, por exemplo).
A propaganda pavorosa que a agência VML produziu não atinge NENHUM dos 4 quesitos mais básicos, rudimentares e essenciais da comunicação. Nada. Zero!

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Trata-se de um fiasco brutal, produzido por militontos de facebook que não sabem separar suas deficiências mentais e ideológicas do seu trabalho. Não é apenas falta de profissionalismo, é pior do que isso.

Concorrentes da Amazon: PAGUEM a agência VML para continuar atendendo a gigante norte-americana e vocês terão a chance de dominar o mercado! Sério mesmo: descubram quanto a Amazon está pagando para a VML, e ofereçam 20% a mais para que a agência CONTINUE fazendo a comunicação da Amazon. Isso vai garantir o futuro de vocês!!!! Lembrem-se do ensinamento de Napoleão Bonaparte:

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Uma propaganda ruim que criou um desastre: o caso Amazon Brasil

Qualquer aluno de graduação nas áreas de Administração, Marketing ou Publicidade aprende, no início do curso, que o objetivo primordial da COMUNICAÇÃO (que engloba propaganda, publicidade, relaçõs públicas, ações nos pontos de vendas etc) é estabelecer um vínculo entre a empresa e um determinado público-alvo (“target”). Isso é básico, elementar.

Porém, o pessoal do marketing da Amazon esqueceu das lições mais básicas de marketing!

Nesta terça-feira, 28/03, colocaram no ar, nas redes sociais, uma propaganda ruim, burra, sem nenhuma relação com o produto que supostamente estariam tentando promover (o Kindle, leitor de livros eletrônicos), e, pior, sem NENHUM apelo para o público-alvo que DEVERIAM tentar atingir.

Eis aqui a propaganda burra:

Como pode ser visto nesta peça, não é possível identificar nenhum elemento capaz de promover um produto específico (o Kindle), nem tampouco a empresa (Amazon). A peça é ruim porque é incapaz de fazer uma comunicação efetiva de uma marca, produto ou empresa. A agência que criou a peça deveria enfiar um saco de papel na cabeça, disfarçar que deu vontade de cagar e sair de fininho.

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Pior: o mote central da campanha é um chavão que há poucas semanas estava nos jornais/sites diariamente: a determinação do Prefeito João Dória em combater diuturnamente as pichações que infestam a cidade.

Vamos nos aprofundar no mote central da campanha, então.

Desde que assumiu o mandato, há pouco mais de 3 meses, João Dória tem sido uma fonte permanente de recalque, inveja e ódio das viúvas do Haddad. Isso se deve, basicamente, ao fato de que em apenas 1 dia (qualquer dia destes 3 meses, pode escolher) João Dória faz mais pela cidade do que Fernando Haddad fez em longos e intermináveis 4 anos (que pareciam 200 anos de martírio para o paulistano que teve que aturar seu ciclofascismo incompetente coberto pelo verniz da pseudo-intelectualidade de um chucro autoritário cheio de vácuo).

A imprensa, absolutamente tomada pelas viúvas do Haddad, vem tentando, em vão, achar pelo em ovo para criticar o Dória. Um exemplo recente: o Estadão achou relevante publicar uma notícia que jamais seria considerada notícia quando Haddad era prefeito. Num lapso, Doria disse que a Lapa ficava na Zona Norte, e não na Zona Oeste – mas Fernando Haddad era o mais perdido prefeito de SP: jamais sabia a localização de NENHUM bairro, exceto Jardins, e não sabia NADA sobre a cidade. Passou 4 anos sem conhecer a cidade, e a imprensa sempre “passou pano” – porque, afinal, era o “prefeitão do amor”, o queridinho dos militontos.

O problema é que, como a campanha eleitoral de 2016 provou, a imprensa perdeu a credibilidade de uma forma avassaladora. Vamos lembrar o que apontavam as pesquisas de intenção de voto poucos meses antes da eleição?

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Desde que assumiu, João Doria está dando um baile na imprensa. Jornais, revistas e sites perderam o monopólio da comunicação, pois o prefeito usa as redes sociais de forma eficaz e eficiente: ele mesmo se comunica, DIRETAMENTE, com o eleitor/cidadão. Através de vídeos (alguns gravados, outros tantos ao vivo), Doria mostra visitas surpresas a escolas, postos de saúde e outras instalações municipais, o que deixa o cidadão com a sensação de que o prefeito está trabalhando, fiscalizando, cobrando, enfim, fazendo.

Além disso, João Doria conseguiu, em pouco tempo, mostrar que é possível realizar ações concretas e necessárias – por exemplo, o programa que está conseguindo reduzir drasticamente a fila de espera por exames, o “Corujão da Saúde”. O programa é um sucesso estrondoso, contrariando os “especialistas” que os jornalistas  consultavam para pedir opiniões. Esse tipo de ação, capaz de gerar resultados reais e necessários, atinge em cheio as pessoas reais, a população/eleitores/cidadãos de verdade, não os militontos de facebook do complexo PUCUSP. Como Fernando Haddad passou 4 anos fazendo ciclofaixas inúteis (caras, ruins, mal planejadas e pessimamente mal executadas) e deixou a cidade abandonada, ver os resultados produzidos pela gestão Doria em tão pouco tempo foi um choque para o cidadão normal (isso exclui os militontos de facebook, meros pirralhos mimados bancados pelos pais).

E esta situação levou ao contexto da propaganda da Amazon.

Graças ao projeto “Cidade Linda“, a gestão Doria está promovendo ações permanentes de limpeza e manutenção na cidade. Uma das ações que compôem este programa é o combate à pichação e à sujeira. Como não havia muito a ser criticado nesta iniciativa (segundo o DataFolha, 97% dos paulistanos são CONTRA pichações), a imprensa resolveu produzir uma pseudo-polêmica: Doria estaria deixando a cidade “cinza”. A partir daí, a “cidade cinza” virou mote para os militontos de facebook. E a Amazon resolveu usá-lo como essência da sua campanha:

As viúvas do Haddad (meia dúzia de gatos pingados que fazem um barulhão nas redes sociais mas não consegue encher uma kombi) dominam as redações dos jornais, revistas, rádios, TVs e sites, mas não têm NENHUM contato com a realidade da população. Para fingir ter alguma relevância, inventaram que haveria uma “polêmica” envolvendo a disposição de João Doria para combater os pichadores. Ora, se 97% da população é CONTRA as pichações, não há “polêmica” nenhuma. Um assunto pode ser chamado de “polêmico” quando há 50% ou menos de aprovação, mas quando 97% da população é favorável a uma determinada posição/política, não há polêmica. 97% é quase unanimidade!

Aí, algum “JÊNIO” na Amazon acha inteligente usar como mote de uma propaganda a defesa de uma posição que é rechaçada por NOVENTA E SETE PORCENTO DA POPULAÇÃO – não precisa um QI acima de 10 para perceber que isso é uma burrice monstruosa!

João Doria não é um político. Ele já mostrou que sabe se comunicar. E foi isso o que ele fez. Na manhã do dia 28, ele publicou um vídeo curto, mas que em menos de 1 hora já tinha sido visto mais de 40 mil vezes (no mesmo horário, a propaganda da Amazon tinha sido vista aproximadamente 3 mil vezes):

A Amazon colheu os frutos da sua burrice em pouquíssimo tempo:

De maneira bem objetiva, João Doria deu uma rasteira na Amazon – e bastou ser inteligente, haja vista que a propaganda da empresa é de uma burrice quase haddadiana.

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João Doria não deu tempo para que os jornalistas recalcados repercutissem a provocação da Amazon: às 08:44 da manhã ele lançou o desafio para que a Amazon contribuísse com as bibliotecas e escolas de São Paulo, e deixou a bola no campo da empresa. Agora, cabia a ela responder.

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Claramente a Amazon não estava preparada para isso. Ela só conseguiu produzir uma resposta ruim às 20:13 – ou seja, aproximadamente DOZE HORAS DEPOIS. Ao longo destas 12 horas, 3 empresas ofereceram apoio à Prefeitura: Kabum, MultiLaser e Saraiva.

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Enquanto era massacrada pela burrice, e outras empresas aproveitavam a oportunidade, a Amazon só conseguiu produzir uma resposta ruim, fraquíssima, vaga:

Os principais problemas com a “resposta” dada pela Amazon 12 horas depois:

  1. Demorou muito. A campanha, ancorada nas redes sociais, deve saber usar os prós e contras da mídia escolhida – e nas redes sociais a velocidade é essencial. Entre 8 da manhã e 8 da noite, a Amazon permaneceu em silêncio, sem saber o que fazer. Passou vergonha.
  2. Foi fraca. Havia, na resposta da Amazon, um vídeo oferecendo UM (repito: APENAS UM) download gratuito de UM livro eletrônico (entre uma relação de mais ou menos 15 títulos, escolhidos pela Amazon), e um texto fraco, com uma vaga menção à doação de “centenas de dispositivos Kindle para instituições que promovem cultura e educação (fiquem ligados)“. Centenas? QUANTOS, EXATAMENTE? 100, 200, 500? Quando? Quais instituições? Uma resposta vaga, superficial. Insuficiente.

Em suma, a Amazon aprovou (e colocou no ar) uma propaganda incapaz de se comunicar com pessoas interessadas em seu produto (kindle), ou seja, falhou em atingir o público-alvo. Será que a agência VML e a Amazon acreditaram que os 3% que são favoráveis às pichações compram Kindle? Os caras nem sabem ler!!!

Para piorar, a propaganda partiu do pressuposto errado (a “polêmica” da “cidade cinza” criada pelos militontos de facebook jamais foi real; não havia “polêmica” coisa nenhuma) e, por óbvio, seguiu um conceito furado. E quanto ao roteiro da propaganda? Horroroso. Misturou trechos de livros bons com lixos do tipo “50 tons de cinza”, projetados nas paredes da cidade… Sério, QUE PORRA É ESSA, AMAZON?

Uma propaganda ruim, que teria sido ignorada por completo, não fosse a rápida e sagaz resposta do João Doria – que colocou a Amazon contra a parede em apenas alguns segundos. A partir daí, a Amazon não soube responder da forma correta, nem no tempo adequado – o que abriu caminho para que a empresa fosse massacrada nas redes sociais, enquanto outras empresas tiravam proveito da situação.

No fim do dia, a Amazon, a agência que criou a propaganda horrenda e os responsáveis pela aprovação da peça estavam mais ou menos assim:

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Os concorrentes da Amazon, por outro lado, deveriam estar com vontade de pedir à empresa que renove a conta na atual agência, a tal VML, pois ela prestou um favor imenso a todo mundo – menos à Amazon!

A propósito: a sede da Amazon no Brasil fica neste conjunto empresarial aqui (todo CINZA!):

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O impacto de mudanças nas leis nos negócios das pequenas empresas

Aproveitei o feriado prolongado para colocar em dia a leitura dos meus RSS de blogs que gosto (mas estava difícil acompanhar por falta de tempo), e me deparo com este texto do Mansueto Almeida (íntegra AQUI):

Nesta terça-feira, dia 24 de março de 2015, o Senado Federal aprovou o PLS 201 (clique aqui) que modifica a cobrança do ICMS quando empresas, sujeitas a contribuição do ICMS pelo mecanismo de substituição tributária, venderem para microempresas e empresas de pequeno porte enquadradas no SIMPLES.

O que significa isso para nós leigos? uma coisa muito simples. Uma empresa grande, por exemplo, de refrigerante, quando recolhia o ICMS pelo mecanismo de substituição tributária pagava a alíquota cheia independentemente de vender para empresas grandes (supermercados) ou a mercearia do seu Raimundo  (uma vendinha pequena enquadrada no SIMPLES).

Esse tipo de operação não causava problema algum para operações entre grandes empresas, mas para o seu Raimundo causava problema porque ele pagava o preço com o ICMS cheio incorporado ao preço do produto e não gerava crédito tributário (ou gerava um crédito tributário difícil dele compensar porque já pagava uma alíquota menor de ICMS). E agora? Bom, agora, com o PLS 201 aprovado nesta semana pelo Senado Federal,  quando uma empresa grande vender para a mercearia do seu Raimundo só poderá cobrar um ICMS de 3,95%.

Isso significa, na prática, que o seu Raimundo vai comprar os biscoitos, leite e refrigerantes mais baratos, porque o ICMS incorporado no preço do produto será menor, e os estados perderão em conjunto uma receita anual de cerca de R$ 10,7 bilhões, de acordo com as  simulações feitas por assessores técnicos no Senado Federal. Se a lei for aprovada na Câmara dos Deputados e sancionada pela Presidente o efeito será imediato: governos estaduais perderão ao longo de 12 meses R$ 10,7 bilhões. Os estados terão mais uma perda de receita e ficará ainda mais difícil cumprir o primário.

Ao ler coisas assim, é inevitável me lembrar de como as pequenas e médias empresas têm dificuldades para acompanhar as mudanças nas leis que têm impacto direto no dia-a-dia de seus negócios. Neste caso específico, a mudança é boa para as pequenas e médias empresas que recolhem ICMS, mas os Estados não vão gostar muito disso.

E houve também a recente aprovação de mudanças na legislação tributária envolvendo o comércio eletrônico, que vai causar um rombo nas finanças do Estado de São Paulo, mas vai acabar beneficiando Estados periféricos, nos quais poucas empresas têm suas sedes. Desta forma, o Estado de São Paulo vai continuar bancando o governo federal, o que significa menor capacidade de investimento nas áreas de responsabilidade do Estado, como segurança e educação.

A propósito: é interessante perceber o valor obsceno que pagamos de impostos, taxas e tributos, e o retorno PÍFIO que obtemos do governo – nas áreas como saúde, educação, segurança, infra-estrutura etc.

Folha de SP é um ótimo destino para profissionais preguiçosos e incompetentes

Às vezes o sentimento de vergonha alheia ultrapassa os limites do suportável no Brasil. Neste final de semana, ocorreu um caso desses – que foi agravado por algo que li nesta Segunda-feira, meio de feriadão. Vamos ao caso, começando pelo Sábado.

A Folha de São Paulo publicou uma reportagem ruim, muito ruim, fazendo uma denúncia falsa: o governo de SP, do tucano Geraldo Alckmin, estaria financiando um blogueiro para falar mal do PT. Eis aqui os principais trechos da “reportagem” (a íntegra do lixo está AQUI, mas fica o aviso: se você não gosta de colocar os pés na lama, evite):

Um blogueiro que distribui propaganda antipetista a milhares de seguidores na internet recebe há dois anos pagamentos mensais por serviços de comunicação prestados ao governo Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.
Na rede, o advogado Fernando Gouveia se apresenta com o pseudônimo Gravataí Merengue e como “CEO”, ou executivo principal, do site Implicante, que publica e ajuda a difundir notícias, artigos, vídeos e memes contra o PT e a presidente Dilma Rousseff. O Implicante tem quase meio milhão de seguidores no Facebook, quatro vezes mais que o Movimento Brasil Livre, um dos grupos na linha de frente dos protestos de rua realizados contra Dilma neste ano. O material produzido pelo site costuma ser replicado nas redes sociais e por outros blogs políticos.

Gouveia é dono da Appendix Consultoria. A empresa foi criada em janeiro de 2013 e começou em junho do mesmo ano a receber pagamentos oriundos da Subsecretaria de Comunicação do governo Alckmin, órgão vinculado à Casa Civil do Estado.
A Appendix foi subcontratada pela agência de publicidade Propeg, uma das três que cuidam da propaganda do governo estadual. De acordo com documentos oficiais, a empresa do blogueiro recebeu R$ 70 mil por mês de outubro de 2014 a março deste ano. O governo se recusou a informar o valor total dos pagamentos à empresa de Gouveia, alegando que a responsabilidade pela contratação da firma não é sua, mas da Propeg. A Subsecretaria de Comunicação permitiu apenas a consulta da documentação no Palácio dos Bandeirantes. Disponibilizou então 88 caixas, cada uma com centenas de papéis sobre propaganda oficial, sem indicar a localização das informações específicas da Appendix.
Segundo os documentos, a Propeg pagou a Appendix por serviços de “revisão, desenvolvimento e atualização das estruturas digitais” da Secretaria de Estado da Cultura. Em nota, a agência afirmou que subcontrata a Appendix para atender demandas do governo do Estado. Mas não respondeu quem indicou a empresa nem o motivo pelo qual recorre ao blogueiro em vez de fazer ela mesma o serviço.

Não seria preciso ser muito inteligente (ou tampouco honesto) para perceber os diversos erros da reportagem – e o resultado é uma reportagem FALSA, MENTIROSA, que escancara o baixíssimo nível de alguns jornalistas, empregados pelo maior jornal do Brasil (todavia, não se sabe por quanto tempo a Folha conseguirá manter esta posição, haja vista a quantidade de jornalistas incompetentes que ela tem em seus quadros hoje).

Dá vergonha!

Aliás, o nível de alguns “jornalistas” no geral, e alguns da Folha em particular, é de esgoto para baixo – não apenas intelectualmente, mas no quesito honestidade e coerência também.

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Fica difícil saber, porém, se estes “jornalistas” que assinam a reportagem são apenas incompetentes e ignorantes ou se têm alguma motivação política, uma agenda a defender. Pessoalmente, acho absolutamente possível uma combinação dos dois fatores, mas por ora vamos tratar apenas da incompetência profissional. Nem mesmo seria preciso ser um especialista em gestão pública e/ou Administração; bastaria aos dois “jornalistas” um pouquinho de capacidade lógica de pensar e um mínimo de honestidade.

Em primeiro lugar: a reportagem não apresentou nenhuma denúncia que configure crime ou qualquer desvio legal. Foi feita uma licitação, uma empresa (Propeg) venceu a licitação oferecendo o menor preço e, depois, terceirizou alguma(s) atividade(s) – coisa que qualquer pessoa minimamente informada sobre o universo de prestação de serviços a entes governamentais sabe ser um padrão recorrente, que não possui NENHUMA ilegalidade. Se o edital da licitação e o posterior contrato firmado entre o Estado e a empresa ganhadora da licitação proibirem expressamente a terceirização ou subcontratação para uma parte ou para o todo da prestação de serviço, aí é outra coisa. Mas não parece ser este o caso.

Em segundo lugar, o Estado de SP não tem documentação dos pagamentos feitos à Appendix por uma razão muito simples: o governo não paga a Appendix. Se não percebem que isso faz toda a diferença, os “jornalistas” fingem ser muito burros ou são mesmo. A Appendix (que é uma empresa, e não um “blogueiro antipetista”) foi contratada por uma empresa que ganhou a licitação, e recebe, claro!, desta empresa – chamada Propeg. Com isso, fica provado que a Folha errou no título da matéria e também na chamada da capa (reproduzo abaixo): o governo não paga o “blogueiro antipetista” – o governo paga a empresa que ganhou a licitação. Será que precisa desenhar?

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Em terceiro lugar, a preguiça dos jornalistas ultrapassa o limite do ridículo. Eles reconheceram, na matéria original, que o governo do Estado disponibilizou 88 caixas de documentos sobre as propagandas oficiais. Havia ali, portanto, uma excelente oportunidade para revisar todos estes documentos e, quem sabe, encontrar algo que realmente merecesse uma reportagem. Mas parece que os “jornalistas” tiveram preguiça demais para esta parte (árdua) do trabalho, e preferiram escrever como se o governo tivesse se recusado a prestar esclarecimentos. Os esclarecimentos foram dados, documentos (fartos!) foram disponibilizados, mas a preguiça falou mais alto. Que coisa vergonhosa!

Finalmente, será que a Folha abriu mão do cargo de EDITOR? Não havia um único editor no jornal para impedir a publicação de uma reportagem tão ruim, mentirosa, falsa? Ninguém no jornal poderia ter verificado que um lixo desses não tem a mínima condição de ser publicado?

O que aconteceu com as faculdades de jornalismo?
Que tipo de profissional elas estão oferecendo ao mercado?
E o mercado, contrata esses profissionais ruins por quê? Falta opção?

A Folha, especificamente, prefere contratar bandidos ao invés de contratar bons jornalistas:

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Agora, um outro aspecto da reportagem mentirosa da Folha, mas que não pode ser ignorado: o político-partidário. A matéria da Folha tenta levar o leitor a acreditar que o governo do Estado de SP, administrado pelo PSDB, paga um blogueiro que tem um site antipetista. O pior é que a matéria tenta fazer parecer que o PSDB paga um blogueiro ESPECIFICAMENTE PARA falar mal do PT. Destaco este trecho da reportagem, com mais mentiras:

O envolvimento de Fernando Gouveia com a política é antigo. Ele trabalhou durante três anos no setor de comunicação da Prefeitura de São Paulo, na gestão da petista Marta Suplicy (2001-2004). Depois, ele trabalhou no gabinete da ex-vereadora Soninha Francine, que foi do PT e migrou para o PPS, partido alinhado com os tucanos.
A militância política de Gouveia na internet também é antiga. Em 2006, quando tinha um blog chamado Imprensa Marrom, ele foi condenado pela Justiça a pagar dez salários mínimos de indenização a uma empresa por ter publicado comentários ofensivos a ela. O blogueiro recorreu.
Gouveia também se apresenta na internet como colaborador de uma página chamada Reaçonaria, que difunde conteúdo similar ao do Implicante e tem cerca de 16 mil seguidores no Facebook. Os dois sites estão abrigados num servidor no exterior que impede a identificação do responsável pelos registros.

No próprio Sábado, o Fernando (a quem não conheço pessoalmente, mas acompanho desde o tempo em que ele tinha o site Imprensa Marrom) publicou os esclarecimentos AQUI. Hoje, mais um esclarecimento AQUI.  Os “jornalistas” Ricardo Mendonça e Lucas Ferraz repetem o problema: ou são muito burros, ou mentem propositadamente (seja por algum eventual desvio de caráter, seja devido a uma agenda político-partidária que só beneficia o PT). Mais esclarecimentos foram publicados no Implicante (AQUI) e na Reaçonaria (AQUI, AQUI e AQUI). Vale a pena ler.

 

Este era o panorama até ontem. Hoje, porém, a Folha publicou mais isso aqui (clique para ampliar):

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Fico muito feliz por ter cancelado minha assinatura da Folha há mais de 1 ano. Está absolutamente vergonhoso o baixíssimo nível dos textos que ela anda publicando – e o nível segue caindo ainda mais.

E, para finalizar, recomendo ao leitor, especialmente aquele interessado na cobertura que a imprensa brasileira faz da política, que acompanhe a cobertura da Reaçonaria: AQUI, AQUI e AQUI. Leitores novatos de jornais e revistas podem não perceber o quanto os jornalistas alteram e manipulam certos fatos para tentar fazer a relidade adaptar-se àquilo que eles (e seus partidos políticos “de coração”) desejam. E a Reaçonaria tem feito um excelente trabalho ao expôr isso. Viva a transparência!

 

Copa das Confederações adianta o fiasco da Copa de 2014 – tudo com dinheiro público

Em 11 de Julho de 2011 – portanto há mais de DOIS anos – eu escrevi AQUI no blog que a Copa do Mundo não traria nem 30% dos “benefícios” e “vantagens” que o governo estava dizendo que haveria.

O Corinthians contratou a Accenture para fazer um estudo, COM DINHEIRO DA ODEBRECHT (que está recebendo financiamento estatal), com o intuito de “convencer” os vereadores de SP a apovar o Projeto de Lei 288/2011, que concede isenção fiscal milionária ao Corinthians.

O PL foi aprovado (e eu publique AQUI os nomes de cada um dos vereadores que são responsáveis pela aprovação deste projeto absurdo, ultrajante), o Corinthians e a Odebrecht estão fazendo uma farra com dinheiro público, e pelo que se viu na Copa das Confederações, os dados apresentados no tal estudo da Accenture se mostraram mais furados do que as previsões econômicas do Guido Mantega (grifos meus):

Uma pesquisa encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostrou que a Copa das Confederações não foi capaz de movimentar o turismo interno, assim como também não atraiu o turista estrangeiro.Segundo o estudo realizado junto a torcedores das seis cidades sede, 85% das pessoas que foram aos estádios moravam no mesmo estado onde estava sendo realizado o evento. Já de acordo com dados da Fifa, apenas 3% dos ingressos foram comprados por torcedores estrangeiros.
 
Na avaliação da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), essa baixa movimentação de turistas teve impactos no comércio, que contava com um provável aumento de demanda. “Uma pesquisa anterior realizada em abril desse ano, mostrou que 83% dos comerciantes acreditavam que a Copa das Confederações iria trazer novas oportunidades de desenvolvimento para os negócios locais. A falta de turistas no evento, aliada aos resultados das manifestações nas ruas frustraram essas expectativas”, afirma o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior.
Embora 83% dos varejistas acreditavam que a Copa das Confederações iria trazer novas oportunidades de desenvolvimento para os negócios locais, a pesquisa realizada durante os jogos apontou um cenário diferente: o consumo foi direcionado para o setor de serviços como restaurantes, bares e boates, deixando o segmento varejista a desejar. Os dados mostram que boa parte dos consumidores pretendiam gastar quantias significativas durante o dia do evento com, por exemplo, alimentação (média de R$ 90 por dia), bares e boates (média de R$ 101 por dia). No entanto, praticamente 70% do público que foi aos estádios não colocou a mão no bolso para levar um produto de loja para casa (souvenires, roupas, calçados e artigos esportivos).
“O que é de certa forma natural, já que a maioria desses consumidores eram locais e não ira mesmo gastar com souvenires ou artigos esportivos, comumente comprados em viagens para presentear amigos e familiares”, explica Pellizzaro Junior.
De zero a dez, a nota média dada pelos entrevistados para a Copa das Confederações foi sete. Quando perguntados sobre a avaliação de alguns segmentos do evento, o item com o maior percentual de avaliações positivas foram os estádios, com 88% de classificação bom ou ótimo.
Outros quesitos com altos percentuais de avaliações positivas foram hospedagem (58%), comércio em geral (57%), bares e restaurantes (56%) e turismo/cultura/eventos (52%). Já os itens mobilidade urbana (40%), estacionamento (46%), transporte público (48%) e aeroportos (29%) tiveram um maior percentual de avaliações do tipo péssimo ou ruim. Na opinião de Borges, houve uma maior reclamação com aqueles serviços mais relacionados às estruturas de responsabilidade do estado. “Essa insatisfação relacionada às políticas urbanas, econômicas e sociais refletem de certo modo as manifestações vistas nas ruas. Além disso, 70% dos torcedores consideram que os recursos públicos investidos na Copa não foram bem investidos ou fiscalizados”, afirma.
Segundo a pesquisa, 85% dos torcedores acham que o investimento pessoal para ir aos estádios foi algo que valeu a pena, mas 62% ainda consideram o Brasil despreparado, de maneira geral, para o evento do ano que vem, a Copa do Mundo. “Ou seja, o público considerou a preparação adequada para um evento teste como a Copa das Confederações, mas ainda falta melhorar para o evento principal, que é em 2014”, explica.
(Íntegra da notícia AQUI
O tal “estudo” comprado pela Odebrecht em nome do Corinthians, entregue em 2011, afirmava que a realização da abertura da Copa do Mundo de 2014 em SP movimentaria R$ 30 bilhões.

Eu escrevi que este valor era um absurdo, um chute estratosférico, impossível, inviável. Salvas as proporções entre a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, como a própria notícia acima faz, já é possível imaginar o tamanho da decepção que será vista em 2014.

Mas pior do que isso: o governo (incluindo federal, estadual e municipal) está usando BILHÕES de reais de dinheiro público para financiar um evento que trará um retorno pífio. Em suma, o governo está queimando dinheiro. Obviamente, nem preciso dizer que se trata de dinheiro NOSSO, de cada otário que paga impostos, taxas e tarifas no Brasil.

O gado e o caos em São Paulo [atualizado]

Sobre as cenas deploráveis de ontem à noite, quando São Paulo sofreu pelo vandalismo e uso político de uma massa de idiotas úteis de um lado, e excessos da PM do outro, algumas leituras que valem a pena:

1) Sobre o uso político dos protestos, que vem sendo DESCARADO, o Flávio colocou todos os pingos nos “is” AQUI.

Abaixo, uma das imagens do Estadão: não apenas bandeiras de partidos políticos, mas algumas inclusive com o NÚMERO DO PARTIDO! Campanha político-eleitoral? Ué, não era “manifestação pacífica”? Parece que não, né ?!

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Mas não é só: defronte ao Teatro Municipal, faixas com menção à greve da CPTM que prejudicou ainda mais a cidade ontem:

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Mas o que a greve da CPTM tem a ver com “manifestação pacífica contra o aumento das tarifas dos ônibus” ?
Nada, claro.
Trata-se de uma agenda política daqueles que orquestraram essas badernas.
Sobre este grupo denominado “Juntos”, que assina diversos cartazes e faixas, leia os detalhes AQUI.

 

2) Sobre o absurdo das exigências (falsas) de tarifa zero, o Drunkeynesian levantou excelentes questões AQUI.
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3) A Folha publicou, na edição de ontem, um artigo assinado por 4 “representantes” da ONG que vem usando gente pouco afeita aos fatos como massa de manobra (ou vulgo “gado socialista”) AQUI.

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Interessante notar que a única coisa que eles fazem é criticar, acusar, dizer que o atual modelo de ônibus em SP está “esgotado” (e algumas palavras depois “em crise”, o que, convenhamos, é diferente de “esgotado”), e reclamar da PM – que, até ontem, estava muito passiva, permitindo que vândalos, bandidos, destruíssem propriedade pública e privada sem grandes dificuldades.

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Os 4 “representantes” da ONG poderiam ter aproveitado o espaço dado pela Folha para explicar, por exemplo, por qual razão lojas, bancos e estações do metrô foram atacados e parcialmente destruídos na terça-feira.
Não o fizeram. 

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Os 4 lindinhos pouco afeitos à democracia (que pressupõe respeitar o direito dos outros, coisa que a ONG não consegue fazer, nem tenta) poderiam pedir que alguém lhes explicasse, com desenhos coloridos, o que está muito bem explorado AQUI. ESTE É UM TEXTO CURTO, OBJETIVO, QUE MERECE SER LIDO.
E relido.
E lido novamente.

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Pessoalmente, acho que passou da hora de protestar – contra a corrupção em níveis jamais vistos, contra a economia patinando (pibinho, inflação fora de controle), gastos absurdos do governo, infra-estrutura de país de 14o mundo com impostos de primeiríssimo mundo etc.

Mas há formas inteligentes de protestar.

E há formas burras.

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O que temos visto e sofrido, nos últimos dias, são consequências das formas burras.
Gente bem intencionada que serve de massa de manobra de grupelhos extremistas (PSTU, PCO, UNE, MPL, setores do PT, como a JPT – Juventude do PT etc) que têm uma agenda que NÃO coincide com os anseios da população. 

Ou alguém acha que a maioria da população quer o socialismo, sem direito de melhorar de vida, tendo que racionar papel higiênico, como na Venezuela?
 
 

Picareta é picareta é picareta. Não tem jeito.

Estou acompanhando, desde ontem, algumas reações à palhaçada envolvendo Lulla, Maluf, Haddad e Erundina. Obviamente, estou me divertindo IMENSAMENTE!

Primeiro, Erundina oficializada como vice na chapa de Haddad (AQUI).
Como se não bastasse, este que foi o PIOR MINISTRO DA EDUCAÇÃO DA HISTÓRIA DO BRASIL emocionou-se ao anunciar uma vice de quase 80 anos, mesmo tendo como mote da campanha “o novo” (AQUI).

No final de semana, em entrevista, Erundina mostrou que já estava ciente do apoio acertado entre Maluf e Lulla, mas mesmo assim havia aceitado o convite de ser vice (AQUI).

Depois, a foto que, na minha opinião, já se coloca como a foto do ano (ou, quiçá, da DÉCADA):

Uma foto impressionante, não??

Junto à fotinho, descobriu-se que Lulla OFICIALIZOU o apoio de Paulo Maluf (e do seu partido) à chapa de Fernando Haddad à Prefeitura de SP, apoio este que vinha sendo negociado há tempos, e era de conhecimento público – foi, inclusive, discutido na entrevista dada à Folha de São Paulo.

Pois bem… Agora eu queria chegar nisto aqui: o tal blog “Amigos do Presidente Lula”, um lixão em termos de tudo, me fez rir demais com 2 posts em particular – AMBOS POSTADOS NO MESMO DIA (19/06).
Vou transcrevê-los, pois há grandes chances de serem deletados (esse blog mequetrefe já tem histórico de apagar algumas – não todas, claro! – das bobagens que publica, como no caso em que chamou os paulistas de otários devido à questão dos pedágios).
Aproveitando destacarei (em nregrito) alguns trechos, para comentá-los (em itálico e azul).

O primeiro:

terça-feira, 19 de junho de 2012

A guerreira Erundina não arreda o pé na luta contra o neoliberalismo de Serra

Ao contrário do que o PIG (Partido da Imprensa Golpista) disse, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) não recuará e continua sendo a vice-prefeita na chapa de Fernando Haddad (PT-SP).

[COMENTÁRIO MEU: Parece que, no final das contas, aquilo que os PTralhas chamam de “PIG” estava certo (como de costume): a Veja noticiou a desistência da Erundina na segunda-feira, dia 18, e ela foi oficializada na terça, dia 19 – sim, mesmo dia deste post patético]

Haddad e Erundina representam um projeto de desenvolvimento humano, sustentável, onde [ONDE???? Que criatura analfabeta, cruzes!] prioriza uma cidade para as pessoas viverem bem, com boas escolas para todos [Quando tomamos por base o desastre do Haddad como Ministro da Educação, fica fácil acreditar nisso, hein?!], rede de saúde para todos, resolver os gargalos de moradia decente para os mais pobres, transporte público eficiente para as pessoas não perderem tanto tempo de suas vidas para ir e voltar ao trabalho, e espaços públicos para lazer saudável, como práticas esportivas, culturais e de convivência.

No outro pólo, tem a candidatura neoliberal de José Serra (PSDB-SP), [Chamar o Serra de neoliberal é coisa de quem não tem nem mesmo a mais vaga idéia do que significa “neoliberal”. Aliás, ao usar o termo “neoliberal”, fica claro tratar-se de um ignorante de carteirinha, haja vista que isso sequer existe a rigor! Esta criatura nem sabe o que é um adjunto adverbial de lugar (basta ver o uso do “onde” algumas linhas acima), e vai se meter a copiar o termo que alguém do PT mandou que fosse usado sempre que se fizesse referência a qualquer um do PSDB… O resultado é este desastre aí…] cujas práticas são conhecidas e é negação de tudo o que Haddad e Erundina querem fazer. O projeto demotucano é submisso ao mercado privado. A cidade é loteada entre condomínios e shopping centers, expulsando os cidadãos mais pobres das áreas que vão ficando valorizadas, para a especulação imobiliária explorar.

Nesse contexto de antagonismo, a eleição vira uma guerra. E guerras não são bonitas, nem confortáveis. E para complicar, essa guerra eleitoral é curta, acaba em outubro. 

Guerreiros não ficam na zona de conforto. Se embrenham na selva, atravessam campos minados, se ferem, fazem as alianças necessárias. Che Guevara aceitava apoios até de forças policiais que desertavam de Fulgêncio Batista, nas cidades em que avançava. [Por que não citar Hitler, Stálin e outros ídolos da esquerda burra, que não sabe nem a metade do que estes ídolos de merda fizeram?!]

Por isso, na guerra eleitoral não dá para ficar na zona de conforto, recusando apoios que não comprometem a trajetória do governo, por mais desconfortáveis que sejam.

Guerreiros lutam por seu ideal, com armas, táticas e estratégias que tem ou que a conjuntura obriga. Quem recusa essa luta numa guerra, tem mais vocação para servir à Cruz Vermelha.

A candidatura de Haddad não é só para marcar posição, nem apenas para projetar seu nome para eleições futuras.[Resumindo: já sabe que não vai ganhar] É para vencer a hegemonia neoliberal demotucana em São Paulo. E líderes que tem obrigações com o povo de conquistar vitórias, não podem se dar ao luxo de esnobar um apoio como o do PP, jogando-o no colo do adversário. Recusar um apoio desse é renunciar à luta, é se render, é capitular à vitória de Serra, por mera arrogância e conforto intelectual individualista em detrimento da luta popular.

O fato de Maluf ser o principal quadro do PP paulista, não invalida este apoio, porque por mais que não gostemos de Maluf, ele não representa perigo de poder. Aquele Maluf contra qual lutamos era a ameaça de poder contra os trabalhadores no século passado. Hoje essa ameaça é José Serra, e aquele Maluf é apenas um fantasma do passado, e seu partido tem lá seu peso na balança ou do lado de Haddad ou de Serra. [Nossa, este parágrafo é tão ridículo que basta negritá-lo; desnecessário comentar]

O apoio do PP também não é nenhuma “anistia” a Maluf, para o quer que seja. É apenas relação institucional de partidos. [Assim como caixa 2 é “apenas” “recursos não contabilizados”, né?!]Se Maluf tivesse recebendo em troco alguma maracutaia, nem Lula, nem Haddad precisariam sair na foto pessoalmente. [Deixando de lado MAIS UM erro de português (será que o autor do primor aqui fez escola com os livros do Haddad que diziam que observar a concordância, regência e toda a gramática no geral é coisa de “preconceito linguístico”???), a lógica é a seguinte: se saíram no foto juntos AUTOMATICAMENTE não existe maracutaia…. Ficou claro?! A foto é a PROVA da inexistência de maracutaias! Agor, nenhuma palavra quanto à lógica de o PT unir-se àquele que era (foi) um de seus maiores (senão O MAIOR) adversários políticos e ideológicos em SP… Conveniente, não?!] O fato de ambos terem saído na foto, se causou desconforto, também causou tranquilidade se olharmos racionalmente, pois o que tiveram que pagar foi só o simbolismo da foto, em uma rápida visita de prestígio feita às claras, em frente as câmeras, em vez de maracutaias de bastidores.

Se Maluf é egresso dos velhos métodos políticos do passado, hoje já não tem espaço para serem praticados nos governos petistas deste século XXI. [A sintaxe desta “frase” é um primor de ignorância, hein?! Socorro!] Haddad é forjado no governo Lula e Dilma, uma era onde [De novo?! Cacete! Alguém poderia, por favor, explicar ao sujeito que ONDE é adjunto adverbial de LUGAR?! Grato.] a transparência é escancarada na internet para a sociedade fazer controle social do dinheiro público, e os órgão de controle, como a CGU e a Polícia Federal, funcionam. A imprensa é livre e faz oposição contra governos petistas denunciando o que existe e o que não existe. [Desculpe, não entendi: agora o “PIG” virou “impresa livre”?! Conveniente, não?!] Então não há o que temer quanto ao apoio do PP.

De certa forma, Erundina faz um papel importante em demarcar posição antagônica à Maluf, pois faz o contraponto para o noticiário, anulando o simbolismo negativo da foto de Haddad e Lula com Maluf, [Uau, frase impressionante, hein?! Significa exatamente o quê, mesmo?! Outra coisa: o único “papel” da “guerreira Erundina” foi esse? Anular o “simbolismo negativo” da foto? Aliás, POR QUE EXISTE UM “SIMBOLISMO NEGATIVO” NA FOTO? Só porque o Lulla rastejou até o Maluf para conseguir o tempo de TV para seu pupilo? Só porque o Lulla, que passou décadas criticando o Maluf, a direita e a “zelite” teve que unir-se à “zelite” para desempacar seu novo poste? Ou existe mais algum “simbolismo negativo” na foto?] propositalmente explorada em excesso pelo noticiário demotucano, quando se tratou de um evento sem tanta importância. [Se não teve importância, por que foi mesmo que a “guerreira Erundina” (palavras dele!) mudou de idéia?]

LINK: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/06/guerreira-erundina-nao-arreda-o-pe-na.html#comment-form

Agora o segundo:

terça-feira, 19 de junho de 2012

Que pena, Erundina

Deu na Rede Brasil Atual [Na realidade, veículos daquilo que essa turminha chama de “PIG” noticiaram bem antes a desistência da Erundina; a Veja foi uma das primeiras…. A turminha deve se matar de inveja nessas horas, hein?! Devem pensar (?) algo como “Ahn, se nós soubesse fazer jornalismo…”, né?!]:

O PSB avisou, no início da noite de hoje (19), que a deputada federal Luiza Erundina desistiu de ser vice na chapa de Fernando Haddad (PT) à prefeitura de São Paulo. A coligação com o PP de Paulo Maluf foi o motivo apontado  pelo presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, para a saída. “Ela nos reafirmou as divergências históricas com Maluf. Em um certo momento, eles representaram um o contraditório do outro em São Paulo. E concordamos que ela se retirasse da chapa para apoiar a candidatura de Haddad sem ser o centro de uma crise”, disse Campos.

Na noite de ontem (18), Erundina havia deixado claro à Rádio Brasil Atual que a presença de Maluf na coligação que disputará a prefeitura paulistana era “um desestímulo”, mas que pretendia continuar na disputa por ter sido “uma decisão partidária, e não sou de recuar”.

Comento:

É uma pena que a deputada Erundina não enxergou a enorme diferença entre a grandeza de seu papel a ponto de ser escolhida vice, e o papel menor de Maluf, que é apenas mais um líder de partido político da base governista no plano federal, que aderiu à candidatura municipal.[Se o apoio do Maluf é tão desimportante, por que o Lula foi visitar Paulo Maluf em sua casa, com imprensa a tiracolo? Só para relembrar: Lula não esteve presente no evento que oficializou a Erundina como vice. Se fosse, realmente, apenas “mais um líder de partido que aderiu à candidatura”, nem precisaria de foto, né?!]

Também é pena que o bem estar ideológico individual prevaleceu sobre o amargo sacrifício que as guerreiras precisam fazer para as causas coletivas maiores, que é vencer o neoliberalismo demotucano representado por Serra. [Novamente, este parágrafo é tão escroto que vou me abster de comentar….O lixo fala por si]

Lula, por exemplo, com a dimensão internacional que tem, poderia ficar só na zona de conforto, longe das eleições municipais. Poderia participar só dos eventos agradáveis e que dessem boa imagem para si, e  se preservar, mantendo-se longe destes encontros desgastantes. Mas Lula é um guerreiro, que age como um soldado em missão a serviço do povo mais sofrido, de onde ele veio, e sabe que é preciso fazer esses sacrifícios como receber o apoio do PP, mesmo que Maluf seja o presidente do partido em São Paulo. Lula tem esse espírito de guerreiro para lutar e ajudar a eleger um prefeito como Haddad em São Paulo, porque sabe que, para o povo mais sofrido, existe uma enorme diferença entre ter Haddad ou Serra como prefeito, e uma prefeitura transformadora em São Paulo pode influir positivamente nas administrações municipais em todo o Brasil. [Sobre isto, vou comentar mais abaixo]

É pena que Erundina não entendeu isso e recolheu-se, mas a luta continua do mesmo jeito.

LINK: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/06/que-pena-erundina.html

Alguns comentários meus, agora.

O que mais me impressiona, depois dos infinitos erros de português e da falta de qualidade geral do “texto”, é que no mesmo dia a Erundina passou de “guerreira” a alguém que “não enxergou a enorme diferença entre a grandeza de seu papel a ponto de ser escolhida vice, e o papel menor de Maluf, que é apenas mais um líder de partido político da base governista no plano federal, que aderiu à candidatura municipal“.

Trocando em miúdos, a culpa é da Erundina.

Mas…..Será que o autor do “texto”  não está sendo preconceituoso com a Erundina, só por ela ser nordestina e mulher? Cadê o politicamente correto esquerdopata?
Sumiu por conveniência?

Finalmente, sobre o último parágrafo (longo) desse textículo primoroso, fico com algumas dúvidas….
O problema, o GRANDE problema, então, é que o PT e o Lulla, os salvadores da pátria, têm esta missão hercúlea de banir o PSDB, o DEM, e qualquer outro partido que não seja aliado do PT da cidade (e, quiçá, do Brasil).
Certo?

Ok.

Mas aí eu pergunto:

QUAL O PROBLEMA DO DEM, AFINAL?
QUAL O PROBLEMA DO PSDB, AFINAL?

Pessoalmente, não gosto de nenhum dos dois, mas…

Qual partido foi pego extorquindo bicheiro?
Qual partido promoveu o mensalão?
Qual partido foi pego com dólares na cueca?
Qual partido foi flagrado com uma mala de dinheiro tentando comprar um dossiê falso para fraudar uma eleição?
Qual partido usou a Casa Civil para montar um dossiê contra adversários políticos?
Qual partido usou a Caixa Econômica Federal e promoveu a quebra ilegal do sigilo de um caseiro?
Qual partido mantinha em Brasília uma casa de prazeres & negócios, onde São Jorge costuma ser exibido de ponta-cabeça?
Qual partido tem algum figurão cujo filho recebeu R$ 10 milhões de uma empresa  concessionária de serviço público, de quem o BNDES é sócio?
Qual partido recebeu dólares de Cuba?
Qual partido recebeu recursos das FARC? Quem apoia o terrorismo das FARC?
Qual partido deu a Petrobras de presente para um índio de araque?
Qual partido endossa os regimes de força da Bolívia, da Venezuela e do Equador?
Qual partido mudou uma lei só para beneficiar uma empresa gigante da telefonia?
Qual partido tentou instaurar a censura no país?
Qual partido puxa o saco de tudo quanto é ditadura no mundo?
Qual partido deu emprego para a mulher de um narcoterrorista?
O partido apóia uma organização narcoterrorista enquanto trata a pontapés o país que os terroristas ameaçam?