PRECIFICAÇÃO: Sorveteria oferece desconto de acordo com o frio que estiver fazendo

Li no blog do meu primo (íntegra AQUI), e não pude deixar de pensar que é um ótimo exemplo de precificação:

Eu acho isso uma grande bobagem, mas tem muita gente que diz que sorvete e inverno não combinam. Sorvete é uma delícia em qualquer estação. De todo o modo, a sorveteria Gelatte di Gàbi, em Santana, resolveu dar uma forcinha para quem pensa o contrário. Durante todo o inverno, quanto maior for o frio, maior será também o desconto. “Em invernos severos, nossas vendas caem pela metade”, revela Gabriela Yanaka, proprietária da loja. “O desconto faz com que as pessoas tenham mais coragem de vir até aqui independente do frio ou da chuva”.

Com exceção do Ultra Gelato, todos os sorvetes e sobremesas (petit gateau, brownie e fondue) da loja entraram na promoção. Difícil será conseguir o desconto máximo de 50% nesse mês de julho, avisa a meteorologista Olivia Nunes, da Somar.  “A média de temperatura máxima do mês será de 21,8 ºC e a mínima, de 11,7 ºC”, prevê. “Ir na sorveteria com menos de 12ºC talvez seja possível apenas perto das 22 horas, horário de fechamento aos sábados”. Num dia como hoje, o cliente conseguiria um desconto de 10% na hora da abertura da sorveteria e de 30% quando as portas estiverem fechando.

“Vamos ficar monitorando a temperatura pela internet, mas confiaremos também nos aplicativos exibidos pelos fregueses”, garante Gabriela, que toca a casa junto com o marido, Rodrigo Boarin. O preço sem desconto do copinho pequeno é de 10 reais; do médio, 12; e do grande, 14. A promoção irá até o fim do inverno, dia 20 de setembro.

Está aí uma iniciativa MUITO BOA!

sorvete

Dos quatro elementos decisórios do marketing tático (precificação, distribuição, produto e promoção), o item precificaçõ é o mais “esquecido” pela maioria das empresas – incluindo as grandes. Portanto, ver uma pequena empresa adotando uma estratégia ousada justamente na precificação de seus produtos me deixa feliz, e interessado.

É assustador observar os erros grosseiros que as empresas cometem na sua precificação. Por exemplo, ontem mesmo estava comentando sobre a decisão da Honda de precificação do novo Civic: pedir R$ 125 mil por um Honda Civic, ainda que seja o topo de linha, ainda que o modelo ofereça vários itens sofisticados, ainda que seja um motor novo (e, aparentemente, muito potente e econômico ao mesmo tempo, considerando a categoria do carro), o valor é simplesmente irreal, absurdo.

Nada justifica cobrar R$ 125 mil por um Civic. Nada!

Se a Honda pretendia reconquistar um pouco do market-share que perdeu para o Corolla nos últimos anos, a estratégia de precificação que ela escolheu vai dar errado. O erro brutal da Honda fica ainda mais gritante quando nos damos conta de que o Brasil está num momento péssimo da economia, com uma retração jamais observada na História do país, desemprego em alta e todos os problemas deixados pela herança maldita de Dilma, Lulla e PT. Portanto, num momento de crise econômica, a Honda quer mesmo pedir tudo isso por um carro médio?

Ei, Honda, as pessoas estão trocando marcas mais caras por concorrentes mais baratas, e você quer pedir 125 mil reais num Civic? Sério mesmo?

Avança rapidamente o esfacelamento do mito da “nova classe média”

Faz algum tempo que eu venho afirmando, aqui no blog, que o período que muita gente resolveu considerar de grandes avanços no Brasil não passa de uma invenção, uma falácia. Infelizmente, muita gente “comprou” a idéia, e repete à exaustão que durante os 2 mandatos de Lula houve o surgimento de uma “nova classe média”.

Contudo, o tempo é o senhor da razão. Graças à incomparável incompetência da Dilma Ruinsseff, a verdade está vindo à tona – e está se impondo de forma avassaladora, como demonstra essa reportagem do Valor de hoje (grifos meus):

A assistente financeira Girlene Vieira Nunes, de 39 anos, estava orgulhosa por ter pela primeira vez na vida um imóvel em seu próprio nome. Formada em administração de empresas, ela trabalhava em uma multinacional financeira e, em outubro do ano passado, pagaria a primeira das 360 parcelas de R$ 600 por um apartamento na Vila Prudente, na zona leste de São Paulo. A crise econômica, no entanto, adiou o sonho que Girlene tinha de viver sob o próprio teto.

A empresa que pagava o salário de R$ 2.500 encerrou atividades no país e obrigou a paulistana a morar temporariamente no apartamento de uma amiga no Butantã. Com a rescisão contratual, ela tem se desdobrado para pagar tanto as parcelas do financiamento quanto o condomínio de R$ 300. “Mas não tenho dinheiro nem para colocar lâmpada, então não consigo morar lá”. A quantia recebida pelo fim do contrato cobre só mais um mês de prestação e condomínio. “A situação está bem difícil, né?”

As questões fizeram a assistente financeira repensar sua relação com os problemas mais amplos do Brasil. “Antes eu não acompanhava política, mas agora com a crise comecei. Porque a gente tem que entender o que acontece para lutar pelo país”.

O caso de Girlene ilustra as dificuldades que começam a enfrentar dezenas de milhões de brasileiros, que, em maior ou menor grau, conquistaram na última década um padrão de vida antes inacessível. A queda da atividade, o aumento do desemprego e a volta da inflação aos dois dígitos já reverteram em 2015 parte dos ganhos sociais e econômicos conquistados pelas classes C, D e E.

Neste ano, a manutenção da crise deve mais uma vez contribuir para o empobrecimento das camadas de menor renda. Como se não bastasse, as mudanças nos cenários econômicos externo e interno tornam ainda mais incerto o prazo de recuperação dessa parte da população, diz José Francisco Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator.

Para ele, as classes C, D e E demorarão para se recuperar. Os fatores que levaram à criação da “nova classe C” e à saída de milhões de brasileiros da pobreza não estão mais presentes, argumenta. Os mais importantes entre esses fatores, diz, foram o boom de commodities e a “política fiscal pragmática” implantada por Lula durante a maior parte dos dois mandatos.

Se por um lado o primeiro ampliou e formalizou o mercado de trabalho, o segundo permitiu superávits nominais, a queda dos juros e a conquista do grau de investimento dado pelas agências de classificação de risco. Em menor grau, a queda dos juros e a valorização da taxa de câmbio também contribuíram para a criação de um cenário favorável.

“Lá atrás você teve algo que não acontece mais. É muito difícil que um conjunto de situações como esse se repita”, diz. “A gente dizia que a manicure tinha começado a frequentar a manicure. Agora, isso não é mais possível”, afirma Gonçalves, que espera que o padrão de vida dessas classes retorne ao patamar pré-crise de 2008.

O desemprego voltou a crescer há pouco mais de um ano. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) aponta que no último trimestre de 2014 a taxa de desocupação das pessoas com mais de 14 anos estava em 6,5%. Já na média móvel trimestral de novembro a janeiro deste ano, chegou a 9,5%. Entre agosto e outubro de 2015, pela primeira vez desde o início da série da Pnad, em 2012, o número passou dos 9 milhões.

Como se não bastasse o menor número de pessoas ocupadas, a renda dos trabalhadores encolheu 6,9% na média móvel trimestral de dezembro a fevereiro de 2016 em comparação com igual períododo ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal do Emprego (PME). O aumento do desemprego tem forçado um número cada vez maior de pessoas a abrir o próprio negócio. É o chamado ‘empreendedorismo por necessidade’. Apesar de cobrir apenas seis regiões, a série de renda da PME, segundo economistas, reflete melhor a tendência.

A Pnad mostra que entre os períodos de fevereiro a abril de 2014 e novembro a janeiro de 2016 o número de pessoas com 14 anos ou mais trabalhando por “conta própria” subiu de 20,886 milhões para 23,096 milhões, alta de 10,5%. A Serasa Experian, por sua vez, aponta que em janeiro houve abertura de 166.613 novos empreendimentos no país, número 10,4% maior do que no mesmo mês do ano anterior. Houve aumento no número de empresas abertas em 18 Estados.

Foi o que aconteceu com Juliane Ferreira dos Santos, de 22 anos. Tecnóloga de recursos humanos com formação no Senai, ela trabalhou por dois anos e oito meses em uma rede de supermercados, onde ganhava R$ 1.250 por mês, até ser demitida por corte de custos em janeiro. Com cerca de R$ 4 mil, “quase todo o dinheiro da rescisão”, abriu em março uma pequena loja de entrega de pratos prontos em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. É no bairro de Vila Pereira que ela mora com a mãe e o pai, ambos eletricistas, o irmão de 18 anos, que estuda e ajuda como motoboy na entrega dos pratos, e a filha, de cinco anos. As incertezas sobre o próprio negócio, porém, fizeram com que Juliane buscasse se recolocar no mercado de trabalho. Na semana passada, ela se inscreveu em um curso gratuito de recursos humanos no Centro de Apoio ao Trabalhador.

Os investimentos, que poderiam colaborar em grande medida com a recuperação do trabalho e da renda, não devem voltar tão cedo, diz Gonçalves, do Fator. “A indústria automobilística tem capacidade de produzir 6 milhões de automóveis por ano, mas está produzindo menos de 3 milhões. Há um excesso de capacidade produtiva, o que significa que não haverá investimentos relevantes por um bom tempo”.

A grave situação fiscal também não permitirá que esse investimento seja feito por empresas ou bancos estatais. “Esquece. Eletrobras, Petrobras, BNDES, o investimento não virá deles”. Gonçalves aposta em queda dos juros, o que, em alguma medida, deve aliviar as contas do governo, que pagará menores encargos sobre a dívida, e facilitar a formação bruta. “Isso é bom? Eu acho que é muito bom. Mas isso faz você voltar aos tempos áureos? Não, não faz.”.

Como sempre, o Valor tenta passar pano para o PT, mas deixemos isso de lado e vamos aos fatos. No último parágrafo, ao mencionar a incapacidade dos agentes do governo federal (empesas e bancos estatais, como Eletrobras, Petrobras, BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil etc), o entrevistado está se referindo à crise fiscal INTEIRAMENTE CAUSADA PELA INCOMPETÊNCIA DE DILMA RUINSSEFF.

As chamadas “pedaladas fiscais”, que se tornaram regra e não mais exceção durante o mandato da tresloucada presidanta, acabaram com o que restava do tripé macroeconômico que possibilitou ao Brasil crescer durante as décadas de 1990 e 2000. A propósito: AQUI está uma excelente explicação das “pedaladas fiscais” da Dilma – e fica provado, mais uma vez, que nem FHC nem Lula cometeram os crimes de responsabilidade que a Dilma cometeu com suas reiteradas ações contra a responsabilidade fiscal.

Quando o governo inventou a falácia chamada PAC (“programa de aceleração do crescimento”), eu havia explicado inúmeras vezes que aquilo era uma enganação: na verdade os investimentos que foram abrigados sob a rubrica do PAC já existiam, e muitas vezes nem eram da alçada do governo federal. Mesmo quem acreditou em mais esta mentira do PT deu com os burros n´água, como mostra reportagem do Estadão de hoje:

Uma radiografia do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vitrine eleitoral do governo, aponta que apenas 16,8% das pouco mais de 29 mil obras anunciadas nas duas etapas foram concluídas no período previsto. Com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PAC executou 9,3% de 16.542 ações até 2010. Sob o comando da “mãe do PAC”, a presidente Dilma Rousseff, o índice de execução subiu para 26,7% até o fim de 2014. No entanto, de cada dez obras do PAC 2, seis são “herança” do PAC 1.

Desconsiderando as obras de saneamento, que têm um peso importante no total das ações anunciadas, por causa da quantidade, a parcela de obras executadas nas duas etapas sobe para 25,4% (PAC 1, entre 2007 e 2010) e 35,9% (PAC 2, entre 2011 e 2014), segundo levantamento feito pela Inter.B Consultoria. O estudo será apresentado hoje em seminário do setor de infraestrutura na Câmara dos Deputados.

“Pode-se assim concluir que houve uma significativa ineficiência no que tange à aplicação dos recursos nas obras do PAC de infraestrutura. Uma vez que grande parte das obras do PAC 1 teve continuidade com o PAC 2, é possível inferir que os projetos sofreram de modo geral atrasos sistemáticos, implicando na baixa execução do programa. Além disso, chama atenção a recorrente revisão de custos de algumas obras”, afirmam os economistas Cláudio Frischtak e Julia Noronha, que coordenaram o estudo.

Segundo o levantamento, considerando apenas as revisões feitas entre 2010 e 2014, houve um aumento médio de 49% nos custos. O prazo médio de conclusão, em meses, mais que duplicou. “Na realidade, o sobrecusto e os atrasos são substancialmente maiores, considerando os orçamentos e cronogramas anunciados quando os projetos foram lançados”, dizem os autores. Segundo eles, os projetos relativamente mais dispendiosos foram os que tiveram prioridade, embora haja diferença entre os setores e as fases do PAC. Mesmo assim, como informou o Estado em janeiro, das dez maiores obras do primeiro PAC, apenas duas foram concluídas.

As obras que apresentaram maiores aumentos de custos foram a dragagem no Porto de Santos (300%) e a construção da Linha 1 do Metrô de Belo Horizonte (839%). Já as obras no metrô de Fortaleza tiveram o orçamento reduzido em cerca de 4%.

Com relação aos atrasos, a hidrelétrica Jatobá se destaca, com 91 meses de diferença em relação ao prazo inicial. Ao final de 2014, estavam concluídos apenas os estudos de viabilidade técnica e ambiental – a obra em si ainda não havia sido iniciada. Por outro lado, a hidrelétrica de Santo Antônio é a menos atrasada, com revisão de 6 meses para a finalização das obras.

Mas não acabou ainda, dileto leitor. O PT foi pródigo em casos de corrupção em proporções jamais vistas no Brasil, mas não limitou-se a isso: a incompetência é outra marca registrada da organização criminosa com registro partidário.

Além do PAC, o governo federal criou diversos “programas sociais”. A maioria deles é usado de forma a desviar dinheiro público – isso combina corrupção com ineficiência gerencial, na medida em que grupelhos de aliados do PT recebem dinheiro indevidamente ao mesmo tempo em que os resultados esperados simplesmente não acontecem, ou sofrem atrasos, como demonstra a reportagem do Estadão acima.

As perspectivas são ruins tanto para as empresas quanto para os trabalhadores, como apontou o Estadão:

O reajustes salariais que entraram em vigor em fevereiro mais uma vez não acompanharam a alta de preços da economia. Em média, os ajustes ficaram 0,8% abaixo da inflação acumulada em 12 meses. Segundo o levantamento do projeto Salariômetro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o reajuste mediano foi de 10,5%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acelerou para 11,3%.

Em um ano, aumentou significativamente o número de trabalhadores que estão com perda real nos salários. Em fevereiro de 2016, 63,9% das negociações resultaram em ajustes salariais abaixo do INPC. No mesmo mês em 2015, a taxa era de 18,8%.

O aumento do desemprego tem feito com que o trabalhador perca poder de negociação de salário, uma vez que há mais gente na praça na procura por uma vaga. Somente em fevereiro, foram fechadas 104,5 vagas. Para os próximos meses, o mercado segue pessimista: a projeção é de até 1,5 milhão de empregos a menos em 2016.

A pesquisa da Fipe revela que dos 154 acordos coletivos que trataram de ajustes salariais, 19 estabeleceram redução de jornada acompanhada de redução de salários, e destes, 10 utilizaram o PPE (Programa de Proteção ao Emprego). Já a mediana do piso salarial ficou em R$ 931 em fevereiro.

E quanto às empresas?

Evidentemente, as empresas não investem num cenário turbulento e indefinido desses. Ninguem sabe quanto tempo ainda vai durar essa desgraça chamada Dilma Ruinsseff, ninguém sabe quem vai substitui-la (ou quando), ninguém sabe o que vai acontecer… Uma pequena amostra do estrago que o PT vem causando ao Brasil:

A indústria brasileira encerrou 2015 com o pior desempenho entre as principais economias. No quarto trimestre do ano passado, a produção brasileira recuou 12,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado ficou bem abaixo da produção mundial, que cresceu 1,9% no período, segundo dados do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

O levantamento foi feito com base nos dados da Unido (United Nations Industrial Development Organization – um braço das Nações Unidas para a indústria). O descompasso da indústria de transformação brasileira com o restante do mundo fica evidente ao se comparar em detalhes o resultado nacional com o de outros países. O tombo da indústria da Rússia – outro país em grave situação econômica – foi de 5,7% no quarto trimestre. Na América Latina, a queda foi de 4%, embora algumas nações tenham exibido resultados bem menos preocupantes: a produção do Chile recuou 1,5%, e a da Argentina caiu 0,9%. No México, houve crescimento de 2,2%.

O intenso recuo observado na indústria nacional pode ser explicado pelo já conhecido Custo Brasil – que retira a competitividade do produto nacional – e pela incerteza que passou a dominar a economia brasileira. Com baixa confiança de consumidores e empresários, os investimentos foram postergados pelas companhias, contribuindo ainda mais para a piora do setor industrial.

“A queda da indústria brasileira descola de outras economias, incluindo as latino-americanas. O nível de contração do setor foi sem precedentes”, afirma Rafael Cagnin, economista do Iedi. “A paralisia da construção pesada, os problemas enfrentados pela Petrobrás e o ajuste fiscal feito por meio do investimento público causaram um baque muito grande”, diz Cagnin.

Esse trecho aí em cima é de uma reportagem excelente do Estadão. Faço questão de publicar o gráfico que acompanha a matéria:

Peço ao leitor que repare a posição vexatória do Brasil. Isso é responsabilidade de Dilma Ruinsseff, de Lula e do PT.

Todavia, Dilma conseguiu o feito de se tornar a pior, mais incompetente, mais devastadora presidene da História do Brasil:

A presidente Dilma Rousseff arruinou a economia brasileira. O Congresso e a Justiça podem decidir que isso não é motivo para impeachment, mas é um fato que o país deve olhar para se proteger no futuro de decisões tão perigosas. E agora, para lutar contra o seu afastamento, Dilma está afundando ainda mais o país, chutando o balde fiscal e escancarando a feira dos cargos públicos.

A tabela deixa claro o quadro econômico que ela recebeu e o que temos agora depois de cinco anos de Dilma. A inflação deu um salto, a dívida bruta subiu 16 pontos percentuais do PIB, o superávit primário virou déficit, o déficit nominal escalou, o PIB, que estava positivo, despencou. Confira os números. No crescimento de 2010, é preciso ponderar que os 7,5% foram um exagero criado pela bolha feita pelo ex-presidente Lula para eleger sua sucessora. Mesmo descontando-se uma parte dessa alta, é chocante o buraco em que a economia caiu: dois anos consecutivos de encolhimento em torno de 4%. No desemprego medido pela PNAD Contínua, não há dados anteriores a março de 2012, mas os números mostram a deterioração. Nesse período, em torno de dois milhões de pessoas entraram no grupo dos desempregados. (continue lendo AQUI)

Parabéns aos envolvidos.

As feminazis atacam novamente: acusação fictícia faz mais uma vítima

Começo pedindo desculpas ao leitor, pois o assunto é chatíssimo, e pode parecer um disco riscado se repetindo infinitamente, mas o caso é atual e infelizmente tem impacto direto na relação cliente-empresa. (e trata de Relações Públicas também)

No dia 5 de Fevereiro, uma feminazi publicou um “textão” (termo que indica um texto chatíssimo, geralmente recheado de bobagens) no Facebook, acusando um bar da Vila Madalena de ter sido (no mínimo) conivente com um assédio sofrido por ela e por uma amiga. Reproduzo na íntegra a fanfic da feminazi a seguir (o original, se não tiver sido apagado quando o dileto leitor clicar, está AQUI):

O Carnaval começou com uma dose cavalar de silenciamento.
Senta que lá vem textão.

Ontem à noite, eu e meus amigos tivemos a infelicidade de ir parar no Bar Quitandinha, na Vila Madalena. Sentamos em um mesão com nossos amigos homens e só eu e a Isabella de mulher. Bebemos algumas durante umas horas, até que todos os homens resolveram se levantar para ir fumar ao mesmo tempo. Absolutamente normal. Eu e ela continuamos sentadas, batendo papo.

E, no intervalo de 5 minutos sem a escolta masculina, um absurdo aconteceu.

Dois caras se sentaram na nossa mesa de forma extremamente desrespeitosa. Puxaram a cadeira e se acomodaram, sem nenhum tipo de convite ou abertura. Tentaram puxar papo insistentemente, enquanto nós desconversávamos, bastante incomodadas. Um deles achou conveniente se servir da nossa cerveja. Obviamente indignadas com a situação, pedimos para que ele não fizesse isso e deixasse a mesa. Ele ignorou e seguiu fazendo o que bem entendesse. Chamamos o garçom e pedimos para ele afastar os caras, que, a esse ponto, já estavam perdendo a linha. Nada – nada – foi feito.

Enquanto eu e a minha amiga tentávamos ignorar os dois trogloditas, eles resolveram partir para o contato físico, já que uma conversinha amigável não estava adiantando. Um deles puxou meu braço. Pedi para ele não tocar em mim. E aí, meu amigo, imagina um cara que ficou puto. Como assim eu não posso tocar numa mulher que tá sentada sozinha? Eles se levantaram da mesa e começaram a nos xingar dos piores nomes da face da terra. “Puta e “lixo” foram dos mais leves. Disseram que não queriam nos tocar mesmo, já que somos feias, gordas e escrotas. Que eles tinham tanto dinheiro (?) que poderiam até nos comprar, se eles quisessem. É. Esse tipo de babaca.

O garçom chegou com o gerente no meio da discussão. Ah! Esses daí vão ajudar a gente, pensamos. Até parece. Eles deram um cumprimento caloroso nos dois assediadores – clientes da casa há 10 anos, reforçaram inúmeras vezes, para tirar a nossa credibilidade. E, ao invés de retirar os caras, o segurança nos retirou, de forma bruta. Sim. As duas meninas que estavam sentadas na mesa tomando conta das nossas próprias vidas. Nesse ponto, nossos amigos homens já tinham voltado e estavam tentando convencer a equipe do bar de que a culpa não era nossa, também em vão, também indignados com tudo.

Saímos e o gerente veio conversar conosco. Aliás, conversar não, dar mais um dose de humilhação. Enquanto minha amiga tentava explicar o absurdo que tinha acontecido, o tal gerente não a olhou nos olhos nenhuma vez e bufava com desprezo. Quando resolveu falar, disse que, se não houve agressão física (que aliás, mais tarde, descobri roxos e cortes nos meus braços, adquiridos no momento em que o lindo me segurou para me xingar), não poderia fazer nada. Que os dois indivíduos que nos assediaram eram clientes e não iriam lidar com as nossas acusações.

Enquanto tudo isso acontecia, a dupla ficou lá dentro, tranquila, sendo servida como príncipes. Olhavam para trás entre um gole e outro para rir mais um pouquinho da nossa cara e nos mostrar o dedo do meio.

A polícia chegou. Ufa, quem sabe agora vai nos escutar? Pff. Não dá pra fazer nada não, moça. Se você quiser, vai ter que ir até a putaqueopariu fazer um BO junto com os seus agressores. Tudo o que você precisa ouvir em um momento traumático e sem nenhum suporte.

Um dos agressores finalmente saiu do bar para falar com a polícia. E a cena foi a seguinte: ele e o policial se cumprimentaram com um toque íntimo de mão e algumas risadas. Apontaram para nós, nos chamaram de histéricas, e retornou para sentar dentro do bar com seu amigo. Tranquilo. Suave.

Tudo isso aconteceu diante dos nossos olhos ardendo de chorar de impotência e raiva. Nenhum grito foi suficiente para ser ouvida: nem pelos dois caras, nem pela equipe do bar, nem pela polícia. Ninguém saiu perdendo, só nós: as mulheres, vítimas daquela merda toda.

#‎vamosfazerumescândalo‬

EDIT: Essa é a página do bar. Sintam-se à vontade para dizer para eles o que vocês pensam. https://www.facebook.com/Quitandinha-Bar-339947812719370/

Com relação ao texto em si, poderia dissecá-lo ponto a ponto, mas não farei isso. Vou ressaltar apenas 2 trechos que eu considero mais relevantes (e menos enfadonhos, se possível):

Ponto 1) A garota afirmou (trecho grifado, em negrito) que não foi até a delegacia fazer o Boletim de Ocorrência porque “vai ter que ir até a putaqueopariu fazer um BO junto com os seus agressores“. São duas mentiras numa única frase.

Ela não era obrigada a ir até a delegacia JUNTO com os supostos “agressores”. Ela poderia ir sozinha (ou acompanhada da amiga, ou dos amigos que haviam saído para fumar, todos ao mesmo tempo, quando a suposta agressão convenientemente teria acontecido).

Sim, registrar um BO é chato, pode ser demorado se a delegacia estiver cheia, mas EM SE TRATANDO DE UM CRIME, É UMA ETAPA FUNDAMENTAL DO PROCESSO LEGAL. Ninguém gosta, entendo eu, mas é necessário. Eu já estive em delegacias, em horários diversos, para fazer BO. Ok, é um saco, mas é necessário.

A segunda mentira foi “ir até a putaqueopariu” para fazer o BO. A imagem abaixo mostra a distância entre o bar aonde a garota estava e o 14.o Distrito Policial (Pinheiros):

paularosiska_2016-Feb-16

Apenas 750 metros separam o bar da Delegacia aonde ela poderia ter feito o BO. Segundo o Google Maps, são NOVE MINUTOS A PÉ. Além disso, eu conheço aquela delegacia, e é uma das mais aprazíveis (dentro do possível) da cidade de SP – ao menos entre as que eu conheço.

Resumindo, ela poderia ter feito o BO, o que serviria para as medidas legais pertinentes a posteriori. Ao invés disso, ela preferiu criar um caso nas redes sociais, basicamente para “jogar para a torcida” – até porque no Facebook, você não precisa apresentar evidências nem testemunhas, basta contar a sua versão (ainda que ela seja repleta de furos e bastante inverossímil).

Usar Facebook, Twitter e outras redes sociais para reclamar de um serviço ruim prestado por uma empresa, uma bagagem extraviada ou um produto defeituoso é uma coisa relativamente comum, mas um crime não deve ser tratado neste palco. Crime é coisa séria, grave, e DEVE ser reportado às autoridades competentes (ainda que sejam, muitas vezes, incompetentes).

Por que a garota recorreu ao Facebook e não à delegacia de polícia? Por que ela preferiu sentar à frente do computador ao invés de usar os canais legais? A resposta a esta pergunta está no ponto 2, logo abaixo.

PONTO 2) Chamo a atenção do leitor para as últimas linhas do “textão” da feminazi: “#‎vamosfazerumescândalo‬  EDIT: Essa é a página do bar. Sintam-se à vontade para dizer para eles o que vocês pensam. https://www.facebook.com/Quitandinha-Bar-339947812719370/”

A verdadeira natureza do jogo está neste trecho final: a agenda da garota é criar um ESCÂNDALO, achincalhar o bar, e não buscar reparação judicial pela suposta agressão sofrida.

Ela usa a hashtag VAMOS FAZER UM ESCÂNDALO. Não tem como ser mais claro do que isso: pouco importam evidências, testemunhos, apuração de fatos inerentes a uma investigação criminal – o importante é fazer escândalo, dar um jeito de arranjar 2 minutos de fama ao ser notícia em alguns jornais e sites (especialmente sites pavorosamente ruins, como os Huffington Posts da vida), e tentar colar a versão de que o bar é machista e preferiu apoiar os “agressores” ao invés de tomar um atitude favorável às supostas “vítimas” do machismo. Aliás, quem quiser ver mais sobre o assunto: AQUI.

Esta é a essência da agenda das feminazis: criar machismo aonde ele não existe, criar vítimas aonde elas não existem. O problema é que as empresas, agora, estão no alvo dessa agenda feminazi, como eu já demonstrei diversas vezes aqui no blog (AQUI, AQUI, AQUI). As empresas estão servindo de catapulta, um instrumento de uma agenda burra.

Se a garota realmente tivesse passado pela situação que ela descreveu, o caminho lógico seria acionar a justiça – e, para isso, precisaria do BO. Mas o interesse dela é outro, a agenda é outra. O que ela quer é levar alguns incautos a acreditarem que a versão dela é real, que aquela historinha aconteceu, que TODOS os homens são nojentos, asquerosos, machistas etc… O típico e surrado mimimi das feminazis.

Mas e o Bar Quintandinha?

Como de costume, enfiou os pés pelas mãos no que diz respeito ao relacionamento cliente-empresa e levou nota zero no quesito relações públicas.

Porém, o Meio & Mensagem publicou um texto sobre o caso que, ao invés de tratar dos fatos, assume como verdadeira a ficção feminazi e já trata o Bar como culpado pela suposta agressão. Se a questão é preservar a marca do Bar Quitandinha, a autora do texto sugere…NADA!

Uma marca tem uma determinada reputação: ela pode ser vista como uma marca confiável, moderna, inovadora, cara, durável, problemática, de alta ou baixa qualidade etc. Cabem diversos adjetivos. Não conheço este bar, não faço idéia de qual seja o posicionamento de mercado dele – mas, de qualquer forma, ele deveria ter agido de forma a mostrar aos seus clientes que se trata de um estabelecimento seguro, confiável, no qual homens e mulheres podem saborear bebidas e comidas saborosas para aproveitar seu tempo com os amigos. Isso é fundamental para um bar e/ou restaurante.

Ao invés disso, a postura do Bar Quitandinha foi errática. Num primeiro momento foi evasiva, apenas deixando nas entrelinhas insinuações de que a cliente distorceu o que aconteceu. Depois, exagerou na agressividade, dando destaque ao vídeo que contém imagens da câmera de segurança:

Sim, a filmagem da câmera de segurança realmente desmonta a maioria das acusações da feminazi, mas nem todas. Um bom resumo disso eu vi no YouTube do Izzy Nobre:

Quem abre um bar na Vila Madalena deve estar preparado para lidar com o público que frequenta a região – há desde os bichos-grilo cheios de dinheiro que fingem ser pobres e defendem o socialismo enquanto o papai estiver bancando seus luxos, até os mauricinhos e patricinhas “clássicos”, há os que vão para “pegar” o maior número possível de mulheres (e as mulheres que vão para “serem pegas” pelo maior número possível de homens) etc. É uma selva. Mesmo. Na época do Carnaval, aliás, aquela região fica particularmente intransitável na minha opinião.

Mas  é do jogo. Trata-se, no fim das contas, de SEGMENTAÇÃO DE MERCADO. Há lugares (bares, “boates” etc) que se propõem a ser pontos de “pegação”, ou seja, quem vai lá ESPERA “pegar” alguém; há, também, locais destinados a famílias, outros para quem está namorando etc.

Se uma empresa se propõe a ser um local “de pegação” deve estar preparada para lidar com os folgados e sem noção que exageram no flerte e acabam sendo agressivos, indesejáveis ou até mesmo criminosos. E o estabelecimento precisa saber lidar com isso – ou então deve mudar de ramo.

Quer um bar ou um restaurante “familiar”? Ok, é uma escolha de segmentação que implica diversas ações práticas – desde a localização até o som ambiente, passando pelo treinamento dos garçons e infra-estrutura (um fraldário, por exemplo). Num bar que se destina a ser frequentado por jovens dispostos a flertar, um fraldário não é adequado, assim como o perfil dos garçons também deve ser diferente. Já um bar que pretenda ser frequentado por casais (namorados, marido e mulher etc), é cabível uma iluminação mais intimista e um som ambiente moderado, um cardápio “romântico”, velas nas mesas etc…

Tudo isso é absolutamente básico, elementar, óbvio. 

O Bar Quintandinha quer ser frequentado por jovens que vão lá para flertar e “ficar” com garotos e garotas com os hormônios em ebulição (e geralmente regados no álcool)? Então precisa saber lidar com este público-alvo.

Porém, o maior erro do texto do Meio & Mensagem é esquecer que a marca deve preservar seus valores: se uma pessoa desequilibrada, infeliz ou desocupada resolve criar uma campanha de difamação do estabelecimento, ele deve ficar quieto e ver sua reputação ser achincalhada? A fofinha sugere que o Bar fique apenas observando as loucas e tresloucadas de sempre afirmando as coisas mais absurdas sobre a empresa e a marca? Essa é a melhor solução para preservar a marca, ficar de braços cruzados enquanto as feminazis difamam e caluniam a empresa, os proprietários e os funcionários?

CLARO QUE NÃO!

Espero, sinceramente, que os donos acionem a feminazi judicialmente, pois ela está, desde o início, agindo com o intuito de “fazer um escândalo” (ela mesma escreveu isso, lembra?!). Ela se coloca como vítima, afirma (TEXTUALMENTE) que quer fazer um escândalo e ainda dá o link da página do bar, para que as pessoas sensibilizem-se com a sua história triste (ela foi VÍTIMA! Coitada!!) e sigam para a página do Bar para xingar os donos, os funcionários etc…

Aliás, acabei de visitar a página do Bar Quitandinha no Facebook. Desde o dia 6 de Fevereiro foram SEIS postagens tratando do caso da feminazi – desde então, a página do bar não trata de outro assunto. A redação dos posts é claramente amadora (não só pelos erros gramaticais, mas pelos erros de posicionamento), e transparece um certo desespero – como quem diz “pelo amor de Deus, parem de falar disso! Não sabemos mais o que fazer!!!“.

Não sabem mesmo. Infelizmente.

 

PS: Como há chances de que a feminazi venha a apagar seus posts (nunca se sabe), seguem abaixo os print-screens (tive que dividir, pois era muito longo para uma tela apenas).

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O impacto de mudanças nas leis nos negócios das pequenas empresas

Aproveitei o feriado prolongado para colocar em dia a leitura dos meus RSS de blogs que gosto (mas estava difícil acompanhar por falta de tempo), e me deparo com este texto do Mansueto Almeida (íntegra AQUI):

Nesta terça-feira, dia 24 de março de 2015, o Senado Federal aprovou o PLS 201 (clique aqui) que modifica a cobrança do ICMS quando empresas, sujeitas a contribuição do ICMS pelo mecanismo de substituição tributária, venderem para microempresas e empresas de pequeno porte enquadradas no SIMPLES.

O que significa isso para nós leigos? uma coisa muito simples. Uma empresa grande, por exemplo, de refrigerante, quando recolhia o ICMS pelo mecanismo de substituição tributária pagava a alíquota cheia independentemente de vender para empresas grandes (supermercados) ou a mercearia do seu Raimundo  (uma vendinha pequena enquadrada no SIMPLES).

Esse tipo de operação não causava problema algum para operações entre grandes empresas, mas para o seu Raimundo causava problema porque ele pagava o preço com o ICMS cheio incorporado ao preço do produto e não gerava crédito tributário (ou gerava um crédito tributário difícil dele compensar porque já pagava uma alíquota menor de ICMS). E agora? Bom, agora, com o PLS 201 aprovado nesta semana pelo Senado Federal,  quando uma empresa grande vender para a mercearia do seu Raimundo só poderá cobrar um ICMS de 3,95%.

Isso significa, na prática, que o seu Raimundo vai comprar os biscoitos, leite e refrigerantes mais baratos, porque o ICMS incorporado no preço do produto será menor, e os estados perderão em conjunto uma receita anual de cerca de R$ 10,7 bilhões, de acordo com as  simulações feitas por assessores técnicos no Senado Federal. Se a lei for aprovada na Câmara dos Deputados e sancionada pela Presidente o efeito será imediato: governos estaduais perderão ao longo de 12 meses R$ 10,7 bilhões. Os estados terão mais uma perda de receita e ficará ainda mais difícil cumprir o primário.

Ao ler coisas assim, é inevitável me lembrar de como as pequenas e médias empresas têm dificuldades para acompanhar as mudanças nas leis que têm impacto direto no dia-a-dia de seus negócios. Neste caso específico, a mudança é boa para as pequenas e médias empresas que recolhem ICMS, mas os Estados não vão gostar muito disso.

E houve também a recente aprovação de mudanças na legislação tributária envolvendo o comércio eletrônico, que vai causar um rombo nas finanças do Estado de São Paulo, mas vai acabar beneficiando Estados periféricos, nos quais poucas empresas têm suas sedes. Desta forma, o Estado de São Paulo vai continuar bancando o governo federal, o que significa menor capacidade de investimento nas áreas de responsabilidade do Estado, como segurança e educação.

A propósito: é interessante perceber o valor obsceno que pagamos de impostos, taxas e tributos, e o retorno PÍFIO que obtemos do governo – nas áreas como saúde, educação, segurança, infra-estrutura etc.

Chega de papel: digitalizar é a solução

Há alguns anos, participei de uma banca de plano de negócios cujo mote era criar um empresa para digitalizar documentos importantes, que não poderiam ser destruídos. Infelizmente, não me lembro o nome do aluno que fez este plano, mas lembro que não apenas o plano em si estava muito bem feito, mas que a idéia que sustentava a empresa era muito boa. Aliás, era e ainda é.

Hoje leio na Folha o seguinte (íntegra da matéria AQUI, disponível apenas para assinantes):

O espaço limitado dos escritórios de advocacia, bancos, seguradoras e até hospitais em São Paulo e no Rio virou um negócio de alta tecnologia para guardar documentos, contratos e notas fiscais para gestores de documentos e arquivos, como a P3Image.

Da simples digitalização de notas e contratos, a empresa passou a fazer o serviço completo de gestão de arquivos e até prontuários médicos para clientes que não têm espaço nem funcionários suficientes para lidar com herança passada dos negócios.

A empresa faz a coleta periódica dos documentos na sede de clientes como a seguradora SulAmérica, as Lojas Marisa e o hospital São Luís. Depois etiqueta folha com código de barra, confere os dados, digitaliza as páginas e disponibiliza a imagem, pela internet, para todos os funcionários da empresa que tiverem o acesso autorizado.

Os documentos originais são arquivados no galpão da própria P3, sendo que alguns mais sensíveis -microfilmes, negativos de fotos, CDs, DVDs etc- vão para cofres projetados contra a ação da umidade, insetos e incêndio.

Um desses cofres, cujas imagens são gravadas e monitoradas 24 horas, está programado para retirar todo o ar em caso de incêndio, evitando a proliferação do fogo.

No Brasil, a Receita Federal pede que recibos e notas fiscais fiquem guardados por cinco anos. Prontuários médicos devem ser mantidos para sempre pelos hospitais, mesmo após a morte do paciente. Até a gravação de conversas de consumidores no call center podem ser requisitadas a qualquer momento pelas ouvidorias e órgãos de defesa do consumidor.

Além de se livrar da papelada, a empresa que digitaliza os documentos ganha agilidade para lidar só com a imagem on-line dos originais.

“Um documento parado um dia na mesa de um funcionário pode significar vários negócios perdidos. Só ele tem acesso. Digitalizado, fica disponível ao mesmo tempo para todos na empresa. É a chance de vender um produto complementar, oferecer um serviço importante, evitar uma possível reclamação e entender as necessidades do consumidor”, disse Paulo Carneiro, 43, dono da P3.

A sede fica em um antigo galpão da Lapa (zona oeste de SP), que parece uma grande biblioteca, com quilômetros de estantes e milhares de caixas de arquivos.

Se alguém precisar dos originais (por exemplo, para cumprir o pedido de um fiscal ou uma decisão judicial), o cliente faz a solicitação on-line e recebe o documento original em até três horas.

Em suma, o negócio é extremamente interessante!

Posso dar como exemplo eu mesmo: há alguns anos venho tentando eliminar papéis, de todas as formas possíveis – digitalizando documentos, notas fiscais, recibos etc. Recentemente, aliás, cancelei minha assinatura do ValorEconômico para fazer a assinatura exclusivamente da edição digital, que não ocupa espaço nenhum em casa e/ou na minha mesa.

Além disso, procurar uma reportagem na versão digital é muito mais rápido e eficaz do que folhear “trocentos” jornais impressos!

O ufanismo da Luiza Trajano que “viralizou”

Luiza Trajano, presidente do Magazine Luiza, esteve no programa Manhattan Connection recentemente, e hoje me dei conta de que a sua entrevista acabou se tornando assunto que “viralizou” – lamento, mas este é o termo que virou moda, a despeito de ser bastante boçal.

Supostamente, ela teria “humilhado” o Diogo Mainardi quando tratou da situação do varejo (e, de forma mais abrangente, da economia) do Brasil. Primeiro, vamos ao vídeo:

Só agora há pouco tive chance de assistir ao vídeo na íntegra. E percebo que não houve nenhuma “humilhação” ou nada do gênero – aliás, pelo contrário: o Diogo Mainardi só errou em UM único dado, referente à inadimplência no Brasil em 2013. De resto, ele estava certo.

ATUALIZAÇÃO/CORREÇÃO – Depois que já havia publicado o post, o Diogo Mainardi colocou no Twitter o link da fonte que ele usou para afirmar, no programa, que a inadimplência de 2013 havia crescido. Ele está certo. Segundo dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o índice de inadimplência realmente cresceu em 2013. Eis aqui o link da reportagem. Assim sendo, preciso ME corrigir: o Mainardi não errou em nada. No quesito da inadimplência, ele citou uma base de dados (CNDL, que usa dados do SPC), e a Luiza Trajano usou outra (Serasa). Cabe ressaltar, ainda, que quando o programa foi gravado, a Serasa ainda não havia tornado públicos os dados de 2013. Então, não era possível o Mainardi saber desse resultado quando da gravação do programa.

“Há três espécies de mentiras: as mentiras, as mentiras sagradas e as estatísticas.”
Mark Twain

Vamos por partes.

1) Eu sou acionista do Magazine Luiza, e não vejo, nem nos dividendos e nem nos balanços, esse otimismo todo da Luiza Trajano. O varejo cresceu menos do que a inflação OFICIAL (e a inflação oficial é uma piada hoje no Brasil – eu sinto, nas minhas compras no supermercado, uma inflação de mais de 13% fácil, fácil. Além disso, estamos na época da “contabilidade criativa” de um governo que não hesita em mentir). Quando você cresce menos do que a inflação, significa que, na prática, você NÃO cresceu. Comprei ações do Magazine Luiza faz tempo, e o retorno sobre o meu investimento, até aqui, está negativo.

Houve, sim, uma “explosão” do varejo há alguns anos. Mas já acabou. Os dividendos que eu recebo provam isso. Os balanços do Magazine Luiza e das demais varejistas mostram isso. O problema é que são dados pouco compreensíveis para quem é afeito a “vídeos viralizados”.

Eis aqui uma pequena amostra do que ocorreu com as ações do Magazine Luiza entre 2011 e ontem (21/01/2014):

Google Chrome

Como presidente do Magaine Luiza, será que a Luiza Trajano vai dizer que as ações da empresa caíram tanto devido a uma gestão ruim ou porque o ambiente de negócios (Brasil) deteriorou-se significativamente? Será que o ufanismo se aplica às ações da empresa que ela preside?

2) O Magazine Luiza virou case em Harvard há mais de uma década; de lá pra cá, eles estancaram: zero de inovação. Não souberam dar sequência no boom do crescimento inicial. Além disso, o atendimento ao cliente NÃO é dos melhores. E quem fala isso é um cliente que desistiu de comprar no site do Magazine Luiza – eu prefiro comprar na Fast Shop.

Mas você é acionista do Magazine Luiza e compra na concorrência?

Sim.

O Magazine Luiza (ao menos o site, por onde eu compro 99% das vezes) tem pouca variedade e os preços não são tão mais baixos do que a concorrência – que tem maior diversificação e sistema de entrega (logística) superior. E, quando precisei do atendimento para resolver um problema, foi um desastre. Sou um consumidor exigente, então fui para a concorrência. Simples.

3) Há mais de uma década o varejo é o maior empregador no Brasil (exceto governos). Isso é realidade há muito tempo, aliás. Mas a Luiza fala disso como se fosse algo novo, recente, uma novidade que ninguém sabia. Eu poderia puxar dados e contextualizações que trariam à tona a automação industrial e a adoção de máquinas e equipamentos mais eficientes na agropecuária, o que reduziu a mão de obra no campo e na indústria, deixando o setor de comércio e de serviços com a maior parcela do “Pessoal Ocupado (PO)” nos levantamentos do IBGE, mas não vou me dar ao trabalho.

A tabela abaixo dá uma idéia disso (e pode ser consultada diretamente no site do IBGE, aqui):
Google Chrome 2

4) Sobre a inadimplência: a Serasa divulgou ontem (21/01) os dados consolidados de 2013. Sim, houve uma pequena redução da inadimplência em 2013, mas tanto em 2011 quanto em 2012 o aumento havia sido recorde. Os detalhes estão aqui. O Mainardi errou com relação a 2013, mas a Luiza errou quanto a todos os outros: desde que a Serasa começou a fazer este levantamento/índice, em 2000, foi a PRIMEIRA VEZ QUE HOUVE QUEDA – e, ainda assim, de apenas 2%. [VER ATUALIZAÇÃO/CORREÇÃO FEITA ANTERIORMENTE: O Mainardi não errou, ele citou outro dado/fonte]

Finalmente, quero lembrar de uma coisinha. Alguns anos atrás, o Eike Batista foi ao mesmo programa; o Mainardi questionou o otimismo exacerbado dele com o Brasil e questionou a solidez das empresas do grupo. Na época também disseram que o Mainardi estava errado, e que a resposta do Eike Batista havia “humilhado” o pessimista Mainardi. Eis aqui o vídeo:

Hoje, 2014, o que aconteceu com o Eike Batista? No ano passado, a verdade apareceu: as empresas do “grupo EBX” viraram pó. Não valem nada. O BNDES, que emprestou mais de R$ 10 bilhões, tomou calote.

A Luiza é muito simpática etc etc etc. Eu gosto dela. Mas ela, hoje, depende do governo em diversos aspectos: não apenas dinheiro do BNDES, mas o Magazine Luiza foi o primeiro varejista a aderir ao “Minha Casa Melhor”, que conta com linha de crédito da Caixa para vender eletrodomésticos, e faz tempo que ela é cotada para integrar o governo. Alguém acha que ela vai abrir mão disso tudo para “falar a verdade” num programa de TV que não é visto nem por 1% da população do Brasil, numa entrevista que dura menos de 15 minutos?

“Estatística é a arte de espancar os números até que eles confessem.”
Millôr Fernandes

“Contra fatos não há argumentos”, alguns dizemDepende.

Hoje em dia está cada vez mais “normal” os fatos serem distorcidos e espancados até que eles “confessem” aquilo que se pretende. Um exemplo recente: o IBGE mudou os métodos de cálculo do índice de desemprego. Num único dia, o Brasil passou de uma taxa de 5% para mais de 7,4%. Detalhe: em 2003 o IBGE já havia alterado seus métodos, o que reduziu o índice de desemprego da noite para o dia.

Porém, se o IBGE passasse a adotar os mesmos critérios usados na Europa para medir o desemprego, o Brasil hoje estaria com índices na casa dos 20%. Evidentemente isso não impede que muita gente fique exaltando o suposto “pleno emprego” no Brasil.

Leituras adicionais recomendadas:

O questionável otimismo de Luiza Trajano com o governo Dilma

Todo mundo sabe que a economia brasileira está com problemas… menos a Luiza 

Enquanto depender de “bolsas” e outras esmolas, o Brasil continuará subdesenvolvido

Muita gente, seja por ignorância (no sentido de falta de conhecimento, informação e/ou capacidade analítica), seja por má-fé (exemplificado pelo JEG, o Jornalismo da Esgotosfera Governista, ou seja, blogs e sites vagabundos que só existem graças ao patrocínio de estatais a dejetos como CartaEstatal, Nassifras, Brasil 171 (2+4+7) e outras porcarias do mesmo naipe), não percebe o problema (atual e futuro) gerado pela mentalidade de dependência do Estado criada pelo PT, especialmente representado pelo Bolsa-Família.

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Ontem li esta matéria (na íntegra AQUI), e pensei nessa dependência estatal desenfreada, em oposição ao bom e velho capitalismo, que permite (e incentiva) o mérito próprio, o desenvolvimento, a melhoria constante, o esforço individual etc:

Quatro meses atrás, o morador de rua nova-iorquino Leo Grand não sabia nada sobre programação, nem se quer usar um computador. Mesmo assim, o homem, que dormia na rua desde 2011, escolheu receber aulas de programação a ganhar uma esmola de US$ 100 em dinheiro. O resultado? Após 16 semanas de aulas diárias, Grand lançou seu primeiro aplicativo, o Trees for Cars, já disponível para download por US$ 0,99 no iTunes Store, para sistema iOS, e no Google Play, para Android.

Tudo começou em 22 de agosto, quando o programador de 23 anos, Patrick McConlogue, abordou Grand na rua para fazer a proposta. Ao aceitá-la, o mendigo ganhou um notebook com 3G, bateria solar e acesso ao Codeacademy, plataforma que ensina programação grátis.

McConlogue dava aulas diárias de programação ao morador de rua em lugares ao ar livre – onde Grand normalmente passava o resto do dia. Em dias nublados ou muito frios, no entanto, um porteiro de um apartamento de luxo ao redor o deixava carregar seu computador em uma das tomadas do edifício.

Isso aconteceu em New York, ou seja, num país capitalista, historicamente afeito ao empreendedorismo. Um país que tem um ambiente favorável ao desenvolvimento de empreendimentos que independam do governo (a despeito da abordagem patética dos Obamas da vida), e que oferece condições para que os ganhos dos empreendedores sejam atrativos para que eles assumam riscos.

Diferentemente do Brasil, aonde o governo chega a pagar para que o sujeito fique em casa, desocupado, fazendo filho para ganhar mais dinheiro do governo…

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