Ministro boçal e autoritário recua das decisões estapafúrdias

Felizmente, o Ministro da Educação, o lunático boçal Ricardo Velez Rodriguez, recuou.

As decisões autoritárias, boçais e ilegais detalhadas AQUI não serão levadas a cabo. A matéria, na íntegra AQUI, é da Folha, e os grifos são meus:

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, fez um novo recuo e desistiu de pedir que diretores de escolas gravem e encaminhem ao governo vídeos de alunos cantando o hino nacional. Um novo comunicado deve ser encaminhado às escolas com a retirada desse pedido.

Vélez já havia admitido na terça-feira (26) o erro de incluir em uma carta enviada a escolas de todo país o slogan de campanha do presidente Jair Bolsonaro, que deveria ser lido aos alunos. Mas o pedido de filmagem dos alunos havia sido mantido numa nova versão da carta, que passou a citar a necessidade de autorização dos pais para as filmagens —o que antes nem sequer era citado.

As redes de ensino foram pegas de surpresa e ao menos dez governos estaduais divulgaram que não seguiriam as orientações do MEC para as filmagens. A Folha apurou que a consultoria jurídica do MEC não havia sido consultada antes do envio da carta às escolas.

Em resposta ao MPF (Ministério Público Federal), o Ministério da Educação informou na quarta-feira (27) que haveria dificuldades técnicas e de segurança para armazenar os vídeos.

“Cumpre-me anotar, a propósito, que recebi notícia, há pouco, do Gabinete do Exmo. Sr. Ministro de Estado da Educação, no sentido de que, por razões técnicas de dificuldade de guarda desse material (imagens e sons), bem como de segurança, determinará a expedição de nova comunicação, com a retirada do pedido de produção e envio de vídeos”, diz ofício da consultoria jurídica do MEC, assinada pelo consultor jurídico Cássio Cavalcante Andrade.

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do MPF havia exigido que o ministro apresentasse justificativa para a carta enviada às escolas em que se pedia filmagem de alunos cantando o Hino Nacional e a repetição do slogan da campanha. O ofício citava o desrespeito a 17 preceitos constitucionais e legais.

Na resposta, o MEC insiste que o ministro já admitiu o erro ao inserir na mensagem às escolas o slogan da campanha de Bolsonaro e que, no geral, o atendimento aos pedidos era voluntário. O ministro assumiu o erro um dia após a polêmica com a carta.

“[O ministro] fez publicar nova nota, com correção, em que suprimiu o slogan de campanha presidencial e salientou o caráter espontâneo e voluntário da ação [que se refere à leitura de uma mensagem do ministro e a gravação dos alunos cantando o hino]”, diz o ofício. O texto defende que o encaminhamento de uma nova versão da carta corrigida denota a boa-fé do ministro e afastaria a ação de confronto com o princípio constitucional da impessoalidade.

O governo ainda argumenta que os atos de sugerir que os alunos cantem o hino, bem como a leitura de uma mensagem do ministro aos alunos, não poderia ser sinal de censura. “O ministro da Educação até poderia, em principio, valer-se de uma mensagem institucional, a ser veiculada pela grande mídia, para transmitir essa mesma mensagem à comunidade escolar. Preferiu, no entanto, a forma menos custosa aos cofres públicos, e, a seu ver, a mais efetiva”, diz o ofício.

Evidentemente o recuo é uma boa notícia – porém, a quantidade de merdas que esse tresloucado já falou em apenas 2 meses é um indicativo de que a educação no Brasil seguirá ladeira abaixo.

Conforme apontou corretamente o jornalista Cedê Silva no Twitter, os problemas dessa decisão absurda do Ministro lunàtico incluem:

  • Desvio de função: o MEC existe para cuidar da educação (em tese, claro), e não para produzir vídeos.
  • Ingerência indevida: não cabe a um ministro pedir que uma comunicação sua seja lida para pessoas que não são seus subordinados, especialmente crianças.
  • Uso de imagem: o MEC não pode induzir escolas a enviarem imagens de crianças, especialmente sem autorização dos pais.
  • Uso da máquina: Vélez Rodríguez conseguiu enviar e-mails a todas as escolas do País unicamente por ser ministro da Educação. É uso perverso de mala direta.
  • Slogan eleitoral: Vélez Rodríguez não pediu apenas que seja executado o Hino, mas “que seja lida a carta que segue em anexo nesta mensagem”. O texto encerra com o slogan eleitoral de Jair Bolsonaro: “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos!”.

O jornalista, então, conclui: A ideia do Janine Ribeiro da direita, portanto, não tem um único defeito por causa da música. Podia até ser a música do Sonic. Os defeitos são outros, e muito graves.

Ele está coberto de razão!

Ricardo Vélez Rodriguez (esquerda) e Filipe Martins, o SorocaBannon (ou Robespirralho de Sorocaba), assessor-olavete da Presidência da República

Josias de Souza escreveu um artigo cirúrgico sobre esse desmiolado do MEC, que pode (e deve!) ser lido na íntegra AQUI. Destaco alguns trechos a seguir:

Há no mundo três coisas absolutamente seguras: o nascer do Sol, a morte e a próxima trapalhada do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez. O colombiano que Jair Bolsonaro escolheu para cuidar do ensino no Brasil brinca de ter ideias como quem brinca de roleta-russa, na certeza de que a inteligência que manipula está completamente descarregada.

No seu penúltimno lampejo, o ministro achou que seria uma grande ideia enviar para todas as escolas do país uma recomendação a ser implementada no primeiro dia de aula do ano letivo de 2019. Vélez Rodríguez pede que alunos, professores e funcionários das escolas sejam perfilados diante da bandeira do Brasil. Sugere que sejam filmados entoando o hino nacional.

Os “novos tempos” de que fala o ministro foram inaugurados em 1º de janeiro, dia da posse de Jair Bolsonaro. São tempos estranhos, que provocam uma enorme saudade daquela época em que laranja era apenas uma fruta cítrica e ministro da Educação falava português sem sotaque.

Ao ouvir o trecho da mensagem em que Vélez Rodríguez descreve um Brasil com “educação responsável e de qualidade”, crianças, professores e até os funcionários das escolas sairão gritando pelas ruas: “Quero viver nesse país descrito pelo ministro, seja ele onde for.”

Nada supera, porém, a satisfação proporcionada pela revelação embutida no trecho da mensagem em que o ministro pede que seja recitado em todas as escolas, defronte do pavilhão nacional, o slogan da campanha do capitão: “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos!”.

Até aqui, ninguém sabia direito o que significava “escola sem partido”. Graças a Vélez Rodríguez, a plateia descobre que se trata de um outro nome para “escola com Bolsonaro”. É como na época de Lourival Fontes, o chefe do Departamento de Imprensa e Propaganda do Estado Novo que criou para Getúlio Vargas a logomarca “pai dos pobres”. Vivo, Lourival sapecaria: “A esperteza acima de tudo. O capitão acima de todos.”

Por uma dessas trapaças do destino, Vélez Rodríguez comparecerá nesta terça-feira à Comissão de Educação do Senado. Será a estrela de uma audiência pública. Falará sobre as prioridades de sua pastas. Entre elas, veja você, o programa Escola sem Partido.

No governo do capitão, sinaliza o ministro, o regime é a monarquia. Reina a esculhambação. O novo é coisa muito velha, que Lourival Fontes já fazia na época de Getúlio. A novidade é que agora pode dar cadeia, pois filmar criança sem autorização dos pais é ilegal. E fazer promoção pessoal de agente público é inconstitucional.

Depois de 13 anos de petismo, que ajudaram a sucatear uma Educação que já vinha decadente, teremos mais sei lá quantos anos de bozonarismo, que, pelo visto, conseguirão afundar ainda mais o país. Infelizmente, muita gente AINDA não se deu conta que o bozonarismo é idêntico ao petismo – e isso está gritantemente óbvio.

Autoritarismo e boçalidade do bozonarismo explicitados em determinação ilegal do MEC

Getúlio Vargas determinou a obrigatoriedade da execução do Hino Nacional em todos os estabelecimentos de ensino públicos ou privados do país, através da Lei 259/1936, de 01 de outubro de 1936. Em 1971, durante a ditadura militar, sob Emílio Médici, a Lei 5700/1971 também obrigava a execução do hino nas escolas, mas não definia a frequência com que ele deveria ser cantado pelos alunos. Em 2009, o presidente em exercício, José Alencar, sancionou uma lei que tornou obrigatória a execução do Hino Nacional em escolas públicas e privadas de todo o país uma vez por semana. A regra vale para os alunos do ensino fundamental, e continua em vigor.

Uma curiosidade: em 2009, Fernando Haddad era Ministro da Educação, e seu nome, portanto, consta da lei (e esta lei, na prática, apenas especificou a frequência que a Lei de 1971 não definia, mais nada):

Esse breve histórico serve pra esclarecer que uma determinação do MEC tornada pública ontem (25/02/2019), combina o autoritarismo e a boçalidade típicas do bozonarismo com toques de ilegalidades:

O Ministério da Educação (MEC) mandou nesta segunda para todas as escolas do País um email pedindo que as crianças sejam perfiladas para cantar o hino nacional e que o momento seja gravado em vídeo e enviado para o governo.

O email pede ainda que seja lida para elas uma carta do ministro Ricardo Vélez Rodríguez, que termina com o slogan do governo “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos.”

“Prezados Diretores, pedimos que, no primeiro dia da volta às aulas, seja lida a carta que segue em anexo nesta mensagem, de autoria do Ministro da Educação, Professor Ricardo Vélez Rodríguez, para professores, alunos e demais funcionários da escola, com todos perfilados diante da bandeira do Brasil (se houver) e que seja executado o hino nacional”, diz o texto.

A carta foi enviada para escolas públicas e particulares do País. “Isso é ilegal, o MEC não tem competência para pedir nada disso às escolas”, diz o diretor da Associação Brasileira de Escolas Particulares (Abepar), Arthur Fonseca Filho.

Diretores de escolas ficaram chocados com conteúdo da carta, principalmente porque pede para se filme as crianças. “Solicita-se, por último, que um representante da escola filme (pode ser com celular) trechos curtos da leitura da carta e da execução do hino nacional. E que, em seguida, envie o arquivo de vídeo (em tamanho menor do que 25 MB) com os dados da escola”, diz o corpo do email.

Anexado, o MEC enviou uma carta assinada pelo ministro, que, segundo a recomendação, deveria ser lida aos estudantes. Procurada, a assessoria de imprensa do ministério informou que a carta é apenas uma recomendação e não uma ordem.

A reportagem é do Estadão, e pode ser lida na íntegra AQUI. A cartinha que o Ministro lunático anexou está abaixo:

Cantar o Hino Nacional, obviamente, não é o problema – já é lei há muitos anos, como se viu. Os problemas começam quando um Ministro de Estado quer usar escolas para divulgar o slogan de um político (“Brasil acima de tudo. Deus acima de todos!“, como se sabe, foi o slogan da campanha eleitoral de Jair Bolsonaro), atitude inconstitucional (Artigo 37), e, como se não bastasse, ainda quer filmar crianças (algo ilegal, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente) sendo forçadas a enaltecer este político.

Assim, são dois problemas de ordem legal, e um terceiro, de cunho moral.

Os 2 problemas da ilegalidade são muito óbvios, evidentes, e bastaria que o MEC tivesse, em seus quadros, alguém com um conhecimento elementar de Direito. Infelizmente, o Ministério foi aparelhado por lunáticos do bozonarismo mais delirante, aquela gente tacanha que se acha o Dom Quixote lutando contra o moinho do comunismo em pleno Século XXI.

Depois que a carta do MEC foi divulgada pelo Estadão e começou a repercutir, o exército do gado bozonarista começou a agir nas redes sociais e criou um espantalho: iniciaram a hashtag #HinoNacionalSIM e começaram a despejar bobagens para tergiversar. Os passadores de pano governistas adotaram o discurso de que todos que criticaram esta decisão absurda do MEC estariam contra o Brasil, estariam se opondo à adoção do Hino Nacional – uma mentira elementar. Até o lunático-mor do gado bozonarista reverberou essa falácia tosca:

O astrólogo de Rivotril da Virgínia não sabe que a execução do Hino Nacional já é lei desde 1936

Há, no twitter, milhares de perfis do gado bozonarista mentindo e distorcendo os fatos para minimizar esse absurdo do MEC – e os mais alucinados conseguem inclusive usar o caso para tentar jogar algum tipo de culpa na imprensa(!):

Sim, é ilegal, como já apontei acima. Não há nada de “voluntário”. E, claro, o cerne da questão: não se trata de ser contra o Hino Nacional. Mas lógica e raciocínio não fazem parte do cardápio bozonarista.

Fazendo um pequeno parêntesis… Para mim, nada ilustra melhor o significado do termo “bozonarismo” do que esse vídeo:

O sujeito que aparece neste vídeo chama-se Allan dos Santos, e é o dono de um site chamado Terça-Livre (que possui, também, um canal no YouTube, com mais de 500 mil assinantes). A íntegra deste vídeo pode ser vista AQUI. O trecho que eu separei aparece aos 57 minutos e 32 segundos.

Allan dos Santos, apesar de pregar contra a masturbação, parece ser favorável ao cintaralho e ao fio-terra…
Além da redação impecavelmente tosca (típica de quem é burro mas quer fingir uma erudição que não tem), as “idéias” revelam um lunático completo

Allan dos Santos e seu Terça-Livre (de remédios para controlar a esquizofrenia, aparentemente) representam a essência do bozonarismo, qual seja, a burrice galopante, o autoritarismo latente e a pretensão de ser o único e absoluto dono da verdade de forma messiânica – características já vistas no petismo, aliás.

O Ministro da Educação faz parte do núcleo de lunáticos do governo Bolsonaro – aquela ala sob influência de Olavo de Carvalho, composta pelo Ministro das Alucinações Exteriores, a Ministra-Energúmena Damares Alves (a da goiabeira), e mais alguns assessores e aspones. Um dos aloprados que foram colocados no MEC, aliás, chama-se Murilo Resende Ferreira, cujo “pensamento” pode ser visto na imagem abaixo ou, de forma mais detalhada, neste belo artigo AQUI.

Ricardo Vélez Rodriguez não está preocupado com o analfabetismo funcional, não se importa que alunos do ensino médio não consigam fazer operações matemáticas elementares, nem que professores sejam agredidos em sala de aula, nada disso. A preocupação dele é usar alunos para saudar o governo, de forma messiânica e autoritária.

O bozonarismo acha que estamos numa “NOVA ERA”, tudo porque o líder messiânico, chucro e autoritário deles elegeu-se Presidente. Já vi esse filme em 2002, quando outro sujeito messiânico, chucro e autoritário elegeu-se Presidente também.

Nesta “NOVA ERA”, alunos devem ser filmados enquanto saudam o governo, usando o slogan de um candidato que virou Presidente. Esse filme todos nós já vimos: isso era bastante comum durante o nazismo, o fascismo e o stalinismo, sem falar do maoísmo na China… Regimes autocráticos, sob líderes messiânicos e tiranos se repetem na História – e seus métodos não variam muito na essência.

Infelizmente, esse tipo de autoritarismo messiânico e chucro encontra um campo fértil para disseminar-se entre os milhares de boçais que acham que redes sociais servem para despejar lixo:

As semelhanças entre o petismo e o bozonarismo estão evidentes – e alguns são incapazes de ver, enquanto outros apenas se recusam. Deploravelmente, o Brasil perdeu mais de uma década graças ao petismo – e, ao que tudo indica, vai perder mais uma, chafurdando na mesma lama, ainda que sob um nome diferente.

Idiotas do bem manipulados por fascistas milionários querem controlar a propaganda

Excelente (como de costume) a coluna do Pondé da última segunda-feira:

E os idiotas do bem atacam de novo. Você não sabe o que é um idiota do bem? Explico: é alguém que tem certeza de participar do grupo que salva o mundo. Mas essa categoria contemporânea tem subespecificações. Hoje, vamos analisar uma delas.

Você sabia que tem gente por aí apoiando a proibição de propagandas de bebidas alcoólicas nos meios de comunicação?

Um dos traços desse subtipo de idiotas do bem é gozar com leis que incidem sobre hábitos e costumes. No caso do álcool, se eles pudessem, votariam a favor do retorno da “prohibition” –lei seca americana que deu impulso ao crime organizado.

O que está por detrás dessa ideia de proibir a propaganda de álcool é uma mentalidade totalitária. Uma coisa que rapidamente esquecemos é que toda forma de repressão vê a si mesma como uma forma do bem instituído na norma.

Daqui a pouco se proibirá a publicidade de carros (causam acidentes), aviões (caem), batom (dá vontade de beijar a boca das mulheres e isso pode ser anti-higiênico), churrascaria (colesterol), café (causa ansiedade), xampus (os cabelos reais nunca são tão lindos quantos os das propagandas), bolas de futebol (os meninos podem cair e quebrar a perna), livros (existem livros que propõem coisas absurdas), telefonia celular (já se fala em pessoas viciadas em celulares), televisão (crianças podem ver coisas erradas na televisão), computadores (a internet é incontrolável), turismo (pessoas podem pegar infecção intestinal viajando), água (pode estar contaminada), metrô (pode descarrilar), ônibus (capotam)… A lista é cansativa, como tudo que brota da alma dos idiotas do bem quando resolvem salvar o mundo de nós mesmos.

O ódio à espécie humana é comum em quem é intolerante à contingência. Às vezes, a intolerância vem disfarçada de amor ao próximo e à sociedade.

A “sujeira” humana é insuportável para os idiotas do bem que sonham com um mundo em que apenas eles possam viver e tudo seja limpinho.

O objetivo é estabelecer um controle absoluto de tudo na vida, matá-la em nome desse controle. A contingência, inimiga mortal das almas pequenas, é o foco de leis como essa: proibindo a publicidade de bebidas alcoólicas, os idiotas do bem entendem que controlarão o uso de álcool.

Recomendo, fortemente, para essas almas pequenas, a leitura do maravilhoso “Antifrágil”, de Nassim Nicholas Taleb, publicado no Brasil pelo selo Best Business, da editora Record.

O conceito de “antifrágil” não é sinônimo de forte ou robusto, ou inquebrável. A ideia de Taleb é que, quando se acua excessivamente a contingência, ela “se vinga”.

Sistemas muito puros ou controlados estariam condenados a essa vingança da contingência. A “saída” é ser meio “sujo”, meio “incerto”, “educado pela contingência”, aprendendo a conviver com ela.

Taleb identifica, como seria de se esperar, a modernidade como sofrendo desse mal: nas palavras do próprio autor, “o intervencionismo ingênuo moderno”.

Como, aliás, já ficava claro nas propostas utópicas de filósofos como Francis Bacon (1561-1626) para sua “Nova Atlântida”, o foco da ciência seria “atar a natureza” para que ela nos entregasse nossas melhores condições de vida.

Sem cairmos numa defesa ingênua da vida natural “livre”, trata-se de entender que o controle excessivo da vida a torna insuportável. Quem muito se lava padece de bactérias superpoderosas.

O mundo contemporâneo, na mesma medida em que se masturba com a autoimagem de “livre”, sofre de uma profunda compulsão de controle da contingência em todos os níveis.

Ser antifrágil é aprender que “pequenos” e contínuos efeitos da contingência são assimiláveis e formadores da sobrevivência, enquanto que a negação pura e simples desses efeitos prepara a vingança da contingência.

O mundo, cada vez mais, é habitado por jovens assustados, ansiosos, inseguros nos afetos, com medo de ter filhos (mente-se muito sobre isso tudo), que temem uma vida que, ao contrário do que lhes foi prometida, está sempre além de nossa capacidade de previsão e controle.

Jovens inseguros e ansiosos: eis a vingança da contingência.

Sempre houve idiotas que acham que devem salvar o mundo de propagadas disso ou daquilo – vejam o caso do Instituto Alana, uma ONG asquerosa que pratica há muito tempo esse “fascismo do bem”: um grupo de playboys ricos e mimadinhos que acham que podem (e devem!) dizer a cada pai e mãe como devem educar seus filhos.

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O leitor nunca ouviu falar no Instituto Alana? Alexandre Borges tem alguns detalhes pouco conhecidos:

Se você não sabe quem trocou a TV Colosso pela Fatima Bernardes, aqui vai uma dica.
Ana Lucia de Mattos Barretto Villela, R$ 5 bilhões de patrimônio segundo a Forbes, fundou em 1994 o Instituto Alana, ONG que trava uma jihad contra a publicidade infantil. Seu marido é o CEO da organização.
A fortuna de Ana Lucia é fruto da herança recebida por ser bisneta do fundador do Itaú. Ela tem 42 anos e é a mais jovem bilionária do país. Desconheço se ela tem problemas com propaganda de bancos, como do seu Itaú, mas o Kinder Ovo e o Danoninho são alguns dos alvos da atuação da sua ONG.
Depois de muito tempo, energia e dinheiro investidos, a publicidade infantil foi praticamente banida do país. São tantas restrições e regulações que o mercado de propaganda de produtos para crianças é uma mera sombra do que já foi. E com ela a programação matinal para crianças em TV aberta, com raras exceções como os desenhos do SBT.
Em 2014, a Maurício de Sousa Produções (MSP), da Turma da Mônica, divulgou um levantamento feito pela GO Associados. O estudo dizia que o mercado de produtos infantis gerava R$ 51,4 bilhões no Brasil por ano, mais de R$ 10 bilhões em salários e quase R$ 3 bilhões em impostos. Com as proibições e constrangimentos criados para a propaganda infantil, o Brasil perderia R$ 33,3 bilhões em produção, R$ 6,4 bilhões em salários e R$ 2,2 bilhões em impostos.

No mundo real, longe das boas intenções dos discursos preparados pelas mais caras empresas de relações públicas e advocacy, a perseguição ao Kinder Ovo e ao McLanche Feliz representaram um desastre econômico e também cultural. Sem propaganda infantil, não há programação infantil.
O ataque à publicidade infantil é também a porta de entrada para que o conteúdo destinado a crianças fosse substituído pelo lixo ideológico de Fatima Bernardes e afins. Enquanto as gerações anteriores de crianças viam desenhos animados na TV aberta, hoje assistem doutrinação sobre mudança de sexo para menores de cinco anos.

O problema não afeta diretamente os clientes de TV por assinatura que podem trocar Fatima Bernardes pelo Cartoon Network ou Discovery Kids, mas quem só tem TV aberta vai ter que se contentar com seus filhos tendo aula de funk ou aprendendo a trocar de sexo.

Melhorar o mundo passa por esquecer os discursos encomendados, as palavras fáceis, os apelos emocionais, e buscar compreender o que acontece na prática quando se ataca um setor produtivo da economia por motivos meramente ideológicos.

Os bilionários continuarão educando seus filhos em escolas estrangeiras e oferecendo tudo que o dinheiro pode comprar. Já os filhos do resto da população vão sendo educados pela Fatima Bernardes mesmo.

– Ana Lucia de Mattos Barretto Villela (Forbes) http://bit.ly/2o4zJAE
– Proibir propaganda para crianças seria “burrice”, diz Mauricio de Sousa http://bit.ly/2o4G4ft
– “Disforia de gênero é um problema psicológico, mas programa de Fátima Bernardes quer tratar como escolha de crianças de 3 anos” http://bit.ly/2o4G3Z4

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Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela, patrimônio de mais de R$ 5 bilhões, fundadora do Instituto Alana, uma ONG milionária que acha que pode controlar como os pais educam seus filhos. Fotos de uma extensa entrevista concedida à Revista Trip em maio de 2016

A Nestlé (e algumas crianças) já foram vítimas do fascismo do bem do Instituto Alana (íntegra AQUI):

O Instituto Alana resolveu notificar a Nestle por ter promovido a “Copa Nescau”, uma competição de basquete, futsal, handebol e vôlei voltada para crianças carentes entre 10 e 12 anos.
De acordo com a ONG, a Nestle teria vestido “coletes com a estampa do raio amarelo, símbolo da Nescau, por cima dos uniformes escolares” das crianças e entregue “medalhas e troféus com os dizeres ‘Copa Nescau’ e os logos e símbolos da marca” como premiação da Copa, o que deveria ser banido por “direcionar sua mensagem ao público infantil para convencê-los a consumir os produtos da marca Nescau”.
Criado por uma das herdeiras bilionárias acionistas do Itaú, Ana Lucia de Mattos Barretto Villela, o Instituto Alana atua para eliminar ao máximo a propaganda infantil, permitindo assim que as mídias fiquem ainda mais dependentes das propagandas do governo e de bancos como o Itaú do qual ela é acionista. O instituto vive dos rendimentos de um fundo patrimonial de 300 milhões de reais formado por Ana Lucia.

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PORTANTO, CARO LEITOR, MUITO CUIDADO COM OS “IDIOTAS DO BEM”: eles não são apenas idiotas. Geralmente, são massa de manobra de gente rica (muito rica!) que tem intenções nada nobres: são apenas fascistas. Tentam se disfarçar sob um manto de “discurso social”, mas não passam de fascistas – querem controlar o que você vê, o que você diz, o que você pensa.

O pior é que vejo muita gente que não sabe a verdade sobre essas iniciativas, e cai na conversa fácil – obviamente com uma “providencial ajuda” de sites escrotos como Catraca Livre e demais lixos da esgotosfera da extrema-esquerda (veja por você mesmo: digite “Instituto Alana” no Google, e observe as “matérias” publicadas por lixos como “Rede Brasil Atual”, “CartaCapital”/”Carta Educação”, “Catraca Livre”, “Jornal GGN/Luiz Nassifra”, Revista Trip etc).

Não raro, vejo pessoas bem intencionadas compartilhando conteúdo do Catraca Livre no Facebook, exaltando as iniciativas fascistóides do Instituto Alana. Não se deixe virar massa de manobra.

HADDAD TRANQUILÃO: um perfil criado para mentir e caluniar pertence a um funcionário da gestão Haddad

Ora, ora, ora, que coisa interessante…

Acabo de descobrir, no Implicante (íntegra AQUI) que o “personagem” Haddad Tranquilão, que tem perfis no Facebook e no Twitter, é na verdade um militante/funcionário da Prefeitura de São Paulo, nomeado por Fernando Haddad em 17 de Julho de 2014. Segundo publicou com exclusividade o Implicante:

EXCLUSIVO: autor de páginas ofensivas a Dória foi nomeado pela gestão Haddad

Por meio de ação judicial, o candidato tucano chegou à autoria dos sites ofensivos. O acusado também é autor da página “Haddad Tranquilão”, que serve para falar bem do petista.

O candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, João Dória, conseguiu descobrir o autor de páginas que o ofendiam. Diante da notícia, a campanha de Fernando Haddad (PT) alegou que se tratava de um “militante virtual”.

Não é bem assim.

O referido cidadão foi NOMEADO pelo governo petista. As informações são de natureza pública e estão no Diário Oficial do Município[…] Desse modo, a coisa já muda MUITO de figura. Em se tratando de um integrante da administração municipal (e não há informação de que tenha saído), tudo ganha uma nova dimensão. Deixa de ser uma brincadeira do autor do tal “Haddad Tranquilão” e passa a ser um ato de funcionário nomeado, de um integrante da administração pública exercendo cargo de confiança.

E, assim, o petista Fernando Haddad deverá responder por isso. Afinal, não foi mesmo ação isolada de um “militante virtual”.

A lorota agora cai por terra.

 

Haddad Tranquilão

O nome do militante? PEDRO GALVÃO DO AMARAL PINTO BARCIELA, nomeado por Fernando Haddad como “Administrador de Parque III, Ref.DAS-10, do Departamento de Parques e Áreas Verdes, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente”, como pode ser lido no Diário Oficial da Cidade de São Paulo AQUI.

Mas não é só isso! Aproximadamente um mês (sim, APENAS UM MÊS) depois de ser nomeado por Haddad, para fazer sabe-se lá o quê, o sujeito abriu uma empresa (detalhes completos AQUI):

Barciela Consultoria
CNPJ 20.838.420/0001-59
Nome fantasia Barciela Consultoria
Razão social Pedro Galvao do Amaral Pinto Barciela
Data de abertura 14/8/2014
Natureza jurídica Empresário Individual – Código 2135
Status da empresa Ativa
Atividade econômica principal Edição de cadastros, listas e outros produtos gráficos – CNAE 5819100
Capital Social R$ 500,00 (Quinhentos reais)

Não é curioso?! Ora, por que o sujeito abre uma empresa um mês depois de ser nomeado para um cargo público? Para receber como PJ?

Fica ainda mais curioso: Pedro Galvão do Amaral Pinto Barciela tem graduação em TURISMO. Por que alguém graduado em turismo abre uma empresa especializada em “edição de cadastros, listas e outros produtos gráficos”?

Consta na página do Facebook do “personagem” Haddad Tranquilão (e, obviamente, não dá para saber se é verdade) que ela foi criada em Outubro de 2012. O que o militante fazia na época?

Não tenho idéia. Mas, para colocar a cereja no bolo: Pedro é filiado ao PT (QUE SURPRESA!!!!) e, aparentemente, candidato a vereador em São Paulo (veja AQUI). Não localizei um site oficial do TSE ou TRE com a listagem definitiva dos candidatos já aprovados/homologados, e este site não me pareceu muito confiável, então essa informação da candidatura vou tentar averiguar em outras fontes para ter certeza (se for o caso, atualizarei a informação aqui posteriormente).

Será que é apenas “coincidência”? Eu acho que não!

Depois as pessoas insistem em confundir marketing com “propaganda enganosa” ou com “mentiras” e tem gente que não sabe por quê…

ESCOLA SEM PARTIDO: uma cruzada contra a falácia do espantalho

Conforme eu escrevi AQUI no blog, pretendo tratar da iniciativa ESCOLA SEM PARTIDO (vou usar a abreviação ESP, para facilitar) mais frequentemente.

Nos últimos meses, esta iniciativa ganhou espaço no debate público, sendo discutida em jornais, revistas, sites noticiosos e, claro, redes sociais. Ótimo! É urgente discutir a educação no Brasil, haja vista que a qualidade do ensino brasileiro é péssima; tudo o que puder ser feito para melhorar os vergonhosos indicadores de qualidade deve ser feito.

Contudo, ao acompanhar a repercussão sobre a ESP, em especial as críticas feitas ao projeto, fica evidente que o maior inimigo desta valorosa iniciativa chama-se “falácia do espantalho”. Os críticos à iniciativa, ao invés de argumentarem com base naquilo que ela realmente propõe, preferem criticar a idéia por diretrizes e intenções que ela simplesmente não apresenta.

Quem recorre à falácia do espantalho numa discussão, na prática, reconhece que não tem argumentos para rebater aquilo que está sendo discutido. Trata-se de um estratagema reservado aos fracos, aos ignorantes e aos que já perderam. E o que não falta, atualmente, é gente burra se metendo em debates que não tem condição (nem honestidade) intelectual para acompanhar.

Desta forma, ao invés de apresentar seus argumentos, mostrar fatos, os desprovidos de argumentos recorrem ao caminho “fácil”: afirmam que a ESP pretende calar os professores, pretende acabar com as discussões nas escolas, dizem que o projeto “quer calar a educação“, e diversas outras mentiras.

Ao fazer isso, os ignorantes tentam ganhar a opinião pública, infelizmente na base da mentira. É preciso, pois, disseminar a verdade.

O intuito da Escola Sem Partido NÃO é proibir o debate. Pelo contrário: o objetivo é justamente permitir que haja um debate qualificado, ou seja, que os alunos tenham acesso a diferentes e amplas visões, de tal sorte que possam formar suas opiniões e escolhas de maneira embasada – exatamente o oposto do que ocorre hoje, pois os alunos do ensino básico e médio, em especial, são usados por professores que se aproveitam de sua posição de autoridade e “poder” dentro da sala de aula para uma verdadeira lavagem cerebral.

Vamos fazer um teste rápido? Qualquer pessoa que tenha sido aprovada nas aulas de História ou Geografia ouviu falar em diversos “representantes” ou “ídolos” da esquerda, certo? Marx, Sartre, Foucault, Che Guevara, Fidel Castro, Mao-Tsé-Tung, Stálin, Mussolini etc… Quantas, por outro lado, ouviram falar em John Locke, Hayek, Mises, Chesterton, Tatcher, Churchill? No Brasil, quem “depende” dos seus professores de História e Geografia (não apenas, claro, mas principalmente), só recebe informações oriundas da esquerda! Parece que não existe outra visão de mundo.

allanascim_2016-Aug-07

O problema não se restringe aos “professores-militantes”: os livros didáticos também estão contaminados, e oferecem informações distorcidas e/ou erradas (e não é por acaso).

O nome dele é Mario Furley Schmidt e ele é o responsável por um dos capítulos mais obscuros da história da educação no país. Mario é considerado o autor que mais vendeu livros de História no Brasil. Sua coleção, Nova História Crítica vendeu mais de 10 milhões de exemplares e foi lida por mais de 30 milhões de estudantes. Só tem um problema – Mario Schmidt não é historiador e sua obra não passa de mero panfleto marxista. Por receber 10% do preço de cada livro vendido, porém, Schmidt ficou milionário da noite para o dia.

A Nova História Crítica foi recomendada pelo Ministério da Educação. Na compra feita pelo MEC em 2005, o livro representava 30% – a maior parte – do total de livros de história escolhidos. Segundo o editor da Nova Geração, Arnaldo Saraiva, a obra “é o maior sucesso do mercado editorial didático dos últimos 500 anos”. Na coleção, feita para alunos de 5ª a 8ª séries, Schmidt faz contundentes elogios ao regime cubano, afirma que a propriedade privada aumenta o egoísmo, critica o acúmulo de capital e faz apologia ao Movimento dos Sem-Terra (MST). Além disso, trata Mao Tsé-Tung como um “grande estadista e comandante militar”. Por toda obra, o capitalismo e o socialismo são confrontados com informações maniqueístas, distorções bizarras, erros teóricos primários e releituras descompromissadas de qualquer apreço histórico.

Abaixo, algumas páginas de um livro da coleção “Nova História Crítica” (clique para ver a imagem maior), que está mais detalhado AQUI:

Portanto, antes de mais nada, é preciso conhecer quais são as propostas e idéias apresentadas pelo Escola Sem Partido. O vídeo abaixo dá um resumo:

O fundador da iniciativa ESP, Miguel Nagib, escreveu no O Globo (íntegra AQUI):

Sem citá-lo nominalmente, editorial do GLOBO acusa o Projeto de Lei Escola sem Partido — que tramita no Congresso e em dezenas de casas legislativas por todo o país — de tentar “proibir o professor de abordar determinados temas e autores, e mesmo tolher a explicação de ideologias, negando-se ao estudante o acesso a conhecimentos gerais”. E sugere que o seu objetivo seria combater a doutrinação de esquerda com uma doutrinação de direita. Será isso mesmo? Em que consiste, afinal, o PL?

Inspirada no Código de Defesa do Consumidor, a proposta torna obrigatória a afixação em todas as salas de aula do ensino básico de um cartaz com os seguintes deveres do professor:

1) não se aproveitar da audiência cativa dos alunos, para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias;

2) não favorecer nem prejudicar ou constranger os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas;

3) não fazer propaganda político-partidária em sala de aula nem incitar seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas;

4) ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas, apresentar aos alunos, com a mesma profundidade e seriedade, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito da matéria;

5) respeitar o direito dos pais dos alunos a que seus filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.

Será isso “doutrinação de direita”? Será isso “retrógrado”? Ora, esses deveres já existem! Os professores já são obrigados a respeitá-los, sob pena de ofender a liberdade de consciência, de crença e de aprender dos alunos (art. 5º, VI e VIII; e art. 206, II, da CF); a neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado (arts. 1º, V, 5º, 14, 17, 19, 34, VII, ‘a’, e 37, da CF); o pluralismo de ideias (art. 206, III, da CF); e o direito dos pais sobre a educação religiosa e moral dos seus filhos (Convenção Americana sobre Direitos Humanos, art. 12, IV).

O projeto não pretende substituir a doutrinação esquerdista — que grassa nas escolas e universidades — por uma doutrinação de direita, mas apenas assegurar o respeito à CF e à CADH no segredo das salas de aula. Não é verdade que pretenda proibir a abordagem de determinados temas, autores e ideologias.

Em http://www.programaescolasempartido.org, pode-se ler seu texto para verificar que o que ele faz é explicitar o dever do professor de não impor aos alunos suas próprias opiniões e preferências religiosas, morais, políticas, ideológicas e partidárias.

O projeto é 100% sem partido, e é por isso que está levando pânico aos partidos que aparelharam o sistema educacional.

Felizmente, há críticas bem feitas ao projeto de lei (alguns exemplos AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI), ou seja, críticas que se propõem a acrescentar, melhorar, aperfeiçoar a idéia inicial. Para tanto, é preciso dizer “o trecho X apresenta uma proposta ruim, que ficaria melhor do jeito Y”.

Qualquer idéia, seja uma proposta de negócio, seja um projeto de lei, deve partir de um rascunho inicial, um esboço. Ao longo do tempo da discussão deste esboço, novas idéias serão incorporadas, alguns trechos do rascunho inicial serão apagados, outros serão corrigidos, alguns tantos serão incluídos… Esse é o processo natural!

Para que o processo caminhe, as críticas são muito bem vindas, desde que elas sejam baseadas naquilo que o esboço inicial apresenta. Infelizmente, isso não tem sido observado pela maioria das críticas que vêm sendo feitas ao projeto de lei e à ESP. Aliás, cabe ressaltar: a iniciativa chamada Escola Sem Partido tem vários anos, e o projeto de lei ora apresentado no Senado é apenas uma das consequências desta iniciativa mais antiga. É bom que não se confunda a iniciativa ESP com o Projeto de Lei (PL) que está no Senado, nem com os demais projetos de lei que estão em discussão/tramitação nas Assembléias de diversos Estados atualmente. As duas coisas estão relacionadas, mas são distintas.

No último dia 05/08, no ValorEconômico, um artigo que segue à risca a definição de falácia do espantalho (AQUI) é de corar de vergonha. O autor do texto não apenas não se deu ao trabalho de ler o projeto de lei que está no Senado, como, pior, simplesmente inventa um monte de coisas que NÃO fazem parte do projeto proposto pela ESP. Criticar um projeto que não leu? Vergonhoso. Criticar um projeto afirmando que ele tem um objetivo quando, na verdade, o objetivo é outro? Desonestidade intelectual.

Lamentavelmente, o autor desta pérola da falácia também ignorou completamente os fatos. O mais gritante deles: sim, existe doutrinação nas escolas. O segundo mais gritante: a educação no Brasil é muito (muito!) ruim – e isso decorre de uma série de fatores (razões). Uma destas razões (não a única, obviamente) é que há professores que estão mais preocupados em doutrinar do que em ensinar.

O autor desta pérola da falácia do espantalho que o Valor Econômico publicou deveria conhecer o Colégio Estadual Professora Maria Gai, em Curitiba, aonde os alunos do 1º B, orientados por sua “professora” de Sociologia, Gabriela Viola, produziram esta beleza aqui:

Finalmente, é preciso destacar mais um fato relevante que vem cercando as discussões sobre o projeto ESP: o nível intelectual de seus críticos/detratores.

Fernando Haddad, o pior Ministro da Educação da História do Brasil e o pior prefeito da História da Humanidade, criticou o ESP, assim como Dilma Ruinsseff.Quando dois boçais como Haddad e Dilma criticam alguma idéia/iniciativa/fato, há 99,8% de chances de esta idéia ser excelente.

Mas não foram apenas estes “jênios” que se manifestaram sobre a ESP: Marcelo Rubens Paiva, Renato Janine Ribeiro e Leandro Karnal são outros nomes que escolheram a falácia do espantalho e a ignorância dos fatos. O nível de argumentação dos três “jênios” petistas é mais rasteiro do que o cu da cobra no subsolo.

Não bastassem estes “jênios da rassa”, há, claro, aqueles que se dizem jornalistas mas não conseguem disfarçar seu petismo adestradinho, como o sempre dispensável Leonardo Sakamoto, dono de um dos blogs mais cretinos já criados.

Ah, temos também o grande PENSADOR, INTELECTUAL, Tico Santa Cruz (quem?!), que também tem medo do ESP, por isso prefere disseminar mentiras ao invés de apontar, com base nos fatos, quais são os problemas do ESP. Outro grande PENSADOR, INTELECTUAL que tem medo do ESP é o sempre brilhante (sim, isso foi uma óbvia ironia) Gregorio Duviver. Ambos, não por acaso, são defensores ferrenhos do petismo, da corrupção, do crime, do roubo do dinheiro público etc…(sem mencionar a dependência de dinheiro úblico, tipo Lei Rouanet)

Seria coincidência que sindicatos e grupos formados por militontos do PT, PSOL e outros partidos de extrema-esquerda são integralmente contrários ao ESP? E não poderia deixar de mencionar a UNE, aquela ONG financiada pelo Estado e dominada pelo PCdoB há uns 20 anos…. O eterno linha-auxiliar PCdoB, o partido comunista, é contra o ESP (outra falácia do espantalho desta linha-auxiliar do PT está AQUI).

Até o PSTU, que defende a revolução comunista/socialista armada, é contra o ESP – claro! Gente do PSOL, de extrema-esquerda que ainda apoia sem pudores a ditadura militar bolivariana, e raramente sabe ler e/ou escrever, tem medo do ESP também.

E quando os “coletivos” que servem de linha-auxiliar do PT (ESTE, ESTE, ESTE ou ESTE) se colocam contra o ESP, é coincidência? Juntem-se a eles os blogs sujos, e a mídia chapa-branca, todos financiados com dinheiro público pelo PT, e pergunto novamente: será coincidência?

Não, isto não é coincidência, é medo. Com método: a falácia do espantalho.

Como nenhum destes picaretas consegue rebater os argumentos que efetivamente sustentam o projeto ESP, eles afirmam que a iniciativa pretende criar um tipo de censura, pois fica mais fácil “convencer” a opinião pública a ser contra a censura – e, destarte, contra o Escola Sem Partido. Eles todos optam pelo caminho fácil oferecido pela falácia do espantalho: criam um “espantalho” (a afirmação de que o projeto ESP defende censura) e criticam o espantalho, ao invés de criticar as propostas REAIS do ESP.

Alguns dias atrás, uma tal “Associação Nacional de História” (ANPUH), que obviamente é contra o ESP, pois apoiá-lo demanda uma liberdade que eles não reconhecem, pagou um mico gigantesco do Twitter:

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O jornalista Alexandre Garcia havia publicado em seu twitter um vídeo curto, apoiando o projeto Escola Sem Partido. Entre outras coisas, ele apenas apontou o FATO de que muitos professores ensinam História de forma errada, distorcida, para que suas preferências ideológicas prevaleçam sobre os fatos.

Irritada, pois sabe que isso é verdade, a tal “ANPUH” escreveu que o jornalista Alexandre Garcia havia sido “porta-voz do ditador João Figueiredo”, e indicou o período compreendido entre 1974 e 1978.
O problema é que neste período (1974-1978) o presidente era Ernesto Geisel, não Figueiredo. O tweet da associação de professores de História que NÃO sabem História foi desmascarado, eles apagaram o tweet posteriormente, mas o mico foi registrado.

ATUALIZAÇÃO: Depois que eu já havia publicado este post, o jornalista Alexandre Garcia jogou mais uma pá de cal na patética ANPUH, como pode ser lido AQUI.

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Pode-se concluir, assim, que quem critica o Escola Sem Partido, não por acaso, integra o grupo daqueles que defendem o PT, a corrupção, o uso do Estado por apenas um partido, defendem ditaduras que prendem e matam quem discorda do governo (como Venezuela, Cuba, Coréia do Norte, Irã) etc…

Em suma, quem critica o ESP não aceita, jamais, ter seu status quo questionado.

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E não poderia faltar o próprio PT recorrendo às mentiras para afirmar que o ESP quer proibir o debate, quando o projeto quer fazer justamente o oposto disso.

E, claro!, há os professores-militontos de sempre (mostrei outro tipinho desse AQUI):

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Mais uma vez: com um “time”  deste quilate zurrando contra o ESP, minha vontade de apoiar a iniciativa só aumenta!  Não só isso: o fato de ver estes boçais demandando que o país continue a ter escolas COM partidos me oferece a certeza de que o Escola Sem Partido é uma iniciativa urgente!

Isto posto, quero manifestar a MINHA opinião sobre o Escola Sem Partido. Porém, como este post já ficou muito longo, farei isso num outro texto. Publico brevemente, incluindo um caso que aconteceu comigo, no colegial, quando tive uma professora-petista – aquele tipinho que encaixa uma ou duas aulinhas (bem vagabundas) entre as dezenas de atividades do partido.

Mais um surto de ignorância do politicamente correto causando polêmica numa propaganda

Está virando rotina: propagandas que pretendem oferecer um toque de humor (não importa se conseguem ou não atingir seu objetivo) acabam virando alvo de militontos do politicamente correto (MPC) – e, com efeito, acabam por desnudar a ignorância atroz destes militontos robóticos, programados para gritar “machista!” (ou “misógino!”, “homofóbico!”, “transfóbico!”, “heterofóbico!”, “racista!”) para qualquer coisa.

Para entender este caso mais recente (a reportagem, da Exame, pode ser lida AQUI na íntegra, e abaixo faço um resumo, com grifos meus):

Uma campanha da Aspirina, da Bayer, está sob intensas críticas nas redes sociais. A peça, inclusive, ganhou um leão de bronze na categoria Outdoor, no Festival de Publicidade de Cannes, que acontece essa semana na França.

Na campanha criada pela agência AlmapBBDO para a Aspirina e para a sua versão com cafeína (CafiAspirina), uma situação é apresentada em duas cores. A cor verde traz uma frase e remete à Aspirina. A cor vermelha, que de certa forma “contraria” a primeira frase, representa a CafiAspirina.

Três frases compõem as peças da campanha:
– “Relaxa, até parece que estou gravando isso” .MP3
– “Calma amor, não estou filmando isso” .MOV
– “Tá tudo bem, não estou anotando nada” .DOC

As siglas finais remetem aos arquivos de áudio, texto e vídeo.

Na internet, as pesadas críticas giram em torno do conteúdo da frase sobre o vídeo, considerada machista. A frase parece descrever uma situação em que um homem grava cenas de sexo com a parceira sem ela saber, mesmo ele negando o fato. Essas “sex tapes” não consentidas (e até as consentidas), muitas vezes, trazem sérios problemas. A pessoa, por “vingança” após o fim do relacionamento, pode divulgar fotos e vídeos íntimos do ex-parceiro na internet.

As outras duas frases da campanha parecem envolver um ambiente político ou investigativo, onde se capta informações confidenciais. Mesmo assim, é difícil entender o significado dos anúncios e o que a marca quis dizer com as cores e as frases. O “CafiAspirina” seria uma versão “mais ousada” da aspirina? Ou uma versão mentirosa? Ou uma versão “mais apimentada”? Um tanto confuso…

Nas redes sociais, Ana Paula Passarelli, coordenadora do curso “Gênero na Publicidade” da ESPM São Paulo, divulgou um post onde critica a campanha, que acabou viralizando.

Na página da AlmapBBDO no Facebook, várias pessoas fizeram críticas:

“Nossa, publicitário tem mesmo que ser estudado. Os caras pagam de entendedores das tendências da sociedade, mas sequer conseguem enxergar o problema que é ter uma peça que normaliza a invasão de privacidade e o revenge porn. Nunca antes houve tanta luta das mulheres e você fazem uma campanha LIXO e MACHISTA dessa, só provando que quem criou isso (e quem julgou também né) não manja nada de sociedade!!!!!!”, escreveu Helen Macedo.

“Que bosta de propaganda. Se orgulham de oprimir mulheres? Que tipo de profissionais são vocês?”, escreveu Zink Mariana.

“Além de misógino, sem graça, não merece nem um leão da Parmalat”, postou Julia Faria.

Outros comentários:

– “Parabéns por fazer gracinha com uma situação onde via de regra uma mulher é exposta, massacrada e execrada. Parabéns por reforçar a Cultura do Estupro e o machismo que a alimenta. Parabéns, parabéns, parabéns, parabéns…”

– “Revenge Porn é crime”.

A agência AlmapBBDO, responsável pela campanha, enviou o seu posicionamento oficial à EXAME.com:

“Com relação à discussão envolvendo o anúncio de Aspirina, a AlmapBBDO esclarece que não houve a intenção de tratar com indiferença abusos de qualquer natureza. Mas entendemos que pode ter havido interpretações diferentes da mensagem que a peça queria passar. A AlmapBBDO repudia a prática de filmagem não consensual e qualquer espécie de violência ou invasão de privacidade. Ficaremos atentos para evitar o problema no futuro”.

Vamos por partes.

1) O primeiro trecho da reportagem que eu destaquei é este aqui:

Na internet, as pesadas críticas giram em torno do conteúdo da frase sobre o vídeo, considerada machista. A frase parece descrever (…)

Repare, dileto leitor, que os dois verbos que eu negritei (CONSIDERADA e PARECE) indicam a total subjetividade da interpretação da frase sobre o vídeo. Parecer é diferente de SER.

Os militontos do politicamente correto (MPC) são treinados para achar preconceito em tudo, até mesmo num “Bom dia”. Eles fazem isso mais uma vez.
A frase foi CONSIDERADA machista, pois PARECE descrever “uma situação em que um homem grava cenas de sexo com a parceira sem ela saber, mesmo ele negando o fato“. Parece descrever é diferente de DESCREVE.

Pois eu, quando vi as peças, especialmente essa da frase em questão, não pensei numa gravação de sexo, não. Eu imediatamente imaginei um casal, e para ser mais específico, imaginei a mulher gravando o marido fazendo alguma coisa trivial, mas sofrendo um “acidente” típico de uma pegadinha – por exemplo, o sujeito vai consertar alguma coisa, trocar uma lâmpada, pendurar um quadro, sei lá, cai da escada e se estatela no chão. A mulher, filmando tudo, garante que não filmou – mas depois o casal vê aquele vídeo constrangedor (para ele, claro!) exibido na TV ou no YouTube (e a mulher ri da cara do marido). Algo leve, bem humorado, sem traumas…

Mas os militontos, por limitantes e limitados, jamais conseguem pensar, são treinados “pavlovicamente” a reagir sempe com seu discurso histérico – e foi exatamente o que fizeram, ao sair gritando que a propaganda estaria fazendo “gracinha com uma situação onde via de regra uma mulher é exposta, massacrada e execrada“.

Mas não para aí: a pessoa é tão limitada, instruída a repetir o discurso batido (e burro) de sempre, que já associa a frase àquela coisa inexistente na realidade mas super relevante para os militontos, a tal “cultura do estupro”: “Parabéns por reforçar a Cultura do Estupro e o machismo que a alimenta“. Essa pessoa, aliás, ainda escreve a falácia “cultura do estupro” em letras maiúsculas – será que é um país, uma cidade ou um nome próprio?

As demais reações mostradas pela reportagem da Exame vão TODAS na mesma linha: são variações sobre o mesmo tema, repetidas de forma bovina. Pavlov ficaria orgulhoso!

Esses limitantes MPC não são apenas chatos e ignorantes, mas revelam-se incrivelmente infelizes: ao invés de imaginar uma situação bem humorada, de cara se jogam na conclusão de que se trata de “revenge porn” ou qualquer coisa que o valha. Essa gente precisa de terapia, não de facebook!

Aliás, por falar na ignorância mastodôntica das feminazi…

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2) O jornalista que escreveu a matéria (Guilherme Dearo) confessou, em diversos trechos, que não entendeu a propaganda. Grifei alguns destes trechos:

As outras duas frases da campanha parecem envolver um ambiente político ou investigativo, onde se capta informações confidenciais.

Mesmo assim, é difícil entender o significado dos anúncios e o que a marca quis dizer com as cores e as frases. O “CafiAspirina” seria uma versão “mais ousada” da aspirina? Ou uma versão mentirosa? Ou uma versão “mais apimentada”? Um tanto confuso…

E a “dor de cabeça” causada pelo “vazamento de informação” seria resolvida com uma simples aspirina?

Se o sujeito não entendeu a propaganda, por que ele não pediu ajuda a alguém capaz de entendê-la antes de redigir a matéria?

O verbo “parecer” na primeira frase destacada mostra que o Guilherme fez uma aposta: pode ser que a frase diga respeito a X, mas também pode ser sobre Y, ou Z, ou W – ou nenhuma das alternativas. Em suma, pode ser isso, pode não ser – não sei!

Mas eu não esperava que um jornalista da Exame fosse capaz de interpretar um texto tão complexo e longo – afinal, há mais de 4 palavras envolvidas.

3) Finalmente, chegamos no trecho que está diretamente ligado ao item 1, e fecha um ciclo:

Nas redes sociais, Ana Paula Passarelli, coordenadora do curso “Gênero na Publicidade” da ESPM São Paulo, divulgou um post onde critica a campanha, que acabou viralizando.

O post da Ana Paula Passareli apenas corrobora o sucesso de Pavlov: AQUI. Ela, professora de uma disciplina chamada “Gênero na Publicidade”, analisa toda e qualquer frase (ou situação) buscando por discriminação, preconceito e afins – mesmo que não haja nada disso. É o equivalente politicamente correto a “procurar pelo em ovo”.

Ela procurou pelo em ovo, a busca reverberou, viralizou no Facebook (bobagens viralizam com uma facilidade impressionante) a empresa e a agência de propaganda, desnorteadas e amedrontadas, recuaram. E assim nasceu mais uma narrativa ignóbil destes tempos sombrios em que as pessoas se deixam levar por narrativas toscas e expressões falsas como “cultura do estupro”.

As pessoas que não conseguem raciocinar e, algumas até com boa intenção mas pouco neurônio, se deixam levar por essas asneiras; depois, saem repetindo a expressão bovinamente. Mais uma vez, Pavlov sorri em seu túmulo.

É triste, ademais, ver uma professora que não sabe usar nem o adjunto adverbial “onde”, tampouco a conjunção “que”:

E pra quem está comentando: “não fala que é video íntimo ou que é um homem filmando uma mulher”.
SÉRIO? SÉRIO MESMO?
Na cultura machista que vivemos, no contexto cultural atual, você ainda vai continuar fazendo análise de mídia sem entender o contexto onde ela está inserida?
SÉRIO?

Insatisfeita em desfilar seus clichês feminazis, a professora ainda faz um jabá para o seu curso na ESPM:

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Aí, fui conferir os detalhes sobre o tal curso, no link que ela indicou. Depois de rolar a página e ver aqueles clichês e chavões de sempre das feminazi (aquilo é um curso ou uma comunidade do orkut?), eis que surge o currículo das professoras, e uma delas (ou um deles, pois não sei se Djamila é homem ou mulher – ou se está em algum dos outros 87 novos gêneros criados no politicamente correto) me chamou a atenção:

Djamila Ribeiro é Mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de SP; Membro fundadora do Mapô – Núcleo de Estudos Interdisciplinar em Raça, Gênero e Sexualidade da UNIFESP; Colunista do Blog da Boitempo e do site da Carta Capital.

Colunista do blog da Boitempo?

Colunista da Caca CaPTal?

Desculpa, mas precisava escancarar a natureza do “curso” desta forma?
Essas são as “professoras” que a ESPM anda contratando? Colunista da Caca CaPTal? Blog da Boitempo?
Ok, eu sei que estamos em crise, mas precisa baixar o nível desta forma?

R.I.P educação superior.

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E sobre a propaganda em si?

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Fraca.
Insossa.
Sem graça.
Nas palavras do Tio Sam, “no big deal”.
Não merece, na minha opinião, nenhum prêmio, assim como não merece causar tanto mimimi.

Mas como eu já afirmei diversas vezes, inclusive neste blog (AQUI, AQUI e AQUI, por exemplo), as empresas precisam saber que, hoje, são alvo fácil destes militontos limitantes. Ou elas enfrentam esses grupelhos (extremamente pequenos, restritos, irrisórios, mas organizados e barulhentos, o que causa a falsa impressão de que a propaganda ofendeu milhões de pessoas quando, na verdade, trata-se apenas umas poucas dezenas que muitas vezes nem se ofenderam, apenas precisam repetir o discurso decoradinho), ou elas seguirão presas fáceis para a ignorância do politicamente correto.

As empresas precisam fazer suas escolhas. E devem estar prontas para lidar com as consequências.

TCHAU, TCHAU, QUERIDA – NÃO PRECISA VOLTAR

Dilma Ruinsseff, a pior presidente da História do Brasil, finalmente foi afastada. A “gerentona” mais incompetente do universo virou apenas um parágrafo ruim num livro madraço de História do Brasil. E começo a comemoração com este vídeo:

O que escrever agora? Sinceramente, tenho tantas coisas que gostaria de escrever, que não sei se é melhor produzir um post quilométrico, ou dividir em vários posts. Evidentemente não estou “feliz” com o momento atual – o Brasil está numa crise econômica, política e moral sem precedentes. E, diferentemente do que andam dizendo alguns imbecis, o afastamento da Dilma não resolve nada de pronto.

Primeiro, porque o afastamento ainda não é definitivo – o Senado precisa discutir os crimes da gerentona incompetenta e fazer a votação final. Segundo, porque o lulopetismo enfiou o Brasil num buraco sem fundo, e a Dilma, em especial, arrasou a economia de uma forma surpreendente até mesmo para os bananas da Unicamp que sempre defenderam as cagadas monstruosas da mandatária, mas ultimamente vinham abandonando o barco furado e ensaiado umas críticas xoxas com o intuito de agradar meia dúzia de incautos.

Agora, com o afastamento temporário da Dilma e um novo governo em exercício, as expectativas são boas, e há uma possibilidade (repito: POSSIBILIDADE) de melhoras.

Contudo, 13 anos de PT destruíram o país.

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O Brasil está num estado calamitoso – e não me refiro apenas à economia. Esses 13 anos de lulopetismo arrebentaram instituições, leis, práticas, valores. A sociedade piorou, emburreceu – nem tudo isso foi consequência direta do desastre PT, é claro, mas a organização criminosa que assaltou/tomou o Estado degradou o Brasil de maneira avassaladora e rápida. Algumas poucas coisas que haviam melhorado no país terão de ser reconstruídas do zero. Outras tantas, precisarão de amplas e abrangentes consertos.

Não estou me referindo apenas às empresas, autarquias e instituições públicas que o lulopetismo arrasou. Muitos pensarão apenas na Petrobras e outras estatais, nos fundos de pensão, no BNDES, nos bancos públicos, órgãos como IPEA e Embrapa… etc…
Sim, o lulopetismo devastou todas estas instituições. Mas ele fez muito pior.

Graças ao lulopetismo, o debate público no Brasil virou uma guerrinha tosca e rastaquera de coxinhas” versus “mortadelas – e até jornais antes respeitados se jogaram no esgoto, como por exemplo a Folha de São Paulo, que acabou virando um folhetim grotesco, um palco vagabundo que abriga a escória da ignorância e da estupidez (os Boulos e Duvivers da sarjeta lulopetista), além das jornas que nem sequer tentam mais disfarçar que há tempos estão de quatro, abanando o rabo para o PT – e seus narizes, tingidos de marrom, são prova evidente. Recentemente, aliás, a Folha adicionou a “lacroeconomista” Laura Carvalho, que produz boçalidades em série (parece até formada ana Unicamp, coitada) para se juntar ao time de notáveis jornas/colunistas que já contava com o “brilhantismo” de Janio de Freitas, Barbara Gancia, Vladimir Safatle, Juca Kfouri, André Singer, Antonio Prata, Bernardo Melo Franco, Celso Rocha de Barros (coitado), Marcelo Freixo e outras “sumidades da asnice”. Todos eles contribuíram para rebaixar o nível do debate de forma vexatória – isso sem mencionar os blogs sujos e sites financiados com recursos públicos para difundir mentiras, ataques rasteiros e campanhas de desinformação entre aqueles que se acham inteligentes mas disputam seu capim com as vaquinhas do Brasil.

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A campanha eleitoral de 2014 mostrou isso de maneira brutal: as mentiras deslavadas do PT se espalhavam desenfreadamente, e a “oposição”, fraca e subserviente, não conseguiu responder à altura (ou à baixeza, para ser mais acurado).

Durante 2015, o estelionato eleitoral cometido pelo PT ficou tão evidente que até mesmo alguns “jornas13” e “isentões tiveram que reconhecê-lo – mas seguiam firmemente defendendo o PT, como lhes é peculiar, obviamente.

No final das contas, por tudo isso e por muito mais, hoje o Brasil acorda um pouco melhor. O simples fato de não termos mais a organização criminosa no governo federal faz com que o país esteja melhor.
É preciso, claro, enfrentar os gravíssimos problemas, mas sem o PT há alguma chance.

Dilma e Lênin

Pelo fim da Lei Rouanet e do inútil Ministério da Cultura

Recebi por e-mail alguns dados sobre a famosa “Lei Rouanet” que me fizeram concluir, mais uma vez, que é preciso, urgentemente, acabar completamente com essa mamata.
Sério, algumas coisas ali dão medo. Alguns trechos:

A Lei existe há 24 anos. Esta Lei virou fonte de dinheiro fácil para gente famosa. Vejamos alguns casos registrados:
1) em 2011, Maria Bethânia conseguiu nada menos que R$ 1,3 milhão para fazer o blog “O Mundo Precisa de Poesia”, com clipes dirigidos por Andrucha Waddington, diretor da Globo;
2) em 2013, Claudia Leite abocanhou R$ 5.883.100,00 por 12 shows no Norte, Nordeste e Centro-Oeste;
3) no mesmo ano, Rita Lee recebeu R$ 1.852.100,00 para 5 shows, um DVD e 3 palestras;
4) ainda em 2013, Humberto Gessinger amealhou da Rouanet R$ 1.004.849,00 para fazer um DVD comemorativo de seus 50 anos de idade (quem é essa celebridade?);
5) de 2006 a 2011, Marieta Severo conseguiu nada menos que R$ 4.192.183,00 pela Lei Rouanet; só da Petrobras, ela recebeu R$ 400.000,00 em 2012, R$ 400.000,00 em 2013 e 2014 e R$ 400.000,00 em 2015. Ou seja, o contribuinte financiou Marieta Severo em R$ 5.392.183,00 em 9 anos, sem retorno financeiro e retorno cultural apenas para um grupo restrito deles;
6) O ator e diretor Aderbal Freire-Filho, que vive com Marieta Severo desde 2004, captou via Lei Rouanet R$ 908.670,00 em 2009 e depois mais R$ 800.000,00 e R$ 512.420,00, totalizando R$ 2.221.090,00 — ou seja, ele e a mulher já receberam R$ 7.613.273,00 via Lei Rouanet!
7) Em 2003, 2006, 2007 e 200-11, o ator Paulo Betti recebeu um total de R$ 3.748.799,90 dos cofres públicos, sendo que R$3.360.555,66 via Lei Rouanet e R$ 388.244,00 do Min. da Justiça (Convênio Nº 756166/2011) para a peça “À Prova de Fogo”, recomendada por José Dirceu.
8) Só as 5 das celebridades citadas receberam R$ 14.427.383,00 via Lei Rouanet, isso sem falar em Erasmo Carlos (recebeu R$ 1.219.858,00 por um show para celebrar seus 70 anos),
9) Sula Miranda, Marisa Monte e Maria Rita receberam, cada um deles, mais de R$1 milhão, contemplados pela mesma lei.
10) Camila Pitanga captou R$ 1.257.102,00 aprovados pela Ancine para fazer o filme “Pitanga”, para “retratar o artista que é meu pai e mostrar toda a sua genialidade” diz ela (Camila é filha de Antônio Pitanga e enteada de Benedita da Silva, ex-senadora, ex- ministra, ex-governadora do Rio de Janeiro e atual deputada federal, sempre pelo PT).
É óbvio que todos estes são petistas.
11) Filha de Luiza Trajano, proprietária da rede de Lojas Magazine Luiza, também foi contemplada com R$ 512 mil, via Lei Rouanet, para publicar um “LIVRO DE RECEITAS”.
12) O projeto Santander Cultural 2015 recebeu em 2014 a bagatela de R$ 13.814.806,36 via Lei Rouanet. Desde quando o contribuinte brasileiro tem de financiar atividade cultural de um dos grandes bancos internacionais?!

Só em 2013, foram captados R$ 42.754.932,14 (pessoas físicas e jurídicas) dos R$ 117.970.281,19 autorizados via Lei Rouanet.
É muito dinheiro!! E como é a fiscalização destes gastos? Não se sabe
Enquanto o dinheiro da Lei Rouanet continua fluindo fácil, o mesmo não acontece para a educação e para pesquisas essenciais para o país.
Em 2015, o governo federal cortou 30% das verbas das universidades federais. Além disto, o Governo Federal gastou quase R$ 50 milhões com festividades e homenagens em 2015.

Não verifiquei cada um destes itens, para saber se tudo é verdade, ou se os valores estão exatos. Todavia, muitos dos casos ali abordados eu sei que são verídicos. Caso o leitor saiba de algum caso que transcrevi e que não seja verdadeiro, por favor me avise para que eu corrija.
Ressalto, aliás, que estes exemplos acima são apenas alguns poucos. O leitor que se der ao trabalho de pesquisar o assunto com mais profundidade vai se deparar com projetos bizarros que receberam milhões de reais do governo.

O princípio fundamental da Lei Rouanet é usar incentivos fiscais concedidos pelo Estado (mais precisamente pelo Governo Federal, através do Ministério da Cultura) para patrocinar “cultura”.
Agora eu pergunto: livro de receitas da filha da Luiza Trajano é cultura?
DVD do Humberto Gessinger é cultura ou tortura?
Por que artistas precisam ser sustentados pelo Estado para montar uma peça de teatro, ou produzir um DVD/CD/filme?
Por que o Brasil se mantém no passado? Quando o país vai chegar pelo menos no Século XX?

Na Idade Média os artistas eram “contratados” pela corte, para promover diversão para os cortesãos, tudo às custas do dinheiro público (oriundo de pesados impostos e taxas que o governo cobrava).
Nunca é demais lembrar que a Inconfidência Mineira teve como pano de fundo o excesso de impostos cobrados pelo Estado (pesquise, caro leitor, a origem da expressão “quinto dos infernos”: ela refere-se ao “quinto”, o 1/5 de impostos que o Estado cobrava).

Infelizmente, a Lei Rouanet é a prova cabal de que o Brasil ainda está parado no tempo.
Essa estrovenga inútil precisa acabar. O Ministério da Cultura precisa acabar!

Nossa, mas você está sugerindo que não haja um Ministério para cuidar de uma área tão importante quanto a Cultura?

Não, estou dizendo que o Ministério da Cultura não serve para nada, deveria ser extinto, e seu orçamento deveria ser INTEGRALMENTE aplicado em educação, pesquisa e inovação.  Afinal, convenhamos: filme sobre Leonel Brizola, DVD do Humberto Gessinger etc – isso é cultura?

Eis aqui um editorial do Estadão, de alguns anos atrás, mas ainda atual, tratando da festa que é o MinC:

Festa no MinC - Editorial Estadão

Há um agravante: o PT, como faz em todas as áreas do Estado, vem usando a Lei Rouanet como instrumento de cooptação de artistas (e meis dúzia de sedizentes “intelectuais”). A partir do momento que o Ministério da Cultura tem o poder de decidir quem vai e quem não vai receber as verbas da Lei Rouanet, quem recorre a este expediente medieval está sendo obrigado a defender publicamente o partido – ou, no mínimo, ficar em silêncio diante dos descalabros, roubos e afins promovidos pelo partido.

Mas os absurdos que cercam esta lei parecem ser infinitos. Uma característica bizarra dos shows e outras “atividades culturais” financiadas pela Lei Rouanet é que raramente algum desses eventos tem entrada gratuita.
Ou seja, quem vai ao evento paga para assistir o que já foi pago por nós, contribuintes, via renúncia fiscal.

Outra coisa: o paternalismo estatal que embasa a lei tenta eliminar os riscos inerentes a um empreendimento.
Quando um ator junta uma equipe (diretor, produtores, cenógrafos etc) para montar uma peça de teatro e “viajar pelo país”, há sempre o risco de a peça ser um fiasco comercial por falta de audiência/público. Com a Lei Rouanet, acaba o risco: ainda que a peça venha a se revelar um fiasco, os envolvidos não perderão dinheiro, pois já tiveram o patrocínio do Ministério da Cultura. Pode não haver lucro, no caso do fracasso comercial, mas pelo menos evita-se o prejuízo.
Com isso, criou-se uma cultura avessa aos riscos – que é algo importantíssimo no empreendedorismo e, por que não, na nossa vida cotidiana.
Antes da ampla adoção desta lei burra e paternalista, grandes atores tiveram que aprender a conviver com peças de teatro que acabaram sendo um fiasco. Lembro de ver uma entrevista do Paulo Autran (se não me engano, ao Roda Viva) na qual ele contava alguns dos fracassos comerciais que ele viveu na sua carreira – e olha que estou falando de Paulo Autran, e não de um Paulo Betti qualquer. Ora, se um ator da estatura do Paulo Autran pode ter que correr riscos, por que um zé mané da não-estatura de um Paulo Betti pode montar uma peça na qual não há riscos envolvidos?

Mesmo um ator absurdamente sem talento como Paulo Betti tem todo o direito de montar uma peça de teatro, sobre o que ele quiser. MAS NÃO COM O MEU DINHEIRO FINANCIANDO!
Se ele quer montar uma peça, que o faça. Busque empresas dispostas a patrocinar/investir, invista o próprio dinheiro se quiser, e gere receita com a venda de ingressos. Quem quiser ir assistir, tem todo o direito. Vá, divirta-se! Mas eu não sou obrigado a financiar um ator ridiculamente sem talento com os meus impostos.

Analogamente, por que eu iria financiar shows de uma Claudia Leite? Sério, POR QUÊ? Eu não comi cocô no café da manhã!

A educação está sem dinheiro (e a Dilma está cortando mais ainda, para poder ter caixa para comprar deputados em virtude do impeachment), a saúde está sem dinheiro, pesquisas tecnológicas são raras no país, falta dinheiro para diversas áreas importantes no Brasil e essa porcaria desse Ministério da Cultura queima dinheiro com lixo?

Mercadante e os museus educação

Não adianta, depois, reclamar que falta dinheiro no Brasil. Nao falta, não – mas ele é aplicado de forma errada, burra. Gastam-se milhões financiando porcaria sob a rubrica de “cultura” enquanto milhares de brasileiros morrem por falta de hospitais e crianças saem da escola sem saber ler.

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