As esquerdas neoburras, por Roberto Campos

Abaixo, um artigo de Roberto Campos publicado em ABRIL DE 1999 – mas que poderia ter sido escrito hoje, pois a situação é, lamentavelmente, a mesma (grifos meus):

Houve uma reação afetada em alguns cantos da topografia local quando o sociólogo Fernando Henrique Cardoso pronunciou frase memorável sobre a “neoburrice” das esquerdas brasileiras.

Nestas plagas, não é costume alguém dizer, sem-cerimoniosamente, que o rei está nu. Mormente alguém tido e havido por “intelectual orgânico” (com licença de Gramsci), afeito às comodidades público-burocráticas dessa ideologia oficiosa. Tamanho desrespeito às vacas sagradas (dito sem intenção zoológica) não era, até então, considerado de bom-tom, particularmente em relação às “esquerdas”, categoria que, por (auto)definição, agruparia os inteligentes, os bons, os justos e quiçá os belos

As esquerdas não simpatizam apenas com os monopólios estatais. Reclamam para si o monopólio da compaixão e da sensibilidade social e pretendem ridiculamente que o burocrata imperfeito corrija as imperfeições do mercado

Por mais inconveniente que parecesse a alguns, o nosso amável e geralmente paciente sociólogo tinha razão. Nossa época e nosso país precisam de muita reflexão crítica e isso seria ajudado por uma esquerda vigorosa. Nada a ver, é claro, com a canalha do patrulhamento ideológico, nem com “aparatchiks” infiltrados em lugares estratégicos, ou com gulags e o “paredón”. No mundo civilizado, essa gente saiu de circulação por obsolescência irrecuperável.

O mundo vive numa grande angústia de interpretações. Desde o fim da Segunda Guerra, acelera-se cada vez mais a corrida das transformações tecnológicas, econômicas, sociais e culturais. Como apanhadas numa corredeira violenta, as pessoas não conseguem fixar pontos de referência e mal podem manter a cabeça de fora para respirar.

Tantos têm sido os câmbios revolucionários, que já nos habituamos a esperar o extraordinário todos os dias. Evoluímos do rádio à televisão colorida trazendo o mundo inteiro ao vivo, como uma espécie de aperitivo, na hora do jantar, passando das Monicas da vida aos massacres de Kosovo, ao computador e à multimídia, ao telefone celular, às telecirurgias cardíacas, à engenharia genética e às superdrogas, às redes de satélites e à Internet, à exploração espacial e ao desembarque na Lua. Pulamos do bonde da Light e do trem da Central para o jato de carreira.

O imperialismo colonialista criado no universo eurocêntrico da Era Moderna, que há duas gerações parecia um fato histórico firme como o Pão de Açúcar, esfacelou-se completamente em um quarto de século, criando uma centena de novos Estados, quase sem ninguém perceber.No Brasil, uma pessoa um pouco mais velha, olhando para trás, verá o tamanho dos contrastes: quanto se alterou a tessitura da vida econômica e política cotidiana, e quanto ainda continua no passado.

Ainda temos, por exemplo, a herança corporativa que Vargas tomou emprestada à “Carta del Lavoro” do fascismo italiano – a idéia de que haveria um conflito entre dois pólos de força irredutível, “capital” e “trabalho”. Para isso, somente duas soluções poderiam ser experimentadas: a revolução comunista ou a intervenção autoritária do Estado como árbitro entre as partes, congregadas, para isso, em seus agrupamentos “naturais”, as “corporações”.

Em determinadas circunstâncias históricas, esses dois caminhos foram, de fato, diversamente trilhados por sociedades tornadas instáveis pela pressão das forças desencadeadas ou por temporais vindos de fora. Pois bem, o tempo dos grandes movimentos sindicais, da polarização reivindicatória “das massas”, que parecia, há apenas duas gerações, um dado objetivo da realidade, começou a sumir sem que as partes se dessem conta disso.

O próprio “emprego”, no seu sentido tradicional, do século 19 e primeira metade do 20, está ficando diluído num imenso complexo de interações entre atores sociais que representam simultaneamente múltiplos papéis, não raro conflitantes. Mais e mais, cada qual está se tornando uma espécie de microempresário de si mesmo.

Também a “empresa”, a célula básica de organização das atividades econômicas no universo moderno do “capitalismo”, está mudando, substituída por uma infinidade de contratos e parcerias, muitas vezes antes “virtuais” do que “reais”. A maior livraria do mundo, que funciona pela Internet, não tem uma única loja. Existe, por assim dizer, no espaço etéreo, em bases de dados e softwares, que não precisariam estar em lugar nenhum determinado.

Conceitos como “teletrabalho”, teleprocessamento, “telegerenciamento”, “teleconsultoria” ou “telemedicina”, absolutamente ininteligíveis há meia dúzia de anos, hoje são realidades “operacionais”. Um negócio pode ser montado rotineiramente com financiamento nas Bahamas, gerenciamento em Frankfurt, tecnologia japonesa, logística em Chicago, auditoria em Estocolmo.

Que “legislação trabalhista”, que discursos sobre “soberania nacional”, ou que “reservas de mercado” fazem sentido diante disso tudo?

Nesse mundo são necessárias muita prudência e muita informação para chegar a uma idéia razoável de onde, como, quando e quanto cabe aos governos mexer. Mexer de menos pode prolongar os custos da situação existente e mexer demais pode ter consequências imprevistas indesejáveis.

Um liberal sempre se pergunta a quem, e sob que fundamento, pode caber a perigosa autoridade de dizer a outros o que têm de fazer, e em benefício de quem. Não há respostas absolutas e definitivas. Mas, se este século 20 nos ensinou alguma coisa, é que essa perigosa autoridade tende facilmente para um mal absoluto.

Pessoalmente, sempre preguei o máximo de liberdade, de flexibilidade e de racionalidade, mas nunca achando que devêssemos ficar parados esperando acontecer. Meu próprio exemplo: no tempo de Juscelino fui um dos formuladores do Plano de Metas que utilizou o Estado como o catalisador do processo de crescimento econômico; e, quando me coube combater a inflação, propus também ferramentas sociais compensatórias, como o Sistema Financeiro da Habitação, o FGTS e o Estatuto da Terra.

Temos o instrumento da razão, menos poderoso do que seria ideal, mas, como observou o grande Bertrand Russel no final de sua vida, o único que nos é dado. Não estamos passivamente condenados à ecologia do universo que nos cerca.

Se, em todo o mundo, as esquerdas estão desarvoradas, é porque têm, no fundo, um vício de origem comum: a premissa arrogantemente autoritária de que sabem, por ciência infusa, como o mundo deveria ser, cabendo a nós outros, os não-iluminados (para os antigos gregos, os “hol poloi”), obedecer sem discutir. Era uma esquerda que já tinha as respostas prontas antes da pergunta.

Esse vício não aparecia tão claramente quando estavam lutando contra uma realidade histórica anterior em desagregação: os resíduos de uma sociedade adscritiva e hierárquica, que as novas forças da burguesia e do capitalismo “clássico” apenas começavam a implodir. Mas essa realidade de 1850 a 1950 acabou, a escala mudou, e a quantidade vira qualidade.
Perto da megaescala dos atuais genocídios, dos estragos da AIDS, dos atos de terrorismo hutus e tutsis, as barricadas da Europa de 1848 parecem cenas bucólicas.
E, numa economia internacional em que as transações cambiais andam por US$ 1,5 trilhão por dia, idéias de “expropriação dos expropriadores” soam como anedotas de papagaio.

Mas há lugar para meditar e para perguntar. O papel de uma esquerda válida para os nossos dias seria o de cutucar a consciência crítica. Não o de adular um Estado que, no Brasil, está reduzido à incapacidade quase total, antes de mais nada porque falta, por trás dele, um suficiente consenso social sobre valores e as obrigações recíprocas.

Falta a “sociedade”.

Roger Scruton fala sobre União Européia e BREXIT

Vale a pena assistir (nem é tão longo):

PS: Peço desculpas aos leitores do blog, pois a primeira versão deste post continha um erro no HTML que exibia o link do YouTube ao invés de incluir o vídeo diretamente no post. Parece que consegui corrigir o problema 🙂

Sem Dilma, algumas coisas já começaram a melhorar na economia

Eu escrevi aqui no blog, quando Dilma Ruinsseff foi afastada, que o simples fato de ela não ser mais a Presidente já deixava o Brasil (muito!) melhor.

Reafirmo.

2016-06-12 19.56.11

Evidentemente, há muita coisa que precisa ser feita para tentar consertar 13 anos de erros crassos, monumentais, grotescos e bizarros do lulopetismo – e ninguém conseguirá resolver tudo isso rapidamente, em poucas semanas ou meses. Anos serão necessários para limpar a montanha de bosta que o país herdou do PT. O Valor Econômico dá um exemplo da herança maldita do PT, da Dilma e do Lulla (íntegra AQUI):

As montadoras cortaram em 3% a produção de veículos em junho, comparativamente ao volume que saiu das linhas de montagem em igual intervalo de 2015. Entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus, 182,6 mil unidades foram produzidas no país no sexto mês de 2016, segundo levantamento da Anfavea, a entidade que representa o setor. No confronto com maio, com um dia útil a menos, contudo, o total corresponde a uma alta de 4,2% em junho.

Embora a queda no comparativo anual tenha sido menor do que a média que vinha sendo registrada desde o início o ano, foi o pior junho em termos de produção das montadoras desde 2004, quando elas produziram 179,7 mil veículos no mesmo mês.

O resultado do primeiro semestre, com 1,02 milhão de veículos, queda de 21,2% na comparação anual, também foi o menor em 12 anos. A expectativa da Anfavea é que a produção de veículos termine o ano marcando queda de 5,5%.

Em junho, o nível de atividade na indústria automobilística foi prejudicado por paradas em fábricas ou setores de parques industriais de montadoras como Hyundai, Renault e Iveco, somadas à interrupção na produção da Volkswagen por falta de peças, além de empresas que reduzem jornadas de trabalho devido a adesões ao programa de proteção ao emprego, casos de Ford, MAN e Caoa, que produz veículos da Hyundai em Anápolis.

Já a partir desta semana de julho, a fábrica da Chery no interior paulista para por até cinco meses. No complexo industrial da Iveco em Sete Lagoas (MG), as linhas que produzem caminhões pesados e o furgão Ducato vão funcionar apenas de terça a quinta-feira neste mês. São medidas adotadas para reduzir estoques diante da falta de reação de demanda.

Porém, há algumas (poucas) boas notícias e o julgamento final da Presidanta que deve ocorrer em Agosto, deverá solidificar boas perspectivas futuras (íntegra AQUI):

Em meio às incertezas econômicas que impactam o país com mais força desde o ano passado, a retração no consumo no primeiro trimestre de 2016 foi menos intensa do que a ocorrida no mesmo período de 2015. De acordo com o estudo Consumer Insights, elaborado pela Kantar Worldpanel, os brasileiros reduziram a frequência de compra de maneira não tão agressiva como no passado (1,7%), ao mesmo tempo em que o volume por viagem registrou ligeiro crescimento (0,4%). A classe C passou a contribuir positivamente em volume (C1 com 0,3% e C2 com 0,4%), enquanto a queda de frequência se concentrou na D/E, com menos 1 visita no trimestre.

O levantamento aponta também que diversas regiões voltaram a registrar crescimento em volume e valor, destacando-se entre elas o Grande Rio de Janeiro e Grande São Paulo, que ainda apresentaram elevação em frequência – enquanto a primeira teve aumento de 7% em unidades, 20% em valor e aumento de 1 visita a mais no ponto de venda, a segunda apresentou, respectivamente, alta de 5%, 12% e 2 visitas. Questões ambientais e o desemprego impactaram negativamente a região Leste + Interior RJ, que teve queda de valor (-5% em unidades e -7% em unidades por viagem). A região NNE foi a que mais reduziu frequência em menos 2 visitas ao ponto de venda.

Os alimentos e bebidas foram os responsáveis por puxar para cima o consumo no primeiro trimestre deste ano. O ticket médio das cestas teve variação positiva de, respectivamente, 10% e 6%. Já higiene e beleza foi a única a apresentar retração em valor, estabelecendo-se como a cesta que mais sofreu com a redução de visitas aos pontos de venda.

Os alimentos mais escolhidos no período de acordo com o índice CRP (penetração vs frequência de compra) foram molho para salada, creme de leite e cream cheese. Entre as bebidas, suco congelado, leite fermentado e cerveja. Já os que mais deixaram de entrar nos carrinhos dos brasileiros estão petit suisse, lanche pronto e óleos especiais, bebida à base de soja, capuccino e suco pronto.

Na cesta de higiene, destacaram-se positivamente fralda, lâmina de barbear e alisantes, enquanto que cremes e loções, bronzeador/protetor solar e deo colônia perderam espaço. Entre os produtos de limpeza, cloro, inseticida e sabão em pedra foram os mais populares. Já cera para assoalho, detergente líquido para roupa e purificador de ar foram preteridos.

Consumindo mais dentro de casa, deixando assim cada vez mais de lado saídas para lanchonetes, restaurantes e bares, a população tem apostado em categorias que servem de base para o preparo de pratos. No primeiro trimestre de 2016, ingredientes como chocolate culinário, farinha de trigo, margarina, creme de leite e leite condensado registram aumento em unidades.

O Consumer Insights revela ainda que os brasileiros estão consumindo cada vez mais itens zero lactose. A penetração desse tipo de produto em março de 2014 era de 5%, no mesmo período de 2015 foi a 7%. Neste ano, o índice chegou a 12%. No total, mais de três milhões de lares compraram o segmento em 2016 (leite, iogurte, creme de leite e leite condensado).

O retorno ao lar também afetou a cesta de higiene e beleza, onda a casa virou salão beleza em casa Segundo os dados, alisantes e tintura para cabelo tiveram crescimento de 6,6% e 2,3% em unidades, respectivamente, de 2015 para 2016.

Na cesta de limpeza o grande destaque é a categoria de repelentes, que cresceu 102% no primeiro trimestre de 2016 comparado com o mesmo período de 2015. Passou de uma penetração de 2% em 2013 para 6% este ano.

O que vemos são alguns indícios, aqui e acolá, do que parece ser o início de uma recuperação da economia.

O afastamento da Presidanta oferece uma possibilidade de mudanças que permite que os empresários comecem a considerar os cenários de investimento – obviamente, devido à incompetência e à burrice atroz da Dilma, se ela ainda fosse presidente isso não aconteceria. Nem é preciso dizer que o Senado precisa finalizar o quanto antes esse impeachment, julgando de forma definitiva os crimes de responsabilidade cometidos a rodo pela gerentona incopetanta.

2016-04-24 18.06.32

Fraudes no Bolsa Família

Enquanto isso não acontecer, não será possível avaliar quanto tempo será preciso para tirar o país do buraco em que Dilma, Lulla e o PT nos enfiaram com sua corrupção desenfreada, as mentiras, o estelionato, o aparelhamento do Estado, a “nova matriz econômica” que foi um fiasco retumbante, e todo o repertório de asnices produzidos pela esquerda brasileira.

2016-06-24 11.59.31

Erro crasso: Avon tenta reverter prejuízos com a pior comunicação possível

Nos últimos 5 anos, o valor de mercado da Avon caiu nada menos do que 85% (sim, OITENTA E CINCO POR CENTO). No Brasil, o setor de HPPC (Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) vinha crescendo ininterruptamente desde o início da década de 2000 – mas a tendência se inverteu em 2015, e 2016 decerto mostrará mais retração.

Num cenário de crescimento contínuo, era de se esperar que uma das maiores empresas do mundo deste setor tivesse bons resultados, certo? A Avon prova o contrário:

Após perder 85% do seu valor de mercado em cinco anos, a Avon está executando um plano de reestruturação mundial para tentar se recuperar. Os primeiros passos já foram dados: a companhia separou as operações da América do Norte em uma nova empresa, vendida em dezembro para o Cerberus, famoso por investir em empresas em crise. Agora o foco é enxugar custos e direcionar investimentos para países emergentes. Com isso, o Brasil, mercado número um da Avon desde 2010, ganhará mais relevância.

(…) Removidos os resultados da América do Norte, o Brasil respondeu por entre 20% e 25% da receita da Avon entre 2013 e 2015.(…) Os números da Avon dão ideia do tamanho do desafio da empresa. Desde 2012, a companhia divulga prejuízos líquidos, que somam US$ 1,8 bilhão até o primeiro trimestre deste ano, de acordo com a Economática. A margem líquida está negativa. A receita está em queda, em parte por causa da desvalorização das moedas emergentes em relação ao dólar. Mas, mesmo em real, a empresa vendeu 7% menos no primeiro trimestre.(…)

Em 2010, a Avon era a terceira empresa no mercado brasileiro de beleza e cuidados pessoais, com 8,8% de participação, atrás de Natura e Unilever, segundo a Euromonitor. Em 2015, caiu para a sétima posição, com fatia de 5,7%, superada por empresas como O Boticário e L’Oréal.(…)

No processo de reestruturação, a empresa transferiu a sede dos Estados Unidos para o Reino Unido, em busca de custos tributários mais baixos e, com o intuito de alocar as divisões globais da companhia mais perto dos principais mercados, mudou para o Brasil a base dos líderes mundiais de quatro áreas – cuidados pessoais, da linha de maquiagem Color Trend, fragrâncias femininas e masculinas. A ordem é apostar em marketing e na criação de novas ferramentas que ajudem as revendedoras a fechar negócios nas redes sociais. 

Aproveito o gancho do final do parágrafo dessa matéria do Estadão acima (íntegra AQUI) para destacar outra matéria do mesmo Estadão, publicada ontem (íntegra AQUI):

Batizada de #sintanapele, a nova campanha da Avon é estrelada por ícones da luta LGBT. O vídeo que promove o BB Cream Matte da marca de cosméticos conta com a participação de Liniker e de seus companheiros no projeto Salada de Frutas (Cozinha Mineira, Tássia Reis e As Bahias), além de influenciadores digitais como Gustavo Bonfigliori e Jéssica Tauane, do Canal das Bee. Todos dançam ao som da música Baby Baby, do Tropkillaz. O novo filme é uma sequência do vídeo lançado na última semana no qual Elke Maravilha apresenta o produto ao público.

Eu sei que eu não sou o público-alvo da Avon, portanto nem vou tentar avaliar esse texto (ou o que ele representa) sob a ótica do consumidor – afinal, até onde me recordo, o único produto da Avon que eu já usei na vida é um desodorante sem cheiro, que aliás uso até hoje. Como profissional de marketing, todavia, a estória é outra.

Começo pelo óbvio: enquanto eu lia sobre a “nova campanha estrelada por ícones da luta LGBT”, apenas uma palavra aparecia, repetidamente, na minha mente: QUEM? Quem é Liniker? Quem é Gustavo Bonfigliori? Quem é Jéssica Tauane? Quem é Tropkillaz?

Em que planeta estou? Isso é uma realidade alternativa? Sério, o único nome familiar, para mim, é Elke Maravilha. O resto da notícia não fez rigorosamente NENHUM sentido.

O segundo ponto: o público-alvo da Avon não é o “universo” LGBT. O público-alvo da Avon é formado, majoritariamente, por mulheres acima dos 30 anos, casadas e com filhos, das classes C, D e um pouco da E. Uma comunicação calcada em pessoas desse “universo” LGBT não faz sentido para o público-alvo da Avon! Isso é uma lição básica, elementar do marketing: fale com o seu público-alvo! Alguém na área de marketing da Avon faltou a várias aulas de Marketing I, né?!

Mas a situação da Avon fica ainda pior. Se ela pretende usar as redes sociais para alavancar suas vendas, seria necessário mudar a linha de comunicação. URGENTEMENTE!
Alguns dias atrás a Avon iniciou uma série de posts completamente non-sense no Twitter. Uma vergonha absoluta, que pode ser lida AQUI. Vou mostrar apenas uma parte das “interações” geradas pela comunicação estapafúrdia e cretina da empresa:

Avon_Brasil_on_Twitter_01 Avon_Brasil_on_Twitter_02 Avon_Brasil_on_Twitter_03 Avon_Brasil_on_Twitter_04 Avon_Brasil_on_Twitter_05 Avon_Brasil_on_Twitter_06 Avon_Brasil_on_Twitter_07 Avon_Brasil_on_Twitter_08 Avon_Brasil_on_Twitter_09 Avon_Brasil_on_Twitter_10

Aviso ao dileto leitor: eu fiz uma seleção, porque as respostas foram MUITAS, e eu calculo que umas 95% no mesmo sentido: a Avon enfiou os pés pelas mãos. A campanha não é apenas ruim porque burra, ou apenas burra porque ruim: ela é um verdadeiro tiro de canhão no pé da empresa. Se o objetivo era destruir a marca no Brasil, até aqui ela pode ficar satisfeita: foi plenamente atingido!

As respostas no Twitter, é evidente, não podem servir de amostragem estatisticamente válida, mas devem ser vistas como um indicativo: as pessoas normais não compram essa pauta do feminazismo. A empresa que tentar seguir esta agenda que os militontos limitantes tentam impor na base do grito vai quebrar a cara.

O público-alvo da Avon NÃO É feminazi, e portanto não quer “desconstrução masculina”; esse termo cabe numa rodinha de feminazis, que almejam a extinção do sexo masculino, mas não interessa nem às mulheres que formam a maior parte do público da Avon, e nem mesmo às verdadeiras feministas.
Aqui, preciso fazer um pequeno aparte, porque sempre cabe diferenciar: feminismo é uma coisa, feminazismo é outra. Infelizmente, nos últimos anos o feminismo foi tomado de assalto pelas feminazistas, que o transformaram numa sucessão de despautérios que extrapolam a simples ignorância e beiram a doença mental:

10408136_774697015983806_1264604084100372475_n

O feminismo era uma ideologia centrada na mulher, e buscava reduzir (ou, preferencialmente, eliminar) o preconceito contra as mulheres, mas sabia reconhecer (e preservar) as diferenças naturais entre homens e mulheres. O feminazismo, por outro lado, almeja eliminar (ou “desconstruir”) o sexo masculino, e não passa de uma carapuça tomada de assalto pela esquerda, a partir do momento em que o socialismo caiu em desgraça. Assim, ao invés de defender o socialismo que só produziu mortes e pobreza aonde foi implantado, a esquerda dominou movimentos “das minorias” (negros, gays etc) para que estes passassem a servir exclusivamente às suas agendas:

Página feminista_10Página feminista_09Página feminista_04Página feminista_07Página feminista_06Página feminista_03Página feminista_01

As consumidoras da Avon estão mais preocupadas com suas vidas, com seu dia-a-dia, e não com pautas das desocupadas do DCE da FFLCH. A imensa maioria do público-alvo da Avon não apenas não está interessada em discutir “socialismo”, como ela nem sequer se preocupa com essas bobagens politicamente corretas excretadas pelos militontos do DCE – as quais, como eu já expliquei diversas vezes aqui no blog, constituem uma pauta que interessa apenas e exclusivamente a grupelhos restritos, formados por um número ínfimo de militontos (que não representam nem 1% da população).

Uma empresa que tenta vender para mulheres casadas pertencentes às classes C, D e E quer fazer “desconstrução masculina”? Avon, o seu público-alvo é casado, tem filhos, e não quer “desconstruir” homem, não! Seu target quer um marido amoroso, um bom pai, um companheiro para a vida. Se a Avon quer vender para as 2 dezenas de militantes feminazis, é um direito dela – mas há custos envolvidos nesta decisão.

Se a empresa quer trocar a venda massificada por um nicho, estamos falando de trade-offs, trocas estratégicas. Porém, quando a Avon escolhe trocar seu público-alvo por um nicho inexpressivo (e que está mais preocupada em fazer manifestação enfiando símbolos religiosos na vagina ou no ânus), imediatamente perde o direito de reclamar quando a receita despenca mais ainda:

Avon_Brasil

Sinceramente, não me ocorre no momento um outro caso de uma campanha de comunicação tão burra de qualquer outra empresa – nem no Brasil, nem no exterior. Pode ter havido, mas de imediato não lembro.
Estou absolutamente estarrecido: como uma empresa com tanta experiência de mercado como a Avon (são mais de 120 anos de existência, sendo 55 no Brasil) tomou uma decisão tão ruim?

Esta campanha da Avon é a coisa mais absurda em termos de escolhas estapafúrdias que já vi.  Esse tipo de decisão ridícula da empresa vai acabar levando a companhia ao fundo do poço (já está caminhando, mas agora vai chegar muito mais rápido).
São erros elementares, crassos, grosseiros!

Prejuízo_da_Avon_quase_triplica_em_2015_Valor_Econômico_-_2016-07-01_00.10.02

Honestamente, fica uma perguntinha básica ao Ricardo Patrocínio, vice-presidente de marketing de beleza da Avon: quem foi o débil mental que teve esta idéia de merda? Foi proposta da JWT?

Uma segunda pergunta: quem foi o sem noção que aprovou isso?

De qualquer forma, parabéns aos envolvidos. Estão arruinando a marca Avon, e vão afundar ainda mais as finanças da empresa.

Fundos de pensão: mais um problema (criado pelo PT) no horizonte econômico do Brasil

Começo reproduzindo mensagem que recebi de Adriana da Silva Antunes da OAB/DF, que acho oportuna e interessante:

OAB/DF reúne especialistas e parlamentares para debater futuro da previdência complementar
Objetivo é discutir novos rumos após CPI dos Fundos de Pensão na Câmara
A partir dos relevantes fatos investigados pela CPI dos Fundos de Pensão na Câmara dos Deputados, a OAB/DF promoverá a palestra “Perspectivas dos Fundos de Pensão Pós-CPI”, no dia 28 de junho, às 19h, na sede da Seccional. O evento reunirá parlamentares dirigentes da CPI, além de algumas das principais autoridades da previdência complementar brasileira.
Na palestra, serão discutidas propostas para a melhoria da previdência complementar a partir do resultado da CPI dos Fundos de Pensão da Câmara dos Deputados.
O evento é gratuito e destinado ao público em geral, inclusive aos advogados e estudantes. Inscrições pelo site http://www.oabdf.org.br/eventos; informações pelo e-mail eventos@oabdf.com.

Serviço:
Perspectivas dos Fundos de Pensão Pós-CPI
Data: 28/6/2016
Horário: 19h
Local: SEPN 516, auditório térreo
Certificação de 3h/a em contrapartida à doação de um agasalho ou cobertor

615X870-1

Acho bastante oportuno esse evento para debater os fundos de pensão, pois, como mostrei AQUI, os seguidos desastres do PT no governo federal conseguiram arruinar também os fundos de pensão das estatais (os mais graves casos incluem os fundos de pensão da Caixa Econômica Federal, Correios e, claro, da Petrobras), e ainda temos o problema da previdência, uma bomba prestes a estourar.

Herança maldita do PT: Brasil cai pelo sexto ano consecutivo em ranking de competitividade

A notícia foi divulgada ontem (íntegra AQUI), e reproduzo alguns trechos com grifos meus:

Pelo sexto ano consecutivo, o Brasil perdeu posição no ranking das economias mais competitivas no mundo. Entre 61 nações analisadas, o país passou a ocupar o 57º lugar na lista do World Competitiveness Yearbook, anuário da escola de negócios suíça IMD publicado desde 1989. No ano passado, ocupava o 56º lugar no ranking.

Com isso, a eficiência da economia brasileira para o desenvolvimento de negócios só é melhor que a da Croácia, da Ucrânia, da Mongólia e da Venezuela, últimos no ranking. Mesmo tendo perdido seis posições do anuário do ano passado para cá, a Grécia (56º lugar) segue tendo um ambiente mais propício para a iniciativa privada. A Argentina (55º) também subiu quatro posições e, com isso, ficou melhor que o Brasil na lista.

Pela metodologia do IMD, todos os países são analisados em quatro dimensões, que são as seguintes: Desempenho da Economia, Eficiência do Governo, Eficiência Empresarial e Infraestrutura. Nessa análise, são utilizados dados públicos de organismos internacionais e também pesquisa de campo com escolas de negócios parceiras. No caso do Brasil, o parceiro é a Fundação Dom Cabral.

Em entrevista ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado), o diretor do Centro de Competitividade Mundial do IMD, responsável pela pesquisa, Arturo Bris, explicou que o Brasil está pior classificado do que a Argentina e a Grécia, além de manter distância de grandes parceiros, por ter a pior “eficiência governamental” entre os 61 países.

“Além disso, o Brasil tem deficiências na infraestrutura, ao contrário da Rússia; em inovação, ao contrário da Índia; na confiabilidade do governo, ao contrário da África do Sul”, afirmou Bris. Ele avaliou que o governo brasileiro perdeu a oportunidade de realizar as “grandes reformas que são necessárias em um momento em que o crescimento econômico era estelar”. “Agora é muito tarde”, disse. O diretor do IMD afirmou ainda que o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff influenciou “enormemente” o resultado de 2016.

“As perspectivas dos executivos, no caso do Brasil, o pessimismo, têm um grande peso nos nossos rankings”, disse. Além da corrupção, Bris destacou que prejudicam a visão sobre o país a falta de políticas claras, consenso social e as reformas apropriadas que irão garantir qualidade de vida, segurança no mercado de trabalho e prosperidade para os brasileiros.

É isso, senhoras e senhores: Dilma Ruinsseff, Lulla e o PT conseguiram atrasar o Brasil, que vinha numa suave linha ascendente, melhorando aos poucos. Enquanto Lulla manteve a política econômica de FHC (entre 2003 e 2005), as coisas continuaram melhorando um pouquinho. Mas depois de 2005/2006, a coisa começou a desandar, e o resultado é uma herança maldita que vai custar mais de uma década para ser revertida.

E a herança maldita do PT não se restringe ao rombo nas contas públicas (anunciado na semana passada).

2016-05-21 10.01.01

A herança maldita do PT se espalha por diversas áreas:

Principais_estatais_perderam_55%_do_valor_de_mercado_durante_o_governo_Dilma

2016-04-23 00.32.16

2016-05-21 08.36.14

As empresas estatais (que jamais foram um exemplo de profissionalismo na gestão e rentabilidade, registre-se) viraram sucata. A violência vem batendo recordes a cada ano. A economia brasileira, quando observada no contexto mundial, virou uma piada de mau gosto.

Lula sobre ladrões virarem ministros e quando ele vira ministro porque roubou

A herança do lulopetismo vai além, contudo: a organização criminosa com registro partidário transformou ministérios em abrigo para bandidos tentando fugir da justiça. Com isso, o Estado brasileiro foi literalmente tomado por uma organização criminosa sem escrúpulos, que vem usando autarquias, empresas esttais e qualquer outra instituição que pertence ao Estado brasileiro (portanto, aos cidadãos brasileiros) para seu proveito.

Recorro a Oscar Wilde para prestar minha sincera homenagem a todos aqueles que apoiaram e/ou ainda apoiam essa organização criminosa com registro partidário chamada PT:

2013-12-12 00.55.04

TCHAU, TCHAU, QUERIDA – NÃO PRECISA VOLTAR

Dilma Ruinsseff, a pior presidente da História do Brasil, finalmente foi afastada. A “gerentona” mais incompetente do universo virou apenas um parágrafo ruim num livro madraço de História do Brasil. E começo a comemoração com este vídeo:

O que escrever agora? Sinceramente, tenho tantas coisas que gostaria de escrever, que não sei se é melhor produzir um post quilométrico, ou dividir em vários posts. Evidentemente não estou “feliz” com o momento atual – o Brasil está numa crise econômica, política e moral sem precedentes. E, diferentemente do que andam dizendo alguns imbecis, o afastamento da Dilma não resolve nada de pronto.

Primeiro, porque o afastamento ainda não é definitivo – o Senado precisa discutir os crimes da gerentona incompetenta e fazer a votação final. Segundo, porque o lulopetismo enfiou o Brasil num buraco sem fundo, e a Dilma, em especial, arrasou a economia de uma forma surpreendente até mesmo para os bananas da Unicamp que sempre defenderam as cagadas monstruosas da mandatária, mas ultimamente vinham abandonando o barco furado e ensaiado umas críticas xoxas com o intuito de agradar meia dúzia de incautos.

Agora, com o afastamento temporário da Dilma e um novo governo em exercício, as expectativas são boas, e há uma possibilidade (repito: POSSIBILIDADE) de melhoras.

Contudo, 13 anos de PT destruíram o país.

2016-05-09 06.08.35

O Brasil está num estado calamitoso – e não me refiro apenas à economia. Esses 13 anos de lulopetismo arrebentaram instituições, leis, práticas, valores. A sociedade piorou, emburreceu – nem tudo isso foi consequência direta do desastre PT, é claro, mas a organização criminosa que assaltou/tomou o Estado degradou o Brasil de maneira avassaladora e rápida. Algumas poucas coisas que haviam melhorado no país terão de ser reconstruídas do zero. Outras tantas, precisarão de amplas e abrangentes consertos.

Não estou me referindo apenas às empresas, autarquias e instituições públicas que o lulopetismo arrasou. Muitos pensarão apenas na Petrobras e outras estatais, nos fundos de pensão, no BNDES, nos bancos públicos, órgãos como IPEA e Embrapa… etc…
Sim, o lulopetismo devastou todas estas instituições. Mas ele fez muito pior.

Graças ao lulopetismo, o debate público no Brasil virou uma guerrinha tosca e rastaquera de coxinhas” versus “mortadelas – e até jornais antes respeitados se jogaram no esgoto, como por exemplo a Folha de São Paulo, que acabou virando um folhetim grotesco, um palco vagabundo que abriga a escória da ignorância e da estupidez (os Boulos e Duvivers da sarjeta lulopetista), além das jornas que nem sequer tentam mais disfarçar que há tempos estão de quatro, abanando o rabo para o PT – e seus narizes, tingidos de marrom, são prova evidente. Recentemente, aliás, a Folha adicionou a “lacroeconomista” Laura Carvalho, que produz boçalidades em série (parece até formada ana Unicamp, coitada) para se juntar ao time de notáveis jornas/colunistas que já contava com o “brilhantismo” de Janio de Freitas, Barbara Gancia, Vladimir Safatle, Juca Kfouri, André Singer, Antonio Prata, Bernardo Melo Franco, Celso Rocha de Barros (coitado), Marcelo Freixo e outras “sumidades da asnice”. Todos eles contribuíram para rebaixar o nível do debate de forma vexatória – isso sem mencionar os blogs sujos e sites financiados com recursos públicos para difundir mentiras, ataques rasteiros e campanhas de desinformação entre aqueles que se acham inteligentes mas disputam seu capim com as vaquinhas do Brasil.

2016-03-27 14.01.58.jpg

A campanha eleitoral de 2014 mostrou isso de maneira brutal: as mentiras deslavadas do PT se espalhavam desenfreadamente, e a “oposição”, fraca e subserviente, não conseguiu responder à altura (ou à baixeza, para ser mais acurado).

Durante 2015, o estelionato eleitoral cometido pelo PT ficou tão evidente que até mesmo alguns “jornas13” e “isentões tiveram que reconhecê-lo – mas seguiam firmemente defendendo o PT, como lhes é peculiar, obviamente.

No final das contas, por tudo isso e por muito mais, hoje o Brasil acorda um pouco melhor. O simples fato de não termos mais a organização criminosa no governo federal faz com que o país esteja melhor.
É preciso, claro, enfrentar os gravíssimos problemas, mas sem o PT há alguma chance.

Dilma e Lênin