Idiotas do bem manipulados por fascistas milionários querem controlar a propaganda

Excelente (como de costume) a coluna do Pondé da última segunda-feira:

E os idiotas do bem atacam de novo. Você não sabe o que é um idiota do bem? Explico: é alguém que tem certeza de participar do grupo que salva o mundo. Mas essa categoria contemporânea tem subespecificações. Hoje, vamos analisar uma delas.

Você sabia que tem gente por aí apoiando a proibição de propagandas de bebidas alcoólicas nos meios de comunicação?

Um dos traços desse subtipo de idiotas do bem é gozar com leis que incidem sobre hábitos e costumes. No caso do álcool, se eles pudessem, votariam a favor do retorno da “prohibition” –lei seca americana que deu impulso ao crime organizado.

O que está por detrás dessa ideia de proibir a propaganda de álcool é uma mentalidade totalitária. Uma coisa que rapidamente esquecemos é que toda forma de repressão vê a si mesma como uma forma do bem instituído na norma.

Daqui a pouco se proibirá a publicidade de carros (causam acidentes), aviões (caem), batom (dá vontade de beijar a boca das mulheres e isso pode ser anti-higiênico), churrascaria (colesterol), café (causa ansiedade), xampus (os cabelos reais nunca são tão lindos quantos os das propagandas), bolas de futebol (os meninos podem cair e quebrar a perna), livros (existem livros que propõem coisas absurdas), telefonia celular (já se fala em pessoas viciadas em celulares), televisão (crianças podem ver coisas erradas na televisão), computadores (a internet é incontrolável), turismo (pessoas podem pegar infecção intestinal viajando), água (pode estar contaminada), metrô (pode descarrilar), ônibus (capotam)… A lista é cansativa, como tudo que brota da alma dos idiotas do bem quando resolvem salvar o mundo de nós mesmos.

O ódio à espécie humana é comum em quem é intolerante à contingência. Às vezes, a intolerância vem disfarçada de amor ao próximo e à sociedade.

A “sujeira” humana é insuportável para os idiotas do bem que sonham com um mundo em que apenas eles possam viver e tudo seja limpinho.

O objetivo é estabelecer um controle absoluto de tudo na vida, matá-la em nome desse controle. A contingência, inimiga mortal das almas pequenas, é o foco de leis como essa: proibindo a publicidade de bebidas alcoólicas, os idiotas do bem entendem que controlarão o uso de álcool.

Recomendo, fortemente, para essas almas pequenas, a leitura do maravilhoso “Antifrágil”, de Nassim Nicholas Taleb, publicado no Brasil pelo selo Best Business, da editora Record.

O conceito de “antifrágil” não é sinônimo de forte ou robusto, ou inquebrável. A ideia de Taleb é que, quando se acua excessivamente a contingência, ela “se vinga”.

Sistemas muito puros ou controlados estariam condenados a essa vingança da contingência. A “saída” é ser meio “sujo”, meio “incerto”, “educado pela contingência”, aprendendo a conviver com ela.

Taleb identifica, como seria de se esperar, a modernidade como sofrendo desse mal: nas palavras do próprio autor, “o intervencionismo ingênuo moderno”.

Como, aliás, já ficava claro nas propostas utópicas de filósofos como Francis Bacon (1561-1626) para sua “Nova Atlântida”, o foco da ciência seria “atar a natureza” para que ela nos entregasse nossas melhores condições de vida.

Sem cairmos numa defesa ingênua da vida natural “livre”, trata-se de entender que o controle excessivo da vida a torna insuportável. Quem muito se lava padece de bactérias superpoderosas.

O mundo contemporâneo, na mesma medida em que se masturba com a autoimagem de “livre”, sofre de uma profunda compulsão de controle da contingência em todos os níveis.

Ser antifrágil é aprender que “pequenos” e contínuos efeitos da contingência são assimiláveis e formadores da sobrevivência, enquanto que a negação pura e simples desses efeitos prepara a vingança da contingência.

O mundo, cada vez mais, é habitado por jovens assustados, ansiosos, inseguros nos afetos, com medo de ter filhos (mente-se muito sobre isso tudo), que temem uma vida que, ao contrário do que lhes foi prometida, está sempre além de nossa capacidade de previsão e controle.

Jovens inseguros e ansiosos: eis a vingança da contingência.

Sempre houve idiotas que acham que devem salvar o mundo de propagadas disso ou daquilo – vejam o caso do Instituto Alana, uma ONG asquerosa que pratica há muito tempo esse “fascismo do bem”: um grupo de playboys ricos e mimadinhos que acham que podem (e devem!) dizer a cada pai e mãe como devem educar seus filhos.

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O leitor nunca ouviu falar no Instituto Alana? Alexandre Borges tem alguns detalhes pouco conhecidos:

Se você não sabe quem trocou a TV Colosso pela Fatima Bernardes, aqui vai uma dica.
Ana Lucia de Mattos Barretto Villela, R$ 5 bilhões de patrimônio segundo a Forbes, fundou em 1994 o Instituto Alana, ONG que trava uma jihad contra a publicidade infantil. Seu marido é o CEO da organização.
A fortuna de Ana Lucia é fruto da herança recebida por ser bisneta do fundador do Itaú. Ela tem 42 anos e é a mais jovem bilionária do país. Desconheço se ela tem problemas com propaganda de bancos, como do seu Itaú, mas o Kinder Ovo e o Danoninho são alguns dos alvos da atuação da sua ONG.
Depois de muito tempo, energia e dinheiro investidos, a publicidade infantil foi praticamente banida do país. São tantas restrições e regulações que o mercado de propaganda de produtos para crianças é uma mera sombra do que já foi. E com ela a programação matinal para crianças em TV aberta, com raras exceções como os desenhos do SBT.
Em 2014, a Maurício de Sousa Produções (MSP), da Turma da Mônica, divulgou um levantamento feito pela GO Associados. O estudo dizia que o mercado de produtos infantis gerava R$ 51,4 bilhões no Brasil por ano, mais de R$ 10 bilhões em salários e quase R$ 3 bilhões em impostos. Com as proibições e constrangimentos criados para a propaganda infantil, o Brasil perderia R$ 33,3 bilhões em produção, R$ 6,4 bilhões em salários e R$ 2,2 bilhões em impostos.

No mundo real, longe das boas intenções dos discursos preparados pelas mais caras empresas de relações públicas e advocacy, a perseguição ao Kinder Ovo e ao McLanche Feliz representaram um desastre econômico e também cultural. Sem propaganda infantil, não há programação infantil.
O ataque à publicidade infantil é também a porta de entrada para que o conteúdo destinado a crianças fosse substituído pelo lixo ideológico de Fatima Bernardes e afins. Enquanto as gerações anteriores de crianças viam desenhos animados na TV aberta, hoje assistem doutrinação sobre mudança de sexo para menores de cinco anos.

O problema não afeta diretamente os clientes de TV por assinatura que podem trocar Fatima Bernardes pelo Cartoon Network ou Discovery Kids, mas quem só tem TV aberta vai ter que se contentar com seus filhos tendo aula de funk ou aprendendo a trocar de sexo.

Melhorar o mundo passa por esquecer os discursos encomendados, as palavras fáceis, os apelos emocionais, e buscar compreender o que acontece na prática quando se ataca um setor produtivo da economia por motivos meramente ideológicos.

Os bilionários continuarão educando seus filhos em escolas estrangeiras e oferecendo tudo que o dinheiro pode comprar. Já os filhos do resto da população vão sendo educados pela Fatima Bernardes mesmo.

– Ana Lucia de Mattos Barretto Villela (Forbes) http://bit.ly/2o4zJAE
– Proibir propaganda para crianças seria “burrice”, diz Mauricio de Sousa http://bit.ly/2o4G4ft
– “Disforia de gênero é um problema psicológico, mas programa de Fátima Bernardes quer tratar como escolha de crianças de 3 anos” http://bit.ly/2o4G3Z4

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Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela, patrimônio de mais de R$ 5 bilhões, fundadora do Instituto Alana, uma ONG milionária que acha que pode controlar como os pais educam seus filhos. Fotos de uma extensa entrevista concedida à Revista Trip em maio de 2016

A Nestlé (e algumas crianças) já foram vítimas do fascismo do bem do Instituto Alana (íntegra AQUI):

O Instituto Alana resolveu notificar a Nestle por ter promovido a “Copa Nescau”, uma competição de basquete, futsal, handebol e vôlei voltada para crianças carentes entre 10 e 12 anos.
De acordo com a ONG, a Nestle teria vestido “coletes com a estampa do raio amarelo, símbolo da Nescau, por cima dos uniformes escolares” das crianças e entregue “medalhas e troféus com os dizeres ‘Copa Nescau’ e os logos e símbolos da marca” como premiação da Copa, o que deveria ser banido por “direcionar sua mensagem ao público infantil para convencê-los a consumir os produtos da marca Nescau”.
Criado por uma das herdeiras bilionárias acionistas do Itaú, Ana Lucia de Mattos Barretto Villela, o Instituto Alana atua para eliminar ao máximo a propaganda infantil, permitindo assim que as mídias fiquem ainda mais dependentes das propagandas do governo e de bancos como o Itaú do qual ela é acionista. O instituto vive dos rendimentos de um fundo patrimonial de 300 milhões de reais formado por Ana Lucia.

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PORTANTO, CARO LEITOR, MUITO CUIDADO COM OS “IDIOTAS DO BEM”: eles não são apenas idiotas. Geralmente, são massa de manobra de gente rica (muito rica!) que tem intenções nada nobres: são apenas fascistas. Tentam se disfarçar sob um manto de “discurso social”, mas não passam de fascistas – querem controlar o que você vê, o que você diz, o que você pensa.

O pior é que vejo muita gente que não sabe a verdade sobre essas iniciativas, e cai na conversa fácil – obviamente com uma “providencial ajuda” de sites escrotos como Catraca Livre e demais lixos da esgotosfera da extrema-esquerda (veja por você mesmo: digite “Instituto Alana” no Google, e observe as “matérias” publicadas por lixos como “Rede Brasil Atual”, “CartaCapital”/”Carta Educação”, “Catraca Livre”, “Jornal GGN/Luiz Nassifra”, Revista Trip etc).

Não raro, vejo pessoas bem intencionadas compartilhando conteúdo do Catraca Livre no Facebook, exaltando as iniciativas fascistóides do Instituto Alana. Não se deixe virar massa de manobra.

As esquerdas neoburras, por Roberto Campos

Abaixo, um artigo de Roberto Campos publicado em ABRIL DE 1999 – mas que poderia ter sido escrito hoje, pois a situação é, lamentavelmente, a mesma (grifos meus):

Houve uma reação afetada em alguns cantos da topografia local quando o sociólogo Fernando Henrique Cardoso pronunciou frase memorável sobre a “neoburrice” das esquerdas brasileiras.

Nestas plagas, não é costume alguém dizer, sem-cerimoniosamente, que o rei está nu. Mormente alguém tido e havido por “intelectual orgânico” (com licença de Gramsci), afeito às comodidades público-burocráticas dessa ideologia oficiosa. Tamanho desrespeito às vacas sagradas (dito sem intenção zoológica) não era, até então, considerado de bom-tom, particularmente em relação às “esquerdas”, categoria que, por (auto)definição, agruparia os inteligentes, os bons, os justos e quiçá os belos

As esquerdas não simpatizam apenas com os monopólios estatais. Reclamam para si o monopólio da compaixão e da sensibilidade social e pretendem ridiculamente que o burocrata imperfeito corrija as imperfeições do mercado

Por mais inconveniente que parecesse a alguns, o nosso amável e geralmente paciente sociólogo tinha razão. Nossa época e nosso país precisam de muita reflexão crítica e isso seria ajudado por uma esquerda vigorosa. Nada a ver, é claro, com a canalha do patrulhamento ideológico, nem com “aparatchiks” infiltrados em lugares estratégicos, ou com gulags e o “paredón”. No mundo civilizado, essa gente saiu de circulação por obsolescência irrecuperável.

O mundo vive numa grande angústia de interpretações. Desde o fim da Segunda Guerra, acelera-se cada vez mais a corrida das transformações tecnológicas, econômicas, sociais e culturais. Como apanhadas numa corredeira violenta, as pessoas não conseguem fixar pontos de referência e mal podem manter a cabeça de fora para respirar.

Tantos têm sido os câmbios revolucionários, que já nos habituamos a esperar o extraordinário todos os dias. Evoluímos do rádio à televisão colorida trazendo o mundo inteiro ao vivo, como uma espécie de aperitivo, na hora do jantar, passando das Monicas da vida aos massacres de Kosovo, ao computador e à multimídia, ao telefone celular, às telecirurgias cardíacas, à engenharia genética e às superdrogas, às redes de satélites e à Internet, à exploração espacial e ao desembarque na Lua. Pulamos do bonde da Light e do trem da Central para o jato de carreira.

O imperialismo colonialista criado no universo eurocêntrico da Era Moderna, que há duas gerações parecia um fato histórico firme como o Pão de Açúcar, esfacelou-se completamente em um quarto de século, criando uma centena de novos Estados, quase sem ninguém perceber.No Brasil, uma pessoa um pouco mais velha, olhando para trás, verá o tamanho dos contrastes: quanto se alterou a tessitura da vida econômica e política cotidiana, e quanto ainda continua no passado.

Ainda temos, por exemplo, a herança corporativa que Vargas tomou emprestada à “Carta del Lavoro” do fascismo italiano – a idéia de que haveria um conflito entre dois pólos de força irredutível, “capital” e “trabalho”. Para isso, somente duas soluções poderiam ser experimentadas: a revolução comunista ou a intervenção autoritária do Estado como árbitro entre as partes, congregadas, para isso, em seus agrupamentos “naturais”, as “corporações”.

Em determinadas circunstâncias históricas, esses dois caminhos foram, de fato, diversamente trilhados por sociedades tornadas instáveis pela pressão das forças desencadeadas ou por temporais vindos de fora. Pois bem, o tempo dos grandes movimentos sindicais, da polarização reivindicatória “das massas”, que parecia, há apenas duas gerações, um dado objetivo da realidade, começou a sumir sem que as partes se dessem conta disso.

O próprio “emprego”, no seu sentido tradicional, do século 19 e primeira metade do 20, está ficando diluído num imenso complexo de interações entre atores sociais que representam simultaneamente múltiplos papéis, não raro conflitantes. Mais e mais, cada qual está se tornando uma espécie de microempresário de si mesmo.

Também a “empresa”, a célula básica de organização das atividades econômicas no universo moderno do “capitalismo”, está mudando, substituída por uma infinidade de contratos e parcerias, muitas vezes antes “virtuais” do que “reais”. A maior livraria do mundo, que funciona pela Internet, não tem uma única loja. Existe, por assim dizer, no espaço etéreo, em bases de dados e softwares, que não precisariam estar em lugar nenhum determinado.

Conceitos como “teletrabalho”, teleprocessamento, “telegerenciamento”, “teleconsultoria” ou “telemedicina”, absolutamente ininteligíveis há meia dúzia de anos, hoje são realidades “operacionais”. Um negócio pode ser montado rotineiramente com financiamento nas Bahamas, gerenciamento em Frankfurt, tecnologia japonesa, logística em Chicago, auditoria em Estocolmo.

Que “legislação trabalhista”, que discursos sobre “soberania nacional”, ou que “reservas de mercado” fazem sentido diante disso tudo?

Nesse mundo são necessárias muita prudência e muita informação para chegar a uma idéia razoável de onde, como, quando e quanto cabe aos governos mexer. Mexer de menos pode prolongar os custos da situação existente e mexer demais pode ter consequências imprevistas indesejáveis.

Um liberal sempre se pergunta a quem, e sob que fundamento, pode caber a perigosa autoridade de dizer a outros o que têm de fazer, e em benefício de quem. Não há respostas absolutas e definitivas. Mas, se este século 20 nos ensinou alguma coisa, é que essa perigosa autoridade tende facilmente para um mal absoluto.

Pessoalmente, sempre preguei o máximo de liberdade, de flexibilidade e de racionalidade, mas nunca achando que devêssemos ficar parados esperando acontecer. Meu próprio exemplo: no tempo de Juscelino fui um dos formuladores do Plano de Metas que utilizou o Estado como o catalisador do processo de crescimento econômico; e, quando me coube combater a inflação, propus também ferramentas sociais compensatórias, como o Sistema Financeiro da Habitação, o FGTS e o Estatuto da Terra.

Temos o instrumento da razão, menos poderoso do que seria ideal, mas, como observou o grande Bertrand Russel no final de sua vida, o único que nos é dado. Não estamos passivamente condenados à ecologia do universo que nos cerca.

Se, em todo o mundo, as esquerdas estão desarvoradas, é porque têm, no fundo, um vício de origem comum: a premissa arrogantemente autoritária de que sabem, por ciência infusa, como o mundo deveria ser, cabendo a nós outros, os não-iluminados (para os antigos gregos, os “hol poloi”), obedecer sem discutir. Era uma esquerda que já tinha as respostas prontas antes da pergunta.

Esse vício não aparecia tão claramente quando estavam lutando contra uma realidade histórica anterior em desagregação: os resíduos de uma sociedade adscritiva e hierárquica, que as novas forças da burguesia e do capitalismo “clássico” apenas começavam a implodir. Mas essa realidade de 1850 a 1950 acabou, a escala mudou, e a quantidade vira qualidade.
Perto da megaescala dos atuais genocídios, dos estragos da AIDS, dos atos de terrorismo hutus e tutsis, as barricadas da Europa de 1848 parecem cenas bucólicas.
E, numa economia internacional em que as transações cambiais andam por US$ 1,5 trilhão por dia, idéias de “expropriação dos expropriadores” soam como anedotas de papagaio.

Mas há lugar para meditar e para perguntar. O papel de uma esquerda válida para os nossos dias seria o de cutucar a consciência crítica. Não o de adular um Estado que, no Brasil, está reduzido à incapacidade quase total, antes de mais nada porque falta, por trás dele, um suficiente consenso social sobre valores e as obrigações recíprocas.

Falta a “sociedade”.

ESCOLA SEM PARTIDO: Uma iniciativa necessária

Há muito tempo acompanho a iniciativa ESCOLA SEM PARTIDO (AQUI no blog, inclusive), e nos últimos meses, felizmente, este assunto ganhou corpo.

Pretendo escrever mais sobre o tema, mas por ora vou mostrar apenas algumas imagens que ajudam a entender a importância dessa iniciativa:

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Destaco: o sujeito se diz PROFESSOR.

Alguém tem qualquer dificuldade para imaginar como são as aulas de um sujeito com este nível intelectual, e com esse entendimento sobre o papel de um professor?

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Você leu tudo isso e ainda tem dúvidas se o problema da doutrinação nas escolas é algo “apenas” pontual, limitado a professores que militam ao invés de ensinar, ou se é algo generalizado, amplo?

Compreensível.

Para dirimir esta dúvida, leia isso AQUI.

Infelizmente há um contingente gigantesco de profesores que usam sua posição de autoridade para ensinar bobagens e fazer uma verdadeira lavagem cerebral em crianças e adolescentes.

Vou retomar este assunto, pois me interessa muito.

A sagrada burrice dos golpistas de sempre

O Brasil tem, há muito tempo, grupos de golpistas que tentam, cotidianamente, solapar a democracia e as instituições que devem, por definição, preservá-la.

Nas últimas semanas esses grupos de golpistas têm participado de manifestações e “protestos” demandando um golpe nas leis, na Constituição, na democracia.

Abaixo, um vídeo mostra a sagrada burrice dos golpistas de sempre. Por favor, assista:

Vemos ali um ato realizado pelos golpistas MST, CUT, UNE, MTST e outros grupelhos que estão exigindo que se rasgue a Constituição, que se ignore a Justiça de forma a manter uma criminosa na Presidência da República.

O pior, como o vídeo demonstra de forma cabal, é a burrice, a ignorância absurda desses golpistas.

São golpistas, mas pode chamar de massa de manobra – ou, ainda, de “idiotas úteis“.

Uma lanchonete promissora é vítima das feminazi e da soberba de um dos sócios

Estava lendo as notícias nesta sexta-feira, quando vejo, no Estadão, a seguinte chamada:

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A matéria, na íntegra, pode ser lida AQUI.

Ao ler esta notícia, fiquei curioso por 2 razões: (1) profissionalmente, sempre me interesso por questões ligadas ao relacionamento cliente-empresa, e (2) pessoalmente, tenho um bom radar para minorias estridentes (e ignorantes) do politicamente correto. Senti o cheiro de ambas. Resolvi pesquisar um pouco mais sobre o assunto.

A partir do link da reportagem do Estadão, localizei a página pessoal da jornalista citada na matéria no Facebook, e notei que ela publicou uns 5 ou 6 posts seguidos, consecutivos, sobre o caso. A partir daí, fiz uma rápida pesquisa na internet, para compreender melhor o que havia ocorrido.

O resumo: ela esteve numa lanchonete, que vinha recebendo excelentes críticas nas publicações especializadas, e ficou satisfeita com os lanches e com o atendimento, mas sentiu-se incomodada com um cartaz disposto na lanchonete. Ei-lo:

The Dog Hause_00

Evidentemente é apenas um cartaz bem humorado, mas as feminazi só aceitam humor se for aquele humor chapa-branca, sem graça nenhuma, feito para gente burra demais, incapaz de entender ironia e diferenciá-la de preconceito. Resumindo: o cartaz está a anos-luz do QI das feminazi.

Incomodada com o cartaz, a jornalista reclamou em seu Facebook. O caso foi ganhando “curtidas”  e comentários, algumas pessoas resolveram cobrar a lanchonete e exigir uma resposta/retratação. Na verdade, o que as feminazis querem é bastante simples: todos devem curvar-se a seus desejos e vontades, obedecê-las sem questionar, acatar suas ordens – ou seja, queriam que a lanchonete arrancasse os cartazes que elas apontavam como machistas, pedissem desculpas e reconhecessem publicamente que são machistas sem coração, homofóbicos, gordofóbicos, e mais 1.378.284 tipos de fobias que o politicamente correto criou no último mês. Foi então que o problema começou.

A Época publicou, em 04/11/2015, o seguinte:

A jornalista Leka Peres foi à lanchonete The Dog Haüs, uma rede paulistana que vende cachorro-quente, na semana passada. Gostou muito do que comeu. Mas não do que viu. Ao se deparar com placas de decoração com piadas envolvendo mulheres, ela fez a seguinte consideração em seu Facebook:
“O The Dog Haus tem o melhor hot dog de São Paulo e o atendimento é incrível. Mas eles acham que machismo é piada, apesar de que quando estive lá mais da metade das pessoas eram mulheres, muito triste. Vocês podem ser melhor que isso, por enquanto perderam uma cliente.”
[…] A publicação de Leka ganhou o apoio de amigos e amigos de amigos que passaram a compartilhar a postagem e cobrar um posicionamento da rede The Dog Haus. Pela sua página oficial no Facebook, a empresa disse o seguinte (sem edição):
“Caramba Qt gente infeliz nesse mundo, isso é decoracao bando de babaca , aqui repaeotos a todos , ficou ofendido??? Come HotDog em outro pico”

Leka voltou ao Facebook e publicou o comentário da lanchonete. “Semana passada fiz um post sobre duas placas da decoração do The Dog Haus falando como eram machistas. Em nenhum momento faltei com respeito, apesar de me sentir super desrespeitada. (…) Quando você sofre assédio diário e isso se torna piada é claro que você ficará infeliz.

O pior é que a mensagem da jornalista (trecho que eu grifei) já revela a natureza da questão: ela é infeliz, e quer que a lanchonete seja co-responsável por sua infelicidade. Ao invés de procurar um psicanalista, um hobby ou um livro, ela vai reclamar no facebook. Qual a surpresa, né?! O facebook está cheio de maluco buscando sua ribalta.

De qualquer forma, a resposta burra que a The Dog Haus publicou, além dos erros grosseiros, é uma sucessão de cagadas. Sério, é muito amadorismo, é muita burrice. Chega a ser quase inacreditável que uma empresa cometa tantos erros graves em sequência.

Uma aulinha básica (e gratuita) para o pessoal da gerência do The Dog Haus: quando o cliente faz uma crítica a uma empresa (isso é direito do cliente!), cabe à empresa verificar se a crítica é procedente ou se é absurda/ridícula/infundada.
Se for procedente, a empresa deve tomar providências e corrigir o problema (pode ser um problema/erro causado por pessoas, por um processo equivocado, um sistema com “inconformidades” etc). De qualquer forma, cabe à empresa identificar e corrigir o(s) problema(s).
Se, por outro lado, a crítica é improcedente, basta dar uma resposta padrão (agradecemos sua opinião, e esperamos que você volte para desfrutar do nosso produto/serviço blábláblá) e ignorar.
Ponto. Acabou.

Mas parece que o dono da lanchonete foi querer dar uma de gostosão (e burro, MUITO BURRO!), e com isso acabou batendo palmas pra maluco dançar. Resultado: virou notícia em vários veículos (Estadão, Época, VejaSP) e acabou prejudicando a própria empresa por causa de uma pessoa confessadamente infeliz que resolveu descontar sua frustração no cartaz alheio.

O estrago estava feito. É claro que o assunto viraria discussão no Facebook (no Twitter foi bem discreta, pequena, nem vou reproduzir):

Meia dúzia de feminazis, malucas e sem noção, escrevendo histericamente no Facebook não chega a ser exatamente uma novidade. O problema é que estas minorias barulhentas têm apelo junto a jornalistas pouco inteligentes e desprovidos de senso crítico e noção do ridículo – que compram a pauta sem pestanejar, e ajudam a aumentar o barulho da gritaria dos grupelhos. Aliás, o maciço apoio de jornalistas (?) desqualificados faz com que as pessoas tenham a impressão de que estas minorias são volumosas, quando na verdade são apenas umas poucas desocupadas/os que precisam preencher o tempo com nulidades.

Enfim, o caso ganhou espaço na mídia – e duas matérias são particularmente ruins: a da Exame, e a da Época. As duas reportagens distorcem a realidade – e a pessoa que não estiver sabendo nada sobre o caso da lanchonete, vai terminar a leitura e achar que a cliente é uma pobre coitada que foi atacada pelo dono da lanchonete, um malvadão que odeia seus clientes (todos eles!) e os trata a pontapés. Especificamente sobre a reportagem da Exame, escrevi o seguinte comentário na página deles:

A matéria deveria estar assinada, porque seria preciso que alguém (jornalista?) pudesse ter seu nome atrelado a esta distorção dos fatos.
A cliente fez uma crítica à decoração da lanchonete. Ainda que seja uma crítica sem noção (e é), ela tem todo o direito de fazê-la. A empresa, então, deveria apenas agradecer e encerrar o assunto.
Ao invés disso, a lanchonete, por burrice ou descuido, deu uma resposta enviesada (mas, diferentemente do que a matéria tenta induzir o leitor a acreditar, não estava chamando TODOS os clientes de “bando de babacas”: isso foi uma resposta específica aos comentários feitos pelas ativistas feminazi, que sempre agem em grupo), e acabou fornecendo o palco para a histeria e catarse da matilha de boçais do politicamente correto – um problema que as empresas vão ter que aprender a resolver ou, no mínimo, lidar com.
Para piorar, um dos sócios/proprietários levou a coisa para o lado pessoal – mas a Exame esqueceu de publicar a íntegra da conversa “privada” entre a cliente e o sócio, pois isso indicaria que a cliente também xingou. Sem grandes surpresas, virou uma troca de ofensas. Há ofensas de ambos os lados – no final das contas, ambos revelam traços de personalidade nada bonitos.
As empresas não podem cair nesta armadilha das feminazi, nem de qualquer outro grupelho de ativistas boçais – inclusive porque depois a imprensa, com raríssimas exceções, vai distorcer o caso para fazer com que a agressividade e ignorância das feminazi não ganhe destaque. E aqui a Exame prova o meu ponto: distorceu vexatoriamente os fatos, e escondeu aquilo que não ganharia clicks.

A reportagem da Época não está muito diferente – mas, pelo menos, é assinada por Bruno Ferrari, o que já é um progresso, pois é possível saber o nome da pessoa que espancou a verdade para produzir uma reportagem que NÃO por coincidência apenas e tão somente reforça a narrativa histérica das feminazi.

No caso da Época, logo no lead da reportagem o Bruno Ferrari escreve:

Depois de “mal entendido”, Shemuel Shoel, dono da lanchonete The Dog Haüs, volta a xingar cliente. Reputação foi rebaixada.

Perceba, caro leitor, que já no lead ele leva o leitor a acreditar que o dono da lanchonete xingou a cliente e, depois, VOLTOU A XINGAR – mas a pobre cliente, coitada, estava lá, indefesa, quieta. Não é verdade. (Rápido parêntesis: impossível saber até que ponto o caso ganhou espaço graças ao fato de a cliente ser jornalista, mas o corporativismo decerto tem seu papel no caso)

Segundo a própria cliente divulgou na sua página no Facebook (aqui), esta foi a sequência de mensagens trocadas entre ela e um dos sócios/proprietários da lanchonete (clique nas imagens para ampliar):

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OBS: O início da primeira mensagem está truncado, eu sei. Apenas reproduzi o que está na página da jornalista no facebook. Aparentemente, há um link do YouTube, mas não é possível saber do que se trata. Portanto, pode ser que a jornalista não tenha divulgado a troca de mensagens desde o início – o que não me surpreenderia, dada a desonestida intelectual que caracteriza essas feminazis.

Ambos perderam qualquer resquício de respeito, ambos xingaram, perderam as estribeiras – e a razão. A cliente, mesmo fazendo pose de coitadinha, chamou o sujeito de “pessoa baixa, otário, babaca”, levantou o bom e velho “você sabe com quem você está falando?” e, para completar o pacote, acusou o sócio da lanchonete de “traficantezinho de quinta”. O que isso significa, exatamente? Traficante de quê? De salsichas?

Quanto ao sócio da lanchonete: é evidente que ele errou feio, meteu os pés pelas mãos, foi grosseiro e revelou-se bastante burro (e não me refiro APENAS à ortografia, porque “mecher”, com CH, é de doer). Obviamente ele não pode abordar um cliente dessa maneira, ainda mais pelo messenger. Não dá.
Indefensável, absolutamente indefensável essa postura arrogante, burra e ofensiva. Se ele ficou pessoalmente ofendido ou irritado com as boçalidades das feminazi, que engula – ele é o proprietário de uma empresa que decidiu atender clientes, e isso inclui todo o tipo de clientes.

As empresas têm que lidar com clientes sem noção, mal-educados, chucros, ignorantes, mandões… Ou, com um pouco de sorte, podem ser brindados com clientes educados, generosos, compreensivos, bem humorados etc.

De todo modo, as empresas precisam aprender: estamos vivendo um período tenebroso do politicamente correto. Basta você discordar de alguém que o sujeito vai gritar “homofóbico!” por qualquer coisinha – e geralmente a discussão não tem sequer relação, remota que seja, com a sexualidade. Mulheres que pertencem a esta matilha de boçais chamada feminazi gritarão “Machista!”. Em suma, cada grupelho vai recorrer ao seu clichê de estimação. E sim, esses grupelhos são burros, intolerantes, e contam com “líderes”, “representanes” e “expoentes” igualmente burros e intolerantes.

E o que as empresas devem fazer, neste contexto dominado pela burrice galopante e pelo risco de ser chamado de machista, homofóbica ou qualquer outro clichê estúpido das minorias histéricas?

Em primeiro lugar a empresa precisa definir se vai querer encampar uma luta aberta contra as histéricas e histriônicas minorias politicamente corretas. Se quiser evitar problemas, ignore. O que estas minorias querem, e precisam, é um palco para desfilar suas insanidades, sua histeria, seu ranço. Basta não dar espaço, ignorá-las, de forma inteligente (sem iniciar ou alimentar discussões, debates etc) e educada. Sabemos, pelos inúmeros exemplos, que esses grupelhos não serão educados, nem inteligentes. Não importa.

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A chave é ignorar sempre. Não se deve, na vida pessoal nem na profissional, bater palmas para maluco dançar. O politicamente correto, combinado a diversos outros fatores que lhe orbitam, estão criando uma geração de fracos, uma geração de ofendidos com qualquer coisa – a geração mimimi. É rigorosamente impossível debater com essa gente. Debate pressupõe um nível mínimo de racionalidade, envolve apresentar argumentos (que não sejam ad-hominem, preferencialmente), e estes grupelhos não conseguem fazer nada disso. Basta ver o exemplo do ridículo deputado Jean Wilys, que vive xingando e gritando contra tudo e contra todos, mas que foge de todo e qualquer debate de forma covarde – isso acontece porque ele não tem argumentos, e seria humilhado em qualquer debate sério. A cereja do bolo: quando fica sem argumentos e, ato contínuo, acaba sendo ridicularizado, o ícone das minorias histéricas apela para o autoritarismo, mandando expulsar quem ousa contrariá-lo.

Se a empresa, por outro lado, decidir que está disposta a enfrentar essa patrulha, boa sorte! Eu posso dizer que fiquei morrendo de vontade de experimentar o cahorro quente da The Dog Haus.
Mas as empresas precisam fazer isso de forma inteligente. Com um pouco de inteligência, é possível – e até relativamente fácil – vencer as feminazis, porque elas são burras. Assim, sejam inteligentes e passem ao largo da histeria – mas por favor, não dêem palco para estas abjetas. Não se pode cair no jogo rasteiro das feminazis da vida.

Finalmente, enquanto não vou lá conhecer os cachorros quentes da lanchonete malvadona e opressora, deixo aqui uma entrevista de Camille Paglia que consegue diferenciar as feministas (que buscam a igualdade entre os gêneros, sem discriminação) das feminazis (minoria de histéricas que querem exterminar os homens pois se acham superiores e, portanto, são tão preconceituosas quanto os machistas que se acham superiores às mulheres).

ENEM prefere a histeria das feminazis à lucidez didática de Ayn Rand

Depois daquela prova ridícula (e burra) do ENEM, de repente o feminismo virou a modinha da semana. Vamos aproveitar para ver a genial filósofa Ayn Rand colocar esse tema em perspectiva (caso o frame do vídeo não apareça, o link direto está AQUI):

Se não me engano (a imagem está ruim, e meu problema de decorar nomes é crônico), o apresentador do programa é o Jay Leno (se alguém tiver certeza, por favor, me corrija ou confirme). De qualquer forma, a última resposta que a Ayn Rand deu, no finalzinho do vídeo, deixou o apresentador com cara de paisagem. Ele recorreu ao velho e batido clichê oco das feminazis, e ela mostrou porque essa modinha feminazi é burra.

A resposta simples, direta e objetiva da Ayn Rand é justamente o problema dessa vitimização burra que transformou o feminismo nessa pantomima feminazi que temos hoje. Alguns exemplos da ignorância e da insanidade das feminazis são facilmente vistas nas redes sociais.

E para quem acha que são apenas as debilóides feminazis das redes sociais que falam merda sobre o assunto, eis aqui a Deputada Alice Portugal, do PC do B (claro!) falando (gritando) suas bobagens:

Para finalizar, a indefectível Luciana Genro, sempre burra, sendo…Luciana Genro, a burra:

Depois que a Luciana Genro, a burra, escreveu este tuíte, um amigão dela ficou feliz:

2015-10-25 19.20.04Em tempo: o problema do ENEM é geral, não se restringe à questão que cita Simone de Beauvoir. Aliás, pessoalmente eu gosto de alguns livros dela, e é claro que não há problema em citá-la, usar seus escritos etc. Muita gente reclamou porque o INEP citou uma intelectual que defendia a pedofilia e o nazismo (sim, Simone de Beauvoir realmente defendeu isso, estuda um pouquinho e cala a boca, feminazi que insiste em dizer que não). Contudo, acho necessário separar as opções e escolhas pessoais de cada um (incluindo intelectuais, artistas etc) daquilo que o sujeito produz.

É preciso reconhecer, e isso é um fato histórico e não uma questão de opinião, que Simone de Beauvoir teve um papel crucial no surgimento e consolidação do movimento que buscava a igualdade entre homens e mulheres – ainda que ela, Simone, dissesse (e escrevesse) coisas exageradas, estapafúrdias. Esse “alto volume” era cabível no seu contexto.

O fato de Simone de Beauvoir ter defendido o nazismo e a pedofilia não anulam tudo o que ela escreveu/defendeu/propôs durante sua trajetória intelectual. Richard Wagner é um compositor genial, mas alinhou-se ao nazismo e fez inúmeras declarações antisemitas que pareciam ter saído da boca de um ignorante chucro, um Lula da Silva ou uma Dilma da vida. Isso invalida toda sua obra?

Para mim, não. Eu continuo apreciando (e muito!) a obra de Wagner, o compositor, mesmo tendo ojeriza ao seu antisemitismo. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, já dizia o filósofo…

Chico Buarque é um ignorante, um boçal patético, que defende ditaduras abertamente, mas muita gente aprecia suas músicas – há, inclusive, analfabetos que apreciam seus livros (que coisas mal escritas!!! Socorro!). Ok. Gosto é como cu: cada um tem o seu, e é melhor não mexer, pois pode sair bosta. A posição política dele não invalida sua composição musical. Eu, pessoalmente, acho as músicas chatas, enfadonhas, aborrecidas e datadas, mas isso não tem nada a ver com a ignorância e a boçalidade da pessoa Chico Buarque.

Mais exemplos? Michael Stipe, vocalista e líder do REM. Gosto da banda, das músicas etc, mas discordo frontalmente dos posicionamentos políticos da pessoa Michael Stipe. Novamente: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

O ENEM tem sérios problemas, é um teste ruim, burro, incapaz de chegar perto de avaliar o conhecimento básico nas áreas essenciais (o ENADE, aliás, é tão ruim quanto o ENEM), mas citar Simone de Beauvoir não é um dos problemas/falhas desta prova. Os problemas do ENEM estão em sua concepção (uma prova única, generalizada, para selecionar pessoas diferentes para faculdades e cursos diversos), sua preparação (perguntas ruins, erradas, como a da globalização) e seu método de avaliação.

2015-10-26 00.32.02Além disso, o INEP/MEC é uma pocilga.

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Aonde estão os black blocs?

Tive que ver este vídeo mais de uma vez para ter certeza de que o Sergio Mamberti realmente falou as bobagens que eu inicialmente achei que ele falou:

Sim, ele falou.

Caso o YouTube derrube o vídeo, ele pode ser baixado NESTE LINK.

Primeiro: eu achava que ele já havia morrido, há bastante tempo. Pelo visto, ainda está vivo. Bom, ao menos fisicamente, porque intelectualmente…

Segundo: meia dúzia de dementes chegaram a dizer que os black blocs eram INIMIGOS do PT e das “esquerdas”. Houve uma inundação de chorume dos sedizentes “intelectuais de esquerda”, aquela gente que não sabe ler, escrever nem pensar, fazendo um esforço hercúleo para dizer que black bloc era um grupo fascista, ou tentando qualificar como um grupo da extrema-direita. Valia qualquer coisa para esconder a verdade.
Lembro, inclusive, no Roda Viva que entrevistou o Lobão, de um “jornalista” (que deve ser filiado ao PSOL, a julgar pelo QI de samambaia e pela aparência suja) dizendo que black blocs eram de direita “PORQUE ELES USAM MÁSCARA“. Sim, o fato de usarem máscaras era a prova, na cabecinha oca do sujeito, de que os black blocs são de direita:

Evidentemente é uma bobagem: os black blocs não chegaram nem perto das manifestações contra o PT por diversas razões – a principal delas é que as lideranças dos black blocs (bem como daqueles imbecis do Movimento Passe Livre – que, aliás, desapareceu, né?!) são defensoras ardorosas do PT. Preciso citar a fugitiva da justiça “Sininho“?

Terceiro: o Sergio Mamberti faria um bem incomensurável à sua biografia se tivesse a decência e a vergonha na cara de se afastar dessa quadrilha com registro partidário chamada PT. Ao manter a defesa dos corruPTos, ladrões e incomPTentes, ele está se colocando como um.

A verdadeira estrela