O mito da “nova classe média” inventado pelo PT esfacela-se

Há alguns anos, a imprensa no geral – e alguns “especialistas”, entre muitas aspas – vem enaltecendo a tal “nova classe média”. Segundo os iluminados, durante os anos do mandato do Lulla surgiu no Brasil esta “nova classe média”, em decorrência principalmente das chamadas “políticas sociais” defendidas pelo PT – sendo que a mais famosa e comentada delas, o Bolsa Família, foi criada por Fernando Henrique Cardoso e foi duramente criticada por ninguém menos que Lulla:

Eu já havia escrito AQUI no blog sobre esta falácia de “nova classe média”, mas, para resumir, o ponto principal é o seguinte: o governo mudou os parâmetros que definem o que é classe média, o que distorceu as estatísticas posteriores. Vai aqui um trecho do que eu escrevi:

Para quem não se lembra, a SAE – Secretaria de Assuntos Estratégicos (que tem status de Ministério, como se no Brasil do PT houvesse necessidade de 39 ou 40 ministérios!) foi criada apenas para alojar mais algumas centenas de cumpanheiros, reforçando a estratégia de locupletar-se no poder que o PT sempre teve.
O tempo foi passando, e a tal SAE foi juntando teias de aranha.
Para dizer que a Secretaria tinha alguma função, algum burrocrata resolveu inventar uma mudança nos critérios de classificação das classes sociais. Com isso, instaurou-se uma situação verdadeiramente SURREAL. Aplicando-se os novos critérios, pessoas com renda familiar per capita entre R$ 290 e R$ 1.019 são as que formam a classe média brasileira.
O sujeito que ganha, mensalmente, R$ 290,00 é classe média???? Como assim?

Ontem eu estava vendo na TV (na GloboNews, se não me engano) uma reportagem que citava um estudo da FGV que indicava que a inflação no primeiro trimestre deste ano estava afetando com muito mais intensidade os mais pobres. Ok, isso não é novidade. Mas em dado momento, a reportagem citou, en passant, que o estudo da FGV considerava que os mais pobres são aqueles que ganham menos de R$ 2 mil mensais. Infelizmente, a reportagem não detalhou se 2 mil por família ou per capita.

Mas o importante é o seguinte: hoje em dia ninguém sabe mais o que significa CLASSE MÉDIA. Muito menos o que seria a NOVA CLASSE MÉDIA. Foram tantas classificações diferentes (e conflitantes) que o país simplesmente perdeu toda e qualquer noção. As pessoas não sabem mais se são classe média. Os órgãos de governo não sabem mais quem é classe média. Os institutos de pesquisa (de opinião ou de mercado) não sabem mais quem é classe média. Este “novo conceito” de “nova classe média” é tão ridículo e tão grotesco que até mesmo uma Marilena Chauí é capaz de criticá-la – de forma burra, deturpada, claro, afinal trata-se de uma Marilena Chauí, que não passa de uma picareta rastaquera elevada à condição de “intelequitual” por falta de outro nome para o “cargo”. A questão foi abordada numa reportagem do Estadão de sábado:

Um dos méritos dos tempos de crescimento econômico e das políticas sociais do governo foi garantir que a chamada nova classe média pudesse olhar no longo prazo e planejar o futuro. Segundo especialistas em baixa renda, os 35 milhões de brasileiros que saíram da pobreza tiveram acesso não apenas ao iogurte e ao televisor de 42 polegadas. Finalmente puderam almejar o ensino superior, a casa própria em área com infraestrutura básica e assumir gastos fixos com serviços mais sofisticados – como a internet, que amplia a rede de amigos e as oportunidades de trabalho. Mas a recessão que ronda o País pode comprometer a escalada na pirâmide social.

Dois indicadores divulgados na semana passada sinalizaram uma tendência nefasta para essa parcela. De um lado, o IPCA, que mede a inflação oficial do País, passou de 8% no acumulado em 12 meses. A taxa de desemprego da Pnad Contínua, que detalha o mercado de trabalho em 3,5 mil municípios, subiu para 7,4% no trimestre encerrado em fevereiro. Há um milhão a mais de desempregados. Ou seja, os números atestam a deterioração simultânea do emprego formal e do poder de compra.

A íntegra da reportagem está AQUI.

A primeira frase, que eu grifei, é ótima: os tais 35 milhões de brasileiros que saíram da pobreza são fruto de um apurado Cálculo Hipotético Universal Teórico Estimado – C.H.U.T.E na sigla para os íntimos.
Ora, se ninguém sabe quem é classe média, pobre, rico, então fica impossível calcular (ou estimar) quantas pessoas saíram da pobreza e quantas entraram nela. Parece bastante óbvio, e é, mas ignora-se o óbvio no afã de tentar achar uma explicação simples (e errada) sobre as mudanças no mercado consumidor do país.

Um terço dos baianos vive do bolsa familia

Que “nova classe média” é esta que não recebe um salário capaz de cobrir despesas essenciais como plano de saúde? Ou ainda: uma classe média que vive de bicos pode ser considerada classe média? Mas o pior é que tem gente (ahn, os iluminados!) que vai além: esta “nova classe média” ainda por cima é burra e ingrata:

O presidente do PT, Rui Falcão, avisou: quem votar em Dilma Rousseff estará votando, na verdade, em Lula – aquele que, segundo suas próprias palavras, não consegue “desencarnar” da Presidência.
A “promoção casada” foi explicitada em entrevista de Falcão ao jornal Valor. Respondendo a uma questão sobre se Lula terá “maior participação” em um eventual segundo mandato da presidente, o petista disse que “sim” e explicou, praticamente sem rodeios, que a passagem de Dilma pelo Planalto serviu apenas para guardar lugar para seu chefe.
“Precisamos eleger a Dilma, para o Lula voltar em 2018”, disse Falcão. “Isso significa que, ela reeleita, começa o ciclo de debate, de planejamento, para que o nosso projeto tenha continuidade, com o retorno do Lula, em 2018, que é a maior segurança eleitoral de que o projeto pode continuar.”
A preocupação de Falcão e da militância petista é compreensível. Embora a propaganda oficial martele que o PT está fazendo um governo revolucionário, que tirou milhões de pessoas da miséria e as levou ao paraíso do consumo, os eleitores em geral parecem cada vez mais descontentes. Com crescimento econômico pífio, inflação alta e perspectivas sombrias para o emprego, é natural que o tal “projeto” petista esteja sendo questionado, conforme mostram todas as pesquisas de opinião e de intenção de voto.
Para Falcão, porém, a chamada “nova classe média” tem reclamado do governo porque não foi devidamente instruída sobre os benefícios que a administração petista lhe deu. Faltou que Dilma lembrasse a essa gente que sua ascensão social se realizou não graças a seus méritos pessoais, mas pelas magnânimas políticas do governo. É a tese da ingratidão, levantada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e corroborada por Lula. “Essa ideia do mérito próprio estimula a fragmentação, o individualismo, afasta as pessoas de coisas mais sociais, coletivas”, disse Falcão. Para ele, Dilma errou ao não “dialogar” com essa classe média “individualista”.

Não é uma belezinha essa declaração iluminada do Rui Falcão?! O texto acima é um trecho de um editorial do Estadão, que pode ser lido na íntegra AQUI.

Pergunta: como essa “nova classe média” sobrevive com impostos tão altos no Brasil?

Carga tributária brasileira

O problema é o seguinte: quem paga imposto (em qualquer país em que a lógica não seja atropelada) é a classe média. Os mais pobres não pagam impostos porque não têm sobre o que pagar (patrimônio e ganhos de capital) e consomem menos – portanto, “escapam” dos impostos sobre consumo, como IPI, ICMS etc. Por outro lado, os ricos (ricos mesmo) têm diversas ferramentas legais e alguns subterfúgios não tão legais para escapar de muitos impostos. Então, sobra à classe média o fardo de sustentar um Estado inchado, com 39 Ministérios (sendo uns 20 completamente inúteis), e milhares de funcionários em cargos de confiança que não fazem nada – mas ganham muito.

Porém, no Brasil, a lógica é atropelada.
O sujeito recolhe impostos altíssimos, mas não pode usar o SUS porque o serviço é uma porcaria – aí, precisa pagar plano de saúde. Para os filhos dos casais de classe média estudarem, os pais precisam pagar as mensalidades de escolas/colégios particulares, pois os do Estado são péssimos. Quem desejar um pouco mais de segurança precisa fazer seguro de automóvel, casa, tablets, celulares e qualquer outra coisa, pois o Estado não oferece a segurança pela qual pagamos. Isso sem falar em sistemas de sgurança para as casas e apartamentos, portarias e guaritas blindadas, empresas de segurança particulares… E assim sucessivamente…
Desta forma, a classe média paga impostos para ter serviços que o Estado falha miseravelmente em oferecer (saúde, educação, infra-estrutura, saneamento, segurança etc), é obrigada a pagar novamente pelos mesmos serviços, desta vez recorrendo à iniciativa privada, e aí fica sem dinheiro para poupar, investir, viajar etc.

Por algum tempo, dá para disfarçar, aumentando a oferta de crédito aparentemente barato. Mas cedo ou tarde, alguém sempre paga a conta.
O mito de “nova classe média” está se esfacelando, pois as mentiras que o PT vem contando há anos não são mais capazes de esconder a “contabilidade criativa” (mentiras deslavadas sobre os gastos do governo, que crescem graças ao populismo e à incompetência gerencial, e, ao mesmo tempo, configuram CRIME), e a piora da economia (que gera aumento dos juros, perda do poder de compra graças à inflação, desemprego, inadimplência etc).

Cedo ou tarde, a verdade viria à tona. A farsa cairia.

Já começou a cair.

Paternidade

Essa vem direto do blog do Gilberto Dimenstein (não gosto dele, confesso, mas o texto é interessante, por razões óbvias):

Quem criou o Bolsa Família, maior cabo eleitoral do PT em geral e de Lula em particular?

De olho nas eleições, o PSDB lançou uma cartilha assumindo a paternidade dos programas de transferência de renda –bolsa escola, por exemplo– que deram origem ao Bolsa Família. Meia verdade. Ou, se preferirem, meia mentira.

Foi, de fato, na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso que se ampliaram os programas de renda mínima –uma ideia empunhada solitariamente, por muito tempo, pelo senador Eduardo Suplicy. Naquela época, aliás, o PT chamava bolsa-escola de bolsa-esmola.

Mas a verdade é que os programas de renda mínima tem dois autores. O então governador de Brasília, Cristovam Buarque, e o falecido prefeito de Campinas, Roberto Magalhães Teixeira.

Foi o Cristovam Buarque, porém, que atrelou com mais força a bolsa à permanência da criança na escola –sei disso porque eu apresentei o prefeito de Campinas ao então governador de Brasília. Esse modelo foi replicado à saúde, com o vale-alimentação.

De Brasília, a ideia teve a adesão do UNICEF e UNESCO, entusiasmando todo o país. Coube, então, ao então ministro da Educação, Paulo Renato Souza, dar-lhe escala nacional. Isso graças ao Programa de Combate da Pobreza, criado por Antonio Carlos Magalhães, ex-governador da Bahia.

Pouca gente sabe que, durante a tramitação do Fundo de Combate à Pobreza no Congresso- base para ampliação do bolsa-escola –o PT foi contra.

A verdade, porém, é que foi Lula quem unificou todas aquelas bolsas, ampliando expressivamente seu alcance.

Interessante, não ?!

Síndrome de Peggy Sue volta a atacar

Síndrome de Peggy Sue: seu passado o condena.

A Mulla (e todos os PTralhas, que se registre) sobre desse mal:

Para as devidas explicações, recorro ao texto do Reinaldo Azevedo:

O vídeo abaixo não deixa de ter a sua graça. Vemos o Lula de hoje, em 2009, a descer o braço em supostos críticos do Bolsa Família, que teriam classificado o programa de assistencialista”, “demagógico” e “uma esmola”. Para Lula, tais pessoas são “imbecis e ignorantes”.

Em seguida, vem o Lula de antes, o de 2000. Ele lamenta que o voto, no Brasil, não seja “ideológico” e que as pessoas não “votem partidariamente”. Segundo este pensador, “o alto grau de empobrecimento do Brasil” faz com que a pessoa escolha um candidato “pelo estômago, não pela cabeça”. E critica a distribuição de cestas básicas ou do ticket do leite.

Noto: naquele 2000, foi criado o Bolsa Escola; no ano seguinte, vieram o Bolsa Alimentação e o Auxílio-Gás. Todos esses programas foram reunidos, depois, sob a rubrica Bolsa Família, tida como a grande “invenção” de Lula. O PT, saibam, classificava o Bolsa Escola de assistencialista, tanto que a então prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, negava-se a implementá-lo em São Paulo. Só deu início ao processo sob pressão.

Pois é… Para o PT, o programa de bolsas era “demagógico” e “assistencialista!”. Vocês sabem, né? Naquele tempo havia muitos “imbecis e ignorantes” no Brasil.

Guaribas: vitrine do fracasso PTralha

A matéria é do Valor Econômico de 18/08:

Guaribas (PI) é parecida com várias cidades do interior do país, com casas humildes, gente simples e ruas estreitas, que alternam barro e paralelepípedos. Mas Guaribas virou vitrine quando foi escolhida, em 2003, para ser o município símbolo do Fome Zero. Quase seis anos depois, o que poderia representar melhoria virou estagnação e acomodação. Distante 800 quilômetros da capital Teresina, Guaribas não cresceu economicamente e os moradores vivem, quase que exclusivamente, das verbas repassadas pelo governo federal.

A produção agrícola local é insignificante. O comércio também. É fácil ver lojas de auto-peças, de artesanato e salões de beleza fechados durante todo o dia, enquanto os moradores desfilam de moto pelas ruas, conversam nas portas das casas ou na praça atrás da Prefeitura. Essa situação angustia a Irmã Augusta Mendes Bispo, uma das duas missionárias – ao lado da Irmã Eleutéria Souza da Costa – designadas pela Igreja para dar aulas nas escolas da cidade. “Essa cidade é muito esquisita”, definiu.

Nos seus 30 anos de missão ligadas à Ordem de São José da Concórdia, ela já foi educadora de cidades carentes no Maranhão, Pará e no próprio Piauí. Mas nada se compara à pequena cidade de pouco mais de 4,2 mil habitantes, localizada no sul do Estado. “O pessoal aqui é muito acomodado, tem medo de melhorar e perder o benefício”, indicou Irmã Augusta. “Se você olhar o tanto de programa e curso que já entrou aqui e morreu, veria que essa cidade poderia ter mudado muito”, acrescentou Irmã Eleutéria.

De Teresina para Guaribas são 11 horas de carro. As duas estradas que comunicam a cidade aos municípios vizinhos são de areia, barro e buracos em profusão. Emoldurada por uma pedreira da Serra das Confusões e com a origem do nome atrelada a um macaco que vivia pendurado nas costas de um antigo agricultor local – muito antes de ser tornar município, que elegeu seu primeiro prefeito em 1996 – Guaribas tem alguns ficus espalhados, mas apenas uma grande árvore, plantada perto da prefeitura.

Foi embaixo dela que o Fome Zero foi lançado em 2003, com discursos de José Graziano (secretário da Segurança Alimentar e Combate à Fome), Benedita da Silva (secretária de Assistência e Promoção Social) e Ciro Gomes (ministro da Integração Nacional), assegurando que a vida da cidade mudaria. Em 2004, também esteve lá o atual ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. “Eu lembro de uma senhora que me disse: ‘Graças a Deus alguém lembrou que a gente existia. Parecia que éramos uma cidade de doentes’ “, disse Irmã Augusta.

Cinco anos e meio depois, os avanços são imperceptíveis. O próprio prefeito Ercílio Matias de Andrade (PRB) reconhece que a produção de feijão, a única representativa – as demais são milho e mandioca-, caiu. A ausência da produção de frutas faz a festa de Maria das Mercês Ribeiro Dias, que vem de Caracol, distante 52 quilômetros, nas datas em que são pagos os salários da prefeitura e o Bolsa Família, vender bananas prata e maçãs aos moradores locais. Fica lá 15 dias. Nos outros 15, não aparece, porque o frete é muito caro.

Em Guaribas, 700 famílias em 900 domicílios estão cadastrados para receber o Bolsa Família – em 2003, esse número era de 366 famílias. Até hoje, voluntariamente, ninguém nunca devolveu um cartão. Pior. Quatro dos nove vereadores recebiam o benefício, incluindo o atual presidente da Assembléia Municipal. Só desistiram após pressão do prefeito. Ele inveja relatos de quem abre mão do Bolsa Família após melhorar de vida. “Quando o pessoal vai ter honestidade de fazer isso por aqui”?, questionou o prefeito.

Até os petistas da cidade estão incomodados e não vêem um sinal de mudança de mentalidade a curto prazo. “Para que eles vão trabalhar na roça, ganhando R$ 10,00 R$ 15,00 de diária, se podem receber mais de R$ 100,00 por mês sem fazer nada”? questionou o advogado Jônatas Barroso Neto, assessor jurídico do candidato do PT à prefeitura, Veloso Silva da Trindade. A inércia estende-se a qualquer projeto de melhoria econômica. “O Pronaf emprestou dinheiro para a criação de caprinos. As pessoas esqueceram que era empréstimo, não produziram nada e hoje estão todas inadimplentes”, diz o candidato do PT a vereador, Raimundo Ribeiro.

Pela cidade já passaram, no embalo do Fome Zero, diversos projetos de aperfeiçoamento e capacitação profissional: cursos de cerâmica, cooperativismo, bordado, apicultura. Maria do Carmo Alves conhece bem boa parte deles. Começou pelo menos três, não concluiu nenhum. A voluntária da Pastoral da Criança, Idelmara Alves, ainda tentou ajudar a amiga. “E o curso de costura?”, indagou. “A máquina era muito cara”, respondeu. Além dos R$ 64 do Bolsa Família pagos ao marido, Maria é beneficiada com uma aposentadoria rural no valor de R$ 415. Mas acha que a vida de agricultor não é fácil. “Quando chove muito, a gente ganha mixaria, nem dá para comer. Quando chove fraco, perde tudo”, resumiu.

Para se fazer justiça, não foi apenas acomodação que o Bolsa Família estimulou em Guaribas. Trouxe também algumas melhorias. A única ambulância que atende a cidade foi doada pela Volkswagen em 2003. O marketing do programa também ajudou na escavação de dois poços artesianos que passaram a abastecer de água a cidade. Hoje, as mulheres não precisam mais passar a noite nas nascentes enchendo baldes e galões. Têm mais tempo para cuidar das crianças, o que diminuiu a desnutrição e a mortalidade infantil. Em 2007, das 68 crianças nascidas vivas, apenas uma morreu. Em 2006, 96 crianças nasceram na cidade e três morreram.

Messias Alves da Rocha tem três filhos – um de seis anos, um de três e o caçula de um ano. Recebe R$ 122 do Bolsa Família desde 2003. Na roça, quando as coisas andam bem, consegue tirar R$ 500. Mas o período de plantio e colheita não garante renda o ano todo. “O Bolsa Família ajudou muito. Agora nós temos dinheiro todo dia certo para comprar leite, arroz, carne e remédio”. A reportagem do Valor já se preparava para deixar a cidade quando foi abordada por uma senhora, acostumada à ajuda federal para tudo. “Moço, pede pro Lula mandar a Record para cá porque a gente não tem dinheiro para a parabólica e só consegue assistir a Globo”.

Redução de pobreza e pobreza de argumento

O artigo abaixo foi publicado em 2006, e eu “desenterrei” do arquivo de mensagens. Vale a leitura.

Recentemente, o pesquisador da FGV/CPS Marcelo Néri e sua equipe divulgaram na mídia novos resultados da queda da miséria. Em seu estudo, ele faz comparações entre as variações percentuais dos percentuais de miseráveis observados nos primeiros três anos do governo FHC e do governo Lula. É necessário chamar a atenção que, quando nos referimos a percentual de pessoas miseráveis, estamos falando da parte de número de pessoas que estão abaixo da linha de miséria (não têm dinheiro para comer um certo mínimo necessário) comparativamente ao total da população.

Se esse percentual diminui, diminui o número de miseráveis. E para saber quantos deixaram de ser miseráveis, basta diminuir o número de miseráveis de um ano para outro. Alternativamente podemos diminuir o percentual de um ano do percentual de outro ano, e encontramos os pontos de percentagens dessa redução, que pode ser traduzida em número de pessoas que saíram da miséria. Falar em variação percentual destes percentuais não tem sentido.

Fiquei me perguntando por que esse ERRO. Fiz algumas contas e constatei que se o estudo falasse em redução de pontos de percentagem, a redução da miséria continuaria sendo maior no Plano Real. Ou seja, em pontos de percentagem, o diferencial é maior para FHC (28,79% 35,31%= -6,52 pontos de percentagem) do que para Lula (22,77% 28,17%= -5,4 pontos de percentagem).
Quando erradamente se comparam os pontos de percentagem de FHC com o seu percentual inicial de pobres (6,52/35,31), a redução percentual de FHC fica em -18,5%, valor inferior à redução observada para Lula (-5,4/28,17= -19,2%). Mas, o que é relevante, e o que interessa de fato, é que o número de miseráveis não se reduziu em 18,5 e em 19,2%, mas sim em 6,52 e 5,4 pontos de percentagem nos três primeiros anos de FHC e Lula, respectivamente.

Estranhamente, os números absolutos de miseráveis não estão divulgados no estudo da FGV, o que elucidaria a questão sem contemplação.

À sua falta, usando os dados elaborados por Sônia Rocha, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, que usa a linha de miseráveis oficial, a redução de indigentes (miseráveis) teria sido no período FHC de 7,5 milhões de pessoas, enquanto no período Lula, de apenas 2,650 milhões. Isso é o que importa: número absoluto de redução de indigentes.

Continuando a observação do referido gráfico, atentei para outro erro: o autor identifica o início da série de Lula em 2003 (28,17% de miseráveis). Mas quando Lula assumiu o governo em janeiro de 2003, o número de miseráveis era de fato 26,72% (que herdou de FHC). Logo, não é justo computar como seu (de Lula) o mérito de reduzir a própria miséria que criou. Se a comparação for feita corretamente (22,77% em 2005 contra os 26,72% que herdou de FHC), o sucesso de Lula, medido em pontos de percentagem, cai para 3,95 pontos de percentagem e não os acima mencionados 5,4. Ou seja, o êxito de FHC foi reduzir a miséria em três anos em 6,52 pontos de percentagem contra os 3,95 pontos de percentagem de Lula.
Ou seja, o número de miseráveis que deixaram de sê-lo no período FHC foi 65% superior ao número de Lula.

O trabalho completo da equipe da FGV contém ainda muitos outros resultados interessantes: mostra que o sucesso de FHC em reduzir a miséria é maior do que o de Lula em qualquer que seja a comparação (misérias rural, urbana e metropolitana). Mostra ainda um resultado pouco explorado que usa a metodologia de Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia, para medir o índice de bem-estar. Novamente o sucesso de FHC é bem superior ao de Lula. No mesmo período anteriormente utilizado, durante os três primeiros anos do governo FHC o índice de bem-estar aumentou em 35,96, enquanto durante os três primeiros anos de Lula, apenas 15,2. Ou seja, o sucesso de FHC em termos de bem-estar foi mais do que o dobro do sucesso de Lula.

É interessante que examinemos as causas do sucesso de um e de outro. O sucesso de FHC se deve ao fato de que ele estabilizou a economia matando o dragão da inflação, o maior responsável pela deterioração da renda dos mais pobres. Mas não ficou nisso; passado o primeiro momento de ajuste das contas públicas, criou vários programas sociais que elevaram bastante as transferências de renda para os mais pobres: Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), Bolsa Escola Federal, Bolsa Alimentação, Saúde da Família, e aumento do número de assistidos no tratamento da Aids.

O que fez Lula: tentou criar o programa Fome Zero e o Primeiro Emprego. O fracasso de suas duas únicas iniciativas é público e notório. Frente a isso, Lula deu prosseguimento aos programas sociais de FHC, unificando-os sob o título de Bolsa Família e ampliando o número de cadastrados (o que havia sido iniciado por FHC e estava sendo continuado e continuou com Lula). No âmbito econômico continuou com a política de FHC de manutenção da estabilidade da moeda e de responsabilidade fiscal.

Insistindo, tudo que Lula fez foi dar continuidade à política econômica e social de FHC. Ainda bem. Se fizesse o que anunciava e o que os petistas pregavam, o Brasil estaria quebrado e a miséria aumentada. Diferentemente do que diz Lula, nada do que está aí foi por ele criado. É apenas apropriação indevida. Precisamos agora de nova onda de criatividade para crescer, distribuir renda e reduzir a miséria, e a equipe de Lula está longe de ter competência para isso.

CLÁUDIO MONTEIRO CONSIDERA é professor de economia da UFF.

É uma surpresa ESTARRECEDORA descobrir que alguém do PT esteja mentindo……..

Novidades

Já constam da página de downloads (aqui) algumas novidades:

1. Crônica de um partido não anunciado: programa e governos do PT entre 1979-2000, uma Tese de Doutorado da UNICAMP, cuja leitura, a despeito do viés imposto pelo autor, ajuda a relembrar as bases do surgimento do PT, suas “bandeiras históricas”, sua proximidade com o Marxismo e variantes (o tal “Socialismo Petista”), as razões do crescimento desde a fundação etc…… Assim como o item 07 supra apresenta um viés claramente tucano, este aqui tem justamente o oposto. De qualquer maneira, se deixado de lado tal viés, ainda assim é leitura interessante para quem busca conhecer verdadeiramente a corja de trogloditas que tomou de assalto o Brasil.

2. Dossiê, com matérias publicadas em alguns meios de comunicação ao longo de 2002. Traz uma auspiciosa entrevista com Heloísa Helena (ainda membro do PT, na época da entrevista), uma boa radiografia das diversas “correntes” que formam o PT, interesses de grupos próximos (como CUT e MST), e notícias gerais que ajudam a demonstrar a metamorfose pela qual o PT passou para conquistar o “poder”. Destaco os trechos que se referem ao FMI (página 26), à maneira de lidar com impostos (página 52) e a renegociação de dívidas dos Estados (página 32), pois são 3 pontos que mostram uma posição claramente antagônica àquela adotada após Rei Mulla assumir seu troninho.

3. A experiência brasileira com programas de transferência direta de renda, uma Dissertação de Mestrado da UNICAMP que trata dos programas como Bolsa Escola, Bolsa Família e afins. Serve principalmente para mostrar o histórico de programas desta natureza, característica que pode ser útil para PTistas desmiolados que dizem por aí que o Bolsa Família do Lulla é uma inovação – não é. Outro texto com forte viés, mas que não invalida, ainda assim, os dados apresentados.

Pena que os PTralhas dificilmente conseguem ler mais de 3 páginas de textos sem ilustrações (coloridas)…Estes arquivos poderão ajudar aqueles boçais que defendem o PT apenas e tão somente baseados no Manual citado abaixo….

Claro, não devem ajudar muito, pois essa corja de psicoPTs esquizofrênicos não tem o hábito de ler nada que não siga à risca as regras de insultos a “tucanos” em geral……

No vermelho das mentiras

Descobri, graças ao Orkut (aqui), um blog (aqui), que, pelo que é indicado no Orkut, parece ser uma fonte de mentiras para PTistas irritados e ansioso por espalhar boatos e distorções de fatos. O autor do blog, Eduardo Guimarães, posta alguns textos que posteriormente são disseminados por pessoas com má-fé ou pouca informação.

O título do blog não me parece adequado à quantidade de mentiras e invenções que ele traz – pois construir uma democracia com base em falsas afirmações é um erro. Vou pegar, como exemplo, um texto que foi usado na comunidade do Orkut supracitada: uma usuária do Orkut postou o texto “picadinho”, como se fosse seu. Eu inseri alguns questionamentos, e ela não respondeu até o momento (quem sabe se, algum dia, comprar um cérebro, consiga).

O texto em questão trata das diferenças entre os governos FHC e Lulla. Estou transcrevendo a íntegra do texto abaixo (o original está em itálico e vermelho), e aproveito para tecer meus comentários ponto a ponto, confrontando alguns dados e fatos vis-a-vis, tentando esclarecer as mentiras e deturpações tão corriqueiras aos mentecaPTos.

No branco dos olhos
por Eduardo Guimarães

Já desmontamos aqui a falácia de que quem apóia o governo Lula são os “desinformados” e “incultos”. Debruçamo-nos sobre uma das últimas pesquisas de opinião consideradas “confiáveis” (Datafolha) e descobrimos que até nas classes A e B (alta e média-alta) o apoio ao presidente da República é fortemente majoritário. Agora, que tal verificarmos se é verdade que o governo de Lula é mera continuação do de FHC?
Vamos chegar a um acordo: o Datafolha pertence à Folha da Manhã — empresa que edita a Folha de São Paulo. Freqüentemente, a Folha é acusada de defender os tucanos, e é classificada como sendo “mídia golpista” (ou qualquer termo equivalente). Minha dúvida: o Datafolha é ou não é confiável ?
É preciso estabelecer um peso e uma medida: recorrer à Folha de São Paulo e/ou ao Datafolha é recorrer à mídia golpista ou trata-se de “fonte confiável” ? Caso contrário, ficamos assim: quando a Folha de São Paulo, o Datafolha, a Veja ou qualquer outro meio de comunicação revela notícias que direta ou indiretamente beneficiam o PT, aí trata-se de “imprensa séria”; quando, por outro lado, os mesmos jornais, revistas e afins publicam qualquer coisa que possa, direta ou indiretamente, prejudicar o PT, subitamente tornam-se “mídia golpista”, ou “imprensa da direita” ou coisa que o valha. É isso mesmo ou precisa desenhar ????

Você lê isso todo santo dia nos jornais, mas nunca lhe explicam por que é que dizem isso. Você, que é antipetista e pró-tucanos, que acha que o Brasil está indo bem por mérito de FHC e não de Lula, sabe dizer por que é que o governo petista seria igual ao tucano?
Eu, pessoalmente, não diria “igual”, mas “muito pior”. Há uma série de razões, sim — mas vamos ver quais são, afinal, as diferenças apontadas pelo ilustre Eduardo Guimarães…..

Ficou em dúvida, não é? Sabe por que? Porque você não pede explicações à mídia quando ela implanta essas teses prontas em seu cérebro. Então, vamos analisar a questão mais profundamente. Eu sei que você, viciado em grande mídia, não está muito acostumado a pensar sozinho, mas fazê-lo lhe fará bem. Você vai ver.
Não, eu não tenho dúvida nenhuma…. Mas novamente vem o ataque à “grande mídia”. Mas péraí: dois parágrafos acima, o Eduardo recorreu a uma pesquisa do Datafolha como sendo confiável, e agora já tasca a mania persecutória da “mídia golpista” ?! Decida-se, senhor Eduardo, por favor !!!!
Mas vamos ver quais são, afinal, os argumentos do Eduardo.

O que é igual nas políticas econômicas do PT e do PSDB? Os juros, por exemplo? Não é verdade. A taxa Selic, depois do crítico primeiro ano do governo Lula (2003), veio caindo mês a mês. Só parou de cair nas três últimas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) por causa da crise americana. Na época de FHC, quando havia uma crise de liquidez de algum paiseco de qualquer parte, os juros explodiam. Agora, apenas param de cair.
O ilustre Eduardo Guimarães parece desconhecer o que significa “taxa de juro real” e “taxa de juro nominal”. Há uma diferença relevante entre os termos, que merece ser mais estudada. Sugiro começar aqui, e depois aqui. Depois que compreender o básico, há algumas idéias mais “avançadas” disponíveis aqui e aqui.
A taxa de juros básica do Brasil (a Selic) mantém-se entre as mais altas do mundo, desde FHC — e continua assim desde 2003 (Lulla), sem NENHUMA alteração. Veja uma notícia de Janeiro de 2008, da “Agência Brasil” (fonte OFICIAL do governo brasileiro) aqui. Como se não bastasse, uma explicação bastante didática está aqui:
O Brasil tem hoje a terceira maior taxa nominal de juros do mundo. A Selic de 11,25% é superada pelo juro básico da Venezuela, de 21,7%, e da Turquia, de 16%. Mas em termos reais a taxa brasileira é a segunda, e pode voltar este ano a liderar de novo o ranking dos maiores pagadores mundiais. O juro real brasileiro, de 6,6%, só perde para o da Turquia, de 7%, segundo o ranking elaborada pela consultoria UP Trend. Como a diferença é pequena e os juros turcos vêm caindo, a expectativa do economista-chefe da consultoria, Jason Vieira, é de que em algum momento de 2008 o Brasil possa retomar a liderança. Os 40 países pesquisados pela UP Trend pagam, em média, juros nominais de 5,98%, e, em termos reais, de 1,2%.
(FONTE: Valor Econômico, disponível na íntegra aqui)

Ah, o Brasil continua produzindo superávit primário? Sim, continua, porque essa não é uma decisão de Estado que pode ser revertida. A menos que se coloque um tarado na Presidência – como a Heloísa Helena, por exemplo, que disse que resolveria todos os problemas do país por decreto se chegasse ao poder.Mentira. Lulla e o PT sempre disseram que o superávit primário era uma distorção da Política Econômica do Brasil, e deixavam claro que tratava-se de “falta de vontade política”. Porém, depois que assumiram, não fizeram outra coisa senão AUMENTAR o percentual do superávit primário. Neste sentido, não é “igual” ao FHC, mas “pior”.

Se a adoção do superávit, como diz o Eduardo, “não é uma decisão de Estado”, é uma decisão a ser tomada por quem ? Pelo Papa ?

 

 

 

 

 

Quando FHC governou, havia espaço para políticas mais autônomas. Ele pegou um país com as dívidas interna e externa baixas. A primeira, porque Collor deu o calote com o confisco da poupança e, assim, fez a dívida interna chegar ao nível mais baixo em décadas, e a segunda, porque o endividamento externo ficou paralisado desde a crise do México, no início dos anos 1980. Mas como o presidente tucano, além de ter vendido mais de cem bilhões de dólares de patrimônio público, para manter o câmbio fixo que o elegera em 1994 – e que pretendia que o reelegesse em 1998 – ainda contraiu vultosos empréstimos internacionais (só em 1999, pediu 40 bilhões de dólares aos EUA, ao FMI e ao Clube de Paris), a dívida externa quase que dobrou durante seus oito anos de governo, e a dívida interna cresceu uns mil por cento.
Infelizmente, mais uma vez o Eduardo pauta seu texto por achismos – ou mentiras, não sei. Ele poderia ter consultado o site da Secretaria do Tesouro Nacional (aqui) e localizado os números antes de escrever bobagens.
O fato é que a dívida pública do Brasil, em Dezembro de 2002, era de R$ 929.323.000.000 (em números arredondados). Foi, portanto, com este montante de dívidas (interna + externa) que começou o mandato Lulla. Em Novembro de 2007 (último mês com totalização disponível), o mesmo montante (soma da dívida interna + dívida interna) era de R$ 1.340.925.000.000. Os números, numa leitura inicial, parecem astronômicos. Estão disponíveis numa planilha em Excel, aqui. Há diversos critérios disponíveis no site (do Tesouro Nacional) para a contabilização das dívidas, mas basta manter alguma coerência para fazer comparações – quaisquer que sejam os critérios.
Outra coisa: seria interessante se o Eduardo Guimarães explicasse, de forma bastante didática, porque ele entende que “Collor deu o calote com o confisco da poupança e, assim, fez a dívida interna chegar ao nível mais baixo em décadas“. Ou seja: qual a relação, exatamente, entre o confisco da poupança promovido pelo Collor e o valor da dívida interna ?

Como é que o governo Lula é igual ao de FHC, então? O tucano aumentava os juros (durante o governo FHC, a Selic subiu a mais de 40%) e o petista diminui. Um endividava o país e o outro paga as dívidas do antecessor, além de não pedir um centavo emprestado. Um fez o país recorrer duas vezes ao FMI, o outro tirou o país do FMI.
Ninguém “tirou” o Brasil do FMI. Uma consulta ao site do próprio FMI mostra a situação do Brasil, atualmente e desde 1946 (ano em que o Brasil ingressou no FMI), aqui. Aliás, o site do FMI tem uma série (grande) de dados e análises sobre o Brasil, que merecem uma leitura ocasional….
Além disso, retomemos o objetivo inicial do Sr. Eduardo Guimarães: se o intuito era mostrar as “diferenças” entre FHC e Lulla,o argumento é um tiro no pé, pois apenas demonstra que Lulla continuou a ter medo do FMI e submeter-se às regras do Fundo. Coisa que o PT passou 20 anos criticando……….(neste sentido, algumas leituras interessantes estão aqui, aqui e aqui). Complementarmente, aqui.

 

A imprensa diz que tudo que Lula tem conseguido na economia é mérito de FHC. Lula só teria o mérito de ter “continuado” o que fez o tucano. Só que nunca lhe dizem o que é que Lula continuou do que FHC fazia. O país está indo bem. A inflação está controlada (apesar de a mídia divulgar só os preços que sobem e nunca os que caem) e, apesar disso, o PIB cresce com um vigor que não apresentava desde os anos 1970. E o mérito é de FHC…. Por que? A vítima da lavanderia de cérebros midiática não pergunta nada. Só acata. A mídia não diz o que foi que FHC fez que agora está permitindo a Lula governar tão bem. Dizem apenas que Lula “continua” o que FHC fez.
Nenhum argumento, apenas retórica. Vamos para o próximo.

 

Lula não continua nada. O câmbio flutuante e o superávit primário são políticas públicas da era FHC, só que o câmbio flutuante era uma reivindicação do PT quando era oposição ao governo FHC e este o adotou na marra quando o mercado o obrigou a desvalorizar o real no início de 1999. Até a eleição presidencial de 1998, quando FHC se reelegeu, ele dizia que não era necessário deixar o câmbio flutuar ou sequer desvalorizar o real. Já no caso do superávit primário, um país endividado que não aceitar essa poupança compulsória que garante o pagamento das dívidas do país, será boicotado pelos investidores estrangeiros e terá dificuldades até para financiar seu comércio exterior. O Brasil já tentou enfrentar o sistema financeiro internacional nos anos 1980, com a moratória decretada pelo ex-ministro Dilson Funaro, e o resultado foi um desastre pelo qual estamos pagando até hoje.
Engraçado: durante 20 anos, o PT defendeu o calote aos organismos internacionais – especialmente o FMI. Depois, quando assumiu, não apenas continuou pagando os juros das dívidas (inclusive com o FMI), como fez questão de amortizar o montante total de SDR com o FMI (detalhes, aqui).
Temos, assim, mais uma “não diferença” entre FHC e Lulla: o primeiro mandou esquecer o que escrevera, e o segundo fez o possível para que esquecessem tudo o que ele passou 20 anos dizendo !

Mas como resumir todo um governo apenas por conta de dois vértices de sua política econômica? Ah, temos os programas sociais também, não é? Não dizem que o Bolsa Família é criação de FHC? Essa é a maior das mentiras. Aproveitam-se do fato de que FHC copiou um programa de transferência de renda, baseado em experiências de outros países. Só que fez para inglês ver. Investia nele uma miséria. Porém, tentam fazer você crer que o Bolsa Escola ou o Vale-gás têm alguma coisa que ver com o maior programa de transferência de renda do mundo. Não tem. O que importa não é a natureza do programa e sim como ele é implementado. O atual governo gasta uma quantidade de recursos com a transferência de renda que nunca governo nenhum cogitou gastar. E isso incomoda, porque setores mais bem aquinhoados da sociedade perderam recursos para os setores beneficiados pelo Bolsa Família.
Muita retórica, muita bobagem, e nenhum argumento.
Qual a diferença entre os programas de transferência de renda do FHC e o do Lulla ?
Só o valor ?
Ou existe mais alguma diferença ??????

Para quem pretendia explicar detalhadamente as tais diferenças (que eu ainda não vi), o texto carece de fatos…….

 

Outro cavalo de batalha da mídia é o lucro dos bancos. Freqüentemente você vê nos jornais que este ou aquele banco teve lucro recorde. No dia em que escrevo isto, os três maiores jornais do país tocam bumbo sobre o lucro do Bradesco, como se quisessem dizer que o governo diz que é pelo social mas está beneficiando mesmo os ricos. É uma tese malandra que faz acreditar que é ruim a solidez do sistema bancário. Na época de FHC, eles não eram sólidos e eu, você, todos nós tivemos que doar dinheiro aos bancos (via PROER), porque nenhuma economia é sólida se seu sistema bancário não for também. E hoje os bancos estão lucrando com o dinheiro de suas operações, sem precisarem ser socorridos com dinheiro público.
Uma concatenação de mentiras e meias-verdades – e, pior: as afirmações aqui contradizem a conclusão, lá no último parágrafo do (paupérrimo) texto do ilustre Eduardo.
A solidez do sistema bancário é necessária em qualquer país que pretenda desenvolver-se – porém, os lucros do sistema bancário estão cada vez mais calcados no aumento desenfreado das tarifas bancárias. Este “fenômeno” começou ainda no mandato FHC, e continua, até hoje. Aliás, está é piorando ! Mais uma prova de que a suposta “diferença” que o senhor Eduardo tenta criar fajutamente inexiste.
Atualmente, as tarifas bancárias cobradas dos consumidores dos serviços bancários são suficientes para pagar 102% das despesas com pessoal dos maiores bancos do Brasil – um índice nunca antes atingido na história desse país. Maiores detalhes estão aqui. Dizer que “hoje os bancos estão lucrando com o dinheiro de suas operações, sem precisarem ser socorridos com dinheiro público” é uma meia-verdade perigosa: eles estão, isto sim, ancorados no abuso das tarifas, que nenhum governo (nem FHC, nem Lulla) coibiu.
Nenhum dos dois, Lulla ou FHC, teve coragem de “enfrentar” os grupos econômicos que mandam e desmandam….(e que, em campanhas eleitorais, quando todos os candidatos precisam dos votos de milhões de incautos, são criticados duramente)
Olha aí mais uma “não diferença” !!!

 

 

Temos outras diferenças fundamentais entre o governo do PSDB e o do PT. Vocês sabem por que a crise americana – que é muito pior do que as crises de paisecos da era tucana – não está nos afetando e, de acordo com todos os economistas de todas as tendências, não deverá nos afetar significativamente ? É porque hoje o Brasil depende muito menos do comércio exterior com os americanos e europeus do que na época de FHC. Eu mesmo viajarei à África em pouco mais de duas semanas para fazer negócios com um dos muitos países daquele continente que passaram a importar fortemente do Brasil. A diversificação dos mercados-alvos das nossas exportações tornou o Brasil menos dependente dos países ricos. Hoje comerciamos com as três Américas, com a Europa, com a Ásia, com a África… Não dependemos mais unicamente de americanos e europeus.
Aqui, infelizmente, o senhor Eduardo escorrega no tomate e cai sentado na banana.
O ilustre Eduardo tenta enganar o leitor ao mencionar uma suposta “diversificação dos mercados-alvo das nossas exportações”, o que é uma mentira deslavada. Notícia publicada HOJE (na íntegra, aqui): Os países da União Européia foram o destino das exportações brasileiras que registraram o maior crescimento no ano passado, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Foram embarcados US$ 40,4 bilhões, ou 29,7% a mais (pelo critério de média diária). Mas considerando-se um único país e em volume de negócios, a liderança continua a ser dos Estados Unidos, para onde o Brasil exportou US$ 25,3 bilhões em 2007 – nesse caso, um aumento percentual de apenas 1,8% ante o total remetido em 2006. Os números do comércio exterior com a União Européia, que tem 27 países membros e cerca de 500 milhões de habitantes, mostram que o Brasil está ganhando mercado no bloco, já que o aumento das vendas para a região superou o incremento total das exportações brasileiras no ano passado, que foi de 16,6%.
O senhor Eduardo precisa se informar melhor, com urgência !!! Recomendo que ele consulte as tabelas disponíveis diretamente no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, aqui. Neste link, é possível comparar as exportações e importações brasileiras por blocos econômicos ou países, de 2001 a 2007. Se conseguir entender os números das tabelas, ele verá que seu texto cometeu erros grosseiros. Assim como suas análises, equivocadas.

A herança tucana foi realmente maldita. Entregaram o Brasil estagnado economicamente, com o desemprego nas alturas, com um dólar valendo quatro reais, com a inflação próxima dos dois dígitos e dizem que tudo isso se deveu ao “risco Lula”. Mentira. O Brasil começou a decair em janeiro de 1999, com a maxidesvalorização forçada do real, que dois meses antes FHC garantira que não ocorreria. Lula teve que tirar o pais do buraco e fez isso simplesmente fomentando o mercado de consumo de massas que hoje vemos crescendo a todo vapor e que sempre foi a pregação do PT.
Neste trecho, o Sr Eduardo perdeu a chance de provar o que disse. Depois da desvalorização da moeda, em 1999, o que aconteceu com o valor do dólar ? Quando o dólar começou a disparar, quase batendo nos R$ 4,00 ? Se ele pesquisar as datas, verá que foi, sim, quando as pesquisas de intenção de voto convergiam na (então) provável eleição do Lulla. Foi-se a chance de provar o que disse……

 

 

O Brasil está bem porque muita gente foi incluída como consumidora. Também há o decidido combate à sonegação fiscal, que hoje se vale inclusive de Polícia Federal, o que permitiu ao Estado ter mais recursos para implementar projetos de desenvolvimento como o PAC, do qual a mídia e a oposição desdenham, mas que, aqui e ali, confessam que será o grande ativo eleitoral petista em 2010, porque fará o país crescer, nos próximos três anos, como jamais cresceu.
O crescimento da arrecadação de impostos e tributos começou no mandato FHC, e foi criticado pelo PT. Depois, continuou. Basta verificar os montantes junto à Receita Federal e demais órgãos.

As afirmações do Sr Eduardo, assim, não trazem fatos, apenas achismos – e mentiras.

 

 

A similaridade que há entre os governos Lula e FHC é a mesma que há entre eu e qualquer um de vocês, ou seja, a do branco de nossos olhos, que todos temos. O que há de igual neste governo e no governo anterior é o que não teria como ser diferente em nenhum governo. E as diferenças são enormes, decisivas e benéficas para a maioria, mas ruins para a minoria que reclama, que sempre foi preferencialmente beneficiada pelo Estado brasileiro e agora deixou de ser.
Não, não há grandes diferenças, não.

Os banqueiros, que o PT sempre elegeu como alvo-preferencial de suas críticas e ódio por 20 anos, continuam ganhando MUITO dinheiro (“nunca antes na história desse país os lucros dos bancos foi tão grande“).

A corrupção que sempre existiu, continua. Mas depois do Mensalão, ganhou status, pois organizou-se, tornou-se sistemática – ainda mais do que antes. Nunca antes na história desse país……….pois é.

Não há diferenças, como o Eduardo gostaria que houvesse. Houve, no mandato Lulla, aprofundamento da “política neo-liberal” que ele, Lulla, e o seu PT sempre criticaram – incluindo uma relação de beijinhos e muito amor com bancos, banqueiros, FMI, imperialistas etc.

Tudo o que o PT passou 20 anos criticando, está fazendo: privatização, corrupção, pagamento de dívidas e juros etc.

Uma pena. Mas a única coisa que mudou foi a cor das mentiras: eram azul e amarelo, e agora são vermelhas.

 

 

 

 

Lista de razões

Esta retrospectiva que andei fazendo recentemente acabou me levando a um e-mail de 2006, que reproduzo abaixo, listando ao menos 100 razões para expulsar essa cambada de incomPTentes do Brasil.

Preciso “honrar” meus e-mails antigos, pois a idéia de iniciar este blog surgiu justamente a partir das manifestações de alguns amigos que recebiam os meus “boletins” por e-mail. Então, vou tentar identificar, no arquivo de e-mails, aqueles que ainda trazem dados e/ou posições relevantes. E são muitos, pois quase nada se tem visto de diferente na política brasileira mesmo…….

1 – Lula prometeu que no governo dele corruptos não teriam lugar. O que se viu foi exatamente o contrário. A cúpula inteira de seu governo esteve envolvida em atos ilícitos.

2 – Mesmo com um ambiente externo favorável no governo Lula, o Brasil foi o lanterninha do crescimento econômico nas américas. Só não ficou atrás do Haiti, país que se encontra em meio a uma guerra civil.

3 – Lula insistiu no Fome Zero, mesmo sob o aviso de diversos especialistas de que este programa não daria certo. E não deu. Pra não ficar no fiasco, Lula adotou um programa do governo passado, o bolsa família. Este, aliás, foi o único que deu certo na área social.

4 – O governo Lula gastou mais em publicidade do que em saneamento básico. O que é inaceitável para um governo que se diz voltado para as questões sociais.

5 – Lula não investiu nenhum centavo em transporte durante seus três primeiros anos de mandato. Somente seis meses antes das eleições, criou uma operação tapa-buraco gastando recursos financeiro sem licitação pública (ótimo para as ricas empreiteiras).

6 – Lula prometeu dobrar o salário mínimo e não o fez.

7 – Lula diz que não sabia de nada o que ocorria nos gabinetes ao lado. O dinheiro ao qual ele era a autoridade máxima era gasto em atos ilícitos sem ele saber. Incompetência não deveria ter lugar no Planalto.

8 – Lula prometeu criar 10 milhões de empregos e não o fez.

9 – Parentes do presidente Lula que vivem na zona rural de Caetés (a 245 km de Recife), terra natal do presidente, acham que nada mudou em suas vidas nos três anos e meio do atual governo. Dizem que Lula não cumpriu a promessa de melhorar o fornecimento de água na zona rural.

10 – O governo Lula tentou aprovar a Ancinav, uma agencia para regularia as atividades audiovisuais, que na prática daria ao governo o controle sobre os meios de comunicação. Se o congresso tivesse aceitado, hoje não saberíamos do mensalão.

11 – Em mais uma atitude autoritária, o principal ministro de Lula, ordenou à Caixa Econômica Federal, sem aval jurídico, que abrisse o sigilo bancário de um caseiro. Qual seria a próxima atitude? Matá-lo como aconteceu com Celso Daniel?

12 – O governo petista começou um processo de sucateamento das agencias reguladoras por serem independentes de ideologia política. 84% do orçamento das agências reguladoras foi contingenciado pelo governo Lula no ano passado. Isso custou ao Brasil 40 bilhões em investimentos diretos.

13 – O governo Lula tenta emplacar uma lei de cotas raciais, que institui o racismo no Brasil. Ela prevê que na identidade das pessoas existirá a informação da raça para que exista tratamento diferenciado em determinadas instituições. Semelhança com o regime do aparteid e o inicio do nazismo não são meras coincidências.

14 – Lula foi a favor das barreiras que a Argentina quis impor sobre os produtos eletrodomésticos. Isso não salvou a indústria deles, pois passaram a importar da China o que pararam de importar do Brasil.

15 – Lula ofereceu empréstimos do BNDES a Evo Morales mesmo depois da nacionalização do gás na Bolívia e da expulsão da mineradora de um brasileiro.

16 – 10% do investimento em ciência e tecnologia do governo Lula foi pra botar um homem no espaço para fazer experiências já feitas há muito tempo atrás e cujos resultados estão à disposição de qualquer um na internet.

17 – Em 2006 o governo Lula aumentou em R$ 69 milhões os gastos do Planalto em itens como viagens, diárias e aluguéis de carros.

18 – Lula dobrou o número de funcionários no Planalto. De 1,8 mil, foi pra 3,3 mil funcionários. Só assim para empregar todos os amigos do PT.

19 – Em 2002 Fernando Henrique gastou 76 milhões com despesas de gabinete. Lula gastou 318 milhões em 2003 e 372 milhões em 2004.

20 – O Presidente Lula fez um contrato com o Cartão Internacional VISA, dando um cartão de crédito para cada uma das 39 pessoas do governo executivo e um para si próprio. O limite de cada cartão era de 400 mil, mas logo o limite foi aumentado para um milhão de reais. Tudo isso pago com o dinheiro de nossos impostos.

21 – O governo federal reduziu o orçamento do SUS em R$ 1,6 bilhão e coincidentemente orçamento do bolsa família aumentou este mesmo valor.

22 – O governo Lula gastou 54% mais com o bolsa família no Nordeste do que com investimento em desenvolvimento nessa região.

23 – Lula só beneficia prefeituras do PT, esquecendo que o dinheiro não é do partido, é do país. R$ 202 milhões foi quanto prefeituras do PT receberam do governo em maio. Já o PMDB, que comanda bem mais prefeituras, ficou com apenas R$ 84 milhões.

24 – O número de mortes de índios aumentou 100% no governo Lula. Isso se deve ao sucateamento da Funai, com a demissão e rebaixamento de funcionários técnicos para pessoas ligadas ao partidão entrarem no lugar.

25 – 23 de um total de 25 promessas de campanha da área de segurança não foram cumpridas por Lula depois que assumiu a Presidência.

26 – 11% foi o percentual de queda de investimentos do governo federal em segurança pública entre 2004 e 2005.

27 – Com a ajuda do governo Lula, os sem-terra que invadiram e depredaram o congresso nacional foram libertados da prisão. Isso se deu porque o líder do MSLT é um dos membros da executiva do PT. Muito rico por sinal.

28 – Lula assinou um tratado reconhecendo a China como economia de mercado em troca de seu voto no conselho de segurança da ONU. Nenhum país do mundo reconhece a China como tal, por que este adota trabalho semi escravo. O resultado disso são as centenas de fábricas de roupas, calçados e brinquedos quebrando no Brasil. Ah! A China votou contra o Brasil.

29 – A entrada da Venezuela ao Mercosul dificulta ainda mais as relações no bloco. com Chavez no bloco, os acordos com os Estados Unidos e Europa ficam mais distantes. Lula apoiou isso. Enquanto isso, Chile e México aumentam seu comércio exterior fazendo acordos bilaterais com eles.

30 – Lula dobrou seu patrimônio em três anos e meio. Passando a mais de 850 mil de reais. Isso explica gasto tão grande em despesas do gabinete citado mais acima.

31 – O PT e Lula preferiram perdoar os mensaleiros, comprovados e confessos, e apoiar suas candidaturas. Nada mais anti-ético que isto, é de uma cumplicidade vergonhosa.

32 – O PCC apoia o PT. Os bandidos chegaram a imprimir 170 mil panfletos contra o PSDB e em escutas telefônicas os marginais mandam ordens para matar membros do PSDB e não do PT.

33 – Lula vetou o aumento dados aos aposentados. Aumento este pelo qual ele sempre lutou, ou fingiu lutar.

34 – Com medo de perder eleitores da classe rica, Lula alterou o direito a INSS das empregadas domésticas de forma que os patrões pudessem deduzir o gasto do imposto de renda. Ou seja, quem pagará o INSS das empregadas será o governo, com dinheiro do povo.

35 – Lula vetou o FGTS das empregadas domésticas, como se essa profissão merecesse menos direitos do que as demais. Fez isso para agradar os eleitores ricos que não gostariam de gastar mais 8% do orçamento para dar direitos a seus funcionários.

36 – Lula prometeu reduzir a CPMF a um valor simbólico, que iria minguando até sua extinção total posterior. Que aconteceu depois que Lula assumiu o governo? Passando por cima da promessa de campanha, o texto da Reforma Tributária elaborada pelo governo Lula, mantém a CPMF até 2007.

37 – o PT prometia investimentos anuais de R$ 39 bilhões em infra-estrutura. Logo no primeiro ano de mandato, o governo Lula destinou para estes fins, apenas R$ 7 bilhões, ou seja, R$ 32 bilhões a menos que o prometido em campanha para cada ano.

38 – A reforma agrária praticamente parou no governo Lula. Na campanha, o PT prometia assentar 250 mil famílias por ano. Ou seja, um milhão de famílias. O que se viu foi que nos dois primeiros anos, somente 106 mil famílias foram assentadas. Menos de um quarto daquilo prometido.

39 – O PT acenava com o cumprimento das regras do FUNDEF, com a ampliação dos recursos repassados aos estados. O valor legal por aluno seria de R$ 786,16. Já no governo, nada disto vale mais. O valor legal por aluno, decretado para 2003 foi de R$ 446,00. Em 2004, este valor legal por aluno foi de R$ 537,71. Tudo muito longe do prometido.

40 – Na tentativa de conter o MST, o governo lula deu a este grupo mais de 25 milhões de reais entre 2003 e 2005. Mesmo essa “propina” não conseguiu conter as invasões de terra porque a reforma agrária simplesmente estagnou nesse período.

41 – 5.600% Foi o percentual de aumento dos repasses do governo ao MSLT, grupo liderado por um membro da executiva do PT que invadiu a câmara dos deputados, em apenas três anos.

42 – R$ 79 milhões Foi quanto o governo Lula repassou em dezembro ao Movimento das Mulheres Camponesas que invadiu o laboratório da Aracruz, destruindo 20 anos de pesquisa. A comunidade cientifica do Brasil deve estar de cabelo em pé.

43 – Uma das promessas de Lula foi aumentar a auto-estima brasileira. Ele começou bem com uma série de propaganda “Sou brasileiro e não desisto nunca” mas terminou mal com a constatação de que somos um país de corruptos, onde o maior corrupto é o próprio governo.

44 – Lula prometeu implantar o sistema único de segurança pública nacional. O projeto foi arquivado.

45 – Lula prometeu investir em penas alternativas para recuperar presos e esvaziar as penitenciárias. O Orçamento de 2005 previa gastar R$ 3,5 milhões nisso. Só R$ 455 mil foram liberados (o restante deve ter ido pras propagandas).

46 – Lula prometeu estabelecer um piso salarial nacional para os policiais mas não cumpriu.

47 – Lula prometeu criar um banco de dados único, com informações das polícias Federal, Civil e Militar, mas não cumpriu.

48 – O atual governo simplesmente ignorou a medida provisória, com força de lei, que proíbe a desapropriação, para fins de reforma agrária, de terras invadidas. Com este empurrão do planalto, as invasões triplicaram ao longo do mandato de Lula.

49 – No Governo Lula, existem cerca de 23.000 petistas empregados nos 32 ministérios, a maioria criada apenas para servir de cabide de emprego dessa massa sem qualificação.

50 – Depois da corrupção nos correios, a direção desta empresa foi substituída, retirando os corruptos aliados a Lula, por um grupo técnico. Com essa substituição os Correios alcançaram um lucro recorde em 2005. Para não perder o apoio do PMDB, Lula removeu a diretoria técnica para dá-la ao PMDB novamente, abrindo mais uma vez as portas da empresa à corrupção. O PT não aprende.

51 – Ainda permanece desconhecida a origem de R$ 223,5 mil que foram parar nas contas de Lula e de outros sete petistas que concorreram a cargos majoritários nas eleições de 2002.

52 – A promessa de campanha de Lula do “primeiro emprego” foi abandonada.

53 – Segundo a fundação Perseu Abramo, vinculada ao PT, o governo Lula foi o mais corrupto da história, só perdendo para o governo Collor.

54 – Na campanha, Lula prometeu instalar mil farmácias populares até o final do governo. Em 2003 e 2004, foram montadas apenas 28 pontos de venda. No ano passado, somente mais dez. Até ontem haviam sido inauguradas somente 110 farmácias.

55 – O governo, além de apoiar as invasões dos sem terra, ignorou a crise que atingiu em cheio a produção agrícola, apesar dos apelos do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. Pela primeira vez em sete anos, a balança comercial do agronegócio cairá em 2006 na comparação com o ano anterior.

56 – Lula torrou no R$ 54 milhões na compra do Aerolula feito sem concorrência. Isso é mais do que o governo federal gastou em saneamento básico em 2004.

57 – Lula sancionou a emenda que diminui as multas de transito por excesso de velocidade. Medida eleitoreira que poderá causar um aumento no já alto índice de mortalidade em acidentes de trânsito no Brasil.

58 – O ministro da saúde de Lula, Humberto Costa, foi quem assinou a liberação das verbas da máfia dos sanguessugas. Mesmo sabendo disso, Lula está apoiando a eleição dele em Pernambuco.

59 – Dos R$ 27,6 bilhões gastos em segurança pública no país no ano passado, 87% (ou R$ 24 bilhões) saíram dos cofres dos governos estaduais. Esse valor equivale ao triplo do que o governo federal dedicou à educação em 2006. Ou seja, além de não gastar quase nada com educação, Lula gasta menos ainda com segurança.

60 – Pela constituição, a responsabilidade pelo crime organizado é da esfera federal, cabendo aos estados somente os crimes comuns como brigas de vizinhos, crimes passionais, batedores de carteira, assaltantes entre outros. Contudo, o governo Lula finge não ter esta responsabilidade, mesmo estando ela definida na constituição, colocando os Estados da federação numa saia justa.

61 – o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) do governo Fernando Henrique atendeu 809 mil crianças e reduziu em 26% o número de trabalhadores infantis. Embora bem-sucedido, o programa não contou com apoio do governo Lula. O petista preferiu retirar recursos desse programa para repassá-los ao Bolsa Família.

62 – Durante os anos de administração de Fernando Henrique, o percentual das estradas brasileiras consideradas ruins ou péssimas era de 1,5%. Sob Lula, 40% das estradas estão nessa situação.

63 – Nos anos do governo tucano de Fernando Henrique a produção agrícola pulou de 81 milhões para 123,2 milhões de toneladas. Sob Lula a produção só fez cair até chegar a 113,9 milhões de toneladas. Uma redução de 7,7% no governo petista frente a um avanço de 33,3% no governo tucano.

64 – O PIB do setor agrícola deve amargar esse ano uma queda de R$ 10 bilhões. Ao mesmo tempo, os petistas permitiram um festival de invasões e conflitos no campo. O número de famílias assentadas ficou na metade do prometido e as invasões triplicaram, passando de 103 no governo FHC para 327 com Lula.

65 – Enquanto na gestão tucana a taxa real de juros anualizada era de 5,81%, na era Lula é de estratosféricos 12,64%. Com isso, o crescimento brasileiro tem sido pífio, apesar do cenário externo favorável.

66 – O governo Lula provocou uma explosão da dívida pública, que passou de R$ 1 trilhão. Na gestão passada, o aumento dessa dívida foi de R$ 182 bilhões, valor que atingiu R$ 356 bilhões no governo do PT.

67 – As verbas para o setor de segurança para São Paulo, que em 2001 somavam R$ 181 milhões, diminuíram para R$ 27 milhões em 2005. Comparativamente, o montante de recursos enviados por meio do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) e do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) teve redução, portanto, de 85%. Ou seja, Lula só libera verbas para Estados cujo governador é de seu partido. Como se o dinheiro fosse dele.

68 – A policia federal descobriu fraude em uma empresa de Henrique Meireles, presidente do Banco Central. Ele, por não ser membro do Executivo nem do Legislativo deveria ser julgado por foro normal. Contudo, Lula em mais uma manobra para premiar a corrupção de seus amigos, diplomou ele como ministro, tornando-o assim um membro do poder executivo.

69 – Humberto Costa, o ministro da Saúde de Lula,gastou 1,4 milhão de reais do ministério da saúde em causa própria, fazendo propaganda eleitoral com o dinheiro do povo.

70 – Lula tentou indicar Tarso Genro, além de outros dois deputados petistas, para ocupar vagas no Supremo Tribunal Federal. Atitude ridícula, visto que para ocupar o cargo deve-se selecionar pessoas com alto gabarito na área jurídica.

71 – Lula anunciou que pretende criar uma constituinte para alterar a constituição. Nada mais parecido com o que Chavez fez na Venezuela e Morales vem fazendo na Bolívia.

72 – Lula gastou 9 bilhões de reais dos impostos dos contribuintes para cobrir um rombo no fundo de pensão da Petrobrás. Essa quantia daria para pagar um ano de bolsa família e vinte operações tapa-buraco.

73 – Em seus quatro anos de governo, Lula construiu apenas uma penitenciária. Que funciona exclusivamente para apenas um preso.

74 – O governo executou apenas 1,45% das verbas do Fundo Penitenciário (Funpen) previstas no Orçamento deste ano e 4,8% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). Não é a toa o caos que se tornou a segurança brasileira.

75 – Lula defendeu o direito ao sigilo bancário dos suspeitos de atos ilícitos para atrapalhar as investigações das CPIs, mas ao mesmo tempo seu governo quebrou o sigilo bancário de um simples caseiro, para tentar desacreditar as denuncias dele.

76 – Cristóvão Buarque quando ministro da educação elaborou projetos de lei para melhorar o ensino brasileiro e erradicar o analfabetismo. Lula não os enviou ao congresso porque eles seriam impopulares aos olhos dos prefeitos que lhe ajudariam na reeleição. Cristóvão saiu do governo sem poder apresentar nenhum projeto e a educação ficou na mesma.

77 – Lula prometeu que investiria no policiamento de fronteira para evitar a entrada de drogas e armas ao Brasil mas não cumpriu a promessa.

78 – Lula é uma pessoa que comete gafes como quem respira. Faz o Brasil passar vergonha no exterior e abusa de expressões preconceituosas como “Nego”. A presidência da república é uma instituição que deve emanar respeito, mas Lula só emana piada e vergonha.

79 – Lula mentiu ao povo ao dizer em entrevista que foi ele quem criou a CGU, Controladoria Geral da União. A CGU foi criada pelo ex-presidente FHC em 2 de abril de 2001. Mas mentir já não é uma novidade para Lula.

80 – Na política externa o governo Lula foi de uma inocência infantil. Abonou a dívida que a Bolívia tinha com o Brasil meses antes de Evo Morales nacionalizar seu gás e expulsar uma mineradora de um brasileiro. Esse dinheiro, que o Brasil nunca mais vai ver, eram impostos que nossos avôs outrora pagaram.

81 – Lula e o PT acusam o governo Fernando Henrique de ter beneficiado os banqueiros com o Proer, programa que salvou os bancos brasileiros da falência e garantiu a estabilidade financeira. No entanto, por manter os juros reais mais altos do mundo, Lula faz o Brasil pagar vários dezenas de Proers por ano.

82 – Antes de Lula assumir a presidência o filho de Lula era monitor de Jardim Zoológico. Três anos depois tornou-se um empresário milionário, com contratos suspeitos com a Telemar/Oi.

83 – Anac, agência que substituiu o DAC no governo Lula, aumentou as taxas de renovação de exame médico para pilotos de avião de R$ 56 para R$ 950. Esse exame, no caso de pilotos de mais de 40 anos, deve ser feito de seis e seis meses.

85 – A renovação da licença de vôo subiu de R$ 110 para 1.389 no governo Lula. Essa renovação deve ser feita a cada seis meses.

84 – Por lei todos os cargos da Anac teriam que ser ocupados por concurso público. Não houve nenhum concurso. Todos os funcionários são indicados do PT e aliados. Ou seja, o governo Lula além de infringir a lei, fez da agência um cabide de empregos nos moldes das estatais da ditadura militar.

85 – As tarifas de embarque de passageiros e as aeroportuárias (Pouso e estacionamento de Aeronaves nos aeroportos) foram aumentadas em 1.000% no governo Lula.

86 – A Operação Tapa Buracos, feita às pressas pelo governo Lula para disfarçar a precariíssima qualidade das estradas federais, abriu crateras nas contas públicas. O TCU auditou cinco trechos de rodovias que, juntos, somaram 134 quilômetros. Foram encontradas 24 irregularidades, quinze delas “graves”. Ou seja, o governo não conseguiu andar 5,5 quilômetros sem tropeçar na lei.

87 – No governo Lula o Brasil quitou as dívidas com o FMI, eliminando empréstimos a juros baratos de 6 a 7% e trocou por outros com juros exorbitantes de 18%.

88 – Lula mentiu para todos os brasileiros em rede nacional quando disse que foi dele a iniciativa de afastar Dirceu e Palocci por conta de corrupção. Ambos demitiram-se. Com direito a carta amorosa e tudo.

89 – Lula nomeou Henrique Pizzolato, seu coordenador de campanha, para gerenciar a área de marketing do Banco do Brasil. O resultado foi mais corrupção, Pizzolato comprou 70 mil ingressos, com dinheiro público, de um show de Zezé de Camargo e Luciano, para beneficiá-los pelo apoio durante a campanha.

90 – Lula permitiu que seu irmão utilizasse de sua influência para intermediar negócios entre ONGs, a prefeitura de Jacareí, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras, numa clara demonstração de tráfico de influência.

91 – Os recurso do FAT (Fundo de amparo ao trabalhador) passaram a ser desviados pela gestão de Lula para ONGs de petistas e amigos pessoais de Lula que utilizam o capital para oferecer empréstimo obtendo lucros de até 7000%. Dinheiro público, mais um item para explicar porque tantos petistas enriqueceram nesses três anos!

92 – A carga tributária no governo Lula foi a maior na história do Brasil, alcançando 37,7% do PIB.

93 – Na campanha eleitoral atual Lula prometeu diminuir a carga tributária, porém o orçamento que mandou ao congresso prevê exatamente o contrário: A carga tributária aumentará novamente. Ou seja, ele já está descumprindo sua promessa por antecipação.

94 – No programa de governo de Lula para um segundo mandato não há nem um item falando sobre reforma da previdência. O rombo da previdência é o que causa maior escoamento de recursos na união. Principalmente a previdência de funcionários públicos..

95 – Economistas do mundo inteiro criticaram o programa de governo de Lula para o segundo mandato mostrando que há erros básicos de matemática na composição orçamentária.

96 – Lula aumentou em 60% o orçamento do bolsa família somente no mês de Julho/06, nas vésperas da eleição. Um desrespeito total à democracia pois ele teve três anos e meio para fazer isso.

97 – O aumento do crédito consignado sem planejamento fez o comércio crescer por alguns meses mas agora o faz travar devido ao grande nível de endividamento que isso criou. Crédito fácil não é nada quando a renda está em baixa. O governo Lula parece não entender preceitos básicos da economia.

98 – Lula insultou países e lideres vizinhos como Chile, Argentina e Uruguai. Além de demonstrar um extremo desrespeito para com seus subordinados, como mostra o livro Viagens com o Presidente, Dois Repórteres no Encalço de Lula do Planalto ao Exterior. Isso é atitude de um chefe de estado?

99 – A elite que o Lula tanto combate é exatamente aquela que dá suporte ao seu governo: Sarney (Aquele que anda censurando blogs), Newton Cardoso, Marcelo Crivela, José Alencar, Jader Barbalho (Aquele que saiu do congresso algemado no governo Fernando Henrique) e outras figuras bem conhecidas.

100 – Durante o governo do petista Olívio Dutra no sul, que depois foi ministro de Lula, o representante das FARC, Hernan Rodriguez, foi recebido no Palácio pelo próprio governador. A ABIN relata três documentos atestando apoio financeiro de 5 milhões de dólares das FARC para candidatos petistas.

22 de setembro de 2006