A surra da Amazon ainda não acabou

Ontem eu tratei aqui no blog do tiro de canhão que a Amazon deu no próprio pé. Contudo, o assunto continuou rendendo, e achei que cabia retomá-lo, para incluir novos fatos e informações que surgiram.

Em primeiro lugar, a surra que a Amazon tomou não apenas cresceu, mas finalmente surgiram alguns números que ajudam a dimensionar a cagada feita pela empresa (e pela agência de propaganda VML, sobre a qual tratarei algumas linhas adiante).

Segundo informa o Estadão (aqui), o tuíte do João Doria, que trazia o vídeo no qual ele “desafiou” a Amazon, atingiu a marca de 59 milhões de engajamentos. Conforme informa O Antagonista (aqui), o vídeo em questão alcançou 125 milhões de pessoas.
Mas o que significam estes números?
Eles parecem contraditórios, não?!
Na verdade, não. O vídeo foi publicado no Twitter e no Facebook – então, os 125 milhões se referem à soma, ou seja, todo mundo que viu o vídeo. Os 59 milhões tratam APENAS do Twitter. Além disso, nem o Estadão nem O Antagonista informaram a fonte de seus dados – portanto, podem ser fontes diferentes, com métodos de mensuração diferentes.

Contudo, esses números NÃO são muito confiáveis, por várias razões.
Uma mesma pessoa pode gerar 10 “engajamentos” no mesmo vídeo, distorcendo a mensuração total. O fato concreto é que o “desafio” do Doria teve uma audiência brutalmente maior do que a propaganda burra da Amazon. É possível estimar que a audiência do João Doria tenha sido no mínimo 20 a 30 vezes maior do que a da Amazon.
Em suma, a Amazon tomou uma surra quantitativa brutal, monstruosa.

Mas e no quesito qualitativo?
Outra surra.
Os números mostrado pelo O Antagonista apontam 92% de saldo positivo para o prefeito. Novamente, não ponho a mão no fogo pelo número exato, mas basta ler os comentários que estão no Facebook da postagem original do vídeo que é fácil perceber que a maioria esmagadora apoiou a iniciativa do prefeito, e repudiou a propaganda da Amazon.
Esta proporção faz sentido pois, conforme lembrei no post de ontem aqui no blog, a pesquisa DataFolha do mês passado indicava que 97% dos paulistanos são contra as pichações. Tendo em vista que a campanha da Amazon recorre a esta questão como ponto de partida, é lógico assumir que ela terá uma rejeição parecida – acima de 90%, no mínimo.

Diante destes números, que são absolutamente avassaladores e desastrosos para a Amazon, cabe perguntar: POR QUE UMA EMPRESA FAZ UMA CAGADA MONUMENTAL DESSAS?
Será que ninguém, nenhuma alma viva, na Amazon, ou na agência de propaganda, tem capacidade intelectual e profissional para perceber o tamanho da burrada antes de colocar isso no ar?

Pois é… Aí começa o problema central.
Não tenho idéia de quem foi o responsável, dentro da Amazon, pela aprovação dessa campanha burra e tosca. Todavia, surgiram informações sobre a agência VML que ajudam a oferecer algumas respostas do lado da agência de propaganda.

Como está claro e cristalino aqui, pelo menos 2 funcionários da agência VML são militontos petistas de facebook, do tipo que chama o impeachment de “golpe” – e isso já sintetiza o (baixíssimo) QI dos envolvidos.

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A grande questão, assim, é debater como (e por que) uma empresa coloca profissionais de tão baixa estirpe em cargos relevantes: uma pessoa que coloca sua militância política acima dos interesses da empresa (e dos clientes desta empresa) merece o olho da rua.

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Se o sujeito quer ser militonto de facebook, defender corruPTos e bandidos, passar recibo de ignorante, problema dele. Entretanto, no momento em que ele carrega essa ignorância para o ambiente profissional, ele está prejudicando a empresa.
O caso da Amazon comprova isso sem nenhuma sombra de dúvida: o militonto partiu do pressuposto (falso) de que haveria uma “polêmica” em torno da “cidade cinza” (como eu expliquei ontem), e a propaganda foi baseada inteiramente nessa bobagem, gerando um desastre do ponto de vista de relações públicas para a Amazon.

Eu sou dono de um Kindle há alguns anos. Adoro o produto, recomendo sempre aos amigos e alunos.  Mas confesso que, se dependesse dessa propaganda medonha, não compraria o produto hoje – e não se trata da crítica subliminar que a propaganda faz aos muros cinzas, livre das pichações, rabiscos e sujeiras. O problema é que a propaganda não exalta as qualidades do produto (são muitas, mas quem ainda não tem o produto não conhece), não comunica ao cliente potencial absolutamente NADA que possa motivá-lo a comprar o produto – ou mesmo a conhecê-lo um pouco melhor.

Nos livros mais básicos de marketing, é sempre explicado o “Modelo AIDA”, que consiste em usar a comunicação/promoção com o intuito de obter: (1) ATENÇÃO > (2) INTERESSE > (3) DESEJO > (4) AÇÃO do público-alvo.
Resumidamente, a comunicação (que engloba a propaganda, mas não se limita a ela), deve primeiro chamar a atenção do cliente potencial, depois criar algum interesse (seja pelo produto, seja pela marca ou empresa), despertar o desejo (de comprar, de conhecer mais informações/detalhes) e, finalmente, gerar uma ação concreta (comprar o produto, por exemplo).
A propaganda pavorosa que a agência VML produziu não atinge NENHUM dos 4 quesitos mais básicos, rudimentares e essenciais da comunicação. Nada. Zero!

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Trata-se de um fiasco brutal, produzido por militontos de facebook que não sabem separar suas deficiências mentais e ideológicas do seu trabalho. Não é apenas falta de profissionalismo, é pior do que isso.

Concorrentes da Amazon: PAGUEM a agência VML para continuar atendendo a gigante norte-americana e vocês terão a chance de dominar o mercado! Sério mesmo: descubram quanto a Amazon está pagando para a VML, e ofereçam 20% a mais para que a agência CONTINUE fazendo a comunicação da Amazon. Isso vai garantir o futuro de vocês!!!! Lembrem-se do ensinamento de Napoleão Bonaparte:

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Uma propaganda ruim que criou um desastre: o caso Amazon Brasil

Qualquer aluno de graduação nas áreas de Administração, Marketing ou Publicidade aprende, no início do curso, que o objetivo primordial da COMUNICAÇÃO (que engloba propaganda, publicidade, relaçõs públicas, ações nos pontos de vendas etc) é estabelecer um vínculo entre a empresa e um determinado público-alvo (“target”). Isso é básico, elementar.

Porém, o pessoal do marketing da Amazon esqueceu das lições mais básicas de marketing!

Nesta terça-feira, 28/03, colocaram no ar, nas redes sociais, uma propaganda ruim, burra, sem nenhuma relação com o produto que supostamente estariam tentando promover (o Kindle, leitor de livros eletrônicos), e, pior, sem NENHUM apelo para o público-alvo que DEVERIAM tentar atingir.

Eis aqui a propaganda burra:

Como pode ser visto nesta peça, não é possível identificar nenhum elemento capaz de promover um produto específico (o Kindle), nem tampouco a empresa (Amazon). A peça é ruim porque é incapaz de fazer uma comunicação efetiva de uma marca, produto ou empresa. A agência que criou a peça deveria enfiar um saco de papel na cabeça, disfarçar que deu vontade de cagar e sair de fininho.

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Pior: o mote central da campanha é um chavão que há poucas semanas estava nos jornais/sites diariamente: a determinação do Prefeito João Dória em combater diuturnamente as pichações que infestam a cidade.

Vamos nos aprofundar no mote central da campanha, então.

Desde que assumiu o mandato, há pouco mais de 3 meses, João Dória tem sido uma fonte permanente de recalque, inveja e ódio das viúvas do Haddad. Isso se deve, basicamente, ao fato de que em apenas 1 dia (qualquer dia destes 3 meses, pode escolher) João Dória faz mais pela cidade do que Fernando Haddad fez em longos e intermináveis 4 anos (que pareciam 200 anos de martírio para o paulistano que teve que aturar seu ciclofascismo incompetente coberto pelo verniz da pseudo-intelectualidade de um chucro autoritário cheio de vácuo).

A imprensa, absolutamente tomada pelas viúvas do Haddad, vem tentando, em vão, achar pelo em ovo para criticar o Dória. Um exemplo recente: o Estadão achou relevante publicar uma notícia que jamais seria considerada notícia quando Haddad era prefeito. Num lapso, Doria disse que a Lapa ficava na Zona Norte, e não na Zona Oeste – mas Fernando Haddad era o mais perdido prefeito de SP: jamais sabia a localização de NENHUM bairro, exceto Jardins, e não sabia NADA sobre a cidade. Passou 4 anos sem conhecer a cidade, e a imprensa sempre “passou pano” – porque, afinal, era o “prefeitão do amor”, o queridinho dos militontos.

O problema é que, como a campanha eleitoral de 2016 provou, a imprensa perdeu a credibilidade de uma forma avassaladora. Vamos lembrar o que apontavam as pesquisas de intenção de voto poucos meses antes da eleição?

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Desde que assumiu, João Doria está dando um baile na imprensa. Jornais, revistas e sites perderam o monopólio da comunicação, pois o prefeito usa as redes sociais de forma eficaz e eficiente: ele mesmo se comunica, DIRETAMENTE, com o eleitor/cidadão. Através de vídeos (alguns gravados, outros tantos ao vivo), Doria mostra visitas surpresas a escolas, postos de saúde e outras instalações municipais, o que deixa o cidadão com a sensação de que o prefeito está trabalhando, fiscalizando, cobrando, enfim, fazendo.

Além disso, João Doria conseguiu, em pouco tempo, mostrar que é possível realizar ações concretas e necessárias – por exemplo, o programa que está conseguindo reduzir drasticamente a fila de espera por exames, o “Corujão da Saúde”. O programa é um sucesso estrondoso, contrariando os “especialistas” que os jornalistas  consultavam para pedir opiniões. Esse tipo de ação, capaz de gerar resultados reais e necessários, atinge em cheio as pessoas reais, a população/eleitores/cidadãos de verdade, não os militontos de facebook do complexo PUCUSP. Como Fernando Haddad passou 4 anos fazendo ciclofaixas inúteis (caras, ruins, mal planejadas e pessimamente mal executadas) e deixou a cidade abandonada, ver os resultados produzidos pela gestão Doria em tão pouco tempo foi um choque para o cidadão normal (isso exclui os militontos de facebook, meros pirralhos mimados bancados pelos pais).

E esta situação levou ao contexto da propaganda da Amazon.

Graças ao projeto “Cidade Linda“, a gestão Doria está promovendo ações permanentes de limpeza e manutenção na cidade. Uma das ações que compôem este programa é o combate à pichação e à sujeira. Como não havia muito a ser criticado nesta iniciativa (segundo o DataFolha, 97% dos paulistanos são CONTRA pichações), a imprensa resolveu produzir uma pseudo-polêmica: Doria estaria deixando a cidade “cinza”. A partir daí, a “cidade cinza” virou mote para os militontos de facebook. E a Amazon resolveu usá-lo como essência da sua campanha:

As viúvas do Haddad (meia dúzia de gatos pingados que fazem um barulhão nas redes sociais mas não consegue encher uma kombi) dominam as redações dos jornais, revistas, rádios, TVs e sites, mas não têm NENHUM contato com a realidade da população. Para fingir ter alguma relevância, inventaram que haveria uma “polêmica” envolvendo a disposição de João Doria para combater os pichadores. Ora, se 97% da população é CONTRA as pichações, não há “polêmica” nenhuma. Um assunto pode ser chamado de “polêmico” quando há 50% ou menos de aprovação, mas quando 97% da população é favorável a uma determinada posição/política, não há polêmica. 97% é quase unanimidade!

Aí, algum “JÊNIO” na Amazon acha inteligente usar como mote de uma propaganda a defesa de uma posição que é rechaçada por NOVENTA E SETE PORCENTO DA POPULAÇÃO – não precisa um QI acima de 10 para perceber que isso é uma burrice monstruosa!

João Doria não é um político. Ele já mostrou que sabe se comunicar. E foi isso o que ele fez. Na manhã do dia 28, ele publicou um vídeo curto, mas que em menos de 1 hora já tinha sido visto mais de 40 mil vezes (no mesmo horário, a propaganda da Amazon tinha sido vista aproximadamente 3 mil vezes):

A Amazon colheu os frutos da sua burrice em pouquíssimo tempo:

De maneira bem objetiva, João Doria deu uma rasteira na Amazon – e bastou ser inteligente, haja vista que a propaganda da empresa é de uma burrice quase haddadiana.

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João Doria não deu tempo para que os jornalistas recalcados repercutissem a provocação da Amazon: às 08:44 da manhã ele lançou o desafio para que a Amazon contribuísse com as bibliotecas e escolas de São Paulo, e deixou a bola no campo da empresa. Agora, cabia a ela responder.

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Claramente a Amazon não estava preparada para isso. Ela só conseguiu produzir uma resposta ruim às 20:13 – ou seja, aproximadamente DOZE HORAS DEPOIS. Ao longo destas 12 horas, 3 empresas ofereceram apoio à Prefeitura: Kabum, MultiLaser e Saraiva.

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Enquanto era massacrada pela burrice, e outras empresas aproveitavam a oportunidade, a Amazon só conseguiu produzir uma resposta ruim, fraquíssima, vaga:

Os principais problemas com a “resposta” dada pela Amazon 12 horas depois:

  1. Demorou muito. A campanha, ancorada nas redes sociais, deve saber usar os prós e contras da mídia escolhida – e nas redes sociais a velocidade é essencial. Entre 8 da manhã e 8 da noite, a Amazon permaneceu em silêncio, sem saber o que fazer. Passou vergonha.
  2. Foi fraca. Havia, na resposta da Amazon, um vídeo oferecendo UM (repito: APENAS UM) download gratuito de UM livro eletrônico (entre uma relação de mais ou menos 15 títulos, escolhidos pela Amazon), e um texto fraco, com uma vaga menção à doação de “centenas de dispositivos Kindle para instituições que promovem cultura e educação (fiquem ligados)“. Centenas? QUANTOS, EXATAMENTE? 100, 200, 500? Quando? Quais instituições? Uma resposta vaga, superficial. Insuficiente.

Em suma, a Amazon aprovou (e colocou no ar) uma propaganda incapaz de se comunicar com pessoas interessadas em seu produto (kindle), ou seja, falhou em atingir o público-alvo. Será que a agência VML e a Amazon acreditaram que os 3% que são favoráveis às pichações compram Kindle? Os caras nem sabem ler!!!

Para piorar, a propaganda partiu do pressuposto errado (a “polêmica” da “cidade cinza” criada pelos militontos de facebook jamais foi real; não havia “polêmica” coisa nenhuma) e, por óbvio, seguiu um conceito furado. E quanto ao roteiro da propaganda? Horroroso. Misturou trechos de livros bons com lixos do tipo “50 tons de cinza”, projetados nas paredes da cidade… Sério, QUE PORRA É ESSA, AMAZON?

Uma propaganda ruim, que teria sido ignorada por completo, não fosse a rápida e sagaz resposta do João Doria – que colocou a Amazon contra a parede em apenas alguns segundos. A partir daí, a Amazon não soube responder da forma correta, nem no tempo adequado – o que abriu caminho para que a empresa fosse massacrada nas redes sociais, enquanto outras empresas tiravam proveito da situação.

No fim do dia, a Amazon, a agência que criou a propaganda horrenda e os responsáveis pela aprovação da peça estavam mais ou menos assim:

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Os concorrentes da Amazon, por outro lado, deveriam estar com vontade de pedir à empresa que renove a conta na atual agência, a tal VML, pois ela prestou um favor imenso a todo mundo – menos à Amazon!

A propósito: a sede da Amazon no Brasil fica neste conjunto empresarial aqui (todo CINZA!):

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PRECIFICAÇÃO: Sorveteria oferece desconto de acordo com o frio que estiver fazendo

Li no blog do meu primo (íntegra AQUI), e não pude deixar de pensar que é um ótimo exemplo de precificação:

Eu acho isso uma grande bobagem, mas tem muita gente que diz que sorvete e inverno não combinam. Sorvete é uma delícia em qualquer estação. De todo o modo, a sorveteria Gelatte di Gàbi, em Santana, resolveu dar uma forcinha para quem pensa o contrário. Durante todo o inverno, quanto maior for o frio, maior será também o desconto. “Em invernos severos, nossas vendas caem pela metade”, revela Gabriela Yanaka, proprietária da loja. “O desconto faz com que as pessoas tenham mais coragem de vir até aqui independente do frio ou da chuva”.

Com exceção do Ultra Gelato, todos os sorvetes e sobremesas (petit gateau, brownie e fondue) da loja entraram na promoção. Difícil será conseguir o desconto máximo de 50% nesse mês de julho, avisa a meteorologista Olivia Nunes, da Somar.  “A média de temperatura máxima do mês será de 21,8 ºC e a mínima, de 11,7 ºC”, prevê. “Ir na sorveteria com menos de 12ºC talvez seja possível apenas perto das 22 horas, horário de fechamento aos sábados”. Num dia como hoje, o cliente conseguiria um desconto de 10% na hora da abertura da sorveteria e de 30% quando as portas estiverem fechando.

“Vamos ficar monitorando a temperatura pela internet, mas confiaremos também nos aplicativos exibidos pelos fregueses”, garante Gabriela, que toca a casa junto com o marido, Rodrigo Boarin. O preço sem desconto do copinho pequeno é de 10 reais; do médio, 12; e do grande, 14. A promoção irá até o fim do inverno, dia 20 de setembro.

Está aí uma iniciativa MUITO BOA!

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Dos quatro elementos decisórios do marketing tático (precificação, distribuição, produto e promoção), o item precificaçõ é o mais “esquecido” pela maioria das empresas – incluindo as grandes. Portanto, ver uma pequena empresa adotando uma estratégia ousada justamente na precificação de seus produtos me deixa feliz, e interessado.

É assustador observar os erros grosseiros que as empresas cometem na sua precificação. Por exemplo, ontem mesmo estava comentando sobre a decisão da Honda de precificação do novo Civic: pedir R$ 125 mil por um Honda Civic, ainda que seja o topo de linha, ainda que o modelo ofereça vários itens sofisticados, ainda que seja um motor novo (e, aparentemente, muito potente e econômico ao mesmo tempo, considerando a categoria do carro), o valor é simplesmente irreal, absurdo.

Nada justifica cobrar R$ 125 mil por um Civic. Nada!

Se a Honda pretendia reconquistar um pouco do market-share que perdeu para o Corolla nos últimos anos, a estratégia de precificação que ela escolheu vai dar errado. O erro brutal da Honda fica ainda mais gritante quando nos damos conta de que o Brasil está num momento péssimo da economia, com uma retração jamais observada na História do país, desemprego em alta e todos os problemas deixados pela herança maldita de Dilma, Lulla e PT. Portanto, num momento de crise econômica, a Honda quer mesmo pedir tudo isso por um carro médio?

Ei, Honda, as pessoas estão trocando marcas mais caras por concorrentes mais baratas, e você quer pedir 125 mil reais num Civic? Sério mesmo?

Erro crasso: Avon tenta reverter prejuízos com a pior comunicação possível

Nos últimos 5 anos, o valor de mercado da Avon caiu nada menos do que 85% (sim, OITENTA E CINCO POR CENTO). No Brasil, o setor de HPPC (Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) vinha crescendo ininterruptamente desde o início da década de 2000 – mas a tendência se inverteu em 2015, e 2016 decerto mostrará mais retração.

Num cenário de crescimento contínuo, era de se esperar que uma das maiores empresas do mundo deste setor tivesse bons resultados, certo? A Avon prova o contrário:

Após perder 85% do seu valor de mercado em cinco anos, a Avon está executando um plano de reestruturação mundial para tentar se recuperar. Os primeiros passos já foram dados: a companhia separou as operações da América do Norte em uma nova empresa, vendida em dezembro para o Cerberus, famoso por investir em empresas em crise. Agora o foco é enxugar custos e direcionar investimentos para países emergentes. Com isso, o Brasil, mercado número um da Avon desde 2010, ganhará mais relevância.

(…) Removidos os resultados da América do Norte, o Brasil respondeu por entre 20% e 25% da receita da Avon entre 2013 e 2015.(…) Os números da Avon dão ideia do tamanho do desafio da empresa. Desde 2012, a companhia divulga prejuízos líquidos, que somam US$ 1,8 bilhão até o primeiro trimestre deste ano, de acordo com a Economática. A margem líquida está negativa. A receita está em queda, em parte por causa da desvalorização das moedas emergentes em relação ao dólar. Mas, mesmo em real, a empresa vendeu 7% menos no primeiro trimestre.(…)

Em 2010, a Avon era a terceira empresa no mercado brasileiro de beleza e cuidados pessoais, com 8,8% de participação, atrás de Natura e Unilever, segundo a Euromonitor. Em 2015, caiu para a sétima posição, com fatia de 5,7%, superada por empresas como O Boticário e L’Oréal.(…)

No processo de reestruturação, a empresa transferiu a sede dos Estados Unidos para o Reino Unido, em busca de custos tributários mais baixos e, com o intuito de alocar as divisões globais da companhia mais perto dos principais mercados, mudou para o Brasil a base dos líderes mundiais de quatro áreas – cuidados pessoais, da linha de maquiagem Color Trend, fragrâncias femininas e masculinas. A ordem é apostar em marketing e na criação de novas ferramentas que ajudem as revendedoras a fechar negócios nas redes sociais. 

Aproveito o gancho do final do parágrafo dessa matéria do Estadão acima (íntegra AQUI) para destacar outra matéria do mesmo Estadão, publicada ontem (íntegra AQUI):

Batizada de #sintanapele, a nova campanha da Avon é estrelada por ícones da luta LGBT. O vídeo que promove o BB Cream Matte da marca de cosméticos conta com a participação de Liniker e de seus companheiros no projeto Salada de Frutas (Cozinha Mineira, Tássia Reis e As Bahias), além de influenciadores digitais como Gustavo Bonfigliori e Jéssica Tauane, do Canal das Bee. Todos dançam ao som da música Baby Baby, do Tropkillaz. O novo filme é uma sequência do vídeo lançado na última semana no qual Elke Maravilha apresenta o produto ao público.

Eu sei que eu não sou o público-alvo da Avon, portanto nem vou tentar avaliar esse texto (ou o que ele representa) sob a ótica do consumidor – afinal, até onde me recordo, o único produto da Avon que eu já usei na vida é um desodorante sem cheiro, que aliás uso até hoje. Como profissional de marketing, todavia, a estória é outra.

Começo pelo óbvio: enquanto eu lia sobre a “nova campanha estrelada por ícones da luta LGBT”, apenas uma palavra aparecia, repetidamente, na minha mente: QUEM? Quem é Liniker? Quem é Gustavo Bonfigliori? Quem é Jéssica Tauane? Quem é Tropkillaz?

Em que planeta estou? Isso é uma realidade alternativa? Sério, o único nome familiar, para mim, é Elke Maravilha. O resto da notícia não fez rigorosamente NENHUM sentido.

O segundo ponto: o público-alvo da Avon não é o “universo” LGBT. O público-alvo da Avon é formado, majoritariamente, por mulheres acima dos 30 anos, casadas e com filhos, das classes C, D e um pouco da E. Uma comunicação calcada em pessoas desse “universo” LGBT não faz sentido para o público-alvo da Avon! Isso é uma lição básica, elementar do marketing: fale com o seu público-alvo! Alguém na área de marketing da Avon faltou a várias aulas de Marketing I, né?!

Mas a situação da Avon fica ainda pior. Se ela pretende usar as redes sociais para alavancar suas vendas, seria necessário mudar a linha de comunicação. URGENTEMENTE!
Alguns dias atrás a Avon iniciou uma série de posts completamente non-sense no Twitter. Uma vergonha absoluta, que pode ser lida AQUI. Vou mostrar apenas uma parte das “interações” geradas pela comunicação estapafúrdia e cretina da empresa:

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Aviso ao dileto leitor: eu fiz uma seleção, porque as respostas foram MUITAS, e eu calculo que umas 95% no mesmo sentido: a Avon enfiou os pés pelas mãos. A campanha não é apenas ruim porque burra, ou apenas burra porque ruim: ela é um verdadeiro tiro de canhão no pé da empresa. Se o objetivo era destruir a marca no Brasil, até aqui ela pode ficar satisfeita: foi plenamente atingido!

As respostas no Twitter, é evidente, não podem servir de amostragem estatisticamente válida, mas devem ser vistas como um indicativo: as pessoas normais não compram essa pauta do feminazismo. A empresa que tentar seguir esta agenda que os militontos limitantes tentam impor na base do grito vai quebrar a cara.

O público-alvo da Avon NÃO É feminazi, e portanto não quer “desconstrução masculina”; esse termo cabe numa rodinha de feminazis, que almejam a extinção do sexo masculino, mas não interessa nem às mulheres que formam a maior parte do público da Avon, e nem mesmo às verdadeiras feministas.
Aqui, preciso fazer um pequeno aparte, porque sempre cabe diferenciar: feminismo é uma coisa, feminazismo é outra. Infelizmente, nos últimos anos o feminismo foi tomado de assalto pelas feminazistas, que o transformaram numa sucessão de despautérios que extrapolam a simples ignorância e beiram a doença mental:

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O feminismo era uma ideologia centrada na mulher, e buscava reduzir (ou, preferencialmente, eliminar) o preconceito contra as mulheres, mas sabia reconhecer (e preservar) as diferenças naturais entre homens e mulheres. O feminazismo, por outro lado, almeja eliminar (ou “desconstruir”) o sexo masculino, e não passa de uma carapuça tomada de assalto pela esquerda, a partir do momento em que o socialismo caiu em desgraça. Assim, ao invés de defender o socialismo que só produziu mortes e pobreza aonde foi implantado, a esquerda dominou movimentos “das minorias” (negros, gays etc) para que estes passassem a servir exclusivamente às suas agendas:

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As consumidoras da Avon estão mais preocupadas com suas vidas, com seu dia-a-dia, e não com pautas das desocupadas do DCE da FFLCH. A imensa maioria do público-alvo da Avon não apenas não está interessada em discutir “socialismo”, como ela nem sequer se preocupa com essas bobagens politicamente corretas excretadas pelos militontos do DCE – as quais, como eu já expliquei diversas vezes aqui no blog, constituem uma pauta que interessa apenas e exclusivamente a grupelhos restritos, formados por um número ínfimo de militontos (que não representam nem 1% da população).

Uma empresa que tenta vender para mulheres casadas pertencentes às classes C, D e E quer fazer “desconstrução masculina”? Avon, o seu público-alvo é casado, tem filhos, e não quer “desconstruir” homem, não! Seu target quer um marido amoroso, um bom pai, um companheiro para a vida. Se a Avon quer vender para as 2 dezenas de militantes feminazis, é um direito dela – mas há custos envolvidos nesta decisão.

Se a empresa quer trocar a venda massificada por um nicho, estamos falando de trade-offs, trocas estratégicas. Porém, quando a Avon escolhe trocar seu público-alvo por um nicho inexpressivo (e que está mais preocupada em fazer manifestação enfiando símbolos religiosos na vagina ou no ânus), imediatamente perde o direito de reclamar quando a receita despenca mais ainda:

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Sinceramente, não me ocorre no momento um outro caso de uma campanha de comunicação tão burra de qualquer outra empresa – nem no Brasil, nem no exterior. Pode ter havido, mas de imediato não lembro.
Estou absolutamente estarrecido: como uma empresa com tanta experiência de mercado como a Avon (são mais de 120 anos de existência, sendo 55 no Brasil) tomou uma decisão tão ruim?

Esta campanha da Avon é a coisa mais absurda em termos de escolhas estapafúrdias que já vi.  Esse tipo de decisão ridícula da empresa vai acabar levando a companhia ao fundo do poço (já está caminhando, mas agora vai chegar muito mais rápido).
São erros elementares, crassos, grosseiros!

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Honestamente, fica uma perguntinha básica ao Ricardo Patrocínio, vice-presidente de marketing de beleza da Avon: quem foi o débil mental que teve esta idéia de merda? Foi proposta da JWT?

Uma segunda pergunta: quem foi o sem noção que aprovou isso?

De qualquer forma, parabéns aos envolvidos. Estão arruinando a marca Avon, e vão afundar ainda mais as finanças da empresa.

Uma lanchonete promissora é vítima das feminazi e da soberba de um dos sócios

Estava lendo as notícias nesta sexta-feira, quando vejo, no Estadão, a seguinte chamada:

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A matéria, na íntegra, pode ser lida AQUI.

Ao ler esta notícia, fiquei curioso por 2 razões: (1) profissionalmente, sempre me interesso por questões ligadas ao relacionamento cliente-empresa, e (2) pessoalmente, tenho um bom radar para minorias estridentes (e ignorantes) do politicamente correto. Senti o cheiro de ambas. Resolvi pesquisar um pouco mais sobre o assunto.

A partir do link da reportagem do Estadão, localizei a página pessoal da jornalista citada na matéria no Facebook, e notei que ela publicou uns 5 ou 6 posts seguidos, consecutivos, sobre o caso. A partir daí, fiz uma rápida pesquisa na internet, para compreender melhor o que havia ocorrido.

O resumo: ela esteve numa lanchonete, que vinha recebendo excelentes críticas nas publicações especializadas, e ficou satisfeita com os lanches e com o atendimento, mas sentiu-se incomodada com um cartaz disposto na lanchonete. Ei-lo:

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Evidentemente é apenas um cartaz bem humorado, mas as feminazi só aceitam humor se for aquele humor chapa-branca, sem graça nenhuma, feito para gente burra demais, incapaz de entender ironia e diferenciá-la de preconceito. Resumindo: o cartaz está a anos-luz do QI das feminazi.

Incomodada com o cartaz, a jornalista reclamou em seu Facebook. O caso foi ganhando “curtidas”  e comentários, algumas pessoas resolveram cobrar a lanchonete e exigir uma resposta/retratação. Na verdade, o que as feminazis querem é bastante simples: todos devem curvar-se a seus desejos e vontades, obedecê-las sem questionar, acatar suas ordens – ou seja, queriam que a lanchonete arrancasse os cartazes que elas apontavam como machistas, pedissem desculpas e reconhecessem publicamente que são machistas sem coração, homofóbicos, gordofóbicos, e mais 1.378.284 tipos de fobias que o politicamente correto criou no último mês. Foi então que o problema começou.

A Época publicou, em 04/11/2015, o seguinte:

A jornalista Leka Peres foi à lanchonete The Dog Haüs, uma rede paulistana que vende cachorro-quente, na semana passada. Gostou muito do que comeu. Mas não do que viu. Ao se deparar com placas de decoração com piadas envolvendo mulheres, ela fez a seguinte consideração em seu Facebook:
“O The Dog Haus tem o melhor hot dog de São Paulo e o atendimento é incrível. Mas eles acham que machismo é piada, apesar de que quando estive lá mais da metade das pessoas eram mulheres, muito triste. Vocês podem ser melhor que isso, por enquanto perderam uma cliente.”
[…] A publicação de Leka ganhou o apoio de amigos e amigos de amigos que passaram a compartilhar a postagem e cobrar um posicionamento da rede The Dog Haus. Pela sua página oficial no Facebook, a empresa disse o seguinte (sem edição):
“Caramba Qt gente infeliz nesse mundo, isso é decoracao bando de babaca , aqui repaeotos a todos , ficou ofendido??? Come HotDog em outro pico”

Leka voltou ao Facebook e publicou o comentário da lanchonete. “Semana passada fiz um post sobre duas placas da decoração do The Dog Haus falando como eram machistas. Em nenhum momento faltei com respeito, apesar de me sentir super desrespeitada. (…) Quando você sofre assédio diário e isso se torna piada é claro que você ficará infeliz.

O pior é que a mensagem da jornalista (trecho que eu grifei) já revela a natureza da questão: ela é infeliz, e quer que a lanchonete seja co-responsável por sua infelicidade. Ao invés de procurar um psicanalista, um hobby ou um livro, ela vai reclamar no facebook. Qual a surpresa, né?! O facebook está cheio de maluco buscando sua ribalta.

De qualquer forma, a resposta burra que a The Dog Haus publicou, além dos erros grosseiros, é uma sucessão de cagadas. Sério, é muito amadorismo, é muita burrice. Chega a ser quase inacreditável que uma empresa cometa tantos erros graves em sequência.

Uma aulinha básica (e gratuita) para o pessoal da gerência do The Dog Haus: quando o cliente faz uma crítica a uma empresa (isso é direito do cliente!), cabe à empresa verificar se a crítica é procedente ou se é absurda/ridícula/infundada.
Se for procedente, a empresa deve tomar providências e corrigir o problema (pode ser um problema/erro causado por pessoas, por um processo equivocado, um sistema com “inconformidades” etc). De qualquer forma, cabe à empresa identificar e corrigir o(s) problema(s).
Se, por outro lado, a crítica é improcedente, basta dar uma resposta padrão (agradecemos sua opinião, e esperamos que você volte para desfrutar do nosso produto/serviço blábláblá) e ignorar.
Ponto. Acabou.

Mas parece que o dono da lanchonete foi querer dar uma de gostosão (e burro, MUITO BURRO!), e com isso acabou batendo palmas pra maluco dançar. Resultado: virou notícia em vários veículos (Estadão, Época, VejaSP) e acabou prejudicando a própria empresa por causa de uma pessoa confessadamente infeliz que resolveu descontar sua frustração no cartaz alheio.

O estrago estava feito. É claro que o assunto viraria discussão no Facebook (no Twitter foi bem discreta, pequena, nem vou reproduzir):

Meia dúzia de feminazis, malucas e sem noção, escrevendo histericamente no Facebook não chega a ser exatamente uma novidade. O problema é que estas minorias barulhentas têm apelo junto a jornalistas pouco inteligentes e desprovidos de senso crítico e noção do ridículo – que compram a pauta sem pestanejar, e ajudam a aumentar o barulho da gritaria dos grupelhos. Aliás, o maciço apoio de jornalistas (?) desqualificados faz com que as pessoas tenham a impressão de que estas minorias são volumosas, quando na verdade são apenas umas poucas desocupadas/os que precisam preencher o tempo com nulidades.

Enfim, o caso ganhou espaço na mídia – e duas matérias são particularmente ruins: a da Exame, e a da Época. As duas reportagens distorcem a realidade – e a pessoa que não estiver sabendo nada sobre o caso da lanchonete, vai terminar a leitura e achar que a cliente é uma pobre coitada que foi atacada pelo dono da lanchonete, um malvadão que odeia seus clientes (todos eles!) e os trata a pontapés. Especificamente sobre a reportagem da Exame, escrevi o seguinte comentário na página deles:

A matéria deveria estar assinada, porque seria preciso que alguém (jornalista?) pudesse ter seu nome atrelado a esta distorção dos fatos.
A cliente fez uma crítica à decoração da lanchonete. Ainda que seja uma crítica sem noção (e é), ela tem todo o direito de fazê-la. A empresa, então, deveria apenas agradecer e encerrar o assunto.
Ao invés disso, a lanchonete, por burrice ou descuido, deu uma resposta enviesada (mas, diferentemente do que a matéria tenta induzir o leitor a acreditar, não estava chamando TODOS os clientes de “bando de babacas”: isso foi uma resposta específica aos comentários feitos pelas ativistas feminazi, que sempre agem em grupo), e acabou fornecendo o palco para a histeria e catarse da matilha de boçais do politicamente correto – um problema que as empresas vão ter que aprender a resolver ou, no mínimo, lidar com.
Para piorar, um dos sócios/proprietários levou a coisa para o lado pessoal – mas a Exame esqueceu de publicar a íntegra da conversa “privada” entre a cliente e o sócio, pois isso indicaria que a cliente também xingou. Sem grandes surpresas, virou uma troca de ofensas. Há ofensas de ambos os lados – no final das contas, ambos revelam traços de personalidade nada bonitos.
As empresas não podem cair nesta armadilha das feminazi, nem de qualquer outro grupelho de ativistas boçais – inclusive porque depois a imprensa, com raríssimas exceções, vai distorcer o caso para fazer com que a agressividade e ignorância das feminazi não ganhe destaque. E aqui a Exame prova o meu ponto: distorceu vexatoriamente os fatos, e escondeu aquilo que não ganharia clicks.

A reportagem da Época não está muito diferente – mas, pelo menos, é assinada por Bruno Ferrari, o que já é um progresso, pois é possível saber o nome da pessoa que espancou a verdade para produzir uma reportagem que NÃO por coincidência apenas e tão somente reforça a narrativa histérica das feminazi.

No caso da Época, logo no lead da reportagem o Bruno Ferrari escreve:

Depois de “mal entendido”, Shemuel Shoel, dono da lanchonete The Dog Haüs, volta a xingar cliente. Reputação foi rebaixada.

Perceba, caro leitor, que já no lead ele leva o leitor a acreditar que o dono da lanchonete xingou a cliente e, depois, VOLTOU A XINGAR – mas a pobre cliente, coitada, estava lá, indefesa, quieta. Não é verdade. (Rápido parêntesis: impossível saber até que ponto o caso ganhou espaço graças ao fato de a cliente ser jornalista, mas o corporativismo decerto tem seu papel no caso)

Segundo a própria cliente divulgou na sua página no Facebook (aqui), esta foi a sequência de mensagens trocadas entre ela e um dos sócios/proprietários da lanchonete (clique nas imagens para ampliar):

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OBS: O início da primeira mensagem está truncado, eu sei. Apenas reproduzi o que está na página da jornalista no facebook. Aparentemente, há um link do YouTube, mas não é possível saber do que se trata. Portanto, pode ser que a jornalista não tenha divulgado a troca de mensagens desde o início – o que não me surpreenderia, dada a desonestida intelectual que caracteriza essas feminazis.

Ambos perderam qualquer resquício de respeito, ambos xingaram, perderam as estribeiras – e a razão. A cliente, mesmo fazendo pose de coitadinha, chamou o sujeito de “pessoa baixa, otário, babaca”, levantou o bom e velho “você sabe com quem você está falando?” e, para completar o pacote, acusou o sócio da lanchonete de “traficantezinho de quinta”. O que isso significa, exatamente? Traficante de quê? De salsichas?

Quanto ao sócio da lanchonete: é evidente que ele errou feio, meteu os pés pelas mãos, foi grosseiro e revelou-se bastante burro (e não me refiro APENAS à ortografia, porque “mecher”, com CH, é de doer). Obviamente ele não pode abordar um cliente dessa maneira, ainda mais pelo messenger. Não dá.
Indefensável, absolutamente indefensável essa postura arrogante, burra e ofensiva. Se ele ficou pessoalmente ofendido ou irritado com as boçalidades das feminazi, que engula – ele é o proprietário de uma empresa que decidiu atender clientes, e isso inclui todo o tipo de clientes.

As empresas têm que lidar com clientes sem noção, mal-educados, chucros, ignorantes, mandões… Ou, com um pouco de sorte, podem ser brindados com clientes educados, generosos, compreensivos, bem humorados etc.

De todo modo, as empresas precisam aprender: estamos vivendo um período tenebroso do politicamente correto. Basta você discordar de alguém que o sujeito vai gritar “homofóbico!” por qualquer coisinha – e geralmente a discussão não tem sequer relação, remota que seja, com a sexualidade. Mulheres que pertencem a esta matilha de boçais chamada feminazi gritarão “Machista!”. Em suma, cada grupelho vai recorrer ao seu clichê de estimação. E sim, esses grupelhos são burros, intolerantes, e contam com “líderes”, “representanes” e “expoentes” igualmente burros e intolerantes.

E o que as empresas devem fazer, neste contexto dominado pela burrice galopante e pelo risco de ser chamado de machista, homofóbica ou qualquer outro clichê estúpido das minorias histéricas?

Em primeiro lugar a empresa precisa definir se vai querer encampar uma luta aberta contra as histéricas e histriônicas minorias politicamente corretas. Se quiser evitar problemas, ignore. O que estas minorias querem, e precisam, é um palco para desfilar suas insanidades, sua histeria, seu ranço. Basta não dar espaço, ignorá-las, de forma inteligente (sem iniciar ou alimentar discussões, debates etc) e educada. Sabemos, pelos inúmeros exemplos, que esses grupelhos não serão educados, nem inteligentes. Não importa.

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A chave é ignorar sempre. Não se deve, na vida pessoal nem na profissional, bater palmas para maluco dançar. O politicamente correto, combinado a diversos outros fatores que lhe orbitam, estão criando uma geração de fracos, uma geração de ofendidos com qualquer coisa – a geração mimimi. É rigorosamente impossível debater com essa gente. Debate pressupõe um nível mínimo de racionalidade, envolve apresentar argumentos (que não sejam ad-hominem, preferencialmente), e estes grupelhos não conseguem fazer nada disso. Basta ver o exemplo do ridículo deputado Jean Wilys, que vive xingando e gritando contra tudo e contra todos, mas que foge de todo e qualquer debate de forma covarde – isso acontece porque ele não tem argumentos, e seria humilhado em qualquer debate sério. A cereja do bolo: quando fica sem argumentos e, ato contínuo, acaba sendo ridicularizado, o ícone das minorias histéricas apela para o autoritarismo, mandando expulsar quem ousa contrariá-lo.

Se a empresa, por outro lado, decidir que está disposta a enfrentar essa patrulha, boa sorte! Eu posso dizer que fiquei morrendo de vontade de experimentar o cahorro quente da The Dog Haus.
Mas as empresas precisam fazer isso de forma inteligente. Com um pouco de inteligência, é possível – e até relativamente fácil – vencer as feminazis, porque elas são burras. Assim, sejam inteligentes e passem ao largo da histeria – mas por favor, não dêem palco para estas abjetas. Não se pode cair no jogo rasteiro das feminazis da vida.

Finalmente, enquanto não vou lá conhecer os cachorros quentes da lanchonete malvadona e opressora, deixo aqui uma entrevista de Camille Paglia que consegue diferenciar as feministas (que buscam a igualdade entre os gêneros, sem discriminação) das feminazis (minoria de histéricas que querem exterminar os homens pois se acham superiores e, portanto, são tão preconceituosas quanto os machistas que se acham superiores às mulheres).

O futuro da internet das coisas

Um vídeo curto, e interessante, sobre o futuro da “internet das coisas” (“IoT” na sigla em inglês):

Este assunto tende a crescer daqui para frente, então é importante manter o radar ligado.

A revista Wired publicou AQUI um artigo interessante sobre o tema – que, a despeito do viés “estou tentando vender uma idéia para vocês porque tenho livros publicados sobre o assunto e, portanto, preciso fazer o meu comercial”, vale a leitura:

When people talk about “the next big thing,” they’re never thinking big enough. It’s not a lack of imagination; it’s a lack of observation. I’ve maintained that the future is always within sight, and you don’t need to imagine what’s already there.
Case in point: The buzz surrounding the Internet of Things.
What’s the buzz? The Internet of Things revolves around increased machine-to-machine communication; it’s built on cloud computing and networks of data-gathering sensors; it’s mobile, virtual, and instantaneous connection; and they say it’s going to make everything in our lives from streetlights to seaports “smart.”
But here’s what I mean when I say people don’t think big enough. So much of the chatter has been focused on machine-to-machine communication (M2M): devices talking to like devices. But a machine is an instrument, it’s a tool, it’s something that’s physically doing something. When we talk about making machines “smart,” we’re not referring strictly to M2M. We’re talking about sensors.
A sensor is not a machine. It doesn’t do anything in the same sense that a machine does. It measures, it evaluates; in short, it gathers data. The Internet of Things really comes together with the connection of sensors and machines. That is to say, the real value that the Internet of Things creates is at the intersection of gathering data and leveraging it. All the information gathered by all the sensors in the world isn’t worth very much if there isn’t an infrastructure in place to analyze it in real time.
Cloud-based applications are the key to using leveraged data. The Internet of Things doesn’t function without cloud-based applications to interpret and transmit the data coming from all these sensors. The cloud is what enables the apps to go to work for you anytime, anywhere.
Let’s look at one example. In 2007, a bridge collapsed in Minnesota, killing many people, because of steel plates that were inadequate to handle the bridge’s load. When we rebuild bridges, we can use smart cement: cement equipped with sensors to monitor stresses, cracks, and warpages. This is cement that alerts us to fix problems before they cause a catastrophe. And these technologies aren’t limited to the bridge’s structure.
If there’s ice on the bridge, the same sensors in the concrete will detect it and communicate the information via the wireless internet to your car. Once your car knows there’s a hazard ahead, it will instruct the driver to slow down, and if the driver doesn’t, then the car will slow down for him. This is just one of the ways that sensor-to-machine and machine-to-machine communication can take place. Sensors on the bridge connect to machines in the car: we turn information into action.
You might start to see the implications here. What can you achieve when a smart car and a smart city grid start talking to each other? We’re going to have traffic flow optimization, because instead of just having stoplights on fixed timers, we’ll have smart stoplights that can respond to changes in traffic flow. Traffic and street conditions will be communicated to drivers, rerouting them around areas that are congested, snowed-in, or tied up in construction.
So now we have sensors monitoring and tracking all sorts of data; we have cloud-based apps translating that data into useful intelligence and transmitting it to machines on the ground, enabling mobile, real-time responses. And thus bridges become smart bridges, and cars smart cars. And soon, we have smart cities, and….
Okay. What are the advantages here? What are the savings? What industries can this be applied to?
Here’s what I mean when I say people never think big enough. This isn’t just about money savings. It’s not about bridges, and it’s not about cities. This is a huge and fundamental shift. When we start making things intelligent, it’s going to be a major engine for creating new products and new services.
Of all the technology trends that are taking place right now, perhaps the biggest one is the Internet of Things; it’s the one that’s going to give us the most disruption as well as the most opportunity over the next five years. In my next post in this two-part series, we’ll explore just how big this is going to be.

Daniel Burrus is considered one of the world’s leading technology forecasters and innovation experts, and is the founder and CEO of Burrus Research. He is the author of six books including the New York Times best seller “Flash Foresight.”

Creio que vale ficar atento para os novos desdobramentos do assunto.

Pelo que existe em estudo e/ou desenvolvimento hoje, nos próximos anos a internet das coisas pode facilitar nossas vidas em pequenas coisas do dia-a-dia.