Por que NINGUÉM previu a pior crise econômica do Brasil desde 1930?

A pergunta do título é uma provocação. Na realidade, MUITA gente previu, alertou, avisou e adiantou que o Brasil passaria por uma crise fortíssima. Estava escrito de forma clara, em Outubro de 2014, num manifesto assinado por 164 economistas:

1) Não há, no momento, uma crise internacional generalizada

2) Neste cenário de baixo crescimento e inflação alta, a semente do desemprego está plantada. E os avanços sociais obtidos com muito sacrifício ao longo das últimas décadas estão em risco.

3) O atual governo tenta se eximir de qualquer responsabilidade pelo nosso desempenho econômico pífio e culpa a crise internacional. Entretanto, como a realidade dos fatos mostra que não há crise internacional generalizada, a explicação só pode ser outra.

4) Em grande parte, atribuímos o desempenho medíocre da economia brasileira e a perspectiva de retrocesso nas conquistas sociais às políticas econômicas equivocadas do atual governo.

5) O atual governo ressuscitou os fantasmas da inflação e da instabilidade macroeconômica.

6) O governo Dilma amedrontou os investimentos.

7) O atual governo expandiu a oferta de crédito subsidiado de forma discricionária e irresponsável.

A íntegra deste manifesto pode ser lida AQUI.

Vamos a alguns exemplos mais específicos? Como ponto de partida, uso um post do economista Roberto Ellery (que, por sinal, foi um dos signatários do manifesto mostrado acima) em sua página no Facebook (AQUI):

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O Roberto já indica, inclusive alguns links. Vamos a eles, então.

Em 15/09/2015, o Leandro Narloch escreveu (AQUI) um texto intitulado “Os economistas que previram a crise”. Vale a pena destacar alguns trechos:

“A troca de crescimento por inflação não é estável; com o tempo, o resultado é apenas inflação mais alta”, disse o economista Alexandre Schwartzman em janeiro de 2012.
“O mais grave do quadro atual é que este governo não demonstra que conhece – ou que concorde – com a importância da preservação do tripé macroeconômico. Portanto, ele corre o risco de desabar”, afirmou a jornalista Beatriz Ferrari na Veja de 18 de abril de 2011.
“Risco é que grau de investimento seja retirado em 2015”, diz uma reportagem do Valor Econômico de novembro de 2013. Paulo Vieira da Cunha, um dos economistas ouvidos pelo Valor, disse: “quem está rodando modelos de análise da dívida pública já vê que ela não é sustentável em um horizonte mais longo, entre 2015 e 2016”.

E aí, o Leandro destaca um artigo do Adolfo Sachsida que merece ser reproduzido:

Em 2014, como sempre acontece em ano de eleições, o gasto público dará um salto. Inclua nesse cenário a avalanche de medidas provisórias e intervenções governamentais na economia de todo tipo, inclusive as do BNDES, que aumentam o gasto público e favorecem setores eleitos pelo governo em detrimento do restante da sociedade.

Em 2015, primeiro ano do novo governo eleito, será o momento de pagar a conta da irresponsabilidade fiscal e monetária do passado. Economizem dinheiro, pois quando a crise chegar quem tiver liquidez (dinheiro em caixa) vai conseguir fazer excelentes negócios. A partir de 2015 o Brasil amargará o mesmo tipo de cenário que já enfrentou no começo dos anos 1980.

A íntegra desta análise do Sachsida está AQUI.

Por favor, leia na íntegra. Já leu? Ainda não? Ok, eu aguardo: vá ler.

Pronto?

Faço questão de destacar que o texto do Sachsida é de 14 de SETEMBRO DE 2012. Naquela época, todo mundo que criticava a política econômica desbaratada, irresponsável e inconsequente praticada pela Dilma era criticado. Quem se lembra do PESSIMILDO? Peço perdão antecipado ao leitor, mas não resisti: vou mostrar aqui uma imagem forte, violenta, nojenta mesmo.

Trata-se da página do lixo Brasil 247 (pode chamar de 171 que ele atende – aliás, basta chacoalhar um maço de dinheiro que ele atende e obedece também, abana o rabo, faz tudo):

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Em 16 de Setembro de 2014, este libelo do petralhismo na blosta (blogosfera de bosta) estampava a seguinte pérola:

O marqueteiro João Santana lançará no horário eleitoral o “Pessimildo”, personagem rabugento que ironiza os críticos do governo Dilma.
Inspirado em figuras ranzinzas do cinema e da TV, como o Gru, do “Malvado Favorito”, e “Seu Saraiva”, do programa de TV “Zorra Total”, ele satiriza ataques de adversários da presidente.
“Viu que os empregos continuam subindo?”, indaga um locutor. “Tudo o que sobe, desce”, contradiz “Pessimildo”.
Cada cena será encerrada pelo mote: “Chega de pessimismo. Pense positivo, pense Dilma”.

É ou não é um exemplo perfeito do Jornalismo da Esgotosfera Governista – vulgo JEG ? A propósito: outro site do JEG, o ” Diário do Centro do Mundo” (pode chamar de Diário do Cu do Mundo que combina mais com o cheiro que exala de lá) publicou AQUI um texto ABSOLUTAMENTE IDÊNTICO. Quem plagiou quem? Não sei, e não me importo – esses sites alugados, feitos por “jornalistas de nariz marrom” se merecem. A figura abaixo resume bem o amontoado de lixo que trabalha para desinformar:

Esgotosfera
FUJA!!!!! Se receber um link ou um “texto” oriundo de qualquer site destes, suja, pois ali só bastéria e rato sobrevive.

Preciso registrar, primeiro, que João Santana ser chamado de “marqueteiro” é uma ofensa. O que este senhor faz é PROPAGANDA ENGANOSA, não marketing.

Em segundo lugar: por que os pessimildos desapareceram? Perderam o emprego? Estão inadimplentes? Não conseguem pagar a conta de luz?

Em terceiro lugar: aqueles que a propaganda enganosa do PT chamou de pessimildos incluem os economistas que alertavam sobre os erros cometidos pelo PT? Simples assim.

Eis aqui um dos vídeos do Pessimildo – e repare que ele começa falando justamente dos empregos, e depois ainda fala de uma “crise mundial” que não havia em 2014 e continua não havendo hoje:

Aliás, por falar em vídeos, quem lembra daquele em que a campanha da Dilma acusava a Marina Silva de querer entregar a economia aos banqueiros malvadões que iriam aumentar a taxa de juros, resultando em menos comida no prato dos brasileiros?

E o que foi que aconteceu alguns dias após o segundo turno das eleições?

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Cadê o pessimildo agora, Dilma?

Em tempo: no post do Roberto Ellery, ele menciona “um famoso economista que foi ministro de Sarney e FHC”. Ele está se referindo a Luiz Carlos Bresser-Pereira, que concedeu longa entrevista publicada pela Folha AQUI.

Com relação a esta entrevista, aliás, tenho algumas considerações também.

Primeiro, que o Bresser-Pereira escreveu um dos melhores livros que existem, em português, sobre burocracia e organizações. Uso muito esse livro nas minhas aulas, e trata-se de um primor.

Justamente por isso, acho lamentável, deplorável, que ele tenha descambado a falar/escrever tanta merda. O sujeito perdeu o rumo completamente! Dá pena de ler/ouvir certas besteiras homéricas que o sujeito insiste em repetir. A entrevista publicada pela Folha traz alguns exemplos. Não sei, honestamente, se sinto pena por um sujeito outrora inteligente ter-se perdido desta forma, ou se fico apenas com a ojeriza e repulsa pela burrice que lhe restou.

Um exemplo (referenciado pelo Roberto Ellery):

O sr. apoiou a Dilma na campanha. Ela prometeu uma política econômica e ao ser eleita aderiu a outra, fazendo cortes até em áreas como educação e saúde. Houve estelionato eleitoral?

Bresser – De nenhuma maneira. A Dilma cometeu erros graves como a irresponsabilidade fiscal, que atribuo ao desespero. Não conseguia fazer o país crescer e, de repente, acreditou na bobagem de fazer uma política industrial agressiva.
Mas, em outubro de 2014, quem estava prevendo que o Brasil entraria em uma gravíssima recessão econômica, com queda de 3% do PIB? Ninguém. Não sabíamos. A economia é uma cienciazinha muito modesta, só é perfeita na cabeça dos economistas ortodoxos. Só se começou a falar em crise em dezembro.
As pessoas dizem que ela (Dilma) passou a fazer o que “a direita quer”, mas a mudança de política mostra algo admirável: ela reconheceu o erro. O que ela é, de fato, é incrivelmente incompetente do ponto de vista político. Em dezembro ela já devia estar sabendo que a situação das contas estava ruim e precisava reajustar o que havia desajustado.

Destaquei o trecho em que Bresser-Pereira afirma que em outubro de 2014 “ninguém” estava prevendo que o Brasil entraria numa gravíssima recessão econômica. Isso nos traz de volta ao início do post: sim, senhor Bresser-Pereira, MUITA gente sabia disso, e vinha dizendo há muito tempo!

Se o senhor não viu, não leu, não ouviu, só posso lamentar por sua burrice. Mas dizer que ninguém sabia, é pura e simplesmente uma mentira.

Se este é o nível dos “intelectuais” que apoiam e/ou defendem Dilma e o PT, e sabemos que é, muita coisa pode ser explicada. Quem nasceu para ser Bresser-Pereira jamais será Roberto Campos.

Roberto Campos define o PT

A crise econômica criada pelo PT, Lulla e Dilma está arrasando o varejo – e vai piorar!

A notícia fala por si mesma (íntegra AQUI):

O BTG Pactual fez relatório nesta segunda-feira (19) sobre o setor de varejo. Para analistas do banco, a volatilidade nos lucros continua e a má notícia é que o segundo trimestre não foi o fundo do poço: ainda tem mais por vir (e vai piorar).

O banco estima queda de 55% no lucro líquido das varejistas no período quando comparado com o mesmo trimestre de 2014. Um resultado que será impactado basicamente por seis empresas: Pão de Açúcar (PCAR4), Via Varejo (VVAR11), Magazine Luiza (MGLU3), Hypermarcas (HYPE3), Restoque (LLIS3) e Natura (NATU3). Essas seis empresas serão responsáveis por 97% da queda do lucro no setor.

Por outro lado, devem se salvar apenas Raia Drogasil (RADL3), CVC (CVCB3) e Lojas Renner (LREN3) – as três que sinalizam crescimento no lucro no período, aponta relatório dos analistas Fabio Monteiro e Thiago Andrade.

Eles acreditam que Via Varejo, Pão de Açúcar e Magazine Luiza são as mais impactadas no setor atual, de expectativa de vendas no segmento “mesmas lojas” (lojas abertas há, no mínimo, um ano) bem negativa e queda substancial no lucro. Na mesma linha, eles apontam que Cia Hering (HGTX3) e Natura enfrentam vários problemas micro e competição acirrada, o que contribuirá para um resultado pior.

Quase (repito: QUASE) sinto pena da Luiza Trajano. Porém, como sou acionista do Magazine Luiza e ela tem feito e falado muitas bobagens, não consigo.

Magazine LuizaReportagem do Estadão (íntegra AQUI) e alguns dados preocupantes sobre o varejo:

Entre dezembro de 2014 e julho de 2015, o comércio varejista do Estado fechou 57.235 vagas, segundo a FecomercioSP. É o pior resultado em oito anos e mostra que o setor já não abriga os trabalhadores que deixaram outras atividades nem emprega jovens que buscam no comércio a renda de que precisam para financiar os estudos ou ajudar a família. O varejo é uma das principais portas de entrada na vida profissional.

O comércio varejista paulista empregava, em julho, 2,13 milhões de trabalhadores, dos quais 31,2% em estabelecimentos da capital. A rotatividade foi alta, segundo estudo da FecomercioSP baseado em dados do Ministério do Trabalho: neste ano houve 674 mil desligamentos e 617 mil admissões. Em julho, mais de 5 mil vagas foram cortadas.

O aumento do desemprego, a perda de renda e do poder aquisitivo afetado pela inflação derrubaram o consumo – e, com ele, o faturamento das lojas, obrigadas a encolher.

Os maiores cortes ocorreram em segmentos em que é mais fácil adiar o consumo (como lojas de vestuário, tecidos e calçados, que demitiram 8% da mão de obra) ou em que o preço unitário dos bens é mais elevado (como concessionárias de veículos, em que 5% do pessoal foi afastado). As despesas das famílias tendem a se concentrar em itens essenciais, como remédios – tanto que nas farmácias e perfumarias o saldo das contratações foi positivo (1.763 postos). Mas nos supermercados 0,9% das vagas foi eliminado.

O comércio tem uma agenda destinada a manter o ritmo constante da atividade. Vale-se de datas comemorativas, como Dia das Mães, dos Pais, da Criança, Natal, réveillon, Páscoa e carnaval, entre outras. Neste ano, nem promoções e liquidações presentes em quase todos os segmentos bastam para sustentar a atividade.

O mesmo ocorre no Brasil: entre os primeiros semestres de 2014 e de 2015, o volume de vendas do comércio ampliado, que inclui veículos e material de construção, caiu 6,4%. No Estado de São Paulo, o corte de vagas foi generalizado. O varejo da capital foi o que mais demitiu (fechou 14.155 postos no ano). Em seguida está Itapevi, onde foram cortadas 2.415 vagas, com evidente impacto social.

Como de costume, parabéns aos imbecis que votaram 13.

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Depois da indústria, agora o varejo é a vítima da crise da Dilma

Dilma Ruinsseff é uma lástima. Contudo, não é a ÚNICA responsável pela crise atual.

Ainda que os problemas que hoje colocam o Brasil numa crise econômica (sem mencionar a política, ou ainda a moral e ética) que ameaça muitas das conquistas do Plano Real (de 1994) tenham começado pelas decisões estapafúrdias de Lulla, Dilma Ruinssef só piorou tudo.

Hoje pela manhã o IBGE divulgou os resultados da economia para o varejo. Todos os sites noticiosos repercutiram. Eis aqui um resumo (do Valor Econômico, cuja íntegra está AQUI):

O fim dos incentivos fiscais, como a recomposição do Imposto sobre Impostos Industrializados (IPI) sobre bens duráveis, a maior restrição ao crédito e a perda do poder de compra das famílias por causa da inflação levaram o varejo ao seu pior resultado em 12 anos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Pelo levantamento, sete das dez atividades do varejo pesquisadas pelo instituto registraram queda no volume de vendas em março, na comparação com fevereiro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda abrangeu seis de dez segmentos.
Ante fevereiro, os recuos mais significativos ocorreram justamente em itens duráveis, influenciados pelo fim dos benefícios fiscais, como móveis, eletrodomésticos e veículos. Em móveis e eletrodomésticos, a queda foi de 3%. Em relação a março do ano passado, as vendas do segmento recuaram 6,8%. “Tal comportamento pode ser atribuído à retirada gradual dos incentivos direcionados à linha branca, somado ao menor ritmo de crescimento do crédito”, diz o IBGE em seu relatório.
As vendas de veículos e motos, partes e peças recuaram 4,6% ante fevereiro e caíram 3,7% ante março do ano passado, nessa comparação, um tombo bem menor que o de fevereiro, de 23,8%. No primeiro trimestre, as vendas do segmento cederam 14,8%. “Mesmo com três dias úteis a mais em março, a redução das vendas no segmento foi decorrente, entre outros fatores, do menor ritmo da oferta de crédito e da restrição orçamentária das famílias, diante da diminuição real da massa de salários”, informou o IBGE.
Ainda segundo o IBGE, em março, também ocorreu queda nas vendas em supermercados, com perda de 2,2%. Já no confronto com o mesmo mês do ano passado, o setor perdeu 2,4% no volume de vendas – menor resultado desde março de 2014, quando a queda foi de 3%, e o segundo mês seguido de resultado negativo. O “desempenho negativo foi influenciado pelo menor poder de compra da população”, disse o IBGE.
Entre os resultados positivos, destacam-se combustíveis e lubrificantes, com alta de 2,8% em março, ante fevereiro. A taxa de crescimento reflete o crescimento dos o setor acima da inflação do período. Mas houve queda de 2,1% ante o mesmo período do ano passado.
Artigos farmacêuticos (1,2%) e outros artigos para uso pessoal (1,2%) também apresentaram crescimento no volume de vendas.

De acordo com a pesquisa, as vendas do varejo recuaram 0,9% em março e as do varejo ampliado (que incluem veículos e materiais de construção) tiveram queda de 1,6% no período. Em ambos os casos, foi o pior resultado para o mês desde 2003.

Os grifos acima, como de costume, são meus.

Quem se lembra que há poucos meses tivemos uma campanha presidencial, na qual a Dilma afirmou, reiteradas vezes, que a economia do Brasil estava ótima? Lembram-se? Inflação sob controle, tudo indo muito bem, inclusive a mentira do pleno emprego?

Você conhece algum militonto que enchia a boca para dizer, bovinamente, que vota na Dilma ou no PT porque estava pensando nos interesses dos pobres? Você conhece alguém que, por livre e espontânea burrice ou por remuneração (mesmo que seja um lanche de mortadela) espalhava as mentiras e estultices da Dilma nas redes sociais?

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Isso aconteceu há poucos meses. E houve uma quantidade assombrosa de militontos espalhando as bobagens da campanha do PT.

Verba_destinada_para_o_Fies_neste_semestre_acabou,_diz_ministro_-_Educação_-_Estadão_-_2015-05-05_02.11.38 Ministro_da_Educação_diz_que_recursos_para_o_Fies_estão_esgotados_-_Jornal_O_Globo_-_2015-05-05_05.44.43 Berkciara_on_Twitter_se_vcs_estão_pensando_em_Fies_nos_próximos_anos,_caso_Aécio_ganhe._sinto_mto_por_vcs._-_2015-05-05_02.12.02 senhor_lucas_on_Twitter_ja_pensou_o_Aécio_ganhar_e_tirar_o_FIES,_o_que_vai_ter_de_gente_chorando_e_que_votou_nele_kkkk_-_2015-05-05_02.12.40 gabriel_on_Twitter_espero_q_qm_vota_no_aecio_fique_sem_seu_amado_fies_-_2015-05-05_02.13.22 Zom_on_Twitter_pagando_de_playboy_na_internet_aí_caquedo,_seloco_aécio_ganha_a_gente_fica_tudo_sem_fies_-_2015-05-05_02.16.06 Roxmo_2015-May-05 2015-04-30 02.11.29 2015-04-23 22.24.04 2015-03-25 22.48.59 2015-03-08 23.58.53 2015-03-13 20.30.59 2015-03-25 22.22.54

Infelizmente, enquanto isso acontecia, a economia do Brasil já vinha degringolando. Mas muita gente não percebeu, pois estava entretida com as bobagens espalhadas pelos boçais de sempre.

Na vida real, entretanto, a crise já vinha acontecendo. A inflação JAMAIS ficou dentro da meta do Banco Central durante o mandato de Dilma Ruinsseff – sempre ficou acima. Sempre. Isso, ao longo do tempo, vai corroendo a renda de quem trabalha – e o efeito é ainda pior para os mais pobres, que têm menos recursos para proteger seu dinheiro.

O mais engraçado é comparar as bobagens dos militontos e demais boçais retratados acima com a realidade:

Um dos maiores inimigos do PT ao longo de sua trajetória, o receituário do FMI (Fundo Monetário Internacional) talvez salve o partido duas vezes no comando da Presidência da República.
A série de ajustes conduzida neste momento por Joaquim Levy é pura prescrição do FMI, instituição onde o ministro da Fazenda trabalhou por sete anos.
Na terça (12), o Fundo fez elogios às ações de Levy. No mesmo dia, o britânico “Financial Times” o chamou de “falcão fiscal treinado na Universidade de Chicago”.
O receituário do FMI é sempre previsível e clássico, destinado a países que chegam ao fundo do poço, como o Brasil sob Dilma.
Corte de despesas e aumento de receitas quando há crises fiscais, mais a implosão de programas insustentáveis do ponto de vista atuarial. Os cortes no seguro desemprego e pensões por mortes são parte dessas medidas.
De saída, o FMI também impõe a seus endividados forte elevação dos juros para conter a inflação e tentar amenizar os efeitos de outro instrumento do receituário: um “tarifaço” a fim de corrigir preços defasados e equilibrar o caixa de empresas fornecedoras de energia, combustíveis etc. para que possam perpetuar investimentos.
A lógica do Fundo é que contas em dia geram confiança entre investidores privados e tiram a pressão do peso do governo sobre a economia. O objetivo é aproximar ao máximo o país da economia de mercado.
A primeira vez que o Fundo Monetário salvou o PT foi em 2003, quando Lula assumiu a Presidência pendurado em empréstimo de US$ 30 bilhões. O então ministro da Fazenda Antonio Palocci fazia visitas constantes ao Fundo, assim como o próprio Levy, então secretário do Tesouro, que poucos anos antes havia se desligado do FMI.
Se olharmos para todos os países que precisaram de dinheiro do Fundo para se manter à tona, veremos que a base do receituário é sempre a mesma. Há doses extremas do mesmo remédio para problemas extremos, como na Grécia agora.
O Brasil segue mais uma vez o mesmo caminho. E ele pode de fato melhorar as condições macroeconômicas. O problema é que a lógica de encaminhar um país rumo à economia de mercado requer outras mudanças estruturais para azeitar setores importantes.
No Brasil, estamos ainda na fase aguda do ajuste, que vai sendo feito com as dificuldades presentes no Congresso. Mas será necessária toda uma segunda rodada de mudanças, que passa pelo fortalecimento de agências reguladoras (hoje esvaziadas), maior eficiência de ministérios e seus gastos, combate ao desperdício e estímulo à competição privada.
Essa será uma fase bem mais difícil e lenta. Mas necessária para não voltarmos, mais à frente, a recorrer indefinidamente ao receituário emergencial do Fundo.

O artigo acima foi publicado hoje na Folha, AQUI.

Vejamos o que dizia Dilma Ruinsseff em 2012:

Para a tristeza de Dilma, os fatos acabam desmentindo as mentiras da presidanta.

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Marolinhas e PROER

Primeiro, uma notícia divulgada no site do Ministério da Fazenda (aqui):

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciaram hoje três novas ações preventivas que visam mitigar os riscos da crise financeira internacional na economia brasileira. As medidas serão implementadas por meio da Medida Provisória nº 443, publicada no Diário Oficial de hoje (22/10).

Conforme o ministro Guido Mantega, a primeira permite que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal (CEF) participem do controle acionário de instituições financeiras com problemas de liquidez. “Esta medida está sendo adotada no sentido de dar alternativas de fusão, alienação ou junção, prática já usual entre bancos privados”, explicou.

Mantega reafirmou que o sistema financeiro brasileiro está sólido e garantiu que a medida tem caráter estritamente preventivo. “Não há bancos quebrando no Brasil”, disse a jornalistas durante entrevista coletiva no auditório do Ministério da Fazenda, em Brasília.

“Nós estamos aumentando as alternativas para empresas que querem alienar parte de seu controle acionário. A instituição que quiser fazer alienação pode pesquisar e obter melhor preço, pois a entrada dos bancos públicos melhora a concorrência”, complementou.

A segunda medida permite à CEF criar uma empresa voltada para o setor imobiliário – a CaixaPar. O ministro afirmou que a medida permitirá à CEF ter participação acionária nas empresas de construção civil, assim como ocorreu no passado com o BNDES.

O objetivo é reforçar o setor habitacional para manter a performance dos últimos dois anos. A preocupação do governo é que a crise interrompa o fluxo de capital, levando a suspensão dos projetos de habitação em curso no País.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, detalhou a terceira medida, que autoriza a autoridade monetária a efetuar swaps (troca) de moedas em países com moedas de alta aceitação internacional. Assim como as ações anunciadas por Mantega, Meirelles ressaltou o seu caráter preventivo.

Ele explicou que assim como o FED (o banco central americano) e outros bancos centrais que possuem moedas conversíveis, o swap permitirá que o BC negocie reais com outras moedas. “É meramente um processo de antecipação de possíveis necessidades futuras. Apenas disponibilizamos a faculdade legal para permitir a troca de moedas”.

Pois é……

Agora, algumas perguntinhas minhas:

1) Como os PTistas se sentem ao ter um tucano (Henrique Meireles) no comando EFETIVO da economia do Brasil ?

2) O senador Aloizio Mercadante está satisfeito com as medidas tomadas pelo ex-banqueiro Henrique Meireles ? Para quem não sabe, Henrique Meireles foi presidente do BankBoston antes de ser convidado a assumir o BC…. E, para os mais esquecidos, o senador merda-andante foi aquele que, quando FHC chamou o Armínio Fraga, disse que o governo estava chamando a raposa para cuidar do galinheiro, devido às ligação do Armínio Fraga com o mercado de capitais, especialmente George Soros...

3) O ilustríssimo Presidente da república não disse que essa crise era só “marola” para o Brasil ? Então……. por que essas medidas ?

4) A turminha do PT não era crítica ferrenha do PROER, do FHC ? O que estão achando dessas medidas ?