HADDAD TRANQUILÃO: um perfil criado para mentir e caluniar pertence a um funcionário da gestão Haddad

Ora, ora, ora, que coisa interessante…

Acabo de descobrir, no Implicante (íntegra AQUI) que o “personagem” Haddad Tranquilão, que tem perfis no Facebook e no Twitter, é na verdade um militante/funcionário da Prefeitura de São Paulo, nomeado por Fernando Haddad em 17 de Julho de 2014. Segundo publicou com exclusividade o Implicante:

EXCLUSIVO: autor de páginas ofensivas a Dória foi nomeado pela gestão Haddad

Por meio de ação judicial, o candidato tucano chegou à autoria dos sites ofensivos. O acusado também é autor da página “Haddad Tranquilão”, que serve para falar bem do petista.

O candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, João Dória, conseguiu descobrir o autor de páginas que o ofendiam. Diante da notícia, a campanha de Fernando Haddad (PT) alegou que se tratava de um “militante virtual”.

Não é bem assim.

O referido cidadão foi NOMEADO pelo governo petista. As informações são de natureza pública e estão no Diário Oficial do Município[…] Desse modo, a coisa já muda MUITO de figura. Em se tratando de um integrante da administração municipal (e não há informação de que tenha saído), tudo ganha uma nova dimensão. Deixa de ser uma brincadeira do autor do tal “Haddad Tranquilão” e passa a ser um ato de funcionário nomeado, de um integrante da administração pública exercendo cargo de confiança.

E, assim, o petista Fernando Haddad deverá responder por isso. Afinal, não foi mesmo ação isolada de um “militante virtual”.

A lorota agora cai por terra.

 

Haddad Tranquilão

O nome do militante? PEDRO GALVÃO DO AMARAL PINTO BARCIELA, nomeado por Fernando Haddad como “Administrador de Parque III, Ref.DAS-10, do Departamento de Parques e Áreas Verdes, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente”, como pode ser lido no Diário Oficial da Cidade de São Paulo AQUI.

Mas não é só isso! Aproximadamente um mês (sim, APENAS UM MÊS) depois de ser nomeado por Haddad, para fazer sabe-se lá o quê, o sujeito abriu uma empresa (detalhes completos AQUI):

Barciela Consultoria
CNPJ 20.838.420/0001-59
Nome fantasia Barciela Consultoria
Razão social Pedro Galvao do Amaral Pinto Barciela
Data de abertura 14/8/2014
Natureza jurídica Empresário Individual – Código 2135
Status da empresa Ativa
Atividade econômica principal Edição de cadastros, listas e outros produtos gráficos – CNAE 5819100
Capital Social R$ 500,00 (Quinhentos reais)

Não é curioso?! Ora, por que o sujeito abre uma empresa um mês depois de ser nomeado para um cargo público? Para receber como PJ?

Fica ainda mais curioso: Pedro Galvão do Amaral Pinto Barciela tem graduação em TURISMO. Por que alguém graduado em turismo abre uma empresa especializada em “edição de cadastros, listas e outros produtos gráficos”?

Consta na página do Facebook do “personagem” Haddad Tranquilão (e, obviamente, não dá para saber se é verdade) que ela foi criada em Outubro de 2012. O que o militante fazia na época?

Não tenho idéia. Mas, para colocar a cereja no bolo: Pedro é filiado ao PT (QUE SURPRESA!!!!) e, aparentemente, candidato a vereador em São Paulo (veja AQUI). Não localizei um site oficial do TSE ou TRE com a listagem definitiva dos candidatos já aprovados/homologados, e este site não me pareceu muito confiável, então essa informação da candidatura vou tentar averiguar em outras fontes para ter certeza (se for o caso, atualizarei a informação aqui posteriormente).

Será que é apenas “coincidência”? Eu acho que não!

Depois as pessoas insistem em confundir marketing com “propaganda enganosa” ou com “mentiras” e tem gente que não sabe por quê…

Em 2024 o Brasil ainda estará pagando pelos erros grosseiros de Dilma

Em 2012, Dilma Ruinsseff achou que deveria intervir no setor energético. Este blog, reiteradamente, afirmou (AQUI e AQUI) que se tratava de um conjunto de medidas ruins, que trariam péssimas consequências para toda a economia.

Em Outubro de 2015 o Estadão noticiava (íntegra AQUI) o seguinte:

A redução de 20% na conta de luz feita pelo governo em 2013 foi uma medida artificial e de cunho eleitoral, que acabou por implicar forte agravamento das contas públicas e no desajuste fiscal que se viu no ano passado. A conclusão consta de uma auditoria que acaba de ser concluída pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que analisou o atual cenário operacional e financeiro do setor elétrico do País.

Ao analisar os efeitos da medida provisória assinada pela presidente Dilma Rousseff no fim de 2012, decisão que reduziria o preço da conta de luz a partir de janeiro de 2013, o relatório da corte de contas afirma que, naquela ocasião, “o governo emitiu sinal via preço ao consumidor de incentivo ao consumo”, quando já se fazia uso intensivo das usinas térmicas – que são as mais caras – para cobrir a frustração da geração hidrelétrica, por conta do baixo do nível dos principais reservatórios.

Essa política forçada de redução das tarifas, que custou nada menos que R$ 12,642 bilhões em 2013 e R$ 31,297 bilhões no ano passado, sangrou os cofres do Tesouro, produzindo sérias dificuldades financeiras às empresas do setor e um tremendo desajuste fiscal. “Elevados montantes de recursos públicos, aportes do Tesouro Nacional, foram utilizados para compensar o acionamento de térmicas mais caras e com isso manter a redução no valor das tarifas, o que colaborou para o desequilíbrio das contas públicas, principalmente em 2014“, afirma o tribunal.

A adoção do chamado “realismo tarifário”, que inclui medidas como as bandeiras tarifárias, que repassaram o custo da energia para a conta do consumidor, foi tomada tardiamente, segundo os auditores, porque já se sabia do completo desequilíbrio em que todo o setor se encontrava. A avaliação é de, que caso as medidas fossem tomadas no fim de 2013 ou início de 2014, o aumento decorrente das tarifas de energia teria induzido a diminuição do consumo, poupando reservatórios.

Contudo, em se tratando da assombrosa incompetência de Dilma Ruinsseff, o que parece ser o fundo do poço raramente é. Sempre pode piorar. E Dilma sempre piora. Ontem o Estadão noticiou o seguinte:

O governo decidiu jogar as indenizações bilionárias das transmissoras de energia para a conta de luz do consumidor a partir de 2017. A medida sai após três anos e meio de espera, depois de a União ter esvaziado o caixa dos fundos setoriais e da recusa do Tesouro Nacional em pagar recursos de R$ 20 bilhões. Com essa solução, o governo retoma a prática adotada antes da edição da polêmica Medida Provisória 579/2012, que reduziu a conta de luz em 20%.

As regras foram publicadas em portaria assinada pelo então ministro de Minas e Energia Eduardo Braga, que deixou o cargo quarta-feira. O pagamento vai entrar na tarifa de energia no ano que vem e será diluído em até oito anos. Braga defendia que o pagamento saísse a partir de 2019, para evitar novo aumento na conta de luz após o tarifaço de 50% no ano passado.

No fim de 2015, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) terminou o cálculo das indenizações devidas a três transmissoras que aderiram à MP 579. Para Furnas, o valor autorizado foi de R$ 8,999 bilhões; para a CTEEP, R$ 3,896 bilhões; e para a Eletrosul, R$ 1,007 bilhão. Também aderiram à proposta na área de transmissão Chesf, Eletronorte, Cemig, Copel e Celg, cujos laudos de indenização precisam ser aprovados pela Aneel. Juntas, as transmissoras alegam ter direito a receber mais de R$ 20 bilhões.

Segundo a portaria, as transmissoras vão poder incluir os valores aprovados nos balanços imediatamente, como ativo regulatório. Isso vai permitir dividir esse custo igualmente entre consumidores de todo o País. Como o setor de transmissão representa 8% do total da tarifa, de acordo com o ex-diretor da Aneel, Edvaldo Santana, a conta de luz deve ficar entre 1% e 2% mais cara.

Não se pode esquecer, ainda, que ao longo de 2014 e principalmente 2015 as contas de energia elétrica de todos os brasileiros tiveram aumentos absurdos, que chegaram a MAIS DE 50% NUM ÚNICO MÊS. E em 2016 as coisas não serão tão diferentes, com mais aumentos à vista.

2016-04-24 15.35.56

Resumindo: estamos há mais de 2 anos pagando muito caro pela burrice de Dilma, pelo populismo ignorante, e pela ideologia tosca do PT, que faz demagogia rastaquera com o dinheiro dos brasileiros. E continuaremos pagando pela incompetência de Dilma até, pelo menos, 2024.

Um dos resultados dos aumentos vertiginosos do preço da energia elétrica foi o aumento da inadimplência dos consumidores: o calote nas contas de energia estão batendo recorde atrás de recorde. Esta consequência, aliás, era bastante óbvia, né? A renda dos brasileiros está caindo, o desemprego está em alta – neste cenário, resta evidente que as pessoas não conseguiriam bancar as contas de luz cada dia mais caras.

2015-10-16 21.04.46

Como sempre, o blog dá os parabéns a Dilma, a pior coisa que já ocupou o cargo de Presidente da República, e a todos aqueles que votaram 13.

Avança rapidamente o esfacelamento do mito da “nova classe média”

Faz algum tempo que eu venho afirmando, aqui no blog, que o período que muita gente resolveu considerar de grandes avanços no Brasil não passa de uma invenção, uma falácia. Infelizmente, muita gente “comprou” a idéia, e repete à exaustão que durante os 2 mandatos de Lula houve o surgimento de uma “nova classe média”.

Contudo, o tempo é o senhor da razão. Graças à incomparável incompetência da Dilma Ruinsseff, a verdade está vindo à tona – e está se impondo de forma avassaladora, como demonstra essa reportagem do Valor de hoje (grifos meus):

A assistente financeira Girlene Vieira Nunes, de 39 anos, estava orgulhosa por ter pela primeira vez na vida um imóvel em seu próprio nome. Formada em administração de empresas, ela trabalhava em uma multinacional financeira e, em outubro do ano passado, pagaria a primeira das 360 parcelas de R$ 600 por um apartamento na Vila Prudente, na zona leste de São Paulo. A crise econômica, no entanto, adiou o sonho que Girlene tinha de viver sob o próprio teto.

A empresa que pagava o salário de R$ 2.500 encerrou atividades no país e obrigou a paulistana a morar temporariamente no apartamento de uma amiga no Butantã. Com a rescisão contratual, ela tem se desdobrado para pagar tanto as parcelas do financiamento quanto o condomínio de R$ 300. “Mas não tenho dinheiro nem para colocar lâmpada, então não consigo morar lá”. A quantia recebida pelo fim do contrato cobre só mais um mês de prestação e condomínio. “A situação está bem difícil, né?”

As questões fizeram a assistente financeira repensar sua relação com os problemas mais amplos do Brasil. “Antes eu não acompanhava política, mas agora com a crise comecei. Porque a gente tem que entender o que acontece para lutar pelo país”.

O caso de Girlene ilustra as dificuldades que começam a enfrentar dezenas de milhões de brasileiros, que, em maior ou menor grau, conquistaram na última década um padrão de vida antes inacessível. A queda da atividade, o aumento do desemprego e a volta da inflação aos dois dígitos já reverteram em 2015 parte dos ganhos sociais e econômicos conquistados pelas classes C, D e E.

Neste ano, a manutenção da crise deve mais uma vez contribuir para o empobrecimento das camadas de menor renda. Como se não bastasse, as mudanças nos cenários econômicos externo e interno tornam ainda mais incerto o prazo de recuperação dessa parte da população, diz José Francisco Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator.

Para ele, as classes C, D e E demorarão para se recuperar. Os fatores que levaram à criação da “nova classe C” e à saída de milhões de brasileiros da pobreza não estão mais presentes, argumenta. Os mais importantes entre esses fatores, diz, foram o boom de commodities e a “política fiscal pragmática” implantada por Lula durante a maior parte dos dois mandatos.

Se por um lado o primeiro ampliou e formalizou o mercado de trabalho, o segundo permitiu superávits nominais, a queda dos juros e a conquista do grau de investimento dado pelas agências de classificação de risco. Em menor grau, a queda dos juros e a valorização da taxa de câmbio também contribuíram para a criação de um cenário favorável.

“Lá atrás você teve algo que não acontece mais. É muito difícil que um conjunto de situações como esse se repita”, diz. “A gente dizia que a manicure tinha começado a frequentar a manicure. Agora, isso não é mais possível”, afirma Gonçalves, que espera que o padrão de vida dessas classes retorne ao patamar pré-crise de 2008.

O desemprego voltou a crescer há pouco mais de um ano. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) aponta que no último trimestre de 2014 a taxa de desocupação das pessoas com mais de 14 anos estava em 6,5%. Já na média móvel trimestral de novembro a janeiro deste ano, chegou a 9,5%. Entre agosto e outubro de 2015, pela primeira vez desde o início da série da Pnad, em 2012, o número passou dos 9 milhões.

Como se não bastasse o menor número de pessoas ocupadas, a renda dos trabalhadores encolheu 6,9% na média móvel trimestral de dezembro a fevereiro de 2016 em comparação com igual períododo ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal do Emprego (PME). O aumento do desemprego tem forçado um número cada vez maior de pessoas a abrir o próprio negócio. É o chamado ‘empreendedorismo por necessidade’. Apesar de cobrir apenas seis regiões, a série de renda da PME, segundo economistas, reflete melhor a tendência.

A Pnad mostra que entre os períodos de fevereiro a abril de 2014 e novembro a janeiro de 2016 o número de pessoas com 14 anos ou mais trabalhando por “conta própria” subiu de 20,886 milhões para 23,096 milhões, alta de 10,5%. A Serasa Experian, por sua vez, aponta que em janeiro houve abertura de 166.613 novos empreendimentos no país, número 10,4% maior do que no mesmo mês do ano anterior. Houve aumento no número de empresas abertas em 18 Estados.

Foi o que aconteceu com Juliane Ferreira dos Santos, de 22 anos. Tecnóloga de recursos humanos com formação no Senai, ela trabalhou por dois anos e oito meses em uma rede de supermercados, onde ganhava R$ 1.250 por mês, até ser demitida por corte de custos em janeiro. Com cerca de R$ 4 mil, “quase todo o dinheiro da rescisão”, abriu em março uma pequena loja de entrega de pratos prontos em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. É no bairro de Vila Pereira que ela mora com a mãe e o pai, ambos eletricistas, o irmão de 18 anos, que estuda e ajuda como motoboy na entrega dos pratos, e a filha, de cinco anos. As incertezas sobre o próprio negócio, porém, fizeram com que Juliane buscasse se recolocar no mercado de trabalho. Na semana passada, ela se inscreveu em um curso gratuito de recursos humanos no Centro de Apoio ao Trabalhador.

Os investimentos, que poderiam colaborar em grande medida com a recuperação do trabalho e da renda, não devem voltar tão cedo, diz Gonçalves, do Fator. “A indústria automobilística tem capacidade de produzir 6 milhões de automóveis por ano, mas está produzindo menos de 3 milhões. Há um excesso de capacidade produtiva, o que significa que não haverá investimentos relevantes por um bom tempo”.

A grave situação fiscal também não permitirá que esse investimento seja feito por empresas ou bancos estatais. “Esquece. Eletrobras, Petrobras, BNDES, o investimento não virá deles”. Gonçalves aposta em queda dos juros, o que, em alguma medida, deve aliviar as contas do governo, que pagará menores encargos sobre a dívida, e facilitar a formação bruta. “Isso é bom? Eu acho que é muito bom. Mas isso faz você voltar aos tempos áureos? Não, não faz.”.

Como sempre, o Valor tenta passar pano para o PT, mas deixemos isso de lado e vamos aos fatos. No último parágrafo, ao mencionar a incapacidade dos agentes do governo federal (empesas e bancos estatais, como Eletrobras, Petrobras, BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil etc), o entrevistado está se referindo à crise fiscal INTEIRAMENTE CAUSADA PELA INCOMPETÊNCIA DE DILMA RUINSSEFF.

As chamadas “pedaladas fiscais”, que se tornaram regra e não mais exceção durante o mandato da tresloucada presidanta, acabaram com o que restava do tripé macroeconômico que possibilitou ao Brasil crescer durante as décadas de 1990 e 2000. A propósito: AQUI está uma excelente explicação das “pedaladas fiscais” da Dilma – e fica provado, mais uma vez, que nem FHC nem Lula cometeram os crimes de responsabilidade que a Dilma cometeu com suas reiteradas ações contra a responsabilidade fiscal.

Quando o governo inventou a falácia chamada PAC (“programa de aceleração do crescimento”), eu havia explicado inúmeras vezes que aquilo era uma enganação: na verdade os investimentos que foram abrigados sob a rubrica do PAC já existiam, e muitas vezes nem eram da alçada do governo federal. Mesmo quem acreditou em mais esta mentira do PT deu com os burros n´água, como mostra reportagem do Estadão de hoje:

Uma radiografia do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vitrine eleitoral do governo, aponta que apenas 16,8% das pouco mais de 29 mil obras anunciadas nas duas etapas foram concluídas no período previsto. Com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PAC executou 9,3% de 16.542 ações até 2010. Sob o comando da “mãe do PAC”, a presidente Dilma Rousseff, o índice de execução subiu para 26,7% até o fim de 2014. No entanto, de cada dez obras do PAC 2, seis são “herança” do PAC 1.

Desconsiderando as obras de saneamento, que têm um peso importante no total das ações anunciadas, por causa da quantidade, a parcela de obras executadas nas duas etapas sobe para 25,4% (PAC 1, entre 2007 e 2010) e 35,9% (PAC 2, entre 2011 e 2014), segundo levantamento feito pela Inter.B Consultoria. O estudo será apresentado hoje em seminário do setor de infraestrutura na Câmara dos Deputados.

“Pode-se assim concluir que houve uma significativa ineficiência no que tange à aplicação dos recursos nas obras do PAC de infraestrutura. Uma vez que grande parte das obras do PAC 1 teve continuidade com o PAC 2, é possível inferir que os projetos sofreram de modo geral atrasos sistemáticos, implicando na baixa execução do programa. Além disso, chama atenção a recorrente revisão de custos de algumas obras”, afirmam os economistas Cláudio Frischtak e Julia Noronha, que coordenaram o estudo.

Segundo o levantamento, considerando apenas as revisões feitas entre 2010 e 2014, houve um aumento médio de 49% nos custos. O prazo médio de conclusão, em meses, mais que duplicou. “Na realidade, o sobrecusto e os atrasos são substancialmente maiores, considerando os orçamentos e cronogramas anunciados quando os projetos foram lançados”, dizem os autores. Segundo eles, os projetos relativamente mais dispendiosos foram os que tiveram prioridade, embora haja diferença entre os setores e as fases do PAC. Mesmo assim, como informou o Estado em janeiro, das dez maiores obras do primeiro PAC, apenas duas foram concluídas.

As obras que apresentaram maiores aumentos de custos foram a dragagem no Porto de Santos (300%) e a construção da Linha 1 do Metrô de Belo Horizonte (839%). Já as obras no metrô de Fortaleza tiveram o orçamento reduzido em cerca de 4%.

Com relação aos atrasos, a hidrelétrica Jatobá se destaca, com 91 meses de diferença em relação ao prazo inicial. Ao final de 2014, estavam concluídos apenas os estudos de viabilidade técnica e ambiental – a obra em si ainda não havia sido iniciada. Por outro lado, a hidrelétrica de Santo Antônio é a menos atrasada, com revisão de 6 meses para a finalização das obras.

Mas não acabou ainda, dileto leitor. O PT foi pródigo em casos de corrupção em proporções jamais vistas no Brasil, mas não limitou-se a isso: a incompetência é outra marca registrada da organização criminosa com registro partidário.

Além do PAC, o governo federal criou diversos “programas sociais”. A maioria deles é usado de forma a desviar dinheiro público – isso combina corrupção com ineficiência gerencial, na medida em que grupelhos de aliados do PT recebem dinheiro indevidamente ao mesmo tempo em que os resultados esperados simplesmente não acontecem, ou sofrem atrasos, como demonstra a reportagem do Estadão acima.

As perspectivas são ruins tanto para as empresas quanto para os trabalhadores, como apontou o Estadão:

O reajustes salariais que entraram em vigor em fevereiro mais uma vez não acompanharam a alta de preços da economia. Em média, os ajustes ficaram 0,8% abaixo da inflação acumulada em 12 meses. Segundo o levantamento do projeto Salariômetro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o reajuste mediano foi de 10,5%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acelerou para 11,3%.

Em um ano, aumentou significativamente o número de trabalhadores que estão com perda real nos salários. Em fevereiro de 2016, 63,9% das negociações resultaram em ajustes salariais abaixo do INPC. No mesmo mês em 2015, a taxa era de 18,8%.

O aumento do desemprego tem feito com que o trabalhador perca poder de negociação de salário, uma vez que há mais gente na praça na procura por uma vaga. Somente em fevereiro, foram fechadas 104,5 vagas. Para os próximos meses, o mercado segue pessimista: a projeção é de até 1,5 milhão de empregos a menos em 2016.

A pesquisa da Fipe revela que dos 154 acordos coletivos que trataram de ajustes salariais, 19 estabeleceram redução de jornada acompanhada de redução de salários, e destes, 10 utilizaram o PPE (Programa de Proteção ao Emprego). Já a mediana do piso salarial ficou em R$ 931 em fevereiro.

E quanto às empresas?

Evidentemente, as empresas não investem num cenário turbulento e indefinido desses. Ninguem sabe quanto tempo ainda vai durar essa desgraça chamada Dilma Ruinsseff, ninguém sabe quem vai substitui-la (ou quando), ninguém sabe o que vai acontecer… Uma pequena amostra do estrago que o PT vem causando ao Brasil:

A indústria brasileira encerrou 2015 com o pior desempenho entre as principais economias. No quarto trimestre do ano passado, a produção brasileira recuou 12,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado ficou bem abaixo da produção mundial, que cresceu 1,9% no período, segundo dados do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

O levantamento foi feito com base nos dados da Unido (United Nations Industrial Development Organization – um braço das Nações Unidas para a indústria). O descompasso da indústria de transformação brasileira com o restante do mundo fica evidente ao se comparar em detalhes o resultado nacional com o de outros países. O tombo da indústria da Rússia – outro país em grave situação econômica – foi de 5,7% no quarto trimestre. Na América Latina, a queda foi de 4%, embora algumas nações tenham exibido resultados bem menos preocupantes: a produção do Chile recuou 1,5%, e a da Argentina caiu 0,9%. No México, houve crescimento de 2,2%.

O intenso recuo observado na indústria nacional pode ser explicado pelo já conhecido Custo Brasil – que retira a competitividade do produto nacional – e pela incerteza que passou a dominar a economia brasileira. Com baixa confiança de consumidores e empresários, os investimentos foram postergados pelas companhias, contribuindo ainda mais para a piora do setor industrial.

“A queda da indústria brasileira descola de outras economias, incluindo as latino-americanas. O nível de contração do setor foi sem precedentes”, afirma Rafael Cagnin, economista do Iedi. “A paralisia da construção pesada, os problemas enfrentados pela Petrobrás e o ajuste fiscal feito por meio do investimento público causaram um baque muito grande”, diz Cagnin.

Esse trecho aí em cima é de uma reportagem excelente do Estadão. Faço questão de publicar o gráfico que acompanha a matéria:

Peço ao leitor que repare a posição vexatória do Brasil. Isso é responsabilidade de Dilma Ruinsseff, de Lula e do PT.

Todavia, Dilma conseguiu o feito de se tornar a pior, mais incompetente, mais devastadora presidene da História do Brasil:

A presidente Dilma Rousseff arruinou a economia brasileira. O Congresso e a Justiça podem decidir que isso não é motivo para impeachment, mas é um fato que o país deve olhar para se proteger no futuro de decisões tão perigosas. E agora, para lutar contra o seu afastamento, Dilma está afundando ainda mais o país, chutando o balde fiscal e escancarando a feira dos cargos públicos.

A tabela deixa claro o quadro econômico que ela recebeu e o que temos agora depois de cinco anos de Dilma. A inflação deu um salto, a dívida bruta subiu 16 pontos percentuais do PIB, o superávit primário virou déficit, o déficit nominal escalou, o PIB, que estava positivo, despencou. Confira os números. No crescimento de 2010, é preciso ponderar que os 7,5% foram um exagero criado pela bolha feita pelo ex-presidente Lula para eleger sua sucessora. Mesmo descontando-se uma parte dessa alta, é chocante o buraco em que a economia caiu: dois anos consecutivos de encolhimento em torno de 4%. No desemprego medido pela PNAD Contínua, não há dados anteriores a março de 2012, mas os números mostram a deterioração. Nesse período, em torno de dois milhões de pessoas entraram no grupo dos desempregados. (continue lendo AQUI)

Parabéns aos envolvidos.

Golpe, não! Impeachment, sim.

Evidentemente, nas últimas semanas o assunto mais discutido tem sido o impeachment da Dilma Ruinsseff. E uma das afirmações mais frequentes – e, ao mesmo tempo, esdrúxulas – é a de que o impeachment seria um “golpe”.

Num país minimamente civilizado, uma afirmção desbaratada como esta sequer precisaria ser discutida, uma vez que o impeachment é um dispositivo CONSTITUCIONAL, e que inclusive já foi usado no Brasil em 1992.

Aliás, por falar em 1992, vamos traçar alguns paralelos?

Em 1992, Lula e todas as lideranças do PT estavam na linha de frente das convocações pedindo o impeachment de Fernando Collor
Em 1992, Lula e todas as lideranças do PT estavam na linha de frente das convocações pedindo o impeachment de Fernando Collor

 

Em 1992, Fernando Collor renunciou para não sofrer o impechment (que já havia sido acatado pela Câmara dos Deputados, à época presidida por Ibsen Pinheiro, que viria a ser cassado em 1994 devido ao seu envolvimento na chamada “Máfia dos Anões do Orçamento” e no Senado era dado como certo que seria aprovado por maioria qualificada também), porém acabou sofrendo o impeachment mesmo assim – e posteriormente foi considerado inocente pelo STF.

O impeachment é, por definição, um julgamento POLÍTICO – e o caso do Collor é o exemplo perfeito disso: mesmo condenado politicamente pelo Congresso Nacional, foi absolvido no âmbito judicial/criminal pelo STF.

Os mortadelas que estão dizendo agora que impeachment é golpe já perguntaram a opinião do "guerreiro do povo brasileiro" que eles veneram?
Os mortadelas que estão dizendo agora que impeachment é golpe já perguntaram a opinião do “guerreiro do povo brasileiro” que eles veneram?

 

Kildare Gonçalves Carvalho, Paulo Brossard e outros juristas de verdade (não os oportunistas que estão surgindo do nada agora, nas patéticas tentativas de Dilma buscar desculpas esfarrapadas) já afirmaram inúmeras vezes: “O impeachment é um processo político.

Direito_Constitucional_-_Kildare_Gonçalves_Carvalho_-_Google_Livros_-_2015-12-11_21.26.39
Kildare Gonçalves Carvalho: Direito Constitucional – Teoria do Estado e da Constituição. Editora Del Rey, 2008. (página 1.103)

Vou repetir: Fernando Collor de Mello foi absolvido no seu julgamento jurídico, no Supremo Tribunal Federal. Ele foi julgado lá por ter sido acusado de crime comum, além do crime de responsabilidade. O julgamento do primeiro é jurídico. O julgamento do segundo é político. Essa é a Constituição Federal.

O impeachment de Fernando Collor foi uma das melhores coisas que aconteceram na História recente do Brasil. Graças a este impeachment, Itamar Franco assumiu um governo de coalizão, no qual nomeou Fernando Henrique Cardoso Ministro da Fazenda – e isso deu origem ao Plano Real, implantado em 1994. O Plano Real foi um divisor de águas na História do Brasil, como todo mundo sabe.

O PT pediu o impeachment de Collor, de Itamar Franco e de Fernando Henrique Cardoso.
O PT pediu o impeachment de Collor, de Itamar e de FHC

 

Foi graças ao sucesso do Plano Real que a inflação foi finalmente debelada (a despeito dos esforços da Dilma em reverter isso) e o Brasil conseguiu, finalmente!, avançar. Claro que outros fatores posteriores também deram suas contribuições, mas o Plano Real foi a base, a fundação, a “pedra fundamental” de tudo – pois se o Brasil continuasse com a inflação que venceu planos como Collor, Bresser, Verão etc, o desastre continuaria até hoje:

Neste ponto, quero fazer um resumo:

  1. Fernando Collor de Mello foi eleito dentro das regras eleitorais vigentes em 1989, de forma democrática, pelo voto direto, e acabou sofrendo impeachment em 1992, o que era a vontade da maioria dos eleitores do Brasil naquele momento;
  2. O processo de impeachment de Collor foi iniciado por um deputado envolvido em denúncias graves, que acabaria cassado por corrupção (em 1994);
  3. Graças ao impeachment de Collor, o Brasil destravou a economia e conseguiu progredir de verdade.

O leitor percebe alguma relação entre 1992 e 2015?

Dilma Ruinsseff foi eleita democraticamente? Sim, a despeito da campanha eleitoral calcada unicamente em mentiras, foi. Mas isso não tem nada a ver com o impeachment - até porque seria impossível pedir impeachment de quem NÃO foi eleito.
Dilma foi eleita democraticamente?
Sim, a despeito da campanha eleitoral calcada unicamente em mentiras, foi.
Mas isso não tem nada a ver com o impeachment – até porque seria impossível pedir impeachment de quem NÃO foi eleito.

 

Uns abobalhados estão dizendo que não haveria razões para o impeachment de Dilma, mas que havia motivos para o impeachment de Collor. Não por acaso, são os mesmos que pediram o impeachment de todos os presidentes DEMOCRATICAMENTE ELEITOS desde 1989 no Brasil.

Posição do PT sobre impeachment no passado

Bobagem. Há razões de sobra para o impeachment de Dilma. Ela cometeu DIVERSOS crimes, e alguns foram REPETIDOS diversas vezes. Na denúncia contra Dilma, há as pedaladas dadas — e já admitidas publicamente até pelo estagiário do Palácio do Planalto — em 2014, mas também as praticadas em 2015. Mas não é só isso!

A peça evidencia ainda que ela editou uma série de decretos em 2014 e 2015 (portanto diz respeito a AMBOS OS MANDATOS) que resultaram na abertura de créditos suplementares sem autorização do Congresso Nacional, crime devidamente tipificado nos itens 4 e 6 do Artigo 10 da Lei 1.079, a chamada Lei do Impeachment. 

O texto aponta, ademais, os descalabros da Petrobras e acusa a responsabilidade da presidente, evocando os itens 3 e 7 do Artigo 9º da mesma Lei 1.079, segundo os quais “são crimes de responsabilidade contra a probidade na administração: não tornar efetiva a responsabilidade dos seus subordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição; (…) proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”. Recorro às palavras claras da Dra. Janaína Paschoal, uma das autoras da denúncia (recomendo a leitura desta entrevista com ela, na íntegra – muito esclarecedora):

A denúncia tem fulcro no artigo 85 da Constituição Federal e nos artigos 4, 9, 10 e 11 da Lei 1.079/50. Em resumo, se alicerça na falta de probidade administrativa, seja por ter protegido a diretoria da Petrobras, seja por negar os fatos sabidos na época eleitoral, ou por não contabilizar os empréstimos feitos junto a bancos públicos. A denúncia também tem base na afronta ao orçamento, haja vista que muitos dispositivos da lei de responsabilidade fiscal foram desrespeitados. Em especial a proibição de fazer empréstimos de bancos públicos e de fazer empréstimos (de quaisquer bancos) em ano eleitoral. A entrevista que o procurador do TCU, Julio Marcelo Oliveira, deu a BBC, há alguns dias, deixa esse expediente bastante nítido. No aditamento, por valiosa colaboração do Professor Miguel Reale Júnior, acrescentamos os decretos em que a Presidente abriu crédito suplementar, em valores consideráveis, sem autorização do Congresso.

Recomendo, ainda, que o dileto leitor assista à entrevista concedida pela Dra. Janaína Paschoal ao Roda Viva, que eu já disponibilizei no blog anteriormente, AQUI. As explicações sobre a denúncia contra Dilma Ruinsseff estão claríssimas.

Também andei lendo que as “pedaladas fiscais” não são motivo suficiente para impeachment.
Mentira. A prática fere diretamente a Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas repito: a denúncia que foi acatada pelo Presidente da Câmara não se restringe às pedaladas fiscais.

Aliás, é engraçado notar o seguinte: alguns dias atrás, a imprensa noticiou fartamente que “um grupo de juristas” reuniu-se com Dilma – e deste encontro foram divulgadas as mais diversas opiniões, todas tentando sustentar que não haveria motivos para o impeachment.

O que a imprensa NÃO fez: mostrar de forma agrupada e reunida as diversas opiniões de alguns membros deste “grupo de juristas”. Entre eles, há os que digam que pedaladas fiscais não são crime, e que Dilma não fez nada parecido com as “pedaladas”. Porém, eles esqueceram de afinar os discursos!

A própria Dilma já disse, em discursos, que cometeu, sim, as pedaladas – e ela defendeu o ato, dizendo que ESCOLHEU fazer a operação ilegal porque não queria prejudicar o Bolsa Família ou o Minha Casa Minha Vida. E Dilma não está sozinha: Lula também reconhece que foram feitas as pedaladas. Recorro a um discurso da Dilma Ruinsseff de ONTEM, que pode ser lido na íntegra no site oficial do Palácio do Planalto, AQUI. Vamos ao trecho em que ela reconhece o crime de responsabilidade:

Eu quero dizer para vocês que nós iremos continuar entregando moradias. Nós já entregamos 2,4 milhões. Tem mais 1,6 milhões para entregar. Por isso que muitas vezes a gente entrega em link com outros estados, porque não tem dia no ano para entregar. Então a gente arruma, reúne um conjunto e entrega. Por que eu estou falando isso? Porque o orçamento de um país, ele tem de ser olhado do ponto de vista daquilo que você gasta e para quem você gasta. O para quem é mais importante do que qualquer outra consideração.

Uma das razões para que eu esteja sendo julgada hoje é porque uma parte eles acham que nós não gastamos, nós não devíamos ter gastado da forma que gastamos para fazer o Minha Casa Minha Vida. Uma das razões é essa. É o que eles chamam de pedaladas fiscais.

A gente, o governo federal, é dono da Caixa Econômica Federal, nós somos os únicos donos, o governo federal. Quando a gente paga a Caixa, o governo federal passa o dinheiro para a Caixa, a Caixa paga a empresa e, através da escolha pública, o apartamento vai para vocês. Não há nesse processo nenhum desvio. Não é essa a questão que levantam contra nós. O que eles levantam é que muitas vezes a Caixa paga o mês e aí nós recompomos o pagamento que a Caixa fez. O que que acontece? Quando chega no fim do ano, geralmente, a Caixa fica com mais dinheiro do que era o necessário. Mas, no mês em que ela não ficou com aquele dinheiro, nós pagamos juros para ela. Ou seja, se ela adianta o pagamento para nós, nós pagamos juros para ela. Se ela fica com nosso dinheiro, nós pagamos para ela… não, nós pagamos para ela juros quando ela fica com o nosso dinheiro, e ela paga para nós quando nós ficamos com o dinheiro dela. Ocorre que, no ano, a gente sempre paga mais do que ela paga para nós. Então ela sempre nos deve. Eles não concordam que isso seja uma relação. Eles acham que isso é um empréstimo. E como a Caixa não pode emprestar para o governo – mas o governo pode emprestar para a Caixa -, eles levaram isso e falaram que não estava certo, que a gente tinha de mudar. Ora, é por conta que nós fomos capazes de fazer o maior programa habitacional da história que nós hoje somos responsabilizados.

Repare, dileto leitor, que ela faz referência a “eles”: (1) O que eles levantam é que muitas vezes a Caixa paga o mês e aí nós recompomos o pagamento que a Caixa fez… ; (2) Eles acham que isso é um empréstimo… ; (3) eles levaram isso e falaram que não estava certo, que a gente tinha de mudar.
Ao falar em “eles”, esta criatura desprovida de senso de ridículo tenta levar os coitados que estavam ali para a cerimônia de entrega de casas a acreditar que “alguém” (“eles”) está perseguindo a “presidenta” porque ela quer entregar as casas aos pobres, mas “eles” não querem.
Na verdade, quem proíbe as pedaladas fiscais não são “eles”. É a Lei. E neste discurso (há outros) Dilma demonstra que ela não tem nenhum respeito pelas leis.

Mas alguns dos “juristas” do PT também reconheceram que houve, sim, as pedaladas – e um sub-grupo (são mais de 30 dando pitaco e batendo cabeça!) optou por dizer que isso era prática comum, todo mundo fazia, e por isso a Dilma não poderia ser punida (como se o fato de alguém ter cometido um crime antes da Dilma fosse razão suficiente para que ela não fosse punida). Há outro sub-grupo, todavia, que escolheu o caminho do “houve pedalada, sim, mas foi em 2014 e portanto não poderia ser alvo de impeachment no segundo mandato”.

Em suma, as “justificativas” são as mais variadas – e falaciosas – possíveis. Os tais “30 juristas do apocalipse” ofereceram um verdadeiro menu de desculpas esfarrapadas e justificativas sem sentido. Bateram cabeça o tempo todo, deram posições desencontradas – tudo no afã de justificar o injustificável.

Este vídeo esclarece tudo isso, de forma clara e cristalina:

As pedaladas (que são crime de responsabilidade, sim) começaram a acontecer, com um volume muito acima da média histórica, a partir de 2013, e atingiram o ápice em 2014 – justamente o ano eleitoral. Os valores anteriores eram pequenos, residuais, e costumavam ser liquidados em até 48 horas – e isso não era considerado “pedalada”. Quem quiser ver uma versão resumida (mais curta), pode clicar AQUI.

Eis aqui o gráfico que deixa isso muito claro (e este gráfico trata APENAS da Caixa Econômica Federal, mas há pedaladas em outras fontes pagadoras):

Pedaladas fiscais 2013-2014_TCU

Finalmente: chega dessa mentira de que impeachment é golpe. Não é! Está previsto na Constituição, Dilma cometeu crimes, e deve ser responsabilizada por eles. Ponto final.

Dilma quebrou o Brasil, mas a denúncia contra ela não tem nenhuma relação com isso. Ninguém está propondo que ela seja alvo de impeachment por causa da sua incompetência.

Dilma mentiu durante toda a campanha eleitoral, mas o impeachment também não tem nenhuma relação com suas mentiras.

O impeachment é um instrumento constitucional, reservado para punir Presidente da República, Governadores e Prefeitos quando há crime de responsabilidade. Dilma cometeu crime de responsabilidade (repetidamente, repito), e deve sofrer impeachment por isso.

2015-10-16 22.23.51


ATUALIZAÇÃO (11/12/2015): O jornal Valor Econômico publicou, hoje, uma reportagem especial sobre as “pedaladas fiscais”. Trata-se de uma reportagem histórica: ela mostra de forma absolutamente clara e cristalina que a despeito de avisos e alertas feitos por funcionários de perfil técnico, os chefes de autarquias da área econômica (notadamente Arno Augustin, então Secretário do Tesouro e aliado intelectual de Dilma Ruinsseff) ESCOLHERAM ignorar as análises técnicas, muito bem fundamentadas na lei, na Ciência Econômica e na matemática, para fraudar as contas do governo. Relembro algo que eu já escrevi aqui no blog: quando alguém comete um crime, pode fazê-lo de forma consciente, SABENDO que está cometendo um crime, e portanto com a INTENÇÃO de cometer um crime (dolo), ou de forma inconsciente, SEM SABER do crime, sem que haja a intenção DE COMETER um crime e/ou prejudicar terceiros (culpa). Em ambos os casos, crime é crime, havendo ou não a intenção e/ou a consciência.

A reportagem traz trechos de documentos sigilosos, dados, números e reconstrói acontecimentos que remetem a 2013 – quando foi feito o primeiro alerta de que as escolhas pela “contabilidade criativa” (fraude, crimes fiscais etc) estavam colocando em risco o futuro da Economia do Brasil.

Felizmente, a reportagem está aberta a todos, mesmo não sendo assinante do Valor AQUI. Recomendo fortemente a leitura.

A longa, extensa e detalhadíssima reportagem mostra, ademais, que Dilma Ruinsseff é, sim, sem nenhuma sombra de dúvida, a maior responsável pelo descalabro econômico que o Brasil vive. Ela não é a única, mas como Presidente da República é ela quem tem o poder, a autoridade, para tomar as decisões. Aos técnicos e demais pessoas que estão hierarquicamente subordinados a Dilma, resta cumprir as ordens, ou ser demitido. Ok, isso é evidente. Mas é necessário lembrar desse fato cotidiano porque aqui e ali, estão aparecendo uns bobalhões que dizem que a responsabilidade pelas pedaladas fiscais (que são crimes) seria de Guido Mantega, Arno Augustin, Alexandre Tombini, Luis Adams, entre outros – todos subordinados a Dilma.

Não. Nada disso!

A responsável pelo crime é Dilma.

Quem decide a política econômica a ser adotada é o Presidente.

O corpo técnico do Tesouro – e a reportagem evidencia isso de forma inquestionável – alertou Arno Augustin, alertou Dilma e todos que quisessem ouvir. Infelizmente, quem tinha o poder decisório (Dilma) não quis ouvir. Preferiu sua ideologia tacanha, que morreu no Século passado, aos fatos, à matemática.

Dilma ESCOLHEU cometer crime de responsabilidade.

Por que NINGUÉM previu a pior crise econômica do Brasil desde 1930?

A pergunta do título é uma provocação. Na realidade, MUITA gente previu, alertou, avisou e adiantou que o Brasil passaria por uma crise fortíssima. Estava escrito de forma clara, em Outubro de 2014, num manifesto assinado por 164 economistas:

1) Não há, no momento, uma crise internacional generalizada

2) Neste cenário de baixo crescimento e inflação alta, a semente do desemprego está plantada. E os avanços sociais obtidos com muito sacrifício ao longo das últimas décadas estão em risco.

3) O atual governo tenta se eximir de qualquer responsabilidade pelo nosso desempenho econômico pífio e culpa a crise internacional. Entretanto, como a realidade dos fatos mostra que não há crise internacional generalizada, a explicação só pode ser outra.

4) Em grande parte, atribuímos o desempenho medíocre da economia brasileira e a perspectiva de retrocesso nas conquistas sociais às políticas econômicas equivocadas do atual governo.

5) O atual governo ressuscitou os fantasmas da inflação e da instabilidade macroeconômica.

6) O governo Dilma amedrontou os investimentos.

7) O atual governo expandiu a oferta de crédito subsidiado de forma discricionária e irresponsável.

A íntegra deste manifesto pode ser lida AQUI.

Vamos a alguns exemplos mais específicos? Como ponto de partida, uso um post do economista Roberto Ellery (que, por sinal, foi um dos signatários do manifesto mostrado acima) em sua página no Facebook (AQUI):

Roberto_Ellery_-_Hoje_me_deparei_com_o_seguinte_trecho_escrito_por..._-_2015-11-13_06.54.31

O Roberto já indica, inclusive alguns links. Vamos a eles, então.

Em 15/09/2015, o Leandro Narloch escreveu (AQUI) um texto intitulado “Os economistas que previram a crise”. Vale a pena destacar alguns trechos:

“A troca de crescimento por inflação não é estável; com o tempo, o resultado é apenas inflação mais alta”, disse o economista Alexandre Schwartzman em janeiro de 2012.
“O mais grave do quadro atual é que este governo não demonstra que conhece – ou que concorde – com a importância da preservação do tripé macroeconômico. Portanto, ele corre o risco de desabar”, afirmou a jornalista Beatriz Ferrari na Veja de 18 de abril de 2011.
“Risco é que grau de investimento seja retirado em 2015”, diz uma reportagem do Valor Econômico de novembro de 2013. Paulo Vieira da Cunha, um dos economistas ouvidos pelo Valor, disse: “quem está rodando modelos de análise da dívida pública já vê que ela não é sustentável em um horizonte mais longo, entre 2015 e 2016”.

E aí, o Leandro destaca um artigo do Adolfo Sachsida que merece ser reproduzido:

Em 2014, como sempre acontece em ano de eleições, o gasto público dará um salto. Inclua nesse cenário a avalanche de medidas provisórias e intervenções governamentais na economia de todo tipo, inclusive as do BNDES, que aumentam o gasto público e favorecem setores eleitos pelo governo em detrimento do restante da sociedade.

Em 2015, primeiro ano do novo governo eleito, será o momento de pagar a conta da irresponsabilidade fiscal e monetária do passado. Economizem dinheiro, pois quando a crise chegar quem tiver liquidez (dinheiro em caixa) vai conseguir fazer excelentes negócios. A partir de 2015 o Brasil amargará o mesmo tipo de cenário que já enfrentou no começo dos anos 1980.

A íntegra desta análise do Sachsida está AQUI.

Por favor, leia na íntegra. Já leu? Ainda não? Ok, eu aguardo: vá ler.

Pronto?

Faço questão de destacar que o texto do Sachsida é de 14 de SETEMBRO DE 2012. Naquela época, todo mundo que criticava a política econômica desbaratada, irresponsável e inconsequente praticada pela Dilma era criticado. Quem se lembra do PESSIMILDO? Peço perdão antecipado ao leitor, mas não resisti: vou mostrar aqui uma imagem forte, violenta, nojenta mesmo.

Trata-se da página do lixo Brasil 247 (pode chamar de 171 que ele atende – aliás, basta chacoalhar um maço de dinheiro que ele atende e obedece também, abana o rabo, faz tudo):

PT_cria_Pessimildo_contra_críticos_de_Dilma_Brasil_24_7_-_2015-11-13_05.30.35

Em 16 de Setembro de 2014, este libelo do petralhismo na blosta (blogosfera de bosta) estampava a seguinte pérola:

O marqueteiro João Santana lançará no horário eleitoral o “Pessimildo”, personagem rabugento que ironiza os críticos do governo Dilma.
Inspirado em figuras ranzinzas do cinema e da TV, como o Gru, do “Malvado Favorito”, e “Seu Saraiva”, do programa de TV “Zorra Total”, ele satiriza ataques de adversários da presidente.
“Viu que os empregos continuam subindo?”, indaga um locutor. “Tudo o que sobe, desce”, contradiz “Pessimildo”.
Cada cena será encerrada pelo mote: “Chega de pessimismo. Pense positivo, pense Dilma”.

É ou não é um exemplo perfeito do Jornalismo da Esgotosfera Governista – vulgo JEG ? A propósito: outro site do JEG, o ” Diário do Centro do Mundo” (pode chamar de Diário do Cu do Mundo que combina mais com o cheiro que exala de lá) publicou AQUI um texto ABSOLUTAMENTE IDÊNTICO. Quem plagiou quem? Não sei, e não me importo – esses sites alugados, feitos por “jornalistas de nariz marrom” se merecem. A figura abaixo resume bem o amontoado de lixo que trabalha para desinformar:

Esgotosfera
FUJA!!!!! Se receber um link ou um “texto” oriundo de qualquer site destes, suja, pois ali só bastéria e rato sobrevive.

Preciso registrar, primeiro, que João Santana ser chamado de “marqueteiro” é uma ofensa. O que este senhor faz é PROPAGANDA ENGANOSA, não marketing.

Em segundo lugar: por que os pessimildos desapareceram? Perderam o emprego? Estão inadimplentes? Não conseguem pagar a conta de luz?

Em terceiro lugar: aqueles que a propaganda enganosa do PT chamou de pessimildos incluem os economistas que alertavam sobre os erros cometidos pelo PT? Simples assim.

Eis aqui um dos vídeos do Pessimildo – e repare que ele começa falando justamente dos empregos, e depois ainda fala de uma “crise mundial” que não havia em 2014 e continua não havendo hoje:

Aliás, por falar em vídeos, quem lembra daquele em que a campanha da Dilma acusava a Marina Silva de querer entregar a economia aos banqueiros malvadões que iriam aumentar a taxa de juros, resultando em menos comida no prato dos brasileiros?

E o que foi que aconteceu alguns dias após o segundo turno das eleições?

Firefox 78

Cadê o pessimildo agora, Dilma?

Em tempo: no post do Roberto Ellery, ele menciona “um famoso economista que foi ministro de Sarney e FHC”. Ele está se referindo a Luiz Carlos Bresser-Pereira, que concedeu longa entrevista publicada pela Folha AQUI.

Com relação a esta entrevista, aliás, tenho algumas considerações também.

Primeiro, que o Bresser-Pereira escreveu um dos melhores livros que existem, em português, sobre burocracia e organizações. Uso muito esse livro nas minhas aulas, e trata-se de um primor.

Justamente por isso, acho lamentável, deplorável, que ele tenha descambado a falar/escrever tanta merda. O sujeito perdeu o rumo completamente! Dá pena de ler/ouvir certas besteiras homéricas que o sujeito insiste em repetir. A entrevista publicada pela Folha traz alguns exemplos. Não sei, honestamente, se sinto pena por um sujeito outrora inteligente ter-se perdido desta forma, ou se fico apenas com a ojeriza e repulsa pela burrice que lhe restou.

Um exemplo (referenciado pelo Roberto Ellery):

O sr. apoiou a Dilma na campanha. Ela prometeu uma política econômica e ao ser eleita aderiu a outra, fazendo cortes até em áreas como educação e saúde. Houve estelionato eleitoral?

Bresser – De nenhuma maneira. A Dilma cometeu erros graves como a irresponsabilidade fiscal, que atribuo ao desespero. Não conseguia fazer o país crescer e, de repente, acreditou na bobagem de fazer uma política industrial agressiva.
Mas, em outubro de 2014, quem estava prevendo que o Brasil entraria em uma gravíssima recessão econômica, com queda de 3% do PIB? Ninguém. Não sabíamos. A economia é uma cienciazinha muito modesta, só é perfeita na cabeça dos economistas ortodoxos. Só se começou a falar em crise em dezembro.
As pessoas dizem que ela (Dilma) passou a fazer o que “a direita quer”, mas a mudança de política mostra algo admirável: ela reconheceu o erro. O que ela é, de fato, é incrivelmente incompetente do ponto de vista político. Em dezembro ela já devia estar sabendo que a situação das contas estava ruim e precisava reajustar o que havia desajustado.

Destaquei o trecho em que Bresser-Pereira afirma que em outubro de 2014 “ninguém” estava prevendo que o Brasil entraria numa gravíssima recessão econômica. Isso nos traz de volta ao início do post: sim, senhor Bresser-Pereira, MUITA gente sabia disso, e vinha dizendo há muito tempo!

Se o senhor não viu, não leu, não ouviu, só posso lamentar por sua burrice. Mas dizer que ninguém sabia, é pura e simplesmente uma mentira.

Se este é o nível dos “intelectuais” que apoiam e/ou defendem Dilma e o PT, e sabemos que é, muita coisa pode ser explicada. Quem nasceu para ser Bresser-Pereira jamais será Roberto Campos.

Roberto Campos define o PT

Os números, as estatísticas e as mentiras do PT

Cada vez que ouço/leio/vejo alguém dizendo que graças ao PT (ou ao Lula) 48 milhões de brasileiros saíram da pobreza e tornaram-se ricos, além de sentir pena da pessoa em questão devido à sua evidente limitação intelectual, lembro disto aqui:

Sim, existe muita gente que acredita nas estatísticas e números vomitados pelo PT no afã de defender a corrupção que o partido sistematizou no Brasil:

Mas creio que temos, a seguir, um vencedor:

Acho engraçado que os números não batem! Falam 8 milhões, 10, 20, 25, 30, 38, 40, 48, até 50!!! Se houvesse 50 milhões de brasileiros na pobreza, haveria um colapso social inimaginável – mas os débeis mentais, no desespero de repetir uma mentira até que ela se torne verdade, nem se dão ao trabalho de verificar se o número faz sentido. A função desses militontos é ajudar a espalhar as mentiras criadas pelo PT (e seus linhas auxiliares, como PSOL, PCdoB, MST, MTST, CUT etc).

Não faz sentido. Nenhum destes números faz sentido.

Todos, sem exceção, são fruto da imaginação fértil de uns, e do mau-caratismo de outros. Inventam-se números aleatórios, sem nenhum embasamento, desde que eles fiquem “bonitos” na propaganda, ou que sejam, de alguma forma, favoráveis ao PT, com o intuito de se criar uma narrativa para defender o partido mais corruPTo da História do Brasil.

Não são apenas números que essa gente inventa: eles extrapolam todo e qualquer limite do bom senso, e produzem bobagens numéricas e conceituais.

O exemplo mais recente: Paul Krugman. Sim, não são apenas os militontos, ignorantes e abestados anônimos que engrossam a narrativa falsa do PT. Em 2014, esta imagem circulou nas redes sociais do PT e dos sites criados para espalhar as mentiras do estelionato eleitoral da Dilma:

Paul Krugman na campanha Dilma 2014

Agora em 2015, estamos vendo o resultado: a pior crise econômica em mais de 80 anos.

Mercado_prevê_a_pior_recessão_da_economia_em_85_anos_-_Economia_-_Estado_de_Minas_-_2015-11-12_01.09.46

Mas como um ganhador de um Prêmio Nobel pode ser tão burro? Como ele faz uma afirmação desparatada e sem noção como essa? Em 2014 ele afirma que não há razão para preocupação com a economia do Brasil, mas desde 2014 já havia recessão – que vem se aprofundando SEM PARAR desde lá. Agora em 2015, a bomba explodiu de vez. Mas o “jenial” Paul Krugman não sabia!

Calma, dileto leitor. A coisa fica pior – com o PT, sempre fica. Eis aqui o que li ontem:

O economista americano Paul Krugman, prêmio Nobel de 2008, traçou um cenário benigno para a economia brasileira que, segundo ele, passa por percalços devido ao fim do ciclo de alta nos preços das commodities e pelo abalo na credibilidade do governo.
Segundo o economista, o país tem tudo para sair da atual crise assim que a inflação cair e o Banco Central puder reduzir as taxas de juros. “Não vai ser neste ano e talvez não seja no próximo. Com a inflação menor, os juros vão voltar a cair e isso vai aliviar as contas do governo”, afirmou.
O maior risco, segundo o economista, é a economia mundial mergulhar em uma nova crise derivada da desaceleração do crescimento na China. Nesse caso, Krugman vê uma depreciação adicional no preço de commodities, deflação espalhada pelo mundo e baixo crescimento tanto nos países desenvolvidos quando nos emergentes.
“Não acredito muito nessa possibilidade, mas gostaria de estar mais certo sobre isso. Mas será uma crise menor do que a de 2008 porque não há contaminação nos ativos financeiros”, afirmou.

Krugman disse que a economia brasileira está mais sólida do que no passado, especialmente nas contas externas. Afirmou ainda que a inflação atual é alimentada pela alta do câmbio e não por fatores estruturais, como nos anos 90. No entanto, reconheceu que a história brasileira não permite descuidar da alta dos preços.

O economista americano afirmou que o “Brasil saiu de moda” entre os investidores internacionais, que passaram a dar mais atenção aos problemas fiscais e às dificuldades políticas do governo. “Daqui algum tempo verão que houve um excesso de pessimismo”, afirmou.
Segundo Krugman, a economia mundial está “persistentemente deprimida”, o que deveria inviabilizar um aumento de juros nos EUA. No entanto, Krugmam afirmou que o Fed [Federal Reserve, BC dos EUA] vai subir os juros americanos em dezembro. “Será um grande equívoco”.

Como consequência da alta de juros americanos, Krugman acredita em uma pressão adicional pela valorização do dólar em relação às moedas emergentes e aos preços das commodities, o que deve dificultar o combate à inflação brasileira.

A íntegra desta sequência inacreditável de boçalidades está AQUI. Há poucos dias, aliás, o Paul Krugman falou mais um ajuntamento de bobagens, como pode ser lido AQUI.

Há muito tempo Krugman especializou-se em falar bobagem, mas a cada dia ele está ficando mais afiado! De qualquer forma, ele mostra-se um excelente ativo para a narrativa mentirosa, distorcida e burra do PT. Tem que ser muito ignorante para acreditar nessa narrativa do PT…

2015-10-27 11.02.51

2015-10-26 06.29.48

2015-09-23 19.20.50

2015-10-02 14.36.27

2015-09-23 20.00.20

Folha de SP é um ótimo destino para profissionais preguiçosos e incompetentes

Às vezes o sentimento de vergonha alheia ultrapassa os limites do suportável no Brasil. Neste final de semana, ocorreu um caso desses – que foi agravado por algo que li nesta Segunda-feira, meio de feriadão. Vamos ao caso, começando pelo Sábado.

A Folha de São Paulo publicou uma reportagem ruim, muito ruim, fazendo uma denúncia falsa: o governo de SP, do tucano Geraldo Alckmin, estaria financiando um blogueiro para falar mal do PT. Eis aqui os principais trechos da “reportagem” (a íntegra do lixo está AQUI, mas fica o aviso: se você não gosta de colocar os pés na lama, evite):

Um blogueiro que distribui propaganda antipetista a milhares de seguidores na internet recebe há dois anos pagamentos mensais por serviços de comunicação prestados ao governo Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.
Na rede, o advogado Fernando Gouveia se apresenta com o pseudônimo Gravataí Merengue e como “CEO”, ou executivo principal, do site Implicante, que publica e ajuda a difundir notícias, artigos, vídeos e memes contra o PT e a presidente Dilma Rousseff. O Implicante tem quase meio milhão de seguidores no Facebook, quatro vezes mais que o Movimento Brasil Livre, um dos grupos na linha de frente dos protestos de rua realizados contra Dilma neste ano. O material produzido pelo site costuma ser replicado nas redes sociais e por outros blogs políticos.

Gouveia é dono da Appendix Consultoria. A empresa foi criada em janeiro de 2013 e começou em junho do mesmo ano a receber pagamentos oriundos da Subsecretaria de Comunicação do governo Alckmin, órgão vinculado à Casa Civil do Estado.
A Appendix foi subcontratada pela agência de publicidade Propeg, uma das três que cuidam da propaganda do governo estadual. De acordo com documentos oficiais, a empresa do blogueiro recebeu R$ 70 mil por mês de outubro de 2014 a março deste ano. O governo se recusou a informar o valor total dos pagamentos à empresa de Gouveia, alegando que a responsabilidade pela contratação da firma não é sua, mas da Propeg. A Subsecretaria de Comunicação permitiu apenas a consulta da documentação no Palácio dos Bandeirantes. Disponibilizou então 88 caixas, cada uma com centenas de papéis sobre propaganda oficial, sem indicar a localização das informações específicas da Appendix.
Segundo os documentos, a Propeg pagou a Appendix por serviços de “revisão, desenvolvimento e atualização das estruturas digitais” da Secretaria de Estado da Cultura. Em nota, a agência afirmou que subcontrata a Appendix para atender demandas do governo do Estado. Mas não respondeu quem indicou a empresa nem o motivo pelo qual recorre ao blogueiro em vez de fazer ela mesma o serviço.

Não seria preciso ser muito inteligente (ou tampouco honesto) para perceber os diversos erros da reportagem – e o resultado é uma reportagem FALSA, MENTIROSA, que escancara o baixíssimo nível de alguns jornalistas, empregados pelo maior jornal do Brasil (todavia, não se sabe por quanto tempo a Folha conseguirá manter esta posição, haja vista a quantidade de jornalistas incompetentes que ela tem em seus quadros hoje).

Dá vergonha!

Aliás, o nível de alguns “jornalistas” no geral, e alguns da Folha em particular, é de esgoto para baixo – não apenas intelectualmente, mas no quesito honestidade e coerência também.

HumansofPT_2015-Apr-10

Fica difícil saber, porém, se estes “jornalistas” que assinam a reportagem são apenas incompetentes e ignorantes ou se têm alguma motivação política, uma agenda a defender. Pessoalmente, acho absolutamente possível uma combinação dos dois fatores, mas por ora vamos tratar apenas da incompetência profissional. Nem mesmo seria preciso ser um especialista em gestão pública e/ou Administração; bastaria aos dois “jornalistas” um pouquinho de capacidade lógica de pensar e um mínimo de honestidade.

Em primeiro lugar: a reportagem não apresentou nenhuma denúncia que configure crime ou qualquer desvio legal. Foi feita uma licitação, uma empresa (Propeg) venceu a licitação oferecendo o menor preço e, depois, terceirizou alguma(s) atividade(s) – coisa que qualquer pessoa minimamente informada sobre o universo de prestação de serviços a entes governamentais sabe ser um padrão recorrente, que não possui NENHUMA ilegalidade. Se o edital da licitação e o posterior contrato firmado entre o Estado e a empresa ganhadora da licitação proibirem expressamente a terceirização ou subcontratação para uma parte ou para o todo da prestação de serviço, aí é outra coisa. Mas não parece ser este o caso.

Em segundo lugar, o Estado de SP não tem documentação dos pagamentos feitos à Appendix por uma razão muito simples: o governo não paga a Appendix. Se não percebem que isso faz toda a diferença, os “jornalistas” fingem ser muito burros ou são mesmo. A Appendix (que é uma empresa, e não um “blogueiro antipetista”) foi contratada por uma empresa que ganhou a licitação, e recebe, claro!, desta empresa – chamada Propeg. Com isso, fica provado que a Folha errou no título da matéria e também na chamada da capa (reproduzo abaixo): o governo não paga o “blogueiro antipetista” – o governo paga a empresa que ganhou a licitação. Será que precisa desenhar?

Fac-Símile_-_Edição_São_Paulo_-_Folha_de_S.Paulo_-_2015-04-20_17.50.03

Em terceiro lugar, a preguiça dos jornalistas ultrapassa o limite do ridículo. Eles reconheceram, na matéria original, que o governo do Estado disponibilizou 88 caixas de documentos sobre as propagandas oficiais. Havia ali, portanto, uma excelente oportunidade para revisar todos estes documentos e, quem sabe, encontrar algo que realmente merecesse uma reportagem. Mas parece que os “jornalistas” tiveram preguiça demais para esta parte (árdua) do trabalho, e preferiram escrever como se o governo tivesse se recusado a prestar esclarecimentos. Os esclarecimentos foram dados, documentos (fartos!) foram disponibilizados, mas a preguiça falou mais alto. Que coisa vergonhosa!

Finalmente, será que a Folha abriu mão do cargo de EDITOR? Não havia um único editor no jornal para impedir a publicação de uma reportagem tão ruim, mentirosa, falsa? Ninguém no jornal poderia ter verificado que um lixo desses não tem a mínima condição de ser publicado?

O que aconteceu com as faculdades de jornalismo?
Que tipo de profissional elas estão oferecendo ao mercado?
E o mercado, contrata esses profissionais ruins por quê? Falta opção?

A Folha, especificamente, prefere contratar bandidos ao invés de contratar bons jornalistas:

Firefox 5

Agora, um outro aspecto da reportagem mentirosa da Folha, mas que não pode ser ignorado: o político-partidário. A matéria da Folha tenta levar o leitor a acreditar que o governo do Estado de SP, administrado pelo PSDB, paga um blogueiro que tem um site antipetista. O pior é que a matéria tenta fazer parecer que o PSDB paga um blogueiro ESPECIFICAMENTE PARA falar mal do PT. Destaco este trecho da reportagem, com mais mentiras:

O envolvimento de Fernando Gouveia com a política é antigo. Ele trabalhou durante três anos no setor de comunicação da Prefeitura de São Paulo, na gestão da petista Marta Suplicy (2001-2004). Depois, ele trabalhou no gabinete da ex-vereadora Soninha Francine, que foi do PT e migrou para o PPS, partido alinhado com os tucanos.
A militância política de Gouveia na internet também é antiga. Em 2006, quando tinha um blog chamado Imprensa Marrom, ele foi condenado pela Justiça a pagar dez salários mínimos de indenização a uma empresa por ter publicado comentários ofensivos a ela. O blogueiro recorreu.
Gouveia também se apresenta na internet como colaborador de uma página chamada Reaçonaria, que difunde conteúdo similar ao do Implicante e tem cerca de 16 mil seguidores no Facebook. Os dois sites estão abrigados num servidor no exterior que impede a identificação do responsável pelos registros.

No próprio Sábado, o Fernando (a quem não conheço pessoalmente, mas acompanho desde o tempo em que ele tinha o site Imprensa Marrom) publicou os esclarecimentos AQUI. Hoje, mais um esclarecimento AQUI.  Os “jornalistas” Ricardo Mendonça e Lucas Ferraz repetem o problema: ou são muito burros, ou mentem propositadamente (seja por algum eventual desvio de caráter, seja devido a uma agenda político-partidária que só beneficia o PT). Mais esclarecimentos foram publicados no Implicante (AQUI) e na Reaçonaria (AQUI, AQUI e AQUI). Vale a pena ler.

 

Este era o panorama até ontem. Hoje, porém, a Folha publicou mais isso aqui (clique para ampliar):

Governo_de_SP_contesta_reportagem_sobre_blogueiro_antipetista_-_20_04_2015_-_Painel_do_Leitor_-_Folha_de_S.Paulo_-_2015-04-20_16.05.46

Fico muito feliz por ter cancelado minha assinatura da Folha há mais de 1 ano. Está absolutamente vergonhoso o baixíssimo nível dos textos que ela anda publicando – e o nível segue caindo ainda mais.

E, para finalizar, recomendo ao leitor, especialmente aquele interessado na cobertura que a imprensa brasileira faz da política, que acompanhe a cobertura da Reaçonaria: AQUI, AQUI e AQUI. Leitores novatos de jornais e revistas podem não perceber o quanto os jornalistas alteram e manipulam certos fatos para tentar fazer a relidade adaptar-se àquilo que eles (e seus partidos políticos “de coração”) desejam. E a Reaçonaria tem feito um excelente trabalho ao expôr isso. Viva a transparência!