Dilma é tão Ruinsseff que o PIB perdeu de 7 a 1

Os resultados da atroz incompetência de Dilma Ruinsseff continuam pipocando:

O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria caiu 0,3% no primeiro trimestre, ante os últimos três meses do ano passado, feito o ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o PIB industrial caiu 3%. A média das estimativas apuradas pelo Valor Data para o setor apontava para queda de 1,6% do PIB industrial do primeiro trimestre sobre o quarto.
No quarto trimestre de 2014, o setor teve queda de 0,4% na comparação com o período anterior, feito o ajuste sazonal, dado revisado de queda de 0,1%. No PIB, a indústria engloba, além do setor manufatureiro e extrativo, a construção civil e a produção e distribuição de energia e gás. Economistas já previam que a indústria continuaria patinando, e que nem mesmo a desvalorização da taxa de câmbio daria algum alento à atividade, apesar da melhora esperada para o setor externo.

O efeito da mudança da política fiscal e do chamado ‘realismo tarifário’ afeta a indústria principalmente via custos, uma vez que é difícil repassá-los ao consumidor em um ambiente de demanda fraca.

Os segmentos de bens de capital e de bens de consumo duráveis foram os responsáveis pelo cenário desfavorável no PIB da indústria, no primeiro trimestre de 2015. Segundo a Coordenadora do departamento de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, esses segmentos foram os principais fatores que conduziram ao resultado negativo na atividade de transformação – que representa 47% do PIB da indústria.

O ramo da transformação recuou 1,6% na comparação com o quarto trimestre de 2014. O setor foi afetado pelo menor consumo de bens duráveis (como carros e eletrodomésticos) pela população. A especialista notou que, no primeiro trimestre deste ano, não mais existiam incentivos fiscais para consumo de bens duráveis, como no passado – o que afetou o consumo desse tipo de produto, bem como sua produção.

Ao mesmo tempo, pelo lado de bens de capital, Rebeca lembrou as recentes mudanças no perfil de concessão de financiamento no BNDES Procaminhoneiro – sendo que caminhões são os bens de capital de maior peso dentro desse ramo. A queda da indústria não foi maior porque cresceram as atividades extrativa mineral (3,3%) e a construção civil (1,1%). O maior destaque negativo foi eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-4,3%).

Entre o quarto e o primeiro trimestre, o setor de serviços, que engloba comércio, intermediação financeira e serviços públicos, entre outros, teve retração de 0,7%, feito o ajuste sazonal.  A média das estimativas apurada pelo Valor Data era de queda de 0,5% para esse ramo de atividade, em média. No quarto trimestre, o setor teve expansão de 0,2% sobre o primeiro, dado revisado de uma alta de 0,3%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB do setor de serviços caiu 1,2%.

O setor agropecuário, por sua vez, cresceu 4,7% no primeiro trimestre de 2015, sobre o quarto trimestre de 2014, quando teve alta de 1,8%. A alta veio bem acima da média esperada pelos analistas, que era de crescimento de 1,1%. Ante o mesmo período do ano passado, o PIB agro cresceu 4%.

A reportagem acima é do Valor Econômico, e ajuda a mostrar que os danos causados pela absurda e infinita incompetência de Dilma continuam a prejudicar o Brasil.

Quero dar os parabéns a quem votou em Dilma. Graças a essas pessoas, o Brasil continua não correndo nenhum risco de dar certo.

2015-04-30 02.11.29

É preciso acrescentar o seguinte: as medidas do “ajuste fiscal” estão no Congresso – 3 medidas provisórias já foram aprovadas, mas ainda há medidas que o Joaquim Levy está tentando implementar como parte do tal “ajuste fiscal”. Estas medidas todas (as já aprovadas e as por vir) causarão mais recessão ainda – ou seja, os resultados ruins ficarão piores.

E vamos esclarecer algo: tenho visto aqui e acolá uns desinformados chamando o Joaquim Levy de “neoliberal”, “Chicago Boy” e afins. Só mesmo sendo muito burro ou mal intencionado para dizer uma besteira dessas. Se a afirmação parte daquele pessoal notoriamente tapado, que faz questão de passar recibo da própria ignorância, tudo bem – afinal, é uma galera que, ao que consta, sequer tem carteirinha de gente.

Essa é a turma formada pelos comunistas que não leram o Manifesto Comunista, aquele tipo auspicioso que só defende o socialismo porque não tem nenhuma noção do que seja o socialismo.

Mas a verdade é o exato oposto disso: em primeiríssimo lugar, só usa o termo “neoliberalismo” quem não entende nada de economia e jamais se deu ao trabalho de ler um único livro sobre o assunto. Isso simplesmente não existe.
Muito resumidamente, esse termo “neoliberalismo” foi inventado pela esquerda (aquela que mudou o nome de “comunista” para “socialista” e depois para “progressista” – e só mudou de nome porque a verdade sobre suas práticas ficou evidente: “comunista” passou a traduzir a imagem do regime que matou mais de 100 milhões de pessoas e deixou União Soviética, Vietnam e diversos países completamente destruídos) porque a tentativa de dizer que o liberalismo falhou não foi bem sucedida: países que adotaram o liberalismo tinham e ainda têm uma economia muito superior àqueles países que viraram à esquerda e adotaram o socialismo – ou alguém já ouvi falar de alguém que tentou fugir dos Estados Unidos em direção a Cuba?

Só os idiotas.

Assim como ficou impossível dizer que ser comunista era algo bom (igualzinho a se dizer nazista), os comunistas (que depois se auto-intitularam “socialistas” e, mais tarde, “progressistas”) acharam que precisavam de um novo termo para tentar colar uma imagem ruin naqueles que eles criticavam. Surgiu assim o termo “neoliberal”, algo absolutamente vazio. Os ignorantes que usam esse termo apenas fazem o “copiar e colar”, estão apenas e tão somente repetindo um discurso pronto que receberam. Peça a um destes “jênios” que explique o que é o tal “neoliberalismo” e, para matar de vez o ignorantão, peça que ele explique a diferença entre “liberalismo” e “neoliberalismo”.
O máximo que o sujeito vai conseguir será dizer que na Wikipedia dizem que há diferenças.

Você já consegue ter uma prévia do QI do seu interlocutor se ele usar o termo “neoliberal”.

HumansofPT_2015-Apr-10

Em segundo lugar, aumento de impostos e corte nos investimentos não tem nada, rigorosamente NADA a ver com liberalismo. O “ajuste” que a Dilma Ruinsseff está tentando fazer é oposto do liberalismo. Não tem nada a ver com “direita”:

Tenho lido vários textos afirmando que a política econômica do segundo mandato Dilma representa uma guinada do governo que teria abandonado as teses da esquerda. No dia 21/04 dois textos deixaram claro a existência dessa tese, um do Estadão a respeito do discurso de Stédile em Ouro Preto (link aqui) o outro foi uma entrevista de Guilherme Boulos ao El País Brasil (link aqui). Escolhi os dois por serem recentes e retratarem a opinião de importantes líderes dos ditos movimentos sociais.

A verdade é que Dilma está aplicando políticas tipicamente de esquerda em seu segundo mandato. Não que Dilma não tenha enganado os eleitores, ao insistir que a economia estava bem Dilma ludibriou parte dos eleitores o que nos dá o direito de acusar a presidente de ter mentido e de ter praticado um estelionato eleitoral. Também não estou dizendo que não ocorreu uma guinada na política econômica, é fato que ocorreu, mas menos que uma guinada da esquerda para direita foi uma guinada de uma política sem nenhum sentido para uma política que, embora eu considere errada, é uma política que tem algum sentido. A atual política econômica é uma política típica de partidos de esquerda que são obrigados a fazer um ajuste fiscal.

Ajustar as contas de um governo não é política de esquerda ou de direita, é uma imposição dos fatos (tratei do tema aqui). Cedo ou tarde todo governo é obrigado a ajustar as próprias contas, nem que seja o estritamente necessário para seguir adiante com novos gastos. O que vai diferenciar as políticas de partidos de esquerda e de direita é a forma como se faz o ajuste. Partidos de esquerda tipicamente tentam ajustar a economia por meio de elevações de impostos, particularmente sobre os mais ricos, partidos de direita tradicionalmente, pelo menos no discurso, tentam ajustar por meio de cortes de gastos. O que o governo está fazendo? Segundo Mansueto Almeida, um dos maiores especialistas em conta públicas no Brasil, cerca de 85% do ajuste fiscal será feito com aumento de impostos (link aqui). Como uma política assim pode ser classificada como de direita, ou pior, de liberal? Mas uma política realmente de esquerda seria taxar grandes fortunas, alguém poderia dizer. Sim, responderia eu, taxar grandes fortunas seria uma política mais à esquerda do que a implementada por Dilma, mas isso não muda o fato que a política que Dilma está implementando é de esquerda.

A verdade é que há muito tempo os governos brasileiros fazem ajustes por meio de elevação de impostos, a carga tributária saiu de aproximadamente 24% para aproximadamente 36% do PIB (a maior da América Latina, ver aqui) entre 1991 e 2013, ou seja, em pouco mais de 20 anos a carga tributária aumentou 50%. Não foi por acaso, durante praticamente todo o período o Brasil foi governado por partidos de esquerda que naturalmente implementaram políticas de esquerda. O aumento da carga tributária veio acompanhado de outra característica típica de políticas de esquerda, qual seja: o aumento do gasto público, que, por sinal, já passa de 40% do PIB.

Outra característica tipicamente presente no discurso da esquerda particularmente na América Latina é a necessidade do governo estimular o crescimento da economia, especialmente da indústria. É curioso que a esquerda defenda uma tese que implica em transferência de renda de pobres para ricos, mas não é sem explicação. Guido Mantega explicou o fenômeno no livro “A Economia Política Brasileira” (link aqui). Para tornar o projeto político revolucionário viável a esquerda entendeu que precisaria de uma massa de trabalhadores organizados em sindicatos fortes, tal tipo de organização é típica dos trabalhadores industriais. Desta forma para existir uma esquerda forte seria necessária a existência de uma indústria forte, foi assim que desde pelo menos meados do século XX a esquerda latino-americana abraçou o desenvolvimentismo e, como o tempo, veio a dominá-lo. Se consideramos que Lula e o PT vieram de sindicatos de trabalhadores industriais do ABC vemos que os esquerdistas que aderiram ao desenvolvimentismo acertaram o alvo melhor do que os que apostaram no desenvolvimentismo como forma de transformar o Brasil em uma potência industrial com dinâmica tecnológica própria e todo o pacote de maravilhas prometido pelos defensores da industrialização a qualquer preço.

É fato conhecido que no final de 2014, antes de Joaquim Levy se tornar ministro da fazenda, o governo fez uma série de transferências gigantescas para o BNDES (ver aqui e aqui). Alguns, inclusive o ingênuo que vos escreve, chegaram a comemorar o fim das transferências com a chegada de Levy, ao que parece comemoramos muito cedo, uma das notícias que considero mais importante da semana trata de uma manobra onde o governo pretende usar o FGTS para transferir R$ 10 bilhões para o BNDES (link aqui). O segundo governo Dilma aumenta impostos para não cortar gastos e ainda mantém a política de usar o BNDES para estimular o crescimento. Tem certeza que tais políticas podem ser classificadas como liberais ou de direita? Só se for de uma direita populista e estatista que costuma ser associada com fascismo… mas que curiosamente tem políticas muito semelhantes às defendidas pela esquerda, se duvidar basta tentar descobrir de onde vem o culto a Vargas.

Um último argumento para justificar a tal guinada liberal do governo vem da elevação dos juros. Mais uma vez é feita uma confusão entre escolha e necessidade. Com uma inflação prevista acima de 8% se o BC continuasse inoperante uma disparada inflacionária seria praticamente inevitável o que poderia inviabilizar de vez um governo que já enfrenta forte rejeição da população. Porém as doses homeopáticas com que o Banco Central está elevando os juros denuncia que o banco tem outras prioridades que não o combate à inflação. Mais uma vez a política necessária está sendo implementada com viés de esquerda, o que não é surpresa dado que o governo é de esquerda.

Enfim, o ajuste fiscal via impostos, a insistência em usar o BNDES para estimular o investimento e o crescimento e a timidez no combate à inflação me parecem mais do que suficiente para caracterizar o atual governo como de esquerda. Que em seu primeiro mandato Dilma tenha ignorado o ajuste fiscal combinando desonerações tributária específicas a alguns setores com elevação de gastos não torna o atual governo de direita ou (neo)liberal, apenas deixa claro a loucura econômica que foi o primeiro governo de Dilma. Que junto a irresponsabilidade fiscal tenha vindo uma aposta injustificável que o uso abusivo do BNDES, a redução dos juros e a desvalorização do câmbio salvariam nossa economia só agrava a loucura depondo ainda mais contra o primeiro governo Dilma que, não por acaso, nos levou a um desastre econômico que agora necessita ser enfrentado sob pena de se agravar ainda mais. Desta forma eu creio que Levy não é um infiltrado da direita liberal no governo petista, discutir a presença de Levy não é discutir se o governo é de esquerda ou de direita, longe disso, discutir a presença de Levy é discutir se o governo usará uma lógica que considero errada, porém inteligível, para enfrentar a crise ou não usará lógica nenhuma e retornará a insanidade do primeiro mandato.

O artigo é do excelente economista Roberto Ellery, e pode (e deve) ser lido na íntegra AQUI.

2015-03-29 20.35.54

Peggy Sue (mais uma!)

A Síndrome de Peggy Sue da PTralhada é um caso a ser estudado internacionalmente……….

Como eu dizia

por Olavo de Carvalho em 02 de agosto de 2008

Resumo: Logo após a divulgação do Dossiê Brasil na revista colombiana Cambio, o Chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, saiu alardeando que não tem qualquer “ligação estreita” com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e que o governo brasileiro “tem zero de relação com as Farc”.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Logo após a divulgação do Dossiê Brasil na revista colombiana Cambio , confirmando tudo aquilo que há anos venho dizendo sobre a aliança PT-Farc, o Chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, saiu alardeando que não tem qualquer “ligação estreita” com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e que o governo brasileiro “tem zero de relação com as Farc”.

Não preciso contestar a dupla mentira. Já o fiz, com muita antecedência, no artigo Simbiose obscena , publicado em O Globo de 7 de fevereiro de 2004, no qual remetia os leitores ao site http://www.nodo50.org/americalibre/consejo.htm , “para que vejam com seus próprios olhos a obscena simbiose entre a narcoguerrilha colombiana e a farsa petista que nos governa”. O endereço – prosseguia o artigo – “é de América Libre , versão jornalística do Foro de São Paulo , fundada por (adivinhem) Frei Betto e hoje dirigida por (já adivinharam) Emir Sader. A revista prega abertamente a guerra revolucionária, a implantação do comunismo em toda a América Latina. Seu mais recente editorial proclama: O 11 de setembro dos povos será, para a confraria da América Livre, um compromisso de honra. Será um encontro com os sonhos e com o desejo .”

Da primeira à última página, a coisa respinga sangue e ódio, de mistura com a velha retórica autodignificante que faz do genocídio comunista uma apoteose do amor à humanidade, condenando como fascista quem quer que veja nele algo de ruim. Na mesa do seu Conselho Editorial, quem se senta ao lado do líder das Farc, comandante Manuel Marulanda Vélez, o famigerado Tiro Fijo ? Nada menos que o chefe de gabinete do sr. Lula, Gilberto Carvalho. Está lá também o ex-deputado Greenhalgh… Se isso não é promiscuidade, se isso não é cumplicidade entre o nosso governo e o crime organizado, se isso não é uma tramóia muito suja, digam-me então o que é, porque minha imaginação tem limites.

Estão lá ainda o dr. Leonardo Boff, o compositor Chico Buarque de Hollanda … e o inefável prof. Antônio Candido…” (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/040207globo.htm ). Era o primeiro escalão inteiro da elite intelectual petista que, ao lado do próprio chefe do gabinete presidencial, conspirava ativamente com as Farc, com o MIR chileno e com outras organizações criminosas para a implantação do regime comunista no continente. Se os políticos ditos “de oposição”, os donos de jornais e canais de TV, os líderes empresariais, eclesiásticos e militares tivessem então consentido em examinar o documento que eu lhes exibia, não seria preciso, agora, uma revista colombiana lhes esfregar a verdade na cara, tarde demais para evitar a consolidação da quadrilha petista-farqueana no poder. Na verdade, nem precisavam das minhas advertências. Em 7 de dezembro de 2001, o Foro de São Paulo , sob a presidência do sr. Luís Inácio Lula da Silva, já havia lançado um manifesto de apoio incondicional às Farc, no qual classificava como “terrorismo de Estado” as ações militares do governo colombiano contra essa organização.

A mídia inteira e todas as lideranças políticas nacionais, sem exceção visível, abafaram esse fato para não prejudicar a candidatura Lula uns meses depois. Logo após o pleito de 2002, a existência de um conluio entre o presidente eleito e a esquerda radical latino-americana já se tornara ainda mais nítida pela duplicidade de línguas com que o homem falava para o público em geral, ante as câmeras, e para seus companheiros de militância comunista. Como mais tarde anotei em artigo do Jornal do Brasil ( http://www.olavodecarvalho.org/semana/060413jb.html ): “Enquanto a mídia local celebrava a lisura do pleito, o vencedor confessava ao Le Monde que a eleição tinha sido ‘apenas uma farsa, necessária à tomada do poder’, sendo confirmado nisso pelo sr. Marco Aurélio Garcia em declaração ao jornal argentino La Nación de 5 de outubro de 2002.”

Em qualquer país decente, confissões abertas como essas suscitariam imediatamente uma tempestade de investigações e denúncias. No Brasil, foram recebidas com uma afetação de indiferença blasée por todos aqueles a quem, no fundo, elas aterrorizavam. Poucas condutas humanas se igualam, em baixeza, à covardia que começa por se camuflar de impassibilidade olímpica e, pela persistência, acaba por se transformar em cumplicidade ativa. Mas essas criaturas haviam investido tão pesado no slogan anestésico Lula mudou , que, para não reconhecer o erro, preferiram dobrar, triplicar e quadruplicar a aposta na mentira, até que contestá-la se tornasse, como de fato se tornou, prova de doença mental.

Graças a essa longa e pertinaz conspiração de omissões, a esquerda revolucionária teve todo o tempo e a tranqüilidade que poderia desejar para alterar o mapa do poder político brasileiro ao ponto de torná-lo irreconhecível. Quem manda no Brasil, hoje? Um bom indício é a propriedade da terra. Seis por cento do território nacional pertencem a estrangeiros, dez por cento ao MST, outros dez a “nações indígenas” já sob controle internacional informal, quinze ou vinte são controlados pelos narcotraficantes locais aliados às Farc, mais dez ou quinze estão para ser transferidos aos quilombolas.

O que está acontecendo neste país é a mais vasta operação de confisco territorial já observado na história humana desde a coletivização da agricultura na URSS e na China – e as chamadas elites, sentadas sobre esse paiol de pólvora, com um sorriso amarelo na boca, só querem dar a impressão de que a paz reina, as instituições são sólidas e São Lulinha zela pelo bem de todos.

Outro indício seguro da distribuição do poder é a capacidade de mobilização das massas. Somem os partidos de esquerda, o MST, as centrais sindicais, as pastorais de base e porcarias semelhantes, e verão que, no instante em que quiser, a esquerda revolucionária tem condições de espalhar nas ruas não menos de cinco milhões de militantes enfurecidos. Consolidado pela omissão pusilânime de todos os que teriam o dever de impedir que ele se consolidasse, o monopólio esquerdista dos movimentos de massa marca a distância entre onipotência absoluta e impotência total e é, por si, um retrato do que o futuro reserva ao País.

Mas as organizações de esquerda têm algo mais que isso: têm, através das centrais sindicais, dos partidos e de uma rede imensurável de organizações militantes, o controle absoluto e incontestável de todos os serviços essenciais. Mais ainda do que sua extensão descomunal, o que é notável nesse sistema de dominação é a sua integração, a sua unidade estratégica e funcional. As Farc não estão infiltradas só nos altos escalões da República: elas dominam também os bas-fonds da criminalidade, através de seus contatos com o PCC e o Comando Vermelho, por sua vez estreitamente articulados com o MST e organizações congêneres. De alto a baixo, a sociedade brasileira está à mercê da subversão e do crime.

Nada disso surgiu da noite para o dia. Tudo foi preparado e montado pouco a pouco, metodicamente, desde o advento da Nova República , diante dos olhos cegos e cérebros entorpecidos da liderança “direitista”, cuja preocupação predominante ou única, ao longo da construção desse engenho macabro, foi tapar as bocas dos inconvenientes que ousassem perturbar suas boas relações com o governo. O quadro corresponde exatamente, milimetricamente, ao esquema da revolução passiva propugnado por Antonio Gramsci, em que só um lado age, enquanto o outro se deixa arrastar para o abismo com docilidade abjeta.

Também isso expliquei antecipadamente, no meu livro de 1993, A Nova Era e a Revolução Cultural , que até coloquei à disposição dos leitores, gratuitamente, no meu site da internet ( http://www.olavodecarvalho.org/livros/neindex.htm ). Direi que foi como falar com pedras? Não sei, nunca falei com pedras. Agora sinto-me tentado a experimentar.

Socialismo PTista: mais lixo lullista

Aproveito os vídeos abaixo para ilustrar a mudança do discurso Lullista:

Engraçado ver isso, e comparar as declarações do mollusco com suas ações recentes.

Quadrilhas do passado e do presente – uma pena

Quem tem pena de quem ? Rei Lulla tem pena de Fernando Collor porque ele (Collor) integrou uma quadrilha, que desviou dinheiro público para fins nada republicanos ?

Engraçado ouvir isso hoje, após o Supremo Tribunal Federal ter acatado as denúncias do Procurador Geral da República, que denunciou uma quadrilha integrada por diversos dos principais nomes do PT (José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Silvio Pereira e outros), cujas atividades consistiam, basicamente, em corromper, tudo em nome da construção de um projeto de poder do PT.

Rei Lulla deveria assistir o filme “Peggy Sue – seu passado o condena”…. 

Afinal, quadrilha por quadrilha, a quadrilha do PT roubou muito mais do que qualquer outra quadrilha…… Para manter um bordão recorrente, “nunca antes na história desse país” uma quadrilha de políticos e gente do governo roubou tanto, de forma tão organizada.

Aliás, percebo que a única coisa que o PT consegue fazer de forma ORGANIZADA é roubar.

Neste sentido, vale a pena tentar entender o que viria a ser o tal “Socialismo Petista”, como neste vídeo aqui:

Será que o tal “Socialismo Petista” é baseado na formação de quadrilhas, prioritariamente compostas por PTistas, para tomar de assalto o Estado ? Neste sentido, eis uma leitura interessantíssima: intervencionismo e petismo.

Destaco alguns trechos, marcantes: E por falar em intervencionismo, mais um pode estar em plena gestação na praça. Trata-se de uma operação em curso no Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão de pesquisas do governo que sempre teve como tradição a pluralidade. Fala bem e fala mal do governo de plantão. Lá dentro, é possível encontrar de tudo: economistas petistas, economistas tucanos, economistas tucano-petistas e outros tipos.
Essa liberdade reinante no Ipea sempre sempre incomodou o Palácio do Planalto, mas por obra do ex-ministro Antonio Palocci e do ministro Paulo Bernardo (Planejamento) o órgão foi sobrevivendo sem interferências em seu trabalho.
O clima começou a mudar quando o Ipea saiu dos braços do Ministério do Planejamento e passou a responder ao novo ministro Mangabeira Unger, que trocou o comando do órgão. O novo presidente, Márcio Pochman, renovou a diretoria e provocou um enorme mal-estar dentro da equipe. Tanto que, no dia em que o Senado derrubou a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo de Mangabeira Unger, pesquisadores do Ipea só faltaram soltar fogos de artifício. Só não o fizeram por saber que o Palácio do Planalto encontrará uma saída jurídica e ressuscitará a secretaria.
Naquele dia, pesquisadores do órgão contaram a jornalistas como estão avaliando as mudanças no Ipea promovidas por Mangabeira e Pochman. Dizem que o governo Lula estaria conseguindo fazer algo que sempre desejou desde o início do primeiro mandato: implantar um “pensamento único” no Ipea e enquadrar sua equipe. 

O IPEA, aliás, produziu um estudo MUITO interessante, que ajuda a explicar algumas das razões para o recente caos aéreo. O estudo foi produzido em 2003 (antes, portanto, de se falar em “caos aéreo”, antes dos acidentes da GOL e TAM, antes da “comoção nacional” que passou a cercar o tema). O arquivo pode ser lido, na íntegra, no próprio site do IPEA, aqui.
Um trecho das conclusões deste documento (produzido, cabe ressaltar, por ÓRGÃO FEDERAL SOB A GESTÃO DO REI LULLA, EM 2003) afirma o seguinte: Em suma, a reversão do processo de liberalização carece de evidências de que a concorrência teria inviabilizado a existência de empresas eficientes, em favor de  empresas ineficientes, o que geraria perda de bem-estar e eficiência econômica. Assim, o debate em torno da melhor regulação para o setor, que promova simultaneamente o desenvolvimento da indústria e o bem-estar dos usuários, certamente terá muito a ganhar com a sua publicidade e a inclusão de mais interlocutores, que se debrucem com cuidado sobre a análise dos efeitos para o mercado de proposições de políticas.

Trocando em miúdos, a desculpinha ridícula do Rei Lulla e seus asseclas guardiões da boçalidade PTista de que nunca ouviram falar em crise aérea é mais uma tergiversação, na tentativa de despistar sua incomPTência.

Lamentavelmente, a desculpa é aceita por “intelectuais” como Marilena Chauí e ignóbeis menos conhecidos publicamente….. Má-vontade, ignorância ou má-fé ? Uma somatória de tudo isso, quiçá…….