TCHAU, TCHAU, QUERIDA – NÃO PRECISA VOLTAR

Dilma Ruinsseff, a pior presidente da História do Brasil, finalmente foi afastada. A “gerentona” mais incompetente do universo virou apenas um parágrafo ruim num livro madraço de História do Brasil. E começo a comemoração com este vídeo:

O que escrever agora? Sinceramente, tenho tantas coisas que gostaria de escrever, que não sei se é melhor produzir um post quilométrico, ou dividir em vários posts. Evidentemente não estou “feliz” com o momento atual – o Brasil está numa crise econômica, política e moral sem precedentes. E, diferentemente do que andam dizendo alguns imbecis, o afastamento da Dilma não resolve nada de pronto.

Primeiro, porque o afastamento ainda não é definitivo – o Senado precisa discutir os crimes da gerentona incompetenta e fazer a votação final. Segundo, porque o lulopetismo enfiou o Brasil num buraco sem fundo, e a Dilma, em especial, arrasou a economia de uma forma surpreendente até mesmo para os bananas da Unicamp que sempre defenderam as cagadas monstruosas da mandatária, mas ultimamente vinham abandonando o barco furado e ensaiado umas críticas xoxas com o intuito de agradar meia dúzia de incautos.

Agora, com o afastamento temporário da Dilma e um novo governo em exercício, as expectativas são boas, e há uma possibilidade (repito: POSSIBILIDADE) de melhoras.

Contudo, 13 anos de PT destruíram o país.

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O Brasil está num estado calamitoso – e não me refiro apenas à economia. Esses 13 anos de lulopetismo arrebentaram instituições, leis, práticas, valores. A sociedade piorou, emburreceu – nem tudo isso foi consequência direta do desastre PT, é claro, mas a organização criminosa que assaltou/tomou o Estado degradou o Brasil de maneira avassaladora e rápida. Algumas poucas coisas que haviam melhorado no país terão de ser reconstruídas do zero. Outras tantas, precisarão de amplas e abrangentes consertos.

Não estou me referindo apenas às empresas, autarquias e instituições públicas que o lulopetismo arrasou. Muitos pensarão apenas na Petrobras e outras estatais, nos fundos de pensão, no BNDES, nos bancos públicos, órgãos como IPEA e Embrapa… etc…
Sim, o lulopetismo devastou todas estas instituições. Mas ele fez muito pior.

Graças ao lulopetismo, o debate público no Brasil virou uma guerrinha tosca e rastaquera de coxinhas” versus “mortadelas – e até jornais antes respeitados se jogaram no esgoto, como por exemplo a Folha de São Paulo, que acabou virando um folhetim grotesco, um palco vagabundo que abriga a escória da ignorância e da estupidez (os Boulos e Duvivers da sarjeta lulopetista), além das jornas que nem sequer tentam mais disfarçar que há tempos estão de quatro, abanando o rabo para o PT – e seus narizes, tingidos de marrom, são prova evidente. Recentemente, aliás, a Folha adicionou a “lacroeconomista” Laura Carvalho, que produz boçalidades em série (parece até formada ana Unicamp, coitada) para se juntar ao time de notáveis jornas/colunistas que já contava com o “brilhantismo” de Janio de Freitas, Barbara Gancia, Vladimir Safatle, Juca Kfouri, André Singer, Antonio Prata, Bernardo Melo Franco, Celso Rocha de Barros (coitado), Marcelo Freixo e outras “sumidades da asnice”. Todos eles contribuíram para rebaixar o nível do debate de forma vexatória – isso sem mencionar os blogs sujos e sites financiados com recursos públicos para difundir mentiras, ataques rasteiros e campanhas de desinformação entre aqueles que se acham inteligentes mas disputam seu capim com as vaquinhas do Brasil.

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A campanha eleitoral de 2014 mostrou isso de maneira brutal: as mentiras deslavadas do PT se espalhavam desenfreadamente, e a “oposição”, fraca e subserviente, não conseguiu responder à altura (ou à baixeza, para ser mais acurado).

Durante 2015, o estelionato eleitoral cometido pelo PT ficou tão evidente que até mesmo alguns “jornas13” e “isentões tiveram que reconhecê-lo – mas seguiam firmemente defendendo o PT, como lhes é peculiar, obviamente.

No final das contas, por tudo isso e por muito mais, hoje o Brasil acorda um pouco melhor. O simples fato de não termos mais a organização criminosa no governo federal faz com que o país esteja melhor.
É preciso, claro, enfrentar os gravíssimos problemas, mas sem o PT há alguma chance.

Dilma e Lênin

Os 20 anos do Real

Comemorou-se nesta semana o aniversário de 20 anos do Plano Real.

Na tribuna do Senado, Fernando Henrique Cardoso e Aécio Neves fizeram bons discursos (que milagre!).

Apontaram, com toda a razão, que o PT sempre foi contra o Plano Real – e, mais do que isso, trabalhou para boicotá-lo.

Provas disso não faltam. Apresento, abaixo, apenas duas.

A primeira: em vídeo, Lulla destila sua costumeira ignorância, e aquela truculência boçal que miseráveis intelectuais confundem com iluminação divina proletária.

A segunda: em texto (publicado na Folha de São Paulo em 12 de Julho de 1994), Guido Mantega mostra que é um economista coerente consigo mesmo, comprometido com sua necessidade de estar sempre, sempre, errado – ele erra de forma constante, inexorável. Guido Mantega está sempre do lado errado, e jamais corre o menor risco de acertar em suas análises e previsões. Por isso, inclusive, segue como Ministro da Fazenda de Dilma. Abaixo, a íntegra do artigo de Guido Margarina, com grifos meus:

Diga-se o que quiser do Plano Real, pelo menos num aspecto ele foi bem sucedido. Conseguiu excitar a imaginação popular e passar a impressão de algo novo e diferente dos planos anteriores.

Os arquitetos do real não pouparam sua imaginação para lançar velhas ideias com aparência de novas, como o Comitê da Moeda, Banco Central independente, ou a dolarização com conversibilidade, mesmo que nada disso tenha sido utilizado.

Chegaram ao ponto de reinventar os reis ou reais, uma nova moeda fantasiada do dólar e garantida por um lastro que não exerce nenhum papel prático, uma vez que o real não é conversível, a não ser o de dar a impressão de que o real vale tanto quanto a moeda norte-americana.

E todo esse barulho para quê? Para vestir com roupagens sofisticadas e muitos truques de ilusão, mais um ajuste tradicional, calcado no corte de gastos sociais, numa contração dos salários, num congelamento do câmbio e outros ativos e, sobretudo, num forte aperto monetário com taxas de juros estratosféricas.

A parte mais imaginativa do plano, que foi a superindexação da economia pela URV, revelou-se a mais perversa, porque passou a ideia de que os salários estavam sendo perfeitamente indexados e resguardados da inflação. Quando, na verdade, foram colocados em desvantagem na conversão para a URV em relação a preços, tarifas e vários outros custos e ainda perderam os reajustes automáticos que a lei salarial lhes garantia.

De primeiro de julho em diante os salários serão pagos em real, que tem a aparência de ser uma moeda indexada, como se tivesse herdado as virtudes da URV, porém é uma moeda desindexada e totalmente vulnerável a corrosão inflacionária do real.

A regra de conversão dos salários pela média e dos preços, tarifas e outros custos pelo pico, matou dois coelhos de uma só cajadada. Reduziu preventivamente a demanda dos assalariados, que poderia aumentar com a queda brusca da inflação e comprimiu os custos salariais, dando uma folga para os preços.

Com esses artifícios, os preços têm chance de apresentar alguma estabilidade por algum tempo, porque desfrutarão de um conjunto de custos estáveis, como salários, tarifas, matérias-primas importadas, aluguéis e tudo o mais que foi congelado por até 12 meses, sem a aparência de estar congelado.

E aqui também a ilusão funcionou, porque vendeu-se a idéia de que o plano não utilizou o congelamento, quando, na verdade, congelou o câmbio, tarifas, aluguéis e contratos. Só não congelou mesmo os preços e deixou os salários no limbo de um semicongelamento, com o ônus de correr atrás do prejuízo que será causado pela inflação do real.

Portanto, mais do que um plano eficiente e bem concebido, o real é um jogo de aparências, que pode durar enquanto não ficar evidente que as contas do governo não vão fechar por causa dos juros altos, que o mercado sozinho não é capaz de conter os preços dos oligopólios sem uma coordenação das expectativas por parte do governo, que os salários não manterão o poder aquisitivo por muito tempo, que o real não vale tanto quanto o dólar.

Mas não se deve subestimar a eficiência das aparências e dos jogos de prestigiação nas artimanhas eleitorais. As remarcações preventivas dos preços, junto com os congelamentos, permitirão uma inflação moderada em julho e, talvez, uma ainda menor em agosto, numa repetição da trajetória dos preços por ocasião da implantação da URV, que subiram muito em fevereiro, na véspera da fase dois, elevando os índices de inflação de março, e depois caíram em abril e só voltaram a subir em maio e junho.

A questão é saber em quanto tempo o grosso da população irá perceber que uma inflação moderada por si só, acompanhada por um aperto monetário e recessão, não melhora sua situação, não cria empregos e, na ausência de uma lei salarial e correções automáticas, pode ser tão deletéria quanto uma inflação de 30% a 40% com indexação.

Se tudo isso não fosse suficiente (é!), eis aqui algumas declarações de gente altamente capacitada, verdadeiros intelectuais:

Lula: “Esse plano de estabilização não tem nenhuma novidade em relação aos anteriores. Suas medidas refletem as orientações do FMI (…) O fato é que os trabalhadores terão perdas salariais de no mínimo 30%. Ainda não há clima, hoje, para uma greve geral, mas, quando os trabalhadores perceberem que estão perdendo com o plano, aí sim haverá condições” (O Estado de S. Paulo, 15.1.1994).
O Plano Real tem cheiro de estelionato eleitoral” (O Estado de S. Paulo, 6.7.1994).

Marco Aurélio GarciaO Plano Real é como um “relógio Rolex, destes que se compra no Paraguai e têm corda para um dia só (…) a corda poderá durar até o dia 3 de outubro, data do primeiro turno das eleições, ou talvez, se houver segundo turno, até novembro” (O Estado de S. Paulo, 7.7.1994). [uma analogia digna da capacidade intelectual deste pilar moral do PT]

Gilberto Carvalho: “Não é possível que os brasileiros se deixem enganar por esse golpe viciado que as elites aplicam, na forma de um novo plano econômico” (“O Milagre do Real”, de Neuto Fausto de Conto).

Aloizio Mercadante: “O Plano Real não vai superar a crise do país (…) O PT não aderiu ao plano por profundas discordâncias com a concepção neoliberal que o inspira” (“O Milagre do Real”, de Neuto Fausto de Conto)

Vicentinho, atual líder do PT na Câmara dos Deputados: “O Plano Real só traz mais arrocho salarial e desemprego” (“O Milagre do Real”).

Maria da Conceição Tavares: “O plano real foi feito para os que têm a riqueza do País, especialmente o sistema financeiro” (Jornal da Tarde, 2.3.1994).

Paul Singer: “Haverá inflação em reais, mesmo que o equilíbrio fiscal esteja assegurado, simplesmente porque as disputas distributivas entre setores empresariais, basicamente sobre juros embutidos em preços pagos a prazo, transmitirão pressões inflacionárias da moeda velha à nova” (Jornal do Brasil, 11.3.1994). [adoro quando um mendigo intelectual usa e abusa de termos e construções aparentemente complexas e sofisticadas para expressar uma sequência de imbecilidades que não fazem nenhum sentido, nem tampouco têm qualquer fundamento na lógica e na realidade factual]
“O Plano Real é um arrocho salarial imenso, uma perda sensível do poder aquisitivo de quem vive do próprio trabalho” (Folha de S.Paulo, 24.7.1994).

Gilberto Dimenstein: “O Plano Real não passa de um remendo” (Folha de S.Paulo, 31. 7.1994 ).

Sangue de barata

Que o Mercadante é um boçal, eu já sabia há tempos.

Agora, que ele tinha sangue de barata eu não tinha certeza. Agora tenho:

O presidente do PT, Ricardo Berzoini criticou nota assinada pelo líder da bancada petista no Senado, Aloizio Mercadante (SP), em defesa do licenciamento do presidente do Senado, José Sarney. Berzoini manteve a defesa ao aliado pemedebista, intensificando a briga dentro do partido. E a pressão contra o líder do PT no Senado aumentou.

Berzoini não aceita que os senadores petistas peçam o licenciamento de Sarney. “É uma atitude infantil. É preciso ter maturidade e lembrar que Sarney foi eleito”, disse. Berzoini considerou que Mercadante foi “precipitado” e “ansioso” ao reiterar o pedido pelo afastamento de Sarney e que foi um pedido do líder do PT, não da bancada – “que está rachada”, disse.

A assessoria do líder do PT disse que ele não se manifestaria. Pela comunidade virtual twitter, o senador paulista, às 17h de ontem, declarou: “Sobre a crise do Senado e os fatos novos que ocorreram durante o recesso, eu me posicionei publicamente por uma nota divulgada na imprensa. Não tenho mais nada a acrescentar. Aguardarei a reunião da bancada que ocorrerá na próxima semana”.

A divergência sobre a manutenção de Sarney no cargo é mais um episódio dos embates do líder do PT no Senado com o governo federal e seus aliados. Já na eleição de Sarney, Mercadante desgastou-se ao apoiar e articular a candidatura de Tião Viana (PT-AC), derrotado. Nos embates com o líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL), ele perdeu, muitas vezes com o aval do governo. Foi derrotado quando defendia que Ideli Salvatti (PT-SC) assumisse a presidência da comissão de Infraestrutura, uma das mais importantes do Senado. Quem assumiu foi Fernando Collor (PTB-AL).

Mercadante perdeu o protagonismo em parte das negociações sobre a CPI da Petrobras, dando espaço a Ideli Salvatti, líder do governo no Congresso. Apoiava Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), para presidir o Conselho de Ética, mas não conseguiu sustentar a candidatura quando Renan indicou o pemedebista Paulo Duque (RJ). O PT não ficou nem com a relatoria da MP 458, conhecida como a MP da Grilagem. Marina Silva (AC) pedia para ser a relatora, mas Sarney designou Katia Abreu (DEM-TO), da Confederação Nacional da Agricultura.
[…]

Senadores do PT demonstraram irritação com a interferência de um ministro não filiado ao partido sobre as decisões da bancada e declararam que Aloizio Mercadante, ao assinar uma nota reiterando o pedido de afastamento de Sarney do cargo, só expressou aquilo que já havia sido deliberado em reunião da bancada petista. “Quando Mercadante escreveu essa nota, ele sabia que esse era o sentimento dos senadores do PT”, comentou o senador Eduardo Suplicy (SP). “Múcio não é do partido. Deveria ter vergonha de dizer que apoia a permanência de Sarney no cargo neste momento”, reclamou Flávio Arns (PT-PR). “Um ministro não pode falar para um senador o que pode fazer ou deixar de fazer. São poderes independentes”, afirmou. “Essa participação do Planalto tem atrapalhado nossa posição, que é clara”, disse Arns.

Esta matéria saiu no Valor Econômico. Divertidíssima. Na íntegra AQUI.

As declarações do Berzoini são ignorantes e pífias como de costume – surpresa seria ele ter falado algo inteligente. Para destacar apenas uma: “É uma atitude infantil. É preciso ter maturidade e lembrar que Sarney foi eleito”.

Sério ????????????

Fernando Collor de Mello também foi eleito – e isto não impediu que o PT pedisse pelo impeachment.

Fernando Henrique Cardoso também foi eleito por voto direto (2 vezes) – e, novamente, isto não impediu que o PT pedisse pelo seu impeachment.

Esse é o “argumento” (sic) do Berzoini ?????

Ele está no lugar certo, definitivamente.

Senado

Tenho me divertido IMENSAMENTE vendo a cambada do PT (especialmente a Mulla-mor) defendendo o Sarney.

O tempo é o senhor da razão………

A defesa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), terça-feira, foi um dos momentos mais constrangedores testemunhados por este veterano repórter político, habituado ao cinismo dos políticos por dever de ofício. Por mais distanciamento que o profissional da comunicação seja obrigado a ter das fontes com que se relaciona, seria um excesso de insensibilidade não sentir vergonha ao acompanhar um ancião com um currículo que inclui uma passagem pela presidência da República e duas pelo comando do Senado Federal reunir argumentos pueris e insustentáveis, com voz trêmula e gaguejante, como um colegial despreparado respondendo na prova oral a uma questão sobre tema que não estudou.


O orador atropelou os cânones do comportamento esperado de um senador, palavra portuguesa oriunda do termo latino senior, o mais velho, não no sentido do mais longevo, mas, sim, do mais experiente, do mais vivido, do mais capacitado, em suma. Os antigos romanos se deixavam governar por esses conceitos e, é claro, desde então a definição etimológica sucumbiu aos pecados, vícios e defeitos comuns no gênero humano. Isso explica, mas não justifica, a postura – entre tatibitate e pernóstica – adotada pelo varão, ao se defender da tribuna perante seus pares.


Essa defesa de Sarney não pode ser definida como inconsistente, de vez que ela simplesmente inexistiu. Tendo ouvido em algum lugar que a melhor defesa é o ataque, ele preferiu cobrar de volta a ter de apresentar alguma evidência de sua inocência das acusações que lhe são feitas. Diante da impossibilidade de negar a conexão que obviamente tem com a nomeação do neto, substituído pela mãe deste, num emprego concedido de forma clandestina, entre outras coisas, ele optou por adotar o velho lema do autoritarismo coronelista sertanejo: “Vocês sabem com quem estão falando?” Ou melhor: “Vocês não sabem com quem estão falando”.


Como o menino traquinas, flagrado com as mãos cheias de penas, tentando negar ao pai que matou o passarinho, o velho senador pôs o dedo em riste no nariz de todos os brasileiros perplexos com a farra da cota de passagens, o abuso do auxílio moradia e, principalmente, os atos secretos configurando a existência de um Senado clandestino. E apelou para a própria sorte, como se ela pudesse eximi-lo dos erros que cometeu ou avalizou, ora denunciados. “É injusto cobrarem isso de um homem que fez tanto pelo País” – foi o ponto capital de sua fala. Não permitiu apartes. Evidentemente, nenhum de seus nobres pares teria coragem e discernimento para lhe perguntar o que teria feito de tão relevante e útil para o Brasil para se tornar merecedor da inimputabilidade, que não pode ser dada a cidadão nenhum. Mas a esperteza o impediu de correr esse risco.


Sem as obrigações regimentais nem sociais dos varões da República por ele presididos, venho cobrar aqui: “vá contando aí o que fez pelo País, senador Sarney”. Terá ele arriscado a vida pela pátria nas horas intermináveis do bate-papo cordial nos cafezinhos do parlamento? Consta de sua biografia a passagem pelas masmorras de uma ditadura por ter travado o bom combate da luta pela manifestação livre da cidadania? Terá ele doado sua fortuna pessoal a alguma instituição de benemerência ou mecenato reconhecidos? Sabe-se que Sua Excelência, filho de um modesto juiz de província, acumulou razoável pecúlio e frequentou com assiduidade invejável os banquetes servidos pelos maiorais da República nos regimes a que serviu: a ditadura militar, cujos conceitos representou na condição de presidente do partido serviçal; a Nova República, na qual herdou o poder maior por uma peça pregada pelo destino à Nação, que esperava ver no lugar o titular da esperança, e não seu reserva e beneficiário; e agora a república petista, da qual é insigne servidor, como patrono de causas indefensáveis e paraninfo do gozo pelo gozo do poder.


Não tivesse a sorte, que sempre o bafejou na carreira política, produzido, além da glória, a cegueira para tudo o que não diga respeito a si próprio, a seus parentes, amigos, afilhados e apaniguados, o poeta, romancista e tribuno José Sarney poderia ter dado destino mais digno a sua peroração. Idoso, tendo cruzado o Cabo da Boa Esperança, poderia verbalizá-la, atirando-se temerariamente à luta pela reconstrução das instituições democráticas, desafiadas pela popularidade e pelo despreparo daquele que hoje comanda o seu e os nossos destinos. Teria, com isso, o velho timoneiro, auferido mérito, não para cobrar da Nação seus préstimos de homem público, que são dever e não prerrogativa, mas, sim, para dar a guinada espetacular capaz de salvar sua biografia do naufrágio que a espera, sob a areia movediça e ondas de lama em que o Poder Legislativo, do qual é dignitário, se afunda.


O orador desta terça-feira no Senado, recebido pelos colegas com um silêncio sepulcral, é uma assombração perdida num casarão colonial brasileiro. Mas uma assombração insepulta: no Brasil do “quem cala consente”, seu silêncio cúmplice lhe concede fama, prestígio e poder.

José Nêumanne Pinto

© Diário do Comércio, de São Paulo, sexta-feira 19 de junho 2009, página 6 do primeiro caderno (Política)

Loteria PTista

A notícia não é nova – muito pelo contrário.

Porém, “fuçando” nos meus famosos e-mails, não resisti.

Primeiro, a notícia original:

Agora, um “desabafo” que recebi por e-mail (e que, aliás, subscrevo):

Senhor Senador Sibá Machado;
Li hoje na seção holofote da Veja a sua mini-entrevista explicando as razões de ter apresentado um projeto de lei que visa extinguir o vestibular nas universidades, substituindo-o por um sorteio onde prevalecerá não os conhecimentos dos candidatos a uma vaga na universidade, e sim, a sorte. Não poderia deixar de parabenizá-lo por essa iniciativa, até porque o senhor se superou com esse projeto.

Aliás, os petistas sempre estão me surpreendendo. Quando eu imagino que o estoque de imbecilidades, de burrices, de idiotias, de má fé, de desonestidades, de falta de respeito para com a sociedade brasileira acabaram, sempre aparece um petista se superando e apresentando mais uma.

Ora veja só, senador, premiar a sorte ao invés do preparo intelectual e emocional do candidato alegando que o vestibular “tortura o candidato” e que estes “ficam nervosos durante as provas” e sob o pretexto de que “os alunos da classe média estudam em melhores escolas” é assinar triplamente um atestado de burrice. Para seu conhecimento, devo esclarecer o seguinte:

a) Candidatos bem preparados não se sentem torturados diante das provas do vestibular, e muito menos nervosos. Vão lá, fazem as provas com tranqüilidade e auto-confiança e depois ficam aguardando os resultados. Geralmente são aprovados;

b) Os filhos da classe média estudam em melhores escolas porque as escolas públicas são a cara do governo, ou seja, não valem nada. Sendo assim, azar dos pobres que não podem pagar uma escola de qualidade. Querer premiá-los por isto é apenas uma demonstração de estupidez;

c) Se o seu filho não passou no vestibular porque ficou nervoso, isto demonstra duas coisas: ficou nervoso porque não estava preparado mental e intelectualmente para enfrentar as provas do vestibular. Sendo assim, não merecia ser aprovado.

O sucesso está reservado a quem está preparado para alcançá-lo e nunca premia os medíocres. Uma das coisas que mais chama a atenção na mentalidade de petistas como o senhor é querer nivelar tudo por baixo.

Esta é a mentalidade do vira-latas, do complexo de inferioridade, do sentimento de inveja para com aqueles que subiram na vida por mérito. Na mentalidade petista, os fracassados merecem um lugar ao sol às custas dos esforços dos outros. Nada ilustra melhor essa faceta da mentalidade petista do que a maneira como o presidente Lula “governa” o país, ou seja, “governa” para o fracasso.

Mas, justiça seja feita: o mal não é só dos petistas. Esta é uma doença generalizada dos políticos brasileiros, com honrosas e raras exceções. É por isto, senador, que o Brasil é o maior exemplo de fracasso de uma nação que tinha tudo para dar certo, menos governantes preparados e capazes de conduzir o povo ao sucesso.

Aproveito para desejar-lhe um feliz natal com o novo salário recém aumentado em 91% às custas dos impostos escorchantes que somos obrigados a pagar e da covardia do povo brasileiro. Sabe, senador, a maioria do povo brasileiro merece vocês e vice-versa. São ambos canalhas.
Otacílio M. Guimarães

PT e CPMF: mentiras e bobagens

A relação entre o PT e a CPMF é um bom modo de entender como opera esta quadrilha de aloprados, corruPTos e bandidos.

Quando FHC defendia a CPMF, o PT era contra.

Quando precisou do dinheiro da CPMF para remunerar seus asseclas, seus sindicalistas amigos e seus “enteados políticos”, o PT passou a defender a CPMF com unhas e dentes.

Quando a CPMF foi “derrubada” no Senado, o PT criticou, esperneou, afirmando que a arrecadação seria comprometida e, com isso, programas sociais estariam ameaçados ou seriam totalmente cancelados.

Mais uma vez, mentiras.

Arrecadação cresce 18% mesmo sem CPMF

Rachid, da Receita Federal, diz que ganho em janeiro foi “atípico” e que ainda não vê novo patamar de arrecadação

Crescimento econômico, com lucros em alta e maior formalização do emprego, turbinam resultado; ganho com IR de bancos sobe 149%

GUSTAVO PATU
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

No primeiro mês sem a cobrança da extinta CPMF, a arrecadação do governo federal aumentou em níveis muito superiores aos da inflação e do crescimento da economia.
Recorde para um mês de janeiro, a receita foi de R$ 62,6 bilhões, uma expansão de 20% acima da inflação em relação ao mesmo período do ano passado -ou de 18,3%, se descontada a arrecadação residual da extinta contribuição sobre movimentação financeira.

Em valores absolutos, o caixa do governo foi reforçado, num único mês, em R$ 9,6 bilhões, excluindo da conta os R$ 875 milhões em recolhimentos remanescentes da CPMF. É praticamente toda a arrecadação adicional estimada pelo governo para todo o ano com a melhora da economia. A perda estimada com o fim da CPMF é de R$ 39,3 bilhões no ano.
Ao anunciar o resultado, a maior preocupação do secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, foi qualificar o desempenho do mês como “atípico”, ou seja, decorrente de fatores que não se repetirão ao longo do ano. “Não tenho nenhum elemento para afirmar que tenha havido uma mudança de patamar [na arrecadação].”
Os números mais elevados vieram dos tributos incidentes sobre os lucros das empresas, naturalmente afetados pela expansão da atividade econômica no final do ano passado. Só o Imposto de Renda cobrado dos bancos e instituições financeiras, no entanto, teve, na comparação com janeiro de 2007, alta de 148,7%, sem que tenha havido mudança de alíquotas ou base de cálculo no período.
A CSLL (tributo sobre o lucro) cobrada do setor financeiro cresceu outros 133,5%, mesmo sem ter ainda entrado em vigor o aumento da alíquota do setor de 9% para 15%, fixado para compensar a extinção da CPMF e sujeito ao período de 90 dias para a cobrança efetiva.
Principal fonte de arrecadação no mês, o Imposto de Renda teve aumento real total de 46,4%, praticamente igual ao da CSLL. Trata-se de um percentual muito superior ao do crescimento do PIB estimado para 2007, na casa dos 5%.
Segundo a Receita, os valores mostram um comportamento extraordinário: Rachid mencionou casos de empresas que elevaram seu pagamento de IR em até 500%. Não foi apresentada uma explicação detalhada para os números, mas citadas razões como a venda de participações acionárias, especialmente no setor de mineração, e a antecipação do recolhimento, que pode ser feito até março.
Ainda que o desempenho dos tributos sobre o lucro possa, nas palavras de Rachid, “fugir à normalidade”, todos os principais impostos e contribuições apresentaram ganhos de arrecadação superiores à expansão da economia -e nem todos os casos são explicáveis por fenômenos atípicos.
A receita da Previdência Social, por exemplo, subiu 16,6% acima da inflação (IPCA), provavelmente graças à formalização de empregados, resultante do bom momento econômico e da implantação da nova lei para micro e pequenas empresas.
O dólar barato, que estimula importações, também contribuiu para alta real de 29,1% do arrecadado sobre os importados. O aumento do consumo produziu altas fortes no ganho com Cofins e IPI -só nos automóveis, o arrecadado com o IPI aumentou 34,2%.

A turma do PT mentindo ?????? Nossa, que fato inédito !!!!!!!!

Mentiras Lullistas pagas com dinheiro público

Primeiro, a reportagem do Valor Econômico de 11/04/2008:

A balança comercial de petróleo e derivados – que inclui gás natural e hulha – voltou a prejudicar as contas externas brasileiras e pode representar um rombo de US$ 8 bilhões este ano, conforme economistas ouvidos pelo Valor. Uma combinação de fatores contribui para o pessimismo: estagnação da produção nacional de petróleo, aquecimento da demanda graças ao bom desempenho da economia, e aumento no consumo de diesel e gás natural após a entrada em funcionamento das usinas termelétricas.

Segundo cálculos da RC Consultores, com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o déficit da balança comercial de petróleo e derivados atingiu US$ 5,8 bilhões em 2007, 80% acima dos US$ 3,2 bilhões de 2006. Fábio Silveira, economista da RC, estima que o saldo negativo pode chegar a US$ 8 bilhões este ano. No ano passado, o país importou US$ 3,5 bilhões em gás natural e hulha. Esse valor representou 60% do total do déficit. O Brasil praticamente não exporta esses combustíveis.

Os dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que excluem gás natural e hulha, apontam déficit de US$ 2,3 bilhões em 2007 e ele foi de apenas US$ 740 milhões em 2006, o menor em décadas. Os especialistas cogitaram na época que o petróleo havia deixado de ser um problema para a balança e o governo chegou, inclusive, a divulgar que o Brasil havia se tornado auto-suficiente.

Entre 2003 e 2007, as exportações de petróleo e derivados subiram impressionantes 180%, de US$ 5,7 bilhões para US$ 16 bilhões, conforme a Secex. Só que as importações ganharam fôlego adicional com o crescimento da economia e triplicaram. Em 2003, o Brasil importava US$ 7,4 bilhões em petróleo, derivados, gás natural e hulha. Em 2006, esse valor saltou para US$ 21,8 bilhões. “O petróleo ainda representa quase 20% das importações”, diz Silveira.

Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE), avalia que a conta petróleo está “muito deficitária”, porque “a produção brasileira praticamente não cresceu” em 2007, após um período de forte expansão. Ele explica que o atraso na entrega de novas plataformas e as paradas para manutenção prejudicaram os planos da Petrobras. Segundo a ANP, a produção brasileira de petróleo subiu apenas 1,3% entre 2006 e 2007, para 1,832 milhão de barris por dia.

Os dados da Petrobras, que são mais altos que os da ANP, apontam que a produção ficou abaixo da meta prevista pela própria estatal. No ano passado, a produção de petróleo atingiu 1,918 milhão de barris/dia, 3% menos que a meta de 1,979 milhão de barris/dia. Em janeiro e fevereiro deste ano, a produção está em 1,944 milhão de barris/dia, 5% abaixo da meta para o período, conforme informações da Petrobras compiladas pelo CBIE.

Pires lembra que o aumento no consumo de diesel pelas usinas termelétricas também colabora para os resultados negativos da balança. O governo decidiu ligar as termelétricas para compensar os baixos níveis dos reservatórios de água, que ameaçam a produção de energia das hidrelétricas. De acordo com o CBIE, o consumo de diesel aumentou 11% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2007.

As importações de gás natural também tiveram um aumento brutal para atender ao forte aumento da demanda de empresas e motoristas. Entre 2004 e 2007, as compras externas do produto subiram 130%, para US$ 1,78 bilhão. Em 2007, em relação a 2006, a alta foi de 20%. Com a entrada em funcionamento das termelétricas, as importações de gás natural se aceleraram e chegaram a subir 70% no primeiro bimestre do ano em relação a janeiro e fevereiro de 2007.

Silveira, da RC, afirma que a falta de capacidade de refino do país é outro fator que atrapalha a conta-petróleo. O Brasil importa petróleo leve, que é mais caro, e exporta petróleo pesado. Em períodos de alta de preços, esse diferencial prejudica a balança. A Petrobras anunciou a construção de novas refinarias nos próximos anos.

Para o departamento de economia do Bradesco, o déficit da balança de petróleo e derivados já atingiu US$ 8 bilhões no acumulado de 12 meses até março. Apenas no primeiro trimestre deste ano, o saldo negativo chega a US$ 3,1 bilhões, praticamente metade do déficit de US$ 6,3 bilhões registrados em 2007. Os dados do Bradesco também são baseados na Secex, mas na divulgação semanal, que inclui nafta. Por isso, são um pouco altos que os da RC Consultores.

O desempenho da conta-petróleo deve levar o Bradesco a rever para baixo a projeção para o superávit da balança comercial brasileira, que está em US$ 27,5 bilhões. Se o desempenho do primeiro trimestre se mantiver, o déficit de petróleo e derivados pode chegar a US$ 8 bilhões, o que significará US$ 2 bilhões a menos de superávit para a balança comercial do que o inicialmente previsto pelo banco.

Agora, a minha dúvida: em meio à campanha eleitoral da reeleição de Rei Mulla, a Petrobras investiu APENAS R$ 35 milhões em propagandas para alardear que o Brasil seria “auto-suficiente” em petróleo.

O PT fez a Petrobras investir numa campanha publicitária MENTIROSA, só para enganar alguns milhões de pessoas, visando reeleger a Mulla ????????????? PUXA, QUASE INACREDITÁVEL, NÃO ?!

E, por falar em petróleo, as recentes declarações do Presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre o potencial do campo que a Petrobras está investigando foram um capítulo à parte – e demonstram de forma clara a cristalina os malefícios que os PTralhas causam ao país com o maldito aparelhamento do Estado. Um imbecil do PC do B (partido aliado ao PT) se considera uma “autoridade” e acha que, por isso mesmo, está isento de prestar esclarecimentos às instituições que regulamentam o mercado.

Interessante é pesquisá-lo um pouquinho: o incomPTente estava ocupando o cargo interinamente, enquanto o PT se engalfinhava numa disputa política para alocar seus “amiguinhos” no poder. Ver aqui. O vídeo disponível AQUI traz alguns indícios sobre a competência técnica do militante que acabou parando na diretoria de uma das mais importantes agências reguladoras do Brasil.

O currículo “floreado” da criatura está aqui. Deputado federal pelo PC do B, é uma demonstração de como o país está devido ao aparelhamento político promovido pela cambada do PT. Na página da ANP, faz-se menção à aprovação do falastrão pelo Congresso (procedimento padrão para indicações de todas as agências reguladoras).Por causa disso, ele se acha importante. “Eu sou autoridade” foram as palavras exatas. Entre outras pérolas que apenas demonstram sua megalomania – ver aqui.

Porém, omitem-se diversas informações relevantes (CLARO!), como fica claro AQUI.

Eis alguns trechos da matéria do Valor Econômico:

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, foi aprovado para um novo mandato de quatro anos ao cargo antes de ter respondido a qualquer pergunta na sabatina a que foi submetido, em novembro de 2007, pela Comissão de Infra-Estrutura (CI) do Senado.
Em uma sessão esvaziada, em que fizeram uso da palavra apenas sete dos 22 senadores que votaram, Lima falou por cerca de duas horas a uma platéia que incluía uma verdadeira tropa de choque de deputados do PCdoB, partido pelo qual exerceu mandatos como parlamentar e ao qual ainda é vinculado. Os deputados, de vários Estados, acompanharam a sabatina na comissão do Senado, em 13 de novembro, para apoiá-lo.
Hoje alvo de críticas por ter falado publicamente da existência de um megacampo até cinco vezes maior do que as reservas gigantes de Tupi, provocando uma onda de especulação financeira com ações da Petrobras e de petrolíferas estrangeiras, Lima foi aprovado por 20 votos a favor e dois contra, sob aplausos da platéia. Duas semanas depois, o plenário confirmou a indicação, feita pelo Palácio do Planalto.
O momento era de ansiedade no Senado e no governo, pelas dificuldades em negociar a prorrogação da CPMF. Após uma exposição inicial de Lima sobre o setor, como é praxe em sabatinas de diretores de agências reguladoras, o senador Valter Pereira (PMDB-MS) entrou no plenário da comissão e foi o primeiro a pedir a palavra. “Hoje eu estive enrolado o tempo todo com essa questão da CPMF”, desculpou-se, “mas eu não poderia deixar de vir aqui sabendo que o dr. Haroldo Lima estaria aqui”. “Eu gostaria que ele me desse uma informação antes que eu me desloque para a CCJ, onde prossegue a novela da CPMF”, disse Pereira, que fez uma rápida observação e em seguida deixou a comissão.
O presidente da CI, Marconi Perillo (PSDB-GO), iniciou o processo de votação antes mesmo de Lima responder a primeira pergunta, do senador Delcídio Amaral (PT-MS), que qualificou o sabatinado como “homem fluente e inteligente”. Delcídio perguntou sobre o desabastecimento de gás natural no Rio. Duas semanas antes, no fim de outubro, o acionamento de usinas térmicas movidas a gás provocou um corte do insumo para indústrias e a frota de táxis.
Quando o petista terminou de fazer sua pergunta – e antes que Lima iniciasse sua resposta -, acompanhada de uma longa observação, segundo transcrição da sabatina disponível na página da comissão na internet, Perillo declarou encerrada a votação. Antes da quarta pergunta, ele anunciou o resultado: 20 votos favoráveis, dois contrários e nenhuma abstenção. Lima foi aclamado.
Na audiência, Lima admitiu que não tinha “experiência executiva propriamente dita” quando assumiu um cargo na agência, pela primeira vez. Lima só chegou ao comando do órgão depois que o Senado rejeitou, em 2005, a indicação do engenheiro José Fantine para a direção-geral da ANP, em retaliação à ministra Dilma Rousseff, então na pasta de Minas e Energia. Senadores queixavam-se de que ela não atendia às reivindicações de partidos como o PMDB.
O presidente da Associação Brasileira de Agências de Regulação (Abar), Álvaro Machado, não comenta o desempenho dos parlamentares, mas ressalta a importância da “escolha de dirigentes das agências pelo critério técnico, para evitar o aparelhamento do Estado”. Ele criticou a postura de Lima, ao anunciar a descoberta da Petrobras, bem como a declaração de que não está submetido às regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por fazer parte do governo. “A ANP não é governo, é Estado. E não lhe compete fazer anúncios de descobertas. O regulador tem de ser pautado pela discrição. Sua função é garantir a estabilidade das políticas públicas do governo e não trazer insegurança.”

Esta é a seriedade com a qual o PT e seus asseclas tratam o Brasil.