Pelo fim da Lei Rouanet e do inútil Ministério da Cultura

Recebi por e-mail alguns dados sobre a famosa “Lei Rouanet” que me fizeram concluir, mais uma vez, que é preciso, urgentemente, acabar completamente com essa mamata.
Sério, algumas coisas ali dão medo. Alguns trechos:

A Lei existe há 24 anos. Esta Lei virou fonte de dinheiro fácil para gente famosa. Vejamos alguns casos registrados:
1) em 2011, Maria Bethânia conseguiu nada menos que R$ 1,3 milhão para fazer o blog “O Mundo Precisa de Poesia”, com clipes dirigidos por Andrucha Waddington, diretor da Globo;
2) em 2013, Claudia Leite abocanhou R$ 5.883.100,00 por 12 shows no Norte, Nordeste e Centro-Oeste;
3) no mesmo ano, Rita Lee recebeu R$ 1.852.100,00 para 5 shows, um DVD e 3 palestras;
4) ainda em 2013, Humberto Gessinger amealhou da Rouanet R$ 1.004.849,00 para fazer um DVD comemorativo de seus 50 anos de idade (quem é essa celebridade?);
5) de 2006 a 2011, Marieta Severo conseguiu nada menos que R$ 4.192.183,00 pela Lei Rouanet; só da Petrobras, ela recebeu R$ 400.000,00 em 2012, R$ 400.000,00 em 2013 e 2014 e R$ 400.000,00 em 2015. Ou seja, o contribuinte financiou Marieta Severo em R$ 5.392.183,00 em 9 anos, sem retorno financeiro e retorno cultural apenas para um grupo restrito deles;
6) O ator e diretor Aderbal Freire-Filho, que vive com Marieta Severo desde 2004, captou via Lei Rouanet R$ 908.670,00 em 2009 e depois mais R$ 800.000,00 e R$ 512.420,00, totalizando R$ 2.221.090,00 — ou seja, ele e a mulher já receberam R$ 7.613.273,00 via Lei Rouanet!
7) Em 2003, 2006, 2007 e 200-11, o ator Paulo Betti recebeu um total de R$ 3.748.799,90 dos cofres públicos, sendo que R$3.360.555,66 via Lei Rouanet e R$ 388.244,00 do Min. da Justiça (Convênio Nº 756166/2011) para a peça “À Prova de Fogo”, recomendada por José Dirceu.
8) Só as 5 das celebridades citadas receberam R$ 14.427.383,00 via Lei Rouanet, isso sem falar em Erasmo Carlos (recebeu R$ 1.219.858,00 por um show para celebrar seus 70 anos),
9) Sula Miranda, Marisa Monte e Maria Rita receberam, cada um deles, mais de R$1 milhão, contemplados pela mesma lei.
10) Camila Pitanga captou R$ 1.257.102,00 aprovados pela Ancine para fazer o filme “Pitanga”, para “retratar o artista que é meu pai e mostrar toda a sua genialidade” diz ela (Camila é filha de Antônio Pitanga e enteada de Benedita da Silva, ex-senadora, ex- ministra, ex-governadora do Rio de Janeiro e atual deputada federal, sempre pelo PT).
É óbvio que todos estes são petistas.
11) Filha de Luiza Trajano, proprietária da rede de Lojas Magazine Luiza, também foi contemplada com R$ 512 mil, via Lei Rouanet, para publicar um “LIVRO DE RECEITAS”.
12) O projeto Santander Cultural 2015 recebeu em 2014 a bagatela de R$ 13.814.806,36 via Lei Rouanet. Desde quando o contribuinte brasileiro tem de financiar atividade cultural de um dos grandes bancos internacionais?!

Só em 2013, foram captados R$ 42.754.932,14 (pessoas físicas e jurídicas) dos R$ 117.970.281,19 autorizados via Lei Rouanet.
É muito dinheiro!! E como é a fiscalização destes gastos? Não se sabe
Enquanto o dinheiro da Lei Rouanet continua fluindo fácil, o mesmo não acontece para a educação e para pesquisas essenciais para o país.
Em 2015, o governo federal cortou 30% das verbas das universidades federais. Além disto, o Governo Federal gastou quase R$ 50 milhões com festividades e homenagens em 2015.

Não verifiquei cada um destes itens, para saber se tudo é verdade, ou se os valores estão exatos. Todavia, muitos dos casos ali abordados eu sei que são verídicos. Caso o leitor saiba de algum caso que transcrevi e que não seja verdadeiro, por favor me avise para que eu corrija.
Ressalto, aliás, que estes exemplos acima são apenas alguns poucos. O leitor que se der ao trabalho de pesquisar o assunto com mais profundidade vai se deparar com projetos bizarros que receberam milhões de reais do governo.

O princípio fundamental da Lei Rouanet é usar incentivos fiscais concedidos pelo Estado (mais precisamente pelo Governo Federal, através do Ministério da Cultura) para patrocinar “cultura”.
Agora eu pergunto: livro de receitas da filha da Luiza Trajano é cultura?
DVD do Humberto Gessinger é cultura ou tortura?
Por que artistas precisam ser sustentados pelo Estado para montar uma peça de teatro, ou produzir um DVD/CD/filme?
Por que o Brasil se mantém no passado? Quando o país vai chegar pelo menos no Século XX?

Na Idade Média os artistas eram “contratados” pela corte, para promover diversão para os cortesãos, tudo às custas do dinheiro público (oriundo de pesados impostos e taxas que o governo cobrava).
Nunca é demais lembrar que a Inconfidência Mineira teve como pano de fundo o excesso de impostos cobrados pelo Estado (pesquise, caro leitor, a origem da expressão “quinto dos infernos”: ela refere-se ao “quinto”, o 1/5 de impostos que o Estado cobrava).

Infelizmente, a Lei Rouanet é a prova cabal de que o Brasil ainda está parado no tempo.
Essa estrovenga inútil precisa acabar. O Ministério da Cultura precisa acabar!

Nossa, mas você está sugerindo que não haja um Ministério para cuidar de uma área tão importante quanto a Cultura?

Não, estou dizendo que o Ministério da Cultura não serve para nada, deveria ser extinto, e seu orçamento deveria ser INTEGRALMENTE aplicado em educação, pesquisa e inovação.  Afinal, convenhamos: filme sobre Leonel Brizola, DVD do Humberto Gessinger etc – isso é cultura?

Eis aqui um editorial do Estadão, de alguns anos atrás, mas ainda atual, tratando da festa que é o MinC:

Festa no MinC - Editorial Estadão

Há um agravante: o PT, como faz em todas as áreas do Estado, vem usando a Lei Rouanet como instrumento de cooptação de artistas (e meis dúzia de sedizentes “intelectuais”). A partir do momento que o Ministério da Cultura tem o poder de decidir quem vai e quem não vai receber as verbas da Lei Rouanet, quem recorre a este expediente medieval está sendo obrigado a defender publicamente o partido – ou, no mínimo, ficar em silêncio diante dos descalabros, roubos e afins promovidos pelo partido.

Mas os absurdos que cercam esta lei parecem ser infinitos. Uma característica bizarra dos shows e outras “atividades culturais” financiadas pela Lei Rouanet é que raramente algum desses eventos tem entrada gratuita.
Ou seja, quem vai ao evento paga para assistir o que já foi pago por nós, contribuintes, via renúncia fiscal.

Outra coisa: o paternalismo estatal que embasa a lei tenta eliminar os riscos inerentes a um empreendimento.
Quando um ator junta uma equipe (diretor, produtores, cenógrafos etc) para montar uma peça de teatro e “viajar pelo país”, há sempre o risco de a peça ser um fiasco comercial por falta de audiência/público. Com a Lei Rouanet, acaba o risco: ainda que a peça venha a se revelar um fiasco, os envolvidos não perderão dinheiro, pois já tiveram o patrocínio do Ministério da Cultura. Pode não haver lucro, no caso do fracasso comercial, mas pelo menos evita-se o prejuízo.
Com isso, criou-se uma cultura avessa aos riscos – que é algo importantíssimo no empreendedorismo e, por que não, na nossa vida cotidiana.
Antes da ampla adoção desta lei burra e paternalista, grandes atores tiveram que aprender a conviver com peças de teatro que acabaram sendo um fiasco. Lembro de ver uma entrevista do Paulo Autran (se não me engano, ao Roda Viva) na qual ele contava alguns dos fracassos comerciais que ele viveu na sua carreira – e olha que estou falando de Paulo Autran, e não de um Paulo Betti qualquer. Ora, se um ator da estatura do Paulo Autran pode ter que correr riscos, por que um zé mané da não-estatura de um Paulo Betti pode montar uma peça na qual não há riscos envolvidos?

Mesmo um ator absurdamente sem talento como Paulo Betti tem todo o direito de montar uma peça de teatro, sobre o que ele quiser. MAS NÃO COM O MEU DINHEIRO FINANCIANDO!
Se ele quer montar uma peça, que o faça. Busque empresas dispostas a patrocinar/investir, invista o próprio dinheiro se quiser, e gere receita com a venda de ingressos. Quem quiser ir assistir, tem todo o direito. Vá, divirta-se! Mas eu não sou obrigado a financiar um ator ridiculamente sem talento com os meus impostos.

Analogamente, por que eu iria financiar shows de uma Claudia Leite? Sério, POR QUÊ? Eu não comi cocô no café da manhã!

A educação está sem dinheiro (e a Dilma está cortando mais ainda, para poder ter caixa para comprar deputados em virtude do impeachment), a saúde está sem dinheiro, pesquisas tecnológicas são raras no país, falta dinheiro para diversas áreas importantes no Brasil e essa porcaria desse Ministério da Cultura queima dinheiro com lixo?

Mercadante e os museus educação

Não adianta, depois, reclamar que falta dinheiro no Brasil. Nao falta, não – mas ele é aplicado de forma errada, burra. Gastam-se milhões financiando porcaria sob a rubrica de “cultura” enquanto milhares de brasileiros morrem por falta de hospitais e crianças saem da escola sem saber ler.

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TAG Heuer versus Apple: relógios inteligentes opõem 2 empresas bem diferentes

Em maio deste ano escrevi (aqui) sobre a futura competição a ser travada entre a TAG Heuer, tradicional fabricante de relógios top de linha, com a Apple. Na época, a TAG Heuer havia anunciado uma parceria com o Google e com a Intel.

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Ontem, finalmente, o novo produto fruto desta união foi oficialmente lançado. Os detalhes podem ser lidos AQUI.

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Ainda é cedo para mensurar resultados, obviamente, mas o site Business Insider já emitiu uma opinião: o novo relógio inteligente da TAG Heuer é o primeiro concorrente de peso para o Apple Watch, o primeiro produto que poderá, na opinião deles, não apenas fazer frente ao relógio da Apple, mas tem chances de vencê-lo a médio e longo prazos. Eis aqui as razões que eles apresentam (os grifos, como de costume, são meus):

The Apple Watch was supposed to be a big threat to established Swiss watchmking brands like TAG Heuer, whose sporty timepieces often serve as entry level luxury choices for people buying their first “real” watch.
You can pick up a simple TAG Formula 1 watch, in stainless steel, quartz-powered, for less than $1,000.

A comparable Apple Watch, once you add the $450 stainless-steel bracelet, comes in around $1,000. But of course you can spend a lot less. And the Apple Watch does a whole lot more than tell the time, which is about all the TAG F1 does.

When you move up to Omegas and Rolexes, with automatic movements and much more status appeal, you’re talking $4-8,000. Properly cared for, the Tag will last pretty much forever. So will the Omegas and the Rolexes. The Apple Watch, pointedly, probably won’t.

But the thinking before the Apple Watch launch was that Omega and Rolex were safe, whereas TAG wasn’t. If your timepiece has to say something about your taste, better to do it later with a Rolex and wear a smartwatch on a daily basis. See ya later, TAG.

TAG Heuer CEO Jean-Claude Biver clearly took this dire prediction to heart and set TAG on a course to this week introduce what to my eye looks like the first real competitor to the Apple Watch to emerge from watchmaking’s traditional Swiss stronghold: the Tag Heuer Connected.

Ironic, isn’t it, that the company the Apple Watch was supposed to do in (TAG is part of the luxury conglomerate LVMH) could be its first meaningful foe in the smartwatch wars?

Why is it so good?
When you get right down to it, smartwatches aren’t quite ready for prime time. On CNBC, Biver noted with astonished enthusiasm that since the Apple Watch was introduced, it’s sold million of units. This from a company that had never had anything to do with watches before.

Still, even the Apple Watch is basically just a watch without an iPhone to add to its functionality. And, from my perspective, not a very good watch. I’m actually not sure that Apple even knows what do with the thing, long-term.

I haven’t yet handled the TAG Heuer Connected, but it looks like the nicest smartwatch on the market (the $15,000 Apple Watch Edition, in gold, notwithstanding).

Critically, it isn’t trying to avoid being a watch. Powered by the Android Wear operating system and Intel processors, the TAG is built like a watch, with a lightweight titanium case and a rubber strap that comes in various different colors. As with most high-end watches, there are Tag logos on the crown and the clasp on the band — small details that matter to true watch fans.

It can’t say “Swiss Made” on the dial (it’s built in Asia), but it can say “Swiss Engineered” on the case. The clincher, however, is the dial, where Swiss heritage finally gets an opportunity to push back against Apple.

The Connected’s face is designed to refer very explicitly to TAG’s most famous watch, the Carrera chronograph, created by Jack Heuer as a tool for motorsport (“Carerra” recalls the Carerra Panamericana, a road race run in Mexico in the 1950s; the chronograph function allowed for relatively precise timing). Several additional face designs can also be activated. To be sure, the Apple Watch can show different faces and complications, but only TAG can really display, with crediblity, what many watch lovers consider to be among the greatest timepiece designs in history.

The Connected also comes with an interesting piece of upselling marketing, which at base is kind of passive-aggressive. At $1,500, it isn’t cheap. It will also, like all smartwatches, probably lose some functionality as it ages (it has to be recharged daily, just like the Apple Watch). But TAG has created an intriguing trade-up option. After two years, for an additional $1,500, you can unload the connected for a similar Carerra design that has a mechanical movement.

So you wind up having spent $3,000, a bargain in the luxury watch world, for a groundbreaking smartwatch that you may not like that much plus, potentially, a well-regarded modern version of TAG’s best-known watch. Sure, maybe you’ll want to upgrade to the next version of the Connected, and maybe you won’t. But if you don’t, TAG will send you home with a fine timepiece that could last decades. Yes, a bit passive-aggressive. But also savvy.
TAG’s goal here is to stay in the game as smartphones become more popular while simultaneously tapping the ambivalence that luxury watch enthusiasts have for wearable tech. If you’re going to wear something, make it a great Swiss watch. And if you do that, you don’t have the wrist real estate for a smartwatch.

The TAG Connected is the best of both worlds, although to be sure if you’re buying a smartwatch you may decide that the Apple Watch OS is simply too compelling to avoid. That said, a product has finally hit the market that could give the Apple Watch a run for its, and your, money.

A íntegra da análise pode ser lida AQUI.

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Achei que a análise do Business Insider foi inteligente, assim com a estratégia da TAG Heuer. Julgando pelos argumentos que foram apresentados neste texto, sou obrigado a concordar que a Apple vai ter mais dificuldade para enfrentar este produto do que os “smartwatches” que já estavam no mercado, especialmente os da Samsung e da Motorola.

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Afinal, a TAG Heuer tem uma reputação de qualidade e design que pode não apenas concorrer de frente com a da Apple, mas até mesmo subjugá-la.

O futuro da internet das coisas

Um vídeo curto, e interessante, sobre o futuro da “internet das coisas” (“IoT” na sigla em inglês):

Este assunto tende a crescer daqui para frente, então é importante manter o radar ligado.

A revista Wired publicou AQUI um artigo interessante sobre o tema – que, a despeito do viés “estou tentando vender uma idéia para vocês porque tenho livros publicados sobre o assunto e, portanto, preciso fazer o meu comercial”, vale a leitura:

When people talk about “the next big thing,” they’re never thinking big enough. It’s not a lack of imagination; it’s a lack of observation. I’ve maintained that the future is always within sight, and you don’t need to imagine what’s already there.
Case in point: The buzz surrounding the Internet of Things.
What’s the buzz? The Internet of Things revolves around increased machine-to-machine communication; it’s built on cloud computing and networks of data-gathering sensors; it’s mobile, virtual, and instantaneous connection; and they say it’s going to make everything in our lives from streetlights to seaports “smart.”
But here’s what I mean when I say people don’t think big enough. So much of the chatter has been focused on machine-to-machine communication (M2M): devices talking to like devices. But a machine is an instrument, it’s a tool, it’s something that’s physically doing something. When we talk about making machines “smart,” we’re not referring strictly to M2M. We’re talking about sensors.
A sensor is not a machine. It doesn’t do anything in the same sense that a machine does. It measures, it evaluates; in short, it gathers data. The Internet of Things really comes together with the connection of sensors and machines. That is to say, the real value that the Internet of Things creates is at the intersection of gathering data and leveraging it. All the information gathered by all the sensors in the world isn’t worth very much if there isn’t an infrastructure in place to analyze it in real time.
Cloud-based applications are the key to using leveraged data. The Internet of Things doesn’t function without cloud-based applications to interpret and transmit the data coming from all these sensors. The cloud is what enables the apps to go to work for you anytime, anywhere.
Let’s look at one example. In 2007, a bridge collapsed in Minnesota, killing many people, because of steel plates that were inadequate to handle the bridge’s load. When we rebuild bridges, we can use smart cement: cement equipped with sensors to monitor stresses, cracks, and warpages. This is cement that alerts us to fix problems before they cause a catastrophe. And these technologies aren’t limited to the bridge’s structure.
If there’s ice on the bridge, the same sensors in the concrete will detect it and communicate the information via the wireless internet to your car. Once your car knows there’s a hazard ahead, it will instruct the driver to slow down, and if the driver doesn’t, then the car will slow down for him. This is just one of the ways that sensor-to-machine and machine-to-machine communication can take place. Sensors on the bridge connect to machines in the car: we turn information into action.
You might start to see the implications here. What can you achieve when a smart car and a smart city grid start talking to each other? We’re going to have traffic flow optimization, because instead of just having stoplights on fixed timers, we’ll have smart stoplights that can respond to changes in traffic flow. Traffic and street conditions will be communicated to drivers, rerouting them around areas that are congested, snowed-in, or tied up in construction.
So now we have sensors monitoring and tracking all sorts of data; we have cloud-based apps translating that data into useful intelligence and transmitting it to machines on the ground, enabling mobile, real-time responses. And thus bridges become smart bridges, and cars smart cars. And soon, we have smart cities, and….
Okay. What are the advantages here? What are the savings? What industries can this be applied to?
Here’s what I mean when I say people never think big enough. This isn’t just about money savings. It’s not about bridges, and it’s not about cities. This is a huge and fundamental shift. When we start making things intelligent, it’s going to be a major engine for creating new products and new services.
Of all the technology trends that are taking place right now, perhaps the biggest one is the Internet of Things; it’s the one that’s going to give us the most disruption as well as the most opportunity over the next five years. In my next post in this two-part series, we’ll explore just how big this is going to be.

Daniel Burrus is considered one of the world’s leading technology forecasters and innovation experts, and is the founder and CEO of Burrus Research. He is the author of six books including the New York Times best seller “Flash Foresight.”

Creio que vale ficar atento para os novos desdobramentos do assunto.

Pelo que existe em estudo e/ou desenvolvimento hoje, nos próximos anos a internet das coisas pode facilitar nossas vidas em pequenas coisas do dia-a-dia.

Startups Brasil

Em novembro de 2013, recebi esta mensagem abaixo pelo site:

Olá Munhoz, nós somos o Startups Brasil, o maior mapa de empresas Startups e universidade do Brasil.

Gostaria de apresentar nosso portal (http://www.guiato.com.br/startups/), que tem o objetivo de linkar os estudantes universitários, técnicos e profissionais, com as Startups, que estão em busca de funcionarios qualificados, mostrando ainda quais empresas ficam mais próximas de sua casa ou instituição de ensino.

Além disso, o site oferece o serviço de localizar a universidade mais próxima do futuro estudante. Possuímos em nosso banco de dados mais de 700 Startups geolocalizadas e mais de 1000 universidades mapeadas e cadastradas em nosso site.
A preocupação de criar um projeto sem fins lucrativos focando em Startups é de que muitas pessoas não tem conhecimento de como funciona uma Startup. Para isso o site oferece diversas dicas de como trabalhar em uma e as vantagens de trabalhar em uma empresa Startup.

Como o Startups Brasil é um projeto novo, queremos seu apoio nos auxiliando a divulga-lo para que os estudantes e profissionais tenham a oportunidade de trabalhar em uma Startup. Você pode ajudar colocando um link do nosso site em alguma seção de seu portal ou fazer um artigo sobre nosso projeto e colocar o link. Caso você possua uma empresa Startup e quer ser cadastrada em nosso banco de dados, nos envie o nome, o endereço (se possivel latitude e longitude), telefone e o link de seu site.

Se tiver dúvidas, sugestões ou comentários, por favor, não hesite em nos contatar!

Atenciosamente,
Vitor Moya – Startups Brasil
Av. Brig. Faria Lima 1571, 7º andar | São Paulo-SP, 01452-918 | Brazil

Primeiro, preciso pedir desculpas pela demora em mencionar este assunto. A mensagem ficou “soterrada” pelas mensagens recebidas posteriormente, e eu, claro, acabei esquecendo (a idade é um problema sério!).

Segundo, agora que achei a mensagem, resolvi divulgar porque é uma iniciativa interessante.

Desejo muito boa sorte ao pessoal, e me coloco à disposição por aqui.

Chega de papel: digitalizar é a solução

Há alguns anos, participei de uma banca de plano de negócios cujo mote era criar um empresa para digitalizar documentos importantes, que não poderiam ser destruídos. Infelizmente, não me lembro o nome do aluno que fez este plano, mas lembro que não apenas o plano em si estava muito bem feito, mas que a idéia que sustentava a empresa era muito boa. Aliás, era e ainda é.

Hoje leio na Folha o seguinte (íntegra da matéria AQUI, disponível apenas para assinantes):

O espaço limitado dos escritórios de advocacia, bancos, seguradoras e até hospitais em São Paulo e no Rio virou um negócio de alta tecnologia para guardar documentos, contratos e notas fiscais para gestores de documentos e arquivos, como a P3Image.

Da simples digitalização de notas e contratos, a empresa passou a fazer o serviço completo de gestão de arquivos e até prontuários médicos para clientes que não têm espaço nem funcionários suficientes para lidar com herança passada dos negócios.

A empresa faz a coleta periódica dos documentos na sede de clientes como a seguradora SulAmérica, as Lojas Marisa e o hospital São Luís. Depois etiqueta folha com código de barra, confere os dados, digitaliza as páginas e disponibiliza a imagem, pela internet, para todos os funcionários da empresa que tiverem o acesso autorizado.

Os documentos originais são arquivados no galpão da própria P3, sendo que alguns mais sensíveis -microfilmes, negativos de fotos, CDs, DVDs etc- vão para cofres projetados contra a ação da umidade, insetos e incêndio.

Um desses cofres, cujas imagens são gravadas e monitoradas 24 horas, está programado para retirar todo o ar em caso de incêndio, evitando a proliferação do fogo.

No Brasil, a Receita Federal pede que recibos e notas fiscais fiquem guardados por cinco anos. Prontuários médicos devem ser mantidos para sempre pelos hospitais, mesmo após a morte do paciente. Até a gravação de conversas de consumidores no call center podem ser requisitadas a qualquer momento pelas ouvidorias e órgãos de defesa do consumidor.

Além de se livrar da papelada, a empresa que digitaliza os documentos ganha agilidade para lidar só com a imagem on-line dos originais.

“Um documento parado um dia na mesa de um funcionário pode significar vários negócios perdidos. Só ele tem acesso. Digitalizado, fica disponível ao mesmo tempo para todos na empresa. É a chance de vender um produto complementar, oferecer um serviço importante, evitar uma possível reclamação e entender as necessidades do consumidor”, disse Paulo Carneiro, 43, dono da P3.

A sede fica em um antigo galpão da Lapa (zona oeste de SP), que parece uma grande biblioteca, com quilômetros de estantes e milhares de caixas de arquivos.

Se alguém precisar dos originais (por exemplo, para cumprir o pedido de um fiscal ou uma decisão judicial), o cliente faz a solicitação on-line e recebe o documento original em até três horas.

Em suma, o negócio é extremamente interessante!

Posso dar como exemplo eu mesmo: há alguns anos venho tentando eliminar papéis, de todas as formas possíveis – digitalizando documentos, notas fiscais, recibos etc. Recentemente, aliás, cancelei minha assinatura do ValorEconômico para fazer a assinatura exclusivamente da edição digital, que não ocupa espaço nenhum em casa e/ou na minha mesa.

Além disso, procurar uma reportagem na versão digital é muito mais rápido e eficaz do que folhear “trocentos” jornais impressos!

O ufanismo da Luiza Trajano que “viralizou”

Luiza Trajano, presidente do Magazine Luiza, esteve no programa Manhattan Connection recentemente, e hoje me dei conta de que a sua entrevista acabou se tornando assunto que “viralizou” – lamento, mas este é o termo que virou moda, a despeito de ser bastante boçal.

Supostamente, ela teria “humilhado” o Diogo Mainardi quando tratou da situação do varejo (e, de forma mais abrangente, da economia) do Brasil. Primeiro, vamos ao vídeo:

Só agora há pouco tive chance de assistir ao vídeo na íntegra. E percebo que não houve nenhuma “humilhação” ou nada do gênero – aliás, pelo contrário: o Diogo Mainardi só errou em UM único dado, referente à inadimplência no Brasil em 2013. De resto, ele estava certo.

ATUALIZAÇÃO/CORREÇÃO – Depois que já havia publicado o post, o Diogo Mainardi colocou no Twitter o link da fonte que ele usou para afirmar, no programa, que a inadimplência de 2013 havia crescido. Ele está certo. Segundo dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o índice de inadimplência realmente cresceu em 2013. Eis aqui o link da reportagem. Assim sendo, preciso ME corrigir: o Mainardi não errou em nada. No quesito da inadimplência, ele citou uma base de dados (CNDL, que usa dados do SPC), e a Luiza Trajano usou outra (Serasa). Cabe ressaltar, ainda, que quando o programa foi gravado, a Serasa ainda não havia tornado públicos os dados de 2013. Então, não era possível o Mainardi saber desse resultado quando da gravação do programa.

“Há três espécies de mentiras: as mentiras, as mentiras sagradas e as estatísticas.”
Mark Twain

Vamos por partes.

1) Eu sou acionista do Magazine Luiza, e não vejo, nem nos dividendos e nem nos balanços, esse otimismo todo da Luiza Trajano. O varejo cresceu menos do que a inflação OFICIAL (e a inflação oficial é uma piada hoje no Brasil – eu sinto, nas minhas compras no supermercado, uma inflação de mais de 13% fácil, fácil. Além disso, estamos na época da “contabilidade criativa” de um governo que não hesita em mentir). Quando você cresce menos do que a inflação, significa que, na prática, você NÃO cresceu. Comprei ações do Magazine Luiza faz tempo, e o retorno sobre o meu investimento, até aqui, está negativo.

Houve, sim, uma “explosão” do varejo há alguns anos. Mas já acabou. Os dividendos que eu recebo provam isso. Os balanços do Magazine Luiza e das demais varejistas mostram isso. O problema é que são dados pouco compreensíveis para quem é afeito a “vídeos viralizados”.

Eis aqui uma pequena amostra do que ocorreu com as ações do Magazine Luiza entre 2011 e ontem (21/01/2014):

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Como presidente do Magaine Luiza, será que a Luiza Trajano vai dizer que as ações da empresa caíram tanto devido a uma gestão ruim ou porque o ambiente de negócios (Brasil) deteriorou-se significativamente? Será que o ufanismo se aplica às ações da empresa que ela preside?

2) O Magazine Luiza virou case em Harvard há mais de uma década; de lá pra cá, eles estancaram: zero de inovação. Não souberam dar sequência no boom do crescimento inicial. Além disso, o atendimento ao cliente NÃO é dos melhores. E quem fala isso é um cliente que desistiu de comprar no site do Magazine Luiza – eu prefiro comprar na Fast Shop.

Mas você é acionista do Magazine Luiza e compra na concorrência?

Sim.

O Magazine Luiza (ao menos o site, por onde eu compro 99% das vezes) tem pouca variedade e os preços não são tão mais baixos do que a concorrência – que tem maior diversificação e sistema de entrega (logística) superior. E, quando precisei do atendimento para resolver um problema, foi um desastre. Sou um consumidor exigente, então fui para a concorrência. Simples.

3) Há mais de uma década o varejo é o maior empregador no Brasil (exceto governos). Isso é realidade há muito tempo, aliás. Mas a Luiza fala disso como se fosse algo novo, recente, uma novidade que ninguém sabia. Eu poderia puxar dados e contextualizações que trariam à tona a automação industrial e a adoção de máquinas e equipamentos mais eficientes na agropecuária, o que reduziu a mão de obra no campo e na indústria, deixando o setor de comércio e de serviços com a maior parcela do “Pessoal Ocupado (PO)” nos levantamentos do IBGE, mas não vou me dar ao trabalho.

A tabela abaixo dá uma idéia disso (e pode ser consultada diretamente no site do IBGE, aqui):
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4) Sobre a inadimplência: a Serasa divulgou ontem (21/01) os dados consolidados de 2013. Sim, houve uma pequena redução da inadimplência em 2013, mas tanto em 2011 quanto em 2012 o aumento havia sido recorde. Os detalhes estão aqui. O Mainardi errou com relação a 2013, mas a Luiza errou quanto a todos os outros: desde que a Serasa começou a fazer este levantamento/índice, em 2000, foi a PRIMEIRA VEZ QUE HOUVE QUEDA – e, ainda assim, de apenas 2%. [VER ATUALIZAÇÃO/CORREÇÃO FEITA ANTERIORMENTE: O Mainardi não errou, ele citou outro dado/fonte]

Finalmente, quero lembrar de uma coisinha. Alguns anos atrás, o Eike Batista foi ao mesmo programa; o Mainardi questionou o otimismo exacerbado dele com o Brasil e questionou a solidez das empresas do grupo. Na época também disseram que o Mainardi estava errado, e que a resposta do Eike Batista havia “humilhado” o pessimista Mainardi. Eis aqui o vídeo:

Hoje, 2014, o que aconteceu com o Eike Batista? No ano passado, a verdade apareceu: as empresas do “grupo EBX” viraram pó. Não valem nada. O BNDES, que emprestou mais de R$ 10 bilhões, tomou calote.

A Luiza é muito simpática etc etc etc. Eu gosto dela. Mas ela, hoje, depende do governo em diversos aspectos: não apenas dinheiro do BNDES, mas o Magazine Luiza foi o primeiro varejista a aderir ao “Minha Casa Melhor”, que conta com linha de crédito da Caixa para vender eletrodomésticos, e faz tempo que ela é cotada para integrar o governo. Alguém acha que ela vai abrir mão disso tudo para “falar a verdade” num programa de TV que não é visto nem por 1% da população do Brasil, numa entrevista que dura menos de 15 minutos?

“Estatística é a arte de espancar os números até que eles confessem.”
Millôr Fernandes

“Contra fatos não há argumentos”, alguns dizemDepende.

Hoje em dia está cada vez mais “normal” os fatos serem distorcidos e espancados até que eles “confessem” aquilo que se pretende. Um exemplo recente: o IBGE mudou os métodos de cálculo do índice de desemprego. Num único dia, o Brasil passou de uma taxa de 5% para mais de 7,4%. Detalhe: em 2003 o IBGE já havia alterado seus métodos, o que reduziu o índice de desemprego da noite para o dia.

Porém, se o IBGE passasse a adotar os mesmos critérios usados na Europa para medir o desemprego, o Brasil hoje estaria com índices na casa dos 20%. Evidentemente isso não impede que muita gente fique exaltando o suposto “pleno emprego” no Brasil.

Leituras adicionais recomendadas:

O questionável otimismo de Luiza Trajano com o governo Dilma

Todo mundo sabe que a economia brasileira está com problemas… menos a Luiza 

iPhone: caso de inspiração, plágio (será?) e inovações

O vídeo abaixo, curtinho, merece ser visto.

Muitas informações ali merecem uma reflexão.
De fato, o iPhone não foi o 1o celular touch-screen (até no Brasil a Motorola já vendia um modelo touch, bem antes do Steve Jobs apresentar o iPhone). Ele não foi o 1o dispositivo “multi-touch”. Ele não foi o 1o celular “inteligente” (ou seja, capaz de fazer muitas outras tarefas além de “apenas” fazer ligações telefônicas). Motorola, Palm e Nokia já tinham, cada uma de seu jeito, oferecido isso.

Porém, o iPhone foi o 1o dispositivo que conseguiu reunir todas essas funcionalidades (e milhares de outras) e colocá-las na palma da sua mão, por um preço relativamente baixo (considerando que até então apenas equipamentos caríssimos e especializados dispunham de algumas dessas funções), e com um design elegante, bonito. Mas, talvez ainda mais importante do que tudo isso: a Apple ofereceu todas estas funcionalidades dentro de um sistema fácil de usar, simples, facilmente compreensível.

O grande mérito do iPhone (na verdade do sistema operacional do iPhone, o iOS) foi colocar o poder de processamento de tantas funções num aparelho que não demandava que o consumidor fosse um expert em informática (“nerd”). Essa foi a grande inovação do iOS/iPhone.

O Brasil continua afundando, e a competitividade é quem mais sofre

O conceito de COMPETITIVIDADE é bastante amplo, muitas vezes até mesmo bastante divergente dependendo de quem fala. Não vou entrar no mérito da questão, mas uma boa leitura sobre o assunto está AQUI.

Por ora, juntando alguns dados e observando alguns fatos, podemos afirmar com total certeza que a competitividade no/do Brasil está piorando muito mais rapidamente do que os demais indicadores econômicos. Sim, TODOS os indicadores econômicos estão apontando uma situação muito ruim do Brasil, e as perspectivas futuras são ainda mais sombrias. Um pequeno resumo:

  • A taxa de investimento, que cresceu lentamente durante a década passada, a partir do governo Dilma começou a recuar, chegando a sofríveis 18,4% em setembro. Só para dar uma ideia do que isso representa, a China investe 46%; a Índia, 30%, a Indonésia, 33%; o México, 29%.
  • A poupança interna, que também já era baixa, caiu ainda mais, chegando a irrisórios 14%, quatro pontos abaixo dos 18% do final do governo Lula. (…) As economias mais bem sucedidas têm sempre taxas de poupança superiores a 30%. Ou seja, vamos continuar dependendo de poupança externa para crescer.
  • A taxa de crescimento médio, que no governo Lula foi de 4%, no governo Dilma caiu para 2%, inferior até mesmo ao turbulenta década de 90.
  • O superávit primário tem caído significativamente nos últimos anos. Depois de chegar à casa dos 4%, na década passada, e passar a maior parte do tempo acima dos 3%, hoje a expectativa é que o ano termine com algo em torno de 2% do PIB. Isso pela contabilidade oficial, pois corrigindo as manobras contábeis cada ano mais comuns no governo do PT, o superávit correto seria hoje seria 0,6 pontos percentuais abaixo (pelos cálculos do economista Raul Velloso). Pior: a previsão para 2014 já é de meio ponto percentual inferior.
  • O déficit nominal (o saldo final depois de descontados os gastos do governo, inclusive juros) continua crescendo assustadoramente. Depois de uma década de regressão (caiu de 6% para pouco mais de 1% no período pré-crise no governo Lula), desde então iniciou uma trajetória de alta que deverá fechar 2013 acima dos 3% do PIB.
  • O déficit da previdência caminha para mais um recorde. No acumulado do ano até setembro, o déficit alcança R$ 48,042 bilhões, valor que já supera com sobra o déficit total do ano passado que ficou em R$ 42 bilhões. E olha que além dos três meses restantes faltam ainda computar o décimo terceiro salário.
  • O déficit na balança comercial anual ainda não está consolidado, mas demos mais um passo em outubro para concretizar mais um recorde também neste indicador. Depois de anos seguidos exportando mais que importando, em outubro registramos um déficit de U$ 1,8 bilhões, o pior resultado desde a crise do final da década de 90. (…) Nos últimos 12 meses, enquanto as importações aumentaram 7,5%, as exportações recuaram 1,9%. A conta não fecha e entramos em mais um déficit.
  • A produtividade do trabalhador brasileiro, que já andava estagnada desde o final do governo Lula, começou a cair no governo Dilma, acentuando ainda mais a distorção do crescimento do salário mínimo acima do PIB.
  • A produção industrial tem tido movimentos erráticos no governo Dilma, porém a trajetória de queda é clara nos últimos três anos. Apesar do aumento de 0,7% em outubro, a produção industrial segue em déficit de 0,6% no semestre. Tudo isso apesar dos estímulos do governo para mais consumo via “Minha casa melhor”.
  • O índice de endividamento da família brasileira bateu mais um recorde, chegando em março deste ano aos 44%. Ou seja, as famílias brasileiras devem aos bancos quase metade do que ganham durante o ano. Quando a série histórica divulgada pelo BC começou, em 2005, o índice era de 18,39%. Ou seja, o governo Lula roubou potencial de crescimento do presente ao estimular o crédito muito além do que deveria.
  • A dívida bruta continua aumentando e em ritmo cada ano mais acelerado, tendo ultrapassado a marca dos R$ 3 trilhões. Pela contabilidade do governo, ela estaria hoje em 58% do PIB, enquanto que para o FMI (o padrão usado para o resto do mundo) tal percentual seria de 68%. Tal percentual é ainda mais significativo quando comparado à média dos países emergentes, algo em torno de 30%.
  • O risco país que já chegou a 143 pontos em dezembro de 2012, em setembro último já está na casa dos 232 pontos. Detalhe: a situação já esteve pior (chegou aos 250 no meio do ano) e só baixou um pouquinho por causa das últimas privatizações.

Alguns podem dizer que o desemprego é um único índice que apresenta “boas notícias”. Não é bem verdade.

Sobre o desemprego, que vem apresentando índices estabilizados na casa dos 5% há algum tempo, recomendo uma leitura bastante básica, AQUI. Trata-se, no fundo, de um raciocínio simples (com certo esforço, até um eleitor do PT pode ser capaz de entender, se alguém lhe der uma ajuda e fizer alguns desenhos coloridos): se o desemprego está tão baixo, e se esta situação vem se repetindo há tanto tempo, por que os gastos com seguro-desemprego cresceram exponencialmente? Ora, lógica elementar: se há tão poucos desempregados no Brasil, quem são estas pessoas pedindo (e recebendo!) o seguro-desemprego?

Complementarmente, é preciso lembrar que o IBGE chega aos índices de desemprego perguntando se o entrevistado PROCUROU EMPREGO NOS ÚLTIMOS 30 DIAS. Se o sujeito diz “não”, o IBGE considera que o sujeito está empregado – e, portanto, não entra nas estatísticas de desemprego. Além disso, o levantamento do IBGE cobre apenas ALGUMAS capitais, não todas – o que significa que cidades grandes que não sejam capitais ficam de fora do levantamento. Enfim, há uma série de “detalhes” envolvendo as estatísticas referentes ao desemprego que precisam ser melhor avaliadas antes de falar em “pleno emprego” no Brasil.

De qualquer forma, peço que o leitor faça uma pausa para ler, com carinho e atenção, este texto AQUI. Vou transcrever apenas alguns poucos trechos da conclusão, mas a leitura do restante do artigo é crucial:

Entre 1970 e 2011 o produto brasileiro aumentou 401%, o trabalho aumentou 204%, o capital aumentou 720% e a produtividade aumentou apenas 11%. (…) O crescimento do Brasil vem do capital e não da produtividade.

Não é por acaso que não conseguimos crescer de forma sustentada. No início do processo de crescimento o capital era realmente importante e necessário para produção, não tínhamos fogão nem panelas. Quando isto ocorre a própria aquisição de capital leva ao aumento da produtividade mensurada. Máquinas novas significam tecnologias novas e novas possibilidades de produção. A medida que o tempo passou precisávamos ter feito a mudança para um crescimento via produtividade, não fizemos. O resultado foi a estagnação. Aumentamos o estoque de capital sem que este novo capital gerasse ganhos de produtividade. O Brasil investiu em estradas que não ficaram prontas, ferrovias que não passam trens e coisas do tipo. Equivale a jogar água na feijoada já aguada. Por outro lado não educamos nem qualificamos nossa força de trabalho e não facilitamos a vida de nossos empreendedores. Muito tempo e dinheiro já foram desperdiçados na estratégia de colocar água no feijão, sempre é tempo de tomar o caminho da produtividade, mas quanto antes melhor.

Caso o leitor queira aprofundar um pouco mais a discussão sobre os vários problemas econômicos que foram (e estão sendo) criados pela incompetência das decisões de Dilma e sua equipe de samambaias, recomendo estes links AQUI, AQUI, AQUI, AQUI. Para coroar estas leituras, recomendo esta aqui: GASTO DISPARA, E CONTAS DO GOVERNO TÊM O MAIOR ROMBO DESDE O REAL.

Agora vem o pior de tudo, na minha opinião.

A ideologia burra, tacanha e cega que vem guiando as decisões do executivo desde 2003 (o maldito ano em que Lulla assumiu a Presidência e iniciou a destruição silenciosa do país) colocou o Brasil numa situação péssima. Como o PT precisa manter o discurso de oposição feroz a tudo o que venha dos Estados Unidos, o Brasil isolou-se no comércio internacional. Enquanto os EUA e a Europa estavam lidando com suas crises econômicas internas, este problema ficou “camuflado” – ele existia, estava lá, mas não era tão evidente.

Agora, porém, o contexto é outro. Muitos países europeus e os Estados Unidos estão mostrando indicadores sólidos de recuperação de suas economias. Calcados nesses dados, estão “colocando o pé no acelerador” de verdade, enquanto o Brasil está patinando – e vai continuar, haja vista a tenebrosa incapacidade gerencial de Dilma Rousseff.

Trechos de uma matéria da Folha de S.P (de 14/11/2013, disponível na íntegra AQUI) ilustram o meu ponto central:

Pressionada pela perda de competitividade e pela queda na exportação de manufaturados, a indústria brasileira está defendendo um acordo de livre-comércio com os EUA. Ontem, em discurso para 200 empresários americanos em Denver (EUA), o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, afirmou que o Brasil deveria fechar um acordo de livre-comércio com os EUA e deixar em segundo plano o Mercosul para avançar em outros tratados importantes. “Defendemos um acordo com os EUA, que compram principalmente manufaturados”, disse à Folha Andrade.

Foi a primeira vez desde o enterro da Alca, em 2003, que a indústria discutiu a abertura de mercado com os EUA. Até setores mais protecionistas, como o de eletroeletrônicos, defendem o acordo. “Mudamos o posicionamento. Há dez anos éramos refratários, e havia um açodamento para fechar um tratado”, disse Humberto Barbato, presidente da associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica. “Agora estamos isolados, o Brasil está fora das cadeias de valor, daqui a pouco estaremos parecidos com países da antiga Cortina de Ferro.” Procurado, o Ministério do Desenvolvimento limitou-se a dizer que “não há discussão em curso sobre essa questão”. “O governo está focado na troca de ofertas com os europeus para um futuro acordo de livre comércio Mercosul-União Europeia”, diz a nota.

Os EUA são o segundo parceiro comercial do Brasil, atrás da China. Mas, enquanto o Brasil exporta essencialmente commodities à China, vende em grande parte produtos manufaturados e semimanufaturados para os EUA. Entre 2000 e 2008, o Brasil manteve superavit comercial com os EUA de quase US$ 10 bilhões por ano. Desde 2008, porém, o país tem deficit (foram US$ 5,6 bilhões em 2012). O novo posicionamento da indústria vem do deficit em manufaturados (a Associação de Comércio Exterior do Brasil projeta US$ 105 bilhões neste ano), da queda no ritmo de exportações e da primarização da pauta. Além disso, o Brasil sofre cada vez mais concorrência da China na venda de manufaturados no Mercosul. E, como o Mercosul fechou só três acordos comerciais, o país pode ficar mais isolado.

O Mercosul virou um elefante branco: ao invés de potencializar a economia dos países-membros, transformou-se numa extensão do Foro de São Paulo, congregando apenas países refratários ao capitalismo, inimigos de empresas, empresários e lucros, países que cerceiam a liberdade de expressão, liberdade econômica, individualismo e meritocracia; países subdesenvolvidos, presididos por pessoas incapacitadas, ditadores de quinta categoria e palhaços sem noção que falam qualquer bobagem.

Exemplo PERFEITO? Venezuela: Chávez e Maduro têm imenso histórico de ataques e bobagens disparadas contra os Estados Unidos, mas sempre dependeram do petróleo que vendem aos EUA para manter suas políticas populistas, demagógicas e burras. E sabemos que a Venezuela está completamente destruída pelo tal “socialismo bolivariano” dos escroques Chávez e Maduro.

Mas calma, leitores otimistas, a situação fica ainda pior (leia a íntegra AQUI):

Um acordo de livre comércio entre Estados Unidos e União Europeia pode redesenhar a economia global e ter o Brasil como um dos grandes prejudicados. Caso seja de fato concluído, o tratado pode levar o país a experimentar uma queda em suas exportações, equivalente a uma redução de até 2,1% de seu PIB per capita, num cenário em que taxas de importação sejam zeradas e outras barreiras eliminadas, como padronizações conflitantes e reservas de mercado

O cálculo, da Universidade de Munique, mede os efeitos, em 126 países, do acordo. EUA e União Europeia discutem desde o início do ano um tratado de livre-comércio. A expectativa é que até o fim do ano que vem seja fechado um acordo que une quase metade do PIB global e um terço do comércio mundial. O estudo mostra que todos os países fora do novo bloco registrarão queda nas vendas ao exterior e, consequentemente, perderão receitas. A Coreia do Sul seria exceção.

Os países europeus terão ganhos variados de até 10% na renda média de seus cidadãos, e os Estados Unidos serão os maiores vitoriosos, com ganho de 13,4%. A queda das receitas para o Brasil ocorrerá nos dois destinos, segundo o estudo. Somente para os EUA, a perda seria de 30% das vendas. Os dois blocos absorvem um terço das exportações do país. “O mundo caminha para o fim das tarifas. Se houver um acordo entre EUA e UE, começará a haver um isolamento do Brasil”, diz Carlos Abijaodi, diretor da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Uma simplificação extrema disso tudo que está demonstrado acima é a seguinte: o Brasil está isolado porque aliou-se (ideológica, econômica e politicamente) a países atrasados como Cuba, Venezuela, Bolívia, Argentina, Irã, ditaduras africanas, e distanciou-se de países capitalistas e desenvolvidos, como EUA, Canadá, Inglaterra, Alemanha etc.

Ao isolar-se, perde oportunidades (novas tecnologias, novos negócios, DINHEIRO NOVO), que terão custo futuro.

Sabe aquela estorinha de “país do futuro”? Pois é… não haverá. O Brasil seguirá atrasado enquanto estiver alinhado com Venezuelas, Cubas, ditadores e socialistas/comunistas/progressistas. Nunca antes na história deste planeta países socialistas e/ou comunistas desenvolveram-se e melhoraram – TODOS, sem nenhuma exceção, perderam o bonde da História, ficaram pobres e atrasados. Basta olhar para União Soviética e Cuba.

O Brasil, graças ao PT de Lulla e Dilma, escolheu aliar-se aos países subdesenvolvidos, atrasados, ultrapassados. Estas escolhas, ao longo do tempo, foram destruindo a competitividade do Brasil. Agradeça Dilma e Lulla.