Sete Brasil: mais um ralo de dinheiro no esquema criminoso do PT na Petrobras

O leitor deste blog sabe que dediquei inúmeros posts à Petrobras, e fiz isso por uma boa razão: a empresa é o símbolo maior do monstruoso esquema de corrupção e crimes cometidos pela organização criminosa (OrCrim) com registro partidário vulgarmente conhecida como PT.

Evidentemente a Petrobras não foi a única vítima do PT. Virtualmente TODO o Brasil foi feito refém pelo apetite infinito desta OrCrim: ministérios, autarquias, institutos de pesquisa (como IPEA, por exemplo), estatais, fundos de pensão etc. Mas a Petrobras acaba sendo a mais visível, seja pelo tamanho exagerado dessa estatal ruim e ineficiente, seja porque a operação Lava-Jato começou a ser percebida pra valer na opinião pública por ter revelado a sistemática de corrupção do PT para financiar campanhas eleitorais e o seu autoritário projeto de poder.

O editorial do Estadão de ontem trata de um “filhote” da Petrobras, a Sete Brasil – uma estrovenga criada pelo Lula para ajudar a tomar de assalto o Estado brasileiro e fazê-lo servir aos interesses exclusivos da OrCrim PT:

A decisão aprovada pelos acionistas da Sete Brasil de entrar com pedido de recuperação judicial é o reconhecimento explícito, pelos sócios do empreendimento, do fracasso do mirabolante projeto do governo do PT de utilizar o pré-sal para criar um gigante mundial na área de equipamentos para exploração de petróleo e transformá-lo no principal instrumento de uma política industrial baseada no uso intenso de conteúdo local. A crise financeira e estrutural da empresa é um símbolo da ruinosa política petista para o setor do petróleo, da qual foi parte essencial a instalação de um amplo esquema de corrupção na Petrobrás e que envolveu a própria Sete Brasil, como vêm mostrando as investigações da Operação Lava Jato.

O recurso à recuperação judicial vinha sendo defendido pela maioria dos acionistas do empreendimento desde o fim do ano passado. Mas enfrentava a resistência de um deles, a Petros, o fundo de pensão dos empregados da Petrobrás, por pressão da própria estatal, que tem com a Sete Brasil uma estranha relação, pois é simultaneamente seu único cliente e um de seus principais acionistas.

Criada no fim do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no período de euforia do pré-sal, a Sete Brasil é uma empresa formalmente privada. Seu papel seria o de construir as sondas necessárias para a execução do ambicioso programa petista de exploração do petróleo do pré-sal, alugando-as à Petrobrás. Parecia um negócio lucrativo, daí o interesse que despertou entre empresas e investidores privados. As condições da economia brasileira, em franco crescimento, e mundial, com o petróleo custando mais de US$ 100 o barril, e o discurso ufanista estimulavam o apetite dos investidores.

Entre seus acionistas estão grandes instituições financeiras nacionais e investidores internacionais. Mas é forte a participação de capital vinculado ao governo. Além da Petrobrás e da Petros, são seus acionistas outros grandes fundos vinculados a empresas estatais. O governo do PT também forçou o conselho do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a aprovar aplicações do dinheiro do trabalhador no empreendimento.

Em pouco tempo, porém, ficou claro que eram frágeis ou falsos os estímulos que tanto encantavam os investidores. A desastrosa gestão da política econômica durante o governo de Dilma Rousseff, a recessão que essa política provocou, a queda do preço do petróleo (o barril chegou a valer menos de US$ 30) e os escândalos na Petrobrás e na Sete Brasil desvendados pela Lava Jato inviabilizaram a empresa – pelo menos nas dimensões imaginadas pelo governo e por parte dos investidores.

O contrato original de fornecimento para a Petrobrás previa a construção de 28 sondas que seriam alugadas para a estatal durante 25 anos, com valores superiores aos do mercado internacional. Do total previsto, apenas 6 sondas tiveram sua construção efetivamente iniciada, das quais 2 estão com 90% dos serviços concluídos e as demais, com 40%. Mas todas as obras estão paradas desde novembro.

Os principais investidores lançaram como prejuízo parte das aplicações que fizeram na Sete Brasil. Instituições financeiras concederam empréstimos de R$ 12 bilhões para a empresa, dos quais conseguiram recuperar R$ 4 bilhões, recorrendo ao Fundo Garantidor da Construção Naval, que garantia as operações. A Caixa Econômica Federal informou ter provisionado o valor equivalente a 100% dos financiamentos não quitados da Sete Brasil. Estima-se que o fundo de investimentos com recursos do FGTS (FI-FGTS) tenha perdido R$ 1 bilhão com as aplicações na empresa.

O País vem sendo chamado a pagar a pesada conta que a irresponsável gestão da economia e o amplo esquema de corrupção que marcaram a administração do PT lhe impuseram. Trabalhadores perdem emprego e renda, investidores perdem dinheiro, empresas reduzem ou paralisam suas atividades. A Sete Brasil faz parte desse desastre.

sete-brasil

É isso mesmo: a Sete Brasil é um desastre. Mais um desastre criado pelo lulopetismo, pelos bandidos da OrCrim PT que assaltaram (literalmente) o Estado. O relato feito pela revista Época NESTE LINK merece ser lido. Vão aqui alguns trechos:

Em dezembro de 2010, o governo petista vivia os gloriosos dias finais de Luiz Inácio Lula da Silva e a expectativa da gestão de Dilma Rousseff, em uma fase de prosperidade. O crescimento econômico no ritmo anual de 7,5% gerava sonhos de megalomania estatal. Um grupo de executivos da Petrobras decidiu começar do zero uma empresa nacional para construir e fornecer sondas para a Petrobras explorar o petróleo do pré-sal. Eles conseguiram muito dinheiro do governo, dos fundos de pensão de estatais (é claro), bancos e empreiteiras como Odebrecht e Queiroz Galvão. A Sete Brasil, como foi batizada a empresa, investiria US$ 25 bilhões para fazer 29 sondas até 2020. Subcontrataria estaleiros brasileiros, reavivaria a indústria naval nacional e geraria empregos, no projeto de política econômica nacionalista e estatizante do PT. Os investidores colocaram R$ 8,2 bilhões nessa ideia.

Nada disso aconteceu. Não só pelo fato de os sócios não serem especialistas em fazer algo sofisticado como uma sonda, mas porque o objetivo inconfesso dos criadores era outro. Nesta semana, ÉPOCA teve acesso à denúncia da força-tarefa do Ministério Público Federal que toca a Operação Lava Jato sobre a Sete Brasil. A conclusão é contundente. “A Sete Brasil foi criada a partir de projeto idealizado e coordenado por Pedro Barusco, João Carlos Ferraz e João Vaccari (ex-tesoureiro do PT)”, afirma o texto. “Embora o discurso utilizado para a criação da empresa tenha sido o de estimular o mercado nacional, o que se observou, na realidade, foi a implementação e utilização da nova estrutura empresarial como uma forma de expandir o esquema de corrupção.” A Sete Brasil foi criada para ser uma filial do petrolão, o esquema de corrupção que desviou bilhões da Petrobras.

Hoje réus condenados por corrupção, convertidos em colaboradores da Lava Jato, em 2010 Barusco, Ferraz e Eduardo Musa compunham não só o núcleo do alto escalão da Petrobras, como já estavam engajados no petrolão. Sob a coordenação de Vaccari – um especialista não em petróleo, mas nos interesses financeiros do PT –, Barusco e João Ferraz foram instalados no novo empreendimento estatal voltado ao enriquecimento do partido. A dupla migrou para postos estratégicos na Sete, com o intuito de arrecadar propina. “Promoveu-se a extensão do esquema de corrupção montado em desfavor da Petrobras, uma vez que, sob a falsa justificativa de fortalecimento do mercado nacional de fornecimento de sondas, criou-­se mais uma ‘camada’ no esquema criminoso, com o propósito de dissimular o verdadeiro esquema criminoso engendrado entre o partido político”, diz o Ministério Público. Ao contrário do resto da Petrobras, onde as diretorias e as propinas eram divididas com PMDB e PP, a Sete Brasil era inteira do PT. Estava tudo combinado com Vaccari: o valor da propina foi estabelecido em 0,9% do valor dos contratos. Ferraz e Barusco deveriam repassar o valor para Renato Duque, diretor de Engenharia da Petrobras.

É preciso registrar que o PT vem fazendo uso de todo o Estado (incluindo as mais de 100 estatais ineficientes) para sustentar seu projeto de poder absolutista e autocrático — não apenas desviando dinheiro, como tem revelado a Operação Lavajato, mas usando também a estrutura governamental de maneira ilegal:

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