Selo comemorativo

Esta vai para descontrair (já que conseguirei tirar uma semana de férias):

Lula queria um selo com sua foto para marcar o aniversário de seu governo.
Duda Mendonça achou boa a idéia e executou o projeto.
Lula aprovou e mandou a ECT fazer 10 milhões de selos.
Quando o selo foi para as ruas, Lula ficou radiante!
Mas, em poucos dias, ficou furioso ao ouvir reclamações de que o selo não aderia aos envelopes.
Imediatamente, convocou os responsáveis pela confecção e emissão do selo com sua imagem, ordenando que investigassem rigorosamente o assunto.
Comissões pra lá, grupos,subgrupos e equipes aos montes pesquisaram as agências dos Correios de todo o país, ouviram usuários, balconistas etc…e, finalmente, desvendaram o que estava ocorrendo.

O relatório, com mais de mil páginas, entregue um mês depois, dizia, na sua conclusão:
“Não há nada de errado com a qualidade dos selos. O problema é que o povo está cuspindo do lado errado.”

Interessante como numa única piada conseguiu-se mesclar Duda Mendonça, Correios (“berço” da descoberta sobre o mensalão), a mania lullista de criar comissões e grupos de inúteis (conselhos e afins), além, é claro, do brilhantismo que já virou marca registrada de Rei Mulla.

Aliás, sobre o brilhantismo de Rei Mulla, a coluna de Clóvis Rossi na Folha de São Paulo do último sábado (10/11/2007, na íntegra aqui para assinantes) é simplesmente impecável:

Estamos em 21 de agosto de 2007, em São José dos Campos, mais exatamente na sede da Embraer. Ao lado de Lula, estão os comandantes da própria Embraer, como é óbvio, mas também os dirigentes de uma certa BRA, companhia de aviação que, então, pouco freqüentava o noticiário. Lula discursa para comemorar “a assinatura de um contrato entre a empresa BRA e a Embraer para a compra de 20 jatos Embraer 195, no valor de US$ 730 milhões”. O presidente ousa bancar a pitonisa para dizer o seguinte, palavra por palavra: “Eu tenho certeza de que, nos próximos anos, a BRA vai colher com o lucro e com o crescimento do número de clientes pela aposta certa que está fazendo de acreditar cada vez mais na aviação regional”. Não satisfeito, já no fim do discurso, Lula arrisca-se a mais uma previsão ufanista, bastante típica: “A BRA está dando uma demonstração de que não é apenas o coração que é brasileiro, ou a cabeça que é brasileira, ela é uma empresa que acredita no crescimento da oferta de passageiros para cumprir a demanda que eles vão oferecer”.
Será que não havia, no entorno presidencial, alguma alma caridosa para avisá-lo de que a BRA, já então, não era uma Brastemp?
Claro que o presidente sempre pode refugiar-se em uma de suas frases preferidas, já bastante folclorizada, a famosa “eu não sabia”. Até admito que o presidente não seja obrigado a saber de tudo, mas seus assessores deveriam estar suficientemente espertos para evitar que se vinculasse tão gostosamente a um iminente fracasso. Mas o pior, o mais atordoante, é não saber quantas outras “certezas” do presidente virarão falências pouco tempo depois. 

Desnecessário comentar.

Convicção e casuísmo

Vou transcrever um artigo sobre a CPMF, produzido em Maio de 2002. Depois comento:

O PT, de longa data, tem manifestado posição contrária à cobrança da CPMF, por considerá-la um tributo de má qualidade, altamente inibidor da eficiência e da competitividade interna e externa da economia. Além disso, por ser cumulativo, atingindo uma gama enorme de operações que englobam o subconjunto renda, produção e circulação, sem diferenciar gastos essenciais de gastos supérfluos, a CPMF compromete os requisitos de progressividade e seletividade tão caros ao sistema tributário que sempre defendemos. Esse posicionamento de nosso partido foi corroborado nos esforços que realizamos com vistas à aprovação de uma reforma tributária, que propiciasse uma distribuição mais justa e equitativa da carga tributária entre os contribuintes e que fosse capaz de eliminar os entraves à expansão da atividade produtiva nacional.

Sempre nos pareceu inaceitável a existência, em nosso regime fiscal, de um tributo de caráter provisório, que se perenizava, por meio da aprovação de sucessivas prorrogações em sua vigência. Por outro lado, este aspecto tornava-se ainda mais condenável, num contexto em que o Congresso Nacional dedicava enormes esforços na formulação e aprovação de uma reforma tributária, ao mesmo tempo em que o governo federal se empenhava em boicotá-la. Todos aqueles que participaram do processo de discussão da reforma tributária na Câmara dos Deputados sabem que o principal obstáculo à consecução da reforma partiu do próprio governo federal, com suas atitudes dúbias, marcadas, em alguns momentos, pela mais completa indiferença e, em outras, pela sinalização de propostas salvadoras, apresentadas à Nação como um show de pirotecnia, mas que jamais chegaram a ser formalizadas como emenda ao Congresso Nacional. Agindo assim, o governo buscava satisfazer parcela significativa da opinião pública que ansiava pela reforma, e camuflava suas reais intenções de manter os recordes de arrecadação baseados em tributos de péssima qualidade.

Há um amplo consenso – e até mesmo, o governo federal reconhece isso – de que a reforma de nosso sistema de impostos e contribuições é inevitável. O esforço tributário intenso exigido da sociedade brasileira por tão longo tempo, tende a criar tensões e revolta nos contribuintes e a história está repleta de exemplos de reações contra a sanha arrecadatória do Estado. A única forma de atenuar a insatisfação geral é assegurar a existência de um sistema tributário de boa qualidade, onde a carga tributária seja bem distribuída e com finalidades aceitas pela sociedade. E não há dúvida de que um dos maiores desafios que aguardam o novo Presidente da República será o de patrocinar um amplo entendimento nacional em prol da consecução de uma reforma factível.

Por isso, sempre manifestamos uma visão crítica contra a CPMF e contra outros tributos que, pelas suas características de cumulatividade e de regressividade, desencorajam o esforço de produção e oneram os setores sociais de menores rendas. Contudo, aspiramos que essa e outras questões sejam tratadas com a retomada processo de reforma tributária, que se constitui no único fórum adequado e legítimo para formular o desenho de um sistema tributário mais justo, racional e coerente com os requisitos de eficiência e competitividade de nossa economia.

Curioso, não ?!

Este documento foi redigido pela Assessoria Técnica do PT na Câmara dos Deputados, em Maio de 2002. A íntegra está aqui.

Atualmente, vemos o PT promovendo amplos esforços para aprovar a CONTINUIDADE da CPMF (veja mais aqui), mesmo tendo o próprio PT chamado este imposto de “um tributo de má qualidade, altamente inibidor da eficiência e da competitividade interna e externa da economia” (este trecho está logo no início do texto transcrito acima).

Isso é a postura de um partido sério ???

Cadê a convicção ?

Cedeu lugar ao casuísmo…..

IncomPTência emPACada

A incomPTência dessa corja de boçais do PT só não é maior por falta de tempo. Mas o terceiro mandato do Rei Lulla já está a caminho – portanto, isso deve mudar.

Neste meio tempo, pelo menos, podemos observar que a Ministra Dilma Rousseff (cotada para concorrer à Presidência depois que Rei Lulla se cansar de viajar pelo mundo, beber whisky importado e falar bobagens em rede nacional) não anda muito atenta ao tal do PAC: Faltando cerca de dois meses para acabar o ano, o ritmo de execução do carro-chefe do segundo mandato do governo Lula, que promete R$ 503,9 bilhões em investimentos até 2010, ainda está longe do ideal. Dos R$ 15,2 bilhões autorizados para serem gastos este ano com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apenas R$ 4,4 bilhões foram efetivamente aplicados – incluindo o pagamento de ações iniciadas no ano passado – o que equivale a uma execução inferior a 30%.

As informações são do site Contas Abertas. A matéria, na íntegra, está aqui.

Enquanto o PAC segue emPACado, a PTzada continua falando bobagem…… (qual a novidade disso ???)

Esta nota foi publicada no site do próprio PT: O Brasil reduziu a miséria pela metade nos últimos cinco anos graças a impostos como a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A afirmação é do presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), em entrevista hoje (7) à Rádio Nacional. A íntegra da nota está aqui.

O que me chamou a atenção nessa “nota” é que a CPMF só começou a reduzir a miséria nos últimos 5 anos ??????? Quando Rei Lulla e sua corja de boçais criticavam a CPMF (já tratei disso, aqui) ela não tinha este “efeito milagroso” ?????

Mas não é só isso…..claro !

Este texto trata da Economia brasileira. Vou primeiro transcrevê-lo parcialmente, depois explico e comento:

A vulnerabilidade externa da nossa economia pode ser constatada a partir da evolução de alguns indicadores: o déficit em conta corrente quase nulo de 1993 aumentou para algo entre 4% e 5% do PIB nos últimos anos, a dívida externa total subiu de 22,6% do PIB em 1995 para 39,7% do PIB em 2000 e a taxa de câmbio esteve sempre sujeita a pressões especulativas e a variações bruscas.
No plano das contas públicas o resultado é igualmente desastroso. A taxa de juros, além da grande oscilação nos períodos de maior incerteza, mantém-se extremamente elevada em função da fragilidade da situação externa e do contínuo aumento da dívida do setor público, em grande parte puxado pela própria taxa de juros e pela variação cambial. Desde 1999, a partir do acordo com o FMI (do final de 1998), têm sido gerados enormes superávits fiscais (com sacrifício de gastos sociais e de investimentos), utilizados como contrapeso aos equívocos das políticas cambial e monetária.

O sistema tributário, por sua vez, assenta-se em base restrita e visa unicamente à arrecadação a qualquer custo, empregando-se, principalmente, os tributos cumulativos, prejudiciais à atividade econômica e à competitividade externa. A regressividade é outra marca do sistema, com ênfase nos impostos indiretos e pouca diferenciação por faixa de renda e de riqueza nos impostos diretos  agravando a concentração de renda. De forma geral, portanto, o ambiente criado pela política econômica seguida nos últimos anos é desfavorável à realização de investimentos produtivos.

Por incrível que pareça, este texto não foi redigido por tucanos, visando a criticar a política econômica adotada no (des)governo PTista. Este texto foi produzido pela assessoria técnica do PT, em Fevereiro de 2003 (íntegra disponível aqui). Foi, portanto, 2 meses após o término do segundo mandato do FHC.

O objetivo, claro, era criticar a política econômica do período FHC.

Pena que lido hoje, em 2007, tudo o que foi criticado pelo PT no mandato FHC acabou sendo praticado pelo PT, no período Lulla.

QUANDO É QUE A POPULAÇÃO BRASILEIRA VAI PARAR DE ENGOLIR AS MERDAS DO PT E DE SEUS ASSECLAS, HEIN ?!

Fome Zero !!!!!

Esta é EXCELENTE. Recebi por e-mail de um amigo, e não poderia deixar de postar – e, concomitantemente, contribuir para a redução da fome no Brasil.

Ao lado do caixão do Lula tem vários soldados.

Nisso aparece uma velhinha com uma sacola e começa a por dentro do caixão cenouras, tomates, alfaces enquanto os soldados olham para ela surpresos. Enquanto a velha continua a por alimentos no caixão, um dos soldados pergunta para ela:

Senhora, por favor, o que está…fazendo?

A velha, enquanto continua a por comida , responde:

O que você quer, porra? Que os coitados dos vermes comam somente merda?

Porcos selvagens

Havia um professor de química em um grande colégio com alunos de intercâmbio em sua turma. Um dia, enquanto a turma estava no laboratório, o professor notou um jovem do intercâmbio que continuamente coçava as costas e se esticava como se elas doessem.

O professor perguntou ao jovem qual era o problema. O aluno respondeu que tinha uma bala alojada nas costas pois tinha sido alvejado enquanto lutava contra os comunistas de seu país nativo que estavam tentando derrubar seu governo e instalar um novo regime, um “outro mundo possível”.

No meio da sua história ele olhou para o professor e fez uma estranha pergunta: “O senhor sabe como se capturam porcos selvagens?”

O professor achou que se tratava de uma piada e esperava uma resposta engraçada. O jovem disse que não era piada.

-Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão. Os porcos vêm todos os dias comer o milho de gratuito. Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca mas só em um lado do lugar em que eles se acostumaram a vir. Quando eles se acostumam com a cerca, ele voltam a comer o milho e você coloca um outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam a comer. Você continua desse jeito até colocar os quatro lados da cerca em volta deles com uma porta no último lado. Os porcos que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas, começam a vir sozinhos pela entrada. Você então fecha a porteira e captura o grupo todo.
Assim, em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro da cerca, mas já foram pegos. Logo, voltam a comer o milho fácil e gratuito. Eles ficaram tão acostumados a ele que esqueceram como caçar na floresta por si próprios, e por isso aceitam a servidão.

O jovem então disse ao professor que era exatamente isso que ele via acontecer neste país. O governo ficava empurrando-os para o comunismo e o socialismo e espalhando o milho gratuito na forma de programas de auxílio de renda, bolsas isso e aquilo, impostos variados, estatutos de “proteção”, cotas para estes e aqueles, subsídio para todo tipo de coisa, pagamentos para não plantar, programas de “bem-estar social”,  medicina e medicamentos “gratuitos”, sempre e sempre novas leis, etc, tudo ao custo da perda contínua das liberdades, migalha a migalha.

Devemos sempre lembrar que “Não existe esse negócio de almoço grátis” e também que “não é possível alguém prestar um serviço mais barato do que seria se você mesmo o fizesse”.

Pois é………. Qualquer semelhança NÃO é mera coincidência.

Infelizmente, o Brasil está muito próximo disso…….. 

Aborto preventivo, Copa do Mundo e mais

“E se tivessem abortado Lula?”.

Este é o título de uma coluna de Gilberto Dimenstein (disponível aqui) na Folha Online. Só de ler o título, já fiquei “aguçado”: puxa, que situação maravilhosa teríamos ! A despeito de não gostar da maior parte dos posicionamentos do colunista da Folha, a hipótese de Lulla ter sido abortado é interessante: o Brasil teria ganhado muito ! Um trecho do texto: A mãe de Lula era analfabeta, pobre e tinha vários filhos; o pai era omisso e violento. Isso significa que aquela criança corria um risco de se tornar um marginal violento. Aparentemente, a bem-sucedida trajetória do presidente desmontaria a idéia de que existe uma relação entre violência e planejamento familiar, exposta pelo governador Sérgio Cabral que, entre as várias medidas para aumentar a segurança, defendeu o aborto. E se tivessem abortado Lula, sob argumento de que pobre não deveria ter muito filho?

Nem vou comentar o factóide do governador do Rio de Janeiro (pobre Estado ! Tantas belezas naturais, mas tantos imbecis em seus governos…….).

Mas nem só de más notícias vivemos………

Os detratores do liberalismo conseguiram a proeza de responsabilizá-lo por todos os males, como se alguma vez ele tivesse sido real. em nosso país, a idéia de socialismo guarda uma aura quase religiosa. Ela veio a ser identificada a uma sociedade perfeita, em relação à qual todas as demais seriam imperfeitas, em particular o capitalismo. Sob a batuta de tais idéias, o estado ganha em tamanho, gastos e onipotência

Assim começa um texto muito bom, publicado na Revista ÉpocaNegócios de Novembro (disponível na íntegra aqui).

Aproveitando o período da mais absoluta falta de tempo para comentar tantas notícias tentadoras (Brasil pagando mico para receber a Copa do Mundo em 2014, caos aéreo anunciado na televisão pela pessoa que deveria evitá-lo, um artigo imbecil de um cretino – Zeca Baleiro – reacendendo a discussão do Rolex do Luciano Huck na Folha……), pelo menos um novo blog parece que terá muitos assuntos interessantes: http://blogdofred.folha.blog.uol.com.br/

E, como se não bastasse, continuo lendo diversos blogs (e posteriormente indicando-os na barra de navegação à esquerda) que me pareçam interessantes, independentemente do viés político e/ou ideológico – às vezes, até da ausência deles….

Peggy Sue: o passado assombra novamente

Acho que identifiquei o problema do PT (bom, na verdade um deles, entre tantos): Sindrome de Peggy Sue.

Inspirado no filme do Francis Ford Coppola, o PT piorou o roteiro (claro!), mas reeditou a “sina”. Primeiro, desistiu daquilo que defendeu durante 20 anos e simplesmente adotou a MESMA política econômica do FHC. Aliás, não só a econômica: na verdade simplesmente manteve o terceiro mandato do PSDB. Isso não é, no geral, tão ruim. Afinal, dada a incomPTência da turma, melhor copiar (mal) do que tentar inovar (pior ainda).

Mas em certos aspectos, beira o ridículo. Bom, na verdade não “beira”. EXTRAPOLA. O mesmo ocorreu com a CPMF, Lei de Responsabilidade fiscal e outras coisas mais…… Por falar em CPMF, o colunista de VEJA, André Petry, faz a sessão reminiscências: Na democracia brasileira, Lula foi o mais insistente oposicionista. Foi oposição a tudo e a todos, recusou-se a se aliar a qualquer governo de 1985 em diante, até que chegou a sua hora de morar no Palácio da Alvorada. E, no entanto, apesar de sua longa experiência na planície, Lula é seguramente o político que mais ajudou a desmoralizar o papel de oposicionista na democracia brasileira. Lula já disse que na oposição só fazia “bravatas” e, mais recentemente, informou que, entre as bravatas, se incluíam os princípios. A frase devia ser gravada em mármore: “Principismo você faz no partido quando pensa que não vai ganhar as eleições nunca”. Um show de desmoralização. Agora, durante a viagem à África, Lula manteve a campanha para aprovar a CPMF e saiu-se com a seguinte declaração à oposição demo-tucana: “Acho importante que todo mundo releia discursos de quatro ou oito anos atrás e mantenha a posição”. Lula, claro, queria lembrar o que diziam ex-pefelistas e tucanos nas votações da CPMF durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Mas Lula, querendo denunciar uma contradição dos adversários, não devia dizer que acha importante “todo mundo” reler discursos antigos sobre a CPMF. Eis por quê:

• Em julho de 1996, Paulo Paim, do PT gaúcho, subiu à tribuna da Câmara dos Deputados quando se discutia a criação da CPMF e disse: – Que imposto daninho esse! Uma semana depois, com a CPMF já aprovada, Paim voltou ao assunto: – Listei 22 motivos pelos quais o Partido dos Trabalhadores votou contra. (Já se sabe para que servem as listas dos petistas….)

• Em maio de 1998, quando se debatia a prorrogação da CPMF, o deputado Arlindo Chinaglia, do PT paulista, fez um discurso em que disse o seguinte: – Queremos alertar para o fato de que o Partido dos Trabalhadores votou contra a CPMF e não temos nenhum motivo para alterar sua opinião. (Petista não muda de opinião. Muda de conveniência.)

• Em março de 1999, debatia-se o aumento da alíquota da CPMF de 0,20% para 0,38%. O deputado e hoje senador Aloizio Mercadante, do PT paulista, fez um desabafo na tribuna: – Chega de mais impostos, chega dessa estrutura tributária deformada e burocrática!

Dias depois, José Genoíno anunciou o voto do PT na discussão com um discurso aplaudido ao final. Disse: – A oposição coloca-se contrária à CPMF por razões globais, pela visão de um outro modelo econômico, diverso desse que o presidente Fernando Henrique Cardoso adota.

Eu me atrevo a complementar a listinha do colunista de VEJA (cujo texto, na íntegra, está aqui), ressaltando algumas declarações do passado:

Em 09/03/1999, o (atual) Senador Aloizio Mercadante, fazendo oposição do governo FHC, declarou: “Esse imposto não contribui para as exportações, que é o desafio maior da economia brasileira. Aumentar a carga tributária e o imposto cumulativo significa aprofundar a recessão do país“. Atualmente, o ilustre Senador defende a CPMF. Ele mudou de opinião porque reviu seus conceitos, ou porque é um cínico e hipócrita que fala aquilo que o PT manda ?

Em 18/03/1999, José Genoíno (aquele deputado que presidia o PT e assinou documentos em branco, situação desmascarada quando da CPI do Mensalão) declarava: “Nos posicionamos contra a prorrogação da CPMF. Quem mais se beneficia da CPMF é o governo. Achamos que a CPMF é a anti-reforma fiscal e tributária“. Será que atualmente, o deputado José Genoíno mantém sua posição ?! Ao verificar a lista dos deputados que já votaram a prorrogação da CPMF (em dois turnos), é possível verificarmos que o Deputado José Genoíno votou, nos 2 turnos, FAVORAVELMENTE á prorrogação da CPMF. Ele mudou de opinião porque recebeu bons argumentos ou simplesmente porque é outro cínico e hipócrita que fazia bravatas no passado mas tenta angariar fundos para o PT atualmente ?

 

Agora é a DENGUE: O Ministro da Saúde de Lulla reconheceu uma epidemia. Ao ler as declarações do ilustre ministro, lembrei imediatamente da campanha presidencial de 2002…… o PT ironizou a epidemia da dengue – mais especificamente, ironizou o então candidato José Serra, que fora Ministro da Saúde de FHC. Segundo a propaganda política do PT (que contava, inclusive, com atores fantasiados, caricaturalmente, como mosquitos da dengue gigantes – e que tinham traços que remetiam à expressão facial nada simpática do José Serra), o Ministro da Saúde e o Presidente da República (respectivamente Serra e FHC) eram responsáveis diretos pela epidemia de dengue no país.

Se fôssemos seguir a mesma linha de raciocínio (?), atualmente, os responsáveis pela nova epidemia de dengue, então, seriam……..quem ?!

Engraçado ver um texto postado no site do Ministério da Saúde (íntegra aqui) que traz a seguinte redação: Em 2002, os casos de dengue atingiram a soma de 794 mil pessoas contaminadas. O número caiu para 345 mil no ano passado. Mas, nos nove primeiros meses deste ano, o Brasil registrou mais de 480 mil casos de dengue, o que representa aumento de mais de 50% em relação ao mesmo período de 2006.

A primeira coisa que me chama a atenção, por se tratar de uma suposta NOTÍCIA publicada no site do Ministério da Saúde, é o seguinte: por que a notícia remete a 2002, depois “pula” para 2006 e depois vai para 2007 ? O que houve com 2003, 2004, 2005 ?! Nas entrelinhas, fica mais do que clara a tentativa de retomar aquele discurso batido (e vazio) da “herança maldita”……. Mas de qualquer forma, em 2002 foram 794 mil casos; em 2007 já são mais de 480 mil casos (e o ano não acabou ainda!).

Resta saber, agora, quem manterá o “recorde”…… Neste sentido, vale esta leitura aqui. Um pequeno trecho, delicioso: O governo vai arranjar um jeito de jogar toda a culpa na herança maldita, já que José Serra era ministro da Saúde e mandou demitir sei lá quantos matadores do mosquito Aedes aegypt no Rio. Era isso que nós e o PT dizíamos, não era? Bem, mas a dengue virou uma epidemia, e isso é “absolutamente injustificável”, como disse o atual ministro da Saúde, José Gomes Temporão. O PT e Lula não estão no poder há cinco anos? Então, a herança maldita é do primeiro mandato. Pelos dados de Temporão, já são 481.316 casos de dengue notificados de janeiro a setembro, 50% a mais do que no mesmo período do ano passado. Foram 121 mortes, contra 77 em todo o ano de 2006.

Antes que algum PTista de plantão tente, como de costume, mentir e tergiversar, o aumento da dengue não afeta “apenas” Estados de seus opositores, como São Paulo (governado pelo ex-Ministro que foi alvo da propaganda do PT, em 2002). O Maranhão viu aumento de 225% nos casos de dengue, como informado aqui e aqui.

MST – mais mentiras e mais crimes….

Notícia da Folha de 18/10/2007: Integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) interditaram ontem a Estrada de Ferro Carajás, da Companhia Vale do Rio Doce, no interior do Pará. Um trem da companhia foi apedrejado por manifestantes, segundo a mineradora. A invasão à ferrovia ocorreu em Parauapebas (836 km de Belém), no sudeste do Estado. Segundo a Polícia Militar, 200 manifestantes estavam no local. Para o MST, eram 4.000. A Vale, por meio de assessoria, disse que vai pedir à Justiça para que mobilize a polícia para a retirada dos manifestantes. O MST disse que a invasão é um protesto pela reestatização da companhia. Em setembro, o movimento apoiou um plebiscito informal sobre a privatização da mineradora, em 1997. A iniciativa contou com 3,7 milhões de votos -em 2002, 10,1 milhões de pessoas participaram da consulta sobre a entrada do Brasil na Alca, a área de livre comércio das Américas.
A coordenação estadual do MST disse ainda que a exploração mineral provoca danos ambientais e “impactos sociais” aos trabalhadores rurais. Segundo a Vale, a estrada é utilizada por 1.300 passageiros por dia e abastece o sudeste do Pará com combustíveis.
Integrantes do MST vinham ameaçando interditar a estrada de ferro nas últimas semanas. Atendendo a pedido da empresa, a Justiça Federal no Estado expediu liminar que proibiu manifestações na estrada de ferro e estabeleceu uma multa no valor de R$ 100 por pessoa em caso de descumprimento. A coordenação do MST no Pará disse que os manifestantes só vão sair do local se representantes da Vale, do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e do governo estadual se comprometerem a se reunir com eles para discutir as reivindicações. A Vale afirmou que a ação pode causar a interrupção de exportações e comprometer a imagem das empresas do país no exterior. Segundo a empresa, são transportadas pela ferrovia 250 mil toneladas de minério de ferro por dia. A Polícia Federal informou que ainda estuda como procederá em relação à invasão. Como a estrada é uma concessão do governo federal, cabe à PF interceder na situação. PMs do Pará monitoram a interdição.

O Brasil é um país engraçado mesmo…… Um cidadão reclama publicamente porque foi vítima de um assalto a mão armada, e passa a ser execrado publicamente; neste ínterim, uma organização criminosa, publicamente conhecida, viola claramente as leis (que, não significam muito, mesmo), e ainda se acha no direito de EXIGIR que governo e representantes de uma empresa privada (que gera milhares de empregos, e riquezas importantíssimas para o país) “se comprometam a se reunir com eles para discutir as reivindicações”.

As “reinvindicações” do cidadão assaltado não importam; o fato de ele ser uma pessoa, ao que se sabe, que cumpre as leis, o torna menos importante, tanto que merece ser criticado….. O MST, por outro lado, não pode ser criticado, nem tampouco pode-se criticar os assaltantes que subtraíram seu pertence. É claro que me refiro, novamente, ao caso do “apresentador” Luciano Huck.

Em breve, como sempre, surgirão pseudo-esquerdistas-de-merda para defender as “reivindicações” do MST, com o falso argumento de que ele “representa” trabalhadores oprimidos, vítimas do capitalismo, da injustiça do sistema imperialista americano – tal qual foi dito dos assaltantes que levaram o Rolex do “apresentador” Luciano Huck. Mentira.

Na coluna de ontem, o jornalista Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo (íntegra aqui, para assinantes), contribui com esta discussão: Imagino que o rapper Ferréz voltará em breve às paginas desta Folha para repetir, sobre o caso da extorsão ao padre Júlio Lancelotti, o que escreveu sobre o Rolex de Luciano Huck. Ferréz terminava assim: “No final das contas, todos saíram ganhando, o assaltado ficou com o que tinha de mais valioso, que é sua vida, e o correria ficou com o relógio. Não vejo motivo pra reclamação, afinal, num mundo indefensável, até que o rolo foi justo pra ambas as partes”. O extorquido (padre Júlio) ficou com a sua vida, o “correria” ficou com o seu Mitsubishi Pajero, o mundo continua indefensável e, por extensão “o rolo foi justo para ambas as partes”, certo? (…) O único “erro”, digamos assim, dos chantagistas foi não terem escolhido Luciano Huck ou Ana Maria Braga ou Ivete Sangalo ou outro desses personagens que enriquecem obrigando o “povo” a ver seus programas ou seus shows. Pena que o “erro” derruba toda a sociologia. Padre Júlio não é rico nem da elite, mas nem por isso deixou de perder o seu Rolex. Sociologia calhorda à parte, vamos aos fatos como eles são, na frase magistral do belíssimo artigo de Alba Zaluar, publicado segunda-feira: “Defender o roubo como recurso de distribuição de renda revela um enorme desconhecimento das redes e tramas do submundo do crime, onde grassa o capitalismo mais selvagem de que se tem notícia”.

É isso aí: esta “linha de raciocínio” (se é que pode-se chamar assim, com o perdão pelo paradoxo) é burra demais, não se confirma. Não se trata de defender a desigualdade social que existe no Brasil – mas, concomitantemente, não se pode imaginar que o crime será capaz de diminui-la. Nem o crime do qual Luciano Huck foi vítima, nem os crimes que o MST pratica, REGULARMENTE.

Neste sentido, outro texto publicado na Folha, em 15/10, traz um panorama bastante amplo, e consciente: A IGUALDADE tem sido objeto de uma infindável discussão teórica. Há os que afirmam ser ela uma condição inalcançável, visto que seres humanos diferem em suas capacidades, talentos e disposição para o trabalho; há os que ressaltam a necessidade como o critério para a distribuição da riqueza produzida. Os primeiros, filósofos morais do liberalismo político, preocupam-se com as violações à liberdade que a busca incessante da igualdade vem a trazer. Os segundos, adeptos da economia marxista, acreditam que dar a cada um segundo a sua necessidade inclui o princípio de receber de cada um segundo a sua habilidade de contribuir economicamente. Nenhum pensador da igualdade defendeu a idéia de que seria possível obter o necessário por fraude, força, roubo, coerção ou dano a outras pessoas. Esse princípio moral está também em Marx, que exaltava o valor do trabalho -o pago e o não pago- e visualizava uma sociedade futura em que essa distribuição seria feita sem coerção de qualquer espécie. Aqui no Brasil, a discussão tomou rumos indefensáveis. Quem nega a um branco bem-sucedido, mesmo que vindo de meios sociais modestos, o direito de consumir (que inclui portar) os bens disponíveis socialmente, não está recusando para si mesmo, um negro oriundo de favelas e periferias, esse gozo. Rappers são conhecidos no mundo todo por seu sucesso e sua ilimitada sede de consumo. Coleções de tênis, roupas de marca, automóveis do ano, festas extravagantes são alguns itens listados nos seus currículos de consumidores. E, claro, não se imolam pelo sucesso que os destacou. Defender o roubo como recurso de distribuição de renda revela um enorme desconhecimento das redes e tramas do submundo do crime, onde grassa o capitalismo mais selvagem de que se tem notícia. Ou bem a pessoa que roubou vai portar esse objeto, que apenas muda de mãos e continua a simbolizar a desigualdade reinante, ou ela vai vendê-lo a um receptador que pagará muito pouco e fará um hiperlucro comercial, ambos sem produzir riqueza nenhuma. Para onde foi a distribuição de renda? Para alimentar a acumulação do receptador e a ilusão do ladrão que precisa voltar a roubar e, portanto, está sempre a se arriscar em benefício de outrem. Com tanto incentivo a ganhar dinheiro fácil, estimula-se exponencialmente a acumulação de riquezas em poucas mãos. Se as defesas morais contra a fraude e o roubo continuarem a ser destruídas tão hipocritamente, a produção de riquezas será reduzida e o estoque de riquezas do país encolhido a tal ponto que não teremos nem consumo nem muito menos a tão almejada igualdade.

O texto é de autoria de Alba Zaluar. Impecável.

O pior do Brasil é o Brasileiro (2)

Retomando o post que tratou do comportamento (médio) do brasileiro (inicialmente escrito aqui), aproveito para registrar que o Senhor Mauro Borges teve a gentileza de tecer um comentário sobre minhas palavras. No próprio post, coloquei também minha “resposta” ao comentário do cavalheiro, que certamente não tem o que fazer da vida – se tivesse, não perderia tempo criticando escolhas de outras pessoas, famosas ou anônimas, nem tampouco dando “sugestões” (“pitacos” é mais adequado) sobre como eu ou qualquer outra pessoa deveria viver sua vida.

Mas quero retomar a discussão, então reproduzo aqui o comentário do Senhor Mauro-desocupado-hipócrita-Borges, na íntegra: MAURO BORGES É JORNALISTA E PUBLICITÁRIO, AUTOR E COORDENADOR NACIONAL DA CAMPANHA DROGA MATA. É FORMADO PELA MELHOR FACULDADE DO MUNDO: A FACULDADE DO LULA, OU SEJA; A FACULDADE DA VIDA. O PRINCIPAL OBJETIVO DA CAMPANHA DROGA MATA É ORIENTAR OS PAIS E AS CRIANÇAS DE HOJE, PARA SE EVITAR TER QUE PUNIR OS JOVENS E OS ADULTOS DE AMANHÃ. SLOGANS: É MELHOR SER UM CARETA VIVO, DO QUE UM DROGADO MORTO. AS DROGAS SÓ LEVAM A 03 CAMINHOS: CADEIA, MANICÔMIO OU CEMITÉRIO. O MUTIRÃO DROGA MATA, FOI CRIADO EM 1994, DEVIDAMENTE AUTORIZADO PELO CONEN – CONSELHO DE ENTORPECENTES DO ESTADO DE SÃO PAULO. NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESSE PAÍS UMA CAMPANHA EDUCATIVA CONTRA AS DROGAS – COMO O MUTIRÃO DROGA MATA – TEVE A CORAGEM DE PENETRAR ATÉ NO MAIOR PRESÍDIO DA AMÉRICA LATICA, CARANDIRU, EM 15/12/99, LEVANDO A MENSAGEM DO PROJETO PARA MAIS DE 7 MIL PRESOS E 3 MIL FAMILIARES, TENDO SIDO UM TREMENDO SUCESSO. NOS ÚLTIMOS 13 ANOS FOI REALIZADA TAMBÉM EM DEZENAS DE BAIRROS POBRES DE SÃO PAULO, LITORAL E INTERIOR. MAIORES INFORMAÇÕES E ADESÕES: (propaganda gratuita removida)

O irritante “recurso” de caixa alta do texto (que, todo usuário minimamente informado de internet sabe que indica falta de educação, além de atrapalhar sobremaneira a leitura) é original, não fui eu quem colocou assim. Foi o próprio Sr. Mauro Borges.

Que realmente é um desesperado por propaganda gratuita ! O cara fez merchandising na Folha de São Paulo (Caderno do Leitor, exclusivo on-line), num momento completamente inapropriado: se a carta era para comentar a morte do maior ator brasileiro, (o grande) Paulo Autran, era completamente desnecessário citar a porcaria da campanha (ONG, ou qualquer que seja a merda) que ele dirige. Como se não bastasse, vem no meu humilde blog – que tem audiência infinitamente menor do que a Folha de São Paulo – para fazer MERCHANDISING !

Ou seja: além de hipócrita, desocupado e mal-educado, não tem bom senso – e, como se fosse pouco, faz questão de tentar se meter na vida dos outros !

Mas sobre o brilhante texto (sic) que ele postou no comentário, acho interessante perceber que um jornalista e publicitário escreva tão mal, e ainda faça questão de citar Rei Lulla (além da menção à mania pobre de “nunca antes neste país”, típica de Rei Mulla) como se isso fosse bom. Esta auto-associação já fornece sólidos indícios do tipo de “mentalidade” da criatura….. Deve ser “jornalista” daquelas tranqueiras como “Caros Amigos”, “Carta Capital”, “Brasil de Fato” ou outras bizarrices do espectro PTista….(no máximo!).

Mas como se não bastasse ser desocupado, tentar (desesperadamente) fazer seu merchandising gratuitamente, e desfilar falta de educação e bom senso, não se deu ao trabalho de comentar a questão CRUCIAL do meu post inicial – afinal, caso o Sr. Mauro Borges não tenha percebido (não duvido, a julgar que todo PTista é ignorante ou apenas mal intencionado, ou ambos, numa combinação tenebrosa), eu não estava tratando nem de sua campanha ridícula, nem tampouco de sua formação acadêmica…. A questão crucial, sobre a hipocrisia e a mentalidade torpe que decerto ajudaram a colocar o Brasil na atual situação deplorável em que se encontra, era o mais importante.

Obviamente, sobre isso, nenhuma palavra. Em caixa alta ou não……

O que acaba apenas por reforçar minha teoria……