No começo do ano, Luiza Trajano, presidente do Magazine Luiza, causou comoção nas redes sociais ao participar do programa Manhattan Connection. Eu comentei o caso, em detalhes, AQUI.
Mostrei na época que, a despeito de muitos ignorantes terem feito barulho porque ela SUPOSTAMENTE humilhou o Diogo Mainardi, não houve nada disso – pelo contrário, o Mainardi estava certo.
Pois bem, ontem duas notícias foram amplamente divulgadas e ajudam a PROVAR que a Luiza Trajano falou besteira.
A primeira notícia diz respeito ao pífio desempenho da economia brasileira. Eis aqui um trecho de uma reportagem publicada no Globo (íntegra AQUI):
O fraco desempenho da economia no primeiro trimestre fez com que o Brasil ficasse na 23ª posição entre as economias que mais cresceram no mundo neste início de ano, de acordo com ranking elaborado pela Austin Rating. Entre os países latino-americanos, o Brasil superou o México (1,8% de alta do PIB na comparação com o primeiro trimestre de 2013), mas está atrás do Peru, o sexto colocado, com expansão de 4,8%, e do Chile, cuja economia avançou 2,6% no período.
O IBGE divulgou nesta sexta-feira que o PIB (soma de bens e serviços produzidos) do país teve crescimento de 0,2% de janeiro a março deste ano, na comparação com o quarto trimestre de 2013, e de 1,9% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.
A segunda notícia é que, inclusive por causa desse desempenho pífio da economia, o Magazine Luiza decidiu fechar 9 lojas (por enquanto). A informação oficial está AQUI (trata-se do comunicado ao mercado que os acionistas, como eu, recebemos).
Enfim, o que resta mais do que comprovado é que a Luiza Trajano falou bobagem no programa. Ela estava elogiando a economia do Brasil, dizendo que o Diogo Mainardi era pessimista etc. Na verdade, ela é que tenta tapar o Sol com uma peneira furada: a economia do Brasil está numa situação clássica de ESTAGFLAÇÃO – ou seja, atividade econômica estagnada mas com índices de inflação elevados.
Mais uma vez: uma coisa é ela, Luiza Trajano, gostar da Dilma e/ou do PT (o que, na verdade, é uma burrice, já que a Dilma e o PT odeiam empreendedores, odeiam economia de mercado; eles querem um Estado totalitário, que não tem espaço para livre mercado, concorrência, nada disso. Então, é o caso do judeu que ama Hitler, ou do gay que idolatra Che Guevara: burrice mesmo). Outra coisa, bastante diferente, é ela falar essas bobagens que ela falou (e sustentou posteriormente) em nome da empresa da qual ela é presidente. A empresa tem centenas, milhares de acionistas (eu, inclusive). Como presidente da empresa ela precisa ser mais inteligente e menos baba-ovo.
A presidente da empresa tem a obrigação de ter uma visão clara do mercado, para tomar as decisões mais adequadas para os objetivos da empresa – seja aumento de market-share, seja aumento da lucratividade.
Conclusão: novamente, o tempo tratou de expôr a Luiza e seus equívocos.
Eu escrevi aqui no blog algumas vezes que a Copa de futebol não traria tantos benefícios ao país como se divulgou. E, devido aos gastos absurdamente altos, acabaria causando o contrário: prejuízos.
Começou em 2011, quando foi aprovado um projeto de lei para usar dinheiro público para construir o estádio de um time de futebol: escrevi AQUI e AQUI na época da aprovação da lei.
No primeiro link eu escrevi com todas as letras que os “estudos” apresentados pelo Corinthians e pela Prefeitura de São Paulo para justificar o uso de dinheiro PÚBLICO numa obra PRIVADA estavam todos errados. Os tais “estudos” não passavam de chutes.
Um dos mais comentados à epoca foi encomendado PELA ODEBRECHT à Accenture. Depois disso a FGV publicou um estudo também (de 2013, se não me falha a memória). Furadíssimo também.
Em 2012, eu escrevi AQUI mais um pouco sobre o descalabro que seria usar dinheiro do BNDES para construir um estádio de futebol.
Ainda em 2012, fiz uma breve comparação entre o Itaquerão e a Allian Arena (AQUI), demonstrando que o estádio do Corinthians é um ROUBO. Roubo de dinheiro PÚBLICO.
Em 2013, depois da realização da Copa das Confederações, escrevi AQUI sobre o resultado decepcionante para os negócios no geral – não apenas turismo. A Copa das Confederações, em termos de negócios, foi um retumbante fiasco.
Agora, leio a seguinte reportagem na BBC Brasil (íntegra AQUI):
Faltando três semanas para a Copa do Mundo, quem quiser visitar algumas das cidades-sede durante o Mundial pode se surpreender com a relativa facilidade para comprar passagens ou fazer uma reserva de hotel.
O medo de preços altos, multidões e caos logístico acabou espantando turistas de lazer tradicionais, sem ingresso para os jogos, e praticamente paralisou o turismo de negócios que costuma encher hotéis e voos em alguns destinos do país.
O resultado é que só 26,5% das passagens aéreas em voos para as cidades-sede durante o Mundial foram vendidas até agora segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Além disso, cerca de 45% dos quartos de hotéis ainda estão vazios, de acordo o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb) – embora em alguns destinos, como o Rio de Janeiro, Recife e Natal, essa taxa de disponibilidade não passe de 20%.
“No caso do setor aéreo, ao menos até agora não tem faltado assento para quem quer viajar nesse período (do Mundial)”, disse a BBC Brasil Marcelo Guaranys, diretor-presidente da Anac, acrescentando que os preços parecem estar adequados.
Até para os jogos em torno da final, no Rio, a ocupação dos voos estaria por volta de 30%.
Guaranys nota o dado curioso de que o destino com maior taxa de comercialização no período da Copa não tem nada a ver com o evento – Campina Grande, na Paraíba, tem voos com 70% das passagens vendidas em função de sua famosa festa de São João.
Mas considerando que, no geral, dois terços dos passageiros de voos domésticos viajam a negócios ou para participar de eventos, segundo a Agência Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), não é difícil entender por que 74,5% dos assentos ainda estão disponíveis, como nota Edson Domingues, professor de economia da Universidade Federal de Minas Gerais.
“As empresas, órgãos governamentais e até organizações internacionais parecem ter evitado programar reuniões ou eventos corporativos em cidades-sede com medo de preços altos e problemas logísticos”, explica Domingues.
No que diz respeito a ocupação dos hotéis, São Paulo tem a menor taxa entre as cidades-sede em parte em função de sua vocação empresarial, segundo Roberto Rotter, presidente do FOHB (que faz sua pesquisa em redes hoteleiras conveniadas).
Todos os dados indicam que, resumidamente, fazer a Copa no Brasil será uma roubada. Basta somar 2+2.
Em condições normais de temperatura e pressão, eu jamais teria lido o texto abaixo. Foi publicado em uma daquelas revistas do JEG (Jornalismo da Esgotosfera Governista), o grupo das publicações (revistas, jornais, sites etc) que recebem dinheiro do governo para defender qualquer cagada do PT e seus aliados, amigos, cumpanheiros, quadrilheiros, mensaleiros, ladrões e assassinos de estimação etc.
Primeiro, o texto, com grifos meus. Comento na sequência.
Diversas organizações civis, que representam as mais diversas causas, protocolaram na sexta-feira (4) carta em que manifestam indignação por campanha veiculada pelo Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) e pedem a retirada dos comerciais do ar. Conforme entendimento das entidades, a campanha não trata com seriedade as demandas de alguns grupos sociais. Os vídeos “palhaço” e “feijoada” são abusivos por disseminar informações incorretas, ridicularizar e desqualificar as reclamações dos consumidores.
Os signatários esperam que o órgão reconheça seu equívoco e sinalize uma possibilidade de diálogo com a sociedade. As entidades encaminharam o documento ao Conselho de Ética do Conar para que ele “cumpra com o seu papel de atuar de maneira atenta às demandas do cidadão, com eficiência e respeito”.
Em trecho da carta, as organizações enfatizam que o Conar intitula-se, nessas propagandas, como o responsável por coibir abusos na publicidade, quando, na verdade, esse poder é bastante restrito. A associação civil, formada por empresários e representantes de agências de publicidade, pode apenas recomendar alterações ou suspensões de campanhas que ainda estiverem no ar.
Segundo as entidades, cabe ao Sistema Nacional de Defesa do Consumidor impor sanções mais efetivas quando há o desrespeito ao consumidor, com a aplicação de multas ou a determinação de uma contrapropaganda, por exemplo. Os vídeos omitem ainda que a publicidade é regulada por lei, o Código de Defesa do Consumidor (CDC), junto com a Constituição Federal.
Conforme o artigo 37, § 2° do CDC, “é abusiva, dentre outras, a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança”.
Primeiro, eu adoro quando leio “diversas organizações civis, que representam as mais diversas causas”. Isso já indica uma probabilidade de 99% de que se trata dos “ongueiros” e outros seres semi-humanos com QI equivalente ao de ostras em coma, congeladas em nitrogênio mas sem possibilidade de gerar qualquer benefício à humanidade.
Segundo, com relação às “demandas” dos ongueiros indignadinhos: eles querem que o CONAR reconheça que errou e “sinalize uma possibilidade de diálogo com a sociedade“. Na verdade, esses grupelhos de inúteis adoradores do “politicamente correto” estão se lixando para a sociedade. Eles querem é que o CONAR obedeça a eles, xiitas-chaatos do politicamente correto.
Eles se acham os donos da verdade, e adoram falar em nome da sociedade – ainda que a sociedade discorde deles ou sequer saiba de sua inútil, fétida e frustrada existência.
O CONAR já cometeu diversos erros em sua história, e eu mesmo, aqui no blog, já critiquei diversas vezes o órgão. Porém, os 2 vídeos que geraram as críticas desses ongueiros desocupados xiitas-chaatos estão corretíssimos! Ei-los:
Ambos os vídeos são bem bolados, com humor, e expõem de forma clara o quão patéticas são as reclamações feitas por esses xiitas do politicamente correto.
Isso me lembra de um excelente artigo do Guilherme Fiúza, publicado há algum tempo na Época:
Os brasileiros, esses crédulos, achavam que o governo popular parasitário do PT jamais alcançaria os padrões de cara de pau do chavismo. Quando o governo venezuelano explicou que estava faltando papel higiênico no país porque o povo estava comendo mais, os brasileiros pensaram: não, a esse nível de ofensa à inteligência nacional os petistas não vão chegar. Mas o Brasil subestimou a capacidade de empulhação do consórcio Lula-Dilma. E o fenômeno dos rolezinhos veio mostrar que o céu é o limite para a demagogia dos oprimidos profissionais.
A parte não anestesiada do Brasil está brincando de achar que o populismo vampiresco do PT não faz tão mal assim. E dessa forma permite que a presidente da República passe o ano inteiro convocando cadeia obrigatória de rádio e TV. Como no mais tosco chavismo, Dilma governa lendo teleprompter. Fala diretamente ao povo, recitando os contos de fadas que o Estado-Maior do marketing petista redige para ela. Propaganda populista na veia, e gratuita, sem precisar incomodar Marcos Valério nenhum para pagar a conta.
Só mesmo numa república de bananas inteiramente subjugada é possível um escárnio desses. O recurso dos pronunciamentos oficiais do chefe da nação existe para situações especiais, nas quais haja uma comunicação de Estado de alta relevância (ou urgência) a fazer. Dilma aparece na televisão até para se despedir do ano velho e saudar o ano novo – ou melhor, usa esse pretexto para desovar as verdades de laboratório de seus tutores. Mas agora, com a epidemia dos rolezinhos, o canal oficial da demagogia está ligado 24 horas.
Eles não se importam de proclamar na telinha que a economia está indo de vento em popa, com os números da inflação de 2013 estourando a previsão e gargalhando por trás da TV. Mas a carona nos rolezinhos é muito mais simples. Basta escalar meia dúzia de plantonistas da bondade para dizer que as minorias têm direito à inclusão no mundo capitalista – e correr para o abraço. Não se pode esquecer que o esquema petista vive das fábulas dos coitados. Delúbio Soares, hoje condenado e preso por corrupção, disse que o mensalão era “uma conspiração da direita contra o governo popular”.
O rolezinho é um ato de justiça social, assim como o papel higiênico acabou porque os venezuelanos comeram muito. E a desenvoltura dos hipócritas do governo popular no caso das invasões de shoppings está blindada, porque a burguesia covarde e culpada é presa fácil para o sofisma politicamente correto. Os comerciantes dos shoppings, lesados pela queda do consumo e até por furtos dos jovens justiceiros sociais, estão falando fininho. Estão sendo aviltados por uma brutalidade em pele de cordeiro, por uma arruaça fantasiada de expressão democrática, e têm medo de fazer cumprir a lei.
A ministra dos Direitos Humanos, como sempre, apareceu como destaque no desfile da demagogia petista. Maria do Rosário defendeu os rolezinhos nos shoppings e “o direito de ir e vir dessa juventude”.
A ministra está convidada a passear num shopping onde esteja acontecendo o ir e vir de 3 mil integrantes dessa juventude. Para provar que suas convicções não são oportunismo ideológico, Maria do Rosário deverá marcar sua próxima sessão de cinema ou seu próximo lanche com a família num shopping center invadido por milhares de revolucionários do Facebook, protegidos seus. Se precisar trocar as lentes de seus óculos, Maria do Rosário está convidada a se dirigir à ótica num shopping que esteja socialmente ocupado por um rolezinho.
Se a multidão não permitir que a ministra chegue até a ótica, ou se a ótica estiver fechada por causa do risco de assalto, depredação ou pela falta de clientes, a ministra deverá voltar para casa com as lentes velhas mesmo. E feliz da vida, por não ter de enxergar seu próprio cinismo socialista.
Shoppings fechados em São Paulo e no Rio por causa dos rolezinhos são a apoteose da igualdade (na versão dos companheiros): todos igualmente privados do lazer, todos juntos impedidos de consumir cultura, bens e serviços num espaço destinado a isso. É a maravilhosa utopia do nivelamento por baixo. O jeito será importar shoppings cubanos – que vêm sem nada dentro, portanto são perfeitos para rolezinhos.
Essa modinha chata, burrísima e impertigada do politicamente correto é uma praga. E o Brasil está mergulhado nela. Recomendo fortemente a leitura deste artigo AQUI.
Neste caso específico, parabéns ao CONAR e parabéns à AlmapBBDO pelas 2 peças.
Deixei algumas leituras se acumularem, e o fim de semana apresenta uma chance de tentar diminuir o déficit.
A primeira é esta. Uma dissertação de mestrado (intitulada “Comportamento do consumidor: um estudo de decisão de compra de artigos esportivos“) que comecei a ler ontem e não me parece nem interessante e nem bem escrita – muito pelo contrário.
Até agora, só o que vi foram clichês e mais clichês, muito embromation e pouco conteúdo relevante. E me assusta que o nível da redação dos trabalhos acadêmicos está cada dia mais baixo – quase rasteiro mesmo. Aliás, sempre que leio algum trabalho/texto que trata do (inexistente) “marketing esportivo”, é isso que encontro: embromation, fontes duvidosas e redação ruim. Será coincidência? Acho que não.
O segundo item da lista é este, uma tese de doutoramento (então, esperemos que esteja melhor mesmo) intitulada “Internacionalização e marketing: fatores de influência na decisão sobre customização de produtos“. Ainda não comecei a leitura mesmo, mas bati o olho na estrutura, referências e objetivos/resumo. Me parece bem mais interessante do que o item anterior. As empresas escolhidas para os estudos de casos deste trabalho me parecem apropriadas. Então, se o trabalho como um todo estiver ruim (me parece que não está), só pelos estudos de casos já vale a leitura!
Bem provável que eu largue o primeiro texto inacabado e pule direto para o segundo…
Finalmente, para sair do escopo de textos “acadêmicos”, recomendo a leitura desta entrevista com o grande designer da Apple, Jonathan Ive. Excelente leitura!
As empresas precisam tomar cuidado quando decidem anunciar em jornais e portais noticiosos.
Abaixo, dois exemplos de propagandas que acabaram sendo publicadas em locais, digamos, pouco adequados.
O primeiro exemplo é do portal do New York Times de hoje:
A manchete faz menção ao caso do avião que “perdeu-se” na Ásia: enquanto o jornal noticia um avião que afundou no oceano, a propaganda do iPad Air bem acima mostra um mergulhador no fundo do mar.
Geralmente esses erros ocorrem porque a área comercial dos jornais não tem relação direta com a redação (editorial). Isso é bom, para evitar qualquer “interferência” ou conflito de interesses – quando uma reportagem noticia um problema envolvendo um dos anunciantes do jornal (digamos, por exemplo, a notícia do recall de carros de um fabricante de automóveis que compre espaço publicitário naquele jornal).
Porém, pode gerar esse tipo de “infelicidade”.
Um outro exemplo está aqui:
Esse é do Portal UOL: uma notícia sobre o caso do garoto que matou os pais e, bem abaixo, uma propaganda que começa com “Assim você mata o papai”.
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