Desmatando mentiras

Desde a divulgação dos dados sobre desmatamento na Amazônia (maiores detalhes aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), o que se tem visto é um rasteiro e vagabundo joguinho de empurra-empurra entre membros do (des)governo PTralha. Basta uma rápida consulta no Google Notícias, e serão listadas centenas de matérias publicadas recentemente, tratando deste tema – sem falar da repercussão internacional.

Divertido, quando se relembra que o PT, enquanto aproveitava as vicissitudes oposicionistas, sempre criticou duramente a suposta “entrega” da Amazônia para estrangeiros, a falta de controle do governo brasileiro sobre o desmatamento e afins.

Mas um dos melhores textos que li sobre o assunto é do colunista da Veja, André Petry (na íntegra, aqui). O texto pode ser resumido, mais ou menos, assim:

Quando cai a taxa de desmatamento da Amazônia, a ministra Marina diz que é obra do governo eficiente.
Quando aumenta o desmatamento, aí é culpa do preço do boi e da soja.
Não é uma delícia?

O texto vai além, e acerta em cheio: como a distorção da verdade, por parte do (des)governo PTista, em geral, acarreta problemas:

O brutal aumento do desmatamento da Amazônia ceifou 7 000 quilômetros quadrados de floresta no segundo semestre do ano passado e arrancou a raiz das bravatas da ministra Marina Silva. Em 2004-2005, quando o desmatamento caiu 31%, a ministra garantiu que o saldo era resultado do trabalho do governo, e não uma decorrência dos preços baixos do boi e da soja – atividades que costumam avançar sobre a floresta. Em 2005-2006, com nova queda, desta vez de 25%, a ministra comemorou o sucesso e voltou à carga. “Seria simplismo e reducionismo achar que o que aconteceu foi por causa do preço das commodities.”

A platéia sempre foi informada pela ministra de que a floresta estava ficando de pé porque o Ministério do Meio Ambiente era eficiente e implementava políticas públicas na direção certa, e não porque o boi e a soja estavam baratos, o que certamente desestimulava sojicultores e pecuaristas de comer um pedaço da floresta. Agora, com o anúncio do recorde no desmatamento, adivinha de quem é a culpa? Do boi e da soja. Eis o que disse a ministra na semana passada diante do desastre: “Esperamos conseguir conter o desmatamento mesmo com o aumento do preço das commodities”. Não é uma delícia? Quando o desmatamento cai, é obra do governo eficiente. Quando aumenta, é culpa do preço do boi e da soja.

Marina já fez pior. Em entrevista em setembro de 2005, a ministra deu pormenores do sucesso do seu trabalho. Disse que havia uma previsão naquele ano de que o desmatamento cairia entre 50% e 60% no Pará. E para ressaltar a importância do trabalho ministerial explicou que, no Pará, boi e soja eram desimportantes. “Lá a influência das commodities não é tão relevante como é em Mato Grosso.” Agora, o Imazon, respeitada ONG que trabalha na Amazônia, informa que o desmatamento disparou justamente no Pará. Só de outubro para novembro, a ação da motosserra aumentou 300% no Pará. Quer dizer: no peculiar raciocínio da ministra, o desmatamento aumentou onde o preço das commodities não é tão relevante e, no entanto, esse aumento se explica justamente pelo preço das commodities.

É óbvio que boi e soja não esclarecem tudo. Não são os únicos responsáveis por derrubar árvores ou mantê-las em pé. Há outras causas que confluem para um resultado positivo ou negativo. O discurso da ministra esconde isso e distorce a realidade, desviando-a para o que lhe convém.

Isto é uma tradição do (des)governo PTista: se há algum problema, qualquer coisa ruim, a culpa é da mídia golpista, da “herança maldita” deixada pelos governos anteriores, dos especuladores, dos imperialistas norte-americanos etc…… Nesta hora, não faltam culpados. Porém, quando há uma boa notícia, ainda que minúscula, repentinamente ela representa nada além da indubitável e inexorável competência das ações, medidas e planejamento do PT……. Tem que ser muito burro – ou muito desinformado – para cair nesse conto do vigário……!

Necessário registrar uma obviedade: TODOS os partidos políticos brasileiros adotam este “princípio”. Uns, entretanto, de forma menos enfática do que o PT – que, de resto, sempre se colocou no lugar de paladino da verdade, da ética etc.

Neste caso específico da Amazônia, todavia, alguns aspectos particulares me chamam a atenção.

A mídia, em geral, tem ajudado e muito na divulgação da idéia de que o etanol brasileiro é o futuro – não apenas devido à crise (permanente) do petróleo, mas também pela ótica da proteção ao meio ambiente: afinal, o etanol é anunciado pelo próprio Rei Mulla como “energia renovável” e todo aquele blábláblá. As campanhas publicitárias bancadas pelo governo federal, aliás, destacam esta “virtude” do etanol brasileiro: a campanha transmite explicitamente a idéia de que o etanol brasileiro é muito melhor para o meio ambiente não apenas pela menor poluição (em comparação aos derivados do petróleo, especialmente a gasolina), mas pelo fato de ser “sustentável” em longo prazo.

Sobre este aspecto, em particular, duas observações:

1) O secretário de Meio Ambiente do Pará, Valmir Ortega, disse ontem que a secretaria já havia identificado um aumento no desmatamento no Estado a partir de outubro de 2007. Segundo Ortega, a utilização das terras das regiões Sudeste e Centro-Oeste para o cultivo da cana e de soja empurrou a pecuária para a região Norte. “Com base nos dados do censo agropecuário do Ministério da Agricultura, percebemos que a pressão para o uso da terra nas região centro-sul do país com o cultivo da cana, que é uma commodity valorizada, empurrou a expansão da pecuária para o Norte”, disse. A governadora Ana Júlia Carepa (PT) disse por meio de sua assessoria de imprensa que o governo “está comprometido com a contenção e com a redução dos níveis de desmatamento”. Carepa anunciou que irá lançar em fevereiro um “Plano Estadual de Combate ao Desmatamento”, articulado com as políticas do governo federal.

Esta reportagem é da Folha de São Paulo (aqui), e torna-se interessante porque parte justamente de uma governadora do próprio PT (do Pará) a associação entre o plantio de álcool e o aumento da devastação da Amazônia….. Mas péraí: então o aumento do consumo de álcool contribuiu para o desmatamento da Amazônia, segundo o PT, ou o aumento do consumo do álcool é uma ação que protege o meio-ambiente, segundo o PT ?!

Nem mesmo entre eles há nenhum consenso !!!!!!!!!!

2) Um documentário do canal Bloomberg, que trata das condições de trabalho que cercam a produção do álcool brasileiro:

Os detalhes sobre este documentário estão no site da Bloomberg, aqui (em inglês), numa matéria intitulada Ethanol’s Deadly Brew

O sub-título da reportagem é contundente: Thousands of Brazilian sugar cane workers are injured and scores die each year in the rush to produce a fuel that Presidents Bush and Lula celebrate as a path to energy independence.

E assim o PT continua a distorcer a realidade apenas para fazer propaganda (enganosa) capaz de lhe manter como uma escolha razoável na mente de milhares ou milhões de pobres coitados, desinformados e incautos.

Políticos debatendo

Este vídeo é apenas um trechinho de bons momentos proporcionados pelo patéticos políticos brasileiros, que NÃO sabem se comportar quando questionados duramente pela imprensa:

O pior é que as críticas à imprensa tentam desviar o foco principal: os políticos simplesmente recusam-se a dar as explicações que devem ser dadas por postulantes (ou ocupantes) de cargos públicos !!!

Liberação de verbas: antes e depois

Ainda na onda de “retrospectivas”, desenterrei uma dos meus e-mails sobre o PT. Aqui, temos:

1) Carta do ex-Ministro da Fazenda, Pedro Malan (publicada no Estadão), questionando uma acusação a ele imputada pelo então candidato Lulla.

2) Reportagem da Folha On-Line de 11/10/2006 que mostra o comportamento do candidato (então à reeleição) Lulla.

A oposição das duas “visões” mostra que o discurso da oposição e a ação da situação………..às vezes beiram o paradoxo da antítese.

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Sectarismo, proselitismo e outros ismos

Não é apenas no campo da política que vemos excesso de proselitismo, exageros, demagogia, populismo……. A despeito de a política ser, sem dúvida, área vasta a ser semeada com tudo isso.

Um dos pontos que mais tem me chamado a atenção diz respeito às questões envolvendo a “sustentabilidade” – para usar o termo do momento, da moda.

Empresas estão investindo em comunicação para vender uma imagem associada à tal “sustentabilidade”, e esta discussão acaba resvalando, impreterivelmente, em questões políticas. Empresas, governos e cidadãos (ou “sociedade civil”) têm, claro, seus respectivos papéis na questão da preservação do meio-ambiente – isso é inegável. Porém, o que eu tenho percebido é um certo exagero.

Tenho visto muito sectarismo dos debates que cercam tal assunto. Entidades que “nasceram” com a missão de defender o meio-ambiente (como o Greenpeace, por exemplo – que abandonou, há muito tempo, a parte “peace”, promovendo ações agressivas, ilegais e quase terroristas), de alguns anos para cá, vêm deixando de lado o meio-ambiente em si para fazer muito mais politicagem.

Apenas para constar, destaco um documentário produzido pelo Canal 4 britânico, que traz uma discussão decerto polêmica – mas não por isso desmerecedora de alguma atenção. Eis alguns trechos:

Pesquisando sobre o tal documentário rapidamente, vi algumas contestações, questionamentos etc.

Ao reproduzi-los aqui, não estou endossando nada. Apenas trazendo à tona. Creio que, desta forma, é possíveltratar desta questão – decerto relevante – mas sem ignorar por completo um possível “outro lado”.

Afinal, esta questão do meio-ambiente tem parecido um discurso único: TODO MUNDO tem a mesma certeza ?! Isso é, conceitualmente, estranho……

Na prática, vejo muita gente defendendo esta questão muito mais com um sectarismo perigoso do que com racionalidade……. Por exemplo, o IPCC….. As declarações vistas no documentário supracitado são, no mínimo, merecedoras de alguma reflexão.

Será que não tem gente extrapolando nesta questão ?! Creio que ela merece uma discussão mais embasada, e menos baseada em “modismos”, em proselitismo, em populismo…. Caso contrário, babacas como os do MST continuarão usando o assunto (e sua abordagem enviesada) como palco de seus desmandos, de suas invasões ilegais, de seus crimes.

EUA: ELEIÇÕES

Tenho acompanhado o frisson dos últimos dias com as primárias norte-americanas. Comentarei depois o que venho concluindo quando comparado o “sistema eleitoral” do Tio Sam e o Tupiniquim.

Além das fontes de informação tradicionais, tenho me divertido com o EXCELENTE BLOG Na prática a teoria é outra.

RECOMENDO FORTEMENTE !!!!!

2007: a mídia golpista e a mídia chapa-branca

Andei revendo alguns escritos (meus) de 2007, inclusive para tratar, na “Retrospectiva”, da questão da mídia.

Desde o mensalão, temos visto, basicamente, o seguinte: se um jornal, revista ou qualquer outro meio de comunicação fala do “mensalão”, trata-se de mídia golpista. Se o meio de comunicação não usa o termo, ou tenta disfarçá-lo (ou seja, mente ou omite), aí sim trata-se de mídia séria, respeitável, confiável.

Esta é, em suma, a visão PTralha. Quem fala bem do PT (ou se omite de falar mal) é sério, respeitável. Quem critica, é “golpista”.

Mais simples do que isso, só mesmo o processo de sinapses do Lulla. Pela ausência.

Não é novidade nenhuma, mas vem crescendo paulatinamente a legião de “jornalistas” que não se importam em escrever qualquer bobagem, por mais falso que seja o conteúdo da “matéria”, só para ganhar a chancela do PT – e, obviamente, algum cargo público.

Tratei, AQUI, do caso do “jornalista” José Cristian Góes. O tal “jornalista” tem o péssimo hábito de escrever textos mentirosos, recheados de dados errados e estatísticas furadas (além de algumas pérolas, simples bobagens mesmo, como “A Vale possui as maiores minas de ouro de toda América Latina. Ela também tem enormes reservas de Urano, que a lei diz que o seu uso deve ser da União“: ele quer mesmo dizer que a Vale do Rio Doce tem reservas do planeta Urano, e que a lei afirma que o uso do planeta Urano é exclusivo da União ?! Ou ele se refere ao “urânio” ?! Engraçado que isso foi publicado assim, com o erro absurdo – o que pressupõe que não houve nenhuma revisão – e cômico no site do próprio “jornalista” e ecoou em sites como o do PT, como já demonstrei anteriormente….TUDO SEM QUE ALGUÉM TIVESSE O BOM SENSO DE CORRIGIR ?! Pois é…….o hábito de revisar e checar informações não consta do Manual de Redação dos pseudo-jornalistas de bosta….). Este texto patético (na íntegra, AQUI) não é o único: a página pessoal do “jornalista” traz uma série de “artigos” com o mesmo perfil: mentirosos, deturpados,repletos de dados falsos e afirmações absurdas. Alguns exemplos podem ser conferidos AQUI, AQUI, AQUI e AQUI. Cada texto…..um pior que o outro ! Todos impregnados por uma ideologia barata, falaciosa. Fatos que sustentem argumento ?! Não, o ilustre “jornalista” não é adepto disso….. Prefere escrever bobagens e mentiras, e torcer para ter leitores suficientemente crédulos, ingênuos e mal-informados, que acabem engolindo suas besteiras.

Numa rápida busca pela web, descobre-se que o tal “jornalista” foi “repórter do Cinform e do Jornal do Dia e free-lancer da IstoÉ; trabalhou como assessor de comunicação do Sindicato dos Professores (Sintese); foi Diretor de Imprensa e Secretário de Comunicação da Prefeitura de Aracaju e assessor da Deputada Estadual Ana Júlia; ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas e assessor do Ministério Público Federal em Sergipe”, segundo consta do site do próprio “jornalista” (AQUI). E, por falar em “passeio pela web”, destaco duas leituras complementares: AQUI e AQUI.

Com esse currículo, percebe-se que o nepotismo e os assessores de confiança são um mal a ser erradicado no Brasil !

Afinal, um “jornalista” desses deveria ter a titulação (se for, de fato, formado em Jornalismo) cassada, por pura inaptidão para a profissão. Os absurdos, as mentiras e deturpações que ele escreve justificam e respaldam isso……

Este é um dos problemas (não o único, claro!) do Brasil….. Temos uma cambada de incomPTentes em postos que possibilitam a divulgação de mentiras e bobagens. Quando consideramos a ignorância e falta de visão crítica da maioria esmagadora da população brasileira (com pouquíssima educação e nenhum senso crítico), basta somar 2 mais 2: trata-se de campo fértil para a propagação de baboseiras ! A população, via de regra, acredita naquilo que acaba lendo.

Pronto: forma-se uma massa de manobras. O que, em última análise, é responsável pela eleição do Rei Mulla…

Mais um exemplo: Altamiro Borges. Apresentado como jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “As encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi, 3ª edição). AQUI, o pseudo-jornalista adota o mesmo modus operandi do mentiroso Cristian Góes. O “jornalista” Altamiro Borges faz coro a uma tal manifesto assinado por gente do estirpe de Emir Sader, Dom Thomas Balduino (CPT), Luis Bassegio (Grito dos Excluídos) senador Marcelo Crivella (Igreja Universal), João Pedro Stedile (MST), Luana Bonone (executiva da UNE) e José Antonio Moroni (direção da Abong), que trata da CPMF.

Já discuti a questão da CPMF aqui no blog (basta procurar), então não vou entrar no mérito, no conteúdo – apenas na forma. O “jornalista” Altamiro Borges apenas copia afirmações do tal manifesto, não as analisa, não indica nenhum dado ou argumento que sustente a sua “matéria” (na verdade, aquilo não é “matéria jornalística”, é apenas publicidade comprada a preço baixo). O espaço é usado APENAS E TÃO SOMENTE para espalhar mentiras.

Se o “jornalista” fosse jornalista e quisesse, de fato, discutir a CPMF, poderia. Ele é favorável à manutenção da CPMF ? Ótimo. Apresente algum argumento, pesquise, faça contas, verifique fontes de dados…….. Enfim, seja JORNALISTA, e não papagaio de pirata !!!

Mas isso seria pedir demais !!!!!

Não sei se estes “jornalistas” são mal-informados e acabam escrevendo bobagens por falta de competência na prática da (digna e essencial) profissão de jornalista, ou se eles são mal-intencionados e sabem que estão deturpando os fatos, ludibriando os leitores. É viável, ainda, uma terceira opção: as duas coisas !!!!

Por fim, só para concluir o post, um “quase-adendo”. Um famoso Ailton Medeiros (quem ?!never heard of him“) mantém um blog (AQUI) que eu citei há alguns dias. Não sei quem é a criatura (cujo blog não informa NADA) que reclamou de um suposto “anonimato” meu, e passou a escrever comentários enfurecidos (AQUI e AQUI). Respondi ao primeiro dos comentários, mas depois de ler os demais, desisti. Não dá para argumentar com uma criatura (será jornalista ou “jornalista” ???) que acha que a capacidade intelectual de alguém pode ser medida pela quantidade e sortimento de livros que leu…. Não preciso elencar quais livros já li ou deixei de ler para concatenar um argumento lógico. Ele, por outro lado, sequer sabe o que viria a ser um “argumento”, quanto menos pode entender o termo “lógico”.

Será que esta criatura também trabalha em algum meio de comunicação ? Quem seriam os coitados dos leitores ? Seria mais um a criar factóides e mentir descaradamente em alguma página de jornal ou revista ?

Não sei. A despeito de ter sido acusado pelo socialista-ameba (que é diferente de socialista !) de me manter no anonimato, o meu humilde blog tem uma página que “me apresenta”, e traz, ainda, um e-mail para contato. No blog do tal Ailton, não é possível saber quem é ele, o que faz……nada. E ele diz, depois, que o “enrustido” sou eu…..!!!!!

Num dos comentários ele se classificou como “jornalista independente”. Aliás, as palavras exatas foram estas: “E não me escondo em anonimato, meu site é transparente, como tudo o que escrevo. Bota a cara pra fora, moleque.Saia do armário.” Ele é tão transparente que ninguém vê !!!!!! Clicando no link “Institucional” (AQUI) do site, e logo depois em “Quem sou eu” (AQUI), o que se vê é “página em construção”.

Se isso é “transparência”……….danou-se !!!!!

É esse tipo de jornalismo (?) que contribuirá para o desenvolvimento do Brasil ?!

JOSÉ DIRCEU: mentir e deturpar fatos é um hobby !

José Dirceu é, sem dúvida, em escroque da pior espécie.

Estava, há pouco, vasculhando alguns blogs e sites, para verificar a repercussão da entrevista do ex-Primeiro Ministro lullista. Acabei, é claro, chegando ao blog do próprio ex-Primeiro Ministro. Li alguns posts, e acabei chegando a alguns que por pouco não me fazem vomitar – mas decerto ajudam a reforçar a ojeriza que nutro por aquele bandido.

No dia 19/12/2007, ao final de um post, o ex-Primeiro Ministro cassado conclui, ao mencionar a cobertura feita pela Folha de São Paulo para dados econômicos mundiais (que merecem um post exclusivo), que Se os fatos não coincidem com a opinião e a vontade dos editores, pior para os fatos. Entende-se, pois, que o ilustríssimo ex-Primeiro Ministro classifica a Folha de São Paulo como um jornal que distorce os fatos para conseguir, afinal, fazer valer a opinião dos editores.

Exatamente o mesmo procedimento adotado pelo bandido José Dirceu !!!!!

No mesmo dia 19/12/2007, o ilustríssimo ex-Primeiro Ministro cassado respalda-se em matérias da mesma Folha de São Paulo para criticar a postura do governador tucano José Serra em relação a um caso de tortura policial ocorrida em Bauru.

Ora, se a Folha de São Paulo é um jornal que, segundo José Dirceu, distorce fatos para fazer prevalecer a opinião dos editores, por que cargas d´água ele usa a mesmíssima Folha de São Paulo para criticar o tucano ????

Será que não haveria uma fonte mais confiável (e menos “golpista”) para que o digníssimo ex-Primeiro Ministro utilizasse ?

Em tempo: a própria Folha de São Paulo corrigiu as matérias que afirmavam que o governador não fizera comentários sobre o caso de tortura. Isso, obviamente, o ex-Primeiro Ministro não registrou…….

Claro !!!!!!!!

Todo PTista, naturalmente, critica os jornais e revistas quando eles falam mal do PT. Mas quando o “alvo” das críticas é um dos inimigos do PT, aí é plausível recorrer ao mesmo jornal ou revista para criticar também……

O que me remete à (Revista) Veja e o caso Fernando Collor de Mello: lá no blog do PTralha Dirceu, em diversos posts a revista é chamada de golpista. Mas anos atrás, quando a Veja engrossou o coro que ajudou a derrubar Collor, o PT (José Dirceu incluso) cansou de citar as matérias da Revista para embasar acusações e gritarias……

CONVENIÊNCIA E HIPOCRISIA. SÓ.

Em tempo: é divertido ler as bobagens escritas AQUI. Decerto de autoria de um socialista-ameba de terceira categoria, demonstra a imbecilidade de sempre atribuir tudo de ruim “à zelite”….. Mas é engraçado ler a deferência do autor ao Rei Mulla…… Quem lê aquilo pode acabar achando que Rei Mulla é de um brilhantismo intelectual ímpar – o que, convenhamos, é uma boa inspiração para alguma pegadinha de primeiro de abril……

Para compensar, vale a leitura AQUI.

E, para rir da incoerência que marca a cambada PTista, um artigo assinado pelo ex-Primeiro Ministro que consegue usar benéfices do capitalismo para, pretensamente, exaltar um comunista histórico, AQUI. Diversão pura !!!!!

TV Brasil e HDTV

Lendo a Folha do último dia 04/10, vejo o seguinte: no jantar de Lula com líderes da base aliada na noite de anteontem, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), que preside a Força, pediu que as centrais sindicais tenham assento no conselho da TV pública.

Já detesto a idéia de um TV pública, bancada (e controlada) pelo governo federal. Pior ainda se for o desgoverno PTista, que tem o hábito recorrente de querer fazer lavagem cerebral em todo mundo. Pior quando se trata de um país com escolaridade tão baixa como Brasil (é mais fácil fazer com que esta população pobre, ignorante, acredite nas bobagens esquerdistas da PTzada).

Mas, como se não bastasse, por que diabos as centrais sindicais deveriam ter assentos no Conselho da maldita TV do PT ?

Neste sentido, reproduzo texto publicado no Estadão do dia 22/11/2007:

Anotações sobre a TV de Lula

Ipojuca Pontes

Durante debate televisivo com o candidato Geraldo Alckmin, no final do primeiro turno da eleição de 2006, Luiz Inácio Lula da Silva, referindo-se à questão da informação na imprensa, na televisão e nos meios eletrônicos, enfatizou a necessidade de o governo expandir a “democratizaçã o dos meios de comunicação” e, no mesmo diapasão, criar a Lei Geral de Comunicação Eletrônica, com o objetivo de elaborar dispositivos legais para “regulamentar e descentralizar a mídia”.

Segundo documento posterior divulgado pelo PT, a nova lei cuidaria de estabelecer mecanismos para coibir a “concentração da propriedade e de produção de conteúdos e o equilíbrio concorrencial, garantindo a competitividade, a pluralidade e a concorrência por qualidade de serviços”. O documento petista – veiculado na internet sob a intensa cobertura do “dossiêgate” – afirmava que seria instituído órgão setorial comprometido em fazer o recadastramento das concessões de rádio e televisão em todo o território nacional, com o respectivo cancelamento das emissoras que não estivessem “em conformidade com a lei”. Nos bastidores do poder circulava que Lula não teria engolido a cobertura da Rede Globo sobre o escândalo do dossiê, que deu margem, segundo entendimento pessoal, à votação do segundo turno.

Resultado: reeleito, o ocupante do Palácio do Planalto criou por força de medida provisória a Secretaria de Comunicação Social, diretamente ligada à Presidência da República, cargo para cuja chefia chamou o ex-guerrilheiro e jornalista Franklin Martins, um dos participantes do grupo que seqüestrou o embaixador americano Charles B. Elbrick. À frente dessa secretaria, Franklin Martins partiu para a imediata instalação de uma rede pública de televisão – a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) -, também criada por medida provisória, em funcionamento a partir do próximo dia 2 de dezembro.

Para o cargo de diretora-presidente da EBC Lula nomeou a jornalista Tereza Cruvinel, ex-integrante da facção Convergência Socialista (de orientação trotskista) que trabalhou, nos anos de 1970, pela fundação do PT. E para ficar à frente da diretoria-geral da empresa foi nomeado o cineasta Orlando Sena, que, por sua vez, dirigiu a Escuela Internacional de Cine y Televisión de Cuba, na localidade de San Antonio de los Baños, a 30 km de Havana.

A TV criada por Lula, verdade seja dita, nasce sob o signo da fortuna. Ela reúne as estruturas da Radiobrás e da TVE e contará – de início – com cerca 2.600 funcionários, alguns dos quais contratados sem concurso e admitidos como “temporários” . Para “aprovar a linha editorial da televisão” foi criado um conselho curador com 20 membros, 19 dos quais nomeados pelo chefe do Executivo.

No plano financeiro, a EBC contará com R$ 350 milhões provenientes do Orçamento da União, que não poderão ser contingenciados, além de projetado fundo do Ministério da Cultura para produção audiovisual na ordem de R$ 80 milhões. Melhor: como se pode valer da publicidade institucional de estatais e empresas privadas e de patrocínio de projetos que se beneficiam das leis de incentivo à cultura, a TV pública pretende obter, de início, cerca de R$ 60 milhões do faustoso universo de verbas publicitárias oficiais, sob o crivo da própria Secretaria de Comunicação Social – e que hoje ultrapassam a casa do R$ 1,5 bilhão/ano.

Contra tal “desvirtuamento” , e temendo a inusitada concorrência oficial, integrantes da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), da Rede Globo, da Record e do SBT se mobilizam junto a parlamentares para saber até onde vai o limite do financiamento com a publicidade oficial veiculada na TV de Lula, visto que não se trata de uma televisão privada. O sr. Daniel Pimentel, presidente da Abert, espera que, quando da votação da medida provisória, o Congresso modifique a lei que criou a Empresa Brasil de Comunicação.

No plano político prevalece uma atitude crítica: o deputado Paulo Bornhausen (DEM-ST), presidente da Frente Parlamentar Mista de Radiodifusão, considera, com precisão, que a EBC representa uma real ameaça à democracia, tendo em vista sua “inequívoca inspiração chavista”. Já o líder do Democratas, deputado Onyx Lorenzoni (RS), acha impossível o não-uso político da EBC. “A TV de Lula pode ser um instrumento poderoso para a tentativa do terceiro mandato, pois ela não tem independência financeira nem administrativa. Quem paga é quem manda”, adverte.

Em contraposição às palavras de Lorenzoni, o ex-deputado Delfim Netto, convidado para integrar o conselho da rede pública de TV (e um dos empenhados signatários do Ato Institucional nº 5, que estabeleceu censura virulenta da ditadura militar sobre os meios de comunicação), não acredita que Lula faça uso publicitário da EBC, mas, como na fábula do sapo e do escorpião, minimiza o problema: “É óbvio que tem sempre mensagens subliminares implícitas. Algum resíduo desses vai restar na TV Pública. Mas os conselheiros escolhidos formam um grande ninho de encrenqueiros. “

De um modo ou de outro, em que pese o impasse semântico e conceitual entre o que se tem como TV pública ou estatal, estrategicamente estabelecido, a principal ameaça da Empresa Brasileira de Comunicação reside no fato de que, nela, a informação se transforme em mais um instrumento ideológico – subliminar ou não – a serviço do pensamento único. Não se discute hoje que os objetivos políticos do PT são de caráter hegemônico, o que vale dizer, numa linguagem crítica, totalitário. Esperar uma postura isenta de propósitos revolucionários no manuseio de um veículo de massa como a televisão, dentro das hostes engajadas do PT, é como esperar que o sol nasça quadrado. Ou que a democracia tida como “burguesa” (representativa) venha a se tornar o supremo objetivo da esquerda internacional.

* Ipojuca Pontes, cineasta e jornalista, é autor do livro Politicamente Corretíssimos

Recentemente, a Revista Veja (Edição 2035, de 21/11/2007) publicou uma matéria EXCEPCIONAL mostrando o enriquecemento dos “sindicalistas” desde o início do (des)governo lullático. Uma ralé intelectual, sem nenhuma competência para qualquer outra coisa que não agitação de greves, e que milagrosamente passou a ganhar salários que passam (facilmente) dos R$ 10 mil mensais. Disponível na íntegra AQUI, para assinantes.

E, como se não bastasse, ontem estreou a TD digital no Brasil.

Um fiasco.

A escolha do padrão japonês mostrou-se um erro estratégico.

Os conversores (ou “set top box”) são caríssimos, diferentemente do que o ilustríssimo Ministro Hélio Costa havia afirmado. É impossível escapar dos preços praticados no Brasil, pois a tecnologia de transmissão é baseada no padrão japonês mas sofreu alterações no Brasil – ou seja, não existem “set top boxes” em nenhum lugar do mundo que trabalhem com o padrão adotado. Para quem sempre critica os monopólios e oligopólios (como o PT e suas entidades umbilicalmente intrínsecas, como MST, CUT, Farc e afins), é um belo tiro no pé !!!! Cadê a concorrência ?

Santa cagada, Batman !!!!!!!

Marilena Chauí: uma farsante histórica

Marilena Chauí é uma farsante. Uma farsa histérica. A auto-denominada “intelectual” é, na verdade, uma mentirosa, hipócrita.

No mínimo, se não é movida pela má-fé, o é pela ignorância. Ou ambos.
Segundo o site do PT (aqui), ela assinou, em parceria com outros mentirosos, um manifesto intitulado “Recuperar o PT para avançar na transformação do país”. Vou reproduzir apenas alguns trechos:

Para cumprir esse papel, no entanto, o PT precisa enfrentar com coragem e superar a grave crise política que se introduziu no partido nos últimos anos, culminando com o violento abalo constatado em torno de seus princípios e compromissos éticos em 2005 e 2006. Constitui gravíssimo erro político avaliar essa crise como superficial e enfrentá-la com maquiagem pautada pelo continuísmo.
A crise conjuga duas vertentes que convém distinguir. De um lado, a direita foi bem sucedida em incluir as acusações contra o PT em uma narrativa farsesca, segundo a qual episódios desse tipo nunca teriam ocorrido na história do Brasil. Esqueceram a compra de votos para aprovar a reeleição e esqueceram que o valerioduto foi montado pelo PSDB de Minas Gerais. De outro lado, não resta dúvida de que segmentos do PT terminaram se enredando em práticas que fizeram o rosto do nosso partido ficar parecido com o dos outros partidos brasileiros.
Responder com firmeza a essas questões, sem cair no jogo da direita, é o desafio principal. Mostrar que a direita deseja destruir o PT para retomar o caminho do neoliberalismo – que agravará a marginalização e a violência que começamos a combater no governo Lula. Dizer alto e bom som que o povo brasileiro e, sobretudo, os seus setores mais excluídos, contam com o PT e não podem prescindir dele, para mudar o Brasil.
O PT necessário, no entanto, é aquele da conduta ética, republicana, democrática e socialista que, por tantos anos, mobilizou e emocionou milhares de cidadãos brasileiros. As campanhas eleitorais movidas a dinheiro, a mercantilização do voto, o clientelismo e o abuso de poder devem ser combatidos dentro do partido, para que ele volte a ter, na prática, a cultura política que nos foi legada por figuras como Mário Pedrosa, Florestan Fernandes, Sérgio Buarque de Holanda, Perseu Abramo, Apolônio da Carvalho e tantos outros.

Os trechos em negrito e itálico são grifo meu.

O primeiro ponto a comentar é o seguinte: Marilena Chauí e outros auto-denominados “intelectuais petistas” sempre afirmaram que o mensalão e outras episódios de corrupção indiscutível jamais existiram: teriam sido criados pela “mídia golpista”, com o intuito de sujar a honra imaculada do PT.

Mentira. O mensalão existiu (não foi “inventado” pelo PT, como a recente denúncia do Procurador Geral da República demonstra, ao abrir inquérito contra o “valerioduto mineiro” ou “valerioduto tucano”, capitaneado pelo Marcos Valério e pelo senador Eduardo Azeredo, com participação relevante do Ministro Mares Guia), o que significa que as pessoas que agora assinam este manifesto estavam mentindo.

Se mentiram durante mais de 2 anos, por que agora resolveram falar a verdade ? Se mentiram durante 2 anos, culpando a “mídia golpista” pelas acusações (alegadamente falsas), por que deveriam ser levadas a sério agora ?

O que teria mudado ?

Marilena Chauí afirmou que o acidente (?) com o Airbus da TAM (que matou cerca de 200 pessoas em São Paulo) foi mais um exemplo da “mídia golpista” tentando colocar a culpa no PT. O conivente Paulo Henrique Amorin (que, por alguma razão ainda pouco explicada, abandonou o jornalismo sério e está seguindo os passos de outro vendido, Mino Carta) fez propaganda destas declarações mentirosas, estapafúrdias e ridículas da tresloucada e farsante “filósofa de merda” aqui. Já comentei este ponto em particular (aqui e aqui). Então, vamos seguir com o enterro !

Marilena Chauí e os demais “pseudo-auto-denominados intelectuais petistas” é que mentiram. Eles são uma farsa.

Até porque “intelectual petista” é a antítese do paradoxo: se uma pessoa é intelectual (segundo o Dicionário Houaiss: que ou aquele que vive predominantemente do intelecto, dedicando-se a atividades que requerem um emprego intelectual considerável; que ou aquele que domina um campo de conhecimento intelectual ou que tem muita cultura geral; erudito, pensador, sábio), por exclusão não pode ser PTista. Basta pensar um pouquinho para desprezar e repudiar a montanha de mentiras que sempre sustentaram o PT.

Assim, os tais “intelectuais petistas” são mentirosos, coniventes, submissos, burros demais ou hipócritas. Ou, talvez, uma combinação de tudo isso. Será que entre os nomes listados no tal “manifesto”, nenhum deles havia se dado conta dos fatos ? Será que todos eles andaram “desinformados” como Marilena Chauí ? Ou será que todos eles estavam esperando a poeira baixar para voltar a mentir deslavadamente em público ?

Alguns dos nomes que constam no tal manifesto são: André Singer, Hamilton Pereira, Maria da Conceição Tavares, Maria Victória Benevides, Mário Sérgio Cortella, Paul Singer, Renato Janine Ribeiro, Saturnino Braga e Sérgio Mamberti.

Será que todos eles mentiram de forma consciente ou são ingênuos a ponto de acreditar na teoria conspiratória da “mídia golpista” ?

Neste sentido, a coluna de Clóvis Rossi (Folha de São Paulo, 24/11/2007, na íntegra aqui) está impecável: Pena que só agora os intelectuais do partido (38 deles) descubram a pólvora em manifesto que diz: “O PT precisa enfrentar com coragem e superar a grave crise política que se introduziu no partido nos últimos anos”. “Grave crise política” é uma expressão débil para o caso. Mais honesto seria dizer, como o fez frei Betto, em livro, que se tratou de um “tumor fétido de alianças nefastas”. O manifesto, de resto, é a confissão de uma grosseira fraude.
Pelo menos uma das signatárias, a filósofa Marilena Chaui, especializou-se em dizer que o “tumor fétido” não passava de uma “conspiração” da mídia. Ora, se havia uma “grave crise política”, não houve conspiração, porque qualquer jornal que se preze noticia “graves crises políticas”, por definição. “Tumores fétidos” ainda mais. A conspiração, como cansei de dizer neste espaço, foi, portanto, dos fatos contra o PT, como agora confessam implicitamente os distraídos intelectuais petistas.

O segundo ponto que merece comentários: o texto (com grifo meu) remete a uma parcela do PT que teria “se enredando em práticas que fizeram o rosto do nosso partido ficar parecido com o dos outros partidos brasileiros”. Uma confissão de culpa pela corrupção, peculato e outros crimes que serão analisados pelo STF oportunamente (espero que logo!).

Mas, a despeito de tudo isso, o texto ainda aponta o dedo para a “direita” o “neo-liberalismo”, a “mídia”…..

Será que esse bando de “intelectuais” não consegue enxergar meio palmo à frente do nariz ?

Será que nenhum dos “intelectuais petistas” consegue parar de ruminar sua graminha e enxergar a realidade ?