Sectarismo, proselitismo e outros ismos

Não é apenas no campo da política que vemos excesso de proselitismo, exageros, demagogia, populismo……. A despeito de a política ser, sem dúvida, área vasta a ser semeada com tudo isso.

Um dos pontos que mais tem me chamado a atenção diz respeito às questões envolvendo a “sustentabilidade” – para usar o termo do momento, da moda.

Empresas estão investindo em comunicação para vender uma imagem associada à tal “sustentabilidade”, e esta discussão acaba resvalando, impreterivelmente, em questões políticas. Empresas, governos e cidadãos (ou “sociedade civil”) têm, claro, seus respectivos papéis na questão da preservação do meio-ambiente – isso é inegável. Porém, o que eu tenho percebido é um certo exagero.

Tenho visto muito sectarismo dos debates que cercam tal assunto. Entidades que “nasceram” com a missão de defender o meio-ambiente (como o Greenpeace, por exemplo – que abandonou, há muito tempo, a parte “peace”, promovendo ações agressivas, ilegais e quase terroristas), de alguns anos para cá, vêm deixando de lado o meio-ambiente em si para fazer muito mais politicagem.

Apenas para constar, destaco um documentário produzido pelo Canal 4 britânico, que traz uma discussão decerto polêmica – mas não por isso desmerecedora de alguma atenção. Eis alguns trechos:

Pesquisando sobre o tal documentário rapidamente, vi algumas contestações, questionamentos etc.

Ao reproduzi-los aqui, não estou endossando nada. Apenas trazendo à tona. Creio que, desta forma, é possíveltratar desta questão – decerto relevante – mas sem ignorar por completo um possível “outro lado”.

Afinal, esta questão do meio-ambiente tem parecido um discurso único: TODO MUNDO tem a mesma certeza ?! Isso é, conceitualmente, estranho……

Na prática, vejo muita gente defendendo esta questão muito mais com um sectarismo perigoso do que com racionalidade……. Por exemplo, o IPCC….. As declarações vistas no documentário supracitado são, no mínimo, merecedoras de alguma reflexão.

Será que não tem gente extrapolando nesta questão ?! Creio que ela merece uma discussão mais embasada, e menos baseada em “modismos”, em proselitismo, em populismo…. Caso contrário, babacas como os do MST continuarão usando o assunto (e sua abordagem enviesada) como palco de seus desmandos, de suas invasões ilegais, de seus crimes.

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