A sina de canalhice da PTralhada

Que os PTralhas são uns canalhas, falsos e hipócritas, não é novidade nenhuma.

Porém, quando juntamos algumas coisinhas aqui e acolá, é realmente gritante o grau de cinismo dessa cambada de boçais.

Peguemos, por exemplo, Maria Victória Benevides.

Eis a descrição que foi feita dela em 1998:

Maria Victoria Benevides é uma das mais importantes cientistas políticas brasileiras e uma petista de primeira hora. Empreendeu sistemático estudo da nossa vida política no período entre 1945 e 1964, que resultou em três obras originais: O governo Kubitschek, A UDN e o udenismo e o PTB e o trabalhismo. Foi também uma das pioneiras no estudo da questão dos direitos humanos no Brasil. Violência, povo e política, primeiro fruto deste trabalho, é de 1983.
Professora da Faculdade de Educação da USP, Maria Victoria apresentou como tese de livre-docência uma importante reflexão teórica sobre os limites da democracia representativa, A cidadania ativa.
No últimos anos suas preocupações têm se concentrado em torno da educação para a cidadania. Daí resultaram não só artigos e ensaios sobre o tema, mas também sua participação, juntamente com o professor Fabio Konder Comparato, na criação e direção da Escola de Governo.

Contudo, na recente entrevista que ela deu à Folha de São Paulo (na íntegra aqui, restrita a assinantes), a Folha, muito boazinha e condescendente com a PTralhada, esqueceu de mencionar que a “intelectual” (acho o fim da picada usar este termo para fazer referência a qualquer PTralha, uma vez que é condição sine qua non ter QI de ameba em coma para dizer-se “petista”, mas vamos adiante…) é “petista de primeira hora”.

De qualquer forma, na entrevista, a tal criatura dá a descarga na sua suposta “intelectualidade”, aos dizer asneiras desse calibre:

E a própria Marta é vítima de muito preconceito e muita rejeição. Dela ficou o quê? O que ficou de lembrança da Marta? O “Martaxa”. A prova é que ela bateu muito contra isso. O problema é que a memória da imensa maioria dos eleitores, os mais pobres e os menos politizados, é mais curta. Marta devia ter um nível de aprovação altíssimo por causa dos CEUs, mas os CEUs foram apropriados pelos outros: ninguém diz que vai abandonar os CEUs. Deixou de ser algo exclusivo do PT. E a rejeição a Marta é muito forte porque juntou a rejeição ao PT, que piorou muito em razão do que aconteceu, à rejeição a Marta, que é grande por ela ser a Marta: ela agrega rejeição por ignorância, por preconceito, pelo grupo dela no PT.

Vários dirigentes desta horda de boçais chamada PT já vieram a público atribuir a derrota da dona MarTAXA a um suposto “preconceito”; chegou-se a afirmar, categoricamente, que o eleitor paulistano é “conservador, de direita”.

Quanta conveniência dessa cambada de imbecis !!!!!

Quando a Erundina foi eleita, pelo próprio PT, São Paulo teve um “surto” de modernidade ?!

Quando dona MarTAXA foi eleita, novamente, o eleitor deixou de ser preconceituoso ?!

Coincidência das conivências: sempre que o eleitor paulistano deixa de eleger alguém do PT, automaticamente é chamado de “preconceituoso, conservador, direitista, udenista” ou qualquer outra merda congênere.

Em suma: segundo a torpe ótica dessa gentalha escrota do PT, o eleitor só é inteligente quando elege alguém do PT ?!

Em quaisquer outras circunstância, se o PT perde, a culpa é do eleitor – claro! – que é burrinho, ingênuo, preconceituoso, se deixou enganar etc….

Se a memória do eleitor fosse tão fraquinha como afirmou Maria Victória Benevides, dona MarTAXA teria sido eleita em 2004 e/ou em 2008. Mas, ao contrário, a memória do paulistano não é fraca – nós lembramos do desastre que foi a passagem da dona MarTAXA pela prefeitura.

Por isso, ela foi reprovada DUAS vezes, e perdeu a eleição.

DUAS VEZES.

Mas retomando as baboseiras de Maria Victória Benevides, reproduzo algumas das cartas publicadas na própria Folha, de leitores indignados, como eu, com o espaço dado a esta intelectual de bosta – aliás, é o único tipo que preenche os quadros do PT:

“Causaram-me espécie as declarações da cientista política Maria Victória Benevides quando aduziu que Kassab foi fabricado por Serra: “Quem era o Kassab antes do Serra? Eu mesma nunca tinha ouvido falar dele”.
Ela pode nunca ter ouvido falar de Kassab, todavia, os eleitores de Kassab certamente acompanharam a sua brilhante carreira política, tanto é que ele foi vereador na capital, deputado estadual e deputado federal. E não se pode compará-lo aos políticos que teriam sido fabricados pelos caciques. A vida política de Kassab já existia muito antes da descoberta da nobre cientista.”
NELI APARECIDA DE FARIA (São Paulo, SP)

“”Brilhante” a posição da cientista política Maria Victória Benevides: “a classe média é a culpada pela derrota da Marta”. O único problema é o ressentimento típico da esquerda com aqueles que a derrotam.
Doutora Benevides, a classe média não corresponde a 62% do eleitorado paulistano.”
EGBERTO RODRIGUES (São Paulo, SP)

“A sra. Maria Victoria Benevides parece estar pedagogicamente, e pelo visto mentalmente, desqualificada para o exercício de sua profissão. Como uma professora titular/cientista política pode afirmar que Gilberto Kassab é um político fabricado, tendo este sido eleito vereador, deputado estadual, deputado federal (por duas vezes), foi secretário municipal, vice-prefeito e agora eleito prefeito? O mínimo que esta senhora poderia fazer é pedir desculpas, ficar quietinha e parar de dar palpites inoportunos.”
GUILHERME COTAIT (São Paulo, SP)

Uma “cientista política” paulistana, professora da USP, dizer numa entrevista a um jornal de grande circulação que nunca ouvira falar do Kassab ?! Aonde esta senhora estava com a cabeça ??????????

Mas, como de costume, sempre tem um PTralha para aplaudir os “intelectuais” do seu partidinho:

“Excelente, primorosa, louvável…. entre muitos outros adjetivos a entrevista da cientista política Maria Victoria Benevides. A Folha foi muito feliz em entrevistar uma profissional com uma visão clara do cenário político do Brasil, em particular de São Paulo. Ela explicitou os pontos favoráveis e desfavoráveis prefeito eleito Gilberto Kassab e da candidata derrota Marta Suplicy. Foi maravilhoso ler as explicações coerentes e contextualizadas. Faço votos de que todos os políticos leiam e analisem, e recomendo que os professores, principalmente do ensino médio, utilizem a matéria como objeto de estudo em suas aulas. Com certeza os alunos terão a oportunidade de ter uma visão critica e imparcial.”
JOSÉ ALBERTO DA SILVA (Diadema, SP)

O termo “imparcial”, em relação à entrevista da Maria victória Benevides, foi um primor. Do exagero de burrice.

IMPARCIAL ???????

Fala sério……..!

Com tantos adjetivos, o José Alberto da Silva (que é de Diadema, nem de São Paulo!) realmente exagerou. Muito. Demasiadamente.

Vamos ver a “imparcialidade” de Maria Victória Benevides ?! Ei-la:

A globalização alimenta esse processo, sobretudo em relação às decisões econômicas e financeiras. Para ficarmos apenas no caso brasileiro, é evidente que hoje o Banco Central tem um papel decisivo em nosso processo político, tomando decisões fundamentais, muitas delas sigilosas e fora do controle do próprio Legislativo. O presidente do BC acaba mandando mais que o presidente da República e seu ministro da Fazenda. No Brasil tudo é pior porque somos um dos primos pobres da globalização. Quem está efetivamente controlando o poder são as grandes empresas transnacionais, que acabam deslocando a chamada “classe política”. É verdade, então, que a política está se elitizando no sentido de que ela se confunde cada vez mais com o poder decisório do grande capital.

[…]

Hoje, por exemplo, vejo parte da velha UDN no governo FHC, através do que era paradoxalmente a ala mais arejada, chamada “bossa nova”, com Antônio Carlos Magalhães e José Sarney. Tivemos, até recentemente, o velho PSD com Tancredo Neves e Ulysses Guimarães. O próprio Fernando Henrique, por ligações e gosto político, é próximo do PSD e da UDN, embora o pai fosse ligado aos militares comunistas. Mas ele é um homem da conciliação, dos acordos, e se aproximou muito do velho PSD, na formação do MDB.

A escolha da UDN como tema do meu doutorado foi mais ou menos automática a partir do trabalho sobre o governo Kubitschek e o PSD. A UDN era o outro lado. Meu interesse por ela veio também por procurar entender que liberais, afinal, eram esses que se intitulavam “da eterna vigilância”. Daí o subtítulo do livro: ambigüidades do liberalismo brasileiro. O partido que nascera contra o Estado Novo, em nome das bandeiras liberais, torna-se vivandeira de quartel, radicalmente antipopular – se dizia antipopulista, mas era acima de tudo antipopular – e encarna a perna civil do golpe. Por que esses liberais, que tinham como alter ego o jornal O Estado de S. Paulo, eram golpistas?

Só um detalhe: esta entrevista é de 1998 (na íntegra, AQUI).

Não dá para saber se ela está falando de FHC ou Lulla, não é mesmo ?!

Afinal, em termos de alianças, quem o Lulla tem a seu lado ?! Renan Calheiros, José Sarney, Romero Jucá………

QUE COINCIDÊNCIA !!!!!!!!

Mais uma vez, o passado assombra a PTralhada: o que eles diziam em 1998, para criticar FHC, permanece atual, e pode ser usado para criticar o Lulla – que, coincidência ou não, integrou-se perfeitamente bem à cartilha “da direita”.

Marilena Chauí: uma farsante histórica

Marilena Chauí é uma farsante. Uma farsa histérica. A auto-denominada “intelectual” é, na verdade, uma mentirosa, hipócrita.

No mínimo, se não é movida pela má-fé, o é pela ignorância. Ou ambos.
Segundo o site do PT (aqui), ela assinou, em parceria com outros mentirosos, um manifesto intitulado “Recuperar o PT para avançar na transformação do país”. Vou reproduzir apenas alguns trechos:

Para cumprir esse papel, no entanto, o PT precisa enfrentar com coragem e superar a grave crise política que se introduziu no partido nos últimos anos, culminando com o violento abalo constatado em torno de seus princípios e compromissos éticos em 2005 e 2006. Constitui gravíssimo erro político avaliar essa crise como superficial e enfrentá-la com maquiagem pautada pelo continuísmo.
A crise conjuga duas vertentes que convém distinguir. De um lado, a direita foi bem sucedida em incluir as acusações contra o PT em uma narrativa farsesca, segundo a qual episódios desse tipo nunca teriam ocorrido na história do Brasil. Esqueceram a compra de votos para aprovar a reeleição e esqueceram que o valerioduto foi montado pelo PSDB de Minas Gerais. De outro lado, não resta dúvida de que segmentos do PT terminaram se enredando em práticas que fizeram o rosto do nosso partido ficar parecido com o dos outros partidos brasileiros.
Responder com firmeza a essas questões, sem cair no jogo da direita, é o desafio principal. Mostrar que a direita deseja destruir o PT para retomar o caminho do neoliberalismo – que agravará a marginalização e a violência que começamos a combater no governo Lula. Dizer alto e bom som que o povo brasileiro e, sobretudo, os seus setores mais excluídos, contam com o PT e não podem prescindir dele, para mudar o Brasil.
O PT necessário, no entanto, é aquele da conduta ética, republicana, democrática e socialista que, por tantos anos, mobilizou e emocionou milhares de cidadãos brasileiros. As campanhas eleitorais movidas a dinheiro, a mercantilização do voto, o clientelismo e o abuso de poder devem ser combatidos dentro do partido, para que ele volte a ter, na prática, a cultura política que nos foi legada por figuras como Mário Pedrosa, Florestan Fernandes, Sérgio Buarque de Holanda, Perseu Abramo, Apolônio da Carvalho e tantos outros.

Os trechos em negrito e itálico são grifo meu.

O primeiro ponto a comentar é o seguinte: Marilena Chauí e outros auto-denominados “intelectuais petistas” sempre afirmaram que o mensalão e outras episódios de corrupção indiscutível jamais existiram: teriam sido criados pela “mídia golpista”, com o intuito de sujar a honra imaculada do PT.

Mentira. O mensalão existiu (não foi “inventado” pelo PT, como a recente denúncia do Procurador Geral da República demonstra, ao abrir inquérito contra o “valerioduto mineiro” ou “valerioduto tucano”, capitaneado pelo Marcos Valério e pelo senador Eduardo Azeredo, com participação relevante do Ministro Mares Guia), o que significa que as pessoas que agora assinam este manifesto estavam mentindo.

Se mentiram durante mais de 2 anos, por que agora resolveram falar a verdade ? Se mentiram durante 2 anos, culpando a “mídia golpista” pelas acusações (alegadamente falsas), por que deveriam ser levadas a sério agora ?

O que teria mudado ?

Marilena Chauí afirmou que o acidente (?) com o Airbus da TAM (que matou cerca de 200 pessoas em São Paulo) foi mais um exemplo da “mídia golpista” tentando colocar a culpa no PT. O conivente Paulo Henrique Amorin (que, por alguma razão ainda pouco explicada, abandonou o jornalismo sério e está seguindo os passos de outro vendido, Mino Carta) fez propaganda destas declarações mentirosas, estapafúrdias e ridículas da tresloucada e farsante “filósofa de merda” aqui. Já comentei este ponto em particular (aqui e aqui). Então, vamos seguir com o enterro !

Marilena Chauí e os demais “pseudo-auto-denominados intelectuais petistas” é que mentiram. Eles são uma farsa.

Até porque “intelectual petista” é a antítese do paradoxo: se uma pessoa é intelectual (segundo o Dicionário Houaiss: que ou aquele que vive predominantemente do intelecto, dedicando-se a atividades que requerem um emprego intelectual considerável; que ou aquele que domina um campo de conhecimento intelectual ou que tem muita cultura geral; erudito, pensador, sábio), por exclusão não pode ser PTista. Basta pensar um pouquinho para desprezar e repudiar a montanha de mentiras que sempre sustentaram o PT.

Assim, os tais “intelectuais petistas” são mentirosos, coniventes, submissos, burros demais ou hipócritas. Ou, talvez, uma combinação de tudo isso. Será que entre os nomes listados no tal “manifesto”, nenhum deles havia se dado conta dos fatos ? Será que todos eles andaram “desinformados” como Marilena Chauí ? Ou será que todos eles estavam esperando a poeira baixar para voltar a mentir deslavadamente em público ?

Alguns dos nomes que constam no tal manifesto são: André Singer, Hamilton Pereira, Maria da Conceição Tavares, Maria Victória Benevides, Mário Sérgio Cortella, Paul Singer, Renato Janine Ribeiro, Saturnino Braga e Sérgio Mamberti.

Será que todos eles mentiram de forma consciente ou são ingênuos a ponto de acreditar na teoria conspiratória da “mídia golpista” ?

Neste sentido, a coluna de Clóvis Rossi (Folha de São Paulo, 24/11/2007, na íntegra aqui) está impecável: Pena que só agora os intelectuais do partido (38 deles) descubram a pólvora em manifesto que diz: “O PT precisa enfrentar com coragem e superar a grave crise política que se introduziu no partido nos últimos anos”. “Grave crise política” é uma expressão débil para o caso. Mais honesto seria dizer, como o fez frei Betto, em livro, que se tratou de um “tumor fétido de alianças nefastas”. O manifesto, de resto, é a confissão de uma grosseira fraude.
Pelo menos uma das signatárias, a filósofa Marilena Chaui, especializou-se em dizer que o “tumor fétido” não passava de uma “conspiração” da mídia. Ora, se havia uma “grave crise política”, não houve conspiração, porque qualquer jornal que se preze noticia “graves crises políticas”, por definição. “Tumores fétidos” ainda mais. A conspiração, como cansei de dizer neste espaço, foi, portanto, dos fatos contra o PT, como agora confessam implicitamente os distraídos intelectuais petistas.

O segundo ponto que merece comentários: o texto (com grifo meu) remete a uma parcela do PT que teria “se enredando em práticas que fizeram o rosto do nosso partido ficar parecido com o dos outros partidos brasileiros”. Uma confissão de culpa pela corrupção, peculato e outros crimes que serão analisados pelo STF oportunamente (espero que logo!).

Mas, a despeito de tudo isso, o texto ainda aponta o dedo para a “direita” o “neo-liberalismo”, a “mídia”…..

Será que esse bando de “intelectuais” não consegue enxergar meio palmo à frente do nariz ?

Será que nenhum dos “intelectuais petistas” consegue parar de ruminar sua graminha e enxergar a realidade ?