Apple continua crescendo. Até quando?

Leio no Valor (íntegra AQUI) o seguinte:

Impulsionada pelas vendas de iPhones na China, a Apple apresentou um resultado para o seu segundo trimestre fiscal que superou por pouco as estimativas de analistas. O lucro no período subiu 32%, para US$ 13,6 bilhões, o equivalente a US$ 2,33 por ação. Segundo analistas consultados pela “Thomson Reuters”, a companhia teria um resultado de US$ 2,16 por ação. Em termos de receita, a alta foi de 27%, para US$ 58 bilhões. O consenso era de um valor de US$ 56,1 bilhões.
O desempenho no período foi impulsionado pelas vendas de iPhones, que chegaram a 61,17 milhões de unidades, alta de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. O banco J.P. Morgan estimava as vendas em 53,8 milhões de unidades. A receita de vendas do telefone subiu 55%, para US$ 40,28 bilhões. “Estamos vendo um maior número de pessoas trocando seu telefone por um iPhone do que registramos em ciclos anteriores, e estamos animados com o início do trimestre que se encerra em junho por conta do lançamento do Apple Watch”, disse o executivo-chefe da companhia, Tim Cook, em comunicado.
A China foi o motor de crescimento da fabricante. A receita no país avançou 71%, para US$ 16,82 bilhões. Com esse desempenho, a China passou a Europa e se tornou o segundo maior mercado para a Apple, atrás apenas da região das Américas.
Junto com o resultado do segundo trimestre, a Apple anunciou a ampliação de seu programa de recompra de ações de US$ 90 bilhões para US$ 140 bilhões. A companhia também ampliou em 11% o seu dividendo, para US$ 0,52 por ação. Para o terceiro trimestre, a Apple estimou sua receita entre US$ 46 bilhões e US$ 48 bilhões.

A questão é: até quando (e com qual intensidade) os números da Apple continuarão crescendo?

Parece evidente que a entrada no mercado chinês foi um fator da maior importância para a Apple: a receita na China subiu 71% para US$ 16,8 bilhões, fazendo do país o maior mercado da empresa depois dos EUA, graças às fortes vendas do iPhone. Vi muita gente dizendo que a Apple já havia atingido seu teto, e que o mercado americano estaria saturado dos produtos da maçã.

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Com isso, a empresa fez o que deveria ter feito: buscou um mercado imenso, no qual ainda não havia entrado. A China foi, evidentemente, uma opção correta, e os números mostram isso.

Paralelamente, a Apple seguiu fazendo as modernizações em sua linha de produtos, e lançou o Apple Watch. Vi muita gente dizendo que seria um fracasso. Ainda é cedo para dizer, mas só no primeiro final de semana de vendas mundiais do relógio inteligente, a Apple vendeu mais relógios do que foram vendidos “wearables” com Android em 2014 inteiro.

E sempre que se fala da “guerra” entre a Apple e os produtos com Android, é preciso ter em mente: a Apple é a única empresa que fabrica e vende produtos com o iOS, enquano o Android é uma bagunça, pois cada fabricante (Samsung, LG, Motorola etc) tenta vender um sistema operacional “personalizado”, e coloca o Android (nas mais diversificadas versões) em diversos produtos: óculos, relógios, PDAs, geladeiras, carros etc.

Há quem diga que a Apple anda desleixada com seus produtos mais tradicionais, especialmente o Mac. Pode ser.

Eu uso o meu MacBook desde 2011 (estou escrevendo nele neste momento), e pode-se perceber que o Yosemite tem tido muitas atualizações de segurança e melhorias (“bug fixes”) em pouco tempo – no último mês, foram umas 3 ou 4. Não era assim. Contudo, os sistemas operacionais da Apple (iOS e Mac OS) ainda são superiores à concorrência. Por quanto tempo? Isso seria um inútil exercício de futurologia. Não serei eu a arriscar um palpite.

O que posso dizer: até aqui, a Apple vem fazendo boas escolhas estratégicas, e tem acertado também na gestão dos produtos. O Apple Watch tem bom potencial, mas ainda é cedo para avaliá-lo.

O problema, no caso do Brasil especificamente, é a estratégia de precificação. Evidentemente, aqui temos o problema do excesso de impostos, além da variação cambial (o dólar estava batendo nos quase R$ 3,50 alguns dias atrás). Isso, óbvio, encarece demais os produtos da Apple. Porém, o iPad era um item com um preço bastante razoável (infelizmente, como mostra o link acima, acabou de sofrer reajustes de até 36%) no Brasil, diferentemente do iPhone, que tem preços abusivos mesmo.

Cabe lembrar, ainda, que aquela promessa feita há anos pelo governo federal (santa incomPTência!) de produzir localmente, na Foxconn, naufragou como todas as demais promessas da cambada do PT.

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