As feminazis atacam novamente: acusação fictícia faz mais uma vítima

Começo pedindo desculpas ao leitor, pois o assunto é chatíssimo, e pode parecer um disco riscado se repetindo infinitamente, mas o caso é atual e infelizmente tem impacto direto na relação cliente-empresa. (e trata de Relações Públicas também)

No dia 5 de Fevereiro, uma feminazi publicou um “textão” (termo que indica um texto chatíssimo, geralmente recheado de bobagens) no Facebook, acusando um bar da Vila Madalena de ter sido (no mínimo) conivente com um assédio sofrido por ela e por uma amiga. Reproduzo na íntegra a fanfic da feminazi a seguir (o original, se não tiver sido apagado quando o dileto leitor clicar, está AQUI):

O Carnaval começou com uma dose cavalar de silenciamento.
Senta que lá vem textão.

Ontem à noite, eu e meus amigos tivemos a infelicidade de ir parar no Bar Quitandinha, na Vila Madalena. Sentamos em um mesão com nossos amigos homens e só eu e a Isabella de mulher. Bebemos algumas durante umas horas, até que todos os homens resolveram se levantar para ir fumar ao mesmo tempo. Absolutamente normal. Eu e ela continuamos sentadas, batendo papo.

E, no intervalo de 5 minutos sem a escolta masculina, um absurdo aconteceu.

Dois caras se sentaram na nossa mesa de forma extremamente desrespeitosa. Puxaram a cadeira e se acomodaram, sem nenhum tipo de convite ou abertura. Tentaram puxar papo insistentemente, enquanto nós desconversávamos, bastante incomodadas. Um deles achou conveniente se servir da nossa cerveja. Obviamente indignadas com a situação, pedimos para que ele não fizesse isso e deixasse a mesa. Ele ignorou e seguiu fazendo o que bem entendesse. Chamamos o garçom e pedimos para ele afastar os caras, que, a esse ponto, já estavam perdendo a linha. Nada – nada – foi feito.

Enquanto eu e a minha amiga tentávamos ignorar os dois trogloditas, eles resolveram partir para o contato físico, já que uma conversinha amigável não estava adiantando. Um deles puxou meu braço. Pedi para ele não tocar em mim. E aí, meu amigo, imagina um cara que ficou puto. Como assim eu não posso tocar numa mulher que tá sentada sozinha? Eles se levantaram da mesa e começaram a nos xingar dos piores nomes da face da terra. “Puta e “lixo” foram dos mais leves. Disseram que não queriam nos tocar mesmo, já que somos feias, gordas e escrotas. Que eles tinham tanto dinheiro (?) que poderiam até nos comprar, se eles quisessem. É. Esse tipo de babaca.

O garçom chegou com o gerente no meio da discussão. Ah! Esses daí vão ajudar a gente, pensamos. Até parece. Eles deram um cumprimento caloroso nos dois assediadores – clientes da casa há 10 anos, reforçaram inúmeras vezes, para tirar a nossa credibilidade. E, ao invés de retirar os caras, o segurança nos retirou, de forma bruta. Sim. As duas meninas que estavam sentadas na mesa tomando conta das nossas próprias vidas. Nesse ponto, nossos amigos homens já tinham voltado e estavam tentando convencer a equipe do bar de que a culpa não era nossa, também em vão, também indignados com tudo.

Saímos e o gerente veio conversar conosco. Aliás, conversar não, dar mais um dose de humilhação. Enquanto minha amiga tentava explicar o absurdo que tinha acontecido, o tal gerente não a olhou nos olhos nenhuma vez e bufava com desprezo. Quando resolveu falar, disse que, se não houve agressão física (que aliás, mais tarde, descobri roxos e cortes nos meus braços, adquiridos no momento em que o lindo me segurou para me xingar), não poderia fazer nada. Que os dois indivíduos que nos assediaram eram clientes e não iriam lidar com as nossas acusações.

Enquanto tudo isso acontecia, a dupla ficou lá dentro, tranquila, sendo servida como príncipes. Olhavam para trás entre um gole e outro para rir mais um pouquinho da nossa cara e nos mostrar o dedo do meio.

A polícia chegou. Ufa, quem sabe agora vai nos escutar? Pff. Não dá pra fazer nada não, moça. Se você quiser, vai ter que ir até a putaqueopariu fazer um BO junto com os seus agressores. Tudo o que você precisa ouvir em um momento traumático e sem nenhum suporte.

Um dos agressores finalmente saiu do bar para falar com a polícia. E a cena foi a seguinte: ele e o policial se cumprimentaram com um toque íntimo de mão e algumas risadas. Apontaram para nós, nos chamaram de histéricas, e retornou para sentar dentro do bar com seu amigo. Tranquilo. Suave.

Tudo isso aconteceu diante dos nossos olhos ardendo de chorar de impotência e raiva. Nenhum grito foi suficiente para ser ouvida: nem pelos dois caras, nem pela equipe do bar, nem pela polícia. Ninguém saiu perdendo, só nós: as mulheres, vítimas daquela merda toda.

#‎vamosfazerumescândalo‬

EDIT: Essa é a página do bar. Sintam-se à vontade para dizer para eles o que vocês pensam. https://www.facebook.com/Quitandinha-Bar-339947812719370/

Com relação ao texto em si, poderia dissecá-lo ponto a ponto, mas não farei isso. Vou ressaltar apenas 2 trechos que eu considero mais relevantes (e menos enfadonhos, se possível):

Ponto 1) A garota afirmou (trecho grifado, em negrito) que não foi até a delegacia fazer o Boletim de Ocorrência porque “vai ter que ir até a putaqueopariu fazer um BO junto com os seus agressores“. São duas mentiras numa única frase.

Ela não era obrigada a ir até a delegacia JUNTO com os supostos “agressores”. Ela poderia ir sozinha (ou acompanhada da amiga, ou dos amigos que haviam saído para fumar, todos ao mesmo tempo, quando a suposta agressão convenientemente teria acontecido).

Sim, registrar um BO é chato, pode ser demorado se a delegacia estiver cheia, mas EM SE TRATANDO DE UM CRIME, É UMA ETAPA FUNDAMENTAL DO PROCESSO LEGAL. Ninguém gosta, entendo eu, mas é necessário. Eu já estive em delegacias, em horários diversos, para fazer BO. Ok, é um saco, mas é necessário.

A segunda mentira foi “ir até a putaqueopariu” para fazer o BO. A imagem abaixo mostra a distância entre o bar aonde a garota estava e o 14.o Distrito Policial (Pinheiros):

paularosiska_2016-Feb-16

Apenas 750 metros separam o bar da Delegacia aonde ela poderia ter feito o BO. Segundo o Google Maps, são NOVE MINUTOS A PÉ. Além disso, eu conheço aquela delegacia, e é uma das mais aprazíveis (dentro do possível) da cidade de SP – ao menos entre as que eu conheço.

Resumindo, ela poderia ter feito o BO, o que serviria para as medidas legais pertinentes a posteriori. Ao invés disso, ela preferiu criar um caso nas redes sociais, basicamente para “jogar para a torcida” – até porque no Facebook, você não precisa apresentar evidências nem testemunhas, basta contar a sua versão (ainda que ela seja repleta de furos e bastante inverossímil).

Usar Facebook, Twitter e outras redes sociais para reclamar de um serviço ruim prestado por uma empresa, uma bagagem extraviada ou um produto defeituoso é uma coisa relativamente comum, mas um crime não deve ser tratado neste palco. Crime é coisa séria, grave, e DEVE ser reportado às autoridades competentes (ainda que sejam, muitas vezes, incompetentes).

Por que a garota recorreu ao Facebook e não à delegacia de polícia? Por que ela preferiu sentar à frente do computador ao invés de usar os canais legais? A resposta a esta pergunta está no ponto 2, logo abaixo.

PONTO 2) Chamo a atenção do leitor para as últimas linhas do “textão” da feminazi: “#‎vamosfazerumescândalo‬  EDIT: Essa é a página do bar. Sintam-se à vontade para dizer para eles o que vocês pensam. https://www.facebook.com/Quitandinha-Bar-339947812719370/”

A verdadeira natureza do jogo está neste trecho final: a agenda da garota é criar um ESCÂNDALO, achincalhar o bar, e não buscar reparação judicial pela suposta agressão sofrida.

Ela usa a hashtag VAMOS FAZER UM ESCÂNDALO. Não tem como ser mais claro do que isso: pouco importam evidências, testemunhos, apuração de fatos inerentes a uma investigação criminal – o importante é fazer escândalo, dar um jeito de arranjar 2 minutos de fama ao ser notícia em alguns jornais e sites (especialmente sites pavorosamente ruins, como os Huffington Posts da vida), e tentar colar a versão de que o bar é machista e preferiu apoiar os “agressores” ao invés de tomar um atitude favorável às supostas “vítimas” do machismo. Aliás, quem quiser ver mais sobre o assunto: AQUI.

Esta é a essência da agenda das feminazis: criar machismo aonde ele não existe, criar vítimas aonde elas não existem. O problema é que as empresas, agora, estão no alvo dessa agenda feminazi, como eu já demonstrei diversas vezes aqui no blog (AQUI, AQUI, AQUI). As empresas estão servindo de catapulta, um instrumento de uma agenda burra.

Se a garota realmente tivesse passado pela situação que ela descreveu, o caminho lógico seria acionar a justiça – e, para isso, precisaria do BO. Mas o interesse dela é outro, a agenda é outra. O que ela quer é levar alguns incautos a acreditarem que a versão dela é real, que aquela historinha aconteceu, que TODOS os homens são nojentos, asquerosos, machistas etc… O típico e surrado mimimi das feminazis.

Mas e o Bar Quintandinha?

Como de costume, enfiou os pés pelas mãos no que diz respeito ao relacionamento cliente-empresa e levou nota zero no quesito relações públicas.

Porém, o Meio & Mensagem publicou um texto sobre o caso que, ao invés de tratar dos fatos, assume como verdadeira a ficção feminazi e já trata o Bar como culpado pela suposta agressão. Se a questão é preservar a marca do Bar Quitandinha, a autora do texto sugere…NADA!

Uma marca tem uma determinada reputação: ela pode ser vista como uma marca confiável, moderna, inovadora, cara, durável, problemática, de alta ou baixa qualidade etc. Cabem diversos adjetivos. Não conheço este bar, não faço idéia de qual seja o posicionamento de mercado dele – mas, de qualquer forma, ele deveria ter agido de forma a mostrar aos seus clientes que se trata de um estabelecimento seguro, confiável, no qual homens e mulheres podem saborear bebidas e comidas saborosas para aproveitar seu tempo com os amigos. Isso é fundamental para um bar e/ou restaurante.

Ao invés disso, a postura do Bar Quitandinha foi errática. Num primeiro momento foi evasiva, apenas deixando nas entrelinhas insinuações de que a cliente distorceu o que aconteceu. Depois, exagerou na agressividade, dando destaque ao vídeo que contém imagens da câmera de segurança:

Sim, a filmagem da câmera de segurança realmente desmonta a maioria das acusações da feminazi, mas nem todas. Um bom resumo disso eu vi no YouTube do Izzy Nobre:

Quem abre um bar na Vila Madalena deve estar preparado para lidar com o público que frequenta a região – há desde os bichos-grilo cheios de dinheiro que fingem ser pobres e defendem o socialismo enquanto o papai estiver bancando seus luxos, até os mauricinhos e patricinhas “clássicos”, há os que vão para “pegar” o maior número possível de mulheres (e as mulheres que vão para “serem pegas” pelo maior número possível de homens) etc. É uma selva. Mesmo. Na época do Carnaval, aliás, aquela região fica particularmente intransitável na minha opinião.

Mas  é do jogo. Trata-se, no fim das contas, de SEGMENTAÇÃO DE MERCADO. Há lugares (bares, “boates” etc) que se propõem a ser pontos de “pegação”, ou seja, quem vai lá ESPERA “pegar” alguém; há, também, locais destinados a famílias, outros para quem está namorando etc.

Se uma empresa se propõe a ser um local “de pegação” deve estar preparada para lidar com os folgados e sem noção que exageram no flerte e acabam sendo agressivos, indesejáveis ou até mesmo criminosos. E o estabelecimento precisa saber lidar com isso – ou então deve mudar de ramo.

Quer um bar ou um restaurante “familiar”? Ok, é uma escolha de segmentação que implica diversas ações práticas – desde a localização até o som ambiente, passando pelo treinamento dos garçons e infra-estrutura (um fraldário, por exemplo). Num bar que se destina a ser frequentado por jovens dispostos a flertar, um fraldário não é adequado, assim como o perfil dos garçons também deve ser diferente. Já um bar que pretenda ser frequentado por casais (namorados, marido e mulher etc), é cabível uma iluminação mais intimista e um som ambiente moderado, um cardápio “romântico”, velas nas mesas etc…

Tudo isso é absolutamente básico, elementar, óbvio. 

O Bar Quintandinha quer ser frequentado por jovens que vão lá para flertar e “ficar” com garotos e garotas com os hormônios em ebulição (e geralmente regados no álcool)? Então precisa saber lidar com este público-alvo.

Porém, o maior erro do texto do Meio & Mensagem é esquecer que a marca deve preservar seus valores: se uma pessoa desequilibrada, infeliz ou desocupada resolve criar uma campanha de difamação do estabelecimento, ele deve ficar quieto e ver sua reputação ser achincalhada? A fofinha sugere que o Bar fique apenas observando as loucas e tresloucadas de sempre afirmando as coisas mais absurdas sobre a empresa e a marca? Essa é a melhor solução para preservar a marca, ficar de braços cruzados enquanto as feminazis difamam e caluniam a empresa, os proprietários e os funcionários?

CLARO QUE NÃO!

Espero, sinceramente, que os donos acionem a feminazi judicialmente, pois ela está, desde o início, agindo com o intuito de “fazer um escândalo” (ela mesma escreveu isso, lembra?!). Ela se coloca como vítima, afirma (TEXTUALMENTE) que quer fazer um escândalo e ainda dá o link da página do bar, para que as pessoas sensibilizem-se com a sua história triste (ela foi VÍTIMA! Coitada!!) e sigam para a página do Bar para xingar os donos, os funcionários etc…

Aliás, acabei de visitar a página do Bar Quitandinha no Facebook. Desde o dia 6 de Fevereiro foram SEIS postagens tratando do caso da feminazi – desde então, a página do bar não trata de outro assunto. A redação dos posts é claramente amadora (não só pelos erros gramaticais, mas pelos erros de posicionamento), e transparece um certo desespero – como quem diz “pelo amor de Deus, parem de falar disso! Não sabemos mais o que fazer!!!“.

Não sabem mesmo. Infelizmente.

 

PS: Como há chances de que a feminazi venha a apagar seus posts (nunca se sabe), seguem abaixo os print-screens (tive que dividir, pois era muito longo para uma tela apenas).

Júlia_Velo_-_O_Carnaval_começou_com_uma_dose_cavalar_de..._-_2016-02-17_02.37.08

Júlia_Velo_-_O_Carnaval_começou_com_uma_dose_cavalar_de..._-_2016-02-17_02.37.34

Júlia_Velo_-_O_Carnaval_começou_com_uma_dose_cavalar_de..._-_2016-02-17_02.37.52

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