Sectarismo, proselitismo e outros ismos

Não é apenas no campo da política que vemos excesso de proselitismo, exageros, demagogia, populismo……. A despeito de a política ser, sem dúvida, área vasta a ser semeada com tudo isso.

Um dos pontos que mais tem me chamado a atenção diz respeito às questões envolvendo a “sustentabilidade” – para usar o termo do momento, da moda.

Empresas estão investindo em comunicação para vender uma imagem associada à tal “sustentabilidade”, e esta discussão acaba resvalando, impreterivelmente, em questões políticas. Empresas, governos e cidadãos (ou “sociedade civil”) têm, claro, seus respectivos papéis na questão da preservação do meio-ambiente – isso é inegável. Porém, o que eu tenho percebido é um certo exagero.

Tenho visto muito sectarismo dos debates que cercam tal assunto. Entidades que “nasceram” com a missão de defender o meio-ambiente (como o Greenpeace, por exemplo – que abandonou, há muito tempo, a parte “peace”, promovendo ações agressivas, ilegais e quase terroristas), de alguns anos para cá, vêm deixando de lado o meio-ambiente em si para fazer muito mais politicagem.

Apenas para constar, destaco um documentário produzido pelo Canal 4 britânico, que traz uma discussão decerto polêmica – mas não por isso desmerecedora de alguma atenção. Eis alguns trechos:

Pesquisando sobre o tal documentário rapidamente, vi algumas contestações, questionamentos etc.

Ao reproduzi-los aqui, não estou endossando nada. Apenas trazendo à tona. Creio que, desta forma, é possíveltratar desta questão – decerto relevante – mas sem ignorar por completo um possível “outro lado”.

Afinal, esta questão do meio-ambiente tem parecido um discurso único: TODO MUNDO tem a mesma certeza ?! Isso é, conceitualmente, estranho……

Na prática, vejo muita gente defendendo esta questão muito mais com um sectarismo perigoso do que com racionalidade……. Por exemplo, o IPCC….. As declarações vistas no documentário supracitado são, no mínimo, merecedoras de alguma reflexão.

Será que não tem gente extrapolando nesta questão ?! Creio que ela merece uma discussão mais embasada, e menos baseada em “modismos”, em proselitismo, em populismo…. Caso contrário, babacas como os do MST continuarão usando o assunto (e sua abordagem enviesada) como palco de seus desmandos, de suas invasões ilegais, de seus crimes.

Retrospectivas e Perspectivas

Todo início de ano, a mesma coisa: retrospectivas do ano anterior, e promessas e avaliações para o vindouro. Nenhum problema até aí. Dependendo dos resultados da retrospectiva e das perspectivas, claro !Por coincidência, uma das últimas newsletter que recebi em 2007 (para ser mais preciso, no dia 27 de Dezembro), tratava justamente das perspectivas do Brasil diante da Economia mundial. A newsletter da Wharton Knowledge (da Wharton School, nos EUA), disponível AQUI e AQUI, trata do Brasil sob duas óticas distintas, conquanto complementares. Ambas são interessantíssimas e merecem uma leitura.

A primeira matéria, trata da Economia como um todo, e analisa os países do bloco “BRIC” – Brasil, Rússia, Índia e China. O texto é elogioso (como, de resto, costumam ser as análises publicadas nas newsletters da Wharton), superficial, mas ainda assim ajuda a mostrar o tipo de visão que acaba sendo formada do Brasil no exterior. Vale como curiosidade.

Um trecho, que comento na seqüência:

For more than 20 years, Brazilian capital markets were characterized by protectionism and underdevelopment. Following the improvement in the economy, capital markets began to modernize. Lately, Brazil has been benefiting from a favorable external environment. On a global level, it has significant liquidity. In a broad range of financial markets, prices have risen at a brisk pace and the country has growing economic ties with developed economies. Internally, its monetary policies have enabled it to control inflation, now between 3% and 4%. As a result, interest rates are trending downward. Economists anticipate that rates will drop to 9.5% by 2009 from their current level of 12%. “Brazil is a country where you have to be,” says Pampillon. For his part, Martinez-Lazaro notes that Brazil “has gone from being a country of the future to becoming a country of the present.”

Macroeconomic stability as well as widespread expectations that Brazil will play a growing role in the new global economy are turning the country into a very attractive destination for foreign investors. “There is a surplus in the trade balance, in exports,” notes Pampillón. The same thing is happening in the stock market where there has been a “spectacular jump,” he adds.

Barely four years ago, the largest Latin American stock markets were on the black list of investors in emerging markets. The economic crisis in Argentina, along with the arrival of Lula as president of Brazil, frightened away capital investment. The profits offered by Brazil,Argentinaand Mexico could not compete with those in Asian markets. But the situation has changed. Analysts say that the rise of Latin American markets can be explained by the favorable international environment. “The exchange rate is variable. If global economic conditions change and Brazil doesn’t attract enough foreign capital, the exchange rate will adjust, which will lead to adjustments in the country. Now that it is a country on the rise, the exchange rate has gone up and continues to be strong,” Pampillon says.

Interessante a leitura….. Mais interessante ainda quando a leitura é feita à luz das informações que temos aqui no Brasil – e, geralmente, analistas estrangeiros raramente conhecem. As análises (politicamente corretas) partem de um tom elogioso às decisões econômicas adotadas pelo Rei Mulla, e acabam elogiando também a democracia das instituições brasileiras.

Ótimo !!! Pena que o texto esqueça-se de mencionar (bom, na realidade ele nem se pretende prestar a fazer uma análise histórica, é apenas um texto superficial publicado numa newsletter pouco aprofundada) que todas as “vantagens” citadas (incluindo a PRIVATIZAÇÃO) sempre foram, ao longo de 20 anos, criticadas duramente pela corja PTista. Alguns setores mais sectários, aliás, continuam criticando-as veementemente – vide a ridícula campanha sobre a re-estatização da Vale (aqui, aqui e aqui), ou mesmo questões como concessão de rodovias e serviços de telecomunicações, além das tradicionais bravatas dos CRIMINOSOS E BANDIDOS do MST (aqui, aqui, aqui e aqui).

Obviamente, isso não impede que Rei Mulla, hoje, colha os frutos. Afinal, o grande mérito dele (sim, eu acho que existe ao menos um!) foi e continua sendo o fato de não ter feito rigorosamente NADA.

Manteve a política econômica do FHC (aquela mesmo que tanto criticou), manteve o fisiologismo descarado no trato com o Legislativo, manteve tudo o que fora iniciado pelo FHC…. Ameaçou, pontualmente, descumprir uma coisa ou outra, mas, no geral, manteve tudo. Mérito maior, registre-se, do médico-ministro Palocci e do medo que os incomPTentes sempre tiveram do poder.

Brigaram, por 20 anos, para chegar ao poder. Chegaram. E cagaram.

Deixaram que isso lhes subisse à cabeça, e tomaram de assalto o Estado brasileiro.

Neste sentido, foram as maiores mudanças em relação aos mandatos de FHC: abandonaram o enxugamento da máquina pública para lotaer cargos (criados na base da canetada) para os sindicalistas, pelegos e companheiros incomPTentes – o que acarretou, ao final, maior ineficiência da máquina, além de receitas crescentes (e milionárias) para o PT, via dízimo.

Pode concluir, pois, que nos únicos pontos nos quais houve sensíveis mudanças (que, aliás, era o mote da comunicação da campanha de 2002, a MUDANÇA), elas foram para pior. Sorte que alguns pontos, cruciais para a melhoria da Economia, foram simplesmente abandonados – como, aliás, também foram abandonadas as estradas, a malha aérea brasileira, a reforma política etc.

Sorte nossa que a Economia mundial criou uma maré de boas notícias.E que o Brasil estava, afinal, pronto para crescer. Isso poderia ser a “herança bendita” que Rei Mulla, obviamente, não agradece. Rei Mulla deve muito a FHC………!!!!

O problema são as perspectivas para 2008……….. O petróleo em alta, no mercado mundial, e esta “febre” de etanol no Brasil………. A conferir se o Brasil vai conseguir se tornar uma potência mundial com base no fornecimento de etanol para os mercados desenvolvidos ou se acabará tornando-se refém de um único produto agrícola, de baixíssimo valor agregado, de baixa tecnologia…….

Especialmente sem pessoas minimamente comPTentes para elaborar políticas públicas de médio e longo prazos….. (e com muitos incomPTentes loteados na Petrobrás).

 

 

 

 

 

CPMF: mais mentiras caem

Nas diversas tentativas de prorrogar a cobrança da CPMF, este (des)governo PTista-PaTético desfilou inúmeras mentiras travestidas de argumentos.

A notícia abaixo derruba mais um (e tantos já caíram antes !!!!), e foi extraída do Portal G1 (AQUI, na íntegra)

Com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o governo criou nesta sexta-feira (28) outro instrumento de fiscalização com base na movimentação financeira dos contribuintes. A Receita Federal baixou norma exigindo que as instituições financeiras repassem ao fisco informações semestralmente sobre as operações financeiras que ultrapassem a cada semestre R$ 5 mil realizadas por clientes pessoa física. As informações de operações feitas por empresas terão que ser encaminhadas quando ultrapassarem R$ 10 mil. A regra vale para cada modalidade de operação financeira. Os bancos terão que identificar os titulares das operações pelo número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). Apesar da obrigação de envio das informações ser semestral, as movimentações terão que ser discriminadas mês a mês.

A norma foi estabelecida com base na Lei Complementar 105, que trata do sigilo das operações de instituições financeiras, para criar outro instrumento de fiscalização. A medida vale a partir de janeiro de 2008, quando a CPMF não poderá mais ser cobrada. Uma das principais armas do Fisco para pegar sonegadores, a CPMF garantiu nos últimos 5 anos que R$ 41 bilhões fossem cobrados de empresas e pessoas físicas que sonegaram ou pagaram indevidamente seus impostos. A decisão da Receita dá munição a vários críticos da CPMF, para quem sua prorrogação não era necessária nem mesmo para fiscalização. Durante as negociações para prorrogar o tributo, seu caráter fiscalizador foi sempre levantado como prioritário pelo governo.

Mais e mais mentiras da PTralhada caem, dia após dia……

Bolívia e Petrobrás: uma história de amor e ódio

Primeiro, o texto que recebi por e-mail. Depois, meus comentários.

Todo menino passou por isso ao menos uma vez: Ter de encarar um valentão na escola. Todo mundo já foi para o recreio passando por uma odisséia mental, e a nada metafórica górgona que o aguardava era um moleque mais velho e mais forte, espancador de menores e ladrão de merenda. Todos conhecem o tipo. E todos evitavam cruzar com ele, claro. Quanto maior a distância, menor o problema. Mas alguns usavam uma tática oposta; viviam puxando o saco do sádico mirim. Eram os baba-ovos de plantão, que compravam a simpatia dele com as adulações. Quando o valentão escolhia um deles pra extravasar sua violência natural, a saída do puxa-saco agredido era fingir que tudo não passava de uma brincadeirinha do amigão. Diminuía o tempo de surra e salvava as aparências. Assim o puxa-saco continuava amiguinho do covardão e tentava fazer com que os outros acreditassem que era apenas uma travessura. E afinal, quase nem tinha doído, gente.

Semana passada Lulla riu de Hugo Chávez quando foi chamado de sheick da Amazônia e de magnata do petróleo, entre outras graves ofensas. Tudo televisionado. O riso nervoso, forçado, demonstrava claramente que Lulla tinha medo. Lulla morre de medo de Chávez, o valentão boquirroto. Lulla fez o papel de amiguinho para apanhar menos.

Lulla foi ironizado, espezinhado, humilhado pelo psicopata Hugo Chávez , na Cúpula Ibero-Americana, ocorrida no Chile. Riu, nervoso, quase histérico, para disfarçar a humilhação mundial que passava. Não só ele, mas, aos olhos do mundo, todo o Brasil foi, de novo, agredido verbalmente pelo venezuelano. O mesmo que chamou nosso Congresso de papagaio dos americanos.

O rei da Espanha não comunga com esses pensamentos. Não agiu como Lulla, fingindo que era tudo brincadeirinha do amigão do peito. Não foi fraco, não foi pusilânime. Quando o psicopata falou mal da Espanha e do ex-primeiro-ministro José Maria Aznar, chamando-o de fascista, ouviu o merecido cala-boca; rei Juan Carlos, um homem educado, piloto aposentando da Força Aérea espanhola, fidalgo que bem representa seu país, deu seu recado ao ditador. E ao mundo: chega desse imbecil. Algo que não ouviu do presidente brasileiro; Lulla perdeu uma excelente chance de mostrar que não somos idiotas, ou ao menos, que não é covarde. Estamos mal. Lulla riu (riu!) ao ouvir as ofensas ironicamente dirigidas ao Brasil e à sua triste figura, meu nobre cavaleiro Dom Quixote; digo, Sancho Pança. Moinhos que o digam. Cervantes foi honrado pelo seu rei. Fomos humilhados pelo nosso presidente, mais ainda que pelo falastrão venezuelano. É de chorar; justamente quem deveria, até pela força de seu cargo, defender o Brasil de Chávez, preferiu fingir que a pancada não doeu. Achou melhor assim. Lulla só mostra as garras com os menores, como o jornalista americano Larry Rother, que relatou as paixões etílicas do presidente e quase foi deportado pelo “crime”.   Com os mais parrudos, age diferente; Chegou até a ficar amicíssimo de Fernando Collor, José Sarney e Orestes Quércia, a quem antigamente chamava de ladrões.

Com Evo Morales não foi diferente. O boliviano espoliou e humilhou o Brasil invadindo militarmente a Petrobrás, com transmissão ao vivo pela TV mundial. Lulla fez que não era com ele. Como se a pedrada não tivesse atingido suas costas.

O rei espanhol provou que tudo tem limite. Fez com Chávez o que Churchill fez a Hitler em 1938: Avisou ao mundo o perigo que representa um tirano demente e armado até os dentes. Parece que Juan Carlos teve mais sucesso que o inglês em sua empreitada. O alerta foi ouvido.

A Europa cansou de Chávez. O rei disse o que muitos pensam, mas não falam. O venezuelano odeia a Espanha, um país que enriqueceu à custa de muito trabalho duro. Muito diferente da Venezuela, que empobrece a olhos vistos, não obstante as fortunas arrecadadas com a exportação de petróleo, cujos lucros vão diretamente para o ralo do populismo e da corrida armamentista.

Na escola em que o rei Juan Carlos ministra aulas, Lulla ainda está no primário. E Chávez o espera no recreio, para roubar nossa merenda.

Pois então: nesta semana, Rei Mulla anunciou investimentos da Petrobrás na Bolívia. Fingiu que Evo Morales jamais expropriou o patrimônio da estatal Petrobrás (o que, por definição, lesa o Brasil como um todo, cada um dos cidadãos brasileiros foi roubado pela Bolívia), mas precisava anunciar estes investimentos para continuar numa rixa patética com o não menos patético Hugo Chávez, na briguinha por demagogia barata e pífia que ambos têm.

Os dados e números estão claramente explicados pela web. Destaco alguns aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Lamentável que o povão, no Brasil, esteja adorando essa política de pão e circo da corja PTista e, levado pela ignorância, não esteja se dando conta das cagadas que Rei Mulla e asseclas adestrados têm feito. Muitas destas cagadas comprometem o Brasil em médio e longo prazos – mas o bolsa-esmola do curto prazo é mais importante………. 

CPMF e 51×51

Tenho acompanhado, com imenso prazer e deleite, o desenrolar da questão da CPMF.

Longe de mim imaginar que o Senado seja merecedor de elogios, mas a votação da CPMF foi, no mínimo, hilária. Especialmente para quem, como eu, acompanha há algum tempo a incomPTência da corja PTralha. Sobre isso, uma seleção minha de visões sobre o tema – começando pela séria: AQUI.

Mas a melhor da semana veio na coluna do José Simão: E essa: “51% aprovam o Lula”.
Adorei o número: 51! O povo reconhece mesmo! E eu entendo o resultado da pesquisa: o Lula bebe e é o povo que fica de fogo! Rarará!
E o melhor presente de Natal é um CD com as metáforas do Lula. As 20 primeiras faixas são em futebolês, as outras em churrasquês. Porque o Lula é trilingüe: ele fala lulês, futebolês e churrasquês! Rarará!

E para finalizar, mais uma bem-humorada (dependendo da “perspectiva”):

Bolsa-família e o PIB

Nota rápida (publicada pelo Valor Econômico, aqui):

De 2003 a 2006, o Bolsa Família contribuiu para reduzir as desigualdades de renda entre as regiões do país e entre os indivíduos, mas teve um pequeno efeito negativo sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – considerando que os recursos para o programa vieram da redução de outras despesas correntes da União. O impacto negativo sobre o PIB brasileiro foi de 0,48 ponto percentual em quatro anos, o equivalente a 0,12 ponto percentual ao ano, segundo o professor Carlos Roberto Azzoni, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). No caso do Nordeste, porém, a expansão da economia foi beneficiada em 4,6 pontos percentuais de 2003 a 2006, uma média anual de 1,1 ponto. As regiões Sudeste e Centro-Oeste é que jogaram o resultado nacional para o terreno negativo.

Pois é……..

O PT e Rei Lulla falam tanto do Bolsa-Família……… (inclusive mentem, quando dizem que “criaram” o programa: ele foi criado pelo FHC, com o nome de “Bolsa-Escola”).

Empresas privatizadas: mais competitivas

Num ranking elaborado pelo Boston Consulting Group, que listou as 100 empresas mais competitivas dos países “em desenvolvimento”, uma curiosidade: o Brasil ocupa o 3o lugar, atrás de China e Índia. Para maiores informações, consultar a Folha OnLine aqui, ou o próprio Boston Consulting Group, aqui. A relação completa está aqui.

No Brasil, são 13 empresas: Vale, Petrobrás, Embraer, Gerdau, Votorantim, Braskem, Sadia, Perdigão, Natura, Coteminas, WEG, JBS-Friboi e Marcopolo. Destas, APENAS UMA É ESTATAL.

Todas as demais são empresas privadas.

Duas delas (Vale e Embraer) foram privatizadas (na época de FHC). Que foi criticado (ainda é, até hoje), chamado de “privatista”; muita gente, por pura falta de conhecimentos, acreditou quando o PT colou a pecha de “privatista” no picolé de chuchu (Alckmin) nas últimas eleições. O PT usou e abusou da burrice de muita gente, que simplesmente nunca entendeu o que foi a privatização – e, por alguma razão obscura, acha que é algo parecido a “entregar o Brasil” ao “poder imperialista” ou bobagem que o valha.
Cadê os bitolados defensores da estatização ?

Será que a Vale do Rio Doce constaria desta lista se ainda fosse estatal ? Será que aqueles mentecaPTos ainda querem reestatizar a Vale ?

Uma futura PTista

Essa eu li numa lista de discussão, e transcrevo com adaptações, recorrendo ao Jornal Agora (que publicou a notícia inicialmente) e a algumas “colaborações” de membros da lista (WideBiz). Meus comentários vêm depois.

Universitária diz que o direito de ir e vir é barrado pela cobrança de pedágio – 11/09/2007

Entre os diversos trabalhos apresentados em congresso realizado na cidade de Rio Grande (litoral sul do Rio Grande do Sul), um deles causou polêmica entre os participantes. “A Inconstitucionalidade dos Pedágios”, desenvolvido pela aluna do 9º semestre de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Márcia dos Santos Silva chocou, impressionou e orientou os presentes.

A jovem de 22 anos apresentou o “Direito fundamental de ir e vir” nas estradas do Brasil. Ela, que mora em Pelotas (ao lado de Rio Grande), conta que, para vir a Rio Grande apresentar seu trabalho no congresso, não pagou pedágio e, na volta, faria o mesmo. Causando surpresa nos participantes, ela fundamentou seus atos durante a apresentação.

Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos “Direitos e Garantias Fundamentais”, o artigo 5 diz o seguinte: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade” .E no inciso XV do artigo: “é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens”. A jovem acrescenta que “o direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa dizer que não é possível violar esse direito. E ainda que todo o brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional. O que também quer dizer que o pedágio vai contra a constituição”.

Segundo Márcia, as estradas não são vendáveis. E o que acontece é que concessionárias de pedágios realizam contratos com os governos Estadual ou Federal de investir no melhoramento dessas rodovias e cobram o pedágio para ressarcir os gastos. No entanto, no valor da gasolina é incluído o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), e parte dele é destinado às estradas. “No momento que abasteço meu carro, estou pagando o pedágio. Não é necessário eu pagar novamente. Só quero exercer meu direito, a estrada é um bem público e não é justo eu pagar por um bem que já é meu também”, enfatizou.

A estudante explicou maneiras e mostrou um vídeo que ensinava a passar nos pedágio sem precisar pagar. “Ou você pode passar atrás de algum carro que tenha parado. Ou ainda passa direto. A cancela, que barra os carros é de plástico, não quebra, e quando o carro passa por ali ela abre. Não tem perigo algum e não arranha o carro”, contou ela, que disse fazer isso sempre que viaja.

Após a apresentação, questionamentos não faltaram. Quem assistia ficava curioso em saber se o ato não estaria infringindo alguma lei, se poderia gerar multa, ou ainda se quem fizesse isso não estaria destruindo o patrimônio alheio. As respostas foram claras. Segundo Márcia, juridicamente não há lei que permita a utilização de pedágios em estradas brasileiras. Quanto a ser um patrimônio alheio, o fato, explica ela, é que o pedágio e a cancela estão no meio do caminho onde os carros precisam passar e, até então, ela nunca viu cancelas ou pedágios ficarem danificados.

Márcia também conta que uma vez foi parada pela Polícia Rodoviária, e um guarda disse que iria acompanhá-la para pagar o pedágio. “Eu perguntei ao policial se ele prestava algum serviço para a concessionária ou ao Estado. Afinal, um policial rodoviário trabalha para o Estado ou para o governo Federal e deve cuidar da segurança nas estradas. Já a empresa de pedágios, é privada, ou seja, não tem nada a ver uma coisa com a outra”, acrescentou.

Ela defende ainda que os preços são iguais para pessoas de baixa renda, que possuem carros menores, e para quem tem um poder aquisitivo maior e automóveis melhores, alegando que muita gente não possui condições para gastar tanto com pedágios. Ela garante também que o Estado está negando um direito da sociedade. “Não há o que defender ou explicar. A constituição é clara quando diz que todos nós temos o direito de ir e vir em todas as estradas do território nacional”, concluiu. A estudante apresentou o trabalho de conclusão de curso em novembro de 2007 e forma-se em agosto de 2008. Ela não sabe ainda que área do Direito pretende seguir, mas garante que vai continuar trabalhando e defendendo a causa dos pedágios.

Um dos membros da lista de discussão, Mário Persona, enviou uma resposta impecável, que tomo a liberdade de reproduzir:

O direito de ir e vir não é tolhido pelo pedágio. A estudante poderia fazer o mesmo trajeto a pé sem pagar pedágio, garantindo assim seu direito. Se ela quisesse fazer o trajeto de avião ou de barco, teria de pagar a passagem para usufruir do serviço, ainda que alegasse que o espaço aéreo ou marítimo-fluvial pertencem à União. Neste caso ela poderia ir voando ou nadando, se conseguisse.

Quando morava no Guarujá e estudava em Santos eu atravessava o canal usando a balsa, que era paga. Lá existia uma cancela que sobe e desce e, usando o argumento da moça, eu poderia simplesmente passar direto pela cancela flexível e mergulhar com meu carro no canal, já que ali é território da União, eu pago IPVA e a polícia municipal ou rodoviária não tem jurisdição mar adentro. O pedágio não cobra a circulação pela estrada, mas o uso dos benefícios a ela agregados pela concessionária, uma espécie de balsa para trafegar sobre o mar de buracos da rodovia original. Estou pagando pelo asfalto novo sob os pneus de meu carro e o guincho que irá buscar meu carro em caso de pane.

Minha pergunta a ela seria: em caso de acidente, você se deixaria atender pela ambulância da concessionária ou esperaria chegar um Fiat 147 do SUS adaptado para ambulância com uma lanterna de pilhas no teto? Como disse o Joelmir Beting, já pagávamos o pedágio mais caro do mundo antes de chegarem as concessionárias. Pagávamos em pneus furados, suspensões detonadas, capotamentos e vidas.

Bom, alguns comentários meus, agora.

Esta “brilhante” aluna de Direito tem todas as chances de ser futura Ministra da Justiça do PT. Seus argumentos são, no mínimo, falaciosos, senão apenas falsos. Ou simplesmente burros demais.

Ela parte do pressuposto de que os direitos dos cidadãos vêm “de graça”. Na verdade, direitos pressupõem DEVERES.

Ela tem o DIREITO de circular por estradas em bom estado de conservação, com serviço de auxílio ao usuário, desde que (ex-ante) CUMPRA COM SEUS DEVERES.

Ela quer comprar um carro e circular pelas estradas bem conservadas ? Tem que pagar pedágio, sim. Ou então, pode perfeitamente circular por aquelas estradas que eventualmente têm asfalto – mas, via de regra, são compostas apenas de buracos, terra, lama etc. Em suma, a primeira observação do amigo Mário Persona é perfeita: o pedágio NÃO impede a estudante de ir e vir. O pedágio apenas serve para que ela possa desfrutar das benfeitorias realizadas nas estradas por EMPRESAS PRIVADAS (e que, portanto, visam lucros).

Esta “brilhante” estudante de Direito me parece ter o perfil adequado aos quadros do PT: uma gentalha tosca que faz demagogia barata e tenta enganar apenas os otários mais ignóbeis que não conseguem concatenar 2 idéias para formar um argumento – ainda que simples.

Ela quer que o Estado (União, Estados)  ofereça estradas com bom asfaltamento, segurança e serviços dignos GRATUITAMENTE ?

Ótimo.

Então, ela pode começar a escolher melhor seus candidatos, para eleger Presidente, Governadores, Senadores, Deputados, Prefeitos e Vereadores que combatam a corrupção, o desvio de verbas, a gastança com cargos públicos (o cabide de empregos do PT, por exemplo) e por aí vai. E, ao fazer isso, torçer para que este perfil de governantes seja mantido por pelo menos 20 anos consecutivos. Ela que batalhe para que o Brasil passe a ter dinheiro suficiente para manter TODAS as estradas em perfeitas condições, e, concomitantemente, não haja nenhum único caso de corrupção envolvendo, por exemplo, construções fantasmas de estradas, pontes e afins (pelas quais o governo paga, geralmente atendendo a “emendas” de deputados corruptos que abocanham o dinheiro da União e rateiam com alguns comparsas – mas a população jamais chega a beneficiar-se).

Porém, enquanto isso não acontece, eu prefiro circular em rodovias pedagiadas que ofereçam segurança, conforto e bem-estar. Ela pode seguir a pé ou de bicicleta (ou de moto), e não terá que pagar pedágio. Mas espero que para manter alguma coerência, rejeite os serviços da Concessionária da estrada caso envolva-se num acidente ou coisa similar. 

EMBRAER: 1 peso e 2 medidas…

Interessante o vídeo abaixo:

Destaco que por volta de 04m:30s o então candidato à reeleição Lulla cita a Embraer como grande exemplo do suposto superávit comercial do Brasil com a China, devido à venda de jatos da Embraer ao país asiático…..

Só para lembrar: o PT e Lulla sempre criticaram a privatização. A Embraer é um dos exemplos do processo bem-sucedido de privatização que sofreu tantas críticas do PT, do MST, da CUT, e de outras organizações criminosas e semelhantes. Tratei do caso da Embraer aqui.

Então, só para deixar claro: a privatização é boa ou ruim ?

Ou será que isso é um conceito que muda conforme a necessidade do PT e do Lulla ?!

Finalmente, em homenagem aos dólares da cueca do PT: