TCHAU, TCHAU, QUERIDA – NÃO PRECISA VOLTAR

Dilma Ruinsseff, a pior presidente da História do Brasil, finalmente foi afastada. A “gerentona” mais incompetente do universo virou apenas um parágrafo ruim num livro madraço de História do Brasil. E começo a comemoração com este vídeo:

O que escrever agora? Sinceramente, tenho tantas coisas que gostaria de escrever, que não sei se é melhor produzir um post quilométrico, ou dividir em vários posts. Evidentemente não estou “feliz” com o momento atual – o Brasil está numa crise econômica, política e moral sem precedentes. E, diferentemente do que andam dizendo alguns imbecis, o afastamento da Dilma não resolve nada de pronto.

Primeiro, porque o afastamento ainda não é definitivo – o Senado precisa discutir os crimes da gerentona incompetenta e fazer a votação final. Segundo, porque o lulopetismo enfiou o Brasil num buraco sem fundo, e a Dilma, em especial, arrasou a economia de uma forma surpreendente até mesmo para os bananas da Unicamp que sempre defenderam as cagadas monstruosas da mandatária, mas ultimamente vinham abandonando o barco furado e ensaiado umas críticas xoxas com o intuito de agradar meia dúzia de incautos.

Agora, com o afastamento temporário da Dilma e um novo governo em exercício, as expectativas são boas, e há uma possibilidade (repito: POSSIBILIDADE) de melhoras.

Contudo, 13 anos de PT destruíram o país.

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O Brasil está num estado calamitoso – e não me refiro apenas à economia. Esses 13 anos de lulopetismo arrebentaram instituições, leis, práticas, valores. A sociedade piorou, emburreceu – nem tudo isso foi consequência direta do desastre PT, é claro, mas a organização criminosa que assaltou/tomou o Estado degradou o Brasil de maneira avassaladora e rápida. Algumas poucas coisas que haviam melhorado no país terão de ser reconstruídas do zero. Outras tantas, precisarão de amplas e abrangentes consertos.

Não estou me referindo apenas às empresas, autarquias e instituições públicas que o lulopetismo arrasou. Muitos pensarão apenas na Petrobras e outras estatais, nos fundos de pensão, no BNDES, nos bancos públicos, órgãos como IPEA e Embrapa… etc…
Sim, o lulopetismo devastou todas estas instituições. Mas ele fez muito pior.

Graças ao lulopetismo, o debate público no Brasil virou uma guerrinha tosca e rastaquera de coxinhas” versus “mortadelas – e até jornais antes respeitados se jogaram no esgoto, como por exemplo a Folha de São Paulo, que acabou virando um folhetim grotesco, um palco vagabundo que abriga a escória da ignorância e da estupidez (os Boulos e Duvivers da sarjeta lulopetista), além das jornas que nem sequer tentam mais disfarçar que há tempos estão de quatro, abanando o rabo para o PT – e seus narizes, tingidos de marrom, são prova evidente. Recentemente, aliás, a Folha adicionou a “lacroeconomista” Laura Carvalho, que produz boçalidades em série (parece até formada ana Unicamp, coitada) para se juntar ao time de notáveis jornas/colunistas que já contava com o “brilhantismo” de Janio de Freitas, Barbara Gancia, Vladimir Safatle, Juca Kfouri, André Singer, Antonio Prata, Bernardo Melo Franco, Celso Rocha de Barros (coitado), Marcelo Freixo e outras “sumidades da asnice”. Todos eles contribuíram para rebaixar o nível do debate de forma vexatória – isso sem mencionar os blogs sujos e sites financiados com recursos públicos para difundir mentiras, ataques rasteiros e campanhas de desinformação entre aqueles que se acham inteligentes mas disputam seu capim com as vaquinhas do Brasil.

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A campanha eleitoral de 2014 mostrou isso de maneira brutal: as mentiras deslavadas do PT se espalhavam desenfreadamente, e a “oposição”, fraca e subserviente, não conseguiu responder à altura (ou à baixeza, para ser mais acurado).

Durante 2015, o estelionato eleitoral cometido pelo PT ficou tão evidente que até mesmo alguns “jornas13” e “isentões tiveram que reconhecê-lo – mas seguiam firmemente defendendo o PT, como lhes é peculiar, obviamente.

No final das contas, por tudo isso e por muito mais, hoje o Brasil acorda um pouco melhor. O simples fato de não termos mais a organização criminosa no governo federal faz com que o país esteja melhor.
É preciso, claro, enfrentar os gravíssimos problemas, mas sem o PT há alguma chance.

Dilma e Lênin

Menos Estado e mais mercado

Em 08/09/1996, Roberto Campos publicou o seguinte artigo:

Os sobreviventes do naufrágio das esquerdas mundiais procuram hoje, por toda a parte, alguma saída para seu universo ideológico desarvorado. Ao contrário do fascismo, derrotado pelas armas e privado de respeitabilidade intelectual, ao fim da Segunda Guerra o regime soviético não foi liquidado nos campos de batalha. Saiu da barbárie stalinista para o estilo simplório de Khruschov, e depois da crise dos mísseis em Cuba e do fracasso da colonização das terras virgens do Cazaquistão, caiu no progressivo esclerosamento da era Brejnev, até entalar-se no Afeganistão. Começou, nos anos 80, a procurar inúteis fórmulas para preservar a mitologia socialista com alguma eficiência de mercado, até ruir de vez, pelo esgotamento do pouco de funcionalidade que ainda lhe restava.

No Primeiro Mundo, onde nunca tivera muito a oferecer, o socialismo já estava exaurido, depois de superado o sobressalto da depressão dos anos 30, quando os velhos fantasmas do tempo de Marx fizeram uma revoada de despedida. No Terceiro Mundo, porém, durante as três primeiras décadas do pós-guerra, os povos se viram confrontados com cabulosas perguntas, para as quais o socialismo apresentava soluções categóricas, simples (e incorretas). É preciso, aliás, distinguir duas grandes famílias de socialismo. Uma delas seria representada pela grande variedade de posições distributivistas, desde os partidos “social-democratas” europeus ocidentais até as formulações ideologicamente mais atenuadas do “Estado do Bem-Estar Social”.

Os socialismos mais robustos, porém, seriam os de orientação marxista, com vários graus de “ortodoxia” e radicalidade revolucionária, ligados por uma comum visão transformadora do mundo. Eram uma chama quase-religiosa, que fascinou muitos espíritos sedentos de algum sentido mais profundo no vazio das sociedades modernas. Nos países menos desenvolvidos, o ressentimento da presença estrangeira e a angustiosa sensação de inferioridade econômica e técnica diante das grandes potências “capitalistas” provocariam radicalismo político e nacionalismo às vezes extremos.

Depois das crises que se estenderam do fim dos anos 60 ao princípio dos 80, no entanto, o cenário alterou-se em todo o mundo. Os povos começaram a perder suas ilusões sobre o papel do Estado como instrumento do progresso econômico e da melhor distribuição dos bens sociais. Ao mesmo tempo, foi ficando cada vez mais visível que o mercado era um regulador melhor e mais barato do que as burocracias estatais. Cada vez mais caro e ridiculamente incompetente, o “Estado Social” transformou-se de esperança de solução em problema intratável.

Hoje se estima, por exemplo, nos Estados Unidos, que só o custo da regulamentação e da burocracia fiscal representa mais de 10% do PIB. Ao invés dos resultados que se propunham, os programas sociais tenderam a criar “subclasses” de pessoas dependentes, algumas vivendo há três gerações da assistência pública, na indignidade de uma mendicância oficial burocratizada. E as classes médias, chamadas a pagar a conta das benesses governamentais, passaram a pisar no freio, cansadas dos resultados pífios de uma burocracia que consideram opressiva e inepta. Na atual campanha presidencial nos Estados Unidos, os republicanos se queixam de que Clinton está ganhando nas pesquisas não à base das tradicionais teses “progressistas” do Partido Democrático, mas pelo roubo de bandeiras conservadoras: reforma da seguridade social (para corrigir a “cultura da dependência”) e eliminação do déficit fiscal até 2002 (pela redução do tamanho do Estado).

Mas esses fatos não nos dão respostas completas a todas as perguntas sobre a pobreza, as desigualdades extremas, as carências e a falta de oportunidades. É um engano – ou má fé – dizer que os liberais (ou “neoliberais”) acham que o mercado é critério supremo de distribuição dos bens deste mundo e o caminho da perfeição. A essência do projeto liberal sempre foi, e continua a ser, a maximização da liberdade individual, sem confundir a economia de mercado com o paraíso terrestre. Herdeiro do humanismo e da tradição religiosa ocidental, ele aceita os deveres fundamentais de humanidade e solidariedade em relação àqueles que não têm como defender-se, ou que foram tocados pela desgraça.

A diferença em relação ao socialismo está nos critérios de eficácia. O socialismo acha que a autoridade do Estado, exercida pela burocracia, pode decidir o melhor para todos e cada um. Confunde intenções com resultados, achando que identificar certos males é o mesmo que ser capaz de curá-los. Todos nós gostaríamos de que assim fosse. De querer a poder, entretanto, vai uma distância muitas vezes intransponível. Além do que, cada pessoa tem as suas próprias idéias de quais são os males deste mundo. O burocrata com emprego estável numa estatal monopolística, por exemplo, acha um mal absoluto que capitais estrangeiros venham a criar empregos em indústrias concorrentes…

A grande causa da reação liberalizante que se espalhou pelo mundo, a partir dos países altamente industrializados, nos anos 80, foi que o público percebeu que os governos eram, como regra, maus ou, quando muito, medíocres gestores econômicos. E que os custos do “Estado do Bem-Estar Social” estavam excedendo de muito seus eventuais benefícios. Não foi sempre assim. Durante a depressão dos anos 30, o Estado redistributivo parecia ser a única salvação. Mas era uma situação especial, e a receita do momento (aplicada radicalmente, em 1933, por Hitler) não serviria para outros tempos e outras circunstâncias.

Nos países industrializados, as classes médias, obrigadas a qualificações técnicas e esforço produtivo cada vez maiores, começam a rebarbar o que, certa ou erradamente, lhes parece ser uma abusiva demanda em benefício de pessoas às quais não reconhecem mérito social – como é o caso de drogados, vagabundos, pessoas promíscuas, delinquentes e semelhantes. Nos países em desenvolvimento, no entanto, existe, de fato, muita pobreza e falta de oportunidades, sem nenhuma culpa das vítimas. Esse é, de fato, um dos complicadores da questão. A solução populista de distribuir subsídios a esmo é uma solução superficial, que pode facilmente conflitar com o crescimento e a eficiência do sistema. Tributar pesadamente, tirando do mais capaz e do mais motivado para dar ao menos capaz ou menos disposto, em geral redunda em punir aqueles, sem corrigir estes.

Distinguir os que devem ser ajudados, e qual a maneira de fazê-lo, exige a difícil coragem da racionalidade. No caso brasileiro, o maior inimigo da equidade é o Estado corporativista e clientelístico, refém de malandros e aproveitadores. A maior das nossas injustiças é a ineficiência. O “Estado Social” é aquele que não rouba dos pobres pela inflação. Que não subvenciona a universidade dos ricos porque precisa dar bolsas aos estudantes pobres. Que não cria desemprego, por regulamentações trabalhistas, que tornam muitos inempregáveis. Que permite ao cidadão optar entre a previdência pública e a privada para administrar sua poupança. Que privatiza as empresas públicas para torná-las do público e não dos burocratas. O que temos no Brasil não é o Estado Social. É o Estado interventor e predador…

O título do artigo do genial Roberto Campos é exatamente o mesmo que usei como título deste post: “Menos Estado e mais mercado“. Impressionante como o artigo de 1996 continua RIGOROSAMENTE ATUAL em 2016.

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O Brasil é assim: 20 anos se passam, e a realidade continua igual. Ou, em alguns aspectos, pior.

Muito pior:

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Em 2024 o Brasil ainda estará pagando pelos erros grosseiros de Dilma

Em 2012, Dilma Ruinsseff achou que deveria intervir no setor energético. Este blog, reiteradamente, afirmou (AQUI e AQUI) que se tratava de um conjunto de medidas ruins, que trariam péssimas consequências para toda a economia.

Em Outubro de 2015 o Estadão noticiava (íntegra AQUI) o seguinte:

A redução de 20% na conta de luz feita pelo governo em 2013 foi uma medida artificial e de cunho eleitoral, que acabou por implicar forte agravamento das contas públicas e no desajuste fiscal que se viu no ano passado. A conclusão consta de uma auditoria que acaba de ser concluída pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que analisou o atual cenário operacional e financeiro do setor elétrico do País.

Ao analisar os efeitos da medida provisória assinada pela presidente Dilma Rousseff no fim de 2012, decisão que reduziria o preço da conta de luz a partir de janeiro de 2013, o relatório da corte de contas afirma que, naquela ocasião, “o governo emitiu sinal via preço ao consumidor de incentivo ao consumo”, quando já se fazia uso intensivo das usinas térmicas – que são as mais caras – para cobrir a frustração da geração hidrelétrica, por conta do baixo do nível dos principais reservatórios.

Essa política forçada de redução das tarifas, que custou nada menos que R$ 12,642 bilhões em 2013 e R$ 31,297 bilhões no ano passado, sangrou os cofres do Tesouro, produzindo sérias dificuldades financeiras às empresas do setor e um tremendo desajuste fiscal. “Elevados montantes de recursos públicos, aportes do Tesouro Nacional, foram utilizados para compensar o acionamento de térmicas mais caras e com isso manter a redução no valor das tarifas, o que colaborou para o desequilíbrio das contas públicas, principalmente em 2014“, afirma o tribunal.

A adoção do chamado “realismo tarifário”, que inclui medidas como as bandeiras tarifárias, que repassaram o custo da energia para a conta do consumidor, foi tomada tardiamente, segundo os auditores, porque já se sabia do completo desequilíbrio em que todo o setor se encontrava. A avaliação é de, que caso as medidas fossem tomadas no fim de 2013 ou início de 2014, o aumento decorrente das tarifas de energia teria induzido a diminuição do consumo, poupando reservatórios.

Contudo, em se tratando da assombrosa incompetência de Dilma Ruinsseff, o que parece ser o fundo do poço raramente é. Sempre pode piorar. E Dilma sempre piora. Ontem o Estadão noticiou o seguinte:

O governo decidiu jogar as indenizações bilionárias das transmissoras de energia para a conta de luz do consumidor a partir de 2017. A medida sai após três anos e meio de espera, depois de a União ter esvaziado o caixa dos fundos setoriais e da recusa do Tesouro Nacional em pagar recursos de R$ 20 bilhões. Com essa solução, o governo retoma a prática adotada antes da edição da polêmica Medida Provisória 579/2012, que reduziu a conta de luz em 20%.

As regras foram publicadas em portaria assinada pelo então ministro de Minas e Energia Eduardo Braga, que deixou o cargo quarta-feira. O pagamento vai entrar na tarifa de energia no ano que vem e será diluído em até oito anos. Braga defendia que o pagamento saísse a partir de 2019, para evitar novo aumento na conta de luz após o tarifaço de 50% no ano passado.

No fim de 2015, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) terminou o cálculo das indenizações devidas a três transmissoras que aderiram à MP 579. Para Furnas, o valor autorizado foi de R$ 8,999 bilhões; para a CTEEP, R$ 3,896 bilhões; e para a Eletrosul, R$ 1,007 bilhão. Também aderiram à proposta na área de transmissão Chesf, Eletronorte, Cemig, Copel e Celg, cujos laudos de indenização precisam ser aprovados pela Aneel. Juntas, as transmissoras alegam ter direito a receber mais de R$ 20 bilhões.

Segundo a portaria, as transmissoras vão poder incluir os valores aprovados nos balanços imediatamente, como ativo regulatório. Isso vai permitir dividir esse custo igualmente entre consumidores de todo o País. Como o setor de transmissão representa 8% do total da tarifa, de acordo com o ex-diretor da Aneel, Edvaldo Santana, a conta de luz deve ficar entre 1% e 2% mais cara.

Não se pode esquecer, ainda, que ao longo de 2014 e principalmente 2015 as contas de energia elétrica de todos os brasileiros tiveram aumentos absurdos, que chegaram a MAIS DE 50% NUM ÚNICO MÊS. E em 2016 as coisas não serão tão diferentes, com mais aumentos à vista.

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Resumindo: estamos há mais de 2 anos pagando muito caro pela burrice de Dilma, pelo populismo ignorante, e pela ideologia tosca do PT, que faz demagogia rastaquera com o dinheiro dos brasileiros. E continuaremos pagando pela incompetência de Dilma até, pelo menos, 2024.

Um dos resultados dos aumentos vertiginosos do preço da energia elétrica foi o aumento da inadimplência dos consumidores: o calote nas contas de energia estão batendo recorde atrás de recorde. Esta consequência, aliás, era bastante óbvia, né? A renda dos brasileiros está caindo, o desemprego está em alta – neste cenário, resta evidente que as pessoas não conseguiriam bancar as contas de luz cada dia mais caras.

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Como sempre, o blog dá os parabéns a Dilma, a pior coisa que já ocupou o cargo de Presidente da República, e a todos aqueles que votaram 13.

Avança rapidamente o esfacelamento do mito da “nova classe média”

Faz algum tempo que eu venho afirmando, aqui no blog, que o período que muita gente resolveu considerar de grandes avanços no Brasil não passa de uma invenção, uma falácia. Infelizmente, muita gente “comprou” a idéia, e repete à exaustão que durante os 2 mandatos de Lula houve o surgimento de uma “nova classe média”.

Contudo, o tempo é o senhor da razão. Graças à incomparável incompetência da Dilma Ruinsseff, a verdade está vindo à tona – e está se impondo de forma avassaladora, como demonstra essa reportagem do Valor de hoje (grifos meus):

A assistente financeira Girlene Vieira Nunes, de 39 anos, estava orgulhosa por ter pela primeira vez na vida um imóvel em seu próprio nome. Formada em administração de empresas, ela trabalhava em uma multinacional financeira e, em outubro do ano passado, pagaria a primeira das 360 parcelas de R$ 600 por um apartamento na Vila Prudente, na zona leste de São Paulo. A crise econômica, no entanto, adiou o sonho que Girlene tinha de viver sob o próprio teto.

A empresa que pagava o salário de R$ 2.500 encerrou atividades no país e obrigou a paulistana a morar temporariamente no apartamento de uma amiga no Butantã. Com a rescisão contratual, ela tem se desdobrado para pagar tanto as parcelas do financiamento quanto o condomínio de R$ 300. “Mas não tenho dinheiro nem para colocar lâmpada, então não consigo morar lá”. A quantia recebida pelo fim do contrato cobre só mais um mês de prestação e condomínio. “A situação está bem difícil, né?”

As questões fizeram a assistente financeira repensar sua relação com os problemas mais amplos do Brasil. “Antes eu não acompanhava política, mas agora com a crise comecei. Porque a gente tem que entender o que acontece para lutar pelo país”.

O caso de Girlene ilustra as dificuldades que começam a enfrentar dezenas de milhões de brasileiros, que, em maior ou menor grau, conquistaram na última década um padrão de vida antes inacessível. A queda da atividade, o aumento do desemprego e a volta da inflação aos dois dígitos já reverteram em 2015 parte dos ganhos sociais e econômicos conquistados pelas classes C, D e E.

Neste ano, a manutenção da crise deve mais uma vez contribuir para o empobrecimento das camadas de menor renda. Como se não bastasse, as mudanças nos cenários econômicos externo e interno tornam ainda mais incerto o prazo de recuperação dessa parte da população, diz José Francisco Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator.

Para ele, as classes C, D e E demorarão para se recuperar. Os fatores que levaram à criação da “nova classe C” e à saída de milhões de brasileiros da pobreza não estão mais presentes, argumenta. Os mais importantes entre esses fatores, diz, foram o boom de commodities e a “política fiscal pragmática” implantada por Lula durante a maior parte dos dois mandatos.

Se por um lado o primeiro ampliou e formalizou o mercado de trabalho, o segundo permitiu superávits nominais, a queda dos juros e a conquista do grau de investimento dado pelas agências de classificação de risco. Em menor grau, a queda dos juros e a valorização da taxa de câmbio também contribuíram para a criação de um cenário favorável.

“Lá atrás você teve algo que não acontece mais. É muito difícil que um conjunto de situações como esse se repita”, diz. “A gente dizia que a manicure tinha começado a frequentar a manicure. Agora, isso não é mais possível”, afirma Gonçalves, que espera que o padrão de vida dessas classes retorne ao patamar pré-crise de 2008.

O desemprego voltou a crescer há pouco mais de um ano. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) aponta que no último trimestre de 2014 a taxa de desocupação das pessoas com mais de 14 anos estava em 6,5%. Já na média móvel trimestral de novembro a janeiro deste ano, chegou a 9,5%. Entre agosto e outubro de 2015, pela primeira vez desde o início da série da Pnad, em 2012, o número passou dos 9 milhões.

Como se não bastasse o menor número de pessoas ocupadas, a renda dos trabalhadores encolheu 6,9% na média móvel trimestral de dezembro a fevereiro de 2016 em comparação com igual períododo ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal do Emprego (PME). O aumento do desemprego tem forçado um número cada vez maior de pessoas a abrir o próprio negócio. É o chamado ‘empreendedorismo por necessidade’. Apesar de cobrir apenas seis regiões, a série de renda da PME, segundo economistas, reflete melhor a tendência.

A Pnad mostra que entre os períodos de fevereiro a abril de 2014 e novembro a janeiro de 2016 o número de pessoas com 14 anos ou mais trabalhando por “conta própria” subiu de 20,886 milhões para 23,096 milhões, alta de 10,5%. A Serasa Experian, por sua vez, aponta que em janeiro houve abertura de 166.613 novos empreendimentos no país, número 10,4% maior do que no mesmo mês do ano anterior. Houve aumento no número de empresas abertas em 18 Estados.

Foi o que aconteceu com Juliane Ferreira dos Santos, de 22 anos. Tecnóloga de recursos humanos com formação no Senai, ela trabalhou por dois anos e oito meses em uma rede de supermercados, onde ganhava R$ 1.250 por mês, até ser demitida por corte de custos em janeiro. Com cerca de R$ 4 mil, “quase todo o dinheiro da rescisão”, abriu em março uma pequena loja de entrega de pratos prontos em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. É no bairro de Vila Pereira que ela mora com a mãe e o pai, ambos eletricistas, o irmão de 18 anos, que estuda e ajuda como motoboy na entrega dos pratos, e a filha, de cinco anos. As incertezas sobre o próprio negócio, porém, fizeram com que Juliane buscasse se recolocar no mercado de trabalho. Na semana passada, ela se inscreveu em um curso gratuito de recursos humanos no Centro de Apoio ao Trabalhador.

Os investimentos, que poderiam colaborar em grande medida com a recuperação do trabalho e da renda, não devem voltar tão cedo, diz Gonçalves, do Fator. “A indústria automobilística tem capacidade de produzir 6 milhões de automóveis por ano, mas está produzindo menos de 3 milhões. Há um excesso de capacidade produtiva, o que significa que não haverá investimentos relevantes por um bom tempo”.

A grave situação fiscal também não permitirá que esse investimento seja feito por empresas ou bancos estatais. “Esquece. Eletrobras, Petrobras, BNDES, o investimento não virá deles”. Gonçalves aposta em queda dos juros, o que, em alguma medida, deve aliviar as contas do governo, que pagará menores encargos sobre a dívida, e facilitar a formação bruta. “Isso é bom? Eu acho que é muito bom. Mas isso faz você voltar aos tempos áureos? Não, não faz.”.

Como sempre, o Valor tenta passar pano para o PT, mas deixemos isso de lado e vamos aos fatos. No último parágrafo, ao mencionar a incapacidade dos agentes do governo federal (empesas e bancos estatais, como Eletrobras, Petrobras, BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil etc), o entrevistado está se referindo à crise fiscal INTEIRAMENTE CAUSADA PELA INCOMPETÊNCIA DE DILMA RUINSSEFF.

As chamadas “pedaladas fiscais”, que se tornaram regra e não mais exceção durante o mandato da tresloucada presidanta, acabaram com o que restava do tripé macroeconômico que possibilitou ao Brasil crescer durante as décadas de 1990 e 2000. A propósito: AQUI está uma excelente explicação das “pedaladas fiscais” da Dilma – e fica provado, mais uma vez, que nem FHC nem Lula cometeram os crimes de responsabilidade que a Dilma cometeu com suas reiteradas ações contra a responsabilidade fiscal.

Quando o governo inventou a falácia chamada PAC (“programa de aceleração do crescimento”), eu havia explicado inúmeras vezes que aquilo era uma enganação: na verdade os investimentos que foram abrigados sob a rubrica do PAC já existiam, e muitas vezes nem eram da alçada do governo federal. Mesmo quem acreditou em mais esta mentira do PT deu com os burros n´água, como mostra reportagem do Estadão de hoje:

Uma radiografia do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vitrine eleitoral do governo, aponta que apenas 16,8% das pouco mais de 29 mil obras anunciadas nas duas etapas foram concluídas no período previsto. Com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PAC executou 9,3% de 16.542 ações até 2010. Sob o comando da “mãe do PAC”, a presidente Dilma Rousseff, o índice de execução subiu para 26,7% até o fim de 2014. No entanto, de cada dez obras do PAC 2, seis são “herança” do PAC 1.

Desconsiderando as obras de saneamento, que têm um peso importante no total das ações anunciadas, por causa da quantidade, a parcela de obras executadas nas duas etapas sobe para 25,4% (PAC 1, entre 2007 e 2010) e 35,9% (PAC 2, entre 2011 e 2014), segundo levantamento feito pela Inter.B Consultoria. O estudo será apresentado hoje em seminário do setor de infraestrutura na Câmara dos Deputados.

“Pode-se assim concluir que houve uma significativa ineficiência no que tange à aplicação dos recursos nas obras do PAC de infraestrutura. Uma vez que grande parte das obras do PAC 1 teve continuidade com o PAC 2, é possível inferir que os projetos sofreram de modo geral atrasos sistemáticos, implicando na baixa execução do programa. Além disso, chama atenção a recorrente revisão de custos de algumas obras”, afirmam os economistas Cláudio Frischtak e Julia Noronha, que coordenaram o estudo.

Segundo o levantamento, considerando apenas as revisões feitas entre 2010 e 2014, houve um aumento médio de 49% nos custos. O prazo médio de conclusão, em meses, mais que duplicou. “Na realidade, o sobrecusto e os atrasos são substancialmente maiores, considerando os orçamentos e cronogramas anunciados quando os projetos foram lançados”, dizem os autores. Segundo eles, os projetos relativamente mais dispendiosos foram os que tiveram prioridade, embora haja diferença entre os setores e as fases do PAC. Mesmo assim, como informou o Estado em janeiro, das dez maiores obras do primeiro PAC, apenas duas foram concluídas.

As obras que apresentaram maiores aumentos de custos foram a dragagem no Porto de Santos (300%) e a construção da Linha 1 do Metrô de Belo Horizonte (839%). Já as obras no metrô de Fortaleza tiveram o orçamento reduzido em cerca de 4%.

Com relação aos atrasos, a hidrelétrica Jatobá se destaca, com 91 meses de diferença em relação ao prazo inicial. Ao final de 2014, estavam concluídos apenas os estudos de viabilidade técnica e ambiental – a obra em si ainda não havia sido iniciada. Por outro lado, a hidrelétrica de Santo Antônio é a menos atrasada, com revisão de 6 meses para a finalização das obras.

Mas não acabou ainda, dileto leitor. O PT foi pródigo em casos de corrupção em proporções jamais vistas no Brasil, mas não limitou-se a isso: a incompetência é outra marca registrada da organização criminosa com registro partidário.

Além do PAC, o governo federal criou diversos “programas sociais”. A maioria deles é usado de forma a desviar dinheiro público – isso combina corrupção com ineficiência gerencial, na medida em que grupelhos de aliados do PT recebem dinheiro indevidamente ao mesmo tempo em que os resultados esperados simplesmente não acontecem, ou sofrem atrasos, como demonstra a reportagem do Estadão acima.

As perspectivas são ruins tanto para as empresas quanto para os trabalhadores, como apontou o Estadão:

O reajustes salariais que entraram em vigor em fevereiro mais uma vez não acompanharam a alta de preços da economia. Em média, os ajustes ficaram 0,8% abaixo da inflação acumulada em 12 meses. Segundo o levantamento do projeto Salariômetro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o reajuste mediano foi de 10,5%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acelerou para 11,3%.

Em um ano, aumentou significativamente o número de trabalhadores que estão com perda real nos salários. Em fevereiro de 2016, 63,9% das negociações resultaram em ajustes salariais abaixo do INPC. No mesmo mês em 2015, a taxa era de 18,8%.

O aumento do desemprego tem feito com que o trabalhador perca poder de negociação de salário, uma vez que há mais gente na praça na procura por uma vaga. Somente em fevereiro, foram fechadas 104,5 vagas. Para os próximos meses, o mercado segue pessimista: a projeção é de até 1,5 milhão de empregos a menos em 2016.

A pesquisa da Fipe revela que dos 154 acordos coletivos que trataram de ajustes salariais, 19 estabeleceram redução de jornada acompanhada de redução de salários, e destes, 10 utilizaram o PPE (Programa de Proteção ao Emprego). Já a mediana do piso salarial ficou em R$ 931 em fevereiro.

E quanto às empresas?

Evidentemente, as empresas não investem num cenário turbulento e indefinido desses. Ninguem sabe quanto tempo ainda vai durar essa desgraça chamada Dilma Ruinsseff, ninguém sabe quem vai substitui-la (ou quando), ninguém sabe o que vai acontecer… Uma pequena amostra do estrago que o PT vem causando ao Brasil:

A indústria brasileira encerrou 2015 com o pior desempenho entre as principais economias. No quarto trimestre do ano passado, a produção brasileira recuou 12,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado ficou bem abaixo da produção mundial, que cresceu 1,9% no período, segundo dados do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

O levantamento foi feito com base nos dados da Unido (United Nations Industrial Development Organization – um braço das Nações Unidas para a indústria). O descompasso da indústria de transformação brasileira com o restante do mundo fica evidente ao se comparar em detalhes o resultado nacional com o de outros países. O tombo da indústria da Rússia – outro país em grave situação econômica – foi de 5,7% no quarto trimestre. Na América Latina, a queda foi de 4%, embora algumas nações tenham exibido resultados bem menos preocupantes: a produção do Chile recuou 1,5%, e a da Argentina caiu 0,9%. No México, houve crescimento de 2,2%.

O intenso recuo observado na indústria nacional pode ser explicado pelo já conhecido Custo Brasil – que retira a competitividade do produto nacional – e pela incerteza que passou a dominar a economia brasileira. Com baixa confiança de consumidores e empresários, os investimentos foram postergados pelas companhias, contribuindo ainda mais para a piora do setor industrial.

“A queda da indústria brasileira descola de outras economias, incluindo as latino-americanas. O nível de contração do setor foi sem precedentes”, afirma Rafael Cagnin, economista do Iedi. “A paralisia da construção pesada, os problemas enfrentados pela Petrobrás e o ajuste fiscal feito por meio do investimento público causaram um baque muito grande”, diz Cagnin.

Esse trecho aí em cima é de uma reportagem excelente do Estadão. Faço questão de publicar o gráfico que acompanha a matéria:

Peço ao leitor que repare a posição vexatória do Brasil. Isso é responsabilidade de Dilma Ruinsseff, de Lula e do PT.

Todavia, Dilma conseguiu o feito de se tornar a pior, mais incompetente, mais devastadora presidene da História do Brasil:

A presidente Dilma Rousseff arruinou a economia brasileira. O Congresso e a Justiça podem decidir que isso não é motivo para impeachment, mas é um fato que o país deve olhar para se proteger no futuro de decisões tão perigosas. E agora, para lutar contra o seu afastamento, Dilma está afundando ainda mais o país, chutando o balde fiscal e escancarando a feira dos cargos públicos.

A tabela deixa claro o quadro econômico que ela recebeu e o que temos agora depois de cinco anos de Dilma. A inflação deu um salto, a dívida bruta subiu 16 pontos percentuais do PIB, o superávit primário virou déficit, o déficit nominal escalou, o PIB, que estava positivo, despencou. Confira os números. No crescimento de 2010, é preciso ponderar que os 7,5% foram um exagero criado pela bolha feita pelo ex-presidente Lula para eleger sua sucessora. Mesmo descontando-se uma parte dessa alta, é chocante o buraco em que a economia caiu: dois anos consecutivos de encolhimento em torno de 4%. No desemprego medido pela PNAD Contínua, não há dados anteriores a março de 2012, mas os números mostram a deterioração. Nesse período, em torno de dois milhões de pessoas entraram no grupo dos desempregados. (continue lendo AQUI)

Parabéns aos envolvidos.

Por que NINGUÉM previu a pior crise econômica do Brasil desde 1930?

A pergunta do título é uma provocação. Na realidade, MUITA gente previu, alertou, avisou e adiantou que o Brasil passaria por uma crise fortíssima. Estava escrito de forma clara, em Outubro de 2014, num manifesto assinado por 164 economistas:

1) Não há, no momento, uma crise internacional generalizada

2) Neste cenário de baixo crescimento e inflação alta, a semente do desemprego está plantada. E os avanços sociais obtidos com muito sacrifício ao longo das últimas décadas estão em risco.

3) O atual governo tenta se eximir de qualquer responsabilidade pelo nosso desempenho econômico pífio e culpa a crise internacional. Entretanto, como a realidade dos fatos mostra que não há crise internacional generalizada, a explicação só pode ser outra.

4) Em grande parte, atribuímos o desempenho medíocre da economia brasileira e a perspectiva de retrocesso nas conquistas sociais às políticas econômicas equivocadas do atual governo.

5) O atual governo ressuscitou os fantasmas da inflação e da instabilidade macroeconômica.

6) O governo Dilma amedrontou os investimentos.

7) O atual governo expandiu a oferta de crédito subsidiado de forma discricionária e irresponsável.

A íntegra deste manifesto pode ser lida AQUI.

Vamos a alguns exemplos mais específicos? Como ponto de partida, uso um post do economista Roberto Ellery (que, por sinal, foi um dos signatários do manifesto mostrado acima) em sua página no Facebook (AQUI):

Roberto_Ellery_-_Hoje_me_deparei_com_o_seguinte_trecho_escrito_por..._-_2015-11-13_06.54.31

O Roberto já indica, inclusive alguns links. Vamos a eles, então.

Em 15/09/2015, o Leandro Narloch escreveu (AQUI) um texto intitulado “Os economistas que previram a crise”. Vale a pena destacar alguns trechos:

“A troca de crescimento por inflação não é estável; com o tempo, o resultado é apenas inflação mais alta”, disse o economista Alexandre Schwartzman em janeiro de 2012.
“O mais grave do quadro atual é que este governo não demonstra que conhece – ou que concorde – com a importância da preservação do tripé macroeconômico. Portanto, ele corre o risco de desabar”, afirmou a jornalista Beatriz Ferrari na Veja de 18 de abril de 2011.
“Risco é que grau de investimento seja retirado em 2015”, diz uma reportagem do Valor Econômico de novembro de 2013. Paulo Vieira da Cunha, um dos economistas ouvidos pelo Valor, disse: “quem está rodando modelos de análise da dívida pública já vê que ela não é sustentável em um horizonte mais longo, entre 2015 e 2016”.

E aí, o Leandro destaca um artigo do Adolfo Sachsida que merece ser reproduzido:

Em 2014, como sempre acontece em ano de eleições, o gasto público dará um salto. Inclua nesse cenário a avalanche de medidas provisórias e intervenções governamentais na economia de todo tipo, inclusive as do BNDES, que aumentam o gasto público e favorecem setores eleitos pelo governo em detrimento do restante da sociedade.

Em 2015, primeiro ano do novo governo eleito, será o momento de pagar a conta da irresponsabilidade fiscal e monetária do passado. Economizem dinheiro, pois quando a crise chegar quem tiver liquidez (dinheiro em caixa) vai conseguir fazer excelentes negócios. A partir de 2015 o Brasil amargará o mesmo tipo de cenário que já enfrentou no começo dos anos 1980.

A íntegra desta análise do Sachsida está AQUI.

Por favor, leia na íntegra. Já leu? Ainda não? Ok, eu aguardo: vá ler.

Pronto?

Faço questão de destacar que o texto do Sachsida é de 14 de SETEMBRO DE 2012. Naquela época, todo mundo que criticava a política econômica desbaratada, irresponsável e inconsequente praticada pela Dilma era criticado. Quem se lembra do PESSIMILDO? Peço perdão antecipado ao leitor, mas não resisti: vou mostrar aqui uma imagem forte, violenta, nojenta mesmo.

Trata-se da página do lixo Brasil 247 (pode chamar de 171 que ele atende – aliás, basta chacoalhar um maço de dinheiro que ele atende e obedece também, abana o rabo, faz tudo):

PT_cria_Pessimildo_contra_críticos_de_Dilma_Brasil_24_7_-_2015-11-13_05.30.35

Em 16 de Setembro de 2014, este libelo do petralhismo na blosta (blogosfera de bosta) estampava a seguinte pérola:

O marqueteiro João Santana lançará no horário eleitoral o “Pessimildo”, personagem rabugento que ironiza os críticos do governo Dilma.
Inspirado em figuras ranzinzas do cinema e da TV, como o Gru, do “Malvado Favorito”, e “Seu Saraiva”, do programa de TV “Zorra Total”, ele satiriza ataques de adversários da presidente.
“Viu que os empregos continuam subindo?”, indaga um locutor. “Tudo o que sobe, desce”, contradiz “Pessimildo”.
Cada cena será encerrada pelo mote: “Chega de pessimismo. Pense positivo, pense Dilma”.

É ou não é um exemplo perfeito do Jornalismo da Esgotosfera Governista – vulgo JEG ? A propósito: outro site do JEG, o ” Diário do Centro do Mundo” (pode chamar de Diário do Cu do Mundo que combina mais com o cheiro que exala de lá) publicou AQUI um texto ABSOLUTAMENTE IDÊNTICO. Quem plagiou quem? Não sei, e não me importo – esses sites alugados, feitos por “jornalistas de nariz marrom” se merecem. A figura abaixo resume bem o amontoado de lixo que trabalha para desinformar:

Esgotosfera
FUJA!!!!! Se receber um link ou um “texto” oriundo de qualquer site destes, suja, pois ali só bastéria e rato sobrevive.

Preciso registrar, primeiro, que João Santana ser chamado de “marqueteiro” é uma ofensa. O que este senhor faz é PROPAGANDA ENGANOSA, não marketing.

Em segundo lugar: por que os pessimildos desapareceram? Perderam o emprego? Estão inadimplentes? Não conseguem pagar a conta de luz?

Em terceiro lugar: aqueles que a propaganda enganosa do PT chamou de pessimildos incluem os economistas que alertavam sobre os erros cometidos pelo PT? Simples assim.

Eis aqui um dos vídeos do Pessimildo – e repare que ele começa falando justamente dos empregos, e depois ainda fala de uma “crise mundial” que não havia em 2014 e continua não havendo hoje:

Aliás, por falar em vídeos, quem lembra daquele em que a campanha da Dilma acusava a Marina Silva de querer entregar a economia aos banqueiros malvadões que iriam aumentar a taxa de juros, resultando em menos comida no prato dos brasileiros?

E o que foi que aconteceu alguns dias após o segundo turno das eleições?

Firefox 78

Cadê o pessimildo agora, Dilma?

Em tempo: no post do Roberto Ellery, ele menciona “um famoso economista que foi ministro de Sarney e FHC”. Ele está se referindo a Luiz Carlos Bresser-Pereira, que concedeu longa entrevista publicada pela Folha AQUI.

Com relação a esta entrevista, aliás, tenho algumas considerações também.

Primeiro, que o Bresser-Pereira escreveu um dos melhores livros que existem, em português, sobre burocracia e organizações. Uso muito esse livro nas minhas aulas, e trata-se de um primor.

Justamente por isso, acho lamentável, deplorável, que ele tenha descambado a falar/escrever tanta merda. O sujeito perdeu o rumo completamente! Dá pena de ler/ouvir certas besteiras homéricas que o sujeito insiste em repetir. A entrevista publicada pela Folha traz alguns exemplos. Não sei, honestamente, se sinto pena por um sujeito outrora inteligente ter-se perdido desta forma, ou se fico apenas com a ojeriza e repulsa pela burrice que lhe restou.

Um exemplo (referenciado pelo Roberto Ellery):

O sr. apoiou a Dilma na campanha. Ela prometeu uma política econômica e ao ser eleita aderiu a outra, fazendo cortes até em áreas como educação e saúde. Houve estelionato eleitoral?

Bresser – De nenhuma maneira. A Dilma cometeu erros graves como a irresponsabilidade fiscal, que atribuo ao desespero. Não conseguia fazer o país crescer e, de repente, acreditou na bobagem de fazer uma política industrial agressiva.
Mas, em outubro de 2014, quem estava prevendo que o Brasil entraria em uma gravíssima recessão econômica, com queda de 3% do PIB? Ninguém. Não sabíamos. A economia é uma cienciazinha muito modesta, só é perfeita na cabeça dos economistas ortodoxos. Só se começou a falar em crise em dezembro.
As pessoas dizem que ela (Dilma) passou a fazer o que “a direita quer”, mas a mudança de política mostra algo admirável: ela reconheceu o erro. O que ela é, de fato, é incrivelmente incompetente do ponto de vista político. Em dezembro ela já devia estar sabendo que a situação das contas estava ruim e precisava reajustar o que havia desajustado.

Destaquei o trecho em que Bresser-Pereira afirma que em outubro de 2014 “ninguém” estava prevendo que o Brasil entraria numa gravíssima recessão econômica. Isso nos traz de volta ao início do post: sim, senhor Bresser-Pereira, MUITA gente sabia disso, e vinha dizendo há muito tempo!

Se o senhor não viu, não leu, não ouviu, só posso lamentar por sua burrice. Mas dizer que ninguém sabia, é pura e simplesmente uma mentira.

Se este é o nível dos “intelectuais” que apoiam e/ou defendem Dilma e o PT, e sabemos que é, muita coisa pode ser explicada. Quem nasceu para ser Bresser-Pereira jamais será Roberto Campos.

Roberto Campos define o PT

Os números, as estatísticas e as mentiras do PT

Cada vez que ouço/leio/vejo alguém dizendo que graças ao PT (ou ao Lula) 48 milhões de brasileiros saíram da pobreza e tornaram-se ricos, além de sentir pena da pessoa em questão devido à sua evidente limitação intelectual, lembro disto aqui:

Sim, existe muita gente que acredita nas estatísticas e números vomitados pelo PT no afã de defender a corrupção que o partido sistematizou no Brasil:

Mas creio que temos, a seguir, um vencedor:

Acho engraçado que os números não batem! Falam 8 milhões, 10, 20, 25, 30, 38, 40, 48, até 50!!! Se houvesse 50 milhões de brasileiros na pobreza, haveria um colapso social inimaginável – mas os débeis mentais, no desespero de repetir uma mentira até que ela se torne verdade, nem se dão ao trabalho de verificar se o número faz sentido. A função desses militontos é ajudar a espalhar as mentiras criadas pelo PT (e seus linhas auxiliares, como PSOL, PCdoB, MST, MTST, CUT etc).

Não faz sentido. Nenhum destes números faz sentido.

Todos, sem exceção, são fruto da imaginação fértil de uns, e do mau-caratismo de outros. Inventam-se números aleatórios, sem nenhum embasamento, desde que eles fiquem “bonitos” na propaganda, ou que sejam, de alguma forma, favoráveis ao PT, com o intuito de se criar uma narrativa para defender o partido mais corruPTo da História do Brasil.

Não são apenas números que essa gente inventa: eles extrapolam todo e qualquer limite do bom senso, e produzem bobagens numéricas e conceituais.

O exemplo mais recente: Paul Krugman. Sim, não são apenas os militontos, ignorantes e abestados anônimos que engrossam a narrativa falsa do PT. Em 2014, esta imagem circulou nas redes sociais do PT e dos sites criados para espalhar as mentiras do estelionato eleitoral da Dilma:

Paul Krugman na campanha Dilma 2014

Agora em 2015, estamos vendo o resultado: a pior crise econômica em mais de 80 anos.

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Mas como um ganhador de um Prêmio Nobel pode ser tão burro? Como ele faz uma afirmação desparatada e sem noção como essa? Em 2014 ele afirma que não há razão para preocupação com a economia do Brasil, mas desde 2014 já havia recessão – que vem se aprofundando SEM PARAR desde lá. Agora em 2015, a bomba explodiu de vez. Mas o “jenial” Paul Krugman não sabia!

Calma, dileto leitor. A coisa fica pior – com o PT, sempre fica. Eis aqui o que li ontem:

O economista americano Paul Krugman, prêmio Nobel de 2008, traçou um cenário benigno para a economia brasileira que, segundo ele, passa por percalços devido ao fim do ciclo de alta nos preços das commodities e pelo abalo na credibilidade do governo.
Segundo o economista, o país tem tudo para sair da atual crise assim que a inflação cair e o Banco Central puder reduzir as taxas de juros. “Não vai ser neste ano e talvez não seja no próximo. Com a inflação menor, os juros vão voltar a cair e isso vai aliviar as contas do governo”, afirmou.
O maior risco, segundo o economista, é a economia mundial mergulhar em uma nova crise derivada da desaceleração do crescimento na China. Nesse caso, Krugman vê uma depreciação adicional no preço de commodities, deflação espalhada pelo mundo e baixo crescimento tanto nos países desenvolvidos quando nos emergentes.
“Não acredito muito nessa possibilidade, mas gostaria de estar mais certo sobre isso. Mas será uma crise menor do que a de 2008 porque não há contaminação nos ativos financeiros”, afirmou.

Krugman disse que a economia brasileira está mais sólida do que no passado, especialmente nas contas externas. Afirmou ainda que a inflação atual é alimentada pela alta do câmbio e não por fatores estruturais, como nos anos 90. No entanto, reconheceu que a história brasileira não permite descuidar da alta dos preços.

O economista americano afirmou que o “Brasil saiu de moda” entre os investidores internacionais, que passaram a dar mais atenção aos problemas fiscais e às dificuldades políticas do governo. “Daqui algum tempo verão que houve um excesso de pessimismo”, afirmou.
Segundo Krugman, a economia mundial está “persistentemente deprimida”, o que deveria inviabilizar um aumento de juros nos EUA. No entanto, Krugmam afirmou que o Fed [Federal Reserve, BC dos EUA] vai subir os juros americanos em dezembro. “Será um grande equívoco”.

Como consequência da alta de juros americanos, Krugman acredita em uma pressão adicional pela valorização do dólar em relação às moedas emergentes e aos preços das commodities, o que deve dificultar o combate à inflação brasileira.

A íntegra desta sequência inacreditável de boçalidades está AQUI. Há poucos dias, aliás, o Paul Krugman falou mais um ajuntamento de bobagens, como pode ser lido AQUI.

Há muito tempo Krugman especializou-se em falar bobagem, mas a cada dia ele está ficando mais afiado! De qualquer forma, ele mostra-se um excelente ativo para a narrativa mentirosa, distorcida e burra do PT. Tem que ser muito ignorante para acreditar nessa narrativa do PT…

2015-10-27 11.02.51

2015-10-26 06.29.48

2015-09-23 19.20.50

2015-10-02 14.36.27

2015-09-23 20.00.20

A crise econômica criada pelo PT, Lulla e Dilma está arrasando o varejo – e vai piorar!

A notícia fala por si mesma (íntegra AQUI):

O BTG Pactual fez relatório nesta segunda-feira (19) sobre o setor de varejo. Para analistas do banco, a volatilidade nos lucros continua e a má notícia é que o segundo trimestre não foi o fundo do poço: ainda tem mais por vir (e vai piorar).

O banco estima queda de 55% no lucro líquido das varejistas no período quando comparado com o mesmo trimestre de 2014. Um resultado que será impactado basicamente por seis empresas: Pão de Açúcar (PCAR4), Via Varejo (VVAR11), Magazine Luiza (MGLU3), Hypermarcas (HYPE3), Restoque (LLIS3) e Natura (NATU3). Essas seis empresas serão responsáveis por 97% da queda do lucro no setor.

Por outro lado, devem se salvar apenas Raia Drogasil (RADL3), CVC (CVCB3) e Lojas Renner (LREN3) – as três que sinalizam crescimento no lucro no período, aponta relatório dos analistas Fabio Monteiro e Thiago Andrade.

Eles acreditam que Via Varejo, Pão de Açúcar e Magazine Luiza são as mais impactadas no setor atual, de expectativa de vendas no segmento “mesmas lojas” (lojas abertas há, no mínimo, um ano) bem negativa e queda substancial no lucro. Na mesma linha, eles apontam que Cia Hering (HGTX3) e Natura enfrentam vários problemas micro e competição acirrada, o que contribuirá para um resultado pior.

Quase (repito: QUASE) sinto pena da Luiza Trajano. Porém, como sou acionista do Magazine Luiza e ela tem feito e falado muitas bobagens, não consigo.

Magazine LuizaReportagem do Estadão (íntegra AQUI) e alguns dados preocupantes sobre o varejo:

Entre dezembro de 2014 e julho de 2015, o comércio varejista do Estado fechou 57.235 vagas, segundo a FecomercioSP. É o pior resultado em oito anos e mostra que o setor já não abriga os trabalhadores que deixaram outras atividades nem emprega jovens que buscam no comércio a renda de que precisam para financiar os estudos ou ajudar a família. O varejo é uma das principais portas de entrada na vida profissional.

O comércio varejista paulista empregava, em julho, 2,13 milhões de trabalhadores, dos quais 31,2% em estabelecimentos da capital. A rotatividade foi alta, segundo estudo da FecomercioSP baseado em dados do Ministério do Trabalho: neste ano houve 674 mil desligamentos e 617 mil admissões. Em julho, mais de 5 mil vagas foram cortadas.

O aumento do desemprego, a perda de renda e do poder aquisitivo afetado pela inflação derrubaram o consumo – e, com ele, o faturamento das lojas, obrigadas a encolher.

Os maiores cortes ocorreram em segmentos em que é mais fácil adiar o consumo (como lojas de vestuário, tecidos e calçados, que demitiram 8% da mão de obra) ou em que o preço unitário dos bens é mais elevado (como concessionárias de veículos, em que 5% do pessoal foi afastado). As despesas das famílias tendem a se concentrar em itens essenciais, como remédios – tanto que nas farmácias e perfumarias o saldo das contratações foi positivo (1.763 postos). Mas nos supermercados 0,9% das vagas foi eliminado.

O comércio tem uma agenda destinada a manter o ritmo constante da atividade. Vale-se de datas comemorativas, como Dia das Mães, dos Pais, da Criança, Natal, réveillon, Páscoa e carnaval, entre outras. Neste ano, nem promoções e liquidações presentes em quase todos os segmentos bastam para sustentar a atividade.

O mesmo ocorre no Brasil: entre os primeiros semestres de 2014 e de 2015, o volume de vendas do comércio ampliado, que inclui veículos e material de construção, caiu 6,4%. No Estado de São Paulo, o corte de vagas foi generalizado. O varejo da capital foi o que mais demitiu (fechou 14.155 postos no ano). Em seguida está Itapevi, onde foram cortadas 2.415 vagas, com evidente impacto social.

Como de costume, parabéns aos imbecis que votaram 13.

2015-10-16 21.04.46

2015-10-16 23.32.51

O samba da presidanta doida

A notícia é do Valor Econômico de hoje, e destaco o termo SAMBA logo na primeira frase:

O Banco Central recalibrou o seu supermodelo de projeções econômicas, o Samba, e descobriu que ele próprio – o BC – foi responsável por uma boa parte das pressões inflacionárias de 2013 para cá, depois de colocar os juros básicos no menor nível da história, em 7,25% ao ano.

O modelo também revela que, ao contrário do que a presidente Dilma Rousseff vem repetindo, choques externos não são a principal causa da desaceleração econômica. A queda da produtividade é o fator mais representativo.

Segundo boxe do Relatório de Inflação do Banco Central de setembro, cerca de metade das pressões inflacionárias negativas ocorridas em 2013 decorrem do agressivo ciclo de corte de juro entre 2011 e 2012.

Em 2013, os fortes reajustes salariais, os juros baixos, a alta do dólar e o aumento de margem de lucro das empresas puxaram a inflação para cima em cerca de 4,3 pontos percentuais. Desse total, os juros baixos responderam por cerca de 2,2 pontos.

Naquele ano, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 5,91%, quase igual aos 5,84% de 2012. A inflação só não subiu mais graças à ajuda, sobretudo, do represamento de reajustes de tarifas, como energia elétrica e gasolina, que teve um efeito favorável de 2,2 pontos.

Os juros baixos provocaram pressão inflacionária de cerca de 1,2 ponto percentual em 2014. Isso equivale a cerca de um terço dos fatores que pressionaram os preços, incluindo alta de salários, câmbio e margem de lucros. Nesse ano, a inflação subiu para 6,41%. Só não foi maior porque a contenção de reajustes de tarifas teve um efeito baixista de cerca 1,4 ponto percentual no IPCA.

Os juros de 7,25% ao ano reverberaram até o começo deste ano, pressionando a inflação em cerca de 0,5 ponto nos 12 meses até junho. Já as tarifas, que tinham segurado a inflação, tornaram-se o principal fator de pressão, com impacto de 1,5 ponto percentual.

Os dados foram apresentados em dois gráficos no boxe “Revisão do Modelo Estrutural de Médio Porte – Samba”, publicado no Relatório de Inflação. O Samba, o mais sofisticado dos modelos do BC, usa técnicas da chamada “economia artificial” para replicar em laboratório as condições reais da economia brasileira.

Periodicamente, o BC recalibra os seus modelos para checar, por exemplo, como apertos monetários e expansões fiscais afetam a inflação. Os economistas do BC aplicaram retroativamente o modelo para decompor as causas da alta da inflação e da debilidade do Produto Interno Bruto (PIB).

Ironicamente, o Samba foi usado como justificativa em 2011 para baixas de juros, quando o Copom começava o ciclo agressivo de distensão que levou a taxa básica a 7,25% ao ano. Naquela época, o modelo dizia que a crise na Europa e nos Estados Unidos teria forte poder desinflacionário no Brasil.

Em explicações ao Valor, fontes do BC ponderam que “o modelo não capta em sua estrutura mudanças na economia que influenciam esses choques mostrados na decomposição”. Além disso, na recalibragem do modelo, o efeito da ação da política monetária está mais defasado, ou seja, leva mais tempo para se fazer sentir.

Assim, uma política de juros que era adequada num período poderia deixar de ser devido a mudanças na economia e uma defasagem maior do que estimada quando ela foi decidida.

No caso do PIB, de fato choques externos pesaram no menor dinamismo da economia, mas não tanto quanto sustentado pelo governo. Seu efeito foi tornar o PIB de 2013 cerca de 0,6 ponto percentual menor, num ano que a economia cresceu 2,74%.

Em 2014, quando o crescimento foi de apenas 0,15% e a economia entrou na recessão atual, os choques externos subtraíram 0,5 ponto percentual do PIB. No primeiro semestre deste ano, a economia afundava na recessão, mas os choques externos não tiveram influência relevante no PIB.

O Samba mostra que outros choques pesaram bem mais na evolução desfavorável da economia. Em 2013, por exemplo, o modelo calculou que os reajustes salariais acima da produtividade comeram 1,2 ponto percentual do PIB. A partir de 2014, o vilão é a queda na produtividade da economia, com um efeito de 2,2 pontos percentuais. Nos 12 meses até o primeiro semestre, a queda da produtividade subtraiu 4 pontos do PIB. A queda do consumo e do investimento, em boa medida afetados pela baixa dos índices de confiança, também explica a queda.

Sobre as causas da desaceleração do PIB, fontes do BC disseram que “não há dúvidas sobre o papel dos fatores externos na desaceleração da economia”. O descompasso entre o crescimento da economia e o nível de emprego dos fatores se traduz na baixa produtividade mostrada na decomposição dos fatores que influenciaram o PIB.

Não há rigorosamente nenhuma novidade na notícia: o que gerou o aumento descontrolado da inflação foi a incompetência do governo – a mesma incompetência responsável pelo descalabro das contas públicas, a pior recessão em mais de 40 anos, e toda a sorte de desgraças que estamos vivendo hoje.

Simples.

Muita gente vem dizendo, HÁ ANOS, que o problema a ser enfrentado no Brasil é a baixa produtividade. Enquanto não houver preocupação com isso, o Brasil vai seguir piorando – como vem piorando há muitos anos.

E mesmo com todas as provas de que o PT piorou o Brasil, ainda tem os loucos que falam em “conquistas sociais” que não passam de uma farsa.

É o Samba da Dilma louca, a Rainha da Mandioca.

E o vento estocado na cabeça da presidanta?