Uma dica de leitura: AQUI.
Recomendo ler logo, antes que a PTralhada derrube servidores, invada web-hostings etc…… (isso é a cara da PTralhada!)
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Primeiro, a notícia (da Folha Online):
Marta e Maluf estão na lista de candidatos com ficha suja da AMB
A AMB (Associação dos Magistrados do Brasil) divulgou hoje a lista com os nomes dos candidatos a prefeito e vice-prefeito das capitais que respondem a processos na Justiça. Na lista de São Paulo constam os candidatos a prefeito Marta Suplicy (PT) e Paulo Maluf (PP).
Em nota, a assessoria de Maluf diz que o candidato tem “41 anos de vida pública e foi o prefeito da cidade e governador do Estado mais realizador”. Na nota, a assessoria de Maluf critica a diz que as acusações não são fundamentadas e critica a iniciativa da AMB.
“As acusações nesses processos não têm base legal, jurídica ou administrativa. O Estado de Direito seria melhor conduzido sem politização dos juizes. Juizes não devem se meter em política. Juiz só fala nos autos”, diz a nota.
Já Marta afirmou desconhecer as ações que fizeram com que seu nome constasse na lista. A petista recriminou a iniciativa da AMB. “Acho um absurdo o nível de irresponsabilidade porque isso prejudica uma candidatura idônea que não tem nenhuma condenação em nenhuma última instância”, disse a candidata.
De acordo com a AMB, a lista inclui 15 candidatos a prefeito e vice-prefeito que respondem a ações penal, de improbidade administrativa ou eleitoral na Justiça. Estão na lista as ações que estão tramitando, mesmo que o caso ainda não tenha sido julgado em nenhuma instância.
Inicialmente, a relação só vai incluir os candidatos a prefeito e vice-prefeito nas capitais. Mas a AMB pretende incluir a lista dos candidatos das cidades com mais de 200 mil eleitores até agosto.
O secretário-geral da AMB, Paulo Henrique Machado, disse à Folha Online que, nesta primeira etapa, serão disponibilizados cerca de 350 nomes de candidatos a prefeito e vice nas capitais.
Segundo Machado, apenas 5% deste total respondem a processos criminais ou por improbidade administrativa. “Sinceramente? Eu me surpreendi positivamente com os números. Nós ouvimos falar tanto em dados negativos sobre os políticos, mas, observando as informações, os números foram inferiores ao esperado”, disse o secretário-geral.
De acordo com Machado, a lista elaborada pela AMB só vai considerar os casos de processos já aceitos pela Justiça. O magistrado disse que o objetivo da associação não é “pré-julgar” ou “julgar” os candidatos, mas prestar um serviço à sociedade, informando com segurança os dados relativos aos candidatos.
“A AMB não está dizendo se o político pode ou não se candidatar. A associação entende que esses dados, sobre os processos, não podem ser omitidos ao eleitor. São informações prestadas pelos próprios candidatos”, afirmou.
A AMB concluiu a verificação dos dados recebidos dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A idéia, segundo integrantes da associação, é dar elementos para os eleitores poderem ter informações sobre os candidatos que pretendem administrar seus municípios.
Em parceria com o TSE, a AMB faz campanha para aproximar a Justiça Eleitoral dos eleitores. Segundo a assessoria do órgão, foi elaborada uma cartilha com as principais informações para que o eleitor tenha uma posição de fiscalização e atenção aos atos dos políticos.
No dia 26 de agosto, a AMB e o TSE pretendem promover o Dia Nacional de Audiências Públicas, nas capitais de todo o país, quando especialistas vão se dispor a prestar esclarecimentos aos interessados, respondendo dúvidas e até encaminhando denúncias.
Para ser mais exato sobre a notícia acima, é preciso especificar alguns detalhes.
No Supremo Tribunal Federal, dona Marta Suplicy responde a um processo:
| PROCEDÊNCIA | |
| Número: | PROC/50050293630 |
| Orgão de Origem: | JUIZ DE DIREITO |
| Origem: | SÃO PAULO |
| Volume: 5 Apensos:20 Folhas:911 Qtd.juntada linha: 0 | |
| SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL | |
| Ramo do Direito | DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO | Licitações | Modalidade / Limite / Dispensa / Inexigibilidade |
| Assunto | DIREITO PENAL | Crimes Previstos na Legislação Extravagante | Crimes da Lei de licitações |
| Folhas | 911 |
| Data de Autuação | 19/09/2007 |
| PARTES |
|---|
| Categoria | Nome |
|---|---|
| AUTOR(A/S)(ES) | MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL |
| REU(É)(S) | MARTA TERESA SUPLICY |
| ADV.(A/S) | DAVID MARQUES MUNIZ RECHULSKI |
| REU(É)(S) | MARIA APARECIDA PERES OU MARIA APARECIDA PEREZ |
| ADV.(A/S) | CLAUDIO JOSÉ PEREIRA |
| REU(É)(S) | ANTONIO CARLOS EGYPTO |
| ADV.(A/S) | FLÁVIA RAHAL |
No Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, são mais 4:
| Nº Processo | Data | Vara | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 583.50.2001.028041-5 | 18/04/2001 | 16ª. Vara Criminal | 2001 | ||||
| 2 | 583.50.2004.011940-3 | 14/03/2005 | 21ª. Vara Criminal | 2005 | ||||
| 3 | 583.50.2005.021674-6 | 22/03/2005 | 20ª. Vara Criminal | 2005 | ||||
| 4 | 583.50.2005.029363-0 | 11/11/2005 | 10ª. Vara Criminal | 2005 |
Agora, vamos ALÉM da notícia….
Paulo Maluf e Marta Suplicy têm DIVERSAS semelhanças. Não à toa, o primeiro apoiou a segunda no segundo turno do último pleito paulistano (já mostrei isso aqui).
Contudo, dona MarTAXA tem alguns diferenciais.Ela saiu da Prefeitura da cidade e deixou um “presente” ao sucessor: endividamento. Vamos aos detalhes:
Balanço da Prefeitura de São Paulo obtido pela Folha aponta um déficit nos cofres municipais de R$ 1,9 bilhão deixado pela administração Marta Suplicy (PT). A arrecadação total da prefeitura em 2004 foi de R$ 13,2 bilhões. O levantamento, concluído na sexta pela equipe do prefeito José Serra (PSDB), aponta que a gestão passada chegou a deixar de reservar no Orçamento (empenhar) despesas que acabaram sendo executadas por fornecedores. Ou seja, não contabilizou gastos que agora devem ser cobertos.
Os valores, referentes à posição de 31 de dezembro e que incluem secretarias, empresas estatais e Câmara Municipal, superam as previsões iniciais feitas pelos tucanos. Os dados devem ser publicadas no “Diário Oficial” do município nos próximos dias. A prefeitura também vai publicar critérios de renegociação com fornecedores para pagar os débitos em parcelas -e com desconto.
A Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe os governantes de deixar dívidas aos seus sucessores sem que reservem dinheiro em caixa para saldá-las.
Se as informações levantadas pela atual gestão forem confirmadas pelo Tribunal de Contas do Município, Marta poderá ser enquadrada na lei de crimes fiscais, que prevê, entre outras penas, a perda dos direitos políticos. Assessores da ex-prefeita sustentam que ela deixou dívidas reconhecidas com fornecedores de R$ 375 milhões e R$ 376 milhões em caixa para saldá-las. Todos os empenhos cancelados (despesas previstas e não pagas) no fim do ano, dizem os assessores, se referiam a serviços ou obras não realizados.
Além de R$ 652 milhões formalmente reconhecidos (empenhos liquidados), a atual gestão sustenta que há R$ 351 milhões em despesas não reconhecidas (empenhos não liquidados), R$ 594 milhões de despesas canceladas e R$ 278 milhões que nem sequer chegaram a ser empenhados.Levantamento da Secretaria de Finanças diz que, apesar de não reconhecidas por Marta, praticamente todas essas despesas foram realizadas por fornecedores. E agora precisam ser pagas pela nova gestão.
Para chegar ao déficit de R$ 1,9 bilhão, a equipe de Serra utilizou como saldo financeiro deixado por Marta R$ 16 mil que estavam no caixa para serem utilizados livremente, R$ 272 mil reservados para pagamento de serviço da dívida, inativos e pensionistas e R$ 332 milhões em verbas vinculadas -dinheiro que só pode ser usado em áreas ou projetos específicos, como saúde e educação, definidos em leis, contratos ou convênios da administração.
IrregularidadesO balanço da equipe tucana sugere haver infração fiscal no gasto superior à receita, no cancelamento de empenhos e na não-inclusão de despesas no Orçamento. No caso do cancelamento dos empenhos, diversos fornecedores da prefeitura vêm confirmando a situação. É o caso das empresas de construção civil, que reclamam uma dívida de R$ 500 milhões.A Folha apurou que os problemas com a não-inclusão de despesas no Orçamento teriam ocorrido em áreas de serviço continuado, como o lixo e a prestação de serviços para a saúde.
Outros passivosA dívida com os fornecedores que a equipe de Serra afirma ter recebido da administração passada é uma pendência de custeio e investimento da máquina em 2004 -apenas uma parte do passivo financeiro da prefeitura. Em precatórios e previdência, por exemplo, a administração paulistana amarga um débito que está em torno de R$ 6 bilhões.
A cidade tem ainda de comprometer, todo mês, 13% de suas receitas -cerca de R$ 100 milhões- com o pagamento de parcelas da dívida renegociada com a União, que já atinge quase R$ 30 bilhões. Para se enquadrar ao cronograma que limita o endividamento dos municípios no prazo legal, em maio, a prefeitura teria de desembolsar R$ 7 bilhões de um Orçamento de R$ 13,2 bilhões previsto por Serra para este ano.
E assim o Brasil vai caminhando (e voltando)…..
A LRF é mais uma daquelas leis que “não pegam”. Isso só existe no Brasil……
E, para fazer jus à memória “administrativa” de dona MarTAXA, vamos relembrar uma de suas fantásticas obras:
O túnel sob a avenida Rebouças, que já sofreu quatro interdições por causa de inundações em apenas cinco meses, passará por novas obras a partir deste domingo porque foi feito às pressas e com material menos resistente do que o previsto no contrato. A revelação é de Eduardo Capobianco, vice-presidente de uma empresa que fez parte das obras, a Construcap.
Segundo ele, a galeria de águas pluviais construída ao lado da passagem subterrânea foi feita com tubos de PVC (policloreto de vinila, um material sintético) e areia, ao invés de concreto -material mais resistente.
“A técnica construtiva foi escolhida por causa da exigüidade do prazo imposto pela Queiróz Galvão [empreiteira que repassou o serviço para a Construcap]. Fizemos tudo em menos de 40 dias, trabalhando só de madrugada para não atrapalhar o tráfego na Rebouças”, explicou Capobianco.
Ontem, a administração José Serra (PSDB) anunciou que irá refazer um trecho de 200 metros de galerias pluviais. Rachaduras e ondulações na tubulação, segundo o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), foram um dos principais fatores das inundações.
Os túneis não serão interditados, mas o canteiro de obras ocupará parte das faixas da av. Rebouças. Carros e ônibus terão de se espremer em um espaço de 5,7 metros (3,4 metros a menos do que o normal) em cada sentido da avenida por um mês.
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) recomenda ao motorista que evite o corredor formado pelas avenidas Francisco Morato, Eusébio Matoso e Rebouças durante o período.
A CET avalia que o impacto será grande, já que nas duas faixas operantes de cada sentido a capacidade ficará de 3.500 veículos por hora -passam por ali, em média, 4.500 veículos por hora. A empresa sugere o uso das pontes Cidade Jardim e Cidade Universitária para atravessar o rio Pinheiros.
O secretário de Infra-Estrutura e Obras, Antônio Arnaldo Silva, criticou a gestão Marta Suplicy. “A pressa [de entregar o túnel] provavelmente teve influência nos erros grosseiros de execução cometidos na obra”, afirmou.
Assessores da gestão Marta Suplicy (PT) negam pressa na obra e apontam o entupimento das bocas-de-lobo da avenida com responsável pelas inundações.
A assessoria de imprensa da Queiróz Galvão informou não ter encontrado ninguém para falar.
Pelo contrato, assinado em 2003, as empreiteiras teriam prazo de até 18 meses para entregar a obra -o que venceria em junho deste ano. Em março de 2004, no entanto, a prefeitura alegou dificuldades técnicas imprevistas e fez mudanças no projeto.
A passagem subterrânea ficou mais longa e profunda e seu custo subiu de R$ 65,3 milhões para R$ 97,4 milhões. Na época, a prefeitura -durante o período de campanha eleitoral- reagendou a inauguração para novembro. Mas entregou o túnel no dia 12 de setembro, três semanas antes do primeiro turno da eleição.
Eduardo Capobianco, da Construcap, afirma que a empresa “não vendeu gato por lebre” ao usar areia e PVC em vez de concreto. “A Emurb [Empresa Municipal de Urbanização] permitiu a utilização desse material.”
Essa é a tresloucada e incomPTente que pretende voltar à Prefeitura de São Paulo.
Socoooooooooooorrrrrrrrrrrroooooooooooo!!!!!!
Muito tem sido comentado sobre o mais novo escândalo tapuia, sobre o banqueiro Daniel Dantas.
Já vi blogs inventando coisas demais sobre o tema – o que é compreensível, claro, pois o PT e todos os seus discípulos precisam tergiversar sempre. Neste caso, em particular, para tirar de foco os negócios com Lullinha, Greenhalgh e outros membros do PT….
A notícia é do Consultor Jurídico:
Ao longo de 210 páginas, recheadas com transcrições de interceptações telefônicas e de e-mails, relatório parcial da Polícia Federal que investiga Daniel Dantas e o Opportunity é exaustivo na descrição dos passos seguidos pela Polícia e dos supostos indícios que permitiram aos delegados Protógenes Queiroz e Karina Murakami Souza chegar à conclusão de que “Daniel Dantas é o chefe da organização criminosa, envolvida com o cometimento de delitos contra o Sistema Financeiro Nacional, contra o mercado de capitais e de lavagem de dinheiro”.
Os delegados federais registram que ainda não há definição legal para o conceito de organização criminosa, mas apontam que as investigações encontraram quase todos os indícios de uma organização criminosa: previsão de lucros, hierarquia entre seus membros, planejamento empresarial, divisão de trabalhos, ingerência no poder estatal e na imprensa, mescla de atividade lícitas e ilícitas para dificultar a atuação dos órgãos públicos encarregados da persecução penal. “No caso em tela, encontram-se presentes todas estas características”, afirma a delegada no documento.
Há ainda a declaração de que o grupo mantém proximidade com autoridades públicas, lobistas, jornalistas, grandes empresários, “pessoas muito bem articuladas, uma vez que esses contatos nas diversas esferas públicas e privadas são necessários para que esta organização criminosa continue atuando de forma protegida”.
Clique aqui para ler da página 1 à 42 Clique aqui para ler da página 43 à 84
Clique aqui para ler da página 85 à 126
Clique aqui para ler da página 127 à 172
Clique aqui para ler da página 173 à 210
No livro Mídia, Máfias e Rock’N’Roll, o jornalista Claudio Julio Tognolli escreve sobre a cobertura da imprensa em episódios que envolvem Daniel Dantas — clique aqui para fazer o download.
Revista Consultor Jurídico, 14 de julho de 2008
Em tempo: preciso registrar, rapidamente por ora, uma “nova” campanha que tem circulado junto a blogs PTralhas, cujo intuito é criticar, novamente, o PIG – Partido da Imprensa Golpista (já tratei deste tema, especificamente, em diversas oportunidades por aqui).
O registro deve conter o seguinte: nada mais golpista do que aqueles que usaram a imagem do ator Hugh Laurie, que interpreta o Dr. House, na campanha. Ok, a campanha em si é de uma imbecilidade ímpar – mas o uso de imagem alheia é CRIME.
A PTralhada que criou e anda espalhando a imagem (veja, por exemplo, aqui) ou é ignorante demais e desconhece direitos autorais, ou então conhece a lei mas prefere desrespeitá-la mesmo…..
O texto abaixo foi escrito por uma aluna minha, a Márcia. Ela enviou por e-mail para algumas pessoas, e tomo a liberdade de publicá-la.
Estou cansada …cansada ou será indignada? da política suja, dos impostos absurdos, do salário miserável do povo brasileiro, da grande massa passando fome, dos crimes hediondos, da falta de educação das pessoas, das escolas públicas deficitárias, do trânsito caótico, da previdência social, das faculdades federais que são para ricos e os pobres (que conseguem) pagam mensalidade caríssimas…
Mas o que adianta minha indignação?? O que faço com ela?? Somos um povo que não teve boa formação, não tem boa instrução e não luta para ter… (somos… porque fazemos parte da mesma nação) Somos um povo acomodado.. que tudo está bom… o Brasil ganhou no futebol? Na formula 1? Seu time está no campeonato? Temos um emprego (ainda que miserável)? Então tudo bem… só lamento!
O brasileiro não almeja nada melhor… não luta por ideais, não sabe votar… e a minoria que sabe, que almeja, que luta … paga pela maioria… que é massa de manobra… da mídia, do governo… dos políticos. Não exigimos do governo contas claras, impostos justos, serviços justos, informação precisa na mídia.
Somos um povo que não se cansa nunca??? Não se cansa do que? De ser feito de bobo? De pagar contas de cartão corporativo? do mensalão, da pouca vergonha, ou será muita vergonha? de não saber votar… trocar o voto por uma cesta básica ( que alias a cesta básica é ridícula) pelo “bolsa família” (auxilio miséria) que o governo dá(?)… mas dá porque aceitamos!!! Temos que exigir condições justas para trabalhar… irrigação no nordeste que é um sertão árido e improdutivo pois é cômodo para o governo. Trabalhar para comprar nossos alimentos, escolas dignas para nossos filhos, educação é sim o maior problema do brasileiro, mas com fome ninguém aprende nada!!!
Precisamos mudar essa história, mas não acredito que estarei viva para ver… tão pouco meu filho,,, ou meus netos… isso se acontecer um dia, levará muito tempo!!!
Mas sonho (ou utopia) que um dia isso possa se tornar realidade… nosso povo merece isso… mas precisa aprender a cobrar, a fazer valer seus direitos.
Acredito que existem outras pessoas que pensam como eu, ou eu como elas, e que somos a minoria… infelizmente!!! Mas podemos começar assim, mostrando nossa indignação, falando o que sentimos e enviando isso as pessoas, quem sabe isso comece a fazer sentido e tocar as pessoas e quem sabe se torne uma onda, uma onda é pouco um “Tsunami” de indignação, de pessoas prontas para lutar por seus direitos: mudando o código penal (retrogrado e cheio de brechas), mudando a política fiscal (vergonhosa) código civil (ultrapassado).
Por uma Justiça mais rigorosa, sem insultos a nossa inteligência, com leis mais justas e rápidas… preso tem que trabalhar para custear a estádia e a família que está aqui fora, preso não tem que ter visita intima, privado de liberdade e de todas as regalias que isso trás, crime hediondo é gravíssimo e tem que ser julgado como tal.
Não sejamos hipócritas vivemos em outro século, onde já existem homossexuais e estão no colégio, no exército, na igreja, na família, no vizinho, na empresa em toda a sociedade e pagam os mesmos impostos que eu que você, e temos que respeitar a todos… criar um código civil condizente com a realidade da sociedade!!!
As drogas…grande polêmica… Porque não liberá-las, claro que com um código penal atualizado, onde o traficante é criminoso, estive na Holanda, em Amsterdã, lá a maconha é liberada, é uma liberdade vigiada sim, mas acaba com o trafico da maneira que tem hoje no Brasil, você quer usar drogas, então tem lugar especifico e você paga os impostos disso. Tem um controle. Até a prostituição lá é liberada, mas tem local especifico não ficam mulheres na rua com baixarias e depravação, elas pagam sua previdência social e seguem uma conduta social. Aqui existem drogas e a prostituição, mas fechamos os olhos para o “problema”. Legalidade é a solução e com ela a manutenção da ordem.
Salário mínimo… é só para as empresas terem um limite mínimo, que precisa ser condizente com a realidade… comprar os alimentos de forma a alimentar uma família com dignidade!
Os Sindicatos podem sim funcionar como em outros países, mas sem essa bagunça de “portinha” de sindicato para isso ou aquilo, Sindicatos fortes conseguem sim garantir os direitos dos trabalhadores, mas fiscalizados e não essa maquina de dinheiro que tem hoje no Brasil, que só aparecem para receber a Contribuição Sindical, deveria ser optativo: “vejo trabalho do meu sindicato logo sei a utilidade e pago pelo que me serve”. Pergunte quantas pessoas gostariam de continuar pagando essa contribuição da forma obscura que é o serviço dos sindicatos.
O trânsito das grandes capitais beira a histeria, um xinga, outro atropela, outro mata… e não há o que fazer? Será? o mínimo que podíamos ter é um transporte publico digno, o Metro com melhor capacidade de cobertura, com bonde (sim como na Europa) ônibus decente, trens mais confortáveis, porque “eu vou largar meu carro em casa em prol da ecologia se não tenho o mínimo de conforto no transporte publico?”. Sem falar nos pedágios… os mais caros do mundo… e se fossem caros e bons tudo bem, mas as estradas estão em estado calamitoso! Os buracos são imensos, a sinalização é péssima. O risco de morte é uma constante.
A educação é fundamental, precisamos educar os homens do futuro e isso não é um velho jargão é a verdade, muito embora não seja o que vemos nas escolas municipais, estaduais, na roça, no sertão… a educação é a base de tudo, é a mais importantes de todas as verdades, pois um povo que não tem cultura não tem nada!!!
Controle de natalidade sim é preciso… por que os milionários tem apenas dois filhos e os miseráveis oito, dez? Porque não tem instrução, porque não recebem educação sexual. Porque não podem parar e se conscientizar, ou por vezes até tem a consciência, mas não tem dinheiro ou a saúde publica não autoriza a esterilização.
A saúde não precisa de novos impostos, precisa que os governantes sejam dignos que lutem contra a corrupção e os desvios de verbas, que tomem “vergonha na cara” de fazer o que é certo. Um povo que paga tantos impostos tem o DIREITO a um serviço decente, bom e justo.
A política, essa me dá náuseas, precisamos de leis rigorosas contra a corrupção, de uma democracia verdadeira, onde a mídia fala o que realmente acontece e que não mascara a situação a seu bel prazer. Acredito que teríamos menos candidatos se houvesse algumas leis para regulamentar os cargos eletivos no nosso País, como o grau de escolaridade mínimo exigido, cargos públicos sem salários simbólicos, fazer literalmente por amor á Pátria, excetuando os que exigissem tempo integral de dedicação, garanto que não teríamos a metade do número de candidatos que temos hoje!!
A liberdade de expressão não existe, o que há é uma minoria que gostaria de ver tudo certo, e uma maioria que só noticia o que convém. Uma mídia suja que não é capaz de publicar o que realmente o povo precisa saber, e quem ousou fazer, sumiu ou foi calado de alguma forma! A ditadura foi trocada pela conveniência.
A previdência social é uma “vergonha nacional” o trocadilho cai bem, mas não é para deixar ninguém feliz… o atendimento é péssimo, é “moroso”… o povo paga a vida toda (e não é pouco) e quando precisa?? Espera…espera… e quando finalmente consegue… ou morreu ou está tão velho e doente que não usufrui da tão esperada aposentadoria…
Deveríamos rir dos noticiários jornalísticos e chorar dos programas de humor!!
Já passou da hora do povo ir para as ruas, lutar pelos seus direitos, não os “caras pintadas” que não sabiam nem o que estavam fazendo lá…porque a mídia não estava contente com o governo, que por sinal foi quem os exaltou e, resolveu derrubar usando o povo como massa de manobra. Ir para as ruas como os franceses, como os ingleses ou como nossos “rivais”, os argentinos, que vão as ruas e mostram sua indignação e não aceitam tudo de cabeça baixa, o que nossos jovens tem para contar as gerações futuras?
Sei que de nada adianta meu desabafo… que ninguém irá publicar… e poucos irão ler (até por ser um texto longo, sem piadinhas) ou dar sequer atenção… podem dizer… “ela quer se aparecer”… ou então… “coitada é louca”… Não !!! Apenas sou uma brasileira que trabalho, estudo, tenho filho, levanto cedo, tenho uma remuneração razoável, meu apartamento próprio… a famosa “classe média” e que poderia simplesmente falar… já fiz minha parte, minha vida estabilizada e o problema não é meu… mas o problema é meu, é seu, do seu amigo, é do seu chefe!!! E de todos os que acreditam que vale a pena lutar por essa Pátria e por esse Povo!!!
Márcia Reis
A notícia é do site Meio & Mensagem (especializado em propaganda e mídia):
O canal musical Play TV não está mais no ar. Confirmando os rumores de que a parceria com a empresa Gamecorp não teria continuidade – conforme já havia sido noticiado pelo M&M Online – o Grupo Bandeirantes não exibe mais a programação do canal desde a última segunda-feira, 7.
Para preencher a lacuna deixada, a Band colocou no ar a programação da Rede 21, que ocupava o espaço antes da entrada da Play TV, ocorrida há pouco mais de dois anos.
Informações veiculadas na imprensa nas últimas semanas davam como certas as intenções da Bandeirantes em romper a parceria com a emissora musical, cujo contrato expiraria no final do mês de julho. Em contrapartida, a diretoria da Play TV parecia empenhada em convencer a antiga casa das vantagens em manter o contrato de programação.
De acordo com informações obtidas pela reportagem, a decisão final acerca do rompimento teria sido tomada na última sexta-feira, 4, e foi recebida com bastante surpresa até pela própria Play TV, que esperava conseguir uma conciliação com a Bandeirantes que garantisse a continuidade da veiculação de seus programas por, pelo menos, mais alguns meses.
Em entrevista publicada na edição 1316 de Meio & Mensagem, do último dia 7, o sócio e vice-presidente da Play TV, Paulo Leal, falou sobre os investimentos do canal para a cobertura e transmissão do Rock In Rio Madri, que aconteceria a partir do 11 e chegou a afirmar que esperava que a avaliação acerca da continuidade do contrato fosse feita com ponderação pela diretoria da Band.
O executivo também disse que, em termos de faturamento publicitário, a Play TV vinha cumprindo seu papel de forma satisfatória. A empresa, agora, estuda a possibilidade de novas parcerias com ouros veículos que possam abrigar seu conteúdo televisivo.
Logo após a repentina decisão, a Band já iniciou a semana com uma nova home no portal que antes abrigava o conteúdo do Play TV. A emissora colocou um grande logotipo da Rede 21, acompanhado das frases ‘Aguarde. Nosso novo site está quase pronto’, sugerindo que, em breve, apresentará novidades para o espaço do canal.
Até o início da tarde desta terça-feira, 8, a Bandeirantes não fez nenhum pronunciamento oficial declarando o fim da parceria e suas respectivas justificativas.
Pois é…… Agora resta saber se o “empresário” Lulinha voltará a dar expediente no zoológico, ganhando salário de R$ 800,00, ou se a Oi/Telemar vai continuar pagando uma “mesada” ao filho do Presidente da República por agradecimento à mudança na lei que permitiu a fusão com a BrasilTelecom…..
Para complementar o post do dia 15/06 (aqui), fica a sugestão de buscar mais informações sobre a fusão entre Oi e BrasilTelecom AQUI.
Além disso, ficam outras leituras relacionadas:
Fusão Oi/BrT é alvo de críticas no Congresso
Terça-feira, 26 de fevereiro de 2008 – 09h24BRASÍLIA – O deputado Walter Pinheiro (PT-BA) afirmou que a Anatel está “abrindo mão de sua independência” ao consultar o Ministério das Comunicações sobre a possível compra da Brasil Telecom (BrT) pela Oi (antiga Telemar).
“A Anatel tinha que disparar o processo de consulta pública, de audiências, tocar isso. Ao invés de botar num sedex [serviço postal de entrega rápida] para chegar ao ministério, deveria colocar para funcionar”, afirmou Pinheiro.
Ele se referia ao fato de a Anatel ter enviado documento ao Ministério das Comunicações depois de receber pedido da Associação das Empresas de Telefonia Fixa (Abrafix) para mudanças nas regras que proíbem a compra de uma empresa por outra.
A alegação da Anatel é de que se trataria de política pública. “Achei esdrúxulo. No cumprimento de suas tarefas legais, a Anatel não tem que pedir bênção a ministro nenhum”, criticou Pinheiro.
Segundo o deputado, a agência tem se posicionado em “marcha lenta” e deve dizer o que fere, ou não, a lei quando há duas concessionárias outorgadas estudando uma incorporação: “Quem vai meter mão nisso? É o Hélio Costa [ministro das Comunicações] ? Não. O papel é da Anatel.”
FONTE: Agência Brasil
Outra:
Renato Guerreiro, ex-presidente da Anatel, classificou como uma “questão casuística” a possível fusão entre Oi e Brasil Telecom. Para ele, é necessário rever os planos para o setor de telecomunicações no país antes de se pensar em criar uma operadora gigante. “A fusão só pode ser admitida na medida em que ela traga benefícios para o Brasil. Por enquanto, ela fere os interesses do país”, disse Guerreiro, que foi presidente da Anatel entre 1997 e 2002.
As regras do setor de Telecom, criadas após a privatização da Telebrás em 1998, proíbem fusões entre as quatro grandes operadoras de telefonia fixa – Brasil Telecom, Telemar, Telefônica e Embratel. O objetivo é assegurar o equilíbrio entre as grandes empresas regionais.
Do lado das operadoras, há uma pressão para que essas regras sejam alteradas pelo Governo Federal. Segundo os controladores de Oi e Brasil Telecom, o objetivo é evitar que as empresas brasileiras sejam engolidas por grandes grupos internacionais.
Na opinião de Guerreiro, os serviços convergentes – como o triple play e o quadruple play – são a questão crucial. Segundo ele, o modelo de interconexão é um exemplo do que deverá ser repensado antes que o mercado se concentre em quatro ou cinco grandes empresas de telecomunicação.
O ex-presidente da agência acredita que a regulamentação que não se adequar a esse novo ambiente será superada por soluções alternativas das empresas. “Fazer regulamentação baseada em tecnologia é um erro crasso nos dias de hoje”, disse Guerreiro durante um seminário realizado na cidade de São Paulo pelo Instituto de Tecnologia Promon.
Fonte: http://info.abril.com.br/aberto/infonews/102007/31102007-4.shl
No Brasil, fala-se muito das “ONGs”, as Organizações não-governamentais.
Infelizmente, na prática, o que se tem visto são ORGANIZAÇÕES TOTALMENTE GOVERNAMENTAIS, uma vez que elas dependem TOTALMENTE do governo para subsidiá-las.
Dona Manuela andou tecendo comentários aqui no blog (aqui), mas parece ter jogado a toalha quando viu-se sem argumentos.
A única conclusão da Dona Manuela foi esta: “Mas qdo eu pedi pra vc desenhar era só pra ter certeza de qual argumento vc lançaria mão: claro, simplista, claro, a-histórico, claro, de um homem, claro, de um branco, claro, que nunca passou por situações que por exemplo as mulheres que marcharam em agosto do ano passado passam“.
Vou deixar de lado o português da Dona Manuela, pois imagino que ela seja da ONG AOLPI (“Abaixo à Opressão da Língua Portuguesa Imperialista”).
Ela praticamente traçou um perfil meu (ao menos aquele que ela IMAGINA ser o meu perfil), mas esqueceu de ARGUMENTAR. Preferiu tergiversar – como, de resto, todo e qualquer PTralha que siga o Manual do PT faz – e achou mais conveniente partir para questões de caráter pessoal, concluindo que eu sou homem, branco (o que isso tem a ver com a questão, aliás ?! Me parece ser apenas racismo por parte da Dona Manuela…. Imaginem se eu dissesse que ela é negra, e, portanto, seus argumentos são ruins – isto seria crime, não ?! Bom, ela fez rigorosamente o mesmo, no sentido inverso !!!!) e que nunca passei por “situações” que ela decerto conhece por ler na Caros Amigos ou qualquer publicação rasteira congênere.
Brilhante, Dona Manuela !
Eis aqui, então, o artigo (publicado na Revista Veja de 18/06/2008, Edição 2065) que eu citei na minha resposta à energúmena, tratando (muito bem) da questão das ONGs brasileiras (que são, em verdade, OTGs):
As ONGs do fim do mundo
Reinaldo Azevedo
Não faz três meses, morreríamos todos assados no fogo do inferno de nossas ambições. Quem é esse sujeito determinado, porém oculto? Nós, os “seres humanos”. Procurem na Bíblia ou na internet o Apocalipse de São João. As previsões sobre os males que advirão do aquecimento global foram copiadas de lá. Se ele não era um bom cientista, não há cientista que o supere em matéria de fim do mundo. O tema deixou de ser prioridade nestes dias. Agora, vamos morrer de fome. Um certo “sistema” – sim, o capitalismo –, que faria derreter o planeta, ameaça deixar a Terra esfaimando. Diacho de modelo esse que vive dando tiro no próprio pé! Será que era isso que os comunistas queriam dizer quando afirmavam que o capitalismo trazia em si a semente de sua própria destruição?
Quem propaga essas verdades eternas? As organizações não-governamentais (ONGs) – incluindo a maior delas: a Organização das Nações Unidas. Outro dia alguém me disse que até me considerava um cara bacana e tal – se acha isso mesmo, não me interessa; a mentira cujo propósito é a gentileza é decorosa. Mas ele não entendia como alguém lido podia acreditar na Santíssima Trindade. Nem eu! Até hoje, prosseguiu meu interlocutor, ele não compreendia essa história do “Três em Um”: Pai, Filho e Espírito Santo. Não cabe o pormenor, mas admito que há coisas que são matéria de fé, o que todo racionalista decente sabe. Concluí que é mais fácil um homem instruído acreditar no fim do mundo – ou na redenção – antevisto pelos “cientistas” do que na vida eterna anunciada por Deus…
À medida que as escatologias científicas vão se tornando influentes, números começam a pulular. Há um fascinante: indica que, no mundo, uma criança morre de fome a cada cinco segundos. Louvo a precisão do humanismo matemático. E indago: e se assim foi, por exemplo, nos últimos quinze anos? A China, sozinha, tirou, nesse período, 400 milhões de pessoas da pobreza. A fé não precisa fazer conta. A ciência, sim. Quinze anos correspondem a 5.475 dias, cada um com 86.400 segundos – logo, falamos de 473.040.000 segundos. Como a China tirou, nesse tempo, 400 milhões de pessoas da pobreza, isso significa que 0,846 indivíduo por segundo deixou essa condição. E olhem que ignorei a Índia e o Brasil.
O tal “sistema perverso”, que mataria de fome uma criança a cada cinco segundos, tira da miséria um indivíduo por segundo. O saldo é bem positivo. É por isso que a população do planeta cresce de forma assustadora. E o fantástico desempenho da China e da Índia nada deve à militância ongueira: é uma conquista da economia de mercado, que quer destruir o planeta. Sempre que alguém vem me falar sobre o fim dos tempos, pergunto: “Você tem aí alguma previsão para a semana que vem?”. Em matéria de apocalipse, fico com o de São João.
O Brasil, que se defendia da acusação de ser um dos agentes do aquecimento por causa das queimadas, ofereceu ao mundo o etanol e, agora, é suspeito, de forma infundada, de produzir álcool em vez de grãos. O presidente Lula está experimentando quão difícil é lutar contra uma “doxa” – uma falsa verdade, porém influente. Em solo pátrio, o dono da “doxa”, em aliança com o onguismo, sempre foi o PT. Lembram-se dos ditos “movimentos sociais” que ajudaram a criar o partido? Todos se converteram em ONGs e Oscips (organizações da sociedade civil de interesse público).
Estima-se entre 250.000 e 275.000 o número dessas entidades no país, 100 000 das quais atuando na Amazônia. Há 700.000 índios no Brasil, talvez uns 600.000 naquela região. Se todas cuidassem dos nossos bons selvagens, teríamos seis índios para cada ONG: daria para fornecer casa, comida, roupa lavada e pós-doutorado. Mas algumas, sei, cuidam de outros assuntos: o minhocuçu, o sapo-gigante, a aranha-armadeira, os bagres… Você só escapará de ser sufocado pelo amor de uma ONG se for o verdadeiro negro do mundo: bípede, branco, macho, heterossexual e católico. Fora disso, basta erguer a mão ou aprender a guinchar, e aparecerá uma multidão para protegê-lo.
As entidades mais influentes contam com farto financiamento internacional, a exemplo da CIR (Conselho Indígena de Roraima), que lidera a luta para expulsar os “não-índios” de Raposa Serra do Sol. A Fundação Ford é muito generosa com esses patriotas: doou-lhes 300.000 dólares no ano passado. Já o Geledés – Instituto da Mulher Negra – foi agraciado, entre 2004 e 2008, com 1,1 milhão de dólares. As informações estão no site da fundação. Nada contra a doação. Mas quem gerencia a entrada de dinheiro em entidades que acabam passando como porta-vozes de supostos clamores públicos? Ninguém! Fosse apenas o dinheiro de fora a inundar o caixa dos filantropos, vá lá. Mas as ONGs e Oscips se tornaram instrumentos da terceirização do governo – e da sangria dos cofres públicos. Os números são formidáveis: entre 1999 e 2007, saíram do Orçamento da União para as ONGs 36,12 bilhões de reais – com correção monetária, a cifra passa de 50 bilhões de reais. Só no ano passado, receberam o capilé oficial 7.670 entidades.
Centrais sindicais, sindicatos de empregados e de patrões, sindicalistas, jornalistas, artistas, políticos, as mulheres, maridos e ex-cônjuges de toda essa gente, empresas, igrejas, movimentos sociais, partidos… Todos têm a sua entidade não-governamental para reivindicar – e levar – grana do governo. Só a gente tem jabuticaba. Só a gente tem uma pororoca verdadeiramente amazônica. Só a gente tem índio que compra facão em supermercado em nome das tradições dos ancestrais. E só a gente tem as ONGGs: organizações não-governamentais… governamentais! Não sei se estão lembrados, mas até o governo chegou a ter a sua: o programa Fome Zero.
Em escala mundial e local, as ONGs passaram a ser as donas da pauta e das políticas públicas. E ai de quem ousar contrariar a doxa! Cito um caso emblemático. O Brasil é exemplo no tratamento da aids, mas sua política preventiva está centrada apenas no uso da camisinha. A contaminação voltou a crescer. Pobre daquele que ousar sugerir que abstinência sexual e fidelidade – além do preservativo – são úteis no combate à doença. Será acusado de estar misturando religião com ciência e acabará com a reputação na fogueira, enquanto os racionalistas recitam mantras cartesianos.
Na África, continente em que a doença é um flagelo, lembrou em seu blog o jornalista Fábio Zanini, Uganda é um caso notável de sucesso no combate à doença. Há quinze anos, cerca de 30% da população tinha o vírus; hoje, apenas 6,5%. A política oficial se baseia em três letras: A (de “abstinência” – para os solteiros); B (“be faithful” – seja fiel, para os casados); e C (de “condom”, a camisinha). Mas o “C”, lá, é o último recurso. Uganda, quem diria?, começa a sair da tragédia apelando à responsabilidade individual. No Brasil, claro, é diferente. Assim como Napoleão III acreditava que os soldados jamais resistiam a salsichas com alho, também somos fatalistas: cremos ser impossível dizer “não” ao sexo. Daí que as campanhas públicas contra a aids enfatizem apenas o uso do preservativo, chamando tudo o mais de moralismo religioso. O programa de combate à doença deixou de ser uma política de estado para ser a ação de grupos militantes organizados em… ONGs!
É claro que a roubalheira dos larápios incomoda e tem de ser combatida – até porque conspurca o trabalho dos honestos. Mas ainda mais preo-cupantes são a atomização e a falta de rumo das políticas públicas – e em escala mundial. Elas dependem hoje dos falsos consensos produzidos pelos grupos militantes. O que teria nascido para oxigenar o establishment com a voz da sociedade civil se tornou uma fatia do poder infensa aos mecanismos de controle e transparência públicos e um modo de impor a toda a sociedade os padrões e a vontade de minorias organizadas. Nos dois casos, trata-se de um modo de fraudar a democracia.
O texto abaixo foi publicado pela Folha de 19/02/2008.
Irritando José Dirceu
EDUARDO GRAEFF
NA FAMOSA reportagem sobre a nova carreira de consultor de empresas de José Dirceu, a revista “Piauí” conta que ele “não guarda ressentimentos de Lula” depois que saiu do governo e perdeu o mandato de deputado. Mas “também se lembrou de situações em que sentiu “pouca interlocução” com o presidente. Uma delas foi quando chegou à imprensa a notícia de que a Telemar injetara R$ 5,2 milhões na Gamecorp -empresa de joguinhos de computador cujo dono é Fábio Luiz da Silva, filho de Lula. Ele recordou uma reportagem na qual Lulinha inventara frases suas e contava que estivera em reuniões das quais nunca participou…
“Para o Lulinha, não importa a verdade”, prosseguiu […] “Ele quer melhorar a história, ele fabula” […] Na ocasião, Dirceu disse ter procurado o presidente, que respondeu: “Você vai ficar enchendo meu saco por causa do Lulinha, Zé Dirceu?'”.
Resumi esse trecho da reportagem num artigo que publiquei aqui em 24 de janeiro (“Vão-se os sonhos, ficam os anéis”). Se Lula perdeu as estribeiras com Dirceu, conjeturei, mais irritado ficará ao ser questionado por beneficiar a empresa que beneficiou seu filho, se, como anunciam, mudar a lei para chancelar a compra da Brasil Telecom pela Telemar.Passado mesmo ficou Dirceu com meu artigo. Numa réplica publicada aqui em 13 de fevereiro (“Os sonhos estão mais vivos do que nunca”), chamou-me de mentiroso, por me valer de um relato desmentido por ele, e de hipócrita, por criticar seu envolvimento e o de Lula em negócios privados, esquecendo os crimes supostamente praticados pelo governo FHC.
Ante o rebuliço causado por suas declarações à “Piauí”, Dirceu fez desmentido curioso. Não deu o dito pelo não-dito, mas alegou erro de pessoa.O Lulinha a que se referiu não seria o filho do presidente, mas o jornalista Luís Costa Pinto, que teria “publicado reportagem com declarações minhas, fabricadas, sem ter me ouvido”.
Não levei isso em conta por uma razão: a revista desmentiu o desmentido e reafirmou o teor da reportagem. “Os fatos publicados pela revista correspondem ao que foi relatado pelo ex-ministro à reportagem. No contexto em que foram mencionados, não poderia haver espaço para ambigüidades.” De fato, não dá para entender a súbita aparição de Costa Pinto no meio de um depoimento sobre a relação de Dirceu com Lula.
No artigo na Folha, Dirceu repetiu o desmentido numa versão ligeiramente alterada -e mais capenga. “Erroneamente é associada ao filho do presidente da República […] crítica minha a um jornalista por conta do acompanhamento estapafúrdio que fazia sobre o governo em seu trabalho jornalístico.”
Acontece que Luís Costa Pinto não trabalha em jornais e revistas desde 2002. Abriu uma empresa de consultoria de comunicação, por meio da qual, aliás, prestou serviços ao então presidente da Câmara, João Paulo Cunha, do PT, em 2003 e 2004. O que e onde ele teria escrito sobre o governo Lula para merecer a paulada que Dirceu diz que quis lhe dar nas páginas de “Piauí”? Estapafúrdia parece a história da troca de Lulinhas.
A bronca de Lula, a desconversa de Dirceu têm graça, mas pouco importam. Ruim para o Brasil é o retrocesso que eles estão trazendo às relações governo-empresas, com sua versão requentada dos “anéis burocráticos” da ditadura. A política e a economia do lulo-petismo andam parelhas nessa marcha a ré. As duas desencavam do baú da história, para apresentá-las como grandes novidades, velhas práticas do Estado patrimonial luso-brasileiro e de seu capitalismo politicamente orientado. Primeiro escolhem-se a dedo os parceiros e compõem-se os interesses privados.
Depois o poder público (?) aplica sobre o negócio feito o selo da legalidade. Costumes puídos, sim. Mas cheios das lantejoulas ideológicas da “moral socialista”, da “soberania nacional”, da “libertação popular”. Ah, e tudo para desmontar a suposta herança maldita de FHC. Não pode haver cinismo maior do que invocar essa desculpa no setor de telecomunicações.
Graças às privatizações bem-feitas e à regulação bem concebida e implantada, o Brasil de Lula herdou serviços de telefonia em expansão acelerada, com competição saudável e tecnologicamente atualizados para apoiar a entrada na era da internet.
Preparem o bolso, porque Lula, Dirceu e companhia vêm aí para nos salvar dessa maldição. Sem perguntar aos usuários da telefonia e da internet se precisam ser salvos. Mas de ouvidos e coração muito abertos ao canto de sereia monopolista dos amigos empresários.EDUARDO GRAEFF , 58, é cientista político. Foi secretário-geral da Presidência da República no governo FHC.
Tucano ou não tucano, não importa.
Os fatos estão aí: uma empresa COMPROU o direito de modificar a Lei para seu benefício.
Para tanto, usou o Presidente da República.
Alguma dúvida de que isso é crime ???
Começo pelo artigo do Clóvis Rossi, publicado na Folha de 14/06. Comento depois.
Era uma vez, num país chamado Brasil, duas empresas que decidem fundir-se. O negócio é contra a lei. O mortal comum, desavisado, imagina que as negociações se deram em algum aparelho clandestino, longe das vistas de todos. Nada. A negociação foi publicamente anunciada, com nomes e números envolvidos. Então, o desavisado mortal comum imaginará que as autoridades reagiram e caíram matando em cima do negócio ilegal, certo?
Errado de novo.
As autoridades caíram matando em cima da lei que proibia a fusão. Resolveram modificá-la para tornar legal a posteriori o que era ilegal no berço. Uma completa e espantosa revisão da norma jurídica, pela qual se diz que ninguém pode ser punido se não há lei que determine a punição, lei que naturalmente tem que anteceder o crime.
No caso, o crime antecede a lei. Como se faz a modificação da lei?
Também na clandestinidade, claro, imaginará o tolo do mortal comum.Errado de novo.
O governo chegou até a pensar -e publicamente- em desempatar um suposto empate na votação do organismo que deveria dar o parecer decisivo sobre a mudança da lei por meio da nomeação de um conselheiro que fosse favorável à ela. Algo como pedir, nos requisitos para a contratação de um funcionário, que ele fosse contra a lei.
Impensável, certo? Errado de novo.
Perfeitamente “pensável” se o país se chama Brasil. Até nem foi necessário contratar um “desempatador”, porque os dois conselheiros que eram tidos como contra a fusão ilegal mudaram de posição da noite para o dia e votaram a favor.Com isso, prepara-se uma nova lei que é a versão da democracia para a Lei Fleury da ditadura. Ou seja, tem nome, CNPJ e endereço dos destinatários.
Pelo menos contra a Lei Fleury, mesmo na ditadura, houve algum choro e ranger de dentes.
Então a coisa é simples: as empresas envolvidas (Oi e BrasilTelecom) na fusão planejaram tudo ANTES de mudar a lei (PGO). Estavam confiantes na mudança da lei……. Será que isso tem alguma relação com o fato de que a Oi (quando se chamava Telemar) deu mais de R$ 5 milhões para o filho do Presidente da República ?
Detalhe: o contrato entre a Gamecorp (do filho do Lulla) e a Rede Bandeirantes está sendo encerrado, pois não atingiu os resultados esperados:
Inicialmente prevista para durar dez anos, a parceria entre o Grupo Bandeirantes e a PlayTV acaba em julho, com apenas dois anos e dois meses. Insatisfeita com os resultados do negócio, a Band decidiu não renovar o contrato com a PlayTV e voltará, em agosto, a investir na Rede 21, marca que antes ocupava o canal 21 (UHF) da Grande São Paulo.
A PlayTV pertence à Gamecorp, empresa que tem entre seus sócios a operadora de telefonia Oi (ex-Telemar) e Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula. Originalmente, a Gamecorp era produtora de games e conteúdos para celular.
Em 2006, quando a Band fechou acordo com a Gamecorp, havia a expectativa de que a PlayTV se tornaria um bom negócio com a convergência entre games e TV digital, algo que ainda não ocorreu. A Folha apurou que a parceria foi desfeita, em reunião no início desta semana, porque a PlayTV não alavancou a audiência nem as receitas do canal 21.
A PlayTV aumentaria gradativamente seu espaço na grade do canal 21, mas, com sua programação jovem, não conseguiu ultrapassar a faixa das 17h às 23h30 _o restante é ocupado por igrejas e empresas.
A assessoria de imprensa da PlayTV nega o rompimento do contrato com a Band e atribui a informação a “vice-presidentes [do Grupo Bandeirantes] que não gostam do canal”. A Band não comentou o assunto.
Então, pela ótica administrativa, o investimento foi um fiasco.
Mais uma prova de que a injeção de capital foi corrupção – a céu aberto.
A Telemar COMPROU a simpatia do Presidente da República, que pressionou a Anatel (que deveria ser uma agência reguladora INDEPENDENTE) para mudar a lei e, assim, atender aos interesses da empresa que pagou R$ 5 milhões ao filho do Presidente da república.
Alguém imagina o que teria feito o PT, caso esta situação tivesse ocorrido quando o Presidente da República em questão fosse Fernando Collor ou FHC ????????????
Como o Presidente das república agora é do PT, foda-se todo o resto: o importante é enriquecer.
Seja de forma direta, seja de forma indireta – com um investimento absurdo numa empresa ridícula, só para fazer o dinheiro chegar à família do Presidente.
Isso é Brasil.
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