Privatização da Vale volta a ser assunto – e alvo de mentiras, graças à Samarco

Em virtude do lamentável acidente ocorrido em Minas Gerais, há pouco mais de 1 semana, a Vale (antiga Vale do Rio Doce) voltou a ser alvo de críticas, por ser uma das proprietárias da Samarco, a dona da barragem que arrebentou. Até aí, é parte do jogo.

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O problema é que os “iluminados” de sempre aproveitam-se da situação para espalhar mentiras envolvendo a privatização da Vale, distorcendo a verdade sem nenhum pudor, de forma a tentar colocar a culpa do acidente na privatização da Vale, ocorrida em 1997.

Eu já escrevi alguns posts aqui no blog sobre a Vale e sobre as privatizações no geral. Os mais completos (e que demonstram de forma bastante clara que a privatização da Vale foi ótima) estão AQUI, AQUI e AQUI.

Vamos a alguns esclarecimentos, então.

A Samarco é uma empresa de capital fechado, que hoje pertence à Vale (50%) e à anglo-australiana BHP Billinton (50%). Assim, é evidente que ambas as empresas têm idêntica reponsabilidade no que tange ao acidente.

Em tempo: trata-e, sim, de um acidente – mesmo que haja uns abestalhados querendo comparar o rompimento da barragem em MG com os ataques terroristas na França.
Cabe destacar que a legislação brasileira distingue os casos em que há “apenas” responsabilidades mas não há INTENÇÃO de causar ferimentos e/ou prejuízos a terceiros (o termo usado é CULPOSO, que indica que houve CULPA, no sentido de RESPONSABILIDADE, mas não houve INTENÇÃO comprovada), e um segundo, chamado DOLOSO (no qual existe, sim, a INTENÇÃO de ferir/prejudicar terceiros).

Resta evidente que o caso da Samarco – que até agora, oficialmente, tem 9 mortos – enquadra-se como CULPOSO, pois a empresa não destruiu a própria barragem com a intenção de alagar cidades e matar pessoas. Mas isso, evidentemente, deverá ser investigado e, se for cabível, o caso chegará à esfera judicial (torço para que não demore anos).

Isso não a exime das responsabilidades – muito pelo conrário. A empresa deverá sofrer pesadas consequências – isso se a burocracia e a corrupção no Brasil não facilitarem as coisas, claro.

De qualquer forma, as 2 empresas acionistas da Samarco, por terem rigorosamente o mesmo percentual (50%) da empresa, deverão ser responsabilizados e tomar as medidas cabíveis. E é justamente aí que entra a questão da privatização da Vale.

A BHP Billinton é uma empesa privada e estrangeira, então nem vou discuti-la. Mas a Vale, nacional, vem sendo alvo de intermináveis discussões desde sua privatização, em 1997.

Os débeis mentais de sempre já estão espalhando que o acidente tem relação direta com a privatização. Já cheguei a ver, no Facebook, uma página criada para criticar a Vale afirmando que a Globo é acionista da Vale e, por isso, estaria dando pouca atenção ao caso.

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Esta informação, aliás, foi amplamente disseminada nas páginas dos “iluminados”:

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Os iluminados acham que participação acionária na Vale é sinônimo de ocultação e/ou distorção da verdade? Esta afirmação que a sempre brilhante, correta e inteligente deputada Jandira Fegalli postou no seu Facebook, aparentemente, veio daqui: http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/correios-corre-atras-do-lucro/

Não localizei nenhuma outra fonte para a tal “notícia”. Uma das páginas (a primeira imagem, da tal página “Ministério da Verdade”) cita um “Jornal de Brasília”, e faz referência a um “jornalista” chamado Leandro Mazzini. A única referência à tal “Coluna Esplanada” aponta para um blog hospedado no UOL, mas não localizei esta afirmação (errada) sobre a participação acionária da Globo na Vale no tal blog. Mas achei uma coisinha interessante sobre o tal Leandro Mazzini AQUI. Não estou surpreso – parece ser mais um membro da BLOSTA, a blogosfera de bosta do PT.

Por que será que a notícia, que seria relevante, não está circulando livremente? Talvez porque se trata de uma notícia falsa – mas os “iluminados” não hesitam em compartilhar notícias falsas, desde que elas sirvam à sua narrativa mentirosa.

Em primeiro lugar: a Globo NÃO é acionista da Bradespar – era o contrário! A Bradespar foi criada para gerir a participação acionária do Bradesco em outras empresas, não financeiras, entre elas a Globo. Em outras palavras: o Bradesco era acionista da (“mandava na”) Globo, mas a Globo nunca foi acionista do (“mandou no”) Bradesco – obviamente a terminologia “mandar” não é precisa, pois um acionista minoritário não “manda” numa empresa de capital aberto; trata-se apenas e tão somente de uma tentativa de simplificar a linguagem.

Em segundo lugar: em virtude dos acordos comerciais que a Globo fez com a América Móvil (grupo de Carlos Slim, controlador da Claro e da Embratel) entre 2004 e 2010, a participação do Bradespar foi diminuindo. Hoje, não existe mais. Portanto, a Globo não tem nenhuma participação acionária, direta ou indireta, na Vale.

Em terceiro lugar – e mais importante: os “iluminados” do facebook deveriam investigar a participação acionária do governo federal (do querido PT deles) na Vale. Desde 2011, o fato concreto é que a privatização da Vale acabou sendo revertida, e hoje o governo federal é o maior controlador da Valepar, a holding que efetivamente toma as decisões da Vale. A reportagem abaixo é do Valor Econômico (íntegra AQUI) e está bastante didática:

O perfil da Valepar, holding que controla a Vale, sofreu grande mudança desde a privatização da mineradora, em 6 de maio de 1997. A imagem de empresa de controle privado aos poucos foi perdendo coloração. A desfiguração da Valepar, com o correr dos anos, contribuiu na polêmica sucessão do presidente da mineradora, Roger Agnelli. Explicitamente, hoje, governo e fundos de pensão estatais, por mais que não se reconheça, têm preponderância no controle da Vale, embora sem poder absoluto nas decisões estratégicas da companhia, como troca de presidente.

Os fundos de pensão – Previ, Petros, Funcef e Funcesp – reunidos na holding Litel, e o governo, via BNDESPar, atingiram 60,5% do capital votante e 67,5% do capital total da Valepar. Logo após sua privatização, tinham, juntos, 35%. Era clara a predominância de acionistas privados, liderados pela Cia. Siderúrgica Nacional (CSN), de Benjamin Steinbruch, que formou o Consórcio Brasil para disputar o leilão contra o grupo Votorantim, de Antônio Ermírio de Moraes.

[…] Concluiu-se que a solução, para dar liberdade de rumo e gestão à mineradora, seria tirar a CSN da Vale. O caminho foi o descruzamento de participações, uma vez que Vale, Previ e Bradesco eram acionistas da siderúrgica e esta tinha 32% da Valepar. Com a saída da CSN, em março de 2001, depois de complexa, longa e desgastante negociação com Steinbruch, na qual Roger Agnelli exerceu papel de mediador, conforme relatou ao Valor certa vez, a presença dos fundos de pensão na Valepar ganhou força.

A Litel, com peso majoritário da Previ (mais de 80%), tornou se sua principal acionista, com 39%. Ficou com a maior parte das ações da CSN, sendo acompanhada pelo Bradesco, que ficou com 14% por meio da Babié Participações. Esses papéis, depois, foram transferidos a Bradespar, braço de investimentos do banco criado em 2000. A Sweet River, que agora tinha Billiton, Bank of América, Goldman Sachs e Lehman Brothers, ficou de fora dessa operação.

Steinbruch, com apoio financeiro do BNDES, da Previ e do Bradesco, ficou com as ações que Previ e o banco tinham na CSN, tornando-se o acionista controlador da companhia. A participação da Vale na siderúrgica, em torno de 10%, ficou com a Valia, fundo de pensão dos empregados da mineradora.

Com essa mudança, que buscou trazer paz interna na empresa, Agnelli, que era presidente da Bradespar, e do conselho da Vale desde maio de 2000, assumiu aos poucos os rumos da companhia. Em julho de 2001, com cerca de 33% das ações da Valepar (direta e indiretamente), o Bradesco indicou Agnelli para presidir a Vale, enquanto a Previ ficou com a presidência do conselho de administração.

O Bradesco tinha presença na Valepar por meio de dois veículos: Elétron S.A. e Babié /Bradespar. Na Elétron, passou a ter 85,6% de participação (correspondente a 17,75% da Valepar) após converter debêntures desse fundo, criado pelo Opportunity, em parceria com o Citibank, para disputar o leilão da Vale. O Bradesco, que tinha sido um dos avaliadores da Vale para o leilão, adquiriu os papéis por cerca de US$ 600 milhões logo após a privatização e fez a conversão em ações um ano depois.

Na época do descruzamento de participações de Vale e CSN, a BNDESPar já havia transferido suas ações na Valepar ao InvestVale, clube dos empregados da empresa, em uma operação de troca de papéis. O clube, que tinha 1% da holding, entregou ao banco os 4% que detinha do capital votante da Vale fora do bloco de controle. Assim, passou a controlar 11,6% da holding.

Outra operação que mudou a configuração societária da Valepar foi a incorporação dos 10% de ações ON e 1% de PN da Vale que a Litel tinha fora do bloco de controle. Com esse movimento, consumado em 26 de dezembro de 2002, os fundos passaram a deter 49% do capital votante da Valepar.

O último ano de movimentos de acionistas na Valepar foi 2003. De um lado, a Sweet River, então controlada pela BHP Billiton, decidiu sair da Vale. Havia um conflito de interesse estabelecido, pois era concorrente direta da Vale em minério de ferro e outros negócios. De outro lado, em setembro, a trading japonesa Mitsui fechou a compra de 18,2% da Valepar que faziam parte do bloco da Bradespar. A empresa do Bradesco somou 39,4% após aquisições de quase metade dos papéis da Sweet River e da parte do Opportunity na Elétron. Daniel Dantas ficou apenas com 0,02% e foi feita uma cisão do fundo.

A venda de parte de sua participação para a Mitsui, por R$ 2,5 bilhões, deu alívio financeiro a Bradespar, permitindo abater uma dívida de R$ 2 bilhões. A parte da Sweet River que ficou com os fundos, por meio da Litela, foi transformadas em ações preferenciais dentro da Valepar para não infringir os limites de cada sócio no equilíbrio de forças previsto no acordo de acionistas.

Em novembro de 2003, alvo de grande polêmica, e que permitiu a volta direta do governo à Valepar, foi a aquisição dos 11,6% do InvestVale pelo BNDES. O então presidente do banco, Carlos Lessa, em uma decisão que demorou apenas três dias, decidiu pela compra dessa fatia para evitar que as ações fossem vendidas a Mitsui, que, com isso, superaria 25% e passaria a ter direitos de veto nas decisões estratégicas da Vale. O banco tinha direito de preferência. Antes, Lessa também tentara ficar com as ações da Bradespar vendidas à Mitsui, mas foi impedido “por uma orientação superior” de interferir na negociação, conforme disse em entrevistas.

A operação custou ao BNDES R$ 1,5 bilhão. Pelo valor de marcado da empresa na sexta-feira, essa fatia vale mais de R$ 11 bilhões, sem considerar prêmio de controle. Mas, pela forma como foi realizada, recebeu críticas na época, e Lessa, severa repreensão do presidente Lula por não ter sido avisado da decisão.

Com todas as mudanças ocorridas, a Valepar passou a deter 53,6% do capital votante da Vale, e 33,3% do capital total.

Pode-se observar, portanto, que NA PRÁTICA a Vale acabou sendo controlada pelo governo novamente (em português claro: a privatização, de certa forma, foi desfeita). Na página da própria Vale (AQUI), encontra-se este gráfico, que ajuda a ilustrar a composição acionária da empresa:

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Cabe, aliás, um complemento: além de dominar a Valepar através dos fundos de pensão, o governo federal ainda tem mais 6,5% do capital ordinário da Vale graças ao BNDES – isso sem falar nas “golden shares”, ações especiais que permitem que o governo federal vete qualquer decisão executiva com a qual ele não concorde.

Assim sendo, por que os “iluminados” não fazem a cobrança ao governo no caso do acidente da Samarco? Como maior sócio da Vale, o poder de decisão do governo é muito maior!

Obviamente a verdade e os fatos não interessam à narrativa desses pigmeus de linhas auxiliares do petismo. Mais importante, para eles, é fazer populismo rasteiro às custas da ignorância dominante sobe o assunto privatização.

O acidente em Minas Gerais não tem nada a ver com privatização ou estatização. Foi um acidente, com o qual diversos fatores contribuíram – inclusive a fiscalização falha da agência federal que deveria verificar as condições da barragem. Há responsáveis a serem cobrados na iniciativa privada e na esfera pública (incluindo prefeituras, Estado de MG e União). Mas não tem nada, rigorosamente nada, a ver com privatização.

A estatal (e quebrada) Petrobras já teve seus acidentes ambientais, que também causaram prejuízos incalculáveis ao meio-ambiente – mas nessas horas os linhas-auxiliaes do PT ficam quietinhos, pois interessa à sua narrativa estatizante e mentirosa.

Por que NINGUÉM previu a pior crise econômica do Brasil desde 1930?

A pergunta do título é uma provocação. Na realidade, MUITA gente previu, alertou, avisou e adiantou que o Brasil passaria por uma crise fortíssima. Estava escrito de forma clara, em Outubro de 2014, num manifesto assinado por 164 economistas:

1) Não há, no momento, uma crise internacional generalizada

2) Neste cenário de baixo crescimento e inflação alta, a semente do desemprego está plantada. E os avanços sociais obtidos com muito sacrifício ao longo das últimas décadas estão em risco.

3) O atual governo tenta se eximir de qualquer responsabilidade pelo nosso desempenho econômico pífio e culpa a crise internacional. Entretanto, como a realidade dos fatos mostra que não há crise internacional generalizada, a explicação só pode ser outra.

4) Em grande parte, atribuímos o desempenho medíocre da economia brasileira e a perspectiva de retrocesso nas conquistas sociais às políticas econômicas equivocadas do atual governo.

5) O atual governo ressuscitou os fantasmas da inflação e da instabilidade macroeconômica.

6) O governo Dilma amedrontou os investimentos.

7) O atual governo expandiu a oferta de crédito subsidiado de forma discricionária e irresponsável.

A íntegra deste manifesto pode ser lida AQUI.

Vamos a alguns exemplos mais específicos? Como ponto de partida, uso um post do economista Roberto Ellery (que, por sinal, foi um dos signatários do manifesto mostrado acima) em sua página no Facebook (AQUI):

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O Roberto já indica, inclusive alguns links. Vamos a eles, então.

Em 15/09/2015, o Leandro Narloch escreveu (AQUI) um texto intitulado “Os economistas que previram a crise”. Vale a pena destacar alguns trechos:

“A troca de crescimento por inflação não é estável; com o tempo, o resultado é apenas inflação mais alta”, disse o economista Alexandre Schwartzman em janeiro de 2012.
“O mais grave do quadro atual é que este governo não demonstra que conhece – ou que concorde – com a importância da preservação do tripé macroeconômico. Portanto, ele corre o risco de desabar”, afirmou a jornalista Beatriz Ferrari na Veja de 18 de abril de 2011.
“Risco é que grau de investimento seja retirado em 2015”, diz uma reportagem do Valor Econômico de novembro de 2013. Paulo Vieira da Cunha, um dos economistas ouvidos pelo Valor, disse: “quem está rodando modelos de análise da dívida pública já vê que ela não é sustentável em um horizonte mais longo, entre 2015 e 2016”.

E aí, o Leandro destaca um artigo do Adolfo Sachsida que merece ser reproduzido:

Em 2014, como sempre acontece em ano de eleições, o gasto público dará um salto. Inclua nesse cenário a avalanche de medidas provisórias e intervenções governamentais na economia de todo tipo, inclusive as do BNDES, que aumentam o gasto público e favorecem setores eleitos pelo governo em detrimento do restante da sociedade.

Em 2015, primeiro ano do novo governo eleito, será o momento de pagar a conta da irresponsabilidade fiscal e monetária do passado. Economizem dinheiro, pois quando a crise chegar quem tiver liquidez (dinheiro em caixa) vai conseguir fazer excelentes negócios. A partir de 2015 o Brasil amargará o mesmo tipo de cenário que já enfrentou no começo dos anos 1980.

A íntegra desta análise do Sachsida está AQUI.

Por favor, leia na íntegra. Já leu? Ainda não? Ok, eu aguardo: vá ler.

Pronto?

Faço questão de destacar que o texto do Sachsida é de 14 de SETEMBRO DE 2012. Naquela época, todo mundo que criticava a política econômica desbaratada, irresponsável e inconsequente praticada pela Dilma era criticado. Quem se lembra do PESSIMILDO? Peço perdão antecipado ao leitor, mas não resisti: vou mostrar aqui uma imagem forte, violenta, nojenta mesmo.

Trata-se da página do lixo Brasil 247 (pode chamar de 171 que ele atende – aliás, basta chacoalhar um maço de dinheiro que ele atende e obedece também, abana o rabo, faz tudo):

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Em 16 de Setembro de 2014, este libelo do petralhismo na blosta (blogosfera de bosta) estampava a seguinte pérola:

O marqueteiro João Santana lançará no horário eleitoral o “Pessimildo”, personagem rabugento que ironiza os críticos do governo Dilma.
Inspirado em figuras ranzinzas do cinema e da TV, como o Gru, do “Malvado Favorito”, e “Seu Saraiva”, do programa de TV “Zorra Total”, ele satiriza ataques de adversários da presidente.
“Viu que os empregos continuam subindo?”, indaga um locutor. “Tudo o que sobe, desce”, contradiz “Pessimildo”.
Cada cena será encerrada pelo mote: “Chega de pessimismo. Pense positivo, pense Dilma”.

É ou não é um exemplo perfeito do Jornalismo da Esgotosfera Governista – vulgo JEG ? A propósito: outro site do JEG, o ” Diário do Centro do Mundo” (pode chamar de Diário do Cu do Mundo que combina mais com o cheiro que exala de lá) publicou AQUI um texto ABSOLUTAMENTE IDÊNTICO. Quem plagiou quem? Não sei, e não me importo – esses sites alugados, feitos por “jornalistas de nariz marrom” se merecem. A figura abaixo resume bem o amontoado de lixo que trabalha para desinformar:

Esgotosfera
FUJA!!!!! Se receber um link ou um “texto” oriundo de qualquer site destes, suja, pois ali só bastéria e rato sobrevive.

Preciso registrar, primeiro, que João Santana ser chamado de “marqueteiro” é uma ofensa. O que este senhor faz é PROPAGANDA ENGANOSA, não marketing.

Em segundo lugar: por que os pessimildos desapareceram? Perderam o emprego? Estão inadimplentes? Não conseguem pagar a conta de luz?

Em terceiro lugar: aqueles que a propaganda enganosa do PT chamou de pessimildos incluem os economistas que alertavam sobre os erros cometidos pelo PT? Simples assim.

Eis aqui um dos vídeos do Pessimildo – e repare que ele começa falando justamente dos empregos, e depois ainda fala de uma “crise mundial” que não havia em 2014 e continua não havendo hoje:

Aliás, por falar em vídeos, quem lembra daquele em que a campanha da Dilma acusava a Marina Silva de querer entregar a economia aos banqueiros malvadões que iriam aumentar a taxa de juros, resultando em menos comida no prato dos brasileiros?

E o que foi que aconteceu alguns dias após o segundo turno das eleições?

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Cadê o pessimildo agora, Dilma?

Em tempo: no post do Roberto Ellery, ele menciona “um famoso economista que foi ministro de Sarney e FHC”. Ele está se referindo a Luiz Carlos Bresser-Pereira, que concedeu longa entrevista publicada pela Folha AQUI.

Com relação a esta entrevista, aliás, tenho algumas considerações também.

Primeiro, que o Bresser-Pereira escreveu um dos melhores livros que existem, em português, sobre burocracia e organizações. Uso muito esse livro nas minhas aulas, e trata-se de um primor.

Justamente por isso, acho lamentável, deplorável, que ele tenha descambado a falar/escrever tanta merda. O sujeito perdeu o rumo completamente! Dá pena de ler/ouvir certas besteiras homéricas que o sujeito insiste em repetir. A entrevista publicada pela Folha traz alguns exemplos. Não sei, honestamente, se sinto pena por um sujeito outrora inteligente ter-se perdido desta forma, ou se fico apenas com a ojeriza e repulsa pela burrice que lhe restou.

Um exemplo (referenciado pelo Roberto Ellery):

O sr. apoiou a Dilma na campanha. Ela prometeu uma política econômica e ao ser eleita aderiu a outra, fazendo cortes até em áreas como educação e saúde. Houve estelionato eleitoral?

Bresser – De nenhuma maneira. A Dilma cometeu erros graves como a irresponsabilidade fiscal, que atribuo ao desespero. Não conseguia fazer o país crescer e, de repente, acreditou na bobagem de fazer uma política industrial agressiva.
Mas, em outubro de 2014, quem estava prevendo que o Brasil entraria em uma gravíssima recessão econômica, com queda de 3% do PIB? Ninguém. Não sabíamos. A economia é uma cienciazinha muito modesta, só é perfeita na cabeça dos economistas ortodoxos. Só se começou a falar em crise em dezembro.
As pessoas dizem que ela (Dilma) passou a fazer o que “a direita quer”, mas a mudança de política mostra algo admirável: ela reconheceu o erro. O que ela é, de fato, é incrivelmente incompetente do ponto de vista político. Em dezembro ela já devia estar sabendo que a situação das contas estava ruim e precisava reajustar o que havia desajustado.

Destaquei o trecho em que Bresser-Pereira afirma que em outubro de 2014 “ninguém” estava prevendo que o Brasil entraria numa gravíssima recessão econômica. Isso nos traz de volta ao início do post: sim, senhor Bresser-Pereira, MUITA gente sabia disso, e vinha dizendo há muito tempo!

Se o senhor não viu, não leu, não ouviu, só posso lamentar por sua burrice. Mas dizer que ninguém sabia, é pura e simplesmente uma mentira.

Se este é o nível dos “intelectuais” que apoiam e/ou defendem Dilma e o PT, e sabemos que é, muita coisa pode ser explicada. Quem nasceu para ser Bresser-Pereira jamais será Roberto Campos.

Roberto Campos define o PT

Os números, as estatísticas e as mentiras do PT

Cada vez que ouço/leio/vejo alguém dizendo que graças ao PT (ou ao Lula) 48 milhões de brasileiros saíram da pobreza e tornaram-se ricos, além de sentir pena da pessoa em questão devido à sua evidente limitação intelectual, lembro disto aqui:

Sim, existe muita gente que acredita nas estatísticas e números vomitados pelo PT no afã de defender a corrupção que o partido sistematizou no Brasil:

https://twitter.com/Apox18/status/658254368756645892

https://twitter.com/AtnioMarques/status/649107317649211392

https://twitter.com/SimoneSantarm/status/637685370767978496

Mas creio que temos, a seguir, um vencedor:

Acho engraçado que os números não batem! Falam 8 milhões, 10, 20, 25, 30, 38, 40, 48, até 50!!! Se houvesse 50 milhões de brasileiros na pobreza, haveria um colapso social inimaginável – mas os débeis mentais, no desespero de repetir uma mentira até que ela se torne verdade, nem se dão ao trabalho de verificar se o número faz sentido. A função desses militontos é ajudar a espalhar as mentiras criadas pelo PT (e seus linhas auxiliares, como PSOL, PCdoB, MST, MTST, CUT etc).

Não faz sentido. Nenhum destes números faz sentido.

Todos, sem exceção, são fruto da imaginação fértil de uns, e do mau-caratismo de outros. Inventam-se números aleatórios, sem nenhum embasamento, desde que eles fiquem “bonitos” na propaganda, ou que sejam, de alguma forma, favoráveis ao PT, com o intuito de se criar uma narrativa para defender o partido mais corruPTo da História do Brasil.

Não são apenas números que essa gente inventa: eles extrapolam todo e qualquer limite do bom senso, e produzem bobagens numéricas e conceituais.

O exemplo mais recente: Paul Krugman. Sim, não são apenas os militontos, ignorantes e abestados anônimos que engrossam a narrativa falsa do PT. Em 2014, esta imagem circulou nas redes sociais do PT e dos sites criados para espalhar as mentiras do estelionato eleitoral da Dilma:

Paul Krugman na campanha Dilma 2014

Agora em 2015, estamos vendo o resultado: a pior crise econômica em mais de 80 anos.

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Mas como um ganhador de um Prêmio Nobel pode ser tão burro? Como ele faz uma afirmação desparatada e sem noção como essa? Em 2014 ele afirma que não há razão para preocupação com a economia do Brasil, mas desde 2014 já havia recessão – que vem se aprofundando SEM PARAR desde lá. Agora em 2015, a bomba explodiu de vez. Mas o “jenial” Paul Krugman não sabia!

Calma, dileto leitor. A coisa fica pior – com o PT, sempre fica. Eis aqui o que li ontem:

O economista americano Paul Krugman, prêmio Nobel de 2008, traçou um cenário benigno para a economia brasileira que, segundo ele, passa por percalços devido ao fim do ciclo de alta nos preços das commodities e pelo abalo na credibilidade do governo.
Segundo o economista, o país tem tudo para sair da atual crise assim que a inflação cair e o Banco Central puder reduzir as taxas de juros. “Não vai ser neste ano e talvez não seja no próximo. Com a inflação menor, os juros vão voltar a cair e isso vai aliviar as contas do governo”, afirmou.
O maior risco, segundo o economista, é a economia mundial mergulhar em uma nova crise derivada da desaceleração do crescimento na China. Nesse caso, Krugman vê uma depreciação adicional no preço de commodities, deflação espalhada pelo mundo e baixo crescimento tanto nos países desenvolvidos quando nos emergentes.
“Não acredito muito nessa possibilidade, mas gostaria de estar mais certo sobre isso. Mas será uma crise menor do que a de 2008 porque não há contaminação nos ativos financeiros”, afirmou.

Krugman disse que a economia brasileira está mais sólida do que no passado, especialmente nas contas externas. Afirmou ainda que a inflação atual é alimentada pela alta do câmbio e não por fatores estruturais, como nos anos 90. No entanto, reconheceu que a história brasileira não permite descuidar da alta dos preços.

O economista americano afirmou que o “Brasil saiu de moda” entre os investidores internacionais, que passaram a dar mais atenção aos problemas fiscais e às dificuldades políticas do governo. “Daqui algum tempo verão que houve um excesso de pessimismo”, afirmou.
Segundo Krugman, a economia mundial está “persistentemente deprimida”, o que deveria inviabilizar um aumento de juros nos EUA. No entanto, Krugmam afirmou que o Fed [Federal Reserve, BC dos EUA] vai subir os juros americanos em dezembro. “Será um grande equívoco”.

Como consequência da alta de juros americanos, Krugman acredita em uma pressão adicional pela valorização do dólar em relação às moedas emergentes e aos preços das commodities, o que deve dificultar o combate à inflação brasileira.

A íntegra desta sequência inacreditável de boçalidades está AQUI. Há poucos dias, aliás, o Paul Krugman falou mais um ajuntamento de bobagens, como pode ser lido AQUI.

Há muito tempo Krugman especializou-se em falar bobagem, mas a cada dia ele está ficando mais afiado! De qualquer forma, ele mostra-se um excelente ativo para a narrativa mentirosa, distorcida e burra do PT. Tem que ser muito ignorante para acreditar nessa narrativa do PT…

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TAG Heuer versus Apple: relógios inteligentes opõem 2 empresas bem diferentes

Em maio deste ano escrevi (aqui) sobre a futura competição a ser travada entre a TAG Heuer, tradicional fabricante de relógios top de linha, com a Apple. Na época, a TAG Heuer havia anunciado uma parceria com o Google e com a Intel.

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Ontem, finalmente, o novo produto fruto desta união foi oficialmente lançado. Os detalhes podem ser lidos AQUI.

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Ainda é cedo para mensurar resultados, obviamente, mas o site Business Insider já emitiu uma opinião: o novo relógio inteligente da TAG Heuer é o primeiro concorrente de peso para o Apple Watch, o primeiro produto que poderá, na opinião deles, não apenas fazer frente ao relógio da Apple, mas tem chances de vencê-lo a médio e longo prazos. Eis aqui as razões que eles apresentam (os grifos, como de costume, são meus):

The Apple Watch was supposed to be a big threat to established Swiss watchmking brands like TAG Heuer, whose sporty timepieces often serve as entry level luxury choices for people buying their first “real” watch.
You can pick up a simple TAG Formula 1 watch, in stainless steel, quartz-powered, for less than $1,000.

A comparable Apple Watch, once you add the $450 stainless-steel bracelet, comes in around $1,000. But of course you can spend a lot less. And the Apple Watch does a whole lot more than tell the time, which is about all the TAG F1 does.

When you move up to Omegas and Rolexes, with automatic movements and much more status appeal, you’re talking $4-8,000. Properly cared for, the Tag will last pretty much forever. So will the Omegas and the Rolexes. The Apple Watch, pointedly, probably won’t.

But the thinking before the Apple Watch launch was that Omega and Rolex were safe, whereas TAG wasn’t. If your timepiece has to say something about your taste, better to do it later with a Rolex and wear a smartwatch on a daily basis. See ya later, TAG.

TAG Heuer CEO Jean-Claude Biver clearly took this dire prediction to heart and set TAG on a course to this week introduce what to my eye looks like the first real competitor to the Apple Watch to emerge from watchmaking’s traditional Swiss stronghold: the Tag Heuer Connected.

Ironic, isn’t it, that the company the Apple Watch was supposed to do in (TAG is part of the luxury conglomerate LVMH) could be its first meaningful foe in the smartwatch wars?

Why is it so good?
When you get right down to it, smartwatches aren’t quite ready for prime time. On CNBC, Biver noted with astonished enthusiasm that since the Apple Watch was introduced, it’s sold million of units. This from a company that had never had anything to do with watches before.

Still, even the Apple Watch is basically just a watch without an iPhone to add to its functionality. And, from my perspective, not a very good watch. I’m actually not sure that Apple even knows what do with the thing, long-term.

I haven’t yet handled the TAG Heuer Connected, but it looks like the nicest smartwatch on the market (the $15,000 Apple Watch Edition, in gold, notwithstanding).

Critically, it isn’t trying to avoid being a watch. Powered by the Android Wear operating system and Intel processors, the TAG is built like a watch, with a lightweight titanium case and a rubber strap that comes in various different colors. As with most high-end watches, there are Tag logos on the crown and the clasp on the band — small details that matter to true watch fans.

It can’t say “Swiss Made” on the dial (it’s built in Asia), but it can say “Swiss Engineered” on the case. The clincher, however, is the dial, where Swiss heritage finally gets an opportunity to push back against Apple.

The Connected’s face is designed to refer very explicitly to TAG’s most famous watch, the Carrera chronograph, created by Jack Heuer as a tool for motorsport (“Carerra” recalls the Carerra Panamericana, a road race run in Mexico in the 1950s; the chronograph function allowed for relatively precise timing). Several additional face designs can also be activated. To be sure, the Apple Watch can show different faces and complications, but only TAG can really display, with crediblity, what many watch lovers consider to be among the greatest timepiece designs in history.

The Connected also comes with an interesting piece of upselling marketing, which at base is kind of passive-aggressive. At $1,500, it isn’t cheap. It will also, like all smartwatches, probably lose some functionality as it ages (it has to be recharged daily, just like the Apple Watch). But TAG has created an intriguing trade-up option. After two years, for an additional $1,500, you can unload the connected for a similar Carerra design that has a mechanical movement.

So you wind up having spent $3,000, a bargain in the luxury watch world, for a groundbreaking smartwatch that you may not like that much plus, potentially, a well-regarded modern version of TAG’s best-known watch. Sure, maybe you’ll want to upgrade to the next version of the Connected, and maybe you won’t. But if you don’t, TAG will send you home with a fine timepiece that could last decades. Yes, a bit passive-aggressive. But also savvy.
TAG’s goal here is to stay in the game as smartphones become more popular while simultaneously tapping the ambivalence that luxury watch enthusiasts have for wearable tech. If you’re going to wear something, make it a great Swiss watch. And if you do that, you don’t have the wrist real estate for a smartwatch.

The TAG Connected is the best of both worlds, although to be sure if you’re buying a smartwatch you may decide that the Apple Watch OS is simply too compelling to avoid. That said, a product has finally hit the market that could give the Apple Watch a run for its, and your, money.

A íntegra da análise pode ser lida AQUI.

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Achei que a análise do Business Insider foi inteligente, assim com a estratégia da TAG Heuer. Julgando pelos argumentos que foram apresentados neste texto, sou obrigado a concordar que a Apple vai ter mais dificuldade para enfrentar este produto do que os “smartwatches” que já estavam no mercado, especialmente os da Samsung e da Motorola.

Tag-Heuer-Connected-faces

Afinal, a TAG Heuer tem uma reputação de qualidade e design que pode não apenas concorrer de frente com a da Apple, mas até mesmo subjugá-la.

Uma lanchonete promissora é vítima das feminazi e da soberba de um dos sócios

Estava lendo as notícias nesta sexta-feira, quando vejo, no Estadão, a seguinte chamada:

The Dog Hause_00

A matéria, na íntegra, pode ser lida AQUI.

Ao ler esta notícia, fiquei curioso por 2 razões: (1) profissionalmente, sempre me interesso por questões ligadas ao relacionamento cliente-empresa, e (2) pessoalmente, tenho um bom radar para minorias estridentes (e ignorantes) do politicamente correto. Senti o cheiro de ambas. Resolvi pesquisar um pouco mais sobre o assunto.

A partir do link da reportagem do Estadão, localizei a página pessoal da jornalista citada na matéria no Facebook, e notei que ela publicou uns 5 ou 6 posts seguidos, consecutivos, sobre o caso. A partir daí, fiz uma rápida pesquisa na internet, para compreender melhor o que havia ocorrido.

O resumo: ela esteve numa lanchonete, que vinha recebendo excelentes críticas nas publicações especializadas, e ficou satisfeita com os lanches e com o atendimento, mas sentiu-se incomodada com um cartaz disposto na lanchonete. Ei-lo:

The Dog Hause_00

Evidentemente é apenas um cartaz bem humorado, mas as feminazi só aceitam humor se for aquele humor chapa-branca, sem graça nenhuma, feito para gente burra demais, incapaz de entender ironia e diferenciá-la de preconceito. Resumindo: o cartaz está a anos-luz do QI das feminazi.

Incomodada com o cartaz, a jornalista reclamou em seu Facebook. O caso foi ganhando “curtidas”  e comentários, algumas pessoas resolveram cobrar a lanchonete e exigir uma resposta/retratação. Na verdade, o que as feminazis querem é bastante simples: todos devem curvar-se a seus desejos e vontades, obedecê-las sem questionar, acatar suas ordens – ou seja, queriam que a lanchonete arrancasse os cartazes que elas apontavam como machistas, pedissem desculpas e reconhecessem publicamente que são machistas sem coração, homofóbicos, gordofóbicos, e mais 1.378.284 tipos de fobias que o politicamente correto criou no último mês. Foi então que o problema começou.

A Época publicou, em 04/11/2015, o seguinte:

A jornalista Leka Peres foi à lanchonete The Dog Haüs, uma rede paulistana que vende cachorro-quente, na semana passada. Gostou muito do que comeu. Mas não do que viu. Ao se deparar com placas de decoração com piadas envolvendo mulheres, ela fez a seguinte consideração em seu Facebook:
“O The Dog Haus tem o melhor hot dog de São Paulo e o atendimento é incrível. Mas eles acham que machismo é piada, apesar de que quando estive lá mais da metade das pessoas eram mulheres, muito triste. Vocês podem ser melhor que isso, por enquanto perderam uma cliente.”
[…] A publicação de Leka ganhou o apoio de amigos e amigos de amigos que passaram a compartilhar a postagem e cobrar um posicionamento da rede The Dog Haus. Pela sua página oficial no Facebook, a empresa disse o seguinte (sem edição):
“Caramba Qt gente infeliz nesse mundo, isso é decoracao bando de babaca , aqui repaeotos a todos , ficou ofendido??? Come HotDog em outro pico”

Leka voltou ao Facebook e publicou o comentário da lanchonete. “Semana passada fiz um post sobre duas placas da decoração do The Dog Haus falando como eram machistas. Em nenhum momento faltei com respeito, apesar de me sentir super desrespeitada. (…) Quando você sofre assédio diário e isso se torna piada é claro que você ficará infeliz.

O pior é que a mensagem da jornalista (trecho que eu grifei) já revela a natureza da questão: ela é infeliz, e quer que a lanchonete seja co-responsável por sua infelicidade. Ao invés de procurar um psicanalista, um hobby ou um livro, ela vai reclamar no facebook. Qual a surpresa, né?! O facebook está cheio de maluco buscando sua ribalta.

De qualquer forma, a resposta burra que a The Dog Haus publicou, além dos erros grosseiros, é uma sucessão de cagadas. Sério, é muito amadorismo, é muita burrice. Chega a ser quase inacreditável que uma empresa cometa tantos erros graves em sequência.

Uma aulinha básica (e gratuita) para o pessoal da gerência do The Dog Haus: quando o cliente faz uma crítica a uma empresa (isso é direito do cliente!), cabe à empresa verificar se a crítica é procedente ou se é absurda/ridícula/infundada.
Se for procedente, a empresa deve tomar providências e corrigir o problema (pode ser um problema/erro causado por pessoas, por um processo equivocado, um sistema com “inconformidades” etc). De qualquer forma, cabe à empresa identificar e corrigir o(s) problema(s).
Se, por outro lado, a crítica é improcedente, basta dar uma resposta padrão (agradecemos sua opinião, e esperamos que você volte para desfrutar do nosso produto/serviço blábláblá) e ignorar.
Ponto. Acabou.

Mas parece que o dono da lanchonete foi querer dar uma de gostosão (e burro, MUITO BURRO!), e com isso acabou batendo palmas pra maluco dançar. Resultado: virou notícia em vários veículos (Estadão, Época, VejaSP) e acabou prejudicando a própria empresa por causa de uma pessoa confessadamente infeliz que resolveu descontar sua frustração no cartaz alheio.

O estrago estava feito. É claro que o assunto viraria discussão no Facebook (no Twitter foi bem discreta, pequena, nem vou reproduzir):

Meia dúzia de feminazis, malucas e sem noção, escrevendo histericamente no Facebook não chega a ser exatamente uma novidade. O problema é que estas minorias barulhentas têm apelo junto a jornalistas pouco inteligentes e desprovidos de senso crítico e noção do ridículo – que compram a pauta sem pestanejar, e ajudam a aumentar o barulho da gritaria dos grupelhos. Aliás, o maciço apoio de jornalistas (?) desqualificados faz com que as pessoas tenham a impressão de que estas minorias são volumosas, quando na verdade são apenas umas poucas desocupadas/os que precisam preencher o tempo com nulidades.

Enfim, o caso ganhou espaço na mídia – e duas matérias são particularmente ruins: a da Exame, e a da Época. As duas reportagens distorcem a realidade – e a pessoa que não estiver sabendo nada sobre o caso da lanchonete, vai terminar a leitura e achar que a cliente é uma pobre coitada que foi atacada pelo dono da lanchonete, um malvadão que odeia seus clientes (todos eles!) e os trata a pontapés. Especificamente sobre a reportagem da Exame, escrevi o seguinte comentário na página deles:

A matéria deveria estar assinada, porque seria preciso que alguém (jornalista?) pudesse ter seu nome atrelado a esta distorção dos fatos.
A cliente fez uma crítica à decoração da lanchonete. Ainda que seja uma crítica sem noção (e é), ela tem todo o direito de fazê-la. A empresa, então, deveria apenas agradecer e encerrar o assunto.
Ao invés disso, a lanchonete, por burrice ou descuido, deu uma resposta enviesada (mas, diferentemente do que a matéria tenta induzir o leitor a acreditar, não estava chamando TODOS os clientes de “bando de babacas”: isso foi uma resposta específica aos comentários feitos pelas ativistas feminazi, que sempre agem em grupo), e acabou fornecendo o palco para a histeria e catarse da matilha de boçais do politicamente correto – um problema que as empresas vão ter que aprender a resolver ou, no mínimo, lidar com.
Para piorar, um dos sócios/proprietários levou a coisa para o lado pessoal – mas a Exame esqueceu de publicar a íntegra da conversa “privada” entre a cliente e o sócio, pois isso indicaria que a cliente também xingou. Sem grandes surpresas, virou uma troca de ofensas. Há ofensas de ambos os lados – no final das contas, ambos revelam traços de personalidade nada bonitos.
As empresas não podem cair nesta armadilha das feminazi, nem de qualquer outro grupelho de ativistas boçais – inclusive porque depois a imprensa, com raríssimas exceções, vai distorcer o caso para fazer com que a agressividade e ignorância das feminazi não ganhe destaque. E aqui a Exame prova o meu ponto: distorceu vexatoriamente os fatos, e escondeu aquilo que não ganharia clicks.

A reportagem da Época não está muito diferente – mas, pelo menos, é assinada por Bruno Ferrari, o que já é um progresso, pois é possível saber o nome da pessoa que espancou a verdade para produzir uma reportagem que NÃO por coincidência apenas e tão somente reforça a narrativa histérica das feminazi.

No caso da Época, logo no lead da reportagem o Bruno Ferrari escreve:

Depois de “mal entendido”, Shemuel Shoel, dono da lanchonete The Dog Haüs, volta a xingar cliente. Reputação foi rebaixada.

Perceba, caro leitor, que já no lead ele leva o leitor a acreditar que o dono da lanchonete xingou a cliente e, depois, VOLTOU A XINGAR – mas a pobre cliente, coitada, estava lá, indefesa, quieta. Não é verdade. (Rápido parêntesis: impossível saber até que ponto o caso ganhou espaço graças ao fato de a cliente ser jornalista, mas o corporativismo decerto tem seu papel no caso)

Segundo a própria cliente divulgou na sua página no Facebook (aqui), esta foi a sequência de mensagens trocadas entre ela e um dos sócios/proprietários da lanchonete (clique nas imagens para ampliar):

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OBS: O início da primeira mensagem está truncado, eu sei. Apenas reproduzi o que está na página da jornalista no facebook. Aparentemente, há um link do YouTube, mas não é possível saber do que se trata. Portanto, pode ser que a jornalista não tenha divulgado a troca de mensagens desde o início – o que não me surpreenderia, dada a desonestida intelectual que caracteriza essas feminazis.

Ambos perderam qualquer resquício de respeito, ambos xingaram, perderam as estribeiras – e a razão. A cliente, mesmo fazendo pose de coitadinha, chamou o sujeito de “pessoa baixa, otário, babaca”, levantou o bom e velho “você sabe com quem você está falando?” e, para completar o pacote, acusou o sócio da lanchonete de “traficantezinho de quinta”. O que isso significa, exatamente? Traficante de quê? De salsichas?

Quanto ao sócio da lanchonete: é evidente que ele errou feio, meteu os pés pelas mãos, foi grosseiro e revelou-se bastante burro (e não me refiro APENAS à ortografia, porque “mecher”, com CH, é de doer). Obviamente ele não pode abordar um cliente dessa maneira, ainda mais pelo messenger. Não dá.
Indefensável, absolutamente indefensável essa postura arrogante, burra e ofensiva. Se ele ficou pessoalmente ofendido ou irritado com as boçalidades das feminazi, que engula – ele é o proprietário de uma empresa que decidiu atender clientes, e isso inclui todo o tipo de clientes.

As empresas têm que lidar com clientes sem noção, mal-educados, chucros, ignorantes, mandões… Ou, com um pouco de sorte, podem ser brindados com clientes educados, generosos, compreensivos, bem humorados etc.

De todo modo, as empresas precisam aprender: estamos vivendo um período tenebroso do politicamente correto. Basta você discordar de alguém que o sujeito vai gritar “homofóbico!” por qualquer coisinha – e geralmente a discussão não tem sequer relação, remota que seja, com a sexualidade. Mulheres que pertencem a esta matilha de boçais chamada feminazi gritarão “Machista!”. Em suma, cada grupelho vai recorrer ao seu clichê de estimação. E sim, esses grupelhos são burros, intolerantes, e contam com “líderes”, “representanes” e “expoentes” igualmente burros e intolerantes.

E o que as empresas devem fazer, neste contexto dominado pela burrice galopante e pelo risco de ser chamado de machista, homofóbica ou qualquer outro clichê estúpido das minorias histéricas?

Em primeiro lugar a empresa precisa definir se vai querer encampar uma luta aberta contra as histéricas e histriônicas minorias politicamente corretas. Se quiser evitar problemas, ignore. O que estas minorias querem, e precisam, é um palco para desfilar suas insanidades, sua histeria, seu ranço. Basta não dar espaço, ignorá-las, de forma inteligente (sem iniciar ou alimentar discussões, debates etc) e educada. Sabemos, pelos inúmeros exemplos, que esses grupelhos não serão educados, nem inteligentes. Não importa.

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A chave é ignorar sempre. Não se deve, na vida pessoal nem na profissional, bater palmas para maluco dançar. O politicamente correto, combinado a diversos outros fatores que lhe orbitam, estão criando uma geração de fracos, uma geração de ofendidos com qualquer coisa – a geração mimimi. É rigorosamente impossível debater com essa gente. Debate pressupõe um nível mínimo de racionalidade, envolve apresentar argumentos (que não sejam ad-hominem, preferencialmente), e estes grupelhos não conseguem fazer nada disso. Basta ver o exemplo do ridículo deputado Jean Wilys, que vive xingando e gritando contra tudo e contra todos, mas que foge de todo e qualquer debate de forma covarde – isso acontece porque ele não tem argumentos, e seria humilhado em qualquer debate sério. A cereja do bolo: quando fica sem argumentos e, ato contínuo, acaba sendo ridicularizado, o ícone das minorias histéricas apela para o autoritarismo, mandando expulsar quem ousa contrariá-lo.

Se a empresa, por outro lado, decidir que está disposta a enfrentar essa patrulha, boa sorte! Eu posso dizer que fiquei morrendo de vontade de experimentar o cahorro quente da The Dog Haus.
Mas as empresas precisam fazer isso de forma inteligente. Com um pouco de inteligência, é possível – e até relativamente fácil – vencer as feminazis, porque elas são burras. Assim, sejam inteligentes e passem ao largo da histeria – mas por favor, não dêem palco para estas abjetas. Não se pode cair no jogo rasteiro das feminazis da vida.

Finalmente, enquanto não vou lá conhecer os cachorros quentes da lanchonete malvadona e opressora, deixo aqui uma entrevista de Camille Paglia que consegue diferenciar as feministas (que buscam a igualdade entre os gêneros, sem discriminação) das feminazis (minoria de histéricas que querem exterminar os homens pois se acham superiores e, portanto, são tão preconceituosas quanto os machistas que se acham superiores às mulheres).

ENEM prefere a histeria das feminazis à lucidez didática de Ayn Rand

Depois daquela prova ridícula (e burra) do ENEM, de repente o feminismo virou a modinha da semana. Vamos aproveitar para ver a genial filósofa Ayn Rand colocar esse tema em perspectiva (caso o frame do vídeo não apareça, o link direto está AQUI):

Se não me engano (a imagem está ruim, e meu problema de decorar nomes é crônico), o apresentador do programa é o Jay Leno (se alguém tiver certeza, por favor, me corrija ou confirme). De qualquer forma, a última resposta que a Ayn Rand deu, no finalzinho do vídeo, deixou o apresentador com cara de paisagem. Ele recorreu ao velho e batido clichê oco das feminazis, e ela mostrou porque essa modinha feminazi é burra.

A resposta simples, direta e objetiva da Ayn Rand é justamente o problema dessa vitimização burra que transformou o feminismo nessa pantomima feminazi que temos hoje. Alguns exemplos da ignorância e da insanidade das feminazis são facilmente vistas nas redes sociais.

https://twitter.com/yashagallazzi/status/658464758220353536

https://twitter.com/123goodbye/status/658411201509113856

E para quem acha que são apenas as debilóides feminazis das redes sociais que falam merda sobre o assunto, eis aqui a Deputada Alice Portugal, do PC do B (claro!) falando (gritando) suas bobagens:

Para finalizar, a indefectível Luciana Genro, sempre burra, sendo…Luciana Genro, a burra:

Depois que a Luciana Genro, a burra, escreveu este tuíte, um amigão dela ficou feliz:

2015-10-25 19.20.04Em tempo: o problema do ENEM é geral, não se restringe à questão que cita Simone de Beauvoir. Aliás, pessoalmente eu gosto de alguns livros dela, e é claro que não há problema em citá-la, usar seus escritos etc. Muita gente reclamou porque o INEP citou uma intelectual que defendia a pedofilia e o nazismo (sim, Simone de Beauvoir realmente defendeu isso, estuda um pouquinho e cala a boca, feminazi que insiste em dizer que não). Contudo, acho necessário separar as opções e escolhas pessoais de cada um (incluindo intelectuais, artistas etc) daquilo que o sujeito produz.

É preciso reconhecer, e isso é um fato histórico e não uma questão de opinião, que Simone de Beauvoir teve um papel crucial no surgimento e consolidação do movimento que buscava a igualdade entre homens e mulheres – ainda que ela, Simone, dissesse (e escrevesse) coisas exageradas, estapafúrdias. Esse “alto volume” era cabível no seu contexto.

O fato de Simone de Beauvoir ter defendido o nazismo e a pedofilia não anulam tudo o que ela escreveu/defendeu/propôs durante sua trajetória intelectual. Richard Wagner é um compositor genial, mas alinhou-se ao nazismo e fez inúmeras declarações antisemitas que pareciam ter saído da boca de um ignorante chucro, um Lula da Silva ou uma Dilma da vida. Isso invalida toda sua obra?

Para mim, não. Eu continuo apreciando (e muito!) a obra de Wagner, o compositor, mesmo tendo ojeriza ao seu antisemitismo. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, já dizia o filósofo…

Chico Buarque é um ignorante, um boçal patético, que defende ditaduras abertamente, mas muita gente aprecia suas músicas – há, inclusive, analfabetos que apreciam seus livros (que coisas mal escritas!!! Socorro!). Ok. Gosto é como cu: cada um tem o seu, e é melhor não mexer, pois pode sair bosta. A posição política dele não invalida sua composição musical. Eu, pessoalmente, acho as músicas chatas, enfadonhas, aborrecidas e datadas, mas isso não tem nada a ver com a ignorância e a boçalidade da pessoa Chico Buarque.

Mais exemplos? Michael Stipe, vocalista e líder do REM. Gosto da banda, das músicas etc, mas discordo frontalmente dos posicionamentos políticos da pessoa Michael Stipe. Novamente: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

O ENEM tem sérios problemas, é um teste ruim, burro, incapaz de chegar perto de avaliar o conhecimento básico nas áreas essenciais (o ENADE, aliás, é tão ruim quanto o ENEM), mas citar Simone de Beauvoir não é um dos problemas/falhas desta prova. Os problemas do ENEM estão em sua concepção (uma prova única, generalizada, para selecionar pessoas diferentes para faculdades e cursos diversos), sua preparação (perguntas ruins, erradas, como a da globalização) e seu método de avaliação.

2015-10-26 00.32.02Além disso, o INEP/MEC é uma pocilga.

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Walmart: a empresa mais poderosa dos EUA

Primeiro uma notícia que não chega a surpreender ninguém: o Walmart foi eleito a empresa mais poderosa dos EUA, considerando alguns critérios definidos pelo Business Insider:

Money is power, but it isn’t the only measure. Power is also about having influence over people and the global conversation.

Corporations wield enormous amounts of resources and influence, so Business Insider ranked the 50 most powerful in the US. In determining the ranking, we examined four factors: fiscal 2014 revenue, number of employees, press mentions on Google News over the past year, and social media influence, as ranked on a scale of 1 to 100 by Klout, a site that analyzes social-media influence of companies and individuals across all platforms.

You can read our full methodology here.

The combined group boast a stunning $4.6 trillion in annual sales and employ more than 10.4 million people. Leading the way is Walmart, the world’s largest retailer, followed by Target, General Electric, Amazon, and Microsoft.

 

Os detalhes sobre a metodologia deste ranking, bem como a tabela completa, podem ser vistos AQUI.

Agora, a parte engraçada: mesmo sendo uma empresa gigantesca, e tendo uma enorme importância na economia dos EUA (ou talvez até mesmo por causa disso), o Walmart é alvo de críticas, piadas e paródias dos mais diversos tipos. Aqui, uma engraçadíssima:

 

A crise econômica criada pelo PT, Lulla e Dilma está arrasando o varejo – e vai piorar!

A notícia fala por si mesma (íntegra AQUI):

O BTG Pactual fez relatório nesta segunda-feira (19) sobre o setor de varejo. Para analistas do banco, a volatilidade nos lucros continua e a má notícia é que o segundo trimestre não foi o fundo do poço: ainda tem mais por vir (e vai piorar).

O banco estima queda de 55% no lucro líquido das varejistas no período quando comparado com o mesmo trimestre de 2014. Um resultado que será impactado basicamente por seis empresas: Pão de Açúcar (PCAR4), Via Varejo (VVAR11), Magazine Luiza (MGLU3), Hypermarcas (HYPE3), Restoque (LLIS3) e Natura (NATU3). Essas seis empresas serão responsáveis por 97% da queda do lucro no setor.

Por outro lado, devem se salvar apenas Raia Drogasil (RADL3), CVC (CVCB3) e Lojas Renner (LREN3) – as três que sinalizam crescimento no lucro no período, aponta relatório dos analistas Fabio Monteiro e Thiago Andrade.

Eles acreditam que Via Varejo, Pão de Açúcar e Magazine Luiza são as mais impactadas no setor atual, de expectativa de vendas no segmento “mesmas lojas” (lojas abertas há, no mínimo, um ano) bem negativa e queda substancial no lucro. Na mesma linha, eles apontam que Cia Hering (HGTX3) e Natura enfrentam vários problemas micro e competição acirrada, o que contribuirá para um resultado pior.

Quase (repito: QUASE) sinto pena da Luiza Trajano. Porém, como sou acionista do Magazine Luiza e ela tem feito e falado muitas bobagens, não consigo.

Magazine LuizaReportagem do Estadão (íntegra AQUI) e alguns dados preocupantes sobre o varejo:

Entre dezembro de 2014 e julho de 2015, o comércio varejista do Estado fechou 57.235 vagas, segundo a FecomercioSP. É o pior resultado em oito anos e mostra que o setor já não abriga os trabalhadores que deixaram outras atividades nem emprega jovens que buscam no comércio a renda de que precisam para financiar os estudos ou ajudar a família. O varejo é uma das principais portas de entrada na vida profissional.

O comércio varejista paulista empregava, em julho, 2,13 milhões de trabalhadores, dos quais 31,2% em estabelecimentos da capital. A rotatividade foi alta, segundo estudo da FecomercioSP baseado em dados do Ministério do Trabalho: neste ano houve 674 mil desligamentos e 617 mil admissões. Em julho, mais de 5 mil vagas foram cortadas.

O aumento do desemprego, a perda de renda e do poder aquisitivo afetado pela inflação derrubaram o consumo – e, com ele, o faturamento das lojas, obrigadas a encolher.

Os maiores cortes ocorreram em segmentos em que é mais fácil adiar o consumo (como lojas de vestuário, tecidos e calçados, que demitiram 8% da mão de obra) ou em que o preço unitário dos bens é mais elevado (como concessionárias de veículos, em que 5% do pessoal foi afastado). As despesas das famílias tendem a se concentrar em itens essenciais, como remédios – tanto que nas farmácias e perfumarias o saldo das contratações foi positivo (1.763 postos). Mas nos supermercados 0,9% das vagas foi eliminado.

O comércio tem uma agenda destinada a manter o ritmo constante da atividade. Vale-se de datas comemorativas, como Dia das Mães, dos Pais, da Criança, Natal, réveillon, Páscoa e carnaval, entre outras. Neste ano, nem promoções e liquidações presentes em quase todos os segmentos bastam para sustentar a atividade.

O mesmo ocorre no Brasil: entre os primeiros semestres de 2014 e de 2015, o volume de vendas do comércio ampliado, que inclui veículos e material de construção, caiu 6,4%. No Estado de São Paulo, o corte de vagas foi generalizado. O varejo da capital foi o que mais demitiu (fechou 14.155 postos no ano). Em seguida está Itapevi, onde foram cortadas 2.415 vagas, com evidente impacto social.

Como de costume, parabéns aos imbecis que votaram 13.

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O samba da presidanta doida

A notícia é do Valor Econômico de hoje, e destaco o termo SAMBA logo na primeira frase:

O Banco Central recalibrou o seu supermodelo de projeções econômicas, o Samba, e descobriu que ele próprio – o BC – foi responsável por uma boa parte das pressões inflacionárias de 2013 para cá, depois de colocar os juros básicos no menor nível da história, em 7,25% ao ano.

O modelo também revela que, ao contrário do que a presidente Dilma Rousseff vem repetindo, choques externos não são a principal causa da desaceleração econômica. A queda da produtividade é o fator mais representativo.

Segundo boxe do Relatório de Inflação do Banco Central de setembro, cerca de metade das pressões inflacionárias negativas ocorridas em 2013 decorrem do agressivo ciclo de corte de juro entre 2011 e 2012.

Em 2013, os fortes reajustes salariais, os juros baixos, a alta do dólar e o aumento de margem de lucro das empresas puxaram a inflação para cima em cerca de 4,3 pontos percentuais. Desse total, os juros baixos responderam por cerca de 2,2 pontos.

Naquele ano, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 5,91%, quase igual aos 5,84% de 2012. A inflação só não subiu mais graças à ajuda, sobretudo, do represamento de reajustes de tarifas, como energia elétrica e gasolina, que teve um efeito favorável de 2,2 pontos.

Os juros baixos provocaram pressão inflacionária de cerca de 1,2 ponto percentual em 2014. Isso equivale a cerca de um terço dos fatores que pressionaram os preços, incluindo alta de salários, câmbio e margem de lucros. Nesse ano, a inflação subiu para 6,41%. Só não foi maior porque a contenção de reajustes de tarifas teve um efeito baixista de cerca 1,4 ponto percentual no IPCA.

Os juros de 7,25% ao ano reverberaram até o começo deste ano, pressionando a inflação em cerca de 0,5 ponto nos 12 meses até junho. Já as tarifas, que tinham segurado a inflação, tornaram-se o principal fator de pressão, com impacto de 1,5 ponto percentual.

Os dados foram apresentados em dois gráficos no boxe “Revisão do Modelo Estrutural de Médio Porte – Samba”, publicado no Relatório de Inflação. O Samba, o mais sofisticado dos modelos do BC, usa técnicas da chamada “economia artificial” para replicar em laboratório as condições reais da economia brasileira.

Periodicamente, o BC recalibra os seus modelos para checar, por exemplo, como apertos monetários e expansões fiscais afetam a inflação. Os economistas do BC aplicaram retroativamente o modelo para decompor as causas da alta da inflação e da debilidade do Produto Interno Bruto (PIB).

Ironicamente, o Samba foi usado como justificativa em 2011 para baixas de juros, quando o Copom começava o ciclo agressivo de distensão que levou a taxa básica a 7,25% ao ano. Naquela época, o modelo dizia que a crise na Europa e nos Estados Unidos teria forte poder desinflacionário no Brasil.

Em explicações ao Valor, fontes do BC ponderam que “o modelo não capta em sua estrutura mudanças na economia que influenciam esses choques mostrados na decomposição”. Além disso, na recalibragem do modelo, o efeito da ação da política monetária está mais defasado, ou seja, leva mais tempo para se fazer sentir.

Assim, uma política de juros que era adequada num período poderia deixar de ser devido a mudanças na economia e uma defasagem maior do que estimada quando ela foi decidida.

No caso do PIB, de fato choques externos pesaram no menor dinamismo da economia, mas não tanto quanto sustentado pelo governo. Seu efeito foi tornar o PIB de 2013 cerca de 0,6 ponto percentual menor, num ano que a economia cresceu 2,74%.

Em 2014, quando o crescimento foi de apenas 0,15% e a economia entrou na recessão atual, os choques externos subtraíram 0,5 ponto percentual do PIB. No primeiro semestre deste ano, a economia afundava na recessão, mas os choques externos não tiveram influência relevante no PIB.

O Samba mostra que outros choques pesaram bem mais na evolução desfavorável da economia. Em 2013, por exemplo, o modelo calculou que os reajustes salariais acima da produtividade comeram 1,2 ponto percentual do PIB. A partir de 2014, o vilão é a queda na produtividade da economia, com um efeito de 2,2 pontos percentuais. Nos 12 meses até o primeiro semestre, a queda da produtividade subtraiu 4 pontos do PIB. A queda do consumo e do investimento, em boa medida afetados pela baixa dos índices de confiança, também explica a queda.

Sobre as causas da desaceleração do PIB, fontes do BC disseram que “não há dúvidas sobre o papel dos fatores externos na desaceleração da economia”. O descompasso entre o crescimento da economia e o nível de emprego dos fatores se traduz na baixa produtividade mostrada na decomposição dos fatores que influenciaram o PIB.

Não há rigorosamente nenhuma novidade na notícia: o que gerou o aumento descontrolado da inflação foi a incompetência do governo – a mesma incompetência responsável pelo descalabro das contas públicas, a pior recessão em mais de 40 anos, e toda a sorte de desgraças que estamos vivendo hoje.

Simples.

Muita gente vem dizendo, HÁ ANOS, que o problema a ser enfrentado no Brasil é a baixa produtividade. Enquanto não houver preocupação com isso, o Brasil vai seguir piorando – como vem piorando há muitos anos.

E mesmo com todas as provas de que o PT piorou o Brasil, ainda tem os loucos que falam em “conquistas sociais” que não passam de uma farsa.

É o Samba da Dilma louca, a Rainha da Mandioca.

E o vento estocado na cabeça da presidanta?