Parece que a GfK acreditou nas mentiras do PT sobre o Brasil – e se deu mal

Há muitos anos o PT, Lulla e Dilma vêm mentindo. Infelizmente, parcela significativa da imprensa “comprou” essas mentiras, e passou a tratar de forma distorcida a realidade – a mais gritante e grave destas mentiras é sobre a tal “nova classe média“.
Lulla fala como se tivesse transformado o Brasil: assumiu um país pobre e deixou à sua herdeira uma nação rica e próspera. Tudo mentira.

Dilma seguiu os passos do seu abestado líder e criador, e à sua maneira ainda mais abestada e burra (vamos saudar a mandioca!) fez uma campanha à reeleição calcada em mentiras desavergonhadas.
Com efeito, há pessoas que, coitadas!, acreditaram que o Brasil melhorou absurdamente, que tornou-se quase um país de primeiro mundo. Outros tantos apenas ignoram a realidade e, cegados pela ignorância e ferrenha (e tacanha) ideologia, apenas tentam espalhar mentiras, distorções e afirmações desprovidas de qualquer realidade.

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Aparentemente, algumas empresas, igualmente tolas e ingênuas (ou burras mesmo) caíram no conto do vigário (e do Lulla e da Dilma):

Um dos motivos para o atraso de quase seis meses para a GfK, empresa alemã que competirá com o Ibope na medição de audiência das TVs,  estrear no Brasil, foi um certo desconhecimento da realidade do país.
A GfK importou os medidores que seriam instalados nos televisores em domicílios Brasil afora levando em conta um percentual superestimado de aparelhos de TV digitais. Em São Paulo, por exemplo, 35% das residências ainda possuem exclusivamente TVs de tubo – e se no estado mais rico do país é assim, imagine no resto.
Conclusão: teve que atrasar os processo e importar novos aparelhos adaptados às condições sociais do Brasil.

A informação acima é do Radar On-Line, da Veja (íntegra aqui: As TVs de tubo resistem e atrapalham a vida da GfK).

Para piorar, conforme um reportagem da Folha de São Paulo (íntegra AQUI):

Efeito ressaca da Copa do Mundo, a venda de televisores caiu 39% no primeiro semestre de 2015, ante mesmo período de 2014, segundo dados da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos) divulgados na segunda (20).
Foram 4,8 milhões de TVs comercializadas de janeiro a junho 2015, contra 7,9 milhões em 2014.
“A compra da televisão foi antecipada. Mas é um produto nobre na casa, com constantes renovações tecnológicas e que o brasileiro gosta muito de ter e substituir”, diz Lourival Kiçula, presidente da Eletros.

No mesmo período, o volume de vendas de produtos da linha branca caiu 11%, passando de 8,3 milhões em 2014 para 7,4 milhões neste ano.
Nesse segmento, a maior queda foi na comercialização de fogões (18%). Isso porque, segundo Kiçula, esse foi o único produto que apresentou alta, de 5%, nas vendas em 2014.
O micro-ondas registrou queda de 12% e os refrigeradores, de 10%. As lavadoras, que economizam água e podem ganhar espaço com as novas leis do trabalho doméstico, tiveram queda de 1%.

Entre os eletroportáteis, que incluem liquidificador, ferro e cafeteira, a queda foi de 19%. Para Kiçula, o segmento pode ter sido afetada pela importação. “Eles são tecnológicos e fáceis de trazer de uma viagem ao exterior”.

O pior, contudo, ainda não chegou.

Mas está a caminho. Rapidamente. Recomendo a leitura do magistral artigo escrito a 6 mãos por Mansueto Almeida, Marcos Lisboa e Samuel Pessoa AQUI.

Do jeito que a coisa está, só mesmo saudando a mandioca!

Habemos mandioca

No Brasil de Dilma e do PT, até mandioca é superfaturada (íntegra AQUI)!

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A Petrobras já recorreu aos mais diversos argumentos para rebater a acusação de superfaturamento de R$ 1,3 bilhão nos principais contratos das obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Preços a mais, acertados com as empreiteiras, foram a base para o esquema de desvios operado pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, conforme investigação da PF na Operação Lava-Jato. No caso de uma fatia desse superfaturamento, referente aos custos com alimentação, a estatal recorreu à mandioca — ou à macaxeira, como é conhecida no Nordeste — para explicar a diferença de preços.

O caso é investigado em inquérito da PF e em processos de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). O que já se constatou é que a mandioca de fato foi comprada para o café da manhã nos canteiros de obras e encareceu as refeições, mas a preços superfaturados, conforme as investigações. A Petrobras disse terem sido gastos R$ 2,88 a cada 220 gramas de mandioca. O valor foi considerado elevado pelos técnicos do TCU. “Considerando as cotações máximas da Ceasa-PE, corrigidas pelo IPCA, o valor de referência para a porção de 220 gramas de macaxeira é de R$ 0,39”, advertiram eles, em relatório.

A PF abriu inquérito em 2011 com base no relatório do TCU para apurar o suposto superfaturamento em quatro contratos da refinaria. Os custos exagerados de alimentação chegaram a R$ 37,9 milhões, segundo os auditores. A PF, então, intimou gerentes dos contratos para que explicassem as diferenças de preços.

Sim, senhoras e senhores, talvez isso explique por que a sempre confusa e tapada presidanta tenha saudado a mandioca: porque foi superfaturada!

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Hidrologia da Dilma

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Finalmente uma boa entrevista com a Dilma

Depois que o decadente Jô Soares (Rest In Peace) fez aquela presepada ridícula que alguns chamaram de “entrevista” com a Presidanta Dilma Ruinsseff, Danilo Gentili aproveitou o material insosso e produziu uma sequência de montagens hilárias:

Parte 1:

Parte 2:

Parte 3:

Alguém ainda se lembra da época (décadas atrás) em que Jô Soares era engraçado?

Dilma é tão Ruinsseff que o PIB perdeu de 7 a 1

Os resultados da atroz incompetência de Dilma Ruinsseff continuam pipocando:

O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria caiu 0,3% no primeiro trimestre, ante os últimos três meses do ano passado, feito o ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o PIB industrial caiu 3%. A média das estimativas apuradas pelo Valor Data para o setor apontava para queda de 1,6% do PIB industrial do primeiro trimestre sobre o quarto.
No quarto trimestre de 2014, o setor teve queda de 0,4% na comparação com o período anterior, feito o ajuste sazonal, dado revisado de queda de 0,1%. No PIB, a indústria engloba, além do setor manufatureiro e extrativo, a construção civil e a produção e distribuição de energia e gás. Economistas já previam que a indústria continuaria patinando, e que nem mesmo a desvalorização da taxa de câmbio daria algum alento à atividade, apesar da melhora esperada para o setor externo.

O efeito da mudança da política fiscal e do chamado ‘realismo tarifário’ afeta a indústria principalmente via custos, uma vez que é difícil repassá-los ao consumidor em um ambiente de demanda fraca.

Os segmentos de bens de capital e de bens de consumo duráveis foram os responsáveis pelo cenário desfavorável no PIB da indústria, no primeiro trimestre de 2015. Segundo a Coordenadora do departamento de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, esses segmentos foram os principais fatores que conduziram ao resultado negativo na atividade de transformação – que representa 47% do PIB da indústria.

O ramo da transformação recuou 1,6% na comparação com o quarto trimestre de 2014. O setor foi afetado pelo menor consumo de bens duráveis (como carros e eletrodomésticos) pela população. A especialista notou que, no primeiro trimestre deste ano, não mais existiam incentivos fiscais para consumo de bens duráveis, como no passado – o que afetou o consumo desse tipo de produto, bem como sua produção.

Ao mesmo tempo, pelo lado de bens de capital, Rebeca lembrou as recentes mudanças no perfil de concessão de financiamento no BNDES Procaminhoneiro – sendo que caminhões são os bens de capital de maior peso dentro desse ramo. A queda da indústria não foi maior porque cresceram as atividades extrativa mineral (3,3%) e a construção civil (1,1%). O maior destaque negativo foi eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-4,3%).

Entre o quarto e o primeiro trimestre, o setor de serviços, que engloba comércio, intermediação financeira e serviços públicos, entre outros, teve retração de 0,7%, feito o ajuste sazonal.  A média das estimativas apurada pelo Valor Data era de queda de 0,5% para esse ramo de atividade, em média. No quarto trimestre, o setor teve expansão de 0,2% sobre o primeiro, dado revisado de uma alta de 0,3%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB do setor de serviços caiu 1,2%.

O setor agropecuário, por sua vez, cresceu 4,7% no primeiro trimestre de 2015, sobre o quarto trimestre de 2014, quando teve alta de 1,8%. A alta veio bem acima da média esperada pelos analistas, que era de crescimento de 1,1%. Ante o mesmo período do ano passado, o PIB agro cresceu 4%.

A reportagem acima é do Valor Econômico, e ajuda a mostrar que os danos causados pela absurda e infinita incompetência de Dilma continuam a prejudicar o Brasil.

Quero dar os parabéns a quem votou em Dilma. Graças a essas pessoas, o Brasil continua não correndo nenhum risco de dar certo.

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É preciso acrescentar o seguinte: as medidas do “ajuste fiscal” estão no Congresso – 3 medidas provisórias já foram aprovadas, mas ainda há medidas que o Joaquim Levy está tentando implementar como parte do tal “ajuste fiscal”. Estas medidas todas (as já aprovadas e as por vir) causarão mais recessão ainda – ou seja, os resultados ruins ficarão piores.

E vamos esclarecer algo: tenho visto aqui e acolá uns desinformados chamando o Joaquim Levy de “neoliberal”, “Chicago Boy” e afins. Só mesmo sendo muito burro ou mal intencionado para dizer uma besteira dessas. Se a afirmação parte daquele pessoal notoriamente tapado, que faz questão de passar recibo da própria ignorância, tudo bem – afinal, é uma galera que, ao que consta, sequer tem carteirinha de gente.

https://twitter.com/zeantoniolima/status/602850450279374850

Essa é a turma formada pelos comunistas que não leram o Manifesto Comunista, aquele tipo auspicioso que só defende o socialismo porque não tem nenhuma noção do que seja o socialismo.

Mas a verdade é o exato oposto disso: em primeiríssimo lugar, só usa o termo “neoliberalismo” quem não entende nada de economia e jamais se deu ao trabalho de ler um único livro sobre o assunto. Isso simplesmente não existe.
Muito resumidamente, esse termo “neoliberalismo” foi inventado pela esquerda (aquela que mudou o nome de “comunista” para “socialista” e depois para “progressista” – e só mudou de nome porque a verdade sobre suas práticas ficou evidente: “comunista” passou a traduzir a imagem do regime que matou mais de 100 milhões de pessoas e deixou União Soviética, Vietnam e diversos países completamente destruídos) porque a tentativa de dizer que o liberalismo falhou não foi bem sucedida: países que adotaram o liberalismo tinham e ainda têm uma economia muito superior àqueles países que viraram à esquerda e adotaram o socialismo – ou alguém já ouvi falar de alguém que tentou fugir dos Estados Unidos em direção a Cuba?

Só os idiotas.

Assim como ficou impossível dizer que ser comunista era algo bom (igualzinho a se dizer nazista), os comunistas (que depois se auto-intitularam “socialistas” e, mais tarde, “progressistas”) acharam que precisavam de um novo termo para tentar colar uma imagem ruin naqueles que eles criticavam. Surgiu assim o termo “neoliberal”, algo absolutamente vazio. Os ignorantes que usam esse termo apenas fazem o “copiar e colar”, estão apenas e tão somente repetindo um discurso pronto que receberam. Peça a um destes “jênios” que explique o que é o tal “neoliberalismo” e, para matar de vez o ignorantão, peça que ele explique a diferença entre “liberalismo” e “neoliberalismo”.
O máximo que o sujeito vai conseguir será dizer que na Wikipedia dizem que há diferenças.

Você já consegue ter uma prévia do QI do seu interlocutor se ele usar o termo “neoliberal”.

HumansofPT_2015-Apr-10

Em segundo lugar, aumento de impostos e corte nos investimentos não tem nada, rigorosamente NADA a ver com liberalismo. O “ajuste” que a Dilma Ruinsseff está tentando fazer é oposto do liberalismo. Não tem nada a ver com “direita”:

Tenho lido vários textos afirmando que a política econômica do segundo mandato Dilma representa uma guinada do governo que teria abandonado as teses da esquerda. No dia 21/04 dois textos deixaram claro a existência dessa tese, um do Estadão a respeito do discurso de Stédile em Ouro Preto (link aqui) o outro foi uma entrevista de Guilherme Boulos ao El País Brasil (link aqui). Escolhi os dois por serem recentes e retratarem a opinião de importantes líderes dos ditos movimentos sociais.

A verdade é que Dilma está aplicando políticas tipicamente de esquerda em seu segundo mandato. Não que Dilma não tenha enganado os eleitores, ao insistir que a economia estava bem Dilma ludibriou parte dos eleitores o que nos dá o direito de acusar a presidente de ter mentido e de ter praticado um estelionato eleitoral. Também não estou dizendo que não ocorreu uma guinada na política econômica, é fato que ocorreu, mas menos que uma guinada da esquerda para direita foi uma guinada de uma política sem nenhum sentido para uma política que, embora eu considere errada, é uma política que tem algum sentido. A atual política econômica é uma política típica de partidos de esquerda que são obrigados a fazer um ajuste fiscal.

Ajustar as contas de um governo não é política de esquerda ou de direita, é uma imposição dos fatos (tratei do tema aqui). Cedo ou tarde todo governo é obrigado a ajustar as próprias contas, nem que seja o estritamente necessário para seguir adiante com novos gastos. O que vai diferenciar as políticas de partidos de esquerda e de direita é a forma como se faz o ajuste. Partidos de esquerda tipicamente tentam ajustar a economia por meio de elevações de impostos, particularmente sobre os mais ricos, partidos de direita tradicionalmente, pelo menos no discurso, tentam ajustar por meio de cortes de gastos. O que o governo está fazendo? Segundo Mansueto Almeida, um dos maiores especialistas em conta públicas no Brasil, cerca de 85% do ajuste fiscal será feito com aumento de impostos (link aqui). Como uma política assim pode ser classificada como de direita, ou pior, de liberal? Mas uma política realmente de esquerda seria taxar grandes fortunas, alguém poderia dizer. Sim, responderia eu, taxar grandes fortunas seria uma política mais à esquerda do que a implementada por Dilma, mas isso não muda o fato que a política que Dilma está implementando é de esquerda.

A verdade é que há muito tempo os governos brasileiros fazem ajustes por meio de elevação de impostos, a carga tributária saiu de aproximadamente 24% para aproximadamente 36% do PIB (a maior da América Latina, ver aqui) entre 1991 e 2013, ou seja, em pouco mais de 20 anos a carga tributária aumentou 50%. Não foi por acaso, durante praticamente todo o período o Brasil foi governado por partidos de esquerda que naturalmente implementaram políticas de esquerda. O aumento da carga tributária veio acompanhado de outra característica típica de políticas de esquerda, qual seja: o aumento do gasto público, que, por sinal, já passa de 40% do PIB.

Outra característica tipicamente presente no discurso da esquerda particularmente na América Latina é a necessidade do governo estimular o crescimento da economia, especialmente da indústria. É curioso que a esquerda defenda uma tese que implica em transferência de renda de pobres para ricos, mas não é sem explicação. Guido Mantega explicou o fenômeno no livro “A Economia Política Brasileira” (link aqui). Para tornar o projeto político revolucionário viável a esquerda entendeu que precisaria de uma massa de trabalhadores organizados em sindicatos fortes, tal tipo de organização é típica dos trabalhadores industriais. Desta forma para existir uma esquerda forte seria necessária a existência de uma indústria forte, foi assim que desde pelo menos meados do século XX a esquerda latino-americana abraçou o desenvolvimentismo e, como o tempo, veio a dominá-lo. Se consideramos que Lula e o PT vieram de sindicatos de trabalhadores industriais do ABC vemos que os esquerdistas que aderiram ao desenvolvimentismo acertaram o alvo melhor do que os que apostaram no desenvolvimentismo como forma de transformar o Brasil em uma potência industrial com dinâmica tecnológica própria e todo o pacote de maravilhas prometido pelos defensores da industrialização a qualquer preço.

É fato conhecido que no final de 2014, antes de Joaquim Levy se tornar ministro da fazenda, o governo fez uma série de transferências gigantescas para o BNDES (ver aqui e aqui). Alguns, inclusive o ingênuo que vos escreve, chegaram a comemorar o fim das transferências com a chegada de Levy, ao que parece comemoramos muito cedo, uma das notícias que considero mais importante da semana trata de uma manobra onde o governo pretende usar o FGTS para transferir R$ 10 bilhões para o BNDES (link aqui). O segundo governo Dilma aumenta impostos para não cortar gastos e ainda mantém a política de usar o BNDES para estimular o crescimento. Tem certeza que tais políticas podem ser classificadas como liberais ou de direita? Só se for de uma direita populista e estatista que costuma ser associada com fascismo… mas que curiosamente tem políticas muito semelhantes às defendidas pela esquerda, se duvidar basta tentar descobrir de onde vem o culto a Vargas.

Um último argumento para justificar a tal guinada liberal do governo vem da elevação dos juros. Mais uma vez é feita uma confusão entre escolha e necessidade. Com uma inflação prevista acima de 8% se o BC continuasse inoperante uma disparada inflacionária seria praticamente inevitável o que poderia inviabilizar de vez um governo que já enfrenta forte rejeição da população. Porém as doses homeopáticas com que o Banco Central está elevando os juros denuncia que o banco tem outras prioridades que não o combate à inflação. Mais uma vez a política necessária está sendo implementada com viés de esquerda, o que não é surpresa dado que o governo é de esquerda.

Enfim, o ajuste fiscal via impostos, a insistência em usar o BNDES para estimular o investimento e o crescimento e a timidez no combate à inflação me parecem mais do que suficiente para caracterizar o atual governo como de esquerda. Que em seu primeiro mandato Dilma tenha ignorado o ajuste fiscal combinando desonerações tributária específicas a alguns setores com elevação de gastos não torna o atual governo de direita ou (neo)liberal, apenas deixa claro a loucura econômica que foi o primeiro governo de Dilma. Que junto a irresponsabilidade fiscal tenha vindo uma aposta injustificável que o uso abusivo do BNDES, a redução dos juros e a desvalorização do câmbio salvariam nossa economia só agrava a loucura depondo ainda mais contra o primeiro governo Dilma que, não por acaso, nos levou a um desastre econômico que agora necessita ser enfrentado sob pena de se agravar ainda mais. Desta forma eu creio que Levy não é um infiltrado da direita liberal no governo petista, discutir a presença de Levy não é discutir se o governo é de esquerda ou de direita, longe disso, discutir a presença de Levy é discutir se o governo usará uma lógica que considero errada, porém inteligível, para enfrentar a crise ou não usará lógica nenhuma e retornará a insanidade do primeiro mandato.

O artigo é do excelente economista Roberto Ellery, e pode (e deve) ser lido na íntegra AQUI.

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A insustentável ignorância do ser humano

A humanidade produziu mentes brilhantes.

A humanidade produziu pessoas inteligentes, espertas, perspicazes, de pensamento rápido, humor sagaz, capacidade de ser irônico ou sarcástico, pessoas que mudaram nossas vidas na ciência, na astronomia, na física, na matemática, na literatura, na música, nas artes em geral.
Milan Kundera, de cuja obra retiro a referência implícita no título deste texto, é um exemplo. Há inúmeros outros, muitos deles, aliás, reverenciados e referenciados neste blog, como John Nash, Steve Jobs, e por aí vai.

Mas, ao mesmo tempo, a humanidade produziu bosta.
Dilma Rousseff teve a insustentável ignorância do seu ser exposta sem piedade:

Eu nunca entendi por que diabos a presidente Dilma Rousseff tem a ambição de parecer uma pensadora, uma intelectual, uma estilista. Ela não é nada disso. Ao forçar a mão, acaba dizendo patacoadas estupendas, que concorrem um tanto para ridicularizá-la. Nesse sentido, Lula é mais prudente: transforma a sua ignorância em agressão aos adversários (especialmente FHC) ou em graça. Dilma tem a ambição de ser profunda. Aí as coisas se complicam. Ela concedeu uma entrevista ao jornal mexicano de esquerda “La Jornada”, publicada neste domingo.

A íntegra do artigo está AQUI. Se você quiser rir, leia. Se quiser chorar, leia.

Vou transcrever alguns trechos das bobagens absurdas, ridículas, patéticas que Dilma Rousseff disse – e tudo isso encontra-se publicado no site oficial do Paláco do Planalto, AQUI. Não basta produzir bosta em escala industrial, o Palácio do Planalto faz questão de publicar na íntegra as baboseiras esdrúxulas ditas pela ignóbil e tosca mandatária.
Vamos aos trechos selecionados:

Jornalista: Posso gravar?
Presidenta: Pode. Que não destaca e que uma das coisas, assim, que eu acho que eles… Uma das coisas que a mim, eu tive muito impacto quando eu vi, na época que eu fui a primeira vez, que foi em 1982, lá em (…), lá se vão muitos anos, eu vi, tinha uma reprodução da cidade indígena, e a cidade indígena, ela…
Jornalista: Tenochtitlán.
Presidenta: É Tenochtitlán, não é? Ela tinha uma estrutura de água e esgoto que, na época em que ela existia, na mesma época, não havia na Europa, não havia em lugar nenhum do mundo ocidental. Então, e você vê uma sofisticação imensa em toda a cultura, coisa que você, por exemplo, naquela época, em 82, eu desconhecia completamente. O Brasil vivia de costas para a América Latina, vivia de costas e olhava só os Estados Unidos e a Europa, e até a Rússia, mas jamais olhava para nós mesmos, não é? Então, eu fiquei muito impressionada com isso. […]
Jornalista: Chichén Itzá.
Presidenta: É Chichén Itzá. Eu fui em Chichén Itzá, que é maior que as duas, do que a do Sol, a da Lua necessariamente, mas do que a do Sol também, é impressionante a Chichén Itzá, e também todo o conhecimento astronômico, a precisão do conhecimento astronômico. Para você ter aquela precisão, tem de ter um certo domínio razoável da matemática para aquele tipo de precisão que eles tinham. E como uma civilização, para ter aquele tamanho, tinha dominado pelo menos uma questão: tinha dominado a questão da alimentação, não é? Porque senão você não tem uma civilização daquele porte. E o que é destacado de forma bastante simplória para nós? É destacado sacrifícios humanos, numa visão, eu acho, preconceituosa, contra aquela civilização que tinha um padrão de desenvolvimento e de desempenho que nós não conhecemos. A nossa população indígena não estava nesse nível de desenvolvimento.
A mesma coisa o Inca, não é? Mas lá é mais, era mais avançada, a mais avançada de todas. E não era Asteca, não é? Eles não sabem, eles chamam de Tolteca, Olmeca.
Jornalista: Maia.
Presidenta: A Maia é mais embaixo, é ali na península do Yucatán, não é?
Jornalista: Isso.
Presidenta: Mas a do centro do México, ali, ali na…
Jornalista: Essa é Asteca.
Presidenta: Essa é Asteca? Não é Tolteca, não é… Porque…
Jornalista: Não, Tolteca é mais…
Presidenta: Não, me diz o seguinte: as duas pirâmides não são astecas?
Jornalista: Não, totalmente, não. Mas eu também não sou expert em…
Presidenta: São… Segundo… Por exemplo, eu fiquei estarrecida, então corri atrás para saber. Segundo se sabe, é de uma civilização anterior.
Jornalista: Anterior, claro.
Presidenta: Anterior.
Jornalista: Que os Astecas dominaram pela sua vez.
Presidenta: Que os Astecas dominaram.
Jornalista: Exatamente.
Presidenta: Porque os Astecas, eles dominaram civilizações que tinham em torno. Inclusive isso explica, em parte, a questão de eles terem, dos espanhóis terem conquistado ali, a cidade do México, e aplastado, porque aplastaram.

Ok, o “jornalista” também não é exatamente uma, digamos, “mente brilhante da humanidade” – muito pelo contrário – , mas a Dilma consegue extrapolar a ignorância aceitável para um retardado mental nesta “entrevista”. Sigamos:

Presidenta: Não, com a civilização. O que é uma coisa inimaginável é uma pessoa, não é? Uma coisa que eu pensei assim, sempre: o que é que sentiu um integrante, um homem ou uma mulher daquela civilização, quando vê ela sendo implacavelmente destruída, implacavelmente, sem deixar traço. Era isso que era o objetivo. Por isso é que eles… Eu acho… Outro dia me perguntaram: o que você quer visitar?

Neste trecho fica em evidência aquele problema que nos debates causou tantos casos de vergonha: Dilma é incapaz de concluir um raciocínio.
Bom, quem não tem nenhum, vai concluir como, não é?!

Presidenta: E tem uma, tem uma pintura dela que eu acho genial, é… como é que é? Natureza Morta… Ai, eu tinha de lembrar a palavra. Natureza Morta… é uma contradição em termos: de que que é o quadro? É uma natureza morta? Rodando, você entendeu? É o stand still a Natureza Morta, aí a Remedios Varo vai lá e faz… ela bota uma mesa e os componentes da natureza morta estão girando. O nome é interessantíssimo. O nome tem uma certa, uma certa ironia.
E ela tem também um que é: Tecendo… Eu não vou lembrar os nomes. Tecendo o Fio do Tempo, uma coisa assim. E lá em cima uma porção de mulheres tecendo o tempo e a realidade. Ela é… A Remedios Varo é…

Adoraria se alguém pedisse que a Dilma traduzisse o que ela quis dizer nesse trecho. E duvido que ela consiga entender.

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A vergonha segue:

Presidenta: É. Eu acho que Brasil tem muito a ganhar com essa aproximação cultural. Porque tem uma riqueza na cultura mexicana que ela valoriza o que nós temos, também, você entende? Ela é… Por que, o que eu senti? Eu senti orgulho do Continente, orgulho da América Latina. Então, eu acho que ela mexe muito com a sua autoestima. Então, tem isso também: mostrar que houve aqui, aqui, uma civilização daquele tamanho.
Jornalista: Talvez, Presidenta, talvez, a partir da identidade podemos construir uma nova unidade latino-americana.
Presidenta: Sem dúvida. Mas é sobre isso que nós estamos construindo uma nova identidade latino-americana. O que eu vejo nas reuniões das cúpulas latino-americanas? De todas. Como eu te disse, no caso do Brasil é muito forte, porque o Brasil estava de costas para os seus vizinhos e para o seu continente e achava que tanto a Europa como os Estados Unidos era o que nós devíamos nos relacionar. Não que não devamos, pelo contrário, devemos. Mas nós temos um compromisso – e eu acho que isso mudou a política externa do Brasil –, nós temos um compromisso com a América Latina e com a África. Esse é um compromisso que nós temos pela nossa identidade cultural.
Porque o Brasil… Vocês têm uma forma diferente. No nosso caso tem um componente africano muito forte, e nós temos de valorizá-lo e olhar para ele com toda a importância que ele tem, na formação do homem e da mulher do Brasil, e da nação brasileira.
Agora, eu acredito que um momento importante da história recente do Brasil foi o fato de a gente ter construído esta relação. E acho que uma parte importante dessa relação tem de ser estreitada, que eu acho que é do Continente Sul-Americano com o México. Porque o México é a maior nação que está no Hemisfério Norte. E de todas as nações que tem dentro desse continente, é uma das mais ricas, culturalmente falando. Não é só economicamente, é culturalmente falando. E essa relação interessa, eu acho, para o Brasil.
Eu vou ao México com uma consciência muito forte da importância que o México tem na formação de uma relação e de uma unidade latino-americana, que respeita diferenças, viu? Que tem de respeitar diferenças.

São muitas, muitas!, bobagens. Não coloquei a entrevista toda num Word da vida, mas calculo que haja pelo menos umas 10 páginas de bosta.

Em suma: a Dilma é um poço sem fim de burrice. Mas vejamos pelo lado bom: ela tem eleitores bastante parecidos com ela!

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Petrobras: a queda monumental

E a notícia espalhou-se ontem: a Petrobras, tragada pela desastrosa combinação de gestão temerária e corrupção do PT, sofreu uma queda vertiginosa no ranking das maiores empresas do mundo. Conforme relata o Estadão (íntegra AQUI):

Envolvida em escândalos de corrupção, crise financeira e atrasos nas divulgações contábeis, a Petrobrás caiu da 30ª para 416ª colocação entre as maiores empresas globais na lista anual publicada pela revista americana Forbes. A lista considera a estatal uma das “maiores perdedoras” em 2015 entre as 2.000 empresas analisadas. A revista classificou a “turbulência” da petroleira como um “conto preventivo” para empresas de mercados emergentes, que nos últimos anos vinham ganhando terreno na lista. Em 2012, a Petrobrás ocupou a 10º colocação entre as empresas, diante da expectativa com a exploração das reservas do pré-sal. No ano seguinte, a companhia já havia caído para a 20ª posição.
A queda expressiva da posição da companhia é explicada pela revista como decorrente de “escândalos contábeis e de corrupção”. A revista analisou os dados apresentados pela estatal no seu balanço anual de 2014, publicado no último dia 22. Os ativos da Petrobrás foram avaliados em US$ 298,7 bilhões, uma queda de 7% em relação ao registrado no ano anterior. A companhia foi avaliada em US$ 44,4 bilhões – quase a metade do registrado em 2014, de US$ 86,8 bilhões.
Entre as grandes petroleiras do mundo, a estatal brasileira está posicionada abaixo de suas principais parceiras. A Exxon é a mais bem colocada, na sétima posição, com um valor de mercado de US$ 357 bilhões. A PetroChina vem logo na sequência, com US$ 334 bilhões em valor de mercado. Shell aparece na 13ª posição, com valor de mercado de US$ 195 bilhões. Já a Chevron, Total, BP e Statoil figuram, respectivamente, nas posições 16ª, 35ª, 41ª e 103º. Empatada com a Statoil aparece a chinesa CNOOC, parceira da Petrobrás na área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.

Quem quiser, pode ler o texto original da Forbes AQUI.

petrobras1Eu venho escrevendo há algum tempo sobre a Petrobras, pois ela demonstra de forma cristalina o desastre causado pelo PT no Brasil. É importante deixar claro que os problemas não começaram agora – eles estavam escondidos, embaixo do tapete. Porém, a sujeira mais cedo ou mais tarde acaba se revelando. A partir de 2014 as cagadas monumentais do PT vêm saindo debaixo do tapete – apenas e tão somente porque não havia mais tapete suficientemente grande para esconder tanta sujeita, tanta corrupção, tanta incompetência.

Eu já demonstrei AQUI que a Petrobras piorou a partir de 2003. É preciso registrar que sob FHC e o PSDB, a Petrobras poderia ter sido muito melhor administrada, mas pelo menos ela não estava sendo vítima de gestão temerária, coisa que foi imposta à estatal por Lulla – especialmente quando ele nomeou dois gestores desastrosos para presidentes da Petrobras. O mais desastroso dos dois, aliás, foi o sindicalista José Sérgio Gabrielli. Merece o prêmio de pior arremedo de gestor do Século.

E não foi apenas a Forbes a desnudar a combinação de corrupção e incompetência do PT na Petrobras. Depois que o balanço de 2014 foi divulgado, o excelente site O Antagonistareportou:

A Economist comentou os números da Petrobras: “Limpar a Petrobras (e o sistema político do Brasil) é uma tarefa de longo prazo. No curto prazo, a empresa está focada na sobrevivência, com a queda da produção, o preço do petróleo baixo, o dinheiro escasso e uma conta salgada para desenvolver seu ativo mais valioso: o pré-sal. Os empréstimos contraídos pela administração anterior deixaram a Petrobras como a empresa mais endividada do mundo, e quando o escândalo de corrupção estourou, ela se tornou um pária dos mercados de capitais. O futuro da empresa, porém, não se limita à sua gestão. Os políticos devem não só parar de roubar: eles devem também se abster de interferir.
O partido da presidente Dilma Rousseff, o esquerdista PT, obrigou a Petrobras a vender gasolina importada com prejuízo. O governo insiste que a Petrobras deve assumir a liderança no desenvolvimento dos campos do pré-sal – uma tarefa para a qual ela pode ter o conhecimento técnico, mas não a capacidade financeira. Alguns destes problemas vão cair no colo da Shell. A gigante anglo-holandesa acaba de comprar a BG, que é uma grande parceira da Petrobras. A Shell tem o dinheiro e a tecnologia para tocar os projetos, mas precisa tomar muito cuidado num país em que a presunção é sempre punida”.

Como se percebe, os problemas da Petrobras são muitos, variados. Celso Ming, no Estadão (íntegra AQUI) fez um bom resumo dos problemas mais graves:

A síntese do balanço auditado da Petrobrás e dos reconhecimentos explícitos e implícitos que o acompanharam é a de que o prejuízo produzido pela incompetência ou, simplesmente, pelos erros de administração foi substancialmente maior do que a corrupção. E que os estragos produzidos pelas políticas do governo foram ainda mais graves do que os da incompetência. As baixas contábeis atribuídas às perdas por corrupção ficaram nos R$ 6,2 bilhões. Enquanto isso, as atribuídas por diferença patrimonial (impairment) foram de R$ 44,6 bilhões. Essa diferença de valor patrimonial teve duas origens: decisões equivocadas, omissões e atrasos nos projetos de investimento; e perda de preço por fatores de mercado.

Os erros foram ainda mais desastrados quando se leva em conta, em primeiro lugar, o sangramento, desde 2008, de cerca de R$ 60 bilhões em seu caixa, conforme cálculo do ex-diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) David Zylbersztajn. Foi provocado pela política de preços de dumping a que a empresa foi submetida, inferiores até aos que ela própria pagou com importações de combustíveis. E, em segundo lugar, pela imposição de custos mais altos para cumprir exigências de conteúdo nacional em equipamentos. A presidente Dilma, que nesta sexta-feira afirmou que a Petrobrás “superou os seus problemas de gestão” com a divulgação do balanço, vinha repetindo que era preciso defender a empresa dos seus inimigos. Pelo efeito predatório exposto oficialmente no balanço, os maiores inimigos foram as políticas adotadas até agora e os erros de administração. Muitos critérios utilizados no balanço ainda serão questionados. É difícil de fazer, por exemplo, uma distinção entre baixas por impairment e baixas por corrupção. Impairment, ou a deterioração de valor, pode acontecer por incompetência administrativa ou simples perda de valor de mercado por baixa de preços. Nas refinarias, incompetência e corrupção se combinam. […]

O endividamento líquido da estatal, agora de R$ 282,1 bilhões, equivalente a quase cinco vezes sua capacidade de gerar recursos com seus negócios, tem de ser revertido porque é insustentável. Desinvestimento e capitalização seriam caminhos naturais para isso. No entanto, alguns dos principais ativos da Petrobrás, as refinarias, não têm condições de ser revendidos. Não há quem os compre, porque a política de preços dos combustíveis não é confiável.

Em entrevista a esta Coluna na quinta-feira, o presidente da empresa, Aldemir Bendine, garantiu que os preços dos combustíveis seguirão a paridade externa e que já há interessados em participar de refinarias, mas que “esse projeto não é para curto prazo”. Sobra então a entrega de campos produtores e o setor de distribuição (BR Distribuidora). Enquanto a empresa não for definitivamente saneada e operar mais enxuta, será impensável a recapitalização. E há as políticas. O marco regulatório do pré-sal se transformou em armadilha para a Petrobrás. Ela não pode ser a única operadora e ter pelo menos 30% dos investimentos. Se é para passar a limpo e para gerar riquezas sustentáveis com petróleo, é preciso rever tudo.

É preciso repetir à exaustão: a Petrobras não chegou a este estado deplorável em 6 meses ou 1 ano apenas. Ela não foi vítima de meia dúzia de empreiteiras corruptas.

A Petrobras chegou a esta situação pavorosa graças a uma sucessão de erros, além da corrupção perpetrada por gente que foi colocada na estatal por partidos políticos – especialmente o PT, o PMDB e o PP. Mas não se pode ignorar: desde 2003, o PT é o partido que tem a palavra final nas indicações de cargos-chave, apenas e tão somente porque o PT é o partido (ou, para ser mais exato, a organização criminosa disfarçada de partido político) da Presidência da República. Infelizmente.

Durante 8 anos, foi Lulla quem teve o poder de indicar o presidente da Petrobras. Depois, foi Dilma Ruinsseff. Aliás, eu já mostrei um vídeo AQUI no blog, mas vou repeti-lo porque merece:

Nesta época, Dilma era Ministra da Casa Civil. Imediatamente antes, ela era Ministra das Minas e Energia (pasta responsável pela Petrobras). O mais importante: ela era a Presidente do Conselho de Administração da Petrobras.

Hoje, sabendo o que já se sabe sobre o desastre na Petrobras, fica mais do que evidente que ela mentiu. Mas não só isso: ela mostrou ser completamente incapaz. Uma combinação desastrosa, como atestam os números da Petrobras.

unnamedMais um conjunto de dados para dimensionar a queda da Petrobras (íntegra AQUI):

A crise que atingiu a Petrobras no ano passado colocou fim a uma antiga trajetória de expansão no quadro de funcionários da estatal, que durou pelo menos durante a última década. Dados divulgados na semana passada pela companhia apontam que, no final de 2014, o corpo funcional da empresa era composto por 80.908 funcionários próprios, uma retração de 6% em relação aos 86.108 do final de 2013. O número do ano passado é o menor desde 2011, quando a companhia terminou o ano com 81.918 funcionários. No ano anterior, a marca ainda era de 80.492 empregados. Documentos disponibilizados pela estatal desde 2004 mostram que, no decorrer da última década, o corpo funcional apenas cresceu. Entre 2003 e o ano seguinte, o aumento foi de 6,6% e o número de funcionários chegou a 52.037 pessoas. Esse número chegou a 53.933 em 2005, 62.266 pessoas em 2006, 68.931 pessoas em 2007, 74.240 em 2008 e 76.919 em 2009. No início desta década, a trajetória continuou inalterada. Os dados de 2010 (80.492 pessoas) e 2011 (81.918 funcionários) foram seguidos por um total de 85.065 pessoas em 2012.
Além dos funcionários próprios, a Petrobras ainda contabilizava ao final do ano passado um total de 291.074 empregados de empresas prestadoras de serviços. O número representa uma retração de 19,2% em relação aos 360.180 terceirizados contabilizados no final de 2013. Em 2004 eram apenas 146.826 empregados terceirizados. A queda mais expressiva de funcionários terceirizados deve ser explicada pela decisão da Petrobras de reduzir o ritmo de investimentos em 2014 e, ao mesmo tempo, muitas de suas parceiras enfrentarem problemas associados à evolução das investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato. Empresas como o Grupo Galvão, que já demitiu mais de 9 mil pessoas, era responsável pelo andamento da fábrica de fertilizantes em Mato Grosso do Sul e do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), por exemplo. As duas obras foram incluídas pela Petrobras em uma lista de projetos sem data prevista para conclusão.

Curioso notar que os pilantras, os boçais e os ridiculamente ignorantes que andam espalhando mentiras sobre a discussão da terceirização jamais reclamaram da imensa quantidade de funcionários terceirizados que a Petrobras mantém. Por que será?

https://twitter.com/mansualmeida/status/593075108786413568

Vamos ver algo interessante sobre a questão da terceirização no caso específico da Petrobras:

A refinaria de Abreu e Lima foi um dos principais dutos de desvio de dinheiro da Petrobras ao longo dos últimos anos. Segundo o balanço que a companhia apresentou nesta semana, a unidade em Pernambuco e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro respondem, juntos, por mais da metade da baixa contábil de 52 bilhões de reais em 2014: um baque de 30 bilhões de reais. E a depreciação não deve parar por aí. Isso porque as obras da refinaria ainda não acabaram. Impedida de contratar as empreiteiras envolvidas na Lava Jato, a estatal teve de confiar a continuidade dos projetos a pequenas construtoras locais, e algumas delas, por sua vez, estão repassando o serviço a terceiros. Enquanto, em Brasília, o governo sofre derrotas por se opor ao projeto de lei que amplia a terceirização, a Petrobras coloca em prática muito mais que isso: há uma ‘quarteirização’ em curso na refinaria, que deixa funcionários sem qualquer vínculo ou garantia trabalhista – e tudo sob as vistas grossas da estatal.

Como consequência da Operação Lava Jato, que investiga os desmandos e desvios de dinheiro na estatal, 23 empreiteiras que há décadas prestam serviços no setor de óleo e gás foram impedidas de continuar operando nas obras da Petrobras. Entre elas estão as principais empresas que atuam em Abreu e Lima: Engevix, Camargo Corrêa, Odebrecht e Queiroz Galvão. Como 60% do projeto ainda não está concluído, a petroleira se viu obrigada a recorrer a empresas locais para dar sequência aos trabalhos – abrindo mão de licitação ou qualquer outro tipo de avaliação criteriosa. O problema é que as novas subcontratadas também relegam o serviço a terceiros.

A íntegra da reportagem está AQUI. Para quem se interessa sobre o tema, vale a leitura.

Evidentemente a terceirização não é um problema para a Petrobras – apenas mais um sintoma da hipocrisia que domina a esquerda defensora do PT, que finge não ver problema quando a estatal terceiriza, mas se faz de horrorizada quando um projeto de lei propõe a flexibilização da obsoleta CLT através de um instrumento em tese muito útil para, ao mesmo tempo, aumentar o rendimento líquido dos trabalhadores e reduzir os custos trabalhistas de quem contrata.

https://twitter.com/elenalandau/status/595592368281296896

O problema da Petrobras é a gestão temerária – e a gestão de pessoal faz parte deste rol. Conforme eu já demonstrei aqui, a Petrobras iniciou um processo contínuo de contratação de pessoal em 2003, mas sua produtividade CAIU. Muita gente contratada, mas com resultados ruins. Relembrando o que eu havia escrito:

A quantidade de funcionários aumentou 113%, mas a receita por funcionário aumentou 22%. Isso indica claramente perda de produtividade. E não é pouca! Vamos falar da PRODUÇÃO? Este indicador é o mais vergonhoso. No período compreendido entre 2002 e 2013, a produção (barris/dia) por funcionário CAIU de 37 para 22, ou seja, CAIU 40%.

Para encerrar, uma continha triste que O Antagonistafez:

Na década de 1950, a Petrobras foi criada sob o slogan de “O petróleo é nosso”. Na segunda década do século XXI, a Petrobras tem uma dívida de 300 bilhões de reais, o que dá 1 500 reais para cada brasileiro. O slogan agora é “O papagaio é nosso”. Herança do nacionalismo combinado ao petismo.

A Petrobras foi vitimada por duas “ideologias” torpes e nefastas: a soma do nacionalismo exacerbado com o petismo celerado (com o perdão do pleonasmo vicioso).

Gestão pública: mais uma área em que Dilma falha miseravelmente

Desde que Dilma Ruinsseff foi eleita para ser a candidata do Lulla (e, mais tarde, por tabela, do PT) à Presidência, uma quantidade assombrosa de “jornalistas” e “experts” usa termos como “gestora” ou “técnica” para se referir a ela.

Nada mais longe da realidade.
Dilma Ruinsseff não passa de uma burrocrata – uma burocrata burra.

Eu já havia tratado disso, em detalhes, AQUI. Para quem estuda Administração, aquilo é leitura obrigatória, para que se aprenda o que NÃO fazer. Dilma Ruinsseff é o exemplo perfeito: ela agrega absolutamente TUDO o que um bom gestor público JAMAIS deve ser/fazer.

Não me refiro apenas à sua burrice, à vergonhosa incapacidade de concatenar idéias para formar uma frase; isso é apenas um dos componentes. É um componente feio, patético mesmo, mas apenas um entre vários.

Leio isto aqui no Valor Econômico agorinha (a íntegra está AQUI, e os grifos abaixo são meus):

O governo central, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central (BC), registrou superávit primário de R$ 1,463 bilhão em março, pior resultado para meses de março desde 2013.
No acumulado do ano, o resultado é superavitário em R$ 4,485 bilhões, em função de um superávit de R$ 10,451 bilhões registrado em janeiro e déficit de R$ 7,357 bilhões em fevereiro. O montante marca, contudo, o pior resultado fiscal para o primeiro trimestre desde 1998, quando somou R$ 3,173 bilhões.
Medido em 12 meses até março, o resultado primário do governo central é deficitário em R$ 27,3 bilhões, ou 0,49% do Produto Interno Bruto (PIB), o que marca piora em comparação com os 12 meses findos em fevereiro, quanto o déficit era de 0,48% do PIB.
O resultado reforça o cenário de que a equipe econômica enfrentará dificuldades para fazer o ajuste fiscal definido para este ano. A meta de superávit primário do governo central está fixada em R$ 55,3 bilhões (cerca de 1% do PIB) para 2015. Se considerados os Estados e municípios, o compromisso fiscal consolidado sobe para R$ 66,3 bilhões ou o equivalente a 1,13% do PIB, projetado no Orçamento.
Segundo números do Tesouro Nacional, o resultado de março é reflexo de um superávit do Tesouro de R$ 8,029 bilhões e déficits de R$ 6,522 bilhões da Previdência Social e de R$ 42 ,9 milhões do Banco Central (BC).
Em março, os investimentos totais do governo federal somaram R$ 3,897 bilhões em março. A cifra é 26,7% menor do que os R$ 5,316 bilhões apurados em 2014. Os valores incluem os dispêndios com programas como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e Minha Casa, Minha Vida.
No PAC, os desembolsos do terceiro mês de 2015 foram de R$ 2,961 bilhões – resultado 32,5% inferior ao apurado em março de 2014, quando foram registrados R$ 4,389 bilhões.

Como de costume, o Mansueto Almeida já tratou dos resultados (AQUI):

Hoje foi divulgado o resultado primário do governo central. O resultado foi um pouco pior do que o esperado mas sem muitas surpresas. Em março, já se nota uma forte queda da despesa em relação ao mês anterior, mas não há muito o que comemorar e depois explico porque. Antes tenho que explicar para meus clientes. O que vale destacar são praticamente quatro pontos.
Primeiro, a queda real de 4,4% da receita liquida do Tesouro no trimestre não chegou a ser supresa. Foi exatamente esse o numero que cheguei há quase um mês atrás quando escrevi uma newsletter para clientes e abordado. O governo sofreu com a queda real das receitas de contribuições, dividendos e royalties.
Segundo, no trimestre a queda real de despesa do governo central em 0,8% é uma noticia positiva mas, novamente, nenhuma supresa. Eu trabalho para o ano com uma queda real perto de 4% para a despesa e, pelas minhas contas, nem assim governo cumpriria a meta do primário com o que já foi anunciado.
Terceiro, a grande economia do lado da despesa veio do forte corte real do investimento público em 30% no primeiro trimestre do ano como antecipado aqui nest blog no post do dia 08 de abril de 2015 (clique aqui). No ano será a mesma coisa, Esperp quem corte do investimento na casa de R$ 30 bilhões, uma redução de 40% a 50% do investimento no ano como ocorreu em 1999 e 2003m anos de aumento do superávit primário. Claro que cortes dessa magnitude depois são revertidos, por isso, que será até mais difícil cumprir a meta de 2% do PIB para o próximo ano.
Quarto e último ponto, o resultado primário acumulado no trimestre teve uma queda real de 67,6%, passou de R$ 14,4 bilhões no primeiro trimestre de 2014 para R$ 4,6 bilhões no primeiro trimestre de 2015. Até o final do ano o governo central deveria ter superávits mensais na casa de R$ 5,5 bilhões para cumprir a meta prometida para o ano. Em um ano de queda de receita é um numero muito ambicioso e difícil.
Vou parar por aqui e depois dois mais detalhes, depois de discuti-los com os meus clientes que receberão entre hoje e amanha uma analise mais detalhada, inclusive com a explicação das reservas que tenho em relação a queda da despesa em março. E por sinal, em abril, o primário tende a piorar e vocês sabem porque.

Se a Dilma fosse ruim APENAS para falar, para explicar as coisas, expressar idéias, já seria ruim, mas ela poderia compensar isso sendo uma gestora eficiente. Conheço pessoas que são eficientes, inteligentes, competentes, mas que na hora de falar em público, por exemplo, “travam”. Ok, acontece.

O problema é que a Dilma não entrega nada em nenhuma das frentes: como se não bastasse falar mal, ser incapaz de se fazer entender, ainda é um desastre na gestão pública!

Os resultados estão aí…

PIB e Inflação - real e projetadoE as mentiras?

Um gestor PRECISA encarar os fatos, entender a realidade, para poder tomar as ações e medidas necessárias. Mas Dilma Ruinsseff insiste em falar de uma tal “crise econômica internacional” que simplesmente não existe quando ela precisa justificar o desastre na economia:

DesafioNOVO500_2015-Apr-14Mas e se compararmos o Brasil com os demais países da América Latina? Não adianta:

2015-04-13 15.42.38Sob toda e qualquer ótica, o Brasil está em crise, e Dilma Ruinsseff é responsável (bom, na verdade, muitos problemas começaram antes, com o Lulla, mas a Dilma só fez piorar TUDO).

Contudo, gestão pública não se restringe à economia.

E Dilma Ruinsseff é um desastre em todas as demais áreas.

2015-04-22 21.34.21

2015-03-25 10.44.57

2015-03-23 20.47.45

2015-03-22 15.00.46

2015-03-21 21.55.42

turmadochapeu__2015-Mar-16

MissEscarlate_2015-Mar-16

Dos direitos e deveres da CLT e sua excrescência intrínseca à terceirização

Nas últimas semanas, a discussão sobre o projeto de lei que regulamenta a terceirização de atividades-fim tomou de assalto as redes sociais e a imprensa.

Contudo, muita bobagem vem sendo disseminada. Infelizmente, como já virou praxe, mentiras espalham-se como se verdades fossem, propaladas especialmente por sites e blogs sujos (a esgotosfera do PT), e acabam repetidas bovinamente por militontos e alguns idiotas úteis.

A CUT, uma central sindical que não passa de linha auxiliar do PT, andou espalhando (com a ajuda da esgotosfera de sempre) algumas bobagens homéricas e risíveis. Um belo esclarecimento sobre o fato foi produzido pelo Roberto Ellery AQUI. Reproduzo abaixo alguns trechos, mas vale a pena ler o texto na íntegra, pois ele é riquíssimo em detalhes:

O número mágico que está na internet é que terceirizados ganham 25% menos do que trabalhadores que são contratados diretamente pela empresa. Tal número pode ser encontrado em várias reportagens na imprensa, em posts de blogs e no FB e em vídeos que circulam pela internet. Por exemplo, o site UOL afirma “Salário médio dos terceirizados em 2013: R$ 1.776,78 (25% menor que os R$ 2.361,15 dos contratados diretamente)” (link aqui). A Carta Capital diz: “O salário de trabalhadores terceirizados é 24% menor do que o dos empregados formais, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).” (link aqui). O blog Viomundo afirma: “Segundo o documento, em dezembro de 2013, os trabalhadores terceirizados recebiam 24,7% a menos do que os contratados diretos…” (link aqui). O Estadão cita um número diferente (talvez por algum ajuste nas horas) mas aponta a CUT como fonte na chamada que anuncia: “Terceirizados ganham 27,1% a menos que contratados diretamente, diz CUT.” (link aqui).

Provocado em uma conversa no FB decidi procurar o estudo da CUT e descobrir de onde veio o número. O estudo se chama “Terceirização de Desenvolvimento: uma conta que não fecha” (link aqui). […]

[…] Reparem na fragilidade do número. De início me preocupou que o estudo não controlasse por atividade desempenhada pelo trabalhador. Como atualmente a terceirização só é permitida para atividades meio e é razoável supor que atividades meio ganhem menos que atividades fins independente da forma de contrato eu desconfiei do número. Imagine um hospital, o leitor ficará surpreso em saber que um médico (atividade fim) ganha mais que um servente (atividade meio)? O leitor ficará surpreso em saber que em uma universidade os professores (atividade fim) ganham mais que o porteiro (atividade meio)? Imagino que não. Pois dizer que terceirizados ganham menos que contratados direitos sem controlar por atividade exercida é praticamente o mesmo que dizer que médicos ganham mais que serventes ou professores ganham mais que porteiros. Mas o estudo é ainda mais frágil. Repare que a tabela fala de “Setores Tipicamente terceirizados” e “Setores Tipicamente contratantes”. O que significa isto? Significa que sequer o estudo da CUT está considerando o salário dos trabalhadores terceirizados, o estudo considera o salário dos setores que são classificados como setores tipicamente setorizados.

Grosso modo o que o estudo da CUT está dizendo é que em setores onde terceirização é comum o salário é menor. Quais são estes setores? Procurei um anexo onde estivessem listados quais são os setores tipicamente terceirizados, mas não encontrei. Porém, considerando que a lei apenas permite a terceirização de atividades meio, é bem plausível supor que tais setores são os que atividade meio tem mais peso. Desta forma o que estudo está dizendo é que setores onde atividades meio sujeitas à terceirização são preponderantes pagam salários menores. Tais setores, segundo os números da CUT e do DIEESE, equivalem a 26,8% dos setores (pg.13). Não é quase como dizer que porteiros ganham menos que médicos, é dizer que porteiros ganham menos que médicos.

Em suma, a CUT espalhou (com a ajuda da esgotosfera e dos idiotas úteis que compartilham as mentiras e bobagens de Caca CaPTal, Diário do Centro do Mundo, Carta Maior, Brasil de Fato, Brasil Atual, Sakamotos e outras porcarias do mesmo naipe) um monte de dados falsos, que alguém minimamente inteligente jamais engoliria ou levaria a sério. Repito: vale a pena ler todo o texto do Roberto Ellery. Eu transcrevi apenas alguns poucos trechos, pois é longo e detalhado.

Mas vamos adiante.

Os dados e afirmações mentirosos da CUT serviram de “argumento” para os idiotas úteis que bradavam que o projeto de lei que regulamenta a terceirização causaria “precarização” do trabalho. Houve uns abestados que chegaram ao cúmulo de falar em “escravização” ou coisas non-sense parecidas. Isso ultrapassa o limite não apenas do ridículo, mas da patologia também.

Não é apenas mentira, é uma viagem na maionese mesmo. Coisa de quem come cocô no café da manhã.

Vamos tratar de um ponto conceitual básico? DIREITOS trabalhistas.

Na verdade, a CLT é uma excrescência autoritária não apenas por ser baseada fortemente na Carta do Trabalho (“Carta del Lavoro”) de 1927, produzida pelo Partido Nacional Fascista de Mussolini; a CLT é uma excrescêcia porque ela apresenta a falsa impressão de que irá assegurar DIREITOS aos trabalhadores registrados sob suas normas, quando na verdade ela apenas impõe DEVERES, OBRIGAÇÕES. Resumidamente, a CLT reduz o ganho dos empregados (trabalhadores) e aumenta os custos dos empregadores (empresas).

Vejamos o caso do FGTS, para ficar num dos temas mais citados recentemente. O FGTS é um fundo criado pelo governo, administrado/controlado pelo governo – lembremo-nos de que a base do fascismo é aquela frase emblemática de Benito Mussolini: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado“.

Ou seja, exatamente como no comunismo, no socialismo e no nazismo, o Estado é o centro de tudo. Assim, o governo é o único responsável pelo FGTS – que todo empregado registrado é OBRIGADO a recolher mensalmente, assim como o empregador (empresa). O problema: se o trabalhador quiser usar o seu FGTS, ele NÃO pode, exceto em pouquíssimos casos nos quais o Estado (sempre ele!) permitir.

Isso é a descrição de um DIREITO ou de um DEVER?  Se eu, empregado, quiser exercer meu DIREITO sobre o FGTS, eu não posso! Então, volto a perguntar, aonde está o DIREITO? Eu vejo um DEVER, uma OBRIGAÇÃO – a de recolher mensalmente aquele percentual, o que implica receber um salário líquido menor pelo meu trabalho.

Mas não acaba aí: o dinheiro que o Estado coleta (e atualmente fica sob os cuidados da Caixa Econômica Federal, aquele banco estatal que sabe guardar sigilo de contas muito bem, exceto se você for um caseiro que revele certas indiscrições sobre certos Ministros do PT, e que também é reconhecido pela competência para gerir o Bolsa-Família) totaliza um valor mensal altíssimo, que fica parado na Caixa Econômica, inutilmente.

Bom, não necessariamente:

O Ministério da Fazenda pressiona para que o FI-FGTS – fundo criado com os recursos dos trabalhadores para investir em projetos de infraestrutura – empreste R$ 10 bilhões ao BNDES, mas não tem o apoio de representantes das centrais sindicais no comitê de investimentos do Fundo. Uma operação semelhante foi realizada em 2008, em plena crise financeira global, quando o FI injetou R$ 7 bilhões no BNDES via aquisição de debêntures do banco de fomento. Só que, mais tarde, a aplicação foi questionada pela Controladoria-Geral da União (CGU). Um dos principais problemas apontados pela auditoria foi a baixa remuneração dos papéis, o que provocou impacto no rendimento do FI.

Os detalhes do novo empréstimo serão apresentados pela Caixa Econômica Federal, gestora do Fundo, aos membros do comitê gestor na quarta-feira. Segundo fontes a par das discussões, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, queria que a transação fosse aprovada no mesmo dia, mas foi informado pela Caixa que há a um rito a ser cumprido, cabendo inclusive pedido de vista. Levy, então, pediu que seja marcada uma reunião extraordinária do comitê para deliberar sobre o tema.

O empréstimo do FI é visto pela Fazenda como alternativa aos repasses do Tesouro Nacional ao BNDES, diante da necessidade do ajuste fiscal. Entre 2008 e 2014, a instituição recebeu R$ 416 bilhões. Levy já deixou claro que esses aportes não vão continuar. Os R$ 10 bilhões pretendidos para o banco correspondem à quase totalidade dos recursos que o FI tem para emprestar este ano: R$ 13 bilhões. Outros R$ 28,1 bilhões já estão aplicados, de acordo com a Caixa.

A reportagem acima está no Globo de hoje (íntegra AQUI). Não é lindo isso?!

Pois é, o governo desgovernado de Dilma Ruinsseff quer usar o dinheiro do FGTS para ajudar a cobrir uma parte do rombo que ela mesma, a ex-proprietária de uma lojinha de bugigangas que foi à falência por incapacidade da dona, criou.

Mas não ligue ainda, porque o governo do Brasil sempre oferece mais – mais surpresas! O dinheiro que fica lá, paradinho na Caixa, é reajustado de forma a causar prejuízo: a correção do montante é menor do que o rendimento da caderneta de poupança – que, em períodos de inflação alta, como agora, é uma das piores aplicações financeiras. Em suma, o trabalhador que é OBRIGADO (lembra do “direito”?) a recolher o FGTS está sendo lesado também na correção do seu saldo. O caso do FGTS e seu risível retorno, como investimento, é tão óbvio que até mesmo um blog xexelento da igualmente xexelenta SuperInteressante (que há muitos anos deixou de ser interessante) expõe o problema, AQUI.

E as pessoas estão reclamando do projeto de lei da terceirização?
Sério?
Será que essa gente que está reclamando trabalha? Sabe fazer conta?
O pessoal sabe que a CLT os obriga a contribuir com FGTS, INSS e outros trambolhos que estão falidos? Essa galera que ferrenhamente critica a terceirização não sabe que tudo o que a CLT enfia goela abaixo dos trabalhadores (e também das empresas) só serve para gerar dinheiro para o governo, mas não oferece retorno real às pessoas?
Esse pessoal não entende que a CLT é um atraso nas relações trabalhistas e compromete a produtividade do Brasil? Não sabem que menor produtividade gera menores salários, pior qualidade de vida dos empregados e, em última instância, imensas perdas para o país?

Eis aqui um excelente artigo do Samuel Pessoa que saiu na Folha (íntegra AQUI):

Um agricultor médio de Mato Grosso que deseja plantar soja terá dificuldades com a colheita. A colheita é executada por imensas e moderníssimas colheitadeiras, vendidas ao preço de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões cada uma.
O agricultor pode alugar a colheitadeira. Terá que contratar o tratorista – e não saberá o que fazer com ele no resto do ano- e será responsável por reparos de possíveis danos que ocorrerem quando estiver empregando o equipamento.
Finalmente o médio agricultor pode se associar a outros agricultores e comprar a colheitadeira em condomínio. Qualquer pessoa que já participou de reunião de condomínio pode imaginar as dificuldades. O equipamento danifica-se em uma propriedade. Quem é responsável pelo reparo? Quem assinará a carteira do tratorista? A lista é grande.
A dificuldade em contratar empresa terceirizada especializada no serviço de colheita e outros aspectos rígidos de nossa legislação acabam jogando o médio agricultor para a cidade. Ele arrenda ou vende a terra para um grande agricultor, que tem economia de escala para arcar com todos esses custos, e deixa o campo.
O projeto de lei 4.330 tem por objetivo permitir que empresas especializadas em colheita e outras especializadas na aplicação de inseticidas, e assim sucessivamente, possam ser criadas. Exemplifico com a agricultura para ser didático, mas evidentemente as implicações são para o conjunto da economia.
A colheita é atividade-fim. No entanto, como a narrativa nos parágrafos anteriores sugere, o custo de transação de o fazendeiro internalizar essa atividade-fim em seu próprio negócio é muito elevado. Ele terá que adquirir um equipamento caro, cuja manutenção é muito cara, terá que ter um profissional muito especializado, que operará o equipamento poucas semanas por ano etc.
Uma empresa especializada nessa atividade poderá ofertar o serviço de colheita de forma muito mais eficiente. A empresa será proprietária de inúmeras colheitadeiras, empregará pessoal especializado que poderá ser treinado na própria empresa, terá um relacionamento estreito com o fabricante do equipamento, poderá ter um setor de mecânica e manutenção etc.
Há muito tempo sabemos que a distinção entre atividade-meio e atividade-fim, além de difícil de ser feita, não é a distinção relevante para sabermos quais atividades devem ser internalizadas em uma mesma firma e quais devem ser adquiridas no mercado. A linha deve ser traçada levando em conta o custo da geração no interior da firma e o custo de aquisição no mercado.
É esse o objetivo do projeto de lei 4.330, em votação na Câmara. Por exemplo, é possível que uma montadora de automóvel considere que é mais eficiente terceirizar a atividade de pintura dos carros. Se esse for o caso –não tenho a menor ideia se é–, o PL permitirá que seja contratada uma empresa especializada de pintura automotiva que operará nas instalações da montadora.
Note que não será possível a contratação de empresa terceirizada para ofertar somente a mão de obra –o parágrafo 3º do artigo 4º é muito claro na vedação da intermediação de mão de obra– e o funcionário da empresa terceirizada terá os mesmos direitos de higiene, segurança e salubridade dos funcionários da contratante da terceirizada, como especificado no artigo 13.
Finalmente, o artigo 15 do PL estabelece que a “responsabilidade da contratante em relação às obrigações trabalhistas e previdenciárias devidas pela contratada é subsidiária, se ela comprovar a efetiva fiscalização de seu cumprimento, nos termos desta lei, e solidária, se não comprovada a fiscalização”.
Os cuidados para evitar abusos foram tomados. O PL representa importante item na modernização das relações trabalhistas e visa aumentar a eficiência produtiva de nossa economia.

Finalmente, o Leandro Narloch escreveu um artigo objetivo (e curto) sobre isso:

Quem ataca a regulamentação da terceirização costuma acreditar que as leis trabalhistas garantem direitos, que sem elas os trabalhadores estariam em situação vulnerável e precária. Essas pessoas precisam responder uma pergunta: por que os países com “melhores” leis trabalhistas exportam pessoas?
Ora, se as leis que protegem os trabalhadores têm o efeito esperado, veríamos ingleses migrando para a Espanha e Portugal, onde é quase impossível demitir alguém. Operários dos Estados Unidos, onde não há obrigação de aviso prévio, multa por rescisão de contrato nem férias remuneradas, atravessariam desertos a pé para chegar ao México, onde o custo médio de uma demissão é de 74 semanas de trabalho.
Mas o que vemos é o contrário: os trabalhadores fogem dos países com leis que os protegem demais. Há quase 200 mil portugueses e espanhóis trabalhando na Inglaterra, onde é muito fácil contratar e demitir. Cerca de 4 milhões de indonésios (segundo o Banco Mundial, um dos países onde é mais caro demitir) trabalham na Malásia, na Austrália e também em Cingapura, onde sequer há uma lei geral de salário mínimo.
Considere estes dois grupos de países:
1. Estados Unidos, Canadá, Austrália, Cingapura, Hong Kong (China), Maldivas, Ilhas Marshall.
2. Bolívia, Venezuela, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Tanzânia, Congo e República Centro Africana
Quem acredita na mágica das leis trabalhistas diria que elas são mais rígidas nos países do primeiro grupo. Afinal vivem ali os trabalhadores com melhor qualidade de vida no mundo. Na verdade, no grupo 1 estão os sete países que, segundo o Banco Mundial, têm as leis que menos azucrinam os patrões. Já o grupo 2 reúne os sete países que mais protegem os trabalhadores. Na Venezuela, a lei proíbe a demissão de que ganha até um salário mínimo e meio (o que faz funcionários terem medo de serem promovidos, pois os patrões costumam aumentar o salário para então demiti-los).
Por que multidões de imigrantes decidem ir trabalhar nos Estados Unidos e não na Venezuela ou na África, continente que reúne os países com leis trabalhistas mais protetoras?
Eu arrisco uma explicação: países com leis trabalhistas muito rígidas são geralmente lugares ruins para se fazer negócio. Lucro é considerado pecado; empresários são tidos como vilões. Pouca gente se aventura a investir ou abrir vagas de trabalho em lugares assim. Já os países onde as leis trabalhistas são mais leves costumam ter mais liberdade para empreender, tradição de respeito à propriedade, facilidade para investir e, por causa disso tudo, mais oportunidades para os pobres. É a facilidade de fazer negócios, e não um punhado de palavras escritas no papel, que garante direitos aos trabalhadores.

Ele resumiu brilhantemente a questão prática, que no Brasil é dificultada porque desde 1945 nós ouvimos essa falácia de “DIREITOS trabalhistas”. Na verdade, a expressão mais adequada é “OBRIGAÇÕES trabalhistas e apenas o direito de receber em troca péssimos serviços, como SUS, INSS etc”.

Vamos comemorar: temos direito a usar o sistema de previdência do governo, que está quebrado e paga uma mixaria depois que você passou 40 anos recolhendo mensalmente um percentual do seu salário. Mas se você for funcionário de certas estatais, é diferente, porque o brilhante governo desgovernado do PT arrombou o Postalis, a Previ e a Funcef. Pelo menos é o que já se sabe até agora, mas decerto em breve serão descobertos novos rombos causados pela incomPTência de corruPTos.

Este artigo indicado no twitt acima é brilhante: analisa a questão da terceirização sob a ótica da Teoria da Firma. Trata-se de artigo extenso, denso, que pode ser lido na íntegra AQUI. NÃO DEIXE DE LER. Mesmo.

Para finalizar, um “causo”: há alguns anos (foi em 2011 ou 2012, não tenho certeza) eu tinha uma empregada doméstica em casa, 4 dias por semana. Foi ANTES da aprovação da legislação que mudou radicalmente o mercado das domésticas. Eu fazia todos os recolhimentos de impostos, estritamente dentro da lei. Eu usava, na época, um software que baixei do site do Ministério do Trabalho, que já fazia os cálculos, emitia recibos e demais documentos etc.

Quando ela completou 1 ano de contrato, evidentemente, chegou o momento das férias. E ela estava empolgada porque iria receber PELO MENOS o dobro do salário – era isso que ela achava.

Quando paguei as férias dela, ela ficou decepcionada, porque imaginava que iria receber muito mais, porém o valor sofreu diversas reduções (abatimentos) em virtude dos descontos legais. A expressão de decepção no rosto dela foi triste – e cômica ao mesmo tempo. Ela mesma “reclamou” e aí eu expliquei que era a lei.

Eu, empregador, queria pagar mais. Ela, empregada, queria receber mais.

Contudo, havia entre as aspirações de cada um de nós um Estado, imenso, gordo, ineficiente, corruPTo, gastador, falido, um abocanhador voraz do dinheiro alheio. Eu jamais a contrataria “por fora”, pois a Justiça do Trabalho é implacável com um empregador levado a juízo – mas ignora os Josés Dirceus que recebem milhões de reais por uma “consultoria” prestada enquanto ele estava na cadeia.

Quem ataca o projeto de lei da terceirização quer que o trabalhador ganhe menos, desde que ele sustente um sindicato de ladrões; essa gente também não se importa que as empresas tenham seus custos majorados, pois eles já acham que empresário é o diabo disfarçado mesmo. E, para piorar, é uma gente estranha, que acha que o Estado é papai e mamãe. Lembram-se da máxima do fascismo de Mussolini? “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado“. Não é apenas mera coincidência, não.

Essa é a “linha de argumentação” dos defensores da CLT e dos sindicatos (que, aliás, recebem a contribuição sindical COMPULSÓRIA, ou seja, é mais um daqueles “direitos” que os empregados são OBRIGADOS a pagar, ainda que o sindicato não faça absoluta e rigorosamente nada por você).

Que gente estranha, né?!

Petrobras: corrupção, gestão temerária e prejuízo histórico

Na última Quarta-feira, finalmente, a Petrobras divulgou o balanço de 2014. O assunto dominou a imprensa nas últimas 24 horas. Foram produzidas inúmeras análises superficiais (e erradas), muita fumaça, muita espuma, pouco fogo e nenhum sabão.

Até mesmo o Valor Econômico publicou umas coisas bem ruins. Folha de São Paulo, coitada, está virando uma Caca CaPTal, então nem considero mais. O Estadão teve uma boa cobertura (clique na imagem para ampliar):

Balanço Petrobras 23 Abril 2015

Vou acabar escrevendo sobre os números da Petrobras, mas quero avaliar com mais calma as informações e dados do balanço. Ainda não tive tempo/oportunidade, mas chegarei lá.

Por ora, entretanto, o Antagonista produziu o melhor material sobre o assunto. Disparadamente.

Então, vou reproduzir abaixo alguns trechos. Caso o leitor queira ter um parâmetro, eu escrevi AQUI uma comparação entre a situação da Petrobras em 2002 (último ano do mandato de Fernando Henrique) e 2013 (último ano da gestão temerária do PT em que os dados contábeis estavam disponíveis). Adianto: provo naquele texto que o PT arruinou a Petrobras, sob TODA E QUALQUER ótica que se pretenda utilizar para a análise. José Eduardo Dutra, Sérgio Gabrielli, Lulla e Dilma foram o epicentro da devastação sofrida pela Petrobras. Estes 4 deveriam ser processados e punidos por crime lesa-pátrica.

Sobre o Lulla, especificamente, já começo com o vídeo que O Antagonista publicou:

– Paulo Roberto Costa, sentado ao lado de Graça Foster, representa o desfalque de 6,1 bilhões de reais por corrupção.

– O Comperj, assim como as outras refinarias mencionadas por Lula, de Abreu e Lima a Premium I e II, no Ceará e no Maranhão, simbolizam a desvalorização dos ativos de 44,3 bilhões de reais.

– Dilma Rousseff, presidente do Conselho da Petrobras, encarna aqueles 21,6 bilhões de reais de prejuízo da estatal em 2014.

– O nacionalismo politiqueiro de Lula camufla os 300 milhões de dólares roubados pelo PT para eleger sua sucessora.

Logo depois, O Antagonista explica detalhe por detalhe o caso:

O clipe de Lula no Comperj, reproduzido no post anterior, resume em 1’46” a rapina cometida na Petrobras.

A versão integral do discurso é ainda mais reveladora. É quase uma delação premiada de Lula.

Inicialmente, ele citou as autoridades presentes ao evento. Cinco deles estão sendo investigados pela Lava Jato:

1 – “Quero começar cumprimentando o companheiro Sérgio Cabral”.

2 – “Nosso companheiro Pezão”.

3 – “O ministro Edison Lobão”.

4 – “O nosso querido Paulo Roberto Costa, presidente em exercício da Petrobras”.

5 – “Nosso companheiro Jorge Sergio Machado, presidente da Transpetro”.

Em seguida, ele explicou os motivos daquele evento:

“Eu sei que tem algumas pessoas que estão perguntando ‘por que o Lula já visitou pela terceira vez o Comperj, se ainda a obra não está sendo construída, está na fase da terraplanagem?’ A primeira coisa que tem que compreender é que eu adotei como filosofia de vida aquela de que ‘é o olho do dono que engorda os porcos’. Então, eu tenho que estar presente sempre, para saber se as coisas que nós decidimos estão funcionando”.

Cinco anos mais tarde, as obras no Comperj continuam paradas, mas a filosofia de vida de Lula funcionou: os porcos engordaram um bocado.

Depois de falar sobre seus porcos, Lula disse que sabia da roubalheira em Abreu e Lima. Ele disse também que a roubalheira tinha de prosseguir:

“Se a gente não fica esperto, a obra da refinaria de Pernambuco estaria parada. Porque se levantou suspeita de sobrepreço em algumas obras. E foi para a comissão do Congresso, a comissão do Congresso colocou no anexo VI, e eu vetei, porque senão teria que ter mandado embora 27 mil trabalhadores”.

Lula esclareceu igualmente que, para engordar seus porcos, a ração teria de ser fornecida pela própria Petrobras:

“O companheiro Paulo Roberto Costa sabe, a Dilma Rousseff, como presidenta do conselho administrativo da Petrobras, sabe, o ministro Lobão, como ministro de Minas e Energia, sabe que, há cinco anos atrás, se dependesse da vontade da Petrobras, não teria nenhuma refinaria no Brasil”.

Outro porco do chiqueiro de Lula, Hugo Chávez, entrou na história:

“Numa visita de trabalho do presidente Chávez, conseguiu a parceria para a PDVSA se associar à Petrobras. Levamos três anos para construir essa parceria, porque a Petrobras e a PDVSA são duas grandes empresas, e duas moças bonitas no mesmo baile, elas sofrem uma concorrência natural entre elas, e nós demoramos muito para construir a engenharia do acordo que, graças a Deus, está pronto e está andando”.

Lula, a essa altura, introduziu o único assunto que realmente interessava:

“São bilhões de dólares, de investimentos. Se a gente for medir só o que a gente está fazendo, a gente vai ultrapassar os US$ 60 bilhões em refinaria neste país”.

E apresentou seus cúmplices:

“Aqui tem muitos empresários do setor da construção civil”.

O juiz Sergio Moro poderia usar o discurso de Lula como prova da Lava Jato. Ele mostra claramente quem era o chefe do esquema.

É isso mesmo: até o momento, o que se sabe é que graças aos delírios nacionalistas burros do Rei Lulla, que segue se achando uma divindade genial mas que não passa de um sub-produto da ignorância e falta de bom senso tupiniquim, um sindicalista de araque que se aproveita de gente mal informada e meia dúzia de deslumbrados sem noção do ridículo, o Brasil retrocedeu e a Petrobras foi desmantelada em prol da corrupção assombrosa que corroeu instituições, processos e pessoas – tudo em prol de um projeto de poder rastaquera, arquitetado por personagens ordinários como José Dirceu, José Genoíno e outros bandidos.