A insustentável ignorância do ser humano

A humanidade produziu mentes brilhantes.

A humanidade produziu pessoas inteligentes, espertas, perspicazes, de pensamento rápido, humor sagaz, capacidade de ser irônico ou sarcástico, pessoas que mudaram nossas vidas na ciência, na astronomia, na física, na matemática, na literatura, na música, nas artes em geral.
Milan Kundera, de cuja obra retiro a referência implícita no título deste texto, é um exemplo. Há inúmeros outros, muitos deles, aliás, reverenciados e referenciados neste blog, como John Nash, Steve Jobs, e por aí vai.

Mas, ao mesmo tempo, a humanidade produziu bosta.
Dilma Rousseff teve a insustentável ignorância do seu ser exposta sem piedade:

Eu nunca entendi por que diabos a presidente Dilma Rousseff tem a ambição de parecer uma pensadora, uma intelectual, uma estilista. Ela não é nada disso. Ao forçar a mão, acaba dizendo patacoadas estupendas, que concorrem um tanto para ridicularizá-la. Nesse sentido, Lula é mais prudente: transforma a sua ignorância em agressão aos adversários (especialmente FHC) ou em graça. Dilma tem a ambição de ser profunda. Aí as coisas se complicam. Ela concedeu uma entrevista ao jornal mexicano de esquerda “La Jornada”, publicada neste domingo.

A íntegra do artigo está AQUI. Se você quiser rir, leia. Se quiser chorar, leia.

Vou transcrever alguns trechos das bobagens absurdas, ridículas, patéticas que Dilma Rousseff disse – e tudo isso encontra-se publicado no site oficial do Paláco do Planalto, AQUI. Não basta produzir bosta em escala industrial, o Palácio do Planalto faz questão de publicar na íntegra as baboseiras esdrúxulas ditas pela ignóbil e tosca mandatária.
Vamos aos trechos selecionados:

Jornalista: Posso gravar?
Presidenta: Pode. Que não destaca e que uma das coisas, assim, que eu acho que eles… Uma das coisas que a mim, eu tive muito impacto quando eu vi, na época que eu fui a primeira vez, que foi em 1982, lá em (…), lá se vão muitos anos, eu vi, tinha uma reprodução da cidade indígena, e a cidade indígena, ela…
Jornalista: Tenochtitlán.
Presidenta: É Tenochtitlán, não é? Ela tinha uma estrutura de água e esgoto que, na época em que ela existia, na mesma época, não havia na Europa, não havia em lugar nenhum do mundo ocidental. Então, e você vê uma sofisticação imensa em toda a cultura, coisa que você, por exemplo, naquela época, em 82, eu desconhecia completamente. O Brasil vivia de costas para a América Latina, vivia de costas e olhava só os Estados Unidos e a Europa, e até a Rússia, mas jamais olhava para nós mesmos, não é? Então, eu fiquei muito impressionada com isso. […]
Jornalista: Chichén Itzá.
Presidenta: É Chichén Itzá. Eu fui em Chichén Itzá, que é maior que as duas, do que a do Sol, a da Lua necessariamente, mas do que a do Sol também, é impressionante a Chichén Itzá, e também todo o conhecimento astronômico, a precisão do conhecimento astronômico. Para você ter aquela precisão, tem de ter um certo domínio razoável da matemática para aquele tipo de precisão que eles tinham. E como uma civilização, para ter aquele tamanho, tinha dominado pelo menos uma questão: tinha dominado a questão da alimentação, não é? Porque senão você não tem uma civilização daquele porte. E o que é destacado de forma bastante simplória para nós? É destacado sacrifícios humanos, numa visão, eu acho, preconceituosa, contra aquela civilização que tinha um padrão de desenvolvimento e de desempenho que nós não conhecemos. A nossa população indígena não estava nesse nível de desenvolvimento.
A mesma coisa o Inca, não é? Mas lá é mais, era mais avançada, a mais avançada de todas. E não era Asteca, não é? Eles não sabem, eles chamam de Tolteca, Olmeca.
Jornalista: Maia.
Presidenta: A Maia é mais embaixo, é ali na península do Yucatán, não é?
Jornalista: Isso.
Presidenta: Mas a do centro do México, ali, ali na…
Jornalista: Essa é Asteca.
Presidenta: Essa é Asteca? Não é Tolteca, não é… Porque…
Jornalista: Não, Tolteca é mais…
Presidenta: Não, me diz o seguinte: as duas pirâmides não são astecas?
Jornalista: Não, totalmente, não. Mas eu também não sou expert em…
Presidenta: São… Segundo… Por exemplo, eu fiquei estarrecida, então corri atrás para saber. Segundo se sabe, é de uma civilização anterior.
Jornalista: Anterior, claro.
Presidenta: Anterior.
Jornalista: Que os Astecas dominaram pela sua vez.
Presidenta: Que os Astecas dominaram.
Jornalista: Exatamente.
Presidenta: Porque os Astecas, eles dominaram civilizações que tinham em torno. Inclusive isso explica, em parte, a questão de eles terem, dos espanhóis terem conquistado ali, a cidade do México, e aplastado, porque aplastaram.

Ok, o “jornalista” também não é exatamente uma, digamos, “mente brilhante da humanidade” – muito pelo contrário – , mas a Dilma consegue extrapolar a ignorância aceitável para um retardado mental nesta “entrevista”. Sigamos:

Presidenta: Não, com a civilização. O que é uma coisa inimaginável é uma pessoa, não é? Uma coisa que eu pensei assim, sempre: o que é que sentiu um integrante, um homem ou uma mulher daquela civilização, quando vê ela sendo implacavelmente destruída, implacavelmente, sem deixar traço. Era isso que era o objetivo. Por isso é que eles… Eu acho… Outro dia me perguntaram: o que você quer visitar?

Neste trecho fica em evidência aquele problema que nos debates causou tantos casos de vergonha: Dilma é incapaz de concluir um raciocínio.
Bom, quem não tem nenhum, vai concluir como, não é?!

Presidenta: E tem uma, tem uma pintura dela que eu acho genial, é… como é que é? Natureza Morta… Ai, eu tinha de lembrar a palavra. Natureza Morta… é uma contradição em termos: de que que é o quadro? É uma natureza morta? Rodando, você entendeu? É o stand still a Natureza Morta, aí a Remedios Varo vai lá e faz… ela bota uma mesa e os componentes da natureza morta estão girando. O nome é interessantíssimo. O nome tem uma certa, uma certa ironia.
E ela tem também um que é: Tecendo… Eu não vou lembrar os nomes. Tecendo o Fio do Tempo, uma coisa assim. E lá em cima uma porção de mulheres tecendo o tempo e a realidade. Ela é… A Remedios Varo é…

Adoraria se alguém pedisse que a Dilma traduzisse o que ela quis dizer nesse trecho. E duvido que ela consiga entender.

CHEREACA_2015-Mar-09

A vergonha segue:

Presidenta: É. Eu acho que Brasil tem muito a ganhar com essa aproximação cultural. Porque tem uma riqueza na cultura mexicana que ela valoriza o que nós temos, também, você entende? Ela é… Por que, o que eu senti? Eu senti orgulho do Continente, orgulho da América Latina. Então, eu acho que ela mexe muito com a sua autoestima. Então, tem isso também: mostrar que houve aqui, aqui, uma civilização daquele tamanho.
Jornalista: Talvez, Presidenta, talvez, a partir da identidade podemos construir uma nova unidade latino-americana.
Presidenta: Sem dúvida. Mas é sobre isso que nós estamos construindo uma nova identidade latino-americana. O que eu vejo nas reuniões das cúpulas latino-americanas? De todas. Como eu te disse, no caso do Brasil é muito forte, porque o Brasil estava de costas para os seus vizinhos e para o seu continente e achava que tanto a Europa como os Estados Unidos era o que nós devíamos nos relacionar. Não que não devamos, pelo contrário, devemos. Mas nós temos um compromisso – e eu acho que isso mudou a política externa do Brasil –, nós temos um compromisso com a América Latina e com a África. Esse é um compromisso que nós temos pela nossa identidade cultural.
Porque o Brasil… Vocês têm uma forma diferente. No nosso caso tem um componente africano muito forte, e nós temos de valorizá-lo e olhar para ele com toda a importância que ele tem, na formação do homem e da mulher do Brasil, e da nação brasileira.
Agora, eu acredito que um momento importante da história recente do Brasil foi o fato de a gente ter construído esta relação. E acho que uma parte importante dessa relação tem de ser estreitada, que eu acho que é do Continente Sul-Americano com o México. Porque o México é a maior nação que está no Hemisfério Norte. E de todas as nações que tem dentro desse continente, é uma das mais ricas, culturalmente falando. Não é só economicamente, é culturalmente falando. E essa relação interessa, eu acho, para o Brasil.
Eu vou ao México com uma consciência muito forte da importância que o México tem na formação de uma relação e de uma unidade latino-americana, que respeita diferenças, viu? Que tem de respeitar diferenças.

São muitas, muitas!, bobagens. Não coloquei a entrevista toda num Word da vida, mas calculo que haja pelo menos umas 10 páginas de bosta.

Em suma: a Dilma é um poço sem fim de burrice. Mas vejamos pelo lado bom: ela tem eleitores bastante parecidos com ela!

2015-02-28 14.55.37

HumansofPT_2015-Mar-09

2015-03-08 23.58.53

2015-03-06 21.10.39

Militontos_poek

HumansofPT_2015-Mar-06

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Militontos_xx

Militontos_xxx

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