Abaixo à hipocrisia e à burrice da APAS (4)

Antes de mais nada, peço ao leitor que veja este vídeo (é curtinho!):

Agora, vou transcrever um trecho de uma matéria (por sinal, muito superficial) que a Folha publicou (cuja íntegra está AQUI):

Por que a Apas vai banir as sacolas plásticas descartáveis dos supermercados?
João Galassi – É demanda da sociedade. Queremos substituir sacolas descartáveis por reutilizáveis. A questão é de mudança de hábito e adequação ao uso de alternativas, como caixas de papelão, carrinhos de feira etc.

A sacola biodegradável custa R$ 0,19. Por que o supermercado não banca a despesa?
Galassi – O ponto é a descartável por uma reutilizável. A de R$ 0,19 é um paliativo em um momento transitório.

Folha – Quanto os supermercados economizarão?
Galassi – Toda a cadeia tem economia. Em São Paulo, será de R$ 200 milhões ao ano, pois 6,6 bilhões de sacolas deixarão de ser produzidas. A sacola de R$ 0,19 será revendida sem nenhuma rentabilidade, com margem zero.

Percebe-se que o Sr. João Galassi, além de expressar-se com uma clareza ímpar, também tem o hábito de mentir.

Primeira coisa: DEMANDA DA SOCIEDADE?????
AONDE????
Como foi que ele chegou a esta conclusão?
Se tem alguém que NÃO foi consultado sobre esta iniciativa hipócrita da APAS foi justamente o consumidor!
Segunda coisa: ele esquivou-se de responder por que os supermercados não arcarão com o custo da tal “sacola biodegradável”. Por quê?
Simples: porque esta campanha hipócrita nada é senão um subterfúgio estúpido para aumentar a margem dos supermercados, ao excluir um custo – as atuais sacolinhas plásticas.
Terceira: ele não soube responder por que o consumidor não perceberá redução nos preços dos itens adquiridos nos supermercados, apenas e tão somente porque esta redução jamais virá.
Dizer que vão investir em “programas de sustentabilidade” significa, em português claro, o seguinte: investirão uns R$ 5 milhões no primeiro ano, apenas em propaganda e comunicação para tentar enganar alguns tolos, fazendo-os acreditar que a APAS e os supermercados estão preocupados com o meio ambiente. O resto, vai servir para aumentar a rentabilidade dos supermercados (nada contra), em detrimento da comodidade e preocupação com o cliente (TUDO CONTRA!).
Trocando em miúdos, o que a APAS está propondo como “solução” para tirar o planeta do sufoco e garantir a “sustentabilidade” é uma ação na qual os supermercados entram com o pé, e os consumidores, com a bunda.


PS – Este vídeo, abaixo, a despeito de conter erros nos cálculos, resume bem o que REALMENTE é relevante nesta campanha que a APAS, hipocritamente, está chamando de “Vamos tirar o planeta do sufoco”:



Abaixo à hipocrisia e à burrice da APAS (3)

Mais um post tratando da campanha de banimento das sacolinhas plásticas em São Paulo – e a APAS resolve usar justamente a data do aniversário da cidade para dar este “presente”…. Irônico, não?!
Alguém aí já ouviu falar em “cavalo de Tróia”????
Bom, tenho trocado algumas mensagens com pessoas favoráveis e outras, contrárias ao banimento das sacolinhas dos supermercados.
Acho cabível esclarecer uma coisa: eu, pessoalmente, não serei MUITO afetado pela mudança, pois tenho o hábito de comprar pela internet – sim, recorro ao Sonda e ao Pão de Açúcar para poder comprar via internet e receber os produtos em casa. Carnes, queijos, enlatados, itens de limpeza, congelados, leite, Coca, cerveja…. Tudo, enfim.
Porém, vez ou outra, passo no supermercado voltando para casa – e, neste momento, o supermercado que não oferecer as sacolinhas para que eu, cliente, tenha a conveniência de carregar minhas compras sem ter que colocar carnes e queijos numa caixa de papelão cheirando a Omo, vai perder o cliente potencial.
Largo tudo no caixa – sem pagar, obviamente – e vou embora.
Não tenho dúvida de que outro supermercado vai me oferecer uma forma (menos burra e menos hipócrita) de transportar minhas compras.
Todavia, esta campanha tosca (que conta com o apoio da Prefeitura de SP e do Estado) tem um toque de tutela na vida do cidadão que me deixa indignado.
Como se não bastasse, ela parte de premissas completamente equivocadas, e pretende sensibilizar pessoas menos informadas alardeando um viés de “defensora do meio-ambiente” que, na prática, não tem.
Não tenho nada contra preservar o meio-ambiente – pelo contrário.
Contudo, não aceito ser tratado como um otário, ou como um burro desinformado que acredita em todas as mentiras (algumas, decerto inocentes; outras, certamente, cheias de má-fé) que a APAS está contando para tentar justificar o injustificável.
Isto posto, acho importante destacar os motivos que sustentam afirmar que esta campanha da APAS é BURRA. Vamos lá:
1) Substituir as atuais sacolinhas pelas sacolinhas feitas de amido (ou qualquer outra matéria-prima) supostamente “sustentável” não vai melhorar a situação dos bueiros entupidos e afins por uma razão simples: QUEM NÃO TEM EDUCAÇÃO SUFICIENTE PARA JOGAR LIXO NO LIXO VAI CONTINUAR JOGANDO SACOLINHAS “SUSTENTÁVEIS” NA RUA. 
A menos que elas decomponham-se em alguns minutos (o que não é o caso – parece que, na melhor das hipóteses, precisam de 2 anos para isso), os bueiros seguirão entupidos. Convenhamos: São Pedro não vai ficar dois anos esperando a decomposição das sacolinhas de amido antes de mandar a próximo chuva que vai sobrecarregar os bueiros entupidos de sacolinhas “eco-friendly”. Ou vai????
A burrice da campanha não reside APENAS no problema da educação, mas isso é crucial.
Se a informação da Folha não estiver incorreta, uma latinha de alumínio demora mais de 1.000 anos para se decompor (íntegra da reportagem AQUI).
Confesso: morando há 36 anos em SP, eu já cansei de ver gente jogando latinhas de cerveja, refrigerante ou qualquer outra bebida em locais impróprios (ruas, praças etc).
Isso é motivo para proibir a venda das latas???????
Me poupe dessa burrice, né, APAS?!

Vamos banir dos supermercados os shampoos e desodorantes vendidos em embalagens de plástico, pneus, sachês de molho do tomate, sacos de açúcar, arroz, feijão, farinha etc ?! Tudo que é embalado em vidro será banido também?

Se a APAS e os supermercados que estão bancando esta campanha hipócrita estivessem preocupados com o meio ambiente, do jeito que estão afirmando, eles fechariam as portas, pois 90% do que vendem causa mais danos ao meio-ambiente do que as sacolinhas – especialmente se a população não tiver a educação e a civilidade de jogar lixo no lixo.

2) No caso dos aterros e lixões: mudar da sacolinha X para a sacolinha Y não vai mudar o fato de não haver, em SP, locais adequados para receber as sacolinhas “sustentáveis”. A mesma reportagem da Folha supracitada informa que estas sacolinhas precisam de 180 dias para virarem matéria orgânica DESDE QUE SEJAM ENCAMINHADAS PARA UMA USINA DE COMPOSTAGEM.
Será que a APAS sabe informar aos clientes dos supermercados quantas usinas de compostagem existem no Estado de São Paulo????
Certamente eles não sabem. Mas eu digo: QUATORZE.
Na cidade de São Paulo, são DUAS.
(Rápido adendo: perto da minha casa havia uma usina de compostagem, que foi fechada por pressão dos moradores da região, devido ao meu-cheiro, ratos, baratas, insetos e afins que perturbavam os moradores; os detalhes estão AQUI. Fim do parêntesis.)

Todo o lixo recolhido no Estado (e na cidade) é levado para estas usinas de compostagem? Não.
Então, se um ecochato-xiita tem sua sacolinha “sustentável” levada para um destino que não tem condições da fazer a compostagem do lixo, tanto faz se ele pagou R$ 0,20 por ela, se ele acha que está protegendo o meio-ambiente etc. Não está.
Trocando em miúdos: foda-se.
O meio-ambiente também se fodeu – mas a APAS não está preocupada com isso.
3) O site da campanha mentirosa, burra e hipócrita da APAS (já dei o link nos posts anteriores, não preciso repetir mais uma vez) afirma que o uso das sacolinhas de amido de milho NÃO irá acarretar aumento do preço dos alimentos que usam milho em sua composição.
MENTIRA.
BURRICE.
BOBAGEM.
Qualquer pessoa que tenha carro flex sabe que nos últimos 2/3 anos o preço do etanol subiu tanto que tem sido mais vantajoso abastecer com gasolina.
Por que isto ocorreu?
Lei da oferta e demanda. Economia pura, simples, elementar.
Conforme aumentou a venda de carros flex, aumentou também a demanda pelo etanol – que era barato até o momento em que houve o aumento da demanda….. Inobstante, o preço do açúcar também aumentou, então muitas usinas preferiram produzir açúcar ao invés de etanol.
Percebe, leitor?!
Estamos falando de um ciclo vicioso. Hoje, devido à baixa quantidade de sacolinhas de amido de milho, ainda não existe impacto na demanda desta matéria-prima.
Porém, caso as atuais sacolinhas plásticas sejam TOTALMENTE substituídas, a demanda pelas sacolas de amido vai explodir (mais até do que no caso do etanol, pois ali havia outras alternativas – gasolina e diesel -, coisa que praticamente não acontece no caso das sacolinhas).
Quando aumenta a demanda por um bem/serviço, o preço deste bem/serviço aumenta também. Se o aumento será diretamente proporcional ou não, vai depender da elasticidade-preço do bem/serviço em questão – mas que vai aumentar, vai.

Vai haver maior demanda pelo amido de milho, o que vai encarecer alimentos que usam amido de milho em sua composição….. Um ciclo vicioso. Resultado: aumento de preços.
O consumidor que hoje aceitar de cabeça baixa a imposição da APAS está assinando um atestado de que está disposto a pagar mais caro pelos alimentos futuramente.
Vou seguir “destrinchando” esta campanha idiota da APAS, em breve.
Por ora, recomendo aos leitores que AJAM.

Como?

PRIMEIRO – No supermercado, EXIJA as sacolinhas (que estão embutidas no preço de todos os produtos que são comprados), sem cobrança adicional. 

SEGUNDO – Assine e divulgue este abaixo-assinado protestando contra esta campanha ridícula da APAS.

E, para finalizar, recomendo a leitura DESTE TEXTO, para refletirmos sobre demagogia, problemas reais, meio ambiente etc. Garanto que a leitura compensa!

Abaixo à hipocrisia e à burrice da APAS (1)

Quero tratar desta campanha BURRA E HIPÓCRITA criada pela Associação Paulista de Supermercados (APAS), que pretende, a partir do próximo dia 25/01, banir o fornecimento de sacolas plásticas nos supermercados de SP.
Reuni uma série de informações e links, e pretendo usar aos poucos.

Por ora, recomendo que o leitor informado, que não queira ser ludibriado por uma campanha tão cretina como esta tome duas atitudes:
1) Participe do abaixo assinado contra esta campanha – basta clicar AQUI.
2) Exija, quando for ao supermercado, que o estabelecimento forneça gratuitamente as sacolinhas com as quais estamos acostumados. O consumidor tem mais poder do que imagina – basta saber exercê-lo.

Inicialmente, recomendo esta leitura AQUI.

E, para divertir (e instruir), veja o vídeo abaixo:

O preço do etanol matou a sustentabilidade

Eu sempre disse, em aulas inclusive, que a “sustentabilidade” não passa de um modismo, um exagero.
Uma afirmação que eu já fizera aqui no blog, para comprovar isto, é que ninguém compra carro flex ou mesmo escolhe abastecê-lo com etanol por causa da preocupação com o meio ambiente – a razão é obviamente pecuniária, ou seja, DINHEIRO.

Esta matéria, que li na FOLHA, comprova claramente isso:

A disparada do preço do álcool nos últimos meses já produz efeitos diretos no consumo. De acordo com o diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Allan Kardec Filho, houve redução de 25% na demanda por álcool em janeiro, na comparação com dezembro. “Desde outubro, o preço do álcool vem subindo, e o consumidor que tem carro flex tem recorrido mais à gasolina. O álcool já perdeu sua vantagem em quase todo o Brasil, com exceção do Mato Grosso”, afirmou, durante divulgação dos dados relativos ao mercado de combustíveis em 2009.

Kardec destacou que, a partir da segunda quinzena de março, espera-se recuperação do consumo do álcool, à medida em que os preços comecem a cair com a colheita da safra de cana-de-açúcar. Levantamento da ANP mostra que o preço do álcool combustível subiu 13,96% em 2009.
A gasolina teve variação bem menor, ficando 1,23% mais cara. Já o óleo diesel barateou, apresentando redução de 6,17%, segundo pesquisa feita em postos de combustíveis de todo o país.
No total do mercado em 2009, no entanto, o álcool seguiu em firme trajetória ascendente. O chamado álcool puro (álcool hidratado) teve o consumo ampliado em 23,9%. Somado ao álcool anidro, totalizou 22,8 bilhões de litros em 2009, mantendo-se à frente da gasolina A (sem adição de álcool anidro), cuja demanda somou 19 bilhões. Se o anidro for acrescentado, o consumo chega a 25,4 bilhões de litros.

Dentro da matriz de consumo veicular de combustíveis, o álcool ganhou participação, respondendo por 20,6% do total. Em 2008, significava 18,2%. O quadro completo mostra uma matriz com maior participação de combustíveis renováveis.
O biodiesel, por exemplo, que detinha 1,3% de participação na matriz em 2008, representou 1,7% no ano passado.
Por outro lado, o óleo diesel perdeu participação: significou 50,2% do total em 2009, ante 52,6% no ano anterior.  A gasolina seguiu ritmo parecido, e representou 25,7% da matriz veicular de combustíveis em 2009. No ano anterior, significava 26,1% do total.

Como eu sempre disse: o que sustentou o aumento do consumo do etanol (álcool) foi o preço. Quando o preço subiu (sequer importa a CAUSA desse aumento), o consumo caiu.

Então as pessoas acharam o preço do álcool mais importante do que a “sustentabilidade”????


Puxa, que supresa!!!!!!!

Dados deturpados: as falácias do IPCC

Como o termo “sustentabilidade” virou mantra, somos obrigados a aturar centenas de publicações que citam o IPCC, e os dados/previsões feitos por este órgão da ONU. Aliás, já percebi que os recém convertidos a defensores da “sustentabilidade” ignoram não apenas o que vem a ser exatamente a tal “sustentabilidade”, mas ignoram também o que significa IPCC.
Uma dica: “Intergovernmental Panel of Climate Change”.

Pois bem, eis a matéria que li na Folha de ontem:

O IPCC, o painel do clima das Nações Unidas, sofreu mais um golpe ontem. O governo da Holanda apontou mais um erro no relatório do painel sobre os impactos do aquecimento global, dizendo que um dado que forneceu ao grupo foi mal interpretado.
O IPCC afirmou que está verificando o assunto.

No relatório, o painel do clima afirma que 55% do território holandês já está abaixo do nível do mar. “Deveria estar escrito que 55% da Holanda está sob risco de inundação”, afirmou em comunicado a Agência Holandesa de Avaliação Ambiental: 26% do país está abaixo do nível do mar e 29% está sob risco de alagamento por rios. 
Seria apenas uma trivialidade -a própria agência emenda que a Holanda é sensível à mudança climática e que a “redação incorreta” do IPCC não muda essa conclusão-, se o painel do clima e seu presidente, Rajendra Pachauri, já não estivessem na berlinda.

No mês passado, Pachauri veio a público admitir que havia um erro numa previsão que consta do relatório de que as geleiras do Himalaia derreteriam até 2035. No fim do ano passado, quando o governo indiano questionou a informação, Pachauri insistiu em que ela estava correta. A origem do dado era uma reportagem.
Na semana passada, outro problema apareceu: uma informação sobre a porção da Amazônia sensível a mudanças no regime de chuvas foi extraída de um relatório do WWF, não de um artigo da literatura científica -embora neste caso a informação esteja correta.
E uma reportagem do jornal britânico “The Guardian” publicada no dia 1º afirma que o britânico Phil Jones, um dos cientistas do painel, escondeu falhas em dados de temperatura de uma estação meteorológica chinesa que usou em seu trabalho. 
Jones já havia renunciado a seu posto de diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia depois que um arquivo de e-mails supostamente roubado por negacionistas do aquecimento global revelou conduta duvidosa dele e de colegas.

A sequência de problemas fez cientistas do próprio painel e ambientalistas pedirem a renúncia de Pachauri. O indiano disse anteontem, numa entrevista à TV britânica BBC, que não pretende sair. Ontem, recebeu apoio do governo de seu país. “Como líder, ele é passível de responsabilização pela maneira como lida com óbvios desvios ocorridos sobretudo no grupo 2 [que lida com impactos]”, disse o físico Gylvan Meira Filho, da USP, ex-membro do IPCC. “Deveria renunciar.”

Um dos coordenadores do relatório do grupo 2, Ulisses Confalonieri, da Fiocruz de Belo Horizonte, diz que o indiano é um líder “muito hábil” e que o IPCC não é imune a falhas. “Se saiu um erro, erraram os autores e erraram os revisores.” Segundo ele, o problema é que o trabalho do painel tem uma visibilidade muito grande. “Qualquer passo em falso e todo mundo cai em cima, diz que é má-fé. Mas os instrumentos de análise têm incertezas, como qualquer coisa em ciência.”

Confalonieri cita um dado que ele mesmo mandou excluir do sumário executivo do relatório, por exagerado. “Era uma projeção da Organização Mundial da Saúde que dizia que 150 mil pessoas haviam morrido por impacto do clima na saúde. Mas a metodologia usada era muito incipiente“, lembra. Segundo ele, o trabalho do painel não sairá arranhado do episódio. “Pode haver uma perda temporária de credibilidade, mas depois ela se recupera.”

Reparem nos trechos com grifos (meus).
Estão diretamente relacionados àqueles problemas de METODOLOGIA utilizada em pesquisas, FONTES de dados (usar a WWF como fonte de um dado é o cúmulo do amadorismo!) etc….
São aquelas pequenas coisinhas, os “detalhes”, que destroem por completo uma afirmação.
Especialmente as afirmações catastróficas que o IPCC faz, para chamar a atenção.

Evidências e rigor

O blog do Clemente Nóbrega é um verdadeiro oásis de racionalidade no que tange às discussões em gestão. Tomo a liberdade de reproduzir um post recente:

Reparem como “rigor” pode ser a diferença entre vida e morte.
Os médicos que deram ontem a notícia sobre o estágio de “cura” do câncer da Dilma Russeff são bons.Têm mentalidade científica.Não os conheço mas respeito.Reparem o cuidado com que escolheram as palavras:
“Não há mais evidência de câncer”, foi o que disseram.
Isso é totalmente diferente de dizer: “Há evidências de que não há mais câncer” -o que equivaleria a :”A senhora está curada”. Nenhum médico digno desse nome diz isso porque sabe que é impossível detectar manifestações em todas células potencialmente cancerosas.
Em medicina,como em tantas outras instâncias do conhecimento, “AUSÊNCIA DE EVIDÊNCIA NÃO É EVIDÊNCIA DE AUSÊNCIA”. 
Leia de novo.
Não é jogo de palvras,é rigor científico que (neste caso) tem a ver com vida e morte.

Seria bom que o mesmo rigor fosse usado em gestão por exemplo, mas que nada! Aqui a gente prefere platitudes como “se você pode sonhar,você pode fazer”(claro que não pode!),ou fica perguntando “quem mexeu  no seu queijo”,ou cai nas garras de algum “líder servidor”, ou aceita sem pensar as charlatanices de quem promete riqueza baseda em “atitude”. 

Socorro! Tem algum médico aí?

Este “achismo” que INFELIZMENTE permeia a maioria esmagadora das discussões sobre administração (e estou incluindo, no rol, o marketing) gera problemas graves.

Outro dia um aluno meu estava assistindo a uma “palestra” de um ilustre colega meu (professor), e após ouvir um petardo de ignorância proferido pelo ilustríssimo, me mandou um torpedo (SMS). A afirmação durante a palestra foi algo como “as melhores empresas com ações negociadas em bolsa estão neste patamar devido ao investimento em sustentabilidade”.
Muita ignorância junta, não ?!

Quer dizer que a CAUSA da situação confortável das ações destas empresas é a sustentabilidade ?
Usando a linha de raciocínio apontada (muito corretamente) pelo Clemente, aonde estão as evidências disso ?!
Há uma diferença BRUTAL entre dizer que as empresas que estão melhor posicionadas na bolsa investem em “sustentabilidade” (seja lá o que isto venha a significar), e afirmar que elas estão com boas posições na bolsa DEVIDO ao investimento em “sustentabilidade” (de novo: seja lá o que isto venha a significar).

A rigor, baseando-se apenas em evidências, ambas as afirmações são falaciosas.
Mas a segunda, além de falaciosa, é burra, pois sugere uma relação causa-efeito não apenas sem nenhuma comprovação mas propositadamente falsa.

O pior é que temos que conviver com afirmações deste tipo todos os dias.
E, para piorar ainda mais a situação, canso de ver “professores” cometendo o mesmo erro do achismo, afirmando estas bobagens ridículas.

Não é de se surpreender que eu acabe  vendo, em monografias e trabalhos de conclusão de curso, achismos equivalentes, muito frequentemente infestados de viés oriundo dos livrinhos de autoajuda rasteirinhos como os monges e queijos da vida…..

E quando saem estas besteiras sobre comportamento do consumidor, então ?! Putz, chove achismo……

Marketing do fim do mundo

Uma dica de leitura: AQUI.
O texto em si é ótimo – e os comentários são ainda melhores !!!!!
Eis um trechinho:

Essa “sustentabilidade” é um eufemismo ideológico para bom senso. Não gastar mais do que se tem, não sujar mais do que se pode limpar. Um bom começo seria economizar esses gastos astronômicos com a eco-burocracia e sua indústria do alarmismo.

Relatórios, papéis, consultores, seminários, almoços, ONGs e mais ONGs estão consumindo com voracidade os recursos planetários e a paciência humana.

Os países da Cortina de Ferro destruíram seu meio ambiente com seu socialismo obscurantista. Bastou entrar um pouco de luz, liberdade e bom senso para a situação se reverter. O mundo está procurando (e encontrando) saídas econômicas e tecnológicas para a poluição. Foi assim com a camada de ozônio, com o ar das metrópoles (os índices de melhora nunca fazem barulho), com os agrotóxicos.

Mas isso estraga a onda do romantismo de aluguel. O marketing do fim do mundo fuzila tudo que o desminta.

Fique no escuro, se quiser. Mas cuidado, porque daqui a pouco vão te convencer a almoçar dia sim, dia não, para reduzir os gases na atmosfera.

Depois, sugiro este link AQUI.
Neste blog, um trecho me chama a atenção:

Para auxiliar na redução de energia, o brasileiro busca: adquirir produtos mais econômicos (89%) desligar aparelhos ao invés de deixá-los em stand by (86%); comprar produtos feitos de material reciclado (84%) e usar transporte público (80%). A média global das principais ações nesse sentido é de desligar eletrodomésticos na tomada e usar dispositivos mais econômicos; reduzir o uso de ar condicionado e aquecedores, além de reciclar o lixo.
98% dos brasileiros alegaram que trocariam de fornecedor se um produto fosse certificado, com o objetivo de impactar menos as mudanças climáticas, contra 90% no mundo.
Dados do Brasil mostram que nos últimos doze meses consumidores trocaram de fornecedores (ex. automóveis, vestuário, alimentos, eletroeletrônicos), levando em consideração as mudanças climáticas, com a avaliação das seguintes ações: 48% pelo melhor uso de materiais reciclados, 40% pelo melhor uso de materiais mais amigáveis com o meio ambiente e 39% pelo melhor uso de materiais biodegradáveis.

Mais uma daquelas pesquisas sem pé nem cabeça: você, caro leitor, conhece alguém, uma única pessoa que seja, que prefere pegar ônibus DEVIDO À PREOCUPAÇÃO COM O MEIO AMBIENTE ?
Veja: eu conheço pessoas que pegam ônibus por vários motivos – desde o mais óbvio, como “é o único meio de transporte que tenho à minha disposição” – até como alternativa ao rodízio (no caso de São Paulo). Eu mesmo, quando vou dar aula na zona leste, deixo o carro na Barra Funda e vou de metrô.
Mas é só para evitar o trânsito infernal da Marginal Tietê ou da Radial Leste – não tem nada a ver com “evitar a poluição”.

Petardos de "iguinorânssia"

O destino é cruel.
Particularmente comigo.

Não pretendia retomar este assunto tão cedo, mas ontem tive que buscar alguns artigos sobre “sustentabilidade”, para ajudar minha orientanda (Eliana).
E sempre que busco textos sobre este assunto, acabo me deparando com verdadeiros petardos de “iguinorânssia”.

O primeiro é ESTE AQUI.
Se formos acreditar no que está escrito logo na primeira página, a autora tem mestrado. Para uma pessoa com pós-graduação completa, escrever tão mal é uma vergonha. Ainda que desconsiderássemos a falta de estilo, o pior mesmo é cometer tantos e tão graves erros de português.
Ainda na primeira página, o arquivo dá a entender que o trabalho foi premiado no concurso do Ethos. Porém, no site do Prêmio Ethos (http://www.premioethosvalor.org.br/), o trabalho citado no categoria de pós-graduação, na 5a edição do prêmio, é outro.
Não sei se a autora mentiu, ou se houve algum erro. Mas isso é o menos importante.

Ao ler o artigo propriamente dito, é fácil perceber que a autora não apresenta nenhuma definição para os principais conceitos, e infesta o texto com achismos e mais achismos.
Uma verdadeira lástima.
Só para ficar em um exemplo, veja o último parágrafo da página 5: um monte de afirmações taxativas, mas NENHUMA fonte.A ruindade já começa no título, que é redundante e não esclarece nada – parece ter sido redigido pelo meu priminho de 4 anos.

Vou “pescar” um trecho do artigo que me fez rir:

Hoje, tornou-se bastante comum o uso das ferramentas tradicionais de marketing pelas empresas, principalmente, quando possuem concorrentes. O consumidor, por sua vez, passa a ter variadas marcas de mesmo conteúdo em sua mente, sejam eles de valor racional (composição, qualidade, preço), ou subjetivos de signos e significados (beleza, embalagem estética, o melhor, traz felicidade). Assim, apenas ter o maior conjunto de ofertas dentro das tradicionais ferramentas de marketing não é mais diferencial.
Com a mudança do mercado e a ampliação de ofertas, o cliente não é mais fiel a uma única marca, principalmente se ela não demonstrar uma quantidade maior de valores que os já tradicionais. Como lembra Ottman (1997) os indivíduos estão agindo de acordo com seus valores quando exercem o poder de suas decisões de compra. Tudo isso tem levado as empresas a repensarem seus processos e suas filosofias, sob pena de perder mercado e capital.

Vou deixar de lado os erros de redação, e tratar apenas dos erros conceituais – que, obviamente, levam a conclusões equivocadas.
A afirmação “apenas ter o maior conjunto de ofertas dentro das tradicionais ferramentas de marketing não é mais diferencial” é ridícula – e meus alunos sabem disso. Sempre discuto isso depois de vermos o filme do Porter, que trata de estratégia.
É muito simples: esta afirmação (que, além de tudo, NÃO é acompanhada de nenhuma fonte de referência, o que, por si só, basta para invalidá-la) pode ser verdadeira para alguns mercados/setores, mas para outros, não.
Isso é tão óbvio, tão ridiculamente básico !
Mas quem lê o texto e não se dá conta disso, pode ser levado a conclusões equivocadas.
Aliás, ler este texto já é uma decisão equivocada, de tão ruim que ele é !!

A pobre autora deste petardo prossegue seu deplorável textículo misturando conceitos.
E, pior, ignora debilmente a função da metodologia de trabalhos científicos.
Ela faz uma afirmação, mas não oferece NENHUMA comprovação. Apenas um exemplo do achismo:

Cresce, a cada dia, o número das empresas que exploram suas posturas ambientalmente corretas em comunicações institucionais, como forma de diferenciação no mercado. Esse novo comportamento é incentivado por veículos de comunicação, associações, conselhos e institutos, que criam prêmios, selos e certificados como forma de incentivar empresas a buscar uma atuação que leve em conta a conservação dos recursos naturais com que se relacionam no seu processo de produção.

Por acaso a autora fez algum tipo de levantamento amostral que indique o crescimento do número de empresas que exploram suas posturas ambientalmente corretas ?
Cadê o levantamento ?
Qual foi a metodologia adotada na referida pesquisa ?
O leitor deste petardo fica sem saber.
Será que o achismo da autora é suficiente ?

Mais um achismo:

As empresas estão buscando adotar posturas social e ambientalmente corretas (FIGURA 2) acreditando que essa comunicação de marketing venha a agregar valor diferencial para suas marcas.

Quais empresas ?
Qual a fonte da afirmação ?
Quais países foram pesquisados ?
Quais tamanhos de empresas ?
Quais setores econômicos ?
O coitado do leitor fica sem saber de nada disso.

Será que a Joana d’Arc Bicalho Félix nunca cursou uma disciplina de “metodologia de pesquisa” na Universidade Católica de Brasília ?
Será que ela jamais leu um trechinho de qualquer bom livro do assunto ?
Teria ela obtido seu mestrado sem ter feito uma dissertação que seguisse às normas de métodos de pesquisa ?

Nunca saberemos.
Em tempo: a mesma autora teve a falta de bom senso, a cara de pau, a petulância de escrever outro artigo (http://www.empresaresponsavel.com/links/UNIVERSITAS%20Ganhos%20de%20Mercado%20COM%20-%2026.05.04.doc), que é igualmente tão mal-escrito e oco quanto o primeiro.

 

Vamos, agora, ao segundo petardo: ESTE AQUI.
Perceba, caro leitor, que se trata de uma dissertação de mestrado.
O autor poderia (aliás, DEVERIA) ter tomado o cuidado de fazer uma revisão do texto, de forma a evitar trechos como “Os autores mencionados, conceituam o termo divulgação, como veiculação de informação.” (página 20).

Ao ler esta frase, lembrei de alguns dos meus alunos de primeiro ano da graduação, que, freqüentemente, separam verbo e sujeito com vírgula.

Mas, seguindo com o enterro, vamos ao conteúdo per se.

Quando enviei esta dissertação para a Eliana, fiz a seguinte recomendação a ela:

Se você resolver resenhá-lo, POR FAVOR, não cometa os mesmos erros, especialmente de concordância !!!!!
E, por obséquio, não coloque palavras nem afirmações nas obras de autores clássicos (o cara diz, no finalzinho da página 77, que o Theodore Levitt apontava o aumento da consciência do consumidor para com o meio ambiente, mas o Levitt nunca escreveu isso !!!!!!), ok ?!

Pois é…
Theodore Levitt, coitado, nem sabia que escrevera sobre “responsabilidade social” e “marketing social” em 1961 (quando publicou o artigo miopia em marketing).
Para um mestrando, NADA justifica distorcer afirmações de um autor, qualquer que seja este autor.
Porém, pior ainda é distorcer as afirmações de um autor/artigo clássico, como é o do Levitt.
Mais grave é distorcer as afirmações a ponto de torná-las a antítese da essência do texto original !!!!!

Vejamos aqui neste trecho (página 43 da dissertação):

No término da 2ª Guerra, as empresas se transnacionalizavam e passavam a adotar novos processos produtivos, desenvolvidos graças à tecnologia gerada durante o conflito.
Intensificava-se a busca de processos que pudessem suportar uma escala mundial, fazendo emergir grandes corporações multinacionais, industriais, estatais e financeiras. O lema era a máxima produção e o custo mínimo. Essa parecia ser a finalidade da atividade humana.
As empresas nesse período: “fixavam-se no próprio espelho, em vez de observar pela janela o que se passava do lado de fora”. Com esta afirmação, Levitt (1988, p.5) retrata bem a crescente desumanização resultante dessas estruturas organizacionais agigantadas.

Em primeiro lugar, o “lema” de máxima produção com custo mínimo vinha há tempos, e NÃO após a Segunda Guerra. Frederick Taylor, nos idos de 1900, já propunha este “lema”. O autor deste petardo de “iguinorânssia” certamente não pesquisou o suficiente para saber disso.

Pior do que esta afirmação ridícula, contudo, é usar um trecho supostamente atribuído ao Levitt para ilustrar a equivocada idéia do autor da dissertação – referente à desumanização das organizações.
O artigo do Levitt trata da miopia das empresas em relação à observação dos anseios dos consumidores, e não tem NADA a ver com desumanização das empresas e “responsabilidade social”. Porém, a citação está justamente sob a rubrica “2.2. A responsabilidade social”.

Mais do que apenas um errinho de digitação ou congênere, isso é a mais grave desinformação absoluta ou, então, pura má-fé.

Ainda tenho um terceiro petardo da “iguinorânssia” para comentar, mas este fica para uma próxima vez.

Pois é, caro leitor…
Cada vez que me meto a ler qualquer coisa sobre sustentabilidade, mais e mais sou levado a crer que o assunto é INSUSTENTÁVEL.
Quanta ruindade !!!!!!!!!!

Férias (?)

Alguns podem pensar, erroneamente, que minha ausência dos blog foi devido a férias.
Ledo engano.

Confesso que estou bastante ansioso pelas férias, mas ultimamente andei soterrado pelo fechamento do semestre (e do ano).
Excesso de provas e trabalhos para corrigir (ahn, essa vida de professor!), orientações de TCCs, e outros afazeres têm me mantido tão ocupado que mal consigo ler e responder e-mails.

Aliás, só ontem fui ler a edição de 27 de novembro da Exame – e qual não foi minha “não-surpresa” ao me deparar com a seguinte matéria (na íntegra AQUI):

O executivo americano Ken Musgrave, chefe da área de design da Dell Computers – segunda maior fabricante de computadores do mundo, com faturamento de 61 bilhões de dólares em 2007 -, atravessa um labirinto de baias até chegar a uma sala com vários computadores sobre uma bancada. Seu objetivo é mostrar um dos produtos recém-lançados pela companhia.
Trata-se de um PC de mesa, mas que em nada lembra os desktops convencionais. Musgrave coloca o pequeno retângulo de acrílico vermelho ao lado de um PC normal, uma trivial caixa de alumínio cinza-chumbo. “Ambos têm as mesmas funcionalidades e capacidade de processamento”, afirma Musgrave, em pé, diante das duas máquinas. “A diferença é que o modelo novo tem quase um quinto do tamanho do antigo e, portanto, precisa de muito menos material para ser fabricado. Fora isso, consome quase 70% menos energia.”
O computador apresentado por Musgrave é considerado o que há de mais inovador do ponto de vista ambiental. “É o equipamento que melhor traduz o conceito de green IT (tecnologia da informação verde)”, diz David Daoud, responsável nos Estados Unidos pela área de pesquisas da consultoria IDC, especializada em tecnologia da informação.

Segundo Daoud, o produto é diferenciado por reduzir o impacto ambiental de variadas formas – na menor quantidade de energia que será consumida durante sua vida útil, na redução de materiais que o compõem e até na embalagem, que é 95% reciclável.

Para o empresário Michael Dell, fundador e presidente da companhia, o Studio Hybrid, como foi batizado o novo computador, é apenas um dos exemplos de como a Dell hoje incorpora o conceito de responsabilidade ambiental. “Nossa missão começa com o design, passa pela fabricação e pela distribuição do produto e só termina depois que ele é descartado após anos de uso nas empresas ou nas casas de nossos clientes’’, afirmou Dell a EXAME em seu escritório, em Austin, capital do Texas, onde fica a sede da empresa que criou há pouco mais de duas décadas. Nos últimos dois anos, Dell tem levantado a bandeira ambiental como nenhum outro empresário de seu setor.

Em junho de 2007, durante as celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente, anunciou o objetivo de transformar a empresa na companhia de tecnologia “mais verde do planeta’’, em suas palavras. Na época, a meta de Dell foi interpretada por analistas como uma jogada de marketing para conquistar clientes que valorizam a proteção ambiental.

Afinal, a companhia luta para voltar ao topo dos maiores fabricantes de computadores do mundo, posição em que permaneceu até 2006, quando foi desbancada pela rival HP. No ano seguinte, diante de resultados insatisfatórios aos olhos do mercado e de analistas, Dell se viu obrigado a retornar ao dia-a-dia da empresa após três anos de afastamento. Sua nova estratégia, além de responder a demandas ambientais, é transformar a imagem da empresa de uma fabricante de computadores corporativos sisudos numa marca moderna e de design “cool”.

A metamorfose é um imperativo para a Dell conquistar mais mercado no segmento doméstico, eleito recentemente seu alvo estratégico. A versão de Michael Dell é outra, claro: “Os danos ao planeta recaem sobre nós mesmos, seres humanos, e acho que temos de evitar que o mundo se transforme num lugar insuportável de viver”, afirma. “Fora isso, minha empresa leva meu sobrenome, e não quero vê-lo associado a problemas.” O sobrenome começou a ganhar fama em 1984, quando o então estudante de medicina de 19 anos na Universidade do Texas passou a vender computadores fabricados em seu dormitório e, em pouco tempo, tornou-se um dos maiores mitos da bilionária indústria de tecnologia mundial e um dos maiores exemplos da força do empreendedorismo americano.

O trecho em negrito (com cor diferenciada) mostra que a Exame CONTINUA confundindo o conceito de marketing com “propaganda enganosa”, exatamente como fizera algumas vezes antes (para os detalhes, ver AQUI e AQUI).

Alô, dona Cristiane Correa, Editora-Executiva da Exame: até quando a sua revista vai insistir nesse erro burro ??

Enfim, a Exame está a cada dia mais próxima de perder mais um leitor/assinante. A cada edição há menos e menos matérias sérias, que valham pelo valor cobrado…

A despeito da minha ausência, não poderia deixar de registrar a nova lei do SAC.
Uma ótima notícia.
Algumas leituras interessantes estão AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.

Pessoalmente, achei estas novidades, com relação ao SAC, excelentes.
Contudo, já foi possível perceber que as empresas, em sua maioria, não têm cumprido a nova regulamentação.
Os levantamentos que andei vendo indicam que a Telefônica foi a pior.

Alguma novidade nisso ?????
Eu mesmo já escrevera sobre a Telefônica, AQUI.

Na verdade, a Telefônica é uma das empresas que sabe que está acima do bem e do mal. Ela não precisa cumprir a lei, porque tem certeza de sua impunidade.
E, claro, quem paga o preço somos nós, consumidores.
A Telefônica não tem clientes, tem apenas otários que têm o azar de morar na região que ela, Telefônica, atende.
Isso é uma velharia. Que não parece que mudará.
Querem uma leitura interessante sobre a Telefônica ?! Ei-la: AQUI