O preço do etanol matou a sustentabilidade

Eu sempre disse, em aulas inclusive, que a “sustentabilidade” não passa de um modismo, um exagero.
Uma afirmação que eu já fizera aqui no blog, para comprovar isto, é que ninguém compra carro flex ou mesmo escolhe abastecê-lo com etanol por causa da preocupação com o meio ambiente – a razão é obviamente pecuniária, ou seja, DINHEIRO.

Esta matéria, que li na FOLHA, comprova claramente isso:

A disparada do preço do álcool nos últimos meses já produz efeitos diretos no consumo. De acordo com o diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Allan Kardec Filho, houve redução de 25% na demanda por álcool em janeiro, na comparação com dezembro. “Desde outubro, o preço do álcool vem subindo, e o consumidor que tem carro flex tem recorrido mais à gasolina. O álcool já perdeu sua vantagem em quase todo o Brasil, com exceção do Mato Grosso”, afirmou, durante divulgação dos dados relativos ao mercado de combustíveis em 2009.

Kardec destacou que, a partir da segunda quinzena de março, espera-se recuperação do consumo do álcool, à medida em que os preços comecem a cair com a colheita da safra de cana-de-açúcar. Levantamento da ANP mostra que o preço do álcool combustível subiu 13,96% em 2009.
A gasolina teve variação bem menor, ficando 1,23% mais cara. Já o óleo diesel barateou, apresentando redução de 6,17%, segundo pesquisa feita em postos de combustíveis de todo o país.
No total do mercado em 2009, no entanto, o álcool seguiu em firme trajetória ascendente. O chamado álcool puro (álcool hidratado) teve o consumo ampliado em 23,9%. Somado ao álcool anidro, totalizou 22,8 bilhões de litros em 2009, mantendo-se à frente da gasolina A (sem adição de álcool anidro), cuja demanda somou 19 bilhões. Se o anidro for acrescentado, o consumo chega a 25,4 bilhões de litros.

Dentro da matriz de consumo veicular de combustíveis, o álcool ganhou participação, respondendo por 20,6% do total. Em 2008, significava 18,2%. O quadro completo mostra uma matriz com maior participação de combustíveis renováveis.
O biodiesel, por exemplo, que detinha 1,3% de participação na matriz em 2008, representou 1,7% no ano passado.
Por outro lado, o óleo diesel perdeu participação: significou 50,2% do total em 2009, ante 52,6% no ano anterior.  A gasolina seguiu ritmo parecido, e representou 25,7% da matriz veicular de combustíveis em 2009. No ano anterior, significava 26,1% do total.

Como eu sempre disse: o que sustentou o aumento do consumo do etanol (álcool) foi o preço. Quando o preço subiu (sequer importa a CAUSA desse aumento), o consumo caiu.

Então as pessoas acharam o preço do álcool mais importante do que a “sustentabilidade”????


Puxa, que supresa!!!!!!!

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