Petrobras continua sendo prejudicada pela gestão temerária do PT

Começo direto com a notícia do Valor Econômico (íntegra AQUI), com grifos meus:

A produção de gasolina no Brasil caiu 10,3% entre janeiro e junho de 2015, comparado com o mesmo período do ano passado, apesar da entrada em operação da Refinaria do Nordeste (Rnest), que é especializada em diesel mas foi desenhada para utilizar 30% de sua capacidade para produzir gasolina. O que se vê nos dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) é que mesmo com a queda de 5,3% no consumo aparente do combustível no período, foram importados 1,97 milhão de metros cúbicos (m3) de gasolina nos seis primeiros meses de 2015, um aumento de 50,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

a produção de gasolina nas refinarias brasileiras caiu na mesma comparação. De janeiro a junho de 2014 foram produzidos 14,79 milhões de m3 de gasolina A, que é o combustível puro antes da adição de álcool. Em junho do ano passado a produção foi de 2,58 milhões de m3 mas esse nível de utilização não foi mantido. Até junho deste ano a produção acumulada foi de 13,27 milhões de metros cúbicos.

O que os números mostram é que não foi possível aproveitar o “fôlego” trazido pela queda do consumo provocado pelo freio na atividade econômica para reduzir importações desse combustível. O consumo aparente é resultado da soma da produção com importações, deduzidas as exportações do produto. Ao invés de reduzir importações de gasolina, a estatal continuou recorrendo ao mercado externo para suprir a menor produção interna de suas refinarias.

Mesmo com essa estratégia comercial da Petrobras de frear a produção das refinarias, o dispêndio do Brasil com importações de gasolina no período – a maioria feita pela estatal apesar de outros agentes também importarem – foi 12% menor no primeiro semestre deste ano (US$ 838, 7 milhões), contra US$ 953,3 milhões em igual período do ano passado.

Para Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), a redução da produção no parque de refino da Petrobras tem razões econômicas. “A arbitragem entre os preços nacionais e internacionais em 2015 criou um prêmio que fez ser melhor importar do que produzir. Já em 2014 a situação era inversa, ao invés de prêmio, havia defasagem de preços no Brasil”, afirma Pires.

O economista continua explicando que no ano passado, com o petróleo custando na faixa de US$ 100 o barril, era melhor utilizar a capacidade máxima das refinarias importando o mínimo possível, já que os combustíveis eram vendidos aqui com defasagem nos preços. “Em 2015 ela ganhou mais dinheiro não produzindo e sim importando. Se antes realizava uma perda com a defasagem, agora ela realiza um ganho”, afirma Pires. Ele observa ainda que 2014 as refinarias estavam operando no limite e agora acha que o critério de utilização pode ser mais seguro.

Em junho, o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, mencionou as exportações de gasolina como exemplo de retração do mercado ao responder sobre a possibilidade de novos reajustes. Na ocasião Bendine observou que a Petrobras estava fazendo exportação de uma carga de gasolina, dado que a expectativa de demanda [interna] era baixa. Em maio foram exportados 59.516 metros cúbicos de gasolina, o maior volume desde janeiro do ano passado, mas comparado com o conjunto do comércio da estatal, esses volumes não são expressivos.

Já as importações de gasolina começaram com 360,137 mil m3 em janeiro e aumentaram para 411,488 mil m3 em abril, voltando a descer em junho para 224 mil.

Sem explicar exatamente porque está produzindo menos, a Petrobras respondeu ao Valor que o nível de processamento das refinarias é definido mensalmente, buscando o melhor resultado econômico para a empresa. E que entre os fatores considerados estão os preços dos diferentes petróleos e derivados importados e exportados; a previsão da demanda de combustíveis a ser atendida pela Petrobras. E ainda a disponibilidade dos ativos de refino e logística, considerando paradas para manutenção; as paradas para manutenção; e o nível de produção de petróleo nacional, entre outros. “Cabe ressaltar que a Rnest está maximizando a produção de diesel”, esclareceu a empresa.

Apesar das importações de gasolina terem aumentado, no geral o déficit da balança comercial brasileira de derivados – excluídas importações de gás natural – registrada pela ANP melhorou. Até junho, considerando todos os derivados de petróleo que entraram ou saíram do país, a balança registrou déficit de US$ 3,45 bilhões. Resultado de gastos de US$ 6,086 bilhões com importações, deduzidas receitas de US$ 2,63 bilhões com exportações de derivados. Apesar do resultado ainda negativo, houve uma redução de 28,6% do déficit da balança de derivados de petróleo na comparação com o acumulado de janeiro a junho do ano passado, quando o déficit registrado foi de US$ 4,838 bilhões.

Já os dados do Ministério do Desenvolvimento referentes a junho mostram que no primeiro semestre a Petrobras foi a maior importadora do Brasil, muito à frente da segunda colocada, a Samsung. Nos seis primeiros meses de 2015 a estatal importou US$ 10,43 bilhões, 43,85% menos que os US$ 18,8 bilhões dos seis primeiros meses de 2014. No mesmo período as exportações renderam US$ 4,7 bilhões, representando uma queda de 21,55% em relação ao ano passado. A maior exportadora foi a Vale.

Como eu já escrevi neste blog diversas vezes, a Petrobras foi e continua sendo vítima de duas ações do PT: gestão temerária e uso político.

Petrobras perde valor com Dilma

Para quem quiser uma demonstração clara e inequívoca da gestão temerária do PT, fiz AQUI um comparativo entre a situação da Petrobras em 2002 (último ano de FHC na Presidência) e 2013 (depois de 2 mandatos de Lula e 1 de Dilma, o período da desgraça).

Mas a situação da Petrobras só piora, graças ao PT: em virtude do balcão de corrupção em que o PT transformou a Petrobras, o elefante estatal ineficiente está pior do que sempre foi. Atualmente, achar mais petróleo – algo que qualquer empresa petrolífera adoraria! – virou algo ruim (íntegra AQUI):

Com problemas de caixa, a Petrobras adiará o início da operação da maior descoberta de petróleo feita no Brasil após o pré-sal. A instalação da primeira plataforma em águas profundas de Sergipe era prevista para 2018, mas ficará para a próxima década, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo. Com oito descobertas comunicadas à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), apenas nos últimos 12 meses, a região é considerada a próxima fronteira petrolífera nacional.

De acordo com projeções extraoficiais, há pelo menos 3 bilhões de barris nas descobertas feitas na região, o que equivale a um quinto das reservas provadas no país ao final de 2014. A estatal previa duas plataformas para a região nesta década: a primeira, com início das operações em 2018 e a segunda, em 2020. O novo Plano de Negócios da empresa, porém, não faz menção às unidades.

A Petrobras confirmou o adiamento em nota enviada à Folha. “Os projetos continuam na carteira da Petrobras, em data posterior a 2020 sem prejuízos à curva de produção prevista no Plano de Negócios e Gestão 2015-2019 da companhia”. A Petrobras tem como sócios nos projetos as indianas OGNC e IBV Brasil, joint venture entre Bharat Petroresources e Videocon Industries.

Isso é o PT em ação, senhoras e senhores!

Parece que a GfK acreditou nas mentiras do PT sobre o Brasil – e se deu mal

Há muitos anos o PT, Lulla e Dilma vêm mentindo. Infelizmente, parcela significativa da imprensa “comprou” essas mentiras, e passou a tratar de forma distorcida a realidade – a mais gritante e grave destas mentiras é sobre a tal “nova classe média“.
Lulla fala como se tivesse transformado o Brasil: assumiu um país pobre e deixou à sua herdeira uma nação rica e próspera. Tudo mentira.

Dilma seguiu os passos do seu abestado líder e criador, e à sua maneira ainda mais abestada e burra (vamos saudar a mandioca!) fez uma campanha à reeleição calcada em mentiras desavergonhadas.
Com efeito, há pessoas que, coitadas!, acreditaram que o Brasil melhorou absurdamente, que tornou-se quase um país de primeiro mundo. Outros tantos apenas ignoram a realidade e, cegados pela ignorância e ferrenha (e tacanha) ideologia, apenas tentam espalhar mentiras, distorções e afirmações desprovidas de qualquer realidade.

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Aparentemente, algumas empresas, igualmente tolas e ingênuas (ou burras mesmo) caíram no conto do vigário (e do Lulla e da Dilma):

Um dos motivos para o atraso de quase seis meses para a GfK, empresa alemã que competirá com o Ibope na medição de audiência das TVs,  estrear no Brasil, foi um certo desconhecimento da realidade do país.
A GfK importou os medidores que seriam instalados nos televisores em domicílios Brasil afora levando em conta um percentual superestimado de aparelhos de TV digitais. Em São Paulo, por exemplo, 35% das residências ainda possuem exclusivamente TVs de tubo – e se no estado mais rico do país é assim, imagine no resto.
Conclusão: teve que atrasar os processo e importar novos aparelhos adaptados às condições sociais do Brasil.

A informação acima é do Radar On-Line, da Veja (íntegra aqui: As TVs de tubo resistem e atrapalham a vida da GfK).

Para piorar, conforme um reportagem da Folha de São Paulo (íntegra AQUI):

Efeito ressaca da Copa do Mundo, a venda de televisores caiu 39% no primeiro semestre de 2015, ante mesmo período de 2014, segundo dados da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos) divulgados na segunda (20).
Foram 4,8 milhões de TVs comercializadas de janeiro a junho 2015, contra 7,9 milhões em 2014.
“A compra da televisão foi antecipada. Mas é um produto nobre na casa, com constantes renovações tecnológicas e que o brasileiro gosta muito de ter e substituir”, diz Lourival Kiçula, presidente da Eletros.

No mesmo período, o volume de vendas de produtos da linha branca caiu 11%, passando de 8,3 milhões em 2014 para 7,4 milhões neste ano.
Nesse segmento, a maior queda foi na comercialização de fogões (18%). Isso porque, segundo Kiçula, esse foi o único produto que apresentou alta, de 5%, nas vendas em 2014.
O micro-ondas registrou queda de 12% e os refrigeradores, de 10%. As lavadoras, que economizam água e podem ganhar espaço com as novas leis do trabalho doméstico, tiveram queda de 1%.

Entre os eletroportáteis, que incluem liquidificador, ferro e cafeteira, a queda foi de 19%. Para Kiçula, o segmento pode ter sido afetada pela importação. “Eles são tecnológicos e fáceis de trazer de uma viagem ao exterior”.

O pior, contudo, ainda não chegou.

Mas está a caminho. Rapidamente. Recomendo a leitura do magistral artigo escrito a 6 mãos por Mansueto Almeida, Marcos Lisboa e Samuel Pessoa AQUI.

Do jeito que a coisa está, só mesmo saudando a mandioca!

Habemos mandioca

No Brasil de Dilma e do PT, até mandioca é superfaturada (íntegra AQUI)!

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A Petrobras já recorreu aos mais diversos argumentos para rebater a acusação de superfaturamento de R$ 1,3 bilhão nos principais contratos das obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Preços a mais, acertados com as empreiteiras, foram a base para o esquema de desvios operado pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, conforme investigação da PF na Operação Lava-Jato. No caso de uma fatia desse superfaturamento, referente aos custos com alimentação, a estatal recorreu à mandioca — ou à macaxeira, como é conhecida no Nordeste — para explicar a diferença de preços.

O caso é investigado em inquérito da PF e em processos de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). O que já se constatou é que a mandioca de fato foi comprada para o café da manhã nos canteiros de obras e encareceu as refeições, mas a preços superfaturados, conforme as investigações. A Petrobras disse terem sido gastos R$ 2,88 a cada 220 gramas de mandioca. O valor foi considerado elevado pelos técnicos do TCU. “Considerando as cotações máximas da Ceasa-PE, corrigidas pelo IPCA, o valor de referência para a porção de 220 gramas de macaxeira é de R$ 0,39”, advertiram eles, em relatório.

A PF abriu inquérito em 2011 com base no relatório do TCU para apurar o suposto superfaturamento em quatro contratos da refinaria. Os custos exagerados de alimentação chegaram a R$ 37,9 milhões, segundo os auditores. A PF, então, intimou gerentes dos contratos para que explicassem as diferenças de preços.

Sim, senhoras e senhores, talvez isso explique por que a sempre confusa e tapada presidanta tenha saudado a mandioca: porque foi superfaturada!

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Hidrologia da Dilma

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Aonde estão os black blocs?

Tive que ver este vídeo mais de uma vez para ter certeza de que o Sergio Mamberti realmente falou as bobagens que eu inicialmente achei que ele falou:

Sim, ele falou.

Caso o YouTube derrube o vídeo, ele pode ser baixado NESTE LINK.

Primeiro: eu achava que ele já havia morrido, há bastante tempo. Pelo visto, ainda está vivo. Bom, ao menos fisicamente, porque intelectualmente…

Segundo: meia dúzia de dementes chegaram a dizer que os black blocs eram INIMIGOS do PT e das “esquerdas”. Houve uma inundação de chorume dos sedizentes “intelectuais de esquerda”, aquela gente que não sabe ler, escrever nem pensar, fazendo um esforço hercúleo para dizer que black bloc era um grupo fascista, ou tentando qualificar como um grupo da extrema-direita. Valia qualquer coisa para esconder a verdade.
Lembro, inclusive, no Roda Viva que entrevistou o Lobão, de um “jornalista” (que deve ser filiado ao PSOL, a julgar pelo QI de samambaia e pela aparência suja) dizendo que black blocs eram de direita “PORQUE ELES USAM MÁSCARA“. Sim, o fato de usarem máscaras era a prova, na cabecinha oca do sujeito, de que os black blocs são de direita:

Evidentemente é uma bobagem: os black blocs não chegaram nem perto das manifestações contra o PT por diversas razões – a principal delas é que as lideranças dos black blocs (bem como daqueles imbecis do Movimento Passe Livre – que, aliás, desapareceu, né?!) são defensoras ardorosas do PT. Preciso citar a fugitiva da justiça “Sininho“?

Terceiro: o Sergio Mamberti faria um bem incomensurável à sua biografia se tivesse a decência e a vergonha na cara de se afastar dessa quadrilha com registro partidário chamada PT. Ao manter a defesa dos corruPTos, ladrões e incomPTentes, ele está se colocando como um.

A verdadeira estrela

Dos direitos e deveres da CLT e sua excrescência intrínseca à terceirização

Nas últimas semanas, a discussão sobre o projeto de lei que regulamenta a terceirização de atividades-fim tomou de assalto as redes sociais e a imprensa.

Contudo, muita bobagem vem sendo disseminada. Infelizmente, como já virou praxe, mentiras espalham-se como se verdades fossem, propaladas especialmente por sites e blogs sujos (a esgotosfera do PT), e acabam repetidas bovinamente por militontos e alguns idiotas úteis.

A CUT, uma central sindical que não passa de linha auxiliar do PT, andou espalhando (com a ajuda da esgotosfera de sempre) algumas bobagens homéricas e risíveis. Um belo esclarecimento sobre o fato foi produzido pelo Roberto Ellery AQUI. Reproduzo abaixo alguns trechos, mas vale a pena ler o texto na íntegra, pois ele é riquíssimo em detalhes:

O número mágico que está na internet é que terceirizados ganham 25% menos do que trabalhadores que são contratados diretamente pela empresa. Tal número pode ser encontrado em várias reportagens na imprensa, em posts de blogs e no FB e em vídeos que circulam pela internet. Por exemplo, o site UOL afirma “Salário médio dos terceirizados em 2013: R$ 1.776,78 (25% menor que os R$ 2.361,15 dos contratados diretamente)” (link aqui). A Carta Capital diz: “O salário de trabalhadores terceirizados é 24% menor do que o dos empregados formais, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).” (link aqui). O blog Viomundo afirma: “Segundo o documento, em dezembro de 2013, os trabalhadores terceirizados recebiam 24,7% a menos do que os contratados diretos…” (link aqui). O Estadão cita um número diferente (talvez por algum ajuste nas horas) mas aponta a CUT como fonte na chamada que anuncia: “Terceirizados ganham 27,1% a menos que contratados diretamente, diz CUT.” (link aqui).

Provocado em uma conversa no FB decidi procurar o estudo da CUT e descobrir de onde veio o número. O estudo se chama “Terceirização de Desenvolvimento: uma conta que não fecha” (link aqui). […]

[…] Reparem na fragilidade do número. De início me preocupou que o estudo não controlasse por atividade desempenhada pelo trabalhador. Como atualmente a terceirização só é permitida para atividades meio e é razoável supor que atividades meio ganhem menos que atividades fins independente da forma de contrato eu desconfiei do número. Imagine um hospital, o leitor ficará surpreso em saber que um médico (atividade fim) ganha mais que um servente (atividade meio)? O leitor ficará surpreso em saber que em uma universidade os professores (atividade fim) ganham mais que o porteiro (atividade meio)? Imagino que não. Pois dizer que terceirizados ganham menos que contratados direitos sem controlar por atividade exercida é praticamente o mesmo que dizer que médicos ganham mais que serventes ou professores ganham mais que porteiros. Mas o estudo é ainda mais frágil. Repare que a tabela fala de “Setores Tipicamente terceirizados” e “Setores Tipicamente contratantes”. O que significa isto? Significa que sequer o estudo da CUT está considerando o salário dos trabalhadores terceirizados, o estudo considera o salário dos setores que são classificados como setores tipicamente setorizados.

Grosso modo o que o estudo da CUT está dizendo é que em setores onde terceirização é comum o salário é menor. Quais são estes setores? Procurei um anexo onde estivessem listados quais são os setores tipicamente terceirizados, mas não encontrei. Porém, considerando que a lei apenas permite a terceirização de atividades meio, é bem plausível supor que tais setores são os que atividade meio tem mais peso. Desta forma o que estudo está dizendo é que setores onde atividades meio sujeitas à terceirização são preponderantes pagam salários menores. Tais setores, segundo os números da CUT e do DIEESE, equivalem a 26,8% dos setores (pg.13). Não é quase como dizer que porteiros ganham menos que médicos, é dizer que porteiros ganham menos que médicos.

Em suma, a CUT espalhou (com a ajuda da esgotosfera e dos idiotas úteis que compartilham as mentiras e bobagens de Caca CaPTal, Diário do Centro do Mundo, Carta Maior, Brasil de Fato, Brasil Atual, Sakamotos e outras porcarias do mesmo naipe) um monte de dados falsos, que alguém minimamente inteligente jamais engoliria ou levaria a sério. Repito: vale a pena ler todo o texto do Roberto Ellery. Eu transcrevi apenas alguns poucos trechos, pois é longo e detalhado.

Mas vamos adiante.

Os dados e afirmações mentirosos da CUT serviram de “argumento” para os idiotas úteis que bradavam que o projeto de lei que regulamenta a terceirização causaria “precarização” do trabalho. Houve uns abestados que chegaram ao cúmulo de falar em “escravização” ou coisas non-sense parecidas. Isso ultrapassa o limite não apenas do ridículo, mas da patologia também.

Não é apenas mentira, é uma viagem na maionese mesmo. Coisa de quem come cocô no café da manhã.

Vamos tratar de um ponto conceitual básico? DIREITOS trabalhistas.

Na verdade, a CLT é uma excrescência autoritária não apenas por ser baseada fortemente na Carta do Trabalho (“Carta del Lavoro”) de 1927, produzida pelo Partido Nacional Fascista de Mussolini; a CLT é uma excrescêcia porque ela apresenta a falsa impressão de que irá assegurar DIREITOS aos trabalhadores registrados sob suas normas, quando na verdade ela apenas impõe DEVERES, OBRIGAÇÕES. Resumidamente, a CLT reduz o ganho dos empregados (trabalhadores) e aumenta os custos dos empregadores (empresas).

Vejamos o caso do FGTS, para ficar num dos temas mais citados recentemente. O FGTS é um fundo criado pelo governo, administrado/controlado pelo governo – lembremo-nos de que a base do fascismo é aquela frase emblemática de Benito Mussolini: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado“.

Ou seja, exatamente como no comunismo, no socialismo e no nazismo, o Estado é o centro de tudo. Assim, o governo é o único responsável pelo FGTS – que todo empregado registrado é OBRIGADO a recolher mensalmente, assim como o empregador (empresa). O problema: se o trabalhador quiser usar o seu FGTS, ele NÃO pode, exceto em pouquíssimos casos nos quais o Estado (sempre ele!) permitir.

Isso é a descrição de um DIREITO ou de um DEVER?  Se eu, empregado, quiser exercer meu DIREITO sobre o FGTS, eu não posso! Então, volto a perguntar, aonde está o DIREITO? Eu vejo um DEVER, uma OBRIGAÇÃO – a de recolher mensalmente aquele percentual, o que implica receber um salário líquido menor pelo meu trabalho.

Mas não acaba aí: o dinheiro que o Estado coleta (e atualmente fica sob os cuidados da Caixa Econômica Federal, aquele banco estatal que sabe guardar sigilo de contas muito bem, exceto se você for um caseiro que revele certas indiscrições sobre certos Ministros do PT, e que também é reconhecido pela competência para gerir o Bolsa-Família) totaliza um valor mensal altíssimo, que fica parado na Caixa Econômica, inutilmente.

Bom, não necessariamente:

O Ministério da Fazenda pressiona para que o FI-FGTS – fundo criado com os recursos dos trabalhadores para investir em projetos de infraestrutura – empreste R$ 10 bilhões ao BNDES, mas não tem o apoio de representantes das centrais sindicais no comitê de investimentos do Fundo. Uma operação semelhante foi realizada em 2008, em plena crise financeira global, quando o FI injetou R$ 7 bilhões no BNDES via aquisição de debêntures do banco de fomento. Só que, mais tarde, a aplicação foi questionada pela Controladoria-Geral da União (CGU). Um dos principais problemas apontados pela auditoria foi a baixa remuneração dos papéis, o que provocou impacto no rendimento do FI.

Os detalhes do novo empréstimo serão apresentados pela Caixa Econômica Federal, gestora do Fundo, aos membros do comitê gestor na quarta-feira. Segundo fontes a par das discussões, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, queria que a transação fosse aprovada no mesmo dia, mas foi informado pela Caixa que há a um rito a ser cumprido, cabendo inclusive pedido de vista. Levy, então, pediu que seja marcada uma reunião extraordinária do comitê para deliberar sobre o tema.

O empréstimo do FI é visto pela Fazenda como alternativa aos repasses do Tesouro Nacional ao BNDES, diante da necessidade do ajuste fiscal. Entre 2008 e 2014, a instituição recebeu R$ 416 bilhões. Levy já deixou claro que esses aportes não vão continuar. Os R$ 10 bilhões pretendidos para o banco correspondem à quase totalidade dos recursos que o FI tem para emprestar este ano: R$ 13 bilhões. Outros R$ 28,1 bilhões já estão aplicados, de acordo com a Caixa.

A reportagem acima está no Globo de hoje (íntegra AQUI). Não é lindo isso?!

Pois é, o governo desgovernado de Dilma Ruinsseff quer usar o dinheiro do FGTS para ajudar a cobrir uma parte do rombo que ela mesma, a ex-proprietária de uma lojinha de bugigangas que foi à falência por incapacidade da dona, criou.

Mas não ligue ainda, porque o governo do Brasil sempre oferece mais – mais surpresas! O dinheiro que fica lá, paradinho na Caixa, é reajustado de forma a causar prejuízo: a correção do montante é menor do que o rendimento da caderneta de poupança – que, em períodos de inflação alta, como agora, é uma das piores aplicações financeiras. Em suma, o trabalhador que é OBRIGADO (lembra do “direito”?) a recolher o FGTS está sendo lesado também na correção do seu saldo. O caso do FGTS e seu risível retorno, como investimento, é tão óbvio que até mesmo um blog xexelento da igualmente xexelenta SuperInteressante (que há muitos anos deixou de ser interessante) expõe o problema, AQUI.

E as pessoas estão reclamando do projeto de lei da terceirização?
Sério?
Será que essa gente que está reclamando trabalha? Sabe fazer conta?
O pessoal sabe que a CLT os obriga a contribuir com FGTS, INSS e outros trambolhos que estão falidos? Essa galera que ferrenhamente critica a terceirização não sabe que tudo o que a CLT enfia goela abaixo dos trabalhadores (e também das empresas) só serve para gerar dinheiro para o governo, mas não oferece retorno real às pessoas?
Esse pessoal não entende que a CLT é um atraso nas relações trabalhistas e compromete a produtividade do Brasil? Não sabem que menor produtividade gera menores salários, pior qualidade de vida dos empregados e, em última instância, imensas perdas para o país?

Eis aqui um excelente artigo do Samuel Pessoa que saiu na Folha (íntegra AQUI):

Um agricultor médio de Mato Grosso que deseja plantar soja terá dificuldades com a colheita. A colheita é executada por imensas e moderníssimas colheitadeiras, vendidas ao preço de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões cada uma.
O agricultor pode alugar a colheitadeira. Terá que contratar o tratorista – e não saberá o que fazer com ele no resto do ano- e será responsável por reparos de possíveis danos que ocorrerem quando estiver empregando o equipamento.
Finalmente o médio agricultor pode se associar a outros agricultores e comprar a colheitadeira em condomínio. Qualquer pessoa que já participou de reunião de condomínio pode imaginar as dificuldades. O equipamento danifica-se em uma propriedade. Quem é responsável pelo reparo? Quem assinará a carteira do tratorista? A lista é grande.
A dificuldade em contratar empresa terceirizada especializada no serviço de colheita e outros aspectos rígidos de nossa legislação acabam jogando o médio agricultor para a cidade. Ele arrenda ou vende a terra para um grande agricultor, que tem economia de escala para arcar com todos esses custos, e deixa o campo.
O projeto de lei 4.330 tem por objetivo permitir que empresas especializadas em colheita e outras especializadas na aplicação de inseticidas, e assim sucessivamente, possam ser criadas. Exemplifico com a agricultura para ser didático, mas evidentemente as implicações são para o conjunto da economia.
A colheita é atividade-fim. No entanto, como a narrativa nos parágrafos anteriores sugere, o custo de transação de o fazendeiro internalizar essa atividade-fim em seu próprio negócio é muito elevado. Ele terá que adquirir um equipamento caro, cuja manutenção é muito cara, terá que ter um profissional muito especializado, que operará o equipamento poucas semanas por ano etc.
Uma empresa especializada nessa atividade poderá ofertar o serviço de colheita de forma muito mais eficiente. A empresa será proprietária de inúmeras colheitadeiras, empregará pessoal especializado que poderá ser treinado na própria empresa, terá um relacionamento estreito com o fabricante do equipamento, poderá ter um setor de mecânica e manutenção etc.
Há muito tempo sabemos que a distinção entre atividade-meio e atividade-fim, além de difícil de ser feita, não é a distinção relevante para sabermos quais atividades devem ser internalizadas em uma mesma firma e quais devem ser adquiridas no mercado. A linha deve ser traçada levando em conta o custo da geração no interior da firma e o custo de aquisição no mercado.
É esse o objetivo do projeto de lei 4.330, em votação na Câmara. Por exemplo, é possível que uma montadora de automóvel considere que é mais eficiente terceirizar a atividade de pintura dos carros. Se esse for o caso –não tenho a menor ideia se é–, o PL permitirá que seja contratada uma empresa especializada de pintura automotiva que operará nas instalações da montadora.
Note que não será possível a contratação de empresa terceirizada para ofertar somente a mão de obra –o parágrafo 3º do artigo 4º é muito claro na vedação da intermediação de mão de obra– e o funcionário da empresa terceirizada terá os mesmos direitos de higiene, segurança e salubridade dos funcionários da contratante da terceirizada, como especificado no artigo 13.
Finalmente, o artigo 15 do PL estabelece que a “responsabilidade da contratante em relação às obrigações trabalhistas e previdenciárias devidas pela contratada é subsidiária, se ela comprovar a efetiva fiscalização de seu cumprimento, nos termos desta lei, e solidária, se não comprovada a fiscalização”.
Os cuidados para evitar abusos foram tomados. O PL representa importante item na modernização das relações trabalhistas e visa aumentar a eficiência produtiva de nossa economia.

Finalmente, o Leandro Narloch escreveu um artigo objetivo (e curto) sobre isso:

Quem ataca a regulamentação da terceirização costuma acreditar que as leis trabalhistas garantem direitos, que sem elas os trabalhadores estariam em situação vulnerável e precária. Essas pessoas precisam responder uma pergunta: por que os países com “melhores” leis trabalhistas exportam pessoas?
Ora, se as leis que protegem os trabalhadores têm o efeito esperado, veríamos ingleses migrando para a Espanha e Portugal, onde é quase impossível demitir alguém. Operários dos Estados Unidos, onde não há obrigação de aviso prévio, multa por rescisão de contrato nem férias remuneradas, atravessariam desertos a pé para chegar ao México, onde o custo médio de uma demissão é de 74 semanas de trabalho.
Mas o que vemos é o contrário: os trabalhadores fogem dos países com leis que os protegem demais. Há quase 200 mil portugueses e espanhóis trabalhando na Inglaterra, onde é muito fácil contratar e demitir. Cerca de 4 milhões de indonésios (segundo o Banco Mundial, um dos países onde é mais caro demitir) trabalham na Malásia, na Austrália e também em Cingapura, onde sequer há uma lei geral de salário mínimo.
Considere estes dois grupos de países:
1. Estados Unidos, Canadá, Austrália, Cingapura, Hong Kong (China), Maldivas, Ilhas Marshall.
2. Bolívia, Venezuela, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Tanzânia, Congo e República Centro Africana
Quem acredita na mágica das leis trabalhistas diria que elas são mais rígidas nos países do primeiro grupo. Afinal vivem ali os trabalhadores com melhor qualidade de vida no mundo. Na verdade, no grupo 1 estão os sete países que, segundo o Banco Mundial, têm as leis que menos azucrinam os patrões. Já o grupo 2 reúne os sete países que mais protegem os trabalhadores. Na Venezuela, a lei proíbe a demissão de que ganha até um salário mínimo e meio (o que faz funcionários terem medo de serem promovidos, pois os patrões costumam aumentar o salário para então demiti-los).
Por que multidões de imigrantes decidem ir trabalhar nos Estados Unidos e não na Venezuela ou na África, continente que reúne os países com leis trabalhistas mais protetoras?
Eu arrisco uma explicação: países com leis trabalhistas muito rígidas são geralmente lugares ruins para se fazer negócio. Lucro é considerado pecado; empresários são tidos como vilões. Pouca gente se aventura a investir ou abrir vagas de trabalho em lugares assim. Já os países onde as leis trabalhistas são mais leves costumam ter mais liberdade para empreender, tradição de respeito à propriedade, facilidade para investir e, por causa disso tudo, mais oportunidades para os pobres. É a facilidade de fazer negócios, e não um punhado de palavras escritas no papel, que garante direitos aos trabalhadores.

Ele resumiu brilhantemente a questão prática, que no Brasil é dificultada porque desde 1945 nós ouvimos essa falácia de “DIREITOS trabalhistas”. Na verdade, a expressão mais adequada é “OBRIGAÇÕES trabalhistas e apenas o direito de receber em troca péssimos serviços, como SUS, INSS etc”.

Vamos comemorar: temos direito a usar o sistema de previdência do governo, que está quebrado e paga uma mixaria depois que você passou 40 anos recolhendo mensalmente um percentual do seu salário. Mas se você for funcionário de certas estatais, é diferente, porque o brilhante governo desgovernado do PT arrombou o Postalis, a Previ e a Funcef. Pelo menos é o que já se sabe até agora, mas decerto em breve serão descobertos novos rombos causados pela incomPTência de corruPTos.

Este artigo indicado no twitt acima é brilhante: analisa a questão da terceirização sob a ótica da Teoria da Firma. Trata-se de artigo extenso, denso, que pode ser lido na íntegra AQUI. NÃO DEIXE DE LER. Mesmo.

Para finalizar, um “causo”: há alguns anos (foi em 2011 ou 2012, não tenho certeza) eu tinha uma empregada doméstica em casa, 4 dias por semana. Foi ANTES da aprovação da legislação que mudou radicalmente o mercado das domésticas. Eu fazia todos os recolhimentos de impostos, estritamente dentro da lei. Eu usava, na época, um software que baixei do site do Ministério do Trabalho, que já fazia os cálculos, emitia recibos e demais documentos etc.

Quando ela completou 1 ano de contrato, evidentemente, chegou o momento das férias. E ela estava empolgada porque iria receber PELO MENOS o dobro do salário – era isso que ela achava.

Quando paguei as férias dela, ela ficou decepcionada, porque imaginava que iria receber muito mais, porém o valor sofreu diversas reduções (abatimentos) em virtude dos descontos legais. A expressão de decepção no rosto dela foi triste – e cômica ao mesmo tempo. Ela mesma “reclamou” e aí eu expliquei que era a lei.

Eu, empregador, queria pagar mais. Ela, empregada, queria receber mais.

Contudo, havia entre as aspirações de cada um de nós um Estado, imenso, gordo, ineficiente, corruPTo, gastador, falido, um abocanhador voraz do dinheiro alheio. Eu jamais a contrataria “por fora”, pois a Justiça do Trabalho é implacável com um empregador levado a juízo – mas ignora os Josés Dirceus que recebem milhões de reais por uma “consultoria” prestada enquanto ele estava na cadeia.

Quem ataca o projeto de lei da terceirização quer que o trabalhador ganhe menos, desde que ele sustente um sindicato de ladrões; essa gente também não se importa que as empresas tenham seus custos majorados, pois eles já acham que empresário é o diabo disfarçado mesmo. E, para piorar, é uma gente estranha, que acha que o Estado é papai e mamãe. Lembram-se da máxima do fascismo de Mussolini? “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado“. Não é apenas mera coincidência, não.

Essa é a “linha de argumentação” dos defensores da CLT e dos sindicatos (que, aliás, recebem a contribuição sindical COMPULSÓRIA, ou seja, é mais um daqueles “direitos” que os empregados são OBRIGADOS a pagar, ainda que o sindicato não faça absoluta e rigorosamente nada por você).

Que gente estranha, né?!

Debate qualificado demanda bons argumentos

A afirmação é óbvia: para se promover um debate de bom nível, qualificado, é preciso que haja bons argumentos. Todavia, no Brasil, isso nem sempre (ou quase nunca) é levado em consideração.

Ainda que com certo atraso, vi há pouco, na GloboNews, um debate sobre o desarmamento no Brasil. Eis aqui a íntegra do programa (espero que o YouTube não o tire do ar):

http://www.youtube.com/watch?v=xYwnNq8aJNU

Temos ali uma demonstração explícita de que faltam bons argumentos para os que defendem o estatuto do desarmamento no Brasil.

A Dra. Selma Sauerbronn, vice-procuradora geral do MPF do Distrito Federal e professora de Direito, passou vergonha. Seus fraquíssimos argumentos seriam desmontados com grande facilidade por uma criança inteligente – um adulto inteligente “nadaria de braçadas”. Foi exatamente o que fez o Prof. Benê Barbosa.

Por exemplo: logo no começo (por volta de 1 minuto e 35) ela cita UM exemplo de um sujeito que usou uma arma (“escopeta”, segundo a doutora) para dizer que o povo brasileiro e os latinos “no geral” são muito “passionais” (um breve parêntesis: Minha senhora, não confunda passionalidade com tendência homicida!), e facilitar a obtenção legal da arma aumentaria a violência.

De toda sorte, um pouco depois (5 minutos e 10), o Alexandre Garcia citou o exemplo de uma senhora idosa do Sul do Brasil que reagiu a um assalto e salvou-se graças ao fato de ter um revólver velho em casa – e o bandido levou a pior, felizmente. E diante deste exemplo, qual o “argumento” da Dra. Selma? Ela diz que “nós não podemos estar buscando se posicionar acerca de tamanha alteração legislativa a partir de um único caso” (vou me abster de comentar o gerundismo de telemarketing de uma PROFESSORA).

Mas, minha senhora, com todo o respeito, a senhora começou o debate citando exatamente um único caso para sustentar seu argumento de que o cidadão não pode possuir arma porque o brasileiro é passional e acabaria atirando com uma escopeta no dono da oficina mecânica!

Este foi apenas um dos diversos exemplos. Ao longo dos cerca de 20 minutos a Dra. Selma acabou levando uma surra de dados. O pior é que ela hesitou: num momento ela dizia uma coisa, e quando confrontada com um questionamento, retrocedia no próprio argumento. Ela passou vergonha o tempo todo.

Esse baixo nível do dabate (e a mulher é professora!!!!) é generalizado no Brasil.

Infelizmente.

Mas, no meio tempo, a internet está cheia de EXCELENTES argumentos, não é, ex-ministra?!

2015-04-14 16.19.29

E os MAV’s do PT, então?! São os reis dos argumentos:

HumansofPT_2015-Apr-14

Folha de SP é um ótimo destino para profissionais preguiçosos e incompetentes

Às vezes o sentimento de vergonha alheia ultrapassa os limites do suportável no Brasil. Neste final de semana, ocorreu um caso desses – que foi agravado por algo que li nesta Segunda-feira, meio de feriadão. Vamos ao caso, começando pelo Sábado.

A Folha de São Paulo publicou uma reportagem ruim, muito ruim, fazendo uma denúncia falsa: o governo de SP, do tucano Geraldo Alckmin, estaria financiando um blogueiro para falar mal do PT. Eis aqui os principais trechos da “reportagem” (a íntegra do lixo está AQUI, mas fica o aviso: se você não gosta de colocar os pés na lama, evite):

Um blogueiro que distribui propaganda antipetista a milhares de seguidores na internet recebe há dois anos pagamentos mensais por serviços de comunicação prestados ao governo Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.
Na rede, o advogado Fernando Gouveia se apresenta com o pseudônimo Gravataí Merengue e como “CEO”, ou executivo principal, do site Implicante, que publica e ajuda a difundir notícias, artigos, vídeos e memes contra o PT e a presidente Dilma Rousseff. O Implicante tem quase meio milhão de seguidores no Facebook, quatro vezes mais que o Movimento Brasil Livre, um dos grupos na linha de frente dos protestos de rua realizados contra Dilma neste ano. O material produzido pelo site costuma ser replicado nas redes sociais e por outros blogs políticos.

Gouveia é dono da Appendix Consultoria. A empresa foi criada em janeiro de 2013 e começou em junho do mesmo ano a receber pagamentos oriundos da Subsecretaria de Comunicação do governo Alckmin, órgão vinculado à Casa Civil do Estado.
A Appendix foi subcontratada pela agência de publicidade Propeg, uma das três que cuidam da propaganda do governo estadual. De acordo com documentos oficiais, a empresa do blogueiro recebeu R$ 70 mil por mês de outubro de 2014 a março deste ano. O governo se recusou a informar o valor total dos pagamentos à empresa de Gouveia, alegando que a responsabilidade pela contratação da firma não é sua, mas da Propeg. A Subsecretaria de Comunicação permitiu apenas a consulta da documentação no Palácio dos Bandeirantes. Disponibilizou então 88 caixas, cada uma com centenas de papéis sobre propaganda oficial, sem indicar a localização das informações específicas da Appendix.
Segundo os documentos, a Propeg pagou a Appendix por serviços de “revisão, desenvolvimento e atualização das estruturas digitais” da Secretaria de Estado da Cultura. Em nota, a agência afirmou que subcontrata a Appendix para atender demandas do governo do Estado. Mas não respondeu quem indicou a empresa nem o motivo pelo qual recorre ao blogueiro em vez de fazer ela mesma o serviço.

Não seria preciso ser muito inteligente (ou tampouco honesto) para perceber os diversos erros da reportagem – e o resultado é uma reportagem FALSA, MENTIROSA, que escancara o baixíssimo nível de alguns jornalistas, empregados pelo maior jornal do Brasil (todavia, não se sabe por quanto tempo a Folha conseguirá manter esta posição, haja vista a quantidade de jornalistas incompetentes que ela tem em seus quadros hoje).

Dá vergonha!

Aliás, o nível de alguns “jornalistas” no geral, e alguns da Folha em particular, é de esgoto para baixo – não apenas intelectualmente, mas no quesito honestidade e coerência também.

HumansofPT_2015-Apr-10

Fica difícil saber, porém, se estes “jornalistas” que assinam a reportagem são apenas incompetentes e ignorantes ou se têm alguma motivação política, uma agenda a defender. Pessoalmente, acho absolutamente possível uma combinação dos dois fatores, mas por ora vamos tratar apenas da incompetência profissional. Nem mesmo seria preciso ser um especialista em gestão pública e/ou Administração; bastaria aos dois “jornalistas” um pouquinho de capacidade lógica de pensar e um mínimo de honestidade.

Em primeiro lugar: a reportagem não apresentou nenhuma denúncia que configure crime ou qualquer desvio legal. Foi feita uma licitação, uma empresa (Propeg) venceu a licitação oferecendo o menor preço e, depois, terceirizou alguma(s) atividade(s) – coisa que qualquer pessoa minimamente informada sobre o universo de prestação de serviços a entes governamentais sabe ser um padrão recorrente, que não possui NENHUMA ilegalidade. Se o edital da licitação e o posterior contrato firmado entre o Estado e a empresa ganhadora da licitação proibirem expressamente a terceirização ou subcontratação para uma parte ou para o todo da prestação de serviço, aí é outra coisa. Mas não parece ser este o caso.

Em segundo lugar, o Estado de SP não tem documentação dos pagamentos feitos à Appendix por uma razão muito simples: o governo não paga a Appendix. Se não percebem que isso faz toda a diferença, os “jornalistas” fingem ser muito burros ou são mesmo. A Appendix (que é uma empresa, e não um “blogueiro antipetista”) foi contratada por uma empresa que ganhou a licitação, e recebe, claro!, desta empresa – chamada Propeg. Com isso, fica provado que a Folha errou no título da matéria e também na chamada da capa (reproduzo abaixo): o governo não paga o “blogueiro antipetista” – o governo paga a empresa que ganhou a licitação. Será que precisa desenhar?

Fac-Símile_-_Edição_São_Paulo_-_Folha_de_S.Paulo_-_2015-04-20_17.50.03

Em terceiro lugar, a preguiça dos jornalistas ultrapassa o limite do ridículo. Eles reconheceram, na matéria original, que o governo do Estado disponibilizou 88 caixas de documentos sobre as propagandas oficiais. Havia ali, portanto, uma excelente oportunidade para revisar todos estes documentos e, quem sabe, encontrar algo que realmente merecesse uma reportagem. Mas parece que os “jornalistas” tiveram preguiça demais para esta parte (árdua) do trabalho, e preferiram escrever como se o governo tivesse se recusado a prestar esclarecimentos. Os esclarecimentos foram dados, documentos (fartos!) foram disponibilizados, mas a preguiça falou mais alto. Que coisa vergonhosa!

Finalmente, será que a Folha abriu mão do cargo de EDITOR? Não havia um único editor no jornal para impedir a publicação de uma reportagem tão ruim, mentirosa, falsa? Ninguém no jornal poderia ter verificado que um lixo desses não tem a mínima condição de ser publicado?

O que aconteceu com as faculdades de jornalismo?
Que tipo de profissional elas estão oferecendo ao mercado?
E o mercado, contrata esses profissionais ruins por quê? Falta opção?

A Folha, especificamente, prefere contratar bandidos ao invés de contratar bons jornalistas:

Firefox 5

Agora, um outro aspecto da reportagem mentirosa da Folha, mas que não pode ser ignorado: o político-partidário. A matéria da Folha tenta levar o leitor a acreditar que o governo do Estado de SP, administrado pelo PSDB, paga um blogueiro que tem um site antipetista. O pior é que a matéria tenta fazer parecer que o PSDB paga um blogueiro ESPECIFICAMENTE PARA falar mal do PT. Destaco este trecho da reportagem, com mais mentiras:

O envolvimento de Fernando Gouveia com a política é antigo. Ele trabalhou durante três anos no setor de comunicação da Prefeitura de São Paulo, na gestão da petista Marta Suplicy (2001-2004). Depois, ele trabalhou no gabinete da ex-vereadora Soninha Francine, que foi do PT e migrou para o PPS, partido alinhado com os tucanos.
A militância política de Gouveia na internet também é antiga. Em 2006, quando tinha um blog chamado Imprensa Marrom, ele foi condenado pela Justiça a pagar dez salários mínimos de indenização a uma empresa por ter publicado comentários ofensivos a ela. O blogueiro recorreu.
Gouveia também se apresenta na internet como colaborador de uma página chamada Reaçonaria, que difunde conteúdo similar ao do Implicante e tem cerca de 16 mil seguidores no Facebook. Os dois sites estão abrigados num servidor no exterior que impede a identificação do responsável pelos registros.

No próprio Sábado, o Fernando (a quem não conheço pessoalmente, mas acompanho desde o tempo em que ele tinha o site Imprensa Marrom) publicou os esclarecimentos AQUI. Hoje, mais um esclarecimento AQUI.  Os “jornalistas” Ricardo Mendonça e Lucas Ferraz repetem o problema: ou são muito burros, ou mentem propositadamente (seja por algum eventual desvio de caráter, seja devido a uma agenda político-partidária que só beneficia o PT). Mais esclarecimentos foram publicados no Implicante (AQUI) e na Reaçonaria (AQUI, AQUI e AQUI). Vale a pena ler.

https://twitter.com/felp85/status/589396745546768384

 

Este era o panorama até ontem. Hoje, porém, a Folha publicou mais isso aqui (clique para ampliar):

Governo_de_SP_contesta_reportagem_sobre_blogueiro_antipetista_-_20_04_2015_-_Painel_do_Leitor_-_Folha_de_S.Paulo_-_2015-04-20_16.05.46

Fico muito feliz por ter cancelado minha assinatura da Folha há mais de 1 ano. Está absolutamente vergonhoso o baixíssimo nível dos textos que ela anda publicando – e o nível segue caindo ainda mais.

E, para finalizar, recomendo ao leitor, especialmente aquele interessado na cobertura que a imprensa brasileira faz da política, que acompanhe a cobertura da Reaçonaria: AQUI, AQUI e AQUI. Leitores novatos de jornais e revistas podem não perceber o quanto os jornalistas alteram e manipulam certos fatos para tentar fazer a relidade adaptar-se àquilo que eles (e seus partidos políticos “de coração”) desejam. E a Reaçonaria tem feito um excelente trabalho ao expôr isso. Viva a transparência!

 

https://twitter.com/reaconaria/status/586932116757286914

Faroeste Caboclo da Petrobras

Provavelmente estou meio atrasado ao mostrar este vídeo, que recebi pelo WhatsApp – como meus amigos e alguns alunos sabem, demoro a ver todas as mensagens que recebo pelo aplicativo.

De qualquer forma, não poderia deixar de registrar:

Não faço idéia de quem é o autor desta paródia, mas quero parabenizá-lo. Excelente trabalho!
OBS: Como o arquivo que recebi pelo WhatsApp estava com uma qualidade ruim, busquei o mesmo vídeo no YouTube, e já tinha mais de 100 mil visualizações.

O mito da “nova classe média” inventado pelo PT esfacela-se

Há alguns anos, a imprensa no geral – e alguns “especialistas”, entre muitas aspas – vem enaltecendo a tal “nova classe média”. Segundo os iluminados, durante os anos do mandato do Lulla surgiu no Brasil esta “nova classe média”, em decorrência principalmente das chamadas “políticas sociais” defendidas pelo PT – sendo que a mais famosa e comentada delas, o Bolsa Família, foi criada por Fernando Henrique Cardoso e foi duramente criticada por ninguém menos que Lulla:

Eu já havia escrito AQUI no blog sobre esta falácia de “nova classe média”, mas, para resumir, o ponto principal é o seguinte: o governo mudou os parâmetros que definem o que é classe média, o que distorceu as estatísticas posteriores. Vai aqui um trecho do que eu escrevi:

Para quem não se lembra, a SAE – Secretaria de Assuntos Estratégicos (que tem status de Ministério, como se no Brasil do PT houvesse necessidade de 39 ou 40 ministérios!) foi criada apenas para alojar mais algumas centenas de cumpanheiros, reforçando a estratégia de locupletar-se no poder que o PT sempre teve.
O tempo foi passando, e a tal SAE foi juntando teias de aranha.
Para dizer que a Secretaria tinha alguma função, algum burrocrata resolveu inventar uma mudança nos critérios de classificação das classes sociais. Com isso, instaurou-se uma situação verdadeiramente SURREAL. Aplicando-se os novos critérios, pessoas com renda familiar per capita entre R$ 290 e R$ 1.019 são as que formam a classe média brasileira.
O sujeito que ganha, mensalmente, R$ 290,00 é classe média???? Como assim?

Ontem eu estava vendo na TV (na GloboNews, se não me engano) uma reportagem que citava um estudo da FGV que indicava que a inflação no primeiro trimestre deste ano estava afetando com muito mais intensidade os mais pobres. Ok, isso não é novidade. Mas em dado momento, a reportagem citou, en passant, que o estudo da FGV considerava que os mais pobres são aqueles que ganham menos de R$ 2 mil mensais. Infelizmente, a reportagem não detalhou se 2 mil por família ou per capita.

Mas o importante é o seguinte: hoje em dia ninguém sabe mais o que significa CLASSE MÉDIA. Muito menos o que seria a NOVA CLASSE MÉDIA. Foram tantas classificações diferentes (e conflitantes) que o país simplesmente perdeu toda e qualquer noção. As pessoas não sabem mais se são classe média. Os órgãos de governo não sabem mais quem é classe média. Os institutos de pesquisa (de opinião ou de mercado) não sabem mais quem é classe média. Este “novo conceito” de “nova classe média” é tão ridículo e tão grotesco que até mesmo uma Marilena Chauí é capaz de criticá-la – de forma burra, deturpada, claro, afinal trata-se de uma Marilena Chauí, que não passa de uma picareta rastaquera elevada à condição de “intelequitual” por falta de outro nome para o “cargo”. A questão foi abordada numa reportagem do Estadão de sábado:

Um dos méritos dos tempos de crescimento econômico e das políticas sociais do governo foi garantir que a chamada nova classe média pudesse olhar no longo prazo e planejar o futuro. Segundo especialistas em baixa renda, os 35 milhões de brasileiros que saíram da pobreza tiveram acesso não apenas ao iogurte e ao televisor de 42 polegadas. Finalmente puderam almejar o ensino superior, a casa própria em área com infraestrutura básica e assumir gastos fixos com serviços mais sofisticados – como a internet, que amplia a rede de amigos e as oportunidades de trabalho. Mas a recessão que ronda o País pode comprometer a escalada na pirâmide social.

Dois indicadores divulgados na semana passada sinalizaram uma tendência nefasta para essa parcela. De um lado, o IPCA, que mede a inflação oficial do País, passou de 8% no acumulado em 12 meses. A taxa de desemprego da Pnad Contínua, que detalha o mercado de trabalho em 3,5 mil municípios, subiu para 7,4% no trimestre encerrado em fevereiro. Há um milhão a mais de desempregados. Ou seja, os números atestam a deterioração simultânea do emprego formal e do poder de compra.

A íntegra da reportagem está AQUI.

A primeira frase, que eu grifei, é ótima: os tais 35 milhões de brasileiros que saíram da pobreza são fruto de um apurado Cálculo Hipotético Universal Teórico Estimado – C.H.U.T.E na sigla para os íntimos.
Ora, se ninguém sabe quem é classe média, pobre, rico, então fica impossível calcular (ou estimar) quantas pessoas saíram da pobreza e quantas entraram nela. Parece bastante óbvio, e é, mas ignora-se o óbvio no afã de tentar achar uma explicação simples (e errada) sobre as mudanças no mercado consumidor do país.

Um terço dos baianos vive do bolsa familia

Que “nova classe média” é esta que não recebe um salário capaz de cobrir despesas essenciais como plano de saúde? Ou ainda: uma classe média que vive de bicos pode ser considerada classe média? Mas o pior é que tem gente (ahn, os iluminados!) que vai além: esta “nova classe média” ainda por cima é burra e ingrata:

O presidente do PT, Rui Falcão, avisou: quem votar em Dilma Rousseff estará votando, na verdade, em Lula – aquele que, segundo suas próprias palavras, não consegue “desencarnar” da Presidência.
A “promoção casada” foi explicitada em entrevista de Falcão ao jornal Valor. Respondendo a uma questão sobre se Lula terá “maior participação” em um eventual segundo mandato da presidente, o petista disse que “sim” e explicou, praticamente sem rodeios, que a passagem de Dilma pelo Planalto serviu apenas para guardar lugar para seu chefe.
“Precisamos eleger a Dilma, para o Lula voltar em 2018”, disse Falcão. “Isso significa que, ela reeleita, começa o ciclo de debate, de planejamento, para que o nosso projeto tenha continuidade, com o retorno do Lula, em 2018, que é a maior segurança eleitoral de que o projeto pode continuar.”
A preocupação de Falcão e da militância petista é compreensível. Embora a propaganda oficial martele que o PT está fazendo um governo revolucionário, que tirou milhões de pessoas da miséria e as levou ao paraíso do consumo, os eleitores em geral parecem cada vez mais descontentes. Com crescimento econômico pífio, inflação alta e perspectivas sombrias para o emprego, é natural que o tal “projeto” petista esteja sendo questionado, conforme mostram todas as pesquisas de opinião e de intenção de voto.
Para Falcão, porém, a chamada “nova classe média” tem reclamado do governo porque não foi devidamente instruída sobre os benefícios que a administração petista lhe deu. Faltou que Dilma lembrasse a essa gente que sua ascensão social se realizou não graças a seus méritos pessoais, mas pelas magnânimas políticas do governo. É a tese da ingratidão, levantada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e corroborada por Lula. “Essa ideia do mérito próprio estimula a fragmentação, o individualismo, afasta as pessoas de coisas mais sociais, coletivas”, disse Falcão. Para ele, Dilma errou ao não “dialogar” com essa classe média “individualista”.

Não é uma belezinha essa declaração iluminada do Rui Falcão?! O texto acima é um trecho de um editorial do Estadão, que pode ser lido na íntegra AQUI.

Pergunta: como essa “nova classe média” sobrevive com impostos tão altos no Brasil?

Carga tributária brasileira

O problema é o seguinte: quem paga imposto (em qualquer país em que a lógica não seja atropelada) é a classe média. Os mais pobres não pagam impostos porque não têm sobre o que pagar (patrimônio e ganhos de capital) e consomem menos – portanto, “escapam” dos impostos sobre consumo, como IPI, ICMS etc. Por outro lado, os ricos (ricos mesmo) têm diversas ferramentas legais e alguns subterfúgios não tão legais para escapar de muitos impostos. Então, sobra à classe média o fardo de sustentar um Estado inchado, com 39 Ministérios (sendo uns 20 completamente inúteis), e milhares de funcionários em cargos de confiança que não fazem nada – mas ganham muito.

Porém, no Brasil, a lógica é atropelada.
O sujeito recolhe impostos altíssimos, mas não pode usar o SUS porque o serviço é uma porcaria – aí, precisa pagar plano de saúde. Para os filhos dos casais de classe média estudarem, os pais precisam pagar as mensalidades de escolas/colégios particulares, pois os do Estado são péssimos. Quem desejar um pouco mais de segurança precisa fazer seguro de automóvel, casa, tablets, celulares e qualquer outra coisa, pois o Estado não oferece a segurança pela qual pagamos. Isso sem falar em sistemas de sgurança para as casas e apartamentos, portarias e guaritas blindadas, empresas de segurança particulares… E assim sucessivamente…
Desta forma, a classe média paga impostos para ter serviços que o Estado falha miseravelmente em oferecer (saúde, educação, infra-estrutura, saneamento, segurança etc), é obrigada a pagar novamente pelos mesmos serviços, desta vez recorrendo à iniciativa privada, e aí fica sem dinheiro para poupar, investir, viajar etc.

Por algum tempo, dá para disfarçar, aumentando a oferta de crédito aparentemente barato. Mas cedo ou tarde, alguém sempre paga a conta.
O mito de “nova classe média” está se esfacelando, pois as mentiras que o PT vem contando há anos não são mais capazes de esconder a “contabilidade criativa” (mentiras deslavadas sobre os gastos do governo, que crescem graças ao populismo e à incompetência gerencial, e, ao mesmo tempo, configuram CRIME), e a piora da economia (que gera aumento dos juros, perda do poder de compra graças à inflação, desemprego, inadimplência etc).

Cedo ou tarde, a verdade viria à tona. A farsa cairia.

Já começou a cair.