A tibieza da Ambev diante da histeria feminazi

Conforme eu havia escrito no post anterior, as feminazis (termo criado pela soma de feminista com nazista, uma criação que, aliás, cabe como uma luva a estas histéricas enlouquecidas) estavam em ritmo alucinado logo antes do Carnaval. Elas produziram bobagens em série. Ninguém daria conta de catalogar todas.
Pois eu tratei ali de dois casos: uma campanha meio burrinha do Ministério da Justiça, e uma campanha ruim da Skol/Ambev.
E duas notícias que li durante o Carnaval me deixaram bastante procupado. Eis a primeira (publicada no site da Exame, na íntegra AQUI):

Dias após uma campanha polêmica ter sido retirada do ar, a Ambev decidiu por substituir o diretor de marketing Pedro Henrique de Sá Earp por Paula Nogueira Lindenberg. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da empresa na última sexta-feira, dia 13, e publicada na ata de reunião, divulgada na área de relações com os acionistas da fabricante de bebidas. A troca foi feita depois da repercussão negativa da campanha de Carnaval da marca Skol que trazia as mensagens “Esqueci o não em casa” e “Topo antes de saber a pergunta”. Veiculada em outdoors da cidade de São Paulo, a campanha causou indignação nas redes sociais e a empresa acabou sendo acusada de fazer apologia ao estupro. Por meio de nota, a Skol afirmou que “repudia todo e qualquer ato de violência”. Novas frases foram inseridas nos outdoors logo em seguida.
Sobre a troca de diretoria, a companhia afirmou ao Estadão que a decisão não se relaciona com a repercussão negativa da ação publicitária. Earp estaria deixando o cargo para assumir uma posição global nos Estados Unidos, uma movimentação já planejada há algum tempo pela empresa.

A segunda notícia leio agora há pouco, na Folha (íntegra AQUI), e seguem alguns trechos com grifos meus:

“Eventuais apelos à sensualidade não constituirão o principal conteúdo da mensagem; modelos publicitários jamais serão tratados como objeto sexual.” Quase oito anos após o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) apertar o cerco contra a erotização da mulher na publicidade de bebida, muita coisa mudou.
Neste verão não tem Sandy nem Paris Hilton. Entre as loiras que estão à frente dos comerciais está a improvável Ana Maria Braga, 65, fazendo campanha para a Proibida, que apelou à velha fórmula das celebridades para gerar reconhecimento.
(…) Porém, a velha associação entre cerveja e mulher gostosa de biquíni, ainda que dentro das regras do Conar, sobrevive: está, por exemplo, na série de comerciais da Itaipava (cervejaria Petrópolis), com a bailarina do Faustão Aline Riscado no papel de Verão. Um dos comerciais, exibido só na internet e que mostra um rapaz supostamente tendo uma ereção ao enxergar Verão no mar, está sendo analisado pelo Conar.
(…) O maior cerco hoje vem das redes sociais. Semana passada, a Ambev recolheu uma campanha da Skol após protestos de duas internautas que se espalhou na web, sob acusação de fomentar a violência contra a mulher. O cartaz, veiculado em pontos de ônibus, trazia a frase “Esqueci o ‘não’ em casa”.
“O público mudou, e as marcas ainda estão um pouco atrasadas”, diz Fábio Mariano, professor de comportamento do consumidor da ESPM. Segundo ele, quem não entendeu que a frase geraria polêmica não entrou no “modelo mental do século 21”. “Este é o século da precisão. Não há espaço para ambiguidade e não importa se a piada é boa. A nova geração é mais crítica e demanda das marcas cuidado com temas sensíveis”, afirma.
Após ficarem famosas pela crítica à campanha da Skol, a publicitária Pri Ferrari e a jornalista Mila Alves decidiram lançar o vídeo-blog “Tinha que ser Mulher”, para combater estereótipos machistas. “O politicamente correto não é coisa chata. Simplesmente não pode fazer piada com minorias e parte da sociedade que ainda são reprimidas”, diz Ferrari, 25.

A frase da tal “Pri Ferrari”, que encerra o texto da Folha, mostra de forma cristalina a mentalidade estúpida das feminazis: elas “cagam” regras de acordo com o que elas acham que TEM que ser o comportamento das demais pessoas (“simplesmente NÃO PODE FAZER PIADA COM…”, ou seja, é ela quem determina o que pode e o que não pode ser tema de piadas), e, caso alguém não aceite estas regras, elas saem por aí fazendo terrorismo – algumas vezes “terrorismo” é apenas uma hipérbole; noutras, é fato concreto.
De qualquer forma, é uma pena ver uma garota de apenas 25 anos com tanto recalque em si. Quase sinto pena.

O marketing da Ambev nunca foi bom, isso não é novidade nenhuma. Mas agora ele foi rebaixado ainda mais. Virou coadjuvante. A tibieza da Ambev ficou batendo palmas para duas malucas sambarem.
Se as empresas continuarem nesta toada, em breve qualquer imbecil vai mandar mais nas estratégias de comunicação das empresas do que elas mesmas!

O que mais me choca na reportagem da Folha, contudo, é a visão míope do professor da ESPM citado. Quando ele alude a uma geração supostamente “mais crítica” ele está equivocado. Trata-se de uma geração mais burra, mais bunda-mole, mais e mais incapaz de ler e entender o que está lendo (sim, o maldito analfabetismo funcional!). Mas o pior de tudo é tratar o grupelho de feminazis e outros dementes como “mais críticos”. Não são. Há uma diferença basilar entre ser crítico, no sentido de não aceitar como verdade absoluta qualquer coisa que ouça/leia, e ser chato. As feminazis, inclusive as duas pé-no-saco que ficaram famosinhas graças à Skol, são apenas chatas, histéricas e, pior, burras: a propaganda da Skol, ainda que ruim porque fraca, não fazia absolutamente nenhuma alusão sexual, nem tampouco indicava que apenas as mulheres deveriam “deixar o não em casa”. O slogan deixa em aberto a interpretação: não fala de sexo, violência, estupro, nada disso!

A reação à propaganda da Skol – que, repito, é ruinzinha, fraca, sonsa – demonstra que as duas feminazis interpretaram a propaganda do jeito que elas quiseram, e reagiram como se aquilo fosse a verdade absoluta. Isso é típico das feminazis e demais grupelhos que “cagam regras” hoje em dia. As feminazis enxergam machismo em tudo: se eu digo “Bom dia” a uma mulher, estou sendo machista; se NÃO digo, sou machista também. Isso é burrice aguda aliada a falta de amor próprio e uma bela dose de recalque.
Ninguém se preocupou em entender a mensagem real da campanha: as doidivanas enxergaram machismo e incentivo ao estupro aonde não havia nem um nem outro; reagiram de forma histérica àquilo que elas achavam que a propaganda incentivava; e ficaram felizes e satisfeitas porque conseguiram seus 2 minutos de fama e fizeram a empresa recuar.

As feminazis produzem cada bobagem simplesmente vergonhosa:

Feminazi 2015 Feb 13
Feminazi cagando regra.

 

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Feminazis são seres tão patéticos que querem controlar até a posição sexual alheia!


Aliás, as feminazis têm diversas (infinitas!) semelhanças com os demais grupos que se dizem defensores de alguma “minoria”. Estes grupos são, via de regra, formados por gente ignorante, intransigente, fascista e demagógica. E não é só isso: discute-se o papel das redes sociais, e da utilização destes canais de comunicação como forma de pressionar as empresas.
Ora, como vou demonstrar abaixo, as redes sociais estão recheadas de gente estúpida, ignóbil e sem nenhum bom senso – e no facebook e twitter são escritas coisas que ultrapassam o limite do escárnio, do ridículo, do tosco.

Alguns exemplos a seguir (clique nas imagens para ampliar):

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Reforçando a burrice dos politicamente corretos até no plano internacional: uns malucos criticam a foto do Steven Spielberg diante de um “dinossauro” porque acham que é um machista que caçou o pobre animal e está posando de “machão”. Tão inteligentes!

 

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Duas afirmações de uma criatura de diz ser da USP (não duvido que a FFLCH contrate uns tipos desses, afinal eles têm Safatle, Chauí e outros no mesmo nível). Ela quer que professores DOUTRINEM ao invés de ensinar – e, claro, quer expulsar homens e héteros da USP, pois a simples existência de homens é…FASCISTA!

 

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Um militonto pago acha Dilma uma coitadinha (depois que ela foi massacrada num debte na TV), mas acha que pode controlar as condolências alheias quando da morte da Margaret Thatcher (que, bem diferente da Dilma, jamais se fingiu de coitadinha só porque foi humilhada num debate, até porque a Margaret Thatcher sabia debater qualquer assunto, bem diferente da Dilma)

 

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“Elite paulistana mesquinha que odeia nordestinos”. Um deputado do PT que se diz defensor de direitos humanos desfila seu preconceito em sua página oficial do Facebook. Porque só quem pode ser preconceituoso são os que defendem o fim do preconceito. Certo?!

 

2014 10 27 21 45 43
Defensora da Dilma no Facebook que acha que Marina Silva só serve para costurar barra de saias. Preconceituosa? Não, claro: se a pessoa é do PT (ou de seus partidos linha auxiliar, como PSOL, PSTU etc) não pode ser chamada de preconceituosa nem racista nem homofóbica nem machista. Preconceituosos são os outros. Só é preconceituoso quem discorda dos “ativistas” de esquerda.

 

2014 11 29 09 10 07

2014 12 10 22 11 00
Esse é o nível da “Ministra” dos “Direitos Humanos”.

 

2015 01 06 01 25 10
Aqui uma feminazi que compartilha A SÉRIO um texto escrito por uma personagem “fake”, criada com o intuito de ridicularizar as feminazis. Essa gente é tão burra que não consegue distinguir uma sátira.

 

2015 02 01 19 53 08
Essa mania do politicamente correto gera discussões ridículas como esta, em que cagam-se regras o tempo todo.

 

Firefox 74
As empresas devem dar ouvidos ao que se escreve/diz nas redes sociais? Vejam o tipo de ignorância que inunda Facebook, Twitter e afins. São estas afirmações que as empresas devem considerar quando decidem sobre suas estratégias de comunicação & promoção?

 

2015 02 10 20 26 23
Quem caga regra e chama qualquer um que discorde dele de racista, homofóbico e outras bobagens apoia…a Dilma, claro! Linha auxiliar.

 

Edmilsonpapo10 2014 Jul 05

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O deputado que ama cagar regras e atacar de politicamente correto ao lado da militante do PT (e candidata a deputada não eleita pelo RS) que queria a morte de um jogador de futebol. A Luisa é transexual, e depois de escrever vários tweets sobre a morte ao jogador que atingiu o Neymar na Copa teve a cara de pau de dizer que “em nenhuma momento” defendeu agressão. Não, apenas MORTE.

 

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Sobre Joaquim Barbosa. Mas não é racista, não. Afinal, é do PT.

 

Firefox 39
Xingar nordestino que votou na Dilma é xenofobia e preconceito, mas xingar paulista que votou no Alckmin “tá de boa”, né?! Os patrulheiros do politicamente correto não são apenas burros, são hipócritas!

 

Rudá Ricci 04

 

Rudá Ricci 05
Esse Rudá Ricci se acha intelectual. É do PT. Ama o Lulla. Diz que paulista é preconceituoso, racista etc. Um jênio.

 

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Paulistas são um bando de imbecis porque escolheram um candidato que não era o dele. Mas como ele é marxista (mesmo jamais tendo lido Marx), ele pode dizer qualquer coisa e está tudo bem. É mais um que compartilhou link da @zambininha (perfil satírico do Twitter) achando que era texto “sério”. E ainda elogiou o texto! Sim, é burro mesmo.

 

Edu Goldenberg on Twitter Sem modéstia representei o Brasil com altivez na palestra que dei na ONU sobre o ódio nas grandes redes e o perigo da homofobia crescente 2015 01 28 01 45 19

Edu Goldenberg on Twitter Bicha velha esclerosada RT JornalOGlobo Governo Dilma armou toda essa roubalheira diz Ney Matogrosso t co ZaoM5OyWbW 2015 01 28 01 45 43
Dois momentos do mesmo idiota: critica a homofobia, mas chama Ney Matogrosso de “bicha velha esclerosada”.

 

Os grupelhos que se colocam como defensores das minorias (engraçado que as mulheres não são minoria, segundo o Censo do IBGE, há muito tempo) costumam escorregar no tomate: todos eles têm em comum o ardoroso amor a um ditadorzinho assassino que matou homossexuais…

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Pois é….

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As feminazis e o politicamente correto passaram do limite

Nesta semana, dois fatos chamaram minha atenção – e ambos são fruto direto do crescimento da ignorância que assola certos grupos no Brasil. Ambos os fatos afetam diretamente as estratégias de propaganda e comunicação de empresas e de governos e organizações. O que mais me assustou nos dois episódios que vou sintetizar adiante nem foi o radicalismo ignóbil e cego de grupelhos extremistas e ignóbeis, como as feminazis; fiquei muito mais preocupado porque jornais teoricamente sérios deram amplo espaço para estas demonstrações ridículas de falta de limites e bom senso. O caso que eu achei o mais grave foi o da Skol. Remeto à matéria do portal Meio & Mensagem para resumir:

Na última quarta-feira, uma campanha da Skol veiculada em outdoors causou polêmica por, supostamente, incentivar os consumidores à perda do controle e até a cultura do estupro. Após a mobilização de duas amigas nas redes sociais, as fotos viralizaram, ganharam as páginas de jornais de todo o País e obrigaram a marca a tomar uma atitude. Nesta sexta-feira, a Skol apresentou a nova peça, que substituirá a antiga veiculada. Com os dizeres “Não deu jogo? Tire o time de campo. Neste carnaval, respeite”.

A íntegra da matéria, inclusive com as imagens, está AQUI. O caso também ganhou repercussão em diversos jornais e portais noticiosos. No âmbito da atuação de empresas, grupos de pressão não são novidade. Porém, a situação fugiu de controle. Atualmente está muito fácil as empresas curvarem-se a “escândalos” promovidos por pequenos grupelhos de gente ignorante, sem nenhum bom senso, mas muito organizada e barulhenta. Essas feminazis são um excelente exemplo. Felizmente elas são uma minoria, muito pequena mesmo; infelizmente, são organizadas, extremistas, persistentes e agressivas. Acabam conseguindo produzir algum barulho – mas dependem de conseguir espaço para suas reivindicações esdrúxulas e toscas. Um exemplo internacional eu li no jornal O Globo de novembro de 2014 (AQUI):

A britânica Karen Cole publicou em seu perfil no Twitter uma foto de sua filha Maggie, que adora super-heróis, ao lado de um cartaz nada amigável numa filial do supermercado Tesco, no centro de recreação Tower Park, na cidade de Poole, no litoral sul da Inglaterra. A placa, que estava na sessão de brinquedos da loja, se referia ao novo despertador dos super-heróis da Marvel como um “divertido presente para meninos”. A rede já removeu o pôster, mas a imagem de Maggie irada ao lado dele se tornou viral e foi retuitada mais de 10 mil vezes. Foi a própria garotinha, de 7 anos, que fez a reclamação para a mãe. Além de remover o cartaz, a rede Tesco pediu desculpas formais, acrescentando que o relógio é “um ótimo presente para meninas e meninos”. A companhia tomou conhecimento do incidente quando Karen disse no Twitter: “Minha filha de 7 anos que adora super-heróis não ficou nada feliz ao ver esse cartaz no @Tesco hoje”. A mãe de três filhos contou à rede de TV BBC que Maggie sempre gostou de heróis, dragões e cavaleiros. Ano passado, Karen teve que explicar para a garotinha que “todos os brinquedos eram para todas as pessoas”, depois que a pequena aventureira se mostrou preocupada que alguns brinquedos fossem apenas para meninos, e outros só para meninas. “Quando ela viu a placa, ficou confusa, porque ela dizia exatamente o oposto do que eu tinha ensinado a ela”, contou Karen à BBC. A mãe ficou surpresa e muito satisfeita com o barulho que sua reclamação fez nas mídias sociais.

Constata-se, pois, que grupelhos de feminazis e suas práticas chucras não são exclusividade do Brasil, muito pelo contrário. Mas esses grupelhos extremistas estão ganhando espaço e criando, com isso, efeitos deletérios: uma criança de apenas 7 anos “irritada” com esta bobagem? Obviamente os pais desta criança devem ser dois paspalhos. Esta é outra tendência que venho observando: os pais, hoje, têm medo de colocar limites em seus filhos, mas isso é outro assunto (a reportagem afirma, na última frase, que a mãe ficou “satisfeita” com a reclamação da filha, o que apenas reforça a evidência: a menina é vítima da burrice galopante da mãe).

Retomando o caso da propaganda da Skol: sim, a propaganda é ruim, mas nem de longe ela incentiva estupro. Trata-se apenas de mais uma propaganda de cerveja ruim. Aliás, é preciso reconhecer: no Brasil, nunca vi propaganda de cerveja que não fosse ruim. Há algumas que são péssimas, e há aquelas que são apenas ruins. Mas e daí?

Se as empresas caírem nesta cilada, e permitirem que meia dúzia de desequilibradas histéricas pautem suas decisões de mídia, elas vão acabar se queimando e perdendo quem realmente importa: seus clientes. A sociedade está caminhando, a passos largos, em direção ao ridículo; tudo virou motivo para “mimimi”. Todo mundo, hoje, se sente ofendidinho por qualquer bobagem, e sai gritando “bullying! Machismo! Homofobia! Racismo! Transfobia!“. Há uns termos novos, que não sei nem o que significam e não vou perder tempo tentando reproduzir. As redes sociais, especialmente Facebook e Twitter, só fizeam esta tendência crescer, acelerar e intensificar-se.

O problema, todavia, é que acaba sendo dado muito espaço para estas bobagens. As redes sociais, hoje, estão pautando boa parte do jornalismo brasileiro – que anda, por seu turno, bastante ruim também. Exemplo gritante disso (íntegra AQUI):

Após repercussão negativa e críticas nas redes sociais, o Ministério da Justiça retirou do Facebook uma peça publicitária da campanha “Bebeu, perdeu”, voltada para os foliões neste Carnaval. Os internautas acusaram a campanha de promover o machismo e o bullying. Na imagem, duas jovens segurando celulares riem de outra garota. A mensagem da imagem traz o texto: “Bebeu demais e esqueceu o que fez? Seus amigos vão te lembrar por muito tempo”. Além de apagar o post, o Ministério da Justiça publicou um pedido de desculpas no Facebook pelo “equívoco”. “A campanha # BebeuPerdeu é muito mais do que isso. Nós nos equivocamos com a peça. Ela tem o objetivo de conscientizar jovens até 24 anos sobre os malefícios do álcool. Atuamos em políticas públicas em conjunto com a Secretaria de Políticas para a Mulher (SPM) contra a violência doméstica, o feminicídio e outras formas de violência contra a mulher. Pedimos desculpas pelo mal entendido e ao mesmo tempo contamos com a colaboração de todos na campanha”.
A SLA Propaganda é a agência criadora da campanha para o Ministério da Justiça.

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Sobre este caso da campanha do Ministério da Justiça: confesso que eu ri. Sim, minha primeira reação foi rir, porque afinal o Ministério da Justiça do PT estava sendo o alvo do histerismo dos grupelhos feminazis que apoiam…o PT!

Firefox 60 Não causa nenhuma surpresa, mas as feminazis são de esquerda e, na impossibilidade de elegerem uma Luciana Genro ou qualquer outra tralha, acabam votando (e apoiando) uma tranqueira como a Dilma. Porém, o destempero e o grau de delírios das feminazis sempre acaba falando mais alto, aí elas não resistem e começam a latir até mesmo contra a campanha publicitária do (des)governo que elas ajudaram a eleger.

Este caso da campanha “BebeuPerdeu”, aliás, me fez rir mais ainda quando fiz uma busca sobre o assunto para escrever este texto. O Google resolveu fazer um gracejo com a minha pessoa, e mostrou um link para aquele detrito chamado Caca CaPTal (alguns chamam de Carta Capital). O engraçado é que a reação histriônica das feminazis foi criticada até mesmo por quem se considera “leitor” desta porcaria (o sujeito que se acha leitor da Caca CaPTal não é leitor, pois ignorante demais para tal; trata-se, no máximo, de observador de figuras coloridinhas). Clique na imagem para ampliar: Ministério_da_Justiça_retira_do_ar_campanha_considerada_machista_—_CartaCapital_-_2015-02-14_02.06.28Pode-se ter a certeza do ridículo a que chegaram as feminazis quando até mesmo quem perde tempo visitando o site da Caca CaPTal critica essas desequilibradas. O link está AQUI (mas muito cuidado: ninguém com QI acima de 2 deve JAMAIS levar a sério o que a Caca CaPTal escreve; portanto, clique sob sua conta e risco).

Deixando o detrito da Caca CaPTal no lugar que lhe cabe (o esgoto), vamos falar sério. Depois que eu havia começado a escrever este post vi que o Leandro Narloch também havia escrito sobre estas destrambelhadas feminazis, e motivado justamente pelo caso da Skol. Eis aqui o excelente texto do jornalista (a íntegra está AQUI):

Tempos atrás, uma amiga minha estava indignada porque, ao correr na ciclovia da Avenida Sumaré, em São Paulo, não parou de levar assovios e buzinadas de motoristas e motoboys. Eram tantos que ela resolveu contar: foram 35 pequenos assédios em meia hora de exercícios.

Começo com essa história para dizer que sim, a vida das mulheres tem dificuldades – e seria legal se os homens mudassem alguns costumes. Ainda hoje tem gente – na internet e nos tribunais – aliviando a culpa de estupradores por causa do famigerado “mas ela estava de saia curta”. A favor de uma mudança de atitude há iniciativas positivas e propositivas, como a campanha Chega de Fiu Fiu.

O que me intriga é por que, fora uma ou outra exceção, as militantes que defendem essas causas legítimas são tão histéricas, voláteis, estridentes, paranoicas, desatualizadas, chatas, intolerantes, enfim, totalmente doidas?

Esta semana foi a vez de uma propaganda da Skol. Duas mulheres ficaram indignadas com a frase “Esqueci o ‘não’ em casa” do anúncio. Não há na propaganda nenhuma menção a mulheres ou a sexo, nenhum imperativo ou tentativa de imposição de regra, como haveria na mensagem “neste carnaval, não venha com essa de dizer ‘não’”. A frase está em primeira pessoa, indicado escolha voluntária – e as próprias feministas dizem que não se deve recriminar as mulheres que optam por dizer “sim”. Como a propaganda é de cerveja, talvez o máximo de interpretação que se possa extrair dela é “tudo bem eu beber um pouco mais, pois é carnaval”. Mas as duas mulheres viram ali um episódio de atroz opressão machista. Completaram o cartaz com a frase “e trouxe o nunca” e se fotografaram com cara de indignadas em frente ao anúncio.

Há casos mais absurdos. Na Páscoa de 2013, o chocolate Kinder Ovo levou pedradas na internet por ter produzindo uma versão do chocolate com embalagem azul, para meninos, e outra rosa, para meninas. Em novembro do ano passado, a onda de ódio e intolerância passou por um dos cientistas da equipe da sonda Rosetta, aquela que pousou no cometa. Feministas execraram o cientista Matt Taylor porque ele usava uma camiseta estampada com imagens de uma loira de biquíni. O rapaz foi a público chorando, para dizer que não foi sua intenção ofender as mulheres.

Com boa parte das feministas é impossível travar uma discussão elegante. Elas se eriçam diante da menor diversidade de opiniões. Se você não concorda com um ou outro argumento, é machista ou conservador. Tudo para elas é influência social, apesar do estudo de tendências evolutivas do comportamento humano ter revolucionado a economia, a psicologia e as ciências sociais nas últimas décadas. Não adianta você insistir que está vacinado contra a falácia naturalista, repetir que não há  nenhuma obrigação em seguir  ou aceitar tendências naturais. Elas vão logo achar que, ao citar Darwin, você está dizendo que as mulheres devem ficar em casa cuidado dos filhos porque isso é natural.

Se estas feminazis não fossem tão ignorantes, passariam mais tempo lendo ISSO do que fazendo ISSO ou ISSO. Contudo, se fossem menos ignorantes, não seriam feminazis. Em tempo: será que é apenas coincidência que as feminazis são feias de doer? Será que é pré-requisito para se filiar ao sindicato?

Feminazis

Marketing político, propaganda enganosa e estelionato eleitoral

Finalmente acabou a campanha eleitoral mais suja e mentirosa que eu já testemunhei (incluindo a de 1989).

Desde então, tenho lido inúmeros artigos criticando o “marketing político”, que teria sido o responsável pelo baixo nível da campanha, e que explicaria o estelionato eleitoral que vem ocorrendo desde o dia 27 de Outubro. Alguns exemplos de jornalistas (ou articulistas, colunistas etc) que estão utilizando erroneamente o conceito de marketing (são muitos exemplos, então tive que restringir a escolha, sob risco de ter que produzir uma wikipedia inteira): aqui, aqui, aqui e aqui.

Com efeito, quando os jornais, revistas e portais de notícias publicam artigos que criticam o marketing político, ou que usam o conceito de marketing como se fosse equivalente a propaganda enganosa, os leitores acabam acreditando que aquilo é marketing. Pior ainda: as pessoas ficam com uma impressão pejorativa do marketing! Essa impressão acaba ganhando ares de senso comum: sempre que alguém quer dizer que um candidato mentiu, coloca a culpa no marketing:

MARKETING NÃO É NADA DISSO!!!
Eu já escrevi aqui há muito tempo, e repito: marketing político NÃO EXISTE.
A única coisa que os chamados “marqueteiros” das campanhas politicas fazem é COMUNICAÇÃO. Nada contra a comunicação, evidentemente, mas comunicação NÃO é sinônimo de marketing.

Eu já contei um caso aqui no blog, há muito tempo, e vou recapitular de forma resumida. Uma aluna queria fazer um TCC sobre marketing político, e pediu que eu orientasse o trabalho. A contragosto, fiquei de analisar se toparia ou não. Fiz, então, uma pesquisa em textos e fontes acadêmicas sobre o tema. Achei uma dissertação de mestrado, e fui ler.
O que a autora da dissertação chamou de “marketing político” era, na verdade, um conjunto de ações de COMUNICAÇÃO. Preparar discursos de candidatos, fazer roteiros de programas políticos, redigir frases a serem usadas em comícios, atos de campanha e debates, produzir conteúdo para sites, mídias sociais e outros meios etc…
TUDO, enfim, que compete a uma agência de comunicação/propaganda.
O problema é que marketing é um conceito bem maior, mais abrangente, mais amplo.
Vou recorrer a uma das definições elementares do conceito de marketing, que apresento aos meus alunos no início do curso, para ajudar a esclarecer o senso comum que leva a esmagadora maioria dos leigos a confundir marketing com propaganda:

Marketing é um processo social por meio do qual pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam através da criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor.

Esta definição acima é do Philip Kotler, extraída do livro Administração de Marketing. Eu poderia apresentar outras definições, mas vou ficar apenas com uma, para simplificar (quem quiser aprofundar-se, pode ler o excelente artigo FALÁCIAS EM MARKETING NO BRASIL, escrito em 2006 por Marcos Campomar e Ana Ikeda, texto que eu uso na primeira semana de aula, aliás, pois apresenta diversas falácias e concepções equivocadas sobre o conceito de marketing).

A partir desta definição do Kotler, fica evidente que numa campanha político-eleitoral, não são criados produtos nem serviços para um determinado público consumidor; busca-se, apenas e tão somente, ajustar os discursos de um candidato a um determinado cargo politico de forma a fazer com que a maioria dos eleitores vote naquele candidato. Isso é, em suma, COMUNICAÇÃO.

Eis aqui um exemplo da comunicação adotada pelo PT nesta campanha suja de 2014:

2014-10-24 20.27.08

Este caso específico mostra duas coisas: (1) COMUNICAÇÃO é fundamental numa campanha eleitoral ; (2) o PT adota a comunicação do terrorismo eleitoral, tentando fazer com que os milhões de beneficiários do bolsa família votem na Dilma por causa do MEDO de perder o benefício.

Mas não é só a chantagem com o bolsa família, não:

2014-10-25 22.16.28

Ou ainda:

SMS PT

Mais um exemplo (este aqui eu recebi a menos de 5 dias do 1o turno):

2014-09-29 22.15.19O chamado “marqueteiro” do PT, João Santana, não faz marketing, ele apenas escolhe as ferramentas de comunicação que julga mais apropriadas e decide a forma de usá-las, o momento etc. Ele não está preocupado com a satisfação do cliente/consumidor (basta ver os exemplos de estelionato eleitoral que serão apresentados mais abaixo), ele não se preocupa em mentir para fazer com que a pessoa vote na Dilma, nada disso. Tudo o que importa é conseguir o voto.

Eu não resisto a apresentar a definição da American Marketing Association, para encerrar a parte de conceituação:

Marketing is an organizational function and a set of processes for creating, communicating and delivering value to customers and for managing customer relationships in ways that benefit the organization and its stakeholders.

O que acontece numa campanha eleitoral é mais simples do que parece: candidatos mentem e, depois de eleitos, acabam tendo que fazer coisas um pouco diferentes das promessas. Em alguns casos, a diferença entre a promessa e a ação posterior à eleição é maior. E, num patamar mais elevado, temos o que vem ocorrendo no Brasil: ESTELIONATO ELEITORAL. Durante a campanha, Dilma e o PT mentiram de forma assombrosamente desavergonhada e, depois que (infelizmente) ganharam a eleição, começou a ficar evidente o estelionato eleitoral.

Vamos a alguns exemplos, a seguir.

O primeiro caso: a candidata usa sua conta no Twitter em 19 de Outubro para falar sobre desmatamento:

Firefox 70

No dia 07 de Novembro, a Folha publica isso:

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O segundo caso: inflação e juros. Durante toda a campanha, Dilma afirmou que o PSDB gostava de juros altos. Fizeram uma campanha extensa com mentiras e deturpações de diversos dados e até mesmo de falas do Armínio Fraga sobre salários mínimo, juros, bancos públicos etc. Aqui, dois exemplos, ambos datados de Outubro:

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Dilma Rousseff on Twitter- "Vocês (PSDB) sempre gostaram de plantar inflação para colher juros. #QueroDilmaTreze http---t.co-OmnxZr4WTm"A eleição aconteceu no dia 26. Apenas TRÊS dias depois, aumento de juros. Eis aqui a capa do jornal O Globo do dia 30 de Outubro:

Firefox 78

Há inúmeros outros casos: aumento de energia elétrica, aumento do preço da gasolina, aumento do número de miseráveis no Brasil etc (veja mais alguns exemplo ao final do post).
Para finalizar, uma das maiores e mais descaradas mentiras que eu ouvi durante a campanha: o Bolsa Família.
Primeiro um vídeo curtinho:

Agora, uma das afirmações mentirosas da Dilma durante a campanha:

Firefox 65Criação do Bolsa Família

A questão central é relativamente simples: durante a campanha o PT adotou a MENTIRA como “estratégia”. As propagandas do horário político mostravam um país que jamais existiu, sem problemas, com tudo perfeito. Em diversas oportunidades da candidata Dilma afirmou, com todas as letras, que a inflação estava sob controle; a candidata mentiu quando se referiu às idéias defendidas pelo Armínio Fraga; a candidata mentiu sobre tarifas de serviços públicos etc. etc. etc. Passada a eleição, a realidade tratou de desmontar ruidosamente a campanha falsa. Tudo o que a Dilma falou desceu pelo ralo.

Marketing não tem nada a ver com isso. O que aconteceu não foi marketing eleitoral, nem marketing (sem o adjetivo “eleitoral” depois). Alguns poderiam chamar de “propaganda enganosa“, mas jamais de marketing. O termo correto é sucessão de mentiras, que se acumularam, e depois ficou latente o estelionato eleitoral.

Alguns poderão lembrar que logo após a eleição de 1998, o Brasil sofreu um estelionato eleitoral também: FHC segurou a paridade do real frente ao dólar de forma artificial, e pouco depois de ter sido reeleito, começou o ajuste que causou uma crise. Sim, houve estelionato eleitoral ali. Da mesma forma, Fernando Collor promoveu outro estelionato eleitoral, com o confisco da poupança.

E aqui faço um pequeno parêntesis: dois economistas que têm voz ativa no PT e no governo Dilma foram FAVORÁVEIS ao Plano Collor: Maria da Conceição Tavares e Luiz Gonzaga Belluzzo. Belluzzo, aliás, não apenas foi favorável ao confisco e ao Plano Collor como um todo, mas colaborou ativamente. Tanto Tavares quanto Belluzzo seguem defendendo o PT, Lulla, Dilma e companhia limitada, apoiando a política econômica desenvolvimentista que só tem produzido o fiasco econômico dos últimos anos. Fecha parêntesis.

Desta forma, resta evidente que estelionato eleitoral não é uma novidade no Brasil. Contudo, nunca antes na história deste país houve um estelionato eleitoral tão grande, abrangente, profundo e descarado como o atual, promovido pela economista que não entende nada de economia e que teve a rara habilidade de levar à falência uma lojiha de R$ 1,99 na época da paridade do real ao dólar.

A seguir um pequeno apanhado da quantidade de mentiras contadas por Dilma Ruinsseff na campanha que foram desmascaradas pelos fatos em poucos dias, conforme eu havia prometido (clique nas imagens se quiser ampliar):

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Estelionato

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IPEA, FAO, IBGE: dados, estatísticas, erros e desinformação

Há alguns meses, o IPEA foi protagonista de uma situação constrangedora: divulgou uma pesquisa sobre estupro que causou uma repercussão imensa. A pesquisa, descobriu-se pouco tempo depois, estava completamente errada. Não se tratou de um ou dois errinhos, não; eram erros tão amplos, crassos e profundos que o melhor a fazer era jogar toda a pesquisa no lixo e fingir que aquilo jamais aconteceu.

Há poucos dias, veio à tona um estudo da FAO (órgão inútil da ONU presidido por um petista) que também estava baseado em dados falsos. Sobre isso, aliás, eis aqui um vídeo curtinho, claro, objetivo e altamente revelador:

Como sempre acontece, esse tipo de notícia vira base para que alguns ignorantes, que não entendem nada de dados e metodologia de pesquisas, soltem suas bobagens:

Hoje tivemos a cereja do bolo: o IBGE divulgou nota oficial e convocou coletiva de imprensa para avisar que os dados da PNAD que haviam sido divulgados ONTEM continham erros tão graves que, após revisados, alterariam sobremaneira grande quantidade das conclusões apresentadas ontem à imprensa.

Esse tipo de ocorrência é grave, séria.

Uma coisa é um(a) candidato(a) dizer coisas diferentes em momentos diferentes – vejamos, por exemplo, Dilma Rousseff, que em 2010 era favorável à autonomia do Banco Central, mas em 2014 está produzindo mentiras sobre o assunto em virtude da posição da Marina Silva:

2014-09-12 13.55.46

Infelizmente, como imensa maioria da população tem memória fraca e pouco conhecimento sobre 90% dos assuntos econômicos, esse tipo de vai-e-vem de opiniões é comum entre candidatos (a qualquer cargo, registre-se).

Outra coisa, completamente diferente, é vermos órgão estatais ESPECIALIZADOS no assunto cometendo barbeiragens como esta do IBGE, do IPEA ou da FAO.

A despeito de achar que 90% das colunas do José Roberto de Toledo (do Estadão) merecem no máximo a lata do lixo, nesta ele acertou (íntegra AQUI):

Não há hora certa para fazer bobagem, mas não poderia ter sido pior o momento para o IBGE errar como errou na divulgação da PNAD 2013. Imediatamente o instituto virou matéria prima para teorias da conspiração eleitorais. “Maquiagem” foi a palavra da hora nas redes sociais. Mas foi só incompetência mesmo.
O ônus de admitir um erro dessa magnitude na reta final da sucessão presidencial é tão grande que só uma “maquiagem” completa para embelezar os indicadores poderia justificá-lo. Não foi o que aconteceu. Vários indicadores ficaram mais feios.
A renda, por exemplo, cresceu só 3,4% de 2012 para 2013 – muito menos do que os 5,1% divulgados na véspera. O analfabetismo caiu menos ainda (0,2 ponto, e não 0,4), a média de anos de estudo da população foi de 7,5 para 7,6 e não para 7,7 como se pensava.
O que não ficou mais bonito tampouco ficou menos feio: a taxa de desemprego nacional cresceu mesmo, de 6,1% em 2012 para 6,5% em 2013. Se fosse para fazer uma cirurgia plástica nos dados, esse teria sido um número a sofrer lipoaspiração.
Um dos poucos indicadores que melhorou foi o da desiguldade medida pelo índice de Gini. Quanto menor, melhor. E o Gini de todas as fontes de renda caiu de 0,505 para 0,501 (antes de o erro ser detectado, tinha ficado igual). E o Gini da renda de todos os trabalhos foi de 0,496 para 0,495 – em vez de 0,498. Ou seja, não virou nenhuma Gisele Bundchen estatística.
Qual foi o erro, então? A PNAD não é uma simples amostra da população brasileira. Ela é uma série de amostras estaduais e regionais que depois são combinadas à amostra nacional. O IBGE faz isso para poder extrapolar os resultados por região metropolitana, por exemplo. É uma prática comum em pesquisas.
Em eleição os institutos fazem isso quando querem pesquisar a intenção de voto nacional para presidente e, ao mesmo tempo, saber como os paulistas vão votar para governador, por exemplo. Amplia-se o tamanho da amostra em São Paulo apenas, para aumentar a confiabilidade dos dados. Mas na hora de calcular a taxa de intenção de voto para presidente em todo o Brasil, faz-se uma regra de três para dar o peso correto à amostra paulista.
Segundo o IBGE, alguém esqueceu de fazer isso com as amostras das regiões metropolitanas de vários Estados. Assim, elas ficaram com um peso desproporcionalmente grande na amostra do Brasil – por isso os dados educacionais pareciam melhores do que eram de fato, já que a escolarização é maior nas metrópoles.
Apesar de tudo, foi importante o IBGE ter admitido o erro e publicado os resultados certos com clareza – comparando-os aos errados, para todo mundo saber onde estavam os problemas. A PNAD é o melhor termômetro do que acontece com o Brasil. Sem saber se há febre ou não, é difícil acertar o diagnóstico e o remédio.
O erro amassou a reputação do IBGE, mas reconhecê-lo de pronto era a coisa certa a fazer. Maquiagem seria tentar escondê-lo.

Claro que surgirão teorias da conspiração e questionamentos sobre a lisura do IBGE. É do jogo.

Ao mesmo tempo, em virtude da postura totalitária do governo (que exige demissão de funcionário do Santander por enviar a seus correntistas uma análise tecnicamente correta e impecável, mas que desagradou à Presidente que se acha a Rainha do Amazonas; ou querer expulsar do país um repórter do New York Times que escreveu uma matéria tecnicamente correta, ainda que fraca, sobre os hábitos de um ex-presidente bebum), é compreensível que surjam dúvidas sobre os motivos que levaram o IBGE a voltar atrás em apenas um dia.

Eis aqui um artigo curtinho do Reinaldo Azevedo sobre o caso:

O IBGE mobiliza uma tropa de técnicos para processar as informações colhidas pela Pnad. Se a rotina não mudou, há todo um processo de conferência de dados. Mais: há procedimentos justamente para capturar eventuais erros antes da divulgação. Fazer de conta que estamos diante de uma narrativa corriqueira corresponde a tapar o sol com a peneira. Não estamos.

Então, depois de uma demora que também não teve a devida explicação, os dados são divulgados, constata-se a estagnação da redução da desigualdade, o tema ganha óbvia tradução política — e nem poderia ser diferente —, e, com rapidez espantosa, corrige-se o “erro” e se obtém o resultado desejado? “Ah, a desigualdade continua em queda”. Que bom, né? A oposição já não poderá mais usar esse argumento.

Estou acusando o IBGE de ceder à pressão oficial? Não exatamente. Se achasse, diria. Mas que devemos estranhar o procedimento, ah, isso devemos, sim.

Reitero: o que me espanta é o fato de checagens periódicas, que fazem parte do método de processamento de dados, não terem identificado, durante meses, um erro tão sério, depois identificado num único dia.

O que se passa no IBGE? Não sei. Nenhuma possibilidade é boa.

Depois disso tudo, o governo incompetente e totalitário do PT anunciou que irá criar comissões para avaliar os erros. Essa gente pitoresca adora “comissões” e “grupos”, né?! Elas jamais conseguem produzir nada, mas são criadas às pencas.

Que o IBGE errou não há dúvida.

A questão é compreender qual a extensão e a gravidade dos erros. Conforme apontou Cristiano Romero, excelente jornalista do Valor Econômico:

Pessoalmente, eu tenho um trabalhão tentando mostrar aos meus alunos o tanto de estatísticas oficiais que se pode obter GRATUITAMENTE junto aos órgãos especializados, e o quanto estas informações são úteis para se fazer um plano de negócios, o plano de marketing, análise da concorrência etc. Eu costumo, sempre que o tempo permite, mostrar a eles sites do próprio IBGE, da Fundação Seade, da FGV-Dados, do IPEA (esse eu abandonei, porque o Pochmann destruiu o coitado) etc, e como eles podem usar os dados de forma prática.

Não é trabalho fácil.

O site do IBGE, por exemplo, tem a SIDRA, um banco de dados gigantesco mas bastante difícil de ser usado por quem não tem alguma experiência com bancos de dados e estatísticas nacionais. Mas eu tento mostrar-lhes alguns “truques”.

E fatos como esse que aconteceu hoje acabam minando a credibilidade de órgãos sérios, aonde trabalham pessoas extremamente sérias e competentes. Estas pessoas, entretanto, acabam prejudicadas por chefias preenchidas com indicações políticas ou então pressões vindas de governos pouco afeitos à democracia.

Lastimável.

Começa a campanha eleitoral 2014: chega de PT

Tem início, oficialmente, a campanha eleitoral de 2014. É agora ou nunca: ou o Brasil derrota o PT, ou o PT acaba com o Brasil.

Não é exagero: as instituições democráticas têm resistido a estes 12 miseráveis e lastimáveis anos de PT, mas chega uma hora em que não dá mais.

NÃO DÁ MAIS.

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Desde 2003, o PT vem impondo uma triste e deplorável sucessão de derrotas para a democracia.

Quem acompanha este blog sabe, mas nunca é demais repetir.  A política (e as ações resultantes dela) tem impacto direto na vida de todos nós, seja no aspecto pessoal, seja no profissional. Pessoas, empresas e relações são afetadas pelas decisões políticas. Assim, a despeito de este blog não ser totalmente dedicado à política, basta ver no arquivo que o tema ocupa, sim, espaço relevante.

E agora em 2014 existe um conjunto de condições REAIS, palpáveis, factíveis, para afirmar com convicção que é possível, sim, derrotar o PT e seu projeto de poder totalitário, anti-democrático, populista e derrotista.

O Brasil, tão popularmente chamado de “país do futuro”, não terá futuro nenhum se eleger Dilma Rousseff para um segundo mandato (ou, numa alternativa igualmente desastrosa, Lulla, caso a geranta seja ejetada devido ao fraco desempenho). Não importa a pessoa – é crucial derrotar o PT e seu projeto de poder socialista.

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Um dos pontos-chave por trás das ações totalitárias do PT chama-se FORO DE SÃO PAULO.

Muita gente acha, honestamente, que ele não existe, que trata-se de “exagero” de anti-comunistas radicais. Entendo. Essas pessoas precisam apenas ter acesso à informação correta (o site oficial deles é um bom começo para mostrar que EXISTE, né?!).

A maioria dos que negam a existência do Foro de SP, por outro lado, é gente que sabe que ele existe, participa direta ou indiretamente, mas sabe que se a verdade sobre ele vier à tona, o PT perde o poder. Estes não me interessam. Se você se enquadra nesta categoria, pode ir embora (aliás, nem deveria estar aqui! Tem gente sem caráter e sem neurônio que se alinha a você – basta procurar o blog da socialista morena, do racista paulo henrique amorim etc).

Aqueles que desejam ter acesso à informação podem seguir a leitura. Garanto que poderão aprender algumas coisas importantes.

É preciso lembrar: todas as vezes em que o PT e Lulla perderam as eleições para Presidência foi por causa do discurso socialista.

Nas 3 primeiras campanhas, a população negou-se a eleger o sindicalista que pregava a moratória da dívida externa, apoiava o MST (que violava não apenas a lei, mas a propriedade privada, esta invenção abjeta do capitalismo democrático), e inúmeros outros temas caros ao socialismo – mas, restou provado, rejeitado pela maioria esmagadora da população.

Em 2002, diante do risco de perder pela 4a vez consecutiva a eleição, trataram de maquiar a verdade.  A “Carta ao Povo Brasileiro” foi apenas o começo. A partir daquele momento, o outrora candidato raivoso, socialista, inimigo das liberdades individuais, hipócrita e mitômano foi soterrado pela maquiagem de um moderado – que, infelizmente, acabou sendo eleito.

Contudo, o PT (e seus asseclas, como MST, CUT, o jornalismo da esgotosfera como CacaCaPTal e outros cacarecos) sempre fez o possível e o impossível para esconder o Foro de SP.  O discurso levado à população esconde as reais intenções do PT:

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O PT continua, sim, defendendo a implantação do socialismo.

Todos os programas de governo (os verdadeiros, não os que são divulgados amplamente) do partido afirmam isso de forma categórica.

Esses documentos REAIS, contudo, não são de conhecimento da maioria. Quem quiser conferir o documento finalizado em Maio deste ano (sim,  2 meses atrás) pode baixar o arquivo AQUI. Aliás, eu recomendo: não acredite em mim, leia o que o PT produz internamente e avalie se é isso o que você quer para o Brasil.

Socialismo é um atraso de vida. Graças ao socialismo, milhões de pessoas foram assassinadas – seja com armas, seja devido à fome criada pelo fracasso do socialismo na prática (vide a grande fome russa de 1921).

Não existe UM único país desenvolvido socialista. Nenhum. Jamais existiu. De novo: não sou eu quem está dizendo isso – trata-se de um FATO HISTÓRICO.

Vamos a alguns vídeos bastante instrutivos sobre o Foro de SP, então.

O primeiro: Dilma Rousseff dando as boas vindas aos que vieram para o Brasil para participar do XIX Encontro do Foro de São Paulo, realizado no dia 2 de agosto de 2013.

Reparem que ela usa o termo “progressista“. Ela não fala “socialista”, nem “comunista”, nem qualquer outro termo. Por quê?

Simples: primeiro, o comunismo ficou marcado pelos milhões de mortos na União Soviética e nos regimes que se inspiraram na URSS.
Para tentar esconder a verdade, passou-se a adotar o termo “socialismo” (há pequenas diferenças conceituais, que abordo em breve, mas grosso modo tratou-se de uma decisão de relações públicas: como o nome comunismo passou a ter rejeição alta, muda-se o nome).

Depois, socialismo também passou a ter uma “reputação” ruim. Foi quando surgiu a idéia de mudar o nome de novo. Surge, então, o “progressismo”. “Progressista” é o comunista que não tem coragem de se assumir como comunista, ou o socialista que sabe que existe a má-fama do termo.

Aliás, de forma bem resumida, qual é a diferença entre comunismo e socialismo?

Dentro da teoria marxista elaborada no século XIX, comunismo e socialismo seriam duas etapas sucessivas no desenvolvimento da sociedade humana, ocorrendo após o colapso do sistema capitalista. O socialismo seria caracterizado pela abolição da propriedade privada dos meios de produção e a instalação de um estado forte (“ditadura do proletariado”), capaz de consolidar o regime e promover a diminuição da desigualdade social. No comunismo, o próprio estado seria abolido, com a instauração de uma igualdade radical entre os homens.

Explicação um pouquinho mais detalhada pode ser lida AQUI. Neste link é possível observar também o lenga-lenga clássico dos comunistas frustrados: “na verdade nunca houve um país comunista de verdade, pois nem mesmo a URSS adotou TODOS os preceitos teóricos de Marx“. Trata-se de uma bobagem clássica, repetida ad nauseam após a queda do Muro de Berlim e derrocada da URSS.
Poder-se-ia dizer, seguindo esta “linha de raciocínio” (sic), que o capitalismo também nunca existiu, pois o que se vê na prática difere das teorias sobre o capitalismo. Isso explica-se porque uma teoria é apenas uma teoria – quando se coloca na prática, são necessários ajustes e mudanças. Trata-se, afinal de contas, de uma utopia.

Um vídeo curto (menos de 7 minutos) e bem humorado que trata disso está AQUI. Vale a pena ver (a rigor, ouvir, porque não passa de um áudio com imagen “decorativas”, mas ainda assim vale a pena). E, por fim, se alguém quiser ler o que Lênin e Engels pensavam sobre essa questão, está AQUI uma compilação que eu mesmo fiz.

Voltando ao Foro de SP, agora. José Dirceu, antes de ser preso, fala com todas as letras da criação do fórum socialista da América Latina (que, na prática, sempre foi chefiado pelo PT):

Finalmente, neste terceiro vídeo, temos o vigarista-mor: Lulla discursa durante a abertura do XIX Encontro do Foro de São Paulo, realizado no dia 2 de agosto de 2013, na cidade de São Paulo – mais precisamente, no Hotel Jaraguá.

Portanto,  depois destes 3 vídeos, alguém vai afirmar que o Foro de SP NÃO EXISTE?

Na dúvida, um vídeo mais longo e bem mais detalhado está AQUI. Nele, é possível ter uma compreensão mais abrangente da atuação desse grupo na América Latina. Repito: é longo, e por vezes meio chato (eu, como agnóstico e não-muito-fã-do-exército, acho um porre aturar a reza e outras coisas), mas está recheado de informações que merecem ser conhecidas.

E agora, para encerrar o assunto Foro de SP.

Está AQUI o mais completo, detalhado, abrangente e bem documentado perfil do Foro de SP. São dados acachapantes. Há os documentos oficiais do Foro de SP, vídeos, análises etc.

Enfim, tudo.

Isto posto, é preciso deixar claro que o PT não é ruim para o Brasil apenas e tão somente pela incompetência de seus integrantes (basta ver a situação social, econômica, institucional, política, legal do país), mas especialmente pela agenda deles. O objetivo do PT é criar a URSS da América Latina – esta é a razão da existência do Foro de SP. E o Brasil é o maior e melhor instrumento para que se atinja este objetivo.

TODOS os demais países que, direta ou indiretamente, integram o Foro de SP estão falidos, quebrados, miseráveis. Começando com Cuba, passando pela Venezuela e chegando na Argentina, estão todos quebrados, em claro e acelerado declínio econômico. O Brasil também está péssimo economicamente falando, mas é o único, entre o grupo todo,  que tem condições e potencial para reverter este quadro.

Resumo

A diferença entre paranóia e indigência intelectual disfarçada de modernidade

Leio no Estadão (íntegra AQUI) o seguinte (grifos meus):

Ele fez curso de Filosofia na Universidade de São Paulo (USP), mora em casa própria, diz que vive do salário de professor e lidera invasões de terrenos urbanos pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Guilherme Castro Boulos, de 32 anos, casado com uma sem-teto, dois filhos, nascido em uma família de classe média paulistana, se diz um marxista com a missão de acumular forças políticas para a revolução socialista. Para atingir sua meta, ele intensifica ações urbanas dos sem-teto e põe proprietários e mercado imobiliário em alerta.

Com base em sete Estados – mais de 50 mil famílias, 20 mil delas em São Paulo -, Boulos chefiou a pressão que durou sete dias na frente da Câmara Municipal da capital para abrir brecha no Plano Diretor e beneficiar uma dezena de assentamentos do MTST, entre eles o Copa do Povo, em Itaquera, na zona leste.

(…) Ex-militante estudantil do Partido Comunista Brasileiro (PCB), corintiano, ex-integrante da Gaviões da Fiel, torcedor da seleção de Felipão, Boulos se diz também um sem partido. A causa política imediata dele passa por dois espaços bem definidos.

O primeiro, assegurar a posse de áreas para o MTST construir moradias nas periferias de grandes cidades. A ferramenta para essa expansão é a mobilização dos sem-teto e de gente que mora de aluguel. De olho em terrenos para habitação popular, e usando o programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, como fonte de financiamento, Boulos repete nas cidades a prática de pressão que o MST exerceu no campo, principalmente a partir de 1994.

Com especialização em Psicologia pela USP, onde entrou em 2000, ele tem bem claro que seu segundo objetivo é bem mais ousado: acumular apoios de massas das periferias urbanas para uma revolução socialista, discurso encontrado também no ideário dos sem-terra.

Filho do médico infectologista Marcos Boulos, que não fala sobre ele a pedido do militante dos sem-teto, o ativista entrou no MTST em 2002, influenciado pelas técnicas de organização ensinadas por líderes como João Pedro Stedile e José Rainha, artífices de centenas de acampamentos de lona preta em estradas e fazendas que o MST escolheu para reforma agrária nas últimas duas décadas.

Este meliante, perfilado na matéria do Estadão (que deveria ser lida, aliás), não apenas praticou terrorismo puro contra os vereadores de SP para que o Plano Diretor beneficiasse a organização que ele preside (MTST), mas, justamente por ter feito isso, ganhou uma coluna na Folha de São Paulo.

Quero enfatizar o trecho que eu grifei: o sujeito, que acaba de ganhar uma coluna no site do maior jornal do país, se diz “marxista com a missão de acumular forçar políticas para a revolução socialista“.

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Com isto em mente, registro que tomei conhecimento de um texto paupérrimo e (como não poderia deixar de ser) completamente equivocado, no qual afirma-se, entre outras coisas, isto (vou colocar apenas trechos, porque a íntegra é tão sofrivelmente ruim, mal escrita, que eu mesmo acabei de perder 4 neurônios lendo para selecionar apenas os excertos):

As redes sociais fazem parte da tecnologia de ponta. Mas, como a clonagem na ironia do grande pensador francês Jean Baudrillard, que usa o máximo da ciência para produzir a reprodução das amebas, elas têm servido para os embates ideológicos deslocados no tempo: comunistas versus capitalistas. Anticomunistas atacam seus supostos adversários como se estivéssemos nos anos 1950 ou 1960 à beira de revoluções marxistas. É a chamada retórica macarthista dos comandos de caça aos comunistas e das famílias com Deus pela liberdade. Uma conversa para fazer elefante dormir de tédio.
– Chico Buarque mora no Leblon e tem apartamento em Paris. Isso é que é comunista!
– Que absurdo!
– Por que esse hipócrita não doa tudo e vai morar em Cuba?
– Porque Chico ganhou seu dinheiro trabalhando, vive no capitalismo e não acredita que uma atitude individual, isolada, seja uma solução – responde o observador saturado de ouvir tamanha conversa fiada todos os dias.
Os argumentos dos anticomunistas tradicionais são de uma “sofisticação” intelectual sem tamanho. Coisa de cérebros privilegiados. A lógica não alcança esse discernimento tão particular. Pensamento raro. Rarefeito. Pressupõe-se que os tais “comunistas” queiram a pobreza de todos. Espera-se que coletivistas apostem em soluções individualistas.
(…) E se for um progresso, mas obviamente não o ideal, enquanto se espera que um dia, no sistema capitalista mesmo, todos tenham direito ao mesmo tratamento? E se a melhoria do capitalismo passar por essa dupla articulação antagônica e complementar: iniciativas individuais e políticas públicas de ampliação dos interesses de todos. Os países escandinavos têm dado exemplos marcantes das possibilidades de êxito dessa estratégia.
(…) Faz parte de uma ideologia esperta: parem de querer cobrar impostos, desconcentrar renda, distribuir riqueza, criar uma sociedade mais equilibrada e diminuir desigualdades. Cada um que se vire. Como se vê, uma filosofia social altamente sofisticada e justa. Os problemas nunca são estruturais, sociais, históricos, mas sempre individuais, de “caráter” e de “índole”. Salvo quando o governo não dá incentivos para as “forças produtivas da nação” ou não cobre os prejuízos provocados por excesso de chuva ou secas. A preguiça sempre explica a falta de êxito nessa visão de mundo única.
A sociologia não existe. Só a psicologia. Aos mais aquinhoados devem ser reservadas todas as oportunidades de estudo e de formação. Aos demais, as escolas técnicas. A educação deve ser o mais eficaz sistema de hierarquia social. O lacerdinha cobra infraestrutura perfeita. E gasolina com imposto zero. Só isso. A demagogia é o seu pão de cada dia.
(…) O anticomunismo tem cheiro de naftalina. Vive a perseguir fantasmas. Coisa de cachorro louco.
Ou de psicopatas.
Salvo se for apenas indigência intelectual.
No popular, burrice.

O sujeito não apenas escreve como um perfeito analfabeto funcional (“produzir a reprodução”), mas ele mostra que “pensa” (sic) como um ao citar países escandinavos no meio de uma discussão torpe. O jeito é achar graça quando alguém tão burro tenta posar de intelectual (Emir Sader diria “pousar”), mas cai do cavalo de forma retumbante.

No fim do dia, o analfabeto funcional que cometeu este acinte AQUI passa vergonha ao dizer que o anticomunismo tem cheiro de naftalina. Na verdade, o que tem cheiro de naftalina podre é o comunismo per se, que o líder do MTST defende, e está trabalhando para conseguir. O sujeito quer implantar a revolução socialista, e não tem nenhum pudor em reconhecer isso.

Ele não sabe que o Muro de Berlim já caiu?

Ninguém avisou o mauricinho-engajadinho-marxista que o marxismo jamais funcionou?

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Mas ele segue lutando por isso.

E a Folha de São Paulo abre espaço para um mentecapto desses…

Mas tudo bem, no Brasil, termos partidos que têm “comunismo” e/ou “socialismo” no nome – isso não significa que eles defendem ou almejam o comunismo, certo? Felizmente esses partidos políticos têm sólidas e modernas plataformas, e contam com quadros inteligentes:

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Não faltam distorções e mentiras sobre o crescimento do PIB brasileiro

Primeiro, notícia que li há pouco na Folha (AQUI):

Em entrevista a nove correspondentes estrangeiros, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu nesta quinta-feira (3) que o crescimento da economia no governo Dilma Rousseff não é o ideal, mas não vê necessidade de mudança nos rumos da política econômica.

Lula minimizou o desempenho da economia brasileira alegando que o cenário internacional ainda enfrenta os efeitos da crise de 2009. Ele justificou que o Brasil passa pela mesma desaceleração que atinge a Europa e os Estados Unidos, mas tem a seu favor a criação empregos em ritmo acelerado.

“Obviamente o nosso PIB não é o PIB que a gente gostaria”, disse Lula segundo a agência internacional Reuters. “Quando as pessoas acham que o Brasil não cresceu muito nestes últimos quatro anos, a pergunta que faço é: ‘quem cresceu mais do que o Brasil’?”, indagou.

Eis aqui a resposta, Lulla:

2014-07-02 23.28.07

E ali constam apenas países da América Latina, hein?!

Conforme eu já havia escrito AQUI, houve (e ainda tem havido) muita desinformação quando da divulgação do PIB de 2013. E vai continuar havendo.

Eis aqui mais um exemplo: “professor” (ai, que vergonha!) de uma universidade federal que não sabe ler e sai por aí (neste caso, no Facebook) afirmando que o PIB do Brasil cresce mais do que todo mundo, exceto China e Coréia.

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Trata-se de mais um PROFESSOR ANALFABETO: o sujeito coloca este link para “provar” o que ele afirma, mas o texto desse link repete a reportagem do Estadão que eu comentei AQUI.

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A despeito do texto mal redigido, a informação está lá:

O ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coloca o Brasil na terceira posição entre os 13 países que já divulgaram os resultados de suas economias no ano passado. O Brasil ficou abaixo apenas de China e Coreia do Sul em 2013, considerado esse universo.
A alta de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), superou os resultados dos Estados Unidos, Reino Unido, e África do Sul, que cresceram 1,9%, além de Japão (1,6%), México (1,1%), Alemanha (0,4%), França (0,3% e Bélgica (0,2%), de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (27), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

O “professor” sabe ler?! Está escrito lá que a comparação do índice de crescimento do PIB brasileiro foi feita APENAS ENTRE OS 13 PAÍSES QUE JÁ HAVIAM DIVULGADO SEUS RESULTADOS NAQUELE MOMENTO.

Aí , “professor” escreve que o Brasil cresce mais “que todo mundo”.

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Simplesmente não é verdade.

Tomei conhecimento das bobagens do ilustre “professor” AQUI. E ele não escreve bobagens apenas sobre economia no geral, mas sobre empresas em particular. É triste ver um “professor” universitário com um nível tão baixo, mas infelizmente é a realidade do Brasil.

De onde esse pessoal tira tantos “argumentos” tão ruins?!

2014-05-30 15.30.16

Notei ser impossível discutir com o sujeito, porque é do tipo que não apenas é ignorante, mas se acha super inteligente; aquele tipo que finge não ver os dados e fatos apenas para repetir ad nauseam o que ele acha que é verdade.

Exatamente como o Lulla!

O Estadão critica o bandido; a Folha contrata como colunista

Em janeiro cancelei minha assinatura da Folha, depois de quase 20 anos como assinante. Escrevi au passant sobre isso aqui no blog.

Desde então, a Folha de São Paulo só me deu bons motivos para ter certeza de que fiz a coisa certa. Mas agora ela extrapolou. Hoje a Folha anunciou que o chefe do MTST, um sedizente intelectual, que não passa de um bandido com ares que agradam aos intelectuais ignorantes que o Brasil produz fartamente (especialmente na FFLCH), é o novo colunista do jornal:

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Enquanto isso, o Estadão publica um editorial que eu gostaria de assinar embaixo:

Triste espetáculo

26 Junho 2014

É constrangedor – para não dizer humilhante – o espetáculo do poder público, em todos os seus níveis, dobrando-se às vontades e caprichos do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). Primeiro o prefeito Fernando Haddad, depois a presidente Dilma Rousseff e agora o governador Geraldo Alckmin vêm cedendo à chantagem do coordenador desse movimento, Guilherme Boulos, cada vez mais afoito e seguro de si, que começou ameaçando todos com manifestações capazes de tumultuar a Copa do Mundo em São Paulo, se seus desejos não forem satisfeitos, e agora está literalmente sitiando a Câmara Municipal com o mesmo objetivo.

O MTST prometeu realizar uma ocupação de novos terrenos por dia, sem falar nas manifestações que estão virando rotina, até que a Câmara vote o projeto de revisão do Plano Diretor, que prevê – como resultado de pressão dele – a transformação em Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), para nelas serem construídas moradias populares, de quatro áreas ocupadas pelo movimento: Faixa de Gaza, em Paraisópolis; Nova Palestina, em M’Boi Mirim; Dona Deda, no Parque Ipê; e Capadócia, no Jardim Ingá.

A elas foi acrescentada a Ocupação Copa do Povo, em terreno situado, não por acaso, a apenas 4 km do Estádio Itaquerão, na zona leste. Como a inclusão dessa Zeis no projeto do Plano poderia complicar sua aprovação, já que bom número de vereadores com isso não concorda, optou-se – para atender a mais essa exigência do MTST – por fazer isso por meio de projeto de lei separado.

Como se não bastasse a ameaça de mais ocupações e manifestações, o movimento sitiou a Câmara na terça-feira e diz que os 9 mil sem-teto – mil segundo a PM, mas o número a essa altura pouco importa – que se encontram acampados em frente ao prédio, com colchões, cobertores e cozinha improvisada, dali só sairão quando os vereadores aprovarem tudo que lhes interessa.

Ou seja, o MTST se julga no direito de comandar a pauta do Legislativo municipal, não apenas nela colocando matérias de seu interesse, como estabelecendo prazos para sua aprovação. Nesse caso, com a agravante de que faz isso por meio de manipulação do Plano Diretor, matéria da maior importância, porque deve orientar o desenvolvimento urbano de São Paulo, mas que está sendo transformado em reles instrumento para a satisfação de interesses de grupos aguerridos, sempre prontos a recorrer à violência.

A essa altura restam poucas dúvidas de que o MTST conseguirá tudo, ou quase, que deseja. Uma indicação segura de que o sítio da Câmara já está funcionando é que na própria terça-feira o seu presidente, José Américo (PT), recebeu uma comitiva do movimento para negociar a data para a votação das matérias de seu interesse.

Américo não fez mais do que seguir o caminho aberto por Haddad e Dilma Rousseff, que numa de suas visitas à capital paulista abriu espaço em sua agenda para receber Boulos, a quem prometeu incluir a área da Ocupação Copa do Povo no programa Minha Casa, Minha Vida. Dupla de governantes à qual acaba de se juntar o governador Alckmin. Ele também se encontrou com Boulos, que saiu triunfante de reunião de uma hora e meia. Entre outras coisas, obteve a promessa de criação de uma comissão estadual de mediação de conflitos urbanos, que ele certamente pretende usar para sacramentar suas invasões.

A coisa está chegando a tal ponto que Boulos disse ter tratado com Alckmin também de transportes na região metropolitana e até da falta de água nas regiões sul e leste. Até onde ele e seu movimento irão? Bem longe, certamente, porque uma característica da chantagem é que a ela não se cede uma vez só. O chantagista é insaciável.

Outra grave consequência dessa rendição do poder público aos arreganhos do MTST é que, como alertam membros do Ministério Público Estadual, as ocupações semeiam entre as 130 mil pessoas há muito inscritas nos vários programas habitacionais da capital o medo de que os invasores de Boulos passem em sua frente. O que já está acontecendo.

Coincidência ou não, ontem resolvi assinar o Estadão. Posso dizer que já estamos tendo um bom começo!

Quanto à Folha de São Paulo…. Aguardo o momento de contratarem o Fernandinho Beira Mar, o Marcola, os irmãos Cravinhos, José Genoíno, José Dirceu, Edemar Cid Ferreira, Cesare Battisti e outros bandidos, meliantes e afins. Não deve demorar, obviamente. Gente galopantemente ignorante já habita as páginas da Folha (Gregorio Duvivier, Janio de Freitas, Vladmir Safatle, Ricardo Mello, Suzana Singer, Álvaro Pereira Júnior, André Singer, Marcelo Miterhof, Antonio Prata, Raquel Rolnik, Sérgio Malbergier e tantos outros), então as portas estão abertas.

O pessoal anda confundindo diversidade de opiniões com absoluta falta de critérios técnicos e intelectuais. E tem assinante bem irritado com (mais) essa cagada da Folha.

Meus pêsames, Folha de São Paulo!

A arte de comentar sem ler

Cada vez mais, torna-se padrão o comportamento na internet (em especial nas redes sociais): vejo um título curto, vou comentar.

Ler o texto na íntegra é desnecessário. O importante é comentar.

No fim de semana, meu post sobre o fechamento de lojas do Magazine Luiza foi compartilhado e comentado com uma frequência que me surpreendeu. Mas o mais triste é que não sei quantas pessoas EFETIVAMENTE LERAM o que está escrito lá antes de compartilhar e (claro!) comentar.

A seguir, uma pequena amostra do que eu vi (nem vou colocar mais, pois seriam repetições sobre o mesmo tema):

Safari 7

Safari 6

Safari 3

Safari 5

Safari 4

Safari 2

Safari

Infelizmente, isso é cada vez mais o padrão. Não li, não sei o conteúdo, mas não me abstenho de comentar – nem que seja para falar besteira. E alguns sequer tentam disfarçar: assumem explicitamente que não leram, mas fizeram questão de comentar mesmo assim. Resta evidente que falar-se-á um amontoado de bobagens, como prova o Marco Gomes, quando diz que não faz sentido comparar o 2 trimestres seguidos de um indicador econômico.

É triste ver isso.