CPMF: mais mentiras caem

Nas diversas tentativas de prorrogar a cobrança da CPMF, este (des)governo PTista-PaTético desfilou inúmeras mentiras travestidas de argumentos.

A notícia abaixo derruba mais um (e tantos já caíram antes !!!!), e foi extraída do Portal G1 (AQUI, na íntegra)

Com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o governo criou nesta sexta-feira (28) outro instrumento de fiscalização com base na movimentação financeira dos contribuintes. A Receita Federal baixou norma exigindo que as instituições financeiras repassem ao fisco informações semestralmente sobre as operações financeiras que ultrapassem a cada semestre R$ 5 mil realizadas por clientes pessoa física. As informações de operações feitas por empresas terão que ser encaminhadas quando ultrapassarem R$ 10 mil. A regra vale para cada modalidade de operação financeira. Os bancos terão que identificar os titulares das operações pelo número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). Apesar da obrigação de envio das informações ser semestral, as movimentações terão que ser discriminadas mês a mês.

A norma foi estabelecida com base na Lei Complementar 105, que trata do sigilo das operações de instituições financeiras, para criar outro instrumento de fiscalização. A medida vale a partir de janeiro de 2008, quando a CPMF não poderá mais ser cobrada. Uma das principais armas do Fisco para pegar sonegadores, a CPMF garantiu nos últimos 5 anos que R$ 41 bilhões fossem cobrados de empresas e pessoas físicas que sonegaram ou pagaram indevidamente seus impostos. A decisão da Receita dá munição a vários críticos da CPMF, para quem sua prorrogação não era necessária nem mesmo para fiscalização. Durante as negociações para prorrogar o tributo, seu caráter fiscalizador foi sempre levantado como prioritário pelo governo.

Mais e mais mentiras da PTralhada caem, dia após dia……

Presentes de Natal

Aqui tomo a liberdade de oferecer alguns presentes de Natal……..

Cartinha pro Papai Noel

E, inspirado pelas boas gargalhadas proporcionadas pelo (sempre) excelente site KibeLoco, mais uma:

Peggy Sue: mais uma vez, o passado assombra o presente (2)

O PT não é um partido político, e sim uma agremiação de bandidos, farsantes, mentirosos, hipócritas.

O PT fez um escândalo para exigir “direitos humanos” para os bandidos que seqüestraram Abílio Diniz, no final da década de 1980. Eduardo Suplicy foi um dos mais proeminentes membros do PT que esteve na mídia, fez discursos e tentativas de interceder no processo judicial envolvendo seqüestradores (não apenas do Abílio Diniz, mas do Washington Olivetto, sem falar nas suas ridículas incursões junto ao MST).

Seqüestradores são bandidos, foras-da-lei. PTistas também. Por isso tentam se proteger, se ajudar.

O que me traz isso à tona ? A ridícula greve de fome que um padreco fez, recentemente, para tentar impedir a transposição do Rio São Francisco. Por mim, o maldito padreco poderia seguir na sua ridícula greve de fome até morrer (assim como o Anthony Garotinho, que definitivamente deveria ter levado a sua greve de fome até o fim), mas o circo midiático gerado pelo padreco (outro grupo intimamente ligado ao PT, e que ADORA defender bandidos, sempre entoando palavras de emanação dos Direitos Humanos – que, de resto, parecem existir apenas para os bandidos defendidos pela podre e escroque igreja católica) fez que eu lesse uma notícia que me levou diretamente às mentiras, hipocrisia e falsidade do PT e de seu mentor-mor, Rei Lulla:

Em 15 de dezembro de 1998, o então presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou os condenados pelo seqüestro de Abílio Diniz, que completavam 30 dias de greve de fome, e fez um apelo ao presidente Fernando Henrique Cardoso para que atendesse às reivindicações dos presos.
“Acredito que poderia haver uma atitude humanitária dele”, disse Lula: “Acredito que eles não são bandidos comuns e podem se reabilitar no país deles”. Em 24 de dezembro, Lula voltou a visitar os presos e fez novo apelo: “Não é saudável para o presidente carregar o peso da morte desses presos”.
A greve dos condenados pelo seqüestro de Abílio Diniz foi a mais longa que se tem notícia no Brasil: ela durou 46 dias em 1998. Condenados a penas que variavam de 26 a 28 anos, os presos (cinco chilenos, dois canadenses, dois argentinos e um brasileiro) diziam que a ação era política e se destinava a levantar recursos para a guerrilha de El Salvador.
Em 13 de abril de 1998, os dez entraram em greve de fome para exigir que fossem indultados ou expulsos. Essa greve demorou 16 dias, após promessa de revisão dos processos. Eles retomaram a greve em 16 de novembro. Dois canadenses foram repatriados, e os demais encerraram a greve em 31 de dezembro, com a expulsão dos cinco chilenos.

O texto acima foi publicado pela Folha de São Paulo, no dia 20/12/2007 (página A-6).

Engraçado relembrar esse passado…….. Aquele pessoal que acreditava (ou AINDA acredita ?????) no PT com a esfarrapada desculpa da ideologia (para não assumir a pura e simples ignorância) deve estar se revirando de ódio no túmulo……

Então antigamente o PT apoiava esse gesto ridículo de greve de fome como parte do joguinho de cena para ludibriar a opinião pública ?

Mas hoje, no poder, o PT é contra ????????

Santa conveniência, Batman !!!!!!!!

Marketing ambiental — ou propaganda enganosa ?

SEGURO CARBONO NEUTRO: este é o nome de um novo produto lançado pelo banco HSBC no Brasil, o primeiro “ambientalmente correto” do banco inglês no país. O banco investiu R$ 3,5 milhões no produto em si, mas reservou o DOBRO deste valor (R$ 7 milhões) para divulgá-lo (a matéria completa está no Guia EXAME de Sustentabilidade 2007, que circulou em Dezembro/07, disponível AQUI). O banco criou um site para associar sua imagem à preservação ambiental (AQUI), e foram criadas peças promocionais caras e inusitadas (como enviar via mala-direta com um pote de sementes, anúncios em mídia impressa, televisão e rádio) para promoção do novo produto. Se uma empresa gasta mais na divulgação de um produto do que no produto em si, via de regra, é porque o produto não presta. Se o produto fosse bom por si só, não demandaria investimentos tão vultosos em promoção.

Não tenho absolutamente nada contra investimentos em promoção e comunicação — muito pelo contrário !!! Porém, quando vejo uma empresa investindo muito mais (o dobro, para ser exato) na promoção do que no produto em si, minha primeira conclusão é que o produto é uma porcaria e a própria empresa acha isso — daí o receio e a precaução em separar uma verba maior para a propaganda do que para a melhoria do produto em si. Obviamente, este raciocínio vale para produtos e serviços, como é o caso do seguro do HSBC.

Isto me leva à segunda questão envolvida: cada vez mais os temas ligados à “responsabilidade social” ou “responsabilidade sócio-ambiental” vêm ganhando espaço em publicações diversas, e me parece que muita gente acha (e escreve) que este é o assunto do momento. Por definição, acho isso uma besteira. Mas o ponto central, aqui, é outro — qual seja: se, como muitos advogam, os consumidores estão realmente interessados em adquirir produtos e serviços que tenham este lastro de “socialmente ou ambientalmente responsáveis”, por que investir tanto em promoção e comunicação do tal seguro ligado à proteção ambiental ?
Se metade do que se fala sobre a preocupação com o meio ambiente fosse verdade, o HSBC poderia economizar os R$ 7 milhões: o seguro venderia como água gelada no deserto. Se, como dizem por aí muitos auto-intitulados “experts” em sustentabilidade e temas afins, o consumidor estivesse realmente preocupado em proteger o meio-ambiente — inclusive pagando mais caro por isso — , as outras seguradoras estariam arrancando os cabelos de preocupação.

Obviamente, a realidade é muito diferente.

Quando vejo alguém enchendo a boca para falar do “marketing ambiental”, ou “marketing verde” ou qualquer outra designação estapafúrdia — conquanto grandiloqüente e pomposa — do gênero, calafrios percorrem minha espinha: vou acabar ouvindo alguma besteira. Pois é….. Ainda não existe uma única pesquisa séria que consiga correlacionar algumas variáveis capazes de comprovar que o consumidor esteja de fato disposto a pagar mais ou abrir mão de alguns confortos e mordomias em prol da sustentabilidade. Há exceções, claro — como em qualquer regra ! Porém, são nichos de mercado restritos, diminutos.
Não tenho nada contra a preservação ambiental, mas daí a ter este comportamento esquizofrênico e dizer que atualmente TUDO gira em torno do tema, já é demais !!!!

Para citar um outro exemplo, do mesmo setor bancário, vou recorrer ao Banco ABN Amro-Real. Sou cliente do Banco Real desde antes da sua compra pelo holandês ABN, e sempre gostei do banco. É uma empresa tida como “elitista”, por ter clientes com renda mádia superior aos bancos maiores (Bradesco, Itaú etc). Bom, nos últimos anos o Real também tem investido (de forma consistente, regular, registre-se) para associar sua imagem à questão da sustentabilidade. Porém, como cliente, me senti um otário por causa disso.
Explicando: há alguns anos o Real já usa papel reciclado em tudo — extratos, mala-direta, correspondências, folders, talões de cheque etc. Quando ele adotou esta norma, investiu pesadamente na promoção e comunicação da novidade. Ok, nada mais natural. Contudo, uma ressalva: o cliente jamais foi consultado sobre esta mudança, e muito menos sobre o impacto econômico que ela acarretou — as tarifas subiram de forma acentuada. Certamente para cobrir o aumento das despesas com papel reciclado (mais caro do que o “normal”, ainda mais naquela época).

Só um detalhe: os clientes não tiveram nenhuma escolha !!!!

Que tal se o banco verificasse, primeiramente, se os clientes estariam dispostos a pagar mais tarifas para cobrir as maiores despesas com as ações “ambientalmente responsáveis” do banco ? Afinal, o cliente não está no centro das preocupações das empresas ? Elas não devem, como “reza a lenda”, pesquisar e entender seus clientes ? Pena que eles sequer foram ouvidos… Foram comunicados que receberiam talões de cheque em papel reciclado (que, convenhamos, têm um aspecto bem inferior ao papel tradicional) e posteriormente foram “premiados” com tarifas mais elevadas.

Assim, sou levado a crer que o cliente perdeu a vez. Agora o que importa é parecer ambientalmente responsável, não importando quais meios se utilizem para tal. Se houver prejuízo aos clientes, que se danem ! O importante é investir na comunicação que associe sua empresa à causa ambiental — mesmo que este investimento na promoção seja o dobro do investimento em melhorias nos produtos e serviços…..
Quero ver as empresas passarem a destinar uma parcela de seus lucros líquidos para investir em causas “ambientais”….. Não vale tirar do lucro bruto, antes da incidência de impostos — quero ver estas empresas que falam em “marketing ambiental” reduzirem seus lucros e dividendos dos acionistas para sustentar a causa.
Caso contrário, não é marketing ambiental coisa nenhuma. É propaganda enganosa.

PS – Recentemente (inclusive aproveitando o descanso deste período natalino), li muitos artigos, informações e análises interessantes sobre a questão bancária, que trato com certa freqüência neste blog. Destaco duas: AQUI e AQUI. Valem a pena pela leitura….. E AQUI o presidente do HSBC trata de pontos interessantes….Pura coincidência: quando escrevi o texto acima, tratando do HSBC, esta entrevista não havia sido publicada…..

Im(p)unidade

No Brasil, tradicionalmente, há grande proximidade (e confusão) entre IMUNIDADE e IMPUNIDADE.

Uma notícia que li no Portal G1 (na íntegra aqui) é uma boa novidade:

A Receita Federal confirmou nesta sexta-feira (21) que foi suspensa a imunidade tributária de sete partidos políticos: PT, PP, PTB, PR, DEM, PMDB e PSDB.

Na prática, a suspensão da imunidade tributária dos partidos políticos por parte da Receita Federal abre espaço para que eles sejam autuados por eventuais irregularidades tributárias que possam ter cometido no período investigado. Em curta nota à imprensa, a Receita Federal se limitou a informar que a imunidade tributária a partidos políticos, prevista na Constituição Federal, está condicionada ao atendimento, pelos beneficiados, de exigências do artigo 14 do Código Tributário Nacional.
O artigo 14, por sua vez, estabelece que os partidos com imunidade tributária não podem distribuir qualquer parcela de seu patrimônio, ou suas rendas, a qualquer título. Diz ainda que eles têm de aplicar integralmente, no país, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais. E, ainda, manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros “revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão”. Deste modo, veta o caixa 2.

Pessoalmente, gostaria que TODOS os partidos políticos fossem severamente investigados, auditados e monitorados – e não apenas em períodos eleitorais.

Como um exemplo (há centenas ou milhares de outros possíveis), não posso deixar de citar o PT: Duda Mendonça confessou, na CPMI, que recebeu R$ 10 milhões do PT através de contas no exterior. Só isso, pela Lei, é suficiente para cassar o registro do PT. Obviamente, ninguém fez nada……. Os demais partidos não puderam ir adiante com uma ação junto ao TSE, no sentido de cassar o PT, pois TODOS os demais partidos poderiam se ver na mesma situação ilegal pouco tempo depois.

Basta ver o “mensalão” ou “valerioduto”…… Tanto PT quanto PSDB (para citar apenas 2, freqüentemente tidos como arqui-inimigos) estavam mais sujos do que pau de galinheiro, portanto tiveram que (novamente) varrer a sujeira para debaixo do tapete.

Engraçado que o PT passou 20 anos se vendendo como o mais ético, o paladino da moral no Brasil………. Trouxa de quem acreditou nessa mentira !!!!!!

Bolívia e Petrobrás: uma história de amor e ódio

Primeiro, o texto que recebi por e-mail. Depois, meus comentários.

Todo menino passou por isso ao menos uma vez: Ter de encarar um valentão na escola. Todo mundo já foi para o recreio passando por uma odisséia mental, e a nada metafórica górgona que o aguardava era um moleque mais velho e mais forte, espancador de menores e ladrão de merenda. Todos conhecem o tipo. E todos evitavam cruzar com ele, claro. Quanto maior a distância, menor o problema. Mas alguns usavam uma tática oposta; viviam puxando o saco do sádico mirim. Eram os baba-ovos de plantão, que compravam a simpatia dele com as adulações. Quando o valentão escolhia um deles pra extravasar sua violência natural, a saída do puxa-saco agredido era fingir que tudo não passava de uma brincadeirinha do amigão. Diminuía o tempo de surra e salvava as aparências. Assim o puxa-saco continuava amiguinho do covardão e tentava fazer com que os outros acreditassem que era apenas uma travessura. E afinal, quase nem tinha doído, gente.

Semana passada Lulla riu de Hugo Chávez quando foi chamado de sheick da Amazônia e de magnata do petróleo, entre outras graves ofensas. Tudo televisionado. O riso nervoso, forçado, demonstrava claramente que Lulla tinha medo. Lulla morre de medo de Chávez, o valentão boquirroto. Lulla fez o papel de amiguinho para apanhar menos.

Lulla foi ironizado, espezinhado, humilhado pelo psicopata Hugo Chávez , na Cúpula Ibero-Americana, ocorrida no Chile. Riu, nervoso, quase histérico, para disfarçar a humilhação mundial que passava. Não só ele, mas, aos olhos do mundo, todo o Brasil foi, de novo, agredido verbalmente pelo venezuelano. O mesmo que chamou nosso Congresso de papagaio dos americanos.

O rei da Espanha não comunga com esses pensamentos. Não agiu como Lulla, fingindo que era tudo brincadeirinha do amigão do peito. Não foi fraco, não foi pusilânime. Quando o psicopata falou mal da Espanha e do ex-primeiro-ministro José Maria Aznar, chamando-o de fascista, ouviu o merecido cala-boca; rei Juan Carlos, um homem educado, piloto aposentando da Força Aérea espanhola, fidalgo que bem representa seu país, deu seu recado ao ditador. E ao mundo: chega desse imbecil. Algo que não ouviu do presidente brasileiro; Lulla perdeu uma excelente chance de mostrar que não somos idiotas, ou ao menos, que não é covarde. Estamos mal. Lulla riu (riu!) ao ouvir as ofensas ironicamente dirigidas ao Brasil e à sua triste figura, meu nobre cavaleiro Dom Quixote; digo, Sancho Pança. Moinhos que o digam. Cervantes foi honrado pelo seu rei. Fomos humilhados pelo nosso presidente, mais ainda que pelo falastrão venezuelano. É de chorar; justamente quem deveria, até pela força de seu cargo, defender o Brasil de Chávez, preferiu fingir que a pancada não doeu. Achou melhor assim. Lulla só mostra as garras com os menores, como o jornalista americano Larry Rother, que relatou as paixões etílicas do presidente e quase foi deportado pelo “crime”.   Com os mais parrudos, age diferente; Chegou até a ficar amicíssimo de Fernando Collor, José Sarney e Orestes Quércia, a quem antigamente chamava de ladrões.

Com Evo Morales não foi diferente. O boliviano espoliou e humilhou o Brasil invadindo militarmente a Petrobrás, com transmissão ao vivo pela TV mundial. Lulla fez que não era com ele. Como se a pedrada não tivesse atingido suas costas.

O rei espanhol provou que tudo tem limite. Fez com Chávez o que Churchill fez a Hitler em 1938: Avisou ao mundo o perigo que representa um tirano demente e armado até os dentes. Parece que Juan Carlos teve mais sucesso que o inglês em sua empreitada. O alerta foi ouvido.

A Europa cansou de Chávez. O rei disse o que muitos pensam, mas não falam. O venezuelano odeia a Espanha, um país que enriqueceu à custa de muito trabalho duro. Muito diferente da Venezuela, que empobrece a olhos vistos, não obstante as fortunas arrecadadas com a exportação de petróleo, cujos lucros vão diretamente para o ralo do populismo e da corrida armamentista.

Na escola em que o rei Juan Carlos ministra aulas, Lulla ainda está no primário. E Chávez o espera no recreio, para roubar nossa merenda.

Pois então: nesta semana, Rei Mulla anunciou investimentos da Petrobrás na Bolívia. Fingiu que Evo Morales jamais expropriou o patrimônio da estatal Petrobrás (o que, por definição, lesa o Brasil como um todo, cada um dos cidadãos brasileiros foi roubado pela Bolívia), mas precisava anunciar estes investimentos para continuar numa rixa patética com o não menos patético Hugo Chávez, na briguinha por demagogia barata e pífia que ambos têm.

Os dados e números estão claramente explicados pela web. Destaco alguns aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Lamentável que o povão, no Brasil, esteja adorando essa política de pão e circo da corja PTista e, levado pela ignorância, não esteja se dando conta das cagadas que Rei Mulla e asseclas adestrados têm feito. Muitas destas cagadas comprometem o Brasil em médio e longo prazos – mas o bolsa-esmola do curto prazo é mais importante………. 

Leitura de cabeceira

Esta dispensa comentários:

Leitura de cabeceira

Criminalidade em São Paulo

Num tom (demasiadamente) elogioso, a Revista Veja desta semana traz uma matéria sobre a queda da criminalidade no Estado de São Paulo.  Diz a matéria (na íntegra aqui):

A cidade de São Paulo viveu um dia histórico na sexta-feira 7 de dezembro: foram 24 horas sem um único assassinato. Fazia muito tempo que isso não ocorria. O último registro de um dia de paz como esse data da década de 50. A melhor notícia, no entanto, é que não se trata de um episódio fortuito: a cidade e também o estado de São Paulo vêm registrando índices declinantes de criminalidade. De 1999 para cá, a taxa de homicídios caiu 79% na capital e 69% no estado. Atualmente, contabilizam-se onze assassinatos por ano para cada 100.000 habitantes no estado, taxa bem inferior à do Rio de Janeiro e à do Brasil, de 39 e 22 mortos para cada 100.000 habitantes, respectivamente. Se o governo estadual conseguir reduzir esse número para dez homicídios – o que espera fazer já no ano que vem –, São Paulo passará a ter índices aceitáveis desse tipo de crime, segundo os padrões da Organização Mundial de Saúde.

A melhor marca da década era a de 2004, ano em que 253 municípios ficaram sem assassinatos. O crime de homicídio foi um dos que mais caíram, mas não foi o único. Também sofreu forte redução a quantidade de latrocínios, roubos e roubos de veículos. Essa melhora nos indicadores da criminalidade se deve a um conjunto de medidas que o governo paulista começou a colocar em prática em 2000 e foi aprimorado na gestão do tucano José Serra. O marco inicial desse projeto é o Infocrim – sistema eletrônico que, inspirado no modelo nova-iorquino, interligou os distritos policiais da capital (e que, atualmente, inclui outros oito municípios do interior e litoral). Por meio da análise dos boletins de ocorrência lançados na rede pelas delegacias, policiais traçam um mapa detalhado de cada tipo de crime, incluindo informações como local e horário em que ele ocorre com mais freqüência, situações que costumam propiciá-lo e vítimas preferenciais. De posse desses dados, a polícia pode agir de modo mais cirúrgico. Os carros de patrulha, por exemplo, que antes rodavam a esmo, começaram a seguir uma rota determinada, e os cruzamentos de trânsito com maior número de assaltos receberam reforço na vigilância.

Eis a ilustração que acompanha a matéria:

Taxa de assassinatos em São Paulo

Novamente: o tom da matéria me parece demasiadamente elogioso. Conquanto traga uma boa notícia – especialmente para nós, paulistas – , não era preciso elogiar tanto…..

Mas estes resultados ajudam a explicar a boa avaliação do governador José Serra, como demonstrou pesquisa do DataFolha (aqui). Afirma o DataFolha:

Onze meses após a posse, 49% dos eleitores avaliam o governo de São Paulo como ótimo ou bom. Em março, passados três meses de governo, esse índice era de 39%.Ainda segundo a pesquisa, a avaliação negativa do governo de São Paulo sofreu uma queda de quatro pontos em sete meses. Em março, 16% dos entrevistados apontavam o governo como ruim/péssimo. Atualmente, essa taxa é de 12%.De março para cá, a nota média conferida ao governo também aumentou: de 6 para 6,5.
Segundo a pesquisa Datafolha, realizada de 26 a 29 de novembro, 35% dos entrevistados classificam a administração Serra como regular. Em março, eram 37%. Quatro por cento não souberam opinar.
Apesar da tradicional associação do PSDB à classe média/alta, Serra hoje conta com maior aprovação precisamente entre os entrevistados da mais baixa faixa de consumo.Segundo o Datafolha, 53% dos entrevistados da classe D/E apontam o governo Serra como ótimo/bom. Esse índice é de 50% entre os da classe C e chega a 47% entre os da classe A/B.

Como eu já disse antes, nutro grande admiração pelo José Serra: é um dos poucos políticos, hoje, que conseguem combinar um perfil de bom gestor com as atividades políticas. Mas a Veja não precisava circular um texto tão “chapa branca”……

CPMF: metamorfose ambulante

Toda esta recente discussão envolvendo a CPMF trouxe à tona algumas coisas interessantes, auspiciosas…….

Para prejuízo do País, PT e PSDB simplesmente inverteram os papéis: os tucanos estavam contra a prorrogação da CPMF, ignorando o fato de que o imposto foi criado por eles mesmos; o PT, a despeito de sempre ter criticado fortemente a carga tributária altíssima imposta ao país pelas 2 gestões consecutivas do FHC, estava defendendo ferrenhamente a continuidade da CPMF.

Sábias palavras de Eliane Cantanhêde (Folha de São Paulo, 16/12/2007):

Lula e o PT foram contra todos os pactos engendrados para o bem do país: eleição de Tancredo, para sair da ditadura; apoio a Sarney, para consolidar a redemocratização; aval à nova Constituição, em 1988; sustentação de Itamar, na transição pós-Collor; estabilização da economia na era FHC, velho parceiro antiditadura.
Por quê? Porque o objetivo de Lula e do PT era marcar posição e chegar ao poder. Demorou, mas deu certo. Venceram e se reelegeram.
Foi exatamente essa a lógica dos deputados e senadores tucanos ao derrotar a CPMF. Lula está forte. O Congresso, os partidos e a oposição, em particular, estão frágeis. Dar R$ 40 bi para o Planalto, que já conta com ventos internacionais favoráveis, carga tributária escorchante e arrecadação recorde, seria dar a vitória ao adversário em 2008 e fortalecê-lo para 2010. Não era, pois, da lógica de oposição.
Serra e Aécio têm um governo estadual e a perspectiva de subir a rampa. Ambos tinham interesse em negociar com o Planalto e em salvar a parte que lhes cabe e lhes caberia do latifúndio da CPMF. Mas, para poderem usar a CPMF na Presidência, eles precisam, antes, chegar lá. Não é fortalecendo um Lula já forte que vão conseguir.
E o que o PSDB lucraria recuando de última hora para votar com o Planalto? Seria uma desmoralização. Não ganharia um só voto do eleitorado de Lula e irritaria o seu próprio eleitorado, cansado de uma oposição débil e errática.
Foi a maior derrota política do governo Lula em seis anos -e dói no bolso. Contra a parede, o governo dá tratos à bola para anunciar nesta semana um presente de Natal às avessas. Novos impostos e corte de gastos? Porque o fundamental agora, para todos, é recompor os recursos da saúde, literalmente vital. Interessa a governos criar e manter impostos. Cabe à oposição acabar com eles. A quarta-feira, 12/12, foi o dia em que o PSDB foi PT. 

Não foi apenas Rei Mulla quem sofreu metamorfoses…… Convenientemente, no Brasil, SEMPRE há alguém passando por metamorfoses….

Neste sentido, explica-se o por quê deste blog sempre criticar os incomPTentes: uma gentalha que passou 20 anos criticando tudo, jamais aceitando nada que fosse feito por ninguém, afirmando que teria todas as soluções para o Brasil…… Mas depois de assumir, o que sempre se viu foi o PT fazendo merda (vide Luiza Erundina ou Marta Suplicy em São Paulo) ou simplesmente não fazendo nada (Lulla).

Comprovam, assim, que tudo o que disseram, ao longo dos 20 anos, era balela, bravata ou inútil.

E depois ainda tem gente que vota no PT……….Santa inguinorânssia, Batman !