Barbeiro

Será uma coincidência ?

Um acidente deixou dois batedores (motoqueiros que fazem escolta) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva feridos no final da manhã desta quarta-feira (16) no Eixo Monumental, uma das principais vias de Brasília.
Eles estavam voltando da Ceilândia, cidade próxima a Brasília, onde o presidente foi inaugurar uma nova estação de metrô.


Batedores da Policia Militar que acompanhava o presidente Lula à cidade-satélite de Ceilândia colidiram de frente com um poste no trajeto da volta ao palácio, no Eixo Monumental. (Foto: Alan Marques / Folha Imagem)

Alan Marques

O cabo da PM, Carlos Roberto Machado, bateu em um poste e quebrou a perna, e o soldado Milton Leite Sales caiu da moto e sofreu uma fratura no tornozelo. A polícia informou que não sabe as causas do acidente. Os dois feridos foram socorridos pela ambulância da comitiva presidencial.

A assessoria do Planalto informou que o presidente Lula não chegou a ver o acidente.

CLARO QUE NÃO !!!!!!!!!!!!!!! O Lulla nunca vê nada, nunca ouve nada, nunca sabe de nada !!!!!!!!!!! NENHUMA SURPRESA ATÉ AÍ…….

De qualquer forma, lembrei de um textículo (um texto pequeno) que recebi por e-mail, há algum tempo:

Um cidadão entra na polícia em plena Brasília e dirige-se ao delegado:
– Vim entregar-me, cometi um crime e desde então não consigo viver em paz.
– Meu senhor, as leis aqui são muito severas e são cumpridas e se o senhor é mesmo culpado não haverá apelação nem dor de consciência que o livre da cadeia!
– Atropelei um petista na estrada de Taguatinga.
– Ora meu amigo, como o senhor pode se culpar se estes petistas atravessam as ruas e as estradas a todo o momento?
– Mas ele estava no acostamento.
– Se estava no acostamento é porque queria atravessar, se não fosse o senhor  seria outro qualquer.
– Mas não tive nem a hombridade de avisar a família daquele homem, sou um crápula !
– Meu amigo, se o senhor tivesse avisado haveria manifestação, repúdio popular, passeata, CUT, MST, repressão, pancadaria e morreria muito mais gente, acho o senhor um pacifista, merece uma estátua.
– Eu enterrei o pobre homem ali mesmo, na beira da estrada.
– O senhor é um grande humanista, enterrou um petista, é um benfeitor, outro qualquer o abandonaria ali mesmo para ser comido por urubus e outros animais, provavelmente até hienas.
– Mas enquanto eu o enterrava, ele gritava : Estou vivo, estou vivo!
– Tudo mentira, esses petistas mentem muito.

RISCO LULLA

Alguns abestados jamais conseguiram entender o “risco Lulla”.

Talvez o Banco Central americano tenha obtido uma compreensão MUITO melhor do que os abestados tapuias:

Vitória de Lula, em 2002, preocupou o Fed
Ricardo Balthazar
VALOR ECONÔMICO – 15/04/2008

A enorme apreensão que a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao poder gerou nos mercados financeiros em 2002 contagiou a diretoria do Federal Reserve, o Banco Central americano, segundo as transcrições das reuniões que a diretoria da instituição manteve nesse período, divulgadas na última sexta-feira.
Numa reunião no dia 26 de junho de 2002, quatro meses antes do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras, o então presidente do Fed, Alan Greenspan, manifestou preocupação com o avanço da esquerda na América Latina e os riscos que ela poderia criar na região.
“A questão é se haverá contágio”, disse Greenspan, depois de citar Brasil, Argentina, Colômbia e Venezuela como fontes de inquietação.””Contágio político se espalha? Pode ser, mas não sei bem em que direção. Por exemplo, eu não sei o que vai acontecer se as pessoas virem que o Brasil foi posto de joelhos por causa de uma campanha populista.”
O então presidente do Fed regional de Nova York, William McDonough, que também participou dessa reunião, era o mais assustado com o que estava acontecendo. Ele classificou a situação do Brasil como um “perigo sempre crescente” e disse que o avanço de Lula nas pesquisas eleitorais criava o risco de uma “fuga maciça de capitais”.
“A questão não é se Lula da Silva será eleito”, explicou McDonough. “É se os mercados financeiros do país, e especialmente os cidadãos do país, ficarão sentados esperando para ver o que acontece.” Pouco depois, ele acrescentou: “Não há nada que o FMI ou qualquer um possa fazer sobre isso. Se o povo brasileiro decidir que vai votar apostando seu dinheiro, o resto do mundo terá que ficar olhando.”
As transcrições das reuniões mostram que as autoridades americanas temiam que o medo que os investidores tinham de Lula deflagrasse uma crise financeira internacional, atingindo outros países emergentes e alimentando pressões sobre o dólar e a economia americana, que ainda parecia estar se recuperando dos efeitos dos atentados terroristas de setembro de 2001.
A deterioração das finanças do país durante a campanha eleitoral levou o Brasil a bater à porta do Fundo Monetário Internacional (FMI), que em agosto aprovou um pacote de US$ 30 bilhões para socorrer o país. O empréstimo ajudou o Brasil a respirar, mas a desconfiança que os bancos tinham de Lula e dos petistas continuou muito grande.
Numa reunião do Fed no dia 13 de agosto, pouco depois da assinatura do acordo com o Fundo, McDonough contou aos colegas que havia conversado com dirigentes de bancos espanhóis e americanos com negócios no Brasil e concluíra que eles estavam aproveitando a situação para tirar seu dinheiro do país e buscar proteção em outro lugar.
“A comunidade bancária internacional está aproveitando o pacote do FMI para reduzir sua exposição”, disse McDonough. “No longo prazo isso vai realmente contra os seus interesses e não é muito inteligente, mas parece ser o que eles estão fazendo.” Ele acreditava que no futuro isso faria o Fundo pensar duas vezes antes de socorrer novamente países em dificuldades.
O Fed continuou vendo Lula como uma fonte de instabilidade mesmo depois da eleição. Numa reunião no dia 10 de dezembro, poucas semanas antes da posse de Lula, McDonough criticou a demora do novo presidente em anunciar sua equipe econômica. “Acho que há um conflito crescente entre seus assessores econômicos e a liderança do PT”, afirmou. “Se continuar, isso pode resultar num golpe adicional e desnecessário na confiança dos investidores.”
Como Greenspan lembrou na hora, coincidentemente Lula estava em Washington naquele dia. Ele se encontrou com o presidente George Bush na Casa Branca e poucas horas depois anunciou que Antonio Palocci seria seu ministro da Fazenda.
No livro de memórias que publicou no ano passado, Greenspan menciona Lula num capítulo sobre a volta do populismo na América Latina e admite que sua avaliação inicial sobre o presidente brasileiro estava errada. “Para surpresa da maioria, inclusive minha, ele manteve em boa parte as políticas sensatas do Plano Real”, escreveu Greenspan.
As transcrições divulgadas pelo Fed revelam também que Greenspan e seus colegas ficaram muito nervosos com a crise deflagrada pelo fim do regime de câmbio fixo na Argentina. Numa reunião no dia 19 de março de 2002, Greenspan disse que a situação do país parecia caótica: “Vai ser difícil fazer alguém voltar a investir na Argentina se seus líderes continuarem deixando claro que isso não é seguro.”
Quando a economista que dirigia a divisão de assuntos internacionais do Fed, Karen Johnson, disse que a situação era tão grave que ela não tinha idéia de como poderia ser resolvida, Greenspan exclamou: “Deus nos acude!” Para McDonough, que poucas semanas antes havia discutido o problema com banqueiros em Basiléia, na Suíça, dar ajuda financeira à Argentina era tudo que não devia ser feito.
“Fomos aconselhados de maneira muito veemente a não encostar na Argentina com nenhum tipo de mão amiga por causa de uma nova versão do efeito de contágio”, disse o dirigente do Fed de Nova York. “Se um país for recompensado de alguma maneira por violar a lei dos contratos, isso encorajaria governos irresponsáveis em outros lugares do mundo a pensar que poderiam fazer a mesma coisa.”

Para desespero dos incautos que enxergam uma mudança de rumos na política econômica, a leitura (e compreensão) deste artigo será impossível. Pura ignorância mesmo – tão peculiar ao PTralhas.

Redução de pobreza e pobreza de argumento

O artigo abaixo foi publicado em 2006, e eu “desenterrei” do arquivo de mensagens. Vale a leitura.

Recentemente, o pesquisador da FGV/CPS Marcelo Néri e sua equipe divulgaram na mídia novos resultados da queda da miséria. Em seu estudo, ele faz comparações entre as variações percentuais dos percentuais de miseráveis observados nos primeiros três anos do governo FHC e do governo Lula. É necessário chamar a atenção que, quando nos referimos a percentual de pessoas miseráveis, estamos falando da parte de número de pessoas que estão abaixo da linha de miséria (não têm dinheiro para comer um certo mínimo necessário) comparativamente ao total da população.

Se esse percentual diminui, diminui o número de miseráveis. E para saber quantos deixaram de ser miseráveis, basta diminuir o número de miseráveis de um ano para outro. Alternativamente podemos diminuir o percentual de um ano do percentual de outro ano, e encontramos os pontos de percentagens dessa redução, que pode ser traduzida em número de pessoas que saíram da miséria. Falar em variação percentual destes percentuais não tem sentido.

Fiquei me perguntando por que esse ERRO. Fiz algumas contas e constatei que se o estudo falasse em redução de pontos de percentagem, a redução da miséria continuaria sendo maior no Plano Real. Ou seja, em pontos de percentagem, o diferencial é maior para FHC (28,79% 35,31%= -6,52 pontos de percentagem) do que para Lula (22,77% 28,17%= -5,4 pontos de percentagem).
Quando erradamente se comparam os pontos de percentagem de FHC com o seu percentual inicial de pobres (6,52/35,31), a redução percentual de FHC fica em -18,5%, valor inferior à redução observada para Lula (-5,4/28,17= -19,2%). Mas, o que é relevante, e o que interessa de fato, é que o número de miseráveis não se reduziu em 18,5 e em 19,2%, mas sim em 6,52 e 5,4 pontos de percentagem nos três primeiros anos de FHC e Lula, respectivamente.

Estranhamente, os números absolutos de miseráveis não estão divulgados no estudo da FGV, o que elucidaria a questão sem contemplação.

À sua falta, usando os dados elaborados por Sônia Rocha, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, que usa a linha de miseráveis oficial, a redução de indigentes (miseráveis) teria sido no período FHC de 7,5 milhões de pessoas, enquanto no período Lula, de apenas 2,650 milhões. Isso é o que importa: número absoluto de redução de indigentes.

Continuando a observação do referido gráfico, atentei para outro erro: o autor identifica o início da série de Lula em 2003 (28,17% de miseráveis). Mas quando Lula assumiu o governo em janeiro de 2003, o número de miseráveis era de fato 26,72% (que herdou de FHC). Logo, não é justo computar como seu (de Lula) o mérito de reduzir a própria miséria que criou. Se a comparação for feita corretamente (22,77% em 2005 contra os 26,72% que herdou de FHC), o sucesso de Lula, medido em pontos de percentagem, cai para 3,95 pontos de percentagem e não os acima mencionados 5,4. Ou seja, o êxito de FHC foi reduzir a miséria em três anos em 6,52 pontos de percentagem contra os 3,95 pontos de percentagem de Lula.
Ou seja, o número de miseráveis que deixaram de sê-lo no período FHC foi 65% superior ao número de Lula.

O trabalho completo da equipe da FGV contém ainda muitos outros resultados interessantes: mostra que o sucesso de FHC em reduzir a miséria é maior do que o de Lula em qualquer que seja a comparação (misérias rural, urbana e metropolitana). Mostra ainda um resultado pouco explorado que usa a metodologia de Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia, para medir o índice de bem-estar. Novamente o sucesso de FHC é bem superior ao de Lula. No mesmo período anteriormente utilizado, durante os três primeiros anos do governo FHC o índice de bem-estar aumentou em 35,96, enquanto durante os três primeiros anos de Lula, apenas 15,2. Ou seja, o sucesso de FHC em termos de bem-estar foi mais do que o dobro do sucesso de Lula.

É interessante que examinemos as causas do sucesso de um e de outro. O sucesso de FHC se deve ao fato de que ele estabilizou a economia matando o dragão da inflação, o maior responsável pela deterioração da renda dos mais pobres. Mas não ficou nisso; passado o primeiro momento de ajuste das contas públicas, criou vários programas sociais que elevaram bastante as transferências de renda para os mais pobres: Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), Bolsa Escola Federal, Bolsa Alimentação, Saúde da Família, e aumento do número de assistidos no tratamento da Aids.

O que fez Lula: tentou criar o programa Fome Zero e o Primeiro Emprego. O fracasso de suas duas únicas iniciativas é público e notório. Frente a isso, Lula deu prosseguimento aos programas sociais de FHC, unificando-os sob o título de Bolsa Família e ampliando o número de cadastrados (o que havia sido iniciado por FHC e estava sendo continuado e continuou com Lula). No âmbito econômico continuou com a política de FHC de manutenção da estabilidade da moeda e de responsabilidade fiscal.

Insistindo, tudo que Lula fez foi dar continuidade à política econômica e social de FHC. Ainda bem. Se fizesse o que anunciava e o que os petistas pregavam, o Brasil estaria quebrado e a miséria aumentada. Diferentemente do que diz Lula, nada do que está aí foi por ele criado. É apenas apropriação indevida. Precisamos agora de nova onda de criatividade para crescer, distribuir renda e reduzir a miséria, e a equipe de Lula está longe de ter competência para isso.

CLÁUDIO MONTEIRO CONSIDERA é professor de economia da UFF.

É uma surpresa ESTARRECEDORA descobrir que alguém do PT esteja mentindo……..

A carteira e o Ministro

Alguns classificariam como conto de fadas. Eu chamo de crônica.

Um empresário marca audiência com o presidente Lula, em Brasília. Enquanto aguarda para ser atendido, é tratado com toda solicitude por um ministro, na sala de espera, que o recebe efusivamente com abraços eapertos de mão.

Quando, finalmente, é recebido pelo presidente, o empresário sente a falta de sua carteira, que estava no bolso do paletó.

Fica super-constrangido, mas resolve levar o fato ao conhecimento do presidente:

-Eu não sei nem como lhe dizer, presidente, mas minha carteira sumiu! Eu tenho certeza que estava com ela ao entrar na sala de espera de seu gabinete. Eu tive cuidado de guardá-la bem, após apresentar o RG lá na portaria. Eu não quero fazer nenhum tipo de insinuação, mas, na verdade, a única pessoa com quem eu estive, de lá para cá, foi com seu ministro..

O presidente nem espera o empresário terminar de falar. Retira-se da sala, sem falar nada, e segundos depois retorna com a carteira desaparecida na mão.

Ao recebê-la de volta, o empresário comenta, completamente passado:

-E. Eu sinto muito. Espero não ter causado nenhum problema entre o senhor e seu ministro na hora em que o senhor pegou minha carteira de volta.

Ao que Lula responde:

-Não se preocupe! Ele nem percebeu!

Socialismo PTista: mais lixo lullista

Aproveito os vídeos abaixo para ilustrar a mudança do discurso Lullista:

Engraçado ver isso, e comparar as declarações do mollusco com suas ações recentes.

Hipocrisia e dossiê

Essa recente estória do dossiê que a Casa Civil (da pré-candidata e “toda poderosa” mãe do PAC) vazou é muito interessante.

Ajuda a mostrar de forma irremediável a hipocrisia PTralha.

Se é para divulgar gastos da Presidência, que sejam divulgados todos. Incluam-se Collor, Itamar, FHC e Lulla. Caso contrário, que não sejam divulgados dados de ninguém.

Porque, afinal, o PT já está há 5 anos na Presidência – se nunca investigou não apenas os cartões corporativos ou contas “tipo B”, mas NADA mais, ou não tem interesse em investigar nada (e, neste caso, deve abandonar o patético discurso da ética, moralidade etc), ou investigou e não achou nada (o que demonstra incomPTência exacerbada, pois decerto haverá muitas casos de corrupção).

A cada dia mais, a situação política do Brasil me enoja. Fica a leitura da coluna de Janio de Freitas (Folha de São Paulo, 30/03/2008):

O dossiê da maternidade

A MATERNIDADE recente é causa comum de vários problemas, e a ministra Dilma Rousseff, mãe do PAC de que Lula é o pai indeclarado mas óbvio, tem aí um diagnóstico para as perturbações que a acometem. Bem maiores do que a intromissão em gastos alheios. A casa de Dilma, que chamam de Casa Civil, está em desordem lastimável, relegada pela dona tomada de repentina mania de passar o tempo nas praças e solenidades. É difícil saber se mais revelador da atual Casa Civil é o vazamento mal intencionado do tal dossiê ou a menos falada, e não menos grave, remessa ao Congresso de medida provisória que é plágio integral do projeto de um deputado. A lucidez foi-se nas perturbações pós-maternidade.

A oposição não tem gerado rebentos de espécie alguma, limitada a uma discurseira estéril. Em sua permanência nas preliminares, não se deu conta sequer de que a gravidade do tal dossiê não está em que o Planalto levante e organize gastos de Fernando Henrique e Ruth Cardoso. Nem mesmo vem da divulgação em si de pequena parte desses dados, porque gastos de governo devem ser de conhecimento público. A gravidade está em que, de um levantamento talvez útil, os gastos pinçados e divulgados o foram com o propósito de intervenção velada do governo em uma comissão de inquérito do Congresso. Para assim inibir a busca parlamentar dos gastos de Lula e familiares. E essa operação perturbadora, de fins políticos e anti-éticos, foi feita na própria Presidência da República.

Dilma Rousseff e os governistas atribuem a má-fé da imprensa, em particular da Folha e de “Veja”, às referências a dossiê. Para contestá-lo, de início disseram ser um levantamento pedido pelo Tribunal de Contas da União. Constatado haver apenas uma sugestão do TCU para menos precária organização de dados da Presidência da República, a explicação passou a ser os preparativos para atender à CPI, cuja criação refere-se ao uso de cartões e da conta B (gastos em dinheiro) dos últimos dez anos. Agora, nota oficial da Casa Civil, com a dona-de-casa em viagem pelo Nordeste, pretende que o levantamento dos gastos “trata-se de uma ferramenta de gestão”.
Ocorre que “ferramenta de gestão” não quer dizer nada. É só uma expressão de burocratas e tecnocratas iletrados. Dossiê diz. Todos sabemos ser um conjunto de informações ou documentações que têm alguma ligação entre si. O que saiu da Presidência da República para divulgação é, sim, o que se chama de dossiê.

  recusa à denominação quer negar o propósito. Mas retrata também a perturbação da trabalhosa maternidade recente, Brasil afora ao som de cada discurso mais tresloucado que o anterior, e da também perturbadora condição de já candidata a Mãe do Ano de 2010. Algumas palavras que nunca se suporia ouvir de Dilma Rousseff:
“Se estão interessados em apurar mais profundamente esse episódio [do dossiê], seria importante que aqueles que divulgaram informações que constam de um banco de dados da Casa Civil viessem a público e assumissem quem recebeu aqueles documentos, aquelas páginas”.

Pois é, quem recebeu, e não quem entregou, é que teria de vir a público para assumir não sei o quê. De tal modo que o auxiliar de Dilma Rousseff que selecionou os dados e aquele que os entregou a um repórter continuassem anônimos. O que está aí não é só a inversão de responsabilidades e o abandono da lucidez. É a adesão a práticas de regimes em que a inculpação e a inocentação distribuíram-se segundo a conveniência do poder, ou de um poderoso.

E quem será o chamado a assumir a responsabilidade pela medida provisória plagiadora? O deputado Asdrubal Bentes, que apresentou o projeto com o texto original no ano passado, e não o funcionário que o copiou na íntegra, talvez no Ministério do Desenvolvimento Agrário, e a Casa Civil que o recebeu, aprovou, deu à assinatura de Lula e o mandou à Câmara, para entrada imediata em vigor? Note-se ainda que Lula se comprometera a não enviar MPs senão em caso de relevância e urgência, para evitar decisões do Congresso que as limitem mesmo ao permitido pela Constituição.

O jornalismo agradece a divulgação de gastos presidenciais, ainda que só do passado, mas a operação palaciana que a executou é repugnante. O plágio da MP, por sua vez, é só uma clara radiografia do comando do governo.

Peggy Sue: o passado condena – parte 20

Retomo um tema recorrente por aqui, mas não por isso “obsoleto”: a mudança notável (e hipócrita) que acometeu a cambada do PT desde que assumiram o poder.

Esta carta, abaixo, foi enviada por um leitor ao Painel do Leitor da Folha de São Paulo de ontem, 30/03:

“É impressionante como as opiniões dos políticos mudam de acordo com o lado em que se encontram. Tudo o que o PT condenava quando era oposição ele pratica agora que está no poder. A última de Lula é ficar indignado quando dizem que o PAC é eleitoreiro. Mas ele fazia exatamente a mesma coisa quando era oposição.”
IRACEMA PALOMBELLO (Bragança Paulista, SP)

Faço minhas as palavras da leitora Iracema.

O pior de tudo é a burrice dessa cambada do PT: para poder comemorar os números da Economia, eles não têm problema em falar um monte de merda, eventualmente roubando feitos que eles atacavam antes de “converterem-se” ao capitalismo imperialista.

Esquecem, convenientemente, de dizer que foram contra o Plano Real, contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, contra as privatizações……. Alguns dos fatores sem os quais os atuais resultados da Economia não seriam os mesmos.

O pior de tudo é que eles agora defendem algumas “medidas” como se fosem deles !

E deixam de lado a oportunidade de celebrar as decisões e “medidas” que foram efetivamente adotadas por eles…….. Como a manutenção da política econômica do FHC (aquela mesma “sugerida” pelo FMI e repudiada pelo “antigo PT”).

Francenildo Henrique Cardoso

Primeiro, o Ministro Palocci quebrou o sigilo bancário do caseiro Francenildo.

Caiu.

Agora, a Ministra Dilma Rousseff quebrou o sigilo do ex-Presidente FHC.

Cairá também ?????????

Advogados apontam crime de violação de sigilo em divulgação de dados sobre cartões

da Folha de S.Paulo, em Brasília

O sigilo que paira sobre os gastos presidenciais nos cartões corporativos ou nas contas tipo B (despesa justificada por nota ou recibo depois de o servidor receber uma determinada verba) tem como base critérios subjetivos da legislação sobre o que deve ou não se tornar de conhecimento público.

Nenhuma lei trata especificamente se despesas emergenciais realizadas pelo Palácio do Planalto são passíveis de se tornar segredo de Estado.

Mas a divulgação de dados reservados sem um pedido judicial ou de CPI, conforme advogados consultados pela Folha, pode levar o responsável a responder pelo crime de violação de sigilo, previsto no artigo 153 do Código Penal.

É nesse crime que seria enquadrado o responsável na Casa Civil pelo vazamento de dados sobre o governo FHC. A pena é de detenção de 1 a 4 anos e multa, aumentada em um terço caso o servidor ocupe cargo comissionado ou de direção. A Casa Civil determinou uma apuração interna para descobrir o autor.

Segundo o criminalista Luiz Flavio Gomes, informação reservada só pode ser divulgada com justificativa. Administrativamente, o servidor também pode ser demitido e perder os direitos políticos por dez anos.

Dois artigos da Constituição tratam da divulgação de dados oficiais. O artigo 37º, mais amplo, determina que todas as ações e despesas dos governos sejam públicas. O artigo 5º, porém, ressalva que informações imprescindíveis à segurança do Estado ou sobre a defesa da intimidade devem ser sigilosas.

Como forma de garantir caráter sigiloso às despesas do gabinete presidencial, o governo se apegou a uma norma do Gabinete de Segurança Institucional, editada em 2003: “Não é permitido o fornecimento de informações detalhadas dos gastos com as peculiaridades da Presidência da República, por questão de segurança”.

Decreto editado em 2002 passou a estabelecer critérios de classificação de documentos passíveis de serem tratados como sigilosos, criando as categorias ultra-secretos, secretos, confidenciais e reservados.

Além dessa norma do GSI, há um decreto de 1967 que trata dos gastos sigilosos da Presidência. Segundo a regra, “a movimentação dos créditos destinados à realização de despesas reservadas ou confidenciais será feita sigilosamente e nesse caráter serão tomadas as contas dos responsáveis”.

O Planalto adotou a regra de tratar como reservados os gastos nos cartões com o presidente Lula e seus familiares, das Forças Armadas, do Ministério das Relações Exteriores e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Significa que podem ser acessados por órgãos de controle, mas não estão disponíveis para o público.

Segundo a CGU (Controladoria Geral da União), 20% dos gastos do governo com cartão corporativo estão sob sigilo.

Os Lullasíadas

Os votos e os ladrões assinalados
Que do nordeste agreste lulistano
Por artifícios nunca d’antes perpetrados
Passaram inda além das maracutaias,
Sem perigos e guerras esforçados
De quem vive na política gandaia
E da gente humilde afanaram
A grana com que tanto enricaram;
E também as memórias ingloriosas
Daqueles sem terra que foram se apossando
Com engodo e fraude das terras produtivas
Que do norte ao sul andaram invadindo,
E aqueles que por obras viciosas
Se vão da lei sempre se lixando,
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
Cassem do vernáculo e da gramática
Os erros nos discursos que fizeram;
Cale-se de Machado e de Queirós
Os textos sublimes que escreveram;
Que eu canto o peito ilustre Lulistano,

A quem as Martas e Matildes obedeceram.
Cesse tudo o que o PT antigo canta,
Que outro PT apequenado se abrilhanta.
Deste ócio parlamentar sem mais temores,
Alcança os que são de fama amigos
Trezentos picaretas e graus maiores;

Encostando-se sempre nos antigos
Companheiros de cachaça e assessores;
Foram anos dourados, entre os finos
Lençóis de fio egípcio, puros linhos;

Se esta gente que busca Ministério.
Cuja valia e obras tanto acusaste,
Não queres que padeçam vitupério,
Como há já tanto tempo que ordenaste,
E ouças mais, pois não és juiz direito,
Dar razões a quem sucede que é suspeito.

Passando ao largo o vento acalma
Mas não duraria muito a calmaria
Eis que um falso amigo denuncia
Que um senhor falto de cabelos
Traz malas cheias de alegria

Mês a mês, com acertada pontaria,
Pontualidade de antemão agradecida
Pelos súditos que dançavam a quadrilha.
Entre gentes tão fiéis e tão medrosas,
Mostra quanto pode; e com razão,

É tão fácil entre ovelhas ser leão.
Sabe bem o que o Dirceu arquitetou,
E de tudo o que viu com olho atento,
Negou e negando assim ficou,

Até mesmo quando outro companheiro
Num hotel foi pego com dinheiro.
São uns aloprados, explicou.
Mas, com risonho e ledo fingimento,
Tratá-los duramente determina,
Pois assim engana o povo, imagina.
Mas não lhe sucedeu como cuidava.
Eis que aparecem logo em companhia

Uns comparsas que freqüentavam aquela
mansão, que de bordel em nada parecia.
Corrupto já lhe chamam os inimigos,
Danoso e mau ao fraco corpo humano
E, além disso, nenhum contentamento,
Que sequer da esperança fosse engano.
Mas enxerga-se, num e noutro bando,
Partido desigual e dissonante
São muitos contra muitos; quando a gente
Começa a alvoroçar-se totalmente
Viram todos o rosto aonde havia
a causa principal do reboliço:
entra em cena um caseiro, que trazia
o testemunho sincero do serviço
que as damas ali prestavam
para tão seleta companhia,
e onde fortunas repartiam..

Não perguntava, mas sabia
As alegres badaladas que ali via.
É um suceder de ventos malcheirosos.
Denuncia a imprensa dos maldosos
que o divino comandava um corpore ativo
não explicando à roda solta a gastança
com uns cartões em prol da segurança
da coroa e do cetro lu-lalante.

São rubis, esmeraldas, diamantes,
em luzentes assentos bem cuidados,
estofados à conta do erário.
Outros serviçais todos assentados
na Ordem e no Progresso concertavam
desculpas para os tucanos que acusavam
fazendo coro com os democratas que gritavam.

(Precedem os antigos, mais honrados,
Mais abaixo os menores se assentavam);
Quando o divino alto, assim dizendo,
com tom de voz começa grave e horrendo:
– «Eternos moradores do luzente,
Estelífero Pólo e claro Assento:
sou o grande valor pros crédulos e inocentes,
de mim não perdeis o pensamento,
deveis de ter sabido claramente
como é dos fatos grandes certo intento
que por ela se esqueçam os humanos
Genoinos, Delúbios, Gregos e Romanos”

Mas em particular o esperto mui sabia,
que mentir o faz mais elegante,
Vereis como sorria e escarnecia,
Quando das artes bélicas, diante
Dele, com larga voz tratava e mentia.
Para a disciplina militar ali prestante:
“-não se aprende, senhores, na fantasia,
sonhando, imaginando ou estudando,
senão vendo, cupinchando e armando”..

Mas eis que fala falso, mas alto e rude,
da boca dos pequenos sabia, contudo,
que o louvor sai às vezes acabado.
“Tem-me falta na vida honesto estudo,
com longa malandragem misturado,
E engenho, que aqui vereis presente,
cousas que juntas se acham raramente”.

“Para servir-vos, braço às armas feito,
Para cantar-vos, minto às Musas dada;
Só me falece ser a vós aceito,
De quem virtude deve ser prezada”.
Se isto o Céu concede, e o vosso peito
Oh dígna empresa, dígno empreiteiro,
com a ladroagem mente e vaticina
olhando a sua substituta assaz divina,
a má, a ladra, a serpentuosa Medusa,
agora a seu lado, na falsidade inclusa:
“faça vista grossa para temas nauseantes”.

Falaram-lhe até que uma tal de Hipotenuza
e sua amiga uma tal de Geometria
acusam-no de comportamento ultrajante!
“Não as conheço, nunca ouvi falar,
como saber e conhecer não é meu forte,
dos amigos acuados não me afasto, me aproximo,
somos vinhos da mesma pipa, e subestimo,
aqueles que intentam me acusar.

O tempo passa, tudo há de se abafar!”
“Com a minha estimada e leda Musa
que me inspira o engodo e a farra plena,
apanágio do malandro e do farsante,
passeio pelo mundo em nau a jato,
de sorte que a justiça não me alcance,
como posso saber, se sou errante,
metamorfose ambulante?

Crédito: Lúcio Wandeck