Conversão ou falta de opção ?

O senador Arthut Virgílio (de quem eu não gosto, registre-se) publicou na Folha um artigo tratando de um texto do Aloizio Mercadante (de quem quero ver a morte lenta e agonizante, conquanto efetiva) em que este exaltava “êxitos” da política econômica lullista.

O texto original, do Merda-andante, é um lixo; um primor de porcarias:

DIZIAM QUE SUA candidatura era a culpada pela crise que havia tomado conta do país. Diziam também que, caso fosse eleito, ele arruinaria a combalida economia nacional e implantaria uma política externa “terceiro-mundista”, que isolaria o Brasil no cenário internacional. Afirmavam que ele faria o país regredir décadas. Não faltaram figuras conhecidas que emprestaram rostos compungidos ao medo do desastre anunciado.
Para surpresa dos amedrontados e, talvez, decepção dos derrotados, o governo Lula não fez nada disso. Pelo contrário: avaliações objetivas demonstram que o governo Lula é o mais bem-sucedido governo brasileiro da história recente. Afinal, é o único que vem conseguindo combinar plena vigência das instituições democráticas, crescimento econômico sustentado com estabilidade macroeconômica e distribuição de renda.
A inflação, que estava saindo de controle antes da posse de Lula, foi definitivamente domada e, nos últimos dois anos, ficou abaixo da meta estipulada pelo Banco Central (4,5%). Tal estabilidade monetária tem amplo impacto positivo na renda dos trabalhadores e se traduz em melhoria da qualidade de vida. Trata-se de grande conquista da sociedade brasileira, que o atual governo teve o mérito de consolidar.
É verdade que essa estabilidade foi construída a partir do Plano Real, mas foi no governo Lula que ela efetivamente se consolidou, graças à drástica redução da vulnerabilidade externa da economia. Mediante um processo muito bem conduzido por nossa diplomacia, saímos de déficits vultosos para superávits avantajados, que geraram, junto à enxurrada de novos investimentos estrangeiros, as reservas que nos permitem, pela primeira vez na história, pagar a dívida externa. O enterro desse velho fantasma não foi mera conseqüência de conjuntura internacional favorável, mas também resultado de estratégia inteligente que colocou ênfase na conquista de novos mercados.
Por isso, o crescimento das exportações brasileiras no período 2003/ 2006 (128%) foi bem maior do que o crescimento das exportações mundiais (86%). Assim, o governo soube aproveitar, com competência, a conjuntura favorável.
E, no plano diplomático, basta ler os principais jornais internacionais para constatar que o Brasil tem hoje protagonismo mundial muito superior ao que tinha há alguns anos. Temos, evidentemente, o desafio de lidar com a excessiva valorização do real, embora tenhamos consistência nas contas externas.
Além de ter consolidado a estabilidade monetária e superado a vulnerabilidade externa, o governo Lula também vem obtendo êxito no controle da dívida interna. Com efeito, a relação dívida interna/PIB caiu de 59,2%, em 2002, para 42,8%, em 2007.
O resultado dessas ações é o crescimento econômico sustentado dos últimos quatro anos, baseado no novo dinamismo do mercado interno, que em 2007 alcançou a marca de 5,4%. Trata-se de crescimento de natureza diferente à do “vôo da galinha”, que tantas vezes iludiu as nossas esperanças. Para um país que não crescia há duas décadas, é excelente resultado, especialmente na atual conjuntura internacional. Precisamos, entretanto, superar os gargalos da infra-estrutura, que colocam entraves ao novo ciclo de desenvolvimento.
Contudo, o diferencial do governo Lula não se refere às dívidas externa e interna, mas sim ao pagamento de débito historicamente negligenciado: a dívida social. O programa Bolsa Família, internacionalmente elogiado e copiado, já beneficiou 11 milhões de famílias, permitindo-lhes manter seus filhos na escola e comprar bens de consumo antes inalcançáveis, até mesmo eletrodomésticos. A política de recuperação do salário mínimo faz que ele já atinja o valor de R$ 415. A combinação dos programas sociais com o crescimento sustentado fez explodir a geração de empregos formais, que alcançou a impressionante marca de 8,2 milhões ao longo do governo, e a renda dos 50% mais pobres da população, que experimentou ritmo de crescimento chinês: 32%. Já deixaram a miséria para trás 17 milhões de brasileiros.
Estamos em um raro período histórico que combina o crescimento do bolo com sua distribuição. E o social emerge, de forma inédita, como eixo estruturante do crescimento econômico. Por fim, a ONU já nos incluiu na lista dos países de nível alto de desenvolvimento humano, ainda que tenhamos grandes desafios à frente.
Dessa forma, os que diziam têm pouco a dizer. Perderam o discurso e, em alguns casos, até a compostura.
No Congresso, parte da oposição dedica-se à obstrução sistemática, com a expectativa de recompensas eleitorais que dificilmente virão por esse caminho. Poderíamos votar projetos como a reforma tributária, substanciais para consolidar esse novo ciclo de crescimento com distribuição de renda. Algumas vozes, contudo, preferem gritar o vácuo da intolerância e do preconceito contra o torneiro-mecânico que fez o que não conseguiram fazer. Enquanto isso, o governo Lula realiza, e o país melhora. Muito.

O do Arthur Virgílio, ainda que fraco, é engraçadinho:

SAÚDO A conversão do senador Aloizio Mercadante à política econômica que tanto combateu desde os tempos do governo Fernando Henrique e continuou combatendo ao longo de todo o primeiro mandato do presidente Lula.
Mercadante e o PT condenaram o Plano Real -portanto, foram contra a estabilização da moeda e o estancamento da avassaladora inflação que corroia os salários dos trabalhadores. Contra as privatizações, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Fundef, enfim, tudo aquilo que punha ordem na economia, nas finanças e na administração do país.
O senador e boa parte do seu partido mantiveram-se nessa posição mesmo depois que Lula acordou para a realidade e rompeu com os compromissos de toda uma vida. Antonio Palocci, na Fazenda, e Henrique Meirelles, na presidência do Banco Central, foram o sinal de lucidez do governo que se iniciava em 2003. Eles se incumbiram de segurar o leme, enfrentando setores petistas que queriam ver o barco em outra direção.
O país é testemunha dos embates travados no Senado, curiosamente com sinais trocados: a política de Palocci e Meirelles era combatida por Mercadante e defendida por mim e pelo PSDB. Eles tinham até um certo “Plano B” para a economia.
Agora vem Mercadante, de bandeira branca, saudando o êxito da política que condenara, lamentavelmente brandindo inverdades e distorcendo fatos (“Diziam”, “Tendências/Debates”, 16/3).
Afinal, as dificuldades enfrentadas por Fernando Henrique em seu último ano tinham nome: Lula. Dada a posição “histórica” dele e do seu partido, não eram infundados os receios manifestados por tanta gente. Foi isso que fez a cotação do dólar disparar, os investimentos escassearem e a inflação ameaçar sair dos trilhos. Quando Lula colocou Palocci na
Fazenda e Meirelles no Banco Central, garantindo que não haveria retrocesso nas conquistas de governos anteriores, o panorama econômico do país se acalmou e as águas revoltas voltaram ao leito normal.
A estabilidade econômica e o controle da inflação não se deveram, assim, a uma ação positiva, mas de negação do governo Lula: ele não fez o que se temia. Manteve as linhas básicas da política econômica que herdara do seu antecessor.
O governo Lula recebeu um país organizado, com as dívidas dos Estados sob o controle da União; a dívida externa equacionada; uma Lei de Responsabilidade Fiscal, que limitava gastos de Estados e municípios; uma máquina estatal mais leve e ágil -graças à privatização de estatais que entravavam o desenvolvimento nacional. E se beneficiou da conjuntura econômica internacional, que, unida aos demais fatores, lhe tem propiciado colher certos frutos.
Nem tudo, porém, são flores. E sobre isso o senador silencia.
O governo Lula merece críticas por não ter avançado na modernização do Estado brasileiro. Até andou para trás. Não fez as tão necessárias reformas tributárias e políticas; pôs de joelhos as agências reguladoras e as politizou; inflou e aparelhou o governo, com 38 ministros e 20 mil cargos comissionados; e tirou o foco dos programas sociais da gestão anterior.
Naquela, o Vale-Gás, o Auxílio Maternidade e o Bolsa Escola tinham por fim amparar as populações mais pobres, porém lhes apontando o caminho (a educação e o trabalho) para uma vida digna. Ora, o Bolsa Família registra altos índices de evasão escolar entre os filhos dos seus beneficiários. E não precisamos nem falar de segurança pública e saúde.
Na política externa, Lula ficou marcando passo, cortejando até ditadores africanos em busca de apoio, sem êxito, para uma cadeira permanente num Conselho de Segurança esvaziado de uma ONU que está virando Liga das Nações. Fracassou em suas indicações para a presidência da OMC e uma diretoria do BID. Não compareceu à reunião da OEA sobre a crise Venezuela-Equador-Colômbia, no mesmo passo em que seu governo não cumpriu o dever de declarar terroristas os traficantes das Farc.
Pior foi não ter sabido aproveitar o cenário econômico mundial tão favorável. No continente americano, o crescimento brasileiro, entre 2003/ 2005, só não perdeu para o Haiti.
Nem é preciso fazer comparação com Índia, China e Rússia.
Não se ponha nada disso à conta da oposição, que nunca deixou de aprovar nada do real interesse do país. Enfim, Mercadante rendeu-se.
Com quase seis anos de atraso!

Mentiras Lullistas pagas com dinheiro público

Primeiro, a reportagem do Valor Econômico de 11/04/2008:

A balança comercial de petróleo e derivados – que inclui gás natural e hulha – voltou a prejudicar as contas externas brasileiras e pode representar um rombo de US$ 8 bilhões este ano, conforme economistas ouvidos pelo Valor. Uma combinação de fatores contribui para o pessimismo: estagnação da produção nacional de petróleo, aquecimento da demanda graças ao bom desempenho da economia, e aumento no consumo de diesel e gás natural após a entrada em funcionamento das usinas termelétricas.

Segundo cálculos da RC Consultores, com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o déficit da balança comercial de petróleo e derivados atingiu US$ 5,8 bilhões em 2007, 80% acima dos US$ 3,2 bilhões de 2006. Fábio Silveira, economista da RC, estima que o saldo negativo pode chegar a US$ 8 bilhões este ano. No ano passado, o país importou US$ 3,5 bilhões em gás natural e hulha. Esse valor representou 60% do total do déficit. O Brasil praticamente não exporta esses combustíveis.

Os dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que excluem gás natural e hulha, apontam déficit de US$ 2,3 bilhões em 2007 e ele foi de apenas US$ 740 milhões em 2006, o menor em décadas. Os especialistas cogitaram na época que o petróleo havia deixado de ser um problema para a balança e o governo chegou, inclusive, a divulgar que o Brasil havia se tornado auto-suficiente.

Entre 2003 e 2007, as exportações de petróleo e derivados subiram impressionantes 180%, de US$ 5,7 bilhões para US$ 16 bilhões, conforme a Secex. Só que as importações ganharam fôlego adicional com o crescimento da economia e triplicaram. Em 2003, o Brasil importava US$ 7,4 bilhões em petróleo, derivados, gás natural e hulha. Em 2006, esse valor saltou para US$ 21,8 bilhões. “O petróleo ainda representa quase 20% das importações”, diz Silveira.

Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE), avalia que a conta petróleo está “muito deficitária”, porque “a produção brasileira praticamente não cresceu” em 2007, após um período de forte expansão. Ele explica que o atraso na entrega de novas plataformas e as paradas para manutenção prejudicaram os planos da Petrobras. Segundo a ANP, a produção brasileira de petróleo subiu apenas 1,3% entre 2006 e 2007, para 1,832 milhão de barris por dia.

Os dados da Petrobras, que são mais altos que os da ANP, apontam que a produção ficou abaixo da meta prevista pela própria estatal. No ano passado, a produção de petróleo atingiu 1,918 milhão de barris/dia, 3% menos que a meta de 1,979 milhão de barris/dia. Em janeiro e fevereiro deste ano, a produção está em 1,944 milhão de barris/dia, 5% abaixo da meta para o período, conforme informações da Petrobras compiladas pelo CBIE.

Pires lembra que o aumento no consumo de diesel pelas usinas termelétricas também colabora para os resultados negativos da balança. O governo decidiu ligar as termelétricas para compensar os baixos níveis dos reservatórios de água, que ameaçam a produção de energia das hidrelétricas. De acordo com o CBIE, o consumo de diesel aumentou 11% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2007.

As importações de gás natural também tiveram um aumento brutal para atender ao forte aumento da demanda de empresas e motoristas. Entre 2004 e 2007, as compras externas do produto subiram 130%, para US$ 1,78 bilhão. Em 2007, em relação a 2006, a alta foi de 20%. Com a entrada em funcionamento das termelétricas, as importações de gás natural se aceleraram e chegaram a subir 70% no primeiro bimestre do ano em relação a janeiro e fevereiro de 2007.

Silveira, da RC, afirma que a falta de capacidade de refino do país é outro fator que atrapalha a conta-petróleo. O Brasil importa petróleo leve, que é mais caro, e exporta petróleo pesado. Em períodos de alta de preços, esse diferencial prejudica a balança. A Petrobras anunciou a construção de novas refinarias nos próximos anos.

Para o departamento de economia do Bradesco, o déficit da balança de petróleo e derivados já atingiu US$ 8 bilhões no acumulado de 12 meses até março. Apenas no primeiro trimestre deste ano, o saldo negativo chega a US$ 3,1 bilhões, praticamente metade do déficit de US$ 6,3 bilhões registrados em 2007. Os dados do Bradesco também são baseados na Secex, mas na divulgação semanal, que inclui nafta. Por isso, são um pouco altos que os da RC Consultores.

O desempenho da conta-petróleo deve levar o Bradesco a rever para baixo a projeção para o superávit da balança comercial brasileira, que está em US$ 27,5 bilhões. Se o desempenho do primeiro trimestre se mantiver, o déficit de petróleo e derivados pode chegar a US$ 8 bilhões, o que significará US$ 2 bilhões a menos de superávit para a balança comercial do que o inicialmente previsto pelo banco.

Agora, a minha dúvida: em meio à campanha eleitoral da reeleição de Rei Mulla, a Petrobras investiu APENAS R$ 35 milhões em propagandas para alardear que o Brasil seria “auto-suficiente” em petróleo.

O PT fez a Petrobras investir numa campanha publicitária MENTIROSA, só para enganar alguns milhões de pessoas, visando reeleger a Mulla ????????????? PUXA, QUASE INACREDITÁVEL, NÃO ?!

E, por falar em petróleo, as recentes declarações do Presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre o potencial do campo que a Petrobras está investigando foram um capítulo à parte – e demonstram de forma clara a cristalina os malefícios que os PTralhas causam ao país com o maldito aparelhamento do Estado. Um imbecil do PC do B (partido aliado ao PT) se considera uma “autoridade” e acha que, por isso mesmo, está isento de prestar esclarecimentos às instituições que regulamentam o mercado.

Interessante é pesquisá-lo um pouquinho: o incomPTente estava ocupando o cargo interinamente, enquanto o PT se engalfinhava numa disputa política para alocar seus “amiguinhos” no poder. Ver aqui. O vídeo disponível AQUI traz alguns indícios sobre a competência técnica do militante que acabou parando na diretoria de uma das mais importantes agências reguladoras do Brasil.

O currículo “floreado” da criatura está aqui. Deputado federal pelo PC do B, é uma demonstração de como o país está devido ao aparelhamento político promovido pela cambada do PT. Na página da ANP, faz-se menção à aprovação do falastrão pelo Congresso (procedimento padrão para indicações de todas as agências reguladoras).Por causa disso, ele se acha importante. “Eu sou autoridade” foram as palavras exatas. Entre outras pérolas que apenas demonstram sua megalomania – ver aqui.

Porém, omitem-se diversas informações relevantes (CLARO!), como fica claro AQUI.

Eis alguns trechos da matéria do Valor Econômico:

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, foi aprovado para um novo mandato de quatro anos ao cargo antes de ter respondido a qualquer pergunta na sabatina a que foi submetido, em novembro de 2007, pela Comissão de Infra-Estrutura (CI) do Senado.
Em uma sessão esvaziada, em que fizeram uso da palavra apenas sete dos 22 senadores que votaram, Lima falou por cerca de duas horas a uma platéia que incluía uma verdadeira tropa de choque de deputados do PCdoB, partido pelo qual exerceu mandatos como parlamentar e ao qual ainda é vinculado. Os deputados, de vários Estados, acompanharam a sabatina na comissão do Senado, em 13 de novembro, para apoiá-lo.
Hoje alvo de críticas por ter falado publicamente da existência de um megacampo até cinco vezes maior do que as reservas gigantes de Tupi, provocando uma onda de especulação financeira com ações da Petrobras e de petrolíferas estrangeiras, Lima foi aprovado por 20 votos a favor e dois contra, sob aplausos da platéia. Duas semanas depois, o plenário confirmou a indicação, feita pelo Palácio do Planalto.
O momento era de ansiedade no Senado e no governo, pelas dificuldades em negociar a prorrogação da CPMF. Após uma exposição inicial de Lima sobre o setor, como é praxe em sabatinas de diretores de agências reguladoras, o senador Valter Pereira (PMDB-MS) entrou no plenário da comissão e foi o primeiro a pedir a palavra. “Hoje eu estive enrolado o tempo todo com essa questão da CPMF”, desculpou-se, “mas eu não poderia deixar de vir aqui sabendo que o dr. Haroldo Lima estaria aqui”. “Eu gostaria que ele me desse uma informação antes que eu me desloque para a CCJ, onde prossegue a novela da CPMF”, disse Pereira, que fez uma rápida observação e em seguida deixou a comissão.
O presidente da CI, Marconi Perillo (PSDB-GO), iniciou o processo de votação antes mesmo de Lima responder a primeira pergunta, do senador Delcídio Amaral (PT-MS), que qualificou o sabatinado como “homem fluente e inteligente”. Delcídio perguntou sobre o desabastecimento de gás natural no Rio. Duas semanas antes, no fim de outubro, o acionamento de usinas térmicas movidas a gás provocou um corte do insumo para indústrias e a frota de táxis.
Quando o petista terminou de fazer sua pergunta – e antes que Lima iniciasse sua resposta -, acompanhada de uma longa observação, segundo transcrição da sabatina disponível na página da comissão na internet, Perillo declarou encerrada a votação. Antes da quarta pergunta, ele anunciou o resultado: 20 votos favoráveis, dois contrários e nenhuma abstenção. Lima foi aclamado.
Na audiência, Lima admitiu que não tinha “experiência executiva propriamente dita” quando assumiu um cargo na agência, pela primeira vez. Lima só chegou ao comando do órgão depois que o Senado rejeitou, em 2005, a indicação do engenheiro José Fantine para a direção-geral da ANP, em retaliação à ministra Dilma Rousseff, então na pasta de Minas e Energia. Senadores queixavam-se de que ela não atendia às reivindicações de partidos como o PMDB.
O presidente da Associação Brasileira de Agências de Regulação (Abar), Álvaro Machado, não comenta o desempenho dos parlamentares, mas ressalta a importância da “escolha de dirigentes das agências pelo critério técnico, para evitar o aparelhamento do Estado”. Ele criticou a postura de Lima, ao anunciar a descoberta da Petrobras, bem como a declaração de que não está submetido às regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por fazer parte do governo. “A ANP não é governo, é Estado. E não lhe compete fazer anúncios de descobertas. O regulador tem de ser pautado pela discrição. Sua função é garantir a estabilidade das políticas públicas do governo e não trazer insegurança.”

Esta é a seriedade com a qual o PT e seus asseclas tratam o Brasil.

Dossiê: mais PuTaria

Que o PT é um berço de PuTaria, nenhuma novidade.

Mas o mais recente caso do dossiê é engraçado…….

Li manifestações de “leitores” de alguns jornais criticando, mais uma vez, a “mídia”, devido à divulgação. Fico pensando se estes mesmos leitores (que, desconfio eu, são cabos eleitorais do PTismo, remunerados para escrever bobagens) foram contrários à divulgação, por parte da mídia, dos escândalos que culminaram no impeachment de Fernando Collor…….

Será que estes leitores foram radicalmente contrários à divulgação do grampo do BNDES, quando escancarou-se uma relação no mínimo criminosa entre membros do governo FHC e empresas prestes a adquirir ações de empresas estatais à beira da privatização ?

Ou será que estes leitores são contrários APENAS à divulgação das falcatruas do PT ???????

Aí, vem a cambada do PT dizer que aquilo não era dossiê, era “banco de dados” que o governo estaria preparando para enviar à CPI. Que desculpinha esfarrapada, hein ?! Se fosse verdade, por que havia informações APENAS envolvendo o FHC ? Por que não constavam, do tal “banco de dados”, informações de Rei Mulla e sua 1a Dama ?

Recorro à coluna do Clóvis Rossi, de 05/04/2008:

Ah, meu caro José Simão, o Brasil não é apenas o país da piada pronta. É também o país da coluna pronta. O que há mais para dizer depois do belo trabalho dos jornalistas Marta Salomon e Leonardo Souza? É auto-explicativo.
Mostra mais um grupo de homens-bomba instalados no coração do lulo-petismo preparando o que parece ser uma grande especialidade da casa, os dossiês. Não adianta vir agora com a história de que o vazamento foi obra de um “clandestino”, um suposto (ou real) tucano escondido no Palácio. O PT usou uma penca desse tipo de gente para obter dossiês quando estava na oposição. Não tinha, pois, o direito de ignorar.
Tinha, isto sim, a obrigação de saber que o jogo do poder “é cruel”, como me escreveu certa vez Ciro Gomes, então ministro da Integração Regional, a propósito do escândalo do mensalão. O texto dos dois bravos repórteres pega tanto o presidente da República como a sua principal ministra, Dilma Rousseff, no contrapé.
Ou mentiram sobre o “banco de dados”, que, na verdade, é dossiê (aliás, era arquievidente), ou não têm, nem um nem a outra, a menor idéia do que se passa nas salas ao lado das suas (ou acima ou abaixo, sabe-se lá).
Caem no ridículo também outros membros do governo que cobraram a revelação das fontes. Fingem ignorar que preservar a fonte é um direito dos jornalistas, como todo mundo sabe. E é também má-fé, porque trata de pôr no mesmo pé quem preparou a mensagem (um “crime”, no dizer de nota oficial da própria Casa Civil) e o mensageiro (quem a divulgou).
Enfim, não há, de fato, nenhuma novidade em mais essa história sórdida. Repito o que escrevi no dia 29: Lula acaricia sempre “mensaleiros”, “aloprados” e até Severino Cavalcanti. É óbvio que, no Palácio, todos se sentem estimulados a novos “crimes”.

Socialismo PTista: mais lixo lullista

Aproveito os vídeos abaixo para ilustrar a mudança do discurso Lullista:

Engraçado ver isso, e comparar as declarações do mollusco com suas ações recentes.

PHA: demitido

Não é uma “notícia quente”, mas Paulo Henrique Amorim foi demitido do portal iG.

A última coluna do Diogo Mainardi que trata do assunto (aqui) está impagável. Leitura obrigatória. E para ilustrá-la, recomendo ESTE link.

O “jornalista” de bosta recém-demitido já foi discutido aqui no blog anteriormente. Eu já sabia que PHA é uma ameba em conserva vendida ao PT, assim como qualquer pessoa que consiga ter um pingo de QI. Mas se houvesse ainda alguma dúvida, a defesa enfática que PHA fez do bispo Edir Macedo (quando este lançou seu livro e desandou a inventar processos judiciais falsos contra a Folha de São Paulo) seria suficiente para dirimir quaisquer dúvidas. Um “jornalista” que fica babando ovo para uma figura asquerosa como Edir Macedo mostra o não valor que tem de forma inequívoca.

Contudo, recomendo ESTA leitura, enfaticamente.

Não apenas o texto é excelente, como os comentários postados por “leitores” demonstram o grau de capacidade argumentativa dos energúmenos que defendem o PHA – um “jornalista” de bosta que idolatra a igualmente filósofa de bosta Marilena Chauí, a despeito das idéias tresloucadas e deturpadas desta pobre coitada, que tem sérios distúrbios mentais.

Sobre a demissão do PHA, contudo, preciso compartilhar algo que me parece ser um “padrão”.

Ele trabalhou na VEJA, na Rede Globo e, agora, no iG.

As 3 empresas, subitamente, tornaram-se alvo de críticas e acusações duras.

Primeira pergunta: por que ele nunca levantou nenhuma destas críticas quando era funcionário destas empresas ?

Segunda pergunta: se ele só tomou conhecimento das “malandragens” cometidas (segundo o próprio PHA, frise-se) por estas empresas DEPOIS que foi demitido, que porra de jornalista investigativo de bosta ele é ?

Terceira pergunta: será que alguma empresa (TV, revista, rádio, provedor, PT etc) vai contratar esse cara, sabendo que no dia seguinte à demissão dele, ele passará a acusar o ex-empregador de tudo o que há de pior na face da terra ?????

Quarta pergunta: parece que o PHA tem uma incrível incapacidade de aceitar trabalhar em empresas que ele mesmo, algum tempo depois, descobre serem mentirosas, trapaceiras e tudo de pior….. Ele não tem capacidade de escolher melhor seus empregadores, sendo tão “brilhante, inteligente, esperto, investigativo, bem informado” ?????????

Hipocrisia e dossiê

Essa recente estória do dossiê que a Casa Civil (da pré-candidata e “toda poderosa” mãe do PAC) vazou é muito interessante.

Ajuda a mostrar de forma irremediável a hipocrisia PTralha.

Se é para divulgar gastos da Presidência, que sejam divulgados todos. Incluam-se Collor, Itamar, FHC e Lulla. Caso contrário, que não sejam divulgados dados de ninguém.

Porque, afinal, o PT já está há 5 anos na Presidência – se nunca investigou não apenas os cartões corporativos ou contas “tipo B”, mas NADA mais, ou não tem interesse em investigar nada (e, neste caso, deve abandonar o patético discurso da ética, moralidade etc), ou investigou e não achou nada (o que demonstra incomPTência exacerbada, pois decerto haverá muitas casos de corrupção).

A cada dia mais, a situação política do Brasil me enoja. Fica a leitura da coluna de Janio de Freitas (Folha de São Paulo, 30/03/2008):

O dossiê da maternidade

A MATERNIDADE recente é causa comum de vários problemas, e a ministra Dilma Rousseff, mãe do PAC de que Lula é o pai indeclarado mas óbvio, tem aí um diagnóstico para as perturbações que a acometem. Bem maiores do que a intromissão em gastos alheios. A casa de Dilma, que chamam de Casa Civil, está em desordem lastimável, relegada pela dona tomada de repentina mania de passar o tempo nas praças e solenidades. É difícil saber se mais revelador da atual Casa Civil é o vazamento mal intencionado do tal dossiê ou a menos falada, e não menos grave, remessa ao Congresso de medida provisória que é plágio integral do projeto de um deputado. A lucidez foi-se nas perturbações pós-maternidade.

A oposição não tem gerado rebentos de espécie alguma, limitada a uma discurseira estéril. Em sua permanência nas preliminares, não se deu conta sequer de que a gravidade do tal dossiê não está em que o Planalto levante e organize gastos de Fernando Henrique e Ruth Cardoso. Nem mesmo vem da divulgação em si de pequena parte desses dados, porque gastos de governo devem ser de conhecimento público. A gravidade está em que, de um levantamento talvez útil, os gastos pinçados e divulgados o foram com o propósito de intervenção velada do governo em uma comissão de inquérito do Congresso. Para assim inibir a busca parlamentar dos gastos de Lula e familiares. E essa operação perturbadora, de fins políticos e anti-éticos, foi feita na própria Presidência da República.

Dilma Rousseff e os governistas atribuem a má-fé da imprensa, em particular da Folha e de “Veja”, às referências a dossiê. Para contestá-lo, de início disseram ser um levantamento pedido pelo Tribunal de Contas da União. Constatado haver apenas uma sugestão do TCU para menos precária organização de dados da Presidência da República, a explicação passou a ser os preparativos para atender à CPI, cuja criação refere-se ao uso de cartões e da conta B (gastos em dinheiro) dos últimos dez anos. Agora, nota oficial da Casa Civil, com a dona-de-casa em viagem pelo Nordeste, pretende que o levantamento dos gastos “trata-se de uma ferramenta de gestão”.
Ocorre que “ferramenta de gestão” não quer dizer nada. É só uma expressão de burocratas e tecnocratas iletrados. Dossiê diz. Todos sabemos ser um conjunto de informações ou documentações que têm alguma ligação entre si. O que saiu da Presidência da República para divulgação é, sim, o que se chama de dossiê.

  recusa à denominação quer negar o propósito. Mas retrata também a perturbação da trabalhosa maternidade recente, Brasil afora ao som de cada discurso mais tresloucado que o anterior, e da também perturbadora condição de já candidata a Mãe do Ano de 2010. Algumas palavras que nunca se suporia ouvir de Dilma Rousseff:
“Se estão interessados em apurar mais profundamente esse episódio [do dossiê], seria importante que aqueles que divulgaram informações que constam de um banco de dados da Casa Civil viessem a público e assumissem quem recebeu aqueles documentos, aquelas páginas”.

Pois é, quem recebeu, e não quem entregou, é que teria de vir a público para assumir não sei o quê. De tal modo que o auxiliar de Dilma Rousseff que selecionou os dados e aquele que os entregou a um repórter continuassem anônimos. O que está aí não é só a inversão de responsabilidades e o abandono da lucidez. É a adesão a práticas de regimes em que a inculpação e a inocentação distribuíram-se segundo a conveniência do poder, ou de um poderoso.

E quem será o chamado a assumir a responsabilidade pela medida provisória plagiadora? O deputado Asdrubal Bentes, que apresentou o projeto com o texto original no ano passado, e não o funcionário que o copiou na íntegra, talvez no Ministério do Desenvolvimento Agrário, e a Casa Civil que o recebeu, aprovou, deu à assinatura de Lula e o mandou à Câmara, para entrada imediata em vigor? Note-se ainda que Lula se comprometera a não enviar MPs senão em caso de relevância e urgência, para evitar decisões do Congresso que as limitem mesmo ao permitido pela Constituição.

O jornalismo agradece a divulgação de gastos presidenciais, ainda que só do passado, mas a operação palaciana que a executou é repugnante. O plágio da MP, por sua vez, é só uma clara radiografia do comando do governo.

Boca a boca: tradição, e não modismo

“Propaganda boca-a-boca”.
Um termo decano, que permanece atual.
Já há alguns (muitos) anos, vemos o marketing preocupado com esta questão, como parte do composto de comunicação e promoção.
Para entender melhor o que é e como funciona a propaganda boca-a-boca, podemos recorrer a algumas leituras básicas: aqui, aqui, aqui e aqui.

Em inglês, o termo que representa a propaganda boca-a-boca é “word of mouth”.
Referências e explicações detalhadas não faltam. Começando por aqui.
Algumas sugestões: aqui, aqui e aqui.

Porém…….há mais…..

AQUI, disponibilizo um artigo que usei na minha dissertação, obtido diretamente com o autor (por isso o “formato” estranho, pois o artigo não havia sido publicado ainda……atualmente, já deve tê-lo sido), que trata, também, do “word of mouth” (ou WOM para os íntimos).

AQUI está um artigo publicado no Journal of Marketing Research, um dos mais respeitados “journals” publicados sobre marketing (editado pela American Marketing Association).

AQUI outro artigo, desta vez publicado no Journal of Advertising Reasearch de dezembro de 2007. Esta edição do JAR, aliás, é uma edição especial, dedicada EXCLUSIVAMENTE à propaganda boca-a-boca. São mais de 8 artigos sobre o tema.

Seria possível continuar listando referências e mais referências, mas estas já são suficientes para se compreender melhor o que é, afinal, a propaganda boca-a-boca.

Estas referências podem ser úteis para o Rafael, que me pediu para explicar com mais calma se “marketing viral” é a mesma coisa que “propaganda boca-a-boca”.

Bom, isso depende, Rafael…..

Honestamente, “marketing viral” me parece um tema vazio, sem nenhum sentido.
Utilizando a definição que ele forneceu no comentário que deixou neste post (em linhas gerais, marketing viral foi o nome criado para designar as técnicas utilizadas nas redes sociais para estimular o boca-a-boca online em larga escala. Agora, entender todo o processo que há por trás disso vai muito além de uma matéria na Folha e ler alguns “blogs imbecis”), parece que marketing viral nada mais é senão a propaganda boca-a-boca realizada no ambiente da internet, recorrendo a blogs, vídeos do YouTube e afins.
Será que “SPAM” estaria incluso nisso ?????

Comparativamente, eu proponho a seguinte reflexão: dirigir um carro com câmbio automático é a mesma coisa que dirigir um carro com câmbio manual ?
Para mim, sim.
O ato de dirigir aplica-se a carros automáticos ou “manuais”, e as habilidades e conhecimentos necessárias são basicamente iguais. Há uma ou outra particularidade, mas, grosso modo, é a mesma coisa.
Então, seguindo esta linha de raciocínio, fazer propaganda boca-a-boca pela internet (seja blog, seja qualquer outro meio “virtual” ou “digital”) é a mesma coisa que fazer propaganda boca-a-boca pessoalmente ou por telefone ?
O ato, o processo em si, é o mesmo; o que muda é o MEIO utilizado (telefone, conversa pessoal, carta, telegrama, telex, fax etc). Os objetivos também são os mesmos, não ?!

Então, se o termo “dirigir” vale tanto para carros “manuais” como para carros automáticos, por que cargas d´água eu teria que inventar um verbo exclusivo para representar o ato de dirigir um carro automático ?

Isso é o que acontece com o modismo……
Cria-se um termo “novo”, aparentemente revolucionário, mas que serve para designar uma ação conhecida (e amplamente utilizada) há anos, décadas quiçá…..

Qual é, afinal, a diferença entre “marketing viral” e “propaganda boca-a-boca” ?
Existe alguma ?
Se não houver diferenças, por que criar um termo novo ?
Só para vender mais livro ? Só pra parecer “importante” ao dizer “sou especialista em marketing viral” ?

Enfim…….qual o propósito ?
Ou seria só frescura ?????

 

Peggy Sue: o passado condena – parte 20

Retomo um tema recorrente por aqui, mas não por isso “obsoleto”: a mudança notável (e hipócrita) que acometeu a cambada do PT desde que assumiram o poder.

Esta carta, abaixo, foi enviada por um leitor ao Painel do Leitor da Folha de São Paulo de ontem, 30/03:

“É impressionante como as opiniões dos políticos mudam de acordo com o lado em que se encontram. Tudo o que o PT condenava quando era oposição ele pratica agora que está no poder. A última de Lula é ficar indignado quando dizem que o PAC é eleitoreiro. Mas ele fazia exatamente a mesma coisa quando era oposição.”
IRACEMA PALOMBELLO (Bragança Paulista, SP)

Faço minhas as palavras da leitora Iracema.

O pior de tudo é a burrice dessa cambada do PT: para poder comemorar os números da Economia, eles não têm problema em falar um monte de merda, eventualmente roubando feitos que eles atacavam antes de “converterem-se” ao capitalismo imperialista.

Esquecem, convenientemente, de dizer que foram contra o Plano Real, contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, contra as privatizações……. Alguns dos fatores sem os quais os atuais resultados da Economia não seriam os mesmos.

O pior de tudo é que eles agora defendem algumas “medidas” como se fosem deles !

E deixam de lado a oportunidade de celebrar as decisões e “medidas” que foram efetivamente adotadas por eles…….. Como a manutenção da política econômica do FHC (aquela mesma “sugerida” pelo FMI e repudiada pelo “antigo PT”).

Francenildo Henrique Cardoso

Primeiro, o Ministro Palocci quebrou o sigilo bancário do caseiro Francenildo.

Caiu.

Agora, a Ministra Dilma Rousseff quebrou o sigilo do ex-Presidente FHC.

Cairá também ?????????

Advogados apontam crime de violação de sigilo em divulgação de dados sobre cartões

da Folha de S.Paulo, em Brasília

O sigilo que paira sobre os gastos presidenciais nos cartões corporativos ou nas contas tipo B (despesa justificada por nota ou recibo depois de o servidor receber uma determinada verba) tem como base critérios subjetivos da legislação sobre o que deve ou não se tornar de conhecimento público.

Nenhuma lei trata especificamente se despesas emergenciais realizadas pelo Palácio do Planalto são passíveis de se tornar segredo de Estado.

Mas a divulgação de dados reservados sem um pedido judicial ou de CPI, conforme advogados consultados pela Folha, pode levar o responsável a responder pelo crime de violação de sigilo, previsto no artigo 153 do Código Penal.

É nesse crime que seria enquadrado o responsável na Casa Civil pelo vazamento de dados sobre o governo FHC. A pena é de detenção de 1 a 4 anos e multa, aumentada em um terço caso o servidor ocupe cargo comissionado ou de direção. A Casa Civil determinou uma apuração interna para descobrir o autor.

Segundo o criminalista Luiz Flavio Gomes, informação reservada só pode ser divulgada com justificativa. Administrativamente, o servidor também pode ser demitido e perder os direitos políticos por dez anos.

Dois artigos da Constituição tratam da divulgação de dados oficiais. O artigo 37º, mais amplo, determina que todas as ações e despesas dos governos sejam públicas. O artigo 5º, porém, ressalva que informações imprescindíveis à segurança do Estado ou sobre a defesa da intimidade devem ser sigilosas.

Como forma de garantir caráter sigiloso às despesas do gabinete presidencial, o governo se apegou a uma norma do Gabinete de Segurança Institucional, editada em 2003: “Não é permitido o fornecimento de informações detalhadas dos gastos com as peculiaridades da Presidência da República, por questão de segurança”.

Decreto editado em 2002 passou a estabelecer critérios de classificação de documentos passíveis de serem tratados como sigilosos, criando as categorias ultra-secretos, secretos, confidenciais e reservados.

Além dessa norma do GSI, há um decreto de 1967 que trata dos gastos sigilosos da Presidência. Segundo a regra, “a movimentação dos créditos destinados à realização de despesas reservadas ou confidenciais será feita sigilosamente e nesse caráter serão tomadas as contas dos responsáveis”.

O Planalto adotou a regra de tratar como reservados os gastos nos cartões com o presidente Lula e seus familiares, das Forças Armadas, do Ministério das Relações Exteriores e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Significa que podem ser acessados por órgãos de controle, mas não estão disponíveis para o público.

Segundo a CGU (Controladoria Geral da União), 20% dos gastos do governo com cartão corporativo estão sob sigilo.