Ruth Cardoso

Ainda estou inconformado com a morte de Ruth Cardoso.Inexplicavelmente, diga-se…..

Sempre a admirei por sua discrição, inteligência, postura séria etc. Contudo, jamais a conheci (vi uma palestra dela, mas a uma considerável distância), exceto ao ler artigos e entrevistas dela. Mas ainda assim, tinha profunda admiração.

Alguns textos publicados após sua morte, entretanto, merecem a leitura. Talvez eles ajudem a explicar aquilo que eu mesmo não consigo….

ELIANE CANTANHÊDE

Ruth Cardoso

BRASÍLIA – Há alguns anos, ainda no primeiro mandato de FHC, o então ministro José Serra me descreveu a antropóloga Ruth Cardoso como “uma mulher admirável, com uma inteligência superior”.
Poder-se-ia descontar a antiga amizade de Serra com o casal Cardoso, consolidada nos anos de exílio no Chile, não fossem os elogios a Ruth uma constante entre todos os que conviviam com mais ou com menos intensidade com ela.
Com sua morte, personagens como Pedro Malan, Paulo Renato e Clóvis Carvalho desfilaram adjetivos para enaltecer a mulher inteligente, culta e discreta. Mas não foi a oportunidade, foi o que eles disseram sempre, na Presidência de FHC e depois. Com a concordância de muita gente, do DEM ao PT.
Ruth Cardoso detestava o título de primeira-dama e não gostava de jornalistas. Nos oito anos de mandato, eu poderia contar nos dedos as vezes em que a vi pessoalmente, e só falei com ela, diretamente, uma vez -sobre questões de gênero.
Ao entrevistar FHC no antigo apartamento dele da rua Maranhão, encontrei um ambiente acolhedor, sóbrio, com cadeiras confortáveis e objetos colhidos de viagens a diferentes regiões do mundo. Um típico apartamento de professores universitários com boa vivência no exterior, sem luxos desnecessários, sem traços de novo-riquismo. Ruth não estava, mas a casa era a cara dela.
Com a elegância que só as pessoas discretas têm, Ruth Cardoso também era profundamente orgulhosa da sua independência, sobretudo intelectual, de um marido tão esfuziante e com tanto poder. Jamais se ouviu dizer de sua interferência num programa de governo, numa decisão do Planalto, num movimento político do presidente.
O poder corrompe e deforma, mas Ruth Cardoso entrou e saiu dele com a mesma cara, o mesmo trajar, a mesma discrição e o mesmo respeito por ela própria. Como disse Serra, uma mulher admirável.

CLÓVIS ROSSI

Ruth e a “soberania”

SÃO PAULO – O melhor resumo-homenagem a Ruth Cardoso está na carta da dramaturga Consuelo de Castro, publicada pelo “Painel do Leitor”. Fala das aulas de antropologia e política dessa notável intelectual e fala, “sobretudo, do seu jeito soberano de encarar a vida”. A própria Ruth reforçou esse “jeito soberano” de ser em uma frase que a Folha pinçou como uma espécie de legenda para a foto dela.
Dizia: “Se tiver idéia diferente, eu expresso. Não tenho a mesma posição política só por ser casada”. Num país em que há, ainda, o primitivo raciocínio que faz da mulher mera extensão do homem (ou vice-versa, em tempos mais modernos), é todo um manifesto de soberania. Dupla soberania: a de pensar com a própria cabeça e a de não ajustar convicções a conveniências.
No plano micro, ultramicro, coube-me testemunhar uma cena explícita de “soberania”. No início do governo Fernando Henrique Cardoso, em 1995, ele, a mulher e a comitiva de praxe fizeram visita oficial à Bélgica, que incluiu palestra no Colégio da Europa, em Bruges. Foi a primeira cidade, quando era Estado independente, a adotar a renda mínima, no remoto século 16 (exatamente 1526).
O casal visitou um museu, como procurava fazer sempre que possível. Pararam ante um quadro que mostrava um camponês recebendo um pão. FHC comentou: “Olha aí a renda mínima”. Ruth, com seu jeitão despachado, fulminou: “Que renda mínima, isso é assistencialismo puro”. O presidente calou-se, e a visita seguiu.
Passaram-se 13 anos, dois mandatos de FHC e um e meio de Lula, talvez os dois governantes de mais sensibilidade social entre todos os presidentes, tanto que construíram um embrião de rede de proteção social.
Dói, no entanto, que Ruth Cardoso não tenha sobrevivido para ver quebrado o assistencialismo.

OTG: Organizações Totalmente Governamentais

No Brasil, fala-se muito das “ONGs”, as Organizações não-governamentais.

Infelizmente, na prática, o que se tem visto são ORGANIZAÇÕES TOTALMENTE GOVERNAMENTAIS, uma vez que elas dependem TOTALMENTE do governo para subsidiá-las.

Dona Manuela andou tecendo comentários aqui no blog (aqui), mas parece ter jogado a toalha quando viu-se sem argumentos.

A única conclusão da Dona Manuela foi esta: “Mas qdo eu pedi pra vc desenhar era só pra ter certeza de qual argumento vc lançaria mão: claro, simplista, claro, a-histórico, claro, de um homem, claro, de um branco, claro, que nunca passou por situações que por exemplo as mulheres que marcharam em agosto do ano passado passam“.

Vou deixar de lado o português da Dona Manuela, pois imagino que ela seja da ONG AOLPI (“Abaixo à Opressão da Língua Portuguesa Imperialista”).

Ela praticamente traçou um perfil meu (ao menos aquele que ela IMAGINA ser o meu perfil), mas esqueceu de ARGUMENTAR. Preferiu tergiversar – como, de resto, todo e qualquer PTralha que siga o Manual do PT faz – e achou mais conveniente partir para questões de caráter pessoal, concluindo que eu sou homem, branco (o que isso tem a ver com a questão, aliás ?! Me parece ser apenas racismo por parte da Dona Manuela…. Imaginem se eu dissesse que ela é negra, e, portanto, seus argumentos são ruins – isto seria crime, não ?! Bom, ela fez rigorosamente o mesmo, no sentido inverso !!!!) e que nunca passei por “situações” que ela decerto conhece por ler na Caros Amigos ou qualquer publicação rasteira congênere.

Brilhante, Dona Manuela !

Eis aqui, então, o artigo (publicado na Revista Veja de 18/06/2008, Edição 2065) que eu citei na minha resposta à energúmena, tratando (muito bem) da questão das ONGs brasileiras (que são, em verdade, OTGs):

As ONGs do fim do mundo

Reinaldo Azevedo

Não faz três meses, morreríamos todos assados no fogo do inferno de nossas ambições. Quem é esse sujeito determinado, porém oculto? Nós, os “seres humanos”. Procurem na Bíblia ou na internet o Apocalipse de São João. As previsões sobre os males que advirão do aquecimento global foram copiadas de lá. Se ele não era um bom cientista, não há cientista que o supere em matéria de fim do mundo. O tema deixou de ser prioridade nestes dias. Agora, vamos morrer de fome. Um certo “sistema” – sim, o capitalismo –, que faria derreter o planeta, ameaça deixar a Terra esfaimando. Diacho de modelo esse que vive dando tiro no próprio pé! Será que era isso que os comunistas queriam dizer quando afirmavam que o capitalismo trazia em si a semente de sua própria destruição?

Quem propaga essas verdades eternas? As organizações não-governamentais (ONGs) – incluindo a maior delas: a Organização das Nações Unidas. Outro dia alguém me disse que até me considerava um cara bacana e tal – se acha isso mesmo, não me interessa; a mentira cujo propósito é a gentileza é decorosa. Mas ele não entendia como alguém lido podia acreditar na Santíssima Trindade. Nem eu! Até hoje, prosseguiu meu interlocutor, ele não compreendia essa história do “Três em Um”: Pai, Filho e Espírito Santo. Não cabe o pormenor, mas admito que há coisas que são matéria de fé, o que todo racionalista decente sabe. Concluí que é mais fácil um homem instruído acreditar no fim do mundo – ou na redenção – antevisto pelos “cientistas” do que na vida eterna anunciada por Deus…

À medida que as escatologias científicas vão se tornando influentes, números começam a pulular. Há um fascinante: indica que, no mundo, uma criança morre de fome a cada cinco segundos. Louvo a precisão do humanismo matemático. E indago: e se assim foi, por exemplo, nos últimos quinze anos? A China, sozinha, tirou, nesse período, 400 milhões de pessoas da pobreza. A fé não precisa fazer conta. A ciência, sim. Quinze anos correspondem a 5.475 dias, cada um com 86.400 segundos – logo, falamos de 473.040.000 segundos. Como a China tirou, nesse tempo, 400 milhões de pessoas da pobreza, isso significa que 0,846 indivíduo por segundo deixou essa condição. E olhem que ignorei a Índia e o Brasil.

O tal “sistema perverso”, que mataria de fome uma criança a cada cinco segundos, tira da miséria um indivíduo por segundo. O saldo é bem positivo. É por isso que a população do planeta cresce de forma assustadora. E o fantástico desempenho da China e da Índia nada deve à militância ongueira: é uma conquista da economia de mercado, que quer destruir o planeta. Sempre que alguém vem me falar sobre o fim dos tempos, pergunto: “Você tem aí alguma previsão para a semana que vem?”. Em matéria de apocalipse, fico com o de São João.

O Brasil, que se defendia da acusação de ser um dos agentes do aquecimento por causa das queimadas, ofereceu ao mundo o etanol e, agora, é suspeito, de forma infundada, de produzir álcool em vez de grãos. O presidente Lula está experimentando quão difícil é lutar contra uma “doxa” – uma falsa verdade, porém influente. Em solo pátrio, o dono da “doxa”, em aliança com o onguismo, sempre foi o PT. Lembram-se dos ditos “movimentos sociais” que ajudaram a criar o partido? Todos se converteram em ONGs e Oscips (organizações da sociedade civil de interesse público).

Estima-se entre 250.000 e 275.000 o número dessas entidades no país, 100 000 das quais atuando na Amazônia. Há 700.000 índios no Brasil, talvez uns 600.000 naquela região. Se todas cuidassem dos nossos bons selvagens, teríamos seis índios para cada ONG: daria para fornecer casa, comida, roupa lavada e pós-doutorado. Mas algumas, sei, cuidam de outros assuntos: o minhocuçu, o sapo-gigante, a aranha-armadeira, os bagres… Você só escapará de ser sufocado pelo amor de uma ONG se for o verdadeiro negro do mundo: bípede, branco, macho, heterossexual e católico. Fora disso, basta erguer a mão ou aprender a guinchar, e aparecerá uma multidão para protegê-lo.

As entidades mais influentes contam com farto financiamento internacional, a exemplo da CIR (Conselho Indígena de Roraima), que lidera a luta para expulsar os “não-índios” de Raposa Serra do Sol. A Fundação Ford é muito generosa com esses patriotas: doou-lhes 300.000 dólares no ano passado. Já o Geledés – Instituto da Mulher Negra – foi agraciado, entre 2004 e 2008, com 1,1 milhão de dólares. As informações estão no site da fundação. Nada contra a doação. Mas quem gerencia a entrada de dinheiro em entidades que acabam passando como porta-vozes de supostos clamores públicos? Ninguém! Fosse apenas o dinheiro de fora a inundar o caixa dos filantropos, vá lá. Mas as ONGs e Oscips se tornaram instrumentos da terceirização do governo – e da sangria dos cofres públicos. Os números são formidáveis: entre 1999 e 2007, saíram do Orçamento da União para as ONGs 36,12 bilhões de reais – com correção monetária, a cifra passa de 50 bilhões de reais. Só no ano passado, receberam o capilé oficial 7.670 entidades.

Centrais sindicais, sindicatos de empregados e de patrões, sindicalistas, jornalistas, artistas, políticos, as mulheres, maridos e ex-cônjuges de toda essa gente, empresas, igrejas, movimentos sociais, partidos… Todos têm a sua entidade não-governamental para reivindicar – e levar – grana do governo. Só a gente tem jabuticaba. Só a gente tem uma pororoca verdadeiramente amazônica. Só a gente tem índio que compra facão em supermercado em nome das tradições dos ancestrais. E só a gente tem as ONGGs: organizações não-governamentais… governamentais! Não sei se estão lembrados, mas até o governo chegou a ter a sua: o programa Fome Zero.

Em escala mundial e local, as ONGs passaram a ser as donas da pauta e das políticas públicas. E ai de quem ousar contrariar a doxa! Cito um caso emblemático. O Brasil é exemplo no tratamento da aids, mas sua política preventiva está centrada apenas no uso da camisinha. A contaminação voltou a crescer. Pobre daquele que ousar sugerir que abstinência sexual e fidelidade – além do preservativo – são úteis no combate à doença. Será acusado de estar misturando religião com ciência e acabará com a reputação na fogueira, enquanto os racionalistas recitam mantras cartesianos.

Na África, continente em que a doença é um flagelo, lembrou em seu blog o jornalista Fábio Zanini, Uganda é um caso notável de sucesso no combate à doença. Há quinze anos, cerca de 30% da população tinha o vírus; hoje, apenas 6,5%. A política oficial se baseia em três letras: A (de “abstinência” – para os solteiros); B (“be faithful” – seja fiel, para os casados); e C (de “condom”, a camisinha). Mas o “C”, lá, é o último recurso. Uganda, quem diria?, começa a sair da tragédia apelando à responsabilidade individual. No Brasil, claro, é diferente. Assim como Napoleão III acreditava que os soldados jamais resistiam a salsichas com alho, também somos fatalistas: cremos ser impossível dizer “não” ao sexo. Daí que as campanhas públicas contra a aids enfatizem apenas o uso do preservativo, chamando tudo o mais de moralismo religioso. O programa de combate à doença deixou de ser uma política de estado para ser a ação de grupos militantes organizados em… ONGs!

É claro que a roubalheira dos larápios incomoda e tem de ser combatida – até porque conspurca o trabalho dos honestos. Mas ainda mais preo-cupantes são a atomização e a falta de rumo das políticas públicas – e em escala mundial. Elas dependem hoje dos falsos consensos produzidos pelos grupos militantes. O que teria nascido para oxigenar o establishment com a voz da sociedade civil se tornou uma fatia do poder infensa aos mecanismos de controle e transparência públicos e um modo de impor a toda a sociedade os padrões e a vontade de minorias organizadas. Nos dois casos, trata-se de um modo de fraudar a democracia.

Ousada ou asquerosa ?

A cretina ex-preFESTA MarTAXA Suplício deu uma entrevista – engraçadíssima se não fosse lastimável – à Veja SP da semana passada.

Alguns trechos:

Veja São Paulo – A senhora acha que tem uma imagem de arrogante?
Marta – Às vezes desconfio que sim. Algumas pessoas, depois de me conhecer, contam que me imaginavam muito diferente. Quando tento entender, vejo que era por me acharem arrogante. Mulher é assim: se é gentil e doce, classificam de incompetente. Se é firme e forte, chamam de arrogante. Se tem poder, então, vira insuportável. E você não pode exercer o poder se não for firme. É uma imagem que nós, mulheres, vamos ter de conquistar e mudar. As grandes líderes do século passado, como Golda Meir, Indira Gandhi e Margaret Thatcher, eram todas mulheres travestidas de homens. A geração do século XXI não quer isso. Políticas como Ségolène Royal, Cristina Kirchner e Michelle Bachelet são muito femininas. A Angela Merkel até pôs um decote ousado outro dia. Fui uma desbravadora, primeiro no programa
TV Mulher, depois no exercício da política, pagando todos os preços nas duas experiências.

[…]

Veja São Paulo – Qual foi o melhor prefeito que São Paulo já teve?
Marta – Em termos de pensar a cidade, Prestes Maia e Faria Lima. No que diz respeito à inclusão social, nossa gestão foi muito importante.

[…]

Veja São Paulo – Por que a senhora acha que tem melhores condições de administrar São Paulo do que o prefeito Gilberto Kassab e o ex-governador Geraldo Alckmin?
Marta – Pelo perfil. São Paulo é moderna, nervosa, agitada. Precisa de alguém ousado, criativo e inovador. Se for ver o que o Alckmin fez como governador, não daria para aplicar nenhum desses adjetivos à sua gestão. O Kassab continuou, de forma muito modesta, o que eu havia iniciado. Não consigo lembrar de nenhuma ação inovadora e criativa que ele tenha tomado para solucionar os problemas vitais da cidade.

Veja São Paulo – Nem mesmo a Lei Cidade Limpa?
Marta – É um projeto importante, que foi iniciado em nossa gestão com a Operação Belezura. Kassab teve o mérito de implementar e dar uma dimensão para a cidade toda. Foi um bom projeto. Mas não vi nenhuma grande obra que não tenha sido iniciada no meu governo. A Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira, que é uma obra muito linda, foi licitada por nós. Fizemos também a fundação e os pilares. A gestão Serra-Kassab limitou-se a dizer que era uma obra faustosa e cara. Interrompeu a construção, que só foi retomada quando as empreiteiras entraram na Justiça. Tínhamos pouco dinheiro e fizemos muito. Eles têm muitos recursos e fizeram muito pouco.

Deixando de lado as bobagens e mentiras que esta tresloucada fala (como comparar a Lei Cidade Limpa àquele factóide ridículo do “Belezura”, no qual a infeliz investiu 2 finais de semana, logo no início do mandato), o mais engraçado foi ler as respostas de alguns leitores da revista, na edição desta semana:

Como Marta, eu também sou do signo de Peixes (“‘Sou ousada, criativa e inovadora’”, 11 de junho). Portanto, choro muito. Agora mais ainda, só de pensar na possibilidade de tê-la como prefeita outra vez.
Maria Luiza Rosito

Gostaria de saber se ser ousada é destruir uma avenida importante para o comércio, como a Cidade Jardim, para construir um túnel inútil. Ou se ser criativa é, em um momento de caos aéreo, querer posar de moderninha e cunhar a frase “relaxa e goza”. Inovadora no quê?
Celia Pinheiro

Qualquer mulher pode ser gentil, doce, firme, forte e poderosa sem precisar ser incompetente, arrogante e insuportável. Humildade, dona Marta!
Alexandre Nogueira

Lamentável a entrevista com a ex-prefeita de São Paulo. Ela teve quatro anos para reinar na cidade e não cumpriu nada do prometido. Estamos à mercê de ter de volta as escolas de lata, os corredores com ônibus sucateados, novas taxas e seu mau humor.
Donny Silva

Na próxima edição de Veja São Paulo, fico à disposição para figurar em uma capa com o título: “Por que não quero que Marta Suplicy volte a ser prefeita”.
David Faiguenboim

A ex-prefeita reconheceu a sua incompetência quando disse que cometeu erros de verdade em sua gestão, como a tributação. Nós, eleitores, perguntamos: caso seja eleita novamente, quem garante que não prejudicará a classe média mais uma vez?
Sergio Ricardo de Souza

Quando deparei com a foto de Marta Suplicy na última capa, pensei: ‘Veja São Paulo só pode estar de brincadeira’. Aí vi que se tratava da primeira de uma série de entrevistas com os possíveis candidatos a prefeito. Então relaxei e vi que não era gozação.
Osvaldo Zorzeto Júnior

Benesses do poder

Começo pelo artigo do Clóvis Rossi, publicado na Folha de 14/06. Comento depois.

Era uma vez, num país chamado Brasil, duas empresas que decidem fundir-se. O negócio é contra a lei. O mortal comum, desavisado, imagina que as negociações se deram em algum aparelho clandestino, longe das vistas de todos. Nada. A negociação foi publicamente anunciada, com nomes e números envolvidos. Então, o desavisado mortal comum imaginará que as autoridades reagiram e caíram matando em cima do negócio ilegal, certo?

Errado de novo.

As autoridades caíram matando em cima da lei que proibia a fusão. Resolveram modificá-la para tornar legal a posteriori o que era ilegal no berço. Uma completa e espantosa revisão da norma jurídica, pela qual se diz que ninguém pode ser punido se não há lei que determine a punição, lei que naturalmente tem que anteceder o crime.
No caso, o crime antecede a lei. Como se faz a modificação da lei?
Também na clandestinidade, claro, imaginará o tolo do mortal comum.

Errado de novo.

O governo chegou até a pensar -e publicamente- em desempatar um suposto empate na votação do organismo que deveria dar o parecer decisivo sobre a mudança da lei por meio da nomeação de um conselheiro que fosse favorável à ela. Algo como pedir, nos requisitos para a contratação de um funcionário, que ele fosse contra a lei.

Impensável, certo? Errado de novo.
Perfeitamente “pensável” se o país se chama Brasil. Até nem foi necessário contratar um “desempatador”, porque os dois conselheiros que eram tidos como contra a fusão ilegal mudaram de posição da noite para o dia e votaram a favor.

Com isso, prepara-se uma nova lei que é a versão da democracia para a Lei Fleury da ditadura. Ou seja, tem nome, CNPJ e endereço dos destinatários.

Pelo menos contra a Lei Fleury, mesmo na ditadura, houve algum choro e ranger de dentes.

Então a coisa é simples: as empresas envolvidas (Oi e BrasilTelecom) na fusão planejaram tudo ANTES de mudar a lei (PGO). Estavam confiantes na mudança da lei……. Será que isso tem alguma relação com o fato de que a Oi (quando se chamava Telemar) deu mais de R$ 5 milhões para o filho do Presidente da República ?

Detalhe: o contrato entre a Gamecorp (do filho do Lulla) e a Rede Bandeirantes está sendo encerrado, pois não atingiu os resultados esperados:

Inicialmente prevista para durar dez anos, a parceria entre o Grupo Bandeirantes e a PlayTV acaba em julho, com apenas dois anos e dois meses. Insatisfeita com os resultados do negócio, a Band decidiu não renovar o contrato com a PlayTV e voltará, em agosto, a investir na Rede 21, marca que antes ocupava o canal 21 (UHF) da Grande São Paulo.

A PlayTV pertence à Gamecorp, empresa que tem entre seus sócios a operadora de telefonia Oi (ex-Telemar) e Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula. Originalmente, a Gamecorp era produtora de games e conteúdos para celular.

Em 2006, quando a Band fechou acordo com a Gamecorp, havia a expectativa de que a PlayTV se tornaria um bom negócio com a convergência entre games e TV digital, algo que ainda não ocorreu. A Folha apurou que a parceria foi desfeita, em reunião no início desta semana, porque a PlayTV não alavancou a audiência nem as receitas do canal 21.

A PlayTV aumentaria gradativamente seu espaço na grade do canal 21, mas, com sua programação jovem, não conseguiu ultrapassar a faixa das 17h às 23h30 _o restante é ocupado por igrejas e empresas.

A assessoria de imprensa da PlayTV nega o rompimento do contrato com a Band e atribui a informação a “vice-presidentes [do Grupo Bandeirantes] que não gostam do canal”. A Band não comentou o assunto.

Então, pela ótica administrativa, o investimento foi um fiasco.

Mais uma prova de que a injeção de capital foi corrupção – a céu aberto.

A Telemar COMPROU a simpatia do Presidente da República, que pressionou a Anatel (que deveria ser uma agência reguladora INDEPENDENTE) para mudar a lei e, assim, atender aos interesses da empresa que pagou R$ 5 milhões ao filho do Presidente da república.

Alguém imagina o que teria feito o PT, caso esta situação tivesse ocorrido quando o Presidente da República em questão fosse Fernando Collor ou FHC ????????????

Como o Presidente das república agora é do PT, foda-se todo o resto: o importante é enriquecer.

Seja de forma direta, seja de forma indireta – com um investimento absurdo numa empresa ridícula, só para fazer o dinheiro chegar à família do Presidente.

Isso é Brasil.

O passado sempre assombra o presente

O tempo passa, e Rei Mulla continua o mesmo: só fala merda.

Pior: atualmente, além de falar, FAZ MERDA.

Para comparar o que ele dizia ANTES, e o que diz HOJE, ficam as sugestões aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. São trechos dos debates das eleições de 1989.

Fica aí a comprovação daquilo que já afirmei inúmeras vezes aqui no blog: os PTralhas no geral, e a Mulla em particular, são uma fraude.

Quebrando paradigmas

Creio que a expressão que mais freqüentemente é usada pelo “gurus” da Administração seja “quebrar paradigmas”.
Trata-se de uma expressão incrivelmente cretina, que acabou marcando época: todo mundo pode usar a expressão em alguma frase, que não terá sentido efetivo algum – mas é ótima para enganar deslumbrados que amam expressões vazias, inúteis.

Estava lendo um “resumo” que a HSM preparou da palestra de uma “especialista” em sustentabilidade, apresentada no “Fórum Mundial de Vendas & Marketing 2008”, realizado ontem (03/06).

Vamos ao trecho da “palestra”:
Para Christina, a análise do ser humano do século XXI dá uma idéia de como as mudanças são necessárias no marketing. Não há mais o encanto com o que é cientificamente comprovado; há um questionamento maior sobre autoridades e poder; há uma necessidade de espiritualização para que o ser humano se reencontre com si próprio e com a natureza; e há um caminho para a real democratização, já que os problemas hoje são globais e não só locais, o que gera uma mudança de paradigma e a necessidade de que se reconstrua a realidade.
[…]
Citando a sustentabilidade como o maior desafio atual no mundo corporativo, Christina concluiu sua palestra atentando para a necessidade de cada um colocar-se em contato consigo e com o mundo a sua volta para resgatar o processo de relacionamento entre homem e natureza, que está desfigurado. “É preciso que seja uma relação de sujeito-sujeito e não de sujeito-objeto, como bem definiu Homero Santos, uma das maiores referências nacionais em sustentabilidade”, finalizou a palestrante.

Transcrevi apenas 2 dos trechos mais hilários, porque completamente vazios – a despeito de um palavreado bonito, capaz de impressionar os desavisados e fãs de modismos cretinos. O texto na íntegra está aqui.

Esse amontoado de bobagens me fez lembrar de um e-mail que recebi, há algum tempo, tratando da mania (irritante e incrivelmente burra) de muita gente do “mundo corporativo” em usar termos ridículos, e achar que está “abafando” nas reuniões; eis o conteúdo do e-mail:

PARTE I – INTRODUÇÃO

Driblando o sono em reuniões onde sua presença não serve pra nada e você não vê a hora do coffee break chegar para avançar nas migalhas de biscoitos e café ….

Você dorme durante as reuniões de trabalho?
Sente um tédio imenso durante as conferências, seminários e colóquios?

Seus problemas acabaram!!! Foi criado um método eficaz para combater esse problema!

BUSINESS BINGO !!!!!

Imprima o quadro abaixo antes de começar a reunião, seminário, conferência, etc.
Sempre que ouvir a palavra ou expressão contida numa das casas, marque a mesma com um (X).
Quando completar uma linha, coluna ou diagonal, grite “BINGO“!


Sinergia

Mentalidade

Agregar

Mercado

E-mail

Follow up

Clientes

Benefício

Parceiros

Estratégia

Sistema

Rendimento

Pró-ativo

Business

Custos

Otimização

Foco

Efetivamente

A nível de

Recursos

Resultados

Paradigma

Projeto

Implementação

Integrar

Testemunho de jogadores satisfeitos:
“A reunião só tinha começado há 5 minutos quando ganhei!”;
“A minha capacidade para escutar aumentou muito desde comecei a jogar o Business Bingo”;
“A atmosfera da última reunião foi muito tensa porque 14 pessoas estavam à espera de preencher a 5ª casa”;
“O diretor geral ficou surpreso ao ouvir oito pessoas gritando “BINGO”, pela 3ª vez em uma hora”;
“Agora, vou a todas as reuniões da minha organização, mesmo que não me convoquem”.


PARTE II – O GOLPE DE MESTRE

Como impressionar nas reuniões que requerem sua participação ativa, porém ninguém vai prestar mesmo muita atenção no que você vai falar.

COMO FALAR MUITO SEM DIZER NADA

A tabela abaixo permite a composição de 10.827 sentenças: basta combinar, em seqüência, uma frase da primeira coluna, com uma da segunda, da terceira e da quarta (seguindo a mesma linha ou “pulando” de uma linha para outra – mas respeitando: uma frase de cada coluna).
O resultado sempre será uma sentença correta, mas sem nenhum conteúdo
.

Experimente na próxima reunião e impressione o seu chefe!!!

EMBROMATION

Coluna 1

Coluna 2

Coluna 3

Coluna 4

Caros colegas,

a execução deste projeto

nos obriga à análise

das nossas opções de desenvolvimento futuro.

Por outro lado,

a complexidade dos estudos efetuados

cumpre um papel essencial na formulação

das nossas metas financeiras e administrativas.

Não podemos esquecer que

a atual estrutura de organização

auxilia a preparação e a estruturação

das atitudes e das atribuições da diretoria.

Do mesmo modo,

o novo modelo estrutural aqui preconizado

contribui para a correta determinação

das novas proposições.

A prática mostra que

o desenvolvimento de formas distintas de atuação

assume importantes posições na definição

das opções básicas para o sucesso do programa.

Nunca é demais insistir que

a constante divulgação das informações

facilita a definição

do nosso sistema de formação de quadros.

A experiência mostra que

a consolidação das estruturas

prejudica a percepção da importância

das condições apropriadas para os negócios.

É fundamental ressaltar que

a análise dos diversos resultados

oferece uma boa oportunidade de verificação

dos índices pretendidos.

O incentivo ao avanço tecnológico, assim como

o início do programa de formação de atitudes

acarreta um processo de reformulação

das formas de ação.

Assim mesmo,

a expansão de nossa atividade

exige precisão e definição

dos conceitos de participação geral

Suas reuniões jamais serão as mesmas. Sua participação, seu envolvimento, sua atenção… Tudo será diferente!!! Experimente!!

INTERPOL: golpista ?

Depois de ler a notícia abaixo, já fico imaginando: quanto tempo vai demorar para que estes esquerdistas e PTralhas de bosta começem a acusar a INTERPOL de integrar a “direita-elitista-oligárquica-imperialista” ???

Relatório da Interpol (polícia internacional) divulgado nesta quinta-feira (15) em Bogotá diz que a Colômbia não modificou os arquivos encontrados em computadores do número dois das Farc, Raúl Reyes.

A Colômbia bombardeou um acampamento das Farc em 1º de março deste ano. No ataque, 25 pessoas morreram –inclusive Reyes– e foram apreendidos três computadores, três unidades de memória e dois discos externos supostamente pertencentes às Farc. Nesses computadores, foram encontrados documentos expondo vínculos entre as Farc e os governos venezuelanos e equatorianos, como empréstimos de até R$ 300 milhões à guerrilha e contatos entre funcionários do alto escalão do governo de Rafael Corrêa e as Farc.

Em entrevista a jornalistas estrangeiros nesta quinta-feira, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, classificou de “show” o relatório da Interpol e chamou o secretário-geral da entidade, Ronaldo Noble, de “vagabundo internacional”, informa a Folha (aqui, para assinantes). Chávez ainda disse ter pedido ao seu ministro do Interior (Justiça), Ramón Rodríguez Chacín, uma revisão sobre a filiação da Venezuela à Interpol, sugerindo a criação de uma entidade paralela, com “gente séria”.

A Interpol informou que “ninguém nunca poderá questionar se a Colômbia manipulou essa evidência apreendida”, disse o secretário-geral Ronald Noble, em entrevista coletiva em Bogotá. Noble declarou que estava convencido de que os equipamentos analisados foram apreendidos em um acampamento das Farc. “Vieram de um acampamento terrorista das Farc, portanto pertenciam à organização e aos membros dessa organização.”

Nessa documentação, Noble insistiu que 64 especialistas de 15 países trabalharam durante mais de cinco mil horas nas oito “provas documentais apreendidas”. Sobre os cerca de 7.900 endereços de e-mail encontrados, ele acrescentou que “devem ser muito importantes para investigações antiterroristas não só na Colômbia mas em outros países”.

O ataque do Exército colombiano em território do Equador, realizado em 1º de março, gerou uma crise diplomática entre os dois países. Equador e Colômbia romperam relações após acusações mútuas de favorecimento ao terrorismo.

A matéria é da folha On-Line, na íntegra aqui. O relatório da INTERPOL que trata desta questão pode ser lido, no original, aqui.

Ora, convenhamos que não é surpresa alguma descobrir-se que Hugo Chávez tem interesse em financiar as FARC, não é ?

Assim como o PT também o faz – sem falar no Foro de São Paulo……

PTralhas e PaTetas

Mesmo sem tempo de elencar notícias envolvendo a presença da Ministra Dilma Rousseff, no Senado, ontem, preciso apenas registrar algo que eu sempre disse aqui – para o desespero de tucanos.

Se o PT na Presidência demonstrou sua incomPTência, seguindo à risca a cartilha deixada por FHC, a oposição (em particular demos e tucanos) demonstra sistematicamente sua incomPTência de ser oposição.

A visita da Ministra da Casa Civil, no Senado, escancarou isso – não que precisasse, ou que tivesse sido a primeira vez.

PSDB e DEM/PFL não sabem fazer oposição – ao menos, não chegam nem perto do que o PT fazia quando era oposição.

Se PSDB e DEM/PFL soubessem MESMO fazer oposição, Lulla teria sofrido impeachment em 2005. Ao invés disso, e a despeito de sua incomPTência de sair do modelo político e econômico que ele criticou por 20 anos, Rei Mulla continua “nadando de braçada”. Culpa inclusive dessa oposição babaca, fraca, desorganizada, comprometida apenas com suas picuinhas pessoais (vide o vexatório caso do picolé de chuchu, aqui em São Paulo, que coloca suas aspirações pessoais acima do interesse de espantar a MarTAXA Suplício da cidade).

Além, é claro, da imprensa – que “lullou” em peso, em 2002, INCLUINDO Folha de São Paulo, Veja, Rede Globo e outras emissoras, rádios, jornais e revistas.

Investimento e o Brasil

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, divulgou nota em que considera a elevação do Brasil à categoria de grau de investimento (investment grade) pela Standard & Poor`s “o reconhecimento por parte do mercado internacional do êxito das mudanças pelas quais passou a economia do país”. Coutinho afirma ainda que o ciclo virtuoso de crescimento com estabilidade terá prosseguimento. O executivo pondera que a concessão do grau de investimento em um período de dificuldades na economia internacional confirma a visão de que os fundamentos da economia brasileira “estão cada vez mais sólidos”. Para Coutinho o “forte” desempenho dos títulos da dívida externa brasileira durante a crise já sinalizava que, para os investidores internacionais, a turbulência financeira não afetava diretamente a economia do país. (FONTE: Valor Online, aqui)

Esta é apenas uma das centenas de opiniões disponíveis em portais noticiosos após a divulgação de que o Brasil foi “promovido” pela agência Standard & Poor´s.

Obviamente, a PTralhada, agora, vai comemorar.

Primeiro ponto: irão comemorar algo que eles sempre criticaram……

Em 2002, quando o risco-país estava subindo rapidamente, devido às chances cada vez maiores da vitória do Lulla, o PT desdenhava desse tipo de métrica. Todas as previsões e análises de órgãos internacionais, incluindo a mídia econômica (Financial Times, Wall Street Journal, The Economist e afins), eram caracterizadas pelo PT (e pelo Rei Mulla, inclusive) como chantagem, ou simplesmente como bobagem.

Hoje, porém, o site do PT (aqui e aqui) enaltece as análises destes mesmos meios !!!!!!! Basta ver aqui: citam BBC, Financial Times e a própria Standard & Poor´s.

Ué, mas eles não criticavam essas instituições ? Estas não são as mesmas organizações que causavam a disparada do risco país devido ao medo das maluquices do Lulla e de seu séquito de boçais, em 2002 ?

E hoje o site do PT está enaltecendo as análises destas mesmas organizações ????????????????

Segundo ponto: a PTralhada está comemorando o quê ????????????

O que foi que ELES fizeram que levou a este resultado ?A manutenção da política econômica do FHC.

Portanto, estão celebrando o nada.

O niilismo petista.

O pior é que muita gente, por ignorante, mal-informada ou mal-intencionada, acreditará. Sem informação, sem conteúdo, sem conhecimento e sem algum resquício de senso crítico, vai acreditar nas mentiras da corja de pilantras dessa agremiação criminosa chamada PT.

O povo mal-informado lê uma bobagem como esta aqui, no site do PT:

Para o presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini, o fato histórico vai melhorar ainda mais a economia brasileira, já em franca expansão.

“Essa mudança vai garantir a atração de mais investimentos de longo prazo, para a geração de mais renda, riquezas e empregos no País”, afirmou Berzoini.

Segundo ele, a obtenção do grau de investimento é o coroamento de todo o esforço desenvolvido pelo governo Lula desde 2003.

“Com seriedade e ousadia, a política econômica desenvolvida até agora possibilitou o crescimento com distribuição de renda e absoluto controle das contas internas e externas”.

Para Berzoini, todo o projeto desenvolvido pelo governo Lula, se já tinha o respaldo da sociedade brasileira, agora alcançou também o mercado externo, como ficou demonstrado pela decisão da Standard & Poor’s. “Os s analistas internacionais que acompanham a solvência dos países perceberam claramente as condições sólidas da economia brasileira”.

Depois, acredita !!!!!!!!!

O “esforço desenvolvido pelo governo [sic] Lula desde 2003”, citado no texto, representa, na verdade, a manutenção daquilo que começou no governo do Itamar, seguiu durante FHC e foi mantido pela Mulla (inclusive pela incomPTência para propor qualquer coisa diferente).

Fica a recomendação, a despeito da euforia causada pela boa notícia, de muita cautela.

Sugiro o vídeo com uma análise do Financial Times, aqui.

Como sempre digo: é preciso estar bem-informado para não acreditar em mentiras, como estas ou estas. Para os menos letrados ou um pouco mais lesados, parecem textos sérios, soam a análises corretas – quando, na verdade, são um amontoado de mentiras e bobagens, mal escritas e especialmente mal fundamentadas; meros sofismas verborrágicos, vulgarmente chamados “pega-trouxa”.

Finalmente, mais uma observação, para fechar: nas “notícias” postadas no site do PT, a fonte das informações é o Portal G1.

Não seria nada demais, afinal é um portal de internet com boa diversidade de assuntos. Contudo, a Globo, dona do Portal G1, não é parte da “mídia golpista” que o PT sempre critica – e a quem atribui golpes e tentativas de minar o “governo Lulla” ????????

Por que o próprio PT usa um site pertencente à Globo, se a Globo é o maior mal, o maior câncer do Brasil ? A Globo não é, afinal, a representação da “oligarquia imperialista e retrógrada, coronelista” e sei-lá-mais-o-quê ?

Novamente, o PT mostra sua falta de caráter, sua hipocrisia, sua asquerosa prática mentirosa e duas-caras: quando Globo, Veja, Folha de São Paulo ou qualquer outr oemio de comunicação divulga qualquer coisa que possa ser usada (ainda que deturpada aqui ou acolá) para “elogiar” o PT, aí eles citam. Quando estes mesmos meios (Veja, Globo, Folha) criticam o PT ou divulgam notícias “ruins” (para eles), imediatamente são desqualificados, chamados de “PIG” ou qualquer outra coisa.

CONVENIENTE, NÃO ???????????????