Petrobras é a empresa com maior endividamento do setor – NO MUNDO

A cada dia vão surgindo mais e mais dados, análises e conclusões sobre os estragos (ainda a serem completamente dimensionados) que o uso político da Petrobras causou na maior empresa do país. O uso político de empresas estatais, especialmente as de grande porte (financeiro), visibilidade e poder, não é novidade. Mas o PT levou a prática a níveis jamais vistos.

A desgraça começou em 2 de janeiro de 2003, quando José Eduardo Dutra assumiu a presidência da Petrobrás (cargo que ocupou até 22 de julho de 2005). Quando se achava que o problema não ficaria pior, Lulla conseguiu piorar tudo, claro: em 21 de julho de 2005, Sérgio Gabrielli foi nomeado presidente da Petrobras, cargo no qual permaneceu até 23 de janeiro de 2012.

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O resultado de tantos anos sob o comando de gente incomPTente, além do uso político da Petrobras, vem aparecendo desde 2011. Em 2013 já está simplesmente impossível esconder a sujeira embaixo do tapete. Eu já escrevi sobre alguns dos problemas da Petrobras aqui no blog. Ver alguns destes posts (com dados relevantes para compreender algumas das afirmações que se seguem) AQUIAQUIAQUI, AQUI, AQUI e AQUI.
Petrobras do lula
Mas hoje leio ESTA matéria da Bloomberg, que joga mais petróleo na fogueira. Destaco, a seguir, alguns trechos (com grifos meus):

Investors in Petroleo Brasileiro SA (PBR), the world’s most indebted oil company, aren’t celebrating Brazil’s biggest-ever crude discovery.
Since regulators doubled estimates for the Libra field to as much as 12 billion barrels on May 23, the state-run company’s shares fell 5.3 percent in New York, the worst performance among 15 peers tracked by Bloomberg. The new estimates make the oil prospect Brazil’s largest as the country prepares to bring in partners to start production. […]
Petrobras’s capital expenditure this year will be $42.9 billion, the most after PetroChina Co. (857) among major oil producers, according to estimates tracked by Bloomberg. Petrobras plans to invest 98 billion reais this year. It is the most indebted publicly-traded oil company at $97 billion, according to data compiled by Bloomberg. […]
Brazil’s economy has posted growth below analyst forecasts for five straight quarters. The economy expanded 0.55 percent in the first quarter, less than the 0.9 percent median forecast of analysts polled by Bloomberg.
Petrobras was down 0.5 percent in Sao Paulo this year through yesterday, less than the 13 percent drop in Brazil’s benchmark stock index. The Brazilian company, whose rose 0.2 percent to 19.45 reais at 3:59 p.m. today, trades at 7.9 times estimated profit compared with a peer average of 11.78.

Vamos destacar um ponto: no ranking da Forbes, a Petrobras aparece como a 14a maior empresa de petróleo do mundo em termos de produção. Porém, quando o critério é ENDIVIDAMENTO, ela está em PRIMEIRO LUGAR no setor, com absurdos 97 bilhões de dólares.
Foi isso o que o PT fez com a empresa: ENDIVIDAMENTO MOSTRUOSO.

Muita gente vai ver alguns números da Petrobras (faturamento, lucro etc) e vai dizer que a empresa está muito bem porque fatura muito, vende muito etc. Porém, é preciso colocar em perspectiva que o setor de energia (petróleo, gás e outras fontes) é um setor intensivo em capital, em tecnologia e de longo prazo. Trocando em miúdos, não existe empresa pequena nesse mercado, pois os custos de prospectar e extrair petróleo (seja em terra firme, seja em águas profundas) são altíssimos. Porém, o gráfico abaixo dá uma idéia da posição da Petrobras no cenário mundial:
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Vemos ali que, quando se consideram as reservas totais não apenas de petróleo, mas de outras fontes de energia, a Petrobras não parece tão grande, não é? Abaixo, um ranking de uma empresa especializada em empresas de energia e algumas commodities coloca a Patrobras em 18o lugar, conforme a metodologia detalhada AQUI.

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Obviamente ela é uma grande empresa, com lucro de R$ 21,182 bilhões em 2012, porém este resultado é o menor desde 2004. Naquele ano, a Petrobrás reportou lucro de R$ 16,887 bilhões. O resultado de 2012 é também 36,42% menor do que o apurado pela estatal em 2011 (R$ 33,313 bilhões). No quarto trimestre de 2012, a estatal teve um lucro de R$ 7,7 bilhões, cifra 53,4% maior que em igual período de 2011. Já a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 15%, para R$ 11,9 bilhões, no mesmo período.

A receita líquida de outubro a dezembro somou R$ 73,405 bilhões, alta de 12,49% em igual comparação. No acumulado anual, o Ebitda da Petrobrás atingiu R$ 53,439 bilhões, queda de 14,15% em relação a 2011. Já a receita líquida de janeiro a dezembro somou R$ 281,379 bilhões, expansão de 15,24% em igual base comparativa.

A divulgação do pior lucro anual da Petrobrás desde 2004 é uma consequência dos fatores que levaram a estatal a apresentar de abril a junho do ano passado o primeiro prejuízo trimestral desde 1999. Na oportunidade, a companhia teve prejuízo líquido de R$ 1,346 bilhão principalmente em função do resultado negativo registrado pela área de abastecimento. O prejuízo da área responsável pela compra e venda de combustíveis foi de R$ 7,030 bilhões no intervalo.

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Curiosamente, a situação adversa enfrentada pela Petrobrás em 2012 teve origem no aumento da demanda doméstica por seus produtos. A expansão da frota doméstica de veículos leves e a menor competitividade dos preços do etanol resultaram em um aumento da demanda por gasolina. Como a Petrobrás já opera no limite da capacidade de suas refinarias, a oferta interna do combustível é limitada e a estatal foi obrigada a aumentar o volume de gasolina importada. O Brasil também é dependente de diesel de outros países. O problema é que a estatal paga um preço mais alto pelos combustíveis lá fora do que vende aqui dentro e perde com essa diferença.

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A incapacidade gerencial dos cumpanheiros alocados na Petrobras pelo PT é tamanha que a maior empresa do Brasil (por ora) está atrasando pagamento de fornecedores (íntegra AQUI):

A Petrobrás tem atrasado pagamentos a fornecedores e provocado dificuldades financeiras na cadeia de prestadores de serviços, após ter adotado uma política de redução de custos em meio a prejuízos na sua divisão de Abastecimento, aumentos de custos e produção estagnada. Há também o atraso de pagamento para fundos de recebíveis criados para financiar esses prestadores de bens e serviços, disseram fontes à Reuters, observando que a estatal alterou sua política de pagamentos recentemente e vem olhando com mais rigor os contratos.
Com isso, tem demorado mais tempo para liberar os recursos. Em uma espécie de efeito dominó, os prestadores de serviços também atrasam seus compromissos financeiros.

O conjunto de ações desastrosas que o PT impôs à Petrobras não se restringe apenas às perdas financeiras, redução da produção e outros dados facilmente identificáveis no balanço patrimonial; a marca Petrobras também sofreu uma desvalorização sem precedentes.

O New York Times publicou AQUI uma matéria bastante longa sobre os desafios à frente da Petrobras, especialmente com tantos incomPTentes fazendo o possível e o impossível para destrui-la. Recomendo a leitura. Vai aqui um pequeno trecho, que demonstra o nível de destruição do PT na Petrobras de forma claríssima:

Until recently, Petrobras was second in value only to ExxonMobil among publicly traded energy companies. But its fortunes have tumbled to the point that it is now worth less than Colombia’s national oil company. That fall has accentuated an increasingly bitter debate here over President Dilma Rousseff’s attempts to use Petrobras to shield the Brazilian population from the nation’s economic slowdown.

Além disso, se o leitor quiser ler sobre as recentes concessões de áreas para exploração de petróleo, sugiro este artigo AQUI. É muito auspicioso ver que depois de 5 anos sem fazer absolutamente nada (por pura incomPTência da dupla Lulla+Dilma), a prática foi retomada. Ainda que o discurso oficial seja mentiroso, e omita os verdadeiros fatos, as recentes concessões são boas para o Brasil.

O curioso é que em 2007, uma aluna levantou uma discussão, em sala, sobre a suposta liderança mundial do Brasil em matéria de energia, pois naquele momento estava em ampla evidência o etanol, além de outras fontes de energia que, dizia-se, prometiam uma revolução na matriz energética.
Na época, disse à minha aluna que ela deveria conter a empolgação, pois o Lulla é capaz de estragar qualquer coisa.

Dito e feito!
O Brasil hoje IMPORTA ETANOL dos Estados Unidos!

Porém, está no ar uma capanha publicitária para incentivar o uso do etanol no Brasil:

Nem vou perder tempo criticando a campanha ridícula, seja pela forma, seja pelo conteúdo.
O fato é o seguinte: o etanol deixou de ser competitivo, e o governo resolveu que seria necessário gastar dinheiro criando uma enorme campanha (com diversos anúncios de TV, spots de rádio, uso de mídias sociais etc) para tentar ressuscitar o uso. Por quê?

Porque devido à diminuição da produção, o preço aumentou de tal forma que a gasolina passou a ser a escolha da maioria dos donos de carros flex. Com isso, a demanda por gasolina disparou, obrigando a Petrobras a comprar o combustível no mercado internacional – mas o populismo da Dilma e do Lulla, combinado com a incomPTência na economia, fez com que eles usassem a Petrobras para segurar o preço da gasolina sem reajustes (defasado) para não pressionar a inflação (ja em alta).

Hoje, além de importar gasolina e etanol, há campanha publicitária tentando convencer as pessoas a escolher o etanol.

Não é o cúmulo da incomPTência ?!
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A falácia da gestora competente e técnica: Dilma é uma farsa

Quem acompanhou o noticiário brasileiro nos últimos 4 ou 5 anos ouviu ou leu, à exaustão, que Dilma Rousseff tem um perfil técnico, não político.
Esta falácia foi repetida exaustivamente, tanto pelo PT quanto por imensa maioria da imprensa brasileira, aquela que não apenas aceita falácias como ajuda a propagá-las sem questionar.

Li AQUI uma boa explicação sobre falácia:

Um argumento inválido que parece válido. Por exemplo: “Todas as coisas têm uma causa; logo, há uma só causa para todas as coisas”. Do ponto de vista estritamente lógico não há qualquer distinção entre argumentos inválidos que são enganadores porque parecem válidos, e argumentos inválidos que não são enganadores porque não parecem válidos. Mas esta distinção é importante, uma vez que são as falácias que são particularmente perigosas. Os argumentos cuja invalidade é evidente não são enganadores e, se todos os argumentos inválidos fossem assim, não seria necessário estudar lógica para saber evitar erros de argumentação. Prova-se que um argumento é falacioso mostrando que é possível, ou muito provável, que as suas premissas sejam verdadeiras mas a sua conclusão falsa. Quando se diz que uma definição, por exemplo, é falaciosa, quer-se dizer que é enganadora ou que pode ser usada num argumento que, por causa disso, será falacioso.

Dizer que Dilma Rousseff é uma “gestora” (ou “gerentona” como a imprensa burramente insiste em fazer há anos) ultrapassa o limite da falácia.
Trata-se de pura bobagem mesmo.

Dilma Rousseff foi incapaz de gerenciar uma loja de R$ 1,99 enquanto havia paridade entre o dólar e o real, mas vendeu a imagem de “gestora” mesmo assim.
Porém, basta uma rápida olhada em alguns fatos e dados que independem da opinião leniente da maioria da imprensa para perceber que a fama de “gestora” é uma burrice.

Vamos a alguns exemplos – e, desta vez, não vou transcrever tudo na íntegra, pois seria muita coisa. Vou incluir apenas alguns trechos de reportagens baseadas em dados oficiais (grifos meus).

1) O que podemos dizer quando um funcionário do próprio governo reconhece publicamente, com todas as letras, que o seu governo é incompetente? O que dizer disso?

As concessões de obras de infraestrutura projetadas pelo governo federal sofrerão atrasos, informou ontem o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo. Em rodovias o atraso será de pelo menos quatro meses, mas em ferrovias parte das licitações pode ficar para 2014.
Em relação às rodovias, Figueiredo disse que o edital dos 7,5 mil km da malha federal que devem ser concedidas à iniciativa privada sairá até agosto. Os leilões, segundo ele, começarão a partir de setembro. “O primeiro lote de sete rodovias sai em julho, era para ser em março. Serão quatro meses de atraso, mas vai sair”, garantiu, ao participar ontem em São Paulo do 8º Encontro de Logística e Transportes, promovido pela Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp). Ao todo, são 13 rodovias federais, divididas em nove lotes.
Figueiredo afirmou que “cronograma é para ser cumprido”, mas admitiu que há limitações e “aprendizagem” nos processos licitatórios. Segundo ele, os editais das BRs 116 e 040, que foram suspensos por causa de erros técnicos, estão sendo refeitos.No setor de transporte ferroviário, Figueiredo disse que parte dos dez mil km de ferrovias que devem ser concedidos para a iniciativa privada, incluídos no pacote integrado de logística anunciado pelo governo federal no ano passado, pode ser licitada somente em 2014. “Queremos publicar e realizar leilões neste ano, mas alguma coisa pode ficar para o ano que vem”, disse.
Ele lembrou que os primeiros 2,6 mil km, cujo edital deveria ter sido divulgado em março, ainda aguardam a conclusão de estudos para o andamento do processo. Já o segundo grupo de concessões, que soma 7,4 mil km, ainda passa pelo processo de audiências públicas. “Os projetos caminham, mas estamos revendo os cronogramas, já que os editais desses trechos deveriam ser divulgados agora em maio”, lembra.
O atraso, aparentemente, não pode ser atribuído à falta de recursos. Participantes de dois bancos financiadores – o BNDES e o Banco interamericano de Desenvolvimento (BID) – lembraram que as instituições tem aumentado o volume de recursos destinados à área de logística.No ano passado, 30% dos empréstimos do BNDES foram destinados a projetos ligados à logística, de acordo com Roberto Machado, diretor do BNDES. Em 2008, esse tipo de crédito representou 12%. Machado afirmou que a tendência é que os desembolsos para projetos ligados a logística aumentem proporcionalmente dentro do total disponibilizado pelo banco nos próximos anos.
Outro participante do evento, Alexandre Rosa, gerente de Infraestrutura e Meio Ambiente do BID, disse que metade do total do desembolso anual do banco vai para projetos de infraestrutura. A fatia que o banco destina ao setor mostra para onde aponta o crescimento das economias brasileira e latino-americana, segundo ele.

A matéria, na íntegra, saiu no ValorEconômico de 07 de Maio de 2013 (AQUI, para assinantes).

2) Durante decadas o PT, Lulla e Dilma criticaram as privatizações, especialmente as feitas por FHC (e omitiram, convenientemente, que Fernando Collor e Itamar Franco também privatizaram empresas públicas ineficientes, assim como Lulla fez algumas privatizações também, como mostrei AQUI). Porém, diante da flagrante e comprovada incapacidade gerencial do Estado inflado pelo PT, a privatização volta à pauta, ainda que disfarçada, falaciosamente, sob a alcunha de “concessão”(o que é uma bobagem: é privatização, sim!).

Em mais uma tentativa de garantir o sucesso do programa de concessões, o governo anunciou ontem um aumento de 31% na rentabilidade dos projetos rodoviários, além de permitir que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entre como sócio das empresas vencedoras dos leilões, participação que não estava prevista nas primeiras versões do programa.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que a Taxa Interna de Retorno (TIR) dos projetos de concessões de rodovias será elevada de 5,5% para 7,2%. Com isso, o retorno do capital dos acionistas, que deveria variar entre 12% e 15% subirá para algo entre 16% e 20%. […] O aumento na remuneração dos investidores significa que o governo elevará o valor máximo do pedágio que será cobrado dos motoristas. 
A participação do BNDES como sócio dos vencedores dos leilões de concessão ainda não está definida. Segundo o presidente do banco, Luciano Coutinho, o mais provável é que a BNDESPar, braço de investimentos do banco público, tenha participação no capital das sociedades de propósito específico (SPEs), formadas pelos consórcios para disputar concessões de rodovias, ferrovias e portos. De acordo com o presidente do BNDES, a necessidade de investimentos do programa de concessões é muito elevada e “há poucas empresas de grande porte” que podem tocar esses projetos. Coutinho explica que nesses casos, o BNDES pode entrar como sócio para viabilizar parcerias, consórcios e atração de parceiros estrangeiros.
As condições dos editais de concessão de ferrovias e do trem-bala foram adiadas. De acordo com o ministro Mantega, elas serão definidas “em outras ocasiões”. O novo cronograma para os leilões, antes previstos para janeiro e agora adiados para setembro, foram reconfirmados pelo governo.
Essa é a terceira versão do governo para o pacote de 7,5 mil quilômetros de rodovias. Quando foi lançado, em agosto de 2012, as rodovias seriam concedidas por 25 anos, os financiamentos não passariam de 20 anos e a taxa de retorno nos primeiros editais foi de 5,5%. A reação dos investidores foi negativa e os primeiros leilões, adiados por risco de falta de interessados.
Desde então, o governo vem cedendo às demandas do setor privado. As primeiras alterações anunciadas em fevereiro melhoraram as condições para financiamento, o que elevou a taxa de retorno sobre o capital próprio, mas não a taxa interna de retorno projetos. O governo ampliou o prazo de concessão de 25 para 30 anos, os financiamentos de 20 para 25 anos e a taxa de alavancagem saiu de 65% para até 80%.
Nesta última versão, as condições gerais foram mantidas, mas o preço do pedágio máximo elevado para garantir mais disputa.

Na íntegra AQUI.

3) Paralelamente, a dívida pública só aumenta:

A dívida pública federal, que inclui os endividamentos interno e externo, subiu 7,55% em 2012, para R$ 2 trilhões, segundo o Tesouro. O crescimento da dívida pública no ano passado foi de R$ 141 bilhões. Já os juros pagos pelo Tesouro atingiram R$ 207,984 bilhões no ano. No caso da dívida interna, foi registrado aumento de 7,45%, para R$ 1,91 trilhão. Já a dívida externa cresceu 9,6%, para R$ 91,2 bilhões.

Íntegra: AQUI.
Você se lembra quando o Lulla fez um tremendo oba-oba para anunciar que ele teria pago a dívida externa do Brasil?!
Pois é, ele mentiu.
De novo.
Surpresa?

4) O governo está gastando como nunca, a arrecadação de impostos bate recordes seguidamente, mas ainda assim a infra-estrutura segue completamente abandonada:

O Brasil precisaria aumentar em três vezes os índices de desempenho da infraestrutura de transportes nacional para chegar aos melhores níveis praticados pelos competidores internacionais do país, conclui estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que será apresentado hoje. “Os investimentos feitos nos últimos 12 anos na área de transporte estão muito aquém das necessidades”, comentou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. “O que falta é uma gestão eficiente, muitos dos investimentos são feitos e acabam custando muito mais do que deveriam”, disse. “Falta planejamento, estratégia, seriedade e coragem para tirar as coisas do papel e fazer acontecer.”
O estudo da Fiesp constatou que a maior malha viária no país, a de rodovias, com uma média de 2,5 km por 10 mil habitantes, é, ainda, 43% menor que o padrão de excelência internacional, de quase 4,8 km por 10 mil habitantes.
Desde o ano 2000 o indicador brasileiro oscila em torno dos 50%. E esse é o item onde o Brasil tem menor diferença em relação ao padrão desejável, o chamado “benchmark”, no jargão técnico. O frete rodoviário, de US$ 51,75 para cada mil toneladas por km (em 2010, último ano com dados internacionais para comparação, pelo estudo da Fiesp) é 270% maior que a média de excelência mundial, de US$ 14.
“Temos rodovias, hidrovias, ferrovias, portos e aeroportos com defasagem, custos altos, tudo isso atrapalha muito a competitividade e o desenvolvimento do Brasil”, reclama Skaf. Os dados sobre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos foram reunidos em um único indicador, o Índice de desempenho Comparado da Infraestrutura de Transportes (IDT), que, em 2010 (o último ano da serie calculada pela Fiesp), chegou a 33%. Esse índice indica uma infraestrutura com um terço do desempenho existente nos países que mais competem com o Brasil no mercado internacional.
O IDT, calculado com base em dados das 50 principais regiões metropolitanas brasileiras, e 18 indicadores diferentes, é a primeira tentativa de quantificar a insuficiência e ineficiência da estrutura de transportes no país. 
O Brasil está bem servido de aeroportos, mas com baixa capacidade: em 2010, enquanto os melhores aeroportos mundiais abrigavam 88 pousos e decolagens por hora, os aeroportos da Infraero registravam 38. Esse número representa 43% do benchmark internacional, uma evolução dos 32% referentes ao IDT calculado para o ano 2000.
Os piores desempenhos do Brasil em relação ao padrão de excelência mundial são os relativos a ferrovias (20%) e hidrovias (21%). No caso do transporte ferroviário, embora a capacidade de transporte (tonelagem por quilômetro de linha férrea) seja equivalente ao benchmark internacional, a extensão da malha ferroviária está 93% abaixo do ideal, e o frete por ferrovia é quase 16 vezes maior que o melhor padrão praticado no mundo – no quesito frete ferroviário o benchmark internacional é de apenas 6% do custo brasileiro.
Cavalcanti comenta os altos custos de logística, que fazem, por exemplo, com que as mercadorias que levam 324 minutos para ser liberadas nos aeroportos de padrão mundial levassem quase 3,2 mil minutos nos aeroportos da Infraero, em 2010. O custo de se levar um contêiner de 20 pés da região metropolitana ao local da exportação era de, em média, US$ 621 mil no exterior e de quase US$ 1,8 mil no Brasil – indicador que, no começo de 2012, deve ter sofrido deterioração, com os engarrafamentos da safra nos gargalos logísticos do país.

Íntegra AQUI.

A despeito de contar com o apoio cego e inconteste da maioria esmagadora da mídia (jornais, rádios, TVs etc), a fama de “gerentona” da Dilma vem sendo paulatinamente exposta, dissecada e demonstrada como se demonstra que dois mais dois são quatro.
Um bom exemplo é o artigo do sempre inteligente Alexandre Schwartsman AQUI.
Ele resume muito bem a política econômica do PT e da “gerentona” com o termo GAMBIARRA.
É isso mesmo: há 10 anos o Brasil vem sofrendo com gambiarra atrás de gambiarra.

Lulla, e agora Dilma, nunca souberam o que fazer, nem como fazer.
Lulla tentou fazer aquilo que ele vem fazendo há décadas, ou seja, nada.
Deu certo.
O país sobreviveu por inércia.

Isso sem falar, claro, no apoio da imprensa que ajudou a criar o “mito” do nordestino que virou sindicalista e chegou a presidente. Aquela mídia amiga, que segue sendo atacada pelo PT só na aparência. Afinal, o PT e o Lulla precisam culpar alguém pelo mensalão, pela corrupção etc…

O mesmo ocorre com Dilma. A imprensa que o PT tanto critica (“golpista”, “reacionária”, “conservadora”, “de direita” são alguns dos termos com os quais eles costumam “atacar”) publicamente ajudou a criar o mito de que a agora presidente, ex-ministra da Casa Civil (que só assumiu esse ministério graças à queda do José Dirceu, por causa do mensalão, em 2005), é uma gestora dura, crítica. Veja, por exemplo, este pequeno trecho de matéria da ÉpocaNegócios sobre a Petrobras: “De certa forma, a Petrobras espelha o Brasil. Grandiosa, cheia de oportunidades a colher (ou extrair), cheia de gorduras a queimar e gargalos a, se não resolver, pelo menos lubrificar. A mexida em seu comando também espelha o país. O ex-presidente Gabrielli, político, negociador, boa-praça, estava para a empresa como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava para o país. Graça é o retrato de Dilma: pragmática, dura, técnica, cobradora – até irascível“. A reportagem, na íntegra, está AQUI.
A revista é da Editora Globo, organização atacada por grande parte do PT quando lhe convém (e alvo preferencial da esgotosfera governista criada e financiada pelo PT na internet).

Ainda assim, a ÉpocaNegócios usa adjetivos como pragmática, dura, técnica e irascível para se referir à Dilma.
Primeiro: vamos parar de confundir assertividade (algo bom para um gestor, especialmente no comando de uma grande organização como um empresa ou mesmo o governo) com falta de educação e grosseria. Dilma Rousseff não é assertiva, nem tampouco gestora.
Dilma é grossa.
Ponto.

Segundo: gestora? Técnica?
Dilma Rousseff não consegue falar uma frase com mínima dose de lógica e sintaxe. Ela chuta números, não consegue finalizar um raciocínio….. Enfim, quando ela abre a boca, dá vontade de chorar!

Terceiro: em diversas ocasiões, Lulla disse que se impressionou com a Dilma porque ela chegava para as reuniões com planilhas, tabelas, números e mais números…. É sempre mencionado que a Dilma adora um PowerPoint, cheio de dados, números e mais números.

Ora, percebe-se que nem a Dilma e nem o Lulla estão preocupados com os fatos – basta mostrar um PowerPoint ou uma planilha com números – ainda que nenhum dos dois consiga entender bulhufas do que significam aqueles números.
Isso é gestor?
Isso se chama ENBROMADOR.
Encheção de linguiça não tem nada a ver com gestão.
Mas a imprensa amiga insiste nessas bobagens todas, a despeito de todas as provas em contrário.

Especificamente sobre as privatizações do PT, o Reinaldo Azevedo desnudou essa “babação de ovo” da imprensa AQUI.
Aliás, uma das principais razões de odiarem tanto o Reinaldo Azevedo é que, além de escrever bem, ele pensa.
E, como sabemos, o PT detesta gente assim.
(Apenas para registrar: discordo TOTALMENTE do Reinaldo Azevedo em muitos assuntos, especialmente religião, aborto e drogas, mas é inegável que ele PENSA, que usa a lógica, que argumenta, e, com isso, ele costuma desmontar as bobagens faladas “por aí”).

O importante é o seguinte: o artigo do Reinaldo Azevedo mostra de forma inequívoca o quanto a esmagadora maioria dos jornais (e seus articulistas) defende o PT e seus projetos burros, fadados ao fracasso – e a privatização dos portos é apenas o mais recente caso.
Curioso notar que, no caso da medida provisória que pretendia privatizar os portos, o PT queria… a privatização !! O mundo dá voltas, não?!

Você achou pouco?!
Então divirta-se com mais algumas aberrações:

País tem pior crescimento desde Collor (28/11/2012)
Estrutura obsoleta provocou o quarto apagão deste semestre
(18/12/2012)
Petrobras tem maior déficit em 17 anos (22/12/2012)
Governo acelera a criação de estatais que não geram receita (06/01/2013)
Mercado prevê piora das contas externas e pressão maior no câmbio (07/05/2013)
Brasil “perde” US$ 6 bi em exportações (07/05/2013)
Maioria dos serviços sobe mais que inflação (07/05/2013)

Erros na estratégia da Microsoft estão custando caro

Tão logo a Microsoft anunciou sua “parceria” com a Nokia, eu dei uma de “guru”, avaliando que não daria certo.
Fiz o mesmo quando o Windows 8 foi anunciado – na época, aliás, um defensor ferrenho do Windows discutiu comigo pelo twitter, dizendo que o Lumia era um sucesso, que a Microsoft acabaria com o reinado do iPad graças ao Windows 8 para tablets etc…. Alguns trechos dessa “conversa” virtual estão AQUI, AQUI e AQUI. Eu seguia o Ricardo, mas quando ele se revelou esse xiita defensor da Microsoft que se recusava a enxergar a verdade, parei.

Eu afirmei que a linha Lumia com o Windows Phone seria um fiasco. Indiquei matérias que revelavam que a própria MS reconhecia que as vendas estavam muito abaixo do esperado, mas ele dizia que não, que o Lumia era um tremendo sucesso.
Disse o mesmo do Windows 8, que naquela época ainda não estava à venda.

A Microsoft parece completamente perdida, e a matéria abaixo (da coluna Link do Estadão) ilustra bem isso (como de costume, grifos meus):

A mistura de interface de tablet e desktop proposta pelo Windows 8 pode ter empolgado a alguns, mas desagradado a tantos outros. Nesta terça-feira, a Microsoft revelou ao Financial Times  que falhou com seu último sistema operacional e está se preparando para alterar alguns de seus aspectos na próxima atualização.

Para especialistas, a substituição do familiar desktop e das barras de tarefas por uma série de “tijolos” personalizados em tela touchscreen foi uma cartada corajosa, mas que confundiu a muitos usuários de PC — que preferiam uma abordagem mais tradicional.

O chefe de marketing e finanças da Microsoft, Tami Reller, disse em entrevista ao jornal inglês que os “elementos-chave” do sistema operacional sofrerão alterações quando a Microsoft lançar uma atualização do sistema operacional, ainda neste ano.

A empresa também admitiu falha em preparar usuários e vendedores para se reeducarem na nova experiência tablet/PC, além de apontar erros de marketing em pontuar diferenciais e pontos positivos do novo sistema operacional em comparação ao Windows 7.
 

“É muito claro que poderíamos e deveríamos ter feito mais”, disse Reller. Para amenizar o fiasco entre usuários de PC, o executivo afirmou que a satisfação dos consumidores do Windows 8 em dispositivos móveis é forte.

Analistas compararam a estratégia falha ao grande fiasco da New Coke, tentativa de reformulação da famosa bebida Coca-Cola nos anos 1980 – que, pela recepção extremamente negativa dos consumidores, fez a empresa voltar atrás em três meses. “Isto (da Microsoft) é como a New Coke se estendendo por sete meses – só que a Coca-Cola prestou mais atenção”, declarou o analista Richard Doherty ao Financial Times.
 

O Windows 8 foi lançado em outubro do ano passado e foi visto como a grande aposta da Microsoft para concorrer com o sucesso da experiência móvel proporcionada pelo iPad, tablet da Apple.Em novembro, uma pesquisa feita pela empresa de segurança Avast com 350 mil clientes do seu software de antivírus revelou que cerca de 70% dos usuários de Windows não queria atualizar seu software para Windows 8.

Qual foi o erro da Microsoft?
Na verdade, foram vários.

Os mercados nos quais a MS sempre foi dominante estavam passando (a rigor, ainda estão) por mudanças profundas, sendo a principal a transição dos desktops para os notebooks e finalmente para smartphones e tablets.
A MS conseguiu estabelecer seu domínio em softwares como sistema operacional e aplicativos de escritório (Office) na época dos desktops, manteve-se competitiva nos notebooks (e estou incluindo laptops, ultrabooks e quaisquer outros termos semelhantes), mas perdeu o bonde da mobilidade quando surgiram os smartphones e depois os tablets.

A Apple tinha a vantagem de primazia com o iPhone e, depois, com o iPad.
Ela desenhou o que seria a mobilidade, e sempre dominou os aplicativos e sistema operacional (iOS) para os produtos móveis.
O Google largou depois, com o Android, e juntou-se a empresas que tinham know-how, canais de distribuição estabelecidos e estavam em ascensão – o caso mais notório é a Samsung, evidentemente.

E o que fez a Microsoft?
Eu chamei, na época, de ABRAÇO DOS AFOGADOS: ela fez uma parceria com uma empresa que estava em queda livre em todos os aspectos – a Nokia estava perdendo mercado, receita, começava a dar prejuízo e não tinha um novo produto a oferecer.
A MS achava que poderia usar o know-how da Nokia, seus canais de distribuição, seu hardware, e finalmente emplacar seu sistema operacional móvel.

Tanto Microsoft como Nokia continuam se afogando.
E a Microsoft se colocou numa situação ainda pior, pois fez mudanças drásticas no seu carro chefe, o Windows.

Vejam que pitoresco: a Microsoft, durante muitos anos, teve a vantagem da primazia nos PCs, pois quase 100% dos computadores pessoais vendidos no mundo vinham com o Windows – então, o primeiro contato de centenas de milhões de pessoas com um computador aconteceu numa plataforma Windows. Ao fazer a mudança radical no Windows 8, a Microsoft jogou fora essa vantagem!
A Microsoft começou como uma pequena fabricante de um software específico, portanto um produto segmentado (na época, a bem da verdade, era quase um nicho, devido ao tamanho reduzido, haja vista que o mercado de computadores pessoais ainda era inexistente).
Graças ao crescimento da IBM, que passou a oferecer o MS-Dos, a Microsoft começou a introduzir suas inovações, e criou o Windows, Word, Excel etc…
Nos anos 1990, ela tornou-se uma empresa massificada, uma gigante do software, e justamente no período em que os computadores pessoais se espalharam mundialmente.
Mas a parceria com a Nokia significava uma volta ao mercado segmentado. A MS não conseguiu.

Talvez pelo tamanho da empresa – que geralmente implica processos pouco flexíveis, demora na tomada de decisões etc – o fato concreto é que a MS lançou seus sistema operacional móvel tarde demais e, ao mudar radicalmente o Windows, abriu mão da ÚNICA vantagem competitiva que ainda tinha: a familiaridade de milhões de usuários do Windows (XP, Vista, 7).
Hoje em dia, o comprador de um computador (desktop, notebook ou afins) tem mais opções.
Se ele quiser uma mudança radical, ele pode comprar, por exemplo, um MacBook (ou iMac, caso queira um desktop), da Apple, inclusive pelo efeito halo gerado por iPod, iPhone e iPad – o sujeito entra no ecossistema da Apple e tem diversas vantagens.

Ao que tudo indica, a Microsoft vai continuar em queda livre.
É possível reverter isso? Claro que sim – mas será preciso corrigir os rumos da empresa. Coisa que, até agora, ela parece não ter percebido ainda.

Windows8 drop1

Alguns dados interessantes para observar o problema da Microsoft no mercado móvel (smartphones e tablets) podem ser observados AQUI.
Além disso, é importante notar a insatisfação dos acionistas da Nokia, como demonstra esta reportagem AQUI.

Continue a tratar o cliente como otário, SKY – enquanto não houver concorrência…

Algumas empresas, por razões que escapam à minha compreensão, gostam de tratar seus clientes como perfeitos otários.
A SKY é uma delas.
Agora há pouco recebi, por e-mail, uma “oferta” da SKY. Peço ao paciente leitor dar uma olhada nas imagens abaixo (tive que “dividir” o print-screen do e-mail, devido à sua extensão):

Firefox 3
Firefox 2
Firefox

Como você pode ver, a SKY está oferecendo “presentes” à minha escolha, a partir dos pontos que tenho acumulados no programa de fidelização deles, intitulado “Viva SKY”.
Infelizmente, os itens apresentados no e-mail levam a marca “Premiere FC”, ligada a futebol – algo que eu simplesmente ODEIO.
Mas isso é o de menos.
Cliquei no rádio para chuveiro (presente na 1a imagem, lá em cima) para ver detalhes, pois tenho os pontos acumulados, e melhor trocá-los por algo que tenha alguma função (a despeito de carregar a marca Premiere FC) do que deixá-los vencer e não ter nada em troca.
Fui direcionado para o site da SKY, fiz meu login, descobri que tenho mais de 12 mil pontos (suficientes, portanto, para tudo ofertado no e-mail exceto o último item, a horrorosa pipoqueira em forma de bola de futebol – isso eu não aceitaria nem que ME pagassem!).

Porém, no site da SKY, os items ofertados são RIDICULAMENTE POUCOS:

Firefox 4

Observe, caro leitor, que passamos de adesivos para controle remoto de gosto duvidoso (que “custam” 400 pontos) diretamente para a HORROROSA pipoqueira em forma de bola de futebol de 15 mil pontos.
NADA intermediário!
Cadê o resto dos “presentes” que a SKY me ofereceu via e-mail?
Nada.
Não tem nada!
Porra, SKY, não faça propaganda enganosa!!!!
Você me oferece “presentes”, mas quando tento resgatá-los não acho nada além de adesivos de controle remoto e pipoqueira na forma de bola de futebol?
Você acha que sou otário?

ATUALIZAÇÃO: Recebi uma resposta, via twitter, da SKY (clique para ampliar):

Não apenas eles acham que o cliente é otário, como também me consideram analfabeto (por não ler as letrinhas miúdas da mensagem – que são miúdas mesmo, algo como fonte Arial 0,1), como eles também devem achar que sou um burro total.
SKY, eu sei que a oferta de itens depende de estoque, mas eu recebi o e-mail ontem às 22:30, e acessei o site menos de meia hora depois.
O e-mail não dizia que a mensagem era válida por apenas 5 minutos!
Ou vocês vão dizer que em menos de 30 minutos acabaram TODOS os itens exceto os adesivos e a maldita pipoqueira-bola ?
Me poupem de desculpas esfarrapadas, que só reforçam a certeza de que vocês adotaram a filosofia da vaca(*) para o cliente.

Quer oferecer um “presente” para o cliente? FAÇA ISSO DIREITO.
Caso contrário, melhor nem oferecer nada, e restringir-se à sua insignificância.

(*) filosofia da vaca = estou cagando e andando.

Privatização da Vale e dominação da Petrobras

Depois que escrevi sobre a Vale e sobre a Petrobras (alguns textos anteriores: 1, 2, 3 e 4), recebi algumas mensagens interessantes. Algumas eram besteiras do mesmo baixíssimo nível que eu havia demonstrado no texto de 23 de Abril de 2013 (AQUI).

Outras, porém, eram mensagens de pessoas realmente interessadas no assunto. Que ótimo!

Contudo, o que ficou bastante claro para mim é que o maior problema quando se trata de discutir o tema PRIVATIZAÇÃO no Brasil é o desconhecimento do assunto. Essa ignorância (por vezes no bom sentido, muitas vezes no mau sentido) generalizada tem como causa uma série de fatores, dentre os quais eu citaria:

(1) gritante incompetência do PSDB em defender o seu legado – ainda que não “perfeito”, o processo de desestatização conduzido pelo FHC foi crucial, juntamente com o Plano real, para tirar o Brasil do poço no qual se encontrava, mas para o qual, infelizmente, está voltando;

(2) pouco interesse por parte da população em geral – o que acarreta o próximo item;

(3) pouco interesse da mídia em geral em explicar o que realmente é o conceito de PRIVATIZAÇÃO;

(4) gritante hipocrisia e mitomania crônica por parte do PT (e demais partidos que servem para alojar os mais radicais e sem voto, tipo PSTU, PCO, PSOL etc), que era ferrenho opositor das privatizações, segue explorando as mentiras e falácias que cercam esse tema, mas fazem, eles mesmos, as privatizações que lhes interessam.

Independentemente das causas, quero tratar mais é do conceito em si – e, mais importante, dos resultados. A Vale (antigamente chamada Vale do Rio Doce) foi privatizada em 1997. Mais precisamente em 06/05/1997. O consórcio Brasil, liderado pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), adquiriu o controle acionário da Vale por R$ 3.338.178.240,00. Espalharam-se diversas mentiras sobre os valores envolvidos no processo de privatização da Vale.

O PSTU, por exemplo, afirma AQUI que a Vale foi vendida por R$ 3,3 bilhões mas tinha um lucro líquido de R$ 12,5 bilhões. Mentira. Somente em 2000 o lucro líquido da Vale ultrapassou a barreira do bilhão. Em 1997, quando foi privatizada, ela lucrou US$ 629 milhões brutos e US$ 319 milhões líquidos.

Um parêntesis: essas informações falsas, escancaradamente mentirosas, circulam há anos pela internet, em blogs e sites criados exclusivamente para defender mentiras e piorar o problema da desinformação. Exemplos não faltam – e, como pode ser visto, não faltam pessoas mal-intencionadas, inescrupulosas ou extremamente burras que a cada boato ou mentira acrescentam mais 1 ou 2 bobagens, de tal sorte que no final a mentira vira um roteiro de novela da Glória Peres, cheia de absurdos e coisas descabidas, mas tem gente que acredita!

Exemplo rápido: AQUI. O sujeito começa reproduzindo a “nota” do site do PSTU, que já estava toda errada – PIOR: ele indica como “fonte” um link do Yahoo Respostas. Fonte extremamente confiável, né?! Vejamos o tipo de perguntas e respostas que o Yahoo Respostas oferece:

Firefox 2

As “respostas” e comentários que se seguem, aliás, são sintomáticos da ignorância, da propagação de mentiras e distorções. Mas o sujeito não se contenta, e acrescenta bobagens inomináveis.

Reparem no título do “post” do blog do sujeito: reclama que a Vale foi vendida por “apenas” 3 bilhões, mas lucrou R$ 20 bilhões em apenas 9 meses. Detalhe: a venda foi em 1997 (e mais adiante retomo a questão dos R$ 3 bilhões), e os R$ 20 bilhões referem-se a uma notícia publicada pelo jornal O Globo EM 2010, OU SEJA, TREZE ANOS DEPOIS DA PRIVATIZAÇÃO.

Sim, o sujeito não tem a mais vaga idéia de que é preciso fazer alguns cálculos para comparar resultados financeiros TREZE ANOS depois de um fato (valor presente/futuro, depreciações e amortizações, deflacionar valores etc).

A notícia do jornal O Globo está AQUI. O link consta do blog do ignorante, assim como a matéria, mas tudo é tratado de forma distorcida, criando uma mentira simplesmente absurda.

Porém, tem gente que acredita!

Mais um detalhe: a falta de contextualização. O crescimento percentual divulgado em 2010 tem relação direta com a crise de 2008, que DERRUBOU negócios internacionais da Vale (veja nos gráficos mais abaixo). Fora de contexto, um crescimento de 200% parece uma coisa incrível, porém a base de comparação é que é muito baixa, devido à crise.

Claro que o sujeito que fez uma atrocidade de um blog daqueles não se dá ao trabalho de verificar nada disso.

AQUI temos mais um escrevendo bobagens, coisa claramente feita à base de CONTROL+C/CONTROL+V. Existem, ainda, aqueles que tentam dar um verniz mais polido à desinformação – mas ela continua sendo, apenas e tão somente, desinformação. AQUI temos este exemplo.

Mais uma coisa: esse pessoal desinformado (ou apenas mal intencionado mesmo) vive dizendo que o José Serra foi o responsável pelas privatizações na época do FHC.

Errado. Ele era Ministro do Planejamento na época de APENAS DUAS privatizações (essa imagem foi usada numa reportagem da Exame ou da Veja, não lembro ao certo, na época da eleição de 2012, quando houve um debate entre a Dilma e o Serra, e a Dilma, claro, soltou as bobagens que lhe são características; salvei a imagem, mas infelizmente não guardei a reportagem inteira ou o link):

Privatizações
Pronto, chega de parêntesis – são incontáveis os blogs e sites que publicam coisas risíveis sobre a Vale. Você pode localizá-los rapidamente no Google.

Mais complicado, porém, é localizar informações REAIS e confiáveis.Vamos voltar ao mundo da realidade? A imagem abaixo mostra alguns números interessantes – e básicos, sem os quais não é possível seguir nesta discussão (clique para ampliar):

ValeVemos ali, de forma muito clara (exceto para aqueles obtusos que insistem no lenga-lenga de “vendeu a preço de banana! Entreguista!”) que de 1997 em diante a Vale teve um crescimento vertiginoso em termos de receita, lucros e valor de mercado.

A imagem é de uma extensa reportagem do ValorEconômico de Novembro de 2010 (AQUI, para assinantes), por isso inclusive os dados cobrem até 2010.

A venda do controle acionário da Vale foi concretizada por $ 3,3 bilhões de dólares, na ocasião, e o que foi leiloado NÃO FOI TODA A EMPRESA: o que foi privatizado equivalia a 27% do capital total da empresa, antes pertencente à União, que representavam 41,73% das ações ordinárias (com direito a voto).

Isso é muito importante por uma razão simples: os mal-informados e/ou mal-intencionados em geral (sim, PT, PSTU, PSOL, PCO, CUT e comparsas, vocês mesmo!) gostam de dizer que o governo vendeu A EMPRESA POR 3 BILHÕES.

ERRADO: o governo vendeu 27% do capital total da Vale do Rio Doce.

Para quem quiser verificar a composição acionária ATUAL da empresa, eis AQUI o link que eu já havia indicado antes, para download em PDF.Atualmente (dados de março de 2013), a Valepar controla 53,9% da Vale.

Isso significa que a Valepar é quem toma as decisões da empresa.

E quem é a Valepar? Para quem não sabe, quando usa-se o sufixo “PAR” no nome da empresa, via de regra, estamos nos referindo ao termo “PARTICIPAÇÕES”. Trata-se, pois, de um consórcio de empresas.

No caso da Valepar, eis aqui as empresas que formam o consórcio:
1) Litel/Litela (fundos de investimentos administrados pela Previ) com 49% das ações,
2) Bradespar com 17,4%,
3) Mitsui com 15%,
4) BNDESpar com 9,5%,
5) Elétron (Opportunity) com 0,03%.
Devemos lembrar que as ações da Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) e do BNDES totalizam cerca de 58% das ações da Vale – e, na prática, o governo ainda tem influência direta sobre a maioria. A rigor, o ÚNICO estrangeiro sócio da Valepar é o grupo japonês Mitsui

Cadê o “entreguismo”?
Ficou preso nas mentiras e desinformação da turminha de sempre.

VOLTANDO AOS RESULTADOS: a partir da privatização, a Vale melhorou sob qualquer ótica que se queira analisá-la. Os gráficos acima mostram isso de forma clara, cristalina.

Aqueles que desejarem aventurar-se nos resultados contábeis desde 1997, ano da privatização, poderão fazê-lo AQUI – trata-se do relatório OFICIAL da empresa, entregue ao órgão fiscalizador da bolsa de New York, que a Vale preparou para prestar contas aos acionistas.

Trata-se de material extenso, OFICIAL, auditado e que não poderá ser entendido ou tampouco analisado por nenhum dos ignóbeis que adoram falar em entreguismo, privataria e termos correlatos. Eles não teriam QI para tanto – até porque costumam sofrer de analfabetismo funcional nível 4.

Por que a empresa melhorou tanto? Vários fatores influenciaram.

O mercado da Vale cresceu muito, especialmente entre 2005 e 2007, devido à fortíssima demanda por minérios de ferro. Neste ponto, a Vale deve agradecer especialmente a China, que passou a comprar volumes estratosféricos de praticamente todos os produtos da empresa.

Outro fator imprescindível á a GESTÃO PROFISSIONALIZADA, coisa quase impossível em empresas estatais – e mais utópica ainda em estatais BRASILEIRAS, país com altíssimo grau de corrupção.

A Vale incorporou a INCO, empresa canadense, em 2006. Após essa incorporação, o novo conglomerado empresarial CVRD Inco tornou-se a 31ª maior empresa do mundo, atingindo um valor de mercado de R$ 298 bilhões, ultrapassando assim a IBM e superando a Petrobras em cerca de R$ 8 bilhões.

Enquanto a Vale cresceu por conseguir aproveitar um mercado em plena expansão e por ter uma gestão profissionalizada capaz de aproveitar esse mercado aquecido, a Petrobras conseguiu o oposto: a despeito do crescimento contínuo do mercado de petróleo (exceto em 2008, devido à crise nos países desenvolvidos), a empresa tem registrado queda dos lucros, da produção e do valor de mercado, conforme eu já havia demonstrado AQUI.

Finalmente, para quem se interessar em ler mais sobre a gestão da Vale, antes e depois da privatização, sugiro esta dissertação AQUI. Trata-se de dissertação de mestrado da FGV/RJ, e pesquisa a questão de gestão de mudanças e inovações organizacionais.

OBS.: As privatizações do setor de telefonia também são alvo de críticas infundadas, desinformação, extrema má-fé e discurso retrógrado típico das esquerdas – até mesmo dessa esquerda-caviar vagabunda que temos no Brasil. Este artigo é um bom começo para quem quiser se aprofundar ainda mais no assunto.

Aplicativos de mensagens: aliados ou inimigos ?

Notícia muito interessante publicada no blog Link do Estadão:

O número de mensagens enviadas por aplicativos como o WhatsApp superou o volume de SMS enviado no ano passado em todo o mundo e deve dobrar até o fim deste ano, diz um estudo divulgado pela consultoria europeia Informa.

Em 2012, foram 19 bilhões de mensagens enviadas por dia por meio desses aplicativos, contra 17,6 bilhões de SMS. O contraste será ainda maior em 2014, quando serão enviados 21 bilhões de SMS contra 50 bilhões de mensagens via apps.

Apesar do crescimento desses aplicativos no mercado, os dados mostram que o volume de SMS vai continuar aumentando. Isso se explica, entre outros motivos, porque os usuários desses apps não deixam de usar SMS para se comunicar, por exemplo, com aqueles que ainda não possuem um smartphone.

A situação para as operadoras de telefonia, no entanto, fica cada vez mais difícil. O IDC divulgou na semana passada que no primeiro trimestre deste ano as vendas de smartphones superaram pela primeira vez a venda dos ”feature phones”, como são chamados os celulares tradicionais. Do total de 418,6 milhões de celulares que saíram das fábricas, 51,6% eram smartphones.

Chama a atenção o fato de que o número de usuários de apps de mensagens é bem inferior ao de usuários de SMS. A Informa estimou que atualmente seis dos mais famosos aplicativos no mercado (WhatsApp, BlackBerry Messenger, Viber, Nimbuzz, iMessage e KakaoTalk) possuem, juntos, 586,3 milhões de usuários, ante 3,5 bilhões de usuários de SMS em 2012.

Os dados sobre o crescimento desses aplicativos se tornam ainda mais assombrosos quando se considera que esses apps chegaram ao mercado há cerca de cinco anos, enquanto o SMS completa 20 anos de existência.

Para a Informa, as operadoras de telefonia móvel precisam tomar medidas rápidas se quiserem conter a diminuição da receita com SMS. Uma saída para elas, segundo a empresa, seria investir em apps de mensagens próprios para concorrer nesse mercado. A Telefônica, por exemplo, lançou no Reino Unido o Tu Go, aplicativo que permite o envio de mensagens e a realização de chamadas telefônicas a partir de uma conexão com a internet.

Trata-se de uma tendência num mercado em plena ascensão: no mundo inteiro, pessoas estão trocando seus celulares antigos pelos modelos conhecidos como “smartphones”, os celulares inteligentes – que têm diversos aplicativos variados, e tentam, em maior ou menor grau, substituir um computador com a facilidade de ser móvel, caber no bolso/a.

Enquanto isso, as operadoras de telefonia móvel têm razões de sobra para se preocupar: pacotes de SMS tendem a ser menos procurados, o que afeta a receita das telefônicas.

Elas devem se unir à tendência e fazer parcerias com apps de mensagens, ou devem “brigar” com a tendência?

É preciso considerar o seguinte: os clientes de telefonia celular no Brasil têm péssimas avaliações das operadoras – ligações cortadas, ausência de sinal, lentidão da internet móvel, cobranças erradas etc… Diante de tal grau de insatisfação generalizada, aplicativos que não tenham vínculo com nenhuma operadora teriam uma vantagem competitiva, certo?

Depende.

A matéria cita o serviço lançado pela Telefonica no Reino Unido (Tu Go). Infere-se que a Telefonica avaliou que não poderia ficar de fora do mercado de mensagens via internet – a empresa considera estes aplicativos um complemento (ou talvez EVOLUÇÃO) do tradicional serviço de SMS. Ela passa a ter, assim, 2 fontes de receita: o tradicional SMS e o novo aplicativo do tipo WhatsApp. Desta forma, se o mercado de SMS realmente desaparecer (ou se sofrer uma redução drástica em termos de volume), a empresa garantiria uma outra fonte de receita com um serviço cujo objetivo central satisfaz a mesma necessidade (mensagens instantâneas, via celular).

Por outro lado, considerando-se o grau de insatisfação dos clientes brasileiros, é de se imaginar se as pessoas aceitariam usar um serviço que carregue o nome/marca da Vivo, TIM, Claro ou Oi.
Ora, o sujeito está irritado com a operadora (qualquer que seja) porque a ligação vive caindo, ou nunca tem uma conexão rápida à internet – então, esse  sujeito dificilmente vai acreditar que o aplicativo da sua operadora possa ser muito melhor.

Enquanto as operadoras não obtiverem uma avaliação mais favorável por parte dos clientes, associar sua marca a um aplicativo concorrente do iMessage ou WhatsApp não me parece uma boa idéia – inclusive porque estes aplicativos dependem da disponibilidade de conexão à internet móvel.

 

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Resultados da Petrobras do 1o tri de 2013 confirmam gestão temerária

Complementando o que eu já havia escrito AQUI, ontem foram divulgados alguns resultados financeiros e operacionais da Petrobras, referentes ao 1o trimestre de 2013.

Primeiro, a notícia (publicada no jornal O Globo) na íntegra, com grifos meus. Eu comento depois.

A Petrobras fechou o primeiro trimestre de 2013 com um lucro líquido de R$ 7,693 bilhões, queda de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, quando registrou ganho de R$ 9,214 bilhões, segundo balanço divulgado na noite desta sexta-feira pela empresa. Em relação ao quarto trimestre de 2012, quando a estatal registrou ganho de R$ 7,747 bilhões, o recuo foi de 1%.

De acordo com o balanço, a produção total de óleo e gás natural foi de 2,552 milhões de barris/dia no primeiro trimestre, queda de 5% frente à produção registrada no mesmo período de 2012, quando a Petrobras produziu 2,676 milhões de barris/dia. Em relação ao quarto trimestre (2,614 milhões de barris/dia), houve recuo de 2%.

Segundo Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), que é especialista no setor, é a maior queda de produção já registrada num trimestre na história da Petrobras. Já o lucro líquido ficou acima da média do projetado por analistas, que era de R$ 6,5 bilhões. As estimativas variavam de R$ 3,8 bilhões a R$ 8 bilhões.

A geração de caixa (Ebitda, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) totalizou R$ 16,231 bilhões, resultado 1,76% menor que os R$ 16,521 bilhões do primeiro trimestre de 2012. Os analistas esperavam que o número ficasse entre R$ 12 bilhões e R$ 17 bilhões.

Por sua vez, a receita de vendas foi de R$ 72,535 bilhões nos três primeiros meses do ano, o que corresponde a alta de 10% sobre os três primeiros meses de 2012, quando atingiu R$ 66,134 bilhões. Sobre o quarto trimestre, a queda foi de 1%. Neste caso, a expectativa dos analistas é de que ficasse entre R$ 69 bilhões e R$ 74 bilhões.

Já o resultado líquido financeiro da estatal ficou em R$ 1,390 bilhão entre janeiro a março de 2013, em relação aos R$ 465 milhões do primeiro trimestre de 2012.

O valor de mercado fechou o primeiro trimestre em R$ 228,203 bilhões, número 27% menor que o do mesmo período de 2012 (R$ 311,659 bilhões).

Segundo a empresa, os reajustes de 5,4% para o diesel e de 6,6% para a gasolina, em 30 de janeiro, e o novo aumento de 5% para o diesel em 6 de março contribuíram para a redução da defasagem dos derivados vendidos no Brasil em relação ao mercado internacional. A estatal informa ainda que a produção de óleo diminuiu devido ao maior número de paradas e ao declínio natural da produção dos campos, que foi parcialmente compensado pelo crescimento de produção proporcionado pelos novos sistemas.

No balanço, a Petrobras também afirma que a redução do lucro líquido refletiu, além do menor volume de produção, o aumento dos custos com depreciação, com pessoal, afretamento de plataformas, manutenção e intervenção de poços e de despesas com geologia e geofísica.

De acordo com a empresa, os reajustes nos preços de diesel e de gasolina no mercado interno e os impactos cambiais sobre os preços dos derivados atrelados ao mercado internacional, parcialmente compensados pelos maiores custos com aquisição e transferência de petróleo, foram fatores essenciais para que o prejuízo não fosse maior.

Resumindo: a receita de vendas teve AUMENTO (10% em relação ao ano anterior), mas o valor de mercado da empresa CAIU 27%, a produção CAIU 5% e o lucro líquido CAIU 17%.

Evidentemente cada setor econômico tem suas pecualiaridades, e o setor de petróleo não é diferente.
Porém, quando uma empresa apresenta resultados nesta direção (aumento da receita de vendas e queda dos demais indicadores), é evidente que há problemas na gestão. Isso independe do setor.

O maior problema da Petrobras se chama Partido dos Trabalhadores.
O PT abarrotou a estatal de gente sem nenhuma capacidade administrativa, gente sem um pingo de visão de mercado, só para dar emprego (e renda!) a aliados, amigos e afins.

A empresa? A empresa que se dane – afinal, ela não é de ninguém, né?!
O Brasil tem essa característica peculiar: as pessoas, na média, acham que tudo aquilo que é “público” não pertence a ninguém.
Errado!
O que é público pertence a todos, e portanto todos deveriam zelar pelos bens públicos.

Todavia, empresas estatais têm uma característica interessante: quando elas dão lucros, nenhum cidadão/contribuinte/pagador de impostos recebe dividendos ou distribuição de lucros.
Mas quando elas dão prejuízo, aí todos pagamos.

Como se não bastasse, a Petrobras é monopolista – ou seja, não há concorrentes. Então, o consumidor dos produtos da Petrobras não tem outra alternativa que não pagar qualquer que seja o preço que ela queira cobrar – aliás, quem determina isso, na prática, é o governo federal, do alto de sua incomPTência gerencial.

Finalmente, não custa lembrar o seguinte: o PT usa a Petrobras para fazer politicagem rasteirinha. A empresa está prestes a entrar numa roubada: ajudar o grupo EBX, do Eike Batista, que está numa espiral de prejuízos e péssimos resultados. A notícia está AQUI.

A privatização de empresas e as bobagens ditas pelos ignorantes

No outro blog que eu costumava manter (Sala da Mãe Joana – já aposentado, coitado), o tema PRIVATIZAÇÃO era um dos mais polêmicos.
Fora do blog, percebo que muita gente entende a privatização como sendo “entregar” riquezas do Brasil para que estrangeiros tenham lucro.
Muitos falam isso por desinformação – enquanto outros são movidos por má-fé, interesses escusos etc.

Em 7 de Dezembro do 2007, eu escrevi o seguinte post lá no outro blog:

Num ranking elaborado pelo Boston Consulting Group, que listou as 100 empresas mais competitivas dos países “em desenvolvimento”, uma curiosidade: o Brasil ocupa o 3o lugar, atrás de China e Índia. Para maiores informações, consultar a Folha OnLine aqui, ou o próprio Boston Consulting Group, aqui. A relação completa está aqui.
No Brasil, são 13 empresas: Vale, Petrobrás, Embraer, Gerdau, Votorantim, Braskem, Sadia, Perdigão, Natura, Coteminas, WEG, JBS-Friboi e Marcopolo. Destas, APENAS UMA É ESTATAL.
Todas as demais são empresas privadas.
Duas delas (Vale e Embraer) foram privatizadas (na época de FHC). Que foi criticado (ainda é, até hoje), chamado de “privatista”; muita gente, por pura falta de conhecimentos, acreditou quando o PT colou a pecha de “privatista” no picolé de chuchu (Alckmin) nas últimas eleições. O PT usou e abusou da burrice de muita gente, que simplesmente nunca entendeu o que foi a privatização – e, por alguma razão obscura, acha que é algo parecido a “entregar o Brasil” ao “poder imperialista” ou bobagem que o valha.
Cadê os bitolados defensores da estatização ?
Será que a Vale do Rio Doce constaria desta lista se ainda fosse estatal ? Será que aqueles mentecaPTos ainda querem reestatizar a Vale ?

Os comentários feitos no post foram os mais variados, mas muitos deles eram apenas exercício de demonstração de ignorância sobre o tema, ou alguns malucos desopilando o fígado ao escreverem bobagens virulentas na internet (coisa nada rara).
Selecionei alguns exemplos (que estou transcrevendo exatamente como foram escritos, e destaco alguns trechos primorosos em negrito):

1) e se site e uma droga nao da seu idiota que fez e se site

2) Abestalhado!
Só um burro mesmo para ser a favor das privatizações

3) Porque com toda sua inteligencia vc não muda de nacionalidade ? A empresa estatal, competitiva ou não, É PATRIMONIO DO POVO BRASILEIRO !!! Isso inclui vc….mas acho que vc tem vergonha de ser brasileiro certo ?

4) Quanta ignorância! As estatais faturam mais, por que cobram mais pelos serviços “esperto” e você paga mais. O Brasil é um exportador de matéria prima e importador de manufaturados desde Colônia.
A Vale por exemplo já era a segunda maior mineradora do mundo e o dinheiro oriundo de suas exportações eram um dos responsáveis pela balança favorável de pagamento. Então me explica como uma empresa dessas dava prejuízo. O pior é que além de acreditar nessa besteira de prejuízo, você ainda divulga. Ia esquecendo de dizer que a Siderúrgica Nacional já era a terceira do mundo antes de ser privatizada e a EMBRAER já vendia motores de aeronaves para o mundo todo. Se isso é prejuízo! Entedeu ou preciso desenhar?
Obs.: no site Brasil dados e fatos você pode acompanhar que o aumento da carga tributária no governo FHC foi maior que no governo LULA. Ou seja nos pagamos mais ipostos no governo FHC, mesmo com as privatizações;
Por falar em rombo onde está o dinheiro das privatizações, que o próprio BNDES emprestou para os compradores? Vê se pode: você vende emprestano o dinheiro para o comprador para que ele pague com o lucro que tiver nas suas costas.

5) cada um tem o direito de pensar diferente,mais não posso concordar com aqueles que acham que somos ingenuose, pois só pessoas que tem o pensamentos de capitalistas, especuladores, explotadores da classe trabalhadora,anti-patriota e acima de tudo milpes acham que as privatizações poderiam nelhor nosso pais.Cadê o dinheiro das privatizações?qual a melhora da educaçõa,saude,moradia,telefonia,energia,segurança,será que cada vez mais os mais ricos não estão mais ricos,amigo,pense melhor,o Brasil e de todos e não de um percentual reduzido que não representa a vontade de nuitos.

6) A escolha de um candidato em quem votar afeta diretamente nossa vida pessoal e coletiva. Neste ano de 2010, temos a grande chance de derrotar quem sempre jogou no time de FHC. Serra, impedindo o crescimento do Brasil.
Para refrescar a memória, leia abaixo para você NÃO votar no “carequinha”:
Privatizou varias empresas como COELCE, TELECEARA, BEC, VALE DO RIO DOCE, EMBRAER entregando um valioso patrimônio do nosso Estado a empresas privadas e elevando o valor das tarifas pagas.

7) Apropriação das riquezas do Estado por alguns grupos privados privilegiados – que objetivam apenas obter lucro para si, nem sempre com isso aumentando o “bem estar” da população ou a riqueza do país.
um governo ‘ideal’ poderia atingir um maior nível de eficiência administrando diretamente uma empresa estatal do que privatizando-a.” quem privativa não da conta, vende teu carro tua casa teus bens pra outra pessoa administrar. o verdadeiro lucro de um país é o bem estar de (todos), e não um carrão importado, uma mansão na praia etc…

8) Com certeza a Carta a Capital tem mais credibilidade que os seus escritos carregados de ódio, onde ninguém tira nada de proveitoso.
Perca de tempo ler o que você escreve, parece uma cobra que perdeu veneno e tá louca da vida.
Quanto aos termos perjorativos que você usa demostram o seu baixo nível. Ao mesmo tempo em que você fala que a “Carta Capital e as outras invenções PTistas” falam mentiras, o senhor fala de conspirações que só existem em contos de fadas. Pelo amor de Deus! Faço, agora, minhas a palavras do rei da Espanha. TE CALA!!!

É difícil ignorar todos os erros que aparecem nesses comentários – erros de ortografia, sintaxe, concordância, alguns de digitação apenas, mas o mais grave é o erro da desinformação.
Pode-se verificar que, com grande frequência, os que criticam a privatização – no geral, mas especificamente as privatizações feitas pelo FHC – acham que se trata de entregar “patrimônio do povo brasileiro” para “estrangeiros que visam apenas ao lucro”.

O exemplo que gosto de usar é justamente o da Vale do Rio Doce (hoje apenas “Vale”).
Além de ser uma das mais comentadas privatizações dos anos FHC (tanto positiva quanto negativamente), o caso da Vale serve para demonstrar que a privatização não entrega riquezas nacionais para que estrangeiros lucrem (como se lucrar fosse pecado capital!).
Muito pelo contrário:

Do capital ordinário da Vale, 53,3% estão nas mãos da holding Valepar
. É essa holding que define a estratégia da companhia, via conselho de administração, e que escolhe a alta cúpula de gestão da mineradora. Em outras palavras, a Valepar é o coração e o cérebro da Vale do Rio Doce.
E quem é a Valepar? São três fundos de pensão, dois deles patrocinados integralmente por estatais – a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, e a Petros, dos trabalhadores da Petrobras – , a empresa de participações do BNDES, a Bradespar (ligada ao grupo que controla o Bradesco) e a japonesa Mitsui.
Juntos, BNDESPar e fundos têm 60% do capital votante da Valepar.
O capital nacional tem 81,75% das ações ordinárias da holding. A União detém ainda seis ações especiais, as “golden shares”, que lhes dão alguns poderes de veto, como mudança do local da sede.
Essa explicação, básica, foi dada numa reportagem do ValorEconômico de Outubro de 2007.

Existem 122 fundos de pensão BRASILEIROS que são acionistas da Vale.
Todos estes 122 fundos são formados INTEIRAMENTE por brasileios que investiram recursos na compra de ações da empresa – muitos, inclusive, usando o FGTS, visando a rendimentos futuros, quando de suas aposentadorias.
Estes brasileiros, milhares de pessoas físicas, investiram economias na expectativa de receberem DIVIDENDOS e participação nos lucros da empresa.

Após a privatização, a Vale  saiu de um lucro de 500 milhões de dólares (em 1996), atingindo 12 bilhões de dólares em 2006, e, finalmente, 41 bilhões de dólares em 2011.
Mas não foi só isso: o número de empregos gerados pela companhia também aumentou desde a privatização – em 1996 eram 13 mil e em 2006 eram mais de 41 mil.
Para quem quiser ver a composição acionária da empresa atual (dados de março de 2013) basta baixar o PDF AQUI.
Um bom resumo da atual situação da Vale é o “fact-sheet”, disponível AQUI (também em formato PDF, para download).

Enquanto isso, no lado oposto da Vale, temos a Petrobras.
Começo com um gráfico roubado do blog do Drunkeynesian, que mostra a evolução do consumo de gasolina no Brasil versus a importação da gasolina entre 2000 e 2012:

Vemos ali o quanto cresceu a importação de gasolina.
Mas a ESTATAL Petrobras investiu R$ 35 milhões em 2008, ano em que o Lulla concorria à reeleição, para fazer propaganda alardeando a tal “auto-suficiência do Brasil” em combustíveis.
Era mentira.
Uma mentira que causou um prejuízo de R$ 35 milhões a cada um dos contribuintes do Brasil que pagam seus impostos.
Mas não para nisso….

Vamos aproveitar para comparar este gráfico acima com um outro.
Abaixo, o gráfico dos LUCROS da Petrobras, por TRIMESTRE, a partir de 2011:

O consumo da gasolina cresceu MUITO a partir de 2010, mas a desastrosa gestão da Petrobras (entulhada de sindicalistas e PTistas de todos os lados) conseguiu fazer com que o lucro da empresa caísse….

Ora, até mesmo o Seu Manoel, dono da padaria, sabe que quando a padaria dele vende mais (pães, salgados, doces etc), a tendência natural é que o seu lucro aumente também.

Seria muito melhor se o Seu Manoel fosse o presidente da Petrobras, ao invés do Gabrielli, que destruiu a empresa.
E todos nós, contribuintes, pagamos por isso.
Se a Petrobras fosse privada e tivesse prejuízo, o problema seria exclusivamente dos seus acionistas.
Se uma empresa estatal tem prejuízo, aí todos pagamos – mas se ela tem lucro, nós não ganhamos nada.

Lulla e o PT roubaram a Petrobras diversas vezes. Leia alguns detalhes AQUI.
Em TODAS as vezes, por ser uma estatal, o prejuízo foi dividido entre todos os cidadãos brasileiros.
Em suma: ser contrário à privatização (qualquer uma) é um direito de cada um, evidentemente.
Porém, o pessoal poderia tentar arranjar algum argumento minimamente inteligente, não?

ATUALIZAÇÃO – Em 26/04/2013 foram divulgados resultados financeiros e operacionais da Petrobras que não estavam disponíveis quando escrevi este texto. Leia a atualização/complemento AQUI.
ATUALIZAÇÃO [2] – Em virtude de comentários enviados com relação a este post, escrevi outro, que contém ainda mais detalhes sobre a privatização da Vale. Pode ser lido AQUI.
2014-07-04 22.45.04

Campanha publicitária da Colgate

Excelente sacada da Colgate com estas peças para propaganda impressa do fio dental.

Mostro as imagens primeiro, e comento depois.

 
 
 

 
 
 
 


Podemos observar, se voltarmos a cada uma das imagens com mais atenção, o seguinte:

1) Na primeira imagem a mulher tem um dedo a mais.

2) Na segunda ha um braço fantasma

3) Na terceira o homem só tem uma orelha.

Se você não havia notado estes “detalhes”, a campanha publicitária cumpriu o seu objetivo, pois demostrou que os restos de comida nos dentes chamam mais a atenção do que qualquer defeito físico.