Previsões furadas

Um site chamado 2Spare compilou dezenas de previsões furadas sobre o futuro, em diversas áreas, como tecnologia, comunicação, aviação, guerra e outras. Algumas anteciparam o fracasso das “compras à distância” e da “transmissão de documentos por cabos de telefone” antes mesmo de se ouvir falar em Internet e compras online.

Computadores e tecnologia

    “Não há razão para que alguém queira ter um computador em casa”.
    Ken Olson, presidente e fundador da Digital Equipment Corp. (DEC), fabricante de computadores mainframe computers, discutindo os computadores pessoais, em 1977.

    “Mas… para o que serve isso?”
    Robert Lloyd, executivo da IBM, sobre o microprocessador, em 1968.

    “Na medida em que uma calculadora no ENIAC é equipada com 18 mil tubos de vácuo e pesa 30 toneladas, os computadores do futuro deverão ter apenas mil tubos de vácuo e pesar 1,5 mil toneladas”.
    Revista Popular Mechanics, em 1949.

    “Eu viajei por todos os cantos deste país e conversei com as melhores pessoas, e posso assegurar a você que o processamento de dados é uma moda e não vai durar até o final do ano”.
    Editor responsável por livros de negócios da Prentice Hall, em 1957.

    “Esta coisa de antitruste vai passar”.
    Bill Gates, fundador da Microsoft (data não disponível).

    “O potencial mercado de máquinas de cópia é de, no máximo, cinco mil (unidades).”
    IBM, para os eventuais fundadores da Xerox, dizendo que as fotocopiadoras não teriam um mercado tão grande que justificasse a sua produção, em 1959.

Internet e comunicação por satélite

    “A transmissão de documentos por cabos de telefone é possível, em princípio, mas o aparato requerido é tão caro que nunca irá se tornar uma proposta prática”.
    Dennis Gabor, físico britânico e autor de Inventing the Future, em 1962.

    “A compra à distância, apesar de ser completamente possível, irá fracassar – porque a mulher gosta de sair de casa, segurar a mercadoria, gosta de estar apta a mudar a sua intenção”.
    Revista Time, descartando as compras online antes mesmo de se ouvir falar nelas, em 1966.

    “Não há praticamente nenhuma chance dos satélites espaciais de comunicação serem usados para prover melhores serviços de telefone, telégrafo, televisão ou rádio dentro dos Estados Unidos”.
    T. Craven, membro do conselho da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, em 1961 (o primeiro satélite comercial de comunicações entrou em serviço em 1965).

Telefone

    “O telefone tem muitas desvantagens para ser considerado, seriamente, um meio de comunicação. O aparelho não tem valor para nós”.
    Memorando da Western Union, entre 1876 e 1878.

    “Os americanos têm necessidade de telefones, mas nós não. Temos um monte de mensageiros”.
    Sir William Preece, engenheiro-chefe da Escritório Postal Britânico, em 1878.

    “É uma grande invenção, mas de qualquer forma, quem iria usar isso?”
    Rutherford B. Hayes, presidente norte-americano, depois da demonstração do telefone de Alexander Bell, em 1876.

Televisão e cinema

    “A televisão não vai durar. É uma tempestade num copo d’água”.
    Mary Somerville, pioneira em radiodifusão educacional, em 1948.

    “A televisão não vai durar porque, logo, as pessoas irão ficar cansadas de olhar para uma caixa de madeira todas as noites”.
    Darryl Zanuck, produtor de cinema da 20th Century Fox, em 1946.

    “Quem diabos deseja ouvir os atores falando?”
    H. M. Warner, co-fundador da Warner Brothers, em 1927.

Rádio e música

    “O rádio não tem futuro”
    Lord Kelvin, matemático e físico, em 1897.

    “A caixa de música sem fio não tem valor comercial imaginável. Quem pagaria para uma mensagem enviada para ninguém em particular?”
    Associados de David Sarnoff, respondendo a um pedido de investimento para o rádio, em 1921.

    “O fonógrafo não tem nenhum valor comercial”.
    Thomas Edison, inventor norte-americano, nos anos 1880.

Automóveis

    “O cavalo está aqui para ficar, mas o automóvel é apenas uma novidade, uma moda”.
    Presidente do banco de Michigan alertando o advogado de Henry Ford para não investir na montadora, em 1903.

    “Que o automóvel praticamente chegou ao seu limite é confirmado pelo fato de que, nos últimos anos, nenhum aprimoramento radical foi introduzido.”
    Revista Scientific American, em 1909

    “A ‘carruagem sem cavalo’ normal é, no momento, uma luxuria para os ricos, e por causa do seu preço, provavelmente vai falhar no futuro. Com certeza, jamais se tornará tão comum como a bicicleta”.
    Literary Digest, em 1899.

Aviação

    “O homem não irá voar em 50 anos”.
    Wilbur Wright, pioneiro da aviação, ao irmão Orville, depois de uma tentativa fracassada de voar, em 1901 (os dois norte-americanos obtiveram sucesso em 1903).

    “Máquinas de voar mais pesadas do que o ar são impossíveis”.
    Lord Kelvin, matemático, físico e presidente da Sociedade Real Britânica, em 1895.
    “Aviões são brinquedos interessantes, mas não têm valor millitar”.
    Marechal Ferdinand Foch, professor de estratégia da Ecole Superieure de Guerre, em 1904.
    “Jamais será construído um avião grande”.
    Engenheiro da Boeing, depois do primeiro vôo do modelo 247, que tinha motor duplo e transportava 10 pessoas.

Outros temas

    “Tudo que pode ser inventado já foi inventado”.
    Charles H. Duell, oficial do escritório de patentes dos Estados Unidos, em 1899

    “Qualquer um familiarizado com o assunto vai reconhecer isso como um evidente fracasso”
    Henry Morton, presidente do Instituto de Tecnologia Stevens, sobre a lâmpada elétrica de Thomas Edison, em 1880.

    “Um foguete jamais será capaz de deixar a atmosfera da Terra”.
    Jornal New York Times, em 1936.

    “A energia atômica deve ser tão boa como os explosivos de hoje, mas é improvável que produza algo muito mais perigoso”.
    Winston Churchill, primeiro-ministro britânico, em 1939

    “Não há a menor indicação de que a energia nuclear será obtida. Isso significaria que o átomo teria que ser rompido no futuro”.
    Albert Einstein, em 1932.

O apagão da incompetência da Dilma e do PT

O setor elétrico brasileiro vive tempos sombrios, graças à latente incompetência do governo federal – o que não deixa de ser uma triste e lamentável ironia, haja vista que Dilma Rousseff elegeu-se calcada na errônea e distorcida visão de que seria uma “gestora” (o termo ainda muito usado é “gerentona”), e que seria particularmente experiente no setor de energia.
 
Assim como seu FALSO doutorado, esta imagem de “gestora” também revelou-se uma mentira.
 
O artigo abaixo trata do apagão jurídico que o setor elétrico vive no país.
Trata-se de uma situação preocupante, mas que não vem tendo a devida atenção.
Deveria!
Saímos do apagão no fornecimento de energia elétrica de anos atrás e nos avizinhamos de um apagão jurídico no setor elétrico.
 
Recentemente foi editada a Medida Provisória 579 que estabeleceu a possibilidade de prorrogação dos contratos de concessão de grande parte do sistema de geração, transmissão e distribuição no país. Envolve cerca de 112 usinas, 73 mil quilômetros de linhas e 37 distribuidoras, o que corresponde a 28% da geração e a 82% da transmissão de energia elétrica no país.
A matriz energética brasileira, a despeito de ser limpa – fortemente baseada em geração hidrelétrica – é uma das mais caras do mundo. A busca normativa foi de redução do custo da energia e a prorrogação dos contratos.
Ocorre que entre essa intenção normativa e a realidade há um abismo que deve ser destacado uma vez que gera importantes inseguranças jurídicas. Dentre outras, pode-se destacar:

1) O instrumento normativo utilizado, a Medida Provisória, caracteriza-se por algo que requer urgência e relevância para seu uso. Inegavelmente trata-se de matéria relevante, mas será urgente? Não haveria tempo suficiente para um debate no Congresso Nacional acerca dessa matéria? O uso de um projeto de lei teria sido mais adequado, ou mesmo a organização de uma licitação, nos moldes preconizados pela Constituição. Essa seria a fórmula jurídica mais adequada para evitar esse impasse, uma vez que as medidas provisórias são um instrumento avesso ao debate parlamentar, lugar adequado para a discussão dos grandes temas nacionais.

2) É indiscutível que o preço da energia elétrica no Brasil é escorchante e aterroriza qualquer empresa que pretenda implantar uma indústria eletro intensiva no país. Atualmente, considerado um universo relevante de países, estamos no desagradável 4º lugar da energia mais cara do mundo. Todavia, em face do aperto tarifário pretendido pelo governo federal existe o risco da obsolescência do sistema. Se a justa remuneração prevista na Constituição não for implementada, como manter o sistema ampliado e funcionando? Eis outro problema que deve ser equacionado. Há uma diferença abissal entre o que se paga e o que se recebe no mundo das tarifas em face dos encargos fiscais sobre o preço final. O consumidor de energia paga caro, mas o produtor/gerador/transmissor dessa energia não recebe todo o valor que o consumidor paga. Entre um ponto e outro existe uma carga fiscal muito grande, que fica com o governo – é o Grande Irmão Estado, sempre presente em todas as transações econômicas. Logo, uma coisa é a redução das tarifas – parte que cabe a quem gera e distribui a energia – outra coisa é a redução dos encargos fiscais – parte que cabe aos governos. Se a tarifa ficar muito baixa, o risco para a manutenção e a necessária expansão do sistema é real.

3) Aqui entra o componente do custo fiscal – diverso do tarifário. Louva-se a redução da carga fiscal, afastando encargos obsoletos sobre a conta de energia. Todavia, o principal custo fiscal sequer foi tocado, que é o ICMS, receita dos Estados. Esse é o custo tributário vilão de toda a história. O governador de São Paulo declarou que 9% de toda a arrecadação estadual provem dessa incidência e que não fará sua redução. Os demais Estados devem seguir a mesma trilha. Aqui há uma frontal infringência à Constituição, pois a energia, como bem essencial que é, deveria receber menor tributação – ao contrário do que ocorre, verdadeiro monopólio fiscal.

4) Na sequência de todas essas incertezas, existe a questão da indenização dos investimentos. O valor de R$ 20 bilhões reservado pelo governo federal para esse mister é um montante respeitável. Todavia, trata-se de uma análise que só caso-a-caso pode ser feita. Por exemplo, será que a usina de Xingó, entregue durante a presidência de Fernando Collor, já foi integralmente amortizada? Só uma avaliação técnico-contábil poderá afirmar isso. Ademais, quais os critérios para ser feita essa indenização? As tarifas previam a amortização de todos esses investimentos? A teoria responde que sim, mas, e a realidade? O montante destacado pelo governo federal é um teto a ser rateado entre as concessionárias ou há mais dinheiro em jogo que ainda não foi destacado?

5) Outro aspecto contestável foi o prazo dado pelo governo federal para que as empresas optassem pela prorrogação dos contratos. A Medida Provisória foi editada em 11 de setembro, concedendo prazo até 15 de outubro (cerca de 30 dias) para que as empresas optassem pela renovação dos contratos. Ocorre que esses contratos não foram divulgados! Ou seja, as empresas deveriam optar pela prorrogação de um contrato cujas cláusulas desconhecem – mas que certamente serão alteradas em face das condicionantes estabelecidas na norma. E a assinatura dos contratos está prevista para 4 de dezembro.

6) Existe ainda a diferença de tratamento entre as várias unidades de negócio das mesmas empresas. Bom exemplo é a Cemig, que tem três usinas que ficaram fora do prazo estabelecido para a renovação das concessões. Entende essa empresa que sua concessão pode ser prorrogadas com base nas normas anteriores, que garantem maior tarifa; o governo federal entende de forma diferente.

7) Por fim, nesse rol, que poderia ser estendido, a intervenção abrupta nos contratos de concessão acabou por fazer desabar o preço das ações das empresas de energia elétrica nas bolsas. Incertezas regulatórias geram incertezas jurídicas, que se traduzem em insegurança nos mercados, refletindo no preço das companhias. A fórmula jurídica adotada acarretou esse problema.

Enfim, esse é, ao mesmo tempo, um terreno fértil para o debate jurídico, um campo minado para o governo federal e algo estratégico para a sociedade. Espera-se que os próximos passos permitam reduzir substancialmente o preço da energia elétrica, com respeito à ordem jurídica. Afinal, tanto o custo da energia quanto a incerteza jurídica fazem parte do famigerado custo Brasil, que se busca reduzir.

Fernando Facury Scaff, doutor em direito e professor de direito financeiro da Universidade de São Paulo, é sócio de Silveira, Athias, Soriano de Melo, Guimarães, Pinheiro & Scaff – Advogados.

A incompetência gerencial da “gerentona” Dilma está custando caro à Petrobras, à Embrapa, e agora tamém às empresas do setor elétrico – sendo que milhares de acionistas destas empresas, obviamente, também estão tendo prejuízo financeiro imediato.

Trecho de matéria do site de Exame (íntegra AQUI) ajuda a quantificar alguns destes prejuízos (grifos meus):
As intervenções feitas pelo governo federal em alguns setores da economia, em nome do aumento da competitividade, já custaram R$ 61,6 bilhões para as empresas. A cifra corresponde ao valor de mercado perdido pelos setores elétrico, bancário e de telecomunicações na Bolsa.
Para especialistas, as incertezas geradas pelas mudanças de regras afugentam investimentos e prejudicam o ambiente de negócios no País. Para o governo, no entanto, essas medidas podem dar uma nova cara à economia brasileira.
Desde o início do ano, as ações das empresas do setor elétrico caíram, em média, 24%. A queda foi de 21,4% nas telecomunicações e de 9,8% nos bancos, revela estudo feito por Sérgio Lazzarini, professor do Insper, e pela assistente de pesquisa Camila Bravo Caldeira. No mesmo período, o índice Ibovespa teve uma queda de apenas 0,8%.
Os Estados também estão receosos com as perdas a que podem ser forçados, graças à abissal incompetência com que vem sendo tratada a questão da renovação das concessões.
 
Isso sem falar nos milhoes de brasileiros que têm sido vítimas de blecautes. Há poucos dias, foram mais de 50 milhões de moradores do Nordeste e do Norte
 
E o que fez a “gerentona” Dilma? DEPOIS do apagão, percebeu que ela mesma havia colocado gente incompetente na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e andou demitindo (leia matéria completa AQUI).

Por que ela não pediu demissão também?

 

Novo produto, mesma estratégia

E ontem, dia 12, foi lançado o novo modelo do iPhone, o 5 (que foi precedido pelo iPhone, iPhone 3G, 3GS, 4 e 4S).
A web está repleta de “reviews” e opiniões sobre o produto em si – que não vou comentar (mas recomendo a leitura deste “overview” AQUI).
 
Quero comentar brevemente algumas coisas que me chamam a atenção na estratégia da Apple.
 
1) PREÇO – A Apple, há anos, mantém a mesma estratégia de precificação (premium, ou seja, cobra mais caro por um produto de qualidade superior, sempre considerando o valor percebido pelo cliente). Agora não é diferente: dado o lançamento do novo modelo do iPhone, o modelo 3GS foi descontinuado, e os 2 modelos remanescentes na linha (4 e 4S) tiveram seus preços reduzidos, enquanto o novo modelo “herdou” o mesmo preço praticado até ontem para o 4S.
 
Veja a imagem abaixo, extraída do site da Apple (acesso direto através DESTE LINK, que inclusive traz um interessante comparativo entre as características dos modelos 4, 4S e 5):

 

Vemos ali as opções de 16, 32 e 64 Gb de memória do iPhone 5, variando de 199 a 399 dólares 1a coluna à esquerda), enquanto o modelo 4S (na coluna do meio) teve seu preço reduzido a 99 dólares, e o modelo 4 está “gratuito” (tudo considerando um plano de 2 anos).
 
Basicamente, o que a Apple está dizendo é: cobramos caro, sim. Mas você vai ter o melhor PRODUTO (experiência resultante da soma do hardware com o software)
 
 
2) PRODUTO – Interessante notar que o hardware (aparelho celular) é novo, com tela maior, mais fino e outras coisinhas mais. Contudo, ficou EXTREMAMENTE parecido com o modelo anterior (4S). Isso é bom, pois a Apple criou um padrão de mercado com o lançamento do modelo 4 (apresentado pelo Steve Jobs). O padrão ainda não foi batido, e a Apple segue dominando o quesito layout – isso sem mencionar a qualidade dos materiais empregados.
 
Aqui posso oferecer meu testemunho pessoal: no ano passado fui pesquisar algumas opções para trocar de celular, e comparei o Samsung Galaxy II (ainda não havia sido lançado o III) com o iPhone 4S. Decerto o Samsung tem diversas qualidades, mas o fato é que o tamanho exagerado e o excesso de plástico (em detrimento do vidro e alumínio usado no iPhone) dão uma impressão de um aparelho mais frágil. Não espero um acabamento tão pobre num aparelho top de linha.
 
Pelo que vi, o iPhone 5 continua sendo o aparelho com mais cara “top de linha” do mercado, incluindo Samsung, Motorola, LG etc.
 
Além disso, a Apple vende, na verdade, DOIS produtos em um, a saber, hardware + software. Foi lançado o novo hardware, mas em alguns dias os proprietários de modelos anteriores (3GS, 4 e 4S) poderão fazer a atualização do software, o iOS6. GRATUITAMENTE.

 

 

A Apple, assim, reforça a impressão de oferecer ao cliente SEMPRE o software mais atual – quesito no qual seu maior concorrente, o Android (Google) falha miseravelmente. A versão Ice Cream Sandwich do Android foi lançada em 2011, mas a maioria dos aparelhos vendidos hoje AINDA traz alguma versão anterior. A “próxima” versão do Android, Jelly Bean, mesmo já tendo sido lançada, ainda não é oferecida em nenhum aparelho!
 
3) COMUNICAÇÃO – A capacidade que a Apple tem em gerar mídia espontânea é FENOMENAL. Não me recordo de nenhuma outra empresa, NUNCA, JAMAIS, EM TEMPO ALGUM, que tenha conseguido usar tão bem a publicidade gerada por jornalistas ensandecidos publicando em blogs, revistas, jornais, twitter, facebook e no diabo à quatro os detalhes, os “furos”, os rumores etc….
 
Parece que ao mencionar a Apple, a vendagem dos jornais (ou revistas, ou audiência do blog ou site etc) vai disparar – o que, obviamente, não é verdade.
Daqui a uma semana, com os primeiros aparelhos do novo modelo sendo vendidos ao consumidor final, vai começar nova rodada de rumores sobre o iPhone 6 (ou vai ser chamado 5S? Vai ter tela de quantas polegadas? O carregamento da bateria será através de telepatia? E por aí vai…).
Os rumores só vão acabar quando for lançado o novo modelo – daqui a 1 ano, mais ou menos.
 
Interessante notar que a Apple não deixa mais que o evento de apresentação do produto seja transmitido (via TV, internet etc). Com isso, ela consegue o seguinte:
 
  • Antes do evento, instala-se o desespero para tentar “adivinhar” quem acerta mais rumores;
  • Durante o evento, é uma briga para oferecer as novidades em primeira mão, chegando a congestionar twitter, sites, blogs etc;
  • Depois do evento, a própria Apple disponibiliza a íntegra da apresentação em vídeo, para quem quiser assistir (se você quiser ver, está AQUI).
 
Ao fazer estas 3 “coisinhas”, a Apple garante que haja um “buzz” constante – ou seja, ela estará sendo mencionada milhares (quiçá milhões!) de vezes, gerando burburinho sem parar!
 
 
4) CONCORRÊNCIA – Só para comprovar a superioridade de mercado e de estratégia da Apple: 2 dias antes do lançamento do iPhone 5, a Samsung ofereceu seu modelo top de linha, o Galaxy S3, por 100 dólares no mercado americano. Repetindo: 100 dólares.
Só para relembrar: quando a Samsung lançou o Galaxy SIII, o que a Apple fez?
NADA.
RIGOROSAMENTE NADA.
Isso mostra que a empresa confia no seu produto e no seu preço (resumindo, na sua OFERTA DE VALOR). O concorrente vai lançar um produto novo? Ok, deixe lançar. O meu produto seguirá tendo demanda, e no meu tempo eu lançarei o meu novo modelo.
De certa forma, um “foda-se” para a Samsung…
 
 
Antes que me chamem de “Apple-boy” ou algo do gênero: sim, tenho um iPhone (4S), estou muito satisfeito com ele, mas, no geral, estas observações aqui NÃO são de um proprietário puxando o saco da marca (ou “evangelizador da marca”, como preferem alguns).
Relatei aqui apenas algumas impressões, pelo que acompanhei ao longo desta quarta-feira.
 
A Apple tem, nos últimos anos, acertado muito mais do que errado.
Houve alguns poucos tropeços, mas os sucessos da empresa da maçã são muito maiores.
Obviamente a Apple não pode “dormir em berço esplêndido”, mas hoje ela está, sim, muito acima da concorrência.
 
A Nokia, coitada, se abraçou com a afogada Microsoft para afundarem juntas (inobstante a força da Micro$oft em alguns mercados, em telefonia ela é fraca demais).
A Samsung está tentando copiar a Apple para, quem sabe, um dia, superá-la. Ainda não conseguiu (mas tem chances).
 
E o resto….bom, é só o resto.

 

Comigo ninguém iPod – David Kupfer

Excelente (como de costume) a coluna do David Kupfer no ValorEconômico de ontem:

A recente entrada em cena do tema do conteúdo local como protagonista do debate mais geral sobre os rumos da política econômica merece ser comemorada em si mesmo, como uma evidência animadora de que, enfim, a agenda macro não mais monopoliza as atenções e que o interesse na discussão de assuntos além de inflação, juros ou câmbio está se reconstituindo no país. Nem tão animadora, porém, é a constatação de que esse debate, embora mais presente, ainda é dominado por posições muito simplistas, que opõem defensores da opção nacional versus a global como se o Brasil se visse obrigado a fazer escolhas binárias, autoexcludentes.

De fato, na perspectiva do sistema fragmentado de produção, também conhecido como especialização vertical, que dá a tônica da organização industrial nos setores mais dinâmicos da indústria contemporânea, haja vista especialmente o que ocorre com as tecnologias microeletrônicas e de informação e comunicação, supor que os países façam ou precisem fazer tal tipo de opção parece extemporâneo ou mesmo ingênuo.

Extemporâneo porque o debate sobre vantagens e desvantagens da produção local versus a global iniciou-se ainda na década de 1980, tendo como marco a experiência, por sinal, fracassada, do carro mundial da GM e esgotou-se em meados dos anos 1990 com o surgimento de diversas soluções mistas bem sucedidas, ditas “glocais”. Um exemplo desse tipo de solução, apenas para ficar no setor automobilístico, foi o modelo do consórcio modular, testado e aprovado na experiência piloto realizada pela VW na fábrica de caminhões montada no Brasil (Resende).

Ingênuo porque opor local e global desconhece a complexidade da manufatura contemporânea, não somente no chão de fábrica mas em tantas atividades que se estruturam no seu entorno com o intuito de fazê-lo funcionar com alta produtividade e inovatividade. Estão nesse caso, etapas vitais como engenharia, projeto de produto, licenciamento de propriedade intelectual, software e diversos outros serviços empresariais, geralmente de alto valor adicionado, muito além dos equipamentos de processo e dos insumos industriais.

Na especialização vertical, as empresas especializam as diferentes fábricas instaladas em diferentes países ou regiões para a manufatura de diferentes produtos. Diversamente do modelo da maquila, no qual as unidades são meras montadoras, a realização descentralizada das atividades produtivas e tecnológicas propicia que cada sistema local de produção cumpra um determinado papel em uma grande cadeia global de valor. Um bom exemplo é a cadeia global de valor do iPod da Apple. Montado na China e vendido no mercado americano, o iPod de 30 giga constituiu um caso meticulosamente estudado em uma pesquisa realizada nos EUA em 2007. Dentre outras conclusões, o estudo permitiu comprovar o fato de que nenhum pais individualmente é fonte da totalidade das inovações incorporadas no produto.

Como resultado, a especialização vertical mostra-se como um modelo superior de organização da produção, não somente devido às suas implicações favoráveis sobre a eficiência industrial. Ela também constitui um modelo de divisão internacional de trabalho que contempla a dimensão nacional, proporcionando aos países a capacidade de se apropriar mais amplamente dos ganhos proporcionados pela atividade industrial, incluindo principalmente os decorrentes das externalidades positivas que comumente acompanham a indústria. Por essa razão, a coordenação eficaz dessas cadeias de valor apoia-se necessariamente na firme adesão dos Estados nacionais, por meio de políticas industriais formatadas com essa finalidade. Não sem razão, é visível o esforço americano visando retomar a atividade industrial em vista da sensação hoje prevalecente de que a transferência da manufatura para a Ásia está trazendo um custo significativo em termos de perda de efetividade do sistema de inovação do país.

Nos anos 1960 ou 1970, os teóricos do desenvolvimentismo costumavam afirmar, corretamente, que um mero aumento do peso da indústria no PIB não seria suficiente para configurar um processo de industrialização. Seria necessário muito mais: a indústria teria que se tornar o centro dinâmico do padrão de crescimento econômico, o que significa exercer um papel motriz no modelo de desenvolvimento. Isso exigia, à época, uma crescente internalização da indústria pesada, especialmente os bens de capital, indutores do progresso técnico requerido para a firme expansão da produtividade.

Por essa razão, uma rápida expansão industrial, mesmo que condição necessária, poderia não ser suficiente para configurar um processo de industrialização. Exemplos muito claros de mais indústria sem industrialização eram proporcionados por países que experimentaram rápido crescimento da produção baseado na exploração de mão de obra barata, geralmente em setores ligados às indústrias tradicionais ou, posteriormente, na constituição de maquilas, que são indústrias restritas à montagem local de partes e componentes inteiramente importados.

De modo análogo, na atualidade, a mera redução do peso da indústria no PIB não deve ser considerada como evidência suficiente para configurar um processo de desindustrialização. É necessário que outras transformações no padrão de crescimento da economia tenham lugar e, principalmente, que a atividade industrial perca capacidade de constituir o núcleo dinâmico da economia. No século XXI, evitar essa possibilidade deve ser a “rationale” das políticas de conteúdo local.

David Kupfer é professor e pesquisador licenciado do Grupo de Indústria e Competitividade do Instituto de Economia da UFRJ (GIC-IE/UFRJ) e assessor da presidência do BNDES. Escreve mensalmente às segundas-feiras. E-mail: gic@ie.ufrj.br/ http://www.ie.ufrj.br/gic. As opiniões expressas são do autor e não necessariamente refletem posições do BNDES.

http://www.valor.com.br/opiniao/2785688/comigo-ninguem-ipod#ixzz23ZqXB3VV

As consequências nefastas da politicagem rastaquera do PT na Petrobras

Já escrevi, algumas vezes, sobre a Petrobras (por exemplo, AQUI, AQUI e AQUI). Mais especificamente, sobre o uso político descarado que o PT sempre fez da Petrobras.

Desta vez, contudo, a coisa é diferente.

A partir de agora, está vindo à tona uma parte das consequências do aparelhamento da empresa pelo PT – que locupletou-se nos quadros de uma empresa com mais de 80 mil empregos disponíveis para sustentar uma corja de incompetentes que deveriam estar presos ou desempregados, e não refastelando-se nos quadros de uma companhia séria – e que precisa manter-se competitiva, num setor econômico marcado por altíssimos investimentos e tempo de maturação e investimentos bastante longo.

Sugiro que o leitor reveja o que eu escrevi AQUI, antes de prosseguir.

Agora, vou transcrever alguns trechos de uma extensa matéria do ValorEconômico da última terça-feira, dia 26/06 (a íntegra, restrita a assinantes, está AQUI). Aproveitando, como é meu costume, destacarei alguns trechos:

Ao detalhar ontem o plano de investimentos de US$ 236,5 bilhões da Petrobras, a presidente da companhia, Graça Foster, apontou que a estatal vinha divulgando metas que sistematicamente descumpria, convivia com falta de planejamento, controles insuficientes e ineficiência operacional. As antigas projeções de produção, consideradas irrealistas pelo mercado e, agora, assumidas pela nova administração, indicou a presidente, contavam com a sorte para serem atingidas.

“Não é possível considerar milagres na hora que tem demanda forte mundialmente e também dentro do Brasil”, disse a presidente da Petrobras ao apresentar todas as metas de produção não cumpridas desde 2003.

O discurso ouvido ontem indicou que a companhia costumava adquirir antecipadamente equipamentos de projetos ainda não aprovados em todas as fases. Foi o que Graça deu a entender quando se referiu a diversos projetos da empresa, incluindo refinarias. Procurado, o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, secretário de Planejamento da Bahia, disse ao Valor que não ouviu a apresentação de Graça porque estava em uma celebração da independência do Estado e, por isso, não iria comentar.

No quesito atrasos, a refinaria do Nordeste, que está sendo construída em Pernambuco, vai ficar pronta só em novembro de 2014, com três anos de atraso e preço US$ 3,7 bilhões acima do planejado (US$ 13,362 bilhões).

Em certo momento da apresentação de ontem, Graça Foster disse que os atrasos não são uma regra geral nos projetos da Petrobras. “Existem fatos, dados e números que mostram que a grande maioria de nossos projetos, projetos importantes, têm sido concluídos a contento. Existem pontos fora da curva”, afirmou a executiva, citando em seguida a refinaria de Pernambuco, da qual a venezuelana PDVSA tem 40% mas está com dificuldades para oferecer garantias ao BNDES.

A autonomia dos novos diretores é mais restrita agora, como fez questão de ressaltar. “O diretor não tem autorização de, por si, decidir fazer investimentos acima daquilo que está previsto para resolver o problema de desempenho do projeto. Evidentemente estou falando dos grandes projetos da companhia, responsáveis pela produção, responsáveis pelo escoamento do petróleo e gás produzidos”, afirmou Graça.

A Petrobras vai investir US$ 43,7 bilhões no desenvolvimento da produção de petróleo na área da camada pré-sal entre 2012-2016. O valor responde por 49% dos investimentos previstos na área de desenvolvimento da produção da petroleira no período, de US$ 89,9 bilhões. No total, a área vai receber 131,6 bilhões no Brasil até 2016, o equivalente a 60% do investimento da companhia. A área internacional ficará menor. Com investimentos de US$ 10,7 bilhões, tem várias ativos que poderão ser vendidos. E os investimentos que surgirem terão que ser mais rentáveis do que qualquer projeto no Brasil para serem levados adiante.

Também descumprida, a meta de desinvestimento de ativos da Petrobras, agora de US$ 14,8 bilhões, será executada esse ano, como garantiu o diretor financeiro, Almir Barbassa. Ele citou como exemplo o desbloqueio de R$ 4,5 bilhões em recursos usados como garantias para a Petros. “É tão importante quanto aumentar o preço da gasolina”, afirmou Graça Foster. “É como se fosse um projeto de produção de petróleo ou gás natural”.

Obviamente, a nova presidente da Petrobras usou seus eufemismos (algo perfeitamente compreensível) para não dizer, com todas as letras, o que já é sabido: o uso político que o PT fez da Petrobras reduziu sigificativamente a capacidade competitiva da empresa.

pt quebra petrobras

Neste sentido, acho relevante citar, também, o excelente editorial do Estadão desta quarta-feira (27/06):

Há duas grandes novidades no plano de negócios anunciado pela presidente da Petrobrás, Graça Foster, para o período de 2012 a 2016. Em primeiro lugar, as novas metas e os cronogramas são mais realistas que os apresentados nos planos anteriores. A produção nacional de petróleo, por exemplo, deverá chegar a 2,5 milhões de barris diários em 2015, meio milhão abaixo da previsão adotada até o ano passado. Em segundo lugar, o novo planejamento consagra uma visão crítica dos padrões da administração passada e implantados no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde o início da gestão petista, como indicou a presidente da empresa, a Petrobrás jamais conseguiu alcançar as metas fixadas. Mais de uma vez, durante sua exposição, ela mencionou o apoio do “controlador” – isto é, do governo Dilma Rousseff – aos novos critérios.

Uma das condições agora levadas em conta é a convergência dos preços cobrados internamente com os preços internacionais dos combustíveis. Esse ponto foi ressaltado tanto pelo diretor financeiro, Almir Barbassa, quanto pela presidente da estatal. O recém-anunciado aumento dos preços da gasolina (7,8%) e do óleo diesel (3,9%) ficou abaixo do considerado necessário por muitos analistas. A diferença foi mal recebida no mercado de capitais e segunda-feira as ações da empresa caíram mais de 8% na bolsa, queda maior que a de novembro de 2008, no pior momento da crise financeira. Prevaleceu entre os investidores, mais uma vez, a visão de curtíssimo prazo. Se a nova administração agir de acordo com os critérios indicados na apresentação do plano, o crescimento da Petrobrás será mais seguro do que seria com os padrões dos últimos nove anos.

Para realizar os investimentos de US$ 236,5 bilhões previstos no plano de negócios a empresa precisará de preços mais realistas e, portanto, novos aumentos serão necessários, como deixaram claro os diretores da estatal. O compromisso com resultados também foi reforçado. Isso explica a revisão de cronogramas, como o do complexo petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e de outras refinarias.

Pela nova previsão, a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, só começará a funcionar em 2014, com atraso de um ano am relação à data prevista no último planejamento. O custo passará de US$ 13,4 bilhões para US$ 17 bilhões. A associação negociada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o colega venezuelano, Hugo Chávez, até agora deu em nada. Nenhum centavo foi pingado pela PDVSA. A presidente Graça Foster mantém, segundo afirmou, a esperança de ver concretizada a participação venezuelana. No entanto, ela mesma descreveu esse projeto como um exemplo a ser analisado para nunca se repetir.

Erros desse tipo só serão evitados, no entanto, se o governo brasileiro abandonar os padrões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele usou a Petrobrás para seus objetivos políticos no Brasil e no exterior. A aliança com o presidente Chávez é parte dessa história, assim como sua reação mansa e cordata quando instalações da empresa foram ocupadas militarmente na Bolívia.

Curiosamente, a nova presidente da Petrobrás defende a política de conteúdo nacional para os equipamentos comprados pela empresa. Essa política, segundo ela, atende às necessidades da empresa. Os riscos, no entanto, são tão evidentes quanto o erro de fazer da Petrobrás, uma das maiores petroleiras do mundo, um instrumento de política industrial. Em março, a presidente Graça Foster declarou-se preocupada com os atrasos na entrega de navios encomendados ao Estaleiro Atlântico Sul e com problemas tecnológicos.

O primeiro navio encomendado a esse estaleiro, o petroleiro João Cândido, foi lançado pelo presidente Lula em maio de 2010. Quase afundou, passou por reformas e só foi entregue dois anos mais tarde. Política industrial baseada em favorecimento e voluntarismo dá nisso. Se reconhecerem esse fato, a presidente Dilma Rousseff e sua amiga Graça Foster talvez consigam se livrar – e livrar o País – de alguns dos piores costumes consagrados no governo anterior, como o aparelhamento da administração, o voluntarismo, o favorecimento a grupos econômicos e a mistificação populista.

O Reinaldo Azevedo teceu alguns comentários sobre este editorial do Estadão (e sobre a situação da Petrobras como um todo), e um deles é este:

Aplauda-se a decisão de Graça Foster de tentar trabalhar com números mais realistas. E a fantasia não era pequena, não! Até o ano passado, estimava-se que a produção diária de petróleo seria de 3 milhões de barris em 2015. Estamos praticamente no segundo semestre de 2012. Essa expectativa foi reduzida em estratosféricos 500 mil barris, quase 20% a menos. Não é uma correção trivial. Esse tipo de coisa, todo mundo sabe, não obedece à lógica do chute, não! Há gente competente para fazer esse tipo de cálculo. Mas não há cálculo que sobreviva à obstinação da má fé política.

Assino embaixo!

Se há alguma pretensão de tornar a Petrobras uma empresa realmente de nível mundial, é preciso reduzir drasticamente (ou, idealmente, eliminar – contudo isso é praticamente impossível, salvo se for privatizada) o uso político rastaquera que o Lulla e seus asseclas do PT sempre fizeram com a pobre Petrobras.

Internet vesus agências bancárias? Parece que não.

A notícia, da Agência Estado, é bastante interessante:

Mesmo com o avanço do uso da internet nas transações bancárias, as agências físicas ainda são valorizadas pelos clientes e devem continuar com peso relevante nas operações dos bancos. Uma pesquisa da Cisco divulgada nesta quarta-feira mostra que 80% dos entrevistados abandonariam seu banco caso as agências fossem fechadas.

“A agência bancária ganha um novo papel. Vai ser o elo de integração entre os canais (virtual e físico)”, afirmou o diretor de Estratégia da Cisco do Brasil, Paulo Abreu.

O levantamento mostra que 92% dos entrevistados no Brasil disseram que gostariam que as agências bancárias oferecessem mais serviços financeiros e de assessoria. A internet vem sendo cada vez mais usada para transações bancárias, mas sobretudo para operações mais simples, como pagamento de contas, consulta de extratos e saldos.

Segundo a pesquisa, 82% dos brasileiros preferem usar a internet para essas finalidades. “Mesmo com as pessoas mais confiantes e íntimas da tecnologia, elas ainda buscam as agencias na hora de fechar uma operação mais complexa, como um empréstimo”, afirmou o executivo.

O número de pessoas que usam a internet para fazer serviços bancários no Brasil (82%) é, aliás, superior a de países desenvolvidos (77%) e outros mercados emergentes (70%). Em nível global, o levantamento mostrou que os clientes rejeitam a ideia de agências muito automatizadas.

Em palestra no congresso da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para discutir tecnologia bancária, o Ciab, o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, foi questionado pelos especialistas se as agências bancárias poderiam desaparecer no futuro próximo.

Setubal descartou essa hipótese e ressaltou que o atendimento em pontos físicos vai continuar com espaço relevante nas operações bancárias, ainda que com estruturas mais enxutas. A pesquisa da Cisco referenda a avaliação de Setubal e mostra que 81% das pessoas de países emergentes (e 56% nos desenvolvidos) preferem entrar em uma agência bancária para receber atendimento personalizado e assessoria financeira.

A pesquisa ouviu 5,3 mil consumidores de produtos bancários em cinco países desenvolvidos (Canadá, França, Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido) e emergentes (Brasil, China e México).

Uma pesquisa muito valiosa, pois ajuda a entender o comportamento do consumidor.

Invenção da Xerox, a empresa das copiadoras, que acabou sendo copiada…

Ironia do destino: a Xerox, empresa que ficou mundialmente famosa como sinônimo de copiadora (ou máquina de “xerox” mesmo) acabou tendo uma de suas maiores invenções copiadas.
Anos depois, a Xerox enfrenta dificuldades. Enquanto isso, MicroSoft e Apple estão entre as maiores (e mais lucrativas) empresas do mundo – especialmente a Apple.
Eis o vídeo interessantíssimo de uma propaganda de 1972, na qual a Xerox apresentava sua visão sobre o futuro do “computador”:

Interessante, não?!

Em abril de 2012 (alguns dias atrás!), leio esta matéria no Valor Econômico (íntegra AQUI):

A Xerox registrou lucro líquido de US$ 269 milhões no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 4% na comparação com o mesmo período de 2011. As vendas da empresa de tecnologia apresentaram queda de 5%, também em bases anuais, para US$ 1,59 bilhão. Por outro lado, o faturamento com serviços e aluguéis, no entanto, subiu 4%, a US$ 3,77 bilhões.

Com isso, a receita líquida da companhia ficou quase estável, em US$ 5,50 bilhões, um avanço anual de 1%. No entanto, esses ganhos foram neutralizados também por um crescimento igual dos custos e despesas gerais, que finalizaram o trimestre em US$ 5,19 bilhões.

O balanço do primeiro trimestre mostrou uma redução da eficiência da Xerox. A margem operacional cedeu 0,6 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2011, até 8,5%.

Para voltar a se expandir, a empresa confirmou que vai continuar investindo no segmento de serviços. “Agora, os serviços representam mais de metade de nossa receita total e vão continuar sendo o motor de crescimento de nossa companhia, enquanto aumentamos nossa oferta de BPO (terceirização de processos de negócios, na sigla em inglês)”, afirmou Ursula Burns, presidente-executiva da Xerox.

No primeiro trimestre deste ano, a receita da companhia com BPO subiu 13%, frente aos mesmos meses de 2011. Enquanto isso, o ITO, que se refere à terceirização em tecnologia da informação manteve-se estável.

E como estão Apple e MicroSoft agora em 2012?!
Apple tornou-se maior do que MicroSoft e Xerox SOMADAS, por exemplo, e tornou-se aquela empresa capaz de influenciar resultados das maiores bolsas de valores do mundo todo:

A forte alta das ações da Apple e os comentários “suaves” (dovish) do presidente do Federal Reserve deram impulso aos mercados de ações e o índice Nasdaq Composite encerrou o pregão com a maior alta do ano.

O índice Dow Jones subiu 0,69% e fechou aos 13.090,723 pontos, enquanto o S&P-500 avançou 1,36% e fechou aos 1.390,69 pontos.

O Nasdaq subiu 2,30% e fechou aos 3.029,63 pontos, impulsionado pela alta de 8,87%, para US$ 610,00, das ações da Apple. Na noite de terça-feira, a gigante do setor de tecnologia anunciou robustos lucros no primeiro trimestre, que foram impulsionados pelas fortes vendas do iPhone e do iPad.

O balanço da Apple ajudou a dissipar os temores de uma potencial desaceleração nas vendas do iPhone e deram impulso as ações do setor de tecnologia nos Estados Unidos e ao redor do mundo.

A alta de hoje foi a maior das ações da Apple desde novembro de 2008 e ajudou a apagar boa parte das perdas acumuladas desde o início do mês. A Apple viu o seu valor de capitalização no mercado disparar quase US$ 50 bilhões hoje, acrescentando no mercado o valor equivalente a uma Hewllet-Packard em apenas uma sessão.

“A máquina da Apple está intacta”, disse Jeff Morris, gerente de carteira e chefe de transações com ações da Standard Life Investments. “De tempos em tempos, o mercado fica preocupado sobre a possibilidade da Apple ficar grande demais para crescer, mas o crescimento da receita, as margens e os lucros parecem ter silenciado” esses temores, acrescentou.

O balanço da Apple deu impulso as ações da Broadcom, uma fornecedora da cadeia de produção do iPhone, que subiram 6,07%. Isso, por sua vez, fez o setor de tecnologia registrar o melhor desempenho no S&P-500, em um dia que todos os 10 setores do índice fecharam em território positivo.
Matéria do Valor Econômico de 25/04/2012, na íntegra AQUI.

Quanto à MicroSoft….

A Microsoft teve uma receita de US$ 17,41 bilhões em seu mais recente trimestre fiscal – o terceiro do ano de 2012, segundo o calendário da companhia. Já o lucro teve uma ligeira retração de 2,3%, ficando em US$ 5,1 bilhões (foram US$ 5,23 bilhões no mesmo período do ano passado).

O resultado satisfez analistas, já que o lucro por ação divulgado pela companhia ficou acima das estimativas compiladas pela Bloomberg: foi de US$ 0,60, contra projeções de US$ 0,57. Às 17h33, as ações da companhia subiam 2,90% nas negociações que acontecem após o fechamento do mercado, o after market.

Das cinco linhas de operação da empresa, apenas a de Entertainment & Devices teve queda nas receitas: 16%, para US$ 1,62 bilhão. De acordo com a companhia, a unidade foi impactada pela desaceleração nas vendas do console Xbox 360. O melhor desempenho ficou com a área de Server and Tools – que vende softwares para os departamentos de tecnologia da informação (TI) das empresas. A receita cresceu 14%, para US$ 1,73 bilhão.

“Com a proximidade do lançamento de novos PCs e tablets equipados com o Windows 8, a chegada da nova versão do Office e uma grande variedade de produtos e serviços para empresas e consumidores residenciais, vamos entregar muita coisa para nossos consumidores ao longo do ano”, escreveu Steve Ballmer, executivo-chefe da Microsoft em comunicado.
Extraído do Valor Econômico de 19/04/2012, na íntegra AQUI.

RESUMINDO: A HISTÓRIA PODE SER MUITO CRUEL COM EMPRESAS QUE TÊM BOAS INVENÇÕES MAS FALHAM AO TRANSFORMÁ-LAS EM INOVAÇÕES.

Unificação das marcas Telefonica e Vivo – uma homenagem

A partir de hoje, a marca Telefonica passa a ser substituída pela marca Vivo. Os detalhes podem ser lidos AQUI.

Minha singela homenagem à Telefônica, ops, à Vivo:

Incapacidade gerencial de Lulla e Dilma arruinou a Petrobras

Em Janeiro de 2008, eu havia escrito o seguinte:

No ano passado, muitos PTistas fizeram um verdadeiro “carnaval fora de época” quando a Petrobrás anunciou descobertas de campos de petróleo e gás natural.Bom, como a empresa existe, basicamente, para produzir energia (de qualquer fonte), uma ótima notícia, sem dúvidas.
Porém, como de costume, tentou-se fazer os coitados ignorantes que sustentam Rei Mulla em seu trono que aquelas descobertas teriam alguma relação com supostos méritos do PT. Aí a mentira grassava.

Duas notícias publicadas em 1999, na FOLHA e no ESTADÃO, tratam de descobertas de um campo de petróleo. Os méritos de ambas as descobertas (tanto a de 1999 como as de 2007) NÃO são dos governos, nem dos governantes – mas sim da Petrobrás. Trocando em miúdos: não foi o FHC quem descobriu petróleo em 1999, assim como não foi o Lulla que descobriu petróleo em 2007.
Foi a Petrobrás.

Porém, muita gente sem cérebro comemorou as descobertas de 2007 como se fossem méritos do PT. Muita ignorância !

Uma empresa no setor petrolífero, como é o caso da Petrobras, precisa fazer investimentos altíssimos, de longo prazo, para colher frutos. A despeito da inserção de um bando de sindicalistas de bosta nos quadros da Petrobras (e de outras estatais, registre-se) desde 2003, a empresa ainda detém um know-how mundialmente reconhecido em exploração de petróleo no mar; os investimentos feitos hoje somente começaram a trazer resultados em 5 anos ou mais, jamais antes.

Isso precisa ficar claro, porque muita gente foi bombardeada com propagandas políticas mentirosas, que associavam as descobertas da Petrobras à “administração” (sic) do PT. Balela.

A matéria da Folha (de 22 de Setembro de 1999, na íntegra para assinantes aqui) eu reproduzo abaixo, e destaco o trecho em que FHC remeteu-se a 1971 para tratar do êxito da Petrobras (grifos meus):

Petrobras descobre megacampo
O presidente Fernando Henrique Cardoso, a diretoria da Petrobras e o ministro Rodolfo Tourinho (Minas e Energia) anunciaram ontem a descoberta de um “megacampo” de petróleo na bacia geológica de Santos.

Cálculos preliminares da empresa estatal indicam que o campo tem um potencial de extração entre 600 milhões e 700 milhões de barris de óleo ultraleve, em prazo estimado de 20 anos. O valor dessa produção é avaliado em US$ 10 bilhões.
O presidente Fernando Henrique Cardoso interrompeu a sua agenda política -estava conversando com deputados do PPB- ontem no início da noite para receber a diretoria da Petrobras.

Em seguida, convocou a imprensa para anunciar a descoberta. “Quero aproveitar a oportunidade porque acho que notícias dessa natureza devem ser sublinhadas. O esforço é longo -vem desde 1971-, mas agora é que foi coroado de êxito”, disse FHC.
Segundo a Petrobras, o óleo encontrado é de boa qualidade e de um tipo ainda inédito no país. Foi localizado em profundidades de 3.828 a 4.148 metros. Regionalmente, o poço fica a 165 km a sudoeste da cidade do Rio e a 300 km da cidade de São Sebastião, no litoral paulista.

O diretor da Petrobras José Coutinho Barbosa afirmou que a extração pode começar em um ano e meio ou dois anos. O maior campo de petróleo brasileiro hoje fica na bacia de Campos e tem um potencial de 2,2 bilhões de barris.
“Também queria cumprimentar a Petrobras porque nós estamos marchando com mais celeridade. Ainda mais agora, que nós temos competição, para que vejam como a competição é positiva. Àqueles que temiam pela Petrobras -eu nunca temi, sempre achei que a Petrobras tinha condições de enfrentar o desafio da competição- (essa descoberta) demonstra a capacidade técnica da Petrobras”, disse o presidente da República.

Moral da história: novamente Lulla roubou os méritos. Eles são da Petrobras, e não do PT ou do Lulla.

Em 30 de Março de 2012, o Valor informou o seguinte (grifos meus também):

A Petrobras pretende importar 80 mil barris por dia de gasolina em média em 2012. O volume supera em cerca de 20 mil barris por dia o montante importado em 2011.
Segundo o diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, nos dois primeiros meses de 2012, a importação de gasolina foi 34% superior a igual período de 2011. A importação de diesel, na mesma comparação, subiu 10%.

Finalmente, em 05 de Abril de 2012, o blog do Augusto Nunes aponta:

Com o título Lembranças da OPEP, o jornalista Carlos Brickmann, sempre brilhante, publicou em sua coluna a seguinte nota:

Lembra quando o Brasil se tornou autossuficiente em petróleo, ia mudar a matriz energética do mundo com o álcool, teria todos os problemas resolvidos com o pré-sal? Bom, o álcool está aí, mas o Brasil o importa dos EUA (aquele álcool que era antieconômico, lembra?). Quanto à autossuficiência em petróleo, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, informa que vamos importar 80 mil barris diários de gasolina. Traduzindo os números: de 1969 a 2009 não precisamos importar gasolina. Em 2009 voltamos a importar, nove mil barris por dia. Em três anos, a importação se multiplicou quase por dez.

Volto para a constatação: conjugados, o excesso de idiotia e a falta de memória garantem a mansidão bovina de milhões de brasileiros. A manada se contenta com pouco, acredita em tudo e não cobra nada.

Os anos estão passando, e o PT está, cada vez mais, arruinando o imenso potencial da Petrobras.
Lamentável.