O Brasil continua afundando, e a competitividade é quem mais sofre

O conceito de COMPETITIVIDADE é bastante amplo, muitas vezes até mesmo bastante divergente dependendo de quem fala. Não vou entrar no mérito da questão, mas uma boa leitura sobre o assunto está AQUI.

Por ora, juntando alguns dados e observando alguns fatos, podemos afirmar com total certeza que a competitividade no/do Brasil está piorando muito mais rapidamente do que os demais indicadores econômicos. Sim, TODOS os indicadores econômicos estão apontando uma situação muito ruim do Brasil, e as perspectivas futuras são ainda mais sombrias. Um pequeno resumo:

  • A taxa de investimento, que cresceu lentamente durante a década passada, a partir do governo Dilma começou a recuar, chegando a sofríveis 18,4% em setembro. Só para dar uma ideia do que isso representa, a China investe 46%; a Índia, 30%, a Indonésia, 33%; o México, 29%.
  • A poupança interna, que também já era baixa, caiu ainda mais, chegando a irrisórios 14%, quatro pontos abaixo dos 18% do final do governo Lula. (…) As economias mais bem sucedidas têm sempre taxas de poupança superiores a 30%. Ou seja, vamos continuar dependendo de poupança externa para crescer.
  • A taxa de crescimento médio, que no governo Lula foi de 4%, no governo Dilma caiu para 2%, inferior até mesmo ao turbulenta década de 90.
  • O superávit primário tem caído significativamente nos últimos anos. Depois de chegar à casa dos 4%, na década passada, e passar a maior parte do tempo acima dos 3%, hoje a expectativa é que o ano termine com algo em torno de 2% do PIB. Isso pela contabilidade oficial, pois corrigindo as manobras contábeis cada ano mais comuns no governo do PT, o superávit correto seria hoje seria 0,6 pontos percentuais abaixo (pelos cálculos do economista Raul Velloso). Pior: a previsão para 2014 já é de meio ponto percentual inferior.
  • O déficit nominal (o saldo final depois de descontados os gastos do governo, inclusive juros) continua crescendo assustadoramente. Depois de uma década de regressão (caiu de 6% para pouco mais de 1% no período pré-crise no governo Lula), desde então iniciou uma trajetória de alta que deverá fechar 2013 acima dos 3% do PIB.
  • O déficit da previdência caminha para mais um recorde. No acumulado do ano até setembro, o déficit alcança R$ 48,042 bilhões, valor que já supera com sobra o déficit total do ano passado que ficou em R$ 42 bilhões. E olha que além dos três meses restantes faltam ainda computar o décimo terceiro salário.
  • O déficit na balança comercial anual ainda não está consolidado, mas demos mais um passo em outubro para concretizar mais um recorde também neste indicador. Depois de anos seguidos exportando mais que importando, em outubro registramos um déficit de U$ 1,8 bilhões, o pior resultado desde a crise do final da década de 90. (…) Nos últimos 12 meses, enquanto as importações aumentaram 7,5%, as exportações recuaram 1,9%. A conta não fecha e entramos em mais um déficit.
  • A produtividade do trabalhador brasileiro, que já andava estagnada desde o final do governo Lula, começou a cair no governo Dilma, acentuando ainda mais a distorção do crescimento do salário mínimo acima do PIB.
  • A produção industrial tem tido movimentos erráticos no governo Dilma, porém a trajetória de queda é clara nos últimos três anos. Apesar do aumento de 0,7% em outubro, a produção industrial segue em déficit de 0,6% no semestre. Tudo isso apesar dos estímulos do governo para mais consumo via “Minha casa melhor”.
  • O índice de endividamento da família brasileira bateu mais um recorde, chegando em março deste ano aos 44%. Ou seja, as famílias brasileiras devem aos bancos quase metade do que ganham durante o ano. Quando a série histórica divulgada pelo BC começou, em 2005, o índice era de 18,39%. Ou seja, o governo Lula roubou potencial de crescimento do presente ao estimular o crédito muito além do que deveria.
  • A dívida bruta continua aumentando e em ritmo cada ano mais acelerado, tendo ultrapassado a marca dos R$ 3 trilhões. Pela contabilidade do governo, ela estaria hoje em 58% do PIB, enquanto que para o FMI (o padrão usado para o resto do mundo) tal percentual seria de 68%. Tal percentual é ainda mais significativo quando comparado à média dos países emergentes, algo em torno de 30%.
  • O risco país que já chegou a 143 pontos em dezembro de 2012, em setembro último já está na casa dos 232 pontos. Detalhe: a situação já esteve pior (chegou aos 250 no meio do ano) e só baixou um pouquinho por causa das últimas privatizações.

Alguns podem dizer que o desemprego é um único índice que apresenta “boas notícias”. Não é bem verdade.

Sobre o desemprego, que vem apresentando índices estabilizados na casa dos 5% há algum tempo, recomendo uma leitura bastante básica, AQUI. Trata-se, no fundo, de um raciocínio simples (com certo esforço, até um eleitor do PT pode ser capaz de entender, se alguém lhe der uma ajuda e fizer alguns desenhos coloridos): se o desemprego está tão baixo, e se esta situação vem se repetindo há tanto tempo, por que os gastos com seguro-desemprego cresceram exponencialmente? Ora, lógica elementar: se há tão poucos desempregados no Brasil, quem são estas pessoas pedindo (e recebendo!) o seguro-desemprego?

Complementarmente, é preciso lembrar que o IBGE chega aos índices de desemprego perguntando se o entrevistado PROCUROU EMPREGO NOS ÚLTIMOS 30 DIAS. Se o sujeito diz “não”, o IBGE considera que o sujeito está empregado – e, portanto, não entra nas estatísticas de desemprego. Além disso, o levantamento do IBGE cobre apenas ALGUMAS capitais, não todas – o que significa que cidades grandes que não sejam capitais ficam de fora do levantamento. Enfim, há uma série de “detalhes” envolvendo as estatísticas referentes ao desemprego que precisam ser melhor avaliadas antes de falar em “pleno emprego” no Brasil.

De qualquer forma, peço que o leitor faça uma pausa para ler, com carinho e atenção, este texto AQUI. Vou transcrever apenas alguns poucos trechos da conclusão, mas a leitura do restante do artigo é crucial:

Entre 1970 e 2011 o produto brasileiro aumentou 401%, o trabalho aumentou 204%, o capital aumentou 720% e a produtividade aumentou apenas 11%. (…) O crescimento do Brasil vem do capital e não da produtividade.

Não é por acaso que não conseguimos crescer de forma sustentada. No início do processo de crescimento o capital era realmente importante e necessário para produção, não tínhamos fogão nem panelas. Quando isto ocorre a própria aquisição de capital leva ao aumento da produtividade mensurada. Máquinas novas significam tecnologias novas e novas possibilidades de produção. A medida que o tempo passou precisávamos ter feito a mudança para um crescimento via produtividade, não fizemos. O resultado foi a estagnação. Aumentamos o estoque de capital sem que este novo capital gerasse ganhos de produtividade. O Brasil investiu em estradas que não ficaram prontas, ferrovias que não passam trens e coisas do tipo. Equivale a jogar água na feijoada já aguada. Por outro lado não educamos nem qualificamos nossa força de trabalho e não facilitamos a vida de nossos empreendedores. Muito tempo e dinheiro já foram desperdiçados na estratégia de colocar água no feijão, sempre é tempo de tomar o caminho da produtividade, mas quanto antes melhor.

Caso o leitor queira aprofundar um pouco mais a discussão sobre os vários problemas econômicos que foram (e estão sendo) criados pela incompetência das decisões de Dilma e sua equipe de samambaias, recomendo estes links AQUI, AQUI, AQUI, AQUI. Para coroar estas leituras, recomendo esta aqui: GASTO DISPARA, E CONTAS DO GOVERNO TÊM O MAIOR ROMBO DESDE O REAL.

Agora vem o pior de tudo, na minha opinião.

A ideologia burra, tacanha e cega que vem guiando as decisões do executivo desde 2003 (o maldito ano em que Lulla assumiu a Presidência e iniciou a destruição silenciosa do país) colocou o Brasil numa situação péssima. Como o PT precisa manter o discurso de oposição feroz a tudo o que venha dos Estados Unidos, o Brasil isolou-se no comércio internacional. Enquanto os EUA e a Europa estavam lidando com suas crises econômicas internas, este problema ficou “camuflado” – ele existia, estava lá, mas não era tão evidente.

Agora, porém, o contexto é outro. Muitos países europeus e os Estados Unidos estão mostrando indicadores sólidos de recuperação de suas economias. Calcados nesses dados, estão “colocando o pé no acelerador” de verdade, enquanto o Brasil está patinando – e vai continuar, haja vista a tenebrosa incapacidade gerencial de Dilma Rousseff.

Trechos de uma matéria da Folha de S.P (de 14/11/2013, disponível na íntegra AQUI) ilustram o meu ponto central:

Pressionada pela perda de competitividade e pela queda na exportação de manufaturados, a indústria brasileira está defendendo um acordo de livre-comércio com os EUA. Ontem, em discurso para 200 empresários americanos em Denver (EUA), o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, afirmou que o Brasil deveria fechar um acordo de livre-comércio com os EUA e deixar em segundo plano o Mercosul para avançar em outros tratados importantes. “Defendemos um acordo com os EUA, que compram principalmente manufaturados”, disse à Folha Andrade.

Foi a primeira vez desde o enterro da Alca, em 2003, que a indústria discutiu a abertura de mercado com os EUA. Até setores mais protecionistas, como o de eletroeletrônicos, defendem o acordo. “Mudamos o posicionamento. Há dez anos éramos refratários, e havia um açodamento para fechar um tratado”, disse Humberto Barbato, presidente da associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica. “Agora estamos isolados, o Brasil está fora das cadeias de valor, daqui a pouco estaremos parecidos com países da antiga Cortina de Ferro.” Procurado, o Ministério do Desenvolvimento limitou-se a dizer que “não há discussão em curso sobre essa questão”. “O governo está focado na troca de ofertas com os europeus para um futuro acordo de livre comércio Mercosul-União Europeia”, diz a nota.

Os EUA são o segundo parceiro comercial do Brasil, atrás da China. Mas, enquanto o Brasil exporta essencialmente commodities à China, vende em grande parte produtos manufaturados e semimanufaturados para os EUA. Entre 2000 e 2008, o Brasil manteve superavit comercial com os EUA de quase US$ 10 bilhões por ano. Desde 2008, porém, o país tem deficit (foram US$ 5,6 bilhões em 2012). O novo posicionamento da indústria vem do deficit em manufaturados (a Associação de Comércio Exterior do Brasil projeta US$ 105 bilhões neste ano), da queda no ritmo de exportações e da primarização da pauta. Além disso, o Brasil sofre cada vez mais concorrência da China na venda de manufaturados no Mercosul. E, como o Mercosul fechou só três acordos comerciais, o país pode ficar mais isolado.

O Mercosul virou um elefante branco: ao invés de potencializar a economia dos países-membros, transformou-se numa extensão do Foro de São Paulo, congregando apenas países refratários ao capitalismo, inimigos de empresas, empresários e lucros, países que cerceiam a liberdade de expressão, liberdade econômica, individualismo e meritocracia; países subdesenvolvidos, presididos por pessoas incapacitadas, ditadores de quinta categoria e palhaços sem noção que falam qualquer bobagem.

Exemplo PERFEITO? Venezuela: Chávez e Maduro têm imenso histórico de ataques e bobagens disparadas contra os Estados Unidos, mas sempre dependeram do petróleo que vendem aos EUA para manter suas políticas populistas, demagógicas e burras. E sabemos que a Venezuela está completamente destruída pelo tal “socialismo bolivariano” dos escroques Chávez e Maduro.

Mas calma, leitores otimistas, a situação fica ainda pior (leia a íntegra AQUI):

Um acordo de livre comércio entre Estados Unidos e União Europeia pode redesenhar a economia global e ter o Brasil como um dos grandes prejudicados. Caso seja de fato concluído, o tratado pode levar o país a experimentar uma queda em suas exportações, equivalente a uma redução de até 2,1% de seu PIB per capita, num cenário em que taxas de importação sejam zeradas e outras barreiras eliminadas, como padronizações conflitantes e reservas de mercado

O cálculo, da Universidade de Munique, mede os efeitos, em 126 países, do acordo. EUA e União Europeia discutem desde o início do ano um tratado de livre-comércio. A expectativa é que até o fim do ano que vem seja fechado um acordo que une quase metade do PIB global e um terço do comércio mundial. O estudo mostra que todos os países fora do novo bloco registrarão queda nas vendas ao exterior e, consequentemente, perderão receitas. A Coreia do Sul seria exceção.

Os países europeus terão ganhos variados de até 10% na renda média de seus cidadãos, e os Estados Unidos serão os maiores vitoriosos, com ganho de 13,4%. A queda das receitas para o Brasil ocorrerá nos dois destinos, segundo o estudo. Somente para os EUA, a perda seria de 30% das vendas. Os dois blocos absorvem um terço das exportações do país. “O mundo caminha para o fim das tarifas. Se houver um acordo entre EUA e UE, começará a haver um isolamento do Brasil”, diz Carlos Abijaodi, diretor da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Uma simplificação extrema disso tudo que está demonstrado acima é a seguinte: o Brasil está isolado porque aliou-se (ideológica, econômica e politicamente) a países atrasados como Cuba, Venezuela, Bolívia, Argentina, Irã, ditaduras africanas, e distanciou-se de países capitalistas e desenvolvidos, como EUA, Canadá, Inglaterra, Alemanha etc.

Ao isolar-se, perde oportunidades (novas tecnologias, novos negócios, DINHEIRO NOVO), que terão custo futuro.

Sabe aquela estorinha de “país do futuro”? Pois é… não haverá. O Brasil seguirá atrasado enquanto estiver alinhado com Venezuelas, Cubas, ditadores e socialistas/comunistas/progressistas. Nunca antes na história deste planeta países socialistas e/ou comunistas desenvolveram-se e melhoraram – TODOS, sem nenhuma exceção, perderam o bonde da História, ficaram pobres e atrasados. Basta olhar para União Soviética e Cuba.

O Brasil, graças ao PT de Lulla e Dilma, escolheu aliar-se aos países subdesenvolvidos, atrasados, ultrapassados. Estas escolhas, ao longo do tempo, foram destruindo a competitividade do Brasil. Agradeça Dilma e Lulla.

Sua empresa precisa de financiamento para expandir? Esqueça o BNDES – ele está sendo usado para demagogia, e não tem tempo nem disponibilidade para empreendedores

Está cada dia mais difícil ler as notícias e deixar de perceber que o Brasil está numa crise profunda, ampla. A despeito de maquiagens contábeis, discursos mentirosos e recursos nada honestos, o país está numa crise que há muito tempo não se via.

Exagero?

Não, não é.

Leio há pouco no Valor duas notícias que ajudam a dimensionar o tamanho da crise – não apenas econômica, mas institucional, moral, ética, gerencial. Sim, é grave. As provas (não escrevi “evidências”, mas PROVAS) estão todas pairando, basta analisá-las:

Diante do risco de rebaixamento da nota de crédito do país, o governo prepara operação de venda de ativos da carteira do Banco Nacional Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) para reduzir o valor do repasse que o Tesouro Nacional fará ao banco neste ano. A equipe econômica também estuda reformular o papel do banco e reduzir seu peso na economia.
A mudança é motivada por uma necessidade fiscal – as autoridades temem o contínuo aumento da dívida pública bruta provocada pelos sucessivos aportes de recursos aos bancos estatais, principalmente ao BNDES, e um possível rebaixamento do risco soberano por parte das agências de rating – e pela constatação de que o ciclo da crise iniciada em 2007 nas economias avançadas está próximo do fim, o que não justifica mais o uso de instituições oficiais para expandir o crédito. “Está na hora de alterar a participação do BNDES na economia para reduzir o tamanho do cheque”, disse uma fonte, referindo-se ao custo fiscal do repasse de R$ 300,2 bilhões feito pelo Tesouro desde 2009. A preocupação do governo, neste momento, é controlar a evolução da dívida pública, que chegou a 64,2% do PIBO BNDES pediu entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões ao Tesouro para garantir os desembolsos até o fim do ano. Com a venda dos ativos, esse valor tende a cair para menos de R$ 20 bilhões. Segundo fontes do governo, as chances de não haver repasses da União neste ano são praticamente nulas, mas não se pode dizer o mesmo de 2014. Há um compromisso de redução gradativa dos repasses, mas, dada a situação fiscal, isso pode ser acelerado.
As discussões sobre a venda de ativos estão adiantadas, mas ainda não há definição sobre o valor. O governo avalia se haverá tempo hábil e condições de mercado para levar o plano adiante. Esse é um dos empecilhos à operação e explica a demora na definição do repasse do Tesouro. Em 30 de junho, a BNDESPar, braço de participações acionárias do BNDES, possuía ativo total de R$ 87,9 bilhões. Segundo apurou o Valor, o BNDES considera que, como o mercado acionário está “muito ruim”, vender ativos agora só pioraria ainda mais a situação da bolsa. Os ativos da BNDESPar representam 20% do ativo total do banco e responderam em média, nos últimos seis anos, por 50% do seu lucro.
Fonte: ValorEconômico

Mas não acabou, não… Mais uma:

O governo estuda a reformulação do papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A ideia é reduzir o tamanho e o peso do banco na economia. Nesse novo desenho, o BNDES atuará no que Brasília chama de “novo ciclo de investimento” do país: a expansão da infraestrutura.A agenda de encolhimento do BNDES envolve a redução de aportes do Tesouro, a venda de ativos do banco para reduzir a necessidade desses repasses, a reestruturação de carteiras da instituição e a diminuição ou até eliminação da oferta de capital de giro puro (quando não associado a projetos de investimento de longo prazo).
No caso do financiamento de bens de capital (máquinas e equipamentos), a ideia é continuar oferecendo crédito, mas sob condições menos atrativas que as do ciclo anterior. O Programa de Sustentação do Investimento (PSI), linha criada para subsidiar a compra de bens de capital, cobra juro negativo (inferior à inflação) – neste momento, de apenas 3,5% ao ano. A tendência é que a linha seja mantida, mas a um custo mais alto. […] O governo acredita que o novo ciclo de investimento no Brasil vai durar pelo menos dez anos. Os financiamentos são de prazos superiores ao do crédito corporativo. “O funding para isso é diferente. É preciso construir um sistema de garantias, estimular outras formas de financiamento, como as debêntures incentivadas de infraestrutura com alto nível de segurança jurídica”, disse um técnico, lembrando que, no ano passado, a Lei 12.715 criou debêntures desse tipo.
Desde que a as duas principais agências de avaliação de risco – Standard & Poor’s e Moody’s – reduziram a perspectiva da nota do Brasil, a presidente Dilma Rousseff já anunciou que os bancos federais vão se concentrar em suas vocações originais. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deu ordens à Caixa Econômica Federal para se concentrar no financiamento habitacional e deixar o mercado de “corporate”.O papel de financiador da infraestrutura vem depois que o governo usou o BNDES para financiar a internacionalização de grandes empresas brasileiras e o investimento a taxas de juros mais baixas que as do mercado.
Fonte: Valor Econômico

O uso político, demagógico e populista do BNDES começa a cobrar seu preço.

Há cada vez menos interesse e/ou vontade, por parte das empresas, em investir no Brasil. Isso se deve à insegurança jurídica criada pelo perfil de Dilma Rousseff – centralizadora, intervencionista, incompetente, burra, pretensiosa, e, como se não bastasse, extremamente mal assessorada. Pior: mesmo com tantas características (ou justamente em decorrência delas), ela é incapaz de montar uma equipe capaz de conduzir a política econômica – ela se cerca de gente ainda mais burra e incompetente.

Para piorar, aos loucos que querem investir, agora, sobram menos alternativas de financiamento. O BNDES tem um papel crucial, mas foi tão mal usado que acabou na situação de alta alavancagem. Um exemplo recente (publicado na Folha do dia 04/10/2013):

O BNDES decidiu participar da capitalização da Oi e, com isso, apoiar a fusão da tele brasileira com a PT (Portugal Telecom), anunciada anteontem. Segundo a Folha apurou, o banco entrará no “bolo” de R$ 2 bilhões a serem disponibilizados pelos atuais sócios da Telemar Participações, holding que controla a Oi com 56% das ações ordinárias, e por um novo acionista, o BTG Pactual.

Ao divulgar a operação de fusão, na quarta-feira, o presidente da Oi e da PT, Zeinal Bava, tinha assegurado apenas o aporte de recursos dos acionistas privados, por meio de compra de ações em oferta pública prevista para o primeiro semestre de 2014.

O montante a ser levantado no lançamento de ações fica entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões. Ao todo, o aumento de capital será de até R$ 14,1 bilhões, incluindo R$ 6,1 bilhões em ativos da PT. O banco estatal ainda negocia quanto irá injetar na operação. Já está certo, no entanto, que não será na mesma proporção da participação do banco na Oi. Se participasse na mesma proporção, o BNDES teria que fazer um desembolso de cerca de R$ 3,5 bilhões, valor vetado pelo Planalto. Os fundos de pensão de estatais também controladores da Oi tendem a seguir o BNDES. Juntos, os fundos e o banco de fomento têm 38% de participação na holding Telemar Participações.

A notícia não é tão “desastrosa”, aparentemente, certo?

Errado. Vejam o gráfico que acompanha a matéria:

Endividamento Oi

Repare, caro leitor, a brutal distância que separa o endividamento da Oi (linha verde) do seu valor de mercado (representado pela linha cinza). Desde 2011, o endividamente da empresa cresceu numa velocidade e numa intensidade absurdas, incomparáveis ao montante investido (linha amarela) e ao patrimônio (linha vermelha). Isso indica que a empresa foi extremamente mal administrada. E, como prêmio pela péssima gestão, a Oi vai receber mais dinheiro do BNDES!!!!!!

É neste negócio que o BNDES vai aplicar dinheiro. Ou melhor, MAIS dinheiro, haja vista que o BNDES foi crucial para viabilizar a fusão Telemar + BrasilTelecom que deu origem à Oi: em 2008, o BNDES injetou R$ 2,8 bilhões.

Como resultado, empresas que REALMENTE precisam de empréstimo para negócios legítimos, e que não têm a sorte de poder bancar a empresa fajuta do filho do presidente da República, ficam sem acesso ao BNDES.

Vamos lembrar que o BNDES também injetou mais de R$ 10 bilhões no grupo do Eike Batista. Aquele grupo que está quebrado.

Enquanto isso, diariamente eu vejo negócios com grande potencial de crescimento que não conseguem financiamento…

Revista britânica The Economist coloca os pingos nos “is”, e demonstra, com fatos, todo o estrago causado pela incompetência de Dilma

A edição desta semana do semanário britânico The Economist está IMPERDÍVEL.

Há uma reportagem especial de 14 páginas, todas elas recheadas com fatos que colocam Dilma Rousseff em seu devido lugar: um fantoche completamente incapaz de administrar qualquer coisa.

A capa da revista, aliás, faz uma menção a uma reportagem (também de capa) de 2009, na qual o tom era o inverso: ali, o semanário elogiava o Brasil, afirmando que ele estava “decolando” (take off). Agora, em 2013, a pergunta é: “O Brasil estragou tudo?”.

Sim, estragou. E ganha um pirulito de groselha quem adivinhar os nomes dos responsáveis pelo “estrago”…

Ambas as capas, lado a lado (a de 2009 à esquerda, a de hoje à direita):

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Não vou reproduzir a LONGA matéria na íntegra, evidentemente. Apenas alguns trechos (como sempre, grifos meus):

Since then the country has come back down to earth with a bump. In 2012 the economy grew by 0.9%. Hundreds of thousands took to the streets in June in the biggest protests for a generation, complaining of high living costs, poor public services and the greed and corruption of politicians. Many have now lost faith in the idea that their country was headed for orbit and diagnosed just another voo de galinha (chicken flight), as they dubbed previous short-lived economic spurts.

[…] But Brazil has done far too little to reform its government in the boom years. It is not alone in this: India had a similar chance, and missed it. But Brazil’s public sector imposes a particularly heavy burden on its private sector, as our special report explains. Companies face the world’s most burdensome tax code, payroll taxes add 58% to salaries and the government has got its spending priorities upside down.

Compare pensions and infrastructure. The former are absurdly generous. The average Brazilian can look forward to a pension of 70% of final pay at 54. Despite being a young country, Brazil spends as big a share of national income on pensions as southern Europe, where the proportion of old people is three times as big. By contrast, despite the country’s continental dimensions and lousy transport links, its spending on infrastructure is as skimpy as a string bikini. It spends just 1.5% of GDP on infrastructure, compared with a global average of 3.8%, even though its stock of infrastructure is valued at just 16% of GDP, compared with 71% in other big economies. Rotten infrastructure loads unnecessary costs on businesses. In Mato Grosso a soyabean farmer spends 25% of the value of his product getting it to a port; the proportion in Iowa is 9%.

These problems have accumulated over generations. But Ms Rousseff has been unwilling or unable to tackle them, and has created new problems by interfering far more than the pragmatic Lula. She has scared investors away from infrastructure projects and undermined Brazil’s hard-won reputation for macroeconomic rectitude by publicly chivvying the Central Bank chief into slashing interest rates. As a result, rates are now having to rise more than they otherwise might to curb persistent inflation. Rather than admit to missing its fiscal targets, the government has resorted to creative accounting. Gross public debt has climbed to 60-70% of GDP, depending on the definition—and the markets do not trust Ms Rousseff.

Fortunately, Brazil has great strengths. Thanks to its efficient and entrepreneurial farmers, it is the world’s third-biggest food exporter. Even if the government has made the process slower and costlier than it needed to be, Brazil will be a big oil exporter by 2020. It has several manufacturing jewels, and is developing a world-class research base in biotechnology, genetic sciences and deep-sea oil and gas technology. The consumer brands that have grown along with the country’s expanding middle class are ready to go abroad. Despite the recent protests, it does not have the social or ethnic divisions that blight other emerging economies, such as India or Turkey.

A reportagem principal pode ser lida na íntegra AQUI.

Mas não é só isso: na reportagem especial, que totaliza 14 páginas, há diagnósticos precisos sobre a deplorável infra-estrutura sucateada pelo PT em mais de 12 anos (chamada pela revista, muito acertadamente, de “road to hell”), crítica aos gastos exorbitantes e burros com estádios de futebol, análise ponderada sobre agronegócios, indústria, bens de consumo… Enfim, um mapeamento bastante completo, acurado.

E, assim sendo, uma reportagem que não deixa nenhuma sombra de dúvida sobre a brutal incapacidade intelectual, política ou gerencial do poste Dilma Rousseff.

Assinantes podem acessar a reportagem completa AQUI.

Intervenção excessiva do governo afugenta potenciais investidores do pré-sal

A matéria é do Valor Econômico de hoje (aliás, é a manchete de alguns dos maiores jornais do país nesta sexta), que está AQUI na íntegra, e os grifos são meus:

As britânicas BP e BG e as americanas ExxonMobil e Chevron, quatro das maiores companhias de petróleo do mundo, desistiram de participar do leilão do campo de Libra, o primeiro da camada pré-sal a ser realizado sob o regime de partilha. A desistência foi comunicada ontem por representantes das empresas à diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard.

A notícia surpreendeu o governo, que esperava a inscrição de 40 companhias e a formação de oito consórcios para a disputa. Agora, a expectativa no setor é que haja um número pequeno de consórcios e pouca competição.

Apenas 11 empresas se inscreveram. Seis são estatais: as chinesas CNOOC e China National Petroleum Corporation (CNPC), a colombiana Ecopetrol, a indiana ONGC, a malaia Petronas e a brasileira Petrobras. Outra estatal chinesa, a Sinopec, também entrará no leilão por meio da portuguesa Petrogal, na qual detém 30% do capital, e da joint venture Repsol Sinopec. Participarão também a japonesa Mitsui, a anglo-holandesa Shell e a francesa Total.

O leilão chamou mais a atenção pelo potencial de recursos energéticos a serem agregados às reservas das companhias do que pela expectativa de lucro. “Eu esperava 40 empresas, mas existe um contexto mundial, razões muito específicas que levam a essa situação”, disse a diretora da ANP.

Para especialistas no setor, a baixa atratividade do leilão é explicada por um conjunto de incertezas financeiras e regulatórias. Há dificuldade, por exemplo, para o cálculo da taxa de retorno, uma vez que não se sabe ao certo a quantidade de óleo que será retirado de Libra e o volume que será obrigatoriamente entregue ao governo federal.

Outro motivo de preocupação é a forte presença do governo no consórcio que sairá vencedor do leilão. Além de a legislação estabelecer que a Petrobras deve ter participação mínima de 30% em cada campo, a estatal recém-criada Pré-sal Petróleo S.A. (PPSA) terá poder de veto no comitê operacional dos consórcios, mesmo sem deter participação acionária.

A opinião em Brasília é que o valor do bônus de assinatura de Libra, fixado em R$ 15 bilhões, é alto até mesmo para grandes multinacionais do setor. Isso, segundo fontes oficiais, estaria limitando o número de candidatos.

Temos aí MAIS UM exemplo claríssimo das consequências da intervenção do Estado no mercado: grandes investidores fugindo, com receio de amanhã a Dilma acordar de mau humor e resolver intervir no mercado, quebrar contratos etc.

Ela já fez isso no setor bancário.
Ela já fez isso no setor elétrico.

O resultado em ambos foi um desastre (no setor elétrico foi ainda mais evidente, pois há menor quantidade de empresas, menos pulverizadas).

Quanto maior o Estado, pior a vida do cidadão

O Brasil vive um momento muito triste. E as perspectivas de futuro não são boas.

Digo isso não APENAS por causa da pizza que foi servida ontem no STF. Isso é apenas MAIS UM fator, mas nem de longe o único.

Lamentavelmente, o país está seguindo cada vez mais a rota à esquerda, aproximando-se de uma abordagem socialista. Começou com a social-democracia do PSDB (época em que foram criadas as OTG, ou “Organizações Totalmente Governamentais”, aquelas organizações que se dizem “NÃO-governamentais”, mas dependem de dinheiro repassado PELO GOVERNO!), e agravou-se a partir do lulismo (que combina elementos do socialismo, do comunismo, do mau-caratismo, do oportunismo e do mi-mi-mi-mismo, este último também conhecido como “coitadismo“, ou “chorume de socialista de iPhone que acha que vai mudar o mundo através da internet e idolatra Che Guevara sem saber que ele era um assassino homofóbico“).

A partir da eleição da Dilma, piorou ainda mais! Senão vejamos: politicamente correto burro e coitadista, cotas racistas e “bolsas” para tudo, paternalismo ridículo do Estado, demagogia, populismo rastaquera, criação de NOVAS estatais, uso político desenfreado das estatais já existentes, intervenção no mercado etc. Isso sem falar na incapacidade de proteção ao direito de propriedade.

Exemplos não faltam. Podemos começar pelo setor elétrico: a presidente incomPTente quis fazer demagogia populista baratinha e interviu no setor elétrico de forma burra, vexatória mesmo. Para poder mentir em rede nacional de rádio e TV, dizendo que as tarifas de energia iriam ser reduzidas, Dilma Rousseff criou um buraco nas contas do Tesouro Nacional. Quem paga a conta BILIONÁRIA desse rombo criado pelo populismo demagógico da Dilma?

Cada cidadão do Brasil. Cada cidadão LESADO pela incompetência da gerentona que não entende nada de nada, uma analfabeta.

Hugo Chávez levou a economia da Venezuela ao buraco quando resolveu manter a gasolina a um preço artificialmente baixo (cerca de R$0,03), para fazer seu populismo bolivariano patético. Dona Dilma quer seguir pelo mesmo caminho, mas em DIVERSOS setores. Começou pelo elétrico, mas há outros setores paralisados pelo receio da intervenção exagerada do governo – e depois o Mantega fica se perguntando por que o PIB segue patinando! Ora, ninguém em sã consciência vai investir em mercados que podem, a qualquer momento, ser destruídos pelo intervencionismo burro de um governo estatizante, socialista, demagógico e corruPTo.

Tanto a Dilma quanto o Lulla usaram (e seguem usando) as empresas estatais de forma escandalosa. A Petrobras está em ruínas: endividamento recorde, valor de mercado em queda livre, precisa importar gasolina, produção interna em queda, vendendo ativos para tentar fazer caixa… Em suma, foi DESTRUÍDA pela incomPTência.

O mesmo problema enfrentam outras estatais: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, Correios, Embrapa – e a lista vai longe. Além de inchadas e mal administradas, as estatais são usadas para a politicagem da pior estirpe.

E, para coroar tudo isso, estamos pagando cada vez mais impostos mas sem nenhum retorno em termos de serviços públicos:

As diferentes fórmulas de cobrança de impostos e taxas incidentes sobre as micro e pequenas empresas provocam diferenças significativas entre os estados. Pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), verificou carga fiscal média de 5,2% no país. Mas existem grandes distorções do Simples Nacional entre os 26 estados e o Distrito Federal. A maior tributação, de 8,62% no Mato Grosso, está 85% acima da menor tributação, de 4,66% no Paraná.

A constatação das diferenças originou o estudo Tributação sobre Micro e Pequenas Empresas: Ranking dos Estados, lançado nesta quinta-feira, na sede da CNI, com o objetivo de identificar práticas incomuns na aplicação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas empresas optantes pelo Simples Nacional.

O ministro interino da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Nelson Hervey, defendeu o monitoramento constante do Simples Nacional, para que os pequenos empreendedores não sejam prejudicados. “Não podemos permitir que mecanismos como sublimites, substituição tributária, antecipação ou qualquer outro diminuam o benefício que o Simples oferece. Temos que melhorar o diálogo” – disse ele.

Para o presidente do Conselho Permanente da Micro e Empresa da CNI, Amaro Sales, as discrepâncias entre as cargas tributárias só serão equalizadas quando os governos estaduais se conscientizarem que a isonomia é decisiva para dar sustentação às empresas de menor porte – responsáveis por quase 60% dos empregos no país – e para favorecer a arrecadação.

Nosso grande desafio, acrescentou, é fazer com que os governadores e secretários de Fazenda entendam as distorções no Simples Nacional, e o que elas provocam no desenvolvimento das micro e pequenas empresas. Segundo Amaro, os estados se preocupam somente em aumentar a arrecadação e não percebem que, no médio prazo, a arrecadação vai diminuir se as empresas não prosperarem.  (FONTE: Brasil Econômico)

É preciso lembrar o seguinte: o Estado (governos) não tem receitas, não produz nada. O Estado arrecada/cobra impostos e taxas. Todo o dinheiro do Estado pertence, na verdade, aos cidadãos. Quando o Estado gerencia mal esse dinheiro, o que está acontecendo é que um pequeno grupo de pessoas (aqueles que tomam as decides em nome do governo) está decidindo o que fazer com o dinheiro que pertence aos cidadãos.

E o que mais existe no Brasil é gente incomPTente gerenciando mal o dinheiro arrecadado. Eis aqui um exemplo:

2014-02-27 12.15.39

E o cidadão? E o sujeito que resolve abrir uma pequena empresa, ou melhor, que TENTA abrir uma pequena empresa mas acaba sendo soterrado pela burrocracia, pelos impostos ?

As pequenas e médias empresas sofrem. Um país que não cria condições para que essas empresas surjam, perde capacidade de inovar. Perde competitividade. E vai ficando cada vez mais atrasado. Basta ver a situação deplorável de Argentina, Venezuela, Bolívia, Equador… Países que adotaram, em maior ou menor grau, essa abordagem socialista nefasta. Países que estão piorando – e servem de modelo à Dilma. A presidenta-incomPTenta prefere transformar o Brasil em capacho de republiquetas socialistas da América Latrina a aproximar o país de nações de primeiro mundo, que poderiam beneficiar a economia do Brasil.

A dúvida é: o Brasil vai virar um país decente, de primeiro mundo, sério, próspero ou vai tornar-se uma Cuba mais ao sul?

A desastrosa privatização da gerentona incomPTente

Está cada vez mais difícil ler algo que preste na Folha, mas neste domingo (15) havia uma entrevista com o Affonso Celso Pastore que valia a pena.

De forma bastante clara, didática até, ele demonstra os principais (não únicos) erros que a gerentona incomPTente vem cometendo na economia, citando desde o intervencionismo totalitário e burro (no caso do sistema elétrico, com quebra de contratos e ações mentirosas e populistas, ao pior estilo Hugo Chávez), passando pelo aparelhamento descarado do BNDES e outros bancos públicos, que vem sendo usado para beneficiar apenas e tão somente quem se alinha (por ideologia ou, mais frequentemente, por conveniência) ao projeto de poder do PT, e chegando à perda da competitividade no país.

Reproduzo na íntegra, porque merece:

Folha – O governo baixou o custo do capital, o dólar subiu, fizeram intervenções, tiraram impostos. Ainda assim o crescimento não foi o esperado. As premissas estavam erradas?

Affonso Celso Pastore – Foi a ideia de que o estímulo fiscal produz crescimento. Ou a de que baixar juros liberta o espírito animal. Ou a de que a depreciação cambial melhora a competitividade. Ou a de que, se intervir mais, produz resultados melhores. Esse grau de intervencionismo feito em um setor ou outro, em vez de gerar um setor privado que está atrás do lucro e da eficiência, deixa muito mais eficiente ir a Brasília batalhar pela sua isenção tributária, desde que você tenha o poder político de convencer o ministro, de convencer o presidente. Há algo de profundamente errado nessa política. Chega a absurdos. Por exemplo, para baixar o preço da energia, quebrou-se um contrato. Criou-se uma incerteza para quem investe em infraestrutura. Intervencionismo excessivo leva a desajustes.

O sr. vê uma reavaliação dessa política atualmente?

Quando as coisas dão errado, ou você recua, ou dobra a aposta. A outra opção são ajustes pequenos, sem mudar o curso. Na medida que vai empurrando com a barriga, não tira o desajuste, mas também não obtém resultado. É condenado a ter uma inflação em 6% e pouco, um deficit em conta-corrente em 3%, 3,5% do PIB (Produto Interno Bruto) e um crescimento de 2%, 2,5%. Tem um resultado medíocre e vai levando para ver até onde chega.

Estamos condenados, pela política econômica, a voltar a um crescimento de 3%, com uma inflação em 6%?

Affonso Celso Pastore – Não. O Brasil não está “condenado”, porque cometeu algum pecado, a ter que crescer sempre a 2%, 2,5%. Também não pode crescer 6%, não há mão de obra suficiente. Há uma vedação demográfica. De 2002 para cá, a taxa de ocupação subiu, o desemprego caiu. Agora há um estoque muito menor de gente voluntariamente fora do mercado de trabalho. Caiu na margem a contribuição do crescimento populacional para a expansão da economia. O segundo ponto é que a contribuição da produtividade total dos fatores no Brasil vem diminuindo.

É ela o que mais contribui para o crescimento, não?

Sim, embora você precise também de acumulação de capital. O Brasil, durante o início do governo militar, teve um conjunto de reformas que gerou um período de alta elevação de produtividade nos anos subsequentes, o chamado “milagre econômico”. Depois, houve um segundo ciclo, que começou com a abertura da economia no governo Collor, passou pelo ciclo de reforma monetária do governo FHC, pela Lei de Responsabilidade Fiscal e pelo período de reformas do primeiro governo Lula.

Esses são exemplos de reformas que realmente aumentaram a eficiência, aumentaram a produtividade. Mas o impulso dessas reformas está morrendo, porque nós estamos virando isso de cabeça para baixo. Em vez de acentuar a ida para a eficiência, estamos acentuando a ida para ineficiência. Um dos argumentos do governo é que as licitações vão dar esse ganho de produtividade porque, ao melhorar a infraestrutura, vão baixar o custo.

Eu não tenho dúvidas de que a infraestrutura é absolutamente fundamental para gerar tudo isso. Agora deixe-me falar um pouco sobre a forma como estão sendo conduzidas: o governo não tem dinheiro, então chama o setor privado. Mas ele diz “você tem que dar um passo aqui, outro passo para cá, você não pode sair desse círculo”.

Para elevar a TIR [taxa interna de retorno, medida de rentabilidade de um investimento], o BNDES alavanca com 80%, 90% de financiamento, baixa o custo de capital. Mas isso vira aumento de dívida pública. E tem um subsídio aqui dentro, além de você estar aumentando a dívida bruta para fazer o gasto. Não precisava pôr o BNDES para financiar a infraestrutura se você aceitasse uma TIR um pouco mais alta.

Aqui entra a filosofia do processo: tenho que ficar com o pedágio baixo porque quem usa a estrada é o cara que vota em mim. Se eu cobrar dele na forma de custo da dívida, ele não vai nem perceber. Vai dizer que a culpa é dos banqueiros. Então, eu baixo a TIR, baixo o pedágio, dou dinheiro para o BNDES, aumento a dívida bruta. Isso gera uma carga sobre a sociedade inteira, mas o eleitor está defendido.

A forma como está sendo feita não é a forma correta. Desculpe, é correta para quem tem o objetivo político de se eleger e de usar esse tipo de instrumento para ficar no poder. Mas não do ponto de vista econômico.

O papel do BNDES na sua visão está desvirtuado?

O BNDES não precisava ir ao extremo que está indo. 

O sr. se lembra de algum outro momento da história em que o BNDES tivesse sido usado…

Isso aí? Mas nunca! 

Esse tipo de medida é fruto de um projeto político ou se deve à convicção de que é um modelo que pode levar ao desenvolvimento do país?

As duas coisas. O Lula tinha o mesmo objetivo que a Dilma. O PT tem um projeto de poder para muitas décadas. A Dilma continua no mesmo projeto. Mas o Lula não teve dúvidas em pegar um banqueiro reputado [Henrique Meirelles] e colocar no Banco Central, em escolher um ministro da Fazenda que não levou nenhum economista do PT para trabalhar com ele.

O Antonio Palocci tinha uma característica básica: ele ouvia as pessoas. Ouvia as críticas e não as tomava pessoalmente. Era capaz de processar aquela informação. O Lula tinha pragmatismo. Tinha um projeto de poder, mas não tinha vedação ideológica. Agora compara o atual ministro da Fazenda com isso o que descrevi sobre o Palocci… 

Mas foi o próprio Lula que escolheu o atual ministro…

É, sumiu o pragmatismo. O projeto de poder continua, mas aquele negócio de usar a economia de mercado por conveniência do projeto político mudou. Agora você quer usar o social-desenvolvimentismo. Quer dizer, tem um componente ideológico agora muito maior.

E qual o cenário para 2014?

Está para nascer o candidato que não aumenta gasto público em um ano de eleição. Acho que o superavit primário [economia do governo para pagar juros da dívida] vai para baixo. Acho que essas transferências para o BNDES e para a Caixa continuam. Acho que a inflação fica alta, vai sacrificar a Petrobras, vai sacrificar a energia elétrica para não repassar tudo para o preço.

Há uma pressão que está aumentando sobre o câmbio. Estamos intervindo um caminhão no mercado de câmbio e ainda assim ele está em R$ 2,30. O Banco Central está vendendo muito, algum sucesso ele tem. Mas isso mostra a força que tem para depreciar o real. 

E o que acontece com quem herdar esse abacaxi em 2015?

Descasca e, se não estiver podre, come. O Brasil já pegou abacaxis complicados no passado. Alguém vai ter que suar sangue, suor e lágrimas para consertar isso. Mas tudo é consertável.

Sim, tudo é consertável.

Os problemas, no caso do Brasil, são: (1) a que custo/oportunidade? e (2) quando teremos alguém com capacidade e disposição para consertar tantas (e tão amplas) cagadas que foram feitas pela dupla Lulla+Dilma?

Ronald Harry Coase (1910-2013)

Há tempos eu venho dizendo que o mundo está emburrecendo.

Não apenas o Brasil, devastado por mais de 10 anos de PTralhismo, mas o mundo todo.

No último dia 01/09, o mundo perdeu mais um cara genial: Ronald Coase.

Primeiro, reproduzo excelente texto do Financial Times.

A seguir, um textículo meu mesmo, que redigi na época do Mestrado.

Uma singela homenagem a este gênio.

Ronald Coase: Nobel Prize winning economist who explored why companies exist

Ronald Coase, who has died at the age of 102, played a key part in developing the intellectual arguments behind the market revolution that swept round the world in the 1980s.

Yet when he won the Nobel Prize for economics in 1991, it was for two articles published almost a quarter of a century apart. The first, “The Nature of the Firm ”, was conceived while he was an undergraduate on a trip to America and for the first time provided a rigorous explanation of why companies exist. People created companies , said Coase, to avoid what he called “marketing costs”.

His second influential paper, “The Problem of Social Cost”, came 23 years later in 1960, and showed that the case for government intervention in the marketplace was far weaker than economists had previously thought.

Ronald Harry Coase, the son of two Post Office workers who both left school at the age of 12, was born in the London suburb of Willesden in 1910. Condemned to wear leg irons as a boy, he won a late scholarship to Kilburn Grammar School and then went to the London School of Economics. There Arnold Plant, professor of commerce, introduced him to Adam Smith’s “invisible hand” and helped him win a travelling scholarship to the US to investigate the structure of American industry.

In classical economic theory, agents moved effortlessly towards equilibrium in a frictionless world. In reality, goods are bought and sold in marketplaces – sometimes literal, sometimes virtual – and economic life is dominated by corporations. Classical theories ignored or looked through these institutional arrangements. Economists saw only the investors, employees and customers who obtained, without cost or intermediation, the information they needed to do the business of the market economy.

The need to resolve that tension between model and reality determined the direction of Coase’s career. His key insight was that the costs of making transactions define the nature and shape of economic institutions. In a lecture on his return in 1932, Coase argued that the boundaries of the modern company were determined by the relative costs of market organisation and hierarchical direction.

For example, an assembly line demanded hierarchy because the costs of bargaining between each successive stage of production would be too great. A wheel fits only on an axle for which it has been designed: command and control is superior to markets in these idiosyncratic transactions. But General Motors, for instance, might buy in its tyres because the savings from competitive tendering would be greater than the benefits of ownership. Half a century later, “make” versus “buy” decisions would be routine case studies in business schools. Coase was the first to see how this issue defined the shape of the modern corporation.

Coase returned to Britain first as a lecturer at Dundee and then to LSE, where he published his ideas in 1937. In the same year, he married Marian Ruth Hartung. The couple had no children.

“The Nature of the Firm” made little initial impact. The second world war broke out soon after and Coase joined the talented group of young economists who were recruited to help the organisation of war production. After the war, Coase returned to the LSE and in the 1950s he published “Broadcasting: A Study in Monopoly”, which attacked the position then held by the BBC.

A few years later, ITV was set up but Coase went on to advocate radio spectrum sales on both sides of the Atlantic. He believed that if radio spectrum were treated as property to be sold to the highest bidder, it would be used more efficiently. It took many years for the idea to be adopted as policy in either Britain or the US.

From 1951, he spent some years in relative obscurity studying public utilities at the University of Buffalo. This led to a fuller reflection on the ways in which institutions determined economic outcomes and prompted Coase to write the article that made his reputation.

On the surface, “The Problem of Social Cost” describes a new approach to the externalities that had troubled an earlier generation of economists – the smoking chimneys and suchlike, when production interfered with others. Yet the amount of smoke would be the same whether the chimney owner had to compensate his neighbours for the damage or the neighbours bribed the factory to restrain its output.

This seemed to have a startling consequence. The reason for imposing liability on the factory owner is not justice – the polluter should pay – but efficiency: it is cheaper for the owner to pay the victims than for those who suffer to organise themselves to negotiate with the owner. Legal liability rules should be assessed not for their fairness but for the relative costs they impose.

This approach, drawn from his work, has wide-ranging implications. Market forces drive not only the transactions undertaken within a framework of economic institutions but also the design of economic institutions themselves. If market outcomes are generally efficient, a presumption of efficiency applies not just to the outcomes of the market economy but also to the social framework from which these outcomes emerge – at least at the micro level.

In 1964, Coase was appointed to a chair at Chicago, where he spent the remainder of his career. “Institutions matter” has belatedly become a mantra of economists. More than any other figure in economic thought, he demonstrated how and why that was so.

Ronald Coase

O principal objetivo desta “reflexão” é conciliar os pressupostos das teorias da Economia Institucional com os objetivos da Dissertação de Mestrado do autor. Para tanto, procede–se a uma breve revisão da literatura sobre a Economia Institucional. Na seqüência, apresentam–se os objetivos (gerais e específicos) da Dissertação de Mestrado do autor para, finalmente, verificar se é plausível vislumbrá–la sob a ótica da teoria vista inicialmente.

1. A ECONOMIA INSTITUCIONAL

A principal proposição da Nova Economia Institucional (NEI) é que as instituições sociais e econômicas se formam para resolver, com níveis distintos de eficiência em diferentes sociedades, o problema da cooperação entre os indivíduos. A questão de porque em alguns países a história produziu sociedades com matrizes institucionais mais consistentes com o desenvolvimento econômico do que em outros é um dos temas mais explorados pela literatura internacional recente inspirada pela NEI (NORTH, 1989, p.1328). Uma conceituação mais abrangente sobre a Economia Institucional foi dada pelo mesmo autor:

It is the admixture of formal rules, informal norms, and enforcement characteristics that shapes economic performance. While the rules may be changed overnight, the informal norms usually change only gradually. Since it is the norms that provide legitimacy to a set of rules, revolutionary change is never as revolutionary as its supporters desire and performance is different from what is anticipated. And economies that adopt the formal rules of another economy will have very different performance characteristics than the first economy because of different informal norms and enforcement. The implication is that transferring the formal political e economic rules of successful Western market economies to Third World and Eastern European economies is not a sufficient condition for good economic performance (NORTH, 1996, p.353).

A herança cultural identificada em uma sociedade fornece um meio de reduzir a divergência entre os modelos mentais individuais, na medida em que estruturas explicativas passam de geração para geração — tornando –se explicações sobre fenômenos além da experiência imediata que os indivíduos compartilham na forma de religiões, mitos e dogmas. Tais estruturas tiveram maior destaque nas sociedades pré-modernas, mas ainda hoje desempenham um papel fundamental na construção das instituições econômicas, sociais e culturais, moldando as regras formais e as normas informais que regem o comportamento não apenas das pessoas, mas de todos os agentes existentes em determinada sociedade. Os modelos mentais são, portanto, representações que os indivíduos criam para interpretar o ambiente em que vivem — enquanto as instituições são os mecanismos que desenvolvem para atuar sobre este ambiente (NORTH, 1996, p.348).

Na conclusão de Bueno (2003, p.14), o argumento central da NEI, resumidamente, é o de que “as instituições formais e informais de uma sociedade serão tanto mais compatíveis com o progresso econômico quanto mais elas permitirem aos indivíduos liberarem seu potencial produtivo e criativo ”. Tal situação, porém, somente acontecerá quando as leis, os costumes, a prática social e econômica e as organizações conseguirem favorecer a iniciativa individual e a cooperação através de mecanismos impessoais, principalmente garantindo os direitos de propriedade e gerando uma estrutura de preços relativos que premia as atividades produtivas.

Bueno (op.cit.) destaca que na Inglaterra e depois na América do Norte, a matriz institucional favoreceu o aprofundamento da divisão do trabalho e o desenvolvimento de instituições políticas e econômicas que foram consistentes com o desenvolvimento econômico; na América Latina, em contrapartida, a estrutura de govenança do sistema colonial baseou-se desde o início em relações personalistas — não porque o colonizador ibérico tivesse uma propensão inata a estabelecer relações dessa forma: segundo os neo-institucionalistas, isto teria acontecido porque as circunstâncias em que a Espanha e Portugal resolveram o problema do financiamento interno do Estado (com recursos oriundos do novo mundo) implicou o fortalecimento do poder central e a constituição de uma extensa e elaborada burocracia, que passou a embasar o modelo de desenvolvimento.

Na abordagem institucionalista das firmas e mercados, ligada à teoria dos custos de transação desenvolvida por Williamson (1975, 1981 e 1985), a partir dos trabalhos pioneiros de Coase (1937), a busca de maior eficiência produtiva reflete- se nos padrões de conduta dos agentes e na forma pela qual as atividades econômicas são organizadas e coordenadas. Em última instância, essa abordagem postula que os formatos organizacionais (ou estruturas de “ governance ”) — firma, mercado ou redes, por exemplo — são resultado da busca de minimização dos custos de transação por parte dos agentes econômicos.

Para Bueno (2003), custos de transação significam o dispêndio de recursos econômicos para planejar, adaptar e monitorar as interações entre os agentes econômicos, garantindo que o cumprimento dos termos contratuais se faça de maneira satisfatória para todas as partes envolvidas, além de ser compatível com a sua funcionalidade econômica. Trata-se, afinal, dos custos associados ao estabelecimento dos contratos explícitos ou implícitos que organizam uma certa atividade.

Segundo Williamson (1985, p.388), há dois tipos de custos de transação que afetam o desempenho das unidades econômicas participantes, quais sejam: (1) os custos ex –ante de negociar e fixar as contrapartidas e salvaguardas do contrato, e, principalmente, (2) os custos ex –post de monitoramento, renegociação e adaptação dos termos contratuais às novas circunstâncias. Esses custos estão presentes, em maior ou menor intensidade, tanto quando essas são mediadas pelo mercado, quando são realizadas no interior de uma firma.

Contudo, como o próprio Williamson (1985, p.390-91) ressalta, há algumas deficiências na utilização deste arcabouço teórico, quais sejam: (1) simplicidade , associada ao pouco refinamento dos modelos, a dificuldade de mensuração dos trade- off e ao elevado grau de liberdade na especificação das propriedades das transações; (2) instrumentalismo , posto que assume que os agentes comportam- se de modo estratégico, pressupondo a emergência de comportamentos oportunistas, sem dar margem a outras formas de ação, tais como confiança; e (3) a teoria dos custos de transação é incompleta , sobretudo no que diz respeito as chamadas falhas da burocracia como fonte de custos vis –a –vis o mercado. Do ponto de vista antitruste, por exemplo, o uso da teoria dos custos de transação deve ser cauteloso, de modo que suas implicações constituam um conjunto de consideração adicionais, mas não determinantes, na análise dos resultados sociais das estratégias empresariais privadas.

2. A DISSERTAÇÃO

Objetivo geral: Investigar o relacionamento cliente-empresa, identificando as principais técnicas utilizadas por pequenas empresas varejistas, no sentido de criar, desenvolver e sustentar uma política de interagir com seus clientes, visando à obtenção de vantagens competitivas sustentáveis.

Objetivos específicos: (1) investigar qual o entendimento de competitividade almejado pelos empreendedores varejistas; (2) identificar qual a percepção dos clientes desta empresa sobre a questão (expectativas versus percepção do relacionamento com a empresa); (3) investigar as técnicas empresariais capazes de converter o relacionamento em benefícios comuns aos empreendedores e seus clientes; e (4) mensurar qual o grau de consciência desta estratégia junto aos empreendedores.

3. CONCLUSÕES

A partir dos principais pontos vistos na literatura acerca da Economia Institucional (NEI), pode –se concluir que o objeto de estudo da Dissertação apresentado na Parte 2 não pode ser analisado sob a ótica das proposições daquela. A Dissertação enfoca, prioritariamente, a questão do relacionamento estabelecido entre empreendedores (do setor varejista) e seus consumidores, o que não configura um ambiente amplo o suficiente para ser vislumbrado sob a perspectiva da NEI, dado que não se mostra relevante, para a Dissertação, questões mais macro, nem tampouco a dinâmica oriunda de instituições alheias a este relacionamento.

Não se pretende destacar, por exemplo, custos de transação detectados neste relacionamento cliente –empresa — a menos que no decorrer da pesquisa de campo seja identificado certos aspectos que demonstrem que o consumidor percebe algum tipo de ônus caso resolva adquirir um produto ou serviço de outra empresa. Neste caso, poder –se –ia iniciar alguma discussão partindo da literatura observada — mas, ainda assim, de maneira bastante restrita, dada a amplitude da pesquisa de campo pretendida pela Dissertação. Como o universo pesquisado pela Dissertação é formado por pequenas e médias empresas, e mais especificamente nos empreendedores que as gerenciam, dificilmente poder-se-iam estabelecer relações diretas entre estes empreendedores e a NEI.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BUENO, Newton Paulo. A nova economia institucional e a historiografia clássica do período colonial brasileiro . In: V Congresso Brasileiro de História Econômica e 6ª Conferência Internacional de História de Empresas. Caxambu (MG) 7-10 Set 2003.
COASE, R. H. The Nature of the Firm. Economica . v.4, Nov 1937. p.386-405.
NORTH, Douglas. Economic performance through time . In: ALSTON, L. et al. (org.) Empiric studies in institutional change. Cambridge: Cambridge University Press, 1996.
NORTH, Douglas. Institutions and economic growth: an historical introduction. World Development.v.17, n. 9. 1989.
WILLIAMSON, O. E. Market and hierarchies: analysis and antitrust implications . New York: The Free Press, 1975.
WILLIAMSON, O. E. The economic institutions of capitalism . New York: The Free Press, 1985. 
WILLIAMSON, O. E. The modern corporation: origins, evolution, attributes . Journal of Economic Literature . v.19, Dez 1981. p.1537-1568.

Roberto Campos

Excelente rever esta entrevista de 1997, na qual Roberto Campos fala sobre privatizações (incluindo Petrobras, Vale etc), liberalismo e tantos assuntos que hoje se mostram MUITO piores do que em 1997.

O Brasil regrediu vergonhosamente. Ainda bem que ele não viveu para ver esta desgraça PTralha…

PS: A presença do Marco Aurélio Garcia, vomitando bobagens, não é suficiente para atrapalhar, mas os pitis, a voz esganiçada e as críticas a práticas que o PT acabou abraçando com largo sorriso depois acabam ficando engraçados – ou melhor, PATÉTICAS.

GIGANTES DA INDÚSTRIA – documentário imperdível

Para quem quiser entender um pouco mais sobre capitalismo, sociedade, governo e empresas, além de conhecer uma parte da vida dos maiores empreendedores da História, recomendo fortemente o documentário OS GIGANTES DA INDÚSTRIA.

São oito episódios, com dramatização de situações cruciais no desenvolvimento do capitalismo norte-americano, mas que tiveram impacto na Administração moderna. John Rockefeller, Henry Ford, Andrew Carnegie, John Paul Morgan são alguns dos personagens/personalidades mostrados, e certamente muito pouca gente conhece os detalhes que cercaram as histórias desses homens.

O History Channel passou recentemente, mas eles fuderam o documentário com excesso de intervalos e falta de regularidade de transmissão (tentei gravar mas mudanças de horário e reprises me quebraram).

Descobri um site que tem os 8 episódios disponíveis para download (infelizmente para mim, apenas nas versão dublada em português, sem opção de áudio original). Veja AQUI.

De qualquer forma, esse é um documentário que, se estivesse disponível em DVD, eu compraria sem hesitar.

IMPERDÍVEL.

Aqui o teaser oficial:

Obs: os arquivos que baixei pelo site estavam em formato MKV, um formatou pouco usual, e que muitos softwares populares não conseguem reproduzir. Use um aplicativo chamado VLC. É o melhor player que conheço, porque consegue abrir tudo que é formato de áudio e vídeo. Além disso, tem versões para Mac e Windows, e agora também para iPhone/iPad (iOS).
Você pode baixar AQUI.
É gratuito, e funciona bem pacas!


ATUALIZAÇÃO: fui informado por um aluno de que os episódios já estão no YouTube (quando escrevi o post, originalmente, não estavam). Fui procurar, e estão mesmo!

Vou colocar todos abaixo.


ATUALIZAÇÃO 30/05/2015: Parece que o YouTube fez o desfavor de tirar todos os episódios do ar. Se alguém tiver os vídeos e quiser compartilhar o link, por favor envie pela página de contato. Obrigado.

Consegui localizar o primeiro episódio, já colocado abaixo. Porém, nunca se sabe por quanto tempo ficará no ar…

Finalmente: há uma página no Facebook dedicada a esta série, e eles estão oferecendo a série em DVD. Não conheço os administradores da página, portanto não posso dizer se são idôneos e se é seguro comprar, mas quem quiser saber mais pode acessar diretamente ESTE POST no Facebook.


Episódio 1:

Episódio 2:

Episódio 3:

Episódio 4:

Episódio 5:

Episódio 6:

Episódio 7:

Episódio 8: