Resultados da Petrobras do 1o tri de 2013 confirmam gestão temerária

Complementando o que eu já havia escrito AQUI, ontem foram divulgados alguns resultados financeiros e operacionais da Petrobras, referentes ao 1o trimestre de 2013.

Primeiro, a notícia (publicada no jornal O Globo) na íntegra, com grifos meus. Eu comento depois.

A Petrobras fechou o primeiro trimestre de 2013 com um lucro líquido de R$ 7,693 bilhões, queda de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, quando registrou ganho de R$ 9,214 bilhões, segundo balanço divulgado na noite desta sexta-feira pela empresa. Em relação ao quarto trimestre de 2012, quando a estatal registrou ganho de R$ 7,747 bilhões, o recuo foi de 1%.

De acordo com o balanço, a produção total de óleo e gás natural foi de 2,552 milhões de barris/dia no primeiro trimestre, queda de 5% frente à produção registrada no mesmo período de 2012, quando a Petrobras produziu 2,676 milhões de barris/dia. Em relação ao quarto trimestre (2,614 milhões de barris/dia), houve recuo de 2%.

Segundo Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), que é especialista no setor, é a maior queda de produção já registrada num trimestre na história da Petrobras. Já o lucro líquido ficou acima da média do projetado por analistas, que era de R$ 6,5 bilhões. As estimativas variavam de R$ 3,8 bilhões a R$ 8 bilhões.

A geração de caixa (Ebitda, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) totalizou R$ 16,231 bilhões, resultado 1,76% menor que os R$ 16,521 bilhões do primeiro trimestre de 2012. Os analistas esperavam que o número ficasse entre R$ 12 bilhões e R$ 17 bilhões.

Por sua vez, a receita de vendas foi de R$ 72,535 bilhões nos três primeiros meses do ano, o que corresponde a alta de 10% sobre os três primeiros meses de 2012, quando atingiu R$ 66,134 bilhões. Sobre o quarto trimestre, a queda foi de 1%. Neste caso, a expectativa dos analistas é de que ficasse entre R$ 69 bilhões e R$ 74 bilhões.

Já o resultado líquido financeiro da estatal ficou em R$ 1,390 bilhão entre janeiro a março de 2013, em relação aos R$ 465 milhões do primeiro trimestre de 2012.

O valor de mercado fechou o primeiro trimestre em R$ 228,203 bilhões, número 27% menor que o do mesmo período de 2012 (R$ 311,659 bilhões).

Segundo a empresa, os reajustes de 5,4% para o diesel e de 6,6% para a gasolina, em 30 de janeiro, e o novo aumento de 5% para o diesel em 6 de março contribuíram para a redução da defasagem dos derivados vendidos no Brasil em relação ao mercado internacional. A estatal informa ainda que a produção de óleo diminuiu devido ao maior número de paradas e ao declínio natural da produção dos campos, que foi parcialmente compensado pelo crescimento de produção proporcionado pelos novos sistemas.

No balanço, a Petrobras também afirma que a redução do lucro líquido refletiu, além do menor volume de produção, o aumento dos custos com depreciação, com pessoal, afretamento de plataformas, manutenção e intervenção de poços e de despesas com geologia e geofísica.

De acordo com a empresa, os reajustes nos preços de diesel e de gasolina no mercado interno e os impactos cambiais sobre os preços dos derivados atrelados ao mercado internacional, parcialmente compensados pelos maiores custos com aquisição e transferência de petróleo, foram fatores essenciais para que o prejuízo não fosse maior.

Resumindo: a receita de vendas teve AUMENTO (10% em relação ao ano anterior), mas o valor de mercado da empresa CAIU 27%, a produção CAIU 5% e o lucro líquido CAIU 17%.

Evidentemente cada setor econômico tem suas pecualiaridades, e o setor de petróleo não é diferente.
Porém, quando uma empresa apresenta resultados nesta direção (aumento da receita de vendas e queda dos demais indicadores), é evidente que há problemas na gestão. Isso independe do setor.

O maior problema da Petrobras se chama Partido dos Trabalhadores.
O PT abarrotou a estatal de gente sem nenhuma capacidade administrativa, gente sem um pingo de visão de mercado, só para dar emprego (e renda!) a aliados, amigos e afins.

A empresa? A empresa que se dane – afinal, ela não é de ninguém, né?!
O Brasil tem essa característica peculiar: as pessoas, na média, acham que tudo aquilo que é “público” não pertence a ninguém.
Errado!
O que é público pertence a todos, e portanto todos deveriam zelar pelos bens públicos.

Todavia, empresas estatais têm uma característica interessante: quando elas dão lucros, nenhum cidadão/contribuinte/pagador de impostos recebe dividendos ou distribuição de lucros.
Mas quando elas dão prejuízo, aí todos pagamos.

Como se não bastasse, a Petrobras é monopolista – ou seja, não há concorrentes. Então, o consumidor dos produtos da Petrobras não tem outra alternativa que não pagar qualquer que seja o preço que ela queira cobrar – aliás, quem determina isso, na prática, é o governo federal, do alto de sua incomPTência gerencial.

Finalmente, não custa lembrar o seguinte: o PT usa a Petrobras para fazer politicagem rasteirinha. A empresa está prestes a entrar numa roubada: ajudar o grupo EBX, do Eike Batista, que está numa espiral de prejuízos e péssimos resultados. A notícia está AQUI.

A falsidade falsificada e o colunista do NY Times que nunca sabe de nada

Este post vai acabar saindo com jeito de desabafo, mas…… fazer o quê?!

Primeiro, transcrevo um texto que recebi, por e-mail. O título do e-mail era “Resposta ao editorial do Estadão e às baboseiras do Jabor”. No corpo da mensagem, li isso:

A falsidade continuada contra o PT

Resposta ao editorial do Estadão, publicado na sexta-feira, 27 de agosto)

O Partido dos Trabalhadores se constituiu na luta pela redemocratização do país, tendo como primado a vigência do Estado de Direito. Foi o exercício contínuo da democracia, com liberdade de expressão, de crítica e de imprensa, que conduziu o PT à Presidência da República, em eleições que expressaram a vontade soberana da maioria da população.

Foi a Democracia que nos trouxe até aqui e dela não vamos nos afastar jamais. Ao longo de sua existência, o PT esteve à frente de todas as iniciativas destinadas a aperfeiçoar e consolidar as práticas democráticas entre nós – desde a luta pelo restabelecimento do direito de greve e da liberdade de organização sindical e política, passando pela campanha das Diretas, a convocação da Assembléia Constituinte, até o aperfeiçoamento da legislação eleitoral.

O governo do presidente Lula vem atuando de forma republicana na reconstituição de instituições públicas essenciais que haviam sido esvaziadas, de maneira irresponsável, em governos passados. Por meio de concursos públicos e de investimentos submetidos à fiscalização do Congresso e do Ministério Público, o governo do PT está reconstituindo a capacidade do Estado para atender às demandas do país por saúde, educação, infra-estrutura, segurança, desenvolvimento científico e tecnológico e proteção ambiental, dentre outras.

Compreendemos que outros partidos e setores da sociedade tenham visão distinta sobre a melhor maneira de colocar o Estado a serviço do desenvolvimento econômico e social do país. Mas não podemos aceitar que o legítimo debate político desborde para a agressão, a injúria e a calúnia, como faz o editorial do Estado de S. Paulo de 27 de agosto.
Não é verdade que o PT ou a campanha da nossa candidata, Dilma Rousseff, tenham buscado ou recebido, por meios ilegais, informações sobre políticos e homens de negócios ligados ao candidato da oposição – nem mesmo por interpostas pessoas, como diz o editorial.

Se a Folha de S. Paulo, em quem se socorre o editorial para repetir a afirmação infamante, teve acesso a dados sigilosos de quem quer que seja, cabe a ela apontar sua origem, antes de acusar o PT e a campanha. Repetir sistematicamente que tenham “circulado na campanha” ou conformem um dossiê que ninguém viu; repetir sem amparo em fontes, provas, sequer indícios, é mau jornalismo. É antiético. É uma continuada falsidade.

O PT não fez, não fará nem autoriza que em seu nome se faça qualquer ação fora da lei. Diante da notícia de vazamento de dados fiscais do vice-presidente do PSDB, fomos nós, do PT, que solicitamos a abertura de inquérito na Polícia Federal para esclarecer o fato. Buscamos a verdade.

Tomamos essa iniciativa porque consideramos incompatível com o Estado de Direito democrático a violação de direitos protegidos pela Constituição, não importando a motivação nem a preferência partidária de quem perpetra esse crime.

Agimos assim, à luz do dia e da lei, para que não se repitam episódios como a violação das dívidas com o Banco do Brasil de nove deputados do antigo PPB, que à época (1996) eram constrangidos a apoiar a emenda da reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Agimos assim para que não se repita a manipulação da Polícia Federal em benefício de intrigas palacianas, como ocorreu em 1995, quando um embaixador da confiança do ex-presidente teve seu telefone grampeado e suas conversas expostas.

Agimos assim em defesa das instituições em que acreditamos e dos cidadãos que representamos. Para que crimes como esses não fiquem impunes, como não deverá ficar impune a violação do sigilo fiscal dos diretores da Petrobras, devassado em junho do ano passado.

Certas vozes que hoje apontam, sem qualquer fundamento, uma suposta manipulação de setores do Estado no caso da Delegacia da Receita de Mauá, foram as primeiras a fazer exploração política do crime cometido contra os diretores da Petrobras. É uma seletividade que desqualifica a indignação.

Oferecemos esse artigo para publicação em respeito aos leitores, em defesa da verdade e em consonância com o equilíbrio editorial que notabilizou o Estado de S. Paulo ao longo de sua história. A seção de editoriais do jornal – que em outros tempos foi exemplo de independência e coragem política – recusou-se a fazê-lo, interditando o debate de argumentos no mesmo espaço em que fomos caluniados.

Como diriam os editorialistas que sabiam polemizar sem recorrer ao sofisma e à desfaçatez: Sic transit gloria mundi.

José Eduardo Dutra, presidente nacional do PT. 

O e-mail que o Rimoli encaminhou estava assinado por “Alfredo J. B. Luiz, Presidente do Diretório Municipal do PT em Caçapava/SP”.

Não sei se a nota é verdadeira, como também não sei se o tal Alfredo existe e, de fato, ocupa este cargo.
Contudo, imagino que o Rimoli não iria enviar um texto apócrifo e/ou adulterado, então parto da premissa de que o PT realmente emitiu esta nota à imprensa. Verificando sua atenticidade (afinal, textos que circulam por e-mail muito facilmente são adulterados), localizei, de fato, a tal nota à imprensa no site do PT, AQUI.

Assim, não posso ler tantas mentiras, tantas bobagens, e ficar quieto.

Qualquer pessoa que acompanha, ainda que superficialmente, a política brasileira – em especial nos últimos 8 anos – sabe que no Brasil a desfaçatez é dominante. Políticos corruptos que se protegem sob a imPunidade parlamentar usam fontes pouco confiáveis quando precisam (ou querem) atacar ou achincalhar seus adversários, mas refutam e questionam as mesmas fontes quando as acusações apontam em sua direção. Isto é a HIPOCRISIA da política brasileira.

Em meio a esta deplorável situação, o PT consegue ser o mais hipócrita, cínico e falso dos partidos brasileiros. Em todos os aspectos, em todas as acepções, e em qualquer situação.
E, convenhamos, isso é MUITO, haja vista que não existe um único partido político, no Brasil, que não esteja atolado em mentiras, corrupção e falsidade.

Afirmo isso sem nenhuma sombra de dúvida, e mostro a seguir o porquê.

O Partido dos Trabalhadores se constituiu na luta pela redemocratização do país, tendo como primado a vigência do Estado de Direito. Foi o exercício contínuo da democracia, com liberdade de expressão, de crítica e de imprensa, que conduziu o PT à Presidência da República, em eleições que expressaram a vontade soberana da maioria da população. 

Mentira deslavada. O PT detesta a democracia.
É simples comprovar isso.
Não apenas o PT, de forma institucional, como diversos membros, filiados, deputados e até mesmo o Presidente da República já fizeram, abertamente, críticas à imprensa. Estas críticas embutem o sentimento mais anti-democrático possível: se a imprensa fala mal do meu adversário, OK; mas se a imprensa fala mal de mim, aí eu posso classificá-la de “golpista” ou qualquer outro adjetivo análogo.
Um exemplo está AQUI. O PT e seus asseclas atualmente criticam a Veja, e a classificam como “golpista”, enquanto a Carta Capital é uma publicação “amiga” (entenda-se por este termo aquela que ignora as cagadas do governo do PT, reservando-lhe apenas elogios). Se fala bem de mim, é imprensa genuína, de boa qualidade; se me critica, é golpista, marrom, não presta etc.
Interessante que o PT inclusive terceiriza o ataque à Veja, Globo, Folha, Estadão, DataFolha etc (AQUI, por exemplo).

Porém, só para relembrar um caso clássico: Collor.
Hoje, Collor é aliado de Lulla e de Dilma, e anda inclusive fazendo campanha por ella (veja este vídeo).
Mas nem sempre foi assim……..
Em 1989, o PT reclamou (aliás, reclama ATÉ HOJE) que a Globo fez uma edição no debate entre Collor e Lulla que veio a prejudicar este. Supostamente, a Globo alterou o resultado da eleição.
Mas não faltaram oportunidades para que o PT reclamasse disso, e o início do processo de queda de Fernando Collor foi uma entrevista bombástica, dada pelo seu irmão à Veja em 1992 (AQUI).
Naquele época, deputados do PT, no Congresso, fizeram discursos com a Veja em mãos, exigindo apurações para as diversas acusações feitas na entrevista.
Ora, naquele momento a Veja era confiável? Ela ainda não fazia parte do PIG ?

A Folha de São Paulo é outra….
Na maioria das vezes, o PT faz o possível e o impossível para desqualificá-la – mas não tem NENHUMA vergonha ou pudor em recorrer às matérias publicadas por ela quando o “alvo” é alguém da oposição, como AQUI, por exemplo.

Por essas e outras, já ficou bastante claro que os elogios e as críticas do PT á imprensa dependem da conveniência, do momento, da circunstância.
Sobre isto, recomendo a leitura deste artigo AQUI.
E, para fechar com um toque de diversão, uma afirmação do atual presidente do PT no Twitter, referindo-se a matéria da Veja, AQUI.

Como se não bastasse, o El País publicou em 20/12/2009 um artigo delicioso, “Cinco hipócritas de 2009” (AQUI). Estranhei o fato de não ter lido/ouvido nenhum comentário de nenhum PTralha….. Afinal, pouco tempo antes, eles estavam exaltando as citações feitas por jornais e outros veículos de imprensa internacionais….

Foi a Democracia que nos trouxe até aqui e dela não vamos nos afastar jamais. Ao longo de sua existência, o PT esteve à frente de todas as iniciativas destinadas a aperfeiçoar e consolidar as práticas democráticas entre nós – desde a luta pelo restabelecimento do direito de greve e da liberdade de organização sindical e política, passando pela campanha das Diretas, a convocação da Assembléia Constituinte, até o aperfeiçoamento da legislação eleitoral. 

Vamos relembrar alguns FATOS que diluem estas MENTIRAS:
O PT recusou-se a assinar a promulgação da Constituição de 1988;
O PT foi contra a chamada “Lei da Ficha Limpa”, e ainda tentou, sem sucesso, barrar sua votação na Câmara e no Senado;
O PT foi contra o Plano Real, em 1994;
O PT foi contra a Lei da Responsabilidade Fiscal (e permanece contra, mas diz que cumpre para disfarçar)

O governo do presidente Lula vem atuando de forma republicana na reconstituição de instituições públicas essenciais que haviam sido esvaziadas, de maneira irresponsável, em governos passados. Por meio de concursos públicos e de investimentos submetidos à fiscalização do Congresso e do Ministério Público, o governo do PT está reconstituindo a capacidade do Estado para atender às demandas do país por saúde, educação, infra-estrutura, segurança, desenvolvimento científico e tecnológico e proteção ambiental, dentre outras. Compreendemos que outros partidos e setores da sociedade tenham visão distinta sobre a melhor maneira de colocar o Estado a serviço do desenvolvimento econômico e social do país. Mas não podemos aceitar que o legítimo debate político desborde para a agressão, a injúria e a calúnia, como faz o editorial do Estado de S. Paulo de 27 de agosto. 

Não há sentido algum mencionar “reconstituição de instituições públicas”, pois o PT não fez nada disso. O que fizeram foi INCHAR, desnecessariamente, a máquina estatal.

Não é verdade que o PT ou a campanha da nossa candidata, Dilma Rousseff, tenham buscado ou recebido, por meios ilegais, informações sobre políticos e homens de negócios ligados ao candidato da oposição – nem mesmo por interpostas pessoas, como diz o editorial. Se a Folha de S. Paulo, em quem se socorre o editorial para repetir a afirmação infamante, teve acesso a dados sigilosos de quem quer que seja, cabe a ela apontar sua origem, antes de acusar o PT e a campanha. 

A Folha já apontou as origens, já mostrou que os dados vazados eram, de fato, do vice-presidente do PSDB. Tudo isto já está mais do que confirmado, mas o PT faz de conta que não sabe, pois não tem como explicar. Tergiversa devido à incomPTência latente e rotineira.

Repetir sistematicamente que tenham “circulado na campanha” ou conformem um dossiê que ninguém viu; repetir sem amparo em fontes, provas, sequer indícios, é mau jornalismo. É antiético. É uma continuada falsidade. O PT não fez, não fará nem autoriza que em seu nome se faça qualquer ação fora da lei. 

Diante da notícia de vazamento de dados fiscais do vice-presidente do PSDB, fomos nós, do PT, que solicitamos a abertura de inquérito na Polícia Federal para esclarecer o fato. 

Mentira, novamente. Quem pediu foi o próprio Eduardo Jorge. O PT só se manifestou mais de um mês depois, AFIRMANDO ter pedido tal investigação – mas não apresentou nenhuma prova. Agiu exatamente como afirma que a imprensa agiu, sem apresentar provas. Agiu da mesma forma que acusa Folha, Estadão, Veja, Globo e todo e qualquer órgão da imprensa agir quando surgem denúncias envolvendo alguém do PT.

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O texto acima eu havia escrito originalmente em 2010, mas acabei nunca publicando no blog.

Agora, com a notícia de que o Lulla passará a assinar uma coluna mensal para a agência de notícias do New York Times (o que é diferente de ter uma coluna mensal no jornal New York Times), lembrei desse rascunho jamais publicado.

Alguém mais se lembra quando o correspondente do New York Times no Brasil, Larry Rohter, publicou uma matéria afirmando, entre outras coisas, que o hábito de beber demais era um dos temores que cercavam o Lulla (então no primeiro mandato)?

O Lulla queria expulsar o jornalista do Brasil apenas porque ele escreveu a verdade sobre o presidente bêbado que jamais fez questão de esconder sua apreciação pela pinga e demais derivados.

O PT, na época, desceu a lenha no New York Times.

Mais uma vez, o PT prova que detesta democracia, detesta a imprensa – exceto, claro, se ela publicar o que pareça favorável ao agrupamento de bandidos travestidos de membros da Comissão de Constituição e Justiça

 

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Moreira naldo

A privatização de empresas e as bobagens ditas pelos ignorantes

No outro blog que eu costumava manter (Sala da Mãe Joana – já aposentado, coitado), o tema PRIVATIZAÇÃO era um dos mais polêmicos.
Fora do blog, percebo que muita gente entende a privatização como sendo “entregar” riquezas do Brasil para que estrangeiros tenham lucro.
Muitos falam isso por desinformação – enquanto outros são movidos por má-fé, interesses escusos etc.

Em 7 de Dezembro do 2007, eu escrevi o seguinte post lá no outro blog:

Num ranking elaborado pelo Boston Consulting Group, que listou as 100 empresas mais competitivas dos países “em desenvolvimento”, uma curiosidade: o Brasil ocupa o 3o lugar, atrás de China e Índia. Para maiores informações, consultar a Folha OnLine aqui, ou o próprio Boston Consulting Group, aqui. A relação completa está aqui.
No Brasil, são 13 empresas: Vale, Petrobrás, Embraer, Gerdau, Votorantim, Braskem, Sadia, Perdigão, Natura, Coteminas, WEG, JBS-Friboi e Marcopolo. Destas, APENAS UMA É ESTATAL.
Todas as demais são empresas privadas.
Duas delas (Vale e Embraer) foram privatizadas (na época de FHC). Que foi criticado (ainda é, até hoje), chamado de “privatista”; muita gente, por pura falta de conhecimentos, acreditou quando o PT colou a pecha de “privatista” no picolé de chuchu (Alckmin) nas últimas eleições. O PT usou e abusou da burrice de muita gente, que simplesmente nunca entendeu o que foi a privatização – e, por alguma razão obscura, acha que é algo parecido a “entregar o Brasil” ao “poder imperialista” ou bobagem que o valha.
Cadê os bitolados defensores da estatização ?
Será que a Vale do Rio Doce constaria desta lista se ainda fosse estatal ? Será que aqueles mentecaPTos ainda querem reestatizar a Vale ?

Os comentários feitos no post foram os mais variados, mas muitos deles eram apenas exercício de demonstração de ignorância sobre o tema, ou alguns malucos desopilando o fígado ao escreverem bobagens virulentas na internet (coisa nada rara).
Selecionei alguns exemplos (que estou transcrevendo exatamente como foram escritos, e destaco alguns trechos primorosos em negrito):

1) e se site e uma droga nao da seu idiota que fez e se site

2) Abestalhado!
Só um burro mesmo para ser a favor das privatizações

3) Porque com toda sua inteligencia vc não muda de nacionalidade ? A empresa estatal, competitiva ou não, É PATRIMONIO DO POVO BRASILEIRO !!! Isso inclui vc….mas acho que vc tem vergonha de ser brasileiro certo ?

4) Quanta ignorância! As estatais faturam mais, por que cobram mais pelos serviços “esperto” e você paga mais. O Brasil é um exportador de matéria prima e importador de manufaturados desde Colônia.
A Vale por exemplo já era a segunda maior mineradora do mundo e o dinheiro oriundo de suas exportações eram um dos responsáveis pela balança favorável de pagamento. Então me explica como uma empresa dessas dava prejuízo. O pior é que além de acreditar nessa besteira de prejuízo, você ainda divulga. Ia esquecendo de dizer que a Siderúrgica Nacional já era a terceira do mundo antes de ser privatizada e a EMBRAER já vendia motores de aeronaves para o mundo todo. Se isso é prejuízo! Entedeu ou preciso desenhar?
Obs.: no site Brasil dados e fatos você pode acompanhar que o aumento da carga tributária no governo FHC foi maior que no governo LULA. Ou seja nos pagamos mais ipostos no governo FHC, mesmo com as privatizações;
Por falar em rombo onde está o dinheiro das privatizações, que o próprio BNDES emprestou para os compradores? Vê se pode: você vende emprestano o dinheiro para o comprador para que ele pague com o lucro que tiver nas suas costas.

5) cada um tem o direito de pensar diferente,mais não posso concordar com aqueles que acham que somos ingenuose, pois só pessoas que tem o pensamentos de capitalistas, especuladores, explotadores da classe trabalhadora,anti-patriota e acima de tudo milpes acham que as privatizações poderiam nelhor nosso pais.Cadê o dinheiro das privatizações?qual a melhora da educaçõa,saude,moradia,telefonia,energia,segurança,será que cada vez mais os mais ricos não estão mais ricos,amigo,pense melhor,o Brasil e de todos e não de um percentual reduzido que não representa a vontade de nuitos.

6) A escolha de um candidato em quem votar afeta diretamente nossa vida pessoal e coletiva. Neste ano de 2010, temos a grande chance de derrotar quem sempre jogou no time de FHC. Serra, impedindo o crescimento do Brasil.
Para refrescar a memória, leia abaixo para você NÃO votar no “carequinha”:
Privatizou varias empresas como COELCE, TELECEARA, BEC, VALE DO RIO DOCE, EMBRAER entregando um valioso patrimônio do nosso Estado a empresas privadas e elevando o valor das tarifas pagas.

7) Apropriação das riquezas do Estado por alguns grupos privados privilegiados – que objetivam apenas obter lucro para si, nem sempre com isso aumentando o “bem estar” da população ou a riqueza do país.
um governo ‘ideal’ poderia atingir um maior nível de eficiência administrando diretamente uma empresa estatal do que privatizando-a.” quem privativa não da conta, vende teu carro tua casa teus bens pra outra pessoa administrar. o verdadeiro lucro de um país é o bem estar de (todos), e não um carrão importado, uma mansão na praia etc…

8) Com certeza a Carta a Capital tem mais credibilidade que os seus escritos carregados de ódio, onde ninguém tira nada de proveitoso.
Perca de tempo ler o que você escreve, parece uma cobra que perdeu veneno e tá louca da vida.
Quanto aos termos perjorativos que você usa demostram o seu baixo nível. Ao mesmo tempo em que você fala que a “Carta Capital e as outras invenções PTistas” falam mentiras, o senhor fala de conspirações que só existem em contos de fadas. Pelo amor de Deus! Faço, agora, minhas a palavras do rei da Espanha. TE CALA!!!

É difícil ignorar todos os erros que aparecem nesses comentários – erros de ortografia, sintaxe, concordância, alguns de digitação apenas, mas o mais grave é o erro da desinformação.
Pode-se verificar que, com grande frequência, os que criticam a privatização – no geral, mas especificamente as privatizações feitas pelo FHC – acham que se trata de entregar “patrimônio do povo brasileiro” para “estrangeiros que visam apenas ao lucro”.

O exemplo que gosto de usar é justamente o da Vale do Rio Doce (hoje apenas “Vale”).
Além de ser uma das mais comentadas privatizações dos anos FHC (tanto positiva quanto negativamente), o caso da Vale serve para demonstrar que a privatização não entrega riquezas nacionais para que estrangeiros lucrem (como se lucrar fosse pecado capital!).
Muito pelo contrário:

Do capital ordinário da Vale, 53,3% estão nas mãos da holding Valepar
. É essa holding que define a estratégia da companhia, via conselho de administração, e que escolhe a alta cúpula de gestão da mineradora. Em outras palavras, a Valepar é o coração e o cérebro da Vale do Rio Doce.
E quem é a Valepar? São três fundos de pensão, dois deles patrocinados integralmente por estatais – a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, e a Petros, dos trabalhadores da Petrobras – , a empresa de participações do BNDES, a Bradespar (ligada ao grupo que controla o Bradesco) e a japonesa Mitsui.
Juntos, BNDESPar e fundos têm 60% do capital votante da Valepar.
O capital nacional tem 81,75% das ações ordinárias da holding. A União detém ainda seis ações especiais, as “golden shares”, que lhes dão alguns poderes de veto, como mudança do local da sede.
Essa explicação, básica, foi dada numa reportagem do ValorEconômico de Outubro de 2007.

Existem 122 fundos de pensão BRASILEIROS que são acionistas da Vale.
Todos estes 122 fundos são formados INTEIRAMENTE por brasileios que investiram recursos na compra de ações da empresa – muitos, inclusive, usando o FGTS, visando a rendimentos futuros, quando de suas aposentadorias.
Estes brasileiros, milhares de pessoas físicas, investiram economias na expectativa de receberem DIVIDENDOS e participação nos lucros da empresa.

Após a privatização, a Vale  saiu de um lucro de 500 milhões de dólares (em 1996), atingindo 12 bilhões de dólares em 2006, e, finalmente, 41 bilhões de dólares em 2011.
Mas não foi só isso: o número de empregos gerados pela companhia também aumentou desde a privatização – em 1996 eram 13 mil e em 2006 eram mais de 41 mil.
Para quem quiser ver a composição acionária da empresa atual (dados de março de 2013) basta baixar o PDF AQUI.
Um bom resumo da atual situação da Vale é o “fact-sheet”, disponível AQUI (também em formato PDF, para download).

Enquanto isso, no lado oposto da Vale, temos a Petrobras.
Começo com um gráfico roubado do blog do Drunkeynesian, que mostra a evolução do consumo de gasolina no Brasil versus a importação da gasolina entre 2000 e 2012:

Vemos ali o quanto cresceu a importação de gasolina.
Mas a ESTATAL Petrobras investiu R$ 35 milhões em 2008, ano em que o Lulla concorria à reeleição, para fazer propaganda alardeando a tal “auto-suficiência do Brasil” em combustíveis.
Era mentira.
Uma mentira que causou um prejuízo de R$ 35 milhões a cada um dos contribuintes do Brasil que pagam seus impostos.
Mas não para nisso….

Vamos aproveitar para comparar este gráfico acima com um outro.
Abaixo, o gráfico dos LUCROS da Petrobras, por TRIMESTRE, a partir de 2011:

O consumo da gasolina cresceu MUITO a partir de 2010, mas a desastrosa gestão da Petrobras (entulhada de sindicalistas e PTistas de todos os lados) conseguiu fazer com que o lucro da empresa caísse….

Ora, até mesmo o Seu Manoel, dono da padaria, sabe que quando a padaria dele vende mais (pães, salgados, doces etc), a tendência natural é que o seu lucro aumente também.

Seria muito melhor se o Seu Manoel fosse o presidente da Petrobras, ao invés do Gabrielli, que destruiu a empresa.
E todos nós, contribuintes, pagamos por isso.
Se a Petrobras fosse privada e tivesse prejuízo, o problema seria exclusivamente dos seus acionistas.
Se uma empresa estatal tem prejuízo, aí todos pagamos – mas se ela tem lucro, nós não ganhamos nada.

Lulla e o PT roubaram a Petrobras diversas vezes. Leia alguns detalhes AQUI.
Em TODAS as vezes, por ser uma estatal, o prejuízo foi dividido entre todos os cidadãos brasileiros.
Em suma: ser contrário à privatização (qualquer uma) é um direito de cada um, evidentemente.
Porém, o pessoal poderia tentar arranjar algum argumento minimamente inteligente, não?

ATUALIZAÇÃO – Em 26/04/2013 foram divulgados resultados financeiros e operacionais da Petrobras que não estavam disponíveis quando escrevi este texto. Leia a atualização/complemento AQUI.
ATUALIZAÇÃO [2] – Em virtude de comentários enviados com relação a este post, escrevi outro, que contém ainda mais detalhes sobre a privatização da Vale. Pode ser lido AQUI.
2014-07-04 22.45.04

Senado

Tenho me divertido IMENSAMENTE vendo a cambada do PT (especialmente a Mulla-mor) defendendo o Sarney.

O tempo é o senhor da razão………

A defesa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), terça-feira, foi um dos momentos mais constrangedores testemunhados por este veterano repórter político, habituado ao cinismo dos políticos por dever de ofício. Por mais distanciamento que o profissional da comunicação seja obrigado a ter das fontes com que se relaciona, seria um excesso de insensibilidade não sentir vergonha ao acompanhar um ancião com um currículo que inclui uma passagem pela presidência da República e duas pelo comando do Senado Federal reunir argumentos pueris e insustentáveis, com voz trêmula e gaguejante, como um colegial despreparado respondendo na prova oral a uma questão sobre tema que não estudou.


O orador atropelou os cânones do comportamento esperado de um senador, palavra portuguesa oriunda do termo latino senior, o mais velho, não no sentido do mais longevo, mas, sim, do mais experiente, do mais vivido, do mais capacitado, em suma. Os antigos romanos se deixavam governar por esses conceitos e, é claro, desde então a definição etimológica sucumbiu aos pecados, vícios e defeitos comuns no gênero humano. Isso explica, mas não justifica, a postura – entre tatibitate e pernóstica – adotada pelo varão, ao se defender da tribuna perante seus pares.


Essa defesa de Sarney não pode ser definida como inconsistente, de vez que ela simplesmente inexistiu. Tendo ouvido em algum lugar que a melhor defesa é o ataque, ele preferiu cobrar de volta a ter de apresentar alguma evidência de sua inocência das acusações que lhe são feitas. Diante da impossibilidade de negar a conexão que obviamente tem com a nomeação do neto, substituído pela mãe deste, num emprego concedido de forma clandestina, entre outras coisas, ele optou por adotar o velho lema do autoritarismo coronelista sertanejo: “Vocês sabem com quem estão falando?” Ou melhor: “Vocês não sabem com quem estão falando”.


Como o menino traquinas, flagrado com as mãos cheias de penas, tentando negar ao pai que matou o passarinho, o velho senador pôs o dedo em riste no nariz de todos os brasileiros perplexos com a farra da cota de passagens, o abuso do auxílio moradia e, principalmente, os atos secretos configurando a existência de um Senado clandestino. E apelou para a própria sorte, como se ela pudesse eximi-lo dos erros que cometeu ou avalizou, ora denunciados. “É injusto cobrarem isso de um homem que fez tanto pelo País” – foi o ponto capital de sua fala. Não permitiu apartes. Evidentemente, nenhum de seus nobres pares teria coragem e discernimento para lhe perguntar o que teria feito de tão relevante e útil para o Brasil para se tornar merecedor da inimputabilidade, que não pode ser dada a cidadão nenhum. Mas a esperteza o impediu de correr esse risco.


Sem as obrigações regimentais nem sociais dos varões da República por ele presididos, venho cobrar aqui: “vá contando aí o que fez pelo País, senador Sarney”. Terá ele arriscado a vida pela pátria nas horas intermináveis do bate-papo cordial nos cafezinhos do parlamento? Consta de sua biografia a passagem pelas masmorras de uma ditadura por ter travado o bom combate da luta pela manifestação livre da cidadania? Terá ele doado sua fortuna pessoal a alguma instituição de benemerência ou mecenato reconhecidos? Sabe-se que Sua Excelência, filho de um modesto juiz de província, acumulou razoável pecúlio e frequentou com assiduidade invejável os banquetes servidos pelos maiorais da República nos regimes a que serviu: a ditadura militar, cujos conceitos representou na condição de presidente do partido serviçal; a Nova República, na qual herdou o poder maior por uma peça pregada pelo destino à Nação, que esperava ver no lugar o titular da esperança, e não seu reserva e beneficiário; e agora a república petista, da qual é insigne servidor, como patrono de causas indefensáveis e paraninfo do gozo pelo gozo do poder.


Não tivesse a sorte, que sempre o bafejou na carreira política, produzido, além da glória, a cegueira para tudo o que não diga respeito a si próprio, a seus parentes, amigos, afilhados e apaniguados, o poeta, romancista e tribuno José Sarney poderia ter dado destino mais digno a sua peroração. Idoso, tendo cruzado o Cabo da Boa Esperança, poderia verbalizá-la, atirando-se temerariamente à luta pela reconstrução das instituições democráticas, desafiadas pela popularidade e pelo despreparo daquele que hoje comanda o seu e os nossos destinos. Teria, com isso, o velho timoneiro, auferido mérito, não para cobrar da Nação seus préstimos de homem público, que são dever e não prerrogativa, mas, sim, para dar a guinada espetacular capaz de salvar sua biografia do naufrágio que a espera, sob a areia movediça e ondas de lama em que o Poder Legislativo, do qual é dignitário, se afunda.


O orador desta terça-feira no Senado, recebido pelos colegas com um silêncio sepulcral, é uma assombração perdida num casarão colonial brasileiro. Mas uma assombração insepulta: no Brasil do “quem cala consente”, seu silêncio cúmplice lhe concede fama, prestígio e poder.

José Nêumanne Pinto

© Diário do Comércio, de São Paulo, sexta-feira 19 de junho 2009, página 6 do primeiro caderno (Política)

A farra das passagens

Só para lembrar: TODOS os partidos têm deputados e/ou senadores envolvidos nessa farra.

Portanto, que os PTralhas lembrem-se de que seu teto é de vidro, e enfiem a cabecinha num saco (plástico)…..

PTralhas: criminosos profissionais

A notícia é auspiciosa sob diversos ângulos:

(1) demonstra que o PT flerta com os mais variados tipos de crime sem nenhum constrangimento;

(2) mostra que eles valorizam o crime e a propaganda difamatória muito mais do que valorizam as propostas de seus próprios candidatos;

(3) mostra que ainda existem, dentro do partido, alguns otários que imaginam estar num partido que possui qualquer traço de ideologia, ainda que seja uma ideologia utópica, obscura, ultrapassada e enterrada pela História; e

(4) demonstra o tipinho de gente que chega à Direção do partido, seja em âmbito nacional, estadual ou municipal: com esse tipo de “executiva”, formado por bandidos, o que se pode esperar ?

A contratação de uma gráfica para impressão de 3 milhões de panfletos contra a candidatura de Fernando Gabeira (PV) vai custar mais do que uma investigação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) ao PT carioca. Uma das correntes do partido, de viés moderado, a Opção Socialista, formalizou à executiva municipal do PT o pedido para uma reunião extraordinária da comissão de ética.

Integrada por prefeitos do interior do Estado, além do ex-prefeito Saturnino Braga, a Opção Socialista quer uma investigação sobre o porquê da decisão de produzir o material não ter sido submetida a qualquer instância de discussão interna. Segundo eles, o PT também precisa explicar o gasto de R$ 42 mil na confecção dos panfletos, valor superior ao investido na campanha do candidato petista ao primeiro turno, Alessandro Molon, que declarou ter recebido apenas R$ 28 mil do partido.

Até o fim da tarde desta segunda-feira (20), o presidente do Diretório Municipal do PT, Alberes Lima, que assumiu a encomenda do material, não foi encontrado para comentar a questão.

Na sexta-feira (17), Alberes confirmou ao UOL Eleições que o PT havia encomendado os panfletos junto à Ediouro. Apreendidos por fiscais do TRE-RJ quando eram distribuídos no Largo do Machado, zona sul do Rio, os folhetos traziam fotografias do prefeito Cesar Maia e do candidato Fernando Gabeira com o sinal de soma entre eles e, no verso, a inscrição “diga não à continuidade do prefeito Cesar Maia. Pense nisso!”.

O dirigente partidário disse que não via problemas da distribuição, por não se tratar de propaganda apócrifa. Os folhetos seguiam assinados por PT, PCdoB, PDT e PSB. De acordo com o chefe de Fiscalização de Propaganda do TRE-RJ, Luiz Fernando Santa Brígida, no entanto, a situação de irregularidade do panfleto estava em não levar a indicação do candidato que seria beneficiado com a sua divulgação. Eduardo Paes (PMDB), que recebeu apoio formal do PT no segundo turno e seria o beneficiado, negou o envolvimento na produção da propaganda negativa, assumida pelo Partido dos Trabalhadores.
FONTE: UOL-Eleições

Ironia e ignorância

Dois trechos da coluna do Elio Gaspari de 11/05/08, cuja leitura é DELICIOSA:

Eremildo é um idiota e soube que o BNDES comentou o transbordo de R$ 1,2 milhão para uma ONG da mulher do deputado Paulinho da Força, dizendo que o negócio é “muito velho”. O idiota releu o caso e conferiu: o acerto é de dezembro de 2000, e o primeiro desembolso ocorreu em 2002. Eremildo vai ao BNDES para se inscrever num “negócio velho”. Ele fez a conta e concluiu que receberá algum dinheiro em 2016. Acha que está bom assim.

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Respondendo aos senadores Eduardo Azeredo e Kátia Abreu, que reclamaram do baixo crescimento do PIB brasileiro (5,4%) quando comparado com o de Argentina (8,7%), Índia (9%) e China (11%), a comissária Dilma Rousseff disse o seguinte: “Estamos crescendo com incorporação e decréscimo da desigualdade de renda. Recentemente, saíram várias reportagens, tanto no “Financial Times” como na “Economist”, que reconhecem essa característica do crescimento da economia do Brasil. E mais: elogiam essa característica”.
Tudo bem, mas a ministra Dilma precisa contar a Nosso Guia que ler publicações estrangeiras não desqualifica os mortais. Em outubro de 2006, durante o debate com Geraldo Alckmin, Lula respondeu o seguinte quando o tucano lembrou que, em matéria de crescimento econômico, o Brasil ficara em 27º lugar num ranking da “Economist”: “Alckmin é daqueles brasileiros que, se deu no “New York Times”, vale. Se não deu, não vale”. Era a ironia a serviço da ignorância.

Arrogância e hipocrisia

Marta Suplicy: um poço de arrogância; um oceano de hipocrisia.

Transcrevo abaixo alguns trechos (com grigos meus) de matéria da Folha Online, que trata da presença da MarTAXA em sabatina promovida pela Folha de São Paulo (na íntegra, aqui):

Primeira entrevistada do ciclo de sabatinas que a Folha realiza com os candidatos a prefeito de São Paulo no segundo turno, a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) disse que não viu a propaganda de TV –veiculada desde ontem– que questiona se o adversário Gilberto Kassab (DEM) é casado e se tem filhos. Marta disse que a propaganda é de responsabilidade do marketing da sua campanha. “A decisão está na mão do marqueteiro. […] Eu nem vi a campanha no ar“, disse ela na sabatina promovida hoje pela Folha.

Marta negou que a propaganda tenha insinuações veladas sobre a vida pessoal do prefeito. “Sou uma pessoa contra o preconceito. Da minha boca vocês nunca vão ouvir uma palavra de preconceito. […] Mas eu acho que estão interpretando demais”, afirmou Marta, ao ser questionada se o conteúdo da propaganda não era invasivo e preconceituoso.

Ela afirmou ainda que não tem preocupação sobre a vida privada de nenhum adversário político. “Para mim tanto importa ele ser casado, viúvo ou solteiro. As pessoas têm que saber“. Ela defendeu que a intenção do questionamento levado ao ar na propaganda foi revelar a trajetória política de Kassab e suas alianças com os ex-prefeitos Celso Pitta (PTB) e Paulo Maluf (PP).

Marta respondeu com irritação às perguntas pessoais direcionadas a ela. “O que eu queria colocar a público sobre a minha vida pessoal eu escrevi no livro e ponto. E esse é o único comentário que eu vou fazer sobre a minha vida pessoal. E é o último que você vai ouvir“, afirmou a candidata, ao ser questionada sobre o impacto do divórcio do senador Eduardo Suplicy (PT) sobre sua derrota nas eleições de 2004.

Durante a sabatina, Marta disse ter sido uma das maiores vítimas de preconceito e invasão de privacidade por parte da imprensa. “A vida inteira, a pessoa mais invadida em sua privacidade fui eu”, afirmou.

Bom, vamos por partes.

A campanha da candidata Marta é, sem dúvida NENHUMA, uma invasão à vida particular do oponente dela. A campanha questiona se ele é casado ou não, se melhorou de vida depois que entrou na política, se tem problemas com a justiça etc.

Apenas para relembrar, eis aqui o vídeo:

Detalhe: este e outros vídeos do mesmo “nível” podem ser vistos no site oficial da candidata Marta, AQUI.

Pois bem…… Aí, o poço de arrogância declara que NÃO falará sobre sua própria intimidade, sobre sua vida pessoal ?!Ora, ela cobra o Kassab para falar sobre a vida pessoal dele, mas se recusa a falar sobre a vida pessoal dela ?????

HIPÓCRITA.

No site da candidata, foi divulgada uma “nota à imprensa” – que reproduzo na íntegra:

A campanha de Marta repudia veementemente as insinuações que alguns veículos têm feito a respeito do comercial levado ao ar no domingo (13/10). A equipe de marketing, ao perguntar sobre o estado civil do candidato Gilberto Kassab, em meio a uma série de outros questionamentos, apenas defendeu o legítimo direito do eleitor conhecer,  em todos os aspectos possíveis, a história de quem se apresenta para governar a maior cidade do país.

O candidato Gilberto Kassab dedica-se, em sua campanha, a esconder sua trajetória e companhias, seus compromissos e lealdades, vendendo gato por lebre ao eleitor. Esconde sua condição de filhote do malufismo, de braço direito do ex-prefeito Celso Pitta, de integrante do partido mais conservador do país. Esforça-se para iludir os paulistanos com promessas falsas jogando para debaixo do tapete seus próprios atos como governante. Esses são os fatos que a candidata Marta desmascarou no último debate. Esses são os objetivos fundamentais que motivaram a peça publicitária ontem veiculada.

As insinuações absurdas e cínicas sobre invasão de privacidade do outro candidato são inaceitáveis. Basta lembrarmos da história de Marta, protagonista das principais lutas em defesa dos direitos da mulher e das liberdades individuais. Mais ainda: ela foi vítima constante do preconceito e da intriga, patrocinados ironicamente pelos mesmos setores que hoje apóiam Kassab.

Não haverá manobra ou invencionice que nos impeça de continuar comparando projetos e trajetórias, desmascarando os truques de marketing que tentam impedir o povo paulistano de conhecer o verdadeiro Gilberto Kassab. Esse é, repetimos, um direito inalienável dos eleitores.

A campanha quer, então, que o eleitor conheça o candidato ? Será que esta mesma campanha aceita que o eleitor conheça também a candidata ?????

1) Por que a candidata Marta Suplicy escondeu dos eleitores seu relacionamento com Luis Favre, em meio à campanha eleitoral de 2004 ?

2) Por que a candidata Marta Suplicy continua usando o sobrenome de seu ex-marido ? Por que não adotou o sobrenome do atual marido ? Quais foram os termos do divórcio ? Quando, exatamente, ele ocorreu ?

3) O marido da candidata Marta Suplicy faz o quê, exatamente ? É contratado do PT, do Duda Mendonça ou de quem ?

4) Quando a candidata era Ministra do governo federal, o seu marido trabalhava fazendo o quê ? Ganhava quanto ? O dinheiro era originário do governo federal (portanto, público) ?

5) Qual é a ligação exata do atual marido da candidata, Luis Favre, com o Foro de São Paulo ? E qual a ligação do marido da candidata Marta com a Internationalist Communist Organisation (OCI), a Trotskyist party in France (segundo descrição retirada do blog do próprio Favre, AQUI) ?

6) A candidata casou-se com o Luis Favre em comunhão de bens ?

7) A candidata é contra ou a favor do Foro de São Paulo ? Costuma participar das reuniões do “grupo” ? Com que freqüência ?

8) A candidata é contra ou a favor da punição dos membros do PT que participaram do “mensalão” ? Qual é a postura da candidata, como membro da executiva do partido ? Ela recomendaria a expulsão dos corruptos ?

9) A candidata sabe que suas propostas referentes ao Metrô são inviáveis ?

10) Se sabe, por que não se retratou ? Se não sabe, por que não buscou a informação correta ? (OBS: quem quiser, pode ver o vídeo da campanha AQUI, e ler a nota divulgada pelo Metrô, AQUI).

Aliás, o casamento com Luis Favre renderia inúmeras outras perguntas. Basta ler esta página AQUI, e me ocorrem pelo menos mais umas 50. Vou guardar para outra oportunidade, por falta de tempo. Para quem quiser uma diversão mais “arriscada”, sugiro ESTA LEITURA AQUI. É uma diversão ler as bobagens que a PTralhada escreve !!!!!

A matéria abre espaço para inúmeros outros pontos. Voltarei a eles oportunamente.

Porém, sobre estas perguntas que eu apontei, cabe registrar: a mim, pessoalmente, não interessam. Repilo Marta Suplicy (ou qualquer sobrenome que venha a adotar futuramente, não importa) devido à sua arrogância, sua incomPTência administrativa, sua hipocrisia.

Nada disso tem relação com quem ela casou, de quem divorciou-se ou afins. Tampouco me interessa a opção de vida dela ou de seus filhos, como o Supla (que idade tem ? É casado ? Tem filhos ? Ganha a vida fazendo o quê ?)

Porém, à campanha do PT, parece interessar a vida pessoal dos candidatos.

MST: o pesadelo da democracia

Não é uma ONG nem uma associação profissional, um partido ou sindicato, não é empresa estatal ou privada, não tem CPF nem CNPJ ou identidade, mas não paga impostos e vive dos impostos pagos pela população trabalhadora, sem prestar contas de nada a ninguém. Será um sonho? Não, são privilégios que só o MST tem.

O maior e mais incontestável sucesso do governo Lula é a política econômica, que nos proporcionou estabilidade e crescimento, além de bancar os programas sociais, inclusive os de assentamentos rurais. O MST é contra, faz protestos furiosos em frente ao Banco Central. Justo quando a ONU e o Banco Mundial advertem para a crise de alimentos, o MST demoniza e combate o agronegócio, que produz alimentos fartos e, pelo volume de produção, mais baratos. O MST sonha acabar com ele e substituí-lo pela agricultura familiar. Em que século e planeta eles vivem ?

O MST combate tudo o que está dando certo no país. Porque o comandante Stédile é contra o capitalismo, a livre-iniciativa e o mercado, seu objetivo declarado é substituí-los por um sistema comunista, socialista, bolivariano ou alguma outra ditadura econômica, política e social. Mas financia a sua guerra santa com os impostos da democracia que despreza, usando os direitos e o dinheiro do Estado democrático. Sua arrogância, ignorância e intolerância beiram a caricatura, mas o homem segue falando grosso: não respeita as leis que julga injustas, em nome da auto-atribuída justiça de sua causa intocável.
No século 21, num país livre e democrático, se cada um se dá o direito de atropelar a lei e o Estado de Direito, em nome de sua crença, a civilização se barbariza e o que impera é a força bruta.

O sonho do MST virou o pesadelo da democracia.

O texto é do (brilhante) Nelson Motta.

A quem, aliás, saúdo.