O aeromóvel da anta – será o ANTAMÓVEL ?

Essa mulher é um verdadeiro assombro:

Transcrevendo a infinita burrice:

“Sempre acendeu todas as esperanças que nós temos ao ver a possibilidade de um empreendimento não usual, não comum, revolucionário, porque conviver com o aeromóvel ali em frente do Paraobé e sabendo que se tratava de uma tecnologia diferenciada despertou ao longo desse tempo uma certo parentesco, eu acho, entre os moradores de Porto Alegre e o aeromóvel. O aeromóvel é um pouco de cada um de nós que ele tem aquela familiaridade que as coisas com as quais você convive durante muito tempo despertam numa pessoa. Então quando eu chego aqui hoje e participo da inauguração deste projeto que leva e vai transportar concretamente milhares de pessoas do aeroporto para a estação do Trensurb e da estação do Trensurb para o aeroporto, eu vejo que hoje eu participo da inauguração dum símbolo que está sendo implantado (…).”

Cliente num inferno kafkaniano graças ao serviço ruim de uma franquia brasileira

Aos diletos leitores do blog, tenho que pedir desculpas pela ausência prolongada.

Meu sumiço do mundo online foi causado por algo que inicialmente eu achava que seria uma pequena reforma, mas acabou transformando-se num enorme, longo e tortuoso sofrimento.

Pretendo escrever um post mais detalhado, inclusive porque há um aspecto muito interessante a ser explorado e que diz respeito à concorrência (ou inexistência dela), relacionamnto cliente-empresa e prestação de serviços. Enfim, muitos temas podem ser debatidos com base nesta minha experiência desastrosa.

Apenas para resumir: o que era para ser algo simples como trocar TRÊS portas de uma área externa na minha casa e pintar as 3 portas novas virou um pesadelo de dimensões kafkanianas. Em diversos momentos me senti um Gregor Samsa da construção civil.

Um “aperitivo” do post mais longo que virá: algumas fotos (clique em qualquer uma delas para ampliar) do resultado dos serviços de pintura que contratei.

Na primeira, o esmalte cinza escuro que deveria ser para pintar APENAS as portas e os batentes acabou estragando as fechaduras (todas Pado, com acabamento em aço escovado):

Fechadura coberta com tinta

Temos, também, esta belezura abaixo – à esquerda é o final da porta, e à direita um pedaço do batente. Precisava desse acabamento tosco? Detalhe: tirei a foto DEPOIS que o serviço estava, segundo os hábeis e capacitados “pintores”, PRONTO. Acabado. Finalizado.

Porta e batente

Mais uma pequena amostra do tipo de serviço que me foi prestado: depois de pintar a porta e o batente, a parede externa (originalmente pintada em látex acrícilo cor pérola) ganhou “ares artísticos” em cinza:

2013-10-17 05.45.44

Tudo isso aconteceu porque eu, num acesso de tolice e ingenuidade, achei que ao contratar uma empresa ao invés de um “pintor” autônomo o resultado seria mais qualidade e menos dor de cabeça.

Eu estava errado.

Graças à Doutor Resolve de Pinheiros, passei uma semana com o meu escritório interditado, minha mesa coberta com lonas plásticas (sem internet, sem telefone, sem fax, sem mesa!) para, no final, ter que olhar para um serviço asquerosamente mal-feito, uma sujeira incrível na casa, e a bagunça (móveis do escritório entulhados em outros cômodos).

Em suma, um pesadelo.

Pelo qual eu paguei.

Mas volto ao tema oportunamente. Por ora, tenho que colocar o atraso em dia – consegui restabelecer minha rede wifi, e assim posso deixar de passar nervoso com o 3G (que parece 0,3G de tão lento). Contarei como uma empresa conseguiu passar uma semana atazanando o cliente para um serviço que inicialmente parecia tão simples.

Mas não foi.

FLAT DESIGN – a velha nova tendência

Avatar de Fabí MagnierComum de Duas

Já passamos por tempos em que os inúmeros detalhes chamavam a atenção e faziam toda a diferença na hora de determinar se uma arte estava boa ou não. Cores vibrantes, realismo… Esqueça tudo. Ou melhor, deixe de lado pelo menos a parte do realismo e seja bem-vindo(a) à era do Flat Design.

O minimalismo está em alta, esse é um fato que todos já estamos cansados de saber. Eu particularmente sou fã da técnica. O “clean” é mais fácil de ser lido e fixado, o que o torna de certa forma indispensável para os designers/diretores de arte da atualidade. E o Flat Design aparece como “uma mão na roda” para os criativos da área.

Esse novo tipo de design usa recursos como cores fortes e imagens vetorizadas mais “chapadas”, sendo este um dos porquês de ser chamado design flat ou o mais conhecido: Flat Design. Quanto à tipografia, ela deve…

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Sua empresa precisa de financiamento para expandir? Esqueça o BNDES – ele está sendo usado para demagogia, e não tem tempo nem disponibilidade para empreendedores

Está cada dia mais difícil ler as notícias e deixar de perceber que o Brasil está numa crise profunda, ampla. A despeito de maquiagens contábeis, discursos mentirosos e recursos nada honestos, o país está numa crise que há muito tempo não se via.

Exagero?

Não, não é.

Leio há pouco no Valor duas notícias que ajudam a dimensionar o tamanho da crise – não apenas econômica, mas institucional, moral, ética, gerencial. Sim, é grave. As provas (não escrevi “evidências”, mas PROVAS) estão todas pairando, basta analisá-las:

Diante do risco de rebaixamento da nota de crédito do país, o governo prepara operação de venda de ativos da carteira do Banco Nacional Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) para reduzir o valor do repasse que o Tesouro Nacional fará ao banco neste ano. A equipe econômica também estuda reformular o papel do banco e reduzir seu peso na economia.
A mudança é motivada por uma necessidade fiscal – as autoridades temem o contínuo aumento da dívida pública bruta provocada pelos sucessivos aportes de recursos aos bancos estatais, principalmente ao BNDES, e um possível rebaixamento do risco soberano por parte das agências de rating – e pela constatação de que o ciclo da crise iniciada em 2007 nas economias avançadas está próximo do fim, o que não justifica mais o uso de instituições oficiais para expandir o crédito. “Está na hora de alterar a participação do BNDES na economia para reduzir o tamanho do cheque”, disse uma fonte, referindo-se ao custo fiscal do repasse de R$ 300,2 bilhões feito pelo Tesouro desde 2009. A preocupação do governo, neste momento, é controlar a evolução da dívida pública, que chegou a 64,2% do PIBO BNDES pediu entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões ao Tesouro para garantir os desembolsos até o fim do ano. Com a venda dos ativos, esse valor tende a cair para menos de R$ 20 bilhões. Segundo fontes do governo, as chances de não haver repasses da União neste ano são praticamente nulas, mas não se pode dizer o mesmo de 2014. Há um compromisso de redução gradativa dos repasses, mas, dada a situação fiscal, isso pode ser acelerado.
As discussões sobre a venda de ativos estão adiantadas, mas ainda não há definição sobre o valor. O governo avalia se haverá tempo hábil e condições de mercado para levar o plano adiante. Esse é um dos empecilhos à operação e explica a demora na definição do repasse do Tesouro. Em 30 de junho, a BNDESPar, braço de participações acionárias do BNDES, possuía ativo total de R$ 87,9 bilhões. Segundo apurou o Valor, o BNDES considera que, como o mercado acionário está “muito ruim”, vender ativos agora só pioraria ainda mais a situação da bolsa. Os ativos da BNDESPar representam 20% do ativo total do banco e responderam em média, nos últimos seis anos, por 50% do seu lucro.
Fonte: ValorEconômico

Mas não acabou, não… Mais uma:

O governo estuda a reformulação do papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A ideia é reduzir o tamanho e o peso do banco na economia. Nesse novo desenho, o BNDES atuará no que Brasília chama de “novo ciclo de investimento” do país: a expansão da infraestrutura.A agenda de encolhimento do BNDES envolve a redução de aportes do Tesouro, a venda de ativos do banco para reduzir a necessidade desses repasses, a reestruturação de carteiras da instituição e a diminuição ou até eliminação da oferta de capital de giro puro (quando não associado a projetos de investimento de longo prazo).
No caso do financiamento de bens de capital (máquinas e equipamentos), a ideia é continuar oferecendo crédito, mas sob condições menos atrativas que as do ciclo anterior. O Programa de Sustentação do Investimento (PSI), linha criada para subsidiar a compra de bens de capital, cobra juro negativo (inferior à inflação) – neste momento, de apenas 3,5% ao ano. A tendência é que a linha seja mantida, mas a um custo mais alto. […] O governo acredita que o novo ciclo de investimento no Brasil vai durar pelo menos dez anos. Os financiamentos são de prazos superiores ao do crédito corporativo. “O funding para isso é diferente. É preciso construir um sistema de garantias, estimular outras formas de financiamento, como as debêntures incentivadas de infraestrutura com alto nível de segurança jurídica”, disse um técnico, lembrando que, no ano passado, a Lei 12.715 criou debêntures desse tipo.
Desde que a as duas principais agências de avaliação de risco – Standard & Poor’s e Moody’s – reduziram a perspectiva da nota do Brasil, a presidente Dilma Rousseff já anunciou que os bancos federais vão se concentrar em suas vocações originais. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deu ordens à Caixa Econômica Federal para se concentrar no financiamento habitacional e deixar o mercado de “corporate”.O papel de financiador da infraestrutura vem depois que o governo usou o BNDES para financiar a internacionalização de grandes empresas brasileiras e o investimento a taxas de juros mais baixas que as do mercado.
Fonte: Valor Econômico

O uso político, demagógico e populista do BNDES começa a cobrar seu preço.

Há cada vez menos interesse e/ou vontade, por parte das empresas, em investir no Brasil. Isso se deve à insegurança jurídica criada pelo perfil de Dilma Rousseff – centralizadora, intervencionista, incompetente, burra, pretensiosa, e, como se não bastasse, extremamente mal assessorada. Pior: mesmo com tantas características (ou justamente em decorrência delas), ela é incapaz de montar uma equipe capaz de conduzir a política econômica – ela se cerca de gente ainda mais burra e incompetente.

Para piorar, aos loucos que querem investir, agora, sobram menos alternativas de financiamento. O BNDES tem um papel crucial, mas foi tão mal usado que acabou na situação de alta alavancagem. Um exemplo recente (publicado na Folha do dia 04/10/2013):

O BNDES decidiu participar da capitalização da Oi e, com isso, apoiar a fusão da tele brasileira com a PT (Portugal Telecom), anunciada anteontem. Segundo a Folha apurou, o banco entrará no “bolo” de R$ 2 bilhões a serem disponibilizados pelos atuais sócios da Telemar Participações, holding que controla a Oi com 56% das ações ordinárias, e por um novo acionista, o BTG Pactual.

Ao divulgar a operação de fusão, na quarta-feira, o presidente da Oi e da PT, Zeinal Bava, tinha assegurado apenas o aporte de recursos dos acionistas privados, por meio de compra de ações em oferta pública prevista para o primeiro semestre de 2014.

O montante a ser levantado no lançamento de ações fica entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões. Ao todo, o aumento de capital será de até R$ 14,1 bilhões, incluindo R$ 6,1 bilhões em ativos da PT. O banco estatal ainda negocia quanto irá injetar na operação. Já está certo, no entanto, que não será na mesma proporção da participação do banco na Oi. Se participasse na mesma proporção, o BNDES teria que fazer um desembolso de cerca de R$ 3,5 bilhões, valor vetado pelo Planalto. Os fundos de pensão de estatais também controladores da Oi tendem a seguir o BNDES. Juntos, os fundos e o banco de fomento têm 38% de participação na holding Telemar Participações.

A notícia não é tão “desastrosa”, aparentemente, certo?

Errado. Vejam o gráfico que acompanha a matéria:

Endividamento Oi

Repare, caro leitor, a brutal distância que separa o endividamento da Oi (linha verde) do seu valor de mercado (representado pela linha cinza). Desde 2011, o endividamente da empresa cresceu numa velocidade e numa intensidade absurdas, incomparáveis ao montante investido (linha amarela) e ao patrimônio (linha vermelha). Isso indica que a empresa foi extremamente mal administrada. E, como prêmio pela péssima gestão, a Oi vai receber mais dinheiro do BNDES!!!!!!

É neste negócio que o BNDES vai aplicar dinheiro. Ou melhor, MAIS dinheiro, haja vista que o BNDES foi crucial para viabilizar a fusão Telemar + BrasilTelecom que deu origem à Oi: em 2008, o BNDES injetou R$ 2,8 bilhões.

Como resultado, empresas que REALMENTE precisam de empréstimo para negócios legítimos, e que não têm a sorte de poder bancar a empresa fajuta do filho do presidente da República, ficam sem acesso ao BNDES.

Vamos lembrar que o BNDES também injetou mais de R$ 10 bilhões no grupo do Eike Batista. Aquele grupo que está quebrado.

Enquanto isso, diariamente eu vejo negócios com grande potencial de crescimento que não conseguem financiamento…

Custo da incompetência de Dilma Rousseff: R$ 213 bilhões – e contando

Direto à notícia (na íntegra AQUI):

Três anos após realizar a celebrada capitalização de R$ 120,2 bilhões no mercado financeiro, com apoio do governo e participação de investidores privados, a Petrobras vale atualmente R$ 240,9 milhões na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), quase 50% a menos do que em outubro de 2010 (R$ 453,8 bilhões), quando concluiu a maior oferta da história mundial. Os dados foram levantados pela consultoria Economatica, a pedido do GLOBO, com base em números deflacionados. Com a perda de R$ 213 bilhões em valores de mercado no período, a companhia, que chegou a ser a terceira maior petroleira do mundo de capital aberto, ocupa hoje a décima posição do ranking.

A Petrobras vale hoje menos do que ela valia, mesmo antes da capitalização. É como se a oferta tivesse sido jogada fora. Essa tendência de queda do valor de mercado começou em 2012, e pode ter relações com as interferências do governo na gestão da empresa — avalia Einar Rivero, economista da Economatica.

Henrique Florentino, analista da Um Investimentos, destaca que uma série de fatores explica a perda de valor de mercado (que é a multiplicação dos preços das ações da empresa pelo total de papéis em circulação) da empresa. Ele cita a defasagem do preço dos combustíveis, o aumento de participação societária do governo, a obrigatoriedade de a estatal ter participação de pelo menos 30% nos projetos do pré-sal e os custos crescentes de empreendimentos na área de refino:

— Se você pensar no que é melhor para o país, algumas das atitudes do governo podem ter sido benéficas para a população. Para os acionistas, entretanto, não foram positivas. É o caso do conteúdo nacional dos projetos. A regra exigida (de ter uma participação mínima da indústria local nos projetos de petróleo) é menos eficiente para a empresa, já que os projetos atrasam e ficam mais caros. Mas é melhor para a geração de empregos.

Além dos trechos destacados acima, mais alguns pitacos meus:

1) NUNCA ANTES NA HISTÓRIA “DESTEPAÍS” uma empresa estatal foi mais usada e mais prejudicada pela pura e simples incompetência do governo. Nunca.

2) Nunca antes na História uma empresa petroleira, com o mercado aquecido e com o preço do petróleo em alta, teve um desempenho econômico-financeiro tão ruim. Nunca.

3) Sempre existem ignorantes que acham que a privatização de um estatal mal gerida pelo governo equivale a “entregar riquezas do país a capitalistas malévolos do exterior”. Isso é burrice, ignorância mesmo. Quem usa este “argumento” não passa num teste de QI planejado por uma criança de 6 anos. Por outro lado, a gestão temerária do PT na Petrobras, além de criminosa, está fazendo com que milhares de brasileiros percam dinheiro. Quem usou o FGTS para comprar ações da Petrobras está perdendo dinheiro.
Estou me referindo a milhares de pessoas que trabalharam durante muitos anos, economizaram dinheiro, e usaram suas economias para investir numa empresa brasileira. Estas pessoas estão vendo suas economias desaparecem, pois a Petrobras está minguando.

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Steve Jobs fazia História em 2007 – mas o que aconteceu nos “bastidores”?

Em 9 de Janeiro de 2007, Steve Jobs fazia História. Sim, com letra maiúscula mesmo.

Foi neste dia em que ele apresentava o primeiro iPhone. A íntegra da apresentação dele é esta aqui:

Na edição da última sexta-feira, dia 04/10, o New York Times trouxe uma reportagem longa, interessantíssima, sobre algumas coisas que aconteceram antes dessa apresentação – e algumas que estavam acontecendo DURANTE.

A reportagem (AQUI) é restrita a assinantes, mas destaco alguns trechos abaixo:

Grignon had been part of the iPhone rehearsal team at Apple and later at the presentation site in San Francisco’s Moscone Center. He had rarely seen Jobs make it all the way through his 90-minute show without a glitch. Jobs had been practicing for five days, yet even on the last day of rehearsals the iPhone was still randomly dropping calls, losing its Internet connection, freezing or simply shutting down.

“At first it was just really cool to be at rehearsals at all — kind of like a cred badge,” Grignon says. Only a chosen few were allowed to attend. “But it quickly got really uncomfortable. Very rarely did I see him become completely unglued — it happened, but mostly he just looked at you and very directly said in a very loud and stern voice, ‘You are [expletive] up my company,’ or, ‘If we fail, it will be because of you.’ He was just very intense. And you would always feel an inch tall.” Grignon, like everyone else at rehearsals, knew that if those glitches showed up during the real presentation, Jobs would not be blaming himself for the problems. “It felt like we’d gone through the demo a hundred times, and each time something went wrong,” Grignon says. “It wasn’t a good feeling.”

[…] Grignon knew the iPhone unveiling was not an ordinary product announcement, but no one could have anticipated what a seminal moment it would become. In the span of seven years, the iPhone and its iPad progeny have become among the most important innovations in Silicon Valley’s history. They transformed the stodgy cellphone industry. They provided a platform for a new and hugely profitable software industry — mobile apps, which have generated more than $10 billion in revenue since they began selling in 2008. And they have upended the multibillion-dollar personal-computer industry. If you include iPad sales with those for desktops and laptops, Apple is now the largest P.C. maker in the world. Around 200 million iPhones and iPads were sold last year, or more than twice the number of cars sold worldwide.

[…] It’s hard to overstate the gamble Jobs took when he decided to unveil the iPhone back in January 2007. Not only was he introducing a new kind of phone — something Apple had never made before — he was doing so with a prototype that barely worked. Even though the iPhone wouldn’t go on sale for another six months, he wanted the world to want one right then. In truth, the list of things that still needed to be done was enormous. A production line had yet to be set up.Only about a hundred iPhones even existed, all of them of varying quality. Some had noticeable gaps between the screen and the plastic edge; others had scuff marks on the screen. And the software that ran the phone was full of bugs.

The iPhone could play a section of a song or a video, but it couldn’t play an entire clip reliably without crashing. It worked fine if you sent an e-mail and then surfed the Web. If you did those things in reverse, however, it might not. Hours of trial and error had helped the iPhone team develop what engineers called “the golden path,” a specific set of tasks, performed in a specific way and order, that made the phone look as if it worked.

But even when Jobs stayed on the golden path, all manner of last-minute workarounds were required to make the iPhone functional. On announcement day, the software that ran Grignon’s radios still had bugs. So, too, did the software that managed the iPhone’s memory. And no one knew whether the extra electronics Jobs demanded the demo phones include would make these problems worse.

Jobs wanted the demo phones he would use onstage to have their screens mirrored on the big screen behind him. To show a gadget on a big screen, most companies just point a video camera at it, but that was unacceptable to Jobs. The audience would see his finger on the iPhone screen, which would mar the look of his presentation. So he had Apple engineers spend weeks fitting extra circuit boards and video cables onto the backs of the iPhones he would have onstage.The video cables were then connected to the projector, so that when Jobs touched the iPhone’s calendar app icon, for example, his finger wouldn’t appear, but the image on the big screen would respond to his finger’s commands. The effect was magical. People in the audience felt as if they were holding an iPhone in their own hands. But making the setup work flawlessly, given the iPhone’s other major problems, seemed hard to justify at the time.

The software in the iPhone’s Wi-Fi radio was so unstable that Grignon and his team had to extend the phones’ antennas by connecting them to wires running offstage so the wireless signal wouldn’t have to travel as far. And audience members had to be prevented from getting on the frequency being used. “Even if the base station’s ID was hidden” — that is, not showing up when laptops scanned for Wi-Fi signals — “you had 5,000 nerds in the audience,” Grignon says.“They would have figured out how to hack into the signal.” The solution, he says, was to tweak the AirPort software so that it seemed to be operating in Japan instead of the United States. Japanese Wi-Fi uses some frequencies that are not permitted in the U.S.

There was less they could do to make sure the phone calls Jobs planned to make from the stage went through. Grignon and his team could only ensure a good signal, and then pray. They had AT&T, the iPhone’s wireless carrier, bring in a portable cell tower, so they knew reception would be strong. Then, with Jobs’s approval, they preprogrammed the phone’s display to always show five bars of signal strength regardless of its true strength. The chances of the radio’s crashing during the few minutes that Jobs would use it to make a call were small, but the chances of its crashing at some point during the 90-minute presentation were high. “If the radio crashed and restarted, as we suspected it might, we didn’t want people in the audience to see that,” Grignon says. “So we just hard-coded it to always show five bars.”

O artigo é longo, realmente longo, mas vale cada vírgula. Ele ajuda a entender um pouco da “mágica” que acabou fazendo parte da personalidade marcante de Steve Jobs – e, convenhamos, que teve um papel central no crescimento e na expansão incrível da Apple.

Porém, o texto também revela que a inovação que fez Steve Jobs e sua Apple famosos não era APENAS fruto da genialidade de um homem. Aliás, quanto mais eu estudo sobre a vida de Jobs e seus métodos na Apple, mais fica evidente que o que estava por trás da inovação da Apple, pelo menos enquanto Jobs era vivo, era o exato oposto do improviso, da liberdade: Steve Jobs era extremamente metódico.

Ele ensaiava exaustivamente as apresentações públicas e palestras que fazia – especialmente as apresentações de produtos. Não havia espaço para improviso – era MÉTODO.

O processo de desenvolvimento de produtos também seguia o método rigoroso de Jobs.

Sim, ele tinha uma personalidade única. Mas se não aliasse esta personalidade marcante a um conjunto de métodos rigorosos, não seria o inovador que foi.

Mais duas provas (precisava?) de que a educação no Brasil nunca foi prioridade

Como professor, fico muito triste em dizer isso, mas é inevitável: a educação, no Brasil, sempre foi um lixo. E, como se não bastasse, está cada dia pior.

Não se trata de colocar a culpa apenas no governo (neste ou naquele). Sim, todos os governos no Brasil, nos últimos 20 ou 30 anos, independentemente do partido ou da esfera (federal, estadual ou municipal), são responsáveis pela queda da qualidade da educação. Mas eles não são os ÚNICOS responsáveis/culpados.

Na semana passada, mais um sinal preocupante:

A Universidade de São Paulo (USP) caiu de posição no ranking da Times Higher Education (THE), a principal lista do ensino superior do mundo. Em 158.º lugar no passado, a instituição paulista agora figura entre as 226 e 250 melhores, segundo o levantamento 2013-2014, divulgado ontem. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) nem sequer aparece entre as 300 instituições. Com o revés da USP, o Brasil deixa o topo das 200 melhores universidades do mundo.

O THE não revela a posição exata de cada universidade depois do 200.º lugar. Dos países que tinham ao menos uma universidade no topo, o Brasil é o único que não está mais na lista. Hoje há 26 nações bem avaliadas, com a volta de Turquia, Espanha e Noruega. Não há nenhum país da América Latina. Os Estados Unidos, com 77 universidades, lideram o ranking, seguidos de Reino Unido, com 31, e Holanda, com 12. O Instituto Tecnológico da Califórnia aparece em primeiro lugar pelo terceiro ano seguido, à frente de Harvard, Oxford e Stanford.

O ranking adota 13 critérios para examinar as universidades, divididos em cinco categorias: ensino (30%), pesquisa (30%), citações (32,5%), parcerias com indústrias (2,5%) e diversidade internacional (5%). “A saída de USP e Unicamp surpreendeu porque ambas haviam avançado nos anos anteriores”, disse o editor da THE, Phil Baty, em entrevista ao Estado. Para ele, as universidades brasileiras enfrentam burocracia e dificuldades para contratar novos professores.

A reportagem solicitou entrevistas com representantes da USP. A instituição manifestou-se por meio de nota, na qual afirmou que a universidade esteve bem em outras avaliações e que há políticas de parcerias com outras instituições e intercâmbio de alunos e professores.

A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, estranha o resultado. “USP e Unicamp têm aumentado a presença no cenário acadêmico internacional. É importante considerar quais quesitos foram avaliados”, afirma. Para ela, o inglês é um dos principais obstáculos para pesquisadores brasileiros em trabalhos e publicações científicas estrangeiras.

A matéria do Estadão está AQUI na íntegra. Neste link pode-se, inclusive, observar o ranking completo. Recomendo uma olhadinha.

Também na semana passada, mais uma triste notícia para a educação: depois de 15 anos em queda, o analfabetismo voltou a crescer no Brasil. A íntegra da notícia está AQUI; abaixo, alguns trechos com grifos meus:

O analfabetismo cresceu no Brasil em 2012. O contingente de pessoas que não sabem ler nem escrever chegou a 13,2 milhões de pessoas, o equivalente a 8,7% da população residente no país. Em 2011, segundo o IBGE, o analfabetismo atingia 8,6% da população residente no país, 12,9 milhões de pessoas. Os dados constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até a alta de 2012, o analfabetismo no Brasil vinha em uma trajetória de queda. Em 2004, a taxa era de 11,5%. […]

Entre as cinco regiões brasileiras, na passagem de 2011 para 2012, o analfabetismo teve o maior aumento no Nordeste, onde passou de 16,9% para 17,4%. No mesmo período, o indicador cresceu 0,4 ponto percentual no Centro-Oeste, para 6,7%. Nessa base de comparação, a Pnad verificou que o analfabetismo caiu no Sul e no Norte do país, de 4,9% e 10,2%, respectivamente, para 4,4% e 10%. Já no Sudeste, o analfabetismo manteve-se estável em 4,8% em 2012 na comparação com o ano anterior.

A taxa de analfabetismo funcional foi estimada em 18,3%, o equivalente a 27,8 milhões de pessoas. Em 2011, a taxa era de 20,4%. O analfabetismo funcional é representado pela proporção de pessoas de 15 anos ou mais de idade com menos de quatro anos de estudos completos em relação ao total de pessoas de 15 anos ou mais de idade.

A definição de analfabetismo funcional utilizada na Pnad é da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A entidade estabelece que funcionalmente alfabetizada é a pessoa que pode participar de todas as atividades em que a alfabetização é necessária para o funcionamento efetivo do seu grupo e comunidade e também para lhe permitir continuar a utilizar a leitura, a escrita e o cálculo para seu próprio desenvolvimento e da comunidade.

As regiões Norte e Nordeste registraram os maiores percentuais de analfabetos funcionais em 2012, 21,9% e 28,4%, respectivamente. No Sudeste, o índice foi 13,2%; no Sul, 13,7%; e no Centro-Oeste, 16,5%.

A Pnad também pesquisou o nível de instrução da população brasileira. Na comparação entre 2011 e 2012, houve aumento do percentual daqueles que possuíam nível fundamental incompleto ou equivalente, de 31,5% para 33,5%. Por outro lado, no mesmo período, diminuiu a proporção das pessoas sem instrução e com menos de um ano de estudo, de 15,1% para 11,9%.

O percentual de pessoas com nível superior completo aumentou de 11,4%, em 2011, para 12%, em 2012. Assim, em 2012, havia 14,2 milhões de pessoas com nível superior completo, 6,5% a mais que em 2011.

Pois é…

A despeito de ser triste, lamentável, não chega a surpreender. O Brasil, sob Lulla, Dilma e PT, está emburrecendo cada vez mais. Os dados do IBGE apenas comprovam e reforçam este fato.

Não se trata APENAS da já conhecida incompetência de Dilma Rousseff. Apesar de estar conseguindo superar até seu mentor-padrinho em termos de incompetência, ignorância e arrogância, o que está em curso é uma ação com finalidade específica: nenhuma ditadura gosta de uma população inteligente, bem instruída, pensante.

Vejamos esta notícia AQUI:

As verbas de combate ao analfabetismo foram praticamente zeradas. Acabou o combate a esta chaga, a esta vergonha, a esta indignidade chamada analfabetismo. Em 2011, foram aplicados mais de R$ 600 milhões. A verba foi reduzida a pouco mais de 10% em 2012, ficando em R$ 69 milhões. Em 2013, até agora, foram aplicados míseros e vergonhosos R$ 9 mil reais. Este valor é um terço do que Dilma Rousseff pagou por uma diária em hotel de luxo em New York, recentemente. Não é à toa que o alfabetismo está subindo.

Finalmente, trecho do editorial do Estadão de 01/10:

Depois da universalização das matrículas no ensino fundamental, que foi uma das principais conquistas do país das décadas de 1990 e 2000, era de esperar uma significativa melhoria na qualidade das escolas nos últimos anos. Mas, em vez do desenvolvimento natural rumo a uma educação básica mais eficiente, capaz de assegurar ao país a formação de capital humano de que necessita para poder crescer e passar para níveis mais sofisticados de produção, o Brasil está retrocedendo.

Essa é uma das mais importantes ─ e preocupantes ─ conclusões que podem ser extraídas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2012, divulgada pelo IBGE. A pesquisa é realizada desde 1967 e traz informações sobre população, migração, trabalho, rendimento e domicílios, além de educação. A partir de 2004, ela passou a cobrir todo o país. Para realizar a Pnad de 2012, os técnicos do IBGE consultaram 147 mil domicílios.

[…] Os números da Pnad mostram, no entanto, que, em vez de aumentar o número de pessoas preparadas para enfrentar o ambiente competitivo de um mercado de trabalho cada vez mais sofisticado em termos tecnológicos, a educação brasileira está no caminho inverso. E, com isso, o Brasil permanece com um importante segmento da população à margem do processo econômico, por falta de instrução, o que agrava a desigualdade. Esse é o atestado do fracasso da política educacional adotada nos últimos anos. Ela agitou bandeiras politicamente vistosas, como a adoção do sistema de cotas raciais, a democratização do ensino superior e a criação de universidades. Mas revelou-se incapaz de alfabetizar e preparar milhões de brasileiros para o mercado de trabalho, negando-lhes com isso as condições para que possam se emancipar econômica e socialmente.

Uma salva de palmas para a presidenta-ignoranta-incompetenta!

Palmas também para o PIOR MINISTRO DA EDUCAÇÃO DA HISTÓRIA DO BRASIL, Fernando Haddad! 

Haddadd

Marina Silva: outra farsa RIDÍCULA da política brasileira

Que preguiça da “política” brasileira….

A mais nova questão, que anda monopolizando jornais, é a mal sucedida criação do partido político da melancia Marina Silva (AQUI). O interessante dessa estória toda é o seguinte: diz-se que a Marina Silva tem um capital político enorme, em decorrência dos cerca de 20 milhões de votos que recebeu em 2010…

Sei, sei…

Vamos falar o português claro? Por que 20 milhões de eleitores votaram na Marina Silva, mas ela não conseguiu as 492 mil assinaturas necessárias para a criação do partido?

Ainda que consideremos que entre aqueles 20 milhões de votos (um absurdo, aliás!) muitos eram algum tipo de “protesto” ou apenas esgotamento (momentâneo?) da ridícula disputa PTxPSDB, era de se esperar que pelo menos 1 milhão de eleitores se dispusessem a assinar as fichas para criação do partido, não?

Por que isso não aconteceu?

Vejo algumas possibilidades. Fica nítido para mim que um dos fatores (o mais importante deles) é a incompetência. E ela vem associada à prepotência. A despeito de ser uma incompetente, que passou anos e anos a fio sem fazer absolutamente nada de relevante para o Brasil (seja como Senadora pelo PT, como Ministra do Lulla, como militante do PT), Marina Silva se acha uma divindade, ela se acha superior a tudo e a todos. Marina Silva, mesmo sem nunca ter demonstrado competência para nada concreto e útil, se acha a última Coca-Cola do deserto, a “iluminada“.

Mas ela não passa de MAIS UMA oportunista e incapaz querendo tirar uma lasquinha de um sistema político ridículo que temos no Brasil. Recomendo um EXCELENTE texto, que está AQUI no original:

Ela não é diferente: para tentar chegar ao poder, Marina Silva rasga o próprio discurso

Exame – A senhora se vê num amplo arco de alianças, inclusive com partidos mais tradicionais, no caso de nova candidatura presidencial? Marina Silva – As pessoas partem do princípio de que isso que está aí é o que é, é o que será e não haverá oportunidade para mais nada. Se for isso, então tem gente que faz melhor do que eu. Se não compreendemos que está sendo demandado um novo arranjo político para o país, então não estamos aprendendo nada com o que está acontecendo nas ruas. (Marina Silva, em entrevista para a Revista Exame, em 31 de julho de 2013).

A declaração acima é apenas uma das muitas que Marina Silva deu, desde o início de 2011, para reafirmar uma mentira: que ela é diferente – e queria criar seu próprio partido porque aqueles que aí estavam não lhe serviam.

Mais perigoso que um político, só um político que se reveste de um manto de pureza e santidade. Porque se o primeiro é uma dúvida, o segundo é uma mentira deslavada.

Como eu disse, há alguns dias, que aconteceria, Marina acaba de se filiar a um daqueles partidos que, até ontem, não lhe serviam. O escolhido foi o PSB do governador pernambucano Eduardo Campos. E, enquanto escrevo este post, ela se contorce, diante da imprensa, na elaboração de outra fábula para iludir aqueles que a acreditam diferente: a de que o PSB ofereceu melhores condições para dar guarida à sua moribunda Rede de Sustentabilidade – e que ela, Marina, não se filiou com vistas à candidatar-se à presidência em 2014 .

Só há uma razão para Marina ter escolhido o PSB: o fato de que, até o momento, Eduardo Campos não consiga ultrapassar os 5% nas pesquisa eleitorais. Marina quer muito se candidatar à presidência em 2014. E só escolheu o PSB porque ali o candidato potencial tem se mostrado fraco – será fácil fazê-lo desistir.

Acaba de nascer, pois, uma nova mentira.  Mas não se iludam: os tolos passarão um bom tempo achando que nasceu uma nova esperança.

*Ps: dedico este post ao tolinho comentarista que, outro dia, furioso com o que eu escrevi sobre Marina, me encheu de desaforos e depois lascou:  “Não são “desafios” como o de vocês que vão fazer com que Marina não concorra à presidência caso o partido não vingue. É a coerência e ética dela que o farão.”

ELA NÃO É DIFERENTE

O pior de tudo é o seguinte: pelo que se tem hoje, em 2014 a eleição será decidida entre o “muito ruim” e o “péssimo”. Dilma, Marina, Eduardo, Aécio… são estas as opções?

Rejeito todos.

Gostaria de ter um candidato que defendesse, abertamente, sem firulas, sem medo, o fim dos bolsas-esmolas, a valorização da meritocracia, privatizações dessas tranqueiras estatais ineficientes, investimentos do governo em áreas importantes (o que exclui, obviamente, Copa, Olimpíadas, comidas e talheres caríssimos para o Palácio do Planalto), abertura ao comércio internacional, redução de impostos e combate à corrupção.

Infelizmente, nem Dilma nem Marina, nem Eduardo nem Aécio têm desejo nem tampouco capacidade para fazer nada disso.

O Brasil, com estas opções, não corre nenhum risco de dar certo.

Brasil caminhando, cada dia mais rápido, para uma ditadura