Fusão Oi + Portugal Telecom remete a um MONSTRUOSO escândalo do PT que foi ignorado, e revela MAIS um problema gravíssimo do Brasil

Mesmo sabendo que é uma atitude desagradável, não posso deixar de registrar.

Desde o primeiro momento eu escrevi e disse que o caso Brasil Telecom + Telemar + Gamecorp + Lulla + PT era um escândalo gigantesco, coisa que num país minimamente sério levaria qualquer governo à renúncia imediata, sem firulas. Coisa mais grave do que Watergate e Nixon.

Eu estava certo.

Em 2008 eu escrevi alguns textos sobre o caso (estou colocando os links em ordem cronológica, para facilitar o trabalho do leitor): AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.

Para quem não tem tempo e/ou paciência de abrir cada um dos links, eis um resumo:

Duas empresas de telefonia (Telemar e BrasilTelecom) queriam juntar-se numa única empresa. Alegavam que a fusão lhes daria tamanho/capacidade de concorrer com gigantes mundiais do setor de telecom, notadamente marcado por grande escala. Porém, nas regras da privatização do sistema de telefonia (Plano Geral de Outorga, ou PGO) brasileira, havia uma barreira, visando a impedir que duas (ou mais) empresas pudessem criar um oligopólio.

Como resolver isso? Uma das empresas fez um negócio mais do que duvidoso com uma empresa mequetrefe, que pertencia ao filho do presidente da República. Com isso, uma empresa de fundo de quintal, dirigida por um sujeito que até então trabalhava como auxiliar num zoológico, e ganhava R$ 800,00 mensais, passou a ter um capital social de mais de R$ 5 milhões. Milagrosamente, da noite para o dia!

A empresa mequetrefe chama-se Gamecorp, e pertence ao filho do Lulla.

Feito este negócio, o papai do gênio empresarial ignorou as normas e leis, fez o possível e o impossível, e acabou mudando a regra. Alterou-se o PGO para que, convenientemente, as duas empresas se unissem. Nasceu a Oi.

Oficialmente, o governo passou a adotar um discurso vazio, insustentável, que acabou ficando conhecido como “política dos campeões nacionais”. Lulla usou o BNDES para financiar a criação de empresas brasileiras que deveriam tornar-se competitivas internacionalmente.

Feito o resumo, voltemos ao presente: a Portugal Telecom e a Oi anunciaram a fusão entre suas operações. Detalhes podem ser lidos AQUI.

Abaixo, trechos de uma análise do economista Mansueto Almeida, pesquisador do IPEA, sobre o caso (a íntegra está AQUI):

Hoje, a Portugal Telecom anunciou fusão com a empresa brasileira de telecomunicação Oi. A princípio, isso me parece uma operação normal entre duas grandes empresas no setor de telecomunicação para aumentar ganhos de escala e conseguir sinergias financeiras e operacionais.

No entanto, do ponto de vista de política industrial é um mais um caso que não saiu como o planejado e o BNDES fica devendo para a sociedade um estudo detalhado do porque dessa aposta não ter dado certo, pois quando a operação de venda da Telemar para a Brasil Telecom/Oi foi aprovada, em 2007, houve uma grande ingerência do governo com a garantia de empréstimo do BNDES, antes mesmo de a legislação da época permitir tal concentração, e com a exigência de que o BNDESPar tivesse prioridade na compra do controle da nova empresa caso os grupos controladores nacionais decidissem vender suas participações no futuro.

Um dos sócios da Brasil Telecom na época, a Telecom Itália, por várias vezes mostrou interesse em aumentar sua participação na empresa. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo em 13 de julho de 2005, o presidente da Telecom Itália no Brasil, Paolo Dal Pino, deu a seguinte declaração sobre a possível venda da Brasil Telecom para a Telemar:

Sim, fomos procurados pela Telemar e ficamos muito surpresos, pois essa empresa não poderia nem cogitar comprar uma participação em outra operadora de telefonia fixa. É uma evidente violação da lei e de todos os mais básicos princípios que inspiraram a privatização do sistema de telecomunicações brasileiro, no qual os investidores internacionais depositaram sua confiança. Ou a Telemar está afrontando a legislação ou a proposta que recebemos já faz parte de um plano da empresa, com os fundos de pensão e o Citigroup, para modificar a Lei Geral das Telecomunicações. (…) Pelas informações que nós temos, parece que isso será feito com o suporte da própria Telemar, via lobby no Congresso para alterar drasticamente a lei aplicável e permitir, com a ajuda do governo, a reestatização da Brasil Telecom (Leite, 2005, Folha de São Paulo, 13/07/2005).

Na verdade, não houve reestatização, mas sim a venda da parcela de 19% que a Telecom Itália tinha na Brasil Telecom para os fundos de pensão em 18 de julho de 2007 e, no ano seguinte, a venda da participação do grupo Opportunity na Brasil Telecom para a Telemar. Isto deu origem à empresa Oi, que passou a ter como acionistas majoritários os mesmos controladores da Telemar: os empresários Carlos Jereisatti, do Grupo La Fonte, e o empresário Sérgio Andrade, do grupo Andrade Gutierrez – dois grupos nacionais.

Apenas após a operação ter sido totalmente estruturada e garantido o financiamento de R$ 2,6 bilhões do BNDES e de R$ 4,3 bilhões do Banco do Brasil à nova empresa, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou, no dia 16 de outubro de 2008, por 3 votos a 2, o novo Plano Geral de Outorgas do setor de telecomunicação, que flexibilizava as regras do setor no Brasil e permitia a venda da Brasil Telecom para a Telemar/Oi.

Além do empréstimo de R$ 6,9 bilhões de bancos públicos para viabilizar a venda da Brasil Telecom para a Telemar, os fundos de pensão estatais (Previ, Petros e Funcef) participaram ativamente da operação e passaram a ter cerca de 34% do capital da nova empresa de telecomunicação. Este episódio mostra de forma clara que o governo optou por criar uma companhia nacional de grande porte no setor de telecomunicação – não havia a possibilidade de a venda ter acontecido para um grupo estrangeiro.

Infelizmente, depois de quatro anos dessa aposta na criação de mais um campeão nacional que na época era uma aposta que muitos do governo diziam que era uma aposta de baixo risco, dado o forte crescimento do mercado brasileiro, o resultado foi que a companhia aumentou excessivamente o seu endividamento e não entregou o retorno esperado.

[…] O final dessa história é muito simples: o governo operou em 2007 e 2008 para criar um super tele brasileira e o script saiu errado. Se criou uma grande companhia sem capacidade de investimento e com um baixo valor de mercado (R$ 8 bilhões) frente ao seu endividamento. E na fusão anunciada hoje parece que haverá uma transferência do knowhow do grupo português para o grupo brasileiro – uma história diferente da saga por trás da fusão da AMBEV com a belga Interbrew, em 2004, quando o grupo brasileiro passou a controlar operacionalmente a nova companhia e iniciar um processo de internacionalização que se mostraria ainda mais ousado com a compra da Anheuser-Busch nos EUA, em 2008, e do Grupo Modelo do México, em 2012.

Os dois casos referidos acima são de fusão com vistas a ganhar escala para se internacionalizar, mas o caso da AB INBEV teve por trás uma estratégia privada, enquanto o caso Brasil Telecom/Oi teve como origem uma aposta de política industrial. No caso que nasceu de uma estratégia privada, o grupo brasileiro levou seu estilo de gestão para o resto do mundo No outro caso que foi planejado a partir de uma visão de política industrial, o grupo de fora (Portugal Telecom) é quem vai colocar o seu estilo de gestão. […]

POR ONDE COMEÇAR?

Primeiro: este caso revela um escândalo monstruoso. Uma pessoa usou o governo para criar vantagens para seu filho (que tornou-se milionário sem ter competência para tanto, valendo-se, única e excusivamente, da condição de filho do presidente da República). Para isso, órgãos de Estado foram usados (Ministério das Comunicações, ANATEL etc), a legislação foi alterada com o intuito de possibilitar UM ÚNICO NEGÓCIO, e os cidadãos não obtiveram um NENHUM benefício sequer. Pelo contrário: pagarão uma conta por um negócio que não deu certo, mas foi financiado com recursos públicos (via BNDES, fundos de pensão etc).

Segundo: deixa claro que o ambiente concorrencial do Brasil é uma piada de mau gosto. Para conseguir fechar um negócio, o jeito é o jeitinho; basta aproximar-se do presidente da República corrupto, que ele dá um jeitinho de mudar as leis que estiverem te atrapalhando. Se sua empresa não tem dinheiro, tudo bem: você injeta alguns milhões numa empresinha de bosta do filho do presidente, e ele coloca o BNDES e/ou algumas estatais para financiar quase tudo – ou seja, sua empresa só precisa ter o suficiente para transformar um auxiliar de um zoológico num milionário.
A falta de escrúpulos e a baixeza ética são, afinal, parte do nome Luis Inácio da Silva. Esta é a mensagem claríssima que fica.

Terceiro: percebe-se que a imprensa não é tão rigorosa assim – afinal, com uma ou duas exceções, ninguém deu ao caso a dimensão que ele tem. A Veja deu uma capa ao assunto, gerou alguma (pequena) comoção sobre o tema, mas em pouco tempo o assunto foi esquecido. Aliás, o filho do Lulla processou a revista E PERDEU. Reinaldo Azevedo deu o destaque devido ao tema, inclusive trazendo com alguma frequência novas informações e desdobramentos sobre o caso (AQUI, por exemplo), mas isso ainda é pouco.
A Procuradoria da República deixou a investigação engavetada, não ouviu NENHUMA testemunha (convocou quantas?), e, subitamente, encerrou o caso (sem tê-lo, na prática, aberto).

Esta é a seriedade com a qual o Brasil acha que vai tornar-se “o país do futuro”?

ATUALIZAÇÃO: Depois que publiquei este post, tanto o Rodrigo Constantino quanto a Miriam Leitão trataram do mesmo assunto. Vale a pena conferir.

Comércio eletrônico busca lucro, não apenas vendas

O comércio eletrônico já passou por diversas fases no Brasil.

Agora, como retrata muito bem uma reportagem da Reuters (publicada na Folha de 21/09, AQUIna íntegra), ele está na fase de buscar lucratividade (grifos meus):

O comércio eletrônico mantém uma forte expansão no Brasil ante a desaceleração do varejo tradicional, mas agora com uma nova tônica: a busca da rentabilidade em primeiro lugar. Enquanto empresas como Máquina de Vendas e Ri Happy apostam na integração das lojas físicas e on-line, outras que se dedicam apenas à operação eletrônica, como a Netshoes, adotam a cobrança de frete para aumentar margens. “Até dois anos e meio atrás, eu só ouvia uma palavra do controlador: venda. Mas isso mudou para me dê dinheiro'”, diz o diretor de e-commerce da Máquina de Vendas, Marcelo Ribeiro. “Não há mais a possibilidade de vendermos com prejuízo.”

Segunda maior varejista de eletroeletrônicos e móveis do Brasil, e dona de marcas como Ricardo Eletro e Insinuante, a empresa vem integrando os centros de distribuição utilizados pelas lojas físicas. “Não posso desprezar 1.100 pontos de venda que temos no país”, afirmou Ribeiro. Com a integração, não é mais necessário, por exemplo, enviar uma geladeira de São Paulo para uma cidade no Pará, ao custo de R$ 300. Agora o produto sai do próprio Estado a um custo de R$ 20. A empresa de brinquedos Ri Happy segue o mesmo rumo. “Vivemos um momento de reintegração, com on-line e lojas físicas numa operação única”, diz o diretor de e-commerce, Roberto Wajnsztok.

As varejistas também vêm mudando a política de promoções para fretes. Ofertas de pagamento em prazos longos também estão caindo. “Hoje também cobramos frete e diminuímos o parcelamento, que caiu de 9 para 5 vezes sem juros”, diz Ribeiro. Para Wajnsztok, a operação da Ri Happy visa “dar lucro o tempo todo”. “Olhar o crescimento a qualquer preço é uma visão equivocada.”

Essa mudança de postura reflete a percepção das empresas de que é preciso ganhar eficiência para conquistar os clientes, em vez de simplesmente cair na receita sedutora, porém perigosa, de alongar prazos de pagamento e baratear as entregas.

A varejista de calçados Netshoes também está fazendo a transição. Apesar de ter superado a marca de R$ 1 bilhão em faturamento em 2012, ela ainda apresenta prejuízo. Para reverter esse quadro, a Netshoes adotou um sistema em que clientes com pressa para receber as encomendas pagam um valor maior pelo frete. “Consumíamos 16% da receita líquida com frete há dois anos. Agora passou para 6,5%”, afirma o vice-presidente de planejamento da varejista de artigos esportivos, José Rogério Luiz.

As vendas on-line avançaram 24% no primeiro semestre na comparação anual, segundo a E-bit, empresa especializada no setor. No mesmo período, as vendas totais do varejo subiram apenas 3%.

Comércio eletrônico

Evidentemente, a busca pelo lucro no e-commerce brasileiro chega alguns anos atrasada: esta reportagem da revista britânica The Economist, de 2002 (11 anos atrás!) já demonstrava algumas mudanças de mentalidade no que tange ao comércio eletrônico (novamente, grifos meus):

Conventional retailers face soft sales, but many online shops are jam-packed with customers, buying everything from trendy gadgets to budget hotel rooms. The share price of Amazon, an e-tailer that is tantalisingly close to profitability, and Expedia, an already profitable online travel agent, has more than doubled this year. Lastminute.com, a British e-commerce firm that plunged in 2001, finds itself, bungee-like, back in the FTSE 250 index of leading British companies.

It is not just the Internet-shopping boom that has delivered an early Christmas gift to investors. Behind the scenes, a more significant trend can be discerned. A year ago, the collapse in online advertising sales threatened any business—from portals such as AOL and Yahoo! to online magazines such as Salon—that had built itself around banner-advertising sales. Yet necessity is the mother of invention. Deprived of advertising dollars, some Internet firms have proved surprisingly adept at unearthing alternative sources of income, from subscriptions for digital content to fees for online services.

Thus eMarketer, a research firm, says that this year American consumers paid $1.2 billion for various Internet content (excluding gambling and pornography). This is barely one-quarter of what websites raised by selling advertising space. But the online ad market is struggling. Data from the Online Publishers Association (OPA), a trade group, show that Internet content revenues are doubling each year.

This growth should build on itself. As people find less free stuff available, they will become more comfortable with the notion of buying online content. It is already hard to find such former staples as a good free e-mail service or free online-data storage, as firms like Yahoo! nudge customers towards new “premium” offerings by making the free service less useful. Theendoffree.com, a website that tracks the shift towards paid-for content and services, posts daily evidence. The latest news? Visitors to filathlos.gr should no longer expect their Greek sports news free.

The OPA counts 1,700 websites that charge for some form of digital content, from greeting cards to games to genealogy services. Weightwatchers.com, a privately owned online dieting firm that introduced a subscription service in June 2001, says it pulls in about $5m a month in fees, suggesting a paying customer base that has already grown to around 300,000 cyberdieters. (Weightwatchers International, a $5 billion public firm that licenses its brand to its online cousin, has 1m dieters a week at offline meetings.) Match.com, an online dating-site where people post personal ads, has more than doubled its paying subscribers this year, to 650,000.

Still, the successful are few: just 50 sites collect 85% of revenues, according to the OPA. Some chargers are desperate. This month, AOL Time Warner said that its online advertising sales would halve next year, and that it was redoubling efforts to sell content. AOL’s latest plans have met with derision: repackaged news and entertainment remains a hard sell. But Americans will pay $14.99 for second-hand car histories from Carfax.com, $12.95 for personal credit-rating data from Equifax.com and $189.95 a year to search for their forebears at Ancestry.com, which claims over 900,000 paying subscribers. Some of the most valuable (and cheapest) content may come from customers. One site charging for “user-generated” content is Voyeurweb.com, whose audience of voyeurs and exhibitionists log on to look at do-it-yourself porn, a hobby that has boomed with the spread of digital cameras.

The Internet’s ability to bring people together cheaply and anonymously has made possible the creation of entirely new business models. Some are now starting to pay handsomely. For instance, eBay, an online auction site that is the leading exponent of profitable network creation, has raised prices this year; the value of its network of bargain-hunters has grown as more people join in. NCsoft, a Korean online-gaming company, boasts more than 4m customers (250,000 of whom pay subscriptions), who join swords in “massively multiplayer” games such as Lineage, a fantasy role-playing game that can involve hundreds of thousands of people at a time. Friendsreunited.co.uk, a British website that brings together old friends, claims 8m registered users, many of whom pay the £5 ($8) a year fee that the website charges to put people in touch with each other.

[…] None of this is likely to mean that Internet firms will deliver on the absurd claims of the late 1990s. But it does suggest that there are profits to be made by selling consumers content and services—as well as physical goods—online. A year ago, even this modest claim would have sounded as implausible as a visit down the chimney from Santa Claus.

Recomendo, ainda, algumas leituras para aqueles interessados em aprofundar a questão:

  1. http://www.economist.com/news/business/21586557-chinese-internet-firm-finds-better-way-make-money-tencents-worth
  2. http://www.emarketer.com/Article/B2Cs-B2Bs-See-Digital-Social-Ad-Spend-Rising-Traditional-Stalls/1010270
  3. http://www.emarketer.com/Article/Online-Shoppers-Brazil-Heavily-Swayed-by-Social-Media-Ads/1010269

Galinhas também curtem rock dos anos 80

Uma rede de criação de galinhas dos EUA inovou.

Abaixo você vê 3 comerciais que a Foster Farms está usando na terra do Tio Sam:

Neste blog, sempre abro espaço para propagandas bem boladas. Estas 3 se encaixam no perfil, não?!

Microsoft traz de volta o botão “iniciar” ao Windows

Já era público e sabido: a Microsoft, depois do fiasco do lançamento do Windows 8, decidira trazer de volta o botão “Iniciar” à base esquerda do sistema operacional. Mas a primeira propaganda da “nova” versão do Windows, a 8.1, mostra o mico:

Sim, isso é um mico da Microsoft. Como eu já escrevi antes (AQUI e AQUI, por exemplo), a Microsoft enfiou os pés pelas mãos com o Windows 8. Esta versão 8.1 não passa de um remendo, um conserto de última hora. Ou seja, um mico.

Aqui, um resumo do que foi escrito pela BusinessWeek sobre o Windows 8 e o 8.1:

Users told Microsoft not to kill the Start button. Even Microsoft co-founder Paul Allen publicly griped about its loss when he reviewed an early version of Windows 8. After a lot of soul searching, Microsoft saw the light and listened to users.

Bringing it back is a step in the right direction, but, as we said before, if you already tried Windows 8, and hated it, Windows 8.1 likely won’t change your mind, Start button or not. The bigger problem is that user interface just isn’t intuitive in a whole bunch of ways. It’s almost downright secretive.

 

“Breaking bad” atinge um recorde no valor de anúncios em TV a cabo

No último domingo (29 de Setembro), o canal a cabo AMC exibiu o último episódio da série “Breaking Bad”. Além de ter gerado muitas discussões nas redes sociais, o episódio fez com que o pequeno canal AMC batesse um recorde: 30 segundos no intervalo da série foram vendidos por até 400 mil dólares. A NBC, uma das 3 grandes redes de TV aberta (e, portanto, com audiências maiores) cobrou valores semelhantes no episódio final da série “The Office“.

No decorrer da 5a temporada do seriado, o mesmo tempo de anúncio custava cerca de 75 mil dólares – ou seja, o episódio final conseguiu a façanha de quintuplicar o preço. Há informações extraoficiais de que, com descontos (de agências etc), o custo final dos 30 segundos tenha batido na casa dos 250 mil dólares. Por ora, um dos maiores valores já cobrados em anúncios de seriados de TV ainda pertence a “Friends”: 30 segundos no episódio final (transmitido em 2004) foram vendidos por valores entre US$ 1,5 e US$ 2,3 milhões.

Para um canal da TV a cabo nos Estados Unidos, esses valores são realmente altos. Uma rápida comparação com os valores (e audiência/alcance) das grandes redes americanas dá esta dimensão: no seriado Lost, transmitido pela rede nacional ABC (outra das 3 grandes redes nacionais de TV aberta nos EUA, além da NBC e da CBS), os mesmos 30 segundos de propaganda custaram mais de 900 mil dólares – ou aproximadamente 100% mais, com uma audiência de 13,5 milhões de pessoas. Grosso modo, a ABC cobrou US$ 0,07 por telespectador.

Ainda não foram divulgados os números de audiência de “Breaking Bad”, mas há estimativas que mencionam mais de 8 milhões de espectadores. Se forem confirmados tais números, teríamos US$ 0,05 por espectador.

ATUALIZAÇÃO: Depois que redigi o post, foi divulgada a audiência de Breaking Bad: 10,3 milhões de telespectadores. Bateu todas as expectativas!

Um bom negócio para as agências e para os anunciantes!