Mais duas provas (precisava?) de que a educação no Brasil nunca foi prioridade

Como professor, fico muito triste em dizer isso, mas é inevitável: a educação, no Brasil, sempre foi um lixo. E, como se não bastasse, está cada dia pior.

Não se trata de colocar a culpa apenas no governo (neste ou naquele). Sim, todos os governos no Brasil, nos últimos 20 ou 30 anos, independentemente do partido ou da esfera (federal, estadual ou municipal), são responsáveis pela queda da qualidade da educação. Mas eles não são os ÚNICOS responsáveis/culpados.

Na semana passada, mais um sinal preocupante:

A Universidade de São Paulo (USP) caiu de posição no ranking da Times Higher Education (THE), a principal lista do ensino superior do mundo. Em 158.º lugar no passado, a instituição paulista agora figura entre as 226 e 250 melhores, segundo o levantamento 2013-2014, divulgado ontem. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) nem sequer aparece entre as 300 instituições. Com o revés da USP, o Brasil deixa o topo das 200 melhores universidades do mundo.

O THE não revela a posição exata de cada universidade depois do 200.º lugar. Dos países que tinham ao menos uma universidade no topo, o Brasil é o único que não está mais na lista. Hoje há 26 nações bem avaliadas, com a volta de Turquia, Espanha e Noruega. Não há nenhum país da América Latina. Os Estados Unidos, com 77 universidades, lideram o ranking, seguidos de Reino Unido, com 31, e Holanda, com 12. O Instituto Tecnológico da Califórnia aparece em primeiro lugar pelo terceiro ano seguido, à frente de Harvard, Oxford e Stanford.

O ranking adota 13 critérios para examinar as universidades, divididos em cinco categorias: ensino (30%), pesquisa (30%), citações (32,5%), parcerias com indústrias (2,5%) e diversidade internacional (5%). “A saída de USP e Unicamp surpreendeu porque ambas haviam avançado nos anos anteriores”, disse o editor da THE, Phil Baty, em entrevista ao Estado. Para ele, as universidades brasileiras enfrentam burocracia e dificuldades para contratar novos professores.

A reportagem solicitou entrevistas com representantes da USP. A instituição manifestou-se por meio de nota, na qual afirmou que a universidade esteve bem em outras avaliações e que há políticas de parcerias com outras instituições e intercâmbio de alunos e professores.

A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, estranha o resultado. “USP e Unicamp têm aumentado a presença no cenário acadêmico internacional. É importante considerar quais quesitos foram avaliados”, afirma. Para ela, o inglês é um dos principais obstáculos para pesquisadores brasileiros em trabalhos e publicações científicas estrangeiras.

A matéria do Estadão está AQUI na íntegra. Neste link pode-se, inclusive, observar o ranking completo. Recomendo uma olhadinha.

Também na semana passada, mais uma triste notícia para a educação: depois de 15 anos em queda, o analfabetismo voltou a crescer no Brasil. A íntegra da notícia está AQUI; abaixo, alguns trechos com grifos meus:

O analfabetismo cresceu no Brasil em 2012. O contingente de pessoas que não sabem ler nem escrever chegou a 13,2 milhões de pessoas, o equivalente a 8,7% da população residente no país. Em 2011, segundo o IBGE, o analfabetismo atingia 8,6% da população residente no país, 12,9 milhões de pessoas. Os dados constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até a alta de 2012, o analfabetismo no Brasil vinha em uma trajetória de queda. Em 2004, a taxa era de 11,5%. […]

Entre as cinco regiões brasileiras, na passagem de 2011 para 2012, o analfabetismo teve o maior aumento no Nordeste, onde passou de 16,9% para 17,4%. No mesmo período, o indicador cresceu 0,4 ponto percentual no Centro-Oeste, para 6,7%. Nessa base de comparação, a Pnad verificou que o analfabetismo caiu no Sul e no Norte do país, de 4,9% e 10,2%, respectivamente, para 4,4% e 10%. Já no Sudeste, o analfabetismo manteve-se estável em 4,8% em 2012 na comparação com o ano anterior.

A taxa de analfabetismo funcional foi estimada em 18,3%, o equivalente a 27,8 milhões de pessoas. Em 2011, a taxa era de 20,4%. O analfabetismo funcional é representado pela proporção de pessoas de 15 anos ou mais de idade com menos de quatro anos de estudos completos em relação ao total de pessoas de 15 anos ou mais de idade.

A definição de analfabetismo funcional utilizada na Pnad é da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A entidade estabelece que funcionalmente alfabetizada é a pessoa que pode participar de todas as atividades em que a alfabetização é necessária para o funcionamento efetivo do seu grupo e comunidade e também para lhe permitir continuar a utilizar a leitura, a escrita e o cálculo para seu próprio desenvolvimento e da comunidade.

As regiões Norte e Nordeste registraram os maiores percentuais de analfabetos funcionais em 2012, 21,9% e 28,4%, respectivamente. No Sudeste, o índice foi 13,2%; no Sul, 13,7%; e no Centro-Oeste, 16,5%.

A Pnad também pesquisou o nível de instrução da população brasileira. Na comparação entre 2011 e 2012, houve aumento do percentual daqueles que possuíam nível fundamental incompleto ou equivalente, de 31,5% para 33,5%. Por outro lado, no mesmo período, diminuiu a proporção das pessoas sem instrução e com menos de um ano de estudo, de 15,1% para 11,9%.

O percentual de pessoas com nível superior completo aumentou de 11,4%, em 2011, para 12%, em 2012. Assim, em 2012, havia 14,2 milhões de pessoas com nível superior completo, 6,5% a mais que em 2011.

Pois é…

A despeito de ser triste, lamentável, não chega a surpreender. O Brasil, sob Lulla, Dilma e PT, está emburrecendo cada vez mais. Os dados do IBGE apenas comprovam e reforçam este fato.

Não se trata APENAS da já conhecida incompetência de Dilma Rousseff. Apesar de estar conseguindo superar até seu mentor-padrinho em termos de incompetência, ignorância e arrogância, o que está em curso é uma ação com finalidade específica: nenhuma ditadura gosta de uma população inteligente, bem instruída, pensante.

Vejamos esta notícia AQUI:

As verbas de combate ao analfabetismo foram praticamente zeradas. Acabou o combate a esta chaga, a esta vergonha, a esta indignidade chamada analfabetismo. Em 2011, foram aplicados mais de R$ 600 milhões. A verba foi reduzida a pouco mais de 10% em 2012, ficando em R$ 69 milhões. Em 2013, até agora, foram aplicados míseros e vergonhosos R$ 9 mil reais. Este valor é um terço do que Dilma Rousseff pagou por uma diária em hotel de luxo em New York, recentemente. Não é à toa que o alfabetismo está subindo.

Finalmente, trecho do editorial do Estadão de 01/10:

Depois da universalização das matrículas no ensino fundamental, que foi uma das principais conquistas do país das décadas de 1990 e 2000, era de esperar uma significativa melhoria na qualidade das escolas nos últimos anos. Mas, em vez do desenvolvimento natural rumo a uma educação básica mais eficiente, capaz de assegurar ao país a formação de capital humano de que necessita para poder crescer e passar para níveis mais sofisticados de produção, o Brasil está retrocedendo.

Essa é uma das mais importantes ─ e preocupantes ─ conclusões que podem ser extraídas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2012, divulgada pelo IBGE. A pesquisa é realizada desde 1967 e traz informações sobre população, migração, trabalho, rendimento e domicílios, além de educação. A partir de 2004, ela passou a cobrir todo o país. Para realizar a Pnad de 2012, os técnicos do IBGE consultaram 147 mil domicílios.

[…] Os números da Pnad mostram, no entanto, que, em vez de aumentar o número de pessoas preparadas para enfrentar o ambiente competitivo de um mercado de trabalho cada vez mais sofisticado em termos tecnológicos, a educação brasileira está no caminho inverso. E, com isso, o Brasil permanece com um importante segmento da população à margem do processo econômico, por falta de instrução, o que agrava a desigualdade. Esse é o atestado do fracasso da política educacional adotada nos últimos anos. Ela agitou bandeiras politicamente vistosas, como a adoção do sistema de cotas raciais, a democratização do ensino superior e a criação de universidades. Mas revelou-se incapaz de alfabetizar e preparar milhões de brasileiros para o mercado de trabalho, negando-lhes com isso as condições para que possam se emancipar econômica e socialmente.

Uma salva de palmas para a presidenta-ignoranta-incompetenta!

Palmas também para o PIOR MINISTRO DA EDUCAÇÃO DA HISTÓRIA DO BRASIL, Fernando Haddad! 

Haddadd

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