Lulla e Bush: os iguais se atraem

O artigo do Clóvis Rossi (de 11/05/08) é delicioso:

O repórter Ricardo Balthazar (“Valor Econômico”) publicou nesta semana valioso resumo das relações entre os governos George Walker Bush e Luiz Inácio Lula da Silva, extraídos de documentos confidenciais do Departamento de Estado.
Não há uma revelação bombástica ou algo que não desse para notar mesmo de fora dos salões em que se tecem os entendimentos entre governantes. Mas deles emerge claramente o seguinte:
1 – Lula mostrou antes aos norte-americanos que seria a “metamorfose ambulante” que só depois contaria aos brasileiros.
2 – Lula comprometeu-se com o governo Bush a não servir “surpresas” na política econômica. Ou seja, a arquivar as “bravatas” do velho PT e a seguir o receituário herdado de Fernando Henrique Cardoso, pró-mercado e pró-credores.
Se os documentos se referissem ao diálogo entre FHC e Bush (ou Clinton), o velho PT de língua afiada imediatamente gritaria “vendido ao imperialismo”.
Agora, faz-se silêncio denso em todos os quadrantes político-ideológicos. De fato, não dá para dizer que os documentos revelam submissão. Mas aparece nitidamente uma espécie de pacto de não-agressão (aos interesses dos Estados Unidos, inclusive de suas empresas), em troca do aval ao que Bush, brincando, diria ser uma “boa política republicana” (republicana no sentido de Partido Republicano, um dos diabos preferidos da antiga demonologia da esquerda).
Talvez o pacto tenha sido inevitável. Quem não o fez (Hugo Chávez, Evo Morales) sofreu ou sofre tentativas de golpe ou conspirações.
De todo modo, fica claro que é uma fraude o discurso antielite que Lula ainda adota e que freqüenta o vocabulário de muito petista, especialmente da ala hidrófoba-debilóide. Ninguém é mais elite do que a elite das potências.
E ela adora Lula.

Eleições e Olimpíadas

Uma criança de quatro anos, em vista da visibilidade dos Jogos Pan-americanos e dos Jogos Olímpicos, pergunta para o seu pai:

– Papai, o que são PARA-OLIMPÍADAS?

O pai, com habilidade, responde à filhinha:
– Assim como tivemos o PAN e o PARA-PAN, teremos as Olimpíadas e as PARA-OLIMPÍADAS. As PARA-OLIMPÍADAS, como o PARA-PAN, são para os atletas especiais, com deficiência física, mental, entendeu, filhinha?

– Ah, papai, entendi. Por isso é que teve eleição PARA-PRESIDENTE e o Lula ganhou, né?

Prioridades

As cinco prioridades de Rei Mulla, numa charge que dispensa comentários:
Prioridades do PT
Prioridades do PT

Singelas desculpas

placa de desculpas
placa de desculpas

Sim, é preciso pedir desculpas mesmo.

Mas, em último caso, temos que lidar com as cagadas do Lulla. Neste caso, vamos nos divertir AQUI.

Atualização dos dicionários

Graças à sempre bem-vinda colaboração do amigo Lúcio Wandeck, fui informado da (pertinente) atualização dos dicionários brasileiros pela inclusão de novo termo:

Lular. [Do analfabeto Lula] Verbo totalmente irregular de estranha conjugação.

1. Ocultar ou encobrir com astúcia e safadeza; disfarçar com a maior cara de pau e cinismo.

2. Não dar a perceber, apesar de ululantes e genuínas evidências; calar.

3. Fingir, simular inocência angelical.

4. Proceder com hipocrisia.

5. Ocultar-se, esconder-se, fugir da resposta.

6. Tirar o dele da reta, atingindo sempre o amigo mais próximo, sem dó nem piedade (antes o dele do que o meu!).

7. Encobrir, disfarçar, negar sem olhar para as câmeras e nos olhos das pessoas.

8. Fraudar, iludir

9. Afirmar coisa que sabe ser contrária à verdade, acreditar que os fins justificam os meios.

10. Voar com dinheiro alheio.

11. Enriquecer a família, transformar um peão de zoológico em grande pecuarista.

Adeus, Lulinha

A notícia é do site Meio & Mensagem (especializado em propaganda e mídia):

O canal musical Play TV não está mais no ar. Confirmando os rumores de que a parceria com a empresa Gamecorp não teria continuidade – conforme já havia sido noticiado pelo M&M Online – o Grupo Bandeirantes não exibe mais a programação do canal desde a última segunda-feira, 7.

Para preencher a lacuna deixada, a Band colocou no ar a programação da Rede 21, que ocupava o espaço antes da entrada da Play TV, ocorrida há pouco mais de dois anos.

Informações veiculadas na imprensa nas últimas semanas davam como certas as intenções da Bandeirantes em romper a parceria com a emissora musical, cujo contrato expiraria no final do mês de julho. Em contrapartida, a diretoria da Play TV parecia empenhada em convencer a antiga casa das vantagens em manter o contrato de programação.

De acordo com informações obtidas pela reportagem, a decisão final acerca do rompimento teria sido tomada na última sexta-feira, 4, e foi recebida com bastante surpresa até pela própria Play TV, que esperava conseguir uma conciliação com a Bandeirantes que garantisse a continuidade da veiculação de seus programas por, pelo menos, mais alguns meses.

Em entrevista publicada na edição 1316 de Meio & Mensagem, do último dia 7, o sócio e vice-presidente da Play TV, Paulo Leal, falou sobre os investimentos do canal para a cobertura e transmissão do Rock In Rio Madri, que aconteceria a partir do 11 e chegou a afirmar que esperava que a avaliação acerca da continuidade do contrato fosse feita com ponderação pela diretoria da Band.

O executivo também disse que, em termos de faturamento publicitário, a Play TV vinha cumprindo seu papel de forma satisfatória. A empresa, agora, estuda a possibilidade de novas parcerias com ouros veículos que possam abrigar seu conteúdo televisivo.

Logo após a repentina decisão, a Band já iniciou a semana com uma nova home no portal que antes abrigava o conteúdo do Play TV. A emissora colocou um grande logotipo da Rede 21, acompanhado das frases ‘Aguarde. Nosso novo site está quase pronto’, sugerindo que, em breve, apresentará novidades para o espaço do canal.

Até o início da tarde desta terça-feira, 8, a Bandeirantes não fez nenhum pronunciamento oficial declarando o fim da parceria e suas respectivas justificativas.

Pois é…… Agora resta saber se o “empresário” Lulinha voltará a dar expediente no zoológico, ganhando salário de R$ 800,00, ou se a Oi/Telemar vai continuar pagando uma “mesada” ao filho do Presidente da República por agradecimento à mudança na lei que permitiu a fusão com a BrasilTelecom…..

O pior do Brasil é o Brasileiro (3)

Dando seqüência a posts anteriores (aqui e aqui), o “Painel do Leitor” da folha de São Paulo de ontem (05/07) trouxe mais um pedaço da ignorância que atrasa o Brasil, na forma de palavras:

“As aparências não enganam. A julgar pelo visual da ex-senadora Ingrid Betancourt, ou o acampamento das Farc é um “spa” ou existe armação em torno desse “fantástico” resgate. Pena que as notícias publicadas nos jornais daqui se originem sempre das agências norte-americanas. Tenho dúvidas se isto merece o nome de informação.”
PATRICIA PORTO DA SILVA (Rio de Janeiro, RJ)

A criatura aí estava preocupada com a APARÊNCIA da pessoa que passou 6 anos seqüestrada ??????? É isso mesmo ?????

Deve ser leitora da Caras……

A menção pejorativa às agências noticiosas norte-americanas não esconde o ranço burro-ideológico da autora do petardo de “iguinorânssia“….. Esta dona Patrícia, provavelmente, prefere acreditar na Carta Capital, Agência Brasil de Fato, Granma, site do MST etc…..

Mas se a dona Patrícia acha que “as aparências NÃO enganam”, quero presenteá-la com algumas imagens (que, portanto, NÃO mentem):

O que será que dona Patrícia acha do spa do Alvorada ?????

Lei Seca – proposta

Lei Seca – sugestão de medida complementar
Os motoristas de todo o Brasil concordam em se submeter pacificamente à aplicação da Lei Seca
[lei-cidadã de inequívoco alcance no que concerne à segurança dos transeuntes, passageiros e motoristas brasileiros],sugerindo, contudo, que a sociedade examine a conveniência de que o
Presidente da República Federativa do Brasil seja submetido ao teste do bafômetro, ANTES DE::
– assinar quaisquer medidas provisórias, decretos, mensagens de veto total, leis ordinárias, complementares, delegadas, vetos parciais e propostas de emendas à Constituição;
– encaminhar projetos de leis ao Congresso;
– pronunciar discurso na sessão de abertura anual dos trabalhos da ONU ou no Congresso Nacional;
– se dirigir ao papa, reis, rainhas, ministros plenipotenciários, embaixadores ou representantes de países estrangeiros;
– se reunir com os presidentes da Venezuela, Argentina, Cuba e com o ex-presidente cubano;
– tomar parte em conclaves internacionais, a exemplo das Rodadas de Doha, Reuniões do Mercosul e quetais;
– se reunir com representantes de grandes corporações nacionais ou suas associações de classe ou corporações estrangeiras, sejam elas multinacionais ou não;
– se reunir com grupos estrangeiros interessados em adquirir empresas aéreas insolventes ou em fase de insolvência;
– pronunciar discursos em praça pública na inauguração de obras, programas ou em palanques políticos, os quais, na verdade, se confundem;
– afirmar que não sabia, não sabe e continua não sabendo;
– nomear autoridades do primeiro escalão da  República ou assinar atos de nomeação de presidentes e diretores de empresas estatais, paraestatais ou de economia mista;
– se reunir com assessores de qualquer nível, autoridades eclesiásticas ou representantes de quaisquer crenças, ritos, práticas religiosas, organizações não-governamentais legítimas ou de fachada e organizações da sociedade civil organizada;
– colocar na cabeça gorros do MST, da Via Campezina ou de outras organizações que tenham como lema “na lei ou na marra”;
– pronunciar discursos nos almoços anuais que lhe são oferecidos pelos oficiais-generais;
– reuniões coletivas de imprensa ou destinadas a apresentar programas de impacto social, políticas públicas, programas de aceleração e quetais;
– afirmar que a saúde pública no Brasil é supimpa;
– responder a perguntas de jornalistas nacionais ou estrangeiros; e
– antes do programa “Café da Manhã Com o Presidente”.
Por outro lado, os motoristas do Brasil sugerem que o Presidente da República seja dispensado do teste do bafômetro antes, durante ou depois de:
– reuniões em família;
– festas juninas;
– sessões no cineminha do Palácio do Alvorada;
– assistir programas televisivos humorísticos ou dominicais;
– colorir livros infantis;
– bate-papos informais na Granja do Torto ou no Alvorada;
– reuniões descontraídas com os “cumpanhêro”;
-emitir opiniões pessoais sobre o “Curíntia”, dentre elas às que se referem a escalações e táticas.
Que também seja dispensado do teste se,  ao acordar “invocado”, não resolver ligar para o presidente dos Estados-Unidos.
Contribuição (sempre valiosa) do amigo Lúcio Wandeck.

Benesses do poder (2)

Para complementar o post do dia 15/06 (aqui), fica a sugestão de buscar mais informações sobre a fusão entre Oi e BrasilTelecom AQUI.

Além disso, ficam outras leituras relacionadas:

Fusão Oi/BrT é alvo de críticas no Congresso
Terça-feira, 26 de fevereiro de 2008 – 09h24

BRASÍLIA – O deputado Walter Pinheiro (PT-BA) afirmou que a Anatel está “abrindo mão de sua independência” ao consultar o Ministério das Comunicações sobre a possível compra da Brasil Telecom (BrT) pela Oi (antiga Telemar).

“A Anatel tinha que disparar o processo de consulta pública, de audiências, tocar isso. Ao invés de botar num sedex [serviço postal de entrega rápida] para chegar ao ministério, deveria colocar para funcionar”, afirmou Pinheiro.

Ele se referia ao fato de a Anatel ter enviado documento ao Ministério das Comunicações depois de receber pedido da Associação das Empresas de Telefonia Fixa (Abrafix) para mudanças nas regras que proíbem a compra de uma empresa por outra.

A alegação da Anatel é de que se trataria de política pública. “Achei esdrúxulo. No cumprimento de suas tarefas legais, a Anatel não tem que pedir bênção a ministro nenhum”, criticou Pinheiro.

Segundo o deputado, a agência tem se posicionado em “marcha lenta” e deve dizer o que fere, ou não, a lei quando há duas concessionárias outorgadas estudando uma incorporação: “Quem vai meter mão nisso? É o Hélio Costa [ministro das Comunicações] ? Não. O papel é da Anatel.”

FONTE: Agência Brasil

Outra:

Renato Guerreiro, ex-presidente da Anatel, classificou como uma “questão casuística” a possível fusão entre Oi e Brasil Telecom. Para ele, é necessário rever os planos para o setor de telecomunicações no país antes de se pensar em criar uma operadora gigante. “A fusão só pode ser admitida na medida em que ela traga benefícios para o Brasil. Por enquanto, ela fere os interesses do país”, disse Guerreiro, que foi presidente da Anatel entre 1997 e 2002.

As regras do setor de Telecom, criadas após a privatização da Telebrás em 1998, proíbem fusões entre as quatro grandes operadoras de telefonia fixa – Brasil Telecom, Telemar, Telefônica e Embratel. O objetivo é assegurar o equilíbrio entre as grandes empresas regionais.

Do lado das operadoras, há uma pressão para que essas regras sejam alteradas pelo Governo Federal. Segundo os controladores de Oi e Brasil Telecom, o objetivo é evitar que as empresas brasileiras sejam engolidas por grandes grupos internacionais.

Na opinião de Guerreiro, os serviços convergentes – como o triple play e o quadruple play – são a questão crucial. Segundo ele, o modelo de interconexão é um exemplo do que deverá ser repensado antes que o mercado se concentre em quatro ou cinco grandes empresas de telecomunicação.

O ex-presidente da agência acredita que a regulamentação que não se adequar a esse novo ambiente será superada por soluções alternativas das empresas. “Fazer regulamentação baseada em tecnologia é um erro crasso nos dias de hoje”, disse Guerreiro durante um seminário realizado na cidade de São Paulo pelo Instituto de Tecnologia Promon.

Fonte: http://info.abril.com.br/aberto/infonews/102007/31102007-4.shl