Por que a TAG Heuer vai vender um relógio que mais parece um computador?

Lendo o jornal, me deparo com a seguinte notícia (íntegra AQUI):

Segundo a Bloomberg, a TAG Heuer irá lançar um modelo de relógio inteligente entre outubro e novembro. O preço, segundo algumas fontes da publicação, deverá ser de US$ 1400 (aproximadamente R$ 4200).
O aparelho, que utilizará o sistema Android Wear, terá uma bateria com autonomia de 40 horas, segundo o dirigente de atividades relojoeiras da Louis Vuitton SE, Jean-Claude Biver. Tal duração é muito superior às 16h de bateria do Apple Watch, concorrente direto do relógio da empresa suíça.
Na apresentação do relógio, Biver disse que espera vender “milhões e milhões e milhões deles”. Além disso, ressaltou que “quanto mais eles venderem, mais pessoas irão desejar algo diferente e ir para a TAG Heuer.”
O dispositivo é o primeiro a ser anunciado após a oficialização da parceria entre TAG Heuer, Google e Intel.

Logo que a TAG Heuer divulgou sua parceria com o Google, há algum tempo, eu comentei em sala de aula a situação. Naquela época, a parceria ainda era muito vaga, mas agora, pelo visto, a coisa está mais sólida, e o relógio inteligente da TAG deve chegar em breve ao mercado – portanto, vale retomar.

1513673_471442923002730_2471890243243248614_n

Por que uma fabricante tão tradicional de relógios caríssimos, de alta qualidade, vai se “aventurar” a fabricar e vender relógios que mais se parecem com computadores de pulso do que com relógios propriamente ditos? Qual seria o interesse – tanto da TAG Heuer quanto do Google? Quais os benefícios/ganhos para cada um?

11071530_471442909669398_5893564678456489780_n

A TAG Heuer é uma empresa centenária (foi fundada em 1860), um dos tradicionais fabricantes de relógios suíços, reconhecidos mundialmente pela precisão, pela qualidade – e, claro, pelo preço elevado.

Sua comunicação busca associar a marca à precisão e qualidade através da parceria com o esporte – a TAG Heuer firmou-se há muito tempo como cronometrista oficial da Fórmula 1 e outras modalidades esportivas. Estou colocando algumas imagens que ilustram esta linha de comunicação ao longo do texto, mas creio que uma das mais significativas é esta aqui:

11164804_485482208265468_7362678565462327688_n

Há muitos anos, a TAG Heuer foi patrocinadora do Ayrton Senna, e ele, inclusive, foi um dos responsáveis pela entrada da TAG no mercado brasileiro, de forma oficial, no final dos anos 1980, início dos 1990. Neste ano, a TAG fez esta homenagem ao Senna. Mais do que um parceiro comercial ele foi (e, de certa forma, ainda é) uma das caras da TAG Heuer no mercado brasileiro.

A história da TAG Heuer, mundialmente, é repleta de eventos marcantes, e sua linha de produtos jamais abriu mão da altíssima qualidade – dos materiais e matérias-primas empregados, até a embalagem, transporte, apresentação etc. Isso, evidentemente, tem o reflexo direto na estratégia de precificação: a despeito de ser menos conhecida, no Brasil, do que marcas como Rolex e Omega, a TAG Heuer compete diretamente com estes fabricantes. Faz algum tempo que não pesquiso os preços, aqui no Brasil, de um TAG, mas imagino que o modelo mais simples, mais barato, não deva custar menos do que R$ 5 mil, especialmente com o recente aumento do dólar.

11168383_486308758182813_4740872298499198459_o

Em 1962, a TAG Heuer conseguiu um feito memorável: o astronauta John Glenn orbitou a Terra 3 vezes com um cronômetro da marca, e o fato, obviamente, foi muito usado na comunicação da marca:

11053687_462351650578524_793298664338190028_n

A TAG Heuer sempre associou sua marca a eventos esportivos – a princípio, automobilismo, desde a Fórmula 1, com maior visibilidade internacional, às diversas modalidades européias que no Brasil são pouco divulgadas/conhecidas.
Nas últimas décadas, a TAG Heuer vem expandindo seus patrocínios a outros esportes também, notadamente (mas não apenas) tênis e golfe, sempre buscando atletas de alto rendimento para firmar contratos de patrocínio.

11018989_461666743980348_2899153277299396283_n

Não por coincidência a marca prefere esportes considerados de elite, que atraem o interesse de um público rico – o que, registre-se, faz todo o sentido, dadas as características dos produtos TAG Heuer.

11069598_467111383435884_9206131055546818_n

A lista de atletas patrocinados pela TAG Heuer é seleta, e inclui nomes como Tiger Woods e Maria Sharapova, além de corredores em diversas categorias do automobilismo europeu e norte-americano (desde 2004, a TAG Heuer é a cronometrista oficial da Fórmula Indy). A TAG Heuer também tem patrocinado eventos como regatas e a Maratona de New York (não tão “elitista” quanto uma regata, mas devido à tradição do evento, alinha-se à estratégia de comunicação & promoção).

Tag-Heuer-Billboard-TCS-NYC-Marathon

esportistasmusosdamoda_f_085

Portanto, retomo as perguntas lá do começo: POR QUÊ?

Por que a TAG Heuer iria se aventurar com os relógios inteligentes (que são mais parecidos com computadores do que com relógios propriamente ditos) quando ela tem esta história toda na área de expertise dela? Afinal, a TAG Heuer não tem tecnologia nem conhecimento (know-how) com computadores ou derivados, ela sabe fazer relógios – precisos, duráveis, bonitos, caros etc. Então, o que ela vai agregar ao negócio?

Há apenas uma resposta para tudo isso: MARCA.
Secundariamente, canais de distribuição – mas o fator mais importante, de longe, é a imagem da marca. A palavra-chave neste acordo TAG Heuer + Google + Intel, sob a ótica da TAG Heuer, é branding. Ela expande a marca para um novo segmento de mercado, uma mercado ainda em gestação, mas trata-se de relógios — ainda que, repito, se pareçam mais com computadores do que com os tradicionais relógios que a TAG fabrica.

O Google é reconhecido como o gigante da internet, mas ele não tem “nome” como fabricante de relógios. A TAG Heuer, por outro lado, tem uma longa e brilhante história com relógios de qualidade — portanto, as pessoas conhecem e confiam na marca quando se trata de um relógio. O público alvo da TAG Heuer, pessoas de alto poder aquisitivo, conhecem a marca, e sabem da qualidade dos seus produtos — portanto, compram com mais facilidade. O preço, já se sabe antecipadamente, vai ser alto — mas esse público alvo não se importa de pagar caro pela qualidade oferecida.

A Apple, por diversas razões, conseguiu firmar sua marca atrelada à qualidade – e, assim como a TAG Heuer, cobra caro por esta qualidade. Para concorrer com os relógios inteligentes da Apple, o Google precisa agregar valor ao seu produto; a marca TAG Heuer significa muito valor agregado. Esta parceria, portanto, faz muito mais sentido para o Google: é ele quem mais se beneficia, porque poderá, com a marca TAG Heuer, cobrar um preço premium por um produto que se estampasse apenas a marca Google teria que ser vendido a preços significativamente  menores – e com uma margem de lucro evidentemente menor.

O Google tem o software (Android) para o relógio inteligente, a Intel tem o hardware (processadores), e a TAG Heuer tem a marca e os canais de distribuição seletiva já consolidados no mundo inteiro, especialmente Europa, América e Ásia — mercados com maior poder de compra, nos quais um relógio de alto valor agregado tem maior potencial de vendas.

Além disso, o Google tem um público alvo gigantesco: todos com acesso à internet. O problema é o seguinte: quem acessa a internet não necessariamente vai comprar um relógio de R$ 5 mil ou mais. Aliás, uma ínfima parcela de quem tem acesso à internet paga esse valor num relógio. Neste sentido, portanto, o gigante público que já é cliente do Google quando está diante de um computador (ou tablet) NÃO será cliente do Google quando sair da frente do computador e for comprar um relógio inteligente.

Esta parceria Google + Intel + TAG Heuer, contudo, não impede que o Google ofereça o seu relógio, com a marca Google, para um público alvo diferente: mais numeroso, mas com poder de compra menor, o que significa ganhar em escala, com margens mais magras e preços menores, e com distribuição mais ampla (intensiva).
O maior beneficiado, portanto, é o Google. Mas trata-se de uma boa parceria para as 3 empresas. Quem poderia ficar incomodado com esta parceria (e com o produto resultante dela) seria a Apple, mas não creio que ela esteja muito preocupada — pelo menos não neste momento.

A TAG Heuer saiu de um recente fracasso: ela inventou de fazer um celular com sua marca. Foi um retumbante fiasco.

As causas deste fiasco são variadas. Mas passam por questões que eu já citei aqui: a TAG Heuer não tem o conhecimento de produtos fora do setor relojoeiro. No caso do celular, ela teve boas intenções, e investiu inclusive numa tentativa de carregar a bateria do aparelho com luz solar. O celular era lindo, caro, e reunia diversos predicados. Mas comercialmente foi um fiasco.

TAG-Heuer-Meridiist-1

Um aparelho até mais caro do que um iPhone? Precisa oferecer mais do que o iPhone, então. E o celular da TAG Heuer, chamado Meridiist, tinha uma aparência linda (imagem acima), mas em termos de recursos perdia para o iPhone – especialmente graças ao ecossistema Apple.

Talvez o fracasso com o celular tenha ensinado à TAG Heuer uma lição valiosa — e isto pode ter sido a chave para a parceria com a Intel e o Google: buscar quem tem know-how quando sua empresa resolve entrar num mercado desconhecido para ela. Aquele conceito básico do Porter, as 5 forças competitivas, pode ter mostrado à TAG Heuer que ela tem muito a ensinar na produção de excelentes relógios, mas também muito a aprender em termos de gestão.

#HumanizaRedes é o mais novo fiasco do PT

Em tese, o novo mandato de Dilma Rousseff começou em Janeiro de 2015 – portanto, há pouco mais de 4 meses. Neste período, foram tantas crises causadas pela incompetência do próprio governo que qualquer pessoa com QI acima de 12 morreria de pena – ou de rir. Foram tantos erros, de proporções tão surpreendentes, que a sensação é a de fim de governo. Mas como se trata de Dilma Rousseff, tudo sempre pode piorar. E piora mesmo.

Na semana passada, o governo fez um evento para lançar uma proposta chamada #HumanizaRedes – sim, com a hashtag. Desde então, a conta desse “serviço” no twitter tem sido a efígie do (des)governo Dilma: só enfiou os pés pelas mãos, só fez (e escreveu) besteira. Mas a melhor parte: desde sexta-feira (há 4 dias, portanto), a conta vem sendo bombardeada no twitter (não acompanho no Facebook, mas imagino que também esteja) graças a uma iniciativa ABSOLUTAMENTE GENIAL do Danilo Gentili:

Ao iG, Danilo falou nesta segunda-feira (13) sobre o perfil Desumaniza Redes e contou que comprou pessoalmente um prêmio para os participantes. “Comprei um Playstation do meu bolso e vou sortear pra quem mais xingar as redes sociais que o governo criou para combater ‘o ódio’ na internet”, conta. Até o fechamento desta matéria, o perfil do governo contabilizava 7,5 mil seguidores enquanto o criado por Gentili marcava 23,5 mil. Procurada pelo iG, a assessoria de comunicação da Presidência da República não retornou o contato.
“Essa conversa de dividir pra conquistar já deu no saco e está muto manjada. Eles sempre criam algum termo bonitinho em novalíngua mas que no mundo real significa ‘censura’ pura e simples. Essa bobagem autoritária está toda sendo paga com o meu e o seu dinheiro. Usam nosso dinheiro para dizer pra gente o que podemos ou não falar”, argumenta o apresentador. “Dessa vez criaram ‘humanizar’. Claro, eles são os ‘humanizadores’ e, se você der qualquer opinião contrária à agenda política deles, torna-se o oposto disso, ou seja, ‘desumano’. E, dessa forma, vão marginalizando e criminalizando opiniões contrárias à ideologia e à agenda política deles. Então, se esses canalhas são os humanos, temos que ter orgulho em ser desumanos – e manter a liberdade para isso, sempre”, defende Danilo.
Para finalizar, Danilo propõe fazer o contrário do que pede a campanha oficial. “Até desenho criminalizando opinião eles já fizeram para explicar para retardados a censura. Com esses autoritários não tem que dialogar, só ‘desumanizar’ mesmo”.

O Danilo Gentili está coberto de razão: não existe forma “respeitosa” e/ou “racional” para lidar com (mais) esta iniciativa burra, tosca e petética do PT; só resta recorrer ao humor para expor mais uma tentativa forçada de impôr uma agenda que, sob o disfarce inócuo do “politicamente correto” embute um objetivo do PT e de suas linhas auxiliares: a supressão do direito de opinião, da liberdade de pensamento. Vejam o vídeo:

É preciso retomar um fato aqui: algumas (poucas) semanas atrás, o Estadão divulgou um relatório supostamente produzido pela Secretaria de Comunicação da Presidência (SECOM), que escancarava alguns fatos graves – mas amplamente conhecidos por qualquer pessoa que se informe um pouquinho e tenha capacidade de pensar.

O documento escancarou que o PT vem usando, há bastante tempo, dinheiro e estrutura do Estado (portanto sustentado com o dinheiro dos impostos, taxas e tarifas de todo o cidadão brasileiro) para sustentar uma rede de blogs e sites sujos (que eu costumo chamar de esgotosfera) cuja única finalidade é defender o PT e, para tanto, acusar quem quer que seja dos mais hediondos crimes, ofensas etc. São blogs/sites do mais baixo nível, com textos pavorosos, imagens feitas para ofender mesmo e, se preciso, espalhar mentiras das mais descabidas sobre adversários políticos quando interessa ao PT. Um deles publicou, na época do julgamento do mensalão, uma imagem comparando o Ministro Joaquim Barbosa a um macaco; o mesmo blog, em 2010, havia chamado todos os paulistas de “bestas” – na época, salvei a página, porque acabaria, claro, saindo do ar; essa gente não assume as responsabilidades pelas mentiras, calúnias e impropérios que publicam:

Blog da Dilma e os paulistas BESTAS
Clique na imagem para ampliar

Além desses blogs e sites que são lidos e produzidos por uma escumalha desqualificada, o documento da SECOM menciona a Dilma Bolada, aquela aberração que começou como um perfil de humor e acabou transformando-se numa pantomima ridícula e ofensiva. E paga – a peso de ouro. Repetindo: tudo com dinheiro público!

Não custa lembrar, ainda, os subterfúgios aos quais o PT recorre, sem nenhum pudor, em época eleitoral, conforme eu detalhei AQUI no blog. São ações das mais baixas, torpes, para espalhar mentiras e evitar qualquer processo judicial.

Dentro deste contexto, portanto, não adianta imaginar que acionar o governo pelas vias legais seja suficiente para barrar uma iniciativa como esta #HumanizaRedes. Não é.

O melhor, mais rápido, mais efetivo jeito é exatamente este que o Danilo Gentili escolheu: usar uma das características das redes sociais para promover a esculhambação – pela via do humor. Deixar claro que a iniciativa é tosca, ridícula, e tem uma finalidade nada republicana. Basta acompanhar o perfil @desumanizaredes no Twitter para ver que o objetivo tem sido alcançado. Com folga. Ao final do texto mostrarei alguns exemplos. Por ora, fiquemos com o #HumanizaRedes propriamente dito.

O primeiro ponto a ser observado: verifique quais pessoas/perfis o @HumanizaRedes segue no twitter. Apenas e tão somente perfis que defendem Dilma, o PT ou suas linhas auxiliares. Muitas dessas pessoas/perfis, aliás, produzem ofensas e violações de direitos humanos na internet – mas isso não importa, pois defendem a Dilma, o PT, os corruPTos de estimação deles etc…

O segundo ponto: na última segunda-feira (13/04) começou uma polêmica levantada justamente graças ao @DesumanizaRedes: o logotipo do governista #HumanizaRedes é um plágio. Depois, descobriu-se que era uma imagem de uso gratuito, mas não poderia, por contrato, ser usada como logotipo de uma empresa/organização. Mais tarde (tudo no mesmo dia!), descobriu-se que a Leo Burnet foi a agência que desenvolveu a “campanha” do #HumanizaRedes (por enquanto não há “campanha” nenhuma, apenas um site bem ruinzinho e um perfil do Facebook e no Twitter). A seguir (ainda no mesmo dia!) o burburinho foi acerca do valor gasto pela Presidência da República com esta iniciativa tosca.

Desde a criação do perfil @DesumanizRedes, tudo o que o site governista fez foi tentar se explicar. E só conseguiu enrolar-se mais. Tiveram que emitir uma nota, para tentar esclarecer o plágio do logo. A nota emitida afirmava:

“A logomarca do Humaniza Redes – Compartilhando Respeito foi desenvolvida pela agência Leo Burnett Tailor Made, responsável pela conta da Secom, conforme apontado no Portal Transparência. O Humaniza Redes esclarece que não há plágio, visto que a imagem é encontrada com royalties free, no banco público Getty Images”

Qual o problema com essa nota? Simples: ou a logomarca foi desenvolvida pela Leo Burnett ou não foi. Se ela está no banco público Getty Images, ela não foi desenvolvida pela Leo Burnett para o site. Ou uma coisa, ou outra.

Não foi esclarecido o valor gasto – com a logomarca especificamente, nem tampouco com o site como um todo. Até porque o site não oferece nada de novo, em termos de serviço ao cidadão. Leia os detalhes AQUI.

OUTRA COISA: Na segunda-feira à tarde, depois que houve o questionamento sobre o plágio, mudaram a imagem do perfil @HumanizaRedes no Twitter. Apareceu este aqui:

DesumanizaRedes_2015-Apr-13Depois disso, não sei exatamente em qual momento (não fiquei acompanhando o caso 24 horas ininterruptamente), o logo originalmente usado acabou retornando:

#HumanizaRedes 1Resumindo: o PT usa o governo (e suas estruturas, como Ministérios, Secretarias, autarquias, bancos, estatais etc) para financiar uma rede de blogs, sites e perfis ofensivos, burros e/ou criminosos (isso quando não reunem todas essas características de uma só vez), cujo objetivo é tentar silenciar qualquer um que se oponha ao governo. E o que foi feito para impedir isso? Para punir?

Nada.

Há algumas iniciativas, de alguns deputados e/ou senadores, que tentam revelar detalhes escusos do vínculo entre o PT, o governo e os sites sujos, mas elas são poucas, esparsas e insuficientes. A boa notícia, todavia, é que aqueles que se opõem ao governo e/ou ao PT, não têm mais medo dessa patrulha ideológica rastaquera. Assim como o PT e seus asseclas perderam o controle das ruas, estão perdendo também a hegemonia na internet. E fora dela.

É importante deixar claro: trata-se de uma questão de COMUNICAÇÃO. Durante décadas a esquerda reinou absoluta: as redações de jornais e revistas (imprensa no geral) sempre foram um reduto da esquerda. Isso tem mudado. A mesma coisa acontece na Universidade, igrejas, sindicatos, ONGs etc. A esquerda sempre teve total e completo domínio. Sobre essa questão da comunicação e da censura, aliás, vale a leitura DESTE texto, cujo início eu copio aqui:

No vocabulário orwelliano crimideia significa qualquer pensamento ou ideia que contrarie a ideologia dominante. A criminalização das ideias foi uma das táticas totalitárias previstas pelo profeta secular George Orwell (1903-1950) no início do século passado.
O clássico “1984” é sobre uma sociedade altamente controlada na qual a crimideia é combatida pela Polícia do Pensamento. O governo totalitário, contudo, sempre troca os significados das palavras para que suas ações não sejam referidas como realmente são.O ministério do governo do Grande Irmão responsável pela tortura dos cidadãos dissidentes, por exemplo, é conhecido como Ministério do Amor.
Eis uma das lições de Orwell: o controle de uma sociedade só é possível por meio do controle da linguagem e do pensamento.
A censura é aceita quando vem com outro nome. Assim como a corrupção, o assassinato em massa, o sequestro das instituições, a destruição da cultura e da moral.
O governo Dilma lançou na semana passada uma iniciativa voltada ao controle da linguagem e do pensamento na internet e também com objetivo de promover uma cultura de denuncismo entre os seus usuários – tudo isso supostamente para “humanizar” as redes sociais. Os humanizadores são, na verdade, policiais do pensamento pagos com o nosso dinheiro para patrulhar nossas ideias. Como o Ministério do Amor em “1984”, que na verdade torturava os cidadãos que desfiavam o Grande Irmão, o Humaniza Redes traz no seu nome a negação do verdadeiro significado de sua existência: a censura.

Este é um problema antigo do Brasil: depois de anos de ditadura militar que foi pintada como sendo “de direita” (não cabe entrar neste particular aqui, mas durante a ditadura militar “de direita” no Brasil o número de estatais cresceu de forma absurda: eram 48 em 1960; 87 em 1969; e finalmente 185 em 1979, conforme o Leo Monastério; vamos lembrar que no espectro político-ideológico, quem adora criar estatais é a esquerda, enquanto a direita, especialmente os liberais, são a favor da privatização, com Estado mínimo), passou a ser ofensivo ser chamado de “direita” no Brasil.
Há razões compreensíveis: no mundo inteiro, não apenas no Brasil, quem é “de direita” está ocupado trabalhando, estudando, criando sua família – e, portanto, tem pouco tempo para passeatas, manifestações, reuniões do DA da faculdade, assembléias etc. Assim, a direita (liberais, conservadores e demais “grupos”) ficava calada, criando a impressão de que não existia ou que seria minoria. Não é.

Ultimamente, tem havido reação. A terceira Lei de Newton está começando a funcionar de verdade no Brasil, depois de um longo e obsequioso silêncio. E a esquerda no geral (e o PT em particular) não sabe lidar com esta reação. Acostumaram-se ao papel de protagonistas, e agora estão sendo forçados a serem coadjuvantes. Inclusive na comunicação.

Vou reproduzir abaixo algumas das respostas que o perfil #HumanizaRedes vem recebendo. Mas recomendo ao leitor que vá até a página diretamente, para ver e acompanhar – está muito engraçado. Como eu mesmo escrevi na madrugada de sexta para sábado:

É necessário reconhecer que o Danilo Gentili deu uma contribuição incomensurável ao Brasil com sua iniciativa. E as pessoas vêm respondendo isso:

https://twitter.com/BabiMsss/status/587733133430239233

https://twitter.com/Julylsantos/status/586941119147020289

https://twitter.com/tacrocha/status/587706401495060480

https://twitter.com/tacrocha/status/587706714947989504

A tibieza da Ambev diante da histeria feminazi

Conforme eu havia escrito no post anterior, as feminazis (termo criado pela soma de feminista com nazista, uma criação que, aliás, cabe como uma luva a estas histéricas enlouquecidas) estavam em ritmo alucinado logo antes do Carnaval. Elas produziram bobagens em série. Ninguém daria conta de catalogar todas.
Pois eu tratei ali de dois casos: uma campanha meio burrinha do Ministério da Justiça, e uma campanha ruim da Skol/Ambev.
E duas notícias que li durante o Carnaval me deixaram bastante procupado. Eis a primeira (publicada no site da Exame, na íntegra AQUI):

Dias após uma campanha polêmica ter sido retirada do ar, a Ambev decidiu por substituir o diretor de marketing Pedro Henrique de Sá Earp por Paula Nogueira Lindenberg. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da empresa na última sexta-feira, dia 13, e publicada na ata de reunião, divulgada na área de relações com os acionistas da fabricante de bebidas. A troca foi feita depois da repercussão negativa da campanha de Carnaval da marca Skol que trazia as mensagens “Esqueci o não em casa” e “Topo antes de saber a pergunta”. Veiculada em outdoors da cidade de São Paulo, a campanha causou indignação nas redes sociais e a empresa acabou sendo acusada de fazer apologia ao estupro. Por meio de nota, a Skol afirmou que “repudia todo e qualquer ato de violência”. Novas frases foram inseridas nos outdoors logo em seguida.
Sobre a troca de diretoria, a companhia afirmou ao Estadão que a decisão não se relaciona com a repercussão negativa da ação publicitária. Earp estaria deixando o cargo para assumir uma posição global nos Estados Unidos, uma movimentação já planejada há algum tempo pela empresa.

A segunda notícia leio agora há pouco, na Folha (íntegra AQUI), e seguem alguns trechos com grifos meus:

“Eventuais apelos à sensualidade não constituirão o principal conteúdo da mensagem; modelos publicitários jamais serão tratados como objeto sexual.” Quase oito anos após o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) apertar o cerco contra a erotização da mulher na publicidade de bebida, muita coisa mudou.
Neste verão não tem Sandy nem Paris Hilton. Entre as loiras que estão à frente dos comerciais está a improvável Ana Maria Braga, 65, fazendo campanha para a Proibida, que apelou à velha fórmula das celebridades para gerar reconhecimento.
(…) Porém, a velha associação entre cerveja e mulher gostosa de biquíni, ainda que dentro das regras do Conar, sobrevive: está, por exemplo, na série de comerciais da Itaipava (cervejaria Petrópolis), com a bailarina do Faustão Aline Riscado no papel de Verão. Um dos comerciais, exibido só na internet e que mostra um rapaz supostamente tendo uma ereção ao enxergar Verão no mar, está sendo analisado pelo Conar.
(…) O maior cerco hoje vem das redes sociais. Semana passada, a Ambev recolheu uma campanha da Skol após protestos de duas internautas que se espalhou na web, sob acusação de fomentar a violência contra a mulher. O cartaz, veiculado em pontos de ônibus, trazia a frase “Esqueci o ‘não’ em casa”.
“O público mudou, e as marcas ainda estão um pouco atrasadas”, diz Fábio Mariano, professor de comportamento do consumidor da ESPM. Segundo ele, quem não entendeu que a frase geraria polêmica não entrou no “modelo mental do século 21”. “Este é o século da precisão. Não há espaço para ambiguidade e não importa se a piada é boa. A nova geração é mais crítica e demanda das marcas cuidado com temas sensíveis”, afirma.
Após ficarem famosas pela crítica à campanha da Skol, a publicitária Pri Ferrari e a jornalista Mila Alves decidiram lançar o vídeo-blog “Tinha que ser Mulher”, para combater estereótipos machistas. “O politicamente correto não é coisa chata. Simplesmente não pode fazer piada com minorias e parte da sociedade que ainda são reprimidas”, diz Ferrari, 25.

A frase da tal “Pri Ferrari”, que encerra o texto da Folha, mostra de forma cristalina a mentalidade estúpida das feminazis: elas “cagam” regras de acordo com o que elas acham que TEM que ser o comportamento das demais pessoas (“simplesmente NÃO PODE FAZER PIADA COM…”, ou seja, é ela quem determina o que pode e o que não pode ser tema de piadas), e, caso alguém não aceite estas regras, elas saem por aí fazendo terrorismo – algumas vezes “terrorismo” é apenas uma hipérbole; noutras, é fato concreto.
De qualquer forma, é uma pena ver uma garota de apenas 25 anos com tanto recalque em si. Quase sinto pena.

O marketing da Ambev nunca foi bom, isso não é novidade nenhuma. Mas agora ele foi rebaixado ainda mais. Virou coadjuvante. A tibieza da Ambev ficou batendo palmas para duas malucas sambarem.
Se as empresas continuarem nesta toada, em breve qualquer imbecil vai mandar mais nas estratégias de comunicação das empresas do que elas mesmas!

O que mais me choca na reportagem da Folha, contudo, é a visão míope do professor da ESPM citado. Quando ele alude a uma geração supostamente “mais crítica” ele está equivocado. Trata-se de uma geração mais burra, mais bunda-mole, mais e mais incapaz de ler e entender o que está lendo (sim, o maldito analfabetismo funcional!). Mas o pior de tudo é tratar o grupelho de feminazis e outros dementes como “mais críticos”. Não são. Há uma diferença basilar entre ser crítico, no sentido de não aceitar como verdade absoluta qualquer coisa que ouça/leia, e ser chato. As feminazis, inclusive as duas pé-no-saco que ficaram famosinhas graças à Skol, são apenas chatas, histéricas e, pior, burras: a propaganda da Skol, ainda que ruim porque fraca, não fazia absolutamente nenhuma alusão sexual, nem tampouco indicava que apenas as mulheres deveriam “deixar o não em casa”. O slogan deixa em aberto a interpretação: não fala de sexo, violência, estupro, nada disso!

A reação à propaganda da Skol – que, repito, é ruinzinha, fraca, sonsa – demonstra que as duas feminazis interpretaram a propaganda do jeito que elas quiseram, e reagiram como se aquilo fosse a verdade absoluta. Isso é típico das feminazis e demais grupelhos que “cagam regras” hoje em dia. As feminazis enxergam machismo em tudo: se eu digo “Bom dia” a uma mulher, estou sendo machista; se NÃO digo, sou machista também. Isso é burrice aguda aliada a falta de amor próprio e uma bela dose de recalque.
Ninguém se preocupou em entender a mensagem real da campanha: as doidivanas enxergaram machismo e incentivo ao estupro aonde não havia nem um nem outro; reagiram de forma histérica àquilo que elas achavam que a propaganda incentivava; e ficaram felizes e satisfeitas porque conseguiram seus 2 minutos de fama e fizeram a empresa recuar.

As feminazis produzem cada bobagem simplesmente vergonhosa:

Feminazi 2015 Feb 13
Feminazi cagando regra.

 

2014 07 08 00 59 05
Feminazis são seres tão patéticos que querem controlar até a posição sexual alheia!


Aliás, as feminazis têm diversas (infinitas!) semelhanças com os demais grupos que se dizem defensores de alguma “minoria”. Estes grupos são, via de regra, formados por gente ignorante, intransigente, fascista e demagógica. E não é só isso: discute-se o papel das redes sociais, e da utilização destes canais de comunicação como forma de pressionar as empresas.
Ora, como vou demonstrar abaixo, as redes sociais estão recheadas de gente estúpida, ignóbil e sem nenhum bom senso – e no facebook e twitter são escritas coisas que ultrapassam o limite do escárnio, do ridículo, do tosco.

Alguns exemplos a seguir (clique nas imagens para ampliar):

2014 07 13 14 04 21
Reforçando a burrice dos politicamente corretos até no plano internacional: uns malucos criticam a foto do Steven Spielberg diante de um “dinossauro” porque acham que é um machista que caçou o pobre animal e está posando de “machão”. Tão inteligentes!

 

2014 09 25 09 38 18

2014 09 25 20 41 18
Duas afirmações de uma criatura de diz ser da USP (não duvido que a FFLCH contrate uns tipos desses, afinal eles têm Safatle, Chauí e outros no mesmo nível). Ela quer que professores DOUTRINEM ao invés de ensinar – e, claro, quer expulsar homens e héteros da USP, pois a simples existência de homens é…FASCISTA!

 

2014 10 17 16 00 12
Um militonto pago acha Dilma uma coitadinha (depois que ela foi massacrada num debte na TV), mas acha que pode controlar as condolências alheias quando da morte da Margaret Thatcher (que, bem diferente da Dilma, jamais se fingiu de coitadinha só porque foi humilhada num debate, até porque a Margaret Thatcher sabia debater qualquer assunto, bem diferente da Dilma)

 

2014 10 28 03 03 03
“Elite paulistana mesquinha que odeia nordestinos”. Um deputado do PT que se diz defensor de direitos humanos desfila seu preconceito em sua página oficial do Facebook. Porque só quem pode ser preconceituoso são os que defendem o fim do preconceito. Certo?!

 

2014 10 27 21 45 43
Defensora da Dilma no Facebook que acha que Marina Silva só serve para costurar barra de saias. Preconceituosa? Não, claro: se a pessoa é do PT (ou de seus partidos linha auxiliar, como PSOL, PSTU etc) não pode ser chamada de preconceituosa nem racista nem homofóbica nem machista. Preconceituosos são os outros. Só é preconceituoso quem discorda dos “ativistas” de esquerda.

 

2014 11 29 09 10 07

2014 12 10 22 11 00
Esse é o nível da “Ministra” dos “Direitos Humanos”.

 

2015 01 06 01 25 10
Aqui uma feminazi que compartilha A SÉRIO um texto escrito por uma personagem “fake”, criada com o intuito de ridicularizar as feminazis. Essa gente é tão burra que não consegue distinguir uma sátira.

 

2015 02 01 19 53 08
Essa mania do politicamente correto gera discussões ridículas como esta, em que cagam-se regras o tempo todo.

 

Firefox 74
As empresas devem dar ouvidos ao que se escreve/diz nas redes sociais? Vejam o tipo de ignorância que inunda Facebook, Twitter e afins. São estas afirmações que as empresas devem considerar quando decidem sobre suas estratégias de comunicação & promoção?

 

2015 02 10 20 26 23
Quem caga regra e chama qualquer um que discorde dele de racista, homofóbico e outras bobagens apoia…a Dilma, claro! Linha auxiliar.

 

Edmilsonpapo10 2014 Jul 05

2014 09 05 23 18 41
O deputado que ama cagar regras e atacar de politicamente correto ao lado da militante do PT (e candidata a deputada não eleita pelo RS) que queria a morte de um jogador de futebol. A Luisa é transexual, e depois de escrever vários tweets sobre a morte ao jogador que atingiu o Neymar na Copa teve a cara de pau de dizer que “em nenhuma momento” defendeu agressão. Não, apenas MORTE.

 

BP0t8aDCQAAxw2 jpg large
Sobre Joaquim Barbosa. Mas não é racista, não. Afinal, é do PT.

 

Firefox 39
Xingar nordestino que votou na Dilma é xenofobia e preconceito, mas xingar paulista que votou no Alckmin “tá de boa”, né?! Os patrulheiros do politicamente correto não são apenas burros, são hipócritas!

 

Rudá Ricci 04

 

Rudá Ricci 05
Esse Rudá Ricci se acha intelectual. É do PT. Ama o Lulla. Diz que paulista é preconceituoso, racista etc. Um jênio.

 

Firefox 83
Paulistas são um bando de imbecis porque escolheram um candidato que não era o dele. Mas como ele é marxista (mesmo jamais tendo lido Marx), ele pode dizer qualquer coisa e está tudo bem. É mais um que compartilhou link da @zambininha (perfil satírico do Twitter) achando que era texto “sério”. E ainda elogiou o texto! Sim, é burro mesmo.

 

Edu Goldenberg on Twitter Sem modéstia representei o Brasil com altivez na palestra que dei na ONU sobre o ódio nas grandes redes e o perigo da homofobia crescente 2015 01 28 01 45 19

Edu Goldenberg on Twitter Bicha velha esclerosada RT JornalOGlobo Governo Dilma armou toda essa roubalheira diz Ney Matogrosso t co ZaoM5OyWbW 2015 01 28 01 45 43
Dois momentos do mesmo idiota: critica a homofobia, mas chama Ney Matogrosso de “bicha velha esclerosada”.

 

Os grupelhos que se colocam como defensores das minorias (engraçado que as mulheres não são minoria, segundo o Censo do IBGE, há muito tempo) costumam escorregar no tomate: todos eles têm em comum o ardoroso amor a um ditadorzinho assassino que matou homossexuais…

2015 01 21 14 49 06

Pois é….

2013 12 12 00 55 04

As feminazis e o politicamente correto passaram do limite

Nesta semana, dois fatos chamaram minha atenção – e ambos são fruto direto do crescimento da ignorância que assola certos grupos no Brasil. Ambos os fatos afetam diretamente as estratégias de propaganda e comunicação de empresas e de governos e organizações. O que mais me assustou nos dois episódios que vou sintetizar adiante nem foi o radicalismo ignóbil e cego de grupelhos extremistas e ignóbeis, como as feminazis; fiquei muito mais preocupado porque jornais teoricamente sérios deram amplo espaço para estas demonstrações ridículas de falta de limites e bom senso. O caso que eu achei o mais grave foi o da Skol. Remeto à matéria do portal Meio & Mensagem para resumir:

Na última quarta-feira, uma campanha da Skol veiculada em outdoors causou polêmica por, supostamente, incentivar os consumidores à perda do controle e até a cultura do estupro. Após a mobilização de duas amigas nas redes sociais, as fotos viralizaram, ganharam as páginas de jornais de todo o País e obrigaram a marca a tomar uma atitude. Nesta sexta-feira, a Skol apresentou a nova peça, que substituirá a antiga veiculada. Com os dizeres “Não deu jogo? Tire o time de campo. Neste carnaval, respeite”.

A íntegra da matéria, inclusive com as imagens, está AQUI. O caso também ganhou repercussão em diversos jornais e portais noticiosos. No âmbito da atuação de empresas, grupos de pressão não são novidade. Porém, a situação fugiu de controle. Atualmente está muito fácil as empresas curvarem-se a “escândalos” promovidos por pequenos grupelhos de gente ignorante, sem nenhum bom senso, mas muito organizada e barulhenta. Essas feminazis são um excelente exemplo. Felizmente elas são uma minoria, muito pequena mesmo; infelizmente, são organizadas, extremistas, persistentes e agressivas. Acabam conseguindo produzir algum barulho – mas dependem de conseguir espaço para suas reivindicações esdrúxulas e toscas. Um exemplo internacional eu li no jornal O Globo de novembro de 2014 (AQUI):

A britânica Karen Cole publicou em seu perfil no Twitter uma foto de sua filha Maggie, que adora super-heróis, ao lado de um cartaz nada amigável numa filial do supermercado Tesco, no centro de recreação Tower Park, na cidade de Poole, no litoral sul da Inglaterra. A placa, que estava na sessão de brinquedos da loja, se referia ao novo despertador dos super-heróis da Marvel como um “divertido presente para meninos”. A rede já removeu o pôster, mas a imagem de Maggie irada ao lado dele se tornou viral e foi retuitada mais de 10 mil vezes. Foi a própria garotinha, de 7 anos, que fez a reclamação para a mãe. Além de remover o cartaz, a rede Tesco pediu desculpas formais, acrescentando que o relógio é “um ótimo presente para meninas e meninos”. A companhia tomou conhecimento do incidente quando Karen disse no Twitter: “Minha filha de 7 anos que adora super-heróis não ficou nada feliz ao ver esse cartaz no @Tesco hoje”. A mãe de três filhos contou à rede de TV BBC que Maggie sempre gostou de heróis, dragões e cavaleiros. Ano passado, Karen teve que explicar para a garotinha que “todos os brinquedos eram para todas as pessoas”, depois que a pequena aventureira se mostrou preocupada que alguns brinquedos fossem apenas para meninos, e outros só para meninas. “Quando ela viu a placa, ficou confusa, porque ela dizia exatamente o oposto do que eu tinha ensinado a ela”, contou Karen à BBC. A mãe ficou surpresa e muito satisfeita com o barulho que sua reclamação fez nas mídias sociais.

Constata-se, pois, que grupelhos de feminazis e suas práticas chucras não são exclusividade do Brasil, muito pelo contrário. Mas esses grupelhos extremistas estão ganhando espaço e criando, com isso, efeitos deletérios: uma criança de apenas 7 anos “irritada” com esta bobagem? Obviamente os pais desta criança devem ser dois paspalhos. Esta é outra tendência que venho observando: os pais, hoje, têm medo de colocar limites em seus filhos, mas isso é outro assunto (a reportagem afirma, na última frase, que a mãe ficou “satisfeita” com a reclamação da filha, o que apenas reforça a evidência: a menina é vítima da burrice galopante da mãe).

Retomando o caso da propaganda da Skol: sim, a propaganda é ruim, mas nem de longe ela incentiva estupro. Trata-se apenas de mais uma propaganda de cerveja ruim. Aliás, é preciso reconhecer: no Brasil, nunca vi propaganda de cerveja que não fosse ruim. Há algumas que são péssimas, e há aquelas que são apenas ruins. Mas e daí?

Se as empresas caírem nesta cilada, e permitirem que meia dúzia de desequilibradas histéricas pautem suas decisões de mídia, elas vão acabar se queimando e perdendo quem realmente importa: seus clientes. A sociedade está caminhando, a passos largos, em direção ao ridículo; tudo virou motivo para “mimimi”. Todo mundo, hoje, se sente ofendidinho por qualquer bobagem, e sai gritando “bullying! Machismo! Homofobia! Racismo! Transfobia!“. Há uns termos novos, que não sei nem o que significam e não vou perder tempo tentando reproduzir. As redes sociais, especialmente Facebook e Twitter, só fizeam esta tendência crescer, acelerar e intensificar-se.

O problema, todavia, é que acaba sendo dado muito espaço para estas bobagens. As redes sociais, hoje, estão pautando boa parte do jornalismo brasileiro – que anda, por seu turno, bastante ruim também. Exemplo gritante disso (íntegra AQUI):

Após repercussão negativa e críticas nas redes sociais, o Ministério da Justiça retirou do Facebook uma peça publicitária da campanha “Bebeu, perdeu”, voltada para os foliões neste Carnaval. Os internautas acusaram a campanha de promover o machismo e o bullying. Na imagem, duas jovens segurando celulares riem de outra garota. A mensagem da imagem traz o texto: “Bebeu demais e esqueceu o que fez? Seus amigos vão te lembrar por muito tempo”. Além de apagar o post, o Ministério da Justiça publicou um pedido de desculpas no Facebook pelo “equívoco”. “A campanha # BebeuPerdeu é muito mais do que isso. Nós nos equivocamos com a peça. Ela tem o objetivo de conscientizar jovens até 24 anos sobre os malefícios do álcool. Atuamos em políticas públicas em conjunto com a Secretaria de Políticas para a Mulher (SPM) contra a violência doméstica, o feminicídio e outras formas de violência contra a mulher. Pedimos desculpas pelo mal entendido e ao mesmo tempo contamos com a colaboração de todos na campanha”.
A SLA Propaganda é a agência criadora da campanha para o Ministério da Justiça.

mjvale

Sobre este caso da campanha do Ministério da Justiça: confesso que eu ri. Sim, minha primeira reação foi rir, porque afinal o Ministério da Justiça do PT estava sendo o alvo do histerismo dos grupelhos feminazis que apoiam…o PT!

Firefox 60 Não causa nenhuma surpresa, mas as feminazis são de esquerda e, na impossibilidade de elegerem uma Luciana Genro ou qualquer outra tralha, acabam votando (e apoiando) uma tranqueira como a Dilma. Porém, o destempero e o grau de delírios das feminazis sempre acaba falando mais alto, aí elas não resistem e começam a latir até mesmo contra a campanha publicitária do (des)governo que elas ajudaram a eleger.

Este caso da campanha “BebeuPerdeu”, aliás, me fez rir mais ainda quando fiz uma busca sobre o assunto para escrever este texto. O Google resolveu fazer um gracejo com a minha pessoa, e mostrou um link para aquele detrito chamado Caca CaPTal (alguns chamam de Carta Capital). O engraçado é que a reação histriônica das feminazis foi criticada até mesmo por quem se considera “leitor” desta porcaria (o sujeito que se acha leitor da Caca CaPTal não é leitor, pois ignorante demais para tal; trata-se, no máximo, de observador de figuras coloridinhas). Clique na imagem para ampliar: Ministério_da_Justiça_retira_do_ar_campanha_considerada_machista_—_CartaCapital_-_2015-02-14_02.06.28Pode-se ter a certeza do ridículo a que chegaram as feminazis quando até mesmo quem perde tempo visitando o site da Caca CaPTal critica essas desequilibradas. O link está AQUI (mas muito cuidado: ninguém com QI acima de 2 deve JAMAIS levar a sério o que a Caca CaPTal escreve; portanto, clique sob sua conta e risco).

Deixando o detrito da Caca CaPTal no lugar que lhe cabe (o esgoto), vamos falar sério. Depois que eu havia começado a escrever este post vi que o Leandro Narloch também havia escrito sobre estas destrambelhadas feminazis, e motivado justamente pelo caso da Skol. Eis aqui o excelente texto do jornalista (a íntegra está AQUI):

Tempos atrás, uma amiga minha estava indignada porque, ao correr na ciclovia da Avenida Sumaré, em São Paulo, não parou de levar assovios e buzinadas de motoristas e motoboys. Eram tantos que ela resolveu contar: foram 35 pequenos assédios em meia hora de exercícios.

Começo com essa história para dizer que sim, a vida das mulheres tem dificuldades – e seria legal se os homens mudassem alguns costumes. Ainda hoje tem gente – na internet e nos tribunais – aliviando a culpa de estupradores por causa do famigerado “mas ela estava de saia curta”. A favor de uma mudança de atitude há iniciativas positivas e propositivas, como a campanha Chega de Fiu Fiu.

O que me intriga é por que, fora uma ou outra exceção, as militantes que defendem essas causas legítimas são tão histéricas, voláteis, estridentes, paranoicas, desatualizadas, chatas, intolerantes, enfim, totalmente doidas?

Esta semana foi a vez de uma propaganda da Skol. Duas mulheres ficaram indignadas com a frase “Esqueci o ‘não’ em casa” do anúncio. Não há na propaganda nenhuma menção a mulheres ou a sexo, nenhum imperativo ou tentativa de imposição de regra, como haveria na mensagem “neste carnaval, não venha com essa de dizer ‘não’”. A frase está em primeira pessoa, indicado escolha voluntária – e as próprias feministas dizem que não se deve recriminar as mulheres que optam por dizer “sim”. Como a propaganda é de cerveja, talvez o máximo de interpretação que se possa extrair dela é “tudo bem eu beber um pouco mais, pois é carnaval”. Mas as duas mulheres viram ali um episódio de atroz opressão machista. Completaram o cartaz com a frase “e trouxe o nunca” e se fotografaram com cara de indignadas em frente ao anúncio.

Há casos mais absurdos. Na Páscoa de 2013, o chocolate Kinder Ovo levou pedradas na internet por ter produzindo uma versão do chocolate com embalagem azul, para meninos, e outra rosa, para meninas. Em novembro do ano passado, a onda de ódio e intolerância passou por um dos cientistas da equipe da sonda Rosetta, aquela que pousou no cometa. Feministas execraram o cientista Matt Taylor porque ele usava uma camiseta estampada com imagens de uma loira de biquíni. O rapaz foi a público chorando, para dizer que não foi sua intenção ofender as mulheres.

Com boa parte das feministas é impossível travar uma discussão elegante. Elas se eriçam diante da menor diversidade de opiniões. Se você não concorda com um ou outro argumento, é machista ou conservador. Tudo para elas é influência social, apesar do estudo de tendências evolutivas do comportamento humano ter revolucionado a economia, a psicologia e as ciências sociais nas últimas décadas. Não adianta você insistir que está vacinado contra a falácia naturalista, repetir que não há  nenhuma obrigação em seguir  ou aceitar tendências naturais. Elas vão logo achar que, ao citar Darwin, você está dizendo que as mulheres devem ficar em casa cuidado dos filhos porque isso é natural.

Se estas feminazis não fossem tão ignorantes, passariam mais tempo lendo ISSO do que fazendo ISSO ou ISSO. Contudo, se fossem menos ignorantes, não seriam feminazis. Em tempo: será que é apenas coincidência que as feminazis são feias de doer? Será que é pré-requisito para se filiar ao sindicato?

Feminazis

Dizer que o cliente é importante é fácil; demonstrar isso, na prática, é que é o problema!

Quase diariamente eu leio notícias e “análises” semelhantes a esta aqui:

No mundo digital, quem manda é o cliente. Uma estratégia de sucesso para ser efetiva precisa ser traçada com o ajuda do consumidor, que hoje só perde em influência dentro das empresas para o C-level. Essas são algumas das conclusões da pesquisa Global CEO 2014, realizada pela IBM com 884 presidentes de empresa em 67 países. “Vivemos a época do Chief Client Officer”, brinca Roberto Ciccone, executivo de Global Business Services da IBM Brasil.

O estudo da multinacional mostra que 57% dos CEOs consideram que os clientes têm uma influência relevante em suas empresas. Nos próximos três a cinco anos, 60% deles pretendem incluir os consumidores no desenvolvimento das estratégias de negócios.

Além da crescente influência do consumidor no ambiente corporativo, a pesquisa mostra também a intenção das companhias em aumentar sua participação em projetos de inovação aberta. Sete em cada dez CEOs das organizações de melhor desempenho estão expandindo seus negócios com parceiros. Um quarto dos CEOs já antecipa, inclusive, um período em que alguns desses parceiros serão seus competidores tradicionais.

A íntegra do texto acima está AQUI. Traz, inclusive, uma entrevista que merece ser lida (da qual eu discordo, mas, ainda assim, é interessante ler).

Contudo, por mais que as empresas afirmem que o cliente/consumidor é cada dia mais importante, na prática, infelizmente, não vejo isso.
Alguns exemplos recentes, que eu vivenciei:

CASO 1) Brastemp: Tenho um purificador de água da Brastemp, cuja mensalidade (cerca de R$ 80,00) inclui manutenção periódica. No dia 06 de Junho recebi a mensagem abaixo, via SMS:

2014-06-18 23.25.52
Respondi a mensagem com um SIM, conforme as instruções.
O que aconteceu, então?
NADA.
Não apenas o técnico da Brastemp NÃO apareceu no dia que eles mesmos sugeriram para a prestação do serviço, como ninguém se importou em avisar que teria havido algum problema e a visita teria de ser reagendada. Nenhum SMS, nenhuma ligação, nenhum e-mail. Nenhum contato. Nada!
O cliente fica com cara de otário, e a Brastemp não liga, não manda SMS, nada.
Legal, né?!

No dia 13/06 (portanto, UM DIA DEPOIS DA DATA EM QUE O SERVIÇO ESTAVA AGENDADO) recebi outro SMS, com o mesmo texto, mas desta vez marcando a visita para o dia 20/06. Via SMS, pedi que fosse CONFIRMADA a visita no dia 20/06. Recebi a confirmação:

2014-06-20 15.23.25

Não satisfeito, em 18/06 liguei no SAC e perguntei se estava confirmada a manutenção no dia 20. A menina garantiu que sim.

Hoje é dia 20, são 15:20, e não apenas não apareceu ninguém da Brastemp como também não houve nenhum contato, explicação, pedido de desculpas etc.

CASO 2) Mais uma vez a SKY…
Depois de perceber um aumento excessivo e súbito na minha fatura, tentei ligar para a SKY no 10611. Vinte minutos entre digitar as opções, digitar CPF, ouvir menus e mais menus e, finalmente, recebi o número do protocolo e fui direcionado a um rapaz. Expliquei o porque da minha ligação. Depois de verificar meu cadastro, ele me disse que eu teria que falar com o setor de vendas para cancelar o tal pacote de futebol que teria sofrido reajuste e causado o aumento do valor final da minha fatura (detalhe: eu jamais comprei um pacote de futebol, até porque eu odeio futebol).

Fui transferido, então, para o 2.o atendente. Expliquei a situação, ele pediu que eu aguardasse e… A LIGAÇÃO CAIU!
Resolvi, então, recorrer ao chat – imaginei que passaria menos nervoso.
Ledo engano.

Eis aqui a íntegra do chat (clique nas imagens para ampliar):

Sky

Não é muito inteligente por parte da SKY colocar uma analfabeta funcional para digitar frases sem sentido para os clientes. O pior, porém, é que perdi uns 40 minutos (o chat em si durou das 7:31 até 7:49, mas fiquei uns 15/20 minutos aguardando para iniciar o chat) e não resolveram nada!

Logo depois desse chat mal sucedido, reclamei via twitter, e no dia 10/06 a SKY começa a se comunicar comigo via twitter, dizendo que iriam resolver o problema.

Twitter - carlos_munhoz- Cada vez que tenho que usar ...

Recebi uma ligação da Fátima, das “mídias sociais” da SKY no dia 16/06 pela manhã. Cabe notar que comecei a tentar falar com a SKY no dia 10/06, ou seja: só consegui falar com a empresa depois de SEIS DIAS. A ligação deve ter durado quase 1 hora e meia. De qualquer forma, ela agendou duas datas comigo: (1a) 26/06 para verificar um aparelho que está queimado (e, portanto, sem uso) desde Julho do ano passado; (2a) 04/07 para a instalação de 2 equipamentos, decorrência da mudança do meu plano.

[Por que eu estou com um aparelho HDTV queimado desde Julho de 2013, ou seja, há quase um ano? Simples: tenho medo de ligar na SKY e passar nervoso – exatamente como aconteceu de novo! – então evito ao máximo. Pois é: o SAC da SKY é tão ruim que eu, cliente, TENHO MEDO!]

No momento em que ela fez estes 2 agendamentos, achei estranho marcar datas diferentes, porque trata-se de trocar 3 aparelhos (um que está queimado e 2 novos, que irão substituir 2 aparelhos “antigos”, que não são HDTV), e questionei se não seria mais fácil fazer tudo no mesmo dia. Ela disse que seria impossível.

Como eu já estava em cima da hora para sair, nem questionei mais, porque a menina era bem lentinha (um eufemismo evidente para burrinha).

Mais tarde, naquele mesmo dia, peguei minha conta da SKY, e vi que consta a cobrança por um certo serviço “SKY Prime”. Acessei o site da SKY e, de fato, existe o tal serviço, cuja descrição é esta:

SKY Assistência Premium | Compra Online | SKY

Ora, se eu pago por um serviço que cobre assistência técnica em até 24 horas da minha solicitação/problema, por que a Fátima agendou a visita técnica para 26/06? Eu pago por um serviço cujo prazo é 24 horas e ela quer que eu espere 10 dias?

No dia seguinte fui fuçar um pouco mais no site da SKY – afinal, como já resta provado e evidenciado, os atendentes não sabem informar nada!

Descobri que pelo próprio site eu poderia agendar as visitas técnicas. Verifiquei, inclusive, que a Ordem de Serviço que a Fátima havia informado na segunda-feira (dia 16) estava lá, e havia um botão com a opção de reagendar. Não custava tentar! Cliquei no botão e depois de uma demora absurda, abre-se uma janela (que demorou uma eternidade para carregar) que me permitia escolher até mesmo o dia seguinte! Sim, no dia 17 eu poderia escolher o dia 18 para a visita! Ora, então por que a Fátima não me deu a opção desta data? Por que ela me “empurrou” para o dia 26?

Safari 8

Resolvi arriscar.

Reagendei a visita técnica para o dia 19/06 (não foi fácil, porque a janela era de uma lentidão digna da internet discada de 15 anos atrás). Porém, não localizei a ordem de serviço referente à instalação dos 2 equipamentos novos, apenas aquela referente à troca do receptor queimado.

Me aventurei pelo chat mais uma vez. E mais algumas surpresas desagradáveis me aguardavam. Quem quiser, pode ler o chat no PDF disponível AQUI (ficou longo demais para colocar em PNG ou JPG aqui).

Para resumir o que houve depois: no dia 19/06, ontem, ninguém apareceu. Eu liguei no SAC ao meio-dia, perguntando se o técnico viria mesmo (o prometido era período da manhã, que, para a SKY, é das 8 às 13 horas). A atendente garantiu que sim, que eu deveria aguardar e o técnico compareceria ATÉ AS 13 HORAS.
Às 14:20, como não apareceu ninguém, liguei novamente no 10611, e aí recebi a informação de que os técnicos não trabalham aos domingos e feriados – e, portanto, nenhum técnico iria comparecer à minha casa naquele dia (a rigor, a menina disse que os técnicos não trabalham “de dias de feriados e dias de domingos”, demonstrando, assim, pleno conhecimento do idioma).

Obviamente eu questionei a atendente (que, claro!, mal e porcamente sabia o próprio nome) por que recebi DUAS confirmações de que a visita seria realizada no dia 19 se os técnicos não trabalham aos feriados (a primeira confirmação via chat e a segunda via telefone, sendo que esta segunda confirmação me foi dada no próprio dia 19, o feriado!).

A SKY não apenas desrespeita o cliente de forma vexatória; ela demonstra que tem sérios e profundos problemas em termos de processos internos. Pelo site, marquei a visita técnica para o dia 19 – porém, se os técnicos não fazem visitas aos feriados, o site deveria impedir o agendamento de visitas nestes dias! Isso é tão óbvio, tão evidente, e tão básico, elementar mesmo – mas não para a SKY.

E o que dizer da menina que atendeu minha ligação ao meio dia? Ela também não sabia que aos domingos e feriados não há visitas técnicas?

Diante de tudo isso, confesso que fica muito difícil dizer, em sala de aula, que o cliente é fundamental para o sucesso de uma empresa… Como vou dizer isso, COM PLENA CONVICÇÃO, aos meus alunos?

Quando as propagandas “brigam” com as notícias

As empresas precisam tomar cuidado quando decidem anunciar em jornais e portais noticiosos.

Abaixo, dois exemplos de propagandas que acabaram sendo publicadas em locais, digamos, pouco adequados.

O primeiro exemplo é do portal do New York Times de hoje:

BjguX0XCEAAU8Zl.jpg-large

A manchete faz menção ao caso do avião que “perdeu-se” na Ásia: enquanto o jornal noticia um avião que afundou no oceano, a propaganda do iPad Air bem acima mostra um mergulhador no fundo do mar.

Geralmente esses erros ocorrem porque a área comercial dos jornais não tem relação direta com a redação (editorial). Isso é bom, para evitar qualquer “interferência” ou conflito de interesses – quando uma reportagem noticia um problema envolvendo um dos anunciantes do jornal (digamos, por exemplo, a notícia do recall de carros de um fabricante de automóveis que compre espaço publicitário naquele jornal).

Porém, pode gerar esse tipo de “infelicidade”.

Um outro exemplo está aqui:

Propaganda e manchete

Esse é do Portal UOL: uma notícia sobre o caso do garoto que matou os pais e, bem abaixo, uma propaganda que começa com “Assim você mata o papai”.

É preciso evitar esse tipo de “coincidência”.

O caso da CEAGESP e a “militância política” burra

Na última sexta-feira, a CEAGESP foi palco de mais um caso de violência, depredação, ignorância e bandidagem.

O caso ajudou a desnudar, ainda, duas questões subjacentes, quais sejam:

1) A estatal CEAGESP é alvo da sanha do PT em alojar seus aliados e cúmplices, pouco importando a gestão da autarquia em si – o importante mesmo é alocar o maior número possível de PTistas na máquina, para gerar dinheiro para o partido e, claro, aumentar o escopo da influência do PT.

2) A estratégia de comunicação oficial do PT, chamada de “MAV” (ou Militância em Ambientes Virtuais”), é uma tragicomédia de péssimo gosto.

Em reportagem do Estadão, a primeira questão foi devidamente esmiuçada AQUI. Segue apenas um trecho:

A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) é reduto de apadrinhados dos petistas João Paulo Cunha (SP), deputado condenado no esquema do mensalão, e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem seu sobrinho, filho do irmão Vavá, trabalhando na empresa. Edison Ignácio da Silva ocupa cargo de confiança de gerente, com salário de R$ 15 mil.

O presidente, Mário Maurici, é próximo a Carvalho, com quem trabalhou na Prefeitura de Santo André na gestão de Celso Daniel, assassinado em 2002. Companheira do prefeito na época do assassinato, Ivone Santana também assumiu cargo comissionado na Ceagesp.

A segunda questão foi desnudada AQUI. Um pequeno trecho (por favor, leitor, leia o texto original, na íntegra, porque é hilário – e triste):

Críticas à Companhia simplesmente DESAPARECEM quando a militância petista descobre que a empresa é do governo federal. A situação é tão patética que chega a ser cômica – porém, como sabemos, é na verdade bem trágica.

[…] Ocorre que a CEAGESP (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) é uma empresa gerida pelo GOVERNO FEDERAL (sim, do PT). Já pertenceu ao governo de SP, é verdade, mas foi federalizada em 1997. A tal incompetência, portanto (e como sói), cabe a Dilma e seus asseclas.

Agora, apenas imagine a cara do pessoal que se apressou em xingar a péssima gestão da Companhia… Claro que pararam na hora! Passou a ficar TUDO BEM com a CEAGESP! Oloco! Tá uma maravilha, pô!

Pois é…

O pessoal que fica no Twitter e no Facebook (especialmente, mas infestam outras redes sociais também) com a função exclusiva de espalhar mentiras para defender o PT e atacar (não é criticar, é ATACAR mesmo) qualquer um que critique o PT é patético. Vamos a alguns exemplos:

MAV NÚMERO 1: Já de cara o sujeito ataca o Alckmin. Quando é perguntado se a CEAGESP é do governo federal ou estadual, o sujeito diz que é estadual. Mentira. Ou ele é mal-informado, ou sabe que é federal e, ainda assim, mente. Na primeira vez que alguém questiona a informação de que a CEAGESP é responsabilidade federal, ele duvida, e ainda solta um “sabe o que significa esse SP no final?“. Na cabecinha oca do MAV, qualquer palavra que tenha SP é responsabilidade do PSDB, do Alckmin, do FHC, do Serra, do Mário Covas etc… Super inteligente!!!

O caso CEAGESP__01 O caso CEAGESP__03
O caso CEAGESP__04

Aí, parece que alguém informa que é uma autarquia FEDERAL, e, portanto, “administrada” (muitas aspas, por favor) pelo PT. O que o sujeito faz? Diz que agora não há mais nenhum problema com a CEAGESP. Ou seja, os problemas da empresa “desaparecem” apenas e tão somente porque o MAV descobre que ela é do PT.

O caso CEAGESP__06

A melhor parte: até o ator-militante-mal-informado-mal-intencionado-ignorante-puxa-saco José de Abreu havia usado seu Twitter para espalhar críticas ao PSDB e ao Alckmin em decorrência do caso da CEAGESP. Ele e o MAV trocaram mensagens:

O caso CEAGESP__05 O caso CEAGESP__02

De novo: mal-informado ou mentiroso?

Ambos.

MAV NÚMERO 2: Esse é típico: PRIMEIRO acusa seus “inimigos” (os tucanos) de serem ignorantes porque estariam criticando o Haddad (nos comentários da reportagem da Folha), e DEPOIS revela a própria ignorância ao afirmar que a CEAGESP, ao voltar atrás na decisão de cobrar o estacionamento, gerou uma perda política para o Alckmin – e, na sequência, o MAV ignorante (desculpem pelo pleonasmo) exalta o candidato Alexandre Quadrilha – ops, Padilha.

O caso CEAGESP__10 O caso CEAGESP__09

A propósito, o PT investe aproximadamente R$ 12 milhões para sustentar esses MAVs (fora os blogs sujos que recebem verbas diretamente do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras etc) para fazer a mesma coisa: espalhar mentira pela internet. Há mentiras mais evidentes (porque os sujeitos que fazem os perfis falsos são muito mais burros, como os acima), e há também aqueles que tentam se fazer passar por perfis sérios, reais – mas cujo objetivo é exatamente o mesmo: mentir.

Eis aqui mais alguns exemplos diversificados (atenção para o sujeitando que citou a cocaína apreendida num helicóptero de um deputado: ele diz que é um senador do PSDB para tentar ligá-lo ao Aécio Neves, mas na verdade trata-se de um deputado de um dos partidos da base aliada do PT):

O caso CEAGESP__17 O caso CEAGESP__16 O caso CEAGESP__15 O caso CEAGESP__13 O caso CEAGESP__12 O caso CEAGESP__11 O caso CEAGESP__08

Promoção & Comunicação em supermercados – erros feios

Algumas situações no mínimo “estranhas” envolvendo supermercados (clique nas imagens para aumentar):

2014-03-11 10.44.22 2014-03-11 13.11.42 67871_10202476257564201_1352371748_n 14794_10202470564981890_1814963959_n 1488991_10202313368812084_1817484021_n 1796695_10202608434148533_1597749717_n

Supermercados: POR FAVOR, prestem mais atenção à comunicação com seus clientes!

Oscar 2014 e o marketing

Ontem foi realizada a cerimônia do Oscar 2014. Não assisti. Mas hoje pude ler (muito) sobre resultados de ações de marketing durante a transmissão da cerimônia.

Algumas observações minhas:

1) A transmissão via TV foi um sucesso: desde o último episódio de Friends, nenhum outro programa de entretenimento teve maior audiência (isso exclui, obviamente, eventos esportivos, como o SuperBowl). Foram 43 milhões de telespectadores. Isso significa que toda e qualquer ação de merchandising, propaganda ou promoção já teria um campo fértil para ser bem sucedida.

2) Impossível deixar de falar da foto (“selfie“) que causou o maior buzz:

selfieellen

Esta foto realmente colocou a Samsung “bem na foto” (perdão pelo trocadilho):

When Oscars host Ellen DeGeneres snapped that epic selfie with the Samsung Galaxy Note during last night’s ceremony, it effectively snagged “Best Picture”—among marketers, that is.

According to Kontera, which analyzed millions of digital views, Samsung was mentioned 40,000 times across Twitter, Facebook and other social media outlets during ABC’s three-and-a-half-hour broadcast. Even though DeGeneres did not actually mention the brand in her tweet (which was swiftly retweeted 1.3 million times), the San Francisco tech firm found that Samsung scored a peak rate of 900 online mentions per minute because of the stunt. (Fonte: AdWeek)

Vale a pena ler este artigo AQUI, apontando algumas outras marcas que se deram bem com o Oscar 2014.

A AdWeek aponta, aliás, que o Twitter foi outro ganhador da noite (AQUI). Eu concordo. O evento conseguiu mesclar o entretenimento para quem viu pela TV, pelo que li, com recursos e ferramentas apropriadas para a internet, em especial o Twitter – e não foi apenas o “selfie”, mas houve outros fatores.

3) Outro ganhador, sem dúvida, foi Edgar Martirosyan.

Quem????

Edgar Martirosyan é o dono da pizzaria que entregou algumas pizzas DURANTE A CERIMÔNIA, que foram comidas por algumas celebridades, ao vivo e a cores. O USA Today conta a história AQUI. Eis um trecho:

Host Ellen DeGeneres ushered Edgar Martirosyan, the owner of Los Angeles chain Big Mama’s and Papa’s Pizzeria, through a sea of celebrities at the 86th annual Academy Awards while he handed out pizza to the likes of Meryl Streep, Julia Roberts, Jared Leto and Jennifer Lawrence.

Martirosyan has owned Big Mama’s and Papa’s for eight years and told USA TODAY he does everything, from deliveries and baking to managing 20 stores. At the Oscars, where celebrities were decked out in designer looks, Martirosyan wore an apron, a red baseball cap and a hoodie while he handed out slices and plates.

Que tal você ser o dono de uma pizzaria que produz uma imagem destas, transmitida ao vivo para mais de 1 bilhão de pessoas no mundo e 43 milhões no seu país?

1393857220000-AP-86th-Academy-Awards---Show

4) A Apple, por incrível que pareça, também saiu-se bem. Como é mostrado (e explicado) AQUI, a apresentadora Ellen DeGeneres usa um iPhone, e ela tirou várias fotos com o iPhone pessoal dela durante o evento. Ao serem postadas as fotos e os “tuítes”, é possível ver que eles foram publicados usando aplicativos para iPhone. Isso, aliás, é comum: a Samsung patrocina esportistas, eventos e diversas outras coisas, mas os patrocinados usam… iPhones!

Alguns vão dizer que isso não importa, que a Samsung é que teve destaque etc. Ok, é verdade.

Mas passado o burburinho inicial, a conclusão que fica é sempre a mesma: todo mundo que faz propaganda/promoção/merchandising para a Samsung usa, na verdade, iPhone. Então a Samsung deve ser muito ruim, né?!

Eu não estou afirmando isso (embora eu jamais me arriscaria num tablet ou smartphone da Samsung, com aqueles plásticos vagabundos e preços de iPhone), mas é aquela velha história: por que o dono da Pepsi bebe Coca-Cola? Porque ele não é trouxa de beber aquela coisa horrorosa da Pepsi, mesmo trabalhando lá…

A propósito, recomendo esta leitura AQUI, que trata do outro lado – ou seja, algumas “bizarrices” envolvendo o merchandising durante o Oscar.