MarTAXA: o desespero da incomPTencia

Primeiro, o comercial da “nova fase” da campanha da PTralhada:

Para fazer o download e encaminhar aos amigos (precisamos garantir que esta incomPTente seja banida da política!), clique AQUI.

Agora, a coluna de Kennedy Alencar:

Dá para entender a opção da campanha de Marta Suplicy por uma estratégia agressiva na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Com 17 pontos percentuais de desvantagem, segundo o Datafolha, em relação ao prefeito Gilberto Kassab (DEM), Marta não tem tempo para ser olímpica. O segundo turno acontecerá no dia 26.

No entanto, há limites que não devem ser ultrapassados. Um deles é o do respeito à vida privada. Comercial político do PT paulistano indaga se o prefeito Gilberto Kassab (DEM) é casado e se tem filhos.

Ora, qual a relevância disso para quem é candidato? Qual a importância para administrar a maior cidade do país se ele é casado, solteiro, viúvo, tico-tico no fubá?

Kassab tenta a reeleição. É um político que esteve aliado ao malufismo e que hoje segue a liderança do governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

É pertinente questionar as ligações com Paulo Maluf e com Celso Pitta. É do jogo perguntar se ele seria um teleguiado do governador tucano.

No debate da TV Bandeirantes, Marta foi incisiva, mas sempre tratando de temas administrativos e políticos. Ao agir assim por todo o segundo turno, o risco que Marta corre é o de adotar uma estratégia agressiva que pode não dar resultado.

Marta tem uma trajetória respeitável. Defendeu bandeiras modernas quando deputada federal. Combateu preconceitos e enfrentou preconceitos quando se separou do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e começou outro relacionamento.

O PT já foi vítima de baixarias eleitorais. A maior delas: o episódio Miriam Cordeiro. Em 1989, o candidato Fernando Collor de Mello, num sinal do que viria a ser no governo, atacou pessoalmente Luiz Inácio Lula da Silva.

Logo, o PT e Marta deveriam ser os primeiros a evitar o lamaçal. É uma baixaria utilizar aspectos da vida privada numa campanha. Pena que Marta tenha enveredado por esse caminho. Pena que recorra a uma dissimulação desleal. O tucano Geraldo Alckmin já saiu menor do que entrou desta eleição. Ela corre risco maior ao mandar a ética às favas. Pode perder muito feio.

Em suma: dona MarTAXA, como não tem o que mostrar além de seu patético desespero, faz exatamente aquilo que se espera de um legítimo PTralha: tergiversa, tenta mudar de assunto, diz que quer comparar as administrações mas não o faz. Prefere inventar factóides do mesmo baixo nível que ela.

Que boniiiiiiiitoooo !!!!!!!

Mais uma vez, o PT age exatemente como o PT: critica a invasão da vida pessoal de alguém, mas, na primeira oportunidade, faz exatamente isso – tenta confundir os menos informados e ignóbeis, como se todos tivessem o mesmo QI de ostra congelada da Islândia que domina a Executiva do PT.

Criança esperança

Bom, já aviso de antemão que o texto a seguir parece mais um daqueles que se espalham pela web, via e-mails, e cuja autenticidade é raramente comprovada.

Mas se a pessoa que assina existe de fato ou não é irrelevante.

O conteúdo em si é significativo, por isso reproduzo:

Quinta, 23 de julho de 2008.

Querido Didi,

Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras.

Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome para colar nas correspondências).

Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas à mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações.

Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.

Não foi por ‘algum’ motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última Carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.

Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu já venho fazendo desde os 11anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da minha família.

Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não Mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem! Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.

Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos Impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família.

Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais.

O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não têm a educação como prioridade. Pois a educação tira a subserviência e esse fato, por si só não interessa aos políticos no poder.

Por isso, o dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal. Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisar e ver suas prioridades, você não concorda?

Você pode ajudar a mudar isso! Não acha?

Você diz em sua Carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua Carta não deveria ser endereçada à minha pessoa.

Deveria ser endereçada ao Presidente da República. Ele é ‘o cara’. Ele tem a chave do Cofre e a vontade política para aplicar os recursos. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas, infelizmente, não é o que acontece…

No último parágrafo da sua Carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da ‘minha’ doação, que a ‘minha’ doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você Didi.

Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.

Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$15,00eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho. Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.

Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.

Outra coisa Didi, mande uma Carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os ministros e professores das escolas públicas. Só
escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino.
Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação.

Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas possa desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais.

Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.

Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial da Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando…

Eliane Sinhasique – Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari

MarTAXA ou MartANTA ?

O ditado diz que uma imagem equivale a 1.00 palavras, não é mesmo ?!

Então……

Na sanha por conseguir votos, alguns candidatos exageram......
Na sanha por conseguir votos, alguns candidatos exageram......

Mais uma pérola da Mulla

Já começo DIRETO com a notícia que li no portal InfoMoney (aqui):

Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os prejuízos revelados por Sadia e Aracruz em decorrência de operações no mercado cambial são fruto da “ganância” das empresas na expectativa contra o real e não um sintoma dos efeitos da crise no Brasil, segundo informações da Agência Brasil.

“Essas empresas, no fundo, estavam especulando contra a moeda brasileira. Portanto, não tiveram prejuízo. Elas praticaram, por conta própria, por ganância, esse prejuízo”, afirmou durante campanha em favor da candidatura de Luiz Marinho para a prefeitura de São Bernardo do Campo.

Em sintonia com integrantes do Governo, Lula voltou a negar o lançamento de qualquer pacote de medidas para lidar com a crise no sistema financeiro internacional. “Nós vamos tomar medidas pontuais para acompanhar a crise e o seu desenrolar”, disse.

Prejuízo
Na semana passada, a Aracruz anunciou um prejuízo de R$ 1,95 bilhão com operações no mercado futuro de dólar. Já a Sadia divulgou perdas de R$ 760 milhões com derivativos de câmbio. As ações preferenciais classe B da Aracruz caíram 30,71% na semana passada. Os papeis PN da Sadia já desabaram 36,5% desde o anúncio.

As companhias visavam proteção contra oscilações da moeda norte-americana. Apostaram na cotação baixa do dólar e realizaram contratos futuros sob essa expectativa. Diante da mudança no cenário tiveram perdas nas operações.

Mais uma vez, o digníssimo Presidente da República produz uma imbecilidade digna delle mesmo.

O último parágrafo da matéria da InfoMoney é bastante claro: as duas empresas em questão apostaram na BAIXA do dólar – portanto, exatamente o OPOSTO do que disse, como sempre de forma burra, o Rei Mulla.

Santa burrice, Batman !!!!!!!

2.087.504

2.087.504.

Este é o número de votos computados até o momento (99% das urnas apuradas) para Dona MarTAXA.

2.087.504.

Este é o número de paulistanos que precisam tomar conhecimento de alguns fatos sobre Dona MarTAXA.

A vantagem: alguns munícipes ACORDARAM.
Em 2004, Dona MarTAXA recebeu 2.209.264 votos.
A rainha do botox perdeu votos – nem tantos quanto o picolé de chuchu, registre-se.

Mas agora é preciso reduzir ainda mais o montante de incautos que acreditaram na rainha do botox.

Eis uma breve contribuição:

A herança de Prefeita Marta Suplicy

Radiografia da cidade de São Paulo no último dia de mandato do governo do Partido dos Trabalhadores

Janeiro 01, 2005


FONTE:
http://www.sampaonline.com.br/reportagens/aherancademartasuplicy.htm

Marta Suplicy finaliza seu mandato de quatro anos à frente da Prefeitura do Município de São Paulo deixando, segundo dados do Sistema de Execução Orçamentária, um rombo de quase R$ 440  milhões, e uma dívida que beira os 30 bilhões de reais.

Marta Suplicy, candidata ao governo do Estado em 2006, parece ter traçado sua estratégia eleitoral: deixar a cidade em ruínas, impossibilitando seu gerenciamento mediante manobras na Câmara Municipal, onde seu partido ainda usufrui uma considerável maioria. Segundo o jornal Folha de São Paulo, “Petistas ligados a Marta apostam que um início de governo conturbado do PSDB pode valorizar sua gestão, dando impulso para sua candidatura ao governo do Estado em 2006”.

Após perder a eleição, Marta Suplicy dedicou-se à tarefa de adequar sua gestão à Lei de Responsabilidade Fiscal. Até programas que foram o cartão de visita de sua gestão, e garantiram votos das camadas mais miseráveis da população, como o Renda Mínima, sofreram com corte ou atraso nos pagamentos. Inúmeras manifestações de servidores municipais e prestadores de serviço tumultuaram a cidade.

Como é o estado da cidade de São Paulo no último dia da gestão do Partido dos Trabalhadores ?

Projeto Belezura

Após assumir o mandato, Marta Suplicy lançou o Projeto Belezura, para resgatar a beleza da cidade, e -com maciça cobertura da imprensa- deu o exemplo pintando as paredes do estádio do Pacaembu. Os eventos do projeto contaram com presenças ilustres: até o senador Eduardo Suplicy prestigiou a revitalização da Praça Nossa Senhora aparecida, em Moema.

Confira:

Arlindo Chinaglia e Eduardo Suplicy participam do projeto belezura na Praça Nossa Senhora Aparecida em Moema

Projeto Belezura chega à Praça Coronel Fernandes de Lima, no Jardim Novo Mundo (Moema)

Quatro anos depois, os locais ora embelezados estão completamente abandonados, como demonstram as fotos abaixo:

Praça Coronel Fernandes de Lima

Praça Nossa Senhora Aparecida

Moradores de Rua

“É inadmissível que num governo do PT haja gente morando na rua”. Beatriz Pardi, subprefeita de Pinheiros, não podia expressar melhor a aparente intenção do governo Marta Suplicy de dar dignidade aos 8.704 moradores de rua da cidade de São Paulo (segundo censo da FIPE, Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Mas se a área de saúde foi abandonada por não dar votos, morador de rua, então, caiu no esquecimento. No início da gestão, o governo Marta Suplicy começou -com ampla difusão na mídia- uma campanha de transferência de moradores de viadutos para hotéis.

Confira:

Administração Regional de Santo Amaro retira indigentes sob viaduto da Avenida Vereador José Diniz

Administração Regional de Santo Amaro completa remoção de moradores do viaduto Transamérica

Quatro anos depois, moradores sob os viadutos Transamérica e Ver. José Diniz estão de volta (foto abaixo): abandonados pelo governo Marta Suplicy  e sem qualquer ajuda do Serviço de Assistência Social da Prefeitura do Partido dos Trabalhadores.

Poluição Visual

Ao começar a governar a cidade de São Paulo, e em alguns casos até antes, membros do alto escalão do Governo Marta Suplicy enfatizaram seu compromisso com a despoluição visual da cidade:

  • “Secretário diz que poluição visual diminui em 8 meses (Jornal O Estado de São Paulo, Outubro 7, 2000).
  • “Marta decreta guerra à sujeira e poluição visual” (Jornal O Estado de São Paulo, Janeiro 5, 2001).
  • “Poluição visual: o alvo nº 1 do Belezura” (Jornal O Estado de São Paulo, Janeiro 5, 2001).
  • “A prefeita Marta Suplicy promete ser implacável com a questão da poluição visual. Comerciantes que estiverem usando faixas, placas e banners que não estejam de acordo com a legislação, serão severamente punidos”. (Gazeta de Santo Amaro, edição N° 2109 de 17 a 23 de Fevereiro de 2001).

O Governo Marta Suplicy começou sua gestão com uma campanha -mais uma vez, com intensa cobertura da mídia- para retirada de outdoors irregulares. Houve quem duvidasse da real intenção da Prefeita: em reportagem publicada pelo jornal O Estado de São Paulo em 10 de Abril de 2001 Cláudio Pereira, diretor-executivo da Central de Outdoor, qualificou a mesma como “um factóide” afirmando que a intenção “é criar um barulho para os cem dias de governo”.

Confira: Retirada de outdoors ilegais gera confusão na Faria Lima

Quatro anos depois, há milhares de faixas instaladas irregularmente na cidade. A nova Lei aprovada durante a gestão de Marta Suplicy, elaborada pela Vereadora Myriam Athié, liberou a instalação de outdoors nas avenidas da cidade. A situação piorou consideravelmente.

Buracos

O governo Marta Suplicy recebeu do governo Celso Pitta uma cidade destruída. Nos primeiros meses foram organizados mutirões para recuperar a cidade.

Confira: Mutirão Tapa-Buraco continua nesta sexta e sábado

Quatro anos depois, as principais avenidas apresentam crateras que custaram rodas e pneus de milhares de paulistanos. Ruas secundárias estão completamente abandonadas; algumas são praticamente intransitáveis. Segundo dados divulgados no SP/TV em 7 de janeiro de 2005, há trinta mil buracos nas ruas da cidade de São Paulo.

Av. Washintgon Luís, altura da Rua Bourbon (Chácara Flora)

Rua Professora Maria de L.S. Nogueira esquina com a Rua Ubatu Mirim (Campo Grande)

Mato

O governo Marta Suplicy encontrou a cidade com o mato nas Marginais e principais avenidas alcançando quase meio metro de altura. Arlindo Chinaglia, Secretário de Implementação das Subprefeituras, disse no começo da gestão petista que “No estado que encontramos a cidade não dá para exigir que em apenas um mês você consiga limpar todo o mato, limpar bueiro, tirar entulho. Mas na minha avaliação já tem uma diferença significativa”.

Confira: Arlindo Chinaglia avalia um mês de Governo petista

Quatro anos depois, há sim uma diferença significativa: o mato ultrapassa um metro de altura. Compare a altura do mato, na foto abaixo à esquerda, com a altura da placa de trânsito.

Av. Prof. Alceu Maynard de Araújo, em Santo Amaro

Praça dos Libaneses, na Av. Jornalista Roberto
Marinho (ex-Água Espraiada)

Lixo

Apelidada de Martaxa pelas taxas do Lixo e Iluminação criadas na sua gestão, Marta Suplicy entrega o governo com toneladas de lixo acumuladas nas ruas de São Paulo. Para piorar a situação, Marta Suplicy anulou por decreto, em 29 de dezembro, despesas já revistas no Orçamento. Limpeza Urbana sofreu um corte de mais de R$ 220 milhões. Quando o ex-prefeito Celso Pitta utilizou recurso similar no fim de sua gestão, Marta Suplicy, que estava na cidade do México, qualificou a situação de “hecatombe”.

Rua Luís Correia de Melo, em Santo Amaro

Combate à corrupção

Após assumir seu mandato, em 2001, Marta Suplicy prometeu uma devassa no PAS, o sistema de saúde idealizado por Paulo Maluf. Nada fez. É mais: durante a campanha eleitoral de 2004, disse que “pontos bons no programa, como os cartões de cadastramento” (Folha de São Paulo, 29 de outubro de 2004). A condescendência com o ex-Prefeito foi tanta que segundo a revista Veja (edição 1878, 3 de novembro de 2004) “O Ministério Público estadual fará nos próximos dias o derradeiro pedido para que a prefeitura de São Paulo contrate um advogado para trabalhar no caso da Ilha de Jersey, paraíso fiscal onde Paulo Maluf guarda cerca de 200 milhões de dólares. É a sexta vez que os procuradores fazem essa solicitação”.

Não pode-se afirmar que houve cobrança de propina por parte de fiscais da Prefeitura durante o governo do PT. Mas também não é possível fazer tal afirmação do governo Pitta. Quem paga propina não denuncia por medo às represálias. Mas há indícios interessantes. Na reportagem “Camelódromo fracassa e perde até o nome”, publicada no Caderno Cidades do jornal O Estado de São Paulo em 15 de julho de 2004, fala sobre o Popcentro, uma espécie de shopping center para camelôs inaugurado na Rua Florêncio de Abreu. Inaugurado há meses como parte “de um projeto para amenizar o problema dos camelôs no centro”, o ” local só tem dois boxes para alugar, mas atraiu poucos ambulantes”. Segundo a reportagem, Valmir Siqueira, que foi camelô por 15 anos, alugou um box, tornando-se microempresário. Siqueira, que tem uma loja de ferramentas “afirma que gasta com o aluguel o que pagava de propina para fiscais“. Quais fiscais? Os do governo Marta Suplicy.

Foram, sim, demitidos alguns servidores: na maior parte dos casos, foi o resultado de processos iniciados no governo Celso Pitta.

Passa Rápido

Uma das grandes bandeiras eleitorais do governo Marta Suplicy. Feito às presas em 2004, vários trechos apresentavam buracos e defeitos no asfalto já no final do ano, após as eleições. Mas o custo real só veio à tona em 2005. Segundo informa a Folha de São Paulo em 12 de fevereiro de 2005,  “a quantidade de pedestres mortos na cidade de São Paulo disparou 20% em 2004, na primeira elevação dos últimos 11 anos e no maior salto anual do histórico de estatísticas da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego)”. A companhia trabalha ” como a principal hipótese para a alta de 20% a inauguração dos corredores exclusivos de ônibus à esquerda”, um projeto do governo Marta Suplicy. Este hipótese foi levantada “pelo fato de a elevação ter sido maior a partir do segundo semestre, quando a maioria passou a funcionar”.

Em 13 de junho de 2005, a Folha de São Paulo, na reportagem “Câmeras de Passa Rápidos não funcionam”, informa que “As 59 câmeras implantadas pela Prefeitura de São Paulo [nos corredores de ônibus à esquerda] foram desativadas ainda no governo petista”. Ainda segundo a Folha, “A desativação foi mantida sob sigilo no governo Marta, mesmo diante de questionamentos da reportagem no final de 2004. O ex-secretário dos Transportes Jilmar Tatto, abordado na semana passada, afirmou inicialmente que não sabia da inatividade dos aparelhos. Depois, disse se lembrar de algum problema, mas sem dar detalhes”.

CET

Reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo em 21 de fevereiro de 2005 afirma-se que “a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) de São Paulo começou 2005 numa das piores crises de sua história”, com ” mais de cem veículos de sua frota parados, em manutenção, principalmente por falta de peças”. O governo do PT diminuiu também os postos de medição de congestionamentos (de 45 para 34), desativou metade das câmeras de monitoramento do trânsito, deixou sem manutenção os semáforos inteligentes, atrasou pagamento de fornecedores e acabou com a gratuidade do serviço 194, que passou a ser atendido pelo 156, tarifado.

No final do governo Marta Suplicy a situação piorou. Em novembro foram suspensos os contratos terceirizados de guinchamento, já que a própria CET ia fazer o serviço. Deu no que deu: de 1.733 remoções de carros estacionados em situação irregular efetuadas em agosto, passou-se a 35 remoções em dezembro. A frota da companhia, sucateada, “tem uma idade média de 9,7 anos”. Ainda segundo a reportagem, se a Prefeitura aplicasse às viaturas da CET as mesmas regras que regem o serviço de transporte coletivo, onde ônibus com mais de dez anos não podem circular, “boa parte” dos 703 veículos da CET “ficaria proibida de circular”.

CEUs

Construídos a toque de caixa, a um custo até 425% maior do que em uma escola padrão, segundo dados do Ver. Ricardo Montoro, foram a grande bandeira eleitoral do PT. Duraram pouco: segundo reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo em 18 de fevereiro de 2005, uma auditoria da secretaria municipal da Educação constatou que “todos os 21 prédios que abrigam unidades dos CEUs (centros educacionais unificados) têm problemas na construção”. Ainda segundo a reportagem, o CEU Paz, na zona norte, exemplifica a situação: há “rachaduras, as duas piscinas foram esvaziadas e interditadas. Há também rachaduras no piso da escola, degraus quebrados, falta de escadas, tubulações com vazamento, pintura danificada, problemas na vedação e no ar-condicionado e até infiltração de esgoto no poço do elevador”.

Túnel da Rebouças

Mais um cartão postal de dona Marta e do PT. Segundo a revista Veja São Paulo de 19 de janeiro de 2005, a obra, que “consumiu 97,4 milhões de Reais, 49% a mais em relação à previsão inicial de gastos da gestão Marta Suplicy”, deixou “seis carros submersos” em dois messes, foi interditada “dez vezes por precaução” e, segundo laudo do IPT, há “trechos das galerias de drenagem pluvial do túnel que já estão em péssimo estado”. Pouco tempo depois o governo José Serra interditou novamente a avenida para reconstrução das galerias.

Dívidas e calote

Em editorial de 01 de março de 2005, a Folha de São Paulo afirma que “há sinais enfáticos de que a prefeita Marta Suplicy infringiu a Lei de Responsabilidade Fiscal, reservando para seu sucessor restos a pagar sem a necessária cobertura”. Há, segundo a matéria, 12.875 credores, que reivindicam R$ 2,1 bilhões “por serviços supostamente realizados sem o devido pagamento”. R$ 800 milhões em empenhos foram cancelados pelo governo do PT, o que motivou a intervenção do Ministério Público Estadual para investigar o caso.

Mauro Ricardo Costa, secretário de Finanças do governo José Serra , estimou que em R$ 1,6 bilhão as dívidas de curto prazo deixadas pelo governo do PT, liderado por Marta Suplicy. Foi só tomar posse o novo prefeito e os fornecedores, que ficaram calados durante o governo do PT, botaram a boca no trombone. Em anúncio pago na imprensa divulgado em janeiro de 2005 a Associação de Pequenas e Médias Empresas da Construção Civil (APeMEC) afirmou que seus 225 associados estão “sendo vítimas de gravíssima inadimplência originária da administração anterior (NR: Governo Marta Suplicy)”. As empresas de lixo, que alegam ter R$ 298 milhões a receber da Prefeitura, também entraram com representação no Ministério Público Estadual para tentar garantir seus direitos.

Nem a energia elétrica o governo de Marta Suplicy pagou. Segundo a Folha de São Paulo (“Prefeitura às escuras”, 31 de março de 2005), da dívida da Prefeitura com a Eletropaulo “ao menos R$ 108 milhões são de contas atrasadas desde outubro de 2004, período em que se intensificou a gastança que caracterizou a gestão de Marta Suplicy, por razões sabidamente eleitoreiras.”

Os perueiros divulgaram no começo de 2005 um manifesto afirmando enfrentar uma ” situação desesperadora”, afirmando que nada recebem pelas baldeações gratuitas permitidas pelo bilhete único -e que já representam 30% do total de passageiros que eles transportam- ou pela viagem de idosos. Esta situação vem se arrastando desde julho de 2004, quando o governo Marta Suplicy se comprometeu a repassar aos perueiros uma subvenção adicional de R$ 15,3 milhões de agosto a outubro. Na oportunidade, o governo do PT prometeu que em novembro iam ser definidas novas regras de remuneração. Após a constatação da derrota eleitoral, danem-se os perueiros: nada foi definido nem sequer pago.

Em 11 de janeiro o governo José Serra enfrentou a primeira greve de ônibus: motoristas e cobradores do consórcio Via Sul, que pertence ao empresário José Ruas Vaz, o maior empresário do setor, recolheram 380 veículos às garagens -prejudicando mais de 190 mil passageiros-  por falta de pagamento dos salários, que deveria ter sido efetuado no dia 5. Segundo divulgado na Folha de São Paulo, os empresários do setor afirmam que “a demora para pagamento se deve aos atrasos da gestão anterior”.

Reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo em 21 de fevereiro de 2005 informa a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) acumulou “dívidas milionárias em impostos, que deixaram de ser pagos para compensar a redução orçamentária determinada pela Prefeitura de São Paulo na gestão Marta Suplicy (PT)”. Segundo a reportagem, a CET reconheceu, “no governo petista”, dívidas superiores a R$ 43 milhões com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e de R$ 25 milhões de ISS (Imposto Sobre Serviços). Segundo Alfredo Coletti, diretor do sindicato que representa os empregados da CET – filiado à CUT (Central Única dos Trabalhadores), o braço sindical do próprio PT- a crise é a pior na história da companhia, e os “problemas financeiros deixados por Marta são até piores que os de Pitta”.

O calote foi geral. Segundo reportagem da Folha de São Paulo de 21 de janeiro, Valéria Lauand, educadora do CEU Jambeiro, afirma que “ainda não recebeu os salários referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2004”. Ricardo Nicola Luccas, professor de música do CEU Alvarenga, afirma que teve de “vender um de seus carros” já que não recebeu “os salários do último trimestre de 2004”.

O programa Reluz, que prevê a troca de mais de 40 mil lâmpadas de rua, também foi afetado. Segundo informa a Folha de São Paulo em 3 de março de 2005, uma parcela da AES Eletropaulo no valor de R$ 2,3 milhões referente à instalação -já realizada- de 19 mil pontos de luz com vencimento em 31 de dezembro de 2004 (último dia da gestão da petista Marta Suplicy) não foi paga, comprometendo o financiamento da Eletrobrás (R$ 120 milhões).

Segundo informa o site do Estadão em 16 de abril de 2005, o pagamento do serviço 156 foi suspenso por Marta Suplicy em agosto de 2004. Este serviço presta informações sobre 65 serviços municipais da cidade de São Paulo (itinerários de ônibus e bilhete único, trânsito, limpeza urbana e iutros ). O serviço voltou a funcionar em abril de 2005, depois que o governo José Serra se comprometeu a pagar em 15 dias as dívidas correspondentes aos meses de janeiro, fevereiro e março.

Subprefeituras

Na primeira reunião com Walter Feldman, secretário municipal das Subprefeituras, os subprefeitos interinos informaram como encontraram suas unidades. Na Casa Verde (zona norte), o piscinão está assoreado, a altura do mato ultra passa um metro de altura e as ruas estão todas esburacadas. Já a subprefeitura de Ermelino Matarazzo (zona leste) deve dois meses de aluguel do prédio. Todas as subprefeituras informaram dívidas com fornecedores e prestadores de serviço. A frota de veículos está sucateada, e os poucos veículos que rodam não têm combustível. Na Usina de Asfalto da Barra Funda (zona oeste), por exemplo, há 22 veículos. Desses, somente 4 têm condições de rodar.

Empreguismo

Os subprefeitos também relataram a Walter Feldman que em cada subprefeitura há de 10 a 20 funcionários em “cargos de confiança”, cuja principal missão era fazer trabalhos políticos. A esmagadora maioria desses “assessores” eram filiados ao PT, e como tais tem obrigação de doar uma percentagem dos seus rendimentos às finanças do partido.

A família Tatto, cujos membros segundo o jornal Folha de São Paulo ” formavam o clã mais poderoso na cidade durante a administração de Marta”, perdeu cerca de 40 cargos na Subprefeitura da Capela do Socorro. A derrota eleitoral afetou também o clube de futebol da família, o Barcelona Esportivo Capela, que estreou em 2003 na Série B-2 do Campeonato Paulista. O time jogava no Capelão, estádio construído durante a gestão do PT com ajuda da subprefeitura local, que colaborou com areia e blocos. Após a divulgação do resultado do segundo turno, a família decidiu vender sua participação no time, que deverá deixar a região rumo ao interior.

20 anos e muitas bravatas depois

O texto não é meu. Recebi por e-mail, encaminhei à minha tradicional “listinha”, e aproveito para reproduzir aqui também.

Deve ser lido, analisado e lembrado.

Sempre.

Constituição: liderados por Lula, petistas votaram contra


Partido foi único a se recusar a apoiar Carta Magna em 1988

Neste domingo, 5 de outubro, a Constituição Federal completa 20 anos de existência. O documento que simbolizou o início de uma era democrática no Brasil – após quase duas décadas de regime ditatorial – foi elaborado por diversos personagens que ainda hoje integram o cenário político do país. Na Assembléia Nacional Constituinte (ANC), além do então presidente Ulysses Guimarães, estava presente o presidente da República, o então deputado constituinte Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 1988, Lula, foi escolhido para fazer o discurso no qual o PT anunciava que votaria contra o texto final da nova Constituição. Em um pronunciamento firme, acusou as elites brasileiras de mentirem e manobrarem para impor uma carta conservadora que não atendia os direitos dos trabalhadores. A legenda foi a única a votar contra a nova Carta.

Em seus 52 discursos ao longo da Assembléia Constituinte, o atual presidente do Brasil defendeu o direito dos trabalhadores à greve, uma reforma agrária radical e o respeito ao meio ambiente, além de criticar o governo do então presidente da República, José Sarney (PMDB), hoje um de seus principais aliados no Senado. O PT não apenas votou contra como sua bancada chegou a pensar em não assinar o documento. A principal alegação de Lula era que se tratava de uma Carta muito “conservadora”.

Entre os integrantes da bancada petista, estavam, além do próprio Lula, os deputados José Genoíno (SP), Virgílio Guimarães (MG), o hoje senador Paulo Paim (RS), o ex-governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra, além dos ex-ministros Luiz Gushiken e Benedita da Silva. Apesar da nova Constituição ter sido considerada um marco em termos de direitos individuais e trabalhistas, o líder do PT deu diversas entrevistas à época dizendo que ela ficou “aquém das reivindicações dos trabalhadores”.

Duas décadas depois, o discurso mudou e abrandou bastante. Questionado pela mídia sobre a importância da Carta nos dias de hoje, o presidente tem se desmanchado em elogios ao texto. E reconheceu a alguns jornais, na semana passada, que teria sido muito pior se o partido dele tivesse vencido durante a votação na Assembléia.

Em entrevista ao “Correio Braziliense”, o Lula de 2008 não hesitou em afirmar que “tudo que nós alcançamos até agora foi fruto da Constituição de 1988”. Entre os pontos destacados pelo presidente estão a universalização dos direitos sociais, medidas tomadas contra a pobreza e a desigualdade, além da Carta ter proporcionado as condições para que possamos viver hoje um bom momento econômico.

A Assembléia Constituinte também foi alvo da ira de Lula, quando acusou os parlamentares de incapacidade política, de falta de diálogo e também de articulação, segundo “O Globo” relatou na ocasião. Agora, o presidente preferiu mudar o tom e enalteceu ao jornal candango os trabalhos da ANC e a participação popular quando da elaboração da Constituição. “A Assembléia Constituinte foi o momento mais rico da vida parlamentar brasileira. Houve uma participação popular como nunca se viu no país, com milhares de pessoas indo ao Congresso fazer pressão, reivindicar. Foi graças a esse estímulo que fizemos uma Constituição avançada”, disse ao “Correio” de 28 de setembro último.

Como a PTralhada tem memória seletiva bem ruinzinha, é bom que na próxima vez que você, leitor bem informado, ouvir algum PTralha elogiando a Consituição e exigindo seu cumprimento, lembre-se de que se dependesse deles, PTralhas, a Constituição não existiria.

O único jeito de eliminarmos essa raça asquerosa, os PTralhas, é mostrar quão mentirosos eles são.

Sempre.

Reforma ortográfica nas mãos de um analfabeto

A notícia é da Folha Online (na íntegra aqui):

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta segunda-feira (29) o decreto estabelecendo o cronograma de implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no país. O decreto prevê a padronização ortográfica entre os países da língua portuguesa na sede da ABL (Academia Brasileira de Letras), no Rio. A escolha da data acontece em homenagem ao escritor Machado de Assis. Nesta segunda a morte do escritor completa 100 anos.

A reforma ortográfica vem sendo discutida desde 1990 pelos países que integram a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa): Brasil, Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste.

O Brasil será o primeiro país a implementar as regras oficialmente. As mudanças serão feitas de forma paulatina a partir de 1º de janeiro de 2009, com um prazo de conclusão até o início de 2013. O decreto determina que nos quatro anos de transição sejam aceitas as duas formas.

As mudanças devem atingir aproximadamente 0,5% das palavras adotadas no Brasil. Nos demais países as alterações podem alcançar 1,6%. As mudanças mais significativas estão relacionadas à acentuação de palavras, incluindo a extinção do trema.

A assinatura do decreto contará com a participação dos embaixadores de Portugal, Moçambique e Angola. Também participam da solenidade os ministros Fernando Haddad (Educação), Juca Ferreira (Cultura) e o governador do Rio, Sérgio Cabral.

Algumas dúvidas que me ocorreram:

1) Se a reforma da Língua Portuguesa está há tanto tempo sendo adiada, por que diabos será assinada justamente pelo primeiro Presidente da República que enaltece seu analfabetismo em todas as oportunidades ?

2) Será o Lulla entendeu o que ele está assinando ? Ok, essa pergunta é retórica, claro….

3) Quanto será que o PT está ganhando com essa manobra ? Ok, ok….a princípio não há, ainda, nenhuma denúncia neste sentido. Mas…..porra, é o PT !!!!!! Claro que está ganhando algum mensalinho ! Será que a reforma ortográfica é mais cara do que a reforma da previdência ? Quanto será que os mensaleiros estão dando de desconto no preço de tabela atualmente ?????

Os autoritários

O artigo é simplesmente BRILHANTE (publicado pela Folha em 21/09/08, com grifos meus):

SE ALGUM dia as reformas que vêm sendo há anos postergadas entrarem finalmente na agenda das (futuras) autoridades, será preciso que o país se prepare para enfrentar aqueles que obstaculizam um maior avanço do país rumo à modernidade, escudados nos chamados “movimentos sociais”.
Sob o véu da suposta defesa dos interesses da maioria da população, o denominador comum de muitos desses grupos é o autoritarismo. Com base em uma retórica agressiva, estão na vanguarda de todos os movimentos de resistência à agenda que pretende integrar o Brasil às tendências mais modernas do mundo.

São os mesmos que lideraram o movimento em favor da reestatização da Vale, dez anos depois de ela ter sido privatizada. Que grupos são esses?

Eles representam a confluência de três vetores. O primeiro é o dos intelectuais intolerantes; o segundo, o de certos grupos políticos; e o terceiro, o de grupos sindicais dedicados à administração de recursos milionários.

O primeiro grupo é representado por aqueles que enchem a boca para falar mal do famoso “neoliberalismo”.

Vivem fazendo discursos contra o Consenso de Washington, mas 99% deles jamais se deram ao trabalho de ler o trabalho de J. Williamson que deu origem ao termo.
A expressão máxima dessa atitude, pela qual alguns intelectuais fazem a cabeça de parte do espectro dos políticos, foi manifestada por uma das mais conhecidas lideranças políticas brasileiras, que há alguns anos se manifestou nos seguintes termos: “Em nosso partido, estamos abertos a todos. Só não cabem nazistas, racistas, delinqüentes políticos e neoliberais” (“Jornal do Brasil”, 8/2/ 04). Nesse meio, ignora-se o conceito do que sejam “adversários”: só há inimigos.

O segundo grupo é a constelação de partidos ditos de esquerda, originalmente romântica, mas que em linhas gerais são desprendimentos de uma mesma costela stalinista, em que delírios incompatíveis com a realidade dos dias de hoje se confundem com o apego a diversas formas de coerção.

Nas suas versões mais inofensivas, fazem barulho em passeatas. Nas formas mais radicais, seus congêneres de outros países compõem a tropa de choque do esquerdismo fascistóide latino-americano. Na Venezuela, fecham canais de televisão. Na Argentina, travestidos de “piqueteros”, arregimentam capangas para -literal e fisicamente- bater na classe média quando ela vai para a rua protestar contra as políticas oficiais.

O terceiro grupo é o dos sindicalistas encastelados no aparelho de Estado e nas suas diversas ramificações, acostumados a viver das benesses do repasse de recursos públicos, em atitude que faria se virarem nos túmulos os líderes sindicais, ingênuos e modestos, que forjaram historicamente as raízes do sindicalismo autêntico, há várias décadas.

Em 2007, tive a oportunidade de ser testemunha de um exemplo do comportamento desse grupo, quando participei como expositor do Fórum da Previdência. Ao meu lado, ar de quem era dono da situação, pouco ligando para a liturgia do evento, estava o representante de uma das centrais sindicais. Defendi, na ocasião, o que tenho dito há anos: idade mínima para aposentadoria de 60 anos para os homens e 55 para as mulheres, aumento do período contributivo para 25 anos até 2031, redução da diferença entre homens e mulheres para efeito de aposentadoria ao longo de uma transição de 15 anos etc. Nada do que foi proposto pode, honestamente, ser chamado de “draconiano”.

Ao concluir, quem primeiro pediu a palavra foi a pessoa citada, que começou seu discurso com as seguintes palavras: “Estou impressionado com a crueldade do professor Giambiagi”.
Ao concluir, se retirou: ao chegar o momento da tréplica, eu dialogava com uma cadeira vazia.
Ao voltar para suas “bases”, a pessoa deve ter dito que “defendeu os interesses do povo contra a tentativa de avanço do neoliberalismo”. Quanto ao problema demográfico representado pelo envelhecimento da população nas próximas décadas, dele só se ouviu o silêncio.

Não se trata de um debate entre grupos que, partindo de posições diferentes, negociam para depois chegar a um meio termo razoável. Não nos enganemos: há uma profunda raiz autoritária na atitude de todos esses grupos. Cedo ou tarde, para conquistar corações e mentes em favor das reformas, será preciso enfrentar a resistência desses grupos.

É evidente que poderá ser tentador, com o pré-sal, conservar a política do “deixa estar” e não fazer reforma alguma. Nesse caso, porém, o Brasil daqui a 30 anos será melhor que o de hoje, mas ficará aquém do país que poderíamos ser.


FABIO GIAMBIAGI , 46, mestre em economia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), é economista do BNDES e autor do livro “Finanças Públicas: Teoria e Prática no Brasil”, entre outras obras.

Remessas de lucros: só relembrando

Para aqueles que simplesmente repetem o “mantra” do sucesso da política econômica PTralha, muita atenção:

Embora o governo aposte na chance de o Brasil receber recorde de investimentos estrangeiros neste ano, dados do Banco Central mostram que a remessa de lucros e dividendos para as matrizes das multinacionais nos quatro primeiros anos do governo Lula foi o triplo da registrada entre 1999 e 2002, no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.
Entre 2003 e 2006, no primeiro mandato de Lula, a cada US$ 10 que entraram no Brasil, outros US$ 6 foram enviados ao exterior como ganho às sedes. Nos quatro últimos anos da gestão FHC foram remetidos US$ 2 para cada US$ 10 que entraram no país -valor pouco acima dos US$ 2,5 remetidos durante o primeiro mandato do tucano, entre 1995 e 1998.
O ingresso de investimentos estrangeiros entre 2003 e 2006 somou US$ 62,1 bilhões, enquanto as remessas foram de US$ 37,8 bilhões, conforme os números do BC. Com o aumento desse envio de lucros, parte do efeito positivo que a entrada desse capital tem sobre as contas externas é reduzido.
Para alguns analistas, as remessas de lucros feitas na primeira metade do governo Lula refletem o que aconteceu no segundo governo FHC, quando, puxados pelas privatizações, os investimentos estrangeiros totalizaram US$ 100 bilhões. Ou seja, agora que esses investimentos bilionários estão dando retorno, o envio de lucros para fora do país aumenta.
“As remessas cresceram porque o estoque de investimentos estrangeiros também está aumentando. Além disso, a rentabilidade das empresas cresceu muito nos últimos anos, porque a economia voltou a crescer”, afirma o economista Antônio Corrêa de Lacerda, professor da PUC-SP.
Segundo ele, o volume de recursos enviado por multinacionais não chega a preocupar no curto prazo, porque por enquanto “a balança comercial compensa”. Para o futuro, o economista defende a adoção de políticas que atraiam investimentos para setores mais avançados e dinâmicos da economia. Assim, as remessas de lucros seriam um preço justo a se pagar pela criação de empregos e pelo aumento de produtividade da economia.
O BC não possui dados históricos sobre os setores que mais enviam lucros para fora do país, mas os números de 2006 ajudam a ilustrar um pouco esse quadro. No ano passado, os bancos foram os que mais remeteram recursos para seus sócios estrangeiros: US$ 1,404 bilhão, o que representou 10,11% dos US$ 13,883 bilhões remetidos ao exterior. Foram seguidos de perto pelas empresas de energia e gás (US$ 1,378 bilhão) e pelas montadoras de automóveis (US$ 1,318 bilhão).
São três setores que vivem um bom momento em suas operações no Brasil. “De modo algum é um movimento de saída dos investimentos. Pelo contrário, o que vemos é a consolidação dos empreendimentos no Brasil”, avalia o diretor-executivo da Amcham-SP (Câmara Americana de Comércio), Arthur Vasconcellos.
Ele também cita a possibilidade de o bom resultado das subsidiárias nacionais ser usado para cobrir prejuízos das matrizes. “Como as unidades brasileiras têm apresentado bons resultados, com geração de caixa forte, o dinheiro pode sair para equilibrar as contas dessas companhias.”
Lucratividade à parte, a queda do dólar é outro fator que tem impulsionado o envio de lucros para o exterior. Para o presidente da Sobeet (Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização), Luis Afonso Lima, o aumento das remessas mostra uma “janela de oportunidade cambial”. “Há uma sensação de que o real vai passar por um processo gradual de desvalorização. Mandar os recursos agora, portanto, é mais vantajoso em dólar”, diz.
Ou seja, com a valorização do câmbio, um mesmo lucro em reais pode ser convertido para um volume maior de dólares, tornando mais vantajoso o envio de recursos a outros países.
Até agosto deste ano, US$ 11,3 bilhões já deixaram o Brasil dessa forma, 31% a mais do que no mesmo período de 2006. Por outro lado, esse movimento foi compensado pela recuperação mais forte dos investimentos: no período, o ingresso de capital externo chegou a US$ 26,5 bilhões, alta de 161%.

A matéria é da Folha de São Paulo (aqui), com dados do Banco Central.