A onda Marina Silva pode colocar o futuro do Brasil no meio de um tsunami de idéias ruins e velhas, tudo em prol de uma “nova política” que não existe

Eu havia decidido reduzir drasticamente o espaço dedicado a política neste blog, por várias questões que não vêm ao caso. Contudo, preciso falar deste assunto.

Estava lendo O Globo há pouco, e achei esta pérola:

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, alcança seus melhores índices entre os eleitores mais jovens e nos centros urbanos das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Aos 17 anos, a estudante Maria Luisa Azevedo, moradora do Rio, diz que o “discurso de Dilma não convence” e acha que Aécio Neves pode privatizar empresas públicas, prática com a qual ela não concorda. Maria Luisa se interessou pelas propostas de Eduardo Campos, morto em um acidente de avião, e vai levar o voto para Marina.

— O Brasil e o mundo precisam de alguém que fale em sustentabilidade — define.

O universitário Pablo Alves, de 21 anos, votou na ex-senadora em 2010 e pretende repetir a escolha.

— Ela fala da ética da questão ambiental. Acho o governo da Dilma muito assistencialista — diz ele, morador do Rio.

A jornalista Debora Baez também destaca a firmeza da candidata do PSB quando o assunto é sustentabilidade.

— Ela saiu do PT e do PV por não concordar com a falta de clareza no discurso ambiental.

Já a universitária Gabriela Barbosa, que mora em São Paulo, acredita que Marina representa a “verdadeira mudança na política”.

— Ela rompeu com o PT porque discordava das práticas adotadas — diz, sobre saída de Marina do partido.

Segundo o cientista político Antônio Testa, da UNB, o discurso sobre meio ambiente tem uma boa aceitação na juventude urbana.

— A Marina se comunica bem quando cita essa nova visão de mundo, comprometida com a economia verde — avalia.

A íntegra da reportagem está AQUI.

Não querendo ser chato, preciso comentar estas “justificativas” apresentadas pelos eleitores da Marina. Obviamente o voto é livre (pelo menos por enquanto!), e todos ali têm todo o direito de votar em quem quiserem. O meu ponto é outro: precisam se informar melhor, porque a JUSTIFICATIVA (“voto na Marina porque“) é que está bem fraquinha.

A primeira, Maria Luiza, é contra as privatizações e gosta que alguém fale em sustentabilidade. Com 17 anos, é compreensível que seja mal informada e se deixe levar por modinhas. Porém, Maria Luiza, o agronegócio brasileiro é um setor moderno e altamente competitivo – o ÚNICO setor da economia brasileira competitivo mundialmente. Se a Marina conseguir implantar o conceito de “sustentabilidade” que ela tem/defende, este setor será sucateado.

O Pablo Alves elogia a ética e menciona a questão ambiental também. Querido Pablo, pesquise a ética de Marina Silva na relação espúria entre o marido dela e algumas ONGs que usam a Amazônia como fonte de lucros milionários; pesquise a ética da Marina no caso do mensalão; pesquise a ética da Marina de quando ela era Ministra e liberou uma dinherama para ONGs que não faziam absolutamente nada (exceto, claro, parasitar o dinheiro público).

A jornalista Debora Baez poderia ser mais jornalista (ou seja, pesquisar). Marina saiu do PT e do PV por razões que não têm NENHUMA relação com o discurso ambiental. Ela saiu do PT e, depois, do PV, porque ela não conseguiu transformar nenhum dos 2 partidos em propriedade exclusiva dela. A universitária Gabriela Barbosa também poderia se informar um pouco melhor. Repito: a saída do PT e do PV se deu por outras razões.

Estou vendo gente dizendo que vai votar na Marina por estar farta do PT. Alguns já apontaram que, segundo as pesquisas de intenção de votos, Marian é a única capaz de ganhar da Dilma e, portanto, já estão mudando seu voto – tudo para se livrar de Dilma.
Lamento, mas a Marina tem o PT no DNA. Ela saiu do PT, mas o PT não saiu dela. Nunca sairá.
Votar nela é tão ruim quanto votar na Dilma. Sob vários aspectos, é ainda pior.

Alguns pontos centrais:

1) Marina é muito mais PT do que a própria Dilma, que no Rio Grande do Sul era do PDT e apenas filiou-se ao PT quando foi convidada para ser ministra. Marina Selva passou mais de 20 anos no PT, enquanto a Dilma tem apenas alguns poucos anos de “casa”. E a Marina só saiu do PT porque não conseguiu espaço para ser a candidata a presidente do partido, que, graças ao Lulla, escolheu a Dilma.

2) Marina tem toda a formação marxista “clássica”, na sua vertente mais puramente bolchevique. Consegue ser pior do que a Dilma, cuja RALA formação foi dentro do socialismo pós-URSS – ambas as linhas teóricas são nefastas, mas há sutis diferenças. A Dilma vem de outra linha de produção de ditadores totalitários. Mas ambas os idolatram e se espelham em gente como Fidel, Chávez, Che Guevara, e outros do mesmo “nível”.

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3) Marina odeia o agronegócio MUITO MAIS do que a Dilma. A Dilma caiu no colo do MST depois que foi alçada pelo Lulla ao cargo de poste, ou seja, já durante sua campanha para suceder o molusco. A Marina, por outro lado, sempre teve estreitas ligações com o MST – um amor mútuo, plenamente correspondido. Chico Mendes era um dos idealizadores do MST, foi líder “intelectual” da corja por muito tempo e, depois de sua morte, o posto coube à Marina. Ela desempenhou o papel com plena satisfação.

4) A “equipe” da Marina. Exceções feitas ao Eduardo Gianetti e ao André Lara Resende (que são caras inteligentes, o que aliás me deixa bastante curioso e decepcionado, pois não consigo entender como eles embarcaram neste navio furado rumo a Cuba), o resto é de gente da estirpe da Erundina, alçada a coordenadora da campanha depois que a Marina Selva expulsou a equipe que trabalhava com o Eduardo Campos. Erundina foi a primeira prefeita do PT em SP, e foi uma lástima talvez até pior do que a Marta. Pior: ela ainda defende abertamente, sem nenhum pudor, o socialismo (a la Cuba). Uma energúmena que segue presa ao Século 19. Aliás, uma energúmena que falou isso aqui sobre a Marina:

5) Marina é uma obscurantista secular que se acha uma divindade, uma enviada de Deus, acima do bem e do mal, superior aos reles mortais. Ela não apenas vai usar esta “aura” para tomar decisões: ela tomará decisões como todos os Reis tomavam, ou seja, achando que todo mundo deve obedecer sem questionamentos, pois se trata da decisão “divina”. Veja o que ela faz (sempre fez) no Acre desde 1990.
Pior: no Acre ela continua umbilicalmente ligada ao PT, através do “clã” Viana (batedores do PT e de Lulla).
Aliás, para quem se diz representante de uma “nova” política: NENHUM outro candidato (entre os que estão na corrida presidencial deste ano) está há mais tempo do que a Marina dentro da “velha” política. Enquanto a Marina já fazia política pelo PT, Dilma ainda era uma burocrata de terceiro escalão no Rio Grande do Sul.

Lembro, finalmente, que as pesquisas eleitorais de 2010 e 2012 erraram grotescamente. Vi pessoas que usam o argumento do voto útil na Marina para derrotar a Dilma, em face das recentes pesquisas que mostram crescimento da intenção de voto na Marina. Não é uma boa idéia confiar cegamente nas pesquisas (sim, um marketeiro dizendo isso!).
Aqui em SP, por exemplo, TODOS os institutos de pesquisa davam Netinho-espancador-de-mulheres-de-Paula e Marta Suplício eleitos como senadores. Quem acabou eleito com um novo recorde de votos foi o tucano Aloisio Nunes. 2 anos depois, quando da eleição para prefeito, aconteceu o mesmo: TODAS as pesquisas erraram e passaram alguns dias fazendo mea-culpa, depois que os resultados oficiais foram finalizados.

Evidentemente eu quero o PT expulso do governo (idealmente, do planeta Terra), mas não adianta trocar seis por meia dúzia. Veja o que a Marina já aprontou, em pouco menos de 15 dias, com o PSB (um partido nanico, que não tem NENHUM senador eleito e apenas 22 deputados federais): já desfez acordos regionais que o Eduardo Campos havia costurado, trocou equipe, brigou com pessoas que estavam trabalhando para o Campos, além de posar de viúva sofrida.
Como essa criatura vai aprovar QUALQUER matéria no Congresso com uma bancada de 22 deputados e ZERO senadores? Por mais que eu ache o Congresso (Senado e Câmara) um antro de boçais, é uma instituição fundamental à democracia. É preciso eleger deputados e senadores capazes de recuperar as instituições, e não passar por cima delas.

Aliás, é público e notório que ela vai chutar o PSB se for eleita, para criar o partido dela, a “Rede”. Outro aliás: uma mulher que havia recebido 19 milhões de votos e teve quase 2 anos não conseguiu criar um partido político mas acha que tem competência pra ser presidente da República?

Outra “linha” de argumentos que tenho ouvido com certa frequência é que o “mercado” está animado com a possibilidade de Dilma perder.

Sim, é verdade. Isso beneficia todo o país. Dilma e o PT sendo derrotados, só perdem os petistas, os PTralhas e o ecossistema que o PT montou (esgotosfera governista de blogs sujos, companheiros que mamam nos cargos comissionados etc). O restanto do país ganha – inclusive um futuro.

As bolsas subiram muito em decorrência das últimas pesquisas que apontam grande margem da Marina sobre a Dilma no segundo turno.

Mas eu não me deixo levar pelo que o “mercado” acha/acredita. Nada contra o mercado – pelo contrário, sou defendor do livre mercado capitalista que Dilma e Marina combate, xingam e detestam.

Porém, este é o mesmo “mercado” que via o Eike Batista como um empreendedor sensacional e infalível há pouco tempo, não é?!

Desculpa, nunca acreditei no Eike Batista.

Nunca acreditei na Dilma.

Nunca acreditei no Fernando Haddad. Este incompetente foi vendido em 2012 como “o novo” na política. Deu no que deu: a cidade de SP está abandonada às traças, e o Haddad já conseguiu um novo recorde de REPROVAÇÃO dos cidadãos paulistanos.

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Marina Selva é um Lulla de saias. Dissimulada, cínica, hipócrita e burra (mas com aquele verniz de “sonhática” que lhe permite soltar bobagens sem nenhum sentido e, ainda assim, ter um séquito de boçais a aplaudir, achando que acabam de ouvir o pronunciamento divino e subliminar d’A “escolhida”).
Ontem, no Jornal Nacional, provou que é um Lulla: questionada sobre o jatinho envolvido no acidente do Eduardo Campos, um caso clássico de caixa 2 (pela lei, punível com impugnação da candidatura), deu uma explicação lulática: NÃO SEI DE NADA. A entrevista pode ser assistida AQUI. A pergunta do avião está logo no início da entrevista. Recomendo ao leitor que veja se ainda não viu.

Em suma: antes de votar na Marina Silva, pesquise.

Informe-se.

O Brasil não precisa de mais uma fraude intelectual que se apresenta como “novo”.

Para encerrar, li isto no facebook e compartilho, pois trata-se de um excelente resumo da falcatrua chamada Marina Silva:

Marina Silva periga ficar conhecida como a política-mesa-branca. Começou a carreira com o cadáver do Chico Mendes como cabo eleitoral, depois foram as ilusões de petistas arrependidos com a morte do “partido da ética” e o surgimento do partido do mensalão, agora é Eduardo Campos o seu palanque necrológico.
Se era para homenagear, as homenagens estão feitas. Continuar citando o “Eduardo” chega perto da linha tênue entre homenagem e exploração.
Mas adiante.
Resolvi falar dela agora porque, pelo visto, a vice-viúva já saiu do luto fechado e está em plena campanha, logo me desobriga a manter o silêncio respeitoso.
Marina diz que pratica uma tal “nova política”, ainda que ela mesma esteja na política desde 1985. Seu mote é “inovar”, mas cita como possíveis colaboradores nessa tarefa Pedro Simon (32 anos de Senado), Eduardo Suplicy (24 anos de Senado) e José Serra, alguém que muito admiro, tanto que votei nele em 2010, ao contrário de Marina, que negou seu apoio no segundo turno.
Seu discurso belo e vazio diz basicamente que é contra “tudo isso que está aí” e que repudia “políticos profissionais e tradicionais”. Por isso o seu eleitor-médio a considera uma inovação.
Diz que é a superação da dicotomia PSDB-PT, para logo em seguida afirmar que pretende governar junto com PT e PSDB.
Mas vejamos com muita calma: Marina era do PT, foi ministra de Lula até bem depois do mensalão, saiu quando percebeu que Dilma, por ser poste, é que seria ungida a sucessora e não ela, foi para o PV, teve 19 milhões de votos para presidente, negou-se a apoiar José Serra no segundo turno ajudando assim Dilma Rousseff (ou alguém duvida que um apoio explícito seu ajudaria o Serra?), por não conseguir se impor dentro do PV saiu do partido, recusou convites de vários partidos pequenos para trabalhar ali preferindo criar um SEU, não teve competência para juntar assinaturas (Pros, Solidariedade e Novo conseguiram), entrou no PSB dizendo claramente que faria o partido de hospedeiro até sua Rede sair do papel, bateu de frente com os socialistas dinamitando alianças que não atendiam seus interesses em vários estados, declarou-se ajudada pela “Providência” quando um acidente matou seu colega de chapa, faz uma campanha sem “se misturar” com o que não é “limpo” o suficiente e seus militantes tratam a “seringueira pobre que venceu na vida e vai mudar o país” como alguém intocável, acima de críticas e que “sabe o que fazer” quase que por inspiração divina.
Parece muito o partido de um metalúrgico pobre que venceu na vida e iria mudar o país. O mesmo que se recusou a apoiar Tancredo, a assinar a nova Constituição, a fazer parte da aliança que ajudou Itamar Franco a tirar o país de uma das piores crises políticas da sua história, a apoiar o Real, a lei de responsabilidade fiscal, as metas de inflação, o câmbio flutuante, as privatizações que modernizaram setores do país e que nunca “se misturava com ninguém” porque era um partido “acima da política tradicional”.
Os elementos estão todos aí: o egoísmo, o obscurantismo, a militância fanática, o messianismo, um marido exercia cargo no governo do PT até AGOSTO de 2014, as relações estranhas com empresários.
Fora a ausência de uma base parlamentar que ainda é necessária no Brasil. Caso seja eleita, seus milhões de votos em seis meses não valerão nada sem apoio no Congresso. Sabem pra onde ela vai correr? Isso mesmo, para o bom (pra eles) e velho PMDB e para o PT, que a essa altura vai até tomar santo daime para achar alguma convergência.
Marina Silva é o petismo sem glúten e lactose, mas continua sendo petismo.
Por isso é que faço aqui essa declaração de não-voto. Nem tudo que não é literalmente o PT, deixa efetivamente de ser o PT.

Balanço da Copa do Mundo no Brasil – 2

Conforme prometido, este é o segundo post sobre os efeitos da Copa do Mundo no Brasil. O primeiro está AQUI, e destaco que vale a pena ler também este post AQUI, que já trazia alguns dados preliminares sobre a Copa.

Já alerto que 90% ou mais dos dados apresentados nesta série serão negativos, ruins para o país – sim, a Copa foi um péssimo negócio para o Brasil, e reitero que não me refiro ao futebol em si, apenas e tão somente ao “legado” que a Presidanta-Catifunda e seu partido totalitário insistiam em atrelar à Copa, para justificar os bilhões de reais que foram jogados fora. A “Copa das Copas” da Presidenta-Catifunda (que, justiça seja feita, foi obra do criador de postes sem luz, Lulla da Silva, e não dela), como eu já havia escrito aqui diversas vezes, foi uma roubada – e o trocadilho não foi intencional, mas é bom frisar que, se formos considerar os bilhões de reais que certamente foram desviados nas obras inacabadas e muitas delas sem licitação, os custos podem quase dobrar.

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Contudo, acho que podemos começar este post trazendo ao menos uma boa notícia (na íntegra AQUI):

O fim da Copa do Mundo, que provocou uma redução de preços de passagens aéreas e diárias de hotéis, foi o principal motivo que fez com que o índice de inflação medido pelo IPCA desacelerasse em julho. A inflação mensal ficou em 0,01%, uma forte desaceleração frente ao 0,40% registrado em junho. Em 12 meses, o índice ficou em 6,50%, informou nesta sexta-feira (8) o IBGE. Os dois valores ficaram abaixo das previsões do mercado. Segundo a Bloomberg, analistas previam alta de 0,1% em julho e de 6,60% em 12 meses.
 
Ainda que a Copa tenha ocorrido até o dia 13 de julho, o IBGE verificou que ao final da primeira quinzena do mês passado os preços desses dois serviços apresentaram queda, afirma a coordenadora de Índices de Preços do órgão, Eulina Nunes dos Santos. As passagens aéreas registraram em julho queda de 26,86% em relação a junho. O recuo compensou a alta de 21,95% verificada no mês anterior.
 
Essa queda deu a contribuição mais forte para que a inflação dos transportes tenha recuado 0,98% em julho e permitido, junto com outros três setores que apresentaram deflação, que o índice de inflação oficial ficasse praticamente estável em julho.
Nos sete primeiros meses do ano, passagens aéreas acumulam queda de 41,62%.
Uma segunda explicação para essa queda é que neste ano muitas empresas aumentaram o número de voos com destino ou origem do Brasil, também em função do mundial. O aumento da oferta contribuiu para a redução dos preços, disse a coordenadora.

Conforme eu já havia escrito, alguns setores da economia foram absolutamente devastados pela Copa. Outros, sofreram menos. Apenas uma minoria foi beneficiada. 

A indústria de transformação decerto foi um dos setores mais afetados – porém, repito: a Copa não foi a causa dos problemas, o evento apenas aumentou a estagnação da economia. Matéria da Época Negócios (íntegra AQUI) ajuda a demonstrar:

A Copa do Mundo potencializou a perda de dinamismo que caracteriza a indústria desde o último trimestre do ano passado. Em junho, a produção industrial recuou 6,9% em comparação a igual mês de 2013, o pior resultado desde setembro de 2009. A redução de números de dias trabalhados e a concessão de férias coletivas pesaram no resultado, principalmente das montadoras. Em relação a maio, a produção recuou 1,4%, informou ontem (1/8) o IBGE. A queda foi menos intensa do que o esperado em média por analistas (-2,4%), mas contribuiu para recuo de 2% na produção no segundo trimestre, reforçando a perspectiva de retração no Produto Interno Bruto (PIB, soma da renda gerada no país) de abril a junho. O ritmo fraco deve ter reflexos também nos investimentos.
 
O recuo da produção em junho foi o quarto seguido tanto na comparação mensal quanto anual, mas a realização da Copa foi o que tornou a perda mais aguda e espalhada. Em maio, o recuo foi de 0,8%. “A magnitude da queda tem relação direta com menor número de dias trabalhados, férias coletivas e cortes de turnos de trabalho, que ficaram como uma marca de junho”, disse André Macedo, gerente da Coordenação da Indústria do IBGE.
 
A fabricação de televisores, que até abril impulsionou a indústria, caiu 29,6% em junho. Já os bens de consumo duráveis e os bens de capital tiveram as perdas mais expressivas e são as categorias que mais pressionam a indústria. O destaque ficou com os veículos, cuja produção recuou 12,1% em relação a maio. Na comparação com junho de 2013, a queda foi de 36,3%, a maior desde dezembro de 2008 (-51%). “As estatísticas de estoque do setor estão completamente fora de seu padrão habitual”, detalhou Macedo.
 
Fornecedores da indústria de veículos também foram afetados, como autopeças, produtos químicos, borrachas e plásticos, máquinas, aparelhos e materiais elétricos e metalurgia. Além disso, a formação de estoques está por trás das perdas na fabricação de produtos têxteis, máquinas e aparelhos elétricos, máquinas e equipamentos e calçados, citou Macedo. “A abertura dos dados da produção de junho ante maio mostrou uma queda disseminada em vários setores, o que dá uma dimensão de paralisia generalizada da economia”, avaliou a economista Alessandra Ribeiro, da consultoria Tendências.

E hoje, 15/08, foi noticiado em todos os jornais o seguinte:

A atividade econômica registrou queda no segundo trimestre deste ano. De acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado houve queda de 1,2% no segundo trimestre deste ano, comparado com o período de janeiro a março deste ano. Em relação ao segundo trimestre de 2013, a queda ficou em 1,54%.
 
Em junho, o IBC-Br também registrou queda, de 1,48%, na comparação com maio (dado dessazonalizados). Essa foi a maior retração desde maio de 2013, quando o índice caiu 1,68%. No primeiro semestre, houve expansão de 0,13% e em 12 meses encerrados em junho, de 1,5%. De acordo com o dado dessazonalizado, a expansão em 12 meses ficou em 1,41%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.

Sardemberg

Qualquer pessoa ue tenha ao menos um dos pés na realidade sabe que o Brasil está num momento lastimável – e, na Economia, está numa verdadeira crise. A inflação está altíssima (quem frequenta supermercado sabe do que estou falando), mas as empresas não estão investindo, estão demitindo ao invés de contratar, e os resultados disso estão sendo noticiados quase diariamente.

É importante ressaltar que não se trata de crise internacional – pelo contrário: Europa e principalmente Estados Unidos estão, há alguns meses, em franca aceleração econômica. Estamos diante de uma crise INTERNA, gerada pela incomPTência da Presidanta-Catifunda e sua equipe econômica brilhante, chefiada pelo sempre equivocado Ministro Margarina-talhada.

A Copa do Mundo apenas agravou a situação.

Balanço da Copa do Mundo no Brasil – 1

Conforme eu havia escrito AQUI, este blog fará um acompanhamento dos resultados práticos REAIS oferecidos pela realização da Copa do Mundo no Brasil.

Como eu detesto futebol, deixarei de lado toda e qualquer análise que tenha a ver com o esporte em si. O que interessa nesta “série” é avaliar os resultados da Copa para as empresas e cidadãos: depois de investimentos que ultrapassaram a casa dos TRINTA BILHÕES DE REAIS, qual foi o legado da Copa?

Apenas para refrescar a memória do leitor, o governo e o PT espalharam números (fantasiosos) para justificar a realização da Copa no Brasil. Graças a uma imprensa no geral subserviente, os números estapafúrdios e as previsões utópicas eram amplamente divulados, e havia pouca (raríssima) contestação.

Twitter - dilmabr- A Copa não representa apenas ...E quando falo de contestação, evidentemente não me refiro àqueles protestos babacas de junho de 2013. Aquilo não passou de uma consequência nefasta da ignorância de parcela significativa do povo – que, num primeiro momento, se deixou manipular pelas organições da extrema esquerda que iniciaram os protestos (Movimento Passe Livre e seus partidos-donos, como PSTU, PSOL, além, claro, dos blac-blocs e outros desmiolados) apenas e tão somente buscando criar um “buzz” em torno das suas reivindicações estapafúrdias, como, por exemplo, transporte público gratuito.

Enfim, o que esta série de posts vai analisar é exclusivamente os resultados/consequências da realização da Copa do Mundo no Brasil.

Eu já havia avisado, e repito: alguns dados setoriais já foram aparecendo, e outros ainda demorarão um pouco mais para serem divulgados; algumas informações e dados ainda serão revisados, e podem sofrer mudanças pontuais. Vou tentar apresentar aqui, de forma contínua, alguns dados já tornados públicos.

Será desnecessário fazer grandes análises: os números falam por si.

Vamos começar, então?!

A realização da Copa serviu para incrementar o PIB, como o governo dizia que aconteceria?

Resposta: Não.

Aliás, houve justamente o efeito inverso: a economia já vinha mal das pernas, e a Copa apenas serviu para piorar o quadro (atenção: não se pode dizer que a Copa CAUSOU estagnação ou queda do PIB, pois ela apenas AGRAVOU um problema que já estava ruim há tempos).

O Estadão de 01/08 reportou o seguinte (os grifos são meus):

A magnitude da queda da produção industrial em junho tem relação direta com a realização da Copa do Mundo no País, afirmou nesta sexta-feira, 1, André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, o órgão anunciou que a produção cedeu 1,4% em junho ante maio, a mais intensa desde dezembro do ano passado e a quarta consecutiva neste ano.

“A magnitude tem relação direta com menor número de dias trabalhados, redução da jornada de trabalho, férias coletivas, cortes de turnos de trabalho, que ficaram como uma marca do mês de junho. E o evento Copa do Mundo tem relação com esses fatores”, disse Macedo. Segundo ele, não apenas os jogos do Brasil prejudicaram a indústria, mas o “simples fato de haver várias cidades recebendo jogos”, o que aumentou o número de feriados.

Mas o movimento de queda não fica restrito ao mês de junho, ressaltou Macedo. Ele observou que o recuo anunciado hoje foi o quarto dado negativo consecutivo na margem. “O perfil de queda ritmo de produção é algo que não é característico só desse mês”, disse. “Foi em outubro de 2013 que começou o ritmo de queda maior da produção. A Copa potencializou”, acrescentou.

Desde outubro do ano passado, a produção industrial acumula um recuo de 6,5%. “Percebemos que é característica de um setor industrial que vem mostrando menor dinamismo”, afirmou Macedo. Segundo ele, a menor evolução da demanda doméstica, o cenário externo e a restrição no crédito são fatores que persistem e marcam o ano de 2014.

O efeito da Copa do Mundo sobre a produção industrial deve persistir no mês de julho, avalia o IBGE. Os dados serão conhecidos no dia 02 de setembro.

No Valor Econômico do mesmo dia 01/08, lemos o seguinte (íntegra, para assinantes, AQUI):

Julho encerrou com queda de 13,9% nas vendas de veículos novos no país. Entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus, o mercado movimentou 294,8 mil veículos no mês passado, quando o desempenho foi prejudicado pelo menor movimento nas concessionárias em virtude da Copa do Mundo na primeira quinzena.

Na comparação com o fraco resultado de junho, também afetado pelo Mundial, houve avanço de 11,8% nos volumes, mas essa evolução se deve ao calendário comercial mais favorável de julho, que, sem contar os feriados de cidades-sede da Copa, teve três dias úteis a mais de venda. Na média, as vendas ficaram perto de 12 mil carros a cada dia útil de julho, menos do que as 12,6 mil unidades do mês anterior.

O desempenho faz a queda das vendas de veículos no acumulado do ano atingir 8,6%, ante 7,6% até junho. Agora, a diferença negativa em relação a 2013 passa de 183 mil veículos, ou o equivalente a 13 dias cheios de venda.

A propósito: em virtude do fiasco daquele jogo contra a Alemanha, a Presidenta-Catifunda e o PT vêm tentando se distanciar do evento (clique para ampliar):

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Mas é impossível separar algumas coisas. Dilma e o PT vinham usando a Copa do Mundo como “trunfo” político. Usaram de forma descada mesmo. Depois do vexame do 7 a 1, bateu aquele medo de que o feitiço viraria contra o feiticeiro.

O governo federal gastou dinheiro público para fazer propaganda da Copa – o vídeo abaixo eu gravei via iPhone (inclusive por isso o som está meio ruim: tentei gravar enquanto passava o comercial na TV), e mostra uma propaganda do governo federal enaltecendo a Copa. Vejamos:

Para piorar (clique para ampliar):

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Pretendo fazer ao menos um post por semana tratando do “legado” da Copa do Mundo. Ainda há muito a ser mostrado.

O banco dos BRICS prova que nenhuma idéia é tão ruim que não possa ser piorada

E agora foi fundado, oficialmente, o banco dos BRICS.

Reproduzo algumas coisas a seguir que dão alguma perspectiva sobre o caso – e começo com um vídeo que não trata diretamente da questão, pois foi gravado em 2012. Porém, motra-se ali uma discussão muito interessante sobre problemas econômicos do Brasil e da Índia, dois países envolvidos diretamente nessa roubada do banco dos BRICS:

E agora, tratando ESPECIFICAMENTE do caso do banco dos BRICS:

O artigo do Roberto Ellery citado no vídeo:

O assunto da semana é a criação do Banco dos BRICS. Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul decidiram criar um banco que será sediado em Xangai e que será uma mistura de FMI com Banco Mundial. Para começo de conversa é preciso deixar claro que FMI e Banco Mundial exercem funções diferentes e, não raro, conflituosas. Enquanto o Banco Mundial é um banco de desenvolvimento com a tarefa de financiar o crescimento econômico no mundo e reduzir a pobreza (ver aqui) o FMI é um fundo desenhado para socorrer países em crise de balanço de pagamentos (ver aqui). O Banco Mundial é aquele banco que você recorrer quando tem uma ideia que acredita ser boa e quer transformar a ideia em um negócio ou quer um financiamento para que sua ideia reduza a pobreza, o FMI é aquele banco que você procura quando está quebrado. O Banco Mundial é o “policial bonzinho” e o FMI é o “policial malvado”.
Pensar as duas funções em um único banco é um desafio que não vou enfrentar nesse post, apenas registro que as possibilidades de risco moral são inúmeras. Aqui vou separar cada função e questionar a relevância de cada uma delas para o Brasil. Começo pelo banco de desenvolvimento, um dos meus vilões favoritos. A verdade é que já temos um banco de desenvolvimento de dimensões consideráveis. Em 2012 o Banco Mundial emprestou U$ 32 bilhões (ver aqui e aqui), no mesmo ano o BNDES desembolsou R$ 156 bilhões, o que equivale a aproximadamente U$ 70 bilhões pelo cambio atual. É isto mesmo, em 2012 o BNDES desembolsou duas vezes mais que o total de empréstimos realizados pelo Banco Mundial. Se o Brasil tem um banco maior que o Banco Mundial que é só dele por qual razão vai criar outro banco concorrente do Banco Mundial?
Uma possível resposta é que o novo banco terá uma atuação internacional e nós queremos ajudar os países mais pobres. O problema é que o BNDES já financia projetos em outros países (ver aqui) e sem dar satisfação a chineses ou a russos. Outra resposta é que o BNDES está fazendo um excelente serviço e um novo banco seria uma forma de ampliar esses serviços. Já escrevi um bocado sobre os efeitos do BNDES aqui no blog, é só fazer uma busca. Os exemplos do fracasso das políticas do banco se amontoam, o caso mais emblemático é o do grupo X de Eike Batista o que eu tomei conhecimento mais recentemente é o da Eldorado (ver aqui). O próprio Luciano Coutinho, presidente do BNDES e um dos mentores da política de campeões nacionais, já percebeu que a política de campeões nacionais que norteou a atuação do BNDES deve ser abandonada (ver aqui).
Entretanto, na condição de liberal chato e sendo mais chato do que liberal, coloco mais uma vez o retrato do fracasso do BNDES em elevar a taxa de investimento brasileira. A figura abaixo mostra os desembolsos do BNDES, a taxa de investimento no Brasil e a taxa de investimento na América Latina e Caribe. Notem que a taxa de investimento no Brasil é menor que a da América Latina e Caribe (não retirei o Brasil do grupo América Latina e Caribe, portanto o Brasil está puxando o grupo para baixo), mas ainda, o gigantesco aumento dos desembolsos do BNDES não foi capaz de dar a taxa de investimento do Brasil uma dinâmica diferente da taxa de investimento da América Latina e do Caribe. O único momento em que isto aconteceu foi na sequencia da crise de 2008, minha conclusão é que os efeitos da atuação do BNDES parecem mais com a de uma política de curto prazo do que com o que se esperaria de um banco de desenvolvimento. Os dados para desembolso são do próprio BNDES, as taxas de investimento são do FMI.
O motivo para isto é simples: o Brasil não precisa de um banco de investimento. As grandes restrições para o investimento no Brasil estão no ambiente de negócios, investir em um país que muda regras o tempo todo é uma decisão de alto risco. Investimentos de longo prazo exigem estabilidade, exatamente o que não oferecemos. Peço que o leitor imagine a apreensão de quem acabou de investir no Brasil em um setor que concorre com produtos chineses. Com o novo banco os chineses serão favorecidos? Quem arrisca uma resposta? A verdade é que mesmo no Banco Mundial a estratégia de combater pobreza e estimular desenvolvimento com crédito barato vem sendo questionada. O crédito barato costuma acabar nas mãos dos amigos do governante de plantão que não necessariamente são os que têm os melhores projetos, mais grave, o crédito barato acaba sendo usado para manter governos no poder e atenta contra a democracia.
A atuação do banco dos BRICS como banco de desenvolvimento me parece trazer mais problemas do que soluções. Mas como fica a atuação como emprestador de última instância para países em crises de balanço de pagamentos? Aqui é mais delicado. Alguém sempre pode argumentar, com alguma razão, que a existência desse tipo de banco acaba por estimular um comportamento irresponsável que leva às crises que o banco vai resolver. Simpatizo com essa linha de raciocínio, mas tenho de reconhecer que crises existiam antes do FMI e que, portanto, o FMI não pode ser a causa única para crises. Parece razoável argumentar que já que crises existem é aceitável existir um banco que socorra países em crises. Mas como entra o Brasil nesta história?
A taxa de poupança do Brasil está entre as mais baixas do mundo (ver aqui). Exatamente por qual razão um país que não tem capital para financiar o próprio investimento e que importa capital vai se oferecer para financiar países sem crédito para honrar seus compromissos externos? Pior, se não ajustar o preços dos combustíveis o Brasil caminha ele mesmo para uma crise do balanço de pagamentos (ver aqui). Mas aí está a vantagem, podem argumentar os espertos de plantão, ao criar o banco dos BRICS o Brasil está se antecipando e conseguindo quem financie uma eventual crise no balanço de pagamentos, afinal a China é um dos maiores credores do planeta. É uma jogada interessante, mas não esqueçamos que malandro demais vira bicho. China, Rússia e mesmo Índia não são os bobos do jogo de poder internacional, pelo contrário, são atentos e não raro brutais neste jogo. Acreditar que a China está disposta a financiar uma crise brasileira para mostrar algo aos EUA é acreditar em fadas. Impressiona que os que falam pelos cotovelos a respeito da questão geopolítica não estejam nos explicando exatamente o que ganhamos e o que perdemos no jogo de poder com a criação do banco.
O post já está longo, termino com uma frase que gosto muito de um filme sobre pôquer que não estou lembrando o nome agora. O jogador do filme dizia que se em tantos minutos você não souber quem o otário da mesa então saia da mesa que o otário é você. Gostaria muito que os especialistas que defendem a criação do banco dissessem quem é o otário da mesa, por razões óbvias as autoridades não podem dizer, se não souberem é melhor recomendar que saiamos da mesa…
E o incomparável Guido Mantega já falou suas corriqueiras estultices sobre o caso (a reportagem é do Valor Econômico, na íntegra AQUI, e os grifos são meus):
A criação de um banco de desenvolvimento do Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, é uma resposta à falta de reformas no Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao jornal Folha de S.Paulo. O capital inicial do banco, de US$ 10 bilhões, pode chegar a US$ 50 bilhões e alcançar US$ 100 bilhões por meio de captações. “As reformas do FMI não foram implementadas e isso tornou necessário o desenvolvimento de instrumentos alternativos”, disse Mantega.

De acordo com o ministro, uma das estratégias para sair da crise mundial é aumentar investimentos em infraestrutura, mas falta crédito. “Os organismos multilaterais que existem hoje, como BID e CAF, não têm recursos suficientes”, disse, referindo-se ao Banco Interamericano de Desenvolvimento e à Corporação Andina de Fomento.

Segundo o ministro, o banco financiará não apenas o Brics e terá uma classificação de risco (rating) muito elevada para captar recursos. O grupo, contudo, terá o controle da instituição, 55% em igualdade de condições. Para fomentar a captação de recursos, serão criados fundos especiais. “Já na criação constituiremos fundos especiais de investimento. Vários fundos poderão surgir e se somarão ao capital”.

Os acertos finais – presidência e sede – para a criação do banco dos Brics, chamado de Novo Banco de Desenvolvimento – serão definidos nesta semana em reunião de cúpula do bloco, em Fortaleza. A China quer a sede, o Brasil, a presidência, que será rotativa, com troca de comando a cada cinco anos.

Falando sobre atividade econômica, Mantega considerou na entrevista que os Brics vão continuar liderando o crescimento da economia mundial, embora tenham desacelerado. “A China não cresce mais a 11%, mas a 7,5%. O Brasil e a Rússia tiveram alguns problemas a mais, mas também vão se recuperar”. Ainda a respeito do Brasil, Mantega disse que o país pode crescer a 3%, 4%, mas não estipulou um prazo para que isso aconteça.

Para 2014, as estimativas de expansão da economia têm ficado em torno de 1%, com algumas já abaixo disso. Para 2015, rondam perto de 1,5%, segundo o boletim Focus, do Banco Central.

Como eu sempre digo: Guido Mantega é um Ministro à altura da estatura intelectual da presidanta Dilma.
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(clique na imagem para ampliar numa nova janela, para facilitar a leitura)
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Dilma acertou uma: o governo dela é padrão Felipão, sim!

Foi a primeira, e certamente a última, vez que Dilma Rousseff falou uma coisa certa:

Firefox 8Como ela mesma reconhece que o seu governo é uma desgraça, o pior da História republicana, fica ainda mais adequado este excepcional artigo publicado no Estadão (com grifos meus):

Felipão, o professor de gestão de Dilma

José Nêumanne – O Estado de São Paulo, 16 de Julho de 2014

Dilma Rousseff disse, em 1.º de julho de 2013, que seu governo tinha o “padrão Felipão”, em resposta a uma pergunta sobre se seus ministros tinham “padrão Fifa”. Referia-se ao ex-técnico da seleção brasileira Luiz Felipe Scolari após reunião ministerial depois da vitória sobre a Espanha por 3 a 0 no Maracanã, onde ela seria vaiada várias vezes domingo, na final da Copa, antes e ao entregar a taça ao capitão alemão, Philipp Lahm. A comparação havia sido feita na temporada de protestos nas ruas em que o povo exigiu “padrão Fifa” para a gestão pública federal, nada exemplar. Apesar de ter escolhido o treinador como modelo, ela não foi entregar a Copa das Confederações ao time que ele treinou. Um ano e 13 dias depois, tendo o mesmo time sofrido hecatombes inéditas nos jogos finais da “Copa das Copas”, ela o relegou ao ostracismo para se refugiar no verso de um samba de Paulo Vanzolini (“levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”) e na criatividade (“a derrota é a mãe de todas as vitórias”).

Dilma não atuou na seleção nem a treinou. Não é também dirigente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Mas não resiste a recorrer ao dito esporte bretão para parecer simpática. Nascida em Minas, comemorou a conquista da Libertadores da América pelo Atlético Mineiro em 2013 em redes sociais. “Congratulo (sic) com toda a torcida do Atlético pela conquista do título. Eu sou torcedora do Atlético e, quando criança, ia com meu pai a muitos jogos do Galo no Mineirão”, postou. Não faltou quem nos mesmos veículos lembrasse que 1) como nasceu em 1947, tinha 18 anos e, portanto, não era criança quando o estádio foi inaugurado; e 2) que o pai morrera em 1962, três anos antes de sua inauguração.

Consta que Clio, a deusa da história, é irônica. Pelo visto, os deuses do futebol também. Em 8 de julho o estádio foi palco da derrota mais humilhante que o Brasil sofreu na história, ao perder de 7 a 1 na semifinal da Copa. Dela o técnico saiu como padrão de incompetência, e não de excelência.

Nenhum torcedor dotado do mínimo de bom senso teria apostado pesado no time de Scolari na Copa: ganhou da Croácia com a ajuda do juiz, empatou com o México contando com muita sorte e ao vencer Camarões passou para as oitavas de final contra o Chile, e não contra a Holanda, por absurdos erros do árbitro, que anulou dois gols legítimos dos mexicanos no jogo de estreia contra os africanos. A trave nos últimos segundos da prorrogação e no último pênalti carimbou o passaporte para as quartas de final contra a Colômbia, que nunca foi páreo para a canarinha nos melhores momentos dela e nos piores desta. O Brasil ficou entre os quatro melhores com a ajuda da sorte e de apito amigo.

Mas na véspera da semifinal contra a temida Alemanha a presidente resolveu apostar todas as fichas de chefe de governo e de Estado e de candidata à reeleição no “padrão Felipão” de excelente gestão. A página oficial da Presidência da República na internet, usada na campanha eleitoral com uma sem-cerimônia só comparável à do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao desconhecer o fato, divulgou sua “conversa” com internautas sobre a Copa. Chamou os adversários de “urubus”, condenou o “pessimismo indevido” de um sujeito oculto chamado imprensa, vulgo “mídia golpista”, e adotou como mascote de palanque o craque Neymar, cuja dor, ao ser atingido por um jogador do time que fora menos violento do que o Brasil no jogo, segundo ela, “feriu o coração de todos os brasileiros”. Para completar, sem se dignar a explicar o significado do gesto nem da expressão, copiou do astro do Barcelona o “é tóis”, paródia criada por ele para o “é nóis” dos corintianos, com a letra T formada pelos braços e pelo cotovelo. E enquanto a torcida lhe fazia eco gritando o nome do ídolo ferido, os alemães impingiram à seleção mais campeã das Copas a pior goleada em semifinais do torneio.

Felipão, fiel a seu padrão de embromation, mal consumado o desastre elogiou o próprio trabalho, lembrando que seu “grupo” – sua “família”, ou seja, as vítimas de suas doses patéticas de autoajuda – foi o primeiro a chegar a uma semifinal desde a Copa em que ele mesmo treinou o time campeão, em 2002, há 12 anos. O auxiliar técnico Carlos Alberto Parreira comprometeu o respeitável currículo de campeão mundial de 1994 lendo na entrevista a carta de uma fã que elogiou a preparação do time de um esporte cujos fundamentos ela própria dizia desconhecer.

Antes de o “padrão Felipão” ser submetido a outro vexame na disputa pelo terceiro lugar contra a Holanda na arena Mané Garrincha, com o nome de um gênio do tempo em que nosso futebol tinha cara e vergonha, os bombeiros do Planalto correram para salvar a chefe do incêndio. Descalçaram-lhe as chuteiras e ela pôs de novo o capacete de chefe de obras, para jogar espuma sobre a tentativa canhestra de barganhar o sucesso da seleção por votos na eleição. Apelaram até para o óbvio: “Futebol e política não se misturam”. Fez-se isso com desleixo idêntico ao de estropiarem a frase de Nelson Rodrigues “a pátria em chuteiras” por outra, que só adquiriu nexo após o vexame: “a pátria de chuteiras”. Dilma e seu professor (assim os pupilos chamam seus técnicos) usaram pátria, hino e bandeira para chutar a realidade para escanteio.

Dilma ainda contribuiu para o besteirol de político ignorante em esporte ao atribuir o chamado mineiratsen à exportação dos melhores jogadores nacionais para o exterior. O uso da palavra exportação, cabível para médicos cubanos, mas não para nossos craques, omite as evidências de que a seleção atuou em nível similar ao dos campeonatos locais por absoluta incapacidade de dirigentes que se recusam a aprender como se joga nos mercados que hoje vencem. E de governantes que perdoam as dívidas monstruosas acumuladas por estes bancando papagaios de pirata para ganhar votos, perdendo o pudor e as Copas.

JOSÉ NÊUMANNE É JORNALISTA, POETA E ESCRITOR

Um artigo simplesmente irretocável, perfeito mesmo.

Se o Brasil fosse um país sério, jamais teria uma Dilma como presidente. Mais ainda: se houvesse o mínimo de vergonha na cara, o escândalo, a vergonha, a humilhação não seria o 7 a 1 para a Alemanha, mas isso tudo:

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Quem acreditou que a Copa traria ganhos enormes para os negócios foi humilhado por mais de 7 a 1

Eu estou acompanhando os impactos econômicos da Copa, e até o momento os ignorantes que apenas puxam o saco do PT estão sendo goleados e humilhados por margem bem maior do que 7 a 1.

Começo por algumas “previsões” ou “análises” de alguém incrivelmente inteligente, perspicaz mesmo:

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Conforme eu havia demonstrado AQUI e AQUI, houve muitas previsões sobre os ganhos econômicos e financeiros que a realização da Copa no Brasil traria ao país. Os número foram os mais variados.

A Odebrecht e o Corinthians usaram um “estudo” da Accenture que afirmava que a cidade de São Paulo teria ganhos de R$ 30 bilhões. Atenção: apenas a cidade de São Paulo. Eu tratei desse “estudo” da Accenture, em detalhes, em 11 de Julho de 2011, AQUI. Na época, eu escrevi o seguinte: “Convenhamos, senhoras e senhores: as cifras divulgadas são o cúmulo da utopia elevada à décima potência. Não existe NENHUMA, repito, NENHUMA chance de os valores reais chegarem nestes, citados.

E hoje leio no Estadão isso aqui (clique na imagem para ampliar):

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Mas não é só isso, não. Tem mais:

Cidades-sede deixam a Copa com ganho menor que o esperado
A Copa do Mundo passa de sua metade sem os grandes problemas anunciados, mas também sem os ganhos para quem planejava lucrar.
Esse é o balanço nas quatro cidades-sede que se despediram do torneio na semana passada e não receberão mais jogos do Mundial. Curitiba, Manaus, Natal e Cuiabá comemoram a visibilidade alcançada e o “clima de Copa” da interação entre locais e turistas. Mas a corrente de recursos não veio.
“Foi o pior mês em 15 anos. Duas semanas praticamente sem passeio. Porque o torcedor veio ver o jogo, sair para beber e fazer festa”, reclama Luciano Amaral, 48, o “Pepeu do Buggy”, conhecido como “bugueiro da Fifa” após apresentar, em vídeo da entidade, as atrações de Natal.
O setor hoteleiro, força da economia local, também não fechou a conta, apesar do aporte de norte-americanos (22 mil), mexicanos (12 a 15 mil) e uruguaios (11 a 12 mil). “Queríamos 80% [de ocupação dos leitos] e chegamos a 70%”, disse Habib Chalita, da associação de hotéis.
Cuiabá também ficou no prejuízo nesse setor. “Vieram muitos mochileiros com dinheiro contado. Dormiam em qualquer lugar ou pagavam só uma diária”, disse Luiz Verdum, do sindicato de hotéis, bares e restaurantes.
Em Curitiba, o setor de serviços se saiu um pouco melhor –a ocupação de leitos ficou acima do previsto, bares elevaram o faturamento em 30%, e restaurantes, em 15%. “O retorno de quem investiu vai demorar um pouco mais”, disse Marcelo Pereira, da associação de bares e restaurantes do Estado. “Não foi ruim, mas poderia ter sido um pouco melhor.”
Moradores de Manaus esperam atrair mais turistas após a “descoberta” da cidade por brasileiros e gringos. Na prática, contudo, poucos ramos da economia local comemoram os resultados dos quatro jogos na cidade. Bares e restaurantes, por exemplo, calcularam uma queda de 10% no movimento em relação ao mesmo período do ano passado. “A Copa só foi boa para pontos turísticos e lugares consagrados. Restaurantes trabalharam por três anos para se qualificar e tiveram queda nas vendas”, lamenta Janete Fernandes, da associação do setor no Estado.
O tempo reduzido de permanência dos turistas foi uma das grandes queixas. A ocupação chegou a alcançar 93% nas partidas entre Itália x Inglaterra e EUA x Portugal –na sexta (27), era de 15%.

Calma, não acabou ainda:

Não são poucos os cronistas esportivos (entre profissionais e amadores) que já apontam essa como a Copa das Copas. Mas, para alguns negócios, a agenda de jogos e toda a expectativa em torno do Mundial não têm sido tão favoráveis. Comerciantes registram movimento baixo e até prejuízo.
Na Rua 25 de Março, no centro de São Paulo, a loja de bijuterias Cindy viu o movimento cair em cerca de 40%, segundo a encarregada, Roseli Morganti, de 38 anos. “Temos clientes de outros Estados que acabam não vindo. Ainda temos de liberar os funcionários nos jogos do Brasil, é mais prejuízo”, explica Roseli. “Vi poucos turistas por aqui. Para nós, a Copa não ajudou nada.”
Na última partida do Brasil, que foi no sábado, às 13 horas, praticamente todas as lojas ficaram fechadas. “O sábado é o dia de maior movimento para nós, então já viu o que significa isso”, diz Raul dos Santos, dono de uma loja de brinquedos na Rua Carlos de Souza Nazaré, na mesma região.
Para piorar, a venda de artigos verde-amarelos só começou a decolar após o início dos jogos. “Estava mais fraco do que o esperado, mas agora estamos vendendo bem, até as camisas dos outros países têm saído”, disse o vendedor ambulante Roberval Pereira Silva, de 40 anos.
O economista Marcel Solimeo, superintendente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), afirma que os setores beneficiados pela Copa são os de bebidas, carnes, supermercados e de produtos diretamente relacionados aos jogos – “até pipoca”. “Todos os outros são prejudicados. O comércio só vende quando está aberto e tem clientes. Com a Copa, muitos fecham as portas e o dia de vendas é reduzido.”
Mas até quem está incluído no ramo beneficiado sentiu queda no consumo. No Mercado da Lapa, na zona oeste de São Paulo, nem a decoração com faixas verde-amarelas resultou em um efeito nos caixas. Em uma votação, os lojistas decidiram não abrir no último sábado. “Diminuiu bem o movimento. Já estou até torcendo para que o Brasil caia e as coisas voltem ao normal”, diz a comerciante Roberta Agostine, dona de um box de alimentos.
Mesmo vendendo produtos essenciais, como materiais de limpeza, Ronan Valentim de Castro, de 32 anos, prevê prejuízo neste período. “As pessoas adiam tudo, todo evento impacta. Com futebol, as pessoas esquecem tudo.”
 Solimeo, da ACSP, lembra que todas as Copas têm a característica de paralisar a comercialização de produtos e serviços na hora dos jogos, mas a de 2014 tem um impacto diferente. “Não é só nos dias de jogos do Brasil. Quando há jogo aqui em São Paulo, há aumento do rodízio, o que também atrapalha.”
No Jardim Anália Franco, bairro nobre da zona leste, a escola de música Lado B fez promoções para a Copa e uniforme canarinho para a equipe. Mas, segundo a coordenadora Claudia Ferreira, de 41 anos, houve uma queda “brutal” nas matrículas. “Entre maio e junho, caiu 30% a procura por aulas. Só trabalhamos normalmente na primeira semana, depois foi muito devagar.”
A escola ainda sente os reflexos dos dias de jogos do Brasil, porque precisa liberar os funcionários – mas as aulas têm de ser repostas
. Ainda houve quem preferisse trancar a matrícula. “Alguns já voltaram. Perceberam que sem música a Copa fica mais chata”, brinca. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Para compensar as más notícias agora (íntegra AQUI):

Os gastos com a Copa do Mundo terão um impacto insignificante sobre a economia brasileira, apesar da percepção popular de que o torneio custa muito caro ao país, afirma estudo desenvolvido pela Moody’s. A competição vai gerar apenas 0,4% do crescimento do PIB no período de dez anos e os gastos com infraestrutura representam apenas 0,7% do total de investimentos previstos para o período entre 2010 e 2014.
– A economia brasileira é muito grande, então, por causa da curta duração da Copa do Mundo e porque os investimentos são concentrados em algumas cidades e estados, o impacto não é tão grande – afirmou Barbara Mattos, analista da agência, em entrevista ao “Financial Times”.
Entretanto, o governo tem destacado os ganhos econômicos gerados pela realização da Copa, com a promessa de criação de 3,6 milhões de postos de trabalho, numa tentativa de vender os benefícios de sediar o evento para um público cada vez mais cético
. Mas o descontentamento da população com a qualidade dos serviços públicos alimentou protestos no ano passado, durante a Copa das Confederações.
O relatório da Moody’s serve como um lembrete para governos e eleitores de grandes economias para não exacerbar as expectativas sobre a realização de grandes eventos esportivos. No ano passado, o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, listou uma série de benefícios esperados da Copa do Mundo, incluindo o investimento de R$ 28 bilhões em transportes urbanos, portos, aeroportos, estádios e infraestrutura turística.
Citando estudo da Ernst & Young, o ministro disse à época que a competição movimentaria outros R$ 112 bilhões entre 2010 e 2014, mas admitiu que parte dos projetos de infraestrutura já estava incluída no Plano de Aceleração do Crescimento.

O problema do estudo da Moody’s é que não estão inclusas despesas de manutenção e custeio dos elefantes brancos, os estádios enormes que a partir de agora não terão mais uso. Além disso, ficaram de fora, por razões óbvias, o custo com propinas e a própria construção dos estádiosque o PT insiste em dizer que não é dinheiro público, mas é. Quem conhece o mínimo sobre o funcionamento da máquina estatal no Brasil sabe que, graças às propinas, desvios e corrupção no geral qualquer obra custa pelo menos 3 vezes o “valor oficial”.

A Copa ainda não acabou. Faltam alguns dias para o encerramento. Depois disso, ainda vai levar algum tempo para que todos os setores possam fazer suas avaliações sobre os ganhos e perdas ocorridos graças ao evento. Ao longo do mês de Julho devem começar a ser divulgados alguns destes resultados. Eu estarei acompanhando.

Alguns setores econômicos certamente estão felizes, e reportarão bons números. Entretanto, a maioria vai amargar números ruins. Quem não tiver prejuízo ou queda nas vendas/produção deve ficar satisfeito. A indústria, por exemplo, precisará de mais tempo para calcular as perdas não apenas com queda nas vendas, mas com dias não trabalhados. Sim, há diversos fatores a serem ponderados.

Contudo, o que já posso afirmar com total certeza, tendo lastro em dados concretos, é que aqueles que apostavam que a Copa seria um sucesso sob o ponto de vista da economia e dos negócios foi mais humilhado do que a Seleção brasileira no 7 a 1. Neste momento, de bate pronto, não me recordo alguém que tenha sido tão humilhado quanto a FGV, que divulgou (em parceria com a Ernest & Young) um “estudo” ridículo, chinfrim mesmo, no qual apontava ganhos da ordem de mais de R$ 140 bilhões com a Copa – e obviamente este fiasco, ops, “estudo” foi amplamente usado por ignorantes nas redes sociais, os MAVs sem cérebro:

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O fiasco da FGV, digo, o estudo da FGV, está AQUIQuem quiser rir, pode ler.

Depois de ler, sugiro ao leitor que fique imaginando a expressão facial de quem assinou este fiasco, ops, estudo…

Burro

Esse fiasco, digo, estudo da FGV foi amplamente divulgado pelos costumeiros baba-ovo do PT nas redes sociais, e os otários de sempre acreditaram. Estas amebas têm na Dilma o governante e o QI que merecem.
Todos eles, porém, são humilhados pela verdade e pelos fatos – e não apenas por 7 a 1, mas por margem muito maior!

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Começa a campanha eleitoral 2014: chega de PT

Tem início, oficialmente, a campanha eleitoral de 2014. É agora ou nunca: ou o Brasil derrota o PT, ou o PT acaba com o Brasil.

Não é exagero: as instituições democráticas têm resistido a estes 12 miseráveis e lastimáveis anos de PT, mas chega uma hora em que não dá mais.

NÃO DÁ MAIS.

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Desde 2003, o PT vem impondo uma triste e deplorável sucessão de derrotas para a democracia.

Quem acompanha este blog sabe, mas nunca é demais repetir.  A política (e as ações resultantes dela) tem impacto direto na vida de todos nós, seja no aspecto pessoal, seja no profissional. Pessoas, empresas e relações são afetadas pelas decisões políticas. Assim, a despeito de este blog não ser totalmente dedicado à política, basta ver no arquivo que o tema ocupa, sim, espaço relevante.

E agora em 2014 existe um conjunto de condições REAIS, palpáveis, factíveis, para afirmar com convicção que é possível, sim, derrotar o PT e seu projeto de poder totalitário, anti-democrático, populista e derrotista.

O Brasil, tão popularmente chamado de “país do futuro”, não terá futuro nenhum se eleger Dilma Rousseff para um segundo mandato (ou, numa alternativa igualmente desastrosa, Lulla, caso a geranta seja ejetada devido ao fraco desempenho). Não importa a pessoa – é crucial derrotar o PT e seu projeto de poder socialista.

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Um dos pontos-chave por trás das ações totalitárias do PT chama-se FORO DE SÃO PAULO.

Muita gente acha, honestamente, que ele não existe, que trata-se de “exagero” de anti-comunistas radicais. Entendo. Essas pessoas precisam apenas ter acesso à informação correta (o site oficial deles é um bom começo para mostrar que EXISTE, né?!).

A maioria dos que negam a existência do Foro de SP, por outro lado, é gente que sabe que ele existe, participa direta ou indiretamente, mas sabe que se a verdade sobre ele vier à tona, o PT perde o poder. Estes não me interessam. Se você se enquadra nesta categoria, pode ir embora (aliás, nem deveria estar aqui! Tem gente sem caráter e sem neurônio que se alinha a você – basta procurar o blog da socialista morena, do racista paulo henrique amorim etc).

Aqueles que desejam ter acesso à informação podem seguir a leitura. Garanto que poderão aprender algumas coisas importantes.

É preciso lembrar: todas as vezes em que o PT e Lulla perderam as eleições para Presidência foi por causa do discurso socialista.

Nas 3 primeiras campanhas, a população negou-se a eleger o sindicalista que pregava a moratória da dívida externa, apoiava o MST (que violava não apenas a lei, mas a propriedade privada, esta invenção abjeta do capitalismo democrático), e inúmeros outros temas caros ao socialismo – mas, restou provado, rejeitado pela maioria esmagadora da população.

Em 2002, diante do risco de perder pela 4a vez consecutiva a eleição, trataram de maquiar a verdade.  A “Carta ao Povo Brasileiro” foi apenas o começo. A partir daquele momento, o outrora candidato raivoso, socialista, inimigo das liberdades individuais, hipócrita e mitômano foi soterrado pela maquiagem de um moderado – que, infelizmente, acabou sendo eleito.

Contudo, o PT (e seus asseclas, como MST, CUT, o jornalismo da esgotosfera como CacaCaPTal e outros cacarecos) sempre fez o possível e o impossível para esconder o Foro de SP.  O discurso levado à população esconde as reais intenções do PT:

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O PT continua, sim, defendendo a implantação do socialismo.

Todos os programas de governo (os verdadeiros, não os que são divulgados amplamente) do partido afirmam isso de forma categórica.

Esses documentos REAIS, contudo, não são de conhecimento da maioria. Quem quiser conferir o documento finalizado em Maio deste ano (sim,  2 meses atrás) pode baixar o arquivo AQUI. Aliás, eu recomendo: não acredite em mim, leia o que o PT produz internamente e avalie se é isso o que você quer para o Brasil.

Socialismo é um atraso de vida. Graças ao socialismo, milhões de pessoas foram assassinadas – seja com armas, seja devido à fome criada pelo fracasso do socialismo na prática (vide a grande fome russa de 1921).

Não existe UM único país desenvolvido socialista. Nenhum. Jamais existiu. De novo: não sou eu quem está dizendo isso – trata-se de um FATO HISTÓRICO.

Vamos a alguns vídeos bastante instrutivos sobre o Foro de SP, então.

O primeiro: Dilma Rousseff dando as boas vindas aos que vieram para o Brasil para participar do XIX Encontro do Foro de São Paulo, realizado no dia 2 de agosto de 2013.

Reparem que ela usa o termo “progressista“. Ela não fala “socialista”, nem “comunista”, nem qualquer outro termo. Por quê?

Simples: primeiro, o comunismo ficou marcado pelos milhões de mortos na União Soviética e nos regimes que se inspiraram na URSS.
Para tentar esconder a verdade, passou-se a adotar o termo “socialismo” (há pequenas diferenças conceituais, que abordo em breve, mas grosso modo tratou-se de uma decisão de relações públicas: como o nome comunismo passou a ter rejeição alta, muda-se o nome).

Depois, socialismo também passou a ter uma “reputação” ruim. Foi quando surgiu a idéia de mudar o nome de novo. Surge, então, o “progressismo”. “Progressista” é o comunista que não tem coragem de se assumir como comunista, ou o socialista que sabe que existe a má-fama do termo.

Aliás, de forma bem resumida, qual é a diferença entre comunismo e socialismo?

Dentro da teoria marxista elaborada no século XIX, comunismo e socialismo seriam duas etapas sucessivas no desenvolvimento da sociedade humana, ocorrendo após o colapso do sistema capitalista. O socialismo seria caracterizado pela abolição da propriedade privada dos meios de produção e a instalação de um estado forte (“ditadura do proletariado”), capaz de consolidar o regime e promover a diminuição da desigualdade social. No comunismo, o próprio estado seria abolido, com a instauração de uma igualdade radical entre os homens.

Explicação um pouquinho mais detalhada pode ser lida AQUI. Neste link é possível observar também o lenga-lenga clássico dos comunistas frustrados: “na verdade nunca houve um país comunista de verdade, pois nem mesmo a URSS adotou TODOS os preceitos teóricos de Marx“. Trata-se de uma bobagem clássica, repetida ad nauseam após a queda do Muro de Berlim e derrocada da URSS.
Poder-se-ia dizer, seguindo esta “linha de raciocínio” (sic), que o capitalismo também nunca existiu, pois o que se vê na prática difere das teorias sobre o capitalismo. Isso explica-se porque uma teoria é apenas uma teoria – quando se coloca na prática, são necessários ajustes e mudanças. Trata-se, afinal de contas, de uma utopia.

Um vídeo curto (menos de 7 minutos) e bem humorado que trata disso está AQUI. Vale a pena ver (a rigor, ouvir, porque não passa de um áudio com imagen “decorativas”, mas ainda assim vale a pena). E, por fim, se alguém quiser ler o que Lênin e Engels pensavam sobre essa questão, está AQUI uma compilação que eu mesmo fiz.

Voltando ao Foro de SP, agora. José Dirceu, antes de ser preso, fala com todas as letras da criação do fórum socialista da América Latina (que, na prática, sempre foi chefiado pelo PT):

Finalmente, neste terceiro vídeo, temos o vigarista-mor: Lulla discursa durante a abertura do XIX Encontro do Foro de São Paulo, realizado no dia 2 de agosto de 2013, na cidade de São Paulo – mais precisamente, no Hotel Jaraguá.

Portanto,  depois destes 3 vídeos, alguém vai afirmar que o Foro de SP NÃO EXISTE?

Na dúvida, um vídeo mais longo e bem mais detalhado está AQUI. Nele, é possível ter uma compreensão mais abrangente da atuação desse grupo na América Latina. Repito: é longo, e por vezes meio chato (eu, como agnóstico e não-muito-fã-do-exército, acho um porre aturar a reza e outras coisas), mas está recheado de informações que merecem ser conhecidas.

E agora, para encerrar o assunto Foro de SP.

Está AQUI o mais completo, detalhado, abrangente e bem documentado perfil do Foro de SP. São dados acachapantes. Há os documentos oficiais do Foro de SP, vídeos, análises etc.

Enfim, tudo.

Isto posto, é preciso deixar claro que o PT não é ruim para o Brasil apenas e tão somente pela incompetência de seus integrantes (basta ver a situação social, econômica, institucional, política, legal do país), mas especialmente pela agenda deles. O objetivo do PT é criar a URSS da América Latina – esta é a razão da existência do Foro de SP. E o Brasil é o maior e melhor instrumento para que se atinja este objetivo.

TODOS os demais países que, direta ou indiretamente, integram o Foro de SP estão falidos, quebrados, miseráveis. Começando com Cuba, passando pela Venezuela e chegando na Argentina, estão todos quebrados, em claro e acelerado declínio econômico. O Brasil também está péssimo economicamente falando, mas é o único, entre o grupo todo,  que tem condições e potencial para reverter este quadro.

Resumo

A ignorância de um vereador (ora, vejam, do PT!) matando o Kinder Ovo

Eu ia escrever sobre o caso, mas acabo de ler a coluna do Reinaldo Azevedo tratando disso (os grifos são meus):

Ai, ai… Que coisa estupefaciente, para tentar usar uma palavra, assim, que expresse uma indignação algo elegante! A Câmara dos Vereadores de São Paulo aprovou um projeto de lei que proíbe, oram vejam!, a venda de Kinder Ovo na cidade. É, leitor, você entendeu direito! Aconteceu na quarta-feira, dia 2. O texto é de autoria do petista Arselino Tatto, líder de Fernando Haddad na Casa. A estrovenga tramita desde 2009 e foi aprovada em votação simbólica, em… 36 segundos!!! Só Ricardo Young (PPS) declarou voto contrário.

A projeto, que agora aguarda sanção ou veto do prefeito Fernando Haddad, impede o que se chama de “venda casa de alimentos, acompanhados de brinquedos”. Venda casada? Até onde sei, isso e outra coisa: “Você só terá o direito de comprar X se, antes, comprar Y”. Quando se estabelece um determinado preço por um produto, ainda que ele comporte mais de um item, não há venda casada nenhuma! Fosse assim, seria preciso proibir os programas de televendas. Por quê? Se você adquirir uma escada multifuncional que costura, chuleia, caseia, prega botão e prevê o futuro, ganha não sei quantos outros badulaques “inteiramente grátis”. É venda casada?

É impressionante! Para começo de conversa, trata-se de uma lei escancaradamente inconstitucional. Só leis federais podem proibir a venda de produtos. A cidade de São Paulo não é um território autônomo. Não se pode, por aqui, cassar um direito — o de comprar Kinder Ovo ou o que seja do gênero — garantido a brasileiros outros que estejam fora das fronteiras do município. É ridículo! É bocó! É autoritário!

Não é a primeira vez que políticos e ONGs decidem “proteger as criancinhas”, tomando o lugar e a função que cabem aos seus respectivos pais e mães. Quem é o sr. Arselino Tatto — ou os vereadores de São Paulo — para decidir o que devo comprar ou não para os meus filhos? Querem proteger os infantes? Eu posso indicar aos valentes onde encontrar crianças em real situação de risco. Nunca tive notícia, de resto, de ser o Kinder Ovo um chocolate disputado a tapa por crianças. Se não é o mais vendido, e não deve ser, sem mesmo se pode fazer a ilação de que o brinquedo que o recheia seja um atrativo superior ao apelo de outras marcas. Ainda que liderasse o ranking, não estaria, por si, demonstrada a associação perversa.

No ano passado, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou dois projetos com propostas do gênero: um restringia a propaganda nos alimentos pobres em nutrientes, e outro proibia os brindes. O governador Geraldo Alckmin fez o certo e vetou os dois: o primeiro, em janeiro, e outro, em março. Por quê? Independentemente do mérito, a a regulação da propaganda é de competência federal. O Artigo 220 da Constituição é claro como a luz do dia — reproduzo em azul:

A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
(…)
§ 3º – Compete à lei federal:
I – regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao Poder Público informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada;
II – estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
§ 4º – A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais, nos termos do inciso II do parágrafo anterior, e conterá, sempre que necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso.

Onguismo doidivanas
A tentativa de proibir propaganda de alimentos “não saudáveis” e os brindes tem uma patrocinadora poderosa: uma ONG chamada Instituto Alana, que se propõe a defender os direitos da criança. Se há coisa que não falta no país, como se sabe, é infante maltratado. A Alana, no entanto, não parece especialmente preocupada com a criança de rua, com a precariedade das escolas, com o trabalho infantil e tal. Nada disso! Sua obsessão é impedir que o capitalismo perverta a mente dos inocentes, incitando-os ao consumo irresponsável, o que poderia ser prejudicial à sua saúde. Huuummm…

A entidade está há muito tempo numa cruzada que busca, vejam que mimo!, proibir a veiculação de publicidade de alimentos “pobres em nutrientes e com alto teor de açúcar, gorduras saturadas ou sódio no rádio e na TV” entre as 6h e as 21h. Só isso! Assim, nesse intervalo, só poderiam ser veiculados anúncios de espinafre, abobrinha, ricota e, creio, óleo de fígado de bacalhau, que me rendeu, na infância, golfadas épicas. Eu tinha bronquite, e alguém assegurou que a Emulsão Scott “fortalecia os pulmões”… O rótulo continua o mesmo. É o único bacalhau com cabeça que se conhece no mundo…

Mas atenção! Nada de dar um brinquedinho para estimular a criança a tomar aquele troço. A Alana também é contra porque seria antiético associar o regalo ao alimento. Essa história da colher de mingau com “olha o aviãozinho”, leitor amigo, é uma forma de perverter as crianças. A estupidez inconstitucional chega agora à Câmara dos Vereadores.

Eu tenho a solução
Eu tenho a solução. O Kinder Ovo para de rechear seus ovinhos com brinquedos. No lugar, a gente coloca trechos dos diários de Che Guevara e lições de Gramática Alternativa da dupla Lula & Dilma. O que lhes parece “no que se refere” a uma propaganda “menas” perversa?

Há uma área na periferia de São Paulo de tal sorte dominada pela Família Tatto que é conhecida, imaginem vocês, como “Tattolândia”. Pelo visto, ele quer estender esse particularismo a toda a cidade de São Paulo.

Se Haddad não vetar essa aberração, a questão irá parar no Supremo, e, é claro, a restrição será derrubada.

Temos aí MAIS UM CASO de político burro tomando as dores de ONGs inúteis que baseiam sua patética existência no estrume intelectual chamado de “politicamente correto” e apresentando uma proposta de lei que trata os cidadãos como idiotas. Essa idéia maluca, imbecil mesmo, limita (de forma ilegal) as liberdades não apenas de quem vende/fabrica produtos e serviços, mas também do consumidor.

Essa mentalidade da esquerda, que teima em tratar pessoas como gado, é velha. Ultrapassada. Reacionária. Obsoleta. Ridícula.

E, pior, trata-se de algo cumulativo: aos poucos, as liberdades individuais vão sendo proibidas e criminalizadas (veja-se o caso de outra lei RIDÍCULA, recentemente aprovada, a tal “lei da palmada”, por exemplo), e transfere-se ao Estado o poder de decisão sobre coisas banais do dia-a-dia.

Um prato cheio para gente que admira Stálin, Hitler, Mussolini, Pol-Pot, Chávez, Fidel et caterva.

Não adianta jogar a culpa nos políticos que apresentam projetos e propostas ridículas. Eles foram eleitos por voto direto. Quem elegeu Haddad e Tatto que se responsabilize pela cagada!

Que fique o registro: consta do documento produzido após o Encontro Nacional do PT em maio de 2014 (download AQUI) esta belezinha:

2014-07-01 23.38.37

Eu pago uma caixa de Kinder Ovo (enquanto não for proibido) a quem for capaz de citar 3 países que adotaram o tal “socialismo radicalmente democrático”.

Não existe. Simplesmente porque “socialismo democrático” é como “chuva seca” ou “Sol frio” ou “Dilma inteligente”.

2014-05-24 14.44.58

Não faltam distorções e mentiras sobre o crescimento do PIB brasileiro

Primeiro, notícia que li há pouco na Folha (AQUI):

Em entrevista a nove correspondentes estrangeiros, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu nesta quinta-feira (3) que o crescimento da economia no governo Dilma Rousseff não é o ideal, mas não vê necessidade de mudança nos rumos da política econômica.

Lula minimizou o desempenho da economia brasileira alegando que o cenário internacional ainda enfrenta os efeitos da crise de 2009. Ele justificou que o Brasil passa pela mesma desaceleração que atinge a Europa e os Estados Unidos, mas tem a seu favor a criação empregos em ritmo acelerado.

“Obviamente o nosso PIB não é o PIB que a gente gostaria”, disse Lula segundo a agência internacional Reuters. “Quando as pessoas acham que o Brasil não cresceu muito nestes últimos quatro anos, a pergunta que faço é: ‘quem cresceu mais do que o Brasil’?”, indagou.

Eis aqui a resposta, Lulla:

2014-07-02 23.28.07

E ali constam apenas países da América Latina, hein?!

Conforme eu já havia escrito AQUI, houve (e ainda tem havido) muita desinformação quando da divulgação do PIB de 2013. E vai continuar havendo.

Eis aqui mais um exemplo: “professor” (ai, que vergonha!) de uma universidade federal que não sabe ler e sai por aí (neste caso, no Facebook) afirmando que o PIB do Brasil cresce mais do que todo mundo, exceto China e Coréia.

Safari 3

Trata-se de mais um PROFESSOR ANALFABETO: o sujeito coloca este link para “provar” o que ele afirma, mas o texto desse link repete a reportagem do Estadão que eu comentei AQUI.

Safari 2

 

A despeito do texto mal redigido, a informação está lá:

O ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coloca o Brasil na terceira posição entre os 13 países que já divulgaram os resultados de suas economias no ano passado. O Brasil ficou abaixo apenas de China e Coreia do Sul em 2013, considerado esse universo.
A alta de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), superou os resultados dos Estados Unidos, Reino Unido, e África do Sul, que cresceram 1,9%, além de Japão (1,6%), México (1,1%), Alemanha (0,4%), França (0,3% e Bélgica (0,2%), de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (27), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

O “professor” sabe ler?! Está escrito lá que a comparação do índice de crescimento do PIB brasileiro foi feita APENAS ENTRE OS 13 PAÍSES QUE JÁ HAVIAM DIVULGADO SEUS RESULTADOS NAQUELE MOMENTO.

Aí , “professor” escreve que o Brasil cresce mais “que todo mundo”.

Safari

Simplesmente não é verdade.

Tomei conhecimento das bobagens do ilustre “professor” AQUI. E ele não escreve bobagens apenas sobre economia no geral, mas sobre empresas em particular. É triste ver um “professor” universitário com um nível tão baixo, mas infelizmente é a realidade do Brasil.

De onde esse pessoal tira tantos “argumentos” tão ruins?!

2014-05-30 15.30.16

Notei ser impossível discutir com o sujeito, porque é do tipo que não apenas é ignorante, mas se acha super inteligente; aquele tipo que finge não ver os dados e fatos apenas para repetir ad nauseam o que ele acha que é verdade.

Exatamente como o Lulla!